Você está na página 1de 2

12 de Junho de 2021

Aluno: Thiago Fibger Lopes Brugger Moledo


Professora: Neyse Luz Muniz
Matéria: Estudo das propostas pedagógicas
COLETIVO DE AUTORES – CAPÍTULO 01
Neste resumo, será abordado os aspetos importantes no primeiro capítulo do livro do
Coletivo de Autores.
No início do texto, os autores afirmam que a sociedade é marcada por classes, onde os
trabalhadores buscam condições dignas de existência e lutam para tomar a direção da sociedade e os
proprietários procuram a manutenção do status quo e a acumulação de mais riquezas. Eles
defendem que burguesia e o proletariado possuem interesses históricos e imediatos antagônicos.
Ao falar da pedagogia, os autores afirmam que elas são oriundas das crises entre as classes e
que teorizam sobre a educação, em um momento da história. Quando uma pedagogia não mais
convencer uma classe, e ela entra em crise, e dessa crise, surge novas teorias pedagógicas com
novas explicações sobre a realidade. As abordagens pedagógicas possuem características
específicas, que são: diagnóstica (leitura dos dados da realidade que recaem sobre uma interpretação
e um julgamento da realidade), judicativa (partir da interpretação dos dados da realidade, o sujeito
julga a realidade baseado em uma ética e moral que defende o interesse de uma classe social) e
teleológica (é o alvo que se quer chegar após julgar os dados da realidade, ou seja, conservar ou
transformar a sociedade de chegada é conservador ou transformador).
O texto, a partir da visão da abordagem crítico superadora, fala sobre o projeto político-
pedagógico que recebem esse nome porque possuem uma intenção (política) e refletem sobre a ação
do homem em um determinado período histórico (pedagógico). Quando os educadores definem o
projeto político-pedagógico de uma escola, devem saber claramente que tipo de sociedade ele quer
construir, os interesses da classe que ele defende, os valores e a ética para consolidar a prática e a
articulação das aulas com esse projeto de sociedade. Os autores trazem a noção de que não existe
uma proposta de currículo que seja totalmente aceita, mas ele cita uma proposta ampliada que
engloba a teoria geral do conhecimento e a psicologia cognitiva. É importante ressaltar que a escola
não desenvolve conhecimento científico, mas se apropria dele e que seu papel é desenvolver a
reflexão e a capacidade intelectual do aluno através do conhecimento científico. O conhecimento
científico é referendado pela pesquisa, por isso não cabe a ela produzir ciência, mas formar
cidadãos críticos e conscientes de sua realidade social. O eixo curricular definirá a qualidade da
reflexão feita pelos alunos que será determinada pelo conhecimento selecionado e apresentado na
escola. Já o quadro curricular é a lista de disciplinas, matérias e atividades que serão desenvolvidas
na escola.
De acordo com os autores o currículo pode ser definido como o conjunto de atividades no
espaço e tempo com condição de transmissão e assimilação. O coletivo aponta alguns princípios
curriculares, os primeiros princípios ajudam o professor a organizar e a sistematizar os conteúdos a
serem trabalhados. O princípio da relevância dos conteúdos afirma que os conteúdos presentes na
escola emergem de conteúdos culturais universais que são assimilados e reavaliados
permanentemente por nós em face da realidade social, por isso, a escolha do conteúdo deve ser
relevante para a sociedade. A contemporaneidade dos conteúdos fala que eles devem ser
escolhidos pelo que há de mais moderno na sociedade. Segundo Saviani, existem conteúdos que
nunca perdem a contemporaneidade, são chamados de conteúdos clássicos e não podem ser
confundidos ou colocados como opostos ao tradicional, moderno e atual. Adequação de conteúdos
afirma que a escolha deles deve estar alinhada com a possibilidade sociocognitiva dos alunos.
Os princípios que serão abordados agora dizem respeito ao trato dos conteúdos. O princípio
do confronto e contraposição de saberes afirma que ao usar diferentes referências, que se
contrapõem, se consegue construir formas de conhecimento mais elaboradas. Essas referências, por
sua vez, são o conhecimento do senso comum e o conhecimento científico. A simultaneidade dos
conteúdos enquanto dados da realidade defende que os eles devem ser apresentados de maneira
simultânea, porque o conhecimento é desenvolvido a partir de referências que se ampliam de acordo
com a relação que se estabelece com a realidade. Esse princípio visa romper com a ideia de
aprender por etapas. A partir da necessidade de ampliar as referências do conhecimento, emerge o
princípio da aspiralidade que defende que o ensino deve ser desenvolvido em espiral ascendente,
já que a compreensão da realidade muda de acordo com as referências de pensamento que há sobre
ela. Para isso, o docente deve compreender as diferentes formas de organizar as referências do
conhecimento para ampliá-las. A provisoridade do conhecimento ajuda a organizar e sistematizar
o conteúdo rompendo com a ideia de terminalidade e que através do traçado histórico desde a
gênese do conteúdo abordado, o aluno possa se perceber como sujeito histórico e que as coisas são
fruto da produção humana e que por isso, estão sujeitas à mudança. A Lógica dialética mostra que
sociedade e o conhecimento se relacionam, e por isso, ambos se influenciam e estão sujeitos a
mudarem o outro.
Visando romper com a ideia de fragmentação do conteúdo, e buscando desenvolvê-lo
através do pensamento aspiralado, dividiu-se a aprendizagem em ciclos, sem que rompa com a
divisão de séries. O primeiro ciclo vai da pré-escola até a 3ª série (4º ano) tem como objetivo
organizar a identificação dos dados da realidade para que os alunos formem sistemas identificando
semelhanças e diferenças entre eles. Nesse ciclo há a predominância de referências sensoriais na
relação com o conhecimento. O salto qualitativo para o próximo ciclo, ocorre quando o aluno
começa a categorizar, classificar e associar objetos e ideias. O segundo ciclo vai da 4ª série até a 6ª
série (do 5º ano até o 7º ano), nele se objetiva a sistematização dos conhecimentos por parte dos
alunos que começam a pensar no abstrato. O salto qualitativo, ocorre quando os alunos começam a
fazer generalizações. O terceiro ciclo, da 7ª série e da 8ª série (8º e 9º ano), amplia a sistematização
do conhecimento através da ampliação de conceitos e tomada de consciência da teoria, ou seja, o
aluno começa a fazer a leitura teórica da realidade. O salto qualitativo ocorre quando conseguem
reorganizar os dados da realidade através do pensamento teórico. O 4º ciclo corresponde ao Ensino
médio, nele se objetiva aprofundar a sistematização do conhecimento e reflexão sobre o objeto de
análise. Nessa etapa, o aluno compreende características da sociedade, que não poderia
compreender através do senso comum. O salto qualitativo ocorre quando o aluno faz análises da
realidade, em diferentes objetos de análise, com regularidade.
No final do capítulo, os autores comparam a educação física tradicional com a educação
física referenciada. Enquanto que na educação física conservadora o ensino é pautado em
compreender e explicar conteúdos, para desenvolver habilidades preteridas no mercado de trabalho,
na educação física referenciada, as práticas são abordadas de maneira sistematizada a partir de uma
explicação pedagógica, que reflete o acervo cultural humano através das expressões corporais
presentes nos jogos, lutas, esportes, mímicas, danças, malabarismo, exercícios ginásticos,
contorcionismo. A historicidade humana, permite com que eles entendam que a produção humana é
inesgotável e provisória. E através do traçado histórico definam valores e assumam consciência de
classe.Para concluir, o coletivo defende que a totalidade de ensino surge quando os alunos
sintetizam a contribuição das ciências para explicar a realidade.

Você também pode gostar