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ANATOMIA E

FISIOLOGIA
Anatomia e Fisiologia – Parte IV

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
ANATOMIA E FISIOLOGIA
Anatomia e Fisiologia - Parte IV
Fernanda Barboza

Anatomia e Fisiologia - Parte IV......................................................................................3


1. Sistema Geniturinário. ..................................................................................................3
1.1. Anatomia Sistema Urinário........................................................................................3
1.2. Sistema Genital.......................................................................................................22
2. Sistema Digestório................................................................................................... 30
3. Sistema Nervoso. ......................................................................................................52
Resumo......................................................................................................................... 81
Questões Comentadas em Aula.....................................................................................93
Gabarito...................................................................................................................... 103
Referência Bibliográfica . ............................................................................................. 104

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
Fernanda Barboza

ANATOMIA E FISIOLOGIA - PARTE IV


1. Sistema Geniturinário

Os órgãos genitais (masculino e feminino) e urinário serão discutidos juntos porque de-
senvolveram-se embriologicamente a partir dos mesmos precursores e porque possuem vá-
rias estruturas em comum.

1.1. Anatomia Sistema Urinário

Vamos iniciar analisando o conceito de Sistema Urinário?


O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de elaborar
a urina e armazená-la temporariamente até a oportunidade de ser eliminada para o exterior.
Na urina encontramos ácido úrico, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc. Este aparelho
pode ser dividido em órgãos secretores - que produzem a urina; e os órgãos excretores - que
são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do corpo.
RESUMINDO

 Obs.: Órgãos secretores - Produzem urina - Rim


 Órgãos excretores - Transportam e armazenam urina - ureteres, bexiga e uretra.

Os órgãos urinários compreendem os rins (2), que produzem a urina, os ureteres (2), que
são ductos, que transportam a urina para a bexiga (1), onde fica retida por algum tempo, e a
uretra (1), através da qual é expelida do corpo.
Além dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário funcionam como um enca-
namento constituindo as vias do trato urinário. Essas estruturas – ureteres, bexiga e uretra
– não modificam a urina ao longo do caminho, ao contrário, elas armazenam e conduzem a
urina do rim para o meio externo.
Os rins estão situados de cada lado da coluna vertebral. São descritos como órgãos re-
troperiotoneais, por estarem posicionados por trás do peritônio da cavidade abdominal. O
esquerdo é um pouco mais comprido e mais estreito do que o direito.

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Na parte do meio (côncava) de cada rim encontra-se uma fenda vertical – o HILO RENAL
– onde a artéria renal entra e a veia e a pelve renal deixam o seio renal.
O seio renal, que é ocupado pela pelve renal, cálices, vasos sanguíneos e linfáticos, nervos
e uma variável quantidade de gordura.
Amigo (a), vamos começar a descrever todos os órgãos que compõe o sistema urinário e
na sequência vamos aprender a formação da urina.

Fonte: http://www.anatomiadocorpo.com/sistema-urinario/

Rim

Os rins são órgãos pares, em forma de grão de feijão, localizados logo acima da cintura,
entre o peritônio e a parede posterior do abdome.

 Obs.: O rim fica localizado na região retroperitoneal.

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Anatomia Interna dos Rins

Em um corte frontal através do rim, são reveladas duas regiões distintas: uma área aver-
melhada de textura lisa, chamada córtex renal e uma área marrom-avermelhada profunda,
denominada medula renal.
TOME NOTA!!!

Fonte: http://www.anatomiadocorpo.com/sistema-urinario/rins/

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Juntos, o córtex e a medula renal constituem a parte funcional, ou parênquima do rim.

No parênquima estão as unidades funcionais dos rins, estruturas microscópicas chamadas

NÉFRONS. A urina, formada pelos néfrons, drena para os grandes ductos papilares, que se

estendem ao longo das papilas renais das pirâmides.

Os ductos drenam para estruturas chamadas cálices renais menores e maiores. Do cálice

renal, a urina drena para a grande cavidade chamada pelve renal e depois para fora, pelo ure-

ter, até a bexiga urinária.

Amigo(a), vamos esquematizar o percurso da urina após a formação nos néfrons?

Questão 1 (AERONÁUTICA/2014) A formação da urina é uma das principais funções do

sistema urinário, resultando de três processos que são:

a) Secreção tubular, reabsorção tubular e perspiração

b) Perspiração, filtragem glomerular e reabsorção tubular

c) filtragem glomerular, reabsorção tubular e perspiração

d) filtragem glomerular, reabsorção tubular e Secreção tubular

Letra d.

Primeiro ocorre à filtração do sangue no Glomérulo e cápsulas de Bowman. A filtração glo-

merular é a primeira etapa na formação da urina.

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Fonte: http://saudecelulahumana.blogspot.com/2016/08/glomerulo-importancia-na-vida-humana.html

Depois da filtração teremos a reabsorção no túbulo proximal, conforme imagem abaixo:

Fonte: http://fisiorenal.blogspot.com.br/2009/06/como-funcionam-os-rins.html

O filtrado glomerular que alcança os túbulos do néfron flui através do túbulo proximal, alça de
Henle, túbulo distal e canal coletor, até atingir a pelve renal. Ao longo desse trajeto mais de
99% da água filtrada no glomérulo é reabsorvida, e o líquido que penetra na pelve renal cons-
titui a urina propriamente dita. O túbulo proximal é responsável pela reabsorção de cerca de
65% da quantidade de água filtrada nos capilares glomerulares, sendo o restante reabsorvido
na alça de Henle e no e no túbulo distal.

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A terceira fase é secreção tubular que atua em direção oposta à reabsorção. As substâncias
são transportadas do interior dos capilares para a luz dos túbulos, de onde são eliminadas
pela urina.
Os mecanismos de secreção tubular, à semelhança dos mecanismos de reabsorção, podem
ser ativos ou passivos, quando incluem a utilização de energia pela célula para a sua execu-
ção ou não.
Os processos de secreção mais importantes estão relacionados à secreção tubular de hi-
drogênio, potássio e amônia. Determinadas substâncias são eliminadas do organismo pelos
mecanismos de secreção tubular, após metabolização no fígado.

Quando o paciente apresenta insuficiência renal ele passa a acumular essas substâncias
no organismo e é uma situação muito grave.
Os processos de reabsorção e de secreção ativa dos túbulos distais são influenciados por
hormônios, pela quantidade total de solutos, pela dieta, pelo equilíbrio ácido-base e pelo fluxo
do filtrado.
Esquematizando!!

Néfrons
O néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim. A forma do
néfron é peculiar, inconfundível, e essencialmente adequada para sua função de produzir urina.
O néfron é formado por dois componentes principais:
1. Corpúsculo Renal:
• Cápsula Glomerular (de Bowman);
• Glomérulo – rede de capilares sanguíneos enovelados dentro da cápsula glomerular

2. Túbulo Renal:
• Túbulo contorcido proximal;
• Alça do Néfron (de Henle);

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• Túbulo contorcido distal;


• Túbulo coletor.

NÉFRON

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Funções dos Rins

Os rins realizam o trabalho principal do sistema urinário, produz a urina mediante a fil-
tração do sangue. As outras partes do sistema atuam como vias de passagem e áreas de
armazenamento da urina.
As funções dos rins incluem:

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• Regulação da composição iônica do sangue;


• Manutenção da osmolaridade do sangue (retendo ou liberando sódio);
• Regulação do volume sanguíneo;
• Regulação da pressão arterial (estímulo do sistema renina angiotensina aldosterona);
• Regulação do pH do sangue (controle da quantidade de bicarbonato);
• Liberação de hormônios (eritropoietina);
• Regulação do nível de glicose no sangue (reabsorvendo ou liberando glicose na urina);
• Excreção de resíduos e substâncias estranhas (filtração do sangue).

Questão 2 (FCC/TER/AM) Com referência ao sistema renal e trato urinário


a) são compostos pelos rins, ureteres, glândulas suprarrenais, bexiga e uretra.
b) uma das funções do rim é secretar glicocorticoides e aldosterona.
c) a eritropoetina é secretada pela suprarrenal quando há baixa tensão de oxigênio arterial.
d) os néfrons são as estruturas responsáveis pela formação inicial da urina.
e) o ureter e a bexiga, no homem, são circundados pela próstata.

Letra d.
a) O sistema urinário é composto por rins, bexiga urinária, ureteres, uretra e esfíncteres. Ou
seja, não inclui as glândulas suprarrenais.
b) A glândula suprarrenal, localizada acima do rim produz esses dois hormônios: aldosterona
e glicocorticoides. Esses hormônios não estão relacionados com a formação da urina e ao
trato urinário, que é o foco do enunciado da questão.
c) Eritropoetina ou EPO é um hormônio que controla a eritropoiese, ou a produção de célu-
las vermelhas do sangue. Ela é produzida no rim e no fígado. A baixa da pressão parcial em
oxigênio, a diminuição do número de glóbulos vermelhos (ou hemácias) causada por uma
hemorragia ou por uma destruição excessiva, o aumento da necessidade de oxigênio pelos

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tecidos levam a uma liberação de eritropoietina. Ao contrário, o excesso de oxigênio nos teci-
dos diminui a sua secreção. Apesar da eritropoietina ser produzida no rim ela não tem relação
com o sistema urinário, portanto não é a nossa resposta.
d) é o nosso gabarito, pois os néfrons são as unidades funcionais dos rins e formam a urina.
e) está errada, pois como podemos observar na figura abaixo a próstata está abaixo da be-
xiga e não circundando ela.

Fonte: http://medifoco.com.br/cancer-de-prostata-exames-para-rastreio/

Vamos estudar o Sistema Renina Angiotensina e Aldosterona?

Sistema Renina Angiotensina Aldosterona

Analise esse esquema abaixo e verifique os passos de ativação desse sistema para con-
seguir regular e aumentar a pressão arterial quando o corpo passa por situação de redução
da PA, como na hemorragia, ou redução de sódio.

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Vários medicamentos anti-hipertensivos agem nesse sistema e por isso ele é tão impor-
tante nas provas de concursos.
O sistema renina-angiotensina (SRAS) é um sistema de hormonal que ajuda a regular a
pressão sanguínea e do volume extracelular corpo.
Vamos começar pela liberação da renina nas células granulares no rim. Esta enzima ca-
talisa a conversão do angiotensinogênio (proteína segregada no fígado) para angiotensina I,
que, por a ação da enzima conversora da angiotensina (ECA secretado pelas células endote-
liais dos pulmões e rim), torna-se angiotensina II (A-II). Um dos efeitos do A-II é a libertação
de aldosterona por meio da estimulação da camada córtex da suprarrenal. Essa aldosterona
ajuda a reter sódio e água dessa forma aumentando a PA.

 Obs.: Mecanismos para aumentar a PA com o SRRA


 Vasoconstricção da AII e reabsorção de água e sódio pela aldosterona.

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Veja como foi cobrado pela nossa banca CESPE!

Questão 3 (CESPE/TREBA/2010) Acerca da farmacologia de diuréticos, julgue o seguinte item.


A angiotensina I estimula a suprarrenal a produzir hormônio aldosterona, que desempenha
importante papel na reabsorção de sódio e água ao nível dos túbulos distais.

Errado.
As vezes achamos que não é necessário aprofundar e depois de ver essa questão na prova
de técnico de enfermagem do TREBA você vai perceber que realmente precisa aprofundar os
conhecimentos. Você conseguiu perceber o erro? A angiotensina que estimula a suprarrenal
é angiotensina II e não a I.

Questão 4 (IBFC 2010) Sobre o Sistema Renina - Angiotensina - Aldosterona leia as se-
guintes afirmativas e depois responda:
I – Em decorrência da queda da pressão arterial, o rim secreta a enzima renina, que quebra
o angiotensinogênio, transformando-o em angiotensina I.
II – Ao mesmo tempo a renina estimula a medula óssea para produção de células sanguíneas.
III – Na circulação pulmonar, a angiotensina I entra em contato com as enzimas converso-
ras (ECA) que se encontram no endotélio desses vasos, transformando- se em angio-
tensina II.
IV – A angiotensina II é um potente vasoconstrictor que promove a elevação da pressão
arterial.
V – Nas glândulas suprarrenais a angiotensina II estimula a produção de hormônio anti-
diurético. Este hormônio promove a reabsorção de H2O e NaCl, aumentando a volemia
e por consequência a pressão arterial. São verdadeiras:

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a) I, III e IV.
b) I, II e IV.
c) II, III e V.
d) Todas as alternativas estão corretas.

Letra a.
Vamos verificar os itens errados.
Item II. A renina não estimula a medula óssea para produzir células sanguíneas, isso é feito
pela eritropoietina, um hormônio de produção renal. Quando a quantidade de oxigênio dis-
tribuída está prejudicada o rim produz eritropoietina e esse hormônio acelera a produção de
hemácias.
Item V. O hormônio produzido pela suprarrenal é a ALDOSTERONA que terá a função de reter
água e sódio. O hormônio antidiurético apesar de também atuar nos túbulos dissolvendo ou
concentrado a urina, ele é produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise posterior.

Questão 5 (ENFERMEIRO/AERONÁUTICA/2016) Quanto à autorregulação da pressão arte-


rial, assinale a alternativa correta.
a) Angiotensina II é um potente vaso dilatador e provoca diminuição da pressão arterial.
b) Aldosterona é secretada em resposta à diminuição da pressão arterial.
c) Quando a pressão arterial aumenta, o hormônio renina é secretado.
d) A regulação da pressão arterial é uma importante função do rim.

Anulada, essa questão possui duas alternativas corretas,


A letra B pois a aldosterona é secretada em resposta a redução da PA e a alternativa D pois é
uma das funções do rim é controlar a PA.
a) Errada, pois a angiotensina é um vasoconstrictor e não vasodilatador.
c) A renina é liberada pelo rim quando a pressão arterial DIMINUI.

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Ureter

É definido como um tubo muscular oco de pequeno diâmetro (0,5 cm), que une o rim à

bexiga. É capaz de contrair-se e realizar movimentos peristálticos, que impele a urina para

a bexiga.

Questão 6 (FUNRIO UFRB 2015) Para que a urina seja eliminada, os rins dependem de al-

gumas estruturas. Dentre elas, o ureter, que anatomicamente termina na:

a) Uretra.

b) Bexiga.

c) Vagina.

d) Trompa.

e) Próstata.

Letra b.

Cuidado para não confundir os termos ureter e uretra. O ureter liga o rim à bexiga.

Bexiga

É um órgão muscular oco, elástico que, nos homens situa-se diretamente anterior ao reto

e, nas mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero, funciona como reservatório da uri-

na. O fluxo contínuo de urina que chega pelos ureteres é transformado em emissão periódica

(micção), estando sob o controle do músculo esfíncter da bexiga.

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A saída da bexiga urinária contém o músculo esfíncter, que se contrai involuntariamente,

prevenindo o esvaziamento. Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior

da uretra, está localizado o esfíncter externo, que controlado voluntariamente, permitindo a

resistência à necessidade de urinar.

A capacidade média da bexiga urinária é de 700 – 800ml. Sendo que é menor nas mulhe-

res, porque o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga.

Vamos analisar as figuras abaixo e perceber as diferenças entre as bexigas feminina

e masculina.

BEXIGA URINÁRIA MASCULINA

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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BEXIGA URINÁRIA FEMININA

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Questão 7 (CESPE/SEGESP-AL/2013) A respeito da localização e do funcionamento das


estruturas internas do corpo humano, julgue os itens seguintes.
No ato de micção, o processo de contração do músculo detrusor é um dos responsáveis pelo
esvaziamento da bexiga.

Certo.

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Vamos aprender detalhe da fase de esvaziamento da bexiga?


O ato de conter a urina ocorre voluntariamente, quando a bexiga atinge sua capacidade má-
xima, os receptores do interior do músculo detrusor emitem sinais aos centros corticais do
cérebro para se iniciar a fase de esvaziamento.
O esvaziamento vesical acontece com a estimulação da contração da bexiga associada ao
relaxamento esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo que a bexiga eli-
mine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão. A uretra se encurta
o que diminui a resistência do fluxo, a bexiga libera seu conteúdo sob o controle voluntário
dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor.

Já que abordamos a fase de esvaziamento nessa questão, vamos voltar um pouco para
aprender como funciona essa dinâmica muscular na fase de armazenamento.
Fase de Armazenamento da urina na bexiga: O armazenamento ocorre quando a bexiga
consegue acumular quantidades crescentes de urina no seu interior, sem causar pressão, en-
quanto os esfíncteres urinários permanecem contraídos, ou seja, acomodação vesical.
O esfíncter externo e os músculos elevadores do ânus servem como suporte para os me-
canismos de continência, em permanente estado de contração podem contrair-se ainda mais
para impedir a perda de urina sob condições de stress, são inervados pelo plexos sacrais e
nervos pudendos.

Uretra

Constitui o último segmento da via urinária; é importante lembrar que a uretra é diferente
nos dois sexos, mas, em ambos, é um tubo mediano que conduz a urina da bexiga urinária ao
meio exterior. No homem, é uma via comum para a micção e ejaculação, enquanto na mulher,
serve apenas para excreção da urina.

Uretra Masculina

A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício
uretral externo na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de re-

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laxamento do pênis. É dividida em três porções: a prostática, a membranácea e a esponjosa,


cujas estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma
abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório.

Questão 8 (CESGRANRIO PETROBRAS 2010) O aparelho urinário favorece a necessidade


humana básica de eliminação vesical. Orientações de preparo para realização de análise de
Elementos Anormais e Sedimentos (EAS) consideram que a reserva urinária é expelida atra-
vés da (os)
a) bexiga.
b) uretra.
c) rins.
d) néfrons.
e) ureteres.

Letra b.
A uretra a parte final do sistema urinário, sendo responsável pela eliminação da urina. No ho-
mem além de eliminar urina libera sêmen (ejaculação).

Uretra Feminina

É um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbu-


lo. É levemente curva, com a concavidade dirigida para frente.

A Infecção urinária é mais comum em mulheres do que em homens, pois o tamanho da uretra mas-
culina é maior.

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As uretras masculinas e a femininas se diferem em seu trajeto. Na mulher, a uretra é curta


(3,8cm) e faz parte exclusivamente do sistema urinário.
Enquanto no homem, a uretra faz parte dos sistemas urinário e reprodutor. Medindo cerca
de 20 cm, é muito mais longa que a uretra feminina. Quando a uretra masculina deixa a bexi-
ga, ela passa através da próstata e se estende ao longo do comprimento do pênis. Assim, a
uretra masculina atua com duas finalidades: conduz a urina e o esperma.

Questão 9 (FUNCAB/2014) A função do sistema renal e urinário é fundamental para a vida.


Os rins desempenham importantes funções, responsáveis pela homeostase. Assinale a se-
guir a opção em que consta uma função do rim.
a) Produção de mediadores de coagulação sanguínea
b) Regulação do sistema imunológico.
c) Armazenamento da urina.
d) Regulação da pressão arterial

Letra d.
a) Errada, pois os mediadores da coagulação sanguínea são produzidos pelo fígado.
b) Errada porque os órgãos responsáveis pela regulação do sistema imunológico são a
medula óssea e o timo.
c) Errada porque o rim produz a urina ao passo que a bexiga é o órgão que armazena a urina.
d) É o nosso gabarito. Vamos analisar como o rim controla a pressão arterial. Se a pressão
aumenta, os rins aumentam a excreção de sal e água, o que reduz o volume sanguíneo e faz a
pressão retornar ao normal. Por outro lado, se a pressão cai, os rins diminuem a excreção de
sal e água e, consequentemente, o volume sanguíneo aumenta e a pressão retorna ao normal.
Os rins ainda podem elevar a pressão arterial secretando a enzima renina, a qual estimula a
produção do hormônio angiotensina, que, por sua vez, desencadeia a liberação do hormônio
aldosterona. Em razão do importante papel dos rins no controle da pressão arterial, muitas
doenças e anomalias renais podem causar o aumento da pressão arterial.

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Urina

A urina consiste em aproximadamente 95% de água, os outros 5% são uma mistura de


ureia, ácido úrico, minerais diversos, hormônios e resíduos provenientes da atividade celular.
Um homem comum produz entre um e dois litros de urina por dia, a depender da quantidade
de líquidos ingeridos.
O aparelho urinário é de suma importância ao nosso organismo, pois mantém os níveis
adequados de líquidos, minerais e nutrientes na nossa corrente sanguínea.
A urina é produzida nos néfrons (rins), encaminhada a bexiga através dos ureteres, onde
ficará armazenada e no ato miccional é eliminada pela uretra e esfíncter uretral.
Vamos avançar para outro tópico do sistema geniturinário, e neste quesito precisamos
diferenciar o sistema feminino e o masculino.

Questão 10 (CESGRANRIO 2011) Qual é o sistema que desempenha um papel importante


tanto na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico como na eliminação do amoníaco?
a) Gástrico
b) Cardíaco
c) Respiratório
d) Vascular
e) Urinário

Letra e.
O sistema urinário é o responsável pela manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e liberação
da amônia por meio da urina.

Vamos para a segunda parte do sistema geniturinário: o sistema genital.

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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1.2. Sistema Genital

Identifica-se na espécie humana diferenças anatômicas sexuais entre homem e mulher,


que são relevantes para a procriação da espécie.
A célula reprodutora masculina recebe o nome de espermatozoide e a célula feminina é
conhecida como óvulo.

Sistema Genital Masculino

Os órgãos do sistema genital masculino são os testículos (gônadas masculinas), um sis-


tema de ductos (ducto deferente, ducto ejaculatório e uretra), as glândulas sexuais acessó-
rias (próstata, glândula bulbouretral e vesículas seminais) e diversas estruturas de suporte,
incluindo o escroto e o pênis.
Os testículos (gônadas masculinas) produzem esperma e secretam hormônios (testos-
terona). O sistema de ductos transporta e armazena esperma, auxiliando na maturação e o
conduz para o exterior. O sêmen contém esperma mais as secreções das glândulas sexuais
acessórias. Formado por um conjunto de órgãos com função reprodutora.

Fonte: https://www.todabiologia.com/anatomia/sistema_reprodutor_masculino.htm

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Vamos detalhar os órgãos masculinos?


1. Testículos
São os órgãos produtores dos espermatozoides, sendo que a partir da puberdade produ-
zem também hormônios, que são responsáveis pelo aparecimento dos caracteres sexuais
secundários.
2. Epidídimo
É uma estrutura em forma de C, situada contra a margem posterior do testículo, onde
pode ser sentida pela palpação. Os espermatozoides são aí armazenados até o momento da
ejaculação.
3. Ducto deferente
É a continuação da cauda do epidídimo e conduz os espermatozoides até o ducto eja-
culatório.
4. Ducto ejaculatório
É formado pela junção do ducto deferente com o ducto da vesícula seminal. As vias con-
dutoras dos espermatozoides são porções de menor dimensão e de calibre mais reduzido.
5. Uretra
A uretra masculina é um canal comum para a micção e ejaculação, com cerca de 20 cm
de comprimento.
6. Pênis
Órgão da cópula.
7. Glândulas anexas
São glândulas que produzem secreções que facilitam a progressão dos espermatozoides
nas vias genitais: vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.
RESUMINDO!!

Estruturas do Sistema Genital Masculino:


Testículos, Epidídimo, Ducto Deferente, Ducto Ejaculatório, Vesícula Seminal, Próstata, Glândula
Bulbouretral, Pênis e escroto.

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Questão 11 (FGV) Associe as estruturas abaixo relacionadas com a função realizada por
cada uma:
 (  ) local de produção de espermatozóides
 (  ) local de armazenamento de espermatozóides
 (  ) local de produção do líquido constituinte do esperma
 (  ) local de produção do hormônio sexual masculino
1) túbulos seminíferos
2) epidídimo
3) células intersticiais do testículo (Leydig)
4) próstata
a) 1,2,4,3
b) 3,1,2,4
c) 1,2,3,4
d) 4,3,2,1

Letra a.
Vamos aproveitar a questão para resumir

Local de produção de espermatozóides  túbulos seminíferos


Local de armazenamento de espermatozóides  epidídimo
Local de produção do líquido constituinte do esperma  próstata
Local de produção do hormônio sexual masculino  células intersticiais do testículo (Leydig)

Vamos continuar com anatomia e fisiologia do sistema genital, detalhando o sistema ge-
nital feminino.

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Sistema Genital Feminino

Os órgãos genitais femininos são incumbidos da produção dos óvulos, e depois da fe-
cundação destes pelos espermatozoides, oferecem condições para o desenvolvimento até o
nascimento de bebê.
Os órgãos genitais femininos consistem de um grupo de órgãos internos e outro de ór-
gãos externos.
Os órgãos internos estão no interior da pelve e consistem dos ovários, tubas uterinas,
útero e vagina.
Os órgãos externos são o monte do púbis, os lábios maiores e menores do pudendo, o
clitóris, o bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores. Estas estruturas formam a
vulva ou pudendo feminino.

As glândulas mamárias também são consideradas parte do sistema genital feminino.

Vamos detalhar os órgãos genitais femininos.

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/re-feminino2.htm

Vamos detalhar cada um dos órgãos femininos:

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1. Ovários
Produzem os gametas femininos ou óvulos ao final da puberdade; produzem também
hormônios (estrógeno e progesterona), os quais controlam o desenvolvimento dos caracteres
sexuais secundários e atuam sobre o útero nos mecanismos de implantação do óvulo fecun-
dado, dando início ao desenvolvimento do embrião.
2. Tubas uterinas ou trompas de falópio
Levam os óvulos que romperam a superfície do ovário para a cavidade do útero. Por
elas passam, em direção oposta, os espermatozoides, e a fecundação ocorre habitualmente
dentro da tuba.

A fecundação ocorre na maioria das vezes na tuba uterina.

3. Útero
Estrutura muscular na qual o feto se desenvolve.
4. Monte púbico
É uma elevação mediana, constituída principalmente de tecido adiposo. Apresenta pelos
espessos após a puberdade, com distribuição característica.
5. Lábios maiores
São duas pregas cutâneas, alongadas, que delimitam entre si uma fenda.
6. Lábios menores
São duas pequenas pregas cutâneas, localizadas medialmente aos lábios maiores.
7. Clitóris
Pequeno órgão erógeno e erétil da mulher.

VAMOS RESUMIR!!
Estruturas do Sistema Genital Feminino: Ovários, Tubas Uterinas, Útero, Vagina e Órgãos Externo.

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Questão 12 (AERONÁUTICA/2014) Sobre o aparelho reprodutor, relacione as colunas e em


seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

1) Fertilização
2) Testosterona
3) Ciclo menstrual
 (  ) União de um espermatozoide e um óvulo para formar uma célula única
 (  ) É um processo complexo que envolve os sistemas endócrino e genital
 (  ) É o responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção dos órgão sexuais masculino
e pelas características sexuais secundárias.
a) 1 -2 -3
b) 1-3-2
c) 2-3-1
d) 3-1-2

Letra b.
Vamos explicar esses conceitos?
A fertilização ou fecundação é o nome que se dá quando o espermatozoide consegue pe-
netrar no óvulo maduro dando origem a uma nova vida. A fertilização pode ser conseguida
naturalmente através do contato íntimo entre o homem e a mulher durante o período fértil ou
em laboratório (artificial), sendo então chamada de fertilização in vitro.
Testosterona é um hormônio esteroide do grupo dos andrógenos, a testosterona é segregada
principalmente pelos testículos e pelos ovários, e liberadas em pequenas quantidades pelas
glândulas suprarrenais. A testosterona é o principal hormônio sexual masculino e um este-
roide anabolizante.

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O ciclo menstrual é o termo científico para as alterações fisiológicas que ocorrem nas mulhe-
res no período reprodutivo com finalidade a reprodução sexual e fecundação.
O ciclo menstrual é controlado regulado pelo sistema endócrino pelo hipotálamo, hipófise e
ovário. É frequentemente dividido em três fases: a fase folicular, a ovulação e a fase luteínica.
Os ciclos menstruais contam-se a partir do primeiro dia da menstruação.

O começo do ciclo ao cessar a menstruarão, o hipotálamo libera o hormônio liberador de


gonadotrofina de sigla GnRH, que age sobre a hipófise e leva à liberação dos hormônios LH
(luteinizante) e FSH (folículo estimulante).

Dentro dos ovários começa o desenvolvimento dos folículos, por meio do estimulo do hormô-
nio Folículo estimulante (FSH), que é liberado pela hipófise e estimulado pelo hipotálamo por
meio do hormônio gonodotrófico.

Após vários dias, um ou ocasionalmente dois dos folículos tornam-se dominantes, e os res-
tantes atrofiam e morrem.
No meio do ciclo, e 24 a 36 horas depois do pico de afluência de hormônio luteinizante (LH), o
folículo dominante libera um óvulo durante um estágio designado por ovulação.

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Depois deste estágio, o óvulo apenas sobrevive durante 24 horas ou menos caso não ocorra
fertilização, enquanto que os restos do folículo dominante no ovário se tornam corpos lúteos,
produzindo grandes quantidades de progesterona.

Estimulado pela presença desta hormona, o endométrio altera-se de modo a preparar-se para
nidações de um embrião iniciando-se assim a gravidez.
Caso a nidação não ocorra em aproximadamente duas semanas, o corpo lúteo reduz, cau-
sando quedas abruptas nos níveis de progesterona e de estrogênio. Estas quebras indicam
ao útero o momento para eliminar o óvulo e a sua membrana de revestimento, num processo
designado por menstruação, terminando assim um ciclo.

Vamos esquematizar?

Fonte: http://www.ufrgs.br/espmat/disciplinas/midias_digitais_II/modulo_II/fisiologia2.htm

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É isso aí! Vencemos mais um tópico de anatomia e fisiologia. Vamos continuar com fé e
motivação estudando o sistema digestório!

2. Sistema Digestório

O trato digestivo e os órgãos anexos constituem o sistema digestório. O trato digestório é


um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado trato gas-
trintestinal.
As estruturas do trato digestório incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino del-
gado, intestino grosso, reto e ânus.
Os órgãos digestórios acessórios são: os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado,
vesícula biliar e o pâncreas.
Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e
na deglutição.
Os órgãos acessórios produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gas-
trintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.
VAMOS RESUMIR OS ÓRGÃOS DO SISTEMA DIGESTIVO!!

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Órgãos acessórios:

Funções do SGI

O Sistema gastrointestinal apresenta várias funções, vamos resumi-las?


1. Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias alimentares, que asse-
guram a manutenção de seus processos vitais;
2. Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (prote-
ínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas a serem absorvidas
pelo intestino;
3. Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capi-
lares sanguíneos da mucosa do intestino;
4. Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com
restos de células descamadas da parte do trato gastrointestinal e substâncias secretadas na
luz do intestino.

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Sequência das Funções Gastrointestinais


Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.
Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.
Ingestão: Introdução do alimento no estômago.
Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.
Absorção: Processo realizado pelos intestinos.
Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastrointestinal.

O trato gastrointestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente desempe-


nham funções, vamos resumir:

Órgãos Anexos:
• GLÂNDULAS PARÓTIDAS;
• GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES;
• GLÂNDULAS SUBLINGUAIS;
• FÍGADO;
• PÂNCREAS.

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Fonte: https://sites.google.com/site/sistdigestorio/home/glandulas-anexas

Vamos aos órgãos?

Boca

A boca é uma cavidade oval, sendo a primeira porção do canal alimentar. É constituída ex-
ternamente por pele e internamente por mucosa, pelos palatos duro (parede superior, óssea)
e mole (parede posterior, muscular) e pela língua (importante para o transporte de alimentos,
sentido do gosto e fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a
úvula, que está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal. Na boca já come-
ça o primeiro passo da digestão química por meio da enzima amilase salivar que degrada o
carboidrato (amido).

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Língua

É um órgão muscular móvel situado na cavidade bucal, revestida por mucosa e que exerce
importantes funções na mastigação, deglutição, gustação e articulação da palavra.

Faringe

Possui musculatura estriada esquelética, situada entre a cavidade oral e o esôfago. Faz
parte do sistema digestório e respiratório.
Pulo do gato! Lembre-se que esse detalhe foi cobrado pelo CESPE e a questão está na
aula de sistema respiratório!

Esôfago

É um tubo muscular que liga a faringe ao estômago. Para atingir o abdome, ele atravessa
o músculo diafragma e, quase imediatamente, desemboca no estômago.
O esôfago conduz o alimento por movimentos peristálticos, conforme a imagem abaixo.

Questão 13 (FUNIVERSA/POLÍCIA CIENTÍFICA – GO/2015) O órgão do tubo digestório que


une a cavidade oral ao estômago é o(a)
a) faringe.
b) nasofaringe.
c) laringe.
d) traqueia.
e) esôfago.

Letra e.

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Esôfago é um canal que conduz o alimento até o estômago. O esôfago é um conduto mus-
culoso de contrações involuntárias, controladas pelo sistema nervoso autônomo, que, dando
continuidade ao trabalho da faringe, levam o alimento até o estômago.
Suas contrações através dos movimentos peristálticos fazem com que o bolo alimentar avance
até ao estômago (em 2 segundos, aproximadamente), mesmo que se esteja de cabeça para baixo.

Questão 14 (CESPE/MPU/2010) As células musculares agrupam-se em feixes para formar


as massas macroscópicas que recebem o nome de músculos. Acerca do tecido muscular,
julgue os itens subsequentes.
A contração do tecido muscular liso, geralmente situado na parede de vísceras ocas ou tubu-
lares, resulta em diminuição do lúmen e deslocamento do conteúdo no seu interior.

Certo.
A contração do músculo liso gera os movimentos peristálticos que ocorre no esôfago, estô-
mago e intestinos.
Estômago
É uma dilatação do canal alimentar situado entre o esôfago e o intestino delgado. Está situa-
do logo abaixo do diafragma.
O estômago é constituído das seguintes partes:
• Cárdia - junção com o esôfago.
• Fundo - localiza-se na parte superior, projetando-se em direção ao diafragma.
• Corpo - maior parte do órgão.
• Piloro - parte terminal, após do piloro está o duodeno.
O estômago é continuado pelo intestino delgado e este pelo intestino grosso.

Questão 15 (IDECAN/CBMDF/2017) “O estômago é a porção mais dilatada do tubo digesti-


vo. Tem a função de armazenamento e mistura do alimento ingerido com as secreções gástri-
cas. Uma destas secreções é o(a) _____________, uma glicoproteína cuja função é combinar-se

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com a vitamina B12 da dieta, para ser absorvida pelo íleo.” Assinale a alternativa que comple-
ta corretamente a afirmativa anterior.
a) pepsina
b) gastrina
c) ácido clorídrico
d) fator intrínseco

Letra d.
A absorção da vitamina B12 é dependente de uma molécula de transporte especial formada
pelas células parietais do estômago, o fator intrínseco gástrico. Durante o processo nutricio-
nal, a vitamina B12 fica ligada às proteínas, as quais são processadas por enzimas específi-
cas no estômago. Através de uma outra proteína de transporte, a haptocorrina, a vitamina é
deslocada para o intestino delgado, onde se liga ao fator intrínseco. Este encaminha a vitami-
na B12 para receptores específicos na mucosa intestinal, por meio do qual a vitamina entra
nas células da mucosa.
No ser humano o fator intrínseco é criado a partir das células parietais da mucosa gástrica.
Se sua constituição está desequilibrada é desenvolvida uma falta de fator intrínseco. Ela pode
progredir para o desenvolvimento de uma deficiência de vitamina B12.
Uma das causas mais comuns para a deficiência de vitamina B12 é a gastrite. A gastrite cró-
nica é uma doença autoimune em que o organismo produz anticorpos contra as suas próprias
células produtoras de células parietais e as destrói.
Noutros casos, após cirurgias em que parte do estômago é removida (gastrectomia, gastrec-
tomia) existe muitas vezes falta de fator intrínseco. Ou no caso de uma inflamação do estô-
mago como resultado de alcoolismo.
Intestino delgado
Subdivide-se em três segmentos: duodeno, jejuno e íleo. O duodeno inicia-se no óstio pilórico
e termina no nível de brusca angulação. No duodeno desembocam os ductos colédoco (que
traz a bile) e pancreático (que traz a secreção pancreática).

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Questão 16 (CESPE/MPU/2013) No que se refere ao sistema digestório, julgue os próximos itens.


É no estomago que a bile, enzima que emulsifica as moléculas de gordura, possibilitando a
ação da lípase, atua no bolo alimentar.

Errado.
A bile é liberada pela vesícula no duodeno (1ª parte do intestino delgado).
O intestino delgado é responsável por absorver os nutrientes, essa função é potencializada
devido as microvilosidades, que aumentam a superfície de absorção de nutrientes.

Questão 17 (CONSULPLAN/TRF 2ª/2017) A intolerância à lactose resulta da incapacidade


ou da diminuição da capacidade do organismo de digerir a lactose. É uma síndrome clínica
composta por um ou mais dos seguintes sintomas: dor abdominal, diarreia, náusea, flatulên-
cia e/ou distensão abdominal após a ingestão de lactose ou de produtos alimentícios con-
tendo lactose. Ocorre pela deficiência ou ausência da enzima lactase, que é a responsável por
decompor a lactose, um dissacarídeo em unidades mais simples. É correto afirmar que essa
enzima é produzida no
a) fígado.
b) estômago.
c) intestino grosso.
d) intestino delgado.

Letra d.
A lactase é uma enzima que catalisa a hidrólise da lactose em glicose e galactose. Faz parte
da secreção do intestino delgado e é essencial para a digestão do leite.

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Questão 18 (IF/SP/2015) Células absortivas do intestino delgado possuem projeções mi-


croscópicas da membrana plasmática com a finalidade de aumentar a superfície de absorção
de nutrientes. Essas projeções são chamadas de:
a) lamelas.
b) microvilosidades.
c) desmossomos.
d) zônulas de oclusão.
e) interdigitações.

Letra b.
As microvilosidades formam uma estrutura semelhante aos dedos de uma luva que se en-
contram na superfície do tecido epitelial de certas células epiteliais, tais como o Intestino
delgado.

 Obs.: Curiosidade!
 Em 2017 o Mesentério passou a ser classificado com órgão e isso pode ser cobrado
nas próximas provas. Vamos conhecer esse novo órgão?

Mesentério

Antes considerado pelos cientistas como um ligamento do aparelho digestivo que prende
o intestino a cavidade abdominal, o mesentério acaba de ser reclassificado como órgão e é,
portanto, a mais nova descoberta do corpo humano. O mesentério, por sua vez, é uma dobra
dupla do peritônio (como se chama o revestimento da cavidade abdominal) que une o intes-
tino com a parede do abdômen e permite que ele se mantenha no lugar.

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Intestino grosso

Constitui a parte final do sistema digestivo, sendo mais calibroso e mais curto que o intes-
tino delgado. O intestino grosso é subdividido nos seguintes seguimentos:
- Cécum: é o segmento inicial que se continua no cólon ascendente.
Na sua base, implanta-se um prolongamento o apêndice vermiforme, cuja inflamação
produz a apendicite.
- Cólon ascendente: segue-se ao cécum e tem direção superior ou cranial, está fixado na
parede posterior do abdome, se flete para continuar o cólon transverso.
- Cólon transverso: segue-se transversalmente ao cólon ascendente, flete-se para conti-
nuar no cólon descendente.
- Cólon descendente: segue-se ao cólon transverso, está fixado na parede posterior
do abdome.
- Cólon sigmoide: porção de continuação do cólon descendente, é continuado pelo reto.
- Reto: porção de continuação do cólon sigmóide apresenta sua parte final estreita, deno-
minada canal anal, comunica-se com o exterior através do ânus.

Anexos do sistema digestório


Fígado

É o órgão mais volumoso do sistema digestório, localiza-se imediatamente abaixo do


diafragma e à direita. Trata-se de uma glândula que desempenha importante papel nas ativi-
dades vitais do organismo interferindo no metabolismo dos carboidratos, gordura e proteínas,
secretando a bile e participando de mecanismos de defesa.
O fígado também é responsável por:
• Desintoxicação do organismo.
• Hemocaterese (hemácias e demais elementos figurados do sangue envelhecidos são
eliminados da circulação)

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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Questão 19 (CESPE/SEGESP-AL/2013) A respeito da localização e do funcionamento das


estruturas internas do corpo humano, julgue os itens seguintes.
O fígado, cuja função é a síntese da lipase, localiza-se à esquerda, com uma pequena parte
ocupando o lado direito do abdome, imediatamente abaixo do diafragma.

Errado.
A síntese de lipase (enzima que digere as gorduras) ocorre no pâncreas. O fígado é localizado
a direita (hipocôndrio D)
Pâncreas
Situado posteriormente ao estômago. Depois do fígado, é a glândula anexa mais volumosa do
sistema digestório. O pâncreas é uma glândula exócrina e endócrina.
A secreção endócrina denomina-se insulina e glucagon, que são lançados no sangue, cuja
função é regular o metabolismo da glicose. A secreção exócrina é o suco pancreático, este é
lançado no tubo digestivo com muitas enzimas para ajudar na digestão e tornar o bolo ali-
mentar mais básico.

Questão 20 (CESPE/IHB/2018) No que se refere à anatomia e à fisiologia humanas, julgue os


itens a seguir.
O pâncreas faz parte do sistema endócrino.

Certo.
Observe que o pâncreas faz parte de dois sistemas: digestivo e endócrino.

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 Obs.: Resumindo
 - Glândula mista que possui aproximadamente 15 cm de comprimento.
 - Ácinos pancreáticos: secreção exócrina do suco pancreático.
 - Ilhotas de Langerhans: secreção endócrina da insulina e do glucagon.

Glândulas salivares

Situadas na boca, são responsáveis pela secreção da saliva, compreendendo três pares
de glândulas: parótidas, submandibulares e sublinguais.

O Processo Digestivo

O processo digestivo constitui a fisiologia da digestão. Vamos entender melhor essa que-
bra de macronutrientes em micronutrientes.

Boca

Na cavidade da boca o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e


intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas
salivares, facilita a formação de um bolo alimentar.

Obs.: Por meio da enzima amilase salivar os carboidratos começam a serem digeridos
na boca.

A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do proces-


so empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do trato digestório
– onde ocorra a fase automática da deglutição.

Faringe

A faringe é um tubo que se estende da boca até o esôfago.

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A faringe apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a
revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso,
que facilita a rápida passagem do alimento.
O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo ato da deglutição. A
deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esôfago.
Três estágios:
1. Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe.
2. Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esôfago.
3. Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esôfago para o estômago.
A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (nasofaringe), oral (orofaringe) e
laríngea (laringofaringe).

Esôfago

A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com


que o alimento se mova para o estômago.
As contrações são repetidas em ondas que empurram o alimento em direção ao estô-
mago. A passagem do alimento sólido, ou semissólido, da boca para o estômago leva 4-8
segundos, alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.
Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esôfago causa
azia. A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal.
O refluxo gastresofágico ocorre quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte
superior do esôfago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago,
o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esôfago.
O esôfago é formado por três porções:
1. Porção Cervical: porção que está em contato íntimo com a traqueia.
2. Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (me-
diastino superior, entre a traqueia e a coluna vertebral).
3. Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a
impressão sofágica.

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Estômago

O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude de os alimentos


permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o in-
testino delgado.
O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro.
O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do
esôfago com o estômago.
Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estôma-
go é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado piloro (orifício de saída
do estômago – óstio pilórico).
Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica.

Funções Digestivas

1. Digestão do alimento;
2. Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido clorídrico;
3. Secreção de hormônio gástrico e fator intrínseco;
4. Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao in-
testino delgado;
5. Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.

Intestino Delgado

A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a
junção ileocecal e se reúne com o intestino grosso.
Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto, sua
estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de
superfície para a digestão e absorção, sendo consideravelmente aumentada pelas pregas
circulares, vilosidades e microvilosidades.

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O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a junção
ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Intestino Grosso

O intestino grosso absorve a água. É dividido em 4 partes principais: ceco, cólon (ascen-
dente, transverso, descendente e sigmoide), reto e ânus.
O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. Este segmento do intestino grosso termi-
na ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar
de canal anal.
O canal anal apesar de bastante curto, é importante por apresentar algumas formações
essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfíncteres anais.
O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras muscu-
lares, sendo consequentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras
musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo
este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

RESUMINDO!!
O esfíncter anal interno - Involuntário
O esfíncter anal externo - Voluntário

Funções do Intestino Grosso


• Absorção de água e de certos eletrólitos;
• Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
• Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
• Eliminação de resíduos do corpo (defecação).
• Tubo muscular com parede mais espessa que o intestino delgado.
• Dividido em: apêndice, ceco, colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo
sigmoide, reto e ânus.
• Reabsorção de água e sais minerais.
• Síntese das vitaminas k e B2 por ação microbiana.
• Formação do bolo fecal.

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Peristaltismo
Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para
o interior do colo ascendente, transverso e descendente.
Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pe-
las paredes do intestino, para o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino grosso
por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao
contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a
reabsorção de água, causando diarreia.

Órgãos Anexos

O aparelho digestório é considerado como um tubo, que recebe o líquido secretado por
diversas glândulas, a maioria situada em suas paredes como as da boca, esôfago, estô-
mago e intestinos.
Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizadas nas proximi-
dades do tubo, com o qual se comunicam através de ductos, que servem para o escoamento
de seus produtos de elaboração.

Glândulas Salivares

As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares menores e


glândulas salivares maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é
produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.
Glândulas salivares menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos dissemina-
dos nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.
Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, sub-
mandibulares e sublinguais.
a) Glândula Parótida - a maior das três, situa-se na parte lateral da face, abaixo e após o
pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auricu-
lo temporal, glossofaríngeo e facial.

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b) Glândula Submandibular - é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É ir-


rigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretores motores derivam de fibras
parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior.
c) Glândula Sublingual - é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho
da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de ma-
neira idêntica aos da glândula submandibular.

O Fígado

O fígado é um órgão vital, ele produz a bile que é indispensável na digestão das gorduras.
Além disso, desempenha o papel de armazenar de glicose, ferro, cobre e vitaminas.
A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para pas-
sar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera
quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte
distal do intestino para a digestão e absorção.
Outras funções do fígado são:
1. Metabolismo dos carboidratos;
2. Metabolismo dos lipídios;
3. Metabolismo das proteínas;
4. Processamento de fármacos e hormônios;
5. Excreção da bilirrubina;
6. Excreção de sais biliares;
7. Armazenagem;
8. Fagocitose;
9. Ativação da vitamina D.

Vesícula biliar

A vesícula Biliar situa-se na fossa da vesícula biliar no fígado.


O Ducto Cístico liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum formando o Ducto Colédo-
co. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior

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da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédo-


co entra em contato com o ducto pancreático principal.

Pâncreas

O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no
duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insuli-
na que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco pancreático.
O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em
três partes: anterior, posterior e inferior) e cauda.
Ducto Pancreático - O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre
para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto
colédoco.
O pâncreas tem as seguintes funções digestivas:
Dissolver carboidrato (amilase pancreática);
Dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase e elastáse);
Dissolver triglicerídios nos adultos (lípase pancreática);
Dissolver ácido nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease).

Questão 21 (CESPE/MPU/2013) Em relação aos sistemas que constituem o corpo humano,


julgue o item a seguir.
O sistema digestório, composto pelo trato gastrintestinal e por órgãos acessórios, é respon-
sável pela degradação e absorção de alimentos para uso das células, é, também, pela elimi-
nação de resíduos sólidos.

Certo.
Essa questão resume as principais funções do sistema digestório que são degradação, ab-
sorção dos alimentos e eliminação de resíduos sólidos (fezes).

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Questão 22 (IADES/2014) Acerca das secreções digestivas hepáticas e pancreáticas, assi-


nale a alternativa incorreta.
a) A bile tem a função de dispersar as gorduras em pequenas gotículas; com isso, aumenta o
contato de gorduras com as enzimas digestivas.
b) A tripsina é secretada pelo fígado e tem a função de reduzir a acidez do quimo vindo do
estômago, preparando o órgão para a ação das enzimas intestinais.
c) A lípase pancreática tem a função de digerir algumas gorduras já preparadas pela bile.
d) A amilase pancreática finaliza a digestão do amido, com início na amilase salivar.
e) A nuclease é responsável por digerir os ácidos nucleicos.

Letra b.
Errada a tripsina é secretada pelo pâncreas e não pelo fígado. As demais alternativas es-
tão corretas.

Vamos esquematizar a digestão química por meio de uma tabela?

Fonte: https://www.slideshare.net/LaraTavares/mdulo-7-e-8-sistema-digestorioalpha2015-61627313

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Nessa tabela verificamos os órgãos produtores das enzimas, o alimento que é digerido
pela enzima e o produto decorrente da digestão.

Questão 23 (FCC/2010/TRE-AM) O intestino delgado possui três partes, sendo o segmento


mais longo do trato gastrintestinal. Em condições fisiológicas normais
a) a atividade peristáltica é lenta e fraca, permitindo a reabsorção eficiente de água e de
eletrólitos.
b) a secreção da pepsina tem a finalidade de ajudar na digestão do amido, principalmente no
momento em que a mesma é secretada no duodeno.
c) as vilosidades intestinais têm a finalidade de aumentar a área de absorção dos nutrientes.
d) ocorre secreção de muco e ação das bactérias da flora local, auxiliando o término da cliva-
gem do material residual.
e) a bile não retorna ao estômago devido à cárdia, localizada entre o estômago e o intestino
delgado.

Letra c.
a) Errada. A atividade peristáltica é forte e não fraca.
b) Errada. A pepsina digere proteína.
c) Certa. As vilosidades aumentam a área de absorção de nutrientes.
d) Errada. Não é no intestino delgado que ocorre ação das bactérias da flora local e sim
no intestino grosso.
e) Errada. A bile é lançada no intestino delgado por meio da vesícula biliar e não retorna
para o estômago devido a válvula piloro e não cardia.
A cardia vai separar o estômago do esôfago.

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Amigo (a), vamos esquematizar os tipos de digestão: mecânica (movimentos peristálti-


cos) e a digestão química (sucos digestivos).
Os movimentos peristálticos você já conhece, porém agora vou detalhar os sucos digestivos.

Sucos digestivos

1. Suco gástrico
O primeiro deles é o suco gástrico, vamos as suas características:
• Líquido incolor, produzido diariamente em torno de 2 litros.
• Constituição: Enzimas digestórias e Ácido Clorídrico.
• Garante o meio extremamente ácido (pH = 2,0) para a ação da pepsina (enzima que
degrada a proteína- Transforma Proteína  Peptídeos).
• Ação antisséptica (a acidez destrói algumas bactérias).

A quantidade de suco gástrico produzida depende de aspectos psicológicos como a sen-


sação de fome, cheiro ou visão do alimento, mecânicos como a mastigação e fatores hormo-
nais pois a gastrina é um hormônio que estimula a secreção do suco gástrico.
2. Bile
Vamos abordar o segundo suco digestivo a Bile que é produzida pelo fígado e armazenada
e liberada pela vesícula biliar.
A bile é liberada no duodeno através do canal colédoco, conforme a imagem acima. Tem
a função de emulsionar lipídios, facilitando a atuação das lipases (enzimas que degradam os
lipídios). A bile é composta pela bilirrubina, uma substância que é produto da degradação das
hemácias que são degradadas por estarem envelhecidas, essa bilirrubina é responsável por
determina a coloração das fezes.
3. Suco pancreático
O terceiro suco digestivo é o suco pancreático. Ele é produzido pelo Pâncreas. Rico em en-
zimas e com pH em torno de 9,0 (básico). Composto por Bicarbonato de Sódio, que neutraliza
no intestino a acidez do quimo gástrico.

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Quando o alimento está no estômago ele é chamado de QUIMO (nesta etapa o bolo alimentar
está ácido). Quando está no intestino delgado o bolo alimentar é chamado de QUILO. Nessa
fase, intestino delgado, o bolo alimentar recebe o suco pancreático que é básico (pH= 9,0)
tornando o bolo neutro.

Ainda temos o suco entérico, também conhecido como suco intestinal pH em torno de 7,0.
Sua produção é estimulada pelo hormônio denominado Secretina.

Resumo
1. Digestão Química: Quimificação
• Ocorre no estômago.
• pH = 2,5 (ácido).

Glândulas mucosas: produção de muco.


Glândulas G: produção do hormônio gastrina.
Glândulas parietais: produção de HCl e do fator intrínseco gástrico.
• Mecanismo de controle: Hormônio gastrina.

2. Digestão Química: Quilificação


• Ocorre no duodeno.
• ph = 8,0 (básico ou alcalino).
• Bile: sais biliares.
• Suco pancreático: íon bicarbonato, amilase, lipase, nucleases, tripsinogênio (tripsina) e
quimiotripsinogênio (quimiotripsina).
• Suco entérico: amilase, maltase, sacarase, lactase, lipase e proteases.

Mecanismo de controle:
• Colecistoquinina (CCQ)

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• Secretina
• Enterogastrona ou peptídeo inibidor gástrico

Vamos fazer mais umas questões do sistema digestivo para praticar!!

Questão 24 (CESPE 2010 INCA) Acerca da fisiologia humana, julgue o item subsequente.
Movimentos peristálticos são típicos não apenas do esôfago, mas também do estômago e do
intestino delgado.

Certo.
Os movimentos peristálticos impulsionam o bolo alimentar pelo esôfago e também pelo es-
tômago e intestinos.

3. Sistema Nervoso

Amigo(a), vamos começar o estudo do sistema nervoso. Nesse sistema estudaremos a


função, divisão, meninges, a classificação em sistema nervoso central, sistema nervoso peri-
férico, sistema nervoso visceral, sistema nervoso somático.
Esse é um importante capítulo para a nossa prova do CESPE! Pois é o mais cobrado.

Funções do Sistema Nervoso

O sistema nervoso é responsável pelo controle e coordenação das funções de todos os


sistemas do organismo, e, ainda, ao receber estímulos aplicados à superfície do corpo (frio,
calor, dor, etc.) é capaz de interpretá-los e desencadear, eventualmente, respostas adequadas
a esses estímulos. Muitas funções do sistema nervoso dependem da vontade (caminhar, por

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exemplo, é um ato voluntário) e muitas outras ocorrem sem que delas tenhamos consciência
(a secreção da saliva, por exemplo, ocorre independente de nossa vontade).
– Obtenção de informações do meio externo e interno e transformação dessas
em estímulos.
– Controle e coordenação das funções de todos os sistemas do organismo.

Observe na imagem abaixo que cada função do nosso corpo tem correlação com uma
parte do nosso cérebro.

Fonte: http://imensoamor01.blogspot.com.br/2015/10/area-de-broca-e-area-de-wernicke.html

Área de Brodmann é uma região do córtex cerebral definida com base nas suas estruturas
e organização de suas células. Cada área tem mais de uma função, múltiplas áreas são usa-
das em cada atividade e um lado frequentemente tem prevalência sobre o outro.
Cada número desse corresponde a uma função específica. Por exemplo: Áreas 3, 1 e 2 -
córtex somatossensorial primário: processa tatos, dor e propriocepção;

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Área 4 - córtex motor primário: controle de diversos movimentos e respostas cenestési-


cas;
Área 5 e 7 - córtex de associação somatossensorial: visão espacial, uso de ferramentas,
memória de trabalho;

Divisão do Sistema Nervoso

Reconhecemos no sistema nervoso duas divisões: Anatômica e Funcional.


Na anatômica, o sistema nervoso divide-se em sistema nervoso central (SNC) e sistema
nervoso periférico (SNP). Na funcional, em sistema nervoso visceral (SNV) e sistema nervoso
somático (SNS).

Divisão do sistema nervoso com base em critérios anatômicos e funcionais

Questão 25 (CESPE/2010) Com relação ao tecido nervoso, julgue o item a seguir.


O tecido nervoso interliga-se formando uma complexa rede denominada sistema nervoso,
que é dividida em sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.

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Certo.
Conforme visto no esquema acima o sistema nervoso é dividido em central e periférico (divi-
são anatômica).

Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/

Sistema Nervoso Central

O sistema nervoso central é uma porção de recepção de estímulos, de comando e de-


sencadeador de respostas. A porção periférica está constituída pelas vias que conduzem os
estímulos ao sistema nervoso central ou que levam até aos órgãos, as ordens emanadas da
porção central.
Pode-se dizer que o SNC está constituído por estruturas que se localizam no esqueleto
axial (coluna vertebral e crânio): a medula espinhal e o encéfalo.
O sistema nervoso periférico compreende os nervos cranianos e espinhais, os gânglios e
as terminações nervosas.
O sistema nervoso somático relaciona o indivíduo com o meio externo, compreendendo
fibras sensitivas (aferente) exteroceptores e motoras (eferente) músculo estriado esquelético.
O sistema nervoso visceral relaciona o indivíduo com o meio interno, compreendendo fi-
bras sensitivas (aferente) e motoras (eferente) músculo liso e gânglios. A este último, está
relacionado o sistema nervoso autônomo (SNA), ou involuntário.

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Cérebro

Constitui a parte mais importante do encéfalo, localiza-se na caixa craniana; é o centro da


consciência. As funções do cérebro normal incluem apercepção de nós mesmos e do ambien-
te ao nosso redor, controle de nossas reações em relação ao meio ambiente, respostas emo-
cionais, raciocínio, julgamento e todas as nuances que formam a consciência, as sensações
e origem dos movimentos, compreendendo o telencéfalo e o diencéfalo.

Telencéfalo

O telencéfalo é a porção mais anterior e mais desenvolvida do cérebro; ocupa a maior


parte da cavidade craniana e é envolvido pelas meninges, sendo o segmento mais desenvol-
vido do encéfalo humano. Nele encontra-se o córtex cerebral, que é uma lâmina cinzenta, de
espessura variável e que constitui a superfície do hemisfério cerebral.

Diencéfalo

É um dos principais centros receptores de impulsos elétricos oriundos das vias periféri-
cas, possui volumosos núcleos cinzentos.
O diencéfalo é uma estrutura ímpar que só é vista na porção mais inferior de cérebro. Ao
diencéfalo compreendem as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo,
todas relacionadas com o III ventrículo.
Observe a imagem abaixo para detalhe dessas áreas do cérebro que estamos detalhando:

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/

Cerebelo

Possui a função de determinar o equilíbrio do corpo e sua orientação no espaço, bem como
a regulação dos tônus musculares e a coordenação das atividades motoras do organismo.
Repousa sobre a fossa cerebelar do osso occipital e está separado do lobo occipital por
uma prega da dura-máter denominada tenda do cerebelo. Do ponto de vista fisiológico, o ce-
rebelo difere fundamentalmente do cérebro porque funciona sempre em nível involuntário e
inconsciente, sendo sua função exclusivamente motora (equilíbrio e coordenação).

O Cerebelo tem a função de equilíbrio e coordenação

O cerebelo fica na fossa posterior. O crânio é dividido em 3 fossas: anterior média e posterior.

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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Fonte: http://lanatomia.blogspot.com.br/2013/10/cranio-i.html

Questão 26 (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA/2016) Com relação à anatomia humana, julgue o item


O cerebelo está situado na fossa média do crânio.

Errado.
O cerebelo fica na fossa posterior.

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Tronco encefálico

Parte do encéfalo que une a medula espinhal aos hemisférios cerebrais e por onde tran-
sitam todas as grandes vias sensitivas e motoras, ou seja, conecta a medula espinal com as
estruturas encefálicas localizadas superiormente.
Dispersas na substância branca do tronco encefálico encontram-se massas de subs-
tância cinzenta denominadas núcleos, que exercem efeitos intensos sobre funções como a
pressão sanguínea e a respiração.

O tronco encefálico é responsável pelo controle das funções como a pressão sanguínea e
a respiração.

O tronco encefálico divide-se em: bulbo, situado caudalmente, mesencéfalo, e a ponte


situada entre ambos.

Mesencéfalo

Protuberância que constitui o ponto de junção do cérebro, do cerebelo e da medula espi-


nhal. Comunica-se com o cérebro através de fibras nervosas encarregadas de conduzir estí-
mulos oculares, visuais, acústicos e outros.
Do mesencéfalo emerge o nervo óculo motor, (III par craniano), o nervo troclear (IV par
craniano) e o nervo trigêmeo (V par craniano).

 Obs.: Mesencéfalo conduz estímulos conduzir estímulos oculares, visuais, acústicos.

Ponte

Localizada na parte mediana do tronco encefálico, é formada por agrupamentos de fibras


e células nervosas. A ponte possui três pares de nervos responsáveis pela inervação dos
músculos que movimentam os olhos para os lados, dos músculos mímicos da face, das glân-
dulas salivares e lacrimais, e conduz sensações de paladar captadas na língua.

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Da ponte emerge o núcleo motor do nervo trigêmeo (V par craniano), núcleos sensitivos
do nervo trigêmeo (V par craniano), núcleo do nervo abducente (VI par craniano), núcleo do
nervo facial (VII par craniano), núcleo do nervo vestíbulo coclear (VIII par craniano).

Bulbo

Porção inferior do tronco encefálico no sentido craniocaudal, sendo que o grande fora-
me (forame magno) constitui o limite convencional com a medula espinhal. Possui feixes
de fibras motoras que comandam os movimentos dos músculos voluntários. Essas fibras
dirigem-se, paralelamente, até o forame occipital, onde trocam de lado. No resto do percurso,
caminham do lado oposto àquele em que estavam originalmente. Esse cruzamento de fibras
faz com que as ordens emitidas a partir do hemisfério cerebral direito sejam transmitidas ao
lado esquerdo do corpo e vice-versa.

FOCO NESTE ASPECTO!!!!

Devido ao cruzamento de fibras no bulbo, acidentes que lesem o lado esquerdo da cabeça provocam, em
geral, paralisia do lado direito.

Além disso, no bulbo, localizam-se dois centros vitais, encarregados de controlar a respi-
ração e o funcionamento vasomotor. Um projétil que atinja o bulbo mata instantaneamente. A
pressão sanguínea cai de forma tão acentuada que não permite mais a irrigação dos diversos
órgãos. Com a lesão do bulbo, são cortados os impulsos que controlam o funcionamento dos
vasos sanguíneos e dos pulmões.

Bulbo controla a respiração e o controle da pressão sanguínea.

Vamos revisar a figura abaixo para situar cada parte do sistema nervoso.

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Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/

Meninges

Questão 27 (IDECAN/CBM-DF/2017) O Líquor é um fluido aquoso e incolor, cuja função pri-


mordial é a proteção mecânica do sistema nervoso central, sendo produzida pela estrutura:
a) pia-máter
b) Plexos coroide
c) arterias cerebrais
d) Granulações aracnoideas

Letra b.
O líquor é produzido nos plexos coroides dos ventrículos e também por uma pequena porção
produzida nas paredes ventriculares.
a) Errada a pia-máter a camada de revestimento do cérebro, é a meninge que reveste o cére-
bro.

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c) Errada, as artérias cerebrais são responsáveis por manter o fluxo sanguíneo cerebral.
d) Granulações aracnoideas são pequenos tufos formados na aracnoide. A aracnóide forma
pequenos tufos que penetram os seios venosos da dura-máter. Nessas granulações, o líquido
cefalorraquidiano proveniente do espaço subaracnóideo fica separado do sangue por cama-
das muito delgadas, o que permite sua absorção pelos seios da dura-máter.

Medula Espinhal

Continuação direta do encéfalo, localizada dentro do canal vertebral. A medula espinhal


tem papel fundamental na recepção de estímulos sensitivos e retransmissão de impulsos
motores. Todos os centros importantes do encéfalo são conectados através de longos feixes
nervosos, diretamente aos órgãos ou músculos que controlam. Esses feixes se unem forman-
do a medula espinhal, transmitindo mensagens entre o encéfalo e o sistema nervoso perifé-
rico. Essas mensagens são passadas ao longo do nervo sob a forma de impulsos elétricos.
Da base do crânio, a medula se estende pelo tronco até o nível da primeira ou segunda
vértebra lombar. Na porção final da medula, localizam-se nervos espinhais que formam uma
espécie de “cabeleira” nervosa, comparada à cauda equina.
Medula significa miolo e indica o que está dentro. Assim temos a medula espinhal dentro
dos ossos, mais precisamente dentro do canal vertebral.
A medula espinhal é uma massa cilindroide de tecido nervoso situada dentro do canal
vertebral sem, entretanto, ocupa-lo completamente. A medula apresenta forma aproximada
de um cilindro, achatada no sentido antero-posterior. Seu calibre não é uniforme, pois ela
apresenta duas dilatações denominadas de intumescência cervical e intumescência lombar.
Estas intumescências medulares correspondem às áreas em que fazem conexão com as
grossas raízes nervosas que formam o plexo braquial e lombos sacral, destinados à inervação
dos membros superiores e inferiores respectivamente.
A formação desta intumescência deve-se a maior quantidade de neurônios e, portanto, de
fibras nervosas que entram ou saem destas áreas.
A intumescência cervical estende-se dos segmentos C4 até T1 da medula espinhal. A intu-
mescência lombar (lombos sacrais) estende-se dos segmentos de T11 até L1 da medula espinhal.

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Conexões com os nervos espinhais:


Os pequenos filamentos nervosos denominados de filamentos radiculares, que se unem
para formar, respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais. As duas ra-
ízes se unem para formação dos nervos espinhais, ocorrendo à união em um ponto situado
distalmente ao gânglio espinhal que existe na raiz dorsal.
Filamentos radiculares se unem para formar  Raízes dos nervos espinhais que se unem
para formar  Nervos espinhais

RAÍZES NERVOSAS

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 segmentos medulares

assim distribuídos: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. Encontramos

8 pares de nervos cervicais e apenas 7 vértebras cervicais porque o primeiro par de nervos

espinhais sai entre o occipital e C1.

RELAÇÃO DAS RAÍZES NERVOSAS COM AS VÉRTEBRAS

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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Questão 28 (CESPE/2010) A respeito da anatomia e das funções do sistema nervoso, julgue


o item a seguir. Nesse sentido, considere que as siglas subsequentes, sempre que utilizadas,
devem ser interpretadas de acordo com a significação associada a cada uma delas, da se-
guinte forma: SNC = sistema nervoso central; SNP = sistema nervoso periférico.
Anatomicamente, costuma-se dividir o sistema nervoso em SNC e SNP. O SNC é consti-
tuído pelas estruturas contidas no crânio, o encéfalo. O encéfalo divide-se em cérebro,
cerebelo e tronco encefálico. O tronco encefálico decompõe-se em mesencéfalo, ponte e
bulbo. O SNP, por sua vez, é constituído pela coluna vertebral, a medula espinhal e os ner-
vos espinhais e cranianos.

Errado.
A medula faz parte do SNC e não do sistema nervoso periférico.

Questão 29 (IDECAN CBM DF 2017) O trauma de coluna pode provocar a fratura de uma ou
mais vértebras e lesões da medula espinhal. Quando os reflexos abdominais estão abolidos é
provável que a lesão da medula ocorreu no nível de:
a) L1-L3.
b) L1-L5.
c) S1-S6.
d) T6-T12.

Letra d.
A inervação da região do abdome vai ser realizada pelos nervos torácicos. OS nervos lom-
bares inervam a perna, os nervos sacrais a região genital, a bexiga e o reto, além da parte
posterior da perna. Observe essas informações na imagem abaixo:

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Fonte: Netter

Divisão do Sistema Nervoso Periférico

A divisão anatômica do sistema nervoso periférico pode ser acompanhada da se-


guinte chave:

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Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/

Nervos

São cordões esbranquiçados formados por fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo,
tendo como função conduzir impulsos ao SNC e também os conduzir do SNC ao periférico.
Distinguem-se dois grupos: os nervos cranianos e os espinhais.
Vejamos:
a) Nervos Cranianos
São 12 pares de nervos que fazem conexão com o encéfalo. A maioria deles (10) origina-
-se no tronco encefálico. Além do seu nome, os nervos cranianos são também denominados
por números em sequência crânio-caudal.
A relação abaixo apresenta o nome e o número correspondente a cada um dos pares
cranianos:
• Olfatório é puramente sensitivo e ligado à olfação como o nome indica, iniciando-se em
terminações nervosas situadas na mucosa nasal.
• Óptico, também sensitivo, origina-se na retina e está relacionado com a percepção visual.
• Oculomotor, Troclear e Abducente enervam músculos que movimentam o olho, sendo
que o terceiro par é também responsável pela inervação de músculos chamados intrín-
secos do olho, como o músculo esfíncter da íris (que fecha a pupila) e o músculo ciliar
(que controla a forma da lente).

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• Trigêmeo é predominantemente sensitivo, sendo responsável pela sensibilidade somá-


tica de quase toda a cabeça. Um pequeno contingente de fibras é motor, inervando a
musculatura mastigadora, isto é, músculos que movimentam a mandíbula.
• Facial, Glossofaríngeo e Vago - são altamente complexos no que se refere aos compo-
nentes funcionais, estando relacionados às vísceras e à sensibilidade gustativa, além
de inervar glândulas, musculatura lisa e esquelética.

O nervo vago é um dos nervos cranianos mais importantes, pois inerva todas as vísceras
torácicas e a maioria das abdominais.
• Vestíbulo-Coclear é puramente sensitivo, constituído de duas porções: a porção coclear
está relacionada com os fenômenos da audição, e a porção vestibular com o equilíbrio.
• Acessório inerva músculos esqueléticos, porém, parte de suas fibras unem-se ao vago
e com ele é distribuída.
• Hipoglosso inerva os músculos que movimentam a língua, sendo, por isso, considerado
como o nervo motor da língua.

Questão 30 (IDECAN CBMDF 2017) Os nervos cranianos são, no total, 12 pares e cada um
deles recebe uma nomenclatura específica e são numerados em algarismos romanos de
acordo com sua ordem de origem no sentido rostrocaudal. Relacione adequadamente os
pares de nervos de acordo com o componente funcional.

1) Motor.
2) Misto.
3) Sensorial.
 (  ) X – Nervo vago.
 (  ) I – Nervo olfatório.
 (  ) XII – Nervo hipoglosso.
 (  ) VIII – Nervo vestibulococlear.
A sequência está correta em

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a) 1, 3, 2, 1.
b) 2, 3, 1, 3.
c) 3, 2, 2, 1.
d) 3, 1, 3, 2.

Letra b.
Nervo vago é o X par craniano, participa da inervação das vísceras como coração, pulmões e
vísceras abdominais, funcionando como nervo misto, pois também conduz o estímulo dolo-
roso dessas regiões.
O nervo o olfatório é responsável pela olfação e é sensitivo.
O nervo hipoglosso é responsável pela parte da movimentação da língua sendo um nervo motor.
O nervo vestibulococlear é sensitivo responsável pelo sentido da audição e equilíbrio.
Vamos detalhar esses nervos cranianos?

Fonte: Netter

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Resumo dos nervos cranianos:

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b) Nervos Espinhais
Os 31 pares de nervos espinhais mantêm conexão com a medula e abandonam a coluna
vertebral através de forames intervertebrais. A coluna pode ser dividida em: porções cervical,
torácica, lombar, sacral e coccígea; da mesma maneira, reconhecemos nervos espinhais que
são cervicais, torácicos, lombares, sacrais e coccígeos.

Gânglios Nervosos

Acúmulos de corpos celulares de neurônios dentro do SNC são denominados núcleos.


Quando esses acúmulos ocorrem fora do SNC eles são chamados gânglios e apresentam-se,
geralmente, como uma dilatação.

Terminações Nervosas

Estão na extremidade de fibras sensitivas e motoras. As fibras sensitivas são estruturas


especializadas para receber estímulos físicos ou químicos na superfície ou no interior do cor-
po. As motoras são responsáveis pela reação arco reflexa do organismo ao receberem tais
estímulos.

Questão 31 (CESPE 2010) Com relação ao tecido nervoso, julgue o item a seguir.
O sistema nervoso periférico é composto de nervos, gânglios e terminações nervosas.

Certo.
Observando o esquema acima fica fácil entender os componentes do SNP: nervos, gânglios e
terminações nervosas.

Vamos aproveitar e fazer uma revisão do SNP?

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O sistema nervoso periférico (SNP) é a parte do sistema nervoso que se encontra fora

do sistema nervoso central (SNC). É constituído por fibras (nervos), gânglios nervosos e

órgãos terminais.

Os nervos se dividem em três tipos:

1. Nervos Sensitivos: são os nervos que tem o papel de transmitir os impulsos nervosos

do órgão receptor até ao SNC;

2. Nervos Motores: conduzem o impulso codificado no encéfalo (SNC), até ao órgão efetor;

3. Nervos Mistos: tem o mesmo papel que os nervos sensitivos e motores ao mesmo tempo.

Sistema Nervoso Visceral

O SN Visceral relaciona-se com a inervação das estruturas viscerais e é muito importante

para a integração da atividade das vísceras no sentido da manutenção da constância do meio

interno. Distingue-se no SNV uma parte aferente e outra eferente.

O componente aferente conduz os impulsos nervosos originados em receptores das vís-

ceras (visceroceptores) a áreas específicas no SNC.

O componente eferente traz impulsos de certos centros nervosos até as estruturas visce-

rais terminando, pois, em glândulas, músculo liso ou músculo cardíaco. Por definição, deno-

mina-se Sistema Nervoso Autônomo apenas o componente eferente do SNV.

O SNA divide-se em simpático e parassimpático, desse modo temos a seguinte divisão:

- SISTEMA NERVOSO VISCERAL:

Aferente (fibras sensitivas) - interoceptores

Eferente (fibras motoras) - glândulas, músculo liso ou cardíaco=SN Autônomo

- SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO:

Simpático e parassimpático.

Vamos esquematizar para facilitar o seu entendimento?

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RESUMINDO
Amigo (a), vamos resumir o que foi mencionado até aqui, na sequência vamos entender a
divisão do sistema nervoso autônomo: o simpático e o parassimpático. Vamos nessa?
O sistema nervoso central é aquele localizado dentro do esqueleto axial (cavidade crania-
na e canal vertebral); o sistema nervoso periférico é aquele que se localiza fora deste esque-
leto. O encéfalo é a parte do sistema nervoso central situado dentro do crânio neural; e a me-
dula é localizada dentro do canal vertebral. O encéfalo e a medula constituem o neuro-eixo.
No encéfalo temos cérebro, cerebelo e tronco encefálico.
Pode-se dividir o sistema nervoso em sistema nervoso da vida de relação, ou somático
e sistema nervoso da vida vegetativa, ou visceral. O sistema nervoso da vida de relação é
aquele que se relaciona com o organismo e com o meio ambiente. Apresenta um componente
aferente e outro eferente.
O componente aferente conduz aos centros nervosos impulsos originados em receptores
periféricos, informando-os sobre o que passa no meio ambiente. O componente eferente leva
aos músculos estriados esqueléticos ao comando dos centros nervosos resultando em mo-
vimentos voluntários.
O sistema nervoso visceral é aquele que se relaciona com a inervação e com o controle
das vísceras. O componente aferente conduz os impulsos nervosos originados em receptores

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das vísceras a áreas especificas do sistema nervoso. O componente eferente leva os impul-
sos originados em centros nervosos até as vísceras. Este componente eferente é também de-
nominado de sistema nervoso autônomo e pode ser dividido em sistema nervoso simpático
e parassimpático.
O sistema nervoso somático é composto por neurônios sensoriais e motores que estão
submetidos ao controle consciente para gerar ações motoras voluntárias, resultantes da con-
tração de um músculo esquelético. Sua principal função é inervar a musculatura esquelética,
responsável pelas ações voluntárias, como a movimentação de um braço ou perna.
Vamos caminhar e entender a divisão do SNA em simpático e parassimpático?
Simpático e Parassimpático
Como mencionado, o SN autônomo se divide em duas porções, SN simpático e SN paras-
simpático, que se distinguem segundo critérios anatômicos, farmacológicos e fisiológicos.
Considerando as diferenças anatômicas, podemos destacar a posição dos neurônios.
No SN Simpático, os neurônios pré-ganglionares localizam-se na medula torácica e lom-
bar. Suas fibras são curtas. Já os neurônios pós-ganglionares estão longe das vísceras e
próximo a coluna vertebral. Suas fibras são longas.
No SN parassimpático os neurônios pré-ganglionares localizam-se no tronco encefálico e
medula sacral (S2 a S4), denominado, crânio sacral. Suas fibras são longas. Já os neurônios
pós-ganglionares estão próximos ou dentro das vísceras e suas fibras são curtas.
Quanto às diferenças farmacológicas, ou seja, quanto a ação da droga. Existem drogas
(adrenalina e noradrenalina) que imitam a ação do SN simpático, essas são denominadas
simpaticomiméticas e vão estimular. Existem drogas (acetilcolina) que imitam a ação do S.N.
Parassimpático, são denominadas parassimpático miméticas e vão inibir. Sabemos que a
ação da fibra nervosa sobre o efetor (músculo ou glândula) dá-se por liberação de um me-
diador químico, os mais importantes são: a acetilcolina e a noradrenalina. Então as fibras que
liberam a acetilcolina são colinérgicas. As Fibras que liberam noradrenalina são adrenérgicas.
Quanto às diferenças fisiológicas o sistema simpático é antagonista (atua ao contrário) ao
parassimpático em um determinado órgão. No entanto, é importante ressaltar que os dois

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trabalham em harmonia para a coordenação da atividade visceral adequando o funcionamen-


to de órgãos as diversas situações no qual é submetido.
O Parassimpático apresenta ação sempre localizada em um órgão ou região do organis-
mo. Já o simpático possui uma localização mais difusa atingindo vários órgãos.

Questão 32 (CESPE 2014) Com relação ao sistema nervoso autônomo (SNA) e suas implica-
ções homeostáticas no organismo humano, julgue os itens seguintes.
O SNA subdivide-se em dois subsistemas, o simpático e o parassimpático, que interagem
na manutenção da homeostasia.

Certo.
Observe que a questão apenas trouxe a organização do sistema nervoso autônomo, que se
divide em simpático e parassimpático. Além disso relatou a importância dessa interação para
o equilíbrio (homeostasia) do corpo.

Neurônios

Vamos fazer uma questão sobre os neurônios que é a unidade funcional do sistema ner-
voso. Após vamos entender como ele se comunicam entre si e com as demais partes do
corpo (SINAPSE).

Questão 33 (CESPE/2013) Com relação ao tipo de estrutura e à função de alguns tecidos


humanos, julgue os itens subsecutivos.
Os neurônios são as unidades celulares básicas de formação dos sistemas nervosos central
e periférico.

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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Certo.
Os neurônios são as células básicas para a composição do sistema nervoso central e perifé-
rico, porém não são as únicas células do SN, existe também as células de sustentação como
as células da glia que dão suporte ao funcionamento do sistema nervoso: astrócitos e oligo-
dendrócitos, além das células de Schwann que formam a bainha de mielina.

Questão 34 (CESPE/2012) O tecido nervoso é constituído por neurônios, responsáveis pelo


início da transmissão de impulsos nervosos de uma parte do corpo a outra, e por leucócitos,
que fixam os neurônios.

Errado.
Essa questão está errada, pois não são os leucócitos que fixam os neurônios, mas sim as
células da glia, entre elas os astrócitos, que dão suporte e sustentação aos neurônios. Parte
superior do formulárioOs leucócitos são células de defesa do corpo humano.

Neuroglia

As células da neuroglia compõem o sistema nervoso e apresentam as seguintes funções:


1. Sustentação do tecido;
2. Produção de mielina;
3. Remoção de excretas;
4. Fornecimento de substâncias nutritivas aos neurônios;
5. Fagocitose de restos celulares;
6. Isolamento dos neurônios,
Vamos aprender quais são essas células: macroglia (astóscitos, oligodendrócitose célu-
las de Schwann), a micróglias e as células ependimárias.
• Os astróscitos  dão suporte mecânico e fornecem alimento;

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• Os oligodendrócitos  formam bainhas protetoras sobre os neurônios que ficam no


encéfalo e na medula.
• As micróglias são um tipo especializado de macrófago cuja função é fagocitar detritos
e restos celulares presentes no tecido nervoso.
• Ependimócitos ou células ependimárias  são responsáveis pelo revestimento simples
dos ventrículos, cavidade essa compreendida entre o cerebelo (teto) e ponte, bulbo e
parte do mesencéfalo (assoalho). Nos ventrículos cerebrais, um tipo de célula ependi-
mária modificada recobre tufos de tecido conjuntivo, rico em capilares sanguíneos, que
se projetam da pia-máter, constituindo os plexos coroides, responsáveis pela formação
do líquido cefalorraquidiano.

Questão 35 (FGV 2010) Em relação do Tecido Nervoso, são células da glia encontradas no
Sistema Nervoso Central:
a) astrócitos, oligodendrócitos e células ependimárias
b) astrócitos, oligodendrócitos e células de Purkinje
c) oligodendrócitos, células de Purkinje e microglia
d) microglia, células ependimárias e células de Purkinje
e) microglia, células de Mott e células de Schwann

Letra a.
Vamos revisar as células que compõem a glia ou neuroglia: astrócitos, oligodendrócitos e cé-
lulas ependimárias, conforme está na letra A. A alternativa não está completa visto que ainda
está faltando as células de Schwann e a micróglia.
Porém as outras alternativas estão erradas, pois as células de Purkinje estão presentes no
sistema elétrico do coração, conforme estudamos no sistema cardiovascular.
As células de Mott são variações anormais de células plasmáticas (sistema imunológico) que
não está no seu edital.

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Sinapses
Os neurônios se comunicam por meio de sinapses.

 Obs.: ESCLARECENDO!!
 SINAPSE: região de conexão (sem contato) entre dois neurônios: axônio com dendrito.

A transmissão do impulso se dá pela liberação de substâncias químicas nessa SINAPSE,


vamos conhecer essas substâncias:
• Acetilcolina
• Noradrenalina
• Dopamina

Tipos de Sinapses

Os neurônios de comunicam entre si, mas também interagem com outras partes do corpo
como os músculos e as glândulas. Dando origem a tipos de sinapses diferentes:
• Interneuronais: neurônio – neurônio
• Neuromusculares: neurônio – músculo
• Neuroglandulares: neurônio – célula glandular

Observe a PLACA MOTORA abaixo:


Neurônio motor (1) + fibra muscular (3)

Questão 36 (CESPE/2012) Composto pelo encéfalo, pela medula espinhal e por nervos e ór-
gãos do sentido, o sistema nervoso produz e transmite impulsos nervosos, detecta e inter-
preta as mudanças no ambiente e responde a elas, produzindo contrações musculares e (ou)
secreções glandulares.

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Certo.
Esta questão está correta, pois demonstrou a composição do sistema nervoso: encéfalo, pela
medula espinhal e por nervos e órgãos do sentido. E trouxe uma das funções do sistema ner-
voso, que é produzir e transmitir impulsos nervosos, detectar e interpretar as mudanças no
ambiente e responde a elas, produzindo contrações musculares e (ou) secreções glandulares.

Questão 37 (CESPE/2015) Com relação a anatomia e fisiologia humanas, julgue o item seguinte.
O sistema nervoso autônomo ou involuntário controla a musculatura estriada esquelética, os
músculos cardíacos e os nervos cranianos.

Errado.
O sistema nervoso autônomo controla o sistema involuntário que é visceral ou cardíaco. Os
músculos estriados esqueléticos são voluntários e controlados pelo sistema nervoso perifé-
rico somático.

Questão 38 (CESPE/2013) O tecido nervoso é constituído por neurônios, responsáveis pelo


início da transmissão de impulsos nervosos de uma parte do corpo a outra, e por leucócitos,
que fixam os neurônios.

Errado.
Pois os leucócitos não fixam os neurônios, estes são células do sistema de defesa. As células
que fixam (dão sustentação) aos neurônios são as células da glia.

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Amigo(a), chegamos ao final da parte de Anatomia e Fisiologia, esses assuntos são as ba-
ses para entendermos as patologias e as condutas durante a nossa assistência ao paciente.
Fiz um resumo com os principais tópicos e na sequência segue as questões da aula sem
comentários e outras questões para seu treinamento.

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RESUMO
Sistema urinário

 Obs.: Órgãos secretores - Produzem urina - Rim


 Órgãos excretores - Transportam e armazenam urina - ureteres, bexiga e uretra.

O córtex e a medula renal constituem a parte funcional, ou parênquima do rim. No parên-


quima estão as unidades funcionais dos rins, estruturas microscópicas chamadas NÉFRONS.

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Percurso da urina

 Obs.: O néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim.


 Obs.: O néfron é formado por dois componentes principais:
 1. Corpúsculo Renal:
 - Cápsula Glomerular (de Bowman);
 - Glomérulo – rede de capilares sanguíneos enovelados dentro da cápsula glomerular
 2. Túbulo Renal:
 - Túbulo contorcido proximal;
 - Alça do Néfron (de Henle);
 - Túbulo contorcido distal;
 - Túbulo coletor.
 As funções dos rins incluem:
 - Regulação da composição iônica do sangue;
 - Manutenção da osmolaridade do sangue (retendo ou liberando sódio);
 - Regulação do volume sanguíneo;
 - Regulação da pressão arterial;
 - Regulação do pH do sangue;
 - Liberação de hormônios;
 - Regulação do nível de glicose no sangue;
 - Excreção de resíduos e substâncias estranhas.

SRAA

 Obs.: Mecanismos para aumentar a PA com o SRRA


 Vasoconstricção da AII e reabsorção de água e sódio pela aldosterona.

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Produção das hemácias com estimula da eritropoietina


Sistema genital

Estruturas do Sistema Genital Masculino:


Testículos, Epidídimo, Ducto Deferente, Ducto Ejaculatório, Vesícula Seminal, Próstata, Glândula Bulbouretral,
Pênis e escroto.

Testículos: São os órgãos produtores dos espermatozoides e hormônios, que são respon-

sáveis pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários.

Epidídimo: Os espermatozoides são aí armazenados até o momento da ejaculação.

Ducto deferente: conduz os espermatozoides até o ducto ejaculatório.

Ducto ejaculatório: É formado pela junção do ducto deferente com o ducto da vesícula se-

minal. As vias condutoras dos espermatozoides são porções de menor dimensão e de calibre

mais reduzido.

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Uretra A uretra masculina é um canal comum para a micção e ejaculação, com cerca de

20 cm de comprimento.

Pênis: Órgão da cópula.

Glândulas anexas: São glândulas que produzem secreções que facilitam a progressão dos

espermatozoides nas vias genitais: vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.

Local de produção do líquido constituinte do esperma  próstata

Estruturas do Sistema Genital Feminino: Ovários, Tubas Uterinas, Útero, Vagina e Órgãos

Externo.

Sistema digestório

VAMOS RESUMIR OS ÓRGÃOS DO SISTEMA DIGESTIVO!

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Órgãos acessórios

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Sistema Nervoso

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 Obs.: O Cerebelo fica na fossa posterior e tem a função de equilíbrio e coordenação


 O tronco encefálico é responsável pelo controle das funções como a pressão sanguí-
nea e a respiração.
 Mesencéfalo conduz estímulos conduzir estímulos oculares, visuais, acústicos.
 Devido ao cruzamento de fibras no bulbo, acidentes que lesem o lado esquerdo da
cabeça provocam, em geral, paralisia do lado direito.
 Bulbo controla a respiração e o controle da pressão sanguínea.

Meninges: o sistema nervoso é envolto por membranas conjuntivas denominadas menin-


ges que são classificadas como três: dura-máter, aracnoide e pia-máter.
LÍQUOR: É um fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades
ventriculares. A são função primordial é proteção mecânica do sistema nervoso central.

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Irrigação cerebral

 Obs.: Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 segmentos medu-
lares assim distribuídos: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo.

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Partes do neurônio

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Anatomia e Fisiologia - Parte IV
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA


Questão 1 (AERONÁUTICA/2014) A formação da urina é uma das principais funções do
sistema urinário, resultando de três processos que são:
a) Secreção tubular, reabsorção tubular e perspiração
b) Perspiração, filtragem glomerular e reabsorção tubular
c) filtragem glomerular, reabsorção tubular e perspiração
d) filtragem glomerular, reabsorção tubular e Secreção tubular

Questão 2 (FCC/TER-AM) Com referência ao sistema renal e trato urinário


a) são compostos pelos rins, ureteres, glândulas suprarrenais, bexiga e uretra.
b) uma das funções do rim é secretar glicocorticoides e aldosterona.
c) a eritropoetina é secretada pela suprarrenal quando há baixa tensão de oxigênio arterial.
d) os néfrons são as estruturas responsáveis pela formação inicial da urina.
e) o ureter e a bexiga, no homem, são circundados pela próstata.

Questão 3 (CESPE/TREBA/2010) Acerca da farmacologia de diuréticos, julgue o seguinte item.


A angiotensina I estimula a suprarrenal a produzir hormônio aldosterona, que desempenha
importante papel na reabsorção de sódio e água ao nível dos túbulos distais.

Questão 4 (IBFC/2010) Sobre o Sistema Renina - Angiotensina - Aldosterona leia as se-


guintes afirmativas e depois responda:
I – Em decorrência da queda da pressão arterial, o rim secreta a enzima renina, que quebra
o angiotensinogênio, transformando-o em angiotensina I.
II – Ao mesmo tempo a renina estimula a medula óssea para produção de células sanguíneas.
III – Na circulação pulmonar, a angiotensina I entra em contato com as enzimas converso-
ras (ECA) que se encontram no endotélio desses vasos, transformando- se em angio-
tensina II.
IV – A angiotensina II é um potente vasoconstrictor que promove a elevação da pres-
são arterial.

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V – Nas glândulas suprarrenais a angiotensina II estimula a produção de hormônio anti-


diurético. Este hormônio promove a reabsorção de H2O e NaCl, aumentando a volemia
e por consequência a pressão arterial. São verdadeiras:

a) I, III e IV.
b) I, II e IV.
c) II, III e V.
d) Todas as alternativas estão corretas.

Questão 5 (ENFERMEIRO/AERONÁUTICA/2016) Quanto à autorregulação da pressão arte-


rial, assinale a alternativa correta.
a) Angiotensina II é um potente vaso dilatador e provoca diminuição da pressão arterial.
b) Aldosterona é secretada em resposta à diminuição da pressão arterial.
c) Quando a pressão arterial aumenta, o hormônio renina é secretado.
d) A regulação da pressão arterial é uma importante função do rim.

Questão 6 (FUNRIO/UFRB/2015) Para que a urina seja eliminada, os rins dependem de al-
gumas estruturas. Dentre elas, o ureter, que anatomicamente termina na:
a) Uretra.
b) Bexiga.
c) Vagina.
d) Trompa.
e) Próstata.

Questão 7 (CESPE/SEGESP-AL/2013) A respeito da localização e do funcionamento das


estruturas internas do corpo humano, julgue os itens seguintes.
No ato de micção, o processo de contração do músculo detrusor é um dos responsáveis pelo
esvaziamento da bexiga.

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Questão 8 (CESGRANRIO PETROBRAS 2010) O aparelho urinário favorece a necessidade


humana básica de eliminação vesical. Orientações de preparo para realização de análise de
Elementos Anormais e Sedimentos (EAS) consideram que a reserva urinária é expelida atra-
vés da (os)
a) bexiga.
b) uretra.
c) rins.
d) néfrons.
e) ureteres.

Questão 9 (FUNCAB/2014) A função do sistema renal e urinário é fundamental para a vida.


Os rins desempenham importantes funções, responsáveis pela homeostase. Assinale a se-
guir a opção em que consta uma função do rim.
a) Produção de mediadores de coagulação sanguínea
b) Regulação do sistema imunológico.
c) Armazenamento da urina.
d) Regulação da pressão arterial

Questão 10 (CESGRANRIO/2011) Qual é o sistema que desempenha um papel importante


tanto na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico como na eliminação do amoníaco?
a) Gástrico
b) Cardíaco
c) Respiratório
d) Vascular
e) Urinário

Questão 11 (FGV) Associe as estruturas abaixo relacionadas com a função realizada por
cada uma:
 (  ) local de produção de espermatozóides
 (  ) local de armazenamento de espermatozóides

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 (  ) local de produção do líquido constituinte do esperma


 (  ) local de produção do hormônio sexual masculino
1) túbulos seminíferos
2) epidídimo
3) células intersticiais do testículo (Leydig)
4) próstata
a) 1,2,4,3
b) 3,1,2,4
c) 1,2,3,4
d) 4,3,2,1

Questão 12 (AERONÁUTICA/2014) Sobre o aparelho reprodutor, relacione as colunas e em


seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

1) Fertilização
2) Testosterona
3) Ciclo menstrual
 (  ) União de um espermatozoide e um óvulo para formar uma célula única
 (  ) É um processo complexo que envolve os sistemas endócrino e genital
 (  ) É o responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção dos órgão sexuais masculino
e pelas características sexuais secundárias.
a) 1 -2 -3
b) 1-3-2
c) 2-3-1
d) 3-1-2

Questão 13 (FUNIVERSA/POLÍCIA CIENTÍFICA – GO/2015) O órgão do tubo digestório que


une a cavidade oral ao estômago é o(a)
a) faringe.
b) nasofaringe.
c) laringe.

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d) traqueia.
e) esôfago.

Questão 14 (CESPE/MPU/2010) As células musculares agrupam-se em feixes para formar


as massas macroscópicas que recebem o nome de músculos. Acerca do tecido muscular,
julgue os itens subsequentes.
A contração do tecido muscular liso, geralmente situado na parede de vísceras ocas ou tubu-
lares, resulta em diminuição do lúmen e deslocamento do conteúdo no seu interior.

Questão 15 (IDECAN/CBMDF/2017) “O estômago é a porção mais dilatada do tubo digesti-


vo. Tem a função de armazenamento e mistura do alimento ingerido com as secreções gástri-
cas. Uma destas secreções é o(a) _____________, uma glicoproteína cuja função é combinar-se
com a vitamina B12 da dieta, para ser absorvida pelo íleo.” Assinale a alternativa que comple-
ta corretamente a afirmativa anterior.
a) pepsina
b) gastrina
c) ácido clorídrico
d) fator intrínseco

Questão 16 (CESPE/MPU/2013) No que se refere ao sistema digestório, julgue os próxi-


mos itens.
É no estomago que a bile, enzima que emulsifica as moléculas de gordura, possibilitando a
ação da lípase, atua no bolo alimentar.

Questão 17 (CONSULPLAN TRF 2ª 2017) A intolerância à lactose resulta da incapacidade


ou da diminuição da capacidade do organismo de digerir a lactose. É uma síndrome clínica
composta por um ou mais dos seguintes sintomas: dor abdominal, diarreia, náusea, flatulên-
cia e/ou distensão abdominal após a ingestão de lactose ou de produtos alimentícios con-
tendo lactose. Ocorre pela deficiência ou ausência da enzima lactase, que é a responsável por
decompor a lactose, um dissacarídeo em unidades mais simples. É correto afirmar que essa
enzima é produzida no

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a) fígado.
b) estômago.
c) intestino grosso.
d) intestino delgado.

Questão 18 (IF-SP/2015) Células absortivas do intestino delgado possuem projeções mi-


croscópicas da membrana plasmática com a finalidade de aumentar a superfície de absorção
de nutrientes. Essas projeções são chamadas de:
a) lamelas.
b) microvilosidades.
c) desmossomos.
d) zônulas de oclusão.
e) interdigitações.

Questão 19 (CESPE/SEGESP-AL/2013) A respeito da localização e do funcionamento das


estruturas internas do corpo humano, julgue os itens seguintes.
O fígado, cuja função é a síntese da lipase, localiza-se à esquerda, com uma pequena parte
ocupando o lado direito do abdome, imediatamente abaixo do diafragma.

Questão 20 (CESPE/IHB/2018) No que se refere à anatomia e à fisiologia humanas, julgue


os itens a seguir.
O pâncreas faz parte do sistema endócrino.

Questão 21 (CESPE/MPU/2013) Em relação aos sistemas que constituem o corpo humano,


julgue o item a seguir.
O sistema digestório, composto pelo trato gastrintestinal e por órgãos acessórios, é res-
ponsável pela degradação e absorção de alimentos para uso das células, é, também, pela
eliminação de resíduos sólidos.

Questão 22 (IADES/2014) Acerca das secreções digestivas hepáticas e pancreáticas, assi-


nale a alternativa incorreta.

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a) A bile tem a função de dispersar as gorduras em pequenas gotículas; com isso, aumenta
o contato de gorduras com as enzimas digestivas.
b) A tripsina é secretada pelo fígado e tem a função de reduzir a acidez do quimo vindo do
estômago, preparando o órgão para a ação das enzimas intestinais.
c) A lípase pancreática tem a função de digerir algumas gorduras já preparadas pela bile.
d) A amilase pancreática finaliza a digestão do amido, com início na amilase salivar.
e) A nuclease é responsável por digerir os ácidos nucleicos.

Questão 23 (FCC/2010/TRE-AM) O intestino delgado possui três partes, sendo o segmento


mais longo do trato gastrintestinal. Em condições fisiológicas normais
a) a atividade peristáltica é lenta e fraca, permitindo a reabsorção eficiente de água e de
eletrólitos.
b) a secreção da pepsina tem a finalidade de ajudar na digestão do amido, principalmente no
momento em que a mesma é secretada no duodeno.
c) as vilosidades intestinais têm a finalidade de aumentar a área de absorção dos nutrientes.
d) ocorre secreção de muco e ação das bactérias da flora local, auxiliando o término da cliva-
gem do material residual.
e) a bile não retorna ao estômago devido à cárdia, localizada entre o estômago e o intes-
tino delgado.

Questão 24 (CESPE/2010/INCA) Acerca da fisiologia humana, julgue o item subsequente.


Movimentos peristálticos são típicos não apenas do esôfago, mas também do estômago
e do intestino delgado.

Enfim terminamos o sistema digestivo!! Vamos continuar seguindo nossos estudos de


anatomia e fisiologia com a análise do sistema nervoso.

Questão 25 (CESPE/2010) Com relação ao tecido nervoso, julgue o item a seguir.


O tecido nervoso interliga-se formando uma complexa rede denominada sistema nervoso,
que é dividida em sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.

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Questão 26 (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA/2016) Com relação à anatomia humana, julgue o item


O cerebelo está situado na fossa média do crânio.

Questão 27 (IDECAN/CBM-DF/2017) O Líquor é um fluido aquoso e incolor, cuja função pri-


mordial é a proteção mecânica do sistema nervoso central, sendo produzida pela estrutura:
a) pia-máter
b) Plexos coroide
c) arterias cerebrais
d) Granulações aracnoideas

Questão 28 (CESPE/2010) A respeito da anatomia e das funções do sistema nervoso, julgue


o item a seguir. Nesse sentido, considere que as siglas subsequentes, sempre que utilizadas,
devem ser interpretadas de acordo com a significação associada a cada uma delas, da se-
guinte forma: SNC = sistema nervoso central; SNP = sistema nervoso periférico.
Anatomicamente, costuma-se dividir o sistema nervoso em SNC e SNP. O SNC é consti-
tuído pelas estruturas contidas no crânio, o encéfalo. O encéfalo divide-se em cérebro,
cerebelo e tronco encefálico. O tronco encefálico decompõe-se em mesencéfalo, ponte e
bulbo. O SNP, por sua vez, é constituído pela coluna vertebral, a medula espinhal e os ner-
vos espinhais e cranianos.

Questão 29 (IDECAN CBM DF 2017) O trauma de coluna pode provocar a fratura de uma ou
mais vértebras e lesões da medula espinhal. Quando os reflexos abdominais estão abolidos é
provável que a lesão da medula ocorreu no nível de:
a) L1-L3.
b) L1-L5.
c) S1-S6.
d) T6-T12.

Questão 30 (IDECAN CBMDF 2017) Os nervos cranianos são, no total, 12 pares e cada um
deles recebe uma nomenclatura específica e são numerados em algarismos romanos de
acordo com sua ordem de origem no sentido rostrocaudal. Relacione adequadamente os

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pares de nervos de acordo com o componente funcional.

1) Motor.
2) Misto.
3) Sensorial.
 (  ) X – Nervo vago.
 (  ) I – Nervo olfatório.
 (  ) XII – Nervo hipoglosso.
 (  ) VIII – Nervo vestibulococlear.
A sequência está correta em
a) 1, 3, 2, 1.
b) 2, 3, 1, 3.
c) 3, 2, 2, 1.
d) 3, 1, 3, 2.

Questão 31 (CESPE/2010) Com relação ao tecido nervoso, julgue o item a seguir.


O sistema nervoso periférico é composto de nervos, gânglios e terminações nervosas.

Questão 32 (CESPE/2014) Com relação ao sistema nervoso autônomo (SNA) e suas impli-
cações homeostáticas no organismo humano, julgue os itens seguintes.
O SNA subdivide-se em dois subsistemas, o simpático e o parassimpático, que interagem na
manutenção da homeostasia.

Questão 33 (CESPE/2013) Com relação ao tipo de estrutura e à função de alguns tecidos


humanos, julgue os itens subsecutivos.
Os neurônios são as unidades celulares básicas de formação dos sistemas nervosos cen-
tral e periférico.

Questão 34 (CESPE/2012) O tecido nervoso é constituído por neurônios, responsáveis pelo


início da transmissão de impulsos nervosos de uma parte do corpo a outra, e por leucócitos,
que fixam os neurônios.

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Questão 35 (FGV 2010) Em relação do Tecido Nervoso, são células da glia encontradas no
Sistema Nervoso Central:
a) astrócitos, oligodendrócitos e células ependimárias
b) astrócitos, oligodendrócitos e células de Purkinje
c) oligodendrócitos, células de Purkinje e microglia
d) microglia, células ependimárias e células de Purkinje
d) microglia, células de Mott e células de Schwann

Questão 36 (CESPE/2012) Composto pelo encéfalo, pela medula espinhal e por nervos e ór-
gãos do sentido, o sistema nervoso produz e transmite impulsos nervosos, detecta e inter-
preta as mudanças no ambiente e responde a elas, produzindo contrações musculares e (ou)
secreções glandulares.

Questão 37 (CESPE/2015) Com relação a anatomia e fisiologia humanas, julgue o item seguinte.
O sistema nervoso autônomo ou involuntário controla a musculatura estriada esquelética,
os músculos cardíacos e os nervos cranianos.

Questão 38 (CESPE/2013) O tecido nervoso é constituído por neurônios, responsáveis pelo


início da transmissão de impulsos nervosos de uma parte do corpo a outra, e por leucócitos,
que fixam os neurônios.

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GABARITO
1. d 28. E
2. d 29. d
3. E 30. b
4. a 31. C
5. ANULADA (B E D corretas) 32. C
6. b 33. C
7. C 34. E
8. b 35. a
9. d 36. C
10. e 37. E
11. a 38. E
12. b
13. e
14. C
15. d
16. E
17. c
18. b
19. E
20. C
21. C
22. b
23. c
24. C
25. C
26. E
27. b

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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Guanabra Koogan, 2007.

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2ed. São Paulo: Atheneu, 2001.

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GANONG, William F. Fisiologia Médica. 17ed. Guanabara Koogan, 1998.

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Centro Editorial Alfa Rio. Disponível em: http://www.cienciamao.usp.br/dados/lcn/_estudo-
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Aula de anatomia.com. Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/novosite/biblio-


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Junqueira, L. C. & Carneiro, J. Histologia Básica. 11ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
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Fisiologia renal. Disponível em: http://www.uff.br/WebQuest/downloads/cap5.pdf

Fernanda Barboza
Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduada em Saúde Pública
e Vigilância Sanitária. Atualmente é servidora do Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de Analista
Judiciário – Especialidade Enfermagem. É professora e coach em concursos. Trabalhou 8 anos como
enfermeira do Hospital Sarah. Foi nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar no Ministério da Justiça;
2º lugar no Hemocentro – DF; 1º lugar para Fiscal Sanitário da prefeitura de Salvador; 2º lugar no Superior
Tribunal Militar (nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada duas vezes como enfermeira do estado da
Bahia e na SES-DF. Na área administrativa, foi nomeada para o CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º lugar),
dentre outras aprovações.

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