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FACULDADE DE SAÚDE IBITURUNA - FASI

CURSO DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO

KAREN LAÍS OLIVEIRA TOLENTINO

APOSTILA TDES 1: Citologia - Estrutura das células, Divisão Celular


(Mitose e Meiose) e Metabolismo de Controle DNA e RNA

Letícia Antunes Athayde Souza


Citologia, Histologia e Embriologia

MONTES CLAROS-MG
2021
ESTRUTURA DAS CÉLULAS

A Biologia Celular, também chamada de Citologia, é a parte da Biologia que se dedica ao


estudo das células e suas estruturas. É uma área bastante importante, uma vez que a
célula é a menor unidade viva de um organismo e é utilizada para diferenciar um ser vivo
daquele que não apresenta vida.
A membrana plasmática de uma célula possui como função principal controlar o que
entra e o que sai dessa estrutura. Graças a essa importante característica, dizemos que
ela possui permeabilidade seletiva. O modelo que melhor representa a estrutura da
membrana atualmente é o modelo do mosaico fluido, que admite que ela é formada por
uma bicamada fosfolipídica onde estão imersas proteínas.
O citoplasma é um líquido viscoso presente entre o núcleo e a membrana onde estão
localizadas as organelas, que são estruturas responsáveis pelas mais variadas funções da
célula. Analisando as organelas celulares, também é possível perceber a diferença entre
uma célula eucariótica e uma procariótica. Nessas últimas são encontrados apenas
ribossomos, enquanto nas eucarióticas uma variada gama de organelas é observada.

Principais organelas visualizadas em uma célula:

→ Retículo endoplasmático liso – Relaciona-se, principalmente, com a síntese de lipídios


e carboidratos.

→ Retículo endoplasmático rugoso – Responsável pela síntese intensa de proteínas.

→ Ribossomo – Relaciona-se com a síntese de proteínas.

→ Complexo Golgiense – Possui como principal função a secreção celular.

→ Mitocôndrias – Envolvidas no processo de respiração celular.

→ Lisossomo – Organela exclusiva das células animais, o lisossomo está relacionado


com a digestão intracelular.

→ Centríolo – Possui importante papel na divisão celular.

→ Peroxissomo – Destrói substâncias tóxicas.

→ Cloroplasto – Atua no processo de fotossíntese, não sendo encontrado, portanto, nas


células animais.

→ Vacúolo – Relacionado com a digestão intracelular e acúmulo de substâncias.


DIVISÃO CELULAR MITOSE E MEIOSE

Mitose e meiose são processos de reprodução celular que acontecem nos seres vivos.
Elas originam células para diferentes objetivos. Cada mitose produz duas células iguais à
de origem. Uma meiose cria quatro células filhas com metade do material genético da
célula mãe. No final do resumo, faça exercícios do Enem sobre divisão celular.

Qual a diferença entre mitose e meiose?

Os dois processos são muito parecidos. As últimas fases da meiose são uma segunda
divisão celular, e são iguais às da mitose.
A mitose gera células que compõem tecidos e órgãos, denominadas células somáticas, e
ocorre em organismos de qualquer ploidia. Elas são iguais entre si e à célula de origem.
O corpo está sempre se renovando e faz mitoses para substituir células desde o
surgimento do zigoto, até a morte do ser vivo. O processo também acontece para a
regeneração celular; por exemplo, quando você se machuca.
A meiose cria células sexuais (ou gametas) e se dá apenas em organismos diploides. As
células filhas são diferentes da célula mãe, geneticamente diferentes entre si e iguais no
número de cromossomos. Por isso, a meiose é um dos principais fatores para
a variabilidade genética nos seres vivo. Meioses não acontecem durante a vida toda. As
mulheres nascem com os óvulos já formados, e eles amadurecem a partir da
adolescência. Os homens começam a gerar espermatozoides na puberdade, e o processo
se repete até o fim da vida.
Fases da mitose

A divisão celular acontece sem interrupções. Ela é dividida em etapas para facilitar o
entendimento, e é importante entender o que acontece em cada uma delas. Preste
atenção ao número de cromossomos em cada etapa da reprodução celular.
Na intérfase, o material genético se prepara para a mitose. O material genético é
duplicado e os centríolos também.

Prófase

A prófase, como o nome indica, é a primeira fase. O envoltório nuclear (ou carioteca) e o
nucléolo se desfazem. No núcleo, os cromossomos começam a se condensar e as fibras
se formam em volta dos centríolos.

Metáfase

Os cromossomos estão soltos na célula, porque o envoltório nuclear já se desfez. Eles se


posicionam mais ou menos no meio da célula (ou região equatorial) e estão com a
condensação máxima. Por isso, a metáfase é a melhor fase para visualizar os
cromossomos ao microscópio.

Anáfase

Acontece a separação das cromátides irmãs e as células originadas serão geneticamente


iguais. As fibras do fuso se encurtam e rompem os cromossomos. O mesmo
procedimento acontece na anáfase II da meiose.
“Ana” (em “anáfase”) quer dizer separação.

Telófase

As cromátides já foram puxadas para extremidades opostas, então já aconteceu a


separação do material genético.
Ocorre a citocinese, isto é, a célula começa a se dividir. O plasma se divide e o núcleo
deixa de estar condensado. O envoltório nuclear e o nucléolo retornam e as fibras do fuso
desaparecem.
“Telo” (em telófase) significa extremidade.

Diferenças entre a mitose nas plantas e nos animais


Uma célula animal têm centríolos, que são microtúbulos proteicos. A divisão de uma
célula assim tem áster, ou seja, as fibras do fuso ao redor dos cromossomos se dispõem
como uma estrela. A citocinese é centrípeta, então acontece de fora para dentro, como
um estrangulamento.
Uma célula vegetal não têm centríolos. Sua divisão não apresenta áster (é anastral). A
citocinese é centrífuga, ou seja, ocorre de dentro para fora.

Fases da meiose

A meiose é um processo com duas divisões celulares. As primeiras etapas são chamadas
prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Após o término da primeira divisão, começam
a prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II, sendo que nesta etapa as células filhas
são haploides.

Prófase I

Acontece o pareamento dos cromossomos homólogos e o possivelmente o crossing-over,


que é a troca de pedaços entre os cromossomos.

Metáfase I

Os cromossomos estão na região equatorial, ligados pelas fibras do fuso. Eles são ligados
pelas fibras apenas de um lado.

Anáfase I

Acontece a separação dos cromossomos homólogos (diferentemente da mitose). Nessa


etapa, a quantidade de material genético da célula reduz para a metade.

Telófase I

Os cromossomos já estão alinhados aos pólos da célula. A citocinese é opcional.

Prófase II

O envoltório nuclear desapareceu.

Metáfase II

As fibras do fuso se ligam aos dois lados do cromossomo.

Anáfase II
Na anáfase II, ocorre a separação das cromátides irmãs. Assim, o resultado são quatro
células haplóides.

Telófase II

Os núcleos e as organelas se reorganizam. A citocinese divide as células.

Outras informações sobre as divisões celulares

O ciclo celular

O ciclo celular é o período que demora para terminar a divisão da célula. Células
diferentes demoram ciclos diferentes para concluir a reprodução celular. Algumas iniciam
a divisão logo após terminar a mitose, outras permanecem mais tempo em intérfase.

O que são cromossomos?

Os cromossomos são filamentos formados por DNA e proteínas. Quando eles se


duplicam, surgem cromátides irmãs, geneticamente idênticas.

Síndromes cromossômicas

A meiose consegue originar gametas com número anormal de cromossomos. Assim


podem nascer seres vivos com uma quantidade anormal de cromossomos.

Uma das aneuploidias (alterações cromossômicas) mais conhecidas é a Síndrome de


Down, em que a pessoa apresenta três cromossomos no par 21 (em vez de dois).

As síndromes de Turner e Klinefelter são alterações no par de cromossomos sexuais (X e


Y). Na Síndrome de Turner, a mulher possui apenas um cromossomo X (em vez de dois).
Na Síndrome de Klinefelter, o homem tem dois cromossomos X e um Y (em vez de ter
XY).
A genética é uma das áreas mais complexas da Biologia, envolvendo, inclusive, vários
conceitos de Química.

Para entender melhor como funciona essa área da ciência, é crucial conhecer os
conceitos, funções, aplicações e diferenças de duas estruturas fundamentais para a
vida: DNA e RNA. Esses ácidos nucleicos são essenciais para a criação e reprodução da
vida, de modo que compreender suas funções é crucial para estudar genética.

Pensando nisso, trouxemos neste post tudo aquilo que você precisa saber sobre DNA e
RNA para se dar bem em provas e vestibulares como o ENEM. Continue lendo e
descubra mais!

O que é DNA?

DNA é a sigla para ácido desoxirribonucleico (em inglês, ou ADN, em português), uma
molécula simples e grande, construída a partir de quatro diferentes unidades
estruturais básicas e semelhantes entre si, chamadas de nucleotídeos.

Ao analisar o DNA, principalmente por meio de experimentos focados na difração de


raios-X, os cientistas James Watson e Francis Crick perceberam que a estrutura dele é
formada por duas fitas enroladas no formato de uma hélice.

Assim, a informação genética encontra-se codificada em uma sequência de


nucleotídeos de compõem os filamentos de DNA, complementares entre si.

Resumidamente, é possível dizer que o DNA é, então, uma molécula estruturada em


duas cadeias em forma de dupla hélice, sendo constituídas por um açúcar, um grupo
fosfato e uma base nitrogenada — adenina (A), citosina (C), guanina (G) ou timina (T).

O fato de o DNA ter uma forma de dupla hélice é fundamental para sua replicação
durante a divisão celular, já que cada hélice funciona como uma espécie de molde para
a outra nova célula.

Função do DNA
O DNA é a estrutura responsável pela transmissão de todas as características
genéticas — como cor dos olhos, da pele e do cabelo, fisionomia, entre outras — no
processo de reprodução dos seres vivos.

Dessa maneira, a principal função do DNA é transportar informações contidas em suas


sequências, chamadas de genes.

Assim, durante o exemplo de transcrição, quando uma célula usa as informações


contidas em um gene, a sequência do DNA é copiada para uma sequência de RNA
complementar, que pode ser utilizada depois para compor outra sequência proteica no
processo conhecido como tradução.

Além dos processos de transcrição e tradução, o DNA é responsável pela manutenção


das características e informações básicas sobre o organismo na divisão celular,
possibilitando a replicação da estrutura. Como citado anteriormente, a forma de dupla
hélice é essencial para o sucesso dessa função.

O que é RNA?

Enquanto o DNA possui as informações fundamentais para se processar uma nova


proteína, ele ainda necessita do auxílio de moléculas intermediárias. E uma delas é
o RNA, ou ácido ribonucleico.

Assim, a molécula do RNA nada mais é do que uma estrutura complementar de certa
região do DNA. É composto por uma única cadeia de nucleotídeos.

Entretanto, diferente do DNA, as bases nitrogenadas do RNA são a adenina (A), a


guanina (G), a citosina (C) e a uracila (U), esta última substituindo a timina (T) presente
na molécula de DNA.

Função do RNA

A principal função do RNA é permitir que toda a informação contida no DNA possa ser
copiada e transportada até as estruturas responsáveis pela elaboração de proteínas.
Entretanto, o processo se ramifica, sendo que existem três tipos diferentes de RNA para
realizar funções específicas, como é possível ver abaixo:

• RNA Ribossômico (RNAr): este RNA é o principal elemento que constitui os


ribossomos, tendo o maior peso e sendo um dos principais responsáveis pela
criação de novas proteínas;
• RNA Mensageiro (RNAm): junto com o RNAr ribossômico, o RNAm mensageiro
também fornece auxílio na síntese proteica, com a orientação da ordem de
aminoácidos para a formação das proteínas. Também é o responsável por
transportar as informações genéticas provenientes do DNA do núcleo da célula
até o citoplasma. Tem peso menor que o RNA ribossômico;
• RNA Transportador (RNAt): Como o próprio nome já explicita, o RNAt
transportador é o responsável pela função de transporte das moléculas de
aminoácidos que farão parte da síntese proteica. O RNAt transporta os
aminoácidos até os ribossomos, organela responsável por uni-los, formando,
assim, as proteínas. Em comparação com os outros, possui menor peso.

Diferença entre DNA e RNA

Além de todas as características que os distinguem apresentadas até aqui, é possível


diferenciar DNA e RNA por outros fatores. A localização, por exemplo, é um deles.
Enquanto o DNA é encontrado apenas no núcleo das células, o RNA é produzido nele,
mas migra para o citoplasma.

A constituição de cada um também é diferente. Enquanto no RNA existe a ribose, no


DNA encontramos a desoxirribose.

Além disso, as estruturas são distintas, sendo que o DNA apresenta dupla-hélice e o
RNA uma hélice simples. Isso faz com que, logicamente, o DNA seja muito maior que o
RNA, sendo este formado a partir de uma única fita do primeiro.

Por fim, ao comparamos as bases nitrogenadas que compõem cada uma desses ácidos
nucleicos, há uma pequena diferença. Enquanto em ambos a citosina é pareada com a
guanina, o RNA apresenta pareamento entre adenina e uracila e o DNA, por sua vez,
pareia a adenina com a timina.

Importância do DNA e RNA

Como é possível perceber ao se analisar as características e funções, tanto do DNA


quanto do RNA, é fácil entender que essas estruturas são fundamentais para a
existência da vida como a conhecemos. Elas coordenam o desenvolvimento e até o
funcionamento de todas as estruturas de um organismo.

Assim, é por meio dessas moléculas que os seres vivos transmitem suas informações,
das mais básicas às mais importantes para a manutenção da própria vida.
No processo reprodutivo, inclusive, a mistura de características tem como principal
agente o DNA, uma vez que os gametas carregam informações de ambos os pais,
resultando em um indivíduo único.

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