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Manual de apoio ao TCC -

EDUCAÇÃO EXECUTIVA

2021

1
Ibmec
Educação Executiva

MATERIAL DE APOIO

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

Atualizado

Rio de Janeiro

2021

2
APRESENTAÇÃO

Este material visa orientar o aluno de Pós-Graduação Lato Sensu do Ibmec-RJ


na elaboração do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mais especificamente
nos cursos de MBA, onde sua realização, e devida aprovação, é requisito para obtenção
de certificado.
O aluno deverá se organizar para elaborar o TCC, planejando e destinando
horas para leitura, busca por referências, documentos, levantamento de todas as
informações necessárias para o desenvolvimento do seu trabalho, além de pesquisa de
campo, quando necessário. Deve também reservar tempo para escrever, desde o início,
observando as normas de organização e normalização do trabalho, concernentes às
regras exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, garantindo a
originalidade, lisura e legitimidade do seu projeto de TCC.
Essa é uma excelente oportunidade para se integrar as áreas de conhecimento
estudadas ao longo do curso à experiência profissional do aluno, conjugando à aplicação
prática e ampliando seu campo de pesquisa para o desenvolvimento de critérios de
análise empíricos, observação da realidade de mercado, manifestação do seu
pensamento crítico e sinalização de soluções para os problemas encontrados.
Desse modo, o TCC poderá ser elaborado em formatos diferentes, tais como:
monografia, artigo científico ou artigo técnico, conforme a pertinência de cada caso.
Esses formatos deverão manter coerência, com a base no tema do trabalho, a área de
atuação, especificação do curso e o objetivo do estudo.

Coordenação de Pós-Graduação

3
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO........................................................................................................................................... 7
1. MÉTODOS CIENTÍFICOS ............................................................................................................. 10
1.1 MÉTODO DEDUTIVO E MÉTODO INDUTIVO ....................................................................... 12
2. TRABALHOS CIENTÍFICOS ........................................................................................................ 13
2.1 MONOGRAFIA.............................................................................................................................. 14
2.1.1 Tipos de Monografia.............................................................................................. 15
2.2 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ......................................................................................... 15
2.3 TESE DE DOUTORADO ............................................................................................................. 15
2.4 ARTIGOS CIENTÍFICOS............................................................................................................. 16
3.0 PESQUISA ........................................................................................................................................ 17
3.1 PESQUISA CIENTIFICA ............................................................................................................. 17
3.2 TIPOS DE PESQUISAS .............................................................................................................. 17
3.2.1 Descritivas ............................................................................................................. 17
3.2.2 Pesquisa de Campo .............................................................................................. 18
3.2.3 Pesquisa de Laboratório (experimental) .............................................................. 19
4. ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA ........................................................................... 20
4.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS .................................................................................................. 23
4.1.1 Capa ....................................................................................................................... 23
4.1.2 Folha de rosto ........................................................................................................ 23
4.1.3 Lista de ilustrações ............................................................................................... 23
4.1.4 Lista de tabelas...................................................................................................... 24
4.1.5 Lista de abreviaturas e siglas ............................................................................... 24
4.1.6 Lista de símbolos .................................................................................................. 24
4.1.7 Sumário .................................................................................................................. 24
4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS............................................................................................................ 25
4.2.1 Introdução .............................................................................................................. 25
4.2.2 Quanto aos aspectos metodológicos .................................................................. 26
4.2.3 Desenvolvimento/Referencial Teórico: corpo do TCC........................................ 26
4.2.4 Orçamento e Cronograma..................................................................................... 26
4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS .................................................................................................. 27
4.3.1 Referências ............................................................................................................ 27
4.3.2 Glossário ................................................................................................................ 31
4.3.3 Apêndice ................................................................................................................ 31
4.3.4 Anexo ..................................................................................................................... 32
4.4 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO ............................................................................... 32
4.4.1 Formato .................................................................................................................. 32

4
4.4.2 Margem................................................................................................................... 32
4.4.3 Espacejamento ...................................................................................................... 33
4.4.4 Notas de rodapé..................................................................................................... 33
4.4.5 Indicativos de seção .............................................................................................. 33
4.4.6 Título sem indicativo numérico ............................................................................ 34
4.4.7 Numeração progressiva ........................................................................................ 34
4.4.8 Paginação ............................................................................................................. 34
4.4.9 Citações ................................................................................................................. 35
4.4.10 Planejamento da Pesquisa.................................................................................. 40
5 ESTRUTURA PARA .......................................................................................................................... 41
ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS ................................................................................... 41
5.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS .................................................................................................. 45
5.1.1 Título e subtítulo .................................................................................................... 45
5.1.2 Autor (es) ............................................................................................................... 45
5.1.3 Resumo em língua vernácula ............................................................................... 46
5.2 ELEMENTOS TEXTUAIS ........................................................................................................... 46
5.2.1 Introdução .............................................................................................................. 46
5.2.2 Desenvolvimento e demonstração/análise dos resultados ................................ 46
5.2.3 Conclusão ou Considerações Finais.................................................................... 47
5.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS .................................................................................................. 47
5.3.1 Título e subtítulo em língua estrangeira (opcional) ............................................ 47
5.3.2 Resumo em língua estrangeira ............................................................................. 47
5.3.3 Notas explicativas (se necessário)....................................................................... 47
5.3.4 Referências ............................................................................................................ 48
5.3.5 Glossário ................................................................................................................ 48
5.3.6 Apêndice ................................................................................................................ 48
5.3.7 Anexo ..................................................................................................................... 48
5.4 INDICATIVO DE SEÇÃO ............................................................................................................ 48
5.5 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA ................................................................................................. 48
5.6 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS ................................................................................................... 49
5.6.1 Referências ............................................................................................................ 50
5.7 SIGLAS .......................................................................................................................................... 53
5.8 ILUSTRAÇÕES ............................................................................................................................. 53
5.9 TABELAS ....................................................................................................................................... 54
5.10 METODOLOGIA ......................................................................................................................... 55
5.10.1 Metodologia qualitativa e quantitativa ............................................................................ 56
ANEXO A – ABREVIATURA DOS MESES ........................................................................................ 62
APÊNDICE A – TEMPLATE PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGO .................................................... 0

5
6
INTRODUÇÃO

Conceito de Ciência

A ciência é uma sistematização de conhecimentos. A palavra ciência pode ser


entendida em duas acepções: latu sensu tem, simplesmente, o significado de
“conhecimento”; stricto sensu não se refere a um conhecimento qualquer, mas aquele
que, além de apreender ou registrar fatos, os demonstra por suas causas constitutivas
ou determinantes. A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, obtidos de forma
sistematizada, por meio de métodos e verificáveis referentes a objetos de uma igual
natureza (MARCONI; LAKATOS, 2021).
“A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao
sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação”
(FERRARI, 1974, p.8 apud MARCONI; LAKATOS, 2021a, p.74).

Conhecimento Científico

O conhecimento científico é real (factual), pois que lida com ocorrências ou fatos. É
contingente, já que suas proposições ou hipótese podem ser comprovadas ou refutadas
(verdadeiras ou falsas) através da experiência e não apenas por meio da razão, ao
contrário do conhecimento filosófico (MARCONI; LAKATOS, 2021a).
O Conhecimento científico é sistemático, pois é ordenado logicamente, formando
sistemas de ideias/teorias; é verificável, pois que as hipóteses não confirmadas, não são
consideradas no âmbito da ciência; é falível, por não ser definitivo, absoluto ou final.
Novas proposições, descobertas, novas técnicas etc. podem mudar todo o acervo das
teorias existentes (MARCONI; LAKATOS, 2021a).

Na ciência não há nada como um dia após o outro.

De acordo com Marconi e Lakatos (2021a, p.75) as ciências possuem:

a) Objetivo e finalidade: preocupação em distinguir a característica comum


das leis gerais que regem determinados eventos.
b) Função: aperfeiçoamento, através do crescente acervo de
conhecimentos, da relação do ser humano com o seu mundo.
c) Objeto: que se subdivide em:
• Material: o que se pretende estudar, analisar, interpretar ou verificar, de
modo geral.
7
• Formal: o enfoque especial, em fase das diversas ciências que possuem
o mesmo objeto material.

Classificação e Divisão da Ciência

A classificação e Divisão da Ciência será representada pela figura a seguir:

Figura 1: Classificação e Divisão da Ciência

Lógica
Formais
Matemática

Física

Ciências Naturais Química

Biologia etc

Antropologia
Factuais

Direito

Economia
Sociais
Política

Psicologia
Social

Sociologia

Fonte: Marconi e Lakatos (2021a, p.76), adaptado

Conhecimento e Ciência

Tipos de Conhecimento:

Para Marconi e Lakatos (2021a), a diferença entre o conhecimento científico e o


conhecimento popular está mais relacionado aos aspectos metodológicos do que
propriamente ao conteúdo, e essa diferença ocorre da mesma forma com relação ao
conhecimento filosófico e religioso (teológico).

8
Figura 2: Tipos de conhecimento

CONHECIMENTO CONHECIMENTO
POPULAR CIENTÍFICO
Valorativo Real (factual)
Reflexivo Contingente
Assistemático Sistemático
Verificável Verificável
Falível Falível
Inexato Aproximadamente, exato
CONHECIMENTO CONHECIMENTO
FILOSÓFICO RELIGIOSO (TEOLÓGICO)
Valorativo Valorativo
Racional Inspiracional
Sistemático Sistemático
Não verificável Não verificável
Infalível Infalível
Exato Exato
Fonte: Marconi e Lakatos (2021a, p.70)

a) Conhecimento Popular
É aquele obtido no decorrer da experiência cotidiana, através dos sentidos. Suas
características principais são: ser subjetivo, valorativo, assistemático, fragmentário e
ingênuo.

b) Conhecimento Religioso
É aquele obtido no decorre da experiência cotidiana, através dos sentidos.
Caracteriza-se principalmente por ser autoritário, subjetivo inspiracional, sistemático,
dogmático, preciso.

c) Conhecimento Filosófico
Manifesta–se a partir da necessidade de o ser humano explicar o mundo em que
vive, estabelecendo causa e consequência, através de reflexões e pensamentos, com o
objetivo de entender o porquê das coisas. Baseia-se em exigências lógicas, muitas
vezes não dedutíveis por cálculos matemáticos, a partir e relações empíricas. São
caracterizadas, basicamente, pela busca do saber, através de especulações,
racionalizações, elucidações, sistematizações e críticas.

d) Conhecimento Científico

Provem da necessidade de aprofundamento do conhecimento empírico, utilizando-


se das reflexões filosóficas para tentar explicar a realidade, através de experimentos
controlados, as evidências fáticas, utilizando-se de medições, classificações,
9
comparações metodologias e análises dos resultados, com o objetivo de se chegar a
uma conclusão instantânea. Suas características principais são: ser factuais,
experimentais, sistemáticos, rigorosos, objetivos e aproximadamente exatos.
Para Galliano (1977, p. 24-30), o conhecimento científico é:

Figura 3: Conhecimento científico:

Depende de
É racional e
É verificável investigação
objetivo
metódica

Atém-se aos É Busca e


fatos comunicável aplica leis

Transcende É
É explicativo É útil
aos fatos comunicável

Requer
Pode fazer
É analítico exatidão e É aberto
predições
clareza

Fonte: Galliano (1977, p. 24-30), adaptado.

1. MÉTODOS CIENTÍFICOS

As ciências são caracterizadas pela utilização de métodos científicos, mas nem


todos os ramos de estudo que empregam esses métodos podem ser considerados como
ciência. Sendo assim, a utilização de métodos científicos não é exclusividade da ciência,
mas cabe observar que não há ciência sem o uso de métodos científicos (MARCONI;
LAKATOS, 2021a).
A palavra método é origem grega - ‘méthodos’ - e significa o conjunto de etapas
e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura
da verdade.
A busca por descobrir e explicar os fenômenos da natureza está diretamente
ligada à humanidade. A compreensão dos caminhos traçados pela humanidade para
alcançar o caminho que conduziria ao êxito, foram, ao longo do tempo, criando o que

10
denominamos como método. Assim, pode-se dizer que nasceu o método ou o traçado
fundamental do caminho a percorrer na pesquisa cientifica.
Não foi somente com o método que tal fenômeno de reflexão e sistematização
ocorreu, pois o homem primeiro viveu, e só depois estudou a vida: primeiro viveu
moralmente, e só depois sistematizou a moral, primeira raciocinou com lógica
espontânea ou natural, e só depois definiu as leis do raciocínio; assim, também, o
homem primeiro agiu metodicamente, e só depois estruturou os passos e exigências
dos métodos científicos.
O método confere a segurança e é fator de economia na pesquisa, no estudo, na
aprendizagem. Estabelecido e aprimorado pela contribuição cumulativa dos
antepassados, não pode ser ignorado hoje, em seus delineamentos gerais, sob pena de
insucesso.
O método é um extraordinário instrumento de trabalho que ajuda, mas não
substitui por si só o talento do pesquisador. O melhor será que o espírito talentoso não
caminhe ao acaso ou às apalpadelas, mas aceite a contribuição do método para
conseguir progressos nas ciências.

Métodos – são um conjunto de normas-padrão que devem ser satisfeitas, caso se


deseje que a pesquisa seja tida e, adequadamente conduzida, capaz de levar a
conclusões merecedoras de adesão racional.

Pode-se dizer que o Método Científico é:

• Um conjunto de operações mentais ou processos mentais utilizados na


investigação.
• Um conjunto coerente de procedimentos racionais ou prático-racionais que
orienta o pensamento para serem alcançados conhecimentos válidos.
• Consiste em juntar evidências observáveis, empíricas (baseadas apenas na
experiência) e mensuráveis e analisá-las com o uso da lógica.

Para muitos autores, o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à
ciência.

Para Bung (1980, p.25 apud MARCONI; LAKATOS, 2021a, p. 80), “o método
científico é a teoria da investigação”, e para alcançar seus objetivos, de forma científica,
deve cumprir as seguintes etapas:

11
Figura 4: Etapas do Método Científico:

Procura de
conhecimento ou
Descobrimento do Colocação precisa do
instrumentos
problema problema
relevantes ao
problema

Invenção de novas
Tentativa de solução ideias (hipóteses,
do problema com teorias ou técnicas) Obtenção de uma
auxílio dos meios ou produção de solução
identificados novos dados
empíricos

Correção das
hipóteses, teorias,
Investigação das
Prova - comprovação procedimentos ou
consequências da
da solução dados empregados
solução obtida
na obtenção da
solução incorreta

Novo começo

Fonte: Marconi e Lakatos (2021a, p. 80-81), adaptado.

A rigor, porém reserva-se a palavra método para significar o traçado das etapas
fundamentais da pesquisa, enquanto a palavra técnica significa os diversos
procedimentos ou a utilização de diversos recursos peculiares a cada objeto de
pesquisa, dentro das diversas etapas do método. Diríamos que a técnica é a
instrumentação especifica da ação, e que o método é mais geral, mais amplo, menos
específico. Por isso, dentro das linhas gerais e estáveis do método, as técnicas variam
muito e se alteram e progridem de acordo com o progresso tecnológico, naturalmente.

1.1 MÉTODO DEDUTIVO E MÉTODO INDUTIVO

Método Dedutivo (racionalismo)

• Só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro.


• Postula 4 regras: evidência, análise, síntese, enumeração.
12
• Usa o silogismo1: raciocínio dedutivo estruturado

Todo homem é mortal


João é homem
Logo, João é mortal

Método Indutivo (empirismo)

• O conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta


princípios pré-estabelecidos.
• A generalização deriva de observações de casos da realidade concreta e da
descoberta da relação entre eles.

Antônio é mortal
João é mortal
Paulo é mortal
...
Ora, Antônio, João e Paulo são homens.
Logo, (todos) os homens são mortais.

2. TRABALHOS CIENTÍFICOS

Os trabalhos científicos devem ser elaborados de acordos com normas


preestabelecidas e com os fins a que se destinam. Serem inéditos ou originais e
contribuírem não só para a ampliação de conhecimentos ou a compreensão de certos
problemas, mas também servirem de modelo ou oferecer subsídios para outros
trabalhos.
Para Salvador (1980, p.11), os trabalhos científicos, originais, devem permitir a outro
pesquisador, baseado nas informações dadas:
“(a) reproduzir as experiências e obter os resultados descritos, com a mesma precisão
e sem ultrapassar a margem de erro indicada pelo autor;
b) repetir as observações e julgar as conclusões do autor;
c) verificar a exatidão das análises e deduções que permitiram ao autor chegar à
conclusão”.

Rey (1978, p. 29) aponta como trabalhos científicos:

1
Silogismo: raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições (premissas), das
quais se obtém por inferência uma terceira (conclusão) [p.ex.: "todos os homens são mortais; os gregos
são homens; logo, os gregos são mortais"]. Fonte: Dicionário Eletrônico Houaiss –. Acesso em 25 out.
2017.

13
(a) Observações ou descrições originais de fenômeno naturais, espécies
novas, estruturas e funções, mutações e variações, dados ecológicos etc.
b) Trabalhos experimentais cobrindo os mais variados campos e representando
uma das mais férteis modalidades de investigação, por submeter o fenômeno
estudado às condições controladas da experiência.
c) Trabalhos teóricos de análise ou síntese de conhecimentos, levando à
produção de conceitos novos por via indutiva ou dedutiva; apresentação de
hipóteses, teorias etc.

Os trabalhos científicos podem ser realizados com base em fontes de


informações primarias ou secundarias e elaborados de várias formas, de acordo com a
metodologia e com os objetivos propostos.

2.1 MONOGRAFIA

Trata-se de um estudo sobre um tema específico ou particular, com suficiente


valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia. Investiga
determinado assunto não só em profundidade, mas também em todos os seus
ângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se destina (MARCONI;
LAKATOS, 2021a, p. 259).

Tem como base a escolha de uma unidade ou elemento social, sob duas
circunstâncias:
a) ser suficientemente representativo de um todo cujas características se
analisam;
b) ser capaz de reunir os elementos constitutivos de um sistema social ou de
refletir as incidências e fenômenos de caráter autenticamente coletivos.

Para as autoras, as características de uma monografia são:

a) Trabalho escrito, sistemático e completo;


b) Tema específico e particular de uma ciência ou parte dela;
c) Estudo pormenorizado e exaustivo, abordando vários aspectos e ângulos do
caso;
d) Tratamento extenso em profundidade, mas não em alcance (nesse caso, é
limitado);
e) Metodologia específica;
f) Contribuição importante, original e pessoal para a ciência.

Para Marconi e Lakatos (2021a), a extensão não é a característica essencial da


monografia, e sim, mas o caráter do trabalho (tratamento de um tema delimitado) e a

14
quantidade da tarefa, ou seja, o nível da pesquisa, que está diretamente relacionado
aos objetivos propostos para a sua elaboração.
Para uma monografia a originalidade é importante, mas até certo ponto, uma vez
que é impossível obter total novidade em um trabalho, e ainda considerando o fato de
que a ciência, sendo acumulativa, está sujeita a contínuas revisões (MARCONI;
LAKATOS, 2021a).

2.1.1 Tipos de Monografia

As monografias, geralmente são apresentadas ao final dos cursos de graduação


e de pós-graduação Lato Sensu, como Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC.
Salomon (2014, p.260). apresenta alguns tipos de monografia, e são eles:

a) Dissertação monográfica: tratamento escrito de assunto específico;


b) Dissertação científica: tratamento escrito, original, de assunto específico;
c) Memória científica: monografias publicamente comunicadas em congressos,
jornadas etc., e obedecendo às normas das instituições patrocinadoras;
d) Tese doutoral: trabalho de alto nível, de profunda reflexão no tratamento das
questões teóricas.

2.2 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Dissertação é “um estudo teórico, de natureza reflexiva, que consiste na


ordenação de ideias sobre determinado tema” (SALVADOR, 1980 p. 35); também pode
ser descrita como a aplicação de uma teoria existente para analisar determinado
problema ou “trabalho feito nos moldes da tese com a peculiaridade de ser ainda tese
inicial ou em miniaturas” (SALOMON, 2014, p.222).
Dissertação é, portanto, um tipo de trabalho cientifica apresentado ao final do
curso de pós-graduação, visando obter o título de mestre. Requer defesa de tese. Tem
caráter didático, pois se constitui em um treinamento ou iniciação à investigação.

2.3 TESE DE DOUTORADO

Para Marconi e Lakatos (2021a) são várias, mas não contraditórias, as definições
de teses, formuladas por diferentes autores. “Tese é “opinião ou posição que alguém
sustenta e está preparado para defender” (BARRASS, 1979, p152 apud (MARCONI;
LAKATOS, 2021a, p.270);” proposição que trata de demonstrar (“...), enunciação previa
15
do assunto ou doutrina, objeto de exame e discussão”, que se deve “apresentar,
sustentar e defender em discussão pública contra objeções que lhe devem opor os
examinadores; proposição clara e terminantemente formulada em um de seus aspectos
formal e material, e que se submete à discussão ou prova.
Para Leite (1978, p.1) a tese é “um instrumento de pesquisa destinado a promover
a aquisição de novos conhecimentos com o objetivo de interpretação, predição e
controle do fenômeno em estudo”. Severino (2000, p.150-151) considera que tese é uma
“abordagem de um início tema, que exige pesquisa própria da área cientifica em que se
situa, com os instrumentos metodológicos específicos”, podendo ser de origem
experimental, história ou filosófica, versando sempre “sobre um tema único, específico,
delimitado e restrito”.
A tese apresenta o mais alto nível de pesquisa e requer não só exposição e
explicação do material coletado, mas também, e principalmente, análise e interpretação
dos dados. É o tipo de trabalho científico que levanta, coloca e soluciona problemas;
argumenta e apresenta razões baseadas na evidência dos fatos, com o objetivo de
provar se as hipóteses levantadas são falsas ou verdadeiras.
A tese pode ser considerada como um teste de conhecimento para o candidato,
que deve demonstrar capacidade de imaginação, de criatividade, e habilidade não só
para relatar o trabalho, mas também para apresentar soluções para determinado
problema.

2.4 ARTIGOS CIENTÍFICOS

Os artigos científicos são pequenos estudos, porém completos, que tratam de


uma questão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria de um
livro. Apresentam o resultado de estudos ou pesquisa – documental bibliográfico ou de
campo para os resultados sejam conhecidos, faz-se necessário sua publicação. Esse
tipo de trabalho proporciona não só a ampliação de conhecimentos como também a
compreensão de certas questões.
Os artigos científicos, por serem completos, permitem ao leitor, mediante a
descrição da metodologia empregada, do processamento utilizado e resultados obtidos,
repetirem a experiência.
Será aprofundado em item próprio.

16
3.0 PESQUISA

3.1 PESQUISA CIENTIFICA

Pesquisa cientifica é a realização concreta de uma investigação planejada,


desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pelas
ciências. É método de abordagem de um problema em estudo que caracteriza o aspecto
científico de uma pesquisa.
Para Ander-Egg (1978, p.28) apud Marconi e Lakatos (2021ª, p.169), a pesquisa
“é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir
novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento”. Pose-se
dizer que a pesquisa é um procedimento formal, com método, requer tratamento
científico e constitui o caminho para conhecer a realidade ou novas realidades e
descobertas.

3.2 TIPOS DE PESQUISAS

Na literatura referente ao tema ora abordado, observa-se uma serie de classificações


distintas baseadas em critérios diferentes. Nesta seção trata-se à da classificação
segundo as formas de estudo do objeto;

3.2.1 Descritivas

Nesse tipo de pesquisa, o investigador observa, registra, analisa e correlaciona


fatos ou fenômenos, comparando-os sem qualquer tipo de experiência ou intervenção
na realidade fática, sendo os exemplos mais comuns à pesquisa bibliográfica e a
pesquisa documental.

3.2.1.1 Bibliográfica

Qualquer espécie de pesquisa, em qualquer área, supõe e exige pesquisa


bibliográfica previa, quer maneira de atividade exploratória, quer para o estabelecimento
do status quaestionis, quer para justificar os objetivos e contribuições da própria
pesquisa.

17
Os trabalhos didático-pedagógicos solicitados durante os diversos cursos para
desenvolvimento de determinadas partes dos programas, com maior participação dos
alunos, constituem-se, em geral, em pequenas pesquisas bibliográficas. Nem todos
farão pesquisa de campo ou de laboratório, mas todos farão pesquisa bibliográfica.

3.2.1.2 Documental

A finalidade de pesquisa bibliográfica é a de colocar o pesquisador em contato


direto com todo o material levantado a fim de que faça sua síntese pessoal. A pesquisa
documental abrange apenas a documentos, seja escrito ou em qualquer outro meio
diferente que exista ou possa vir existir.

3.2.2 Pesquisa de Campo

Não é experimental no sentido de não produzir ou de não reproduzir os fatos tal


que estuda. A pesquisa de campo consiste na observação dos fatos tal como ocorrem,
responsabilidade na coleta de dados e no registro de variáveis presumivelmente
relevantes para ulteriores análises. Esta espécie de pesquisa não permite o isolamento
e o controle das variáveis supostamente relevantes, mas permite o estabelecimento de
relações constantes entre determinadas condições – variáveis independentes – e
determinados eventos – variáveis dependentes -, observadas e comprovadas.
Inicialmente, devemos realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto em
questão. Tal estudo nos informará sobre a situação do problema, sobre os trabalhos já
realizados a esse respeito e sobre as opiniões reinantes; permitirá o estabelecimento
das variáveis e na própria elaboração do plano geral da pesquisa.
Após a pesquisa bibliográfica previa, de acordo com a natureza da pesquisa, que
poderá se sociológica, psicológica, mercadológica etc., é preciso determinar as técnicas
que serão utilizadas na coleta de dados, as fontes da amostragem que deverá ser
significativa, isto é, representativa e suficiente para apoiar conclusões; é preciso, ainda,
antes que se parta para a coleta de dados, estabelecer as técnicas de registros desses
dados e as técnicas de sua análise posterior.

a) Entrevista – Consiste no diálogo com objetivo de colher, de determinada fonte,


de determinada pessoa ou informante, dados relevantes para a pesquisa em
andamento. Portanto, não só os quesitos da pesquisa devem ser muito bem
elaborados, mas também o informante deve ser criteriosamente selecionado.
b) Questionário – Na entrevista, o informante fala; na técnica do questionário, o
informante/respondente escreve ou responde por escrito a um elenco de
18
questões cuidadosamente elaboradas. Tem a vantagem de poder ser aplicado
simultaneamente a um grande número de informantes/respondentes; seu
anonimato pode representar uma segunda vantagem muito apreciável sobre a
entrevista. Deve apresentar todos os seus itens com a maior clareza, de tal sorte
que o informante possa responder com precisão, sem ambiguidade. As questões
devem ser bem articuladas.
c) Formulário – é uma espécie de questionário que próprio pesquisador preenche
de acordo com as respostas do informante. Tem a vantagem de permitir
esclarecimentos verbais adicionais às questões de entendimento mais difícil, e
pode ser aplicado em informantes analfabetos.

Após a coleta de dados, resta o trabalho de tabulação, de elaboração de gráficos,


quadros, mapas, estatísticas para as análises, interpretações e conclusão de caráter
indutivo.

3.2.3 Pesquisa de Laboratório (experimental)

A pesquisa científica pode ser experimental e não experimental. As pesquisas


bibliográficas e de campo não são experimentais; são de simples observação
controlada, pois o pesquisador não manipula as variáveis, não as isola, não provoca
eventos, mas observa-os e registra-os.
A pesquisa de laboratório, ao contrário, permite que o pesquisador reitere,
provoque e produza fenômenos em condições de controles. Experimentar, ou realizar
experimentos, significa exercer positivo controle sobre as condições presumidamente
relevantes, relativamente a determinado evento, com o objetivo de descobrir as
condições antecedentes responsáveis pelo evento subsequente, ou efeito, ou variável
dependente assumida como objeto da pesquisa.
Denominam-se variáveis independentes as diversas condições antecedentes
tomadas como relevantes para a ocorrência de determinados eventos. Variável
dependente é o fato, o evento produzido suspenso ou afetado pela presença, ausência
ou variações das variáveis independentes.
Na experimentação cientifica ou de laboratório o pesquisador manipula as
variáveis e controla uma, tanto quanto possível, as variáveis independentes, com o
objetivo de determinar qual ou quais delas são as causas necessárias e suficientemente
determinante da variável dependente ou evento em estudo. É por isso que a palavra
laboratório lembra um recinto característico, dotado de instalações, aparelhos,
instrumentos, peças e materiais, que permitem a produção de fenômenos nas mais
rigorosas condições de controles das variáveis.
19
O primeiro passo da pesquisa do laboratório será também a pesquisa bibliográfica
prévia, pelas razões já apontadas em nosso item anterior a respeito da pesquisa de
campo.
A pesquisa de laboratórios, como qualquer espécie de pesquisa cientifica, não se
realiza em um ato, mas se desenvolve ao longo de um processo ordenado, que percorre
etapas bem definidas. Como método experimental constitui o método padrão da
pesquisa cientifica, procuraremos caracterizar cada um de seus passos, fases ou etapas
a saber: a observação, a hipótese, a experimentação, a indução ou ampliação da
conclusão que permite previsões e domínio da natureza.

4. ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA

“O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração,


execução e apresentação da pesquisa (MARCONI; LAKATOS, 2021b, p.99).” É um
instrumento de coleta, de mensuração e análise de resultados, que auxilia na
distribuição de recursos. Permite estabelecer abordagem sobre determinado
problema, caminhando para a definição do mesmo e às metas esperadas, indicando
procedimentos metodológicos concernentes para a consecução de tais metas.
De acordo com as autoras, nada é feito por acaso nas pesquisas científicas.
Desde a escolha do tema, fixação dos objetivos, estabelecimento do problema,
determinação da metodologia, coleta de dados, análise e interpretação dos
dados coletados, elaboração do relatório final, tudo deve ser previsto no projeto
de pesquisa, que deve responder às clássicas questões: O que pesquisar? Por
que pesquisar? Para quê? Para quem? Onde? Como? Com quê? Quando?
Quanto vai custar? (MARCONI; LAKATOS, 2021b, p.99).

Algumas recomendações devem ser seguidas antes de se iniciar um projeto de


pesquisa:
- Busca por informações: Saber se já existem estudos preliminares: aspectos
teóricos, materiais disponíveis, estudos já elaborados, revisão da bibliografia, principais
autores, principais fontes de consulta;
- Elaborar um anteprojeto de pesquisa: pode ser feito, com a finalidade de integrar
os diferentes elementos, tais como os principais autores e fontes de consulta e os
principais aspectos metodológicos.
Para Marconi e Lakatos (2021a, p.169), o desenvolvimento de um projeto de
pesquisa compreende seis passos:

Figura 5: Passos para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa

20
1. Seleção do tópico ou problema para
investigação.

2. Definição e diferenciação do problema.

3. Levantamento de hipóteses de trabalho.

4. Coleta, sistematização e classificação de dados.

5. Análise e interpretação de dados.

6. Relatório do resultado da pesquisa.

Fonte: Marconi e Lakatos (2021a, p.169), adaptado

Cabe destacar a importância da viabilidade da pesquisa, como norteadora das


escolhas do pesquisador. A melhor pesquisa é a que pode ser feita no tempo
determinado, quando se tem acesso as informações e materiais necessários, quando
se tem domínio do conteúdo e/ou do método necessário para concluí-la e os recursos
necessários.
A estrutura de um projeto de pesquisa, de acordo com Marconi e Lakatos (2021b),
segue a NBR 15287 da ABNT, apresentada no Quadro 1, a seguir:

21
Quadro 1 – Disposição dos elementos

Fonte: ABNT (NBR 5287: 2011, p.2-5)

22
4.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

4.1.1 Capa

Elemento opcional que apresenta as seguintes informações:


• Nome da entidade para qual deve ser submetido, quando solicitado;
• Nome do (s) autor (es);
• Título da pesquisa (sintetiza o conteúdo da investigação);
• Subtítulo: se houver, será precedido de dois-pontos;
• Local (Cidade) da entidade;
• Ano de entrega.

4.1.2 Folha de rosto

Elemento obrigatório que contém informações essenciais á identificação do


trabalho.
As informações devem ser transcritas na seguinte ordem:
• Nome (s) do (s) autor (es);
• Título;
• Subtítulo – se houver;

• Tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade a que deve ser submetido


(natureza do trabalho);
• Nome do orientador, coorientador ou coordenador, se houver;
• Local (Cidade) da entidade;
• Ano de entrega.

4.1.3 Lista de ilustrações

Elemento opcional, sendo obrigatório quando acima de cinco (5), elaborado de


acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome
específico, acompanhado do respectivo número de página. Quando necessário,
recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos,

23
esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas,
quadros, retratos e outros).

4.1.4 Lista de tabelas

Elemento opcional, sendo obrigatório quando acima de cinco (5), elaborado de


acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome
específico, acompanhado de respectivo número de página.

4.1.5 Lista de abreviaturas e siglas

Elemento opcional, sendo obrigatório quando acima de cinco (5), que consiste
na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das
palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso. Recomenda-se
elaboração de lista própria para cada tipo.

4.1.6 Lista de símbolos

Elemento opcional, sendo obrigatório quando acima de cinco (5), elaborado


de acordo com a ordem apresentada no texto, com o devido significado.

Observação: para o caso de artigos científicos as listas não são necessárias.

Quando o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC é em formato de artigo, o mesmo


deverá ser apresentado com capa, folha de rosto, resumo, abstract, o referencial
teórico completo (introdução, desenvolvimento, análise/discussão e
conclusão/considerações finais) e as referências. Neste caso as listas não devem
ser feitas! Ver item 5.

4.1.7 Sumário

Elemento obrigatório (com exceção de TCCs no formato de artigo científico, ver


item 2.) que contém a enumeração das principais divisões, seções e outras partem de
uma publicação, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede.

24
O sumário deve incluir todos os títulos principais das partes, capítulos e suas
seções (subdivisões); depois dos dizeres de partes (se houver), capítulos e
seções, coloca-se o número da folha correspondente onde o assunto e tratado
(MARCONI; LAKATOS, 2021b, p.148).

O indicativo de seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária


a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e
separado por ponto;

a) Seção primária 1 (fonte arial 12, negrito, caixa alta)


1 ESTRUTURA DO TRABALHO..............................................10
b) Seção secundária 1.1 (fonte arial 12, sem negrito, caixa alta)
1.1 ELEMENTOS TEXTUAIS...................................................12
c) Seção terciária 1.1.1 (fonte arial 12, negrito, caixa baixa)
1.1.1 Definições.......................................................................23
d) Seção quaternária 1.1.1.1 (fonte arial 12, sem negrito, itálico, caixa baixa)
1.1.1.1 Definições de seção....................................................25
e) Seção quinária 1.1.1.1.1 (fonte 12, sem negrito, caixa-baixa)
1.1.1.1.1 Definições de seção..................................................30

4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

4.2.1 Introdução

É composta pelos seguintes elementos: tema do projeto/objeto de estudo, o


problema de pesquisa, hipótese, os objetivos, a justificativa, a metodologia, a teoria
que fundamenta, os resultados pretendidos e uma breve descrição dos conteúdos
dos capítulos (MARCONI; LAKATOS, 2021b).
Há uma forte tendência de se começar a escrever um trabalho pela introdução
e isso é normal, mas na verdade ela deve ser escrita ou revista ao final da redação
do texto da pesquisa (desenvolvimento), para que tenha coerência.
Desse modo, o resumo, a introdução e a conclusão devem redigidos
simultaneamente, em favor do alinhamento do texto. Para simplificar, deve haver
uma linha reta entre: Resumo, Introdução, Desenvolvimento, Análise dos
resultados e Conclusão.
Figura 6: Alinhamento entre Resumo e Conclusão.

RESUMO CONCLUSÃO

Fonte: elaboração própria

25
4.2.2 Quanto aos aspectos metodológicos

A metodologia que será utilizada na pesquisa. Estes poderão ser


apresentados no corpo da introdução em um parágrafo à parte ou em capítulo
Poderá ser apresentado à parte, dependendo da complexidade do método. Nesse
caso, deverá ser apresentado depois do Referencial Teórico e antes do capítulo de
Análise e Interpretação dos Dados (quando houver). É comum em Estudos de Caso
simples e múltiplos, estudos probabilísticos etc.

4.2.3 Desenvolvimento/Referencial Teórico: corpo do TCC

O Desenvolvimento/Referencial Teórico representa as bases para a pesquisa. É


a fundamentação lógica do trabalho, contendo os principais autores, obras,
documentos etc., para o desenvolvimento do trabalho e a comprovação da sua
relevância. Ele é subdividido em partes, podendo ser capítulos, seções, subseções,
com as devidas numerações.

4.2.4 Orçamento e Cronograma

Orçamento: quando houver, deverá ser apresentado de modo detalhado.


Está relacionado aos recursos para a realização da pesquisa (aquisição de livros,
viagens, entrevistas, cópia de materiais para consulta, criação de protótipos,
recursos tecnológicos, desenvolvimento de ferramentas, programas, tradução etc.).

Figura 7: Exemplo de Orçamento

ORÇAMENTO 1º Bim. 2º Bim. 3º Bim. 4º Bim. 5º Bim. 6º Bim. Total


Transporte $ $ $
e Viagens
Material de S $ $ $ $ $
consumo
Livros $ $ $
Assinatura de $ $ $ $
plataformas de
base de dados
Tecnologias $ $
Tradução $ $
Total
Fonte: Fonte: Marconi, Lakatos (2021) – adaptado.

26
Cronograma: apresentar o cronograma com todas as etapas necessárias à
sua consecução.
• O Cronograma responde à pergunta quando?
• Algumas etapas podem acontecer simultaneamente e outras dependem
das etapas anteriores, logo atenção para os prazos.

Figura 8: Exemplo de Cronograma

CRONOGRAMA Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Preparação do X X
projeto de
pesquisa
Acompanhamento X X X X X X X X X X X X
com o orientador
Definição do tema X
Execução da X X
primeira fase da
pesquisa –
seleção das
referências
teóricas: autores
Execução da X X
segunda fase da
pesquisa:
desenvolvimento
do referencial
teórico
Execução da X X
terceira fase da
pesquisa: o
método -
alinhamento
Pesquisa: X X X X
Codificação,
apuração e
tabulação
Análise dos X X X X
dados
Interpretações X X
dos resultados e
conclusões
Redação - X X X X X X X X X
digitação
Revisão X X
Apresentação X
Final

Fonte: Marconi, Lakatos (2021, p. 126) – adaptado.

4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

4.3.1 Referências

Elemento obrigatório, elaborado conforme a ABNT NBR 6023:2018. Define-se


como conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento,
que permite sua identificação individual. São considerados como Referências: livros,
revistas, periódicos, teses de doutorado, dissertação de mestrado, monografias, artigos,

27
sites, documentos, jornais, entrevistas, lives etc.
• São essenciais: autor (es), título, edição, local, editora e data da publicação.
Quando são fontes extraídas dos meios digitais também devem ser apresentados
o endereço do site (Disponível em:
https://bdex.eb.mil.br/jspui/bitstream/123456789/5080/1/Artigo-Cap%20Rodney.pdf) e
data de acesso (Acesso em: 21 mar. 2020).

Ver exemplos na Figura 8.

Esta não é uma seção numerada, ou seja, NÃO recebe numeração de capítulo.
O título deve ficar alinhado à esquerda, em caixa alta e negrito.

4.3.1.1 Regras gerais de apresentação

a. As referências devem aparecer em ordem alfabética de entrada


(autores pessoais, entidades ou títulos);
b. As referências são alinhadas somente à margem esquerda do
texto e de forma a identificar individualmente cada documento, em
espaço simples e separadas entre si por uma linha em branco de
espaço simples.
Obs.: quando as referências aparecerem em notas de rodapé, serão
alinhadas, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da
primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e
sem espaço entre eles.
Cabe destacar que as notas de rodapé são mais bem utilizadas para
explicar algo e não como espaço para referências.
Essas questões podem variar de instituição para instituição, inclusive a
escolha da norma Técnica: ABNT, Chicago, Vancouver, APA etc.
Para fins dos trabalhos de TCC as referências deverão ser
apresentadas ao final, conforme instruções a seguir;
c. Os elementos essenciais são indispensáveis a identificação de um
documento: autor (es), título, local, editora e data de publicação.
Caso não haja autoria declarada, a entrada será pela primeira
palavra do título em caixa-alta, sem negrito;
d. Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser
apresentados em sequência padronizada e retirados do próprio
documento. Quando isso não for possível, utiliza-se outras fontes de
28
informação, indicando-se os dados assim obtidos entre colchetes;
e. Utilizar negrito como recurso tipográfico para destacar o elemento
título, sendo uniforme em todas as referências de um mesmo
documento;
f. As referências constantes em uma lista padronizada devem obedecer
aos mesmos princípios. Ao optar pela utilização de elementos
complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências
daquela lista;
g. Caso haja referência de duas publicações do mesmo autor, organizar
por ordem cronológica e colocar na referência seguinte, no espaço
destinado ao nome do autor, um traço sublinear equivalente a seis
espaços seguidos de ponto. (*)
h. Para documentos online, além dos elementos essenciais e
complementares, é necessário informar o endereço eletrônico,
precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso, precedida
pela expressão Acesso em: 15 jul. 2019. (**)

29
Figura 9: Modelo de referência

REFERÊNCIAS
(Fonte Arial 12, negrito, caixa-alta, 1 espaço de 1,5)

ABREU, Bruno. O que é e para que serve o single sign-on. 2017. Disponível em: <
http://blog.onedaytesting.com.br/single-sign-on/.> Acesso em: 20 mai. 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: informação e
documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10719: informação
e documentação – trabalhos acadêmicos - apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
CIRIACO, Douglas. Unix: o pai de todos os sistemas operacionais. Tecmundo, 2011.
Disponível em: < https://www.tecmundo.com.br/macos/10556-unix-o-pai-de-todos-os-
sistemas-operacionais.htm>. Acesso em: 24 mai. 2018.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Texto
constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988. Brasília: Senado Federal,
Coordenação de Edições Técnicas, 2016.
CÔRTE, Adelaide Ramos E et al. Automação de bibliotecas e centros de documentação:
o processo de avaliação e seleção de softwares. Ci. Inf., Brasília, v. 28, n. 3, p. 241-
256, set. /dez. 1999.
CÔRTE, Adelaide Ramos E et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. 2.ed. São Paulo: Pólis, 2002.
DEMO, Pedro. Introdução à metodologia da ciência. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998.
FIGUEIREDO, Nice. Situação da automação nas Bibliotecas Universitárias. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Fortaleza, CE.
Anais... Fortaleza, 1998.
HEEMANN, Vivian. Mudança de hábito: impacto das novas tecnologias na qualificação
do profissional bibliotecário e no uso final. In: SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM
BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 5., 1994, São José dos Campos.
Anais... São José dos Campos: UNIVAP, 1994. p. 172-176.
IMPACTA. Aprenda o que é o sistema SAP. 2018. Disponível em:
https://www.impacta.com.br/blog/tag/sistema-sap/. Acesso em: 20 mai. 2016.
REVISTA BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA. São Paulo: USP, 1986, 29 v.
SÃO PAULO (Estado). Decreto nº.33.161, 2 abr. 1991. São Paulo Legislação: coletânea
de leis e decretos. São Paulo, v. 27, n. 4, p,42, abr. 1991.

30
SÃO PAULO. Lei n. 17.230, de 9 dezembro de 2019. Dispõe sobre o fornecimento de
alimentação...-Completar... – Diário Oficial do Estado de São Paulo, v. 129, n. 233, 10
dez, 2019. Disponível em: http://dobuscadireta. Imprensaoficial.com.br. Acesso em: 11
mar.2020.

Alinhamento somente à margem esquerda, em espaço simples e separado entre si por 1 espaço simples,
fonte Arial 12, em ordem alfabética)
Fonte: Comissão de Normalização

4.3.2 Glossário

Segundo a NBR 14724:2011, consiste em elemento opcional, elaborado em


ordem alfabética, que consiste na relação de palavras ou expressões técnicas de uso
restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto, acompanhadas de respectivas
definições.

Exemplos:

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos


e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. Procura-se analisar
todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa.

OPERAÇÃO DESCONTINUADA: Componente da entidade que foi alienado ou detido


para venda, e representa um ramo separado de negócios importante, ou área geográfica
de operações; é parte de um plano coordenado único para liquidar um ramo separado
de negócios importante, ou área geográfica de operações; ou é uma controlada
adquirida exclusivamente com vistas à revenda.

4.3.3 Apêndice

Elemento opcional que consiste em texto ou documento elaborado pelo autor,


com a finalidade de complementar informações sobre o tema abordado, podendo ser
considerado base para aprofundamento do mesmo. São identificados por letras
maiúsculas seguidas por travessão e seus respectivos títulos. Quando
ultrapassar as letras do alfabeto usa-se letras dobradas (AA). No sumário registrar
somente o item: APÊNDICES com respectiva paginação inicial. No corpo do trabalho
seguir o exemplo abaixo:
31
Exemplo:

APÊNDICE A - DIFERENÇAS ENTRE LUCRO CONTÁBIL E LUCRO ECONÔMICO

APÊNDICE B – TESTE DE NORMALIDADE

4.3.4 Anexo

Elemento opcional identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e


pelos respectivos títulos. Excepcionalmente, utiliza-se letras maiúsculas dobradas, na
identificação dos anexos, quando esgotadas as 23 letras do alfabeto. É constituído
por texto ou documento não elaborado pelo autor, sendo inserido no trabalho para
ilustrar e comprovar informações.
Exemplo:

ANEXO A – Representação gráfica de...

ANEXO B – Tabela ...

4.4 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO

4.4.1 Formato

Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7


cm), impressos em cor preta, podendo utilizar outra cores somente para ilustrações.

A fonte deverá ser arial tamanho 12 para todo o texto, inclusive a capa,
excetuando-se as citações diretas de mais de três linhas, nota de rodapé,
paginação e legenda das ilustrações e tabelas, que devem ser digitadas em fonte
menor (fonte 10) e uniforme. Para citações de mais de três linhas, utilizar também
recuo de 4 cm da margem esquerda.

4.4.2 Margem

As folhas devem apresentar as seguintes margens:


• esquerda e superior de 3 cm
• direita e inferior de 2 cm
32
4.4.3 Espacejamento

O texto deve ser digitado com espaço de 1,5 cm entrelinhas, excluindo-se as


citações diretas de mais de três linhas (espaço simples), notas de rodapé,
referências, legendas das ilustrações e tabelas, tipo de projeto de pesquisa e nome
da entidade, que devem ser digitados em espaço simples.

Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os procede ou


que o sucede por um espaço de 1,5 cm.

Na folha de rosto, o tipo de projeto de pesquisa e o nome da entidade a que


é submetido devem ser alinhados do meio da página para a margem direita (7,5 cm).
As referências devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco.

4.4.4 Notas de rodapé

São anotações colocadas ao pé da página para prestar esclarecimentos ou


complementar informações. As notas devem ser digitadas no final da página, dentro
das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e
por filete de 5 cm, a partir da margem esquerda e em caracteres menores que os
utilizados no texto (arial 10).

Deve ser numerada em ordem crescente e necessariamente deve estar na


mesma página em que se localiza o número de chamada. Para os títulos que
ocupem mais de uma linha deverão ser, a partir da segunda linha, alinhada abaixo
da primeira letra da primeira palavra do título.

Obs.: utilizar recurso do Office-Word ou outro: aba de Referências – inserir


Nota de Rodapé.

4.4.5 Indicativos de seção

Os indicativos numéricos de uma seção devem preceder seu título, alinhado


à esquerda, separados por um espaço de caractere. Os títulos das seções primárias
(capítulos) devem começar em páginas ímpar (anverso), na parte superior da
33
mancha gráfica e ser separados do texto que os sucede por um espaço de 1,5 cm.
Da mesma forma, os títulos das subseções (subcapítulos) devem ser separados dos
textos que precede e sucede pelo mesmo espaço 1,5 cm.

4.4.6 Título sem indicativo numérico

Os agradecimentos, os resumos, as listas de ilustrações, listas de


abreviaturas e siglas, listas de símbolos, sumário, referências, glossário, apêndice,
anexos e índice devem ser centralizados.

4.4.7 Numeração progressiva

Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a


numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias,
que são as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta. Devem
ser destacados gradativamente os títulos das seções, utilizando-se negrito, itálico ou
grifo e redondo, caixa alta ou versal, e outro, no sumário e de forma idêntica no texto.
Deve-se utilizar algarismos arábicos para representar as numerações, sendo
essas limitadas até a seção quinária.
Os títulos das seções (primárias, secundárias, etc.) devem ser colocados
após sua numeração, dele separado por um espaço, iniciando-se o texto em outra
linha.

4.4.8 Paginação

Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas


sequencialmente, mas não numeradas. A numeração deve ser colocada a partir da
primeira folha da parte textual (introdução), em algarismos arábicos, no canto
superior da folha a 2cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da
borda direita da folha.

Quando o trabalho for digitado no anverso da folha, a numeração será no


canto superior direito da folha, e quando for digitado no verso a numeração deve ser
no canto superior esquerdo da folha.

34
4.4.9 Citações

As normas apresentadas nesta sessão e em suas subseções têm como base


a norma NBR 15020:2002 - Informação e documentação - Citações em documentos.
As citações podem ser diretas e indiretas:
• Diretas: consiste na citação literal das palavras do autor e deve respeitar
suas características.
• É necessário obedecer às seguintes regras:
• Citações diretas de até 3 linhas: deve ser feita normalmente,
dentro do texto, entre aspas - “ “ -, e apresentando o sobrenome
do Autor, ano página;
Exemplos:
• “A expressão ‘furiosa’ dessa estátua de que fala Rabelais,
corresponde também à realidade” (BAKHTIN, 1987, p. 388).

• Segundo Prunes (2000, v. 2, p. 647-648) “a inconformidade dos


demandantes, sustentado laudo pericial técnico [...]”.

- Entendendo algumas possibilidades no estilo de redação, elas podem ser feitas:


• Normalmente ao final do texto: (MARCONI; LAKATOS, 2021, p.
145).
• Normalmente ao longo do texto: Afirmam Marconi e Lakatos
(2021, p. 145) ...

– Apresentação. No decorrer do texto apresentaremos os artigos correspondentes a


cada informação apresentada.

Define-se como trechos retirados de fontes utilizadas com a finalidade de


corroborar com as ideias do autor. Para Marcantonio, Santos e Lehfeld (1993, p. 57),
São “as contribuições alheias, extraídas de documentos analisados pelo pesquisador,
servirão de suporte para que o estudioso venha documentar e interpretar aquelas
fontes que lhe serão uteis no decorrer de seu trabalho”.

• Citação direta superior a 3 linhas: transcrição


textual de parte da obra do autor consultado.

35
• Exemplos:
Para sobreviver, as universidades, nos últimos 20 anos, têm reagido a essas
adversidades, procurando fluxos alternativos de recursos em fontes privadas,
especialmente no mercado. Em decorrência disso, as mudanças que estão
ocorrendo na academia são, comparativamente, tão grandes como as que
ocorreram em outras áreas no final do século XIX. Assim, mudanças nos
objetivos e no gerenciamento estão deixando o futuro das universidades ao
sabor da inconsistência do mercado global (CUNHA, 2000, p. 72).

Foi nos foros multilaterais, particularmente nas Nações Unidas, onde melhor se
percebeu uma atuação internacional do Brasil, no sentido de reverter o quadro
de passividade e, principalmente, de imprimir maior visibilidade ao país frente à
comunidade internacional. A partir de então, este esforço esteve conjugado ao
objetivo de assegurar voz e voto no processo de reforma institucional da ordem
internacional (HIRST; PINHEIRO, 1995, p.11).

• Citação indireta: texto baseado na obra do autor consultado.


Conhecido também por paráfrase.
• Exemplo:
Para Cunha (2000) as universidades privadas obtiveram bons faturamentos,
porém, devido a grande quantidade dessas instituições apenas as melhores e
mais estruturas, se consolidarão no mercado. Atravessaram o desafio de aliar a
qualidade de profissionais, com as novas tecnologias e principalmente agradar
os acadêmicos.

• Citação de citação: citação direita ou indireta de um texto a que


não se teve acesso ao original (apud). Apud significa citado por.

• Exemplos:

a) Em pesquisa científica, “não formular o problema é andar às cegas”


(DEWEY apud RUDIO, 2014, p.19).

A fonte de consulta foi o livro do Rudio: RUDIO, Franz Victor. Introdução ao


projeto de pesquisa científica. 42 ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

b) "somente no ano passado [1998], o ensino superior privado foi um negócio que
faturou R$ 4,2 bilhões. (...) O mercado vai saturar e só sobrarão as melhores
instituições” (REZENDE ,1999, apud CUNHA, 2000, p.3).

36
Regras gerais de apresentação

a. Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável


ou título incluído na sentença, devem ser em letras maiúsculas e minúsculas e,
quando estiverem entre parênteses, devem ser em letras maiúsculas.

Exemplos:

Conforme propõe Hartley (2001) tanto o ser humano quanto suas organizações
apresentam uma aversão natural a mudanças.
- (citação indireta ou paráfrase)

“O benchmarking é um processo contínuo e sistemático para avaliar produtos, serviços


e processos de trabalho de organizações” (SPENDOLINI, 1992, p. 30).
- (citação direta)

Obs.: Quando o autor vem antes do pensamento utiliza caixa-baixa. Quando o autor
vem depois do pensamento utiliza caixa-alta e parêntese.

b. Especificar no texto a (s) página (s), volume (s), tomo (s) ou seção (ões) da fonte
consultada, nas citações diretas. Este (s) deve (m) seguir a data, separado (s) por
vírgula e precedido (s) pelo termo, que o (s) caracteriza, de forma abreviada. Nas
citações indiretas, a indicação da (s) página (s) consultada (s) é opcional (art. 5.1).

Exemplos:

“O planejamento é definido como o ato ou processo de estabelecer objetivos,


diretrizes e procedimentos para uma unidade de trabalho” (CAPEZIO, 2002, p.2).

Meyer parte de uma passagem crônica de “14 de maio”, de A Semana: Houve sol, e
grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente
sancionou [...] (ASSIS, 1994, v.3, p.583).

c. As citações diretas de até 3 linhas, devem estar inseridas entre aspas duplas. As
aspas simples devem ser utilizadas para indicar citação no interior da citação.

37
Exemplos:

Para Niven (2001, p. 63) “[...] as pessoas são mais felizes quando permitem que
sua personalidade individual aflore, e não quando se adaptam a imagens
determinadas pela sociedade”.

“Não se mova, faça de conta que está morta” (CLARAC; BONNIN, 1985, p.72).

d. As citações diretas com mais de três linhas, devem ser destacadas com recuo
de 4 cm da margem esquerda, com letra menor (letra 10) que a do texto
utilizado (letra 12) e sem aspas e espaço simples entre linhas.

Exemplo:

A argumentação, ou seja, a operação com argumentos, apresentados com


objetivo de comprovar uma tese, funda-se na evidência racional e na evidência
dos fatos. A evidência racional, por sua vez, justifica-se pelos princípios da
lógica. Não se podem buscar fundamentos mais primitivos. A essência é a
certeza manifesta imposta pela força dos modos de atuação da própria razão
(SEVERINO, 2002, p.185).

e. Devem ser indicadas supressões, interpolações, comentários, ênfase ou


destaques, do seguinte modo:
o Supressões: [...]
o Interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]
o Ênfase ou destaque: grifo, negrito ou itálico (mais utilizado para palavras
estrangeiras).

f. Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los indicando esta alteração com
a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do
autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada.

Exemplos:

“[...] não é correto imaginar que o lucro contábil seja um número desprovido
de significado, gerado com base em mera operação algébrica.” (SANTOS;
LUSTOSA, 2008, p. 91, grifo nosso).

38
[...] desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que,
aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...].
(CANDIDO, 1993, p. 12, grifo do autor)

4.4.9.1 Sistema de chamada

As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada:


numérico ou autor-data. Qualquer que seja o método adotado, deve ser seguido
consistentemente ao longo de todo o trabalho, permitindo sua correlação na lista de
referência ou em notas de rodapé.

4.4.9.2 Sistema autor-data

A indicação de fonte é feita pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada
unidade responsável até o primeiro sinal de pontuação, seguido (s) da data de
publicação do documento e da (s) página (s) da citação, no caso de citação direta,
separados por vírgula e entre parênteses.

Dentro do texto é apresentado assim:

Parágrafo único. Promulgada a Constituição do Estado, caberá à Câmara


Municipal, no prazo de seis meses, votar a Lei Orgânica respectiva, em dois
turnos de discussão e votação, respeitando o disposto na Constituição Federal
e na Constituição Estadual (BRASIL, 2008, p.138, grifo do autor).

Na página de Referências fica assim:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:


promulgada em 5 de outubro de 1988. 41ed. São Paulo: Saraiva, 2008. Coleção
Saraiva de legislação.

As citações subsequentes da mesma obra podem ser referenciadas de forma


abreviada, utilizando as seguintes expressões, abreviadas quando for o caso.

o Idem mesmo autor id.


o Ibdem na mesma obra ibid.
o Opus citatum, opere citato obra citada op. cit.
o Passim aqui e ali passim
o Loco citato no lugar citado loc. cit.
o Confira, confronte Cf.
39
o Sequentia seguinte ou que se segue et seq.
o Apud citado por, conforme, segundo – pode ser usada no texto.

Toda fonte utilizada durante a elaboração do TCC, seja ela: música,


desenho, artigo de lei, deverá ser citada dentro do texto e inserida na lista de
referências.

4.4.10 Planejamento da Pesquisa

No item 4 - Estrutura do Projeto de Pesquisa (Figura 5), foram apresentados os


seis passos para o desenvolvimento do Projeto de Pesquisa e agora teremos os passos
para o Planejamento da Pesquisa, de acordo com Marconi e Lakatos (2021c, p. 170):

Preparação da Pesquisa

1. Decisão sobre a realização da pesquisa: pressupõe uma série de conhecimentos


anteriores e metodologia adequada;
2. Especificação dos objetivos: podem definir a natureza do trabalho, o tipo de
problema a ser selecionado, o material a coletar. O objetivo torna explícito o
problema. Respondem às perguntas: Por quê? Para quê? Para quem?
3. Elaboração de um plano de trabalho: auxilia na objetividade e lógica do trabalho;
4. Constituição da equipe de trabalho (quando realizada em equipe): Quem?;
Levantamento de recursos e cronograma: Quanto? Quando?

Fases da Pesquisa

1. Escolha do tema: O que será explorado/pesquisado?


2. Levantamento de dados:
a. Fontes primárias: dados históricos, bibliográficos e estatísticos,
informações, pesquisas e material cartográfico; arquivos oficiais e
particulares; registros em geral; documentação pessoal (diários,
memórias, autobiografias); correspondência pública ou privada etc.
b. Fontes secundárias: imprensa em geral e obras literárias.

3. Formulação do problema: é uma dificuldade, teórica ou prática, no


conhecimento de alguma coisa de real importância, para a qual se deve encontrar
uma solução. Tudo começa pelo problema de pesquisa. A colocação clara do
problema pode facilitar a construção da hipótese (possível resposta ao problema
de pesquisa).
Deve ser formulado de forma interrogativa e delimitado com indicações das
variáveis que intervêm no estudo – relação causa e efeito -. Quanto mais
complexo o problema, mais complexa será a pesquisa. A delimitação feita
corretamente, simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação.
O problema deve ser analisado, observando as seguintes características, antes
de ser validado:

40
a) Viabilidade: pode ser eficazmente resolvido através da pesquisa?
b) Relevância: é capaz de trazer conhecimentos novos?
c) Novidade: está adequado ao estado atual das inovações científicas?
d) Exequibilidade: com esse problema, é possível chegar a uma conclusão
válida?
e) Oportunidade: o problema atende a interesses particulares ou gerais?

Problema de pesquisa: O quê? Como?

4. Definição dos termos: é importante definir termos que possam dar margem a
interpretações erradas;
5. Construção das hipóteses: é uma suposição que antecede a constatação dos
fatos e tem como característica uma formulação provisória: deve ser testada para
determinar sua validade – pode ser confirmada ou refutada. A função da hipótese,
na pesquisa científica, é propor explicações para certos fatos e, ao mesmo tempo,
orientar a busca de outras informações;
6. Indicação das variáveis: deve-se indicar as variáveis dependentes e
independentes – causa e efeito;
7. Delimitação da pesquisa: estabelecer os limites para a investigação
8. Amostragem: é uma parcela selecionada do universo;
9. Seleção dos métodos e técnicas: a seleção está diretamente ligada ao
problema de pesquisa;
10. Organização do instrumental da pesquisa: é uma etapa importante do
planejamento da pesquisa; visitas, entrevistas, documentação, indivíduos ou
objetos pesquisados etc.;
11. Teste de instrumentos e procedimentos: para validar é necessário fazer testes
preliminares – pesquisa piloto.

Execução da Pesquisa

1. Coleta de dados:
2. Organização dos dados
3. Análise e interpretação dos dados
4. Representação dos dados
5. Conclusões.

Relatório da Pesquisa

5 ESTRUTURA PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS

Parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute


ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do
conhecimento (ABNT NBR 6022:2018). São pesquisas realizadas e publicadas em
revistas e periódicos especializados. Para Marcantonio, Santos, Lehfeld (1993) o

41
artigo deve divulgar os resultados de estudos, levar o conhecimento do público
interessado, ideias novas. O pesquisador precisa utilizar um estilo claro, conciso,
objetivo, uma linguagem técnica, correta, mas simples.

Quadro 2 - Estrutura para artigos científicos.

Estrutura Elementos

Elementos Título e subtítulo no idioma do documento


(obrigatório) Título e subtítulo em outro idioma
pré-textuais
(opcional)
Nome (s) do (s) autor (es) (obrigatório)
Resumo em língua vernácula (obrigatório)
Palavras-chave em língua vernácula (obrigatório)
Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório)
Elementos textuais Introdução (obrigatório)
Desenvolvimento (obrigatório)
Análise dos resultados (quando necessário)
Conclusão (obrigatório)
Elementos Referências (obrigatório)
pós-textuais Glossário (opcional)
Apêndice (s) (opcional)
Anexo (s) (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Fonte: ABNT NBR 6022:2018.

Para fins acadêmicos a quantidade de páginas de um artigo é em torno de vinte


(20), contadas entre o resumo e as referências.
Artigos destinados para congressos, simpósios, revistas, periódicos etc. devem
atender às normas previstas em seus respectivos editais. O não atendimento às normas
pode levar à solicitação de revisão ou até mesmo à reprovação/não aceitação do artigo.
Curiosidade: é comum nos casos dos periódicos a estrutura IMDR - Introdução,
Metodologia, Discussão e Resultados.
Para Marconi e Lakatos (2021b), os artigos científicos são estudos pequenos,
mas completos que abordam uma questão científica. Apresentam o resultado de
estudos ou pesquisas, de forma clara, objetiva e com profundidade acadêmica. Destaca-
se pela reduzida dimensão de conteúdo.
Concluído o trabalho de pesquisa, seja documental, bibliográfica ou de campo, é
importante a sua publicação, já que proporciona a ampliação do conhecimento e a
compreensão de outras realidades.
Outro ponto relevante nos artigos científicos, para Marconi e Lakatos (2021a, p.
286), e considerando que são trabalhos completos, é que “permitem ao leitor, mediante

42
a descrição da metodologia empregada, do processamento utilizado e resultados
obtidos, repetir a experiência”.
Os artigos científicos podem ser elaborados, de acordo com a NBR 6022,
parágrafo 4, da seguinte forma: artigos científicos em original e de revisão. Para Marconi
e Lakatos (2021a), os artigos científicos podem apresentar algumas diferenças e são
elas:
a) Artigo de argumento teórico:
- apresenta argumentos favoráveis ou contrários a uma opinião
- apresenta o argumento e depois os fatos que podem provar ou refutar
- em um dado momento o autor deverá se posicionar
- requer pesquisa profunda e intensa, capaz de coletar dados relevantes,
atuais e suficientes para sustentar o argumento
- é necessário se aprofundar no tema.

Um roteiro básico para argumento teórico:


• Exposição da teoria
• Fatos apresentados
• Síntese dos fatos
• Conclusão/Considerações finais

b) Artigo de análise:
- o autor faz a análise de cada elemento relacionado ao assunto em relação
ao todo
- requer um estudo amplo e profundo do tema
-procura descobrir e provar a verdadeira natureza do assunto e a sua relação
entre as partes: relações causais – causa e efeito
- a análise engloba: descrição, classificação e definição do assunto,
considerando a estrutura, a forma, o objetivo e a finalidade do tema.
- entre em detalhes e apresenta exemplos
- na atualidade, não é muito comum encontrar artigos totalmente analíticos.

Um roteiro básico para artigo de análise:


• Definição do assunto
• Aspectos principais e secundários
• As partes
• Relações existentes

43
c) Artigo classificatório:
- procura classificar os aspectos de um determinado assunto e explicar suas
partes
- faz a divisão/tabulação do tema em classes, com as suas principais
características
- apresenta: definição, descrição objetiva e análise

Um roteiro básico para artigo classificatório:


• Definição do assunto
• Explicação da divisão
• Tabulação dos temas
• Definição de cada parte

Estilo de redação

Para Marconi e Lakatos (2021b), o estilo de redação de um artigo deve ser claro,
objetivo, preciso, coerente e simples. Deve-se evitar ao máximo os adjetivos e advérbios
supérfluos, rodeios, repetições e explicações inúteis ao entendimento do texto. Deve-se
também ter atenção para o significado preciso das palavras.
No que se refere à redação do texto, deve-se observar às exigências da área ou
em certos casos o estilo do orientador, podendo ser:
a) Na terceira pessoa (forma impessoal): A pesquisa foi realizada...; Realizou-se
a pesquisa...; A presente pesquisa trata..., O artigo trata...
b) Na primeira pessoa do plural: Realizamos a pesquisa...
c) Na primeira pessoa do singular: Realizei a pesquisa...

A forma gramatical mais comum é a impessoal e torna a leitura mais leve para o
leitor. É necessário que o texto seja agradável e instigante. Observa-se que “a redação
científica é direta, objetiva, devendo, não só despertar o interesse do leitor, mas também
conservá-lo” (MARCONI; LAKATOS, 2021b, 191).
As afirmações, definições, regras, fórmulas, modelos, dados, notícias, leis etc.,
devem, necessariamente, estar apoiados em evidências e com as devidas citações das
fontes originais e caberá ao autor fazer o uso correto das normas ABNT para esta
finalidade (citações diretas ou indiretas).
Outro ponto que merece atenção é o título, pois que deve ter total aderência ao
conteúdo. Uma recomendação para evitar qualquer tipo de ruptura, é fazer uma leitura
crítica para verificar o alinhamento entre:
44
• Título
• Resumo e palavras-chave
• Introdução
o Problema de pesquisa
o Hipótese
o Objetivos
o Justificativa
o Metodologia
• Desenvolvimento – ordem lógica, relevância, referências utilizadas (mais
adequadas, atualizadas etc.)
• Análise dos dados (se houver)
• Conclusão/Considerações finais.
Cabe observar a seguinte imagem: deve haver uma linha reta entre o título e a
conclusão.

Figura 10: Coerência entre o Título e a Conclusão

Título Conclusão

Fonte: elaboração própria

Cabe apresentar, mais detalhadamente, a estrutura do artigo científico.

5.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

5.1.1 Título e subtítulo

Deve figurar na página de abertura do artigo, diferenciados tipograficamente


ou separados por dois pontos e na língua do texto. A apresentação de título e
subtítulo em língua estrangeira é de caráter opcional, mas se apresentado, deve
seguir os padrões supracitados.

5.1.2 Autor (es)

Deve conter o (s) nome (s), completos, do (s) autor (es) seguidos da titulação
e instituição de origem. O currículo e endereços postal e eletrônico devem aparecer
no rodapé da página indicado por asterisco (Recurso: Referências - Inserir Nota de
Rodapé).
45
5.1.3 Resumo em língua vernácula

Elemento obrigatório, onde devem figurar frases concisas e objetivas e não


enumeração de tópicos, de no máximo 250 palavras (entre 200 e 250), seguido das
palavras-chave, elemento obrigatório, que fica abaixo do resumo separada por
ponto. Elaborado conforme a NBR 6028:2003.

Exemplo:

Palavras-chave: Palavra 1. Palavra 2. Palavra 3. - (no máximo 5) –

- Na sequência são apresentados o Resumo e as palavras-chave em língua


estrangeira.

5.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

5.2.1 Introdução

Parte inicial do artigo onde o autor deve delimitar o tema pesquisado,


oferecendo uma visão global do estudo realizado, o problema, os objetivos e as
justificativas que levaram o autor a tal investigação e apontar as questões da
pesquisa para as quais buscará as respostas.
Foco na apresentação do assunto, problema, objetivo(s), justificativa(s),
metodologia, limitações e proposição.
Todos os elementos do Projeto de Pesquisa: do tema até a metodologia,
farão parte da introdução, de modo textual!
A Metodologia poderá ganhar espaço específico somente quando necessário!

5.2.2 Desenvolvimento e demonstração/análise dos resultados

Contém exposição e discussão das teorias que foram utilizadas para entender
e esclarecer o problema, apresentando-as e relacionando-as com a dúvida
investigada. Trazendo seções e subseções com o assunto esmiuçado dependendo
do tema e do método utilizado.

46
Foco na exposição, explicação e demonstração do material (escolha assertiva
das referências: autores, documentos, leis etc.), avaliação dos resultados da
pesquisa e, quando possível, a comparação com obras anteriores (MARCONI,
LAKATOS, 2021).
Pode ser útil, para o autor, desenvolver um esquema para expor, de maneira
lógica, o que pretende escrever. É muito usado para evitar repetição ou omissão de
conteúdos ao longo do texto. O público para quem se destina o artigo também deve
ser levado em conta, mas lembre-se de manter uma redação clara e objetiva, pois
artigos são textos curtos e podem ter algo entorno de 20 páginas – entre o resumo
e as referências. Para o caso de congressos, simpósios, revistas etc. deve-se
observar as limitações e as regras em edital próprio.

5.2.3 Conclusão ou Considerações Finais

Contém conclusões e as descobertas do texto, evidenciando com clareza e


objetividade as deduções extraídas dos resultados obtidos ou apontadas ao longo da
discussão do assunto. Responde ao problema de pesquisa, às hipóteses enunciadas
e aos objetivos do estudo, onde não se permite que nesta seção sejam incluídos
dados novos.

5.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

5.3.1 Título e subtítulo em língua estrangeira (opcional)

Devem ser diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos.

5.3.2 Resumo em língua estrangeira

Elemento obrigatório, em versão do resumo em língua vernácula, para idioma


de divulgação internacional (inglês, espanhol ou francês), com as mesmas
características e seguindo das palavras-chave. É uma síntese do trabalho realizado.
O Resumo em língua estrangeira é comumente apresentado na parte pré-textual).
O Resumo é escrito com verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular e
é importante comparar o texto do Resumo com o Texto da Introdução para evitar
contradições ou incoerências.

5.3.3 Notas explicativas (se necessário)

47
Devem ser numeradas em algarismos arábicos, em ordem consecutiva.
Aconselha-se que as notas de referência sejam colocadas no final do trabalho ou no
rodapé da página para explicações. É mais comum e mais fácil apresentar em nota de
rodapé (Recurso: Referências – Inserir Nota de Rodapé). Cuidado para não fazer notas
de rodapé em excesso. São usadas de modo bem pontual para complementar algo
relevante ao texto, sugerir outras referências não usadas no texto etc. Valide a
necessidade com o orientador de área).

5.3.4 Referências

Elemento obrigatório. Elaborado conforme 4.3.1.

5.3.5 Glossário

Elemento opcional. Elaborado conforme 4.3.2.

5.3.6 Apêndice

Elemento opcional. Elabora conforme 4.3.3.

5.3.7 Anexo

Elemento opcional. Elaborado conforme 4.3.4

5.4 INDICATIVO DE SEÇÃO

Deve preceder o título, com alinhamento à esquerda e separado por um


caractere.
Elaborado conforme 4.4.5.

5.5 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA

Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a


numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias, que
são as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta.
Elaborado conforme 4.4.7.
48
5.6 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS

No item 4.4.9 foram apresentados o Sistema de Chamada autor-data e as regras


para citação direta e indireta. Em virtude das inúmeras possíveis fontes de citações e
referências etc.) seguem alguns exemplos para auxiliar na elaboração do TCC (artigo,
projeto, monografia, dissertação, tese).

a) Quando houver coincidência de autores com o mesmo sobrenome e data,


acrescentam‐se as iniciais de seus prenomes.

Exemplo:

No Texto:

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto [...] (CASTRO, T., 1989, p. 198).

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto [...] (CASTRO, H., 1989, p. 35).

Nas Referências:
CASTRO, H. Título X. Nº. ed. São Paulo: Atlas, 1989.

CASTRO, T. Título Y. Rio de Janeiro: Campus, 1989.

b) Em diversos documentos de um mesmo autor, com a mesma data de publicação,


acrescentam‐se letras minúsculas após a data, sem espacejamento.

Exemplo:

No Texto:

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto (MARCONI; LAKATOS, 2021b, p.153).

Nas Referências:

MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Fundamentos de Metodologia Científica. 9. ed.


São Paulo: Atlas, 2021a.

49
MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Metodologia do Trabalho Científico. 9. ed. São
Paulo: Atlas, 2021b.

5.6.1 Referências

Importantíssimo: sempre guardar a ficha catalográfica. Nela vocês encontrarão tudo o


que precisam para fazer as citações e referências.

a) Livros

Um autor

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos,


resenhas. 5.ed. São Paulo; Atlas, 2003.

Dois autores

MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e padrões para teses, dissertações
e monografias. 5.ed. Londrina: Eduel, 2003.

Três autores

SOUZA FILHO, M. C.; CRUZ, D. M.; ALBERTIN, N. T. Um estudo


nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn. In: SEMINÁRIO NNNNNNNNNN, 3., 2010, São Paulo.
Anais...São Paulo. USP, 2010. P. 12‐23.

Mais de três autores

Havendo mais de três autores, pode-se aplicar duas opções: nomear todos
(recomendável), ou nomear o primeiro e, em seguida, colocar a expressão latina et al
(permitida) (NBR 6023 – ABNT).

IEZZI, Gelson; DOLCE O.; Degenszajn D.; PÉRIGO R.; ALMEIDA N. Matemática
ciência e aplicações. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 3.v.

Ou
50
IEZZI, Gelson. et al. Matemática ciência e aplicações. 6 ed. São Paulo: Saraiva,
2014.3.v.

b) Folheto

GOMES, Luiz Flávio; MOLINA, Antônio Garcia Pablos de. Criminologia: introdução
aos seus fundamentos teóricos: introdução às bases criminológicas da Lei 9099/95,
lei dos juizados especiais criminais. 7.ed., reform. atual. e ampl. São Paulo: Revista
dos Tribunais, 2010. p. 463‐490.

c) Trabalho acadêmico

VIEIRA, Ana Luiza de Oliveira. As bibliotecas nnnnnnnn. 2006. Trabalho de


Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) – Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.

d) Dissertação

CARVALHO, Carlos da Silva. Título. Ano. Dissertação (Mestrado em ...) – Faculdade


..., Universidade ... Estado, ano.

e) Tese

FERREIRA, Pedro dos Santos. A importância da logística... 2011. Tese (Doutorado


em Transporte e Logística) – Faculdade ..., Universidade ... Estado, ano.

Podem ser apresentados de forma simples ou com informações complementares:

FERREIRA, Pedro dos Santos. A importância da logística... Orientador: Nome...


2014. 225f. Tese (Doutorado em Transporte e Logística) – Faculdade ...,
Universidade ... Estado, ano.

f) Eventos

ENCONTRO REGIONAL ..., 4., 2004, Ijuí. Anais...Ijuí: Ed. UNIJUÍ,


2004.CONGRESSO DE AGRIBUSINESS, 6., 2004, Rio de Janeiro. Anais...Rio de
Janeiro: Sociedade Nacional de Agricultura, 2004. FORUM JURÍDICO‐SOCIAL, 1.,
2003, Passos. Anais... Passos: UEMG, 2003.

Congresso INTERNACIONAL DE XXXXXXXX. Rio de Janeiro, out 2020. Disponível


em: http:// kjfkfsdfoifzm.v,kjçraçds.zcfkdsuerojf,szmcvksdrl. Acesso em: 12 dez.
2020

g) Trabalhos apresentados em congressos, conferências, simpósios e outros

PONTES, Camila Ferreira. Vantagem Competitiva.... In: ENCONTRO DE ESTUDOS


E PESQUISA ..., 1., 2011, Rio de Janeiro. Anais... Rio de JAneiro: Uni xxxxx, 2011.
p. 54.

FERNANDEZ, M. L.; FERRARI, O. F. Avaliação de nnnnnnnnnnnnnnnnn: ensaio


dos anos de 1999 a 2004. In: REUNIÃO ANUAL ..., 15., 2005, Guarapuava. Anais e
atas... Passo Fundo: Embrapa Trigo, 2005. v. 2, p. 122-132.

51
h) Publicações periódicas

Consideradas no todo (coleção)

REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1986‐

REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939‐1978.


Trimestral.

Com indicação de autoria

RODRIGUES, Marcia Regina. Refletindo sobre a avaliação nnnnnnnnnnnn. Editora,


Cidade, v. 3, n. 10, p. 85‐88, set./dez. 2003.

BARBOSA, Luiza Carvalho; COSTA, Danilo Madeira. Projeto político‐pedagógico


nnnnnnnn nnnn nnnnnnnnn. Editora, Cidade, v. 1, n.1, p. 55‐65, jan./jul. 2009.

Sem indicação de autoria

REVISTA ECONOMIA: teoria e prática. São Paulo: Ed. Xxxxxxx, v. 3, n. 5, jun./dez.


2010.

i) Artigos e/ou matéria de jornal

Com indicação de autoria

CHAVES, Raquel. Título. Nome Jornal, Cidade, p. 9, 28 jan. 2016.

ROCHA, Luiz Eduardo. Título. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 março 2008.
Economia, p. 10.

Sem indicação de autoria

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Ciência hoje, São Paulo, v. 10, n. 35, p. 15, mar. 2008.

j) Documentos jurídicos

Inclui legislação, jurisprudência (decisões judiciais) e doutrina (interpretação dos


atos legais).

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, de


5 de outubro de 1988. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

BRASIL. Decreto‐lei nº 2.433, de 7 de abril de 1998. Estabelece critérios para o


pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e
empregos da Administração Federal direta e autárquica e dá outras providências.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 9 abr. 1998. Seção
1, pt. 1, p. 6009.

52
BRASIL. Medida Provisória nº 284, de 6 de março de 2006. Altera dispositivos
das leis nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e 8.212, de 24 de julho de 1991.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 mar. 2005. Seção
1, p. 1.

BRASIL. Código de Processo Penal. 45. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 251, de 6 de fevereiro de 2006. Cria o


Comitê de Operacionalização do Sistema de Planejamento do SUS. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, DF, 10 fev. 2010. Seção 1, p.245.

k) Artigos de jornais

Com autor:

ALVES, Lívia. Desenvolvimento Sustentável. Folha de São Paulo, São Paulo, ano
100, n. 32.222, p. A4, 10 abr. 2019.

Sem autor:

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n.


45663, p. A3, 15 mar. 2020.

Em meio eletrônico:

TORRES, Vera; COIMBRA, Helena. Título... Jornal... Rio de Janeiro, 10 mar.


2020. Disponível em: https://
jfhskdjhshg,kshb,xjhg,kzhgk,zhjdgk,ufkhsdjfvh,jdfhksuy. Acesso em: 15 abr.
2020.

5.7 SIGLAS

Quando aparece pela primeira vez no texto, deve-se colocar por completo o
nome e posteriormente a sigla entre parênteses.
Exemplo:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Após a apresentação da sigla o autor poderá fazer uso somente dela.

É importante padronizar: uso completo ou uso somente da sigla.

5.8 ILUSTRAÇÕES

Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias,


gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) sua identificação
aparece na parte superior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número
53
de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título. Após a
ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório,
mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, nota e outras informações
necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser inserida o mais
próximo possível do trecho a que se refere, conforme o projeto gráfico. A ilustração
deve ser colorida.
Observação: artigos são textos pequenos, logo o uso de ilustrações deve ser
aplicado somente se for realmente necessário para o entendimento do texto, caso
contrário não use.

OBS.: Pode ser utilizado o Recurso: Referências – Inserir Legenda – Figura.

Figura 11: Acervo Biblioteca Nacional

Fonte: Biblioteca Nacional (2018)

5.9 TABELAS

Tabela é uma forma de apresentação não discursiva que tem por finalidade a
exposição de dados numéricos, codificações, especificações técnicas e
símbolos. As tabelas devem sintetizar os dados, facilitando a leitura e proporcionando
maior rapidez na interpretação das informações.
Quando as informações são textuais elas deverão ser apresentadas em
quadros, que entram na categoria de figuras.

Regras gerais:
o O título deve ser colocado na parte superior, precedido da palavra Tabela
e de seu número de ordem em algarismos arábicos.

54
o Possui numeração independente e consecutiva.
o Indicar a fonte consultada, parte inferior da tabela (elemento
obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor).
o As colunas externas devem aparecer abertas, pois tabelas têm senso de
continuidade – periodicidade: mensal, anual etc. Devem-se utilizar linhas
horizontais e verticais para separar os títulos das colunas no cabeçalho e
fechá-las na parte inferior, evitando-se fios verticais para separar as
colunas e fios horizontais para separar as linhas.
o As tabelas devem ser inseridas o mais próximo possível do texto a
que se referem.
o Se não couber em uma folha, deve ser continuada na folha seguinte,
sendo, sem delimitações por traço horizontal na parte inferior, sendo o
título e o cabeçalho repetidos na folha seguinte.
o Utilizam-se fios horizontais e verticais para separar os títulos das colunas
no cabeçalho e fechá-las na parte inferior, evitando fios verticais para
separar as colunas e fios horizontais para separar as linhas.

Tabela 1 – Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas – Brasil 10/2014

Fonte: IBGE, Diretoria (2014).

OBS.: Pode ser utilizado o Recurso: Referências – Inserir Legenda – Tabela.

5.10 METODOLOGIA

Marconi e Lakatos (2021b, p.107), afirmam que “a especificação da metodologia


da pesquisa responde, a um só tempo, às questões como?, com quê?, onde?, quanto?”.
Para as autoras a Metodologia corresponde aos seguintes elementos: Métodos de
Abordagem, Métodos e procedimento, Técnicas de Pesquisa, Delimitação do Universo,
Tipos de amostragem e Tratamento Estatístico.

55
5.10.1 Metodologia qualitativa e quantitativa

“Falar de métodos em ciência é falar de procedimentos sistemáticos para


descrever e explicar fenômenos naturais e humanos” (LAKATOS; MARCONI, 2019,
p.295).
O método científico:
• Estabelece o problema
• Realiza observações
• Interpreta as observações
• Verifica com base em teorias

a) Abordagem
Alguns autores, tais como Severino (2016) e Chizzotti (2014), preferem tratar
como abordagem qualitativa e abordagem quantitativa. No que se refere ao problema
de pesquisa, a abordagem qualitativa está mais voltada para a exploração, a descrição
e o entendimento do problema e a abordagem quantitativa está voltada para a descrição,
previsão e explicação, bem como para dados mensuráveis (observáveis).
• A abordagem qualitativa: parte da premissa de que há uma relação dinâmica
entre o sujeito e o objeto, uma interdependência;
• A abordagem quantitativa: parte da premissa que o mundo é regido por leis,
verificáveis e previstas;
• Cabe destacar que a diferença entre as abordagens é a finalidade: qualitativa ou
quantitativa;
• Se o objetivo principal for classificar um conjunto de observações, ela será
qualitativa;
• Se o objetivo for avaliar e analisar como os dados se distribuem [...], ela
será qualitativa. O uso de métodos estatísticos, quantitativos etc.
• A pesquisa quantitativa caracteriza-se pela quantificação nas modalidades
de coleta de informações/dados, quanto no tratamento das mesmas, por
meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples (percentual, média,
desvio-padrão) às mais complexas (coeficiente de correlação, análise de
regressão etc.) (RICHARDSON et al. 2015 apud (LAKATOS; MARCONI,
2019).

56
Cabe destacar que as abordagens são complementares, pois que podem ser utilizadas
na mesma pesquisa, de acordo com o seu propósito e objetivo.

b) Finalidade

Quanto a finalidade, as pesquisas podem ser básica ou aplicada, mas novas


denominações surgiram:
• Pesquisa básica pura: relacionada com a ampliação do conhecimento, sem
preocupação prática;
• Pesquisa básica estratégica: relacionada a aquisição de novos conhecimentos
para a solução de problemas práticos;
• Pesquisa aplicada: tem como objetivo adquirir conhecimento para a solução de
um problema específico;
• Pesquisa de desenvolvimento experimental: visa produzir novos materiais,
equipamentos, políticas, comportamentos etc.

c) Objetivos
• Exploratórias: possibilitam maior familiaridade com o problema e a construção
de hipóteses; é necessário ter muito cuidado com a pesquisa exploratória, pois
que as pesquisas acadêmicas, em seu início, são consideradas exploratórias,
pois o pesquisador ainda não tem domínio sobre o tema e está explorando o
universo pesquisado. Do momento em que o pesquisador identifica o estado da
arte da pesquisa, muito provavelmente, vai compreender que a pesquisa ´não é
exploratória e sim descritiva ou explicativa.
A pesquisa exploratória não tem hipótese, ela poderá gerar hipótese ao seu
final. Neste caso, poderá estar relacionada a um fenômeno muito específico, do
qual não se tem conhecimento ou quase nenhum conhecimento. É, portanto,
mais raro.
• Descritivas: têm como objetivo descrever uma população ou identificar as
relações entre as variáveis, e se ocupa da natureza dessa relação. Descreve o
fenômeno.
• Explicativas: têm como objetivo identificar e explicar os fatores que estão
diretamente ligados ao(s) fenômeno(s) estudado(s). A pesquisa explicativa está
diretamente ligada à pesquisa descritiva.

57
Anotações:

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_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

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_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

58
REFERÊNCIAS

ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas


ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. In: . Revisão da
bibliografia. 2.ed. São Paulo; Thomson, 1999. Cap. 8, p.179-188.

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico.


Atlas: São Paulo, 1999.

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico.


6.ed. São Paulo: Atlas,
2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6021: informação e


documentação: artigo em publicação periódica científica impressa – apresentação.
Rio de Janeiro, 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6022: informação e


documentação: publicação periódica científica impressa – apresentação. Rio de
Janeiro, 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6023: informação e


documentação: referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6024: informação e


documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito –
apresentação. Rio de Janeiro, 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6027: informação e


documentação: sumário – apresentação. Rio de Janeiro, 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 6028: informação e


documentação – resumo – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 10520: informação e


documentação: citação em documentos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 12225: informação e


documentação – lombada – apresentação. Rio de Janeiro, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 14724: informação e


documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - NBR 15287: informação e


documentação – projeto de pesquisa – apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa: propostas metodológicas. 14.ed. Petrópolis (RJ), 2003.

FRANÇA, Júnia Lessa et al. Manual para normalização de publicações técnico-


científicas. 6.ed. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2003.

59
GALLIAN, A. Guilherme (org.) O Método científico: teoria e prática. São Paulo; Harper
& Row do Brasil, 1977 [1986].

GIL, Antonio Carlos. Projetos de pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo:
Atlas, 1999.

GIL, Antonio Carlos. Projetos de pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo:
Atlas, 1999.

ISKANDAR, Jamil Ibrahim. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos.


2 ed. Curitiba: Juruá, 2007.

KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e


prática da pesquisa. 14.ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 1997.

LAKATOS, E. M; MARCONI, M. A. Metodologia Científica. 7. ed. São Paulo: Atlas,


2019.

LEITE, José Alfredo Américo. Metodologia de elaboração de teses. São Paulo:


McGrow-Hill do Brasil, 1978.

MARCANTONIO, Antonia Terezinha; SANTOS, Martha Maria dos Santos; LEHFELD,


Neide Aparecida de Souza. Elaboração e divulgação do trabalho científico. São
Paulo; Atlas, 1993.

MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Fundamentos de Metodologia Científica. 9. ed.


São Paulo: Atlas, 2021a.

MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Metodologia do Trabalho Científico. 9. ed. São


Paulo: Atlas, 2021b.

MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Técnicas de Pesquisa. 8. ed. São Paulo: Atlas,


2021c.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos,


resenhas. 5.ed. São Paulo; Atlas, 2003.

MOURA, Eliene. Bases para comunicação científica: normalização de monografias


dissertações e teses. Fortaleza: INESP, 2003.

MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e padrões para teses,


dissertações e monografias. 5.ed. Londrina: Eduel, 2003.

REY, Luís. Como redigir trabalhos científico. São Paulo: Edgard Blücsher, 1978.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa cientifica. 42 ed.


Petrópolis: Vozes, 2014.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 13 ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2014.

60
SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica:
elaboração de trabalhos científicos. 8 ed. Porto Alegre: Sulina, 1980.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22.ed. São


Paulo: Cortez, 2002.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Sistemas de Bibliotecas. Tabelas. Curitiba:


Ed. UFPR, 2000. 54 p. (Normas para apresentação de documentos científicos; v. 9).

61
ANEXO A – ABREVIATURA DOS MESES

Português Espanhol Italiano Francês Inglês Alemão


jan. enero genn. janv. jan. jan.
fev. feb. febbr. févr. feb. feb.
mar. marzo mar. mars mar. märz
abr. abr. apr. avril abr. apr.
maio mayo magg. mai may mai
jun. jun. giugno juin june juni
jul. jul. iuglio juil. july juli
ago. agosto ag. août aug. aug.
set. sept. sett. sept. sept. sept.
out. oct. ott. oct. oct. okt.
nov. nov. nov nov. nov. nov.
dez. dic. dic. déc. dec. dez.
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002a)

62
APÊNDICE A – TEMPLATE PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGO

NOME DA INSTITUIÇÃO PARCEIRA (CASO HAJA)

NOME DO ALUNO

TÍTULO DO TRABALHO: SUBTÍTULO (se houver


e sem ponto final)

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) –


Artigo, apresentado ao curso de Pós-
Graduação Lato Sensu Xxxxxxxx, como
requisito parcial para obtenção de
certificação.
Orientador: Prof. Dr. Xxxxxxxx Xxxxxxxx.

Podem ocorrer variações dependendo na


Instituição de Ensino.

Rio de Janeiro
ano
0
TÍTULO: SUBTÍTULO (se houver)

Autor

RESUMO

Apresentação concisa dos pontos relevantes do documento, fornecendo uma visão


rápida e clara do conteúdo. Deve ser informativo, conter de 200 a 250 palavras,
apresentando finalidades, metodologia, resultados e conclusões. Deve-se usar o verbo
na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Deve ser redigido em parágrafo único,
mesma fonte do trabalho, e espaçamento simples entre linhas. Resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo
resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo resumo

Palavras-chave: Palavra 1. Palavra 2. Palavra 3.

ABSTRACT
An abstract is a brief summary of an article of research, thesis, review, conference,
proceeding or any in-depth analysis on a particular subject or discipline, and is often
used to help the reader quickly become aware of the purpose of the article. When used,
an abstract always appears at the beginning of a manuscript, which acts as the entry
point for any given scientific article or patent application. Abstraction and indexing
services are available for a number of academic disciplines, aiming at crafting a body
of literature for that particular subject. Abstract abstract abstract abstract abstract
abstract abstract abstract abstract abstract summary abstract abstract summary
abstract abstract summary abstract summary abstract summary abstract summary
summary summary summary summary summary summary summary summary
summary summary summary abstract summary abstract summary abstract summary
abstract summary abstract summary

Keywords: Word 1. Word 2. Word 3.

1 INTRODUÇÃO

Parte inicial do artigo, onde constam: a delimitação do assunto tratado, os


objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema.
Todo texto deve ser digitado em fonte Arial, tamanho 12, com exceção das
citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, legendas e fontes das

1
ilustrações e das tabelas, que sugerimos fonte tamanho 10. O texto deve ser
justificado, exceto as referências, no final do trabalho, que devem ser alinhadas a
esquerda.
Todos os autores citados devem ter a referência incluída na lista no final no
trabalho.

2 TÍTULO DA SEÇÃO PRIMÁRIA

Todo título de seção primária deve ser em negrito e letras maiúsculas. Texto da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Na seção seguinte veja modelos de citação.

2.1 TÍTULO DA SEÇÃO SECUNDÁRIA

De acordo com Mattos (2016), apesar dos avanços obtidos nos últimos anos,
é necessário ter consciência de que a sociedade brasileira não está inserida na
classe média, sendo necessário vários avanços ainda.
Segundo Frost (2003, p. 22) “Emoções são parte da condição humana e,
portanto, inerentes a qualquer ambiente empresarial, e elas têm impacto na função e
no desempenho”.
A fim de suprir as deficiências de saúde e nutrição, as escolares ou as do meio
sócio-cultural em que vivem as crianças, são propostos diversos programas de
educação pré-escolar de cunho compensatório (KRAMER, 2011, p. 24).
O discurso jurídico, que hoje se apresenta com um novo perfil, dispõe de um
acervo variado de opções para ser construído, pois, “[...] agrega valores, impõe
condutas, conduz instituições, movimenta riquezas, opta por visões de mundo e,
portanto, sustenta uma ideologia” (BITTAR, 2001, p. 181).

Toda produção documental, independente do suporte desta — papel ou meio


magnético — sobre um determinado assunto de interesse de uma
comunidade científica específica, que contribua para o desenvolvimento da
ciência e para a abertura de novos horizontes (LOURENÇO, 1997, p.52).

Como explica Meadows (1999, p. 120),

O movimento no sentido de promover a normalização da apresentação, como


se assinalou antes, reflete as pressões crescentes exercidas sobre a

2
comunicação científica, mais especificamente como resultado de sua rápida
expansão, que dificultou ainda mais para os leitores a localização de
informações relevantes. A normalização ajuda nesse sentido.

Como suportes de comunicação adotados pelas respectivas entidades para


disseminar o conhecimento produzido nas áreas correspondentes, de acordo com
Rosas (2008, p. 130),
A Inteligência Competitiva (IC) tem sido objeto de pesquisa tanto da Ciência
da Administração (CA), como da Ciência da Informação (CI), [...] em função
da globalização do mercado de capital e aumento da competitividade, o que
motivou inclusive a emergência da gestão da informação e do conhecimento.

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto) texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

2.1.1 Título da seção terciária

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto.

2.1.1.1 Título da seção quaternária

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto.

3
Gráfico 1 – Acidentes de trabalho por regiões do país

Fonte: AEPS (2015)

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto.

Gráfico 2 – População por raça e cor

Fonte: IBGE (2010)

4
Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto.

2.1.1.1.1 Título da seção quinária

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto, conforme a Figura 1.

Figura 1 – Representação gráfica de um sistema de informação

Fonte: Prates (apud CORDENONSI, 2005, p.51)

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto (FIGURA 2).

5
Figura 2 – Ciclo da inteligência competitiva

Fonte: Soares (2012).

3 TÍTULO DA SEÇÃO PRIMÁRIA

Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto, conforme Tabela 1.

Tabela 1 – Documentos analisados pelo Pró-Reitoria de Graduação.

Categoria
Cursos de graduação Artigos Monografias Total

Administração 1 1 2
Enfermagem 4 4 8
Engenharia Civil 2 8 10
Engenharia de Alimentos 8 6 14
Gastronomia 3 6 9
Radiologia 4 1 5
Total 22 26 48

Fonte: Elaborada pelo autor.

6
Texto1 texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.
Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto.

4 CONCLUSÃO

Parte final do texto na qual se apresentam as conclusões apoiadas no


desenvolvimento do assunto. É a síntese dos resultados obtidos. Pode apresentar
recomendações e sugestões para pesquisas futuras.
Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto
texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.

REFERÊNCIAS

BOBÁNY, Denise de Mello; MARTINS, Roberta Rollemberg Cabral. Do textual ao visual:


um guia completo para fazer seu trabalho de conclusão de curso. Rio de Janeiro: Novas
ideias, 2008.

BOOTH, Wayne C; COLOMB, G. G.; WILLIAMS, J. M. A arte da pesquisa. São Paulo:


Martins Fontes, 2000.

CASTRO, Claudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2006.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho


científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório,
publicações e trabalhos científicos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2021.

PADUA, Elisabete Matallo Marchesini de. Metodologia da pesquisa: abordagem


teórico-prática. 10. ed. São Paulo: Papirus, 2003.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 6. ed. São
Paulo: Atlas, 2006.

7
APÊNDICE A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

QUESTIONÁRIO

A - PERFIL DO ENTREVISTADO
1 Cargo:
( ) Colaborador ( ) Bolsista ( ) Estagiário ( ) Terceirizado
Divisão/Unidade em que
trabalha:_

2 Faixa Etária:
( ) Até 19 anos ( ) 25 – 29 anos ( ) 35 – 39 anos ( ) 45 – 49 anos
( ) 20 – 24 anos ( ) 30 – 34 anos ( ) 40 – 44 anos ( ) Acima de 50 anos

3 Sexo:
( ) Feminino ( ) Masculino

4 Há quanto tempo trabalha na instituição?


( ) Há menos de 1 ano ( ) Entre 5 e 9 anos ( ) Entre 15 e 19 anos
( ) Entre 1 e 4 anos ( ) Entre 10 e 14 anos ( ) Há mais de 20 anos

8
ANEXO A – CICLO DE PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES NA
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Fonte: Segurança e Defesa


(2011)

9
10

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