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Projeto Político-Pedagógico

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


SERAFIM RODRIGUES DE MORAES
FILHO

Goiânia, 2019.
2

MAIS RESPEITO, EU SOU CRIANÇA! VAI JÁ PRA DENTRO, MENINO!

Prestem atenção no que eu digo, Vai já pra dentro, menino!


pois eu não falo por mal: Vai já pra dentro estudar!
os adultos que me perdoem, É sempre essa lengalenga
mas ser criança é legal! Quando o que eu quero é brincar...

Vocês já esqueceram, eu sei. Eu sei que aprendo nos livros,


Eu sei que aprendo no estudo,
Por isso eu vou lhes lembrar: mas o mundo é variado
pra que ver por cima do muro, e eu preciso saber tudo!
se é mais gostoso escalar?
Pra que perder tempo engordando, Há tanto pra conhecer,
se é mais gostoso brincar? Há tanto pra explorar!
Pra que fazer cara tão séria, basta os olhos abrir,
se é mais gostoso sonhar? E com o ouvido escutar.

Se vocês olham pra gente, Aprende-se o tempo todo,


é chão que vêem por trás. Dentro, fora, pelo avesso,
Pra nós, atrás de vocês, começando pelo fim,
há o céu, há muito, muito mais! Terminando no começo!

Quando julgarem o que eu faço, Se eu me fecho lá em casa,


olhem seus próprios narizes: numa tarde de calor,
lá no seu tempo de infância, como eu vou ver uma abelha
será que não foram felizes? A catar pólen na flor?

Mas se tudo o que fizeram Como eu vou saber da chuva,


já fugiu de sua lembrança, se eu nunca me molhar?
fiquem sabendo o que eu quero: Como eu vou sentir o sol,
mais respeito, eu sou criança! Se eu nunca me queimar?

Pedro Bandeira. Como eu vou saber da terra,


se eu nunca me sujar
Como eu vou saber das gentes,
Sem aprender a gostar?

Quero ver com os meus olhos,


Quero a vida até o fundo,
Quero ter barros nos pés,
Eu quero aprender o mundo.
Pedro Bandeira.
SUMÁRIO

EIXO 1 – CONTEXTUALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO........................................4


1.1. Histórico da instituição e do PPP..................................................................................4
1.2. Aspectos culturais, sociais, econômicos, ambientais e geográficos da instituição e da
comunidade educacional.........................................................................................................9
1.3. Função sócio-política e pedagógica da instituição e objetivos do PPP......................30
1.4. Organização e Funcionamento...................................................................................32
1.5. Recursos Humanos.......................................................................................................... 38
1.6. Recursos Financeiros.......................................................................................................40
1.7. Condições físicas e materiais......................................................................................41
EIXO 2 – PRINCÍPIOS E CONCEPÇÕES............................................................................................46
2.1. Sociedade e Educação.....................................................................................................46
2.2. Sujeitos................................................................................................................48
2.3. Aprendizagem e Desenvolvimento..............................................................................50
EIXO 3 – CURRÍCULO...............................................................................................................57
3.1. Currículo e Organização Curricular............................................................................57
EIXO 4 – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E DA AÇÃO EDUCATIVA E
PEDAGÓGICA 4.1.
Gestão Democrática...................................................................................................73
4.2. Planejamento da organização do trabalho pedagógico e das ações educativas e pedagógicas
..................................................................................................................................................... 78
4.3. Formação Continuada..................................................................................................1
EIXO 5 – PROCESSOS AVALIATIVOS..................................................................................................8
5.1. Avaliação dos processos de ensino, aprendizagem e desenvolvimento dos educandos.. 8
5.2. Avaliação do PPP.......................................................................................................11
5.3. Avaliação Institucional................................................................................................12
EIXO 6 – ANEXOS..................................................................................................................... 15
6.1. Calendário..................................................................................................................15
6.2. Plano de Ação......................................................................................................2
6.3. Plano de Formação........................................................................................................3
6.4. Projetos da Instituição e da SME...................................................................................4
6.5. Quadro Funcional.........................................................................................................5
6.6. Informativo............................................................................................................ 7
6.7. Datas e Ações Anual....................................................................................................8
Referências Bibliográficas............................................................................................................ 9
EIXO 1 – CONTEXTUALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
1.1. Histórico da instituição e do PPP
O Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho é uma
instituição conveniada, convênio total com a Secretaria Municipal de Educação e Esporte,
assinada a partir de 2010. Em 2015 o Conselho Municipal de Educação autorizou o
funcionamento e o atendimento às crianças de 1 a 5 anos, Educação Infantil, primeira etapa
da Educação Básica, a que atendemos desde o início do funcionamento do CEI. Esta
autorização, conforme Resolução CME nº 041, de 22 de abril de 2015, venceu em
dezembro de 2017. Em 2018, demos entrada na renovação de autorização de
funcionamento junto ao CME e estamos aguardando o parecer. A instituição tem o
Certificado de Registro no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente –
CMDCA, registrada sob o nº 309, com validade até 14 de abril de 2019.
O Projeto Político-Pedagógico do Centro de Educação Infantil Serafim
Rodrigues de Moraes Filho busca destacar a função principal da instituição, conforme a
proposta da SME “Infâncias Crianças em cena: por uma Política de Educação Infantil para
a Rede Municipal de Educação de Goiânia”, que é proporcionar às crianças o cuidar e o
educar de maneira indissociável. Delineamos a realidade da instituição com relação às
concepções e práticas cotidianas dos profissionais, os anseios das famílias, os interesses e
necessidades das crianças, bem como os equívocos e as tentativas de saná-los.
O PPP do Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho é uma
proposta flexível a ser concretizada através de situações significativas envolvendo diversas
linguagens que serão planejadas periodicamente; e também estudaremos a Proposta da
SME para compreendermos a teoria, no intuito de concretizá-la com as crianças,
entendendo-as como co-autoras-partícipes do processo histórico-dialético.
Este PPP tem a intenção de esclarecer aos funcionários e familiares das crianças
matriculadas no CEI sobre o papel desta instituição de Educação Infantil, compreendendo
como as crianças se desenvolvem e buscando favorecer este aprendizado/desenvolvimento
de forma integral. Esta proposta efetivar-se-á em parceria com toda a comunidade
educacional e com o real comprometimento de todos os profissionais envolvidos no
processo, através de reuniões, questionários, observações, dentre outros mecanismos de
escuta/contribuições.
Escolhemos para esse Projeto Político-Pedagógico, a poesia “MAIS RESPEITO,
EU SOU CRIANÇA!”, de Pedro Bandeira, por considerar essencial a construção de
relações/interações pautadas no afeto, no respeito, na escuta sensível, no olhar atento, na
compreensão, no compromisso, no diálogo, na valorização, na atenção, na confiança e na
ação significativa, visando à formação integral, por parte de todos os adultos desta
instituição para com as CRIANÇAS. Acrescentamos a poesia “Vai já pra dentro, menino”,
de Pedro Bandeira, à proposta da instituição como forma de reflexão sobre a prática
pedagógica considerando a importância do brincar para a criança, bem como a curiosidade
da mesma acerca do mundo. As poesias foram lidas, refletidas com os profissionais do
CEI, no intuito de que eles fiquem atentos aos questionamentos das crianças, pois são delas
que traçamos o currículo da educação infantil. Compreendemos que a educação, o cuidado
e a brincadeira
são aspectos indissociáveis para a construção do conhecimento, entendendo a criança como
um ser total, completo e indivisível.
O CEI foi inaugurado dia 09/09/2010 ás 19 horas e contamos neste evento com a
presença do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, a primeira dama, Tereza Eugênia Beiler, a
secretária de educação, Márcia Carvalho, a presidente da mantenedora, Faialda Maria dos
Santos Borges, a vice-presidente, Maria Terezinha Oriente, a dirigente Elaine de Azevedo
Batista Silverio, funcionários da instituição, servidores da SME, parentes e amigos,
crianças matriculadas e suas famílias, enfim toda a comunidade.
Em 2014, solicitamos à mantenedora que enviasse a história de seu filho, pois ele
foi homenageado com a construção do CEI, que tem o seu nome SERAFIM RODRIGUES
DE MORAES FILHO. Sua mãe, Terezinha escreveu uma carta contando a história, a qual
apresentamos a seguir:

“Serafim Rodrigues de Moraes Filho nasceu em 05 de junho de 1972 em


Andradina /SP. Era o 2º Filho de 3 irmãos, Cláudia e Miguel. Foi uma alegria muito
grande, era o primeiro filho homem, nasceu uma criança muito saudável. Foi sempre uma
criança muito risonha e feliz. Seu nome foi uma homenagem ao seu pai e ao avô materno.
Aos 9 meses foi acometido de uma doença muito grave, meningite, que quase o
levou, mas Deus o deixou viver por mais 37 anos para que pudéssemos conviver e
aprender com ele tantas lições de sabedoria e humanidade. Conheceu muito cedo o
sofrimento com dores e vários procedimentos médicos a que foi submetido pela doença.
Sua vida foi sempre motivo de grande preocupação para todos, com 1 ano de idade
começou a ter crises de ausência, depois transformada em Epilepsia em decorrência da
doença, que o deixavam muito irritado e hiperativo. Com tudo isso seu desenvolvimento
foi normal para andar, falar, brincar ir à escola, aprendeu a ler e escrever com um pouco
mais de dificuldade porque não tinha muita concentração.
Era uma criança hiperativa, viveu sempre em tratamento e tomando muita
medicação, mas teve uma vida normal, brincava com outras crianças, era muito feliz. Aos
6 anos teve hepatite deixando-o com o fígado sensível. Em decorrência da epilepsia,
Serafim fez 2 cirurgias neurológicas em que teve que abrir a cabeça, tendo passado por
dores terríveis. Tudo isso o deixou acostumado a sentir dores sem reclamar, como, por
exemplo, fazia exame de sangue sem chorar. Apesar de tudo que passou, Serafim foi uma
criança alegre e muito arteira e espoleta. Todos da família sabiam quando o Serafim
chegava parecia um furacão. Foi muito, mas muito levado e não tinha muito noção do
perigo. Pulava em qualquer piscina e rio, o que o fez aprender a nadar muito cedo, mas
nos deixava sempre muito apreensivos com suas peraltices.
Era uma criança adorável e era muito querido por todos, principalmente pelos mais
velhos. Quando ia para fazenda dos avós só dormia na cama com eles, não aceitava
dormir na cama dele. Serafim sempre gostou muito de ir para fazenda das pessoas mais
simples, das coisas mais simples, de animais, de andar a cavalo. Quando gostava de
alguém se apegava, por isso quando terminou o ginásio quis morar uma temporada na
fazenda junto com aquelas pessoas que ele tanto gostava.
Muito cedo Serafim despertou para música ainda pequeno ganhou um acordeom
do Padrinho Zé Paulo, que ele levava sempre com ele para onde fosse e aprendeu a tocar
sozinho. Depois passou para o violão que foi sua maior paixão. Seu violão era seu melhor
amigo e a música era sua vida. Chegou a formar uma dupla sertaneja gravou um CD, mas
depois se separaram. Serafim casou-se muito jovem e teve um filho que também
chama
Serafim que está hoje com 19 anos. O casamento não deu certo e Serafim se separou e
voltou a estudar e a morar comigo, estava cursando Zootecnia quando adoeceu.
Era muito caseiro, sua vida era a faculdade e a fazenda nos finais de semana e nas
férias, sempre com o violão a tiracolo. Não gostava de festas, da sociedade. As coisas
materiais só serviam para seu uso, mas não se apegava a nada material. Gostava muito
da família e dos amigos.
Nossos desentendimentos era sempre pela mesma razão o cigarro, que acabou o
levando de perto de nós. Começou a fumar muito cedo e nada que eu fizesse deixava o
vício. Fumava muito, era como se ele precisasse do cigarro para viver. Chegou uma vez a
dizer para mim que preferia morrer a deixar de fumar. E assim aconteceu. Teve um câncer
violento no pulmão que o matou em 4 meses, veio a falecer dia 16/11/2007. Deus o levou
deixando muitas lições de vida e muita saudade em nossos corações.
Como era muito simples, viveu muito simples, e gostava das pessoas e coisas
simples. Pensando nisso, eu quis que seu nome fosse imortalizado em uma obra que
cuidasse de pessoas simples e necessitadas. Ai surgiu a ideia da creche que levasse o
nome dele. Comecei a visitar creches, ver como funcionavam, várias pessoas me
ajudaram, como o vereador Denício Trindade, que gentilmente me levou em algumas
creches que conhecia. Foi quando conheci a Joelma, falei pra ela o que eu queria e então
ela me falou do grupo da Faialda que tinha um trabalho muito bonito em um galpão
construído em um lote que haviam ganhado da Prefeitura, mas que não tinham condições
de construir a creche.
Então ela marcou um encontro entre mim e o grupo da Faialda, aqui mesmo onde
é a creche hoje. Na época havia apenas a parte da cozinha. Tive grande afinidade com a
Faialda, parecia que já nos conhecíamos há um longo tempo. Sai do encontro convencida
que havia encontrado a parceria que procurava. Meu único pedido era a homenagem ao
meu querido filho Serafim, pois queria que a creche tivesse seu nome. Ela consultou a
diretoria da Escola Evangélica Jesus Cristo, entidade da qual era Presidente, e todos
concordaram.
Ela já tinha o projeto pronto e aprovado na Prefeitura. Então, contratei meu primo
Roberto, que é engenheiro, e que trouxe também, como mestre de obras, o Sr. Divino com
toda sua equipe para iniciarmos as obras. Levou mais de 6 meses para ficar pronto.
Depois, procuramos a Secretaria Municipal da Prefeitura para nos informar quais as
providências necessárias para iniciarmos as atividades.
A Secretaria logo se interessou em fazer um convênio conosco. Assim,
providenciamos a documentação necessária e firmamos o 1º convênio com a Secretaria
Municipal da Prefeitura. A creche foi inaugurada em uma cerimônia muito bonita no dia
09/09/2010 com a presença do prefeito e várias outras autoridades municipais, além da
diretoria da E.E.J.C e da diretora e professoras da creche.
Depois de iniciarmos as atividades escolares, sentimos que as crianças não tinham
muito espaço para lazer. Então entramos com um novo projeto na Prefeitura pedindo esta
outra parte do terreno. Foi um processo muito demorado nos órgãos administrativos da
Prefeitura até que chegou à Câmara Municipal onde tivemos sempre a ajuda do Denício
Trindade que era vereador. Tinha que ser aprovado em sessão da Câmara dos Deputados,
o que ocorreu no final de 2012.
Contratamos novamente a equipe do Sr. Divino, pois gostávamos muito dos seus
serviços e iniciamos a construção da área de lazer em 2013. Primeiro limpamos a área,
que era depósito de lixo dos vizinhos, depois fizemos o muro e outras atividades para o
lazer de todos vocês.
Espero que estejam gostando muito da creche e da área de lazer. E que cuidem
muito bem de tudo para que outras crianças também possam usá-las depois que forem
para outra escola.
E não se esqueçam de pedir a Jesus que ilumine e proteja o Serafim que está lá no
céu.” (Terezinha, 2014).

Esta história será conhecida e partilhada sempre com as crianças, famílias e


funcionários para que todos conheçam a história da qual fazemos parte. Ambos
contribuíram para que o CEI tivesse esses espaços pedagógicos que usamos hoje.
No processo de reelaboração do PPP 2019, lemos e analisamos o PPP 2018 e
refletimos acerca de algumas críticas feitas pelo coletivo na Avaliação Institucional 2018 e
assim descortinamos nossos horizontes acerca da concepção de criança e de infâncias,
tendo- a como centro do planejamento de um currículo pautado na aprendizagem e
desenvolvimento sob a ótica das diversas linguagens.
O Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho irá assegurar às
crianças aqui matriculadas a garantia de todos os seus direitos:

Nossas crianças têm direito à brincadeira; Nossas crianças têm direito à


atenção individual; Nossas crianças têm direito a um ambiente aconchegante,
seguro e estimulante; Nossas crianças têm direito ao contato com a natureza;
Nossas crianças têm direito à higiene e a saúde; Nossas crianças têm direito a
uma alimentação sadia; Nossas crianças têm direito a desenvolver sua
curiosidade, imaginação e capacidade de expressão; Nossas crianças têm
direito ao movimento em espaços amplos; Nossas crianças têm direito à
proteção, ao afeto e à amizade; Nossas crianças têm direito a expressar seus
sentimentos; Nossas crianças têm direito a uma especial atenção durante o seu
período de inserção à creche; Nossas crianças têm direito a desenvolver sua
identidade cultural, racial e religiosa. Fonte: Critérios para um atendimento em
creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. (Maria Malta
Campos e Fúlvia Rosemberg. - Brasília: MEC/SEF/COEDI, 1995).

Continuaremos realizando um trabalho de forma intencional e planejada, com


espaços organizados e adequados para contribuir com o processo de aprendizagem e
desenvolvimento das crianças de 1 ano a 5 anos e 11 meses, de modo que vivenciem
diferentes linguagens propiciando diversas experiências.
A primeira Proposta, a PPP, em 2010, foi construída para cumprir uma
determinação legal para o Conselho Municipal de Educação autorizar o funcionamento do
CEI. Ela foi construída pela mantenedora desta Instituição antes mesmo do início de
atendimento às crianças, sem conhecer a comunidade que seria atendida, pois não haviam
sido realizadas as matrículas das crianças.
Com o objetivo de registrar um projeto que realmente representasse a realidade do
atendimento no CEI, mobilizamos toda a comunidade educacional para a elaboração de
uma nova proposta. As famílias preencheram um questionário da Avaliação Institucional e
registraram os itens a serem melhorados. Estas sugestões serão contempladas neste ano de
2019.
Em 2019, todo o coletivo, nas reuniões de planejamento mensal e semanal (janeiro,
fevereiro e março), contribuiu para a construção do PPP. E em outras reuniões de
planejamento semanal e mensal o coletivo de profissionais analisou a Avaliação
Institucional 2018, analisamos os equívocos cometidos, planejamos ações de melhorias e
construímos o Plano de Ação, o Plano de Formação e reavaliamos a continuidade ou não
dos Projetos Institucionais.
A equipe diretiva fez a sistematização de todas as contribuições, associando teoria e
prática e registrando inclusive observações/reflexões da direção e coordenação pedagógica.
Verificamos que já temos avançado no CEI em relação à mediação das profissionais na
“formação de conceitos” pelas crianças. Hoje, com os estudos realizados sobre o trabalho a
partir de Projetos e com Portfólios, a maioria das professoras regentes possui clareza
acerca dos conceitos que devemos esclarecer junto às crianças; das formas e metodologias
que podemos minimizar os equívocos, os pré-conceitos ditos por elas, utilizando-se de
pesquisas, entrevistas, passeios; sabemos quais as possibilidades de linguagens podemos
utilizar melhor para ampliar os conhecimentos das crianças; entre outros. A equipe
pedagógica percebeu a importância da construção do portfólio compreendendo-o como
instrumento de avaliação qualitativa que contribui de forma significativa inclusive na auto
avaliação das crianças.
A equipe, em 2017, reviu alguns itens do planejamento e da rotina, refletiu e
reconstruiu um novo Formulário Próprio de Planejamento, deixando em evidência nos
planejamentos os documentos: Diretrizes Nacionais, Indicadores de Qualidade e
formulário com critérios de observação e organização das linguagens e os conhecimentos
referentes as ciências trabalhadas. Em 2019, esse formulário foi reformulado, na tentativa
de contemplar os conhecimentos científicos, as intencionalidades, o planejamento do
momento coletivo seguindo as orientações do documento “Documentação Pedagógica da
Educação Infantil da Rede Municipal de Goiânia” (Goiânia, 2019).
Refletimos também acerca da organização da rotina, sobre a importância de
promover as interações com crianças das diversas faixas etárias atendidas no CEI. E com
essa intencionalidade houve uma mudança de horários constituindo uma nova organização
do momento coletivo dos agrupamentos EI-B, EI-C1 e EI-C2, propiciando as interações
das crianças maiores com as menores. Também conseguimos garantir o Momento
Intermediário com atividades que as crianças solicitaram na Avaliação Institucional 2018:
brincadeiras na quadra, no parque, enfim em outros espaços.
A equipe também refletiu sobre a continuidade dos Projetos Institucionais e de
acordo com a necessidade tanto pelas crianças, quanto pelos profissionais optamos em
continuar com os Projetos “APCEI – Atividades Psicomotoras, Culturais de Educação e
Interação” e “Encantamento”. O APCEI pela necessidade de valorizar as interações e
brincadeiras, promovendo o equilíbrio entre o brincar livre das crianças e o ensino de
brincadeiras dirigidas, com regras, com resgate da cultura. O Encantamento por promover
a imaginação, a criatividade, a memória, a fantasia, o incentivo à leitura e a vários gêneros
textuais, bem como ampliar o acervo cultural das crianças a obras de arte, esculturas, ao
deslumbrar o belo e a criação.
Acordamos que a instituição precisa avançar em relação a aspectos referentes aos
Projetos de Trabalho, assim definimos como problemática do nosso Plano de Formação:
“Como construir Projetos de Trabalho partindo dos interesses, das curiosidades e das
necessidades das crianças numa perspectiva sócio-histórico cultural?”, com o intuito de
auxiliar as professoras nesse processo de pensar, elaborar e realizar os Projetos junto com
as crianças e com a participação das famílias.
O Projeto Político-Pedagógico desta instituição, objetiva organizar as
concepções/reflexões/práticas/ações que ocorrerão neste ano de 2019 com as crianças,
servidores e familiares, de acordo com a fundamentação teórica da Secretaria Municipal de
Educação e Esporte, baseada nos documentos “Constituição da República Federativa do
Brasil/1988”, “Estatuto da Criança e do Adolescente/1990”, “Lei n° 13.431, de
04/04/2017” (Altera ECA), “Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Goiânia”,
“Lei 9.128 e
9.129 de 29/12/2011”, “Estatuto dos Profissionais do Magistério”, “Decreto nº 1.981 de
08/07/2016 sobre Regimento Interno da SME”, Plano Nacional de Educação”, “BNCC –
Base Nacional Comum Curricular”, “LDB/1996”, “Lei nº 10.639/2003”, “Lei n° 11.645 de
10/03/2008” (Cultura Afro-Brasileira e Indígena), “Lei nº 12.796/2013”; “Lei n° 6.938, de
31/08/1981” e “Lei n° 9.795 de 27/04/1999”(ambas sobre o Meio ambiente), “Lei n° 9.503
de 23/09/1997” (Trânsito), “Lei n° 11.340 de 07/08/2006” (Lei Maria da Penha), “Lei
Municipal n° 8.569 de 8/11/2007” (Direitos Humanos), “Nota Técnica do MEC / SEEESP
/ GAB/2010”, “Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação
Inclusiva/2008”, “Política de Inclusão Escolar e Estratégias Pedagógicas no Atendimento
Educacional Especializado / 2016”, “Lei n° 13.146 de 6/7/2015” (Inclusão), Lei n° 13.185
de 6/11/2015” (Combate à Intimidação Sistemática – Bullying), “Lei Municipal n° 8.929
de 20/07/2010” (Cultura de Paz), “Brinquedos e Brincadeiras em Creches / MEC/2013”,
“Parâmetros Nacionais de Qualidade/2014”, “Critérios para um atendimento em Creches
que Respeite os Direitos Fundamentais das Crianças/2009”, “Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil/2009”, “Indicadores Nacionais de Qualidade/2010”,
“Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva/2008”, e a
Proposta da Rede “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil
para a Rede Municipal de Educação de Goiânia – RME/2014”, “Resolução nº 120 do
Conselho Municipal de Educação de Goiânia/2016”, “Estudo nos CMEI’s/2006”,
“Indicadores de Qualidade da Ação Pedagógica no Município de Goiânia/2008”,
“Regimento dos CMEI’s/ 2016”, “Diretrizes para Organização do Ano Letivo da Secretaria
Municipal de Educação”, “Estatuto do Conselho Gestor Solange Park / 2018”; “PPP do
CEI/2018”, “Documentação Pedagógica da Educação Infantil da Rede Municipal de
Goiânia/2019”, dentre outros que se fizerem necessários serão utilizados, inclusive
documentos enviados pela SME – Portarias e Ofícios, bem como livros de autores diversos
que tratam da mesma concepção da Rede.
Esta fundamentação permitirá, através de estudos sistemáticos, acompanhar e
favorecer o desenvolvimento de cada criança, considerando suas particularidades e o ritmo
de cada uma, oferecendo suporte afetivo e educativo.

1.2. Aspectos culturais, sociais, econômicos, ambientais e geográficos da


instituição e da comunidade educacional
A Instituição de Educação Infantil é um dos ambientes de desenvolvimento da
criança, nela se dá o cuidado e a educação de crianças pequenas que ali convivem,
exploram e conhecem, construindo uma visão de mundo e de si mesmas como sujeitos de
direitos. Deve ser entendida como um ambiente que complementa a ação da família, e não
como substituta da mesma.
O Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho atende hoje 115
crianças com faixa etária de 1 (um) ano a 5 (cinco) anos e 11 (onze) meses, moradoras do
Setor Solange Park e adjacências, em Goiânia, Goiás. O Bairro Solange Park I tem
supermercado pequeno, padaria, loja de brinquedos, loja de artigos de presente, academia,
escola particular, lava-jato, manicure, pedicure e cabeleireira. Há apenas uma pracinha para
área de lazer das crianças e famílias. Não há farmácia, nem Posto de saúde, nem escola
pública. Para a comunidade ter acesso à saúde, à educação em escola pública e ao lazer
precisam recorrer aos bairros adjacentes, que possuem escolas públicas no Setor Lorena
Park, Parques Taquaral e da Lagoa e Postos de Saúde. Há áreas públicas ao redor do CEI
destinadas a construção de um Posto de Saúde e uma Praça, que infelizmente são lotes
baldios, utilizados para descartar entulhos e lixos, ocasionando em criadores do mosquito
Aedes Aegipty. O bairro também não possui saneamento básico, outro problema grave, já
que temos que fazer o descarte do esgoto de forma incorreta, através das fossas sépticas,
que
com o tempo não suportam a quantidade de esgoto produzida e acaba por escorrer nas
calçadas e ruas, causando transtorno como mau cheiro, proliferação de insetos,
entupimento da caixa de gordura, destruição das calçadas, dentre outros. Tivemos que fazer
seis fossas sépticas nas calçadas na frente do CEI, que já não suportam mais a quantidade
de esgoto produzida, um gasto que seria evitado se tivesse o recolhimento adequado,
através do saneamento básico. As famílias estão realizando um abaixo assinado para cobrar
do órgão responsável essas melhorias ao bairro – saneamento básico, posto de saúde e
praça.
A comunidade do Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho
em sua maioria possui uma renda razoável, apesar de algumas não terem suas necessidades
básicas e suas carências plenamente atendidas, como podemos comprovar nos gráficos
com a tabulação dos dados, porém algumas não têm acesso aos bens culturais.

“As instituições precisam conhecer a comunidade atendida, as culturas plurais


que constituem o espaço da creche e da pré-escola, a riqueza das contribuições
familiares e da comunidade, as crenças e manifestações dessa comunidade,
enfim, os modos de vida das crianças vistas como seres concretos e situados em
espaços geográficos e grupos culturais específicos. Esse princípio reforça a
gestão democrática como elemento imprescindível, uma vez que é por meio dela
que a instituição também se abre à comunidade, permite sua entrada, e
possibilita sua participação na elaboração e acompanhamento da proposta
curricular.” (Oliveira, 2010: 7).

Nesse sentido, realizamos uma reunião com as famílias com o objetivo de


esclarecer sobre o trabalho realizado no CEI – concepções, reforçar o Termo de
Responsabilidade, rotina, práticas, educação (corresponsabilidade da família e da
instituição) e calendário.
Em 2019, até o momento atendemos 111 crianças matriculadas e destas 104
famílias, pois há irmãos. Destas famílias, 78 compareceram às reuniões e responderam o
questionário. Ou seja, 70% das famílias estiveram presentes e 30% ausentes.
Famílias Presentes na Reunião

30%
Pais Presentes - 78

Pais Ausentes - 33
70%

A primeira pergunta foi referente ao se a criança possui algum hábito e as respostas


foram de acordo com a tabela:
Hábito das crianças

Usa chupeta -

18 Chupa dedo

- 7 Outros - 12

Não tem - 80

Notamos que poucas crianças possuem hábitos, apenas 37 crianças. O restante, 80


crianças não possuem hábitos nenhum. Acreditamos que esses hábitos não devam ser
retirados pela família de forma brusca, por isso, no ato da matrícula a instituição solicita às
famílias para trazerem os objetos de apego das crianças, como bico, fralda, bicho de
pelúcia, coberta e outros. Isto ocorre para a criança se sentir mais segura e não associar a
perda do objeto com a instituição, facilitando a inserção da criança à instituição.
Perguntamos também com quem a criança prefere brincar. A maioria brinca com os
pais e irmãos. Poucas crianças brincam sozinhas, a maioria prefere brincar com outras
crianças.
Outra questão foi referente a lugares que a criança frequenta:

Passeios

Shoppings - 88
Praças - 86
Cinema - 39
Teatro - 13
Clube - 47
Feiras - 62

A maioria das crianças passeia em praças, shoppings, feiras e clubes. Locais que
são utilizados pelas famílias como forma de oferecer lazer às crianças. Podemos notar que
quase todas as crianças passeiam em praças, feiras e shoppings, algumas passeiam em
clubes, vão ao cinema; poucas têm acesso ao teatro; poucas famílias disseram que vão ao
museu. Desta forma, é nosso dever promover o acesso a diversas produções culturais a
todas as crianças e famílias, oferecendo opções de passeios a museus, teatros, e outros que
se fizerem necessários.
Nos momentos livres em casa, as famílias brincam com as crianças de algumas
brincadeiras e brinquedos, sendo necessário o CEI também resgatar àquilo que às vezes
ficou perdido no tempo, no tempo de infância dos responsáveis pelas crianças aqui
matriculadas, como: brincadeiras de roda, de pique-esconde, de mamãe da rua, de corre-
cutia, de Três marinheiros, e tantas outras. As brincadeiras que as crianças têm mais acesso
em suas casas são:
Brincadeiras

Industrializados - 104
Reutilizáveis - 28
Eletrônicos - 59
Brincadeiras tradicionais - 53
Faz de conta - 69
Jogos - 9
Outros - 25
Não sabe - 1
Não respondeu - 1

Responderam que a maioria brinca com várias brincadeiras e diversos brinquedos.


A maioria brinca com brinquedos industrializados e eletrônicos. Muitas afirmaram que
brincam nos quintais e na área externa das casas, de faz de conta e de brincadeiras
tradicionais, outros nos cômodos da residência. Precisamos planejar brincadeiras que
envolvam os jogos simbólicos, de fantasia, que envolvam o cantar / dançar, que ampliam a
capacidade de expressão das crianças. É relevante destacar que uma famílias disse que
desconhece do que sua criança brinca.
Outra questão foi referente aos medos, se a criança apresentava medo de algo. A
maioria respondeu que tem medo de ficar sozinha, 55 crianças; 43 crianças apresentam
medo do escuro; 29 possuem medo de animais; algumas disseram que ainda tem medo de
trovão, barulho, pessoas estranhas, altura, de gritos, de locais fechados; apenas 13 crianças
não apresentam nenhum tipo de medo. Este dado é importante para a professora interpretar
o choro da criança, que pode ser de medo, e evitar no início que a criança tenha o contato
com algo que lhe causa medo, facilitando assim o processo de inserção. Aos poucos os
profissionais podem introduzir assuntos referentes aos medos e trabalhar junto à turma, a
fim de diminuir esses medos nas crianças.
Os programas de televisão que as crianças assistem junto com suas famílias são:

Programas de TV
Desenho animado - 105

Novela - 11

Programa de Auditório -
2

Outros - 2

Muitas crianças assistem desenhos, coerentes com a faixa etária, conforme relatado
pelas famílias. Algumas assistem programas inadequados, tanto em relação ao conteúdo
quanto ao horário e faixa etária. Algumas crianças acabam tendo acesso a programas
destinados a adultos que envolvem cenas de violência e sexo, como novelas, jornal e outros
programas. Outro fator importante que não podemos ignorar são estes programas, pois é
nossa função também favorecer esta instrução dada às crianças pelas famílias, através de
reuniões que contribuam para as reflexões sobre práticas e ensinamento melhor a ser
proporcionado às crianças, seja ela em casa ou na instituição educacional. Temos
percebido que essa formação nas reuniões com as famílias tem feito elas diminuíram o
acesso das crianças a esses programas. A maioria assiste desenhos infantis, vídeos, filmes.
Diante disto, podemos também ampliar os conhecimentos das crianças
possibilitando a elas um trabalho intencional com o uso desta tecnologia, a TV. Cabe
ressaltar que as professoras utilizam este recurso didático para ampliar os conhecimentos
das crianças de forma intencional. Temos à disposição um acervo de vídeos do MEC, com
DVD’s educativos de várias coleções, que tratam de assuntos diversos de forma lúdica,
adequada às crianças, como: Baú de Histórias; O Pequeno Urso; Cocoricó Turma da
Fazenda; As aventuras do Livro das Virtudes; Aprendendo Pré História; Escola Pra
Cachorro; Miss Spider Valores para a Convivência; Ilha Rá Ti Bum; Cyberchase –
Desafios da Matemática; dentre outros. Além destes, as professoras utilizam outros filmes
para enriquecer visualmente alguns conhecimentos trabalhados com as crianças nos
projetos e em situações de aprendizagem. Antes de trabalhar os vídeos, as professoras
assistem e levantam os questionamentos para ampliar tanto o acervo deste gênero, quanto
os conteúdos.
Também propomos os filmes de outras formas, a fim de que as crianças tenham
acesso a outras tecnologias, como o uso de data show e do notebook.
Outra pergunta foi referente à renda familiar:

Renda Familiar

Sem renda - 5
Até 1 salário -
35
Até 2 salários - 38
Até 3 salários - 16
Acima de 3 salários -
18 Não respondeu -

O que percebemos em relação à renda familiar é que há famílias que possuem renda
insuficiente, sendo 05 (cinco) famílias sem renda e 73 famílias que recebem até dois
salários mínimos, tendo dificuldade para dar assistência básica a seus filhos, ou seja, as
crianças podem encontrar no CEI alimentação saudável e educação de qualidade. E temos
uma parcela que recebe 3 salários mínimos ou mais (34 famílias), sendo capaz de oferecer
a seus filhos o mínimo de assistência básica: alimentação e saúde.
Também perguntamos sobre o benefício Bolsa Família, se recebem ou não:
Bolsa Família

Possui Benefício - 20

Não possui - 80

A maioria das famílias não recebe o benefício Bolsa Família. Apesar disso, temos
que considerar que 20 famílias precisam de ajuda do governo para assistirem seus filhos
em suas necessidades básicas. E estas crianças frequentando o CEI terão suas necessidades
assistidas também.
Outra questão foi referente à leitura realizada pelos familiares com as crianças.

Leitura feita em casa

Sim - 55

Ás vezes - 51

Não - 7

As famílias que proporcionam a leitura para as crianças em casa, em sua maioria,


são textos bíblicos, gibis e revistas infantis. Podemos compreender com estes dados que há
um avanço no hábito das famílias e das crianças em relação a leitura e que com o trabalho
com
o Projeto Institucional “Encantamento”, com a proposta da Roda Literária, e que podemos
ampliar ainda mais o contato das crianças e famílias com o texto escrito, com os livros,
principalmente de literatura infantil.
Outra pergunta foi referente à religião das famílias:
Religião
Católica - 49

Evangélica - 52

Espírita - 1

Testemunha de Jeová -
1

A maioria das famílias é cristã. Temos também 11 famílias que disseram não
possuir nenhuma religião, outras não responderam. Além do fato de atendermos ateus, e
também devido à laicidade da instituição educativa pública, o CEI não promoverá
nenhuma oração, nem músicas e nenhuma festividade religiosa, por respeitar cada criança
aqui atendida, bem como respeitamos a religião escolhida pelas famílias.
Outra questão que achamos importante destacar é se as crianças possuem alergia.
Alergia

Possui Alergia - 21
Não possui - 90

A maioria não possui alergia, 21 crianças possuem algum tipo de alergia, como:
intolerância à frutose, à sacarose, à lactose e derivados, a corantes, a mofo, a poeira, a
picada de inseto e ao calor. Faremos algumas adaptações ao cardápio para incluir todas as
crianças no momento das refeições. Outras refeições as famílias reporão com os alimentos
apropriados, de acordo com laudo médico do nutricionista.
Conforme as famílias solicitaram em reuniões, teremos algumas festividades no
sábado e no decorrer da semana este ano, como: dois momentos de Vivências de
Brincadeiras tradicionais junto com as crianças, três momentos para a Semana do Bebê, a
Festa Cultural e a Festa da Família.
A equipe comunga com a maioria das sugestões dadas pelas famílias: trabalhar o
letramento (leitura, escrita, matemática, cultural, científico, etc.) de forma contextualizada
e significativa com as crianças; ensiná-las os valores socialmente construídos – valores
humanos, éticos, morais e culturais; a proporcionar às crianças acesso a bens culturais;
continuar trabalhando com Projetos de Trabalho e Portfólios; dentre outros. Com o
trabalho realizado, observamos que algumas crianças apreendem o sistema alfabético,
porém respeitamos o ritmo de cada criança, não exigindo que todos se apropriem ao
mesmo tempo deste processo de leitura e escrita.
As condições culturais, sociais e financeiras da criança que precisar receber
atendimento educacional especializado estão incluídas nos dados relacionados aos gráficos
acima.
Em 2018, na renovação de matrícula, as famílias preencheram o documento “Ficha
diagnóstica da Criança”, inclusive oportunizando a elas dizerem o que espera que seus
filhos aprendessem no CEI, além de tecer críticas e sugestões para a melhoria do nosso
trabalho para com as crianças. A partir dos dados trazidos pelas famílias e do
conhecimento da turma, cada agrupamento analisou as respostas, juntamente com o
conhecimento que já tinham da turma, e fez o Perfil da Turma, com o registro do currículo
considerando a dimensão do novo, conforme preconiza a Proposta da Rede: “Um currículo
em construção é alimentado por diversos atores e conhecimentos, não sendo algo
previamente determinado.” (Goiânia, 2014: p. 63). Cada professora trouxe também alguns
dados para contribuir na apresentação das crianças no Portfólio.
Entregamos para cada educadora este documento abaixo para auxiliar na construção
deste Perfil da Turma também.
Perfil da Turma
Registrar as características da turma em relação a todos os aspectos – afetivos,
comportamentais, cognitivos, preferências por determinado tipo de linguagem: música,
dança, história, escrita, artes plásticas, projetos; etc;
Como são estabelecidas as interações entre as crianças, há conflitos – quais as
reações e como são resolvidos; são autônomos – o que conseguem fazer sem ajuda;
Quais os interesses da turma; quais as necessidades; o que já demonstraram que
sabem – conhecimento; o que precisa de intervenção da professora; como se
alimentam; já
internalizaram os itens da rotina – como se percebe isso;  quais as brincadeiras
preferidas; há a presença de choro – em quais momentos; como está a coordenação
motora da turma: andar, correr, subir, descer, pular, equilibrar, desenhar, escrever;
quais são as reclamações das famílias até o momento e quais ações podemos tomar para
resolver os problemas destacados; quais conhecimentos elas demonstraram interesse
que a criança aprenda; itens relevantes da rotina – característicos da turma, o que
trabalhar; outros itens que achar interessante registrar.
Diante dessa realidade da turma o que vocês professoras devem trabalhar:
intencionalidades (objetivos); linguagens; conhecimentos; levantamento de currículo
emergente: currículo partindo dos interesses e necessidades das crianças, destacar os
conhecimentos e práticas construídos historicamente pela humanidade, para que as
crianças se apropriem deste conhecimento mediado pelo adulto (tradição e novo) –
dúvidas ver página 46 a 64 da PPP da RME.

Desta forma, apresentamos a seguir parte do Currículo por agrupamento, a partir da


escuta dos diferentes sujeitos – crianças, famílias e profissionais.

Agrupamento EI-B
O agrupamento EI - B possui doze crianças matriculadas em idades que variam dentre
11 meses a um ano e quatro meses. Sendo que oito são meninas e 4 meninos. Todas as
crianças são frequentes, exceto com alguns períodos curtos de faltas por motivos de
doenças. Das crianças, quatro possuem objeto de apego (coberta), apenas duas chupam
bico, uma delas demonstra preferência em chupar o bico da mamadeira. Nos momentos das
refeições uma das crianças apresenta autonomia em se servir se e ao guardar o prato no
lugar quando termina, apenas uma delas demonstra dificuldades em manusear a colher e o
copo necessitando de nosso auxilio. Procuramos respeitar as especificidades de cada
criança no que se refere a alimentação, visto que, duas delas apresentam restrição
alimentar, uma com intolerância a lactose e outra aos derivados do ovo.
No que se refere a desenvoltura motora, duas das crianças ainda não andam, apenas
segurando nas paredes e objetos. Nas atividades de exploração dos parques, ainda
demonstram dependência do adulto, brincando apenas no gira gira e balanço. Apenas duas
crianças arriscam outras possibilidades no foguete. Uma delas, sobe e desce sem auxilio,
concluindo todo o percurso do brinquedo com sucesso. Todas demonstram interesse em
brincar no balanço e gira gira (roda roda). Nas brincadeiras de livre escolha, interagem
com as crianças maiores, tendo preferência nas brincadeiras com bolas, manuseio de
fantoches e faz de conta de casinha com utensílios da cozinha (panelas, fogõezinhos, dentre
outros). Duas das crianças, preferem brincar no pula pula, solicitando, apontando com o
dedo para o brinquedo e dizendo “pua pua’’. De acordo com relatos das famílias (ficha
diagnóstica), a maioria prefere brincar com a mãe e o pai quando estão em casa, no CEI já
conseguem interagir com os colegas e dividir os brinquedos sob nossa mediação. No
agrupamento os brinquedos estão dispostos à altura dos bebês, sendo: bolas, carrinhos,
bichos emborrachados, dentre outros. Porém, a turma vem apresentando mais interesse e
predileção pelos brinquedos não estruturados como sucatas: potes de Toddy; latas de
extratos; dentre outras. Com eles brincam de empilhar, abrir e fechar, ou usa como telefone
ligando para mãe ou pai, ressignificando os objetos.
Quando perguntado às famílias, sobre o contato com a leitura, em sua maioria
responderam que “às vezes’’ e duas delas tiveram contato com bíblia infantil. No
agrupamento, todas apresentam interesse por rodas de histórias, manuseio de livros de
banho
ou não, e no cantinho da leitura exploram os livros observando as imagens e a entonação da
voz da professora ao contar história, demonstrando encantamento.
No agrupamento as crianças ainda apresentam pouco interesse pelos vídeos
musicais (apenas duas delas se preendem) demonstrando predileção. Porém, é unanime a
preferência pelas rodas de músicas, principalmente envolvendo a caixa musical, nesses
momentos, pedem a seu modo para manusear os fantoches, deixamos e orientamos a
deixarem os colegas manusearem também, isso está possibilitando o aprender a
compartilhar. Algumas das crianças se comunicam conosco solicitando músicas por meio
de gestos pedindo “meu pintinho amarelinho’’ colocando o dedo na palma da mão.
No que se referem ao sócio afetivo, se envolvem pouco em conflitos por brinquedos,
as mordidas ocorrem parcialmente. Todas apresentam vínculo afetivo com as professoras e
colegas. As famílias apresentam-se muito tranquilas com a relação ao trabalho
desenvolvidos com os bebês, demonstrando confiar no grupo de profissionais do CEI e
cooperam quando solicitados pelas professoras. Com isso têm apresentado satisfação no
desenvolvimento de seus filhos, nesse sentido ainda não houve qualquer reclamação das
famílias.
As crianças ainda não internalizaram alguns itens e momentos da rotina como a
acolhida, os momentos de refeições( dejejum, almoço, lanche e jantar) e participam da
chamada com fotos, conseguindo identificar os colegas ausentes e presente, alguns
apontam o dedo para os colegas ao ver a foto dos mesmos.Assim, cvao se apropriando dos
momenos da rotina do CEI. Choros ocorrem na chegada, quando estão com sono ou
quando querem os objetos de apego.
A chegada das crianças a instituição foi um momento delicado que envolveu uma
adaptação complexas nas relações Cei – família – criança e professores. Pensando nesse
processo, na primeira semana de atendimento as crianças, promovemos a inserção dos
bebês envolvendos as famílias, as crianças e o grupo de profissionais do agrupamento com
atividades diversificadas como piscina de bolas, manuseio de brinquedos emborrachados,
integração com as crianças maiores, rodas de músicas dentre outras. Esses momentos
foram o ponto de partida para conhecermos as crianças no que se refere aos aspectos
afetivos, cognitivos e preferências individuais. Com as propostas da inserção as crianças
obtiveram voz e vez, para nos conduzir aos caminhos que devemos trilhar ( no que se
refere a proposta pedagógica) no intuito de promover a integração total delas como sujeito
histórico, visando garantir o brincar, o conhecer, o ser, a conviver e explorar. Para tanto no
período de dois mil e dezenove propomos desenvolver com o agrupamento B, propostas de
atividades envolvendo o conhecimento cientifico, as linguagens oral, musical, artísticas,
corporal, estética, o conhecimento matemático, o conhecimento e a valorização do
patrimônio cultural da humanidade. Levando em consideração o interesse das crianças,
partindo das observações e do olhar atento das profissionais. Dentre as atividades propostas
trabalharemos com diversidade de texturas e sensações, apresentações de músicas
diversificadas ampliando o repertório musical e consequentemente a linguagem oral e
corporal por meio das danças e gestos. Às crianças serão propostas atividades de
exploração dos espaços e objetos diversos tanto dentro ou fora do agrupamento, ampliando
a coordenação motora, os movimentos corporais e a desenvoltura motora. Também será
proposto conhecimentos científicos e sobre o patrimônio da humanidade, as relações
humanas e o conhecimento de mundo. Serão propostas atividades que estimulem o faz de
conta, a criatividades, o conhecimentos de brincadeiras antigas ( de roda, parlendas,
mimos) bem como a manipulação de diversos materiais e objetos. Contudo propomos
garantir os direitos das crianças no que se refere a conviver, brincar, participar, explorar,
expressar se e conhecer-se.
Agrupamento EI-C1
Observamos no início do atendimento em janeiro que o agrupamento C 1 era
composto por 4 crianças veteranas que estavam no agrupamento B, no ano passado e 10
novatas que chegaram até o meados de março. No período de inserção as crianças novatas
passaram por algumas dificuldades de adaptação choravam na chegada e durante alguns
dias, umas crianças choraram mais outras menos, e algumas no decorrer do dia sentindo
saudade dos familiares. Já as crianças veteranas não tiveram dificuldades, exceto uma
criança veterana.
Organizaremos cantinhos no agrupamento para que as crianças possam interagirem
no agrupamento e aprenderem a brincarem entre si, com menos disputas, de forma que as
crianças possam se sentir acolhidas e interessadas, com interesse em permanecer na
instituição.
As crianças novatas sentiram-se inseguras por alguns dias, pois quase não
brincavam nos momentos coletivos, procuraram sempre ficar próximo as professoras. Já
enquanto estão no agrupamento brincam e interagem um pouco mais umas com as outras.
As crianças veteranas tem uma interação melhor, mas há a necessidade de auxiliá-las a
brincar juntas, pois muitas vezes querem tomar o brinquedo da outra criança. Nesse
período de inserção algumas crianças se recusaram a se alimentar por um certo período.
Ao observarmos o comportamento afetivo das crianças percebemos que tem
algumas que tem dificuldade maior de interação com as demais, com comportamento um
pouco agressivo, tendo alguns conflitos no agrupamento. As crianças que se comunicam
melhor conversam com todas as crianças e também com as professoras, os que ainda não
falam muito bem, fazem essa tentativa dizendo algumas sílabas das palavras que desejam
comunicar.
Percebemos que algumas crianças se interessam mais do que as outras, pelas
atividades propostas como: contação de história, brincar com tinta, brincadeira com bolas,
com bolhas de sabão, circuito psicomotor, recorte de imagens.
As crianças novatas mesmo diante da saudade dos familiares se inseriram na rotina,
conseguem guardar as cadeiras, ir para o banheiro lavar as mãos, tirar algumas peças de
roupa, desenvolvendo a autonomia. Uma criança precisa de mais atenção pois parece não
entender os comandos verbais das professoras.
Fizemos o levantamento das particularidades das crianças do agrupamento através
do levantamento das fichas preenchidas no ato matrícula e pudemos perceber que das 14
crianças: 2 crianças usam objeto transição (coberta e travesseiro), 3 crianças fazem uso da
chupeta. Quanto ao brincar : 2 preferem sozinho, 4 com familiares, 8 com outras crianças.
Todas as crianças frequentam praças, 5 crianças frequentam clube, 2 crianças frequentam
cinema, nenhuma vai ao teatro, 8 frequentam feiras, 8 frequentam shopping. Pensando
nisso em meados de março já promovemos uma ida ao teatro para que as crianças
pudessem ter acesso a essa manifestação cultural.
Quanto as brincadeiras preferidas as crianças: 4 preferem pula pula, 2 preferem
brincadeira tradicionais, 4 brincadeira de faz de conta, 2 preferem carros, bolas, brinquedos
de encaixe, esconde esconde.
Em relação aos brinquedos preferidos: 10 crianças preferem os industrializados, 4
preferem os eletrônicos, 2 preferem os reutilizáveis.
Em casa as crianças preferem brincar: 2 quintal, 3 sala de casa, 2 parquinho e
quadra, casa toda, casa da avó.
Quanto a frequência com que assistem tv: 2 crianças não assiste, 6 crianças
assistem todos os dias de 30 min a 2 h, 2 crianças assistem todos os dias mais de 2 h. 10
crianças tem como programa favorito: desenho animado, 1 criança prefere novela.
No geral é uma turma tranquila, passa por momentos de conflito que geralmente
ocorrem pela dificuldade de brincarem juntos, mas que são momentos inerentes e que são
mediados pelas professoras.

Agrupamento EI-C2
O agrupamento C2 tem 15 crianças, sendo 4 que ainda usam chupeta e uma chupa o
dedo. Percebemos que 6 crianças gostam de brincar com familiares e 8 gostam de brincar
com outras crianças. Observamos que a maioria gosta de frequentar shoppings e praças.
Notamos que 6 crianças preferem brincar com brincadeiras tradicionais: Amarelinha, serra-
serra, esconde-esconde, brincadeiras de roda, pique-pega, 5 crianças gostam de faz de
conta: casinhas, comidinhas e super-heróis. A maioria opta por brinquedos
industrializados, como: bonecas, carrinhos, jogos, bolas, etc. Observamos que 5 crianças
gostam de brincar na sala, 4 na casa toda, duas não responderam e 1 rua e 2 no quintal e 1
na área. Percebemos que 12 ganham até 2 salários mínimos, 1 ganha até 3 salários
mínimos, 1 ganha mais de três salários mínimos, 1 ganha até um salário mínimo. Referente
ao benefício social, 12 não recebem, 2 recebem o bolsa família e 1 não respondeu.
A respeito da leitura, 4 crianças têm acompanhamento com os responsáveis, 5
crianças não recebem incentivos e as demais as vezes recebem apoio. Quanto à religião, 7
se declaram evangélicos, 6 católicos, e 2 não professam nenhuma religião. Em relação a
moradia, 4 tem moradia própria, 6 a moradia é alugada, 3 concedida e 2 financiada. Quanto
ao tipo de construção a maioria responderam que é de alvenaria. A maioria relatou que as
crianças convivem com os pais, avós, irmãos e tios. E uma relatou que convive com os
tios, sendo que uma tia não possui audição. Quanto a locomoção 8 relataram que usam
carro, 1 usa bicicleta, 4 usa usam moto e 1 usam moto e 1 uber. Diante das expectativas
das famílias e os conhecimentos a serem desenvolvidos esse ano elencamos: Autonomia,
interação, diversidade, respeito, oralidade, pinturas, cultura da escrita, histórias, cartazes,
receitas, socialização, convivência com o outro, brinquedos, brincadeiras, apreciação da
arte (teatro, cinema, museus, musicais, entre outros). Passeios turísticos (Mutirama,
Zoológico, jardim botânico, etcs,.).
Dentro desse contexto, consideramos ser relevante inserirmos as famílias no
ambiente da educação infantil, para que se tornem participantes ativos da vida educacional
do seu filho. Por meio de café da manhã, almoço, APCEIS, reuniões recreativas, etcs.

Agrupamento EI-D1
Para assegurar um planejamento adequado às crianças e garantir o desenvolvimento
pleno das mesmas a partir de atividades intencionais e significativas, realizou-se a análise e
registro do perfil da turma. O perfil do agrupamento EI-D1 no ano letivo de 2019, foi
estabelecido mediante apreciação da Ficha Diagnóstica da Criança, respondido pelas
famílias, e da observação contínua das crianças durante as atividades propostas,
brincadeiras livres e momentos da rotina. Em relação ao agrupamento EI-D1, período
vespertino, onde estão matriculadas 12 crianças, sendo seis meninos e seis meninas,
observou-se que algumas delas são agitadas e dão birras, também, que de modo geral, que
são espertas, comunicativas, possuem um bom relacionamento umas com as outras.
Gostam de participar das atividades propostas; auxiliar os amigos e de realizar atividades
em grupo.
No início, houve algumas dificuldades na divisão e uso comum de materiais e
brinquedos, mas isso com o tempo foi sanado e aos poucos as formações de hábitos sociais
foram sendo fortalecidos. Algumas crianças ainda apresentam dificuldades para se
expressarem e a pronunciarem algumas palavras, não aceitavam ser contrariadas,
repreendidas e tinham dificuldades para assimilar as regras propostas nos “nossos
combinados”, visando uma boa convivência em grupo e o bom andamento da rotina em
sala, além de demonstrarem dificuldades ao expressarem desejos e necessidades básicas,
como a de ir ao banheiro.
Trabalhamos o desfralde com o agrupamento, usando o livro “o que tem dentro da
sua fralda?”. Contamos essa história e em seguida confeccionamos um cartaz coletivo,
onde a professora colou uma fralda e desenhou um penico, onde as crianças foram
questionadas sobre onde devemos fazer cocô e xixi. Com massinhas representamos o cocô,
pedindo para que as crianças coloquem as mesmas no penico. Está atividade incentivou as
crianças a pedirem para irem ao banheiro.
Sobre as preferências das crianças estão os brinquedos de encaixe, de montar e de
empilhar. Mostram muito interesse em ouvir histórias, cantar, brincadeiras de roda, pintura
à dedo e guache, e de participarem de atividades com massinha de modelar. Sobre as
preferências alimentares, as crianças gostam de experimentar todos os alimentos servidos
no CEI, sendo que existem exceções de algumas que não gostam, colocando no cantinho
do prato. Observou-se que conseguem se servirem no self service, sabendo esperar a sua
vez, também conseguem manusear o pegador.
À respeito da coordenação motora fina faz se necessário pontuar que as crianças
conseguem exercer movimentos de pinça, ainda com um pouco de dificuldade. As crianças
conseguem pular, correr, subir, descer nos brinquedos do parquinho.

Agrupamento D2
Para a construção do perfil do agrupamento D2, observamos as crianças em diversos
momentos da rotina, e diversas situações de aprendizagem livres e dirigidas, sempre com
um olhar atento e sensível a curiosidades, manifestações e interesses, questionamentos e
conhecimentos. Também colhemos dados analisando as informações dadas nas Ficha
Diagnostica da Criança, feito pelas famílias, e analisamos a sistematização da Avaliação
Institucional feita com as crianças no ano de 2018.
O agrupamento EI-D2 originou-se do agrupamento C1 e C2, demonstram vínculos
afetivos entre colegas e professoras se relacionam de forma respeitosa e utilizam de
palavras cordiais para se comunicar em diversas situações. Existem alguns conflitos por
disputas de brinquedos, partilhas de materiais, diferença de ideias e opiniões, situações
comuns para essa faixa etária. Nesses momentos eles reagem com choro, bate no colega
costumam dizer “Eu não sou seu amigo(a)”, precisando da intervenção das professoras que
com conversa ajuda- os a refletir sobre suas atitudes. Outras crianças já conseguem
resolver seus conflitos por meio do diálogo, juntas, solucionamos os conflitos.
Durante a analise das Fichas, destacamos as expectativas em relação a aprendizagem e
desenvolvimento das crianças, sobre alguns hábitos; com quem preferem brincar; lugares
que frequentam; quais as brincadeiras e brinquedos preferidos; onde preferem brincar; qual
seu programa preferido e com que frequência assistem TV, qual a quantidade de minutos
ou horas.
Os programas de TV que as famílias compartilham com as crianças, também incidem
sobre suas preferencias no CEI, sendo filmes de histórias infantis literárias de princesas e
príncipes ( Rapunzel, Branca de Neve, Cinderela); de desenhos (a Pantera cor de rosa,
Patrulha Canina, Dora Aventureira, Marcha e o Urso), Clips musicais( Mundo Bita,
Homenzinhos Torto, Borboletinha, A Janelinha, Galinha pintadinha...).
As brincadeiras que as crianças realizam com suas famílias também nos mostra muito
sobre as preferencias delas: dançar, brincar de boneca, andar de bicicleta, carrinho,
bonecos de personagens, e, ou super heróis, cantar, músicas infantis, pique pegue, jogar
bola, jogos de encaixe, jogos de quebra cabeça, jogos eletrônicos, faz de conta ( escolinha
e comidinha), Contação de histórias e conversas. Entendemos que a brincadeira é
fundamental para o desenvolvimento físico motor e social das crianças. Com o Projeto
APCEI proporcionamos as crianças momentos diferenciados, no qual elas aprendem e
exploram as regras da brincadeira de maneira sistematizada, incentivando as interações ,
relações de amizade e as aprendizagens.
Interessam -se por livros e conhecem algumas histórias. Se interessam por atividades de
registros como: desenhos, pinturas, colagem, recortes). Algumas fazem questionamentos e
perguntas sobre o tema aprendido no dia sempre demonstrando curiosidades.
Algumas crianças demonstram autonomia e independência no momento de banho e
higienização. em se vestir e tirar roupa, calçar chinelos, sandálias ou tênis, pedem algumas
ajudas como amarrar cadarços, o lado correto da roupa. Também precisam de orientação
das professoras na organização dos objetos pessoais nas mochilas como: colocar as roupas
sujas dentro da sacola plástica e dobrar toalha.
No momento das refeições algumas crianças não conseguem pegar com o pegador, e
fazem seleção de suas preferencias alimentares no próprio prato, mas ainda sim
experimentam os alimentos.
Quanto à rotina e atividades, as crianças já internalizaram e demonstram isso durante o
dia em suas falas, os momentos que vão acontecer ou que já aconteceram. Desenvolvem e
se interagem nas atividades bem e com interesse, nas coletivas sempre interagindo e
ficando mais próximo das professoras demonstrando alegria e aceitação a tudo proposto a
elas sendo bastante prazeroso.
Planejamos sempre atividades na intenção de estimular e ampliar a coordenação motora,
equilíbrio e a consciência corporal. Habilidades importantes que auxiliarão as crianças no
desenvolvimento da linguagem, escrita. Assim as atividades trabalhadas no CEI são por
meio de registro, cartazes, atividades em folha, dentre outras. Tudo para progresso e
desenvolvimento dos mesmos.

Agrupamento EI-E
O agrupamento EI-E possui 20 crianças matriculadas em processo de inserção à
convivência com um número maior de crianças, uma vez que o agrupamento EI-E
originou- se dos agrupamentos D1 e D2.
Observamos que crianças oriundas dos agrupamentos D1 e D2 desenvolveram
aspectos cognitivos, emocionais, linguísticos e que alguns apresentam dificuldade em
relação à sociabilidade e convivência com um número maior de crianças,
consequentemente o número de conflitos na junção das turmas tornou-se maior. Diante
dessa premissa é importante trabalhar meios para promover uma maior sociabilização
através da orientação dos professores, conversas, dinâmicas e brincadeiras entre as crianças
e músicas.
Mesmo apresentando um perfil heterogêneo, as crianças do agrupamento E
convergem em alguns pontos de interesse, dentre eles são brincadeiras que envolvem
movimento, gostam de brincadeiras de faz de conta, como casinha e heróis, gostam também
de música e brincadeiras de roda.
Outro aspecto a ser explorado durante o ano letivo será a relação das crianças com
os brinquedos, será necessário que os adultos organizem o ambiente e os espaços onde
estão dispostos os brinquedos, para isso será fundamental envolver as crianças para que
aprendam a organizar e zelar pelos brinquedos.
Alguns momentos da rotina as crianças já internalizaram e demonstram isso
através de perguntas sobre as ações que deverão realizar no decorrer do dia, e também
aquelas que já aconteceram. Todavia ainda há alguma dificuldade no momento de reuni-las
para as rodinhas de conversa e para que se atentem a leitura dos livros literários. As
crianças apresentam dificuldade de esperar sua vez para falar e também de ouvir tanto os
colegas quanto as professoras, o que dificulta a comunicação e o bom andamento de
algumas das atividades planejadas. O momento da roda de conversa é o momento onde
verbalizamos as atividades que foram estabelecidas para aquele dia, assuntos pontuais
relacionados aos comportamentos que precisam ser melhorados, além da escuta das
crianças, que nos ajuda a compreender seus anseios para direcionar de forma mais assertiva
as atividades realizadas no cotidiano.
No momento das refeições as crianças são seletivas ao se servirem, nem sempre se
servem de todos os alimentos disponíveis, e ainda há alguns que não se servem de carne.
Todos já possuem autonomia, se servem sozinhos, e ocasionalmente, necessitam de auxílio
ao servirem o suco ou leite, nesses momentos sempre há professores próximos que os
auxiliam, inclusive na utilização dos pratos de vidro.
As atividades de recreação normalmente são tranquilas, todos interagem tanto
com os colegas de sala quanto com as demais crianças do CEI. Quanto estão na quadra
preferem brincadeiras com água, brincar no pula-pula, gostam de andar de bicicleta, dos
brinquedos do parquinho e também da casinha.
As crianças apresentam facilidade em correr, andar, subir, descer e pular (em
especial nos brinquedos do parquinho). Quanto à coordenação motora fina a maioria das
crianças apresentam habilidade em pegar no lápis e pincéis, alguns ainda apresentam
alguma dificuldade para manusear esses objetos, por isso será importante trabalhar a
coordenação motora fina.
Para assegurar um planejamento adequado às crianças e garantir seu
desenvolvimento pleno a partir de atividades intencionais e significativas, realizou-se a
elaboração, análise e registro do perfil da turma. O perfil do agrupamento EI no ano letivo
de 2019, foi estabelecida mediante apresentação da ficha diagnóstica respondida pelas
famílias, avaliação institucional 2018 e observação contínua das crianças durante as
atividades propostas, brincadeiras livres e momentos da rotina.
Durante a análise do questionário percebemos as expectativas das famílias em
relação a aprendizagem e desenvolvimento das crianças, o que as famílias costumam fazer
junto com as crianças, programas que veem na televisão, passeios que realizam, brinquedos
e brincadeiras preferidas e produções culturais de que tem acesso.
A maioria das crianças tem pouco acesso a produções culturais com a família e os
passeios que mais fazem são nas praças e/ou parques, shopping e feiras. Também
percebemos que seus brinquedos preferidos são bicicletas, bonecas, carrinhos e bolas.
Dessa forma procuraremos elencar essas informações no planejamento das atividades
estabelecidas para o desenvolvimento das crianças no decorrer do ano letivo. Na avaliação
institucional de 2018, observamos que a maioria das famílias possuem expectativa que seus
filhos aprendam no CEI a socializar, interagir e a conviver melhor com os outros, que
aprendam a
organizar as próprias roupas e mochila, que compreendam diversas linguagens, leitura e
escrita e desenvolvam a coordenação motora e o cumprimento de regras.
Para atender às preferências e necessidades das crianças e expectativas das
famílias, algumas das atividades apresentadas abaixo serão pertinentes:
 Desenvolver aspectos: físicos, motor, emocionais, intelectuais, morais, éticos e
sociais, de modo que possam ampliar suas experiências e para que tenham
estimulados seus interesses pelos processos de conhecimento do ser humano, da
sociedade e da natureza. Desta forma, os projetos de pesquisas serão orientados
a partir dos temas de interesse das crianças;
 Coordenação motora: desenvolver a consciência do próprio corpo, tanto nos
aspectos físico quanto motor, domínio e equilíbrio. Correr, pular, saltar, brincar,
descer, subir, equilibrar. Andar de bicicleta, pular na cama elástica, brincar com
a bola, com balões e ocasionalmente utilizar tesoura, pintura, lápis e cola para
estimular a coordenação motora fina;
 Linguagem oral e escrita: trazer histórias, contar e recontar fábulas e contos
clássicos da literatura infantil, e promover vivências através das histórias com
fantasias, elaboração de figurinos, encenação de peças;
 Ampliar a linguagem oral motivando as crianças a se comunicarem, ordenar
ideias, pensamentos, recontar histórias, criar novos finais para as histórias
contadas, compreender a sequencia dos fatos por meio de diferentes gêneros
textuais, orais e escritos (brincadeiras com palavras, trava língua, parlendas,
poesias, fábulas, dentre outros);
 Linguagem musical: ampliar e diversificar novas aprendizagens musicais,
compreender e distinguir novos sons e ritmos de instrumentos, construir
instrumentos musicais, formar banda com sons diferenciados;
 Raciocínio lógico-matemático: ensinar e incentivar brincadeiras como jogos de
memória, quebra-cabeças, jogos de encaixe, contagem envolvendo elementos
concretos, (re)conhecer números, relação quantidade/numeral, dentre outros
jogos;
 Alimentação saudável: conscientizar as crianças sobre a importância da boa
alimentação e relacionar com atividades prazerosas que envolvam receitas
culinárias e degustação de pratos feitos pelas próprias crianças;
 Educação emocional: pedir desculpas, compreender o colega, negociar a vez de
participar ou dividir um brinquedo em uma brincadeira, aprender a gentileza:
pedir por favor, obrigado, com licença, pedir ajuda quando necessitar, utilizar o
diálogo para resolver conflitos, anseios, respeitar o próximo e compartilhar
brinquedos;

Durante as observações realizadas no desenvolvimento das atividades planejadas


envolvendo situações de aprendizagem e momentos de rotina, observou-se que a maioria
das crianças apresenta um interesse nas atividades que envolvam recortes, leitura, desenhos
e pintura, colagem e massinha. Também músicas e histórias contadas e cantadas em
vídeos, brincadeiras de roda. Observamos que esse agrupamento tem interesse especial por
brincadeiras de faz de conta, onde brincam de casinha, imaginam viagens à lua e aventuras
de super-heróis.
Sobre a alimentação das crianças é importante mencionar que algumas crianças
possuem restrições quanto à alimentação, além dos casos especiais de duas crianças que
possuem restrição a alimentam que possuam lactose e frutose, outras crianças, sem as
mesmas necessidades, costumam servir-se somente de arroz, quando se servem.
A interação entre as crianças acontece de forma natural, todas se comunicam por
meio da oralidade e a maioria estabelece contato afetivo saudável e de cordialidade. Os
conflitos maiores são gerados a partir de brincadeiras onde há alguma disputa por
brinquedos ou divergência de ideia ou concepção, ocasionalmente ocorrem situações de
agressão física ou verbal, mas é comum que na busca da resolução dos conflitos as crianças
buscam a presença e intervenção das professoras, quando são incentivadas a refletir sobre
suas ações, desculpar-se e resolver por meio do diálogo a situação que gerou desconforto.
As relações estabelecidas entre as crianças geralmente acontecem de forma
amistosa e cordial e por meio da oralidade. Ocasionalmente acontecem conflitos, na
maioria dos casos os conflitos são resolvidos através de diálogo, as professoras auxiliam as
conversas sempre que necessário. A maioria das crianças possuem autonomia, e muitas
vezes conseguem resolver sozinhos seus próprios conflitos, além disso, se alimentam
sozinho, fazem a escovação e tomam banho e trocam de roupas sozinhos, alguns ainda
demonstram alguma dificuldade de organizar seus próprios pertences, como toalha e
roupas sujas em sacos separados, mesmos que as professoras sempre façam a
intermediação e orientação para a organização. Ocasionalmente as crianças necessitam de
ajuda para realizarem alguma atividade, mas possuem iniciativa e vontade de realização.
Os principais interesses da turma estão nas atividades que envolvam recortes,
leitura, desenhos e pintura, colagem e massinha. Também músicas e histórias contadas e
cantadas em vídeos, brincadeiras de roda. Observamos que esse agrupamento tem interesse
especial por brincadeiras de faz de conta, onde brincam de casinha, imaginam viagens à lua
e aventuras de super-heróis. Gostam muito de brincar com utensílios de cozinha, bonecas e
bonecos, carrinhos, pula-pula, bicicletas e bolas. Todavia, essa turma ainda precisa de
auxílio em relação a organização dos próprios pertences, brinquedos, escuta nos momentos
das conversas de roda e orientação para atividades.
As crianças são inteligentes, curiosos, observadores e articulados, carinhosos e
possuem grande capacidade de imaginação e bastante agitados. Uma grande maioria
costuma se alimentar bem, porém temos casos de crianças que possuem restrições e se
alimentam e experimentam pouco novos alimentos.
A maior reclamação dos pais diz respeito à desobediência, este é um aspecto que
também acaba atrapalhando algumas das dinâmicas propostas no planejamento para
execução em sala de aula, há ainda uma dificuldade das professoras em lidar com a
desobediência de algumas das crianças. Como são agitados, é possível que a realização de
intervenção com ioga e ou músicas de relaxamento possam trazer tranquilidade para as
crianças, e consequentemente, um melhor aproveitamento das atividades para todos.
As crianças apresentam facilidade em correr, andar, subir, descer e pular (em
especial nos brinquedos do parquinho). Quanto à coordenação motora fina a maioria das
crianças apresentam habilidade em pegar no lápis e pincéis, alguns ainda apresentam
alguma dificuldade para manusear esses objetos, por isso será importante trabalhar a
coordenação motora fina alguns dos interesses demonstrados elas crianças estão
relacionados às brincadeiras de faz de conta, quando viajam até à luz e fazem piqueniques
ou quando se tornam super heróis muito fortes e corajosos. Os animais também foram
cogitados pelas crianças, conversamos sobre a curiosidade das crianças para compreender
melhor a vida das formigas e como são suas casas, dos pássaros e como sobrevivem
debaixo da chuva, dentre outros aspectos.
Diante do relato sobre a realidade da turma é importante compreender a partir dos
pressupostos aqui descritos, assuntos que possam agregar conhecimento e promover o
desenvolvimento integral das crianças. Por isso torna-se primordial trabalhar questões
relacionadas a psicomotricidade, para que a criança tenha noção do seu corpo, do espaço,
coordenação motora, linguagem oral e escrita, através da leitura e compreensão de histórias
contadas que poderão estimular também o imaginário das crianças, e ampliar essa
linguagem oral incentivando-os a falarem, expor ideias, organizar pensamentos,
compreender as sequências das falas e histórias trabalhadas para o desenvolvimento da
linguagem oral e escrita; trabalhar o raciocínio lógico com jogos que possam estimular os
processos cognitivos, educação emocional para que consigam resolver conflitos,
estabelecer diálogos e compreender e respeitar melhor o outro, ampliar a linguagem
musical que auxilia as crianças a melhorar a escuta ativa e refinar processos cognitivos,
alimentação saudável para que compreendam a importância do alimento para o
desenvolvimento do corpo e da mente, e promover momentos de relaxamento, atividade
crucial para possibilitar maior tranquilidade e motivar a concentração.

Agrupamento EI-EF
Para a construção do perfil do agrupamento EI-EF, observamos as crianças
em diversos momentos da rotina, sempre com um olhar atento e sensível as curiosidades,
manifestações, interesses, questionamentos e conhecimentos. Tabulamos as informações da
ficha diagnóstica da criança respondida pela família e analisamos a sistematização da
Avaliação Institucional feita com as crianças no ano de 2018.
O agrupamento EI-EF é formado por 25 crianças que vieram em maioria do
agrupamento EI-E e somente três do agrupamento EI-D1. As crianças demonstram
vínculos afetivos entre os colegas e professores, se relacionam de forma respeitosa.
Existem alguns conflitos, a maioria causados por brincadeiras de lutas entre os meninos,
outros porque algum colega não quer dividir o brinquedo ou por não deixar o colega
participar da brincadeira. A maioria dos conflitos são resolvidos por meio do diálogo entre
as próprias crianças ou quando não conseguem resolver recorrem aos professores para
contar o que aconteceu. Destacamos a fala de uma criança ao refletirmos na roda sobre as
atitudes ao tentarmos resolver os conflitos “A gente primeiro tenta conversar com o colega,
quando não consegue a gente chama a professora para ajudar!”. Algumas crianças ainda
precisam de ajuda para resolver os conflitos, pois reagem com choro, grita e bate no
colega, precisando da intervenção dos professores que com conversas, ajuda-os a refletir
sobre suas atitudes.
Durante a análise dos questionários respondidos pelas famílias destacamos as
expectativas das famílias em relação à aprendizagem e desenvolvimento das crianças, o
que as mesmas costumam fazer junto com as crianças, o que veem na televisão, passeios
que realizam, brinquedos e brincadeiras preferidas e produções culturais que tem acesso.
Nossa proposta de trabalho será a de favorecer experiências diversificadas com a
música, as artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia, passeios e
brincadeiras fora do muro da instituição, visitas ao Zoológico, parques, circo, museus e
contato com a literatura. Além de propor experiências de integração e o conhecimento
pelas crianças das manifestações e tradições culturais. Destacamos no gráfico os passeios
realizados pelas famílias.
PARQUE
1% 1 PASSEI S
% CINEMA
15% OS SHOPPI
4% NG
23% FEIRAS
17 13%
TEATRO
% 26% CLUBE
As famílias destacaram as brincadeiras preferidas das crianças, sendo o faz de conta
(casinha, heróis, etc.) as mais vivenciadas pelas crianças. Destacamos no gráfico abaixo, as
preferencias das crianças.

BRINCADEIRAS
PREFERIDAS
FAZ DE CONTA
15% 23 JOGO
62 BRINCADEIRAS
% % S
TRADICIONAIS
De acordo cm a ficha diagnóstica, as crianças preferem brincar com os brinquedos
industrializados (bonecas, carrinhos, jogos, bolas, etc.) e jogos eletrônicos. Nós
professores, consideramos importante conhecer as preferências das crianças por
brincadeiras e brinquedos para contemplá-las no planejamento, assim como propor a
utilização de brinquedos/materiais diferentes dos apresentados pela família.

BRINQUEDOS
PREFERIDOS REUTILIZÁV
INDUSTRIALIZADOS EIS
51
33% ELETRÔNIC
%
OS
16
%
As famílias destacaram quais são os objetos mais utilizados pela criança ao brincar,
sendo: bonecas/bonecos, livros, lápis de cor, tinta, giz de cera, cola, caderno, números,
alfabeto, bicicleta, caixas vazias, espada fantasia de super-heróis, bola, carrinhos,
brinquedos que ele mesmo cria com objetos reaproveitados, panelinhas, motoca, barro,
jogos eletrônicos (computador/celular), linha, pedaço de tecido e recicláveis. A partir
dessas informações, poderemos possibilitar brincadeiras com estes objetos, criando enredos
variados e a proposição de brincadeiras com outros materiais para ampliar o repertório da
criança.
Destacamos que a brincadeira é a principal atividade da criança, por meio dela
desempenha papéis, estabelecem e ressignificam regras construídas, ampliando as suas
possibilidades para criar, elaborar e reconstruir sentidos sobre as experiências vividas.
Nosso papel como professores é o de tornar o ambiente da instituição favorável para a
criação infantil, facilitando a interação com vários objetos, materiais, situações e com os
outros.
Promoveremos brincadeiras individuais, em grupos, coletivas, entre pares iguais e
diferentes, favorecendo as interações significativas entre criança-criança e criança-adulto
pensando na organização para o exercício da cooperação, do respeito e da autonomia,
favorecendo o diálogo entre as crianças e contribuindo para a apropriação e ressignificação
da cultura por meio do faz de conta.
A partir da observação dos professores e da avaliação institucional de 2018,
destacamos as brincadeiras/brinquedos preferidas das crianças no CEI: boneca, pula pula,
lutinha, brincar no salão, pega-pega, legos, brincar de Sonic, escolinha, desenhar, fazer
atividade, dormir, robô, gira-gira, bola, trepa-trepa, mamãe e filhinha, balanço, brincar de
Moana, brincar com água e vasilha, esconde-esconde, pega o lobo, super-herói, espada,
Polly, cartinhas, corda, futebol, torres com copos descartáveis, desenhar com canetinhas e
supermercado.
As famílias também destacaram as conversas apresentadas pelas crianças, sendo:
histórias contadas no CEI, situações que acontecem no CEI, sobre trilhas de bike,
brincadeiras de faz de conta (casinha, super-herói), fala dos amigos de sala e das
professoras, dos assuntos que vê na internet, amigos imaginários, cães, carro rebaixado,
passeios de bicicleta, desenhos que faz, carrinhos, criações com jogos de montar, piadas,
coisas do cotidiano que acontecem em casa, fala dos sonhos, amizade, bem x mal, família,
gosta de contar histórias que aprende na igreja. Conhecendo os assuntos mais presentes nos
diálogos com a crianças, poderemos abordá-los no plano diário.
Conhecer o medos das crianças, ajuda os profissionais a compreender
determinadas ações e reações da criança na instituição em diferentes momentos
ocasionados pelo medo para que passamos respeitar e acolher as suas manifestações.
FICAR SOZINHO
3
3
MED ESCURO
% ANIMAIS
6% 3
%
% O -CACHORRO
7% 36 ANIMAIS -BARATA
% ANIMAIS -
ARANHA ANIMAIS
- GATO OUTRAS
42
PESSOAS
%
Na avaliaçãoinstitucional de 2018 as crianças tiveram a oportunidade de dizer
sobre gostariam de aprender na instituição no CEI
A partir da observamos dos professores e da avaliação institucional de 2018,
destacamos os interesses das crianças e o que gostariam de aprender: gostam muito de
desenhar e pintar com canetinhas; a maioria conhece e escreve o próprio nome sem o uso
da ficha, também demonstram interesse em escrever outras palavras ou frases. Com o
sistema de escrita as atividades são diversificadas, oferecendo novos desafios as crianças
potencializando seu aprendizado, para que tanto o aspecto figural (Forma e direção das
letras) como o aspecto conceitual (Combinação das letras) sejam desenvolvidas. Gostam de
ouvir histórias (terror, princesas, dinossauros, robôs, experiências/experimentos)
principalmente livros pop up. Gostam de super-heróis e solicitam fantasias de personagens.
Por meio das histórias a criança exercita a abstração saindo de seu mundo concreto e
capacitando-se a desenvolver o pensamento. Demostram interesse em conhecer sobre os
conhecimentos referentes a ciências naturais como: astronomia (lua, satélite, planetas,
galáxia, sol) – interesse pelo contexto do universo, transformação dos estados físicos da
água, elementos que não se misturam, conhecerem mais sobre os dinossauros, robótica
(construção). Conhecer autores/escritores de livros e poesias, exemplo: Pedro Bandeira;
conhecer sobre Coruja, Rolinha e gato, pois são animais estão na instituição - constroem
ninhos e/ou se alimentam de resto de comidas e/ou procuram abrigo e proteção na
instituição; brincar e estimular a cultura corporal por meio de jogos cooperativos (peque
pega e suas variações, bola, pular corda, brincadeiras de roda, bambolês e suas variações,
pula carniça, percursos motores, salve bandeirinha, biloca).
As famílias também destacaram algumas características das crianças ou algo
importante que gostaria de dizer sobre o seu filho, permitindo aos profissionais conhecer as
recomendações e cuidados específicos de cada criança, sendo: “timidez” (Matheus),
“facilidade para gripar e não pode comer presunto” (Miguel Rodrigues), “não gosta de
comer verduras” (Heitor), “com o mínimo de febre precisa ser medicada, pois
convulsiona” (Rhyvia), “tem bronquite e já teve pneumonia, portanto sempre que fica
muito na água adoece” (Miguel Rosa), “tem dificuldade de se alimentar, em casa precisa
de auxílio e incentivos constantes” (Benjamin), “gosta de ter autonomia na sua higiene –
escovar os dentes, tomar banho, comer sozinha” (Inês), “não gosta de comer verduras e
tem problemas
respiratórios” (Felipe), “se alimenta vagarosamente” (Ana Luiza), “não faz xixi no vaso”
(Esther Andrade).
Expectativa da família em relação a instituição: interagir mais com os colegas de
sala, desenvolver linguagem oral e escrita, boas maneiras e diversão, aprender a conviver
respeitando seus pares, interagido de forma positiva, desenvolver a autonomia, pensar de
forma crítica, opinando e questionando, ter acesso as diversas linguagens (corporal,
artística, musical, oral) e as ciências, aprender a compartilhar, dividir e obedecer regras e
combinados, aprender o básico para o começo da alfabetização, aprenda a ler e escrever,
aprender diversas brincadeiras, oferecer atividades variadas, educação e ensino sem viés
ideológico evitando ensinos marxistas e ideologia de gênero.
Esse olhar sobre o perfil da turma explicita alguns caminhos a serem trilhados
para construir um currículo para as crianças do agrupamento EI-F, compreendendo o papel
do educador como mediador no processo de construção do conhecimento da criança.
Considerando as expectativas das famílias, as observações dos professores em relação aos
conhecimentos prévios e interesses das crianças, pensamos em um currículo que
intenciona, articular os saberes que fazem parte do Patrimônio da humanidade e as
linguagens, organizados por direitos e campos de experiências que serão explorados com e
pelas crianças:
 Criar movimentos, gestos, mímicas e sons com o corpo em jogos, atividades
artísticas e brincadeiras. Teatralizar histórias, com gestos e expressões, criar versos e
rimas, jogral, usar fantoches e confeccionar cenários e figurinos, dançar músicas
coreografadas, criar e participar de brincadeiras cantadas.
 Estabelecer relações entre seu modo de vida e as formas de viver de outros grupos.
Explorar brincadeiras e organização social de diferentes culturas. Incentivando por meio
de histórias, brincadeiras e rodas de conversas as crianças a refletir sobre a forma injusta
como os preconceitos étnico-raciais e outros foram construídos e se manifestam,
construindo atitudes de respeito, não-discriminação e solidariedade.
 Interagir com outras crianças em brincadeiras e atividades. Participar de jogos de
regras e aprender a construir estratégias de jogo. Ampliar relações interpessoais, com
atitudes de participação e cooperação. Saber lidar com conflitos nas interações.
 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo
suas conquistas e limitações, autonomia, construindo o entendimento de cuidar da saúde
e bem-estar no decorrer das atividades cotidianas (organizar os pertences de uso
pessoal, higienizar o próprio corpo e cabelos, ajudar na organização do agrupamento e
outros espaços da instituição).
 Garantir propostas, organizações espaciais e de materiais que possibilitem à criança
mobilizar seus movimentos para explorar o entorno e as possibilidades de seu corpo
(brincar de esconde-esconde, bambolê, corda, circuitos motores, nos brinquedos do
parque, pego lobo, super-heróis).
 Criar e brincar com a imaginação por meio de materiais não estruturados,
estimulando a criança a construir seu próprio brinquedo ou brincadeira (organizar,
planejar, criar, manter atenção, são funções cognitivas estimuladas a partir desses
materiais).
 Promover brincadeiras no pátio, praça ou áreas fora do muro da instituição, em
contato com a natureza e com diferentes faixas etárias, percebendo que as pessoas têm
diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
 Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e
escultura, criando produções bidimensionais ou tridimensionais (dobraduras com papel,
construir torres com copos, castelos com cartas, criações com massa de modelar e
canudos, pintar usando diferentes suportes (papéis, panos, telas, telha, lixa, papelão) e
materiais (aquarela, guache, lápis).
 Ouvir e contar histórias com livros, fantoches, com modulações de voz, objetos
sonoros e instrumentos musicais.
 Prática de escrita do nome próprio, utilizando os conhecimentos que dispõe no
momento sobre o sistema de escrita em língua materna (estudo de letras de músicas,
poesias, receitas, produção de histórias coletivas e individuais feito pelas crianças ou
tendo o professor como escriba, escrita do nome próprio e dos colegas com o uso da
ficha).
 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais, recorrendo a estratégias de observação
gráfica e de leitura, e sobre a linguagem escrita, registrando palavras (registro do título
de livros – Projeto Encantamento, criar lista de palavras, conhecer rimas, estrutura de
textos, regras de jogo, receita culinária).
 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por linguagem oral e
escrita, de fotos, desenhos e outras formas de expressão, permitindo às crianças se
apropriarem de diversas formas sociais de comunicação, como: cantigas, brincadeiras de
roda, jogos cantados, e de formas de comunicação presentes na cultura: conversas,
informações, reclamações.
 Favorecer experiências diversificadas com a música, as artes plásticas e gráficas,
cinema, fotografia, dança, teatro, poesia, passeios e brincadeiras fora do muro da
instituição, visitas ao Zoológico, parques, circo, museus e contato com a literatura.
 Estabelecer as aproximações a algumas noções matemáticas presentes no seu
cotidiano, como contagem, resolver pequenos problemas mentais, realizar pequenas
operações utilizando materiais concretos, próprio corpo, palitos, tampinhas, lápis,
relações espaciais e etc.;
 Conhecer noções de comprimento, peso e massa (a partir do corpo das crianças, é
possível explorar noções de altura, peso, medidas das mãos e pés, tamanho de roupas e
calçados, etc); unidades de medida por meio de receitas e textos enigmáticos, situações
problemas; estabelecer relações entre as crianças e os objetos que observam e
manipulam (está longe, está perto, é mais baixo, mais alto, mais leve, mais pesado.
Reconhecer os números e estabelecer relação entre número e numeral, as contagens
orais (localizar data no calendário, fazer contagem das quantidade de crianças, brincar
de supermercado – fazer lista de preços). Desenvolver noções espaciais como
ferramentas necessárias no seu cotidiano (esquerda e direita, frente trás, em cima e
embaixo, dentro e fora e entre objetos.
 Conhecer fenômenos e elementos naturais, observar e descrever mudanças
resultantes de ações em experimentos com fenômenos naturais e artificiais. (astronomia
- lua, satélite, planetas, galáxia e sol, transformação dos estados físicos da água,
elementos que não se misturam, dinossauros, robótica (construção), conhecer sobre o
vento, sobre os Coruja, Rolinha, Gato e outros animais).
 Utilizar unidades de medida (dia e noite; dias, semanas, meses e ano) e noções de
tempo (presente, passado e futuro; antes, agora e depois), para responder a necessidades
e questões do cotidiano.

O registro desse Perfil foi realizado pelas professoras e será revisto junto com a
coordenação, coerente com a proposta apresentada e sofrerá alterações e acréscimos, de
acordo com a necessidade. Este será o Currículo inicial a ser trabalhado com as crianças
pelas educadoras, podendo sofrer alterações conforme o processo de aprendizagem e
desenvolvimento de cada turma, os avanços da turma, as exigências das famílias, bem
como os interesses e necessidades da turma e das professoras, que se alteram no decorrer
do ano.
Estas são algumas experiências e vivências que serão trabalhadas este ano, outras
que surgirem serão acrescentadas ao currículo e no próprio PPP.

1.3. Função sócio-política e pedagógica da instituição e objetivos do


PPP
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil – DCNEI – traz
princípios, objetivos, práticas a serem realizados nas instituições de Educação Infantil.
Esse Projeto Político Pedagógico respeitará esses princípios tratados no artigo 6º do
documento: Princípios Éticos: relacionados ao respeito e solidariedade ao bem comum, aos
espaços e à diversidade, à autonomia e à responsabilidade; Princípios Políticos: da garantia
dos direitos de cidadania, do respeito à democracia e do exercício à criticidade; Princípios
Estéticos: da liberdade de se expressar, de se manifestar e de opinar, da criatividade, da
ludicidade e da sensibilidade.
Cumprimos também o que determina a DCNEI, conforme preconiza no artigo 7º as
funções sociopolítica e pedagógica, cujas práticas pedagógicas e educativas estejam
comprometidas com a aprendizagem, com a inclusão social e o desenvolvimento integral
das crianças. Assumir uma função sociopolítica implica na articulação entre o cuidar e
educar as crianças de forma indissociável, uma educação voltada para a autonomia,
respeitando cada cultura, cada processo histórico-social, cada corporeidade, favorecendo e
ampliando os processos de participação, de criticidade, de igualdade de oportunidades, de
garantia de direitos a todas as crianças, contribuindo assim para a formação da cidadania.
Função pedagógica implica em possibilitar às crianças o aprendizado e o desenvolvimento
de conhecimentos historicamente construídos pela humanidade, de saberes e de valores.
Que as crianças possam se expressar de diversas formas, incentivando sua criatividade, sua
sensibilidade, sua liberdade, sua ludicidade, enfim, que seja valorizado seu processo de
criação.
O CEI Serafim cumpre essas Funções Sociopolítica e pedagógica quando
trabalhamos a autonomia das crianças nas diversas situações de aprendizagem que ocorrem
, tais como: atividades de rotina – banho, escovação, self-service nas refeições; escolha das
brincadeiras na área externa; avaliação ao final de cada turno, o qual as crianças dizem o
que gostaram e o que precisa ser melhorado; o cuidado com a horta – preparação dos
canteiros, plantio e colheita; participação das crianças no planejamento de algumas
situações (em que elas pedem às professoras para fazerem alguns passeios, para
aprenderem algum conhecimento que querem saber; etc.); as problemáticas e temas dos
projetos por agrupamento. Notamos também que as crianças são respeitadas e valorizadas
quando propomos situações em que elas podem criar nos seus registros e não apenas
reproduzir desenhos estereotipados ou pintar desenhos prontos.
Cumpriremos esses princípios no CEI favorecendo uma educação voltada para o
desenvolvimento integral das crianças, abrangendo os aspectos cognitivo, social, cultural,
afetivo, motor, ético e estético. A educação das crianças no CEI perpassa pelos eixos:
cuidar e educar, de forma indissociável, ressaltando a importância das interações, tendo
como foco a criança, sujeito de direitos.
Os objetivos que pretendemos alcançar são:
 Favorecer o desenvolvimento integral das crianças;
 Ampliar os conhecimentos das crianças, famílias e profissionais;
 Garantir os direitos a todos os sujeitos (crianças, funcionários, famílias e
comunidade), e em especial o direito a falar e ser ouvido;
 Respeitar as culturas específicas de cada um;
 Possibilitar situações significativas às crianças de acordo com seus interesses e
necessidades;
 Trabalhar com os Projetos de Trabalho de acordo com os interesses e necessidades
das crianças;
 Contemplar nos planejamentos os momentos de livre escolha das crianças;
 Proporcionar às crianças que não dormem ou acordam mais cedo no Momento
Intermediário brincadeiras na área externa – quadra e parque;
 Complementar a educação dada pelas famílias às crianças;
 Promover a interação das crianças entre si, com diferentes faixas etárias e entre
adultos;
 Promover a igualdade de oportunidades às crianças através do acesso a bens
culturais;
 Possibilitar à criança a vivência da infância, respeitando sua lógica infantil;
 Promover o acesso às crianças e famílias aos livros literários;
 Proporcionar o acesso a diversidade de gêneros textuais, promovendo o letramento
(científico, escrito e matemático) de forma significativa;
 Favorecer o conhecimento e a vivência com a inclusão;
 Trabalhar a socialização, humanização e orientar crianças, famílias e profissionais
sobre a importância da inclusão;
 Socializar com a comunidade educacional os relatos dos Projetos de Trabalho, os
Paineis / Murais e os Portfólios de aprendizagem e desenvolvimento das crianças;

Enfim, tem como objetivo:

(...) garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e


articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim
como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à
dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.
(Diretrizes Curriculares Nacionais, artigo 8º)

Estes são de início os objetivos para o atendimento às crianças, conforme LDB


9394/96, para todas as crianças, da creche (de 1 ano até 3 anos – agrupamentos EI-B, C1,
C2, D1 e D2) e da pré-escola (de 4 e 5 anos – agrupamentos EI-E e EI-EF). Ressaltamos
que os mesmos serão ampliados de acordo com os interesses e necessidades das crianças,
principalmente durante o trabalho com os Projetos e Portfólios.
Este projeto destina-se a toda comunidade educacional, incluindo as crianças com
necessidades educacionais especiais. A instituição também objetiva atender
significativamente estas crianças e oferecer o atendimento especializado de acordo com as
necessidades de cada uma.
Em relação às famílias, objetivamos compreender como elas desejam que ocorra a
educação de seus filhos; compartilhar com as mesmas as situações vivenciadas e os
conhecimentos apreendidos pelas crianças; responsabilizar-se junto com estas pela
educação integral das crianças, bem como pela garantia de seus direitos e deveres no
processo de
aprendizagem e interação da criança com a instituição; esclarecer às famílias sobre os tipos
de violência e quando necessário encaminhar os casos ao Conselho Tutelar, via CRE.
Em relação aos profissionais da educação, objetivamos também promover a
formação em serviço em prol do desenvolvimento das crianças e, consequentemente, de
nós mesmos; garantir os nossos direitos, bem como cumprir com os nossos deveres;
garantir o respeito às crianças e colegas de trabalho; e promover um ambiente agradável de
trabalho.
O presente projeto fundamenta-se na construção/desconstrução/reconstrução de
concepções e práticas que estarão em permanente avaliação/reformulação/ação. Não tem a
pretensão de ser um manual de ação pedagógica, mas um caminho aberto ao
enriquecimento pela prática cotidiana, pelas experiências, pela busca, através do estudo
sistemático e do diálogo com parceiros e autores, dos conhecimentos e metodologias
educacionais adequados e significativos às crianças.
Pretendemos que este PPP realmente desnude nosso olhar para enxergarmos nossa
verdadeira prática, que desvele os erros e equívocos cometidos para podermos inclusive
revê-los e modificá-los, sem esquecer jamais da proposta que buscamos seguir: cumprir o
referencial de qualidade, proposto em documentos federais e municipais, com uma
fundamentação pedagógica pautada nas concepções da Rede. Esta
é nossa pretensão e meta maior: de concretizar nesta instituição a Proposta de Educação
Infantil defendida e desejada pela SME e por nós.
Tentaremos alcançar estes objetivos e estas metas que o Centro de Educação
Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filhos propõe, e outros que porventura forem
necessários. Compreendemos também que esta Proposta Político-Pedagógica sofrerá
acréscimos e alterações, durante todo o ano, conforme necessidades e interesses das
crianças que serão aqui atendidas.

1.4. Organização e Funcionamento

O CEI Serafim Rodrigues de Moraes Filho atende, em 2019, crianças com idade
entre 1(um) ano e 5(cinco) anos e 11(onze) meses, no período de 7h às 17:30h, de segunda
a sexta-feira, moradoras do Setor Solange Park e adjacências, em Goiânia, Goiás, numa
abordagem sócio-histórica-dialética, entendendo a criança como ser humano integral,
completo e indivisível, interagindo com o seu meio social. E conforme documentos
federais e municipais, seguindo a proposta da Secretaria Municipal de Educação e Esporte
de Goiânia, “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil para a
Rede Municipal de Educação de Goiânia” (2014).
A organização dos horários dos profissionais do CEI segue as orientações da SME
– Diretrizes de Organização do Ano Letivo Triênio de 2018 a 2020 – sendo 4h15 diárias
para professores regentes e coordenadores; 6h diárias para o administrativo e auxiliares de
atividades educativas; e 8h diárias para diretora, distribuídas nas 11h de atendimento às
crianças. No turno matutino, as professoras regentes trabalham das 7h às 11h15; as AAE’s
e o administrativo das 7h às 13h. No turno vespertino, as professoras regentes trabalham
das 13h às 17h15; as AAE’s e os administrativos das 12h às 18h.
A equipe diretiva do CEI cumpre mais que os horários pré-determinados
legalmente, no intuito de garantir os cuidados e educação necessárias às crianças nos
momentos de chegada, no intermediário e na saída; um porteiro-servente do matutino junto
com a coordenadora fica responsável em abrir o portão às 7h e recebem as crianças e
famílias no portão, bem como a dirigente fica no portão entregando as crianças às famílias
até mais ou
menos 17h30; na maioria das vezes direção e/ou coordenação ficam presentes no momento
intermediário. Os horários variam para garantir sempre que um dos membros da equipe
diretiva esteja presente na instituição em todas às 11h de atendimento, desde a chegada até
a saída das crianças e famílias. Ressaltamos que há reuniões e cursos na secretaria, além
das compras no supermercado semanalmente, que exigem a presença da equipe diretiva,
portanto haverá ocasiões que poderá ocorrer de uma não estar presente no CEI.
O portão é aberto pelo porteiro servente, auxiliar de atividades educativas, auxiliar
de secretaria ou dirigente às 17h para a saída das crianças. Em qualquer momento, as
famílias podem buscar seus filhos, justificando com antecedência, sendo que, algumas
buscam antes desse horário, elas entram na instituição e pegam junto com as professoras
(até às 17h o portão permanece trancado e é aberto apenas para as famílias que tocam a
campainha). Somente os responsáveis autorizados podem adentrar a instituição e retirar as
crianças, conforme registro em documento no ato da matrícula, que fica também afixado
em cada agrupamento.
O CEI também se preocupa com o atendimento às famílias, pois quando estas
chegam, também passam por um período de inserção e acolhimento – adaptar ao novo
ambiente, a entrega de seus filhos, seu bem mais precioso, para pessoas estranhas. E isto
requer que a instituição esteja aberta a recebê-las, minimizar suas dúvidas, escutar suas
angustias e lamentações e procurar conquistar a confiança das mesmas. Pensando nestas
questões, além da conversa esclarecedora no ato da matrícula com as famílias, a diretora ou
um porteiro-servente recebe as crianças e famílias todos os dias no momento da entrada, e
a dirigente ou auxiliar de secretaria as entrega no momento da saída, sempre que possível,
e ainda permite que as famílias adentrem a instituição em qualquer momento que chegarem
ao CEI. Isto significa também compartilhar responsabilidades com todos os funcionários
para que eles tenham a mesma postura respeitosa e de afeto para com as crianças, estejam
as famílias por perto ou distantes.
O CEI realizará reuniões com as famílias das crianças este ano de 2019: dias 23/01
com as famílias das crianças novatas; dias 22/02 e 14/03 para a devolutiva da Avaliação
Institucional 2018; construção do Plano de Ação; para informes gerais, no intuito de
esclarecer sobre o trabalho realizado na instituição por agrupamento; Palestra sobre o
período de inserção das crianças novatas; relembrar o Termo de Responsabilidade; falar
sobre a rotina e as responsabilidades dos pais nos cuidados e na educação dos filhos, na
elaboração do PPP 2019 e para socializar a nova Proposta sobre Documentação
Pedagógica na Educação Infantil. Outras reuniões e eventos com a presença das famílias
ocorrerão este ano, tais como:

Datas Reuniões
14/03 Reunião com todas as famílias nos dois turnos (matutino e vespertino);
21/02 e Oficina da Horta com a GERPAE no turno matutino;
21/08
04/04 e Vivência de Brincadeiras Tradicionais / APCEI (matutino e vespertino);
30/05
Até 31/05 Socialização com as famílias dos Projetos de Trabalho 1º Semestre (matutino e vespertino);
08/06 (tarde) Festa Cultural com apresentação das Crianças;
26 e 27/06 Socialização com as famílias dos Portfólios de Aprendizagem e Desenvolvimento da
Criança
referente ao 1º Semestre (matutino e vespertino);
03 a 05/09 Semana do Bebê – atividades com todas as Famílias (matutino e vespertino);
14/09 (tarde) Vivência de Brincadeiras Tradicionais / Projeto APCEI;
14/09 Festa da Família 2019 (matutino e vespertino);
21/10 a Avaliação Institucional com as Famílias (matutino e vespertino);
01/11
03/12 Despedida do Agrupamento EI-F (apenas para as famílias das crianças deste agrupamento);
10 a 13/12 Socialização com as famílias dos Projetos de Trabalho 2º Semestre (matutino e vespertino);
10 a 13/12 Socialização com as famílias dos Portfólios de Aprendizagem e Desenvolvimento da
Criança
referente ao 2º Semestre (matutino e vespertino);

Para a socialização dos Projetos de Trabalho, faremos Reuniões por agrupamento


com as famílias, como um momento das famílias conhecerem o trabalho desenvolvido com
as crianças.
Nas reuniões para a socialização dos Portfólios de Aprendizagem e
Desenvolvimento da Criança, realizados pelas crianças, organizaremos uma Mostra
pedagógica dos trabalhos realizados pelas crianças durante o semestre; e nas festividades:
na Festa cultural teremos a apresentação das crianças; e na Festa da família,
proporcionaremos uma vivência entre as famílias e as crianças, com diversas atividades em
outro espaço fora da instituição.
Além destes momentos, em qualquer horário que as famílias quiserem conversar ou
sugerir ou criticar, a equipe diretiva do CEI sempre escutará estas famílias, e reverá suas
práticas, modificando-as quando necessário.
Ao considerar a importância do papel que ocupamos perante esta comunidade e às
crianças que estão sob os nossos cuidados, elaboramos uma proposta de ação educativa,
voltada para a formação de agentes de transformação: as crianças e as famílias. Além de
proporcionar situações de aprendizagem, envolvendo o cuidar e o educar, às crianças aqui
atendidas, tentaremos contribuir também com estas famílias, no intuito de compreender
suas condições sociais, culturais e financeiras, com o objetivo de ampliar também o
conhecimento de toda esta comunidade. Temos como objetivo propiciar a esta comunidade
condições para que sejam capazes de criticar fatos do cotidiano e buscar soluções para
tentar minimizar seus problemas.
Organizamos o atendimento às crianças distribuídos em 7 agrupamentos, conforme
estabelecido pela Resolução nº 120, do Conselho Municipal de Educação e pelo Estudo de
Rede feito com a DIREDU em 2018, de acordo com as faixas etárias das crianças. Assim, a
organização dos agrupamentos por faixas etárias atende as especificidades de cada grupo
de crianças: EI-B – de 1 ano a 1 ano e 11 meses, EI-C1 e EI-C2 – de 2 anos a 2 anos e 11
meses; EI-D1 e EI-D2 – de 3 anos e 5 meses a 3 anos e 11 meses; EI-E – de 4 anos a 4
anos e 11 meses; EI-EF – de 4 anos a 5 anos e 11 meses. Acreditamos que desta forma,
conseguiríamos atingir os interesses e necessidades de um grupo maior de crianças, pois
elas dependendo do desenvolvimento físico exige determinadas práticas pedagógicas para
se desenvolverem integralmente. Sabendo destas características de cada faixa etária, a
professora terá mais condições de estudar, pesquisar e ampliar os conhecimentos de cada
grupo de crianças, bem como planejar promovendo a autonomia, as brincadeiras e
interações, inclusive possibilitando que crianças mais experientes pudessem interagir com
as menores. Pois, compreendemos que para a criança pequena o contato com as maiores
possibilita a ampliação de conhecimentos entre ambas.
As crianças, neste ano de 2019, serão atendidas nesta instituição, conforme previsão
da DIREDU/SME no último estudo rede, a seguinte organização:

Agrupamento Crianças Educadoras – Matutino Educadoras - Vespertino


s
EI-B 12 Leidiane e Ana Maria Luzimar e Mara
EI-C1 15 Letícia e Franciele Raquel Salomão e Belmira
EI-C2 15 Raquel Salomão e Fernanda e Graziele
Andreia
EI-D1 12 Hérica e Alessandro Ana Carolina e Diogo
(Subst)
EI-D2 15 Patrícia e Rafael Hérica e Luciene
EI-E 20 Sarah e Juliane Mª Hortência e Nilda
EI-EF 25 Edivania e Jullyana Raquel Bonfim e Lucas

Em cada agrupamento para garantir os cuidados e a educação das crianças há duas


profissionais, sendo uma professora regente e uma auxiliar de atividades educativas, por
turno, cumprindo o documento “Diretrizes de Organização do Ano Letivo / SME”. No
primeiro momento, as profissionais escolhem em qual agrupamento e faixa etária desejam
ficar, porém suas práticas e condutas são avaliadas pela equipe diretiva (através de
observações reflexivas e da análise de planos diários), que faz as alterações das
profissionais nos agrupamentos de acordo com o melhor atendimento à necessidade das
crianças e perfil de cada professora.
As crianças novatas são inseridas e acolhidas logo que as famílias chegam para a
realização da matrícula. Preenchem vários documentos, falam sobre as características das
crianças, como dormem, se tem hábitos e medo de algo, quais alimentos e brinquedos
preferidos. Desta forma, as educadoras, antes mesmo que as crianças iniciem o
atendimento, ao lerem o instrumento conhecem a criança e já entendem algumas atitudes
delas, prevenindo qualquer reação imediata de rótulos e ações que podem provocar ainda
mais conflitos internos e externos. Conversamos com as famílias, explicando a proposta de
trabalho no CEI, explicitando toda a rotina. Antes das crianças novatas iniciarem o
atendimento também fazemos uma reunião com as famílias, esclarecendo dúvidas,
mostrando a Proposta da Rede e o PPP do CEI, reforçando a parceria família-instituição e
palestra sobre o Momento de Inserção das crianças, ajudando as famílias a compreenderem
melhor esse período e colaborarem junto às professoras para torná-lo menos doloroso para
a criança e também para a Família. O Processo de inserção e acolhimento das crianças
pressupõe o atendimento em período parcial para as crianças poderem estabelecer os
vínculos, se sentirem seguras nesse espaço. Desta forma, dialogamos com as famílias para
que as crianças sejam atendidas parcialmente durante quatro dias, ou menos, ou mais
dependendo da criança, apenas no turno matutino, a fim de garantir à proteção e à
segurança das crianças e famílias. As famílias permanecem nesses quatro dias
acompanhando a criança no agrupamento até após o desjejum, mais ou menos até às 8
horas. Elas adentram à instituição sempre que quiserem, o que ocasiona uma maior
segurança e confiança no trabalho que o CEI desempenha. As professoras planejam
situações de aprendizagem que possam agradar as crianças, de acordo com o conhecimento
prévio relatado no ato da matrícula. Reforçam as interações e as brincadeiras em diversos
espaços da instituição, tentando minimizar o sofrimento causado pela ausência da família.
Esse processo de inserção e acolhimento também ocorre com os funcionários do
CEI, que assim que adentram à instituição reunimos e explicamos todo o trabalho
desenvolvido, falamos da rotina e da função de cada um. Ainda entregamos alguns
documentos que consideramos importante acerca do trabalho, tais como: Informativo
Anual (Anexo 6); Datas e Ações Anual (Anexo 7); Projetos Institucionais –
“Encantamento” e “APCEI” (Anexo 4); Datas e Ações Mensais – realizado todo final do
mês referente ao mês subsequente; Indicadores de Qualidade; Avaliação Institucional
2018; Plano de Ação (Anexo 2); Plano de Formação 2019 (Anexo 3) e Procedimentos
em caso de violência e/ou psicológica a criança.
A instituição também considera imprescindível a importância das interações entre
as crianças de diversas faixas etárias, por compreender que elas aprendem umas com as
outras e também devido à importância dessas interações na construção de vínculos
afetivos. Desta forma, organizamos momentos em que elas podem se interagir, ora com
propostas de livre escolha para a criança, ora de forma intencional, planejada e prevista
pelas educadoras. Possibilitamos às crianças as interações entre diferentes faixas etárias
nos momentos das refeições, momentos de brincadeiras livres na área externa e no parque,
em que as próprias crianças se organizam e aprendem umas com as outras, livremente ou
direcionadas, sempre com a mediação intencional de um adulto. E há momentos planejados
intencionalmente pelas professoras para promoverem situações de aprendizagem entre os
agrupamentos, tais como: piquenique; passeio à praça; desjejum no salão; visita ao outro
agrupamento – jogos de mesa; futebol no lote baldio e quadra; brincadeiras dirigidas na
área externa; contação de história com uso de fantoches; banho de mangueira com lavagem
de brinquedos; karaokê no salão; pintura no rosto; baile à fantasia; dentre outros.
No início do ano, as professoras realizam Rodas de Conversa com o intuito de
apresentar a Rotina à criança, para que ela compreenda as situações de aprendizagem que
vão ocorrer ao longo do turno – matutino e vespertino, para a construção de vínculos
afetivos entre seus pares e para fazer um levantamento de combinados e regras junto com
as crianças. Afixamos a Rotina e o Cartaz desses combinados e no decorrer do ano
retomamos esses instrumentos para a compreensão e reflexão com o grupo. Isto se faz
importante para que a criança internalize e participe ativamente na construção da rotina e
dos aspectos a serem considerados, como proceder, em cada situação / tempo / espaço.
No momento da Área externa, as crianças se reúnem com crianças de outro
agrupamento (50 minutos no turno matutino e mais de 1h no vespertino) no salão e
brincam no pula-pula, na piscina de bolinhas, na quadra, na brinquedoteca, com brinquedos
e de brincadeiras dirigidas, planejadas previamente pelas educadoras: brincadeiras de roda,
de pular corda, de bola, corre-cutia, coelhinho sai da toca, circuitos, etc.; e também
possibilita às crianças explorarem o pátio e parque através de brincadeiras livres com as
motocas, os triciclos, bicicletas, gangorras, balanços, escorregador, gira-gira, as bolhas de
sabão, e outras envolvendo o faz-de-conta; e brincadeiras dirigidas pelas educadoras. As
educadoras devem ter o cuidado com o quantitativo de crianças no pula-pula e na piscina
de bolinhas (4 a 5) e todas são responsáveis por todas as crianças durante estes momentos
coletivos.
Salientamos que organizamos em tabelas abaixo a utilização de alguns espaços do
CEI, para garantir o acesso às crianças de forma intencional, porém, estes horários são
flexíveis, podendo cada professora, de acordo com o seu planejamento, utilizar os espaços
sem necessariamente cumprir esta previsão. Então, a previsão da organização dos
Momentos Coletivos, brincadeiras livres e dirigidas entre os agrupamentos na área externa
ficou organizada da seguinte forma:

ÁREA EXTERNA / MATUTINO


HORÁRIOS
9h10-9h55 B, C1 e C2
9h20- D1 e D2
10h20
9h25- E e EI-F
10h20

ÁREA EXTERNA / VESPERTINO


HORÁRIOS
15h10- B, C1 e C2
15h55
15h20- D1 e D2
16h20
15h25- E e EI-F
16h20
O Salão e a Quadra também serão utilizados para a socialização das aprendizagens
das crianças com todo o CEI, através de apresentações culturais, denominado de Momento
Cultural, que será realizado quinzenalmente por três agrupamentos, a partir do mês de
março de acordo com as datas abaixo:

DA AGRUPAMENT TUR
TA OS NO
28/ C1, D2 e E VESPERTINO
02
27/ B, C2, D1 e EF VESPERTINO
03
25/ C1, D2 e E MATUTINO
04
23/ B, C2, D1 e F MATUTINO
05

DA AGRUPAMENT TUR
TA OS NO
29/ B, C2, D1 e EF VESPERTINO
08
26/ C1, D2 e E VESPERTINO
09
31/ B, C2, D1 e EF MATUTINO
10
28/ C1, D2 e E MATUTINO
11
Tanto as datas quanto os horários poderão sofrer alterações, são flexíveis, conforme
necessidade da instituição.
Inseridas nesse processo de desenvolvimento integral das crianças, na instituição
educacional, nesse ano de 2019 ainda não temos nenhuma criança matriculada, confirmada
com laudo, que apresente necessidades educativas especiais – NEE. Porém temos duas
crianças que encaminhamos em 2018 com suspeita de espectro autista, avaliado pela
psicopedagoga e encaminhado à instituição parceira, mas que até o momento não foram
atendidas. E caso venhamos receber alguma criança NEE temos clareza das especificidades
e características diversas, para atendê-las e proporcionar as mesmas condições de equidade,
promovendo educação de qualidade conforme as demais crianças, que precisam ser
respeitadas e valorizadas.
Estas crianças poderão receber Atendimento Educacional Especializado (AEE),
após o diagnóstico da psicopedagoga da Gerência de Inclusão, Diversidade e
Cidadania, via encaminhamento de relatório à Coordenadoria Regional de Educação
Jarbas Jayme. As crianças serão encaminhadas para as instituições parceiras e também
para a Sala de Recursos Multifuncionais, na Escola Municipal Ernestina, conforme
diagnóstico/necessidade de cada criança. Essas crianças poderão ser encaminhadas para o
CORAE, CRER, CAPSi ou APAE. O AEE, Atendimento Educacional Especializado, é
oferecido em cumprimento,
primeiramente, do Estatuto da Criança e do adolescente: “Art. 5º Todos são iguais perante a
lei, sem distinção de qualquer natureza...” e “Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade
e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” (Brasil, 2010: 11).
Cumprindo também a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394, 1996, que
diz: “Art. 58,
§1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às
peculiaridades da clientela de educação especial.” e “§3º A oferta de educação especial, dever
constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.” (p. 14).
E ainda o Decreto nº 6571, 2008, que dispõe especificamente sobre o Atendimento
Educacional Especializado:

Art. 1º A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de


ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste
Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional
especializado
aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular.
§1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de
atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados
institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação
dos alunos do ensino regular.
§ 2º O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta
pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em
articulação com as demais políticas públicas. (p. 1)

Portanto, é direito tanto da criança receber o atendimento educacional especializado


quanto da família e instituição educacional de receberem orientações das características de
cada criança, segundo o transtorno que apresenta, quanto de como podemos auxiliar cada
uma em seu desenvolvimento. Para isto temos contado com o auxílio da Coordenadoria
Regional de Educação Jarbas Jayme/DIRPED com a presença semanal do apoio técnico
professor Renata através do estudo de textos e reflexões críticas acerca da prática
pedagógica; e quando necessário da psicopedagoga, que diagnostica as crianças
encaminhadas pelas educadoras do CEI, juntamente com a equipe diretiva, conversa com
as famílias destas crianças e faz o encaminhamento para instituições parceiras. Também
recebemos desta CRE cópias de documentos e textos que subsidiam nossos estudos e,
consequentemente, nossas ações.
Este Projeto Político-Pedagógico visa também atender a Política Nacional de
Educação Especial, que:

(...) na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivos, a oferta do


atendimento educacional especializado, a formação de professores, a
participação da família e da comunidade e a articulação intersetorial das
políticas públicas, para a garantia do acesso dos alunos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, no
ensino regular. (Brasil, 2010: 6).

1.5. Recursos Humanos


O processo de construção da identidade dos profissionais da educação ocorre junto
com a constituição da identidade da instituição. Os profissionais vão se apropriando das
suas atribuições, dos seus deveres e direitos e se transformando, a partir também da
formação em serviço, reconstroem a própria instituição. Desta forma, surgem novos
objetivos, o que exige uma nova organização da instituição de educação infantil. Este
processo ocorre dialeticamente, ao transformarem a instituição, os profissionais se
transformam ressignificando as práticas pedagógicas.
Observa-se uma crise de identidade de muitos profissionais, inclusive críticas a
algumas ações do poder público, que desvalorizam o trabalho docente com as crianças
pequenas, pois o assemelham ao trabalho realizado em casa, como se os cuidados e a
educação a estas crianças pudessem ser realizados por qualquer um, sem a necessidade de
formação superior específica.
Iniciamos o atendimento às crianças em 2019 com poucos déficits, apenas 1
professora regente (vespertino), 1 Auxiliar de Atividades Educativas (no vespertino) e 1
Auxiliar de secretaria. A professora regente foi encaminhada pela SME em meados de
fevereiro. Conseguimos atender todas as crianças em período integral a partir do primeiro
dia.
A maioria dos profissionais é efetiva, concursada, e isto contribui para a
melhoria no atendimento às crianças. Isto ocorre, pois os profissionais vão se formando ao
longo do percurso na instituição, principalmente em relação à práxis.
O rigor teórico-metodológico, o estudo permanente, a análise criteriosa da
empiria e a reflexão coletiva são uma exigência. Assim, no movimento da
pesquisa, foi preciso e possível colocar nosso conhecimento em dúvida, expor os
questionamentos para a equipe, buscar respostas provisórias e levantar novas
perguntas. (Kramer, 2005: 53).

Para isto, a SME lotará no CEI os seguintes servidores, de acordo com o documento
“Diretrizes de Organização do Ano Letivo”, em vigor: uma pedagoga para a função de
dirigente, duas pedagogas para coordenação (uma em cada turno), catorze professoras-
regentes (sete em cada turno), catorze auxiliares de atividades educativas (sete em cada
turno), dois auxiliares de secretaria, cinco auxiliares de serviços de higiene (três pela
manhã conforme autorização da CRE Jarbas Jayme junto com a DIRGES / SME e dois à
tarde), quatro auxiliares de serviços de alimentação (dois por turno), quatro readaptadas de
função (duas por turno) e dois readaptados para auxiliar no controle de estoque da merenda
(um por turno). Este ano, estamos com os seguintes profissionais, conforme Quadro
Funcional retratado no Anexo 6.5.
Podemos observar no quadro de profissionais, mudanças relacionadas a situação
funcional e o nível de escolaridade, que passou a ter quase todas as professoras regentes na
situação de nomeadas e quase todos Auxiliares de Atividades Educativas efetivos; bem
como o nível de escolaridade que passou de nível médio em magistério para graduação em
pedagogia e algumas cursando ou com especialização. A maioria das professoras regentes
possui uma a duas especializações, inclusive em Educação Infantil; a maioria dos
auxiliares de atividades educativas efetivo possui magistério, alguns cursando pedagogia e
outros já com ensino superior completo; o administrativo efetivo possui ensino médio
completo e alguns cursando curso superior. Ao final de 2018 chegaram vários profissionais
efetivos, alguns com curso superior, e muitos já possuíam experiência profissional em
instituições educativas. O administrativo, referente às funções de porteiro-servente e
merendeira, alguns não tinham experiência profissional nem na função e nem em
instituição educacional. Cabe à equipe gestora contribuir com a formação em serviço
desses profissionais, juntamente com a GERFOR / SME.
A equipe gestora é formada pela diretora Elaine de Azevedo Batista Silverio,
coordenadora pedagógica, turno matutino, Raquel Bonfim da Silva, coordenadora
pedagógica, turno vespertino Patrícia Barros Viana Simonini e um auxiliar de secretaria no
matutino Welinton do Nascimento Costa. A equipe gestora possui formação em pedagogia
e especializações, inclusive em Educação Infantil. Também possuem experiência
profissional na função de direção e coordenação pedagógica. E o auxiliar também possui
formação superior e tem experiência na função.
A partir das respostas das profissionais acerca do que a equipe do CEI, como um
todo, deve ter, a maioria espera que o grupo saiba compartilhar saberes, experiências que
deram certo, que seja um grupo aberto ao crescimento e a novos conhecimentos, um grupo
unido com propósito profissional único, a educação. Espera-se que todos cumpram e
desempenhem sua função sem interferir ou atrapalhar as atividades pedagógicas e sem
assumir as funções alheias. Porém que olhe cada um como indivíduo passível de carinho,
compreensão, erros, acertos e que no relacionamento diário transmita afeto, compreensão e
preocupação uns com os outros, sem a viciosa mania de apontar somente os erros, mas que
busquem a afirmação positiva do trabalho coletivo.
Com relação às crianças esperamos um trabalho que acima de tudo as respeitem
como desejaria que respeitassem e entendessem seus filhos; que não subestimem seu
potencial e capacidade, que não façam julgamentos antecipados em seus momentos de
crises, choros, inquietação, enfim, que tentem entendê-las.

1.6. Recursos Financeiros


Os Recursos Financeiros são administrados pelo Conselho Gestor Solange Park,
que tem-se mostrado atuante, participa efetivamente de todo o processo, percebe as
necessidades e prioridades em prol do desenvolvimento integral das crianças; realiza as 3
licitações na pesquisa de preços; recebe, aplica e fiscaliza os recursos com transparência;
verifica in loco o recebimento e uso adequado dos materiais adquiridos com os recursos;
assegura o recebimento, a gestão e apresentação da prestação de contas dos recursos a toda
comunidade educacional. No final de 2018, a última verba foi a do PAFIE – Programa de
Autonomia Financeira das Instituições Educacionais, no valor de R$ 16.950,00, sendo R$
8.060,67 para alimentação; R$ 6.889,33 para consumo (materiais de higiene, pedagógicos
e brinquedos) e para serviços (pequenos reparos) e R$ 2.000,00 para Capital (Bens
duráveis). Temos alguns fatores problemáticos que temos enfrentado com a administração
desta verba do PAFIE, ela não sofre reajuste desde 2013, que o recurso passou de R$
148,00 para R$ 150,00 por criança. O que vemos é que houve um aumento significativo
dos alimentos, e com isto tem ficado cada vez mais complicado administrar a verba
assegurando a qualidade nas refeições das crianças. Pois, os alimentos sofreram vários
reajustes ao longo dos anos, enquanto que o valor da verba não foi alterado. Um exemplo
está associado ao valor da carne, que aumentou 100%, e outros produtos também como
verduras e frutas. Outro fator é que os alimentos que pegamos na GERPAE / SME nos
socorria nessa administração da verba, porém também enfrentamos a ausência de muitos
alimentos, principalmente neste início de ano.
Com a constituição do Conselho Gestor passamos a ser uma Unidade Executora
própria, em 2012 começamos a receber diretamente os recursos do PDDE – Programa
Dinheiro Direto na Escola, e utilizamos conforme a necessidade da instituição. Com este
recurso, que chegou ao final de 2017, cujo valor foi de R$ 1.660,00, em maio e R$
1.660,00 em setembro, sendo R$ 2.656,00 para Custeio e R$ 664,00 para Capital.
Adquirimos materiais de papelaria, aparelhos de DVD e ventiladores de parede. Desta
forma, podemos garantir a melhoria da educação das crianças matriculadas no CEI, a
autonomia da instituição com a participação efetiva de toda a comunidade educacional e
conseguir minimizar as dificuldades / ausências.
A instituição também se inscreveu no Programa Mesa Brasil e recebe
constantemente doações de alguns produtos como farinha, sucos, temperos, arroz, feijão,
verduras, frutas, iogurtes, extrato de tomate e outros, que são repassados para as crianças.
A partir de 2012, fomos beneficiados, com a participação no PAA – Programa de
Aquisição de Alimentos, da CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento, parceria
do Governo Federal com cooperativas, de doações quinzenais de verduras, frutas,
hortaliças, temperos, ovos e polpas de frutas. Sabemos que com estas doações pudemos
incrementar muito as refeições das crianças, sendo possível garantir a fruta diariamente,
além das sobremesas. Toda doação recebida é registrada em ata, bem como o comprovante,
inclusive sua utilização pela comunidade educacional.
Em 2013, fomos a uma reunião ocorrida no mês de março na Mesa Brasil, em que
inscrevemos a instituição nas doações do PAA e em contrapartida a instituição deve
participar dos cursos oferecidos pelo Programa Mesa Brasil sobre reaproveitamento de
alimentos e outras oficinas, bem como devemos providenciar alguns documentos. Porém, a
partir de 2013, estas doações diminuíram consideravelmente, dificultando a continuidade
da qualidade na alimentação das crianças, mas o pouco que vem tem ajudado bastante.
Conseguimos dar continuidade nesta parceria este ano de 2019. O Programa Mesa Brasil
iniciou as doações do PAA deste ano, com seleta de milho, batata e cenoura, tomate e
molho de tomate. Além disso, o Conselho Gestor promove Bazar, rifas e bingos.
Além disto, ainda temos direito de receber os recursos destinados à alimentação da
GERPAE, vindos do MEC, de acordo com o Censo Escolar 2018. A Resolução nº 01 de
08/02/2017 alterou o valor per capita para oferta da Alimentação escolar do Programa de
Alimentação Escolar do FNDE. Esta verba equivale desde esse ano ao valor de R$ 0,53 por
criança matriculada na pré-escola (4 e 5 anos) multiplicado pelos dias letivos (200), mais o
valor de R$ 1,07 por criança matriculada na creche (de 1 a 3 anos) multiplicado pelos dias
letivos. Em 2018, atendemos 23 crianças no agrupamento EI-E (4 anos) e 20 no EI-F (5
anos) e 70 crianças nos outros agrupamentos (EI-B, EI-C1, EI-C2, EI-D1, EI-D2 – 1 a 3
anos):

“Pré-escola – 43 * 200 * 0,53 = R$ 4.558,00


+
Creche – 70 * 200 * 1,07 = R$ 14.980,00

Total = R$ 19.538,00”

Receberemos este ano de 2019 da GERPAE o valor R$ 19.538,00 em produtos


referentes à alimentação das crianças. Estamos e continuaremos pegando vários alimentos
de boa qualidade como: arroz, leite, frango, carne bovina, bolachas, açúcar, feijão,
achocolatado, dentre outros. No início de 2019, vários alimentos ainda não estão
disponíveis na GERPAE, tais como: arroz, feijão, óleo, leite, milho de pipoca, farinha de
mandioca, gelatina, verduras, frutas, muçarela, sucos, macarrão. Só está disponível açúcar
e carne bovina. Esperamos que regularize essa situação a fim de que possamos continuar
adquirindo esses produtos com essa verba federal, proveniente do Programa Nacional de
Alimentação Escolar – PNAE / FNDE. Segundo a GERPAE e a GERCON haverá o
repasse em dinheiro através do Pró-Merenda a partir deste ano.
Estamos certos de que outros problemas/ausências/dificuldades ocorrerão, pois
sempre almejamos o melhor para as crianças e para alcançarmos isto precisamos de
recursos, e eles nem sempre são suficientes para suprir nossos desejos; mas continuaremos
lutando e buscando recursos para alcançar este melhor.
Em 2018, a instituição recebeu R$ 10.000,00 referente à Verba Escola Viva. Com
essa verba faremos reparos no telhado e calhas. Também recebemos o valor de R$
2.451,00 destinado a Educação Conectada, PDDE Qualidade, a ser reprogramado para o
ano de 2019.

1.7. Condições físicas e materiais


Ao se pensar a organização do espaço na educação infantil, a equipe pedagógica
deve primeiramente fazer uma leitura do grupo de crianças; escutar suas preferências por
objetos, brinquedos, espaços e linguagens. A partir desta escuta atenta a equipe terá
conhecimento
coerente e subsídios para estruturar os espaços e as situações de aprendizagem de forma
significativa. Desta forma, as educadoras planejam e realizam com as crianças diariamente
situações que garantam às mesmas a construção das noções de espaço. É preciso oferecer
espaços diversificados e com situações diferenciadas para promover a ampliação das
possibilidades de exploração e pesquisa às crianças. Faz parte do planejamento pedagógico
a escolha e a organização dos espaços pelas educadoras junto com as crianças.

Segundo Horn (2004), o espaço é então entendido em uma perspectiva definida


em diferentes dimensões: a física, a funcional, a temporal e a relacional,
legitimando-se como um elemento curricular. Nessa perspectiva, estrutura
oportunidades para a aprendizagem por meio das interações, possíveis entre as
crianças e os objetos e delas entre si. A partir dessa compreensão, o espaço
nunca é neutro, podendo ser estimulante ou limitador de aprendizagens,
dependendo das estruturas espaciais que estão postas e das linguagens que
estão representadas. (Barbosa & Horn, 2008: 49).

Diante desta premissa, o CEI tem alguns desafios para ampliar em todas estas
dimensões: física – faltam materiais pedagógicos, de mobiliários adequados às crianças, a
altura delas, de condições de acessibilidade (escadas e não rampa, janelas e maçanetas das
portas altas); algumas modificações foram realizadas em relação à altura dos mobiliários,
como cortamos os pés das mesas, cadeiras e bancos dos agrupamentos e refeitório,
adequação e uso do Balcão de self-service e dividimos ao meio as estantes, promovendo o
acesso das crianças aos materiais; abaixamos os vasos sanitários e as pias dos banheiros,
dentre outros; funcional – reflexão dos avanços na organização dos materiais que hoje
estão ao alcance das crianças e do deslocamento nos espaços por elas sem utilizar da fila.
Melhoramos também em relação à valorização das produções feitas pelas crianças;
temporal – havia algumas propostas que consideram apenas a lógica do tempo do adulto,
decorrente inclusive da lógica do sistema que prevê, por exemplo, apenas as auxiliares de
atividades educativas no turno intermediário, não oferecendo as condições mais adequadas
de aprendizado às crianças neste momento (sem a presença das professoras regentes),
porém hoje há uma preocupação das regentes em planejarem alternativas para as crianças
que não querem dormir e pelas auxiliares que as realizam; relacional – no início faltava
conhecimento pelas profissionais da importância de planejar/repensar as interações, as
relações das crianças entre si, entre os colegas e entre os adultos; hoje percebemos que a
maioria das profissionais compreende esta importância, mas algumas já planejam as
interações, registram e promovem na prática. Precisamos refletir, rever e modificar
algumas práticas limitadoras na instituição, como a utilização dos vários espaços de forma
diversificada e com criatividade.
Relataremos algumas características pertencentes ao espaço do CEI, historicamente
conquistado, e outras questões que buscamos transformar a partir do estudo e reflexão
crítica da realidade.
Alguns espaços no CEI são coletivos, utilizados por todas as crianças, como o
refeitório em que as educadoras incentivam e orientam o momento das refeições; em que
as crianças mesmas se servem respeitando suas preferências alimentares; no momento da
higienização – lavar as mãos, usar o vaso sanitário, escovar os dentes e tomar banho, nos
banheiros – cada vez mais de forma autônoma e independente; nos momentos coletivos –
no salão e área externa – em que as crianças aprendem a compartilhar brinquedos, espaços,
nas interações com os colegas e professoras.
Ao promover estes momentos coletivos, tentamos organizar intencionalmente, tanto
os tempos quanto os espaços, buscando proporcionar às crianças cuidados com a segurança
delas e também contribuindo para o desenvolvimento da autonomia, de habilidades motoras,
do conhecimento físico e social e de conceitos essenciais para o bem estar coletivo.
Contamos com sete salas para agrupamentos, sendo quatro no andar de cima, uma
cozinha, uma dispensa, um almoxarifado, uma sala pequena que será usada para as
crianças se trocarem, uma lavanderia, uma bateria de banheiros (quatro vasos e três
chuveiros), quatro banheiros infantis, sendo dois femininos e dois masculinos, dois
banheiros para adultos, um refeitório coberto, um auditório com palco e duas salas, sendo
uma para direção e secretaria e outra para coordenação e professoras e uma sala para
guardar os brinquedos de uso coletivo. Temos uma área externa, um parque com 3
gangorras, 3 balanços individuais, um escorregador tipo foguete, um gira-conforto, um
balanço coletivo; e uma área com bancos e plantas ambas cimentadas.
A mantenedora construiu para as crianças uma horta, uma quadra, uma
brinquedoteca, um campo de areia, bateria de banheiros, ducha e um estacionamento para
carros. Temos um parque com: teia de aranha, dois balanços coletivo, dois escorregadores
e dois tambores. Desta forma, o espaço externo foi ampliado para garantir, ainda mais, os
direitos às crianças. Organizamos a Sala de Professoras para ficar um ambiente mais
agradável: disponibilizamos os brinquedos de uso coletivo; tornamos acessíveis os
materiais pedagógicos; fixamos um Mural de informações e um painel de aniversariantes;
reorganizamos o mobiliário; também definimos um horário para os lanches de modo que os
profissionais possam conviver e se socializar.
O Conselho Gestor busca realizar reformas em prol da garantia de autonomia e
segurança às crianças. Em 2017 realizamos algumas reformas, de acordo com exigências
da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, com a verba do PAFIE e com a verba
“Escola Viva”, tais como: corrimão na escada para o palco; revestimento nas paredes de
todos os agrupamentos, do refeitório, do salão e do depósito da cozinha; pintura das
paredes internas e externas do CEI; troca do piso da bateria de banheiros para piso
antiderrapante, abaixou os chuveiros, colocou barra de apoio, divisórias de mármore e ralos
individuais de saída de esgoto; reforma no banheiro infantil do refeitório, adaptando para
cadeirante – alargou a porta, colocou rampa e barra de apoio; conserto do toldo; construção
de grade divisória do estacionamento e da horta; conserto dos espelhos dos banheiros. A
mantenedora em 2018 realizou a cobertura da Quadra.
Todos os espaços são organizados de forma diversificada, modificando a disposição
dos mobiliários, descritos anteriormente, bem como ressignificando os mesmos: uma mesa
pode se transformar numa cabana, as cadeiras num trem ou ônibus. agrupamento é
utilizado para realizar diversas atividades/situações: roda de conversa (nos colchonetes, nas
cadeiras em círculo ou em carpetes); cantos (mesas com jogos, massinha, brinquedos de
montar, papéis e lápis, espelho com maquiagem, etc.); assistir filmes; cantigas de roda e
danças com coreografias (em pé); tocar instrumentos musicais (uso da bandinha ou de
materiais reciclados); ouvir histórias (contadas através de livros, de dedoches, de
fantoches, ou da própria leitura de imagens pelas crianças); o turno intermediário em que
as crianças desenvolvem situações mais calmas (algumas dormem, outras descansam o
corpo nos colchonetes, ou assistem filmes, ou brincam com massinha, ou jogos de montar,
ou quebra- cabeça); uso de outras linguagens através de projetos e/ou atividades
significativas.
Nos momentos coletivos livres, as crianças, no salão e na área externa, podem
escolher como, de quê e com quais brinquedos querem brincar: brincam no pula-pula, no
parque, na piscina de bolinhas, com as motocas, bicicletas e triciclos, com os carros,
patinetes, nos balanços, de pique-pega, pique-esconde e outras brincadeiras de faz-de-
conta.
Nestes espaços coletivos, também ocorrem as brincadeiras dirigidas, com o uso de
corda, bolhas de sabão, bolas, cordão com barbante e elástico formando teia (usando os
bancos do refeitório), dentre outras que ora precisam de materiais, e ora não, tais como:
corre-cutia, coelhinho sai da toca, dança da cadeira, brincadeiras de roda, batata-quente,
vivo ou morto, passa anel, amarelinha, pique-pega, esconde-esconde, percursos com
obstáculos, experimentar gostos, identificar sons, subir em árvores, tomar banho de
mangueira e piscina, e tantas outras.
Os espaços do CEI estão organizados com o objetivo de oferecer um atendimento
de qualidade às crianças. Desta forma, o espaço também deve contemplar a organização
planejada intencionalmente de momentos em que a criança possa falar, expressar suas
opiniões, questionar sobre diferentes temas/assuntos, contar e registrar suas descobertas.
O que observamos é que hoje houve um grande avanço em relação à escuta a
criança, a maioria das educadoras escuta as crianças – lhe dão voz e vez na instituição nas
escolhas, na organização do espaço, do tempo, das intenções, das situações, do uso de
materiais está ligada diretamente às concepções das mesmas.

Se nossa concepção de criança acredita em seu valor como sujeito, como


‘portadora de teorias, interpretações, perguntas e como co-protagonista do
processo de construção do conhecimento’, é preciso – é urgente – que
aprendamos a escutá-la. Que aprendamos a ouvir as múltiplas linguagens que
se expressam nos gestos, nos olhares, no toque, na escolha dos objetos, nas
tentativas de comunicação verbal etc.; linguagem que o ouvido adulto precisa
exercitar para escutá-la, considerando a história de cada uma das crianças.
(Ostetto, 2004: 61).

Outro aspecto que devemos refletir sobre a organização do espaço está


relacionado à decoração do ambiente, que deve ser construída/reconstruída/modificada
constantemente pelos sujeitos pertencentes ao agrupamento – crianças, educadoras e
famílias. A sala do agrupamento não deve estar totalmente pronta, antes das crianças
chegarem à instituição; ela precisa ser mutável, pois é uma construção temporal, ela se
modifica de acordo com os sujeitos, suas necessidades e seus usos. Sugere-se que o CEI
organize os materiais, brinquedos, exposição das atividades, tudo ao alcance do campo
visual das crianças; que haja um equilíbrio na exposição dos trabalhos nas paredes dos
agrupamentos, que sejam realmente feitos pelas crianças e sejam modificados, trocados ao
longo do ano. Observamos que algumas educadoras estão mais atentas em relação a estas
questões, mas em alguns momentos verificamos ainda equívocos que precisam ser revistos.
A instituição tenta seguir as orientações da Vigilância Sanitária. Algumas reformas
ainda precisam ser realizadas, tais como: adequação do piso com a troca dos
emborrachados por piso antiderrapante.
O CEI não possui condições de acessibilidade na parte interna, pois há escadas e
não rampas (ou elevador) para o segundo piso, impossibilitando o acesso daqueles que
porventura usarem cadeiras de roda. Na parte externa tem rampas, porém há alguns
desníveis que dificultariam o acesso a todos os lugares, de forma independente do adulto.
Para atendermos todos, precisaremos realizar reformas no prédio. Recebemos alguns livros
que permitem a inclusão, com a escrita em braile. Não possuímos recursos de Tecnologia
Assistiva porque não atendemos nenhuma criança que precise dela para se desenvolver.
Outra questão que nos tem preocupado é a segurança das crianças nas proximidades
do CEI, por isto temos solicitado via ofício para o DA, que já encaminhou para a AMT, a
sinalização adequada como faixa de pedestres e placas para os motoristas diminuírem a
velocidade dos carros. Por enquanto esta ação ainda não foi realizada por este órgão,
apenas algumas palestras foram realizadas. Em 2018 a comunidade local organizou um
abaixo assinado e protocolou junto aos órgãos competentes exigindo a sinalização das ruas
próximas ao CEI inclusive a faixa de pedestres. Uma equipe da SEINFRA iniciou e fez o
rebaixamento da calçada. Continuaremos cobrando a sinalização da Rua. Também
enviaremos ofício solicitando a limpeza dos lotes baldios nas proximidades do CEI, pois
todos são públicos.
O CEI também utilizará outros espaços da comunidade em geral para garantir o
acesso das crianças a diversas produções culturais, como: cinema, circo, teatro, museu,
shopping, zoológico, passeios ao Parque da Lagoa, passeata em conscientização da
comunidade contra os focos do mosquito Aedes Aegipty e em favor da Paz, Memorial do
Cerrado, Mutirama, Casa de Profissionais e de Pais, Parque Taquaral, na Escola Municipal
Lorena Park, na Escola Municipal César da Cunha Bastos, à Universo (atletismo mirim),
ao Centro Esportivo, à Vila Ambiental, às praças, aos lotes baldios ao redor da instituição,
ao Clube do SESC, dentre outros que se fizerem necessários.
O CEI também organiza a limpeza dos espaços, mobiliários e equipamentos; e
também limpeza e manutenção dos materiais – colchonetes, motocas, bolinhas e outros
brinquedos, por considerar a higiene importante na garantia da saúde das crianças e
profissionais. O turno matutino (porteiro-servente) fica responsável em lavar as salas e
equipamentos dos agrupamentos EI-B, C1 e C2, os banheiros (de baixo, do refeitório e do
salão), o salão, os banheiros (bateria de banheiros), o corredor; varrer a área externa,
encerar o tapete antiderrapante das escadas, banheiros e salão. E o turno vespertino, o
contrário, lava as salas dos agrupamentos EI-D1, D2, E e F e equipamentos e faz a
manutenção de limpeza das outras salas, o mesmo ocorre com os banheiros, sendo que à
tarde lava o pátio, a escada e encera o piso antiderrapante do corredor e área externa. Um
porteiro-servente pela manhã fica responsável pelo portão, entrada, refeitório e banheiros.
Ambos turnos lavam o refeitório e limpam cadeiras, bancos e mesas após todas as
refeições, sendo que é limpo antes do desjejum (área aberta, sendo preciso tirar a poeira).
Salas da secretaria e de professoras são limpas diariamente, assim como o depósito de
brinquedos. Por enquanto, essa limpeza tem sido realizada apenas pelos funcionários do
turno matutino, pois à tarde não tem porteiro- servente. As manipuladoras de alimentos são
responsáveis em fazer as refeições, de acordo com o cardápio, que é pré-elaborado com a
participação da dirigente, lavar os equipamentos, organizar o depósito de alimentos e
organizar o self-service, com a ajuda das professoras.
Os colchonetes são higienizados e desinfeccionados (detergente e álcool em gel)
diariamente e lavados mensalmente pelas auxiliares de atividades educativas do turno
matutino juntamente com as crianças; enquanto as da tarde são responsáveis em guardar os
colchonetes e lavar o reservatório dos climatizadores; ficando assim sempre limpos para as
crianças usarem. Algumas educadoras fazem este momento junto com as crianças,
ensinando-as a participarem desta higienização. Da mesma forma ocorre com a limpeza e
desinfecção dos brinquedos: faz lava jato das motocas e carros com auxílio das crianças;
brinca de dar banho nas bonecas, organizando bacias para as crianças ajudarem; assim
como outros brinquedos. Também temos ajuda de profissionais e famílias que levam
alguns brinquedos e lavam em suas casas (àqueles que demoram para secar). As bolas
também são desinfeccionadas – lavadas com detergente, secas e colocam álcool em gel,
pelas auxiliares.
Em 2018 colocamos ventiladores em todos os agrupamentos e também um exaustor
na cozinha. Realizamos todos os reparos exigidos pelo apoio da DIREDU: troca das telas
das portas e janelas da cozinha e depósito; troca de uma lâmpada da cozinha por uma com
proteção; retirada do armário do depósito da cozinha e colocação de prateleiras. Fizemos
também a reorganização do espaço da horta, encimentando ao redor dos canteiros e
construímos uma casinha de boneca. Reorganizamos o espaço da ducha, ampliando a
quantidade de duchas e fizemos o revestimento de paredes e piso.
Há alguns brinquedos que foram solicitados pelas crianças durante a Avaliação
Institucional e são adquiridos com a ajuda do Conselho Gestor, tanto com o PAFIE, quanto
com a verba do PDDE e através de eventos com a participação da comunidade
educacional. Recebemos também doações de brinquedos do Instituto Flamboyant que são
distribuídos nos agrupamentos para uso das crianças, como jogos de quebra cabeças,
bonecas, carros da hotweels, instrumento musical, peças de encaixes, entre outros. Em
2018, reformamos todos os brinquedos do parque e adquirimos novos brinquedos para as
crianças menores, dois balanços coletivos e um escorregador com dois tambores. Em 2019
pretendemos realizar alguns serviços, tais como: reparos nos telhados, calhas e rufos de
todas as salas, salão e refeitório; reparos no telhado da cobertura da quadra com
substituição de telhas e cumeeiras; pintura da parede e piso da quadra coberta; reparos na
casinha – telhado, calha e pintura; retirada dos emborrachados e substituição por piso
antiderrapante; dentre outros que se fizerem necessários.

EIXO 2 – PRINCÍPIOS E CONCEPÇÕES

2.1. Sociedade e Educação


Primeiramente vamos definir o significado do termo “concepção”, que no
dicionário Aurélio diz “Ato ou efeito de conceber, gerar, ou de formar ideias.” (2001, p.171).
Tentaremos registrar as ideias e as concepções de criança, de infâncias, de sociedade, de
desenvolvimento infantil e de Educação destas crianças de 1 ano a 5 anos e 11 meses, a
partir das ideias contidas na Proposta da SME “Infâncias e Crianças em Cena: por uma
Política de Educação Infantil para a Rede Municipal de Goiânia/2014” e também nas ações
pedagógicas vivenciadas até o momento nesta instituição.
A concepção de Sociedade, de Indivíduo e de Mundo depende da abordagem que se
defende. Coerente com a Proposta da Rede, utilizaremos a Abordagem Sócio Histórica,
que compreende o indivíduo como sujeito da educação, como construtor do seu
conhecimento, que reflete sobre a realidade, sobre seu mundo concreto, sobre sua situação,
seu contexto, suas condições, tornando-se gradativamente consciente, podendo agir e
intervir, mudando o mundo ao seu redor. Este indivíduo não está a serviço da manutenção
da sociedade, e nem de se submeter e se ajustar a ela, mas sim de tecer críticas e assumir
um papel de sujeito, ora escolhendo, ora decidindo, ora libertando-se, ora refletindo, ora
agindo, ora modificando o mundo conforme o que pensa e o que deseja para si e para a
sociedade. O indivíduo transforma a si, transforma a realidade e é ao mesmo tempo
transformado por ela.
Pensar numa concepção de Sociedade baseada nesta ideia proposta acima, de
transformação-ação, modificando-a conforme seus desejos e interesses, exige das
instituições de educação o cumprimento de três Princípios – Princípios Éticos, Políticos e
Estéticos e das Funções Sociopolíticas e Pedagógicas. Esses Princípios básicos envolvem o
respeito e a valorização: da responsabilidade, da solidariedade, da autonomia, do bem
comum, do meio ambiente, das diversas culturas, da garantia dos direitos, da criticidade, da
democracia, da participação, da expressão de sentimentos, da opinião, do questionamento,
do respeito às diferenças, da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade, da diversidade,
do ato criativo. As Funções Sociopolíticas e Pedagógicas, que implica na articulação entre
o cuidar e educar de forma indissociável e na elaboração de conhecimentos, saberes e
valores, respectivamente, possibilitam às crianças a igualdade de oportunidades,
contribuindo para o desenvolvimento integral de todos.
Esta transformação da sociedade só ocorre através da Educação. Educação pautada
também nas interações com outros sujeitos, num contexto sócio histórico cultural em que o
indivíduo participa ativamente de tomada de consciência crítica de sua realidade,
modificando-se e modificando o meio ao seu redor. A sociedade demonstra-se dinâmica
em todas as dimensões, as sociais, culturais, econômicas, políticas, de acordo com o
contexto
histórico. Nesta perspectiva, a sociedade não está a serviço da manutenção do poder
constituído, como mero objeto; a sociedade é co-responsável e co-participante desse
mundo que se deseja. Identificamos que nesse processo de humanização pode ocorrer
fatores de alienação, em que o indivíduo fica atraído pelo “poder” ou por algum
pensamento dominante. Para isto, a educação torna-se imprescindível no intuito de refletir
criticamente esta realidade, na busca pela transformação. O homem só será capaz de
refletir criticamente sobre sua realidade, se conhecê-la realmente.
Conforme a abordagem que escolhemos de Sociedade e Educação, podemos
identificar as concepções de infância, vinculadas a estas teorias pedagógicas e psicológicas,
fundamentadas na concepção de natureza infantil, de criança como adulto em miniatura e
da criança como sujeito de direitos.
A proposta da Rede na tentativa de explicar estas teorias, Pedagogia Tradicional e
Pedagogia Nova, traz as contribuições de Charlot (1979), que trata da concepção baseada
na noção de natureza infantil. Esta considera a criança em um duplo sentido, ora a criança
é vista como um ser incompleto, dependente, incapaz, que precisa chegar à fase adulta para
ser considerado cidadão; ora é inocente (expressa seus desejos e sentimentos), ora é má
(reproduz comportamentos perversos); ora é perfeita (promessa de possibilidades), ora
imperfeita (ser incompleto); ora é herdeira (possibilidade de futuro promissor), ora
inovadora (capaz de se transformar). Estas contradições fazem com que os profissionais
vejam a criança ora como boa, ora como má, que exige disciplinamento baseado nos
desejos e interesses destes mesmos adultos. Há também àqueles que consideram a criança
como um ser inocente e puro, capaz de se desenvolver sozinha sem interferência dos
adultos, que, inclusive, deve ser privada do convívio dos adultos para não tornar-se impura.
Observamos em 2011 e início de 2012 algumas ações de alguns profissionais no
CEI que concebiam a criança desta forma, que agiam passivamente nos momentos de
brincadeiras livres, como se as crianças aprendessem sozinhas e não sendo necessário
realizar qualquer intervenção educativa por parte das profissionais. A partir de reflexões
feitas nos cursos de formação e instituição e com todo o coletivo de professoras regentes
buscamos um maior envolvimento das profissionais nas brincadeiras infantis.
A concepção baseada na criança como adulto em miniatura, considera a criança
como um adulto de pequena idade, que reproduz a lógica deste adulto, que vê a criança
como consumidora em potencial. Podemos notar esta concepção quando a professora
apresenta uma preocupação excessiva de buscar a homogeneidade de comportamento das
crianças. Porém, percebemos que com a mudança do quadro de professoras regentes (todas
são efetivas) esta concepção tem diminuído muito, hoje não trabalhamos com datas
comemorativas, o tempo de espera das crianças tem-se reduzido, no momento
intermediário é oferecido alternativas para quem não quer dormir, planejadas
antecipadamente pelas professoras e realizadas pelas auxiliares; os filmes, em sua maioria,
são planejados com objetivos definidos, respeitando os interesses das crianças; a maioria
das atividades, envolvendo a linguagem matemática e o letramento, enfim os registros
pelas crianças, é trabalhada de forma contextualizada e é fixada ao alcance do campo
visual das crianças.
A concepção de criança, como Sujeito de Direitos, reconhece a criança como
cidadã hoje, que tem características próprias de imaginar, fantasiar e criar e que seus
direitos devem ser garantidos, pois é produtora de uma cultura específica, ou seja, possui
formas próprias de ver/sentir/compreender/expressar no mundo em que vive.

Considerar a criança como sujeito é levar em conta, nas relações que com ela
estabelecemos, que ela tem desejos, ideias, opiniões, capacidade de decidir, de
criar, de inventar, que se manifestam, desde cedo, nos seus movimentos, nas
suas
expressões, no seu olhar, nas suas vocalizações, na sua fala. É considerar,
portanto, que essas relações não devem ser unilaterais – do adulto para a
criança
- , mas relações dialógicas – entre adulto e criança - , possibilitando a
constituição da subjetividade da criança como também contribuindo na contínua
constituição do adulto como sujeito. (Faria & Salles, 2007: 44).
2.2. Sujeitos
A Proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil
para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” amplia as concepções de criança e
infâncias, e tentaremos explicá-las neste PPP da instituição, esclarecendo que o coletivo
terá mais condições de compreendê-la a partir do momento que estudarmos, discutirmos e
nos apropriarmos das ideias da mesma. A Proposta da Rede 2014 destaca que precisamos
conhecer de fato os sujeitos e seus tempos de vida para pensar um PPP. Ela nos revela que
criança e infância, apesar de interdependentes, têm conceitos e significados diferentes cujas
concepções precisam ser esclarecidas e compreendidas.
A infância é um tempo social e histórico da vida, portanto existem diferentes infâncias
já que a sociedade se transforma historicamente, culturalmente, de acordo com suas
diversas representações. Assim, infância está relacionada ao coletivo, à organização da
sociedade, é construída socialmente e historicamente nas relações e contradições sociais,
constituindo-se como categoria social geracional, a qual os acontecimentos sociais de
determinadas gerações contribuem e interferem nos modos de ser, pensar e expressar dos
indivíduos, isto é, a infância hoje se difere da infância vivida pelos nossos pais. Portanto,
“... a infância [...] é uma construção social que se dá num tempo da vida marcado por
singularidades e universalidades no plano natural-social e lógico-histórico”.”
(Siqueira, 2011, p. 23 in Goiânia, 2014, p. 25). Desta forma, nossa ação na instituição deve
conceber a infância como “tempo de direitos”, contemplando os diversos sujeitos
envolvidos.
Estas transformações ocorridas nos diferentes contextos sociais são pressupostos que
constituem os seres humanos numa relação dialética que ao mesmo tempo em que o
indivíduo compreende a realidade, ele se modifica e transforma a mesma. As mudanças
sócio-políticas e histórico-culturais concebem esses sujeitos – crianças. Neste sentido, “...
a criança é compreendida como sujeito histórico, de classe, indivíduo social, ser
cultural e da experiência [...], pertence a uma classe social, a grupos culturais
diferentes, constrói sua própria história e é ator e agente histórico.” (Goiânia, p. 26).
Novamente a Proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação
Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” amplia a concepção de criança,
não apenas como sujeito de direitos, mas antes como um ser histórico, que se constitui na
história da sociedade; como uma criança de classe, que está inserida numa classe social;
como um indivíduo social, que é singular e pertencente a uma categoria social ao mesmo
tempo; como um ser cultural, que tem sua identidade constituída a partir de sua cultura e
também pelas características de outras culturas – sendo produto e construtor de cultura;
como sujeito da experiência subjetiva, cujas experiências significativas vivenciadas
constituem o ser criança; como ser histórico-cultural, que possui sentimentos, opiniões e
atitudes próprias no hoje; e também como sujeito de direitos, os quais garantem as crianças
os seus direitos.
Outro aspecto revelado na Proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política
de Educação Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” diz respeito à
presença da alteridade na constituição das nossas crianças, que significa apreender,
compreender e respeitar o outro nas suas especificidades e diferenças, aceitando que todos
têm limites, falhas, que na interação com outros indivíduos, a gente se reconhece e se
diferencia. Enfim,
conscientizar de que existem várias formas de ser criança e viver a infância e também
reconhecer que todos têm algo a aprender e ensinar, basta ter uma escuta sensível.

“Nesse sentido, é importante que os profissionais da Educação Infantil


propiciem experiências e vivências significativas às crianças a fim de que elas
possam conhecer o mundo, constituírem suas características singulares e
viverem suas infâncias. As situações vivenciadas no cotidiano da instituição são
as mais variadas possíveis, o que demanda dos profissionais compreenderem os
contextos de vida do grupo de crianças presentes no agrupamento e que elas
sejam vistas por suas especificidades, constituídas com a multiplicidade de
infâncias que se apresentam. Portanto, cabe ao profissional estar atento,
observar, ouvir, perceber o que dá prazer às crianças, o que desejam
experimentar, compreender o mundo que as rodeia, sua natureza singular, seus
sentimentos e pensamentos, sem desconsiderar as diferenças entre os seres
humanos.” (Goiânia, 2014, p. 28).

Algumas ações no CEI reforçam estas concepções de infâncias e criança, além do


reconhecimento da alteridade, como, por exemplo, a garantia na rotina de períodos longos
para as brincadeiras infantis; como garantir à criança uma alimentação sadia respeitando
suas preferências alimentares com a implementação do self-service; como as atitudes de
afeto entre a maioria dos educadores para com as crianças; a preocupação de alguns
profissionais com a segurança das crianças e na tentativa de planejarem algo do interesse
do grupo de crianças; a escuta às crianças, através das rodas de conversa que consideram
seus pensamentos e opiniões na realização dos planejamentos, ações, propostas, passeios,
projetos, enfim presentes nas diversas situações de aprendizagem.
Fizemos um levantamento diagnosticando os conhecimentos dos profissionais em
relação ao significado de criança e infâncias, procurando diferenciá-las. Algumas
profissionais disseram que criança diz respeito ao ser existente, sujeito de direitos,
enquanto que infâncias equivalem-se ao período da vida da criança; sendo que para outras
é o contrário: infância é o ser e criança é o período. Outras profissionais conceituaram
através de adjetivos e características das crianças e infâncias, outros ainda demonstraram
uma concepção adultocêntrica, como a criança de pouca idade que depende do adulto para
tudo, inclusive para se tornar um adulto melhor. Analisemos algumas respostas das
profissionais sobre significado de criança e infância:

“Criança é o sujeito de idade considerável pela forma da lei, o qual hoje é visto
como sujeito de direitos no Estado democrático de direitos.”; “É um ser
pensante que necessitam do adulto para tudo”; “São indivíduos em construção e
formação assimilando, distinguindo, interagindo com o mundo”; “Um sujeito
social com conhecimentos prévios, capaz de ser protagonista de sua construção
de aprendizagem de saberes e sistematização do conhecimento.”; “Criança é
um sujeito de direitos que possui espaço definido na sociedade”; “Criança é um
ser social, cada cultura tem uma forma diferente de conceber a criança”; “São
seres com qualidades, pessoas que estão em processo de desenvolvimento, que
precisam ser instruídos”; “Criança é um sujeito de direitos que tem desejos,
vontades, opiniões.”; “É um ser pensante em desenvolvimento”; “É ser
pensante que está sempre em desenvolvimento.”; “A criança é alguém que
precisa ser respeitada e que está em fase de desenvolvimento.”; “É um ser
humano em desenvolvimento.”; “Ser criança é a parte em que o humano está no
desenvolvimento e aprendizagem”; “Criança é um indivíduo que possuem
direitos.”; “É um ser humano pensante, que tem raciocínio muito rápido.”;
“Criança é adulto de pequeno porte.”; “Criança é uma pessoa com direitos e
preferências.”; “É um sujeito em construção.”; “Conforme o ECA, criança são
sujeitos compreendidos pela faixa etária de 0 a 12 anos e 11 meses.”; “Criança
é o estágio inicial da vida, época de desenvolvimento intelectual e físico.”;
“Criança são seres
humanos com pouca idade que depende de nós os adultos para praticamente
tudo inclusive para ser um adulto melhor.”; “Criança são pequenas pessoas,
que merecem todo carinho e cuidado, pois elas não são capazes de fazerem as
coisas só. Tudo temos que ensinar.”.
“Infância é o tempo social o qual a criança se insere, também é o tempo em que
determinada sociedade enxerga a idade pueril”; “Infância: a criança está em
fases de desenvolvimento”; “A Infância é o período que a criança está se
formando e construindo suas abstrações, através da relação com o outro, signos
e símbolos, através do processo de conhecer, desconstruir e construir
internalizando o novo conhecimento”; “Infância é o período diferente da vida
de um sujeito na sua história e relações familiares”; “Infância é o limite de
tempo definido por convenção social que delimita um grupo de característica
esperado para as crianças.”; “São as fases de desenvolvimento da criança.”;
“Infância é o período vivenciado por esse sujeito.”; “Infância são etapas de
desenvolvimento da criança que vai até adolescência.”; “É as fases que a
criança passa que fala, andar, brincar.”; “Considero a infância como um
período vivenciado pela criança. Uma fase que a criança passa enquanto
pequena.”; “A Infância vai até os 12 anos, não podendo atropelar seu
desenvolvimento. O tempo de brincar, fantasias, brincadeiras, entre outros.”;
“Infância é o momento em que a criança está brincando e aprendendo com
essas brincadeiras.”; “Infância é uma fase da vida de um indivíduo, na qual ela
se desenvolve e vivenciam muitas experiências.”; “São fases”; “Infância é um
período de construção e desenvolvimento coletivo e mútuo onde esse indivíduo
específico (criança) tem os primeiros contatos com pilares que constituem o
ser.”; “Infância é uma fase de brincadeiras, descobertas e aprendizados.”;
“Infâncias são tempo de brincar, de sonhar e aprender coisas novas todos os
dias.”; “É desenvolvimento com direitos e deveres.”; “Podemos compreender
como infâncias as etapas do desenvolvimento humano, onde o desenvolvimento
ocorre por mediações e interações diferenciadas decorrentes das
particularidades destas fases.”; “Infâncias aprendizagem da vida, de forma
lúdica, através das brincadeiras.”; “Infância é uma fase da vida das crianças
que elas passam por ela que elas brincam, se divertem, vive a sua vida sem
preocupação e com inocência que só as crianças têm.” (Profissionais do CEI,
2018).

Estas respostas trazem as concepções de cada profissional acerca de criança e


infância, bem como seus conhecimentos prévios. Percebemos o quanto muito estão em
consonância, assemelhando-se a proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política
de Educação Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” 2014. Porém,
percebemos que as profissionais que estudaram esta Proposta ampliaram seu olhar em
relação a estes conceitos, e temos clareza que os profissionais que estiverem na instituição
neste ano de 2019, poderão também estudar essa proposta a fim de ampliar seus
conhecimentos por meio do estudo, do compromisso e da criticidade de todos, inclusive
com o Plano de Formação.

2.3. Aprendizagem e Desenvolvimento


Além de conhecermos as concepções de crianças e infâncias, temos também que
entender como estes sujeitos aprendem e desenvolvem-se nos diversos contextos, inclusive
na instituição educacional. Entre as concepções de Desenvolvimento Infantil estão o
Inatismo, o Ambientalismo e a Teoria Histórico-Cultural. O inatismo concebe a criança
apenas pelo aspecto biológico, como se o desenvolvimento da criança fosse determinado
desde o seu nascimento, através da genética e como se nada ou ninguém, nem a própria
criança, nem a professora pudesse contribuir para o seu desenvolvimento.
Na concepção ambientalista, a criança é vista como uma folha de papel em branco, que vai
sendo preenchida favoravelmente, de acordo com o que o adulto deseja. O professor
transmite conhecimentos, comportamentos e habilidades às crianças. Como se o
desenvolvimento da criança dependesse exclusivamente do adulto e do ambiente em que a
criança está. Podemos notar algumas atitudes envolvendo a busca do controle das crianças
baseado numa rigidez de comportamento, também ao tratar as crianças de forma coercitiva,
coagindo as mesmas através de prêmios (dar pirulitos e balas) e castigos (colocar para
pensar, por exemplo). Algumas atitudes de algumas educadoras, que tentam disciplinar e
homogeneizar as crianças consideradas difíceis, sem limites e agressivas.
A proposta da Rede é baseada na concepção da Teoria Histórico-Cultural, em que
Vygotsky defende esta concepção e nos traz várias contribuições para refletirmos sobre o
desenvolvimento infantil. Nesta perspectiva, há alguns conceitos, tratados pelo autor,
importantes para compreendermos como a criança se desenvolve; conceitos estes
imprescindíveis para compreender as práticas pedagógicas na educação infantil, bem
como,para analisá-las criticamente no intuito de contribuir para melhorar o atendimento às
crianças no CEI, tais como: a importância das Interações, Aprendizagem e
Desenvolvimento, Zona de Desenvolvimento Proximal, Nível de Desenvolvimento Real e
Potencial, Desenvolvimento das Funções Psicológicas Superiores, Conhecimentos
Científicos e Não-Científicos e o processo de Internalização. Tentaremos discutir alguns
aspectos referentes a estes conceitos a seguir, pois é preciso compreendê-los para
contribuir com o desenvolvimento integral das crianças.
O processo que ocorre o contato e a troca do sujeito com o meio, ou outro sujeito,
ou com objetos é o que denomina-se ‘interações’. Se estas interações forem ricas e
valorizadas, elas podem favorecer o desenvolvimento das crianças. Pois nestas interações,
os conhecimentos, os valores, as ideias, as opiniões, as divergências, enfim, as diversas
situações de aprendizagem são compartilhadas entre os sujeitos e, assim, eles vão se
apropriando e produzindo cultura. Nesse contexto também se constitui a identidade de cada
sujeito pela compreensão dos significados coletivamente acordados, pelo grupo, e dos
sentidos que estão ligados às emoções, individuais. O que observamos na prática de
algumas educadoras do CEI é a preocupação de realizar intencionalmente estas interações:
situações envolvendo todo o grupo, ou grupos menores, ou em trios, ou em duplas em
momentos como: dar cambalhotas de dois em dois; balançar nos balanços em trios; passear
de motocas em duplas; pular no pula-pula de 5 em 5; cartazes individuais ou em duplas, ou
em grupos de 4 crianças; escovar os dentes em trios; roda de conversas, músicas e
histórias, dentre outras. Observamos que a maioria das práticas das educadoras em todos os
momentos – banho, escovação, brincadeiras dirigidas e livres, refeições, situações
envolvendo atividades com as múltiplas linguagens e os conhecimentos científicos e não
científicos, são planejados intencionalmente. Há uma preocupação das professoras em
planejar diversas interações entre os agrupamentos, como: café da manhã, almoço; passeios
e piqueniques nas praças próximas ao CEI entre agrupamentos; passeatas com bandinha
para combate ao mosquito Aedes Aegypti; em favor da Paz; confecção de massinhas;
participação em atividades culinárias; brincadeiras dirigidas nos lotes baldios ao lado do
CEI; sessão cinema; dentre outros. Assim, realizam o planejamento intencional das
interações criança-criança por meio dos momentos coletivos vem ampliando essas
relações, diversificando a possibilidade da produção de novos conhecimentos reafirmando
a importância desse sujeito criança como protagonista. Ainda estamos refletindo e
buscando por meio de estudos e troca de experiências o desafio no que ainda necessitamos
avançar em relação à interação adulto-criança, principalmente nos momentos coletivos –
brincadeiras livres.
As interações promovem aprendizagens e desenvolvimento. Aprendizagem e
Desenvolvimento são conceitos distintos, porém estão inter-relacionados, ou seja, um não
acontece sem o outro. Ambos são processos de construção dos sujeitos por meio das
inúmeras interações que estabelece entre si e com o meio social, que possibilitará a
produção e apropriação de culturas, de sentidos e significados. Aprendizagem está
relacionada àquilo que a criança já sabe; ela ocorre em todas as situações e nem toda
aprendizagem promove o desenvolvimento da criança. Desenvolvimento envolve a Zona
de Desenvolvimento Proximal, que é:

(...) a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma


determinar através da solução independente de problemas, e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a
orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.
(Vygotsky, 2002: 112).

A Zona de Desenvolvimento Proximal é a possibilidade de tornar algo que a


criança faz com a ajuda do outro em algo que ela passa a fazer sozinha, sem precisar da
ajuda deste outro mais experiente. Quando este processo ocorre, podemos afirmar que a
criança se desenvolveu, conseguiu realizar algo sozinha.
O aprendizado desencadeia vários processos internos de desenvolvimento, que
ocorrem através das interações e da cooperação de colegas mais experientes e das
educadoras. “Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento
independente da criança.” (idem: 118).
O desenvolvimento da criança perpassa pelo desenvolvimento das funções
psicológicas superiores: percepção, memória, atenção, pensamento e imaginação. O
educador deve promover situações que favoreçam o desenvolvimento destas funções, para
garantir o desenvolvimento integral das crianças, no intuito de transformar àquilo que a
criança faz com ajuda em algo que ela passe a fazer sozinha. Há várias práticas
pedagógicas realizadas no CEI que favorecem este desenvolvimento, tais como:
brincadeiras de faz de conta (casinha, castelo, fazenda); teatro com fantoches; histórias
contadas e recontadas pelas crianças através de fala, desenho e escrita; mímicas e imitação
de animais; palestra sobre o trânsito com imagens em vídeos; observação de fotografias;
dentre outras.
A Proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil
para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” / 2014 nos ajuda também a compreender
alguns destes conceitos. Este documento explica os conceitos não científicos e científicos e
faz parte do currículo da educação infantil a apropriação e ampliação destes conceitos pelas
crianças. Os conhecimentos não científicos são aqueles aprendidos no dia-a-dia, nas
relações com o outro (meio, indivíduo, objeto) sem a mediação do adulto; e os
conhecimentos científicos são aqueles construídos ao longo da humanidade que
necessariamente precisa da mediação intencional de um parceiro privilegiado que busca
ampliar os conhecimentos das crianças.
Vygotsky (2001) fala sobre os conceitos (conhecimentos) científicos e espontâneos,
que são processos interligados intimamente, exercendo influências um sobre o outro;
ambos fazem parte da aprendizagem e do desenvolvimento do indivíduo, e segundo sua
análise o
que diferencia um do outro é a consciência do conceito pelo sujeito, podemos notar isto no
uso dos conceitos pelas crianças, nas generalizações através de ações/falas.
(...) o desenvolvimento do conceito científico começa justamente pelo que ainda
não foi plenamente desenvolvido nos conceitos espontâneos ao longo de toda a
idade escolar. Começa habitualmente pelo trabalho com o próprio conceito,
como tal, pela definição verbal do conceito, por operações que pressupõem a
aplicação não espontânea desse conceito. (Vygotsky, 2001:. 345).
Mas quando a criança apreende um conceito científico (...) Ela define facilmente
o conceito, aplica-o em diferentes operações lógicas e descobre a sua relação
com outros conceitos. (...) A análise do conceito espontâneo da criança nos
convence de que a criança tomou consciência do objeto em proporções bem
maiores do que o próprio conceito; a análise do conceito científico nos
convence de que, desde o início, a criança toma consciência do conceito bem
melhor do que do objeto nele representado. (idem 346)

Vygotsky in Oliveira (2004) afirma que há um processo único de “formação de


conceitos”, que os dois conceitos científicos e não científicos existem, se interagem e se
articulam entre si. Em Oliveira (2004),

Vygotsky (1989b) admite uma diferenciação entre os conceitos cotidianos ou


espontâneos e os conceitos científicos, marcando essa distinção ao caracterizar
a formação de um conceito científico como sendo um ato de pensamento
complexo, que pressupõe atenção deliberada, memória lógica, capacidade de
abstração e domínio dos signos. Já os conceitos cotidianos são aqueles
adquiridos pela experiência direta do sujeito e caracterizam-se pela ausência de
generalização, planejamento e deliberação. Vale a pena esclarecer que quando
Vygotsky distingue os conceitos cotidianos dos científicos, não está atribuindo a
estes últimos a característica de conhecimentos vinculados à produção científica
acadêmica, ou aqueles armazenados pela cultura, mas sim o caráter de
conhecimento advindo da elaboração intelectual a partir da e na atividade
instrumental, dirigida à resolução de problemas. (p. 35).

A apropriação e a elaboração destes conceitos, espontâneos e científicos, pelas


crianças ocorrem nas interações, que acontecem ao acaso ou pela mediação intencional do
adulto, ocorrendo aprendizagens e, ás vezes também, o desenvolvimento de cada sujeito.
Podemos notar que no CEI esta apropriação/elaboração destes conceitos pelas crianças
acontece das duas formas. No momento que as crianças se reúnem e brincam entre si com a
mediação dos adultos, com brinquedos, no pula-pula, na piscina de bolinhas, vários
conhecimentos são compartilhados entre elas. E nas propostas de: fazer uma massinha com
farinha de trigo junto com as crianças; confecção de receitas culinárias; questionar/explicar
os acontecimentos e até nomear corretamente objetos que aparecem em filmes, histórias,
fatos do cotidiano trazidos por elas e fatos que ocorrem no próprio CEI; dentre outras,
podem acontecer à ampliação de conceitos, dependendo da intenção e mediação das
educadoras.
Com o objetivo de conhecer os conhecimentos dos profissionais acerca das
concepções de desenvolvimento, aprendizagem e o papel do professor, fizemos
questionamentos sobre este tema e as respostas demonstram a coerência da maioria da
equipe com o que preconiza a Proposta da Rede. Outros não quiseram responder,
demonstrando ou insegurança ou desconhecimento. O que podemos notar nas respostas dos
profissionais sobre aprendizagem / desenvolvimento e Papel do professor / adulto,
respectivamente:
“As crianças aprendem partindo de sua zona de desenvolvimento real, coisas
que já conseguem fazer, o que conhecem previamente, tornando a aprendizagem
em exponencial. Nas relações com o outro, com o mundo e consigo mesmo
constrói novos conhecimentos, ou adequa aqueles existentes.”; “Por meio das
outras crianças em seu meio, por meio de brinquedos, histórias contadas,
músicas, tudo
que estão em seu redor é uma forma de aprendizagem.”; “Através da relação
com o outro, signos e símbolos, através do processo de conhecer, desconstruir e
construir internalizando o novo conhecimento.”; “Por meio de seus
conhecimentos prévios, relações sócio afetivas e convívio sociocultural, o
planejamento intencional e o que pode não ser planejado.”; “De acordo com a
teoria sócio interacionista a criança aprende com o outro, por meio da
interação; o desenvolvimento se dá pela ZDP (Zona de Desenvolvimento
Proximal).”; “Aprende com a convivência com as pessoas, mãe, pai, avós,
vizinhos.”: “As crianças aprendem nas interações e por meio das brincadeiras,
pois a principal atividade da criança é a brincadeira. Todos os conhecimentos
científicos e linguagens devem ter como ponto de partida o lúdico e a
brincadeira.”; “As crianças aprendem por diversos meios que se desenvolvem,
cognitivo, psicomotor, afetivo, social, por meio das diversas linguagens.”;
“Acho que as crianças aprendem de acordo com a interação que fazem com o
outro e com o meio. Desenvolvem a partir do que vivenciam e como são
estimuladas. Acredito que quanto mais a criança é estimulada mais ela se
desenvolve.”; “Ela se desenvolve conforme ensinamos a ela.”; “Desenvolvem
conforme cada período de suas vidas, dependem dos adultos para tipo andar,
falar, brincar, estudar.”; “Seu desenvolvimento é uma coisa natural com o
passar do tempo, com as experiências que elas vão passando, tudo ajuda no
desenvolvimento.”; “A melhor forma é de maneira divertida, inserir o ensino
através de brincadeiras, filmes, jogos.”; “Elas aprendem e se desenvolvem por
meio da interação, da socialização e da mediação adulto / criança. O
aprendizado e o desenvolvimento das habilidades e competências do sujeito.”;
“Processo contínuo”; “Aprendem observando, sendo ensinada, da liberdade de
expressão e através de exemplos dados pelos pais ou quem cuida.”.
“O papel do educador ou outro parceiro mais experiente é mediar ou intervir
para que o conhecimento potencial se torne conhecimento real.”; “Mediar seu
conhecimentos em seus momentos de compreensão ao meio social, criar
alternativas para facilitar seus momentos de aprendizagem.”; “De suma
importância, através do professor, de sua mediação a criança desenvolve, a
preparação das ações, a compreensão que o professor tem sobre a infância
evitará que a criança se perca em meio as suas emoções, frustrações.”; “O de
mediador”; “Professor precisa propor momentos diversificados com materiais,
objetos, ambientes e conhecimentos científicos para ampliar os conhecimentos
das crianças.”; “É através do professor que o conhecimento é transmitido”;
“Professor mediador, organiza, planeja, reflete, é responsável por diversificar,
complexificar os momentos de aprendizagens das crianças.”; “Mediador do
conhecimento”; “É transmitir conhecimento para crianças de acordo com suas
necessidades e faixa etária.”; “O papel do professor é de orientador,
estimulador, ajudador no processo.”; “Instruir as crianças durante o processo
de aprendizagem.”; “O papel do professor ou do adulto para a aprendizagem
das crianças são muito importante, são eles que ajudam e influencia no papel do
desenvolvimento das crianças.”; “É a referência que a criança tem a vida e
normas de conduta.”; “O papel do professor é ensinar com conhecimento; mas
o adulto tem que educar com amor e paciência.”; “Orientar, acolher, instruir
respeitando o tempo e a individualidade de cada um.”; “Descobrir o interesse e
necessidade da criança e planejar segundo suas descobertas.”; “O papel do
professor e do adulto é ajudar a criança a vencer obstáculos.”; “É expor os
conhecimentos científicos e não científicos.”. (Profissionais do CEI, 2018).

Estamos certas de que devemos continuar neste caminho, do diálogo, do


questionamento, da dúvida, do estudo, da discussão, da escuta, da troca de experiências, da
participação em formações continuadas, pois tudo isto contribui para a reflexão e
ampliação dos nossos conhecimentos.
As educadoras devem compreender todos estes conceitos, no intuito de contribuir
para o desenvolvimento das crianças por meio das diferentes linguagens. Pois, esta
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concepção respeita cada sujeito singular e compreende que a criança se expressa nos
variados contextos de diversas formas: chora, fala, escuta, olha, ouve histórias e gibis,
morde, grita, brinca, desenha, escreve, lê, silencia, toca, teatraliza, dança, pinta, joga,
esculpe, assiste cinema, fotografa, fantasia, imagina, questiona, troca experiências, se
posiciona, produz cultura, pesquisa, dá birra, balbucia, se movimenta, dialoga, pula, corre,
dá cambalhotas, rasga, come, dentre outros.
As educadoras devem estudar e pesquisar constantemente, além da formação
cultural e estética, que é a busca de uma formação individual, de querer e saber fazer,
através de vivências de apreciação musical, de arte circense, de artes plásticas, de assistir
teatros, de dançar, de esculpir, de ir ao cinema, aos museus, etc.
Teoricamente, as concepções de Educação Infantil perpassam pela assistencialista, a
escolarizante tradicional e a pedagogia da infância. A concepção assistencialista tem como
objetivo garantir às crianças a higiene, a alimentação, a prevenção de doenças e o amparo.
Podemos notar a presença desta concepção no CEI quando há uma preocupação excessiva
por parte das famílias relacionada à higiene do seu filho, ou quando deseja que ele coma o
suficiente para não precisar se alimentar novamente em casa; em situações em que as
crianças assistem filmes, brincam sozinhas, ou ficam por longos períodos em espera, com a
única preocupação de ‘passar o tempo’, sem qualquer mediação das educadoras.
A concepção escolarizante tradicional pressupõe uma antecipação de conteúdos e
práticas do ensino fundamental, de forma tradicional, para a Educação Infantil, ressaltando
o controle excessivo ao comportamento das crianças e a rigidez das atividades baseada na
transmissão de conteúdo, com a intenção de prepará-las para o futuro. Podemos notar que
esta concepção está presente hoje, através de ações de algumas educadoras, tais como:
exigir a disciplina das crianças de forma autoritária; deslocamento das crianças nos espaços
através da fila; ensino de letras e números de forma descontextualizada e fragmentada; e
também da fala de algumas famílias que desejam que seus filhos aprendam a ler e escrever.
Está presente também quando reforçamos a importância da escuta às crianças, pois
algumas educadoras ainda tentam adivinhar fatos ocorridos, fazendo interferências
conforme suas previsões, sem escutá-las. Certamente, devemos refletir sobre as diversas
situações na perspectiva da lógica infantil:

Não gostamos de contar nossas coisas aos adultos, talvez porque eles estão
sempre com pressa quando falamos com eles. Sempre parece que não estão
interessados, que vão responder qualquer coisa, para se verem livres logo. Está
certo: eles têm os seus problemas importantes, e nós os nossos. De nosso lado
esforçamo-nos em dizer tudo em poucas palavras, para não aborrecê-los. Como
se o nosso assunto fosse de pouca importância, podendo ser resolvido com um
simples sim ou não deles. (Korczak, 1981:37)

A concepção da pedagogia da infância reconhece a criança como sujeito de direitos


hoje e agora e pressupõe uma prática pedagógica baseada na valorização no tempo de viver
a infância, isto é, de promover a escuta, interações ricas, situações de aprendizagem e
ampliação de conhecimentos, no intuito de contribuir para o desenvolvimento integral das
crianças. Assim, a prática do CEI está pautada em cuidar e educar, de forma indissociável,
respeitando o ritmo de cada criança, bem como, auxiliando-a neste processo de
desenvolvimento.
Desta forma, o CEI Serafim Rodrigues de Moraes Filho promove momentos de
apreciação musical, de teatro, de filmes, de danças às crianças, além da contação de
histórias, exposição de trabalhos manuais, construção coletiva de cartazes através da
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escrita, de tabelas e gráficos, da realização de palestras sobre assuntos diversos, de passeios


culturais, dentre outros, com o objetivo de garantir à criança o tempo de viver a infância,
favorecendo a sua apropriação e sua produção de conhecimentos, através de um
planejamento intencional flexível.
Observamos que estas diversas concepções se fazem presentes no CEI o tempo todo
e ao mesmo tempo através das práticas das educadoras e das famílias das crianças
matriculadas. Sabemos que uma mesma educadora ora age na concepção adotada pela
Rede, ora desvia-se dela, isto se dá devido primeiramente às concepções que temos e
também às estratégias improvisadas que utilizamos diariamente para alcançar nossos
objetivos. No entanto, cabe ressaltar que temos buscado a concretização da proposta da
Rede/ 2014 (as concepções de criança, de infâncias, de desenvolvimento e de educação
infantil) e isto só tem sido possível através do estudo, da pesquisa e da atenção cuidadosa e
intencional de nossas falas e atitudes para com as crianças.
O que realmente impede a oferta de um atendimento de qualidade às crianças e
famílias são as concepções dos sujeitos pertencentes ao coletivo da instituição. Cada
funcionário concebe a criança, o desenvolvimento e a educação infantil de acordo com os
seus princípios e formação pessoal e profissional, portanto, o que se faz necessário é
adequar estas concepções individuais equivocadas às concepções de criança, de
desenvolvimento e de educação defendidas e garantidas em documentos federais e
municipais. E tratar destas mudanças não é fácil, pois exige aspectos internos e externos, e
isto demanda tempo. O indivíduo precisa sentir a necessidade de mudar de atitudes, além
do compromisso e da responsabilidade com o estudo e fazer pedagógico; juntamente a isto
é preciso a formação em serviço, tanto em relação à teoria quanto em relação às práticas de
cada educadora. Cabe ressaltar que cada profissional tem suas especificidades e ritmos
diversos de desenvolvimento e transformar concepções exige tempo. Salientamos ainda
que as reuniões de planejamento mensal e semanal, além das intervenções diárias podem
contribuir para estas mudanças.
A maioria das famílias já compreende como as crianças aprendem e se
desenvolvem, bem como conhecem e valorizam as contribuições da instituição educacional
para os aprendizados e desenvolvimento infantis. Isto se deve por causa das reuniões,
da socialização dos Portfólios, das Redes Sociais em que a equipe do CEI esclarece e
mostra o trabalho realizado, as concepções e as diversas práticas pedagógicas
desenvolvidas com as crianças. Algumas famílias, assim como alguns profissionais, ora
têm discursos e/ou práticas equivocadas, concebendo a instituição como lugar de apenas
assistir as crianças em suas necessidades básicas ou se preocupando exageradamente de
forma autoritária com a disciplina delas, cabendo à equipe gestora tecer reflexões e
contribuir para a Formação destes sujeitos.
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EIXO 3 – CURRÍCULO

3.1. Currículo e Organização Curricular


Primeiramente, tentaremos compreender o significado de currículo a partir das
autoras Vitória Farias & Fátima Salles, ressaltando que ambas convergem com a mesma
concepção da Rede, a partir de uma proposta curricular aberta, ampla e contínua. As
autoras, baseadas em Moreira e Candau (2006, p.86), definem claramente o currículo:

(...) como as experiências escolares que se desdobram em torno do


conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para a construção
de identidades de nossos (as) estudantes. Currículo associa-se, assim, ao
conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas.
(Faria & Salles, 2007:32).

As autoras ainda complementam que ao explicitar o currículo na educação infantil é


necessário detalhar as experiências já trabalhadas com as diversas faixas etárias, as
brincadeiras, os conhecimentos, os saberes, os valores, os hábitos, enfim as variadas
situações de aprendizagem que possibilitam o cuidar e educar as crianças de 1 a 5 anos e
11 meses de idade.

O currículo busca articular as experiências e os saberes das crianças com os


conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e
tecnológico da sociedade por meio de práticas planejadas e permanentemente
avaliadas que estruturam o cotidiano das instituições. (Oliveira, 2010: 4).

O currículo orienta a forma de organizar os ambientes e as situações de


aprendizagem no intuito de ampliar, diversificar e complexificar os conhecimentos e
saberes das crianças, promovendo assim a igualdade de oportunidades de educação para as
mesmas, independente da classe social pertencente.
A proposta “Infâncias e Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil
para a Rede Municipal de Educação de Goiânia / 2014” fala da dinamicidade, da
flexibilidade e da permanente construção pela instituição tanto do PPP quanto do currículo.
Fundamenta-se num currículo baseado nas identidades, nas culturas e nos conhecimentos
das crianças e famílias atendidas.

O currículo para a Educação Infantil do Município de Goiânia parte de dois


fundamentos: a) amplia e diversifica e complexifica os conhecimentos das
crianças a partir de vivências e experiências que possibilitem a produção de
sentido por e com esses sujeitos; b) reafirma a importância da produção e
apropriação dos conhecimentos, sem prescrever conteúdos escolares.
[...] o currículo e os conhecimentos que serão trabalhados nas instituições de
educação infantil emergem da articulação entre os saberes e as experiências das
crianças e seu universo cultural com os conhecimentos produzidos pela
sociedade historicamente, em um processo contínuo de construção social.
(Goiânia, 2014, p. 46).

O currículo se diferencia de instituição para instituição, pois pressupõe as


experiências e saberes específicos às crianças e famílias atendidas em cada uma delas. A
organização do currículo requer pensar em diversos aspectos como: as concepções, os
tempos, os espaços, os materiais e as formas como as educadoras vão mediar estas relações
58
e aprendizados infantis. Respeitamos os sujeitos históricos, seu tempo e sua cultura, de
forma específica e
singular. Considerando essa premissa, as ações educativas e consequentemente o currículo,
é concebido como um movimento histórico e dialético, abordando os sujeitos na relação de
unidade de seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais que por meio das interações
sociais mediadas pela cultura, pelos conhecimentos científicos e pelas linguagens, os
sujeitos significam, transformam, e modificam o mundo, os outros e a si mesmo.
O CEI tem uma visão da criança como sujeito histórico e de direitos, e compreende
os elementos da história de cada criança que fazem parte de uma cultura, isto é, como se
alimenta, como dorme, como brinca, como se veste, os objetos que manipula, o tratamento
dado a ela, os espaços que frequenta, e como ela se percebe em seus grupos sociais ou
pares educativos. E depende da forma como estes elementos fazem sentido para a criança,
já que como sujeito ativo, nas interações ela os modifica. A criança, desde pequena, tem
curiosidade para entender o que ocorre a sua volta e é função do CEI possibilitar vivências
e experiências que deem condições, por meio das diversas linguagens, para que elas se
apropriem de conhecimentos e saberes que promovam aprendizagens e desenvolvimento.
Os profissionais da instituição devem compreender que o ambiente do CEI difere
do familiar, por isto, a organização da educação do CEI também é diferente.

O campo de aprendizagens que as crianças podem realizar é muito grande. (...)


podem ampliar as possibilidades das crianças viverem a infância e aprender a
conviver, brincar e desenvolver projetos em grupo, expressar-se, comunicar-se,
criar e reconhecer novas linguagens, ouvir e recontar histórias lidas, ter
iniciativa para escolher uma atividade, buscar soluções para problemas e
conflitos, ouvir poemas, conversar sobre o crescimento de algumas plantas que
são por elas cuidadas, colecionar objetos, participar de brincadeiras de roda,
brincar de faz- de-conta, de casinha ou ir à venda, calcular quantas balas há em
uma vasilha para distribuí-las pelas crianças presentes, aprender a arremessar
uma bola em um cesto, cuidar de sua higiene e de sua organização pessoal,
cuidar dos colegas que necessitam de ajuda e do ambiente, compreender suas
emoções e sua forma de reagir às situações, construir as primeiras hipóteses,
por exemplo, sobre o uso da linguagem escrita, e formular um sentido de si
mesmo. (Oliveira, 2010: 7).

Ao pensar o currículo da educação infantil é preciso relembrar todos àqueles


conceitos já tratados no PPP, pois eles estão intimamente relacionados. O currículo deve
estar presente nas interações e brincadeiras; ele envolve os conhecimentos científicos e não
científicos, privilegiando os conhecimentos escolhidos pelas professoras e pelo grupo de
crianças dentro do patrimônio histórico e cultural; abrangendo situações que promovam
aprendizagens e desenvolvimento; trabalha na Zona de Desenvolvimento Proximal, no
nível de desenvolvimento real e potencial; busca promover o desenvolvimento das funções
psicológicas superiores; e perpassa também pela meta de alcançar a internalização pela
criança de hábitos, habilidades, conhecimentos, saberes, culturas, conceitos, dentre outros.
A partir das músicas “Criança não trabalha”, “Oito anos” e “Já Sabe”, dos cantores
Paulo Tatit, Arnaldo Antunes, Paula Toller y Dunga, Sandra Peres e Luiz Tatit,
respectivamente, também, podemos esclarecer sobre o currículo na educação infantil.
Analisemos a seguir as letras destas músicas:

Criança não trabalha Já Sabe Oito Anos

Lápis, caderno, chiclete, Já gosta da Por que você é flamengo Por que o fogo
peão Sol, bicicleta, skate, mamãe Já gosta queima E meu pai Botafogo Por que a lua é
calção Esconderijo, avião, do papai branca
correria, Não sabe tomar banho, O que significa Por que a terra
Tambor, gritaria, jardim, confusão não? Já sabe tomar roda “impávido colosso”? Por que deitar
Bola, pelúcia, merenda, banho agora
crayon Banho de rio, banho Já quer ouvir histórias
de mar, Não sabe pôr sapato, Por que os ossos doem Por que as cobras matam
não?
Pula sela, bombom Já sabe pôr Enquanto a gente dorme Por que o vidro
Tanque de areia, gnomo, sapato Já come embaça Por que os dentes caem Por que
sereia, Pirata, baleia, até sozinho você se pinta Por onde os filhos saem
manteiga no pão Mas nunca escova os dentes, Por que o tempo
não? Já escova bem os dentes passa
Giz, merthiolate, bandaid, Já vai até a escola
sabão Tênis, cadarço, Não sabe jogar bola, Por que os dedos murcham Por que que a gente
almofada, colchão Quebra- não? Já sabe jogar espirra Quando estou no banho Por que as
cabeça, boneca, peteca, Botão, bola unhas crescem Por que as ruas enchem Por que o
pega-pega, papel, papelão Já roda, roda, roda sangue corre Quando está chovendo Por que que a
Não sabe pular corda, gente morre
não? Já sabe pular
Criança não Quanto é mil trilhões Do que é feita a
corda
trabalha Criança nuvem vezes infinito Do que é feita a
No colo quer carinho
dá trabalho neve Quem é Jesus Cristo Como é que se
Criança não Sandra Peres e Luiz escreve Onde estão meus primos
trabalha Criança Tatit Réveillon
dá trabalho 1, 2
feijão com arroz Well, Well, Well Well, Well, Well
3, 4 feijão no Gabriel ... Gabriel ...
prato 5,6 tudo
outra vez Paula Toller / Dunga

Paulo Tatit e Arnaldo Antunes

Na música “Criança não trabalha” podemos verificar os conhecimentos cotidianos


que fazem parte da vida histórica e social de cada criança; notamos a quantidade de
objetos, brinquedos, situações, substantivos e adjetivos que fazem parte das diversas
vivências das crianças, tanto no ambiente familiar, quanto no ambiente educativo, na
instituição de educação infantil.
A música “Já Sabe” nos faz refletir sobre os conhecimentos prévios das crianças e a
apropriação de novos conhecimentos, saberes, hábitos; é justamente, segundo Vygotsky
(2002), na chamada zona de desenvolvimento proximal que o educador deve trabalhar,
entre àquilo que a criança consegue realizar apenas com a ajuda do adulto ou outra criança
mais experiente (nível de desenvolvimento proximal) e àquilo que ela faz sozinha (nível de
desenvolvimento real).
E a música “Oito anos” trata do currículo da educação infantil, quando traz à tona a
curiosidade infantil, a quantidade de questionamentos que as crianças nos fazem e que
também faz parte da prática de educar crianças pequenas. Daí a importância do professor
pesquisador, capaz de buscar as respostas corretas para os questionamentos das crianças e
ajudá-las nestas descobertas.
A autora Elvira Souza Lima, baseada em Vygotsky, coerente com a proposta da
SME, propõe uma discussão acerca do tema, defende que o currículo deve promover o
desenvolvimento das funções psicológicas superiores: percepção, memória, atenção,
pensamento e imaginação. Os processos de incorporação da cultura e individualização
permitem a passagem de formas elementares de ação para formas complexas, mediadas
pelo outro.
Para pensar e organizar o currículo na Educação Infantil devemos também
compreender o desenvolvimento destas crianças de 1 a 5 anos e 11 meses, as
especificidades e características de cada faixa etária. Isto nos dá subsídios para conhecer as
crianças, e para nós educadores proporcionarmos situações em que elas sejam capazes de
desenvolver e que os desafios postos não fiquem nem aquém e nem além da capacidade
delas.
Arribas (2004) diz que a ação educativa deve considerar as características e as reais
necessidades de cada grupo de crianças, assim como suas potencialidades. Por isto, um
fator determinante para qualquer atuação do educador é a intencionalidade educativa,
responsável por orientar as interações, os conhecimentos, a organização espaço-temporal,
as intervenções e metodologias mais adequadas às crianças.
É durante os primeiros anos de vida que se constroem as estruturas básicas do
pensamento, iniciam-se os mecanismos de interação com o ambiente e com a
sociedade, e adquire-se a noção da própria identidade. Por isso, a intervenção e
a gestão das instituições responsáveis pela formação no âmbito da educação
infantil têm a seu cargo uma tarefa profissional de grande transcendência
humana e social. Mediante os processos de ensino-aprendizagem, a criança
atribui um sentido diferente à realidade que a cerca. A bagagem pessoal de
conteúdos passivos e as potencialidades de cada ser humano, canalizadas por
meio de aprendizagens significativas, permitem conhecer, interpretar, utilizar,
valorizar e aperfeiçoar a realidade vigente. Portanto, o trabalho que o educador
especializado deve realizar nos primeiros níveis terá de ser eminentemente
ativo, a fim de estimular experiências e dotar com os recursos necessários os
processos de amadurecimento, em consonância com os respectivos níveis
educativos e o contexto sociocultural de cada criança. (p. 15)

As educadoras no CEI articularão as várias propostas e possibilidades das crianças,


coerentes com as necessidades específicas do grupo, com o objetivo de favorecer o
desenvolvimento integral do sujeito. Para tanto, deve considerar os seguintes aspectos:
conhecer cada criança; respeitar as maneiras de como aprendem e se desenvolvem; e
escolher as intencionalidades, os conhecimentos, os espaços, os tempos, as linguagens e
metodologias de acordo com os interesses e necessidades infantis.
O CEI continuará integrando os saberes conhecidos, estimulados, produzidos e
recriados, e eleger o ato de brincar, espontâneo e/ou dirigido, como sendo a atividade
primordial da criança. No ato de brincar, a criança reinventa o mundo, contribuindo para o
desenvolvimento: do respeito ao indivíduo e às suas diferenças; da formação de hábitos,
valores e atitudes; da consciência crítica acerca do mundo; da autonomia com
responsabilidade e respeito aos limites; da cultura de justiça, esperança, ternura e
solidariedade.
Compreendendo como eixos do currículo as brincadeiras e as interações, assim
garantiremos oportunidades das crianças se relacionarem com crianças da mesma idade, de
idades diferentes e com adultos, ampliando suas percepções sociais.
O Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho reconhece esses
princípios educacionais no sentido de auxiliar na formação de cidadãos com consciência
crítica, autônomos, confiantes e motivados para compreender e transformar o mundo com
senso de justiça e solidariedade.
Refletiremos e possibilitaremos uma organização curricular com o objetivo de:
priorizar o aspecto lúdico e as brincadeiras como processo de aprendizagem; valorizar a
educação como um instrumento de humanização e de interação social, em prol da garantia
do desenvolvimento pleno das crianças, respeitando seus ritmos e suas singularidades;
fortalecer a participação dos pais nas atividades educativas; garantir a formação continuada
a todos servidores; avaliar de forma contínua e crítica nossas práticas pedagógicas.
Entendemos o currículo como um ponto de partida que surge das reais necessidades
e particularidades de todos os sujeitos envolvidos no processo educativo. Para tanto o
currículo são todas as vivências e atividades propostas no cotidiano da instituição, mas que
garanta o lugar dos conhecimentos científicos, da aprendizagem e desenvolvimento, das
vivências e experiências significativas, permeadas pelas brincadeiras e interações.
Reiteramos a PPP da RME/Goiânia:

Este currículo, como instrumento político que é, deve ser apropriado,


reapropriado e implementado considerando a relação dialética, ou seja, a
relação de coexistência e articulação entre passado e presente, entre o todo e a
parte, entre o universal e o singular e entre o social e o individual, precisa
equilibrar os conhecimentos historicamente construídos pela sociedade – o que
denominamos de “tradição” – com os conhecimentos trazidos, suscitados e
solicitados pelas crianças em suas conversas, materializados em seus interesses,
desejos,
curiosidades e necessidades, além das novas demandas e novos conhecimentos
que engendram a sociedade contemporânea: novas tecnologias,
sustentabilidade social, globalização, entre outros. (2014, p. 64)

O Centro de Educação Infantil Serafim Rodrigues de Moraes Filho considera que a


educação é, ao mesmo tempo, processo individual e processo social, facilitado através das
relações inter e intra-pessoais, pois assim, a criança desenvolve sua própria inteligência na
elaboração do conhecimento. Assim, “No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais,
artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a
liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.” (ECA, 1990: 42).
Durante a história da infância, de uma história de marginalidade social, cultural,
educativa, a criança teve/tem que viver num mundo que não era seu, ou seja, que não foi
construído para o seu tamanho. Fechaduras de portas, janelas, brinquedos, pias de
banheiro, vasos, materiais diversos, tudo no alto, impossibilitando o manuseio dos mesmos
pelas crianças, dependendo dos adultos para acessá-los. Ainda convivemos com algumas
destas situações no CEI, mas providenciamos abaixar os vasos sanitários e as pias dos
banheiros, adequando-os à altura das crianças.
Temos nos preocupado com a organização estética dos agrupamentos, tornando
acessível às crianças os materiais pedagógicos, livros literários, tapetes, almofadas,
brinquedos, fantoches, as próprias produções das crianças, bem como adequando os
mobiliários – cadeiras e mesas. Proporcionamos assim a manipulação por elas de painéis e
cartazes que exprimem ou dizem da rotina, calendário, quadro de nomes, de
aniversariantes e os combinados.
Quanto ao relacionamento criança/adulto, a maioria das profissionais busca falar na
mesma altura da criança, olhando em seus olhos, usando vocabulário compreensível, sem
tratamento autoritário, revelando espaços pedagógicos democráticos, num exercício
contínuo de ‘diálogo horizontal’, que é Processo que estabelece igualdade de condições entre
diferentes sujeitos no processo dialógico (Goiânia, 2014, p. 204) e de ‘auscultação’, que é
Premissa que implica o respeito à fala do outro em processos que garantam condições de escuta dos sujeitos
a partir de instrumentos e metodologias diferenciadas (idem, p. 204, in Rocha, 1999).
Diante a nossa dificuldade em disponibilizar água nos agrupamentos de forma
autônoma para as crianças necessitando o auxílio do adulto; a sugestão de ter um filtro em
cada sala tornou possível o acesso da criança à água, sem a dependência do adulto. Em
2016, as professoras de todos os agrupamentos adquiriram filtros portáteis para os
agrupamentos.
Zabalza traz a ideia da criança competente e da necessidade de ‘enriquecer os
âmbitos de experiência’ dela, que seria ampliar os seus repertórios linguísticos,
comportamentais, vivenciais, afetivos, culturais e cognitivos.
Zabalza in Gallart (1998) diz que:
A criança pequena é ‘competente’ no duplo sentido de ‘situação de entrada’ e
de ‘propósitos de saída’. Ao entrar na escola, já traz consigo vivências e
destrezas (competências de diversos tipos e em diferentes graus de evolução)
que a escola deve aproveitar como alicerce de seu desenvolvimento. Ao deixar a
Educação Infantil, deve possuir um mais amplo, rico e eficaz repertório de
experiências e destrezas que expressem o trabalho educativo realizado (...).
Trata-se de fazer justiça a seu potencial de desenvolvimento nesses anos
cruciais. Isto é, de pôr em marcha seus recursos para enriquecê-los, de
percorrer com ela um ciclo de desenvolvimento de capacidades e construção de
recursos operativos que não seriam produzidos (ao menos nesse grau de
perfeição) sem a atenção especializada que lhe presta a escola infantil. (CD
Revista Pátio).
Para isto, é preciso organizar um currículo baseado no trabalho planejado num
sentido de continuidade com intencionalidades claras e uma sequência progressiva de
propósitos formativos. Assim, a ação pedagógica pressupõe um planejamento significativo
para crianças e adultos, articulando conhecimentos cotidianos e científicos, a apropriação
desses conceitos torna o pensamento das crianças mais complexo, promovem o raciocínio,
constroem o senso crítico e ampliam as possibilidades da relação com a realidade.
A função da instituição vai além do contexto social e histórico do ambiente em que
a criança está inserida, é o de complementar as experiências musicais, expressivas,
afetivas, gráfico-pictóricas, lógico-científicas, etc., ampliando as possibilidades culturais e
sociais das crianças. Cabe às professoras e auxiliares o planejamento e a materialização das
intencionalidades, expressando concepções e valores dentro do tempo e do espaço da
instituição, tornando o currículo um instrumento político e social. A criança sempre será o
foco do planejamento curricular, partindo do perfil sócio-político e econômico delas e de
suas famílias. Considerando que a educação infantil, assim como a educação básica,
segundo a LDBEN/9394/96, é complementar a ação da família. No sentido de educação
como aspecto interdisciplinar e formativo, diferenciando-se do ensino escolarizante.
É preciso garantir que as crianças aprendam, desenvolvam e afirmem-se humanas,
nas relações: da criança com os signos e instrumentos, da criança com a linguagem, da
criança com a brincadeira, da criança na construção de conceitos cotidianos e científicos.
Hoje as crianças têm amplo acesso a qualquer tipo de informação por meio dos
programas de televisão e da internet, que retratam, de forma equivocada e estereotipada, as
relações de gênero, dúvidas sobre sexo, atitudes sexualizadas e a sexualidade. Muitos
adultos (pais e educadoras) se sentem constrangidos em falar sobre sexo e sexualidade com
as crianças, associando à ideia de pecado, repleta de preconceitos.
Desta forma, um desafio se coloca à instituição de Educação Infantil, frente à
curiosidade infantil, a de saber lidar com situações envolvendo a sexualidade no espaço
educativo, como masturbação, curiosidade e interesse pelo corpo dos colegas e ainda os
pré- conceitos da maioria dos adultos (famílias e educadoras). Tentaremos esclarecer a
estes adultos que tudo pode ser transformado em tema de trabalho com as crianças
pequenas, depende do interesse e necessidade de cada grupo de crianças. A atuação da
educadora deve ser a de jamais censurar qualquer tipo de assunto, inclusive sobre
sexualidade; a de listar os questionamentos e interesses das crianças; a de possibilitar a
escuta das teorias delas sem restrições; listar estas teorias; problematizar tais teorias;
combinar com elas as formas de obter as respostas às perguntas (revistas, livros, filmes,
entrevistas, questionários, passeios); registrar as informações, as descobertas.
Algumas educadoras ainda ficam perplexas diante de atitudes de meninas e
meninos, que apresentam características que são interpretadas preconceituosamente como
atitudes ‘homossexuais’. Vale lembrar que características atribuídas para um e outro
gênero sofrem modificações de acordo com diversos fatores – sociais, históricos, culturais
e familiares.
O CEI deve ser capaz de romper estas barreiras, problematizar comportamentos,
discutir sem pré-conceitos o tema da sexualidade com as crianças, compreendendo que há
diferenças entre os indivíduos e que elas não podem ser transformadas em desigualdades.
Desta forma, a organização curricular abre mão de um ambiente de silêncio e
obediência e concretiza situações nas quais as crianças se mostram
exploradoras e são reconhecidas como interlocutoras inteligentes que
constroem argumentos no confronto com situações estimulantes. Isso envolve
respeitar ritmos, desejos e características do pensamento infantil. O importante
é garantir a diversidade e a igualdade de oportunidades, o acolhimento a muitas
formas de trabalho mais do que a um único modelo de desempenho com o qual
todos os outros são comparados, o reconhecimento de uma pluralidade de
significados e valores
continuamente confrontados nas situações, dentro de uma atmosfera afetiva de
estabelecimento de relações diversificadas, na qual a aceitação de cada
singularidade seja objeto de atenção. (Oliveira, 2005:51 e 52).
A organização curricular inclui todos estes aspectos: a garantia dos direitos das
crianças; o respeito à cultura singular de cada uma; a ampliação de seus conhecimentos; o
desenvolvimento das funções psicológicas superiores; a escolha das intencionalidades, dos
conteúdos-linguagens, das metodologias, mais adequados ao grupo de crianças; a
construção de projetos de trabalho coerentes com os interesses e necessidades delas; a
realização de situações de aprendizagem pautada na Zona de Desenvolvimento Proximal.
Podemos notar as situações de aprendizagem, ocorridas já este ano, através dos
registros fotográficos abaixo, o envolvimento e as interações das crianças nas variadas
práticas que ocorrem no CEI: desenho, pintura, teatro, brincadeiras, palestra, filmes,
resgate da tradição cultural, regional e popular (Festa Cultural), APCEI (Atividades
Psicomotoras, Culturais Educativas de Interação) sendo a vivência de brincadeiras
tradicionais, culturais, incentivos a prática esportiva, raciocínio lógico e motricidade,
também contemplando a participação das famílias na proposta educativa, atividades
sistematizadas priorizando o trabalho com linguagens e conhecimentos, dentre outros,
inclusive e tão importante como as trocas afetivas.

Plantio nos canteiros da Horta Oficina da Horta com os Profissionais da GERPAE

Construção de rimas a partir do Nome – EI-EF Apresentação cultural com presença das famílias
Apresentação Cultural no Palco Contação de História com Data show

Acreditamos, como Lóris Malaguzzi, que as cem linguagens das crianças existem e
devem ser respeitadas, fortalecidas, ampliadas e ressignificadas.
Pois, de acordo com este autor:
“Ao contrário, as cem existem

A criança
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.

Loris Malaguzzi”

De acordo com Faria & Salles (2007), a instituição educacional deve possibilitar às
crianças a garantia de vivência dos seus direitos, o desenvolvimento das múltiplas
linguagens, o acesso aos diversos saberes (conhecimentos científicos e não científicos), o
respeito, a valorização, a ampliação e ressignificação da cultura, da escuta e da curiosidade
infantil.
Estas autoras esclarecem que o trabalho pedagógico pode ocorrer através de
diferentes metodologias: a partir de projetos (institucional e por agrupamento), oficinas ou
ateliês (desenhos, pintura, colagem, dramatização, artes plásticas, canto de músicas,
danças), atividades significativas (atividades com as múltiplas linguagens que tenham
sentido para o grupo de crianças) ou por sequência de atividades (desdobramentos das
atividades significativas).
Segundo a proposta da Rede, a instituição deve trabalhar com os Projetos de
Trabalho e Portfólios, e através dos Planos de Formação realizados em anos anteriores,
reconhecemos um avanço significativo dos profissionais na busca pelo conhecimento,
inovação no trabalho pedagógico, e das produções realizadas.
Ao tratar do Patrimônio da Humanidade não nos referimos a conteúdos escolares,
mas apropriação de conhecimentos sistematizados que permitem às crianças observar e
compreender os fenômenos sociais e naturais do mundo. Assim, destacamos o trabalho
com as Ciências Humanas, Naturais e Exatas.
Assim elencamos conceitos para as práticas pedagógicas envolvendo as Ciências
Humanas. Desde a infância, é possível ensinar esta linguagem científica por meio de
projetos de trabalho específicos que partam dos conceitos espontâneos já formulados pelas
crianças, visto que a criança vivencia um amplo processo de desenvolvimento social,
psicológico, físico e motor, que lhe possibilita mudanças significativas nas relações sociais
e naturais. É o trabalho com as Ciências Humanas, que auxilia as crianças a refletirem
sobre a vida em sociedade, as relações sociais, culturais e étnico-raciais, a relação
homem/natureza/sociedade, o cotidiano, ancoradas na dimensão de tempo e espaço que
extrapolam presente e a localidade geográfica em que criança, a família, a instituição e o
profissional da educação estão inseridos.
Para a efetivação do trabalho dessa Ciência na Educação Infantil, é necessário partir
de problemas, fatos da realidade da criança, e as expressões das relações sociais e culturais
em que estão inseridas. Portanto, o estudo deve considerar os conceitos de sujeito histórico,
tempo, espaço, cultura e sociedade (PPP da RME/Goiânia, páginas 87 a 90). Nessa
perspectiva, os profissionais devem adotar procedimentos metodológicos que propiciem a
problematização, o trabalho com documentos históricos, a leitura e interpretações de
variadas fontes bibliográficas (literárias e científicas), o estudo de diferentes
temporalidades, o estudo do meio, a representação gráfica e cartográfica de diferentes
paisagens e lugares (PPP da RME/Goiânia, páginas 90 a 93).
Para o trabalho com as Ciências Naturais consideramos tratar-se da ampliação da
visão de mundo por meio da apreensão de ideias, noções, conceitos, habilidades e
princípios científicos, bem como a compreensão das relações entre ciência - tecnologia -
sociedade e meio ambiente, fundamentada em conhecimentos da comunidade científica e
que se constituem patrimônio da humanidade. Nesse sentido, os conceitos de energia,
matéria, espaço, tempo, transformação, sistema, equilíbrio, variação, ciclo, fluxo, relação,
interação e vida são fundamentais, pois permitem estabelecer vínculos entre diferentes
ciências e possibilitam uma compreensão integrada dos fenômenos naturais. Na Educação
Infantil, trabalhamos a introdução dessas ideias e da linguagem científica no repertório de
explicações que as crianças apresentam.
Para tanto, é necessário instaurar nos espaços do CEI um ambiente favorável à
aprendizagem que possibilite a expressão de ideias e explicações, a exploração do meio, a
experimentação, a escuta do outro, o desenvolvimento da capacidade de observação e
percepção de fatos e fenômenos, de ordenação, comparação e estabelecimento de relações;
formulação e verificação de hipóteses, de previsão de resultados, de construção de teorias
explicativas, de tomada de decisões e atitudes diante das situações apresentadas. As
Ciências Naturais se referem à: saúde, meio ambiente (seres vivos, natureza, limpeza,
animais, plantas, solo, elementos da natureza, sustentabilidade), alimentação, corpo
humano, higiene e cuidados corporais, fisiologia (controle dos esfíncteres, sono,
alimentação, necessidade de água, uso do banheiro) e fenômenos naturais (conforme as
páginas 95 a 100 da PPP da RME/Goiânia). A apropriação desses conhecimentos advém da
investigação originada de temas do cotidiano e das indagações das crianças e não de
transmissão/assimilação de saberes previamente elaborados. Assim, as crianças poderão,
ao formular questionamentos, hipóteses, realizar experimentos, dialogar com seus
pares, rever suas explicações intuitivas e ampliarem seus conhecimentos apropriando-
se da cultura científica.
Nos momentos do dia a dia as crianças vivenciam situações que envolvem o
universo matemático, ouvem e falam sobre números, recitam ao modo delas a sequência
numérica, comparam, agrupam, ordenam, classificam, resolvem pequenos problemas,
localizam-se espacialmente, acompanham a marcação do tempo feita pelos adultos,
exploram e comparam pesos e tamanhos. Essa interação das crianças com as noções
matemáticas no seu cotidiano, na maioria das vezes, acontece de forma espontânea e
assistemática. A intencionalidade do trabalho pedagógico com as Ciências Exatas é
desenvolver o pensamento humano, em diferentes situações, não só as matemáticas. É
preciso elaborar situações de aprendizagem significativa nas quais as crianças
compreendam os campos conceituais de: espaço e formas, números e sistema de
numeração, e grandezas e medidas (PPP da RME/Goiânia, nas páginas 105 a 107).
As atividades culturalmente significativas na matemática devem ser planejadas para
que as crianças se apropriem de conhecimentos específicos, considerando o uso e o
contexto social desse conhecimento na vida das crianças. Para tanto, o profissional deve
planejar os tempos, os espaços e materiais de forma a possibilitar essas aprendizagens às
crianças, constituindo-se os diferentes espaços em um “ambiente matematizador”, em que
sejam disponibilizados objetos e materiais que favoreçam essa apropriação.
Permeando o cotidiano, as relações, a sociedade, as aprendizagens e as formas de
ser e estar no mundo, consideramos a linguagem o elo que efetiva os conhecimentos e as
vivências. São inúmeras linguagens que o ser humano utiliza e é por elas constituído desde
as primeiras trocas sociais. As primeiras movimentações corporais que as crianças realizam
ao nascer são significadas pelos outros com os quais a criança convive. Toda linguagem é
um conjunto simbólico constituído por signos. Estes são unidades que acolhem a
pluralidade de significados que a eles podem ser atribuídos.

É preciso salientar que as linguagens – compreendidas tanto como mediação


das relações, como os conhecimentos – abarcam em seus sistemas simbólicos
diferentes expressões e possibilidades de se objetivar, devendo ser entendidas de
maneiras distintas, porém integradas. Portanto, temos que destacar a
impossibilidade de trabalho com apenas uma determinada linguagem, uma vez
que a ação pedagógica pressupõe um trabalho interdisciplinar, visto que os
modos de expressão das crianças são múltiplos.
Dentre as diferentes linguagens, este Documento destaca a Linguagem Oral, a
Linguagem Escrita, a Linguagem Corporal, as Linguagens Artísticas e a
Linguagem Musical, uma vez que elas contribuem para a formação integral da
criança. Todavia, o recorte dessas linguagens não pressupõe preterir as
demais.[...].(PPP da RME/Goiânia, p. 67)

Segundo Junqueira Filho (2006), durante o processo de seleção e articulação de


conteúdos proposto pelas linguagens geradoras, as educadoras devem proporcionar assim
que inicia o atendimento, mesmo sem conhecer as crianças, algumas crenças-escolhas-
hipóteses de conteúdos-linguagens (parte cheia do planejamento); outras surgirão no
decorrer do conhecimento do grupo de crianças, os temas-assuntos-conteúdos-linguagens
coerentes com os interesses e necessidades de cada grupo (parte vazia do planejamento). A
parte cheia e a parte vazia do planejamento se intercruzam e se inter-relacionam, formando
o planejamento das educadoras. Uma professora acrescenta: “A educação infantil tem um papel
muito importante na sociedade, pois estamos contribuindo para a formação da criança cidadã participante
do contexto social.” (2011).
Este autor defende também a compreensão da prática pedagógica não como um
aglomerado de atividades, mas como situações de aprendizagem, pois esta proposta inclui
as interações das crianças entre si e/ou com os objetos e o processo do desenvolvimento
das múltiplas linguagens pelas mesmas. Concordamos com este autor nestes aspectos, e
por isto apropriaremos de alguns termos utilizados por ele em nossas práticas,
principalmente a expressão “situações de aprendizagem”.
Trabalhamos as linguagens como conhecimentos, conforme a Proposta da Rede,
pois através delas as crianças têm a possibilidade de expressarem seus pensamentos,
sentimentos, de se comunicarem e interagirem com os diversos sujeitos. São elas:
Linguagem Oral, Escrita, Corporal, Artísticas e Musical.
Essas linguagens são utilizadas de forma concomitante. Os conhecimentos serão
trabalhados, conforme interesse e necessidade das crianças. A Proposta da Rede opta por
trabalhar com os Projetos de Trabalho.
“Os projetos de trabalho permitem o contato com o desejo
de aprender e pesquisar de cada sujeito, provocam a
curiosidade e promovem o encontro com atividades
diversificadas em sintonia com o contexto multicultural e
globalizado presentes na sociedade. (...) Expressa em um
percurso investigativo que deve começar com uma
pergunta a ser respondida, que possibilitará outros
questionamentos. Portanto, se aproxima daquilo que
nomeamos como investigação-ação de crianças e adultos
nas instituições. Na condução do projeto de trabalho,
profissionais e crianças têm uma pergunta e uma pesquisa
a ser feita sobre um tema que deve ser delimitado,
planejado e organizado a fim de desenvolver a postura
investigativa nesses sujeitos com vistas a responderem a
pergunta feita inicialmente,
ampliando, diversificando e complexificando os seus
conhecimentos.” (GOIÂNIA, 2014: p. 143).

A instituição trabalhará este ano com os Projetos Institucionais “APCEI” e


“Encantamento” e os projetos por agrupamento ao longo do ano, de acordo com os
interesses e necessidades das crianças. Esses projetos são construídos pela professora e
auxiliar de atividades educativas de cada agrupamento / turno, conforme interesse e
necessidade do grupo de crianças. Há um formulário próprio de registro do esboço do
projeto, que é registrado pela professora regente e apresentado em reuniões de
planejamento semanal às coordenadoras pedagógicas. Nos meses de março (Iº semestre) e
setembro (IIº semestre) as professoras deverão entregar o esboço do projeto do
agrupamento às coordenadoras, para conhecimento, contribuições e acompanhamento do
registro e da realização dos mesmos. Caso alguma professora não consiga identificar a
problemática ou tema nesses meses, a coordenadora auxiliará cada professora a construir
um Projeto durante as reuniões de planejamento por agrupamento, contribuindo na
identificação de interesses ou necessidades do grupo de crianças, de acordo com análise
dos registros, para mapear o Projeto a ser desenvolvido no agrupamento. Ao final de cada
projeto, cada professora entregará o relato da sistematização do mesmo, a ser arquivado
junto o PPP da instituição, caso seja impresso. O Relato do Projeto de trabalho é uma
narrativa, exposição escrita com registros fotográficos e atividades das crianças sobre o
assunto/questão que a turma explorou. Fica a critério da professora escolher o suporte para
documentar o percurso das aprendizagens, considerando as especificidades da faixa etária
do agrupamento, podendo ser digital (CD, DVD, pen drive ou outros recursos de
armazenamento), papel sulfite A4 encadernado ou com grampo, blocão (sulfite A3), pastas,
entre outros. O responsável pela sistematização do relato é a professora, sendo necessária
retomada do planejamento e demais registros elaborados ao longo do seu desenvolvimento.
A socialização do Relato do Projeto de Trabalho deverá ser apresentada às famílias e às
crianças da instituição pelo menos uma vez, por turno, a cada semestre.
Cada professora escolherá o melhor suporte para o relato, condizente tanto com a
problemática, quanto com a faixa etária das crianças. Esse registro, caso seja impresso em
papel ficará em anexo ao próprio PPP, caso seja digitalizado – vídeo, fotos, áudio, ficará
arquivado no computador do CEI e pendrive, caso seja em folhas grandes, tipo blocão,
ficará no agrupamento como fonte de pesquisa, inclusive acompanhando a turma nos anos
seguintes. Durante as reuniões de Planejamento Semanal por agrupamento, nos meses de
finalização dos projetos trabalhados, a coordenação pedagógica auxiliará as professoras
que não conseguiram registrar o percurso vivenciado no Projeto de Trabalho. A
sistematização dos Projetos será socializada nos Murais da Instituição, no decorrer da
realização dos mesmos, e em reuniões com as famílias semestralmente, em 31/05 do
primeiro semestre e até 10/12 para socializar o do segundo semestre.
Nos momentos de formação com as educadoras, continuaremos estudando o
documento: “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil”, junto com o
Relatório do Parecer, e o PPP da Instituição, pois ambos desafiam as educadoras a repensar
suas práticas e construir propostas pedagógicas baseadas na escuta às crianças e no
acolhimento das ideias e opiniões infantis, que nos mostram a forma como elas significam
o mundo e a si mesmas.
Em relação à proposta curricular, no artigo 9º, registramos como a instituição
garante e garantirá os doze incisos que trata este artigo, socializando algumas experiências
já realizadas com as crianças e outras que poderão ser concretizadas em 2019. São elas,
coerentes com os incisos:
I) Brincadeiras livres e dirigidas no pátio/salão; situações em que as crianças
sentem o gosto dos alimentos; a proposta do self-service em que as crianças escolhem o
que querem comer; “Brincadeiras de roda, pular corda, brincar de elástico.” (Professoras).
II) Cantar músicas variadas, fazer os gestos; conversar nas rodas de conversa;
expressar através da fala, do desenho, do teatro, do gesto, da escrita; “ Roda de conversa,
cantinhos planejados, contar histórias e pedir que elas recontem, cantar músicas fazendo gestos e imitando
sons.” (Professoras).
III) Leitura de livros de literatura infantil através do uso do livro, de fantoches, de
dedoches, do teatro; escrita espontânea de textos (variados) individual, coletiva, de fatos,
de brincadeiras, de preferências alimentares, de histórias, da receita; registrar através de
lista (de livros que foram lidos, de passeios, de filmes); registro de um passeio realizado,
de um filme; “Reconto de histórias e poesias, enfim a utilização de vários tipos textuais como parlendas,
receitas, contos, poemas etc.” (Professoras).
IV) Subir e descer escadas (defrente, de lado, de costas, agachado, de um pé só); se
movimentar nos espaços de várias formas (correr, pular, rolar, dar cambalhotas; imitar
animais – sapo, canguru, cobra, etc.; fazer emaranhados de teia para as crianças passarem
por baixo, por cima; fazer gráficos com as crianças; fazer tabelas; trabalhar quantidade no
concreto (de crianças, de brinquedos, de degraus da escada, de massinha...) e registrar
através do desenho e da escrita do numeral; identificar Formas Geométricas nos espaços e
utilizar os nomes corretos (plano/espacial); realizar medidas de líquidos (usar garrafas,
copos), de tempo (construir a rotina, relógio, ampulheta – construir uma medida de tempo),
de espaços (fita métrica, passos, pés, cordão, caixa), de pesos (balança, comparar pesos,
fazer e experimentar uma gangorra); fazer mapas, mentais e registrados, para as crianças se
orientarem (mapa da sala para o refeitório, dos espaços do CEI, do passeio à escola, do
passeio ao redor do CEI); escrita de uma sequência de fatos que aconteceram, etapas de
uma brincadeira, da receita, registro das medidas; fazer um quadro com o nome das
crianças, idade (ano e meses), peso e altura; trabalhar a lógica através do Jogo Lógico, do
questionamento às crianças; “Contar quantas meninas e meninos vieram hoje; comparar objetos e
pessoas (tamanho, peso, etc.). Trabalhar conceitos de ontem, hoje, amanhã, cedo, tarde e noite.”
(Professoras).
V) Pedir as crianças para distribuir os lápis, as massinhas, falar de seus
desenhos;“Cantar e dançar com as crianças: bater palmas, pular, bater o pé, gritar, rolar.”; “As
atividades realizadas devem priorizar o desenvolvimento da auto-confiança.” (Professoras).
VI) Crianças pegarem e guardarem os brinquedos, pegarem o sabonete líquido, a
escova dental, tomarem o banho;
VII) Trabalhar as características físicas das crianças, as diferentes raças culturais
(negros, índios, brancos);“O reconhecimento, valorização, respeito e a interação das crianças com o
todo da Instituição e respeitar cada religião, cultura para que elas se sintam mais a vontade no meio em que
estão.”; “Respeitar sempre conceitos e costumes, já trazidos pela própria criança como: Religião, cultura
regionalizada etc.”; “Implantação de atividades que busquem a reflexão e identificação dos diferentes
grupos culturais e étnicos, visando ativar a curiosidade, exploração e indagação.”; “Promover vivências
éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais através do ensino das diferenças das pessoas, do
respeito e da aceitação.” (Professoras).
VIII) Fazerem teatros de histórias contadas e inventadas; apresentações das crianças
no palco para outras turmas; problematizar as diferentes situações cotidianas; colocar
objetos numa caixa e tentar adivinhar através de perguntas o que é: “ Promover o acesso das
crianças com as diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, artes circenses, cinemas,
fotografia, dança, teatro, poesia e literatura, pesquisas, CD’s, passeios a parques, praças e instituições
vizinhas.” (Professoras).
IX) Apresentações culturais no palco do salão; visita a museus, teatros, cinema,
parques, planetário; exposição de fotografias antigas e recentes, de desenhos, de
modelagem, de histórias; contação de histórias;
X) Incentivar o não desperdício da água, de comida; preservação das plantas, do
jardim; trabalhar a prevenção de doenças (dengue, gripes, infecções, etc); conhecer plantas,
animais; fazer uma horta: adubar a terra, plantar, aguar, catar os matos, colher e comer;
conhecer diferentes espaços ambientais (Parque Taquaral) e preservar;“Conscientização por
meio da orientação do uso racional da água; Conscientização do que é higiene ambiental e por meio dos
temas transversais como a Dengue, a reciclagem, a coleta seletiva do lixo, a visita à ETE – Estação de
Tratamento de Esgoto, etc.”;“Pedir que desliguem as torneiras e as luzes após o uso; Promover passeios
pela área livre do CEI; às praças; ao zoológico.”; “Expor em vidros diversos insetos já encontrados
mortos; Ensinar as crianças a construir brinquedos de sucatas e reciclar o lixo; Explicar como se evita o
desperdício de água e energia.” (professora).
XI) Apreciar diferentes tradições culturais (músicas, danças, instrumentos musicais,
etc.); experimentar comidas e frutas diversas; tocar diferentes instrumentos
musicais;“Contação de histórias de folclore; utilização de músicas de roda; Apresentação de danças
tipícas.”; “Explorar os instrumentos da bandinha; Convidar o Núcleo Goiânia Viva do Projeto Arte
Educação para aprensentar-se no CEI: percussão, coral, danças, capoeira, dentre outros; Propor
apresentações culturais que envolvam dança, teatro, poesia e literatura.”; “Passeios a museus, teatros,
cinemas, parques, etc.”; “Ensinar as crianças brincadeiras folclóricas: Amarelinha, passa anel, jogar
dominó; Pique-esconde; Brincadeira de roda; Virar cambalhota; Caracol; Jogar bola de gude e pescaria,
tudo adaptado à faixa etária; Professoras apresentarem várias histórias com personagens folcloricos: sítio
do Pica-Pau Amarelo, Os Três Porquinhos, Rapunzel, Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e outras
utilizando fantoches, dedoches, sucatas, recorte e colagem em palitos etc. Promover canto, dança,
apresentações de vídeos, imagens das diversas manifestações folclóricas do Brasil:GO: catira, folia de reis,
cavalhadas, etc.” (Professoras).
XII) Gravar e ouvir as falas das crianças, as músicas; tirar fotos das crianças em
diversos momentos; exposição das fotos; assistirem as fotos/filmagens na TV; utilização
dos livros de história; assistir filmes em DVD’s; escutar músicas no som; brincar de
karaokê; utilizar o computador;“O CEI tem utilizado para registro e divulgação das atividades,
computador, máquina fotográfica, filmagem, painéis e cartazes.”; “Criação de painel com fotos do CEI.”;
“Disponibilizar para as crianças brincar com teclado de computadores, máquinas fotográficas e gravadores
construídos de material reciclado(isopor, sucatas de papelão, garrafa pet). Apresentar em imagens pessoas
utilizando recursos midiáticos, com exposições de fotos. Gravar imagem e som das crianças brincando,
depois mostrar na TV e no retroprojetor para identificarem-se, verbalizando o que fazem.” (professoras).
As educadoras contribuíram relatando o trabalho que realizam com as crianças:
“Brincar com música, imitar, inventar e reproduzir criações. Guardar brinquedos, separar roupas, escovar
os dentes. Trabalhos diferenciados, favorecer hábitos de higiene e organização, promover atividades
diversas; explorar o ambiente para que possa relacionar com pessoas, estabelecer contato com objetos
diversos, manifestando curiosidades e interesse; trabalhar com caixa surpresa; interessar-se pela leitura de
história; estimular atividades lúdicas; conscientização ao desperdício; apresentação de revistas, vídeos,
apresentando outras culturas; trabalhar com exposições, painéis, etc.” (professora regente).
“Atividades de linguagem artística: pintura, desenho ilustração, colagem com uso de tinta, lápis, cola
colorida. Danças com motivações de atividades de linguagem matemática, percepção sensoriais, espaciais,
motora, e em apresentações culturais; poesia por meio de parlendas, trava-línguas, literatura Infantil-
contação de história, em roda de história, com uso do livro, contação com fantoches, e recontagem da
história pela leitura simbólica da criança. Filmes infantis com proposta pedagógica e outros da produção
mídia e indústria cinematográfica de filmes infantis.” (Professora).
Para o CEI cumprir todo artigo 9º, todos seus incisos, precisará adquirir uma
estrutura e materiais adequados às crianças para que elas possam desenvolver suas
habilidades cognitivas, muitos já temos adquirido atualmente. É preciso a continuidade do
apoio e incentivo aos estudos, às discussões e reflexões feitas pelas professoras sobre sua
prática pedagógica para que possam aprimorar cada vez mais o seu trabalho. Também:
“Requer o contato com brinquedos pedagógicos apropriados para cada faixa etária, para que as crianças
ampliem suas experiências sensoriais, a disposição dos materiais é importante para possibilitar a criança a
perceber seu espaço, assim o seu espaço torna-se essencial para que a criança se movimente e sinta-se livre
com uma variedade de brincadeiras que respeite o ritmo de cada aluno. Poderá necessitar, entre outros
aspectos, que as crianças tenham contato com histórias infantis narradas pelas professoras, filmes infantis e
encenações de fantoches, dessa forma, poderão ter acesso a diferentes formas de expressão. Proporcionar
experiências como: pinturas, murais, corte e recorte, música, teatro, fotos, literatura, entre outros, para
incentivar a curiosidade, a exploração e o conhecimento das crianças. Também deve oferecer o contato com
os símbolos numéricos nos murais, jogos variados, dinâmicas, por meio de brincadeiras, assim, a criança
passa a se conhecer e respeitar o outro e a desenvolver suas atividades e construir conhecimento. Na música
temos a oportunidade de trabalhar uma diversidade muito grande de conhecimentos que desenvolvem a
linguagem escrita, falada, visual, a imaginação, etc. Nas artes os trabalhos de desenho livre, interpretação
de paisagens, gravuras, colagens, pintura, dobraduras; O cinema e os filmes com os propósitos de
aprendizagem como: compreensão, visão de mundo, moral de uma história, a fantasia e a imaginação da
criança, a fotografia registra os momentos de alegria das atividades tanto em sala como extra-sala
praticando no coletivo ou em grupo, onde a criança se sente importante pela sua presença. A dança trabalha
o desenvolvimento corporal e a desinibição da criança, a qual utiliza a música cantada com CDs e DVDs. A
poesia desenvolve a linguagem, ritmo, sonorização; A literatura é bastante trabalhada nos agrupamentos e
temos uma quantidade razoável e diversificada no CEI, a qual pode explorar a imaginação, criatividade,
observação das crianças no manuseio dos livros. A dramatização, leitura visual, auditiva e falada (o cuidar
dos livros). Orientamos as crianças a não quebrar os galhos das àrvores, pegar flores, arrancar o gramado,
não jogar lixo no chão, nas ruas, não desperdiçar àgua. Deixar a criança se expressar. Ampliando a
confiança através da acolhida no CEI, na participação da criança, atividade individual e coletiva.
Colaboramos para o desenvolvimento da autonomia das crianças nas ações do cuidado pessoal e auto-
organização através da rotina no pátio e dos brinquedos; de cuidar dos seus pertences para higienização
pessoal, na saúde através da importância da escovação e do bem estar, através do cuidado geral com a
criança.” (educadoras).
Uma pergunta feita às educadoras, referente à organização curricular, foi para
especificar os conhecimentos e as metodologias que elas proporcionam às crianças. Elas
responderam:
“Promover condições para o desenvolvimento de capacidade sensorial motora e perceptiva; favorecer a
coordenação motora, trabalhar a concentração, a linguagem, imaginação, criatividade; promover
condições para o crescimento do vocabulário e a capacidade de expressão; favorecer aquisição de regras de
higiene e formação de atitudes, compartilhar experiências, exercitar a agilidade, equilíbrio e motricidade;
Metodologia: Manuseio de brinquedos; Histórias, música, dança, utilização de objetos diversos e coloridos,
conversas informais, uso de materiais como revistas, tinta, cola, massinha, etc.; utilização de noções de
quantidade, tempo e de espaço em jogos, brincadeiras e músicas; ilustração de história; brincadeiras
diversas, atividades propostas relacionadas à expressividade; utilização de filmes educativos socialização,
relaxamento e atenção por meios de condições.” (Professoras)
“Metodologia da rodinha de conversa, rodinha de história, das brincadeiras significativas que estimulam a
linguagem oral, a percepção temporal, espacial e aprimorem a capacidade sensorial. Brincadeiras como
fixação de conhecimento científico; Metodologia da pergunta, da participação, da atividade plástica
construída em sala (não previamente pronta).” (Professoras).
“Como auxiliar educativa, trabalho a música, pois através dela trabalho a imaginação, a linguagem de
expressão, histórias, jogos e brincadeiras que motivem a participação de da criança; procuramos organizar
o ambiente da melhor maneira possível para facilitar o aprendizado de cada criança, para contemplarmos o
aspecto motor, sócio afetivo, lingüístico e cognitivo; observamos as crianças com atenção para conhecermos
melhor cada uma; organizamos o ambiente para facilitar a aprendizagem; desenvolvemos um clima de
respeito o qual estimula a livre expressão de cada uma: procuramos não interromper bruscamente as
atividades das crianças, valorizando-as quando tentam expressar suas fantasias; trabalhamos com a
percepção de valores e auto-estima, para ajudarmos as crianças a desenvolverem seu auto-controle e
aprender a lidar com seus limites, impulsos e desejos; atividades de comunicação e expressão que
desenvolvam as linguagens verbal, plástica musical e corporal; atividades com materiais que favoreçam
processo de elaboração de descoberta de levantamento de hipóteses de criação e de reinvenção; atividades
que estimulam a construção de conhecimentos matemáticos e do meio físico e social; atividades que
favoreçam o contato com a língua escrita; são proporcionadas atividades relevantes e que garantam a
integração e formação de cada criança, reconhecendo sempre a criança como foco principal.” (Auxiliares
de atividades educativas).
“É importante observar ainda quais atividades as crianças se identificam e participam como: brincadeiras
de roda, brinquedos coloridos para montar, apresentação de amiguinhos, hora da história (literatura),
história com fantoches e filmes, massinhas de modelar e músicas. São momentos que ajudam no
desenvolvimento da personalidade, na capacidade de enfrentar situações do dia-a-dia, no conceito que terá
de si mesmo enquanto pessoa.” (Professoras).
“Elaboro atividades pedagógicas contextualizadas como a pintura, o desenho, a música, a dança, os jogos,
as brincadeiras, as histórias, o faz de conta, a fantasia dentre outros. Frisando que essas atividades são
contextualizadas e interligadas, permitindo assim que a criança possa interagir com ambiente em que vive,
valorizar e respeitar as diferenças, o desenvolvimento da autonomia, coletividade, liberdade de expressão,
estímulo a criatividade, solidariedade, objetivando sempre proporcionar à criança a aprendizagem de
diferentes linguagens e assegurar o direito das mesmas como proteção, respeito e dignidade.”
(Professoras). “... desenvolvimento de linguagens com rodinha de conversas, músicas, dança, história,
dramatização de forma interdisciplinar, relacionadas a matemática e natureza e sociedade e arte também. A
metodologia, cartazes, músicas, CDs, DVDs, colagens, modelagem, livros, revistas, recortes, dramatização,
fantoches, danças, brincadeiras, histórias e etc.” (Professoras).
Estas são algumas experiências que trabalhamos no CEI. Algumas afirmaram que
devíamos intensificar o processo de letramento e alfabetização, principalmente com as
crianças da pré-escola e as atividades de registro. Desta forma, continuaremos nossos
estudos acerca de letramento na perspectiva do PNAIC – Programa Nacional de
Alfabetização na Idade Certa, utilizando inclusive as apostilas do Programa, bem como a
bibliografia sugerida.
Para que seja possível a efetivação da educação de qualidade consideramos que as
crianças sejam capazes e incentivadas a conhecer o mundo e a si mesmo. Os
conhecimentos considerados Patrimônio da Humanidade são aqueles construídos
historicamente e devem ser trabalhados com as crianças de forma significativa e planejada
pelos profissionais, fundamentados nos eixos das brincadeiras e das interações, valorizando
a infância e os interesses das crianças. O planejamento faz-se mister para a garantia de
todas as propostas discorridas dentro do currículo, é o planejamento que organiza
sistematicamente e didaticamente os conteúdos e aprendizagens.
O planejamento é desenvolvido por meio de atividades significativas e projetos
pedagógicos institucionais e por agrupamento que podem se originar de brincadeiras, da
leitura de livros, de situações, do interesse e das necessidades observadas da instituição,
como é o caso dos Projetos Institucionais e do trabalho de campanha contra o mosquito
Aedes Aegipty, PROERD e manutenção e cuidado com a horta. Paralelamente às
atividades e projetos realizamos atividades coletivas com outros agrupamentos, momentos
de lazer e brincadeiras do cotidiano. A partir do que é proposto as educadoras relatam no
próprio caderno de plano os registros e reflexões sobre a criança, utilizam-se de meios
tecnológicos como: fotos, filmagens e produções em slides para registrar as aprendizagens
e desenvolvimento, que no início se deu em função de comportamentos e observações do
cotidiano sem significado pedagógico. As crianças PODEM e DEVEM ser escutadas para
o planejamento de novas situações significativas, seja pela escolha delas ou pela
observação das professoras.
Consideramos que para esse currículo em movimento tornar-se concreto na
instituição, cada um tem que realizar a sua função, tanto o sistema de ensino quanto a
instituição e profissionais, para superar as desigualdades que se apresentam, tanto em
relação à quantidade, quanto à qualidade no atendimento às crianças. Estas desigualdades
se apresentam em algumas condições impostas como falta de brinquedos, de materiais
pedagógicos, livros, precariedade da verba, condições humanas e a relacionada à formação
continuada de todo o quadro pedagógico.
Na construção da organização curricular também temos as contribuições das
famílias com suas opiniões acerca das práticas que gostariam que fizéssemos com seus
filhos, através de questionário. Estas sugestões são analisadas pela equipe do CEI e se
estiverem de acordo com a proposta da Rede são registradas no PPP e em planos diários e
concretizadas com as crianças. Também contamos com a participação das famílias nos
projetos, nos auxiliando com seus conhecimentos acerca de diversos assuntos. Propiciamos
que as famílias participem de atividades diversas no CEI, contando histórias,
socializando brincadeiras,
compartilhando saberes. Portanto, durante a realização dos projetos e nos passeios,
continuaremos contando com a participação das famílias.
O CEI torna-se um espaço ideal para trabalhar com vários tipos de projetos,
inclusive alguns sugeridos pela SME, como forma de apropriação de conhecimentos,
cultivo a tolerância, combate a qualquer tipo de preconceito e do aprendizado baseado nas
diferenças. Uma educação para a cidadania exige a possibilidade de todas as crianças
(inclusive as com necessidades educativas especiais) fazerem suas escolhas, assim como
terem condições de responder adequadamente a cada situação coerente com a formação de
atitudes éticas: desenvolver novas atitudes – ampliar a noção de amizade, de compreensão,
de aceitação e de valorização das diferenças entre os indivíduos. Desta forma,
trabalharemos questões relacionadas ao combate ao Bullying e Pedofilia, em que as
próprias crianças se protejam e exijam de todos à garantia de seus direitos – de serem
protegidas, amadas e respeitadas. Participando, assim, da Campanha de esclarecimento aos
pais, crianças e profissionais acerca do crime de Pedofilia, cumprindo a Lei municipal n°
8838, de 29/09/2009. Trabalharemos também o combate ao abuso e à exploração de
Crianças e Adolescentes conforme Lei Federal n° 9970 de 2000, Artigo 70 do ECA e Lei
Municipal nº 9132, de 09/01/2012 em que “É dever de todos prevenir a ocorrência de
ameaças ou violação dos direitos da criança e adolescente”. Ressaltamos que esses direitos
serão garantidos durante a rotina do CEI, no decorrer do ano. Considerando a Lei Federal
nº 9970, que sinalizou o Dia 18 de maio como Dia Internacional de Combate e
Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual Infanto Juvenil, reforçaremos com as
famílias a garantia desses direitos através de cartazes explicativos. Porém, destacamos que
em todas as reuniões com as famílias abordaremos essa questão.
Trabalharemos também alguns temas importantes como o Programa “Goiânia
Vencendo o Mosquito Aedes Egipty”, realizado pela SME e pela SMS. Este Programa tem
como objetivo esclarecer toda a comunidade sobre o mosquito Aedes Aegipty e da
necessidade de todos combaterem os focos a fim de evitar as doenças Dengue, Zica e
chikungunya. Os encontros de formação acontecerão este ano para o Dengueiro da
instituição, a porteiro-servente Rhuana, incluindo as ações mensais dentro do CEI,
conforme orientação da CRE e DIRPED. Todo mês, cada agrupamento, com a devida
professora entrega atividades trabalhadas com as crianças, relacionadas ao assunto para a
Dengueiro, que sistematizará, preencherá no link Formus e encaminhará via e-mail.
Trabalhamos o Projeto Horta, com a colaboração da equipe da Gerpae, desde a construção
dos canteiros, quanto manutenção dos mesmos durante alguns meses do ano (fevereiro a
março e agosto a novembro).

EIXO 4 – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E DA


AÇÃO EDUCATIVA E PEDAGÓGICA

4.1. Gestão Democrática

A concepção de Gestão Democrática que buscamos é a Concepção democrática


participativa, que indica que as decisões devem ser discutidas e acordadas coletivamente,
em que cada profissional assuma sua parte, participando ativamente desde o levantamento
dos objetivos até a participação no cumprimento das ações, sendo coordenado e avaliado
neste processo. Nesta Gestão todos são responsáveis pelas decisões tomadas, pelas tarefas
estabelecidas e pelos resultados alcançados.
Gestão democrática pressupõe decisão e participação coletiva, que é realizada
também através do Conselho Gestor. O Conselho Gestor é um órgão representativo,
deliberativo, com foro jurídico, sem fins lucrativos, que visa a garantia de uma gestão
autônoma, democrática e compartilhada com a participação de toda a comunidade
Educacional (servidores administrativos e pedagógicos, família) na tomada de decisões e
execução de ações, seja ela pedagógica, administrativa e financeira. O Conselho tem como
objetivos, segundo o artigo 6º:

“I – garantir a participação da comunidade no processo de decisão sobre as


ações desenvolvidas no CEI; II – participar da elaboração, do acompanhamento
e da análise do Projeto Político-Pedagógico do CEI, a fim de garantir o
atendimento dos anseios da comunidade, preservando sua identidade cultural;
III
– dialogar com a SME / FMMDE (SME / Gerência de Controle e Prestação de
Contas) e com a comunidade, buscando apoio para o bom andamento das
atividades educacionais; IV – acompanhar e zelar pelo funcionamento do CEI
quanto ao cumprimento de seus deveres para com a educação; V – incentivar e
participar das comemorações e demais acontecimentos cívicos e culturais; VI –
conhecer, observar, divulgar e discutir as normas do Regimento Interno dos
CEIs e quando for o caso, propor alterações e encaminhá-las à respectiva
Unidade Regional de Educação e ao Departamento de Administração
Educacional (Coordenadoria Regional de Educação / Diretoria de
Administração Educacional), para providências; VII – receber e administrar os
recursos repassados pelo Governo Federal e Municipal, para a manutenção e
desenvolvimento do CEI.” (Goiânia, Estatuto do Conselho Gestor, 2011: artigo
6º; grifos meus – devido às alterações de nomes dos departamentos).

Em 2010, no início do atendimento às crianças, não existia o Conselho Gestor e


nos deparamos com a realidade de atender as crianças em período integral sem recursos
financeiros e com a ausência de servidores efetivos para a composição do referido
Conselho. O que fazer diante desta realidade, de atender crianças pequenas com a falta de
alimentos, materiais didáticos e brinquedos? Tivemos a participação e o envolvimento de
todos, e em 2011 organizamos a constituição do Conselho Gestor, o que possibilitou a
instituição adquirir àquilo que faltava no CEI.
Em 2011, traçamos alguns objetivos e o principal foi conscientizar a comunidade
educacional da importância do Conselho Gestor; possibilitar a constituição e denominação
do Conselho Gestor; registrar as necessidades e prioridades de materiais em prol das
crianças; aplicar os recursos conforme estas prioridades e fiscalizar o uso dos mesmos.
Com o objetivo de resolver definitivamente a falta de brinquedos, de materiais
didáticos e de capital, a direção foi até a Secretaria Municipal de Educação em 2011
solicitar orientação em relação à constituição do Conselho Gestor. Por que um Conselho
Gestor? Porque ele possibilita a garantia de uma gestão democrática e participativa, com o
uso de algumas verbas, inclusive federais – PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola),
para adquirir recursos de custeio e de capital de acordo com a necessidade da instituição.
A direção recebeu as orientações passo a passo para realizar as etapas/ações no
intuito de buscar uma solução definitiva para as problemáticas citadas anteriormente, que é
a constituição do Conselho Gestor. As etapas ocorridas foram: fizemos um edital de
convocação em abril para Assembleia Geral a todos, funcionários e famílias (das crianças
matriculadas), com no mínimo três dias de antecedência da data da reunião; realizamos
uma reunião com eles dia 07/04/2011, explicamos o significado e características de um
Conselho Gestor; lemos e aprovamos o Estatuto do Conselho Gestor; fizemos a eleição, a
posse dos membros do conselho e a ata com assinatura dos presentes; encaminhamos todos
os
documentos à secretaria para aprovação com registro e inscrição junto ao cartório e receita,
respectivamente.
Foi ressaltado que deve ter 12 membros, no mínimo, no Conselho Gestor, sendo
que 50% devem ser funcionários e 50% pais e/ou responsáveis pelas crianças matriculadas.
Assim, constituímos e nomeamos como “Conselho Gestor Solange Park” e elegemos por
aclamação os doze membros.
Em 2014, os membros do Conselho Gestor foram renovados. Portanto, fizemos
uma reunião no início do mês de abril, para a realização dessa nova formação. A partir de
2015 começamos a programar reuniões mensais dos membros do Conselho para refletir
acerca de eventos e planejamento de investimento da verba, bem como socialização dos
investimentos realizados.
Em 2017, formamos o novo Conselho Gestor, com novos membros: no dia
03/04/2017 realizamos reunião de escolha dos novos membros, explicamos a função e
recolhemos os dados dos membros escolhidos. O Conselho Gestor Solange Park renovou
dia 03/04/2017 e os novos membros são:

“CONSELHO GESTOR SOLANGE PARK:


Presidente: Sarah Cristina Rocha de Souza;
Vice Presidente: Patrícia Barros Viana Simonini;
Secretária: Hérica Carla Alves de Almeida
Rodrigues; Tesoureira: Thaismara Coelho Furtado da
Silva;
Suplente da Diretoria: Gina Lollobrigida Eterna Ribeiro da Costa
Campos; Conselho Fiscal: Raquel Bonfim da Silva;
Letícia Santos Barros;
Jullyana Ribeiro de Souza Silva;
Suplentes do Conselho Fiscal: Frankisleia Martins Vieira;
Fernanda Carollinne Profira dos
Santos; Aleandra da Silva Oliveira;
Dirigente: Elaine de Azevedo Batista Silverio.” (2017-2020).

Com o objetivo de registrar um projeto que realmente representasse a realidade do


atendimento no CEI, mobilizamos toda a comunidade educacional para a elaboração de
uma nova proposta. As famílias das crianças matriculadas participaram em dois momentos:
uma reunião ocorrida no final do ano de 2018 para avaliarem o trabalho realizado neste ano
e darem sugestões para 2019; e em janeiro e março de 2019 ocorreram reuniões nas quais
foi explicado o significado de PPP, a importância da participação de todos nesta
construção, a devolutiva da avaliação do CEI, a construção do Plano de Ação e a
colaboração também de todos com sugestões para este projeto.
Nos dias 23/01 e 14/03 realizamos uma reunião com as famílias com o objetivo de
esclarecer sobre o trabalho realizado no CEI – concepções, novo Termo de
Responsabilidade, rotina, práticas, educação (co-responsabilidade da família e da
instituição) e entregamos um questionário para as famílias das crianças matriculadas
responderem, como forma de contribuírem para a construção do Projeto Político
Pedagógico de 2019 do CEI. Na renovação de matrículas, as famílias preencheram a Ficha
Diagnóstica da Criança, que serve para atualizarmos os dados das crianças, pois as
situações (sociais, culturais, financeiras) das famílias também sofrem modificações.
Entregamos também o calendário às famílias e explicamos conforme a legenda.
As professoras receberam as Fichas Diagnósticas das Crianças, do seu agrupamento,
e sistematizaram as respostas das famílias, analisando as críticas na tentativa de superar os
problemas detectados pelas famílias e reconhecerem os desejos das mesmas no trabalho
com as crianças, transformando ou não suas sugestões de aprendizado em projetos por
agrupamento.
No intuito das famílias se apropriarem do trabalho na instituição, de ampliar essa
parceria, postamos no facebook do CEI algumas práticas realizadas com as crianças, bem
como criamos um grupo de Pais no WhatsApp, o que aproxima mais ainda as famílias. Ao
criarmos o grupo, antecipadamente em reunião explicamos os objetivos, que são coletivos,
postar fotos das crianças em diversas situações (quase em tempo real), esclarecimento de
dúvidas, avisar e justificar as faltas, reforçar bilhetes e lembretes, da necessidade do
respeito e do não tratamento a questões individuais e específicas, bem como de não usar
para queixas e críticas individuais. Esses acordos foram registrados em ata no dia da
reunião, e as famílias que se propuseram a participar estariam de comum acordo. Também
esclarecemos que caso haja algum problema o grupo será desfeito. Até o momento, os
objetivos determinados anteriormente têm sido cumpridos, inclusive várias famílias têm
elogiado a formação do grupo como forma de acompanhar seus filhos durante o dia e saber
um pouco do que estão aprendendo no CEI e quais atividades estão desenvolvendo.
Desejamos construir uma parceria com as famílias, uma relação complementar,
significativa que favoreça a participação e o conhecimento mútuo entre as duas
instituições. Esta parceria está sendo fortalecida nos momentos de entrada e saída das
crianças, nas reuniões, nas festas, nas entrevistas e questionários, na socialização das
situações de aprendizagens trabalhadas com as crianças. Podemos ainda possibilitar a
participação das famílias na organização do currículo, desde a elaboração, execução, até a
avaliação de situações e projetos institucionais. Também na construção dos portfólios
individuais das crianças contribuindo quanto a seleção das atividades para compor o
mesmo, assim como a participação nas atividades de registro que envolvem as famílias
com pesquisa e discussões com as crianças.
Queremos famílias participantes, críticas e ativas, que enriqueçam o trabalho
pedagógico. Para isto, organizaremos mecanismos e espaços dando a oportunidade de
escuta dàs famílias e de participação efetiva na tomada de decisões, seja através de
reuniões e também através do Mural Informativo, espaço em que afixamos os bilhetes,
calendário, cartazes sobre passeios, vacinação, cardápio semanal, dentre outros e nas
mídias sociais como Facebook e WhatsApp.
A instituição procura estabelecer uma relação de respeito, de diálogo, de partilha
com a comunidade educacional. Organizamos as reuniões de forma que promova a
participação de todas as famílias, fazendo a mesma reunião, com mesma pauta em dois ou
mais momentos em horários distintos. Oportunizamos às famílias tecerem críticas,
sugestões para a equipe melhorar o trabalho com as crianças, através de questionários, de
momentos de avaliação e também em ocasiões individuais, em que as famílias têm a
liberdade de conversar e demonstrar sua insatisfação com alguma atitude que discorda.
Durante as reuniões compartilhamos com as famílias os recursos recebidos e os
investimentos realizados, bem como também informamos as doações e como foram
utilizadas. Escutamos as famílias também quanto aos investimentos, reformas que
precisamos nos atentar no uso das verbas. O Conselho Gestor realiza várias destas
sugestões e incluem as famílias nas diversas formas de adquirir mais recursos para garantir
esta gestão democrática dos recursos. Realizamos Bazar, Rifas, Venda de docinhos e temos
a participação da comunidade em todo o processo. Temos famílias que se envolvem
inclusive fazendo doações de alimentos: uma comerciante doa duas vezes na semana os
panificados do desjejum das crianças; uma mãe, cujo filho trabalha numa frutaria, doa
algumas verduras;
algumas doam brinquedos e roupas usadas, de forma esporádica. Portanto, temos uma
comunidade envolvida e participante em todo o processo.
A instituição como um todo também valoriza e respeita as diversas formas de
organização familiar, inclusive porque temos vários núcleos familiares na instituição:
família tradicional, formada por dois adultos de sexo diferente com filhos biológicos ou
adotados; família monoparental, formada por apenas um adulto; família recomposta,
formada por outro casamento com a união dos agregados; família formada por casais
homossexuais; e outros. Temos famílias compostas por pais e mães, apenas mães ou pais,
por duas mães, por dois tios, por uma avó, ou seja, diversos núcleos familiares. Não
trabalhamos as datas comemorativas, como dia das mães ou dia dos pais, justamente por
respeitar estes diversos tipos de família. Valorizamos todas estas famílias através de uma
Festa da Família, em que trabalhamos a composição de cada família e os valores presentes
em cada uma delas, utilizando livros literários infantis que trabalham este respeito a esta
diversidade familiar.
Para isto, a equipe gestora orienta a equipe de profissionais a respeitar cada criança
e família nas suas especificidades, disseminando qualquer discurso, registro ou prática
preconceituosa, discriminatória ou excludente. Nestas ocasiões, refletimos com o
profissional individualmente tentando modificar seu modo de pensar e agir. Às vezes, esta
conversa reflexiva apenas não é o suficiente, sendo necessários estudos e intervenções mais
pontuais da equipe gestora para conscientizar acerca da necessidade de conviver e respeitar
cada criança e família, independentemente de sua diferença social, cultural, étnico-racial e
religiosa. Sempre que houver necessidade estes estudos e intervenções são e serão
realizados, em prol do bem estar e do respeito à individualidade de cada criança e família.
As reuniões do Conselho ocorrerão na mesma data de nossas Reuniões de
Planejamento Mensal. As datas prováveis são: 28/03, 24/04, 11/05, 15/06, 24/09, 19/10 e
21/11; e em outros momentos de acordo com a necessidade. Faremos alguns estudos
referentes às ações do Conselho Gestor, utilizando documentos do MEC, bem como
elencar com a equipe os materiais e brinquedos necessários para adquirirmos e informar a
todos os investimentos realizados.
O Conselho também organizará alguns eventos e campanhas para investir na
compra de brinquedos, dentre outros, conforme solicitação das crianças e contando com a
participação de todos, desde a organização, sugestões, opiniões até a realização dos
mesmos. Nestas reuniões, o Conselho Gestor presta conta para os profissionais acerca dos
investimentos realizados com a verba, bem como aceita sugestões de como ele poderá ser
gasto. As crianças também opinam, principalmente em relação à compra de brinquedos
pedagógicos e brinquedos de parque. As famílias são comunicadas destes investimentos
dos recursos através de reuniões e do Mural informativo. Nesta ocasião, as famílias
também têm a oportunidade de responderem questionários, sugerirem materiais que
querem que a instituição adquira com os recursos.
O Conselho Gestor atua, conforme artigos 2º, 3º e 39º do Estatuto do Conselho
Gestor Solange Park, também na garantia dos passeios que realizamos com as crianças, já
que as mesmas nos solicitam vários durante todo o ano. Portanto, o Conselho planeja junto
com a comunidade do CEI os passeios a serem realizados, conforme a relevância de
aprendizagem e interesse das crianças, e organiza as diversas formas de arrecadar recursos
com a colaboração das famílias.
Em todas as reuniões com o Conselho Gestor, a presidente Sarah junto com a
diretora Elaine informam a todos os profissionais os recursos recebidos, os quais se
destinam e questionam os mesmos para opinarem as necessidades de materiais
pedagógicos, brinquedos, itens de capital, serviços que precisam ser realizados. Ao longo
do ano, conforme também os registros feitos na Avaliação Institucional, os diversos
sujeitos –
crianças, famílias e profissionais opinam e registram as questões problemáticas referente a
consertos de brinquedos de parque, ou de manutenção de chuveiros, tomadas, canos,
torneiras, ou para adquirir algum utensílio da cozinha ou pedagógico em prol sempre de
atender com qualidade as crianças. Durante as reuniões, socializamos com a equipe esses
registros, definimos as prioridades e investimos os recursos do PAFIE e PDDE, inclusive
com registro em ata.

4.2. Planejamento da organização do trabalho pedagógico e das


ações educativas e pedagógicas

O planejamento é um ato do pensamento sobre as possibilidades do fazer, inerente


ao ser humano, e sua necessidade é sua própria justificativa e evidência. Todo sujeito tenta
prever os acontecimentos e tomar as mais acertadas decisões de ações para o alcance dos
seus objetivos. O planejamento deve partir da observação cuidadosa da realidade, a partir
das necessidades e urgências presentes e atuais surgidas no contexto histórico e social da
instituição.
O processo do ato de planejar exige pensar em alcançar as intencionalidades
previstas com etapas e prazos definidos. A intencionalidade do processo de Planejamento
Geral é provocar modificações na realidade, no intuito de garantir a troca e a ampliação de
conhecimentos dos profissionais da educação do CEI, ou seja, oferecer subsídios para que
estes profissionais possam favorecer o desenvolvimento integral das crianças aqui
matriculadas.
Todo ato de planejar requer que o CEI: conheça a realidade das crianças, das
famílias e dos profissionais, bem como suas necessidades; defina as intencionalidades mais
coerentes e significativas; determine quais as ações, os recursos, as formas viáveis e
possíveis; estabeleça as etapas e os prazos; avalie constantemente o processo de execução
dos planos. O processo de planejar o ato educativo pressupõe a flexibilidade, rever
intencionalidades e ações, refletir prazos, enfim, pensar que ele é dinâmico, vivo e que
sofre modificações sempre que necessário.
Segundo Vasconcellos (2007), o Planejamento deve ser Participativo, àquele que
envolve a consciência, a intencionalidade e a participação dos sujeitos envolvidos. O
Planejamento Participativo valoriza a construção, o diálogo e a tomada de decisões de todo
o coletivo da instituição. Ele é um instrumento que permite a intervenção na realidade,
transformando-a a fim de garantir a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças.
Planejar nosso cotidiano é deixar que o inusitado apareça, é poder deparar-se
com o indeterminado sem medo, permitir-se ocupar espaços e intensificar
afetos. Planejar é refletir com experiência, confrontando fatos, acontecimentos e
nossas verdades com as teorias existentes, com a criança concreta com a qual
nos deparamos todo o dia em toda a sua intensidade. É não nos fecharmos em
sistemas rígidos, mas permitir a abertura histórica que abarque a criança como
um todo e, ao mesmo tempo, considere as suas especificidades, as suas
diferenças, a sua história de vida, seus desejos e suas necessidades. (Redin,
2012; 26)

O planejamento é um instrumento teórico-metodológico, que para existir deve


haver assumência e compromisso dos sujeitos envolvidos, tanto no momento de construção
quanto no de realização. É um movimento dinâmico, complexo, exigente, necessário e
flexível, pois queremos nos distanciar das improvisações, do destino incerto, de agir sob
pressão, e nem queremos abrir mão da nossa condição de sujeitos de direitos, capazes de
trilhar novos caminhos.
Nesta perspectiva, o CEI promove reuniões de planejamento semanal e mensal, de
acordo com o proposto no documento - “Diretrizes de Organização do Ano Letivo –
Triênio”, em vigor, para garantir a formação em serviço de todos os profissionais da
educação aqui modulados, bem como para garantir a participação e o envolvimento de
todos na definição de intenções e ações, para que consigamos o mesmo durante o processo
de execução.
As reuniões de planejamento mensal ocorrerão com todos os profissionais,
administrativos e pedagógicos, com o estudo de documentos e textos e a reflexão de
práticas. As reuniões acontecerão mensalmente, no diurno, matutino e vespertino: dias 17 a
18/01, 28/03, 24/04, 11/05, 15/06, 31/07, 24/09, 19/10 e 21/11. Equipe diretiva
disponibiliza numa pasta na coordenação os seguintes documentos: “Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Infantil”, bem como a Proposta Político Pedagógica
da Rede: Infâncias e Crianças em Cena: Por Uma Política de Educação Infantil para Rede
Municipal de Educação de Goiânia (2014), os textos do MEC que subsidiaram sua
construção; “Indicadores de Qualidade da Educação Infantil do Município de Goiânia”;
Avaliação Institucional 2018 do CEI; Assim, iniciamos a reconstrução do Projeto Político-
Pedagógico do CEI, analisando a Avaliação Institucional, construindo o Plano de Ação e o
Plano de Formação.
As reuniões de planejamento semanal este ano serão organizadas da seguinte
forma: quinzenalmente, numa semana há o encontro da equipe diretiva com o coletivo de
regentes e auxiliares e equipe administrativa, de forma mista, para o estudo da práxis (texto
para refletir a prática; análises de práticas; reflexão acerca da rotina) coerente com as
necessidades do grupo de professores e estudo da problemática apontada pela equipe
pedagógica para construção do Plano de Formação; e quinzenalmente, nas outras duas
semanas há o encontro da coordenadora pedagógica com regente e auxiliar por
agrupamento, para discutirem sobre o plano diário, o registro reflexivo, o Perfil da Turma,
o projeto por agrupamento, a construção dos Portfólios de aprendizagem e
desenvolvimento das crianças, as intervenções nos planos, bem como a reflexão acerca da
observação das práticas e outras necessidades que porventura surgirem ao longo do ano.
Devido aos déficits nos dois turnos, não foi possível realizar essas reuniões no mês de
fevereiro. A organização das Reuniões Semanais será de acordo com as tabelas entregues
aos profissionais através do documento “Datas e Ações Mensal”:
As Ações Educativas e Pedagógicas são organizadas e planejadas considerando as
pontuações de toda a comunidade educacional, principalmente no registro da Avaliação
Institucional, do Plano de Ação e também conforme interesse da equipe de profissionais
em relação ao que querem aprender e aprofundarem seus estudos no Plano de Formação.
Durante o Planejamento inicial, nos meses de janeiro a março, realizamos reuniões com o
coletivo de profissionais, analisamos as práticas do ano anterior e a Avaliação Institucional
e construímos o Plano de Ação e o Plano de Formação. Realizamos também reuniões com
as famílias a fim de escutarem suas sugestões, críticas para buscar a melhoria no
atendimento às crianças.
A partir de 2019, orientada pela CRE, via GEREIN / DIRPED / SME, houve
alteração nas instituições de Educação Infantil da RME referente à Documentação
Pedagógica, ressignificando de acordo com as documentações e as práticas já existentes.
Este ano iniciaremos a implementação destes documentos no CEI, considerando que
muitos deles já são práticas da instituição. O documento “Documentação Pedagógica da
Educação Infantil da RME Goiânia” (2019) orienta os seguintes tipos de documentos:
Planejamento
da Ação Educativa e Pedagógica; Portfólio de Aprendizagem e Desenvolvimento da
Criança; Relato do Projeto de Trabalho; Painel / Mural.
O Planejamento da ação educativa e pedagógica é o registro antecipado e diário
(conforme PPP da SME, item 3.1.3, p. 125 a 130, e a Documentação Pedagógica da EI da
RME Goiânia, 2019, item 3.1, p. 12 a 15) deverá ser realizado no formulário da instituição,
entregue em pasta, impresso, semanalmente conforme combinado. A coordenação fará a
análise do mesmo, registrando as intervenções/sugestões que se fizerem necessárias
conforme a Proposta da Rede “Infâncias e crianças em cena: por uma Política de Educação
Infantil para a Rede Municipal de Educação de Goiânia” e PPP do CEI e demais
documentos mandatórios.
O Planejamento da ação educativa e pedagógica será composto por Registro
antecipado, que deverá contemplar todos os itens da rotina: entrada das crianças/acolhida,
as refeições, a escovação e o banho, retomando a importância de propor às crianças
momentos novos e estimulantes de aprendizagem, é preciso inovar e modificar as ações e
intencionalidades; e o Registro antecipado , que será composto por: roda de
conversa/música/ movimento/história; atividades culturalmente significativas; momento de
livre escolha para as crianças (salão/pátio/quadra); rotina diversificada e outras atividades
que deverão ser registradas/planejadas diariamente.
Para cada proposta de atividade, seja do planejamento mensal ou diário, registrar
as intencionalidades, bem como os conhecimentos científicos a serem trabalhados.
Ressaltando que cada proposta deverá responder as questões: o porquê, para quê, o quê,
como, onde e quando (registrar qual a intenção/objetivo, qual a proposta, como ela será
realizada, em qual ambiente/espaço ocorrerá e qual o tempo previsto de duração). Cada
uma deverá se responsabilizar pela impressão e organização sequencial do mesmo e
entregá-lo em tempo hábil à coordenação no Fichário. É preciso entregar a sequência
mensal à coordenação, de modo que o planejamento da rotina (mensal) e as semanas que
compõe aquele mês estejam no Fichário. Enviar as propostas de atividades (em papel A4) a
serem xerocadas com o planejamento para a análise e aprovação da coordenação. Os
Planejamentos e os registros reflexivos anteriores deverão permanecer no Fichário (por
pelo menos um mês). As professoras entregam o Plano diário nas terças ou quartas-feiras
conforme acordado com as coordenadoras pedagógicas, sendo que as mesmas farão análise
tanto no decorrer do texto, semanalmente, quanto num instrumento próprio quinzenalmente
ou mensalmente, conforme necessidade de cada planejamento.
O registro reflexivo compõe o Planejamento da Ação Educativa e Pedagógica e é a
narrativa escrita do professor regente sobre o que foi desenvolvido com a criança (suportes
de memória: foto, áudio, vídeo, pequenos lembretes, falas das famílias e/ou responsáveis,
imagens, desenhos, entre outros). Estes suportes serão apoio para reflexões e elaboração
dos próximos planejamentos, dos Relatos de Projeto de Trabalho, do Portfólio de
Aprendizagem e Desenvolvimento da Criança e dos Murais/painéis.
As aprendizagens precisam ser sistematizadas e elaboradas no planejamento diário
e nos planos de ação para tornar visível o trabalho, desta forma elaborou-se em 2016 um
instrumento de análise e acompanhamento dos planos de aula que continuaremos a utilizar
em 2019. O formulário de Planejamento da Ação educativa e pedagógica foi reformulado,
conforme as novas orientações da Documentação Pedagógica e também das reflexões
feitas pela equipe na Avaliação Institucional em 2018. Como consta a seguir:
CEI Serafim Rodrigues de Moraes
Filho Planejamento Semanal / à /

Agrupamento EI-
Professoras:
Entrega: / Devolutiva: /

OBSERVAÇÃO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

PLANEJAMENTO DA AÇÃO EDUCATIVA E PEDAGÓGICA


AGRUPAMENTO E.I. TURNO: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESPORTE
COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO JARBAS JAYME
PROFESSORAS:

REGISTRO ANTECIPADO (PLANO MENSAL)

Horário Higienizaçã
o*
Horário Banho (ACRESCENTAR OS DIAS DO BANHO NO AGRUPAMENTO)
Intencionalidades:
SA (PORQUÊ)
LA
Intencionalidades:
BANHEIRO (PORQUÊ)
Hor Acolhida (somente
ário matutino)
7H ás Intencionalidades:
(PORQUÊ)
Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira

QUAIS QUAIS QUAIS QUAIS QUAIS MATERIAIS


MATERIAIS MATERIAIS MATERIAIS MATERIAIS

DESCRIÇÃO (COMO)
Horário Escovaç
ão
Intencionalidades:
(PORQUÊ)
DESCRIÇÃO ( COMO)
REFEIÇÕ
ES
Horário Desjejum/Lanche
Horário Colaç
ão

Horário Almoço/Jantar

Intencionalidades:
(PORQUÊ)

DESCRIÇÃO (COMO)

Horário Momento
intermediário
Intencionalidades:
(PORQUÊ)

DESCRIÇÃO ( COMO)
*PARA AS CRIANÇAS QUE PERMANECEREM ACORDADAS OU AS QUE DESPERTAREM, ORGANIZAREMOS A PARTIR DAS 12H15
CANTINHOS DIVERSOS NA QUADRA, SALÃO, PARQUE OU REFEITÓRIO. DE ACORDO COM CRONOGRAMA MENSAL
ELABORADO PELO GRUPO DE AAE DO TURNO VESPERTINO JUNTO COM A COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA,
ANEXADO EM SALA.
REGISTRO ANTECIPADO (PLANO
DIÁRIO) SEGUNDA-FEIRA /_
/2019.

1) RODA DE CONVERSA / MÚSICA / MOVIMENTO / LEITURA:

DESCRIÇÃO (O QUÊ, PORQUÊ, COMO, ONDE, E QUAIS MATERIAIS)

2) ATIVIDADES CULTURALMENTE SIGNIFICATIVAS / PROJETO DE TRABALHO / PROJETOS


INSTITUCIONAIS:

DESCRIÇÃO (O QUÊ, PORQUÊ, COMO, ONDE, E QUAIS MATERIAIS)

3) MOMENTOS DE LIVRE ESCOLHA PARA AS

CRIANÇAS: ( ) APCEI - JOGOS OU BRINCADEIRAS

COM REGRAS

( ) FAZ DE CONTA

( ) OUTRAS BRINCADEIRAS

DESCRIÇÃO (O QUÊ, PORQUÊ, COMO, ONDE, E QUAIS MATERIAIS)

4) PRÁTICAS SOCIAIS/ ROTINA DIFERENCIADA:

ASPECTO DA ROTINA
DESCRIÇÃO (O QUÊ, PORQUÊ, COMO, ONDE, E QUAIS MATERIAIS)

Os auxiliares de atividades educativas também registram o caderno de intercâmbio


é um instrumento de registro das auxiliares de atividades educativas o qual relatam fatos
ocorridos no dia a dia da criança: mordidas, machucados, reclamações, sugestões das famílias
e medicações, enfim, é a comunicação entre os dois turnos - matutino e vespertino.
Para organizarmos o trabalho pedagógico, o coletivo de profissionais fez uma
rotina, uma sequência de momentos a partir de horários pré-determinados e que tem
sofrido alterações conforme as necessidades das crianças. A rotina é um aspecto importante
nas práticas realizadas em instituições educacionais de período integral, pois devem
permitir: oportunidades às crianças de interagirem entre si; de explorarem os diversos
espaços; de compreenderem o significado de tempo; de controlarem o seu tempo sem a
interrupção constante do adulto; enfim, de terem vivências e situações de aprendizagem
com outras crianças e adultos, em diferentes espaços.
Cabe ressaltar que o tempo é um fator muito subjetivo para a criança, pois é
preciso ter habilidades para interpretá-lo. Assim, a educadora deve considerar este aspecto
quando planejar o tempo, e mais ainda deve compreender o desenvolvimento específico do
grupo de crianças. Isto deve ocorrer com a intenção de planejar situações em que tenha a
atenção e o interesse das crianças como foco.
A rotina ou a organização do tempo no CEI considera os seguintes aspectos: todos
os momentos, desde a entrada da criança até sua saída, são pedagógicos e são planejados a
fim de promover a aprendizagem e o desenvolvimento de todas as crianças; os itens da
rotina têm uma regularidade, ou seja, se repetem diariamente, pois as crianças começam a
se orientar através das situações que se repetem; há uma flexibilidade de acordo com a
necessidade das crianças, a partir da observação cuidadosa das educadoras verificando as
possíveis modificações a serem feitas, ás vezes de maneira improvisada; algumas situações
ocorrem livremente, oportunizando a criança a liberdade de várias escolhas e outras já
ocorrem com o direcionamento das professoras; há também a utilização de vários espaços;
propõem uma variedade na organização das interações (individuais, em duplas, em trios,
em grupos menores ou grande grupo); e a alternância entre situações mais movimentadas
com outras mais tranquilas, ou com outras que exigem maior atenção das crianças; há uma
avaliação junto às crianças e educadoras sobre os tempos pré-determinados para as
diversas situações, analisando-as, sempre no intuito constante de favorecer o
desenvolvimento infantil.
A Proposta Infâncias e Crianças em Cena: Por uma Política de Educação Infantil
para a Rede Municipal de Educação de Goiânia (2014), traz reflexões importantes para a
compreensão da rotina que é um elemento sistematizador do trabalho pedagógico, levando
em consideração os sujeitos, otimizando o tempo-espaço das atividades e relações entre os
sujeitos. Não tendo ela que ser repetitiva e acontecer da mesma forma todos os dias.
Nesse sentido, concebemos a rotina como elemento estruturador, organizador e
sistematizador do trabalho na Educação Infantil, mais que hoje não pode estar
dissociada da Pedagogia da Infância. É preciso pensarmos numa rotina que seja
flexível e democrática, construída com a participação de todos os sujeitos da
instituição. (Idem; p.130).
Analisamos com toda a equipe do CEI a rotina e refletimos sobre os diversos
momentos, organizamos os momentos coletivos, de forma que garanta as interações das
crianças menores com as maiores. Apresentamos a seguir a rotina que em 2019, estamos
realizando com as crianças, que também não está fechada e pode sofrer modificações no
decorrer do ano.

Rotina do Agrupamento EI-B Rotina do Agrupamento EI-C Rotina do Agrupamento


EI-D
7h – 7h30 Entrada 7h – 7h30 Entrada
7h40 Desjejum 7h40 Desjejum 7h – 7h30 Entrada
8h – 8h55 Sala 8h – 8h55 Sala 7h45
9h Colação 9h Colação
9h10 – 9h55 Área 9h10 – 9h55 Área Desjejum 8h10 –
externa 9h55 Banho externa 9h55 Banho 9h10 Sala
10h30 Almoço 10h30 Almoço 9h10
11h15 – 13h Turno 11h15 – 13h Turno
interm. 13h – 13h40 interm. 13h – 13h40 Colação
Despertar Despertar 9h20 – 10h20 Área
13h45 Lanche 13h45 Lanche externa 10h Banho*
10h35 Almoço
11h15 – 13h Turno
interm.
13h – 13h30

Despertar 13h45

Lanche
14h – 15h10 Sala 14h – 15h10 Sala 14h – 15h20 Sala
15h10 – 15h55 Área 15h10 – 15h55 Área 15h20 – 16h20 Área
externa 15h55 Banho* externa 16h Banho* externa 16h
16h30 Jantar 16h30 Jantar
17h – 17h30 Saída 17h – 17h30 Saída Banho/higienização* 16h30
Jantar
17h – 17h30 Saída

Rotina do Agrupamento EI-E Rotina do Agrupamento EI-F

7h – 7h30 Entrada 7h – 7h30 Entrada


7h50 7H50

Desjejum 8h15 – Desjejum 8h15 –


9h15 Sala 9h15 Sala
9h15 9h15

Colação Colação
9h25 – 10h20 Área 9h25 – 10h20 Área
externa 10h10Banho* externa 10h10Banho*
10h40 Almoço 10h45 Almoço
11h15 – 13h Turno 11h15 – 13h Turno
interm. 13h – 13h30 interm. 13h – 13h30
Despertar Despertar
13h50 Lanche 13h50 Lanche
14h – 15h25 Sala 14h – 15h25 Sala
15h25 – 16h20 Área 15h25 – 16h20 Área
externa 16h10 externa 16h10

Banho/higienização* Banho/higienização*
16h35 Jantar 16h40 Jantar
17h – 17h30 Saída 17h – 17h30 Saída
*Mamadeira apenas para as crianças que não almoçaram ou se alimentaram em pouca quantidade.
** Banho ocorrerá conforme as necessidades fisiológicas das crianças (retirada de fraldas).
** O banho dos agrupamentos D, E e F terão seus horários modificados conforme planejamento das professoras para
favorecer as aprendizagens relacionadas a esse momento, seguindo a tabela de organização do banho semestral.
*** Escovação – deverá ser garantida uma escovação em cada turno, planejada e garantida pela professora.

No momento da entrada, as crianças e famílias (7h às 7h30), são recepcionadas no


portão pela porteiro-servente e também pelas educadoras nos agrupamentos. Ao entrarem
nas salas, as crianças se despedem de seus familiares e participam de diversas propostas
como: cantinhos com massa de modelar, brinquedos, leitura, desenho livre, alinhavos,
encaixes, quebra-cabeças, jogo da velha, recortes assistir filmes e depois fazer uma roda de
conversa, na qual as crianças aprendem a cantar músicas, a contar uma história, a conhecer
os nomes dos colegas e professoras, o calendário, o tempo, a rotina, dentre outros.
A Roda de conversa possibilita às crianças falarem suas opiniões, a escutarem a
educadora contar o que ocorrerá no dia, além de aprenderem sobre temas diversos e
trocarem informações e conhecimentos entre si e opinarem sobre o que querem aprender e
fazer na instituição. Antes de sair para o refeitório, para o desjejum ou lanche, as
professoras devem orientar as crianças na organização do agrupamento (guardar
brinquedos, massinha, etc.), para o início de uma nova proposta de atividade conforme
planejamento. No momento de saída das crianças para o salão ou quadra, as salas são
limpas pelas funcionárias administrativas. Ás 7h40 o portão será fechado, mas as famílias
que porventura chegarem até as 8h, também entram no CEI e levam seus filhos até o grupo
de crianças, em qualquer espaço que elas estiverem. As famílias são incentivadas pela
equipe diretiva a chegarem até às 7h30 para que as crianças participem da Acolhida e do
desjejum.
As refeições são organizadas em 5 momentos, com o self-service e normalmente
cumpre o cardápio feito pela nutricionista da GERPAE / SME: o desjejum, a colação, o
almoço, o lanche e o jantar. Todas as refeições ocorrem no refeitório e/ou em outros
espaços previamente planejados pelas professoras. As crianças se servem sozinhas,
orientadas pelas educadoras, de acordo com suas preferências alimentares. Antes de
iniciarem, fala-se do
cardápio e há os incentivos para as crianças experimentarem e ampliarem seus gostos
alimentares. No desjejum é servido a primeira refeição do dia – pão com manteiga, pão de
milho, pão mandi, rosca, bolacha de sal, bolacha rosquinha, peta e leite (com café,
achocolatado ou caramelizado) ou iogurte ou mingau. Também deixamos à disposição das
crianças uma garrafa de café, pois percebemos que a maioria das crianças maiores pede o
café, demonstrando os hábitos alimentares que trazem de casa. O lanche é composto por:
bolachas (de sal, maisena ou rosquinha) com suco (maracujá, caju ou goiaba) ou iogurte
(morango ou coco); ou rosca com suco; ou pipoca com gelatina (diversos sabores); ou bolo
com suco; ou canjica com bolacha; ou Mané pelado com suco; nhoque gaúcho; pão de
queijo; quebrador; e frutas variadas. Na colação são servidas as frutas para todas as
crianças (banana, maçã, laranja, mamão, abacaxi, morango, goiaba, uva ou melancia) ou
salada de frutas ou iogurte de morango ou coco. No almoço são oferecidos arroz, feijão
(caldo, tutu ou tropeiro), carne (de vaca – bife, assada, moída ou em pedaços; de porco em
pedaços; de frango; de peixe – molho ou empanado), lasanha, macarrão, molho de abóbora,
ou de batata, ou de beterraba, ou de chuchu; salada de tomate com repolho, ou com alface,
ou com cenoura, ou com manga, ou maionese, ou com couve, ou com rúcula. No jantar são
oferecidos arroz com carne (de vaca, de porco, de frango) e cenoura, macarrão com carne
moída, sopa de legumes com carne moída, galinhada, ou torta salgada com suco de frutas,
ou caldos de frango, de feijão ou de carne moída com mandioca, ou estrogonofe de carne e
saladas.
Após as refeições, as crianças são incentivadas e orientadas a escovarem os
dentes. Elas se organizam conforme as especificidades e planejamento das professoras
pegam suas escovas com a pasta dental e vão para o banheiro junto com uma das
professoras e realizam o momento da escovação. As outras crianças ora ficam nos
agrupamentos ou no corredor com a outra educadora recebendo orientações sobre a
importância de escovar os dentes diariamente, ora realizam outras propostas nos
agrupamentos, como brincar com massinha, com brinquedos, dentre outros. O momento da
escovação não está pré-determinado no quadro de rotina, ficando a cargo das professoras
escolherem o melhor horário para a escovação acontecer, sendo que deverá haver duas
escovações por dia, pelo menos uma por turno.
O banho ocorrerá em todos os agrupamentos: Devido ao uso de fraldas, na maioria
das crianças de 1 ano e 2 anos, (EI-B, C1 e C2) elas tomarão o banho também nos dois
turnos (até aprenderem a usar o vaso sanitário). Nos demais agrupamentos EI-D1, EI-D2,
EI-E e EI-F ocorrerá da seguinte forma:
BANHO/ 1° SEMESTRE BANHO/ 2° SEMESTRE
Matutin Matut Vespert Vespert Matutin Matut Vespert Vespert
o ino ino ino o ino ino ino
S D1 e D2 EeF S EeF D1 e D2
T EeF D1 e D2 T D1 e EeF
D2
Q D1 e D2 EeF Q EeF D1 e D2
Q EeF D1 e D2 Q D1 e EeF
S D1 e D2 EeF D2
S EeF D1 e D2

O banho ocorrerá de acordo com as necessidades das crianças, podendo mudar


caso seja necessário, por exemplo, em dias frios e chuvosos, que as crianças não sujaram e
nem suaram, ele poderá ser alterado e quando há alteração do banho nos turnos as
professoras registram no Caderno de Intercâmbio. Este momento ocorre para as crianças
aprenderem a tomarem o banho, sozinhas; a conhecerem seu próprio corpo e o dos
colegas, apreendendo
as diferenças entre os gêneros, já que o banho é misto (presença de meninas e meninos ao
mesmo tempo). A professora ou a/o auxiliar de atividades educativas acompanha três a
quatro crianças ao banheiro e as orientam a tomarem o banho com sabonete líquido,
falando corretamente todas as partes do corpo, inclusive as genitálias (vulva, pênis e ânus).
O outro educador fica com o restante da turma desenvolvendo os cantinhos ou assistindo
filmes, e algumas ainda orientam as crianças na troca de roupas (despir-se e se vestir) e na
organização das roupas sujas na mochila.
Nos agrupamentos em que não há o banho no turno, acontecerá a ‘Higienização’
de todas as crianças, que significa lavar mãos, rosto e pentear os cabelos. Além de
proporcionar momentos de banho de mangueira e de piscina, nos dias quentes. As
propostas para o Turno intermediário (11h15 às 13h) diferem por agrupamento e de acordo
com o ritmo de cada criança para atender as necessidades infantis: o sono ou o descanso
para as crianças que sentem necessidade de dormir e a proposta de cantinhos para as que
não têm vontade de dormir ou que acordam mais cedo (filme, massinha, quebra-cabeça,
jogos de montar, etc.).
Após o jantar, as crianças vão para os agrupamentos aguardarem suas famílias,
enquanto isto, elas brincam com massas de modelar, ou brinquedos ou assistem filmes. Às
17h20, as crianças, que ainda estão no CEI, ficam no pátio e parque junto com as auxiliares
de atividades educativas até irem embora às 17:30 hs (no máximo até às 18h com registro
no caderno justificando o atraso).
Outros momentos realizados também no interior dos agrupamentos são destinados
a situações de aprendizagem diversas envolvendo as diversas linguagens, através de
atividades significativas e/ou os projetos, de acordo com os interesses e necessidades das
crianças. A rotina do CEI é flexível sendo modificada todas as vezes que se fizer
necessário, pensando no bem estar do coletivo das crianças aqui atendidas.
Os momentos coletivos, de brincadeiras livres e dirigidas, são propostos na
quadra, no salão e no parque, utilizando de diversos brinquedos disponíveis no depósito de
brinquedos, no intuito de possibilitar também as interações entre crianças dos
agrupamentos de faixas etárias diferentes.
A brinquedoteca, atualmente um espaço para guardar brinquedos, é repleta de
gibis, revistas, livros, fantoches, fantasias e jogos pedagógicos que podem ser utilizados
para trabalhar o "faz de conta". De acordo com o planejamento as professoras selecionam
os jogos e materiais utilizando-os em diversos espaços do CEI. Os jogos pedagógicos têm
sido um dos maiores instrumentos pedagógicos educativos na interação e vivência das
crianças da Educação Infantil. Dentro delas, as crianças podem explorar um mundo mágico
e contribuir para seu desenvolvimento emocional, intelectual e motor, assim assegurar o
desenvolvimento integral da criança.
Assim, compreendendo que a principal atividade da criança pequena é a
brincadeira sendo essa o eixo norteador das aprendizagens, os espaços de brincar não são
apenas um lugar cheio de brinquedos e jogos, mais do que isso, é um setor pedagógico na
qual se preocupa em privilegiar o brincar como principal método na construção de
identidade e autonomia das crianças pequenas. Pois enquanto a criança brinca, naquele
prazeroso momento ela estará adquirindo várias habilidades, expressando seus sentimentos,
exercendo a linguagem, trocando informações e experiências com seus pares e assim
desenvolvendo sua aprendizagem.
Na área externa do CEI as crianças têm a liberdade de criar suas próprias
brincadeiras, de escolher seus pares, de imaginar, como também participam de brincadeiras
planejadas. Uma vez por semana, a partir do Projeto Institucional APCEI as professoras
fazem o resgate de brincadeiras infantis, é um momento diferenciado, no qual as crianças
aprendem e exploram as regras da brincadeira de maneira sistematizada, além de promover
o desenvolvimento físico, motor e social das crianças. Nesse momento as crianças de
diferentes faixas etárias se interagem e com isso são criadas oportunidades para a
construção de conhecimentos e de sentidos pessoais sobre o mundo e sobre si.
Outra criança é um parceiro muitas vezes imprevisível, o que cria
oportunidades para a construção de novas formas de comportamentos e de
novos significados com os colegas com quem a criança estabelece relações de
cumplicidade, rejeição ou aceitação. Dessa forma, favorecer as interações de
crianças da mesma idade e de idades diferentes na creche ou pré-escola, pode
ajudá-las a controlar seus impulsos e emoções, a internalizar regras de
comportamento, a ser sensível ao ponto de vista do outro, a saber cooperar e a
desenvolver uma variedade de formas de comunicação para expressar afetos e
conflitos. (Oliveira, 2011, p. 143)

Organizamos e planejamos momentos em que a instituição como um todo junto


com todos os profissionais estaremos proporcionando situações de combate ao mosquito
Aedes Aegipty, e ainda compartilhando esses saberes com toda a comunidade, incluindo as
famílias. Cada agrupamento irá trabalhar em seu turno durante o mês designado, fará o
planejamento de uma atividade por semana durante àquele mês, e provavelmente na última
semana de cada mês fará uma culminância sistematizada no planejamento envolvendo as
crianças de outros agrupamentos e/ou a comunidade. Cada responsável organizará
momentos e registros envolvendo o tema – cartazes, apresentações de músicas,
informações às famílias, catação de lixo nos lotes baldios, passeatas com cartazes, dentre
outros; envolvendo os outros agrupamentos – apresentando os registros às crianças e
famílias. Esses momentos serão mensais, coerentes com as orientações da CRE, e
ocorrerão a partir do mês de janeiro. Nestas datas tentaremos solicitar a presença da equipe
epidemiológica e, quando for possível, do educador de saúde que auxiliarão o CEI nesta
luta contra o mosquito que podem provocar a Dengue, a Zica e a Chikugunya.
Cumpriremos a tabela a seguir:

MÊS RESPONSÁVEIS/AGRUPAMENTO/TURN
O
FEVEREIRO EF (matutino)
MARÇO D1 (matutino) e D2 (vespertino)
ABRIL E (matutino) e C2 (vespertino))
MAIO C1 (matutino) e B (vespertino)
JUNHO Funcionários Administrativos – Matutino
AGOSTO EF (vespertino) e C1 (vespertino)
SETEMBRO B (matutino)
OUTUBRO D2 (matutino) e E (vespertino)
NOVEMBRO C2 (matutino) e D1 (vespertino)
DEZEMBRO Funcionários Administrativos – Vespertino
Em 2019, trabalharemos os projetos institucionais “APCEI – Atividades
Psicomotoras, Culturais, Educativas de Interação” e o “Encantamento”. Acrescentaremos
novas ações a esses projetos, conforme estudos e decisão coletiva com toda a equipe. A
equipe decidiu trabalhar com o Projeto Institucional “Entre Todos: Por uma Educação
Antirracista" como ações significativas, pois a problemática não compete a todas as
turmas, apenas algumas crianças de forma específica. Assim, as professoras ao
identificarem trabalhará como sequência de atividades conforme necessidade.
A equipe do CEI programou alguns objetivos e algumas ações que deverão ocorrer
em 2019, resumidos nos Documentos “Informativo Anual” (Anexo 6), “Datas e Ações
Anual” (Anexo 7) e Avaliação Institucional 2018 e Plano de Ação 2019 (Anexo 2) e
“Datas
e Ações Mensal” (Anexo 10). Ressaltamos que essas previsões – intenções e práticas –
poderão sofrer acréscimos e alterações ao longo do ano, conforme as necessidades e
exigências da realidade.
O documento DCNEI – Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil – é
um instrumento que orienta a organização das situações de aprendizagem nas instituições
de educação infantil. Ele traz alguns elementos básicos que favorecem o desenvolvimento
integral das crianças e contemplam também a formação dos profissionais da educação.
As DCNEI nos esclarecem sobre a função do CEI, tratada como a primeira etapa da
Educação Básica, que é o desenvolvimento infantil que considera, nesta formação integral,
a forma específica como cada criança pensa, se expressa, se interage, manifesta seus
desejos e curiosidades, enfim a forma como constroem conhecimentos e vivencia o mundo.
Ao concretizar esta ideia, o CEI procura proporcionar às crianças diversos
momentos em que o brincar esteja presente constantemente. Fizemos bazares e também
através de doações conseguimos vários brinquedos. Garantimos o brincar, porém ainda
temos que avançar em alguns aspectos, tais como: relacionados à mediação das educadoras
em proporcionar brincadeiras dirigidas às crianças, ensiná-las a guardar os brinquedos e a
conservá-los e o brincar junto. Assim, o APCEI promoverá a qualidade do brincar, da
mediação dos conflitos e do resgate das brincadeiras, proporcionando novos avanços para
as crianças, no que diz respeito à coordenação motora, esquema corporal, internalização de
regras, respeito ao outro, raciocínio lógico-matemático e ludicidade. O APCEI envolve as
crianças, profissionais e as famílias e tem como objetivo também garantir que de fato as
situações planejadas semanalmente por agrupamento aconteçam, e que mensalmente sejam
socializadas com o coletivo da instituição. Outro desafio é no que cerne à participação
familiar, visto que proporcionamos as vivências semestralmente em dois encontros.
Em 2019, trabalharemos as ações envolvendo a Roda Literária, a fim de oferecer
uma diversidade de gêneros textuais às crianças, além de proporcionar o aprendizado da
codificação e decodificação dos símbolos, ou seja, o aprendizado do sistema alfabético.
Trabalharemos o “APCEI – Atividades Psicomotoras, Culturais, de Educação e Interação”,
com o objetivo de incentivar o contato das crianças com diversas manifestações culturais e
a vivência através de Jogos e Brincadeiras.
Os Projetos Institucionais que continuaremos trabalhando este ano serão:

PROJETO INSTITUCIONAL 2019


“APCEI: ATIVIDADES PSICOMOTORAS, CULTURAIS, EDUCATIVAS DE
INTERAÇÃO”
1) TEMA:
Atividades Psicomotoras, Culturais, Educativas de Interação envolvendo
Brinquedos Cantados, Jogos lúdicos, Circuitos Motores, Faz de conta, Brincadeiras
diversas, brinquedos, dentre outros.

2) PROBLEMATIZAÇÃO:
Como ampliar o contato das crianças ao movimento, ao brincar, à cultura, ao
conhecimento, às interações através das brincadeiras?
Como as famílias podem valorizar o Brincar no CEI?

3) JUSTIFICATIVA:
Nos primeiros anos de funcionamento da Instituição a organização do momento
coletivo e as brincadeiras eram pensadas e planejadas todos os dias, de forma que as
crianças só brincavam de forma direcionada, não havendo momento de brincadeiras livres,
proporcionado a elas a constituição da cultura infantil e seus aspectos formativos. As
crianças também pontuavam sobre a necessidade de brincar pelo prazer da brincadeira livre
e despretensiosa.
A partir de então, a equipe optou por favorecer as crianças um momento coletivo,
em que as brincadeiras fossem livres e espontâneas, não sistematizadas, apenas com a
mediação de conflitos e a participação do adulto brincante. Entre os anos em 2013 e 2015
se observou que as brincadeiras coletivas ocorriam de forma espontânea. Ao refletir sobre
a prática pedagógica na instituição, consideramos os aspectos da rotina, o desenvolvimento
motor e cognitivo das crianças, os profissionais do CEI perceberam que as crianças
estavam com dificuldades na representação do esquema corporal, no desenvolvimento das
coordenações motoras ampla/grossa, global e fina, além da retomada da brincadeira como
elemento da cultura e a inserção das regras que são apropriadas para os conceitos sociais.
O grupo apontou que as brincadeiras não aconteciam de forma sistematizada, não havia
intencionalidade. Em reuniões de planejamento por agrupamentos e coletivas estas
angústias foram trazidas ao grupo e percebemos que era necessário o equilíbrio entre o
brincar, o jogo a brincadeira e a cultura infantil. Em 2019, refletimos sobre a importância
de planejar e organizar cantinhos com brinquedos não estruturados (blocos de madeira,
elementos da natureza, cones, rolos, caixas, entre outros) que através da invenção das
crianças, podem se transformar numa infinidade de brincadeiras, pois permitem que as
crianças exercitem sua imaginação e criatividade, como também ampliar suas percepções
do mundo que as cerca e de si mesmas, proporcionando vivências significativas. Para
HORN (2017),
“Elementos naturais, como água, plantas, animais e areia, assim
como o livre acesso a eles, são garantia de uma boa brincadeira.
Tais elementos propiciam desde a brincadeira exploratória,
funcional, até elaborados jogos simbólicos nos quais as crianças
desempenham personagens autoatribuídos em um enredo
complexo.”
Assim o CEI pensando na importância das brincadeiras para a aprendizagem e o
desenvolvimento integral das crianças e para minimizar alguns pré-conceitos de algumas
famílias, que é uma problemática apresentada em anos anteriores – inquietação de algumas
famílias em desmerecer o trabalho envolvendo o Brincar, e isto vem se arrastando há anos,
a equipe se propôs a desenvolver o trabalho com o Projeto Institucional: “APCEI:
Atividades Psicomotoras, Culturais, Educativas de Interação”.
“Em uma época de demandas da mídia que vem em progressão acelerada
por meio dos programas de qualidade total, e com o conhecimento de que
o brincar está sendo substituído pela televisão em muitas famílias, existe
um medo genuíno de que as crianças estejam perdendo seu direito à
infância. A escola tem uma responsabilidade cada vez maior de garantir
que elas não sejam privadas das oportunidades de descobrir a respeito de
si mesmas e do seu mundo e que tenham o direito de aprender de uma
maneira que seja apropriada para elas – por meio do seu brincar. (idem:
131).
Ao propor esse Projeto tentaremos resgatar essas brincadeiras culturais,
com adultos e crianças, no intuito de esclarecer às famílias acerca da importância do
Brincar para o desenvolvimento integral das crianças.
Segundo FRIEDMANN (2012), a Cultura do Brincar implica na materialização do
brincar nos diversos espaços educativos, nos diferentes âmbitos – corporal, sensorial e
perceptual, isto é, deixar de ser apenas reflexão, discurso e passar a ser vivenciado, fazer
parte do cotidiano de cada brincante (criança e adulto). Nesse movimento de ampliação dos
limites do brincar, como desenvolvimento do ser humano, a função do educador é
essencial,
que deve assumir os momentos de Brincar como “atitude lúdica” e não como “mais uma
atividade” com um tempo e espaço predeterminados. Através do Brincar a criança se
apropria da cultura, pois “... o brincar constitui-se em um patrimônio lúdico da humanidade
e, em nosso caso, da brasilidade: o conjunto de brincadeiras locais revela a linguagem
cultural de cada região. A criança fala por meio do seu brincar.” (idem, 159).
Brincar é uma atividade paradoxal: livre, imprevisível, espontânea, mas ao mesmo
tempo, regulamentada. É meio de superação da infância, assim modo de constituição dessa
etapa. Brincando, o indivíduo age como se estivesse em outro tempo e lugar, embora esteja
literalmente conectado com a realidade. Dessa forma, a prática de alguns profissionais
deverá ser revista, inclusive nos Momentos de Livre Escolha para as Crianças, da
necessidade de planejar e organizar os materiais para as crianças brincarem livremente.
Faz- se necessário planejar brincadeiras ou jogos lúdicos ou circuitos motores, a partir
desse projeto, e vivenciar com as crianças nos Momentos Coletivos.
MOYLES (2006) defende que o Brincar é um instrumento de aprendizagem e que
os adultos – famílias e profissionais – devem garantir cotidianamente práticas relevantes
que contribuam para as diversas interações. O adulto deve se envolver e participar de
forma proativa do brincar infantil. As atividades lúdicas auxiliam no desenvolvimento
social e cultural do indivíduo. Para isto, faz-se necessário a professora planejar o Brincar
sob alguns aspectos a considerar, tais como: Quem está disponível para brincar? Que locais
estão disponíveis para brincar? De que nós vamos brincar? Quais serão as regras? Que
materiais providenciar para brincar? A qualidade do Brincar implica pensar: O quê?; Por
quê?; Quem?; Onde?; Como?; Quando?. Esses aspectos devem ser considerados para
planejar quaisquer situações de aprendizagem, inclusive as Brincadeiras.
“Enfim, devemos reaprender a brincar! Com o nosso corpo, o nosso
espaço e os nossos objetos; com a imaginação, a criatividade, a
inteligência; com a nossa intuição, as palavras e os nossos
conhecimentos; com nós mesmos e com os outros. Assim, estaremos
redescobrindo essa linguagem, a linguagem do lúdico, para nos
comunicarmos e nos expressarmos. (...) Faço o convite a você, educador,
para entrarmos juntos nesse jogo. Você se lembra das brincadeiras de sua
infância? Você conhece as brincadeiras das suas crianças?” (Friedmann,
2012: 162).
A nossa concepção de brincadeira acredita no brincar como produção de
conhecimento, pois a considera impregnada de conteúdos culturais em que os sujeitos, ao
tomar contato com eles, fazem-no através de conhecimentos adquiridos socialmente, e ao
agir assim, esses sujeitos estão aprendendo conteúdos que lhes permitem entender o
conjunto de práticas sociais nas quais se inserem. Partindo desse pressuposto a criança
aprende e desenvolve suas estruturas cognitivas ao lidar com a regra da brincadeira. Isto
ocorre porque os sujeitos, ao brincar passam a lidar com as regras que lhes permitem a
compreensão do conjunto de conhecimentos veiculados socialmente, permitindo-lhes
novos elementos para aprender os conhecimentos futuros. A brincadeira permite apreensão
dos conteúdos porque coloca os sujeitos diante da impossibilidade de resolver, na pratica,
suas necessidades psicológicas. O individuo experimenta assim, situações de faz de conta
regrado pela logica, vivenciada ou criada, para solucionar as impossibilidades de tornar
realidade o seu desejo.

4) OBJETIVOS:
 Compreender o Brincar como prática social e cultural;
 Desenvolver o conhecimento científico a partir do Brincar;
 Estimular a família a brincar com as crianças;
 Conhecer e vivenciar brincadeiras de antigamente;
 Ampliar as brincadeiras dirigidas às crianças;
 Estimular a interação e a brincadeira com diferentes materiais não estruturados;
 Apresentar brincadeiras que envolva o universo cultural das crianças e da família (faz
de conta);
 Promover momentos de interação entre famílias, profissionais e crianças envolvendo-os
nas brincadeiras.

5) METODOLOGIA:

Diariamente, as professoras, deverão planejar brincadeiras, jogos ou brinquedos, de


acordo com as orientações da Documentação Pedagógica (faz de conta, brincadeiras no
parque, brincadeiras com bolas, brincadeiras no pula-pula, peças de encaixes, brinquedos
não estruturados, corrida de saco, pula corda, elástico, bonecas, elástico, circuito motor,
brincadeiras de roda, Core Cutia, entre outras). E pelo menos uma vez por semana, cada
professora deverá planejar uma brincadeira dirigida ou jogo, podendo ou não ter relação
com o trabalho realizado em sala, de forma que em um mês as crianças tenham aprendido
várias brincadeiras com regras e que serão compartilhadas com outras crianças nos
Momentos de Livre Escolha para as crianças.
Uma das propostas do projeto também é que as crianças e profissionais socializem
com as famílias as brincadeiras aprendidas na instituição. O processo de escolha das
brincadeiras é feito pelas crianças e professoras, e posteriormente socializada nas datas
previstas no calendário da instituição em três momentos, dias 04 de abril, 30 de Maio e em
setembro durante a Semana do Bebê (03 a 05). As famílias serão convidadas a socializarem
neste dia brincadeiras tradicionais que remetem a sua infância, fazendo o resgate das
brincadeiras tradicionais.
No decorrer do Projeto as coordenadoras acompanharão de todo esse movimento,
auxiliando com sugestões de brincadeiras no plano diário e circulando pelos espaços nos
momentos de brincadeira de livre escolha (salão, parque, quadra, entre outros lugares), não
para fiscalizar, e sim para acompanhar, partilhar as alegrias e orientar em práticas
equivocadas acerca da infância e do brincar.
Para conscientizar as famílias sobre a importância dessas vivencias com as crianças
a partir do Projeto Institucional APCEI, registraremos esses momentos de brincadeiras com
fotos e organizaremos um mural com as fotografias das brincadeiras e as intencionalidades
evidenciando a importância do brincar no processo de aprendizagem das crianças. Também
solicitaremos via ofício, a vinda do Grupo “Chiquelete, Omelete e o Alexandre” para
também vivenciarem várias brincadeiras e histórias com as crianças e famílias (aguardando
confirmação da DIRPED).

6) AVALIAÇÃO:
Avaliaremos a partir da participação das crianças durante as atividades propostas,
através dos jogos lúdicos, circuitos motores, brincadeiras de roda, de antigamente e dos
comentários e registros das famílias. Algumas dessas vivências também comporão o
Portfólio de aprendizagem e desenvolvimento da criança.

7) REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Por amor e por força: rotinas na educação infantil.
Porto Alegre: Artmed, 2006.
, Indicadores da Qualidade na Educação Infantil / Ministério da Educação /
Secretaria da Educação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009.
, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes
curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. –
Brasília : MEC, SEB, 2010.
CAMPOS, Maria Malta. Critérios para um atendimento em creches que respeite os
direitos fundamentais das crianças. 6.ed. Brasília: MEC, SEB, 2009.
FRIEDMANN, Adriana. O Brincar na Educação Infantil: observação, adequação e
inclusão. São Paulo: Moderna, 2012.
GOIÂNIA, Prefeitura de, Secretaria de Educação. Infâncias e Crianças em Cena: por
uma Política de Educação Infantil no Município de Goiânia. Goiânia, GO, 2014.
HORN, Maria da Graça Souza. Brincar e interagir nos espaços da escola infantil. São
Paulo: Penso editora LTDA, 2017.
MOYLES, Janet R. A excelência do Brincar. Maria Adriana Veríssimo Veronese trad.
Porto Alegre: Artmed, 2006.

PROJETO INSTITUCIONAL 2019: “ENCANTAMENTO”


1) TEMA:
O conhecimento da Linguagem Oral, escrita e artística na perspectiva do
Letramento para o Trabalho Pedagógico dos Agrupamentos.
2) PROBLEMATIZAÇÃO:
Como colocar em cena as infâncias e as crianças partindo daquilo que conhecem e
percebem do mundo letrado considerando a especificidade do trabalho pedagógico nos
agrupamentos?
3) JUSTIFICATIVA:
O CEI Serafim Rodrigues de Moraes Filho pensando na problemática apresentada
diante as inquietações e manifestações das crianças e das profissionais dos agrupamentos
se propôs a desenvolver em 2018 o trabalho com o Projeto Institucional: “Encantamento”.
Após avaliação do Projeto e reflexão com o coletivo de profissionais, assim como
apontamentos das famílias na Avaliação Institucional compreendemos a importância de
continuar e ampliar esse trabalho para o ano de 2019. Para tanto foram feitas inferências
relevantes acerca da Proposta Pedagógica da RME – Goiânia, no que concerne à
Linguagem Oral, escrita e artística, que terá ênfase nesse projeto, compreendendo que tais
linguagens não se caracterizam como únicas, já que:
As linguagens são dialógicas, formam os sujeitos e lhes
permitem interagir uns com outros, com o mundo, bem como
acessar, transmitir, produzir e ressignificar os conhecimentos.
Por isso, as linguagens não podem ser desarticuladas umas das
outras. A cada vez que uma emerge, traz consigo várias outras.
(GOIÂNIA, Prefeitura de, Secretaria de Educação. Infância e
Crianças em Cena: por uma Política de Educação Infantil para
o Município de Goiânia. Goiânia, GO.s/e, 2012, p. 72)
A partir da análise e reflexão da sistematização da Avaliação Institucional 2018
com a equipe, identificamos que os itens “Os profissionais da educação propiciam às
crianças conhecer e vivenciar diversas experiências com a cultura na instituição e em
diversos espaços da cidade (roda de capoeira, teatro, cinema, música, dança, contação de
histórias etc.)” e “A instituição expõe fotos, imagens, obras de arte (gravuras, esculturas
etc.) nos agrupamentos” dos Indicadores de Qualidade permaneciam amarelos, pois apesar
das atividades serem planejadas cotidianamente, não contemplavam o desenvolvimento
dessas
aprendizagens em todos os agrupamentos. Pensando numa forma de garantir a todas as
crianças o contato e apreciação de diversas obras de artes (esculturas, pinturas, poemas...) e
seus representantes, conhecendo sua biografia, incorporamos a este projeto a linguagem
artística, pois agregam em seu conjunto outras linguagens e formas de expressão: artes
visuais, a dança, o teatro, a música, a literatura, dentre outras. Conforme normatizado nas
DCNEI’S, art. 6º, inciso III, “deve-se garantir na Educação Infantil os princípios estéticos
da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes
manifestações artísticas e culturais”.
Neste sentido, as linguagens artísticas devem favorecer na ação
educativa experiências que promovam o relacionamento e a
interação das crianças com as diversificadas manifestações de
música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança,
teatro, poesia e literatura e ainda experiências que propiciem a
interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e
tradições culturais brasileiras. (GOIÂNIA, Prefeitura de,
Secretaria de Educação. Infância e Crianças em Cena: por uma
Política de Educação Infantil para o Município de Goiânia.
Goiânia, GO.s/e, 2012, p. 84)
A instituição já utilizava em suas práticas, nas ações pedagógicas e educativas as
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, os Critérios para um Atendimento
em Creches que Respeite os Direitos Fundamentais das Crianças enquanto documentos
mandatórios. No entanto precisamos de outras referências no intuito de elucidar os
conhecimentos a respeito de Letramento e cultura do escrito para as crianças de Educação
Infantil. A equipe pedagógica assume o compromisso de formação quanto à concepção de
letramento, numa perspectiva sócio-histórica como norteadora do desenvolvimento dos
trabalhos pedagógicos, a vigência de um currículo emergente com centralidade no sujeito,
avaliação como processo diagnóstico que possibilita intervir nas práticas docentes e
planejamento com objetivo de garantir os direitos de aprendizagem em todas as linguagens.
Segundo Luria: “A linguagem origina-se em primeiro lugar como meio de comunicação
entre a criança e as pessoas que as rodeiam. Só depois, convertida em linguagem interna,
transforma-se em função mental interna que fornece os meios fundamentais ao pensamento
da criança” (2016: 114). Dessa forma, o trabalho dos profissionais é intencional para
possibilitar as crianças à aprendizagem e o desenvolvimento da mesma compreendendo
suas especificidades e importância para a formação de um sujeito
letrado.
Para articular os conhecimentos do Letramento trazidos pelas vivências e
expressões das crianças com o patrimônio histórico e cultural sobre Linguagem Oral e
Escrita, far-se-á necessário desenvolver as ações educativas que privilegiam a ampliação
do conhecimento sobre a língua. Norteadas pelas DCNEI’s:
As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da
Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as
interações e a brincadeira e garantir experiências que:
favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o
progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de
expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;
possibilitem às crianças experiências de narrativas, de
apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e
convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e
escritos.
(BRASIL, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil, MEC: 2009, p.25)
Nesse sentido, entendemos a linguagem como condição para o desenvolvimento
das funções psicológicas superiores, já que a relação do homem com o mundo não é uma
relação direta, mas sim mediada por signos e instrumentos. Na Educação Infantil falar de
linguagem significa compreender o modo como ela se manifesta por meio de suas
características específicas. Assim é preciso permitir que a criança entre em contato com os
diversos tipos de linguagem, ampliando as possibilidades de compreensão, criticidade e a
recriação ou ressignificação de uma determinada cultura.

4) OBJETIVOS:
 Compreender a linguagem oral e escrita como indissociáveis e imersas em práticas
sociais da leitura;
 Desenvolver o gosto e o prazer pela leitura, envolvendo todos os sujeitos;
 Desenvolver a Interpretação, compreensão e arguição;
 Conhecer e identificar a pluralidade de gêneros textuais;
 Propiciar a Roda Literária a todas as crianças e famílias;
 Compreender a escrita como um sistema simbólico;
 Proporcionar atividades contextualizadas e significativas às crianças;
 Ampliar os conceitos artísticos das crianças;
 Conhecer e apreciar obras de arte e os diversos gêneros textuais;
 Ampliar o repertório musical das crianças;
 Diversificar os gêneros musicais para além das canções infantis;

5) METODOLOGIA:
Ao observar a curiosidade e ansiedade das crianças no ano de 2013 na tentativa de
leitura e escrita das primeiras palavras, as professoras buscaram conhecimentos para
satisfazer esse desejo das crianças em perceber e compreender o mundo letrado, uma vez
que no CEI desde pequenas as crianças têm vivências com a linguagem escrita e cultura do
escrito. Uma caminhada tão valiosa como essa deve ser realizada em equipe por isso, a
instituição entendeu que era preciso ajustar um Projeto Institucional para alcançar essas
inquietações. Buscando atender as DCNEI’s (já citadas no presente documento), os
Critérios para Atendimento em Creches que respeitem os Direitos Fundamentais das
Crianças (2009)
/ Indicadores de Qualidade (2010) no que diz respeito à:
“Nossas crianças têm oportunidade de desenvolver
brincadeiras e jogos simbólicos; Nossas crianças têm direito de
ouvir e contar histórias; Nossas crianças têm livre acesso a
livros de história, mesmo quando ainda não sabem ler e Sempre
ajudamos as crianças em suas tentativas de compreender as
coisas e os acontecimentos à sua volta; A instituição expõe
fotos, imagens, obras de arte (gravuras, esculturas etc.) nos
agrupamentos””
Para iniciarmos nosso Projeto, nós fizemos a leitura do livro Letramento: um
tema em três gêneros, da autora Magda Soares que nos esclareceu sobre a perspectiva
sobre “letramento” e permitiu analisar nosso trabalho pedagógico, descortinando inúmeras
possibilidades. Também contamos com a presença da professora da RME Goiânia – Letícia
P. Barros, que tem experiência em Educação Infantil, e cursos na área de Alfabetização e
Letramento, Psicopedagogia e é orientadora do PNAIC. Ela nos orientou sobre práticas
ultrapassadas de alfabetização e enfatizou sobre o respeito ao tempo de infância das
crianças;
assim compreendemos quais práticas proporcionam a interação das crianças com o mundo
letrado e as possibilidades para o trabalho com letramento nesses agrupamentos.
Assim, nos planos de aula diários decidimos explorar atividades com os eixos de
oralidade, leitura e produção de textos escritos (coletivos, a professora atuando como
escriba da turma); considerando os sujeitos históricos e o tempo histórico; apreciação e
criação. Podemos considerar que por ora estabelecemos um esquema de princípios que
podem nortear nosso trabalho em um currículo em construção, partindo da concepção de
letramento que organizará o currículo, dialogando e articulando avaliação e planejamento.
Seguindo como referência a Proposta Pedagógica da RME – Infâncias e Crianças em Cena:
Por uma Política de Educação Infantil no Município de Goiânia (2012, p.53 e 54):
“[...] cada instituição deve construir o seu currículo, assim
como a sua PPP. Dessa maneira, a documentação pedagógica é
essencial para possibilitar a elaboração destes, pressupondo
toda a riqueza e complexidade que emerge das e nas relações
entre os diferentes sujeitos envolvidos nos processos de
aprendizagem e desenvolvimento das crianças. [...] Na
discussão sobre o currículo é importante ressaltarmos que ele
se destina a garantir que as crianças aprendam, desenvolvam,
socializem e afirmem-se humanas.”
Conforme ocorrerem as reuniões de planejamento semanal, faremos a leitura de
textos previamente selecionados e socializados, coerentes com a proposta da Rede.
Além das ações apresentadas também faremos atividades de registros que
possibilitarão o uso de vários gêneros textuais como: poesia, música e literatura e produção
de textos escritos.
Em 2015, com a chegada de livros literários do MEC, ao final de 2014,
organizamos o acervo e iniciamos a Roda Literária. A Roda Literária consiste em
proporcionar momentos em que as crianças possam escolher um Livro Literário e levar
para ler com a família em casa. O trabalho das professoras é primordial em todo esse
movimento: incentivar crianças e famílias a participarem da escolha e leitura dos livros e
outros acervos; realizar uma pré seleção dos livros; fazer a Roda sobre a história do livro,
oportunizando as crianças a contarem e socializar como foi esse momento. O papel das
famílias também é grandioso, que tem que ler com as crianças. Sem essa contribuição da
família a Roda Literária não acontece. Observamos o quanto esse ENCANTAMENTO tem
tocado em todos; notaram que os conhecimentos construídos e as interações valem à pena.
Isto sem falar nos brilhos dos olhos das crianças ao relatarem a convivência que tiveram
com as famílias e os livros. Em 2019, continuaremos com a proposta da Roda Literária, e
ampliaremos o acesso das crianças a outros tipos de acervos, como: letras de músicas,
obras de arte, poesias digitadas, imagens de esculturas, tirinhas de história em quadrinhos,
gibis, notícias de jornais, dentre outros a serem lidos / apreciados pelas crianças junto com
as famílias. As crianças continuarão levando toda sexta feira os livros ou outros acervos
para a casa, lerão com as famílias, devolverão na segunda e contarão como foi esse
momento, inclusive com a pseudoleitura da história / imagem / obra. Ainda em 2019,
recebemos a doação de vários livros de literatura infantil e juvenil de uma escola estadual,
assim tentaremos ampliar a Roda Literária para a participação das famílias, permitindo o
acesso delas a esses livros.
Assim, nos ensina a planejar e criar situações em que as crianças possam se
apropriar da cultura da leitura e da escrita de forma prazerosa. Algumas situações
propostas são: conhecer o livro “por fora” e “por dentro”; apresentar a capa do livro e
instigar as crianças a falarem o que pensam sobre a história através das ilustrações e do
título; ler e reler uma mesma história, com várias entonações de voz; conversar sobre a
história; conversar sobre a
estrutura da narrativa (característica do gênero textual); localizar palavras num texto; fazer
listas; ilustrar a história; ilustrar personagens; relacionar ilustrações e diálogos; escrever
palavras com alfabeto móvel; preencher lacunas; ordenar os diálogos / ilustrações na
sequência da história; relacionar os animais aos seus sons / características; produzir textos
coletivos; revisar coletivamente o texto produzido; criar um outro final para a história;
identificar palavras que rimam em textos poéticos; brincar com as rimas; criar outros
versos para o poema; ensaiar um recital de poesia; dentre outros.
Textos trazidos pelas professoras a serem trabalhados com as crianças pequenas:
Histórias Clássicas (Chapeuzinho Vermelho), Histórias com Repetição, Histórias de
Animais (Fábulas), Histórias com Acumulação (O Grande Rabanete), Histórias com
Engano (O gato de Botas, Os Sete Cabritinhos), Histórias com Cartas (Viviana, rainha do
Pijama), Poemas (A Arca de Noé), Canções (Quem canta seus males espanta), Parlendas,
Histórias Rimadas. Apresenta ainda um Caderno de Jogos de Linguagem e Jogos de Faz de
Conta, para incentivar o interesse e o prazer que as crianças têm pela linguagem.

6) AVALIAÇÃO:
Avaliaremos a partir da participação das crianças durante as atividades propostas,
através das rodas de conversa, dos jogos envolvendo o nome, listas, escrita espontânea,
leitura de cartazes, de livros, de gibis, de imagens, de obras de arte, dentre outros,
promovendo o acesso a diversos acervos. Averiguando se sabem o uso social dos diversos
gêneros textuais. Algumas atividades comporão o Portfólio de aprendizagem e
desenvolvimento da criança.

7) REFERÊNCIAS:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,
2002.
BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi. (org.) Ler e escrever na Educação Infantil:
discutindo práticas pedagógicas. 2ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Por amor e por força: rotinas na educação infantil.
Porto Alegre: Artmed, 2006.
BRASIL, Constituição da República Federativa do. Brasília: 1988.
, Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases n. 9394.
Brasília: 1996.
, Indicadores da Qualidade na Educação Infantil / Ministério da
Educação/Secretaria da Educação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009.
, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes
curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. –
Brasília : MEC, SEB, 2010.
, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. PNAIC. Básica. –
Brasília : MEC, SEB, 2013.
CAMPOS, Maria Malta. Critérios para um atendimento em creches que respeite os
direitos fundamentais das crianças. 6.ed. Brasília: MEC, SEB, 2009.
CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. 9 ed.
Petrópolis: Vozes, 2012.
GOIÂNIA, Prefeitura de, Secretaria de Educação. Infâncias e Crianças em Cena: por
uma Política de Educação Infantil no Município de Goiânia. Goiânia, GO, 2014.
JUNQUEIRA FILHO, Gabriel de Andrade. Linguagens Geradoras: seleção e articulação
de conteúdos em Educação Infantil. Porto Alegre: Mediação, 2011.
MARTINS, Raquel M. Fontes. Alfabetização e letramento na sala de aula. Belo
Horizonte: Autêntica, 2008.
MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Ed. Melhoramentos,
2012.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. 2ªed. São
Paulo: Cortez, 2005.
(org.) A criança e o seu desenvolvimento: perspectivas para se discutir a
educação infantil. 4ªed.São Paulo: Cortez, 2000.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Educação Infantil: saberes e fazeres da formação de
professores. Campinas: Papirus, 2008.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 4 ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2010.
. Alfabetização e Letramento. 6ª edição. São Paulo: Contexto, 2012.
VIGOTSKI, Lev & LEONTIEV, Alex & LURIA, Alexander. Linguagem,
Desenvolvimento e Aprendizagem. Tradução de Maria Pena Villalobos. 14ª Edição. São
Paulo: Ícone, 2016.

Também trabalhamos com o Projeto Horta, em parceria com a Gerpae / SME. O


objetivo é propiciar o contato das crianças com a natureza – terra, água, sementes, mudas;
diversificar o gosto por hortaliças, legumes e verduras; possibilitar o conhecimento sobre
as vitaminas e nutrientes presentes nesses alimentos; propiciar o plantio, colheita e o
experimentar os alimentos cultivados.
Trabalhamos também o Projeto “Educação para o trânsito”, parceria com a SMT,
que realiza ações relativas ao trânsito com o objetivo de conscientizar de forma lúdica o
respeito e a responsabilidade de cada um – condutores e pedestres – no trânsito. A
finalidade é conscientizar para um trânsito mais seguro e harmônico, que a criança possa
refletir como suas atitudes podem interferir positivamente e negativamente no trânsito da
cidade.
Pensar o processo de articulação entre a Educação Infantil com o Ensino
Fundamental pressupõe debates e tomada de decisões entre as duas instituições, lembrando
que ambas trabalham com infâncias. Na articulação entre Educação Infantil e Ensino
Fundamental observa-se uma prática dialética entre continuidade e descontinuidade que
afeta diretamente as crianças e requer reflexões e mudanças urgentes na postura dos
adultos: que eles sejam capazes de considerar e respeitar os direitos das crianças hoje e
agora, sem desencadear uma infantilização nas séries iniciais e nem ‘super-estimular’ as
crianças pequenas no CEI com a excessiva preocupação de ‘estar pronto para a escola’.
Precisamos destacar que ambas são instituições educativas e espaços privilegiados
que devem ter como foco as crianças e suas necessidades de vínculos afetivos, de cuidados
básicos de saúde, de brincadeiras, de valorização e ampliação das linguagens, que ao
considerar a ‘Zona de Desenvolvimento Proximal’ favorecem a constituição da
subjetividade e a ampliação de conhecimentos às crianças.
A autora Maria Tereza Gonzáles Cuberes propõe que a Educação Infantil ofereça às
crianças uma alfabetização ampliada, que seria incluir os textos (leitura e escrita) como o
aprendizado da língua, assim como números como o acesso ao conhecimento matemático.
Sintetizando, a Educação Infantil precisa ocupar-se de facilitar a apropriação e
a reconstrução de saberes e conhecimentos, missão que, conceitual e
filosoficamente, torna-se mais respeitável para todos. Por sua vez, as séries
iniciais poderão estender e complexificar aqueles processos previamente
encaminhados. Os docentes e os familiares irão gerando certas
descontinuidades que garantam o acesso aos bens e objetos culturais mais
distanciados do
doméstico. É tarefa adulta a alfabetização ampliada, na qual a língua, a
matemática, as ciências e a ética adquiram presença. Também será tarefa do
adulto introduzir os símbolos, as tradições, a expressão, e iniciar nas
brincadeiras, narrativas e músicas, assim como na criatividade. (idem, Revista
Pátio,1998)

As práticas pedagógicas, em ambas as instituições educativas, na Educação Infantil


e no Ensino Fundamental, exigem contextualizar, descontextualizar e recontextualizar
conhecimentos e saberes no intuito de favorecer o desenvolvimento integral das crianças
na construção de aprendizagens que tenham sentidos e significados.
A articulação entre a Educação Infantil e Ensino Fundamental exige coerência,
complementaridade, simultaneamente, o respeito, a escuta às convergências e divergências
entre os educadores de ambas as instituições que se farão presentes, portanto estudos e
pesquisas serão necessários entre todos os envolvidos.
Segundo a autora é preciso definir uma didática da articulação traduzida em um ou
mais projetos institucionais com o propósito de contribuir para a formação do pensamento
autônomo e crítico, incluindo orientações e concepções teóricas, tempos, espaços e
agrupamentos.
O objetivo é favorecer o processo de constituição e apropriação de conhecimentos
através de estratégias e situações de aprendizagens significativas para as crianças que terão
modelos educacionais mais complexos e exigentes. Ambas as instituições devem promover
esta articulação a partir de propostas centradas na ‘Zona de Desenvolvimento Proximal’
das crianças, através de intercâmbios que promoverão interação, cooperação, troca e
ampliação de conhecimentos e saberes em diferentes espaços (no CEI e na Escola).
Nenhuma destas instituições deve desconsiderar as ideias prévias das crianças, os
conhecimentos não científicos, pois estas podem responder as interrogações das ciências,
àquilo que ainda não se tem resposta. Por isto, tanto as crianças precisam de nossos saberes
quanto nós, docentes, precisamos reaprender os conhecimentos das infâncias e também
escutar e compreender suas vozes. Requer também que nós educadoras revejamos nossas
práticas pedagógicas a fim de consolidar atitudes e valores baseados na honestidade, na
transparência, no reconhecimento de ausências e até de falhas/erros/equívocos.
A articulação entre estas instituições demanda pensar também na organização de
tempos e espaços: de esforço, de prazer, de aprendizados, de brincadeiras, de vozes e
silêncios, de planejamento e estudo.
É preciso incluir neste debate a presença das famílias, cuja opinião deve ser
desvelada e revista, pois há uma tradição reproduzida que os agrupamentos EI-E e F
deveriam preparar a criança para o Ensino Fundamental, como podemos perceber também
nas falas de algumas educadoras em 2013, que precisamos ensinar as crianças a lerem e
escreverem, preparando- as para a escola. Desta forma, devemos adentrar
(...) na episteme (saber fundado, a debater, mas que permite superar a
ingenuidade e a ignorância). Será precisamente o domínio da episteme o que
permitirá seguir novos rumos, transgredir e gerar propostas mais científicas e
menos retóricas. Somente a partir dela saberemos ‘autorizarmo-nos’, fazermo-
nos autores de nossos próprios saberes e pensares. (idem)

Tanto a equipe do CEI, quanto da escola terão que encontrar formas de solicitar a
colaboração das famílias neste processo de apropriação e aquisição de conhecimentos
acerca da leitura, da escrita e da matemática, como forma de contribuir para tornar a
aprendizagem e o ensino de algo que está presente em nossa vida, na vida da criança e que
não tem sentido nenhum ignorarmos. Em fevereiro deste ano fizemos uma reunião com o
objetivo também
de esclarecer as famílias sobre o papel da Educação Infantil acerca do letramento e
alfabetização, utilizando as contribuições do PNAIC e solicitamos as contribuições das
famílias em relação a Roda Literária.
A articulação entre o CEI e a Escola exigirá reflexão e estudo constantes, pois ao
longo do caminho iremos nos deparar com divergências de opiniões, de ações/práticas e de
concepções entre os sujeitos das instituições. Porém não devemos nos esquecer que
estamos aprendendo também e assim os equívocos se apresentarão e precisarão ser revistos
e modificados a curto e longo prazo, dependendo dos desejos e condições teóricas de cada
sujeito envolvido.
Fizemos uma análise da importância de intensificar o trabalho acerca da cultura do
escrito, de forma significativa, e também relacionado às formas de sistematização pelas
crianças – o uso de diversos registros. Utilizando dos textos do PNAIC – Programa
Nacional de Alfabetização na Idade Certa e das contribuições de autores como Magda
Soares e Arthur Gomes de Morais, equipe diretiva junto com as educadoras iniciaram os
estudos na busca de ampliarmos nossos conhecimentos, na tentativa de minimizar
possíveis equívocos ao longo do caminho. Tentaremos proporcionar às crianças o acesso a
diversidade de gêneros textuais, incentivando-as a participarem e produzirem, respeitando
a especificidade de cada uma. Jamais numa perspectiva de preparação para o Ensino
Fundamental, mas no sentido de garantir este acesso às crianças das instituições públicas.
Desta forma, estaremos atendendo as reivindicações das famílias, e garantindo a qualidade
no atendimento que tanto nossas crianças merecem. Continuaremos promovendo esse
movimento, tornando mais acessível às crianças o Processo de Culturas Escritas.
Nosso objetivo não é a alfabetização das crianças, e sim a oferta desse contato com
o sistema alfabético de forma sistemática, na garantia de ampliação dos conhecimentos das
mesmas acerca do mundo letrado. Considerando também que estas são exigências feitas
destas crianças durante a Avaliação Institucional, que não aceitam mais as mesmas coisas.
Assim nos apoiaremos nos autores tratados a seguir.
Podemos notar que o termo utilizado pela autora ‘alfabetização ampliada’ tem uma
semelhança com o termo ‘letramento’ trazido e explicado por Magda Soares. Esta autora
retrata a necessidade do termo letramento pelo mau uso de muitos profissionais ao longo
da história acerca do termo alfabetização, reflexo das próprias mudanças sociais.
Alfabetização está sendo utilizado por muitos professores como ensinar apenas a codificar
e a decodificar signos; enquanto que o letramento seria a função social da escrita, para que
serve estes signos; seria uma alfabetização funcional, ou seja, a criança, indivíduo, ser
capaz de utilizar a leitura, a escrita e a matemática no seu contexto social. Para Magda
Soares é preciso letrar o indivíduo, ou seja, que ele seja capaz de usar socialmente a leitura
e a escrita. A prática deve ser diversificada em relação aos textos trabalhados, as
estratégias e as situações no intuito de promover a aprendizagem das crianças. A autora
traduz bem o significado de letramento a partir da poesia, a seguir:
“O que é letramento
Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade, nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão.
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente,
o tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.

É um Atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bula de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.
Magda Soares”

Luiz Percival Leme Britto reflete também sobre o trabalho das linguagens da escrita
e da leitura nas instituições de educação infantil. Ele ressalta que o desafio desta educação
está em proporcionar às crianças a participarem de forma crítica da cultura escrita.
“Cultura escrita implica valores, conhecimentos, modos de comportamento que não se
limitam ao uso objetivo do escrito.” (2005, p.15)
Para Britto, ler com os ouvidos e escrever com a boca é mais significativo para as
crianças da Educação Infantil do que a codificação e a decodificação voltada para o ensino
de letras. No CEI os agrupamentos realizam o trabalho envolvendo o letramento ou a
alfabetização ampliada, muitas situações propostas são contextualizadas, como por
exemplo, fazer a gelatina no refeitório junto com as crianças, registrar através do desenho e
da escrita a receita da gelatina, bem como fazer uma tabela representando as preferências
dos sabores pelas crianças.
Verificamos que nos deparamos com algumas situações em que há uma
preocupação excessiva de algumas educadoras do agrupamento EI-E e EI-F para com o
ensino de letras e números de forma mecânica e sem significado para as crianças, com a
única preocupação que as crianças memorizem estes símbolos. Uma das práticas que
observávamos era o ensino do alfabeto de maneira descontextualizada ou simplesmente
forçar um contexto com a intenção de ensinar letras soltas. O mesmo às vezes ocorre com
o letramento matemático, de forma distorcida ensina-se número por número, como se a
criança precisasse aprender o numeral ‘1’ antes do ‘2’, e assim por diante, fragmentando o
conhecimento. Diante destas circunstâncias, faz-se necessário estudar textos juntamente
com as educadoras, promovendo reflexões acerca da Cultura do Escrito, inclusive da
linguagem matemática, fornecendo subsídio teórico e prático. Continuaremos com estes
estudos, iniciando pelo estudo de trechos da nova proposta (2014) e aprofundando com
outros autores, defendidos pela Rede, como o PNAIC – Programa de Alfabetização na
Idade Certa.
A escrita e a leitura são muito mais que a codificação e a decodificação de
símbolos. São situações cognitivas complexas que requer a construção de vários
conhecimentos: para que serve a leitura, a escrita e a matemática; as relações estabelecidas
entre os símbolos e os desenhos; as diferentes formas de ler e escrever; os elementos que
compõem o texto (letras, palavras, signos linguísticos – sentido e significado) e sua
utilidade. É preciso na Educação Infantil aproximar a leitura, a escrita e a matemática às
crianças, o que pressupõe aproximá- las de algo que elas já conhecem, que fazem parte de
sua vida cotidiana e que lhes pode proporcionar experiências divertidas e gratificantes. E,
durante esta aproximação, há a necessidade de explorar o código, mostrar o traçado das
letras, nomeá-las, enfim oferecer- lhes estas informações de forma pertinente e adaptada às
suas necessidades, como ocorre com outros conhecimentos envolvendo outras linguagens.
Devemos estabelecer que a leitura, a escrita e a matemática tem lugar na etapa da
educação infantil, como as outras linguagens também. Há uma preocupação excessiva dos
adultos em relação ao letramento, fato de exigirem um resultado convencional das
crianças. Precisamos refletir que durante o processo de outras aprendizagens como a fala, o
movimento, o desenho, esta cobrança não ocorre, não há um excesso de expectativas. Da
mesma forma, deve-se dar o devido valor com relação a leitura, a escrita e a matemática,
que o adulto utilize com as crianças estas linguagens diariamente, fazendo com que elas
compreendam a função comunicativa, fomentando o prazer de ler e escrever. Na Educação
Infantil a preocupação deve ser com a Cultura do Escrito, que envolve letrar, alfabetizar,
incentivar a oralidade e a argumentação. Alfabetização está relacionado ao processo que o
indivíduo se apropria de uma outra linguagem, diferenciando-se da alfabetização stricto
sensu, que seria codificar e decodificar apenas (este não deve ser o objetivo da Educação
Infantil); enquanto que o Letramento são os usos sociais da leitura e da escrita.
Considerando todos estes autores, o CEI procura estabelecer uma articulação com
as Escolas Municipais Lorena Parque e César da Cunha Bastos, vizinhas, próximas à
instituição. Promovemos a visita das crianças à turma A do ciclo I destas escolas, às
quadras de esportes e ao parque de diversão, bem como à sala de leitura e ao ambiente
informatizado. Desta forma, é possível compartilhar tempos, espaços, situações de
aprendizagens, alcançando a intenção de favorecer a troca de conhecimentos entre as
crianças, assim como a ampliação dos mesmos. As crianças passam a conhecer os espaços
das escolas, diminuindo a ansiedade e o sofrimento delas.
Temos como utopia proporcionar momentos de estudo e troca de conhecimentos e
saberes entre as educadoras das duas instituições através de encontros de formação em
serviço para debater e encontrar estratégias juntas para resolvermos as questões cotidianas
educacionais relacionadas às crianças. Estes encontros ora seriam organizados pela equipe
pedagógica do CEI, ora pela escola, sobre angústias comuns a estas infâncias. Temas que,
inicialmente, nos instigavam, a ambos, que eram: importância da afetividade; letramento e
alfabetização; sexualidade infantil; e outros que surgirão no decorrer dos nossos estudos.
Apesar da não concretização de algumas destas ações, continuaremos propondo a
continuidade do diálogo com a equipe das Escolas Municipais Lorena Park e César da
Cunha para promover esta articulação, tentando alcançar nossas metas.
Em 2019, organizaremos visitas e momentos, junto com equipe gestora destas
escolas, para juntos planejarmos as ações, com o objetivo de proporcionar às crianças mais
visitas e contato com as Escolas no decorrer de todo ano letivo, como forma de melhorar
essa articulação.
Promoveremos outros encontros com as famílias, buscando compreender a
educação que as famílias desejam, e ás vezes exigem, que o CEI ofereça às crianças,
explicitando a diferença entre as duas esferas educacionais, esclarecendo que uma (a
escola) complementa
a outra (o CEI) e que cada um assume a sua importância na contribuição para o
desenvolvimento integral de cada criança, inclusive a educação dada pela família. Todos
estes sujeitos (famílias e profissionais da escola e do CEI) devem ter clareza que as
crianças são pessoas que têm direitos pelo que são hoje e não pelo que serão no futuro.
Esta máxima nos acompanhará este ano durante nossos momentos de estudo e troca, para
que possamos internalizá-la.
No decorrer do ano convidaremos a turma A do Ciclo I (alunos destas escolas que
em sua maioria foram nossas crianças no ano anterior) para participarem conosco de
eventos que por ventura tratarem de assuntos/conhecimentos comuns a ambas instituições,
bem como participaremos também de eventos promovidos pelas escolas: passeatas,
passeios, manifestações, etc.
O CEI entrega às crianças que completaram seis anos, suas famílias e às escolas
toda a documentação da criança. Em 2019, continuará realizando esta entrega, conforme
determinação da DIREDU/SME. Entregamos também os Portfólios que apresenta a criança
e o seu desenvolvimento, seus avanços, suas habilidades, seus conhecimentos, bem como
conhecer mais um pouco sobre a prática das educadoras e o trabalho com as múltiplas
linguagens. Isto se faz importante, para as professoras das escolas respeitarem a criança
reconhecendo-a como sujeito ativo, com singularidade e ritmo próprio, o que deve ser
considerado no processo de ensino aprendizagem; e também para incentivar cada escola
em relação às práticas de valorização, de respeito, de escuta, de afeto, de diálogo, de
brincadeiras, de cuidados e educação às crianças favorecidas no CEI. Enfim, que ambas as
instituições valorizem e respeitem o tempo de infância, não negando às crianças aspectos
que fazem parte da infância.
Devemos pensar ações conforme o conhecimento da nossa realidade, e esta vem da
Avaliação Institucional Qualitativa, que considera significativa nossa reflexão e mudança,
em prol da criança, tornando esta escuta em ações que realmente transformem os
equívocos. Observamos o quanto as crianças têm a nos dizer e o quão é importante escutá-
las para detectar os problemas. Após detectar os problemas devemos modificar em prol da
garantia dos direitos às crianças.
Assim podemos analisar e refletir sobre algumas posturas inadequadas de algumas
profissionais. O processo de avaliar é muito válido já que refletimos posturas pedagógicas
pautadas na observação, no registro e na interpretação da própria equipe.
A partir da Avaliação Institucional 2018, construímos conjuntamente o Plano de
Ação de acordo com a realidade observada, tanto pela equipe pedagógica do CEI, quanto
pelas crianças e com a participação das famílias. Plano de Ação são os meios, passos e os
instrumentos, que serão utilizados pelos diferentes sujeitos para o alcance dos objetivos, no
intuito de superar as dificuldades encontradas no contexto educacional. Separamos essas
ações, apenas didaticamente, em três subitens: Ações envolvendo todos os sujeitos, Equipe
Diretiva, os Profissionais, as Crianças e as Famílias. Essas ações foram elencadas pela
equipe durante a reunião de planejamento mensal de fevereiro, em pequenos grupos, a
partir da análise da Avaliação Institucional 2018, de ações elencadas no ano anterior e de
vivências até o momento no CEI.
Veja o Plano de Ação, realizado com a participação de toda equipe, seguindo
orientação da Gerência de Educação Infantil, da Coordenadoria de Educação Jarbas Jayme,
de acordo com os indicadores:
104

104

PLANEJAMENTO ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES

Problemática/ Objetivos Ações Prazos Responsáveis Resultados Redimensiona


me nto da ação
Necessidade alcançados

Nossas Educação As Durante o ano Equipe Docente

crianças professoras
aprendem Ambiental sobre a elaborarem ações para

a
observar, amar preservação revitalizar,
e
da organizar,
preservar a natureza; dinamizar os
natureza; espaços
verdes da
instituição
(canteiros, horta
e
jardins).

Os adultos Ampliar Estudar a brincadeira Durante o ano Equipe Docente


também propõem nos aspectos: uso dos
brincadeiras o brinquedos e
repertório o
às crianças; de brinquedo
brincadeiras
dirigidas e como
motoras, e facilitador
resgatar
as da brincadeira.
brincadeiras
Ressignificar o
tradicionais;
104

momento de livre
escolha das crianças.
Adquirir kits com
brinquedos

(kits médicos,
casinhas,
105

bolas, petecas, cordas,


elásticos, mini
bonecas e carrinhos).

As crianças pediram
para adquirir os
seguintes brinquedos:
helicópteros,
carrinhos de controle
remoto,
retroescavadeira,
trator e patrulha
canina.
Reservamos Garantir um lugar O Salão está molhando Em fevereir e Conselho Gestor e
espaços o
livres cobertos para para brincar em em dias de chuva. É mar Equipe Diretiva
dias ço
atividades físicas de preciso fazer
em a
chuva,
dias de chuva; preservando manutenção no
telhado;
a
integridade duas salas estão com

física
das crianças goteiras; fazer
os
reparos necessários
com
o uso da verba
do
Programa Escola Viva;
106

Nossas crianças Garantir um O terreno baldio ao Durante o ano Equipe


têm direito de lugar para brincar redor do CEI está
correr, pular e nas proximidades impossibilitado para Diretiva,
saltar em espaços do CEI, as crianças usarem, Prefeitura
amplos na creche preservando a cheio de cacos de de
ou nas suas integridade física vidros, entulhos, Goiânia
proximidades; das
podendo e
crianças. ocasionar inclusive Comunida
Proporcionar a criadores do mosquito de
criança a Aedes Aegipty; Educacion
liberdade de ir e al
Equipe Diretiva
vir
enviar oficio pedindo
a limpeza e
manutenção do lote.

Conscientizar as
crianças e a
comunidade da
importância da
limpeza e preservação
do lote evitando
doenças como
dengue, zika,
chicungunha, tétano,
etc.
Comemoramos os Valorizar a Organizar Durante o ano Equipe Docente e
aniversários individualidade
de cada criança e a Equipe Diretiva
de nossas comemoração
crianças. A
dos
107

instituição celebrar aniversariantes uma


vez a cada três meses.
está sempre de seu aniversário.
portas abertas Aumentar

para a
comemorar participação

os aniversários da
família

na
instituição.

Proporcionar

as
crianças

a
convivência

com diferentes
idades.
Atividades Garantir às Organizar na área Durante o ano Auxiliar de
no crianças que não externa – quadra e
Momento querem dormir parque brincadeiras atividade
Intermediário: ou que para as crianças que Educativa do turno
área acordaram mais acordaram mais cedo
externa – Quadra cedo atividades ou as que não querem Vespertino e
e Parque com envolvendo as dormir durante o
todas as crianças brincadeiras e Momento Coordenação
que interações na Intermediário.
não área externa.
dormiram
ou
acordaram

mais cedo.
Aprendemos a Respeitar Formação com leitura Durante o ano Equipe Docente
lidar com crianças de texto e
mais agitadas e e informações sobre
ativas sem compreender a crianças agitadas;
discriminá-las ou individualidade
de cada Esclarecer sobre a
puni-las;
concepção sócio -
criança,
oferecendo
108

atividades e histórica, e a
temas concepção de criança
significativos que e infância com
envolvam essas
crianças de alguns
forma atrativa. profissionais,
para
superar

práticas
comportamentalistas /
behavioristas.

Convidar as famílias
para encontros /
reunião sempre que
necessário.
Mantemos fora do Garantir Profissionais Durante o ano Equipe Diretiva
alcance das guardarem
a Equipe
crianças produtos corretamente
segurança Administrati
potencialmente
os produtos de va
perigosos;
das crianças. limpeza e higiene nos
Equipe Docente
lugares adequados, a
fim de evitar perigo
às crianças.
Nossa creche Valorizar Expor nas salas e Durante o ano Equipe Diretiva
sempre tem corredores
periodicamente Equipe Docente
trabalhos as trabalhos realizados
realizados pelas aprendizagens e na turma – Painel /
crianças produções Mural;
infantis,
em exposição; demonstrando Realizar Mostra
para as famílias de
as vivências Trabalhos
Pedagógicos
109

proporcionadas no Semestralmente e
CEI convidar as famílias
para a culminância
dos Projetos de
Trabalho nos
agrupamentos.
Conscientizar as
famílias da
importância da
valorização
dos trabalhos
das crianças (cartazes,
livros, textos,
portfólio,
apresentações...)
Procuramos Evitar acidentes, Nas Durante o ano Equipe
garantir o acesso garantindo a
seguro das integridade física proximidades faltam Diretiva,
crianças à creche e das placas de trânsito Prefeitura
garantir que as – faixa de pedestres, de
crianças fiquem crianças, famílias redução de Goiânia
afastadas do e velocidades, enviar
profissionais. ofícios e
portão para evitar
de Comunida
que alguma saia e
solicitação, fazer de
gere transtornos e
abaixo assinado para Educacion
acidentes.
que as autoridades al
competentes,
cumpram suas
obrigações;
Deixar uma ficha No portão deve
no sempre
portão com nomes haver um
dos responsáveis funcionário
que responsável pela
entrada
110

virão buscar as e saída das pessoas,


crianças. que esteja
exclusivamente
designado para essa
função.

Continuar na chegada
dos passeios, após o
horário as crianças
entrarem pelo portão
da quadra e as
famílias aguardarem
no portão de entrada,
para evitar tumulto na
porta do ônibus, os
pais pegando e as
professoras ficam
atordoadas com o
movimento, sem
saber quem está
levando os filhos;

Haver concordância e
cuidado entre os
auxiliares a fim de
evitar que crianças se
aproximem do portão,
evitando saídas
bruscas.
111

Não reprimimos a Proporcionar Esclarecer Durante o ano Equipe


curiosidade sexual um aos
diretiva e
das crianças; ambiente profissionais acerca
saudável para da curiosidade das Equipe
que as crianças crianças com o
possam corpo, Docente
principalmente
expressar suas relacionado à
curiosidades, e sexualidade: propôr
construir estudo de textos para
sua compreender e saber
identidade lidar com
sexual. essa
Esclarecer de curiosidade,
forma clara sobre
todos as sexualidade, questões
curiosidades de gênero,
apresentadas.
evitando sexismo e
preconceito;
Nossas crianças, Trabalhar Trabalhar com as Durante o ano Equipe
negras e brancas, diversas culturas por
aprendem a gostar e meio de projetos de diretiva e
de seu corpo e de valorizar trabalho e / ou Equipe
sua aparência e as institucional.
respeitar as relações Docente
Planejar atividades
diferenças entre
étnicas, envolvendo as
elas.
conhecer a questões
diversidade
étnica
respeitando-a.
112

raciais, de
gênero,
dentre outros;

Nossas crianças, Apresentar as A instituição respeita Durante o ano Equipe


de todas as idades, crianças a grande e cumpre a Lei da
diretiva
participam diversidade da laicidade, portanto
cultura brasileira, não impomos e nem Equipe
de respeitando toda expressamos nossas
comemorações e crença religiosa. crenças religiosas às docente
festas tradicionais crianças;
da cultura
brasileira:
carnaval, festas
juninas, natal,
datas especiais de
nossa história;
Nossas crianças Manutenção Manutenção Imediato Equipe Diretiva
têm direito a
da do Equipe Docente
banheiros limpos e
em bom limpeza e funcionamento dos
Equipe
funcionamento; preservação banheiros superiores,
Administrati
bem como
da saúde das va
acompanhar as
crianças crianças ao banheiro
para evitar que elas
joguem brinquedos
nos vasos

sanitários, entupindo-
os e
orientando quanto
ao
desperdício de
água,
113

sabonete e papel
higiênico;

Porteiro servente
manter os banheiros
limpos

Limpeza dos
Banheiros e dos
Espaços externos de
forma intensificada;
Acompanhamos o Acompanhar as Professoras Durante o ano Equipe docente
crescimento e o crianças e planejarem atividades
desenvolvimento observar seu mensais para
físico das desenvolvimento acompanhar o
crianças; crescimento

físico (peso, altura) e


desenvolvimento das
crianças;
Incentivamos Participação das Profissionais orientar, Durante o ano Equipe
crianças nas incentivar as crianças administrati
a ações cotidianas maiores a recolherem va
participação zelando pela o excesso de comida
Equipe
das limpeza e ou sobras que ficam
crianças organização do na mesa; Docente
espaço
Adquirir Conselho
Gestor
na arrumação das um
mesas e dos forro/cobertura
utensílios, antes e
após as refeições;
114

plastificada para as
mesas

Manipuladores de Propiciar Crianças querem Durante o ano Manipuladores


alimentos fazem refeições e comer alimentos
comidas que as receitas diferenciados: de alimentos
crianças não conforme pedido lasanha, batata frita,
Equipe
gostam das crianças, em carne assada, bolo de
conformidade chocolate, ovo e pão diretiva
com as de queijo no café da
orientações da manhã, gelatina, Equipe
nutricionista da docente
Gerpae. picolé, morango,
pêra, uva e sorvete
Informar Promover a A professora/auxiliar Durante o ano Equipe
Comunicação de responsável pela
quando docente
ocorrências com criança repassar para
ocorre a criança à quem entregar a Equipe
família. criança, anotar
brigas
sempre esse tipo de diretiva
machucados,
acontecimento no
quedas e estresse
caderno de
da criança, em que
intercâmbio
apareceu algum
(Ocorrências). Relatar
sinal ou marca.
na ficha de
ocorrências com
assinatura dos
responsáveis.
As Organização As famílias Durante o ano Equipe docente
enviar sacola
roupas e Famílias
plásticas
bagunçadas autonomia todos
na em
115

mochila e trocas de manusear dias para guardar a


roupa roupa suja e toalha.
seus pertences
As famílias devem
escrever o nome em
todos os pertences das
crianças.

As professoras
devem orientar o
manuseio das
mochilas.
O portão da entrada Garantir Construir um toldo ou Imediatamente Conselho Gestor

a
sem cobertura acessibilidade cobertura em cima do
em
e
dias de chuva conforto portão de entrada e
saída
das
crianças e das crianças
famílias
Famílias pediram Ampliar Realizar junto as Bimestralmente Equipe
para enviar tarefas famílias
o Docente
para casa algumas
repertório propostas de Equipe
atividades,
de conhecimento
questionários, Diretiva
das crianças entrevistas, Famílias

pesquisas, dentre
outros.
Todas as crianças Despertar um Ciclo de palestra para Ao longo do ano Equipe
são respeitadas olhar sensível para trabalhar situações de letiv
gestora
em sua as conflitos
individualidade, individualidades, vivenciadas; Equipe
respeitando as
crianças em docente
seu
116

independente de tempo e Formação continuada


sua postura/atitude; suas sobre a proposta da
especificidades; rede e concepção de
criança e infância.

Os conflitos que Resolver Direção cobrar da Ao longo do ano Equipe e


surgem no grupo SMEE as letiv
se resolvem com os substituições das gestora
um diálogo aberto conflitos professoras que profissionais
e franco. ficam de atestado
que surgem na
médico e licença;
relação
(famílias reclamaram
adulto- adulto, dos déficits de
principalmente profissionais e da
relacionado a falta de substitutos.)
sobrecarga

de trabalho.
Diálogo aberto entre
professora e auxiliar
nas reuniões

de
planejamento

por
117

agrupamento,
promovendo

momento de auto-
avaliação;

Estudos de
documentos sobre os
direitos e deveres

dos
profissionais.

Ações

que
proporcionam a
integração do grupo,
como: textos
reflexivos, palestras e
dinâmicas.

Adequar o
atendimento das
crianças a realidade
da instituição.
As Que as famílias Instigar os pais a Ao longo do ano Famílias
conheçam e participar dos projetos
famílias Equipe diretiva e
colaborem com de trabalho, das
conhecem e as deliberações reuniões por docente
colaboram com a legais que agrupamento, das
instituição no que festividades
diz respeito forem (Festa
às Cultural e Festa
deliberações da
legais
118

ou, coletivame Família), da oficina


nte da horta, dos Projetos
coletivamente acordadas; de Trabalho, enfim do
acordadas; trabalho realizado na
instituição;

Socializar com as
famílias o trabalho
realizado na
instituição com as
crianças através dos
Paineis / Murais e
mídias sociais;

Os profissionais Ampliar Propomos Ao longo Equipe


da educação os
estão conhecimentos para do Ano docente
sempre atentos aos prévios ampliação
letivo. Equipe
conhecimentos das
do conhecimento
expressos crianças, diretiva
científico com as
pelas ressignificando-
crianças por meio dos
crianças, suas os e
Projetos
ideias,
transformando Institucionais
pensamentos,
em “Encantamento” e
hipóteses,
conhecimentos “APCEI” e através de
questionamentos,
científicos; Projetos de Trabalho
produções e fazem
importantes (no mínimo um
mediações, projeto por
baseadas nos Conscientizar a agrupamento por
equipe turno por semestre);
conhecimentos
pedagógica
reconhecendo-se
119

científicos como
pesquisadores
que possuem e A equipe pedagógica,
despertando
que possibilitam às nas atribuir importância a
crianças ampliar pesquisa científica,
os seus crianças, a trazendo livros,
conhecimentos; prática da revistas, mídias e
internet, levando a
pesquisa criança a
científica; compreender-se
também como
pesquisador. Evitar
respostas prontas e/ou
mesmo ignorar os
questionamentos das
crianças;

As professoras
trazerem situações

desafiadoras,
instigantes
que
despertem nas
crianças o interesse de
conhecer e pesquisar
situações que fazem
parte do cotidiano
aprofundando
conhecimento
científico;
120

Professoras
ressignificarem

suas práticas com o


trabalho com projetos
e com os Portfólios.

Os profissionais Oportunizar as Equipe gestora junto Ao longo do ano Equipe diretiva,


da educação crianças com o Conselho
Docente e
propiciam às vivencias Gestor realizar
crianças conhecer culturais como Passeios para ampliar Conselho Gestor
e vivenciar roda de capoeira, o acesso cultural das
diversas teatro, cinema, crianças;
experiências com música, dança,
Equipe
a cultura na entre outros
instituição e em dentro
docente organizar
diversos espaços
cotidianamente
da cidade (roda de da
momentos
capoeira, teatro, instituição e em
outros espaços;
culturais com dança,
cinema,
contação de histórias,
música,
teatro, entre outros,
envolvendo as
dança, contação
crianças e a equipe de
de histórias etc.);
profissionais;
Proporcionar
materiais que
estimulem a
imaginação das
crianças nos diversos
momentos.
121

A instituição Garantir Coordenadoras e Ao longo do ano Equipe diretiva e


realiza os professoras: cumprir docente
planejamentos os encontros os horários acordados
semanais e semanais e para as reuniões de
mensais; mensais de planejamento coletivo
planejamento de (regentes e
forma que auxiliares), para não
sobrecarregar as
aconteçam
profissionais que
de estão acompanhando
acordo com as as crianças durante as
datas previstas atividades;
nos datas
Coordenação
e ações Pedagógica priorizar
mensais para os momentos
melhoria na
qualidade de
do trabalho planejamento
pedagógico.
por agrupamento de
forma a garantir o
cronograma no datas
e ações mensais;
Os planos diários Professoras Equipe Pedagógica se Ao longo do ano Equipe diretiva e
são elaborados entregar o organizar para
com antecedência, planejamento garantir a entrega docente
antecipada do
no
122

tornando possível dia da plano propiciando a


à coordenação semana análise do mesmo,
apreciá-los, acordado conforme cronograma
discuti- los com os previamente pela coordenação,
profissionais e junto a para que consiga
fazer proposições coordenação analisar e repassar as
antes que sejam pedagógica. orientações em tempo
colocados em hábil;
Através de jogos
prática;
e brincadeiras, Coordenação registrar
Garantir buscar viabilizar no instrumento de
a interação e acompanhamento de
no planejamento cooperação. entrega desses Planos
atividades diários
compatíveis
pelas
com todos professoras;
agrupamentos
durante Buscar

os planejar momentos de
Momentos interação entre as
coletivos, de livre turmas;
escolha das
crianças.
Os educadores Analisar e Professoras Ao longo do ano. Equipe
têm o hábito de refletir refletirem
diretiva
analisar todos os diariamente as diariamente sobre o
dias as ações ações planejadas planejamento e Equipe
planejadas, e registrarem às
docente
verificando e adequações
fazer as necessárias;
registrando as adequações
adequações que quando Realizar a roda de
se necessárias; avaliação do
período
123

fizerem para que a criança


necessárias possa se avaliar e
durante o avaliar o que foi feito
desenvolvimento no dia.
das

atividades
propostas.
Os arranjos Professoras Substituir telha e Ao longo do ano. Equipe docente
espaciais móveis renovar os cumeeira na
arranjos Cobertura da Quadra;
são modificados espaciais com as
sempre que Refletimos
crianças,
necessário para
mantendo esse da
atender
ambiente necessidade
ao atrativo e de
planejamento promovendo a estruturar os espaços
físicos como fazer
e aprendizagens; reparos e pintar a
situações casinha, colocar toldo
Estimular a
no parquinho próximo
de aprendizagens ao salão para que as
criatividade e
proporcionadas crianças
autonomia das
às crianças; explorem outros
crianç espaços em dias de
A importância da
chuva.
produção das

crianças

harmonização das

sala
Planejar e realizar
com as crianças a
confecção de móbiles
e estar
124

atento às
questões
estéticas das salas;

A instituição Incentivar Promover momentos Ao longo do ano Equipe docente


expõe fotos, e planejamentos
a
imagens, obras de envolvendo a
arte (gravuras, criatividade exposição de fotos,
esculturas etc.) e imagens, obra de arte,
nos agrupamentos; autonomia entre outros no
das agrupamento e
crianças e em
propiciar o outros espaços –
acesso a Painel / Mural;
diversidade
cultural.
Contemplar

nos planejamentos
apreciação de arte e o
fazer artístico;
A instituição se Usar os recursos Renovar a decoração Ao longo do ano Equipe
preocupa com da sala, expor os
cores, iluminação e da instituição, na trabalhos com docente e
ventilação projetos, preocupar Equipe
(cortinas, com a estética
dos diretiva
125

móbiles, perspectiva de cartazes

arranjos aéreos); valorizar as expostos,


colocar enunciados,
produções e projet
turno, nome,
trabalho objetivos nas
significativo
atividades expostas,
para as crianças. trabalhar para que as
crianças não
estraguem ou
arranquem os cartazes
e enfeites das portas
e salas;
conscientizar

os profissionais disso;

Expor mais os
trabalhos das crianças
pela instituição –
Painel / Mural;

Promover a
participação das
crianças na
organização

e
ornamentação

dos espaços;

É preciso
conscientizar
às crianças na
conservação
desses
126

trabalhos, objetos e
outros;

As crianças Tentar visualizar Pintura ou cobertura Ao longo do ano Equipe


pediram que os dos móveis com tintas
possibilidades diretiva
móveis, cadeiras e ou adesivo
mesas fossem para Equipe
colorido
coloridos.
cololorir os docente
móveis e
Conselho Gestor
objetos.

Famílias disseram Manter a Melhorar a limpeza Ao longo do ano Equipe diretiva


que a limpeza dos da área externa e dos
limpeza dos Equipe docente
espaços brinquedos em geral.
espaços. (varrer o espaço do Equipe de
está precária, parquinho, casinha e
péssimas. área externa e lavar os limpeza
brinquedos da área
externa). Limpar os
bancos e mesas.

A instituição se Manter a limpeza Profissionais da Durante o ano Porteiro-servente


preocupa com a limpeza disponíveis
limpeza do refeitório. nos horários das
refeições no refeitório
do Estimular as
para auxiliar
refeitório. crianças
na limpeza caso
ocorra
127

a manter a um infortúnio da
criança derramar ou
limpeza deixar cair o
também. alimento.
Famílias disseram Viabilizar o Promover planos e Durante o ano Equipe
que desconhecem projetos e também nas
a rotina da acesso das reuniões o acesso diretiva
instituição, famílias a tais destes documentos Equipe
desconhecem o para as famílias.
cardápio, informações docente
projetos,
conhecimentos e
os espaços.
Acúmulo de sujeira Promover a Limpar as calhas, Durante o ano Equipe diretiva
e folhas nas calhas. para evitar o acúmulo
limpeza das de água. Conselho gestor

calhas.
128

PLANEJAMENTO DA AÇÃO EDUCATIVA E PEDAGÓGICA


Planejamento
Problemática/Necessidade
Descrever neste item uma ou mais
problemáticas e/ou necessidades Objetivos Prazos
Ações Responsáveis
elencadas como prioridade pela Escrever o que se pretende alcançar com a Localizar, temporalmente, o período
Expor o que a instituição educacional pretende realizar Nome dos sujeitos
instituição para implementar a implementação das orientações para que as ações deverão ser realizadas,
de forma concreta. envolvidos nas ações.
Documentação Pedagógica proposta documentação pedagógica em 2019. definindo os meses de sua execução.
para 2019.

INCLUIR NO PLANO DIÁRIO  GARANTIR O 1) LEITURA DO DOCUMENTO  REUNIÕES DE PROFESSORES,


O PLANEJAMENTO PARA OS PLANEJAMENTO DAS “DOCUMENTÇÃO PEDAGÓGICA DA PLANEJAMENTO NO AUXILIARES E
MOMENTOS DE BRINCADEIRAS DO EDUCAÇÃO INFANTIL DA RME DE INICIO DO ANO EQUIPE DIRETIVA.
BRINCADEIRAS LIVRES MOMENTO COLETIVO GOIÂNIA 2019, NO QUE CERNE AO LETIVO
(MOMENTO COLETIVO), NO PLANO DIÁRIO. PLANEJAMENTO DA AÇÃO (JANEIRO/FEVEREIR
TAMBÉM CHAMADO, DE  EFETIVAR O ADULTO EDUCATIVA E PEDAGÓGICA; O). REFERENTE AS
ACORDO COM A BRINCANTE, OS 2) REFLEXÃO SOBRE COMO QUESTÕES 1, 2 e 3.
DOCUMENTAÇÃO MATERIAS, OS OCORRERAM AS BRINCADEIRAS  ESTUDAR TEXTOS
PEDAGÓGICA, MOMENTO ESPAÇOS E AS NO MOMENTO COLETIVO NOS NAS REUNIÕES DE
DIRECIONADO E DE LIVRE INTERAÇÕES PARA ANOS ANTERIORES; ESTUDO DURANTE A
ESCOLHA. ESSA BRINCADEIRA 3) ALTERAR/INCLUIR COM O QUINZENA DOS
DIRECIONADA OU COLETIVO O FORMULÁRIO DE MESES DE JANEIRO A
LIVRE. PLANEJAMENTO DIÁRIO (TRAZER MARÇO. REFERENTE
SUGESTÃO PARA APRECIAÇÃO); A QUESTÃO 4.
4) ESTUDAR TEXTO SOBRE  DURANTE TODO O
BRINCADEIRAS (brincadeiras DECORRER DO ANO
direcionadas: resgate folclórico, jogos, LETIVO. REFERENTE
faz de conta, parque); A QUESTÃO 4.
5) ANÁLISE DOS PLANEJAMENTOS
PELAS COORDENADORAS E
DEVIDA ORIENTAÇÃO;
129

RELATO DO PROJETO DE TRABALHO


Planejamento
Problemática/Necessidade
Objetivos
Descrever neste item uma ou mais
Escrever o que se
problemáticas e/ou necessidades Prazos
pretende alcançar com a Ações Responsáveis
elencadas como prioridade pela Localizar, temporalmente, o período que
implementação das Expor o que a instituição educacional pretende realizar de Nome dos sujeitos
instituição para implementar a as ações deverão ser realizadas, definindo
orientações para forma concreta. envolvidos nas ações.
Documentação Pedagógica proposta para os meses de sua execução.
documentação pedagógica
2019.
em 2019.
OS PROFISSIONAIS GARANTIR NO 1) RETOMAR COM A EQUIPE OS - NAS REUNIÕES DE - EQUIPE DIRETIVA
REALIZAREM O REGISTRO PLANEJAMENTO ESTUDOS ENVOLVENDO PROJETOS DE PLANEJAMENTO MENSAL
REFLEXIVO COM O OLHAR DA AÇÃO TRABALHO; (FEVEREIRO E MARÇO).
ATENTO ÀS PERCEPÇÕES EDUCATIVA E 2) CONSTRUIR UM INSTRUMENTO DE REFERENTE A QUESTÃO 1, 2 E 3.
SOBRE O INTERESSE, PEDAGÓGICA O REGISTRO DO PROCESSO DE REALIZAÇÃO
NECESSIDADE E TRABALHO COM DO PROJETO;
CURIOSIDADES DAS CRIANÇAS PROJETO. 3) CONVIDAR AS PROFESSORAS
PARA OS PROJETOS DE POLIANA (CMEI CECÍLIA MEIRELES) E
TRABALHO. CELMA (CMEI GOIÂNIA VIVA) PARA
DIALOGARMOS SOBRE PROJETOS - AO LONGO DO ANO.
TRABALHO (DESDE A ESCUTA DAS REFERENTE A QUESTÃO 3. - COORDENAÇÃO
CRIANÇAS A SOCIALIZAÇÃO COM AS
FAMÍLIAS);
4) ACOMPANHAR O PLANO ANTECIPADO E O
REGISTRO REFLEXIVO DOS PROFISSIONAIS.
TODOS OS AGRUPAMENTOS, REALIZAR PELO 1) COORDENAÇÃO - AO LONGO DE CADA - COORDENAÇÃO.
NOS DOIS TURNOS, MENOS UM ACOMPANHAR O PERCURSO DO PROJETO SEMESTRE. REFERENTE A
REALIZAREM PELO MENOS UM PROJETO DE DESDE O ESBOÇO, DESENVOLVIMENTO E QUESTÃO 1.
PROJETO DE TRABALHO POR TRABALHO POR SISTEMATIZAÇÃO; - AO FINAL DE CADA PROJETO _ EQUIPE DIRETIVA E
SEMESTRE. SEMESTRE. 2) SOCIALIZAR COM A COMUNIDADE A DE TRABALHO REFERENTE A EQUIPE PEDAGÓGICA.
SISTEMATIZAÇÃO COM O RELATO DO QUESTÃO 2.
PROJETO DE TRABALHO.
130

PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Planejamento
Problemática/Necessidade Objetivos Ações Prazos Responsáveis
1) Como garantir a participação 1) Apresentar e ouvir sugestões junto a 1) Apresentação, escuta e escolha 1) Fevereiro/março. Equipe diretiva
das famílias, crianças e equipe pedagógica sobre os formulários sugestões junto a equipe pedagógica Ao longo do ano Equipe docente
professores na construção da de participação da família na sobre os formulários de participação Famílias
identidade e apresentação da apresentação da criança. com retomada da ficha diagnostica.
criança da turma? 1) Retomar a ficha diagnóstica da 1) Elaboração do questionário de
criança turma para a construção do entrevista com a criança junto ao
perfil, apresentação e identificação da grupo.
criança e da turma. 1) Ressignificar o perfil da turma para
1) Proporcionar a participação da a apresentação da turma no portfólio.
criança por meio de entrevista na
construção da sua apresentação.
2) Como garantir no 2) Construir bimestralmente as seleções, 2) Trazer sugestão de etiqueta com o 2) Janeiro/Fevereiro
planejamento e no decorrer do análises e registros. nome do sujeito (família, criança e Ao longo do ano
ano letivo o tempo para 2) Personalizar as etiquetas (com a escolha professora) que realizou a escolha.
selecionar, retomar e analisar dos sujeitos) e identificação da instituição. 2) Buscar coleta de informações,
2) Estudar sobre o uso de materiais
as atividades? apreciação de outros portfólios que
tridimensionais no portfólio das crianças
menores.
contemplam o uso de materiais
2) Garantir no calendário anual e tridimensionais.
informativo 2019 as datas previstas para 2) Organizar o calendário anual
seleção, análise e registros dos portfólios. contemplando as datas para seleção
das atividades.
131

PAINÉIS/MURAIS
Planejamento
Problemática/Necessidade Objetivos Ações Prazos Responsáveis
Todos os agrupamentos fazer Socializar as aprendizagens com as - Definir com o coletivo a Na reunião de Equipe diretiva
painéis/ murais e expor nos crianças e a comunidade. periodicidade da confecção e da planejamento inicial Professores
espaços externos do CEI exposição; (Janeiro). regentes e
(salão, corredores, refeitório, - Estudo do documento no item auxiliares.
quadros da entrada e escada). painéis/ murais.
132

4.3. Formação Continuada


A formação dos profissionais do CEI ocorrerá conforme orientação da Proposta da
Rede / 2014, àquelas realizadas pela GERFOR – Gerência de Formação dos Profissionais
da Educação – e cotidianamente na instituição, pois:

“A formação continuada é um direito do trabalhador e diz respeito ao seu


desenvolvimento profissional que se dá após a formação inicial, articulada ao seu
campo de atuação. É um processo complexo e está relacionado às condições dos
profissionais, ao seu contexto de vida, ou seja, a fatores sociais, políticos,
pessoais e familiares. A formação continuada, no campo educacional, tem a
prática pedagógica como elemento central, por ela ser a mobilizadora dos
estudos, reflexões, pesquisas, a fim de reverter em mudanças de prática. Ocorre
em diferentes espaços – na instituição, no Gerência de Formação dos
Profissionais da Educação (GERFOR), nas universidades e outras agências
formativas – e de diferentes formas (palestras, conferências, grupos de trabalho,
dentre outras).” (idem, p. 158)

A Gerência de Formação dos Profissionais da Educação – GERFOR/SME –


promove formação com os servidores, em horário de serviço, contribuindo ainda mais para
a ampliação do conhecimento pelos profissionais da proposta da SME para a educação
infantil e, desta forma, contribuindo para a qualidade no atendimento às crianças. Esta
proposta de formação dos servidores demonstra o respeito e o compromisso desta
secretaria com a educação das crianças pequenas. Os profissionais que participam destas
formações socializam o que aprenderam com todo o coletivo da instituição, durante
momentos das Reuniões de Planejamento Mensal, contribuindo para a formação dos
demais profissionais. Esperamos que em 2018 estas formações continuem incluindo todos
os sujeitos da instituição – professoras regentes, AAE’s e administrativo, inclusive efetivas
e contratos.
A maioria dos profissionais contratados por tempo determinado reivindicou da
equipe diretiva a participação nesta formação, oferecida pela GERFOR, argumentaram que
isto possibilitaria a ampliação dos conhecimentos deles e a mudança de algumas práticas
com as crianças, incoerentes com a proposta da Rede. Porém, esta prática ainda não foi
possível, eles terão direito a formação em serviço no CEI, junto com a equipe diretiva.
Ressaltamos que a formação em contexto, no CEI, ocorre com todas as educadoras
(efetivas e contratadas) e administrativo, por considerá-la necessária aos profissionais e
também por ser um aspecto relacionado a função de todos. Há algumas características que
estão relacionadas a todos os profissionais, como: direito para conhecer os documentos
federais e municipais, inclusive os relacionados a sua função; respeito ao colega de
trabalho; assiduidade; responsabilidade; pontualidade; compromisso; garantia dos direitos
às crianças; currículo; registros; dentre outros. Lembramos que todos somos educadores e
estamos aqui em prol das crianças, assim devemos tratá-las de forma educada e respeitosa,
seja qual for suas necessidades estamos aqui para melhor atendê-las e ensiná-las; e
qualquer alteração de humor por parte dos funcionários é melhor o silêncio do que alguma
fala/ação equivocada, tanto para as crianças quanto para com o colega de trabalho.
Para garantir a formação em serviço, conforme preconiza o documento “Diretrizes
de Organização do Ano Letivo”, em vigência, promovemos momentos coletivos entre as
crianças, de forma intencional, garantindo segurança a elas e também contribuindo para o
133

desenvolvimento integral delas, além de possibilitar a formação dos profissionais dentro da


instituição em horário de serviço. Esse ano organizamos momentos de estudos, de 50
minutos a 1 hora, com a realização das reuniões de planejamento quinzenal por
agrupamento com regente e auxiliar para reflexão acerca dos registros – plano diário,
registro diário, relatórios mensais e semestrais, portfólios e da própria prática com as
crianças e planejamento quinzenal mista entre profissionais para estudos, reflexões,
pesquisas, a fim de mudanças de prática.
Elaboramos junto com a participação e contribuição de todo o coletivo o Plano de
Formação a ser realizado neste ano de 2019, seguimos as orientações da Gerência de
Educação Infantil, bem como as contribuições do apoio técnico professor da CRE Jarbas
Jayme, Jussara. Socializamos a sistematização do Plano de Formação com todo coletivo,
avaliamos e já propomos sugestão de problemáticas a serem estudadas este ano.
Apresentamos a contextualização, a problematização da realidade, as questões mediadoras
e o Planejamento dos Estudos, Reflexões e Registros do Plano de Formação 2019 em
anexo 2.
Plano de Formação 2019
1) Contextualização

No final de 2018 realizamos uma avaliação do Plano de Formação discutindo as


principais aprendizagens e as ações planejadas que foram possíveis de serem realizadas
que contribuíram para elucidar os conhecimentos da equipe. A partir das discussões foi
proposto a equipe um questionário para avaliação do plano de formação 2018 e
apontamentos para possíveis temáticas de estudo para 2019. Refletimos que o papel do
professor é instigar as crianças a se tornarem desejosos por experimentar, sentir, vivenciar,
fazer, tornando-se responsáveis por suas conquistas nos campos do conhecimento, da
cultura, das sensações e das emoções. Diante dos estudos, das vivências, das práticas e das
reflexões, compreendemos que os conhecimentos científicos são aqueles que as crianças
podem vir a aprender na instituição. Tais conhecimentos fazem parte do patrimônio
cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, e precisam estar conectados aos
conhecimentos prévios das crianças. A partir dessa reflexão, solicitamos que a equipe, em
pequenos grupos, registrasse pelo menos uma situação de aprendizagem que a professora
tenha oportunizado intencionalmente às crianças, relacionado às linguagens (musical,
artística, oral, escrita) e às ciências (exatas, humanas e naturais).
Ficou evidente na apresentação dos grupos e após estudos e reflexões que os
saberes e os conhecimentos trabalhados com as crianças organizados por projeto de
trabalho impulsiona as aprendizagens e amplia os conhecimentos das crianças. Alguns
profissionais propuseram a continuidade dos estudos sobre conhecimentos e isto demonstra
o interesse deles em transformar os conhecimentos científicos construídos ao longo dos
séculos em conhecimentos acessíveis a serem apropriados pelas crianças, para isso se faz
necessário um planejamento que atenda aos interesses das crianças e uma organização da
Ação Pedagógica. A equipe diretiva percebe que as concepções de infância e criança
perpassam pelas práticas cotidianas e são reveladas/documentadas pelas produções das
crianças e a documentação pedagógica que acompanha o processo de aprendizagem e
desenvolvimento da criança. O Planejamento da ação educativa e pedagógica, o Projeto de
trabalho e relato, o Portfólio de aprendizagem e desenvolvimento da criança e os Painéis /
Murais evidenciam a concepção de infância e criança da instituição, dos profissionais e da
comunidade educacional. Então entendemos que os conhecimentos científicos também são
contemplados nas práticas cotidianas que também requerem o olhar sensível dos adultos
em relação às crianças.
134

Finalizamos o Plano de formação de 2018 com satisfação e orgulho do processo


de aprendizagem que buscaram garantir a construção dos conhecimentos científicos.
Notamos o envolvimento da maioria do grupo, bem como avanços na concepção de
aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Tal perspectiva se fez notável nos
agrupamentos que desenvolveram projetos de trabalho, sendo possível vislumbrar o
currículo garantindo as aprendizagens das crianças em relação aos conhecimentos
científicos diversos (movimento de translação e rotação, sistema solar, mapas, língua
inglesa, sedimentação de rochas, vida marinha e aquática, animais pré-históricos –
dinossauros, entre outros). Notamos que precisamos investir na formação continuada com
professores e auxiliares para que percebam e trabalhem com os conhecimentos científicos
numa perspectiva da concepção socio- histórica. Destacamos a fala da professora em
relação a avaliação do plano de formação “os projetos de trabalho são impulsionadores das
aprendizagens e dos conhecimentos científicos”. O desafio para o próximo ano é que todos
os agrupamentos efetivem projeto de trabalho semestralmente. O estudo desse tema não
está findado, é apenas o início de uma jornada em busca de uma educação de qualidade que
tenha o compromisso de auscultar às crianças em todos os aspectos. Entendemos que é
preciso compreender os processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças como
aquisição de um patrimônio histórico do conhecimento.

PLANO DE FORMAÇÃO – 2018

“Como evidenciar a Concepção de Aprendizagem e Desenvolvimento na


prática pedagógica garantindo a construção dos conhecimentos
científicos?”

 O que ainda gostaria de aprender sobre o tema?

 Apresente sugestões para o Plano de Formação 2019.

Partindo das respostas dos profissionais, tabulamos os dados no gráfico a seguir:


135

SUGESTÕES PARA PLANO DE


FORMAÇÃO 2019
5% 4% Cuidar e educar
5 Concepção de infância e
% criança
(específico para os novatos)
18 Inclusão
%
36 Documentação
% Pedagógica
Conhecimento
Científico
18
% Formação específica para
os
14 servidores da cozinha
% Aprendizagem e
desenvolvimento
infantil

Percebemos que a maioria do grupo aponta para um estudo sobre “concepções de


infância e criança (específico para os novatos)”, totalizando 36% dos formulários.
Entendemos que é de suma importância o estudo sobre o tema “concepção de infância e
criança” considerando a chegada de novos profissionais na instituição e a necessidade
constante da reflexão de todos os profissionais sobre a prática pedagógica garantindo a
oportunidade de todos ampliarem o olhar a essas concepções. Entendemos ainda que os
temas cuidar e educar, aprendizagem e desenvolvimento também serão contemplados nos
estudos de concepções.
Definimos assim que a problemática para o plano de formação de 2019 tem como
temática a concepção de infância e criança perpassando pela documentação pedagógica da
educação infantil da RME Goiânia (implementação 2019), sendo a equipe do CEI em 2019
responsável pela formulação de tal plano.
Porém, partindo da Avaliação Institucional 2018 e do Plano de Ação 2019,
compreendemos a necessidade de socializar a sistematização do Plano de Formação, bem
como de dialogar com o grupo sobre as perspectivas para o tema do Plano de Formação.
Analisamos os resultados da Avaliação Institucional 2018, em que alguns itens ficaram no
amarelo, que precisamos melhorar:
Item: Direito à proteção ao afeto e amizade
 Evitamos comentar assuntos relacionados com as crianças e seus familiares na
presença delas;

Item: Articulação entre a cultura infantil e os conhecimentos científicos e não científicos:


 Às crianças são proporcionadas situações em que o faz-de-conta, o imaginário, a
fantasia estão presentes;
Item: Processo reflexivo sobre o próprio trabalho e sobre o desenvolvimento e
aprendizagem das crianças:
 A instituição promove formações que possibilitam aos educadores rever o seu
trabalho e propor novos encaminhamentos;
136

 A instituição proporciona momentos de discussão entre os educadores sobre o


processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças;
 Os educadores têm o hábito de analisar todos os dias as ações planejadas, verificando
e registrando as adequações que se fizerem necessárias durante o desenvolvimento
das atividades propostas.
Uma questão trazida pelas crianças na Avaliação Institucional 2018 foi o desejo
delas de brincarem de outras brincadeiras na área externa – quadra e parque durante o
Momento Intermediário.
Destacamos que estes últimos itens da Avaliação Institucional estão coerentes
com as sugestões trazidas pela equipe, no final do ano passado, acerca de Documentação
Pedagógica. Analisamos que precisamos rever e ampliar alguns itens da Documentação
Pedagógica da Educação Infantil da RME:
1) Planejamento da Ação Educativa e Pedagógica: planejar os momentos de livre
escolha da criança; coordenação junto com os Auxiliares de atividades
educativas do turno vespertino planejarem atividades e brincadeiras na quadra
e área externa para àquelas crianças que não querem dormir ou acordaram
mais cedo durante o Momento Intermediário;
2) Portfólio de Aprendizagem e Desenvolvimento da Criança: cada professora
fará o Perfil da Turma a partir do documento “Ficha Diagnóstica da Criança”
(dados da criança trazidos pela família) e organizará a melhor forma de
sistematizar a Apresentação e Identificação da Turma e da Criança, que irá
compor o Portfólio; Garantir a participação das Famílias na escolha e
composição do Portfólio; Garantir o processo reflexivo no processo de escolha
das amostras (criança, família e professora); organização das amostras do
Portfólio em – Atividades Culturalmente significativas, Projeto Institucional e
Projetos de Trabalho; garantir a bi e tridimensionalidade nas amostras
selecionadas para o Portfólio;
3) Paineis e Murais: organização da periodicidade de socialização das atividades
realizadas pelas crianças às famílias e comunidade;
4) Relato do Projeto de Trabalho: garantir no planejamento o trabalho com
Projetos de Trabalho (no agrupamento – uma vez por semestre por turno, no
mínimo); retomar o estudo sobre Projetos de Trabalho; realizar o Relato do
Projeto de Trabalho; socializar com as famílias todo o percurso de realização
dos Projetos de Trabalho.

Assim, conforme contexto da instituição, coerente com as sugestões da equipe, a


problemática do Plano de Formação converge com a necessidade do estudo sobre Projetos
de Trabalho, visto que os outros itens da Documentação Pedagógica podem ser
desenvolvidos de forma mais pontual, conforme destacamos anteriormente. Ao discutir em
fevereiro durante as reuniões semanais a equipe decidiu estudar a seguinte problemática
“Como construir Projetos de Trabalho partindo dos interesses, das curiosidades e das
necessidades das crianças numa perspectiva da concepção sócio-histórico cultural”?
A partir desta problemática os profissionais foram construindo as questões
mediadoras, a partir das angústias e dúvidas trazidas e compartilhadas nos pequenos
grupos, traçando algumas ações, inclusive com a participação dos próprios profissionais da
REDE que já trabalharam em anos anteriores com Projetos de Trabalho, tanto profissionais
do CEI, quanto de outras instituições.
A cada encontro referente às ações do Plano de Formação, dois profissionais
farão um registro sintetizando os conhecimentos significativos. Ao final de cada ação,
estes
137

registros serão lidos e serão ou não complementados pela equipe. Faremos a organização
de todas as ações em uma pasta catálogo em forma de Portfólio, que será socializada e
organizada por todos os profissionais ao longo do ano.
Equipe gestora construiu um instrumento contendo uma questão para todo
coletivo a fim de levantar os conhecimentos prévios dos profissionais acerca de Projetos de
Trabalho. As respostas serão sistematizadas e registradas neste Plano de Formação
posteriormente.

PLANO DE FORMAÇÃO – 2019


“COMO CONSTRUIR PROJETOS DE TRABALHO PARTINDO DOS INTERESSES, DAS
CURIOSIDADES E DAS NECESSIDADES DAS CRIANÇAS NUMA PERSPECTIVA SÓCIO-
HISTÓRICO CULTURAL?”
Sondagem dos Conhecimentos Prévios
O que seria trabalhar com a proposta dos Projetos de Trabalho numa concepção sócio-
histórico cultural?

2) Problematização da Realidade

Problemática:

“COMO CONSTRUIR PROJETOS DE TRABALHO PARTINDO DOS INTERESSES,


DAS CURIOSIDADES E DAS NECESSIDADES DAS CRIANÇAS NUMA
PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICO CULTURAL?”

Questões mediadoras:

1* O QUE IMPLICA TRABALHAR COM PROJETOS DE TRABALHO NUMA


CONCEPÇÃO SÓCIO-HISTÓRICO CULTURAL?

2* DE QUE FORMA DEFINIMOS A PROBLEMÁTICA DOS PROJETOS DE


TRABALHO CONTEMPLANDO OS INTERESSES, AS CURIOSIDADES E AS
NECESSIDADES DAS CRIANÇAS?

3* QUAIS OS PROCESSOS / AS ETAPAS QUE AUXILIAM NA CONSTRUÇÃO E


EFETIVAÇÃO DOS PROJETOS DE TRABALHO?

4* DE QUE MANEIRA EVIDENCIAREMOS O REGISTRO DAS AÇÕES E DO


PERCURSO NA EFETIVAÇÃO DOS PROJETOS DE TRABALHO?

5* COMO SISTEMATIZAR E SOCIALIZAR OS PROJETOS DE TRABALHO COM A


COMUNIDADE EDUCACIONAL?
138

3) Planejamento dos estudos, reflexões e registros


 Sondagem dos conhecimentos prévios de todos os profissionais se sabem o que seria a
proposta dos Projetos de Trabalho numa concepção sócio-histórico cultural (referente
a questão 1*);
 Leitura compartilhada e reflexiva em pequenos grupos durante as reuniões de
planejamento de estudo quinzenal do mês de março e abril sobre Projetos de Trabalho
pg 141 a 148 (referente a todas as questões);
 Palestra na reunião de planejamento do dia 28/03 com as Professoras Celma (CMEI
Goiânia Viva), Alessandra (CMEI Vila Mauá), Luzimar, Patrícia e Raquel Bonfim
(CEI Serafim) sobre algumas práticas com Projetos de Trabalho desenvolvidos com as
crianças da Educação Infantil na REDE ano passado (referente a todas as questões
medicadoras);
 Estudar na reunião de planejamento do dia 24/04 em pequenos grupos trechos da
Proposta Infâncias e Crianças em cena: Por uma Política de Educação Infantil para o
Município de Goiânia: leitura compartilhada e reflexiva sobre concepção de sujeitos,
de desenvolvimento humano e de Educação, pg 11 a 36 (referente a questão 1*);
 As coordenadoras analisarão ao longo do ano durante as reuniões de planejamento
semanal os esboços dos Projetos de Trabalho, bem como os Relatos dos Projetos
produzidos pelas professoras e refletirão junto a elas, auxiliando-as em todo o percurso
do mesmo, desde a construção do esboço, as etapas, os conhecimentos produzidos com
as crianças, o Relato e a Socialização com toda comunidade educacional (referente as
questões 2*, 3* e 4*);
 Estudar trechos do livro “Projetos de Trabalho na Educação Infantil”, de Pollyanna
Rosa Ribeiro e Keyla Andrea Santiago Oliveira através de leitura em pequenos grupos
e exposição a partir de Seminário na reunião de planejamento do dia 24/09 (referente
as questões 2*, 3* e 4*);
 Convidar a professora Cíntia Camilo (GEREIN) para dialogar sobre a proposta de
Projetos de Trabalho na Educação Infantil, envolvendo todas as etapas, em data a ser
definida posteriormente (referente a todas as questões);
 Socializar com toda comunidade educacional, inclusive com as famílias, os relatos dos
Projetos de Trabalho realizados junto com as crianças em diversos aportes durante os
meses de junho e novembro (referente a questão 5*).
4) Referências
GOIÂNIA, Prefeitura de, Secretaria de Educação. Infâncias e Crianças em Cena: por
uma Política de Educação Infantil no Município de Goiânia. Goiânia, GO, 2014.
Avaliação Institucional 2018 do CEI serafim. 2018.
RIBEIRO, Pollyanna Rosa & OLIVEIRA, Keyla Andrea Santiago. Projetos de Trabalho na
Educação Infantil. Editora Mediação.

O Plano de Formação 2019 será sistematizado ao longo do ano, conforme o processo das
ações / reflexões / avanços / obstáculos forem ocorrendo e será anexado numa pasta catálogo.
139

EIXO 5 – PROCESSOS AVALIATIVOS

5.1. Avaliação dos processos de ensino, aprendizagem e


desenvolvimento dos educandos
Primeiramente, explicaremos qual concepção de avaliação nos propusemos realizar,
coerente com as concepções de criança, de desenvolvimento e de educação infantil,
descritas anteriormente e defendidas pela SME e, consequentemente, pelo CEI.
A concepção de avaliação que defendemos é aquela que se constitui em práticas de
inclusão, baseada na análise do processo histórico de aprendizagem e desenvolvimento de
cada criança, respeitando seu ritmo e sua realidade cultural, conforme a Zona de
desenvolvimento proximal (se aquilo que a criança conseguia fazer com a ajuda do outro,
ela passou a fazer sozinha).
Avaliar é um processo que envolve conjuntamente as ações de selecionar,
verificar, fazer comparações, julgar e decidir, tendo um caráter mediador e
acolhedor que nos permite acompanhar a aprendizagem e o desenvolvimento
dos sujeitos aprendizes. Por outro lado, possibilita ao (à) professor (a) rever e
aprimorar seu trabalho pedagógico. (Faria & Salles, 2007: 37).

A avaliação deve ser vista como processo de reflexão e análise sistemática das
aprendizagens das crianças a fim de redimensionar novas ações, serve para a professora
observar os progressos de cada criança, sem emitir juízo de valor e nem fazer
comparações; e dá subsídios para a professora contribuir para com o desenvolvimento
integral das crianças, através da coleta de informações, da reflexão crítica da ação – práxis,
do planejamento e replanejamento.
A LDB 9394/96, diz: “Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e
registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental.” (artigo 31.)
Na educação infantil a avaliação cumpre o importante papel de oferecer
elementos para que os professores conheçam melhor as crianças com as quais
trabalham, suas características pessoais, suas emoções, reações, desejos,
interesses e modos pelos quais vão se apropriando da cultura na qual estão
inseridas, transformando-a. Também tem a importante função de contribuir
para que os laços com as famílias sejam estreitados e para que aqueles que
trabalham com as crianças, em diferentes momentos de suas trajetórias nas
instituições, troquem informações, visando o bem-estar, conforto e segurança
dos pequenos. (Micarello, 2010: 1-2).

Para acompanhar as aprendizagens e desenvolvimento das crianças utilizamos


alguns instrumentos de registros, tais como: caderno de planejamento do professor, registro
reflexivo, perfil da turma, portfólio de aprendizagem e desenvolvimento das crianças,
caderno de intercâmbio, fotos, caderno de registro da equipe diretiva. Os registros são
feitos pelo coletivo de profissionais, devendo ser instrumento de reflexão, observação e
reestruturação do trabalho e das práxis pedagógicas.
Estudamos com a equipe sobre Portfólios por considerar importante esse
instrumento para avaliar a aprendizagem e desenvolvimento da criança, bem como para
avaliar as diversas práticas pedagógicas. A partir de 2016, paralelamente aos estudos
construímos os Portfólios junto com as crianças e famílias, pois acreditamos que é possível
tornar visível as aprendizagens através dos mesmos. Pois,
Portfólios são, assim, coleções intencionais de trabalhos e outras evidências das
crianças que mostram os seus esforços, progressos e realizações e que
consistem
140

numa documentação rica das diversas experiências das crianças ao longo do


tempo. Os portfólios tornam possível à criança envolver-se no processo de
aprendizagem e avaliação pelo procedimento de seleção, análise e apreciação
dos trabalhos e evidências relevantes para neles colocar. (GUIMARÃES, 2014:
295).

Os Portfólios de aprendizagem e desenvolvimento possibilitam as crianças se


apropriarem dos conhecimentos através da análise e avaliação das situações de
aprendizagem vivenciadas e de seus registros, tornando visível o trabalho da professora.
Por meio desses instrumentos, relatados anteriormente, buscamos documentar e
revelar a história da criança no aspecto pedagógico, peculiaridades, curiosidades, avanços e
dificuldades próprias de cada criança, respeitando e compreendendo como seres diferentes
uns dos outros.
O espaço deve favorecer a ação e a construção da identidade de cada um dos
sujeitos e do grupo como coletividade, para tal, preserva o registro de tudo o
que é feito: as crianças podem ver o que estão fazendo e os pais e as mães
também. Tudo é documentado em fotos, histórias, filmes ou recursos diferentes.
A máquina fotográfica é parceira/aliada do profissional. A fotografia – história
pela luz – é a possibilidade de congelar um momento vivido, de eternizá-lo.
(Ostetto & Leite, 2004: 29).

A socialização dos Portfólios de aprendizagem e desenvolvimento das crianças


ocorrerá semestralmente a partir das reuniões e nas redes sociais como o facebook e o
whatsApp (em que socializamos as fotos com legenda) auxiliam também as famílias
estarem mais próximas da instituição, de conhecerem o que está acontecendo, de se
apropriarem da concepção e da prática educativa no CEI e de poderem contribuir em
relação a todos os aspectos: reunião; reformas; calendário; algumas práticas pedagógicas;
conhecimentos e linguagens vivenciadas pelas crianças; passeios; projetos. Nestes espaços
as famílias elogiam, criticam e nos trazem reflexões para a equipe tentar minimizar os
equívocos e as falhas cometidas.
Entender a avaliação em educação infantil, num sentido essencial de
acompanhamento do desenvolvimento infantil, de reflexão permanente sobre as crianças e
suas particularidades em seu cotidiano como elo da continuidade da ação pedagógica,
exigirá do educador ruptura de modelos de avaliação tradicional, reconhecendo a criança
como sujeito de sua própria história. Compreendemos também, que isso não acontece de
imediato, porém exige empenho, responsabilidade e ações formativas para ajudar o
profissional envolvido no processo educativo a ressignificar sua prática e avançar nos
registros.
O Portfólio de aprendizagem e desenvolvimento da criança é uma estratégia de
aprendizagem e de avaliação organizada numa sequência cronológica, expressas em fotos,
vídeos, produções bi e tridimensionais, objetos utilizados em projetos e de interesse das
crianças. Ele evidencia o percurso da criança e sua construção pressupõe a participação de
diferentes sujeitos (professores, crianças e família). Ele será feito em pasta fichário com
plásticos, para propiciar o armazenamento de objetos bi e tridimensionais e também como
alternativa encontrada para manutenção dos papeis, para que não rasguem, já que todo o
material é manuseado constantemente pelas crianças.
O processo de construção do Portfólio de aprendizagem e desenvolvimento da
criança se dará no decorrer de cada semestre, em que as professoras se organizarão,
inclusive com registro nos planejamentos da Ação Educativa e Pedagógica, destes
momentos de escolha das crianças, registrando as justificativas delas em suportes
previamente digitados a serem afixados junto a atividades escolhida. As professoras
também organizarão algumas atividades a serem encaminhadas às famílias, solicitando as
mesmas que façam suas escolhas
141

e justifiquem; bem como haverá momentos em que a atividade escolhida será a que teve a
participação da família na produção ou pesquisa. As professoras poderão fazer suas
escolhas em dois momentos: na ocasião em que a atividade está sendo realizada pela
criança, em que ela notou que foi significativa; e também bimestralmente nas reuniões de
planejamento semanal por agrupamento, com seu auxiliar de atividades educativas na
análise dos Portfólios das crianças. Os fichários com o Portfólio de aprendizagem e
desenvolvimento da criança ficarão em armários no próprio agrupamento, ao acesso das
crianças, profissionais e famílias. Eles serão socializados com as famílias semestralmente
nas seguintes datas: até 27/06, referente ao primeiro semestre e até 10/12, referente ao ano
todo. Serão analisados pela coordenação antecipadamente, assim definimos a entrega dos
Portfólios nos dias 04/06 e 19/11.
Outro instrumento da Documentação Pedagógica é o Painel / Mural. O Painel /
Mural é um espaço em diferentes suportes, em uma parede / muro / cavalete / demarcada
por azulejo, figura, desenho, fotos, produções autorais das crianças, com o intuito de
mostrar, comunicar, compartilhar e comunicar o que foi realizado com e pela criança. Esse
mural revela a proposta educacional e a imagem de criança que a instituição possui, além
de constituir em um importante canal de comunicação entre a instituição, família e
comunidade. Estabelecemos dois locais previamente para exposição: o corredor de entrada
das crianças dos agrupamentos EI-B, EI-C1 e EI-C2; e a entrada para o salão para as
crianças dos agrupamentos EI-D1 e D2, EI-E e EI-EF. Acordamos que bimestralmente por
turno as professoras se organizarão para exposição no Painel / Mural, sendo que num mês
expõe de alguns agrupamentos e em outro mês de outros agrupamentos, de forma que
mensalmente teremos garantido pelo menos um Painel / Mural de creche e pré-escola.
Organizamos de forma que não fique uma quantidade muito grande de exposição, que
possa parecer uma mostra de trabalhos, e que realmente seja algo significativo para as
crianças com a participação delas. E algo que possibilite também uma apreciação adequada
de toda comunidade educacional, crianças, famílias e profissionais.
Ao final de cada semestre, proporcionaremos um diálogo entre pais, professoras
regente, auxiliares de atividades educativas e crianças em busca de uma melhor qualidade
na educação. Neste momento compartilhamos com as famílias e coletivo de educadores
experiências, vivências e projetos vividos pelas crianças no decorrer de cada semestre com
mostra de trabalhos, socialização dos Portfólios, apresentações culturais e entrega de
algumas atividades realizadas ao longo de cada período. Isto ocorre, pois acreditamos que:
Assim, o trabalho dos professores ‘está centrado sempre no relacionamento
(com as crianças e com os pais) mais do que nos conteúdos’ (...). Neste sentido,
as crianças e adultos devem estar dispostos a entrar em relação uns com os
outros de maneira respeitosa, prazerosa e atenciosa. (Ostetto & Leite, 2004, p.
28).

Notamos um envolvimento da maioria do grupo, bem como avanços na concepção


do Portfólio de aprendizagem e desenvolvimento como instrumento avaliativo da
aprendizagem da criança, sendo notável para a criança, centro do nosso trabalho, para as
famílias, que percebem o trabalho pedagógico e aos professores que avaliam as
aprendizagens por meio desse instrumento, e ainda formulam questões sobre suas práxis. O
portfólio deu visibilidade ao nosso trabalho pedagógico, pudemos perceber onde nossos
planejamentos precisavam ser alterados, em quais conhecimentos era preciso maior
investimento, quais aspectos das aprendizagens se destacavam traçando novas
metodologias e o currículo da instituição. Os portfólios produzidos ampliaram nossas
percepções do processo avaliativo, bem como promoveram um salto orgânico no trabalho
pedagógico, enquanto prática com as crianças e reflexão das professoras. Alguns desafios
para 2019: ampliação da participação das famílias na construção e composição dos
portfólios e organização com apresentação da Criança e da
142
Turma.

5.2. Avaliação do PPP


Este Projeto Político-Pedagógico será avaliado constantemente por toda a equipe do
CEI, bem como pelas crianças e famílias. O documento será relido criticamente pela
equipe em reuniões de planejamento mensal e semanal, com o objetivo de alterar ações que
já pertencem ao passado da instituição e acrescentar reflexões e práticas que fazem parte
do hoje, bem como registrar quais avanços buscamos para o futuro. As alterações serão
feitas no próprio documento, por qualquer profissional que deverá debater suas ideias e
opiniões com o grupo, antes de qualquer registro no PPP.
O PPP admite dinamismo, movimento, ações, alterações e acréscimos por
demonstrar a dinamicidade e a dialética do pensar e fazer pedagógicos. Assim, ela será um
documento vivo e aberto na instituição. Durante os momentos de formação, no
levantamento dos conhecimentos prévios dos profissionais, averiguando se estes sofrerão
mudanças. Enfim, verificaremos se os objetivos levantados estão sendo alcançados.
As crianças de forma direta ou indireta também participarão da reformulação
permanente do PPP; indiretamente através de suas falas e atitudes vistas a partir da
observação pela equipe diretiva, pois elas demonstram o tempo todo àquilo que desejam e
nos dão pistas daquilo que precisa ser modificado, conforme seus interesses e
necessidades; e diretamente através de propostas pelas educadoras de situações de
aprendizagem com o objetivo de avaliar o trabalho que vem sendo realizado com e para as
crianças: roda de conversa, desenhos, brincadeiras envolvendo o faz-de-conta, da relação
educadora educando, escrita coletiva, dentre outras.
As famílias também avaliarão o PPP durante todo o ano, através de reuniões
individuais que surgem no contexto educacional, diante das reclamações e sugestões acerca
143
do trabalho realizado. Elas também terão a oportunidade durante as reuniões, de
contribuírem com as observações dos avanços dos seus filhos em casa; nas assembleias
promovidas pela Comissão da Avaliação Institucional durante o ano; e na reunião em
janeiro e novembro através da avaliação do ano, com falas no coletivo ou, como muitos
preferem, com o registro individual, sem identificação, em questionários elaborados
previamente pela equipe do CEI.

5.3. Avaliação Institucional


A Avaliação Institucional é um processo que envolve todos os sujeitos – crianças,
famílias, profissionais da educação – para avaliar as práticas do contexto institucional,
reafirmando os acertos, desvelando os problemas e propondo transformações na realidade,
conforme as concepções defendidas pela Rede.
Este tipo de avaliação acontece no interior da instituição e está no controle dos
protagonistas da mesma. Ela exige a estes atores envolvidos que se desnudem de seus
melindres, que não tenham medo de se exporem, nem de colocar à tona seus erros e
equívocos.
Para a avaliação institucional ter validade é preciso que os sujeitos se apropriem dos
problemas do CEI, além de avaliar as condições mínimas que o Estado deve oferecer para
a instituição funcionar. Exige também maturidade dos envolvidos para escutar as críticas
construtivas, responsabilização e compromisso de todos no alcance da superação das
dificuldades a partir da escolha das ações mais adequadas.

A avaliação institucional permite, pois, ao coletivo das escolas e aos gestores do


nível central que se beneficiem complementarmente dos dados da avaliação
para construírem um sistema de monitoramento dos problemas que se propõem
equacionar numa linha de tempo e no âmbito de suas competências. Isso
contribui para que as prioridades possam ser revistas e reposicionadas a partir
das demandas do projeto político-pedagógico e também permite o controle
social sobre as decisões que afetam políticas públicas tão importantes quanto as
da educação. (Freitas, 2009: 38).

É necessário que os sujeitos se apropriem de suas dificuldades, tenham consciência


de suas práticas, participem da formação em serviço, ampliem seus conhecimentos e
assumam o compromisso com a transformação.
A Avaliação Institucional 2019 será realizada, conforme documento orientador da
DIRPED / SME, por uma Comissão de profissionais, com representação de todos os
sujeitos
– família, auxiliar de atividades educativas, professor regente, porteiro-servente,
merendeira e equipe diretiva. Fazem parte da Comissão: Heloísa Rosa e Daniel (crianças),
Hérica (professora), Jullyana (AAE), Tatiana (Administrativo), Letícia (mãe) e Raquel
Bonfim (equipe gestora), sendo que quatro componentes fazem parte do Conselho Gestor.
Essa equipe se reunirá todo mês, analisará os registros, a fim de detectar problemas,
refletir e levantar ações / soluções que tornem possível melhorar o atendimento e também
para registrar todo o processo avaliativo no decorrer do ano com todos os sujeitos
envolvidos
– profissionais, famílias e crianças. Essa equipe também será responsável por realizar essas
ações junto aos sujeitos, bem como analisar e sistematizar os registros, no intuito de
socializar e solucionar os problemas elencados junto com toda equipe.
O CEI realizará também a Avaliação Institucional, com o documento “Indicadores
de Qualidade da Ação Pedagógica na Educação Infantil do Município de Goiânia” com
todo o coletivo durante o mês de novembro.
144

A seguir apresentamos o Plano de Ação da Comissão da Avaliação Institucional:

Objetivos da Comissão Ações da Comissão


Tornar o documento - Leitura e Análise do documento com todos
“Indicadores de Qualidade da os profissionais, bem como a Avaliação
Ação Educativa” de Institucional 2018 e construção do Plano de
conhecimento de todos os Ação 2019 (ocorrida em 12/2018);
profissionais e famílias; - Leitura e Análise do documento com as
famílias, bem como a Avaliação Institucional
2018 e construção do Plano de Ação 2019
(ocorrida em 12/2018);
Investigar junto à comunidade - Reunião com as famílias para avaliarem o
educacional os problemas trabalho já realizado nesse ano, em grupos
presentes no CEI; discutirão e registrarão os problemas e depois
apresentarão sugestões de solução para os
mesmos, no dia 14/03;
- Colocar um painel por agrupamento na
entrada do salão para as famílias registrarem
sugestões / críticas em abril e setembro;
- Realização de Assembleias em junho e
novembro, em que todos os profissionais e
famílias possam registrar “Eu felicito...”, “Eu
critico...” e “Eu sugiro...” e colocar numa urna;
- Realização de registro à escuta com as
crianças das questões “Eu gosto...”, “Eu não
gosto...” e “Eu gostaria que tivesse...” de 6 a
10/05;
Analisar e Sistematizar os dados - Leitura desses diferentes registros, analisar
coletados; coerentemente com a Proposta da Rede e fazer
um
documento com todos os dados;
Socializar os dados com toda a - Afixar o documento sistematizado no Mural
comunidade educacional; Informativo para tornar acessível a todos, à luz
dos indicadores;
Promover momentos de - Reunião em agosto com os profissionais a fim
discussão, reflexão com os de modificar ações contrárias aos indicadores,
profissionais para diminuir os bem como se atentar para cumprir àqueles
problemas; que ainda
não são garantidos;
Promover questionamentos às - Realizar a Avaliação Institucional com as
crianças para que elas avaliem o crianças no período de 04 a 08/11, utilizando o
atendimento na instituição, questionário e diversas metodologias e
criticando e sugerindo; recursos; Entrega da sistematização desses
dados à equipe
diretiva dia 18/11;
Sistematizar a Leitura e análise dos registros,
Avaliação avaliando quantitativamente (verde,
Institucional através de registros amarelo ou vermelho) e
realizados por toda comunidade qualitativamente todos os indicadores junto com
educacional; a comunidade educacional de 21/10 a 01/11;
Sistematizar o Processo Preencher um instrumento único com os dados
da Avaliação avaliados por todos os sujeitos e construir o
Institucional, inclusive Relato
com os dados quantitativamente contendo todo o processo da
e Avaliação
145

qualitativamente e entregar cópia Institucional em novembro. Entrega e/ou Envio


do do
Relato na CRE. Relato na CRE até a data pré-determinada.

Essa comissão se reunirá para planejar, agir, formular instrumentos e sistematizar,


em horário de serviço e atendimento às crianças, preferencialmente das 11 às 12 horas.
Portanto, decidimos que todos terão o documento digitalizado e que professoras regentes
deverão usá-lo inclusive nos planos diários. Faremos análise de todo o documento pelos
profissionais do CEI, em pequenos grupos; Questionário, sem identificação, preenchido
pelas famílias; conversas, brincadeiras, jogos e registro através de fotos, desenhos e escrita
com as crianças.
Acordamos que cada professora e auxiliar farão a avaliação com as crianças em seu
próprio agrupamento, pois a equipe está amadurecida e já compreende os objetivos dessa
avaliação. A sistematização da análise da equipe do CEI e dos questionários das famílias
ficou na responsabilidade da comissão, enquanto o processo de avaliação feito pelas
crianças será sistematizado por cada professora. Avaliamos que a formação da Comissão
será pensada e criada, a fim de cumprir o seu papel.
Realizaremos a Avaliação Institucional com a participação das Crianças de todos os
agrupamentos em dois momentos, em maio e no mês de novembro, em que cada professora
e auxiliar no seu agrupamento utilizando de várias estratégias questionarão as crianças
acerca do atendimento que recebem no CEI. Estratégias e metodologias foram sugeridas
em reuniões semanais em anos anteriores, com o coletivo de professoras, o que ampliou o
olhar de toda a equipe.
Perguntas a serem feitas no turno matutino e vespertino:
“1- Vocês têm contato com a natureza (água, terra, areia, grama, árvores)?
2- De quê vocês brincam no CEI? Vocês brincam muito? Do que gostam? Que
brincadeiras vocês gostariam de brincar e não brincam no CEI? Que brinquedos vocês
acham que deveriam ter aqui?
3- Aqui vocês podem pular, correr e jogar bola? Há momentos que vocês são obrigados a
fazer o que não gostam? Quais? Vocês brincam com as crianças dos outros agrupamentos?
4- Vocês acham que as professoras gostam de vocês? Elas respeitam vocês? Vocês se
sentem protegidas aqui? Alguém já agrediu vocês aqui? Como?
5- Vocês são chamadas pelo nome? São ouvidas pelas professoras? Quem não gosta de
dormir? O que vocês gostam de fazer neste horário? O que é possibilitado a vocês neste
momento?
6- Vocês gostam da sala, da decoração? O que vocês não gostam que têm aqui? O que
vocês fazem na sala que vocês gostam? E o que não gostam? Tem alguma coisa que vocês
queriam aprender no próximo ano? (Mostrar os cartazes e os registros individuais da sala,
analisando as produções das crianças expostos nas paredes junto às crianças).
7- O que vocês conseguem fazer sozinhas (tomar banho, escovar os dentes, etc.)?
8- Vocês gostam dos alimentos servidos? O que mais gostam? O que não gostam? O que
acham que deveria ser servido? Vocês são obrigados a comer algo que não querem?
9- Vocês brincam com as crianças menores? Cuidam delas ou batem nelas? Por quê
batem? 10- A professora tal respeita a auxiliar? E a auxiliar respeita a professora?
11- Vocês acham que as famílias são respeitadas pelas professoras? Por quê?
12- O que vocês aprenderam no CEI? O que gostam de fazer aqui – que tipo de atividades?
13- As professoras têm um caderno em que elas escrevem? O que vocês acham que elas
escrevem neste caderno? Por quê?
14- O que vocês acham dos espaços do CEI? Tudo está ao alcance de vocês? O que acham
que não estão ao seu alcance? Vocês têm direito de escolher o que querem fazer? Por quê?
146

15- Vocês conhecem a rotina – o que vai acontecer durante o dia no CEI? Vocês gostariam
de mudar alguma coisa na rotina? Há alternativas de atividades a vocês quando não querem
dormir? Analisar a rotina da entrada à saída?”.
Cada professora ficará responsável em utilizar a melhor metodologia de acordo com
a especificidade da turma, registrará o processo e sistematizará a Avaliação. Esses registros
podem ser feitos por ilustrações, fotos, gravação de áudio e formulários.
147
EIXO 6 – ANEXOS

6.1. Calendário

A equipe gestora reuniu com a equipe do CEI na Reunião de Planejamento Inicial,


socializou o Calendário oficial enviado pela SME e de acordo com as orientações oficiais
desta Secretaria construiu este calendário apresentado a seguir. Este calendário foi
apresentado e entregue a toda comunidade educacional do CEI na primeira reunião, bem
como o afixamos no Mural Informativo durante todo o ano.
Vale ressaltar que este Calendário ainda não foi entregue e nem aprovado pela
DIREDU / SME. Portanto, aguardamos esta solicitação e aprovação para cumprirmos o
mesmo. Até o momento, estamos cumprindo o Calendário oficial da Secretaria.

Janeiro Fevereiro Março

Do S T Q Q Se Sá Do Se T Q Q S S Do S T Qu Q Se Sá
m e e u u x b m g e ua ui e á m e er a ui x b
g r a i r x b g

1 - Confraternização universal 5-
Carnaval
1 2 3 4 5 1 2 1 2
6 7 8 9 1 1 1 3 4 5 6 7 8 9 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 0 1 2 3 4 5 6 0 1 2 3 4 5 6
3 4 5 6 7 8 9 1 1 1 2 2 2 2 1 1 1 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 7 8 9 0 1 2 3 7 8 9 0 1 2 3
0 1 2 3 4 5 6 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3
2 2 2 3 3 4 5 6 7 8 4 5 6 7 8 9 0
7 8 9 0 1
Abril Maio 3 Junho

Do S T Qu Q Se Sá Do Se T Q Q S S Do S T Qu Q Se Sá
m e e a u x b m g e ua ui e á m e er a ui x b
g r i r x b g

18 – Semana Santa; 21 - Tiradentes 1 - Dia do Trabalho; 24 – Padroeira de Goiânia 20 – Corpus


Christi

1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 1
7 8 9 1 1 1 1 5 6 7 8 9 1 1 2 3 4 5 6 7 8
0 1 2 3 0 1 9 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 0 1 2 3 4 5
4 5 6 7 8 9 0 2 3 4 5 6 7 8 1 1 1 1 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2 6 7 8 9 0 1 2
1 2 3 4 5 6 7 9 0 1 2 3 4 5 2 2 2 2 2 2 2
2 2 3 2 2 2 2 3 3 3 4 5 6 7 8 9
8 9 0 6 7 8 9 0 1 3
Julho Agosto Setembro

Do
m
S T Qu Q S S Do S T Q Q S Sá Do S T Qu Q S S
eg e a ui e á m e e ua ui e b m e e a ui e a
r x b g r x g r x b

7 - Independência do Brasil
148

1 2 3 4 5 6 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7
7 8 9 1 1 1 1 4 5 6 7 8 9 1 8 9 1 1 1 1 1
0 1 2 3 0 0 1 2 3 4
1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2
4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 5 6 7 8 9 0 1
2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 2 3 4 5 6 7 8
2 2 3 3 2 2 2 2 2 3 3 2 3
8 9 0 1 5 6 7 8 9 0 1 9 0

22 dias 21 dias
letivos letivos
Outu Nove Dezem
bro mbro bro

Do S T Qu Q Se Sá Do Se T Qu Q S S Do Se T Qu Q Se Sa
m e e a u x b m g er a ui e á m g e a ui x b
g r i x b r
12-Nossa Senhora Aparecida;15 – Dia do Professor;
24- Aniv. de Goiânia; 28-Dia func. Público 2 – Finados; 15 – Proclamação da República 25 –
Natal
1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 5 6 7
6 7 8 9 1 1 1 3 4 5 6 7 8 9 8 9 1 1 1 1 1
0 1 2 0 1 2 3 4
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2
3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 5 6 7 8 9 0 1
2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 2 3 4 5 6 7 8
2 2 2 3 3 2 2 2 2 2 2 3 2 3 3
7 8 9 0 1 4 5 6 7 8 9 0 9 0 1

21 dias 20 dias 10 dias


letivo letivos letivos
s

Legenda do Calendário

Início e Fim do Ano Letivo Projeto APCEI


Oficina da Horta (Crianças e Famílias)
Feriado e Recesso Festa da Família
Reunião de Planejamento Coletivo Semana do Bebê
Reunião do Conselho Gestor
Reunião com as Famílias
Festa Cultural

São 203 dias letivos, distribuídos de segunda a sexta-feira, sendo 3 reuniões aos
sábados com as famílias, sendo 1 sábado para Festa Cultural e 1 sábado para a Festa da
Família. Este calendário poderá sofrer alterações, conforme determinações da DIREDU da
Secretaria Municipal de Educação e Esporte e a necessidade do CEI. Ressaltamos que o
calendário foi construído junto com todo o coletivo, conforme orientação da DIREDU, e
socializamos e entregamos o mesmo com as famílias durante reuniões no mês de janeiro e
março.
149

6.2. Plano de Ação


150

6.3. Plano de Formação


151

6.4. Projetos da Instituição e da SME


152

6.5. Quadro Funcional

Função
Nome Sit. Cargo C.H./Turn Nível de Escolaridade
e
F. o
Discipl
ina
Aux. Aux.
1 Alessandro Mateus da Silva N
At. Ativ.
30 / M Graduação em Pedagogia
Ed. Educati
vas
Aux. Aux. Ativ.
2 Ana Maria Alves N
At. Educativas 30 / M Ensino Médio
Ed.
Aux. Aux.
3 Andreia Ferreira dos Santos N
At. Ativ.
30 / M Ensino Médio
Ed. Educati
vas
Ag. Ap.
4 Aparecida de Fátima Alves Vieira N Educ. Merendeira 30 / M Ensino Médio
III
Aux. Aux.
5 Belmira Alves Pereira N
At. Ativ.
30 / V Graduação em Pedagogia
Ed. Educati
vas
Ag. Ap.
6 Bruno Souza Venancio N Educ. I Porteiro 30 / M Ensino Médio
Servente
Ag.
7 Carlos Victor Nunes Pereira Pinto N
Ap.
Porteiro 30 / V Ensino Médio
Servente
Edu
c. I

8 Edivânia de Fátima Pires N PE II Profª. Regente 30 / M Graduação em Pedagogia


Graduação em Pedagogia
9 Elaine de Azevedo Batista Silverio N PE II Diretora 60 / MV Especialização em
Educação
Infantil e Psicopedagogia
Aux. Aux. Ativ.
1 Franciele Cristine da Silva Reis N
At. Educativas 30 / M Graduação em Pedagogia
0 Ed.
Aux. Aux. Ativ.
1 Grazielle Dias da S. Honorato N
At. Educativas 30 / V Graduação em Pedagogia
1 Ed.
Hérica Carla Alves de Almeida Graduação em Pedagogia
Coord. /
1 Rodrigues (professoras substitutas N PE II
Profª.
60 / MV Cursando Esp.
2 Fernanda Elias da Alfabetização e
Silva / Jordana Custodio Vitorina) Regente Letramento
Aux. Aux. Ativ.
1 Juliane Vieira Silva N
At. Educativas 30 / M Ensino Médio
3 Ed.
Aux. Aux. Ativ.
1 Jullyana Ribeiro de Souza Silva N
At. Educativas 30 / M Ensino Médio
4 Ed.
Graduação em Pedagogia
1 Leidiane Oliveira Queiroz N PE II Profª. Regente 30 /M Cursando Esp. em
5 Educação
Infantil e Alfabetização
N 30 / M
1 Letícia Santos Barros CV PE II Profª. Regente 30 / V Graduação em Pedagogia
6
Aux. Aux. Ativ.
1 Lucas de Tarso Andrade Santos N
At. Educativas 30 / V Cursando Educação Física
7 Ed.
Aux. Aux. Ativ.
1 Luciene Aparecida Tavares N
At. Educativas 30 / V Ensino Médio
8 Ed.
Ag. Ap.
1 Ludejane Batista Moreira Silva N Educ. Merendeira 30 / V Ensino Médio
9 III
2 Luzimar Mendes Oliveira N PE II Profª. Regente 30 / V Graduação em Pedagogia
0
Ag. Ap.
2 Marco Aurélio de Jesus N Educ. I Porteiro 30 / M Ensino Médio
1 Servente
2 Maria Hortencia da Silva Tavares CE PE II Profª. Regente 30 / V Graduação em Pedagogia
2
2 Nagilda Silva de Leiva SC PE II Profª. Regente 30 / V Graduação em Pedagogia
3 V
Aux. Aux. Ativ.
2 Nilda Alves de Jesus Oliveira N
At. Educativas 30 / V Ensino Médio
4 Ed.
Graduação em Pedagogia
2 Patrícia Barros Viana Simonini N PE II Profª. Regente 60 /MV Esp em Psicopedagogia
5 Inst. e clínica, e Educação
Infantil
Aux. Aux. Ativ.
2 Rafael Gomes de Melo N
At. Educativas 30 / M Ensino Médio
6 Ed.
Graduação em Pedagogia
Profª.
2 Raquel Bonfim da Silva N PE II
Regente /
60 / MV Esp. em Educação Infantil
7 e
Profª Coord. Alfabetização
Graduação em
2 Raquel Salomão Morais N PE II Profª. Regente 60 /MV
Pedagogia Mestre em
8 Educação
Ag. Ap.
2 Ruanna Rodrigues Oliveira Costa N Educ. I Porteiro 30 / M Ensino Médio
9 Servente
153

3 Sarah Cristina Rocha de Souza N PE II Profª. Regente 30 / M Graduação em Pedagogia


0
3 Sueli Vieira Matias Ferreira CE PE II Profª. Regente 30 / V Graduação em Pedagogia
1 S
Ag. Ap.
3 Thatiana Melo dos Santos N Educ. I Porteiro 30 / V Ensino Médio
2 Servente
Graduação em Químicia
Ass. Auxiliar
3 Welinton do Nascimento Costa N
Ad. de
30 / M Industrial e
3 Química
Ed. I Secretar
Licenciatura
ia
Ag. Ap.
3 Wevton Pio de Santana N Educ. I Merendeiro 30 / V Ensino Médio
4
Ag.
3 Yuri Silva Xavier N
Ap.
Porteiro 30 / V Ensino Médio
5 Servente
Edu
c. I
154

6.6. Informativo
155

6.7. Datas e Ações Anual / Datas e Ações Mensal


156

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