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UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA


MECÂNICA

JOSE GASPAR DE SOUZA JUNIOR


JOÃO VITOR ALVES
LUCAS TINÓS

FORÇA DE ATRITO

DOURADOS - MS
JUNHO/2018
JOSE GASPAR DE SOUZA JUNIOR
JOAO VITOR ALVES
LUCAS TINÓS

FORÇA DE ATRITO

Relatório referente aos experimentos da disciplina de


Laboratório de Física 1 do curso Engenharia
Mecânica – Bacharelado
Professora: Dra. Francylaine Silva de Almeida

DOURADOS - MS
JUNHO/2018
RESUMO

Quando tenta-se puxar ou empurrar um objeto com a intenção de movê-lo para outro lado e
perceber alguma dificuldade em tira-lo do lugar. Isso acontece devido ao que chamamos de
forças de atrito. Esse processo se dá no sentido oposto ao movimento feito em direção a um
objeto, ou seja, a força em questão ocorre de maneira contrária à agitação desses elementos que
são submetidos à atuação de uma determinada força. Só é possível que as forças de atrito
existam em função de a superfície de contato do objeto com o solo ser encontrada na forma de
rugosidades – rugosidades, estas, que não podem ser observadas a olho nu, mas são
responsáveis em dificultar o processo de movimentação. Neste experimento objetivou-se a
avaliação das propriedades da Força de Atrito, que após a medição feita com os instrumentos
em várias situações, foram calculados as forças e os coeficientes de atrito estático e cinético, e
também ângulos de inclinação para análises e verificação de resultados.

Palavras-chave: Força de atrito, movimento, coeficientes de atrito estático e cinético.


Sumário
1. INTRODUÇÃO 5
1.1.OBJETIVO 6
2. MATERIAIS E MÉTODOS 6
2.1MATERIAIS 6
2.2MÉTODOS 7
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES 9
4. CONCLUSÃO 12
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13
ANEXO 14
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1. INTRODUÇÃO

Quando um corpo se encontra em repouso temos que a soma das forças atuantes nele é
zero, assim temos que o modulo da força normal(N) é igual ao módulo da força peso(P) que
age sobre o corpo. Porém, quando se exerce uma força nesse mesmo bloco, surge uma força
paralela à superfície e com sentido oposto a força exercida, o atrito. Por essa característica, tem-
se que a força de atrito será sempre contraria ao movimento ou a tendência do movimento.

A força de atrito (Fat) é diretamente proporcional a força normal que a superfície exerce
sobre o bloco, desta forma quanto maior a força normal maior será a força de atrito. A força de
atrito ainda depende do material constituinte do corpo, pois cada material possui um coeficiente
de atrito(μ) diferente e, ainda se observa que, para uma interação entre duas superfícies que não
desenvolvem movimento em uma em relação a outra, usa-se o coeficiente de atrito estático(μe).
Já quando ocorre movimentos entre as superfícies, utiliza-se o coeficiente de atrito cinético(μc),
em geral o coeficiente de atrito estático sempre será maior que o coeficiente de atrito cinético.
Pode-se calcular a força de atrito a partir da seguinte equação:

𝐹𝑎𝑡 = 𝜇 . 𝑁

A partir dela, pode-se calcular a força de atrito em duas diferentes situações, quando
ocorre movimento entre as superfícies de contato, onde se utiliza o coeficiente de atrito cinético,
ou quando as duas superfícies se encontram em repouso uma em relação a outra, usando o
coeficiente de atrito estático para o cálculo, conforme as seguintes equações:
𝐹𝑒 = 𝜇𝑒 . 𝑁
𝐹𝑐 = 𝜇𝑐 . 𝑁
Ao aplicar-se uma força a um corpo, e ele não apresentar nenhum movimento, tem-se
que a força aplicada ainda está sendo equilibrada pela força de atrito, essa força de atrito é
denominada como atrito estático. Agora, quando o bloco começar a exercer um movimento,
observa-se que a força aplicada se torna maior que a força de atrito, fazendo dessa força com
que seja possível o movimento, já nesse caso o atrito é chamado de cinético. [1]
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Contudo, ao se aplicar uma força a um corpo em repouso, visualiza-se que a força de atrito
estático também aumenta. Porém, quando se atinge um valor máximo, a partir daí o corpo se
desprende da superfície movimentando-se na mesma direção da força aplicada. [2]

1.1. OBJETIVO
A prática de laboratório, em questão, objetiva uma observação e um consequente estudo
sobre o comportamento da força de atrito, assim como, determinar experimentalmente os
valores dos coeficientes de atrito dinâmico e estático entre a superfície dos blocos de madeira
utilizados e a superfície de pvc.
2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 Materiais
Os materiais utilizados no respectivo experimento, foi um kit de materiais contendo:
-1 bloco de madeira, sendo sua massa, aproximadamente, de 277 g.
-1 bloco de madeira com uma superfície de borracha, sendo sua massa de, aproximadamente,
de 313 g.
-1 dinamômetro de 2 N
-1 dinamômetro de 5 N
-1 balança
-1 placa de PVC
-1 goniômetro

Figura 1:Kit de experimento da Força de Atrito

Fonte: Autoria própria


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Figura 10: Exemplo de Balança

Fonte: clasf.com.br

2.2 Métodos
Etapa 1:

Na primeira etapa, foi avaliado o contato entre a maior superfície do bloco de madeira,
sem a borracha, com a placa de PVC. Para isso, foi necessário medir a massa do bloco e calcular
a força peso utilizando 9,8 m/s 2 como valor da gravidade. Feito isso, foi colocado a maior
superfície em contato com PVC e foi posicionado o dinamômetro no gancho do bloco de
madeira e, em seguida, foi aplicada uma força externa, paralela à superfície da placa de PVC,
puxando o dinamômetro lentamente e identificando no limiar do movimento qual a força
aplicada. Foi necessário realizar tal procedimento oito vezes, alterando os experimentadores
que aplicam a força externa e também aqueles que realizam a leitura de escala do dinamômetro.
Com isso, foi calculado o coeficiente de atrito estático, a partir dos valores médios de força
obtidos.

Etapa 2:

Na segunda etapa, foi avaliado o contato entre a superfície do bloco de madeira, sem a
borracha, com a placa de PVC, entretanto com a menor superfície de contato do bloco. Com
isso, foi colocada a menor superfície em contato com PVC e foi posicionado o dinamômetro no
gancho do bloco de madeira, em seguida, foi aplicada uma força externa, paralela à superfície,
puxando o dinamômetro lentamente e identificando no limiar do movimento qual a força
aplicada. O procedimento foi realizado oito vezes, alterando os experimentadores que aplicam
a força externa e também aqueles que realizam a leitura de escala do dinamômetro.
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Etapa 3:

Na terceira etapa, foi avaliado o contato entre superfície do bloco de madeira, sem a
borracha, com a placa de PVC, entretanto, foi necessário colocar os blocos empilhados. Nesta
situação, a medida da força paralela à superfície da placa de PVC foi realizada utilizando o
dinamômetro de 5 N. Foi calculado o coeficiente de atrito estático a partir do valor médio dos
valores de força de atrito estático obtidos.

Etapa 4:

Na quarta etapa, foi avaliado o contato entre a maior superfície de borracha com a placa
de PVC, com o dinamômetro de 5 N. Foi colocado a maior superfície de borracha em contato
com PVC e foi posicionado o dinamômetro no gancho do bloco de madeira, em seguida, foi
aplicada uma força externa, paralela à superfície da placa de PVC, puxando o dinamômetro
lentamente e identificando no limiar do movimento qual a força aplicada. Foi calculado o valor
de coeficiente de estático para o contato borracha/PVC, a partir do valor médio dos valores da
força de atrito estático.

Etapa 5:

Na quinta etapa, foi avaliado o contato entre a maior superfície de madeira, sem a
borracha, com a placa de PVC, com o dinamômetro de 5 N e mantendo o bloco em movimento
uniforme. Foi calculado o coeficiente de atrito cinético, a partir do valor médio dos valores de
força de atrito cinético obtidos.

Etapa 6:

Na sexta etapa, foi utilizado um sistema de rampa, com uma placa de PVC. O bloco de
madeira, sem a borracha, foi colocado sobre a placa, e em seguida, a placa foi inclinada até o
ângulo em que o bloco fica na iminência do movimento, sendo esse ângulo denominado de
ângulo crítico. Para descobrir o valor do ângulo, foi utilizado um goniômetro. Depois, foi
utilizado o bloco com a borracha e, novamente, a rampa foi inclinada até o ângulo critico em
que o bloco fica na iminência do movimento. Com os resultados obtidos, foi calculado o ângulo
médio para os dois casos.
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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Na etapa 1, a força peso aplicada e posteriormente calculada do bloco de madeira utilizado


foi de 2,7 N. Em seguida foi calculado o coeficiente de atrito estático e seu erro a partir dos
valores médios de fe,max, que resultaram em µe=0,44±0,04
Na etapa 2, foi utilizado do mesmo bloco da etapa anterior, uma menor superfície de
contato com o bloco PVC e, foram obtidos os resultados de força peso igual a 2,7 N e
µe=0,22±0,04. Comparando os coeficientes de atrito da maior e menor superfície de contato,
observa-se uma diferença relevante. É notório destacar, que a grande diferença observada, pode
ser devido a posição do dinamômetro no momento em que se aplicava a força que deveria estar
completamente na horizontal. Contudo, o presente estudo sugere, que houve inclinação, ou seja,
formou um ângulo ‘x’, o qual provavelmente foi a causa do erro. É importante salientar, que
outras prováveis causas, foi a ineficiência do observador ao visualizar as medidas resultantes.
Outro fator, que também pode ocasionar erros, são os instrumentos do experimento realizado,
caso o equipamento não estava em sua calibragem recomendada.
Portanto, a força de atrito estática é independente da área de contato do corpo, mas sim,
depende da força normal que atua sobre o bloco e o material da superfície e do corpo. E, devido
a força normal está em equilíbrio estático com a força peso, elas se anulam, fato que pode-se
afirmar que essas forças são iguais.
Na etapa 3, após colocar blocos empilhados para estabelecer medidas e cálculos para fe,max
e µe, foram encontrados os valores para a força peso de 5,8 N e µe=0,40±0,4. Ao dobrar a força
peso que atua sobre o corpo, maior será a sua força de atrito entre as superfícies de contato.
Na etapa 4, a força peso aplicada e posteriormente calculada do bloco de madeira com
superfície de borracha utilizado foi de 3,07 N. Em seguida foi calculado o coeficiente de atrito
estático e seu erro a partir dos valores médios de fe,max, que resultaram em µe=0,76±0,03.
Comparando os valores obtidos nas etapas 1 e 4 verifica-se maior força de atrito, e
consequentemente, maior coeficiente de atrito para o bloco de superfície de borracha, uma vez
que, sua superfície rugosa, tende a ser mais resistente ao deslizamento, estabelecendo paralelo
entre as superfícies de interação, porém força contraria ao movimento relativo entre elas.
Na etapa 5, foi utilizado do bloco de madeira, a maior superfície de contato com o bloco
PVC e, foram obtidos os resultados de força peso igual a 2,71 N e µc=0,34±0,04.
Para um corpo entrar em movimento, a força aplicada tem que ser maior que o atrito
estático. Quando o corpo já está em movimento, o que passa a valer é o atrito cinético, que é
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menor que o estático, logo é mais difícil tirar um corpo do repouso do que continuar a
movimenta-lo. Portanto:
𝐹 − 𝑓𝑐 = 𝑚. 𝑎
Pois, caso pare de aplicar a força, como tem atrito o corpo para. Assim, vai desacelerando,
e se caso não tivesse atrito, ficaria em MRU.
E quando se fala que o corpo está na iminência do movimento (está quase se
movimentando), a força se dá pela seguinte maneira:
𝐹 − 𝑓𝑐 = 0
Logo:
𝐹 = 𝑓𝑐
Na etapa 6, foram obtidos valores do ângulo crítico Ɵc para o bloco com superfície de
madeira (Bloco 1) e para o bloco de superfície emborrachada (Bloco 2). Contudo, com os
respectivos valores obtidos e analisados, foram calculados os ângulos médios para os dois
casos. Posteriormente, foi construída uma tabela (Tabela 1) com os respectivos valores.

Tabela 1: Valores dos ângulos dos blocos analisados e valores médios obtidos dos ângulos de cada um.
Ɵ Bloco 1 Bloco 2
1 29º 41º
2 26º 43º
3 27º 41º
4 26º 40º
5 26º 39º
6 26º 40º
7 27º 41º
8 26º 39º
Ɵ𝑚 26,63º 40,5º

Foi estabelecido o diagrama de força para os blocos inclinados.

A = Força de Atrito
P = Força Peso
N = Força Normal
Ɵ = Ângulo Crítico
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Percebe-se que, inclinando a superfície móvel, o pequeno bloco de madeira não se move
até uma certa inclinação limite, representada pelo ângulo ‘Ɵ’. Porém, qualquer inclinação, por
mínima que seja acrescida ao sistema, faz com que o bloco comece a acelerar, ou seja, comece
a escorregar. Já que, para inclinações inferiores a ‘Ɵ’ o bloco não escorrega, pode-se dizer a
partir do experimento que existe uma força tangente à superfície resistente à tendência de
movimento. A essa força resistente, damos o nome de atrito e a representamos no diagrama de
forças pela letra A - a força peso e a força normal também estão representadas respectivamente
pelas letras P e N.

Experimentalmente, notamos que, utilizando diferentes blocos de mesmo material,


porém de formatos, áreas de contato e massas diferentes. O escorregamento ocorre sempre no
mesmo ângulo de inclinação ‘Ɵ’. Tal inclinação limite só se altera com a mudança dos materiais
da rampa, do bloco ou de ambos. Na posição crítica, decompondo o peso em suas parcelas
horizontal e vertical (sendo a resultante nula), podemos escrever:

𝑃 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑁

𝑃 . 𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝐴

Logo, dividindo os termos um pelo outro, obtém-se:

𝑃 . 𝑠𝑒𝑛𝜃 𝐴
=
𝑃 . 𝑐𝑜𝑠𝜃 𝑁

Como o ângulo ‘Ɵ’ é o mesmo, independente do formato ou da massa do bloco,


concluímos que a relação A/N, no ponto crítico, é sempre constante para o material utilizado.
A essa relação damos o nome de µ.
𝑡𝑎𝑛𝜃 = 𝜇
𝐴
=𝜇
𝑁
𝐴 = 𝜇 .𝑁
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4. CONCLUSÃO

No experimento realizado no Laboratório de Física, foi possível comprovar a teoria da


força de atrito, onde tal força é diretamente proporcional à força Normal (N), dependendo das
superfícies em contato, sendo o coeficiente de atrito cinético é menor que o coeficiente de atrito
estático (μc < μe), pois é mais fácil manter o corpo em movimento do que iniciá-lo.
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Halliday, Resnick, Walker-Fundamentos de física, vol.1: mecânica, 8º edição, 2008.


Página 127-128

[2] Livro e-física- <http://www.cepa.if.usp.br/e-fisica/mecanica/basico/cap19/cap19_01.php.>


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ANEXO

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