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ETEC CARLOS DE CAMPOS

Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza


GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

ESTUDOS DE VIABILIDADE E PLANEJAMENTO


TÉCNICO E ECONÔMICO NA CONSTRUÇÃO
CIVIL I (EVPTECC-I)
Atividade 006

Gleison Rodrigues da Silva Caires


João Almério Luz Quadros
Maurício Henrique de Souza Alves
Maria Daniela de Lima
TÉC-EDIFICAÇÕES - 1º MOD 2021/2

Atividade Técnico-científica
apresentado à Escola Técnica
Estadual (ETEC) Carlos de Campos
com a finalidade de obtenção de
assiduidade e frequência nas
atividades EaD pelo software
Microsoft Teams nas disciplinas
correspondentes.

São Paulo - SP
2021
1.IMPACTOS E LEGISLAÇÕES AMBIENTAIS

A legislação ambiental no Brasil é uma das mais avançadas e completas do


mundo, e seus objetivos são proteger o meio ambiente e reduzir as consequências de
ações devastadoras, e seu cumprimento é imposto tanto a pessoas físicas quanto
jurídicas. Estas leis ambientais definem normas e infrações e devem ser conhecidas,
entendidas e praticadas.

1.1.EVA

O Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) é a primeira iniciativa para se obter um


norteamento em relação ao conhecimento e identificação de impactos ambientais que
podem estar associados a um determinado empreendimento. Ele inclui o
levantamento das peculiaridades ambientais de uma área onde há a intenção de
implantar uma atividade empresarial, de forma a avaliar a capacidade de suporte do
meio ambiente em acolher o empreendimento. É um serviço que oferece informações
precisas sobre os meios físicos, bióticos e socioeconômicos.

1.2.EIA e RIMA

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é um dos principais instrumentos


utilizados para o planejamento ambiental, avaliação de impactos, delimitação de áreas
de influência. Ele define também os mecanismos de compensação e mitigação dos
danos previstos em decorrência da implantação de atividades/empreendimentos de
grande potencial poluidor e degradação do meio ambiente, conforme preconiza a
legislação vigente. Trata-se da exigência dos órgãos competentes em atendimento às
normas estabelecidas, conforme o Art. 2º, da Resolução Conama nº 01/ 86.
As principais informações contidas no EIA, devem ser apresentadas no
Relatório de Impacto Ambiental (Rima), em linguagem clara e objetiva, e ilustrado por
mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo
que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas
as consequências ambientais de sua implementação.
Importante ressaltar que o EIA/Rima deve, a partir de um diagnóstico, realizar
um prognóstico das consequências do empreendimento e sugerir medidas, na forma
de pré-projetos, com o objetivo de minimizar os impactos considerados negativos e
maximizar aqueles considerados positivos. Embora tenham finalidades diversas, EIA
e Rima são instrumentos complementares, e por isto são sempre citados em conjunto.

1.3.RIV

O Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV) toma como orientação o Estatuto da


Cidade, que o previu enquanto instrumento mediador entre interesse privado e a
garantia da qualidade de vida da população urbana que gravita em seu entorno. É o
relatório que abrange toda e qualquer ocupação/inscrição de objeto no espaço –
geográfico, ou mais precisamente no espaço urbano repercutindo enquanto causa ou
efeito de um conjunto de relações socioculturais, econômicas e políticas na área que
o circunscreve. Os efeitos de um empreendimento, positivos ou negativos, atuantes
sobre o seu entorno, variando em função da escala (tamanho). Com efeito, o Estudo
de Impacto de Vizinhança e consequentemente o Relatório de Impacto de Vizinhança
são dois documentos distintos que têm por finalidade produzir uma análise minuciosa
e objetiva dos impactos e efeitos causados pela ocupação/inscrição de estrutura física
no seu entorno.
2.MODELOS DE IMPACTOS E LEGISLAÇÕES AMBIENTAIS

2.1.MODELOS DE ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) E


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA)

2.1.1.Projeto de expansão de Fábrica de Três Lagoas - MS

Localizado no município de Três Lagoas - MS, a fábrica de celulose (preparação


de madeiras, linha de fibras, secagem e enfardamento), recuperação de químicos
(evaporação, caldeira de recuperação, caustificação/forno de cal) e utilidades
(caldeira de força, ETA, ETAC, ETE, ETEI - sanitários), sistema de óleo combustível,
emissário de efluentes, adução e captação de água, sistema de combustível,
laboratório e aterro industrial. A pretensão é aumentar a capacidade produtiva de
1.500.000 para 4.000.000 toneladas por ano.

Figura 01: Localização da unidade industrial ELDORADO

http://www.servicos.ms.gov.br/imasuldownloads/rimas/rima_eldorado_brasil.pdf
2.1.2.Sistema de travessias Salvador / Itaparica sobre a Baía de
Todos os Santos

Além dos diversos instrumentos tributários, financeiros, jurídicos e políticos que


auxiliam o sustento do município no planejamento e controle do seu território, este
município conta com a cobrança padrão sobre o território no perímetro urbano (IPTU)
além de outros instrumentos como a outorga onerosa; parcelamento e edificação
compulsórios; e estudo de impacto de vizinhança (EIV).

Figura 02: Concentrações de CO relacionada com a atividade de fluxo humano

http://www.inema.ba.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/01.-EIA_Volume-3-Avali
a%C3%A7%C3%A3o-dos-Impactos-Ambientais.pdf
2.1.3.Análise EIA / RIMA

Os documentos possuem extenso material com embasamento técnico e


histórico do objeto de estudo. Basicamente são separados pelos troncos: introdução;
características do empreendimento; diagnóstico ambiental; meio físico; meio biótico;
meio sócio econômico; análise de impactos e medidas mitigadoras; programas
ambientais.
Além da metodologia geral, as outras fases que compõem estes documentos
são: No aspecto ambiental: principais atividades do empreendimento com potenciais
interferências socioambientais; impactos da fase de projeto; impactos da fase de
implantação; impactos da fase de operação; matriz de impactos e avaliação global.
No aspecto do prognóstico ambiental: cenários futuros; síntese conclusiva.
No aspecto das medidas de controle, mitigação e compensação: metodologia
geral; medidas para fase de projeto; medidas para fase de implantação; medidas para
fase de operação.
No aspecto de planos e programas de monitoramento ambiental: programa de
desapropriação e reassentamento; programa de educação ambiental; programa de
educação ambiental para trabalhadores; programa de comunicação social; programas
de compensação socioambiental; programa de controle de processos de
sedimentação e/ou erosivos e assoreamento; plano de desmatamento; plano de
recuperação de áreas degradadas; plano de resgate da flora; programa de resgate e
afugentamento da fauna terrestre; programa de integração e capacitação de mão de
obra local; programa de monitoramento da flora e fauna; programa de controle de
disseminação de vetores de doença; programa de gerenciamento de resíduos sólidos;
programa de monitoramento da qualidade da água, vivos e aquáticos; programa de
monitoramento do ruído subaquático no decurso das ações de cravação das camisas
metálicas; programa de salvamento do patrimônio arqueológico; plano de adequação
paisagístico-urbanística; programa de monitoramento de ruído e vibrações; programa
de monitoramento e controle de emissão de material particulado; plano de emergência
e contingência; plano de apoio à criação de Unidades de Conservação de Uso
Restrito; programa de combate aos serviços marginais; programa de estímulo à
aplicação de tecnologias limpas e construção sustentável; plano de sinalização e
controle do tráfego; plano de monitoramento da linha de costa; programa de
monitoramento da pesca e programa de compensação para o setor pesqueiro que
atua na ADA do empreendimento (caso específico do estudo de caso 2.1.2);
programa de monitoramento geomorfológico; programa de condições e meio ambiente
do trabalho na indústria da construção PCMAT; programa de controle médico e saúde
ocupacional (PCMSO); programa de conectividade de habitats na paisagem;
programa de implantação e monitoramento das passagens para a fauna silvestre;
programa de monitoramento para fauna atropelada; programa de monitoramento para
águas subterrâneas; programa de gerenciamento de resíduos da construção civil;
programa de valorização e preservação da cultura local.

2.2.MODELOS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA)

2.2.1.Estudo de Viabilidade Ambiental para a Arena Tricolor

Localizado no bairro do Humaitá, Porto Alegre/RS, este estudo visa a realização


de um zoneamento preliminar das áreas aptas à ocupação de gleba. A fim de
subsidiar informações para a tomada de decisão por parte do empreendedor na fase
de planejamento. É abordada também a avaliação dos passivos ambientais
decorrentes do histórico de ocupação da área.

Figura 03: Padrão de drenagem da área de estudo

https://portoimagem.files.wordpress.com/2012/03/estudo-de-viabilidade-ambient
al-humaita.pdf

2.2.2.Estudo de Viabilidade Ambiental para a ampliação do Terminal


de Cargas Fernão Dias
Localizado no entroncamento das rodovias BR-381/SP-010 e BR-116/SP-060,
denominado Complexo Logístico Fernão Dias. Sua primeira etapa de implantação foi
concluída em 1986. O projeto de ampliação do Terminal de Cargas Fernão Dias
resgata a localização das áreas destinadas para a etapa não implantada, com o
propósito de manter o uso já previsto de um terminal logístico, porém com áreas de
apoio, administrativo e comércio mais elaboradas, e acréscimo de área social, em
benefício da comunidade aí instalada.

Figura 04: Disposição das áreas do complexo logístico

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquiv
os/20565103000E1504R0_vol_I_caracterizacao.pdf

2.2.3.Análise AIA

Os documentos possuem extenso material com embasamento técnico e


histórico do objeto de estudo. Eles avaliaram aspectos físicos (hidrológicos e
geológicos), bióticos (caracterização da cobertura vegetal, levantamento florístico
preliminar, impactos existentes na área, áreas de maior interesse de preservação),
meio antrópico (caracterização da evolução do uso e ocupação do solo na área,
aspectos sobre o uso do solo atual, sítios e monumentos arqueológicos), restrições
legais e ambientais para implantação, avaliação preliminar de passivo ambiental e
estimativa de custos e planejamento das ações de licenciamento ambiental.
2.3.ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA (EIV)

2.3.1.Estudo de impacto de vizinhança Nicks Bar ME

Localizado em Farroupilha-RS, este estudo visa atender o conteúdo na lei


municipal do Plano Diretor (Lei Municipal nº 4.176) sobre os estudos e relatórios de
impactos de vizinhança (EIV / RIV) para estabelecimentos de recreação e lazer (bares
com música ambiente ao vivo, salões de baile, salões de festas, clubes noturnos,
discotecas, boates, danceterias, bilhares e boliches). O estabelecimento em questão
realiza a venda de bebidas e lanches além de oferecer atividades de recreação e
lazer como mesas de bilhar e cancha de bocha e pode abrigar até 60 pessoas.

Figura 05: Imagem de satélite da localização do empreendimento

http://farroupilha.rs.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/niks-bar.pdf

2.3.2.Estudo de impacto de vizinhança de Alojamento

Localizado em Jundiaí, visa atender uma demanda de moradia temporária


existente na região referente aos estudantes da Faculdade de Medicina de Jundiaí.
Será construída numa área de quase 900m² de uma residência (que será demolida)
para dar lugar à um edifício alojamento com 39 unidades de apartamentos.

Figura 06: Imagem de satélite da localização do empreendimento


https://jundiai.sp.gov.br/planejamento-e-meio-ambiente/wp-content/uploads/sites
/15/2015/10/EIV_RIV_Proc_21305-9_13.pdf

2.3.3.Análise EIV

Os documentos possuem extenso material com embasamento técnico do objeto


de estudo. Foram consideradas as caracterizações do empreendimento quanto a seu
uso na legislação, caracterização do local do empreendimento, caracterização da área
de influência do empreendimento, impactos do empreendimento sobre a área da
vizinhança.
Nos aspectos do impacto ambiental: meio físico; características geológicas;
topografia; clima; qualidade do ar; nível de ruído na região; ventilação e iluminação;
recursos hídricos; meio biológico; ecossistemas terrestres, aquáticos, transição na
região; APPs, Unidades de conservação e áreas protegidas; dinâmica populacional da
região; uso e ocupação do solo; quadro referencial do nível de vida; estrutura
produtiva e de serviços; caracterização da organização social da área; valorização ou
desvalorização imobiliária.
Nos aspectos dos impactos na estrutura urbana instalada: equipamentos
urbanos e comunitários; abastecimento de água; esgotamento sanitário; fornecimento
de energia elétrica; rede de telefonia; coleta de lixo; pavimentação; iluminação pública
e drenagem natural e rede de águas pluviais.
Nos aspectos dos impactos na morfologia: volumetria das edificações existentes
da legislação aplicável ao projeto; bens tombados no entorno; vistas públicas notáveis
que se constituam em horizonte visual das praças em lagoa, rios e de morros; marcos
de referência local e paisagem urbana.
Nos aspectos sobre o sistema viário: geração e intensificação de pólos
geradores de tráfego e capacidade das vias; sinalização viária; as condições de
deslocamento, acessibilidade, oferta e demanda por sistema viário e transportes
coletivos; demanda de estacionamento.
Nos aspectos de impactos durante a fase de obras do empreendimento:
proteção das áreas ambientais lindeiras ao empreendimento; destino final do entulho
das obras; transporte e destino final resultante do movimento de terra; produção e
nível de ruídos; movimentação de veículos de carga e descarga de material para as
obras; solução do esgotamento sanitário.
Nos aspectos de proposição de medidas preventivas: natureza preventiva ou
corretiva; fase do empreendimento em que deverão ser adotadas as medidas; fator
ambiental a que se destina; prazo de permanência de sua implementação;
responsabilidade por sua implementação.
3.Referências

https://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/as-principais-leis-ambi
entais-brasileiras
https://www.mineral.eng.br/estudo-viabilidade-ambiental
http://www.natureambiental.com.br/site/eiv-estudo-de-impacto-de-vizinhanca-e-ri
vi-relatorio-de-impacto-de-vizinhanca/
https://portoimagem.files.wordpress.com/2012/03/estudo-de-viabilidade-ambient
al-humaita.pdf
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/arquiv
os/20565103000E1504R0_vol_I_caracterizacao.pdf
http://farroupilha.rs.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/niks-bar.pdf
https://jundiai.sp.gov.br/planejamento-e-meio-ambiente/wp-content/uploads/sites
/15/2015/10/EIV_RIV_Proc_21305-9_13.pdf
http://www.servicos.ms.gov.br/imasuldownloads/rimas/rima_eldorado_brasil.pdf
http://www.inema.ba.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/01.-EIA_Volume-3-Avali
a%C3%A7%C3%A3o-dos-Impactos-Ambientais.pdf

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