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Docente: Ms.

Ruany Cristyne de Oliveira Silva


Tiras reagentes permitem, atualmente,
um meio simples e rápido para a
realização de análises químicas da urina,
de parâmetros significativos, que
incluem: pH, proteínas, glicose,
cetonas, sangue, bilirrubina,
urobilinogênio, nitrito, leucócitos e
densidade.

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Como retirar o excesso de urina da tira reativa.

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pH
 Juntamente com os pulmões, os rins são os principais
reguladores do conteúdo ácido-básico no organismo.

 Eles fazem isso pela secreção de hidrogênio sob forma de


íons amônio, fosfato de hidrogênio, e de ácidos orgânicos
fracos e pela reabsorção de bicarbonato do filtrado nos
túbulos contorcidos.

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pH
Não existem valores normais
para o pH urinário.

Um indivíduo sadio produz geralmente


a 1ª urina da manhã com pH levemente ácido,
entre 5,0 e 6,0 e mesmo assim,
o pH das outras amostras do dia
pode variar de 4,5 a 8,0.
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pH
A sua determinação é feita através de tiras e se baseia em um sistema
de duplo indicador, que produz uma escala ampla de cores, cobrindo
os limites do pH urinário.

Os indicadores das tiras geralmente são: vermelho


metila,
que é ativo na faixa de 4 a 6,
produzindo mudança do vermelho p/ amarelo;
e azul de bromotimol,
que passa do amarelo p/azul e
com faixa de ação entre 6 a 9 8
Proteínas
Dos exames químicos de rotina da urina, o mais indicativo de doença renal é
a determinação de proteínas.

A urina normal contém pouca proteína: normalmente, menos de 10mg/dL ou


100 mg por 24 horas são excretadas.

Essa proteinúria é constituída, principalmente, de proteínas séricas de baixo


peso molecular que tenham sido filtradas pelo glomérulo e proteínas
produzidas no trato geniturinário.

A albumina é a principal proteína encontrada na urina normal. Outras


proteínas incluem pequenas quantidades de microglobulinas, proteína de
Tamm-Horsfall produzidas pelos túbulos e proteínas das secreções prostática,
seminal e vaginal. 9
Proteínas

Proteinúria clínica é indicada por ≥ 30


mg/dL. As causas de proteinúria são
variadas e podem ser agrupadas em três
categorias: pré-renal, renal e pós-renal, com
base na origem das proteínas.

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Proteínas
Pré- renal

É causada por condições que afetam o plasma antes de atingir o rim


e, portanto, não é indicativo de doença renal real.

Causada pelo aumento dos níveis de proteínas plasmáticas de baixo


peso molecular, como hemoglobina, mioglobina e proteínas reativas
de fase aguda, associadas a infecção e inflamação.

Outro exemplo é a excreção da proteína de Bence Jones por pessoas


com mieloma múltiplo.
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Proteínas
Proteinúria Renal
Associada à verdadeira doença renal, pode ser o resultado de dano glomerular ou
tubular.

 Proteinúria glomerular

Quando a membrana glomerular estiver danificada, a filtração seletiva é prejudicada e


o aumento da quantidade de proteínas séricas e, eventualmente, glóbulos vermelhos e
brancos passam através da membrana e são excretados na urina.

As principais causas são: material amiloide, substâncias tóxicas e os complexos imunes


encontrados no lúpus eritematoso e glomerulonefrites estreptocócicas.

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Proteínas
Proteinúria Renal

 Proteinúria Tubular

O aumento da albumina também está presente em distúrbios que afetam a reabsorção tubular,
porque a albumina normalmente filtrada não pode mais ser reabsorvida.

Outras proteínas de baixo peso molecular que em geral são reabsorvida também estão
presentes. As causas da disfunção tubular incluem a exposição a substâncias tóxicas e aos
metais pesados, graves infecções virais e síndrome de Fanconi.

A presença de proteínas na urina, especialmente em uma amostra aleatória, nem sempre é de


significado patológico, porque existem várias causas benignas de proteinúria renal.
Geralmente é transitória e pode ser causada por condições como exercício extenuante, febre
alta, desidratação e exposição ao frio.
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Proteínas
Proteinúria Renal

 Proteinúria Ortostática

Proteinúria persistente benigna ocorre, frequentemente, em adultos jovens, e é denominada


ortostática, ou postural.

Ocorre após períodos nos quais a postura vertical é mantida e desaparece quando a posição
horizontal é assumida.

 Microalbuminúria

O desenvolvimento de nefropatia diabética, que leva à redução de filtrado glomerular e eventual


insuficiência renal é ocorrência comum em pessoas com diabetes mellitus tipo 1 e 2.

O aparecimento de complicações renais pode ser, inicialmente, previsto pela detecção de


microalbuminúria e a progressão da doença renal pode ser prevenida pelo melhor controle dos
níveis de glicemia e da hipertensão.
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Proteínas
Proteinúria Pós-renal

Proteínas poder ser adicionadas à urina quando ela passa através das
estruturas do trato urinário inferior (ureteres, bexiga, uretra, próstata e
vagina).

Infecções bacterianas, fúngicas e inflamações produzem exudatos com


proteínas do fluido intestinal.

A presença de sangue, contribui com proteína, assim como a presença de


fluido prostático e grande quantidade de espermatozoides.

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Proteínas
Teste com tiras reativas

A área da tira pode conter azul de tetrabromofenol ou 3’, 3”, 5’, 5”-
tetraclorofenol- 3,4,5,6,tetrabromossulfonaftaleína e um tampão de ácidos
para manter o pH em nível constante, pH 3: indicadores ficam amarelos na
ausência de proteínas.

À medida que a concentração aumenta, a cor vai passando por várias


tonalidades de verde, tornando-se finalmente azul. A sensibilidade da tira
detecta níveis de 15mg/dL na área de vestígios, sendo a sensibilidade
mínima de 5 a 10mg de proteína por dL/urina.

As leituras são referidas em termos de negativo, traços, 1+, 2+, 3+ e 4+.


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Glicose
Em virtude de seu valor na detecção e no acompanhamento de diabetes
mellitus, o exame de glicose é a análise química mais frequentemente
realizada na urina.

Níveis de glicemia flutuam, e uma pessoa normal pode ter glicosúria após
uma refeição com teor elevado de glicose. Portanto, os resultados mais
informativos são os obtidos a partir de amostras coletadas em condições
controladas.

A hiperglicemia de origem não diabética é vista em uma variedade de


transtornos e também produz glicosúria. Muitas dessas doenças estão
associadas às funções hormonais e incluem pancreatite, câncer pancreático,
acromegalia, síndrome de Cushing, hipertireoidismo e feocromocitoma.
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Glicose
A glicosúria ocorre na ausência de hiperglicemia quando a
reabsorção de glicose pelos túbulos renais está comprometida. É
vista na fase final de doença renal.

Reações das tiras reagentes


glicose

1. Glicose + O2 (ar) ácido glicônico + H2O2


oxidase
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Glicose
Reações das tiras reagentes

peroxidase
2. H2O2 + Cromógeno Cromógeno oxidado colorido + H2O2

Os fabricantes das tiras reagentes utilizam vários cromógenos, incluindo iodeto de potássio
(verde a marrom) e tetrametilbenzidina (amarelo a verde).

A glicose na urina pode ser referida em termos de: negativo, traços, 1+, 2+, 3+ e 4+.

A sensibilidade das tiras reativas é fixada entre 50 e 100mg/dL para que não sejam
detectadas quantidades de glicose abaixo desta faixa, normalmente encontradas na urina.
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Cetonas
O termo cetonas representa três produtos intermediários do
metabolismo da gordura, ou seja, acetona, ácido acetoacético e ácido
beta-hidroxibutírico.

Razões clínicas para o aumento do metabolismo lipídico incluem


incapacidade para metabolizar hidratos de carbono, como ocorre no
diabetes mellitus, aumento da perda de carboidratos pelo vômito,
inadequada ingestão de hidratos de carbono associadas com jejum e
má-absorção.

Exercícios extenuantes frequentes podem causar excesso de consumo de


hidratos de carbono e produzir cetonúria.

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Cetonas
Reações com tiras reagentes

Os três compostos cetonas não estão presentes em quantidades iguais na urina. Tanto a acetona
quanto o ácido beta-hidroxibutírico são produzidos a partir de ácido acetoacético.

As reações das tiras reagentes utilizam o nitroprussiato de sódio para medir as cetonas. O ácido
acetoacético, em meio alcalino, reage com o nitroprussiato de sódio para produzir uma cor púrpura.

O teste não mede o ácido beta-hidroxibutírico e é apenas sensível à acetona quando a glicina
também está presente.

Os resultados são referidos qualitativamente como negativos, traços, pequenos (1+), moderado (2+)
ou grande (3+), ou semiquantitativamente, como negativo, traços (5mg/dL), pequeno (15 mg/dL),
moderado (40 mg/dL) ou grande (80 a 160 mg/dL).

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Sangue
O sangue pode estar presente na urina sob forma de glóbulos vermelhos intactos (hematúria), como o
produto da destruição de glóbulos vermelhos do sangue, hemoglobina (hemoglobinúria) ou em paciente
com condições associadas à destruição muscular, liberando mioglobina (mioglobinúria).

Reações das tiras reagentes

Utilizam a atividade de pseudoperoxidase da hemoglibina para catalisar a reação entre o peróxido de


hidrogênio e cromógeno tetrametilbenzidina para produzir um cromógeno oxidado, o qual tem cor verde
azulada.

Duas tabelas de cor são fornecidas, as quais correspondem às reações que ocorrem com hemoglobinúria,
mioglobinúria e hematúria.

Em presença de hemoglobina/mioglobina, a cor uniforme que varia de amarelo negativo, passando pela
cor verde até um forte verde azulado fortemente positivo aparece na almofada.

Eritrócitos intactos são lisados quando entram em contato com a almofada e liberam a hemoglobina,
produzindo reação isolada que resulta em um padrão pontilhado sobre a almofada.
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Bilirrubina
O aparecimento de bilirrubina na urina pode fornecer indicação precoce de doença
hepática. Muitas vezes, é detectada muito antes do desenvolvimento de icterícia.

A bilirrubina conjugada aparece na urina quando o ciclo de degradação normal é


perturbado por obstrução do ducto biliar( cálculos biliares ou câncer), resultando em
bilirrubinúria.

Reações das tiras reagentes

A bilirrubina se combina com o sal 2,4-dicloroanilina diazônio ou com 2,6-


diclorobenzeno-diazônio-tetrafluoroborato em meio ácido para produzir um azodye,
com cores que variam em graus crescentes de castanho amarelado ou rosa até violeta.

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Urobilinogênio
Urobilinogênio aparece na urina quando o sangue que circula no fígado passa
através dos rins e é filtrado pelo glomérulo. Portanto, uma pequena quantidade
de urobilinogênio – inferior a 1 mg/dL, normalmente encontrada na urina.

O aumento do urobilinogênio urinário é visto na doença hepática e nos


transtornos hemolíticos.

Reações das tiras reagentes

O urobilinogênio reage com p-dimetilaminobenzaldeído para produzir cores


que variam de rosa-claro a rosa-escuro.
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Nitritos
O teste da tiras reagentes para nitrito oferece um método rápido de triagem para a
presença de infecção do trato urinário (ITU).

A detecção de bacteriúria pela utilização do teste de triagem de nitrito pode evitar


complicações graves.

Reações com tiras reagentes

A base química do teste de nitrito é a capacidade de determinadas bactérias para reduzir


nitrato, um constituinte normal da urina, a nitrito que, não aparece na urina.

Diferentes tons de rosa podem ser produzidos, mas o teste não mede o grau de bacteriúria,
e qualquer tom de rosa é considerado significativo para representar bacteriúria
clinicamente importante.

Os resultados são divulgados apenas como negativo ou positivo.


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Leucócitos
O ensaio não é concebido para medir a concentração de leucócitos e os fabricantes
recomendam que a quantificação seja feita por exame microscópico. Uma vantagem
adicional do teste químico é que ele detecta a presença de leucócitos que foram
lisados.

Os valores normais de leucócitos baseiam-se na análise microscópica do sedimento e


variam entre 0 a 2 e 0 a 5 por campo de aumento.

OBS: Infecções causadas por Trichomonas, clamídia, leveduras e inflamação de


tecidos renais produzem leucocitúria sem bacteriúria.

Reação das tiras reagentes

A esterase leucocitária catalisa a hidrólise de um éster embebido na almofada


reagente para produzir composto aromático e ácido. O composto aromático combina-
se com um sal diazônio presente na almofada e produz diazo púrpura. 26
Densidade
A reação das tiras reagentes baseia-se na mudança de pKa
(constante de dissociação) de um polieletrólito em meio
alcalino.

A incorporação do indicador azul de bromotimol à almofada


reagente mede a variação de pH.

Quando a gravidade específica aumenta, o indicador muda de


azul (1,000), para tons de amarelo (1,030). Leituras podem ser
feitas em intervalos de 0,005 por cuidadosa comparação com a
tabela de cores.
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