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A Caminhada Cristã

Hoje vamos falar sobre a caminhada cristã. Para isso vamos aprender sobre qual é o caminho
proposto por Ele, como é esse caminho, seus obstáculos e os auxílios na caminhada.

PARTE 1: UMA EXPOSIÇÃO EM HEBREUS 12

SOBRE A CARTA: O autor da carta aos Hebreus é desconhecido. Ao longo da história, nomes
como; Paulo, Barnabé, Silas, Apolo, Lucas, Filipe, Priscila, Áquila e Clemente de Roma foram
sugeridos por estudiosos e teólogos, porém não podemos afirmar com exatidão sua autoria.
Apesar disso, o conteúdo dessa carta é recheado de ensinamentos e palavras de incentivo à
uma vida perseverante e com os olhos focados em Cristo (Hebreus 12:2). Isso nos dá a certeza
de que mesmo não sabendo com exatidão quem à escreveu, sabemos quem à inspirou; o
Espírito Santo. O autor escreveu essa carta para lembrar os hebreus, os alicerces e bases da fé
Cristã, da superioridade e suficiência de Cristo. Ele conclui a carta salientando para a
importância de perseverar, pois muitos naquele momento já não tinham a mesma firmeza de
fé como com a qual se achegaram a Cristo. Ele alega sobre os perigos de se abandonar essa
corrida, mas também a importância de se concluir essa corrida. O capítulo 12 é um apelo para
essa firmeza em Cristo, de uma corrida e de uma disciplina.

EXPOSIÇÃO (Hebreus 12:1-13):

1 - Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de
testemunhas
A imagem de uma corrida. O autor nos leva para dentro de uma arena esportiva. Por onde ele
começa? Pela plateia, quem assiste a corrida? A grande nuvem de testemunha, a galera dos
heróis da é que receberam bom testemunhos de Deus. Não eram espectadores passivos, mas
torcedores apaixonados (11:40 – A nossa vitória é também vitória deles).

1 - livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve,


O pecado não tem nome aqui, mas é abrangente. O seu pecado talvez não seja o que
atrapalhe o outro, mas todos nós devemos ter a mesma preparação. O escritor de Hebreus
faz uma distinção entre peso e pecado. Todo pecado nos traz um peso, isso é fato, mas nem
todo peso é necessariamente um pecado. Porém, é algo que se não observarmos com
atenção pode nos impedir que caminhemos ou corramos com a fluência necessária

1 - e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta,


A imagem não é de uma corrida para velocistas, mas maratonistas, que exige perseverança.
Dedicação para chegar até o fim da prova. Um maratonista sabe que milésimos de segundos
podem fazer uma grande diferença em sua corrida. Por isso corre com perseverança! Na
corrida, nada mais importa para o corredor, apenas cumprir seu objetivo! Cada segunda
conta, porém, não necessariamente cada segundo deva ser de extrema dificuldade. Se
sabemos que nos é proposta uma maratona, mas nos exaustamos e precisamos para
descansar a cada 20 metros, é porque não estamos preparados de fato para correr uma
maratona. Não nos livramos dos pesos que atrapalham o caminho. E a Cruz de Cristo não
deixa fardo NENHUM. Portanto se ainda temos dificuldade em pequenos passos, ainda
desejamos as coisas do mundo, ou ainda confiamos em nossa própria capacidade, é porque
ainda não tivemos nossos desejos redimidos diante dele, ainda não nascemos da morte para a
vida. Não existe meio cristão, e nem meio morto, ou nós estaremos prontos para uma
maratona, ou seremos eternos corredores de 50 metros.

2 - tendo os olhos fitos em Jesus,


Nos dois próximos versículos está a instrução mais importante do que todas as anteriores, é o
foco. Onde estamos fixando o olhar? Um corredor fixa os olhos na linha de chegada. Assim
como todo corredor não pode se distrair nem por um instante, assim também todos os
cristãos hebreus tinham que fixar seu olhar em Cristo,

2 - autor e consumador da nossa fé.


“autor e consumador da nossa fé”. Podemos usar essa frase para dizer sobre a obra dele em
nós, mas igualmente belo é ver essa frase apontando a Cristo como o capitão, aquele que
correu e venceu a corrida.

2 - Ele, pela alegria que lhe fora proposta


Como ele correu essa corrida? Pela alegria que lhe fora proposta? A alegria que ele descreve
ao longo da carta, desde que Cristo veio para redimir todos os pecadores distantes de Deus.
Essa foi a alegria que moveu e dominou seu coração o fazendo suportar a cruz e a vergonha.

2 - suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.


“Desprezou a cruz”, Ele fez pouco da vergonha da cruz, da tentativa mais contundente do
mundo em ofuscar sua glória, pois hoje vive e se assenta ao lado de Deus.

3 - Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo
Por que desse pedido? Pois quando mais os hebreus pensassem nesse triunfo de Cristo, mais
saberiam que não estavam sozinhos e que suas aflições não lhe tiraria a segurança de que seu
sofrimento não seria em vão, mas triunfariam também.

3 - para que vocês não se cansem nem se desanimem.


Pois se não permanecermos, desanimarmos, padeceremos em morte.

4 - Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio
sangue.
Seguindo, ele usa de outra ilustração, como se fosse uma briga. O autor falava de Cristo, que
em sua luta de fato derramou sangue, mas os hebreus ainda não. A pergunta que pairava
seria: “Por que tem que ser tão difícil? ” Uma resposta inicial já está nesse versículo: “Ainda
não sangramos como Ele”. Pode piorar, não sabemos, mas será que estamos prontos e
dispostos?
5 e 6 - Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: "Meu
filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o
Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho".
Ele traz esperança em meio a luta, uma palavra de encorajamento em provérbios que talvez
os hebreus haviam esquecidos. A resposta de “Por que tem que ser tão difícil” seria
primeiramente, que nada vem do acaso, Deus está no controle de tudo. Nenhum desses
sofrimentos veio do nada, mas todos vieram sob o governo de Deus. Não apenas no controle,
mas orquestrando isso para nosso bem, disciplinando aquele o qual Ele ama. Ele não é
caprichoso, mas ele sabe o que faz, e o faz para nosso bem. Deus quer fazer algo em nossas
vidas por meio das aflições. Necessários para nos capacitar para a corrida.

7 e 8 - Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos.


Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a
disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos.
Primeiramente porque Deus assim confirma que somos filhos, por meio do sofrimento. A falta
do sofrimento não testemunho a nossa filiação, mas o contrário. Disciplina é um ato de
reconhecimento de um filho legítimo, de um Pai que precisa nos orientar, e Deus o faz por
meio do sofrimento.

9 - Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos.
Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos!
Esse livro não foi escrito na nossa época. Nossa geração é indisciplinada, pois os pais não
vivem como pais. O papel de um pai não é de financiar o sonho de sonho de consumo do seu
filho, mas de lhe impor limites, parâmetros, e isso é um ato de amor. Na época sim, existia
essa disciplina dos pais, mas mais que isso, “Quanto mais” devemos nos submeter ao Pai de
todos os pais. Se quisermos viver, submetamo-nos à disciplina de nosso pai.

10 - Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas
Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.
Deus nos trina à santidade por meio da aflição. Até aqui ele apresenta os pais como exemplo
para a disciplina de Deus, mas aqui ele apresenta um contraste. “Um curto período, segundo
lhes parecia melhor”. Deus nunca erra na dose, ele não disciplina em meio a excessos de raiva
como nós pais as vezes podem fazer. Ele sabe o que faz e disciplina com santa sabedoria.
Temos um modelo de Pai que nos disciplina para compartilhar de sua santidade.

11- Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais
tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Ele faz um adendo: Isso nem sempre é fácil. Devemos nos submeter a disciplina do senhor.
Como temos lidado com elas? Percebendo ou não, podemos receber bem ou não a disciplina
de Deus, talvez tenhamos chegado como no verso 5, ignorantes de quem Deus é. Ou como os
hebreus que esqueceram de focar em Deus e precisaram ser lembrados da caminhada. Ou
podemos ter chegado aqui desprezando. “Deus é amor, não permitiria o mal a mim”. v5 Já
nos diz: Não despreze a disciplina. Não devemos negar a disciplina, pois ela é um ato de amor.
Ou por fim podemos nos achegar a ele magoados, pensando que ele nos machucou demais.
Mas também o verso 5 nos mostra que tudo que Deus faz é para nosso bem e crescimento.
Ele sim quer nos fazer felizes, mas inicialmente ele quer nos fazer santo. E para isso ele
necessita nos quebrar, nos moldar, nos reconstruir. Não foi assim com Jesus? Que mesmo
sendo filho aprendeu obediência pelas coisas que sofreu?
12 e 13 - Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes. "Façam
caminhos retos para os seus pés", para que o manco não se desvie, mas antes seja curado.
Sim, a corrida é individual, mas não é solitária. Devemos correr sempre, encorajando uns aos
outros. Todos devem estar alinhados com essa corrida, e foi Deus quem nos colocou nela.
Para que todos os homens, ainda que exaustos e até mancos, não nos desviaremos, mas
seremos curados. Com olhos fixos em Cristo, nós venceremos pela graça de Deus.

PARTE 2: A CAMINHADA CRISTÃ

Romanos 3 mostra que todos nós, homens e mulheres, pecamos e nos afastamos de Deus. Viver
afastado de Deus e desse relacionamento nos cria um fardo pesado, de culpa e de insuficiência.
Esse fardo nos faz ter dificuldades para caminhar ao longo da vida, nos machucamos, andamos
cansados, e além de tudo em direção a morte. O que nos salva então, mais adiante em Romanos
7:25, é a graça de Cristo Jesus, que tomou para si esse fardo, um caminhar difícil, machucado, e
em direção à morte, de cruz.

E essa mensagem do evangelho, de que somos agora livres desse fardo, da condenação
vindoura, nos faz caminhar seguros em direção a cristo, e isso é uma maravilha.

Porém é ingenuidade pensar que esse caminho agora será regado apenas de triunfos, bênçãos,
facilidades e livre de quaisquer problemas. O livro “O Peregrino”, uma obra do século 17, ilustra
essa caminhada e nos mostra com exemplos claros como se apresentam os obstáculos durante
nossa caminhada em direção a terra prometida. A salvação não foi conquistada por nós, e o
caminhar muito menos. Essa ideia de que Jesus fez algo por nós não está apenas na morte da
cruz, mas em toda a caminha, todos os dias, em todo ato de amor e justiça que fazemos.

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras,
para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos
boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. Efésios 2:8-10.

Se hoje somos capazes de permanecer em fé é porque Ele nos deu a fé. Se somos capazes de
caminhar mediante a graça é porque Ele nos deu graça. Se agimos com amor e justiça é
porque Ele nos deu amor e justiça. Por isso, temos que aprender que essa caminhada
depende de Deus e não apenas de nós sozinhos, então vamos entender melhor os obstáculos
que podem nos fazer sair do caminho, mas também as formas de auxílio que Deus nos envia.

Os Obstáculos no caminho:

NOSSO PECADO: O Primeiro obstáculo é o mais difícil deles, reconhecer em nós o nosso pecado
e nossa incapacidade e insuficiência. Esse é o ponto de partida para entendermos tudo que virá
a seguir, pois não nascemos de novo e nem nos tornamos cristãos se não compreendemos nossa
situação de pecado e da necessidade inevitável que temos de reconhecer Cristo como nosso
salvador. O pecado, que escolhe sempre ignorar a Deus, vai continuar a nos tentar a caminhos
longes dos dEle, por isso reconhecer em nós nossas dificuldades mais íntimas é o caminho nos
ver livre do domínio delas, e ainda que nos tente, não seremos mais escravos do pecado e da
morte, mas sim de Cristo para a vida.
NOSSA APATIA: Em determinado momento do livro “O Peregrino”, Cristão, que é o personagem
a nos representar, se assenta em uma parte do caminho pois estava cansado, mas acaba
dormindo. Isso o fez perder o foco na caminhada e também os princípios que o guiariam para lá
(Cristo e a palavra). Se não estamos crescendo em conhecer a Cristo, aos poucos vamos nos
esquecer dos motivos que nos fizeram crer nEle e segui-lo. Não existe o cristão “quente” e o
cristão “morno”. Ou estamos caminhando em direção à Cristo, ou estamos nos afastando dele.

NOSSA RAZÃO: Hoje o objetivo do inimigo é corromper a fé através de falsas ideologias. E ao


buscar respostas para essas perguntas levantadas, temos que tomar cuidado para não acabar
nos aproximando da mesma maneira de pensar que essas ideologias. O Cristianismo tem seus
próprios valores, preceitos e sua maneira de enxergar e comportar todos os aspectos da nossa
vida. Portanto não nos moldemos aos pensamentos de nossa época, mas trazemos respostas
a eles. Conheçamos as bases de nossa fé e continuemos firmes em cada uma delas, pois elas
têm se tornado cada vez mais caras.

NOSSAS DIFICULDADES: A principal razão para que muitos cristãos se afastem de Cristo são as
dificuldades que aparecem na vida. Uma perda na família, financeira, em um relacionamento,
profissional, em qualquer área que seja, derruba pessoas pois essas colocavam nessas coisas sua
confiança, esperança e segurança. Se você se apoia nas coisas desse mundo, uma hora irá cair,
pois todas elas cairão. Isso significa deixar de amar e ter uma família, trabalho, relacionamento,
dinheiro? Não, mas quando Deus ocupa o lugar principal de nossas vidas, Ele também coloca
todas as outras coisas em seu devido lugar. Amaremos a família não como um deus, mas como
uma família, e assim por diante, de forma que as coisas que Deus nos deu para ser benção, serão
sim bênçãos, mas não serão nosso “deus”.

NOSSO TEMPO: A história nos mostra inúmeros exemplos de como somos capazes de
corromper nossa fé e seguir para um caminho distante do de Cristo. Devemos aprender com os
erros do passado e entender que não existe segurança em uma vida confortável de igreja. Se
não estamos caminhando para mais perto de Cristo, cedo ou tarde seremos levados pelos
problemas e preocupações de nosso tempo. Podemos aprender com os erros da teologia liberal
que em seus excessos acaba esquecendo de seus próprios valores e se molda aos valores do
mundo. Podemos aprender com o individualismo que nos faz não só criar nossas próprias ideias
como odiar as ideias contrarias.

NOSSA CEGUEIRA: João 9:39. Não é apenas deixar de ver a Cristo, mas é pensar estar em Cristo
quando na verdade não estamos. Esse é um grande obstáculo pois nos engana, fazendo-nos
pensar estar firmes. Nossas virtudes estão sempre no campo da teoria, mas na prática não só
pecamos, mas ainda DESEJAMOS o pecado. E essa é a prova de que falta uma conversão
verdadeira. A vida cristã deve ter um equilíbrio, então se a sua não tem, se atenha a esse
obstáculo na caminhada. João 14:21

E existem mais inúmeras formas de corrompermos a fé. Pensamos que estar na igreja e dizer
ser cristão é suficiente e não pode se quer ser questionado. Mas o fato é que uma verdadeira
vida cristã nos gerará frutos não por quem nós somos, mas por aquele a quem seguimos.
Os Auxílios de Deus na Caminhada:

SUA GRAÇA: Da mesma forma que o ponto de partida para compreender nossas dificuldades é
o pecado, compreender a graça de Deus é o ponto de partida compreender seu auxílio. É a
mensagem que torna pecadores desesperados em filhos esperançosos, escravos da morte para
servos do Rei, pobres em ricos, e tudo mais que necessitamos. É pela graça que Deus escolhe
nos dar um nome, uma promessa, um caminho e um futuro, pois nada disso nós merecíamos.

SEU ESPÍRITO: O Espírito Santo de Deus é nosso auxiliador (João 14:26), e toda nossa caminhada,
cada novo passo, só é possível porque o Espírito de Deus vive em nós, nos inserindo ao corpo de
Cristo, nos levando ao arrependimento e garantindo nossa fé e promessa. E Ele é o Espírito Santo
porque Deus é Santo, e precisamos dEle pois não podemos ser santos sozinhos. O Espírito é Deus
vivendo em nós garantindo que embora possamos tropeçar, nos manteremos firmes e nos
voltaremos à Ele.

SUA IGREJA: Novamente citando o exemplo de “O Peregrino”, vemos a figura do “Auxiliador”.


Um membro saudável da igreja de Cristo terá a capacidade de auxiliar outros, pois aprendemos
com nossos erros e acertos e nos ajudamos não em torno dos nossos exemplos pessoais, mas
da pessoa de Jesus Cristo. Se todos na igreja estão em torno da pessoa de Jesus, haverá união,
uma mente e um só coração, que será a medida e o juiz em cada decisão no corpo de Cristo.
Portanto um cristão não pode caminhar sem a igreja, nem mesmo deveria tentar.

NOSSA HISTÓRIA: Da mesma forma que nossa história nos mostra exemplos de erros que não
deveríamos cometer, também nos mostra como a Igreja de Cristo foi crucial na história da
civilização, mostrando a graça de Deus para o justo e o ímpio, e que Deus nunca fica sem voz
na história. Reafirmamos nossa fé nEle ao ver que cada passo que sua igreja tomava Ele estendia
sua graça e misericórdia para usar pecadores caídos em prol dos seus santos propósitos.

AS DIFICULDADES: Como vimos em Hebreus, a caminhada cristã traz consigo dificuldades. A paz
que excede todo o entendimento, a esperança eterna e de outro mundo, é quando não só
entendemos que somos peregrinos aqui, mas que nossos sofrimentos aqui testemunham que
somos filhos de Deus! Deus nos aprimora e nos leva a santidade, e para isso Ele irá nos quebrar,
refazer, e nos moldar em torno de sua santa vontade!

O LAMENTO: Mt 27:46. Jesus não lembrou de um texto que usaríamos para ter esperança que
tudo vai dar certo, mas na cruz ele menciona o Salmo 22. Lamentação é um recurso para o
cristão para passarmos pelo sofrimento. Não devemos ser apáticos ao sofrimento, mas crendo
que ele não só testemunha que somos filhos, mas que temos em Deus o conforto e o sentido
em meio a dor. Lamentação não é murmuração. Murmuração é a oração de alguém que não
tem mais esperança. Lamento é dizer para Deus o tem nos feito sofrer, mas confiando Nele.
Essa é uma forma bíblica, bela, que não ignora o sofrimento. É o lamento que se finaliza com
louvor!

NOSSA PROMESSA: Não tem nada mais certo do que o amor de Deus por nós. E saber que Cristo
morreu por pecadores adúlteros nos mostra que a vontade de Deus é de nos auxiliar a caminhar
em santidade e em direção à Ele. Com a mesma alegria com a qual ele venceu a cruz,
caminhemos! “Quando o Espírito da verdade vier, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não
falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que está por vir. ”
UM CONVITE:

Para o que está fora: Só existe um caminho que agrada a Deus: O caminho proposto por Ele em
Cristo Jesus. E se não estamos nele, estamos em uma rota de colisão com a santidade de Deus.
Para adentrarmos na caminhada, precisamos nos despor de tudo que atrapalha, e para isso nos
veio Cristo, que nos tira todo o fardo do pecado e nos torna justos, para corrermos essa corrida
com a mesma alegria que Ele suportou a cruz. Creiamos na obra da cruz, e nos juntemos à nuvem
de testemunhas.

Para o que está dentro, mas se cansou: Mas talvez já estivéssemos na caminhada, mas agora
paramos e estagnamos. Então de duas, uma. Se estamos dispersos na caminha é porque tiramos
os olhos de Cristo e passamos a olhar o mundo e suas ofertas. É por estar mais preocupado com
as coisas do mundo que esqueceu de permanecer na caminha em direção a Ele. Cristo nos diz:
pare tudo, arrependa-se, e se livre de tudo que te atrapalha na corrida. Mas se você está
desanimado, desgostoso, acha que a caminhada está muito difícil, é porque também tiramos os
olhos de Cristo e focamos em nosso conforto e bem-estar. Deus nos quer feliz sim, mas primeiro
Ele quer nos fazer santos. Ele não quer nos fazer apenas sofrer, mas através disso nos fazer
entender que somos filhos dele, e com a esperança de que ele nos aguarda na linha de chegada.
Não é hora de desanimar, mas de correr e perseverar, com os olhos fitos em Cristo, autor e
consumador da nossa fé.

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