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MATEMÁTICA

1. CONJUNTO NUMÉRICOS (OPERAÇÕES, PROPRIEDADES,


MÚLTIPLOS E DIVISORES, MÁXIMO E MÍNIMO DIVISOR COMUM,
RADICAIS).
Alguns conceitos primitivos
 Conjunto
 O conjunto de todos os brasileiros
 O conjunto de todos os números naturais

Em geral, um conjunto é denotado por uma letra maiúscula do alfabeto: A,B,C,...,Z.

 Elemento
 José da Silva é um elemento do conjunto dos brasileiros.
 1 é um elemento do conjunto dos números naturais.

Em geral, um elemento de um conjunto, é denotado por uma letra minúscula do alfabeto: a,b,c,...,z.

Conjunto dos números naturais (IN)


Um subconjunto importante de IN é o conjunto IN*: IN*={1, 2, 3, 4, 5,...} o zero foi excluído do
conjunto IN.

Podemos considerar o conjunto dos números naturais ordenados sobre uma reta, como mostra o gráfico
abaixo:

Conjunto dos números inteiros (Z)


O conjunto IN é subconjunto de Z.
Temos também outros subconjuntos de Z:
Z* = Z-{0}
Z+ = conjunto dos inteiros não negativos = {0,1,2,3,4,5,...}
Z_ = conjunto dos inteiros não positivos = {0,-1,-2,-3,-4,-5,...}
Observe que Z+=IN.
Podemos considerar os números inteiros ordenados sobre uma reta, conforme mostra o gráfico abaixo:


 Conjunto dos números racionais (Q)

Os números racionais são todos aqueles que podem ser colocados na forma de fração (com o
numerador e denominador Є Z). Ou seja, o conjunto dos números racionais é a união do conjunto dos
números inteiros com as frações positivas e negativas. Exemplos:

Assim, podemos escrever:


É interessante considerar a representação decimal de um número racional , que se obtém
dividindo a por b.
Exemplos referentes às decimais exatas ou finitas:

Apostilas Decisão 1 Apostilas Decisão


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Exemplos referentes às decimais periódicas ou infinitas:

Toda decimal exata ou periódica pode ser representada na forma de número racional.

Conjunto dos números reais


O conjunto dos números reais compreende todos os conjuntos.

OPERAÇÕES

ADIÇÃO 
É uma operação direta ou de composição. Seu objetivo é reunir em um só os valores de
vários números.
Os números cujos valores devem ser reunidos são denominados parcelas. A operação é
indicada pelo sinal + (mais), que é colocado entre os números. 
Veja o exemplo: 264 + 1 349 = 1 613: 

MULTIPLICAÇÃO
Podemos interpretar a multiplicação como uma soma de parcelas iguais. O número repetido chama-
se multiplicando e o número de vezes que o repetimos, multiplicador. 
b X a = a + a + a + ...

 b vezes
Exemplo:
3 X 7 = 7 + 7 + 7 = 21

Exemplos:

SUBTRAÇÃO
Vamos primeiro ver o seguinte problema: se conhecemos a soma de dois números Naturais e
também um desses números, podemos achar o outro? A resposta nos leva à subtração de números Naturais.
Nós a definiremos da seguinte maneira: se temos dois números Naturais a e b, com b  a, devemos
encontrar um número Natural c tal que: 
b+c=a
ou
a–b=c

Apostilas Decisão 2 Apostilas Decisão


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a é o minuendo; b é o subtraendo;


c é a diferença e a escrevemos c = a - b
–  é o sinal que expressa a diferença 
No entanto, devemos considerar que a subtração de números Naturais nem sempre é possível.
Quando o subtraendo é maior que o minuendo, não temos solução no conjunto dos números Naturais.
Exemplo:
5 – 7  N

DIVISÃO EXATA
Operação inversa à da multiplicação, permite encontrar o fator desconhecido de uma multiplicação
de dois fatores, pela qual conhecemos o produto e o outro fator. O dividendo é igual ao divisor multiplicado
pelo quociente: 
D=dXq

Em uma divisão exata, o dividendo é divisível pelo divisor, ou, então, o dividendo é múltiplo do
divisor.
Exemplo:

DIVISÃO APROXIMADA OU NÃO-EXATA


Na divisão não-exata, o resto não é 0, portanto: 
D=dXq+r
Nessa situação fala-se de divisão não-exata por: 

Alterações do quociente e do resto na divisão 


Se multiplicarmos ou dividirmos o dividendo e o divisor por um mesmo número não-nulo, o quociente
não se altera, mas o resto fica multiplicado ou dividido por este número.
Exemplo: 

Ao multiplicar dividendo e divisor por 2, o quociente ficou igual, mas o resto ficou multiplicado
por 2.

POTENCIAÇÃO
Potenciação de números inteiros
Definição: A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O
número a é denominado a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a
n vezes
Exemplos:
 23 = 2 x 2 x 2 = 8
 (-2)3 = (-2) x (-2) x (-2) = (-8)
 (-5)2 = (-5) x (-5) = 25
 (+5)2 = (+5) x (+5) = 25
com os exemplos acima, podemos observar que a potência de todo número inteiro elevado a um
expoente par é um número positivo e a potência de todo número inteiro elevado a um expoente
ímpar é um número que conserva o seu sinal.
Observação: Quando o expoente é n=2, a potência a 2 pode ser lida como: "a elevado ao
quadrado" e quando o expoente é n=3, a potência a 3 pode ser lida como: "a elevado ao cubo". Tais
leituras são provenientes do fato que área do quadrado pode ser obtida por A=a 2 onde a é o lado e
o volume do cubo pode ser obtido por V=a3 onde a é o lado do cubo.

Apostilas Decisão 3 Apostilas Decisão


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PROPRIEDADES

Propriedades dos conjuntos


 Fechamento - Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, então a reunião de A e B,
denotada por A U B e a interseção de A e B, denotada por A B, ainda são conjuntos no
universo.
 Reflexiva - Qualquer que seja o conjunto A, tem-se que: A U A = A A A=A

 Inclusão - Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, tem-se que: A A U B, B A


UB

A B A,A B B

 Inclusão relacionada - Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, tem-se que: A B


<=> AUB=B

A B <=> A B=A

 Associativa - Quaisquer que sejam os conjuntos A, B e C, tem-se que: A U ( B U C ) = ( A


UB)UC
A (B C) = (A B) C

 Comutativa - Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, tem-se que: AUB=BUA


A B=B A

 Elemento neutro para a reunião

O conjunto vazio Ø é o elemento neutro para a reunião de conjuntos, tal que para todo
conjunto A, se tem: A U Ø=A

 Elemento "nulo" para a interseção


Se tomarmos a interseção do conjunto vazio Ø com qualquer outro conjunto A, teremos o
próprio conjunto vazio.
A Ø=Ø

 Elemento neutro para a interseção


O conjunto universo U é o elemento neutro para a interseção de conjuntos, tal que para todo
conjunto A, se tem:
A U=A

 Distributiva
Quaisquer que sejam os conjuntos A, B e C, tem-se que:
A (BUC)=(A B)U(A C)
A U ( B C ) = ( A U B ) (A U C )

Apostilas Decisão 4 Apostilas Decisão


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NÚMEROS NATURAIS – MULTIPLOS E DIVISORES, FATORAÇÃO EM PRODUTOS DE


NÚMEROS PRIMOS, MÁXIMO DIVISOR COMUM E MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM

MÚLTIPLOS E DIVISORES
Dizemos que um número natural n divide um número natural m, quando m : n não deixa resto, ou
seja, a divisão é exata. Representamos simbolicamente: n|m. Nestas condições, n é um divisor de m e m é
um múltiplo de n.
Exemplos:
2 divide 16 ou seja, 2|16 porque 16:2 = 8 e resto = zero. Portanto, 2 é divisor de 16 e 16 é múltiplo de 2.

5 divide 35 ou seja, 5|35 porque 35:5 = 7 e resto = zero. Portanto, 5 é divisor de 35 e 35 é múltiplo de 5.

7 divide 105 ou seja, 7|105 porque 105:7 = 15 e resto = zero. Portanto, 7 é divisor de 105 e 105 é múltiplo de
7.

Notas:
a) O conjunto dos divisores naturais de n será representado por D(n).
Exemplos:
D(3) = {1,3}
D(20) = {1,2,4,5,10,20}
D(6) = {1,2,3,6}

b) O conjunto dos múltiplos naturais de n será representado por M(n).


Exemplos:
M(2) = {0,2, 4, 6, 8, ...}
M(5) = {0,5,10,15, ...}

c) Os múltiplos de 2 são denominados números pares. Os demais números naturais são denominados
números ímpares. Assim, denotando por P o conjunto dos números pares e por I o conjunto dos números
ímpares, poderemos escrever:
P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ... }
I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ... }
Observa-se que ambos os conjuntos são infinitos.

Propriedades imediatas:
P1) A unidade (ou seja, o número 1) divide qualquer número natural ou seja, 1|n, para todo n natural.
P2) Zero não divide nenhum número natural, ou seja, não existe divisão por zero. Imagine se você tivesse que
dividir dez objetos por zero pessoas. Claro que isto não seria possível. Grave bem isto: a divisão por zero
não existe.
P3) Todo número natural diferente de zero, divide o número zero, ou seja, para n ¹ 0, n | 0, para todo n não
nulo.
P4) Todo número natural diferente de zero, divide a si próprio, ou seja, para n ¹ 0, n | n para todo n não nulo.
Esta propriedade é conhecida como propriedade reflexiva.
P5) Sendo m, n e p três números naturais, se m | p e p | n então m | n. Esta propriedade é conhecida com
propriedade transitiva.
Exemplo:
2 divide 6 pois 6 : 2 = 3 (divisão exata).
6 divide 42 pois 42 : 6 = 7 (divisão exata). Logo,
2 divide 42. Realmente, 42 :2 = 21 (divisão exata).
P6) Todo número natural não nulo, é múltiplo de si mesmo. Isto decorre da propriedade P4.
P7) Zero é múltiplo de todo número natural não nulo. Isto decorre da propriedade P3.

Apostilas Decisão 5 Apostilas Decisão


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FATORAÇÃO EM PRODUTOS DE NÚMEROS PRIMOS


Dizemos que um número natural p diferente de um (p ¹ 1) é primo quando ele só possui
dois divisores: ele próprio e a unidade. Caso contrário, o número é composto. Assim, se o conjunto
dos divisores naturais de p, representado por D(p), for igual a D(p) = {1, p}, p é um número primo.
Ora, os divisores de 2, são apenas a unidade (1) e ele mesmo (2). Logo, 2 é um número
primo. Portanto, 2 é o único número natural primo que é par.
Sendo à o conjunto dos números primos, poderemos escrever:
à = {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 47, 53, 57, 59, 61, ..., 359, ... , }

O conjunto dos números primos é infinito.


Todo número composto pode ser escrito como um produto de números primos. Isto é
conhecido como Teorema Fundamental da Aritmética – TFA.
Exemplos:
12 = 3.2.2
15 = 3.5
49 = 7.7
105 = 7.5.3
240 = 2.120 = 2.5.2.2.2.3 = 5.24.3

Na prática, podemos usar o seguinte esquema:


Seja o caso de 240 acima. Teremos:
240 |2
120 |2
60 |2
30 |2
15 |3
5|5
1|

Então: 240 = 2.2.2.2.3.5 = 24.3.5

A decomposição de um número em fatores primos, é conhecida também como fatoração , já


que o número é decomposto em fatores de uma multiplicação.
Usando o dispositivo prático acima, vamos fatorar o número 408.

Teremos:
408 |2
204 |2
102 |2
51 |3
17 |17
1|

Então: 408 = 2.2.2.3.17 = 23.3.17

MÁXIMO DIVISOR COMUM


Dados dois números naturais a e b não nulos, define-se o máximo divisor comum – MDC,
como sendo o maior natural que divide simultaneamente a e b. O MDC de dois números será
indicado por (a, b). Óbvio que se tivermos o MDC de n números naturais a 1, a2, a3, ... , an ,
indicaremos por  (a1, a2, a3, ... , an)
Exemplos:
Determine o MDC dos naturais 10 e 14, ou seja, determine (10, 14). Os divisores positivos de 10
são: 1, 2, 5, 10. Os divisores positivos de 14 são: 1, 2, 7, 14. Os divisores comuns, são, portanto: 1
e 2.

Apostilas Decisão 6 Apostilas Decisão


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Portanto, o máximo divisor comum é igual a 2 e, indicamos: (10, 14) = 2. Pode-se indicar também
como: MDC(10,14) = 2. Preferimos a primeira forma, por ser mais sintética.
Determine (4, 10, 14, 60), ou seja, o MDC dos números naturais 4,10,14 e 60.
Os divisores positivos de 4 são: 1, 2, 4
Os divisores positivos de 10 são: 1, 2, 5, 10
Os divisores positivos de 14 são: 1, 2, 7, 14
Os divisores positivos de 60 são: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 60
Os divisores comuns são, portanto: 1 e 2.
Portanto o MDC é igual a 2, ou seja: (4, 10, 14, 60) = 2
O método de decomposição de um número num produto de fatores primos, sugere uma nova forma
para o cálculo do MDC de dois números naturais não nulos, a e b, ou seja, para o cálculo de (a,b).
Assim, seja calcular o MDC de 408 e 240.
Como já vimos acima, temos:
408 = 2.2.2.3.17 = 23.3.17
240 = 2.2.2.2.3.5 = 24.3.5
Tomando os fatores comuns elevados aos menores expoentes, teremos:
(408, 240) = 23.3 = 8.3 = 24 , que é o MDC procurado.
Portanto, (408, 240) = 24.
O MDC do exemplo anterior, poderia ser também determinado pelo método das divisões
sucessivas, cujo dispositivo prático é mostrado a seguir:

1 1 2 3
408 | 240 | 168 | 72 | 24
168 | 72| 24| 0
Para entender o dispositivo prático acima, basta observar que:
408:240 = 1 com resto 168
240:168 = 1 com resto 72
168:72 = 2 com resto 24
72:24 = 3 com resto zero.
Portanto o MDC procurado é igual a 24, conforme já tínhamos visto antes.
Nota: Se o MDC de dois números naturais a e b for igual à unidade, ou seja,
(a,b) = 1, dizemos que a e b são primos entre si, ou que a e b são co-primos.

Ou seja:
(a, b) = 1 Û a e b são primos entre si (co-primos).
Exemplo: (7, 5) = 1 \ 5 e 7 são primos entre si.

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM


Dados dois números naturais a e b não nulos, define-se o mínimo múltiplo comum – MMC,
indicado por <a,b> , como sendo o menor natural positivo, múltiplo comum de a e b.

Exemplo: Determine o MMC dos naturais 10 e 14.


Os múltiplo positivos de 10 são: 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100, 110, ...
Os múltiplos positivos de 14 são: 14, 28, 42, 56, 70, 84, 98, 112, 126, 140, ...
Portanto, o mínimo múltiplo comum é igual a 70 e, indicamos: <10,14> = 70.
Pode-se indicar também como MMC(10,14) = 70.

Aqui, também, preferimos a primeira forma, por ser mais sintética.


Dos exemplos anteriores, vimos que: (10,14) = 2 e <10,14> = 70. Observe que:
10.14 = 2.70 = 140 = (10,14).<10,14> = MDC(10,14) . MMC(10,14)

Pode-se provar que, dados dois números naturais positivos a e b, teremos sempre que o
produto desses números é igual ao produto do MDC pelo MMC desses números, ou seja:
(a,b) . <a,b> = MDC(a,b) . MMC(a,b) = a . b

Apostilas Decisão 7 Apostilas Decisão


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Observe que se dois números naturais positivos a e b são primos entre si


(co-primos), o MDC entre eles é igual a 1, ou seja (a, b) = 1 e, portanto, teremos:
1.<a,b> = a . b \ <a, b> = a . b , ou seja: O Mínimo Múltiplo Comum – MMC de dois números
primos entre si é igual ao produto deles.

Exemplos:
<3, 5> = 3.5 = 15
<7, 5, 3> = 7.5.3 = 105
NÚMEROS INTEIROS – MÚLTIPLOS
E DIVISORES

1 – Todo número inteiro n, possui um sucessor indicado por suc(n), dado por suc(n)
= n + 1. 
Exemplos: suc(– 3) = – 3 + 1 = - 2; suc(3) = 3 + 1 = 4.

2 – Dados dois números inteiros m e n, ocorrerá uma e somente uma das condições :
m = n  [ m igual a n ] (igualdade)
m > n  [ m maior do que n ] (desigualdade)
m < n  [ m menor do que n] (desigualdade).
Esta propriedade é conhecida como Tricotomia.
Nota: Às vezes teremos que recorrer aos símbolos ³ ou £ os quais possuem a seguinte leitura:
a ³ b [ a maior do que b  ou a = b ].
a £ b [ a menor do que b ou a = b ]
Assim por exemplo, x £ 3, significa que x poderá assumir em Z os valores 3, 2, 1, 0, -1, -2, -3, -
4, ...
Já x < 3, teríamos que x seria 2, 1, 0, -1, -2, -3, -4, ...
É óbvio que o zero é maior do que qualquer número negativo ou na sua forma equivalente,
qualquer número negativo é menor do que zero.
... –10, – 9, – 8, – 7, – 6, – 5, – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, ...

Operações em Z
1 – Adição: a + b = a mais b.
A adição de dois números inteiros obedece às seguintes regras:
a ) números de mesmo sinal : somam-se os módulos e conserva-se o sinal comum.
Exemplos: (-3) + (-5) + (-2) = - 10 (-7) + (-6) = - 13
b) números de sinais opostos: subtraem-se os módulos e conserva-se o sinal do maior em módulo.
Exemplos: (-3) + (+7) = + 4 (-12) + (+5) = -7

Propriedades:
Dados os números inteiros a, b e c, são válidas as seguintes propriedades:

1.1 – Fechamento: a soma de dois números inteiros é sempre um número inteiro. Diz-se então
que o conjunto Z dos números inteiros é fechado em relação à adição.
1.2 – Associativa: a + (b + c) = (a + b) + c
1.3 – Comutativa: a + b = b + a
1.4 – Elemento neutro: a + 0 = 0 + a = a . Zero é o elemento neutro da adição.
1.5 – Unívoca: o resultado da adição de dois números inteiros é único.
1.6 – Monotônica: Uma desigualdade não se altera, se somarmos um mesmo número inteiro a ambos os
membros, ou seja, se a > b então a + c > b + c.
2 – Subtração: Observa-se que a subtração (diferença) é uma operação inversa da adição.
Se a + b = c então dizemos que a = c – b ( c menos b). É óbvio que o conjunto Z é fechado
em relação à subtração, pois a subtração (diferença) entre dois números inteiros, sempre será um
outro número inteiro. Por exemplo, a operação 3 – 10 não teria resultado no conjunto N dos
números naturais, mas possui resultado no conjunto Z dos números inteiros, ou seja -7. A
subtração de dois números inteiros será feita de acordo com a seguinte regra: a - b = a + (-b)

Apostilas Decisão 8 Apostilas Decisão


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Exemplos:
10 – (-3) = 10 + (+3) = 13
(-5) – (- 10) = (-5) + (+10) = +5 = 5
(-3) – (+7) = (-3) + (-7) = - 10

3 – Multiplicação: é um caso particular da adição (soma), pois somando-se um número inteiro a si


próprio n vezes, obteremos a + a + a + ... + a = a . n = a x n
Na igualdade a . n = b, dizemos que a e n são os fatores e b é o produto.
A multiplicação de números inteiros, dar-se-á segundo a seguinte regra de sinais:
(+) x (+) = +
(+) x (-) = -
(-) x (+) = -
(-) x (-) = +

Propriedades:
Dados os números inteiros a, b e c, são válidas as seguintes propriedades:

3.1 – Fechamento: a multiplicação de dois números inteiros é sempre outro número inteiro.
Dizemos então que o conjunto Z dos números inteiros é fechado em relação à operação de
multiplicação.
3.2 – Associativa: a x (b x c) = (a x b) x c ou a . (b . c) = (a . b) . c
3.3 – Comutativa: a x b = b x a
3.4 – Elemento neutro: a x 1 = 1 x a = a. O número 1 é o elemento neutro da multiplicação.
3.5 – Unívoca: o resultado da multiplicação de dois números inteiros é único.
3.6 – Uma desigualdade não se altera, se multiplicarmos ambos os membros, por um mesmo
número inteiro positivo, ou seja, se a > b então a . c > b . c
3.7 - Uma desigualdade muda de sentido, se multiplicarmos ambos os membros por um mesmo
número inteiro negativo, ou seja: a > b então a . c < b . c. Exemplo:  10 > 5. Se multiplicarmos
ambos os membros por  (-1) fica  - 10 < - 5. Observe que o sentido da desigualdade mudou.
3.8 – Distributiva: a x (b + c) = (a x b) + (a x c).

A propriedade distributiva acima, nos permite apresentar uma justificativa simples, através
de um exemplo, para o fato do produto de dois números negativos resultar positivo, conforme
mostraremos a seguir:
Considere o seguinte produto: A = (7 – 5) x (10 – 6) cujo resultado já sabemos ser 2 x 4 = 8.
Desenvolvendo o primeiro membro, aplicando a propriedade distributiva da multiplicação em
relação à adição, vem:
A = (7x10) + [7x(-6)] + [(-5)x(-6)]
A = 70 – 42 – 50 + [(-5)x(-6)]
Como já sabemos que A = 8, substituindo fica:8 = 70 – 42 – 50 + [(-5)x(-6)]
Isolando o produto [(-5)x(-6)], vem:
[(-5)x(-6)] = 8 – 70 + 42 + 50 = 8 + 42 + 50 – 70 = 100 – 70 = 30.
Observa-se então que realmente: [(-5)x(-6)] = 30 = + 30

4 – Potenciação: é um caso particular da multiplicação, onde os fatores são iguais. Assim é que
multiplicando-se um número inteiro a por ele mesmo n vezes, obteremos a x a x a x a x ... x a que
será indicado pelo símbolo a n , onde a será denominado base e n expoente. Assim é que, por
exemplo, 53 = 5.5.5 = 125, 71 = 7, 43 = 4.4.4 = 64, etc.
Com base nas regras de multiplicação de números inteiros, é fácil concluir que:

a) Toda potencia de base negativa e expoente par não nulo, tem como resultado um número
positivo.
Exemplos:
(-2)4 = +16 = 16 (-3)2 = +9 = 9
4
(-5) = +625 = 625 (-1)4 = + 1 = 1

Apostilas Decisão 9 Apostilas Decisão


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b) Toda potencia de base negativa e expoente ímpar, tem como resultado um número negativo.
Exemplos:
(-2)3 = - 8 (-5)3 = - 125 (-1)13 = - 1

5 – Divisão: O conjunto Z dos números inteiros não é fechado em relação à adição, pois o
quociente de dois números inteiros nem sempre é um inteiro.
A divisão de números inteiros, no que concerne à regra de sinais, obedece às mesmas
regras vistas para a multiplicação, ou seja:
(+) : (+) = +
(+) : (-) = -
(-) : (+) = -
(-) : (-) = +

Exemplos:
(–10) : (– 2) = + 5 = 5
(– 30) : (+ 5) = – 6

Para finalizar, vamos mostrar duas regras de eliminação de parêntesis ( ), que poderão ser
bastante úteis:

R1) Todo parêntese precedido do sinal + pode ser eliminado, mantendo-se os sinais das parcelas
interiores.
Exemplo:
+ (3 + 5 – 7) = 3 + 5 – 7 = 1
R2) Todo parêntese precedido do sinal – pode ser eliminado, desde que sejam trocados os sinais
das parcelas interiores.
Exemplos:
– (3 + 4 – 7) = – 3 – 4 + 7 = 0
– (–10 – 8 + 5 – 6 ) = 10 + 8 – 5 + 6 = 19
– (–8 – 3 – 5 ) = 8 + 3 + 5 = 16

RACIONAIS E REAIS – REPRESENTAÇÃO DECIMAL

Os números 0,1, 0,01, 0,001; 11,7, por exemplo, são números decimais. Nessa
representação, verificamos que a vírgula separa a parte inteira da parte decimal.
  
Leitura dos números decimais
Lemos a parte inteira, seguida da parte decimal, acompanhada das palavras:
décimos ............. : quando houver uma casa decimal;
centésimos...... : quando houver duas casas decimais;
milésimos.......... : quando houver três casas decimais;
décimos milésimos...: quando houver quatro casas decimais;
centésimos milésimos ................... : quando houver cinco casas decimais e, assim
sucessivamente.
Exemplos:
1,2:   um inteiro e dois décimos;
2,34:  dois inteiros e trinta e quatro centésimos
  
Quando a parte inteira do número decimal é zero, lemos apenas a parte decimal.
Exemplos:
0,1 :  um décimo;
0,79 :  setenta e nove centésimos

Observação:

Apostilas Decisão 10 Apostilas Decisão


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1.   Existem outras formas de efetuar a leitura de um número decimal. Observe a leitura do número
5,53:
Leitura convencional:  cinco inteiros e cinqüenta e três centésimos;
Outras formas:  quinhentos e cinqüenta e três centésimos; cinco inteiros, cinco décimos e três
centésimos.
2.   Todo números natural pode ser escrito na forma decimal, bastando colocar a vírgula após o
último algarismo e acrescentar zero(s). Exemplos:
4 = 4,0 = 4,00                    75 = 75,0 = 75,00
  
Representação Decimal  de uma Fração Ordinária
Podemos transformar qualquer fração ordinária em número decimal, devendo para isso
dividir o numerador pelo denominador da mesma.
Exemplos:

 Converta   em número decimal.

     Logo, é igual a 0,75 que é um decimal exato.

 Converta em número decimal.

        Logo, é igual a 0,333... que é uma dízima periódica simples.

 Converta em número decimal.

        Logo, é igual a 0,8333... que é uma dízima periódica composta.

RADICIAÇÃO

Definição: A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em um
outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O número n é o
índice da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
Observação: Por deficiência da própria linguagem HTML, que até hoje não implementou o sinal de
raiz n-ésima, usaremos aqui Rn[a] para indicar a raiz n-ésima de a. Quando n=2, simplesmente
indicarei a raiz de ordem 2 de um número inteiro a como R[a].
Dessa forma, b é a raiz n-ésima de a se, e somente se, a=b n, isto é:
b = Rn[a] <=> a = bn

Apostilas Decisão 11 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Definição: A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em um
outro número inteiro não negativo que elevado ao quadrado seja igual ao número a.
Observação importante: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros. A existência de um número cujo quadrado é igual a um número negativo só
será estudada mais tarde no contexto dos números complexos.
Erro muito comum: Freqüentemente lemos em alguns materiais didáticos e até mesmo ocorre em
algumas aulas aparecimento de:
R[9] = ±3
mas isto está errado. O certo é:
R[9] = +3
Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele
mesmo resulte em um número negativo.
Definição: A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em um
outro número inteiro que elevado ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos
cálculos somente aos números não negativos.

Exemplos:
 R3[8] = 2, pois 23 = 8.
 R3[-8] = -2, pois (-2)3 = -8.
 R3[27] = 3, pois 33 = 27.
 R3[-27] = -3, pois (-3)3 = -27.

Observação: Obedecendo à regra dos sinais para a multiplicação de números inteiros, concluímos
que:
 Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
 Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.

Propriedades dos radicais
 

1) Dividindo o índice do radical e o expoente do radicando por um


mesmo número diferente de 0, o valor do radical não se altera.

2) Multiplicando o índice do radical e o expoente do radicando por um


mesmo número diferente de 0, o valor do radical não se altera

3)

4)

5)

6)

Apostilas Decisão 12 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

7)

8)

9)
Exemplos:

1)
2)
3)

4)

5)

6)

7)

8)

9)

SIMPLIFICAÇÃO DOS RADICAIS


Algumas situações que envolvem o cálculo com radicais exigem a presença de radicais
com o mesmo índice.
A transformação de dois ou mais radicais de índices diferentes em radicais de mesmo
índice é feita através da aplicação da 2 a propriedade das potências, tomando-se para índice
comum o m.m.c dos índices dados. Veja os exemplos a seguir.

1o exemplo: Reduzir os radicais e ao mesmo índice.

Resolução:
m.m.c (3, 4) = 12 => novo índice
=

Assim temos:
---------radicais com índices diferentes

------radicais equivalentes de mesmo índice

Apostilas Decisão 13 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

2o exemplo: Reduzir os radicais ao mesmo índice.

Resolução:
m.m.c (5, 4, 2) = 20 => novo índice
*

* ----radicais com índices diferentes

* -----------radicais equivalentes de mesmo índice

Uma das aplicações mais imediatas da redução de radicais ao mesmo índice está na
comparação de radicais.
A comparação de radicais é feita observando-se dois casos.

1o caso: Os radicais têm índices iguais.


Neste caso, a maior raiz é a que tem o maior radicando.

=>
=>

2o caso: Os radicais têm índices diferentes.


Neste caso, reduzimos os radicais ao mesmo índice e recaímos no caso anterior.
Qual é maior: ou ?
m.m.c (2, 3) = 6 => novo índice
=> =>

Como 125 > 49, temos que > .

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE RADICAIS


Dois ou mais radicais têm o mesmo índice e o mesmo radicando são chamados de
radicais semelhantes.
São exemplos de radicais semelhantes:

=>

=>

=>

Se uma expressão apresenta radicais semelhantes, estes podem ser simplesmente


através da aplicação da propriedade distributiva da adição em relação à multiplicação.

1o exemplo: Simplificar a expressão

Resolução:

Apostilas Decisão 14 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

2o exemplo: Simplificar a expressão: .

Resolução:

Sobre o resultado convém observar que:

- ele representa um número irracional , o que torna impossível dar a sua


representação decimal completa.
- ele não pode ser simplificado .
Logo, é a forma mais conveniente de representar a expressão dada.

Consideremos agora outros exemplos.


3º exemplo: Calcular o valor de
Resolução:
* e
Então:

4º exemplo: Calcular o valor de


Resolução:

* Então:

MULTIPLICAÇÃO

Recordando a 4ª propriedade dos radicais aritméticos:

Pela propriedade simétrica das igualdades;

Então:

Apostilas Decisão 15 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

O produto de dois ou mais radicais aritméticos de mesmo índice é um radical que

tem o mesmo índice dos fatores e cujo radicando é igual ao produto dos radicandos dos

fatores.

Exemplos:
1.
2.

Para multiplicar dois ou mais radicais que têm índices diferentes, devemos, primeiro, reduzi-los
ao mesmo índice.
Em alguns casos, efetuamos o produto de expressões que envolvem radicais aplicando a
propriedade distributiva da adição em relação à multiplicação.

DIVISÃO
O quociente de dois radicais de mesmo índice é um radical que tem o mesmo índice dos
dois termos e cujo radicando é igual ao quociente dos radicandos dos termos.
Exemplos:

1)

2)

POTENCIAÇÃO DE RADICAIS
Observe o cálculo com potência de radicais.

Pela de definição de potência, temos:

Então:

Pela de definição de potência, temos:

Então:

Potências de Expoente Racional


As potências de expoente racional podem ser escritos como radicais, através da igualdade:

Apostilas Decisão 16 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Racionalização de Denominadores
1 - Racionalizar o denominador de uma fração é obter uma fração equivalente com denominador
racional.
2 – Recordando: Uma fração não se altera quando o numerador e o denominador são multiplicados
por um mesmo número diferente de zero.

3 - Fração do tipo . Racionaliza-se o denominador desse tipo de fração, multiplicando-se

numerador e denominador por , lembrando que , para todo b não negativo.

       Ex.:

4 - Fração do tipo  . Veja como as seguintes propriedades dos radicais.


Equação do 1º grau na incógnita x é toda
equação que pode ser escrita na forma ax=b,
sendo a e b números racionais, com a diferente
de zero.
5 - Frações do tipo   ou   ,
nestes casos utilizamos a seguinte identidade.

2. POLINÔMIOS
Seja C o conjunto dos números complexos (números da forma a + bi , onde a e b são
números reais e  i é a unidade imaginária tal que i2 = -1) . 
Entende-se por polinômio em C à função:
P(x) = aoxn + a1xn-1 + a2xn-2 + ... + an-1x + an , onde os números complexos ao , a1 , ... , an são
os coeficientes , n é um número natural denominado grau do polinômio e x é a variável do
polinômio.
Exemplo :
P(x) = x5 + 3x2 - 7x + 6 (ao = 1 , a1 = 0 , a2 = 0 , a3 = 3 , a4 = -7 e a5 = 6 ). O grau de P(x) é igual a 5 .
Nota: Os polinômios recebem nomes particulares a saber:
Binômio : possuem dois termos. Ex : r(x) = 3x + 1 (grau 1).
Trinômio: possuem 3 termos: Ex : q(x) = 4x2 + x - 1 (grau 2).
A partir de 4 termos, recorre-se à designação genérica :  polinômios.

FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS

1. Fatorar um número significa escrevê-lo como uma multiplicação de dois ou mais fatores. 

2. Fatorar um polinômio, quando for possível, significa escrever esse polinômio como uma
multiplicação de dois ou mais polinômios. 
3. Fatoração pela colocação de um fator comum em evidência.
     Quando todos os termos de um polinômio têm um fator comum, podemos colocá-lo em
evidência. A forma fatorada é o produto do fator pelo polinômio que se  obtém dividindo-se cada
termo do polinômio dado pelo fator comum.

Apostilas Decisão 17 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

4. Fatoração por Agrupamento.


     Este método se aplica quando:
     4.1 - Não existe em fator comum para todas as parcelas: 
4.2 - Partes da expressão (grupos) possuem fator comum. Nesse caso aplicamos o fator
comum em evidência por grupo ou seja 

 
5. Fatoração da diferença de dois quadrados. 
       É o produto da soma das raízes dos dois termos pela sua diferença.

6. Fatoração da soma de dois cubos.


Para fatorarmos a soma de dois cubos utilizaremos a seguinte identidade:

 7. Fatoração da diferença de dois cubos. 


     A fatoração da diferença de dois cubos se dá pela identidade.

 8. Trinômio quadrado perfeito.


     Esse caso de fatoração se aplica quando temos três termos sendo que dois deles são quadrados e
o terceiro é o duplo produto das raízes quadradas dos dois primeiros.
     Seja fatorar o trinômio

     Logo a fatoração do trinômio a2 + 2ab + b2 pela soma das raízes dos dois termos quadrados ao
quadrado.
     Da mesma forma:

3. PRODUTOS NOTÁVEIS
Produtos Notáveis são aqueles produtos que são freqüentemente usados e para evitar a
multiplicação de termo a termo, existem algumas fórmulas que convém serem memorizadas.
1) Soma pela diferença: quadrado do primeiro menos o quadrado do segundo.
        ( a + b ).( a – b ) = a² - b²
 2) Quadrado da soma: quadrado do primeiro, mais duas vezes o primeiro pelo segundo, mais o
quadrado do segundo.
        ( a + b )² = a² + 2ab +b²
 3) Quadrado da diferença: quadrado do primeiro, menos duas vezes o primeiro pelo segundo,
mais o quadrado do segundo.

Apostilas Decisão 18 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

        ( a – b )² = a² - 2ab + b²

PRODUTO DA SOMA PELA DIFERENÇA DE DOIS NÚMEROS

     O produto da soma de dois termos pela diferença dos mesmos dois termos é igual ao quadrado
do primeiro termo menos o quadrado do segundo termo. 

QUADRADO DA SOMA E QUADRADO DA DIFERENÇA DE DOIS NÚMEROS

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2
(a – b)2 = a2 – 2ab + b2

Das duas anteriores, poderemos concluir que também é válido que:


(a+b)2 + (a-b)2 = 2(a2+b2) ou escrevendo de uma forma conveniente:

APLICAÇÃO DE UM PRODUTO NOTÁVEL NA RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES

Como o próprio nome indica, racionalizar o denominador de uma fração, significa escreve-
la
de uma forma equivalente, mantendo o seu valor inicial, sem que ela contenha, entretanto, um
número irracional no denominador. É importante ressaltar, que a racionalização do denominador de
uma fração, não a torna racional mas, apenas, elimina o termo irracional do seu denominador, o
que de uma certa forma facilita os cálculos necessários à análise de um determinado problema.
Apenas de passagem, lembramos que os números irracionais são todas as dízimas não periódicas
ou as raízes não exatas de números reais.
Podemos citar como exemplos de números irracionais:
A = 1,01001000100001... (dízima não periódica)
B = 0,123567012432756284... (dízima não periódica)
C = p = 3,14159... (dízima não periódica)
D = Ö2 = 1,414... (raiz não exata e também uma dízima não periódica)
E = Ö3 = 1,732... (raiz não exata e também uma dízima não periódica)
F = 2Ö3 (raiz não exata e também uma dízima não periódica) etc
Observe que números como 0,34343434... , 0,2222222..., 3,1717171717... etc, por serem
dízimas periódicas, não são números irracionais e sim, números racionais.
É importante ressaltar uma questão importante:
Um número racional pode sempre ser escrito como uma fração da forma a/b com a e b
sendo números inteiros, com b diferente de zero e os números irracionais não podem ser escritos
na
forma de  fração a/b.
Por exemplo, 0,333333... que é uma dízima periódica, pode ser escrito como 1/3 pois 1/3 =
0,3333... e, portanto, é um número racional.
Outros exemplos de dízimas periódicas ou seja, números racionais:
0,21212121... = 21/99
0,342342342... = 342/999
0,888888... = 8/9 etc
Já o número Ö2, por exemplo, que é uma raiz não exata, nunca poderá ser escrito como
uma fração do tipo a/b com a e b sendo números inteiros, com b diferente de zero.
Voltemos então à questão da racionalização de denominadores.

Racionalização de denominadores

Apostilas Decisão 19 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Como regra geral, para racionalizar o denominador de uma fração, basta multiplicar o
numerador e denominador desta, por um termo conveniente denominado Fator Racionalizante. 
Saber escolher o fator racionalizante corretamente caracteriza-se como a parte mais
importante da solução do problema. Vejamos alguns exemplos elucidativos:

a)  
Observe que o fator racionalizante no caso acima foi Ö2.

b)  

c)

Agora racionalize a seguinte fração:

Resposta:

4. FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS

1. Fatorar um número significa escrevê-lo como uma multiplicação de dois ou mais fatores. 

2. Fatorar um polinômio, quando for possível, significa escrever esse polinômio como uma
multiplicação de dois ou mais polinômios. 
3. Fatoração pela colocação de um fator comum em evidência.
     Quando todos os termos de um polinômio têm um fator comum, podemos colocá-lo em
evidência. A forma fatorada é o produto do fator pelo polinômio que se  obtém dividindo-se cada
termo do polinômio dado pelo fator comum.

4. Fatoração por Agrupamento.


     Este método se aplica quando:
     4.1 - Não existe em fator comum para todas as parcelas: 
4.2 - Partes da expressão (grupos) possuem fator comum. Nesse caso aplicamos o fator
comum em evidência por grupo ou seja 

 
5. Fatoração da diferença de dois quadrados. 
       É o produto da soma das raízes dos dois termos pela sua diferença.

Apostilas Decisão 20 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

6. Fatoração da soma de dois cubos.


Para fatorarmos a soma de dois cubos utilizaremos a seguinte identidade:

 7. Fatoração da diferença de dois cubos. 


     A fatoração da diferença de dois cubos se dá pela identidade.

 8. Trinômio quadrado perfeito.


     Esse caso de fatoração se aplica quando temos três termos sendo que dois deles são quadrados e
o terceiro é o duplo produto das raízes quadradas dos dois primeiros.
     Seja fatorar o trinômio

     Logo a fatoração do trinômio a2 + 2ab + b2 pela soma das raízes dos dois termos quadrados ao
quadrado.
     Da mesma forma:

5. EQUAÇÃO E INEQUAÇÃO DE 1º GRAU E 2º GRAUS


EQUAÇÃO DO 1º GRAU

Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de igualdade. A
palavra equação tem o prefixo equa, que em latim quer dizer "igual". Exemplos:
2x + 8 = 0
5x - 4 = 6x + 8
3a - b - c = 0

Não são equações: Conjunto Universo é o conjunto de todos os


4 + 8 = 7 + 5   (Não é uma sentença aberta) valores que variável pode assumir. Indica-se por
x - 5 < 3   (Não é igualdade) U.
Conjunto verdade é o conjunto dos valores de
   (não é sentença aberta, nem U, que tornam verdadeira a equação . Indica-se
igualdade) por V.

A equação geral do primeiro grau:


ax+b = 0
onde a e b são números conhecidos e a > 0, se resolve de maneira simples: subtraindo b dos dois
lados, obtemos:
ax = -b
dividindo agora por a (dos dois lados), temos:

Apostilas Decisão 21 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

   Considere a equação 2x - 8 = 3x –10


  
A letra é a incógnita da equação. A palavra incógnita significa " desconhecida".
Na equação acima a incógnita é x; tudo que antecede o sinal da igualdade denomina-se 1º
membro, e o que sucede, 2º membro.

Qualquer parcela, do 1º ou do 2º membro, é um termo da equação.

Conjunto Verdade e Conjunto Universo de uma Equação


  Considere o conjunto A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e a equação x + 2 = 5.
Observe que o número 3 do conjunto A é denominado conjunto universo da equação e o
conjunto {3} é o conjunto verdade dessa mesma equação.
 Observe este outro exemplo:
Determine os números inteiros que satisfazem a equação x² = 25
O conjunto dos números inteiro é o conjunto universo da equação.
Os números -5 e 5, que satisfazem a equação, formam o conjunto verdade, podendo ser
indicado por: V = {-5, 5}.
Daí concluímos que:

Resolver uma equação significa determinar o seu


Observações: conjunto verdade, dentro do conjunto universo
 O conjunto verdade é subconjunto do considerado.
conjunto universo.

 Não sendo citado o conjunto universo, devemos considerar como conjunto universo  o
conjunto dos números racionais.

 O conjunto verdade é também conhecido por conjunto solução e pode ser indicado por S.

Raízes de uma equação


Os elementos do conjunto verdade de uma equação são chamados raízes da equação.
Para verificar se um número é raiz de uma equação, devemos obedecer à seguinte seqüência:
 Substituir a incógnita por esse número.
 Determinar o valor de cada membro da equação.
 Verificar a igualdade, sendo uma sentença verdadeira, o número considerado é raiz da
equação.

            Exemplos:
Verifique quais dos elementos do conjunto universo são raízes das equações abaixo,
determinando em cada caso o conjunto verdade.
 
 Resolva a equação   x - 2  = 0, sendo U = {0, 1, 2, 3}.
Para x = 0 na equação x - 2  = 0 temos: 0 - 2 = 0  => -2 = 0. (F)
Para x = 1 na equação x - 2  = 0 temos: 1 - 2 = 0  => -1 = 0. (F)
Para x = 2 na equação x - 2  = 0 temos: 2 - 2 = 0  => 0 = 0. (V)
Para x = 3 na equação x - 2  = 0 temos: 3 - 2 = 0  => 1 = 0. (F)

Apostilas Decisão 22 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

    Verificamos que 2 é raiz da equação x - 2 = 0, logo V = {2}.


 
 Resolva a equação 2x - 5 = 1, sendo U = {-1, 0, 1, 2}.
Para x = -1 na equação 2x - 5  = 1 temos: 2 . (-1) - 5 = 1  => -7 = 1. (F)
Para x = 0 na equação 2x - 5  = 1 temos: 2 . 0 - 5 = 1  => -5 = 1. (F)
Para x = 1 na equação 2x - 5  = 1 temos: 2 . 1 - 5 = 1  => -3 = 1. (F)
Para x = 2 na equação 2x - 5  = 1 temos: 2 . 2 - 5 = 1  => -1 = 1. (F)
 
    A equação 2x - 5 = 1 não possui raiz em U, logo V =  Ø.
 
Resolução de uma equação
Resolver uma equação consiste em realizar uma espécie de operações nos conduzem a
equações equivalentes cada vez mais simples e que nos permitem, finalmente, determinar os
elementos do conjunto verdade ou as raízes da equação. Resumindo:
Na resolução de uma equação do 1º grau com uma incógnita, devemos aplicar os princípios de
equivalência das igualdades (aditivo e multiplicativo). Exemplos:
 Sendo   , resolva a equação   
.
                             MMC (4, 6) = 12
   
                            
 
-9x = 10        =>   Multiplica-se por (-1), trocando-se os sinais
   
                              9x = -10
                                      
                            
 
   
Como  , então  .
 

 Sendo , resolva a equação 2. (x – 2) – 3 . (1 – x) = 2 . (x – 4)

Iniciamos aplicando a propriedade distributiva da multiplicação:


 

2x - 4 - 3 + 3x = 2x - 8
2x + 3x -2
x=-8+4+3

3x = -1

Como  , então

INEQUAÇÃO DO 1º GRAU
Inequações do 1º grau

Apostilas Decisão 23 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

A inequação do 1o grau de variável x se reduz as formas: ax + b > 0, ax + b > 0, ax +


b < 0, ax + b <0, onde a e b são números reais quaisquer com a¹0.
Exemplo: resolva a inequação 3x-2+2(x+2)>0
3x-2+2(x+2)= 3x-2+2x+4=5x+2>0Þ x>-2/5
resp: S={xÎR| x>-2/5}
Obs: Inequações simultâneas, equações produto e quociente serão tratadas
juntamente com as inequações do segundo grau devido a seu grau de semelhança.

EQUAÇÕES DE 2º GRAU
Denomina-se equação do segundo grau, toda a equação do tipo ax²+bx+c, com
coeficientes numéricos a.b e c com . Exemplos:

Equação a b c
x²+2x+1 1 2 1
5x-2x²-1 -2 5 -1

Classificação:
- Incompletas: Se um dos coeficientes ( b ou c ) for nulo, temos uma equação do 2º grau
incompleta.
1º caso: b=0
Considere a equação do 2º grau incompleta:
x²-9=0  »  x²=9  »  x=  »  x=

2º caso: c=0
Considere a equação do 2º grau incompleta:
x²-9x=0 »  Basta fatorar o fator comum x
x(x-9)=0  »  x=0,9

3º caso: b=c=0
2x²=0  »  x=0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU


A resolução de equações do 2º grau incompletas já foi explicada acima, vamos agora
resolver equações do 2º grau completas, ou seja, do tipo ax²+bx+c=0 com a, b e c diferentes de
zero.
Uma equação do 2º grau pode ter até 2 raízes reais, que podem ser determinadas pela
fórmula de Bháskara.

Como Bháskara chegou até a fórmula de resolução de equações do 2º grau?


Considerando a equação: ax²+bx+c=0, vamos determinar a fórmula de Bháskara:

Multiplicamos os dois membros por 4a:


4a²x²+4abx+4ac=0
4a²x²+4abx=-4ac
Somamos b² aos dois membros:
4a²x²+4abx+b²=b²-4ac

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU


A resolução de equações do 2º grau incompletas já foi explicada acima, vamos agora
resolver equações do 2º grau completas, ou seja, do tipo ax²+bx+c=0 com a, b e c diferentes de
zero.
Uma equação do 2º grau pode ter até 2 raízes reais, que podem ser determinadas pela
fórmula de Bháskara.

Como Bháskara chegou até a fórmula de resolução de equações do 2º grau?


Considerando a equação: ax²+bx+c=0, vamos determinar a fórmula de Bháskara:

Apostilas Decisão 24 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Multiplicamos os dois membros por 4a:


4a²x²+4abx+4ac=0
4a²x²+4abx=-4ac
Somamos b² aos dois membros:
4a²x²+4abx+b²=b²-4ac

Fatoramos o lado esquedo e chamamos de (delta)


b²-4ac:
(2ax+b)²=
2ax+b=
2ax=-b

Logo:      ou  

FÓRMULA DE BHÁSKARA

 
Utilizando a fórmula de Bháskara, vamos resolver um exemplo:
3x²-7x+2=0
a=3, b=-7 e c=2

  = (-7)²-4.3.2 = 49-24 = 25

Substituindo na fórmula:

 e  

Logo, o conjunto verdade ou solução da equação é: V = {1/3, 2}

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES FRACIONÁRIAS


DO 2º GRAU
Equações fracionárias são as que possuem incógnitas no denominador e o processo de
resolução destas equações é o mesmo das equações não fracionárias.

Exemplos resolvidos:

a)   Onde , pois senão anularia o denominador

Encontrando o m.m.c dos denominadores: 2x

Então:  

Eliminando os denominadores, pois eles são iguais:


8 + x2 - 6X » x2 - 6x + 8 = C
Aplicando a fórmula de Bháskara:

Apostilas Decisão 25 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Logo, x = 2 e x‘ = 4.  »  S={2,-4}

b )   
x=1 e

m.m.c dos denominadores: (x-1).(x+2)


Então:

Eliminando os denominadores:

»   »    »  

* Note que a solução da equação deve ser diferente de 1 e 2 pois senão anularia o denominador,
logo a solução da equação será somente:
x=-1  » S={-1}

INEQUAÇÃO DO 2º GRAU
Estudo da variação dos sinais das imagens da função do 2º grau.
Seja a função f: | f(x) = ax2 + bx + c = 0 (a¹0).
Seu gráfico é uma parábola que se comporta conforme a tabela abaixo:

ou:

Apostilas Decisão 26 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

6. SISTEMAS DE EQUAÇÕES DE 1º E 2º GRAUS


Considere o seguinte problema:
Pipoca, em sua última partida, acertou x arremessos de 2 pontos e y arremessos de 3
pontos. Ele acertou 25 arremessos e marcou 55 pontos. Quantos arremessos de 3 pontos ele
acertou?
Podemos traduzir essa situação através de duas equações, a saber:
                x + y = 25       (total de arremessos certo)
                2x + 3y = 55     (total de pontos obtidos)
 
Essas equações contém um sistema de equações.
Costuma-se indicar o sistema usando chave.

                                

O par ordenado (20, 5), que torna ambas as sentenças verdadeiras, é chamado solução
do sistema.
Um sistema de duas equações com duas variáveis possui uma única solução.
 
 Resolução de Sistemas
  A resolução de um sistema de duas equações com duas variáveis consiste em determinar
um par ordenado que torne verdadeiras, ao mesmo tempo, essas equações.
Estudaremos a seguir alguns métodos:
 
Método de substituição

Solução
 determinamos o valor de x na 1ª equação.
                        x = 4 - y
 Substituímos esse valor na 2ª equação.
                        2 . (4 - y) -3y = 3 
 Resolvemos a equação formada.
8 - 2y -3y = 3
-2y -3y = 3
                  -5y = 5   => Multiplicamos por -1
5y = -5

y=1

 Substituímos o valor encontrado de y, em qualquer das equações, determinando x.


x  + 1 =  4
x =  4 - 1
x=3

 A solução do sistema é o par ordenado (3, 1).


                                V = {(3, 1)}

Método da adição

Apostilas Decisão 27 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Sendo U = , observe a solução de cada um dos sistemas a seguir, pelo método da


adição.
Resolva o sistema abaixo:

  
Solução
 Adicionamos membros a membros as equações:

                       
                           2x = 16

                           

                            x = 8
 
 Substituímos o valor encontrado de x, em qualquer das equações, determinado y:
                            8 + y = 10
                            y = 10 - 8
                            y = 2
       
A solução do sistema é o par ordenado (8, 2)
                            V = {(8, 2)}

SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU


Observe o seguinte problema:
Uma quadra de tênis tem a forma da figura, com perímetro de 64 m e área de 192 m 2.
Determine as medidas x e y indicadas na figura.

De acordo com os dados, podemos escrever:


8x + 4y = 64
2x . ( 2x + 2y) = 192 4x2 + 4xy = 192

Simplificando, obtemos:
2x + y = 16 1
x2 +xy = 48 2

Temos aí um sistema de equações do 2º grau, pois uma das equações é do 2º grau.


Podemos resolvê-lo pelo método a substituição:
Assim: 2x + y = 16 1
y = 16 - 2x

Substituindo y em 2 , temos:
x2 + x ( 16 - 2x) = 48

Apostilas Decisão 28 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

x 2 + 16x - 2x2 = 48
- x2 + 16x - 48 = 0

Multiplicando ambos os membros por -1.


x2 - 16x + 48 = 0
x’=4 e x’’=12

Determinando y para cada um dos valores de x, obtemos:


y’=16 - 2 . 4 = 8
y’’=16 - 2 . 12 = - 8

As soluções do sistema são os pares ordenados (4,8) e ( 12, -8).


Desprezando o par ordenado que possui ordenada negativa, teremos para dimensões da
quadra:
Comprimento =2x + 2y = 2.4 + 2.8 = 24m
Largura =2x = 2. 4 = 8m

Verifique agora a solução deste outro sistema:

Isolando y em 1
y - 3x = -1 y = 3x - 1

Substituindo em 2
x2 - 2x(3x - 1) = -3
x2 - 6x2 + 2x = -3
-5x2 + 2x + 3 = 0 => Multiplicando ambos os membros por -1.
5x2 - 2x - 3 = 0

x’=1 e x’’= -

Determinando y para cada um dos valores de x, obtemos:

As soluções do sistema são os pares ordenados ( 1, 2) e .

Logo, temos para conjunto verdade:

7. SISTEMA LEGAL DE UNIDADE DE MEDIDA


COMPRIMENTO

A palavra metro tem origem no grego métron, que significa "o que mede".
O sistema métrico surgiu por volta do ano de 1790. Antes disso, cada povo usava um
sistema de unidades diferentes, o que, naturalmente, causava a maior confusão. Por exemplo: o
mesmo comprimento era medido em um lugar usando-se jardas e em outro com o uso de palmos.
O resultado disso tornava praticamente impossível a comunicação entre os povos.
Para solucionar esse problema, reformadores franceses escolheram uma comissão de cinco
matemáticos para que elaborassem um sistema padronizado. Essa comissão decidiu que a unidade de

Apostilas Decisão 29 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

medida de comprimento se chamaria metro, e que corresponderia a décima milionésima parte da distância
do equador terrestre ao pólo norte, medida ao longo de um meridiano.
Mas a medida da distância do equador ao pólo não era nada prática, tanto que ao
efetuarem os cálculos os matemáticos acabaram cometendo um erro. Então em 1875 uma
comissão internacional de cientistas foi convidada pelo governo francês para que reconsiderassem
a unidade do Sistema Métrico, e dessa vez foi construída uma barra de liga de platina com irídio,
com duas marcas, cuja distância define o comprimento do metro, e para evitar a influência da
temperatura, esta barra é mantida a zero grau centígrado, num museu na Suíça.
Mas os cientistas não pararam por aí. No decorrer do tempo foram sendo propostas novas
definições para o metro. A última, e que passou a vigorar em 1983, é baseada na velocidade com que a
luz se propaga no vácuo. Resumidamente, pode-se dizer que um metro corresponde a fração
1/300.000.000 da distância percorrida pela luz, no vácuo em um segundo.

O Metro - Dentro do Sistema Métrico Decimal, a unidade de medir a grandeza comprimento foi
denominada metro e definida como "a décima milionésima parte da quarta parte do meridiano
terrestre" (dividiu-se o comprimento do meridiano por 4.000.000). Para materializar o metro,
construiu-se uma barra de platina de secção retangular, com 25,3mm de espessura e com 1m de
comprimento de lado a lado. Essa medida materializada, por não ser mais utilizada como padrão é
conhecida como o "metro do arquivo".

ÀREA
(Superfície = metro quadrado = m2)
Quantos metros quadrados possui um cômodo com os quatro lados medindo 2 m?

Cálculo da Área
LADO x LADO
2mx2m
Total = 4 m2

VOLUME
(Capacidade = metro cúbico = m3)
Se o cômodo que tem os quatro lados medindo 2 m, não tivesse portas nem janelas (uma
grande caixa, portanto) e medisse de altura (pé direito) 2 metros, qual seria a sua capacidade e
quanto caberia de água?

Cálculo do volume
LADO x LADO x ALTURA
2mx2mx2m
Total = 8 m3

Cálculo em Litros
8 x 1.000 = 8.000 l

ÃNGULO
Observe dois casos em que as semi-retas de mesma origem estão contidas na mesma reta.
Nesses casos, formam-se também ângulos.

  As semi-retas  coincidem aí o ângulo nulo e o ângulo de uma volta.

 As semi-retas coincidem. Temos aí dois ângulos rasos ou de meia-volta.

Apostilas Decisão 30 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Podemos, então, estabelecer que:


 
Ângulo é a região do plano limitada por duas semi-retas que têm a mesma origem.
   
MEDIDA DE UM ÂNGULO
          A medida de um ângulo é dada pela medida de sua abertura. A unidade padrão de medida
de um ângulo é o grau, cujo símbolo é º.
          Tomando um ângulo raso ou de meia-volta e dividindo-o em 180 partes iguais,
determinamos 180 ângulos de mesma medida. Cada um desses ângulos representa um ângulo de
1º grau (1º).

Para medir ângulos utilizamos um instrumento denominado transferidor. O transferidor já


vem graduado com divisões de 1º em 1º. Existem dois tipos de transferidor: Transferidor de 180º e
de 360º.
O grau compreende os submúltiplos:

 O minuto corresponde a do grau. Indica-se um minuto por 1'.


1º=60'

 O segundo corresponde a do minuto. Indica-se um segundo por 1''.


1º=60''
Logo, podemos concluir que:
1º  =  60'.60 = 3.600''

Quando um ângulo é medido em graus, minutos e segundos, estamos utilizando o sistema


sexagesimal.

TEMPO

  É comum em nosso dia-a-dia pergunta do tipo:


            Qual a duração dessa partida de futebol?
            Qual o tempo dessa viagem?
            Qual a duração desse curso?

Apostilas Decisão 31 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

            Qual o melhor tempo obtido por esse corredor?


    Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de medida de
tempo.
    A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
 
Segundo
    O Sol foi o primeiro relógio do homem: o intervalo de tempo natural decorrido entre as
sucessivas passagens do Sol sobre um dado meridiano dá origem ao dia solar.

   O segundo (s) é o tempo equivalente a do dia solar médio.


    As medidas de tempo não pertencem ao Sistema Métrico Decimal.
 
Múltiplos e Submúltiplos do Segundo
Múltiplos
minutos hora dia
min h d
60 s 60 min = 3.600 s 24 h = 1.440 min = 86.400s 
   
São submúltiplos do segundo:
 décimo de segundo
 centésimo de segundo
 milésimo de segundo
 
Cuidado:  Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2 h 40 min. Pois o sistema de medidas
de tempo não é decimal.
   Observe:

VELOCIDADE
Metro por segundo (m/s), unidade SI: distância percorrida em um segundo. Unidades de velocidade
tradicionais – Quilômetro por hora (km/h): 1/3,6 m/s ou 0,27777 m/s.
Unidades de velocidade inglesas – Milha por hora (mi/h): 1,609 km/h ou 0,4469 m/s; nó
(milha náutica por hora): 1,852 km/h ou 0,5144 m/s.
Velocidade da luz – 299. 792. 458 m/s.

MASSA
Observe a distinção entre os conceitos de corpo e massa:
    Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, sendo, portanto, constante em qualquer lugar
da terra ou fora dela.
    Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído (gravidade) para o centro da terra. Varia de
acordo com o local em que o corpo se encontra.
Por exemplo:
    A massa do homem na Terra ou na Lua tem o mesmo valor. O peso, no entanto, é seis vezes maior na
terra do que na lua. Explica-se esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre ser 6 vezes superior à
gravidade lunar.Obs: A palavra grama, empregada no sentido de "unidade de medida de  massa de um
corpo", é um substantivo masculino. Assim 200g, lê-se "duzentos gramas".
 

Apostilas Decisão 32 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Quilograma- A unidade fundamental de massa chama-se  quilograma.    


O quilograma (Kg) é a massa de 1dm3 de água destilada à temperatura de 4ºC.
     Apesar de o quilograma ser a unidade fundamental de massa, utilizamos na prática o grama
como unidade principal de massa.
 
Múltiplos e Submúltiplos do grama
   Observe que cada unidade de volume é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior.
Exemplos:
1 dag = 10 g
1 g = 10 dg

Múltiplos Unidade principal Submúltiplos


Deca-
Quilo-grama Hecto-grama grama Deci-grama Centi-grama Miligrama
grama
kg hg dag g dg cg mg
1.000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

8. RAZÃO E PROPORÇÃO
RAZÃO

Vamos considerar um carro de corrida com 4m de comprimento e um kart com 2m de


comprimento. Para compararmos as medidas dos carros, basta dividir o comprimento de um deles
pelo outro. Assim:

          (o tamanho do carro de corrida é duas vezes o tamanho do kart).

        Podemos afirmar também que o kart tem a metade do comprimento do carro de corrida.
        A comparação entre dois números racionais, através de uma divisão, chama-se razão.

        A razão pode também ser representada por 1:2 e significa que cada metro do kart
corresponde a 2m do carro de corrida.
Denominamos de razão entre dois números a e b (b diferente de zero)

o quociente ou a:b.
      
A palavra razão, vem do latim ratio, e significa "divisão". Como no exemplo anterior, são
diversas as situações em que utilizamos o conceito de razão. Exemplos:
 Dos 1200 inscritos num concurso, passaram 240 candidatos.
Razão dos candidatos aprovados nesse concurso:

              (de cada 5 candidatos inscritos, 1 foi aprovado).


 Para cada 100 convidados, 75 eram mulheres.
Razão entre o número de mulheres e o número de convidados:

              (de cada 4 convidados, 3 eram mulheres).

Observações:

Apostilas Decisão 33 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

            1) A razão entre dois números racionais pode ser apresentada de três formas. Exemplo:

            Razão entre 1 e 4:     1:4   ou    ou 0,25.


            2) A razão entre dois números racionais pode ser expressa com sinal negativo, desde que
seus termos tenham sinais contrários. Exemplos:

            A razão entre 1 e -8 é  .

            A razão entre   é   .


Termos de uma razão
Observe a razão:

       (lê-se "a está para b" ou "a para b").

                Na razão a:b ou , o número a é denominado antecedente e o número b é denominado


consequente. Veja o exemplo:

3:5   = 
               
Leitura da razão: 3 está para 5 ou 3 para 5.

Razões inversas

Considere as razões .

        Observe que o produto dessas duas razões é igual a 1, ou seja, .

        Nesse caso, podemos afirmar que são razões inversas.


Duas razões são inversas entre si quando o produto delas é igual a 1.
       
Exemplo:

            são razões inversas, pois .


        Verifique que nas razões inversas o antecedente de uma é o consequente da outra, e vice-
versa.

Observações:
    1) Uma razão de antecedente zero não possui inversa.
    2) Para determinar a razão inversa de uma razão dada, devemos permutar (trocar) os seus
termos.

        Exemplo: O inverso de .

Razões equivalentes

Apostilas Decisão 34 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Dada uma razão entre dois números, obtemos uma razão equivalente da seguinte maneira:
Multiplicando-se ou dividindo-se os termos de uma razão por um mesmo
número racional (diferente de zero), obtemos uma razão equivalente.
     
Exemplos:

  são razões equivalentes.   são razões equivalentes.


Razões entre grandezas da mesma espécie
O conceito é o seguinte:
Denomina-se razão entre grandezas de mesma espécie o quociente entre os
números que expressam as medidas dessas grandezas numa mesma unidade.
       
Exemplos:
        1) Calcular a razão entre a altura de dois anões, sabendo que o primeiro possui uma altura
h1= 1,20m e o segundo possui uma altura h2= 1,50m. A razão entre as alturas h1 e h2 é dada por:

       
       
2) Determinar a razão entre as áreas das superfícies das quadras de vôlei e basquete,
sabendo que a quadra de vôlei possui uma área de 162m 2 e a de basquete possui uma área de
240m2.

        Razão entre as área da quadra de vôlei e basquete: .

Razões entre grandezas de espécies diferentes


O conceito é o seguinte:
Para determinar a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, determina-
se o quociente entre as medidas dessas grandezas. Essa razão deve ser
acompanhada da notação que relaciona as grandezas envolvidas.
       
Exemplos:
        1) Consumo médio:
 Beatriz foi de São Paulo a Campinas (92Km) no seu carro. Foram gastos nesse percurso 8
litros de combustível. Qual a razão entre a distância e o combustível consumido? O que
significa essa razão?    Solução:

           Razão =
            Razão = (lê-se "11,5 quilômetros por litro").
            Essa razão significa que a cada litro consumido foram percorridos em média 11,5 km.
 
        2) Velocidade média:
 Moacir fez o percurso Rio-São Paulo (450Km) em 5 horas. Qual a razão entre a medida
dessas grandezas? O que significa essa razão?

Solução:

           Razão =

Apostilas Decisão 35 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

            Razão = 90 km/h (lê-se "90 quilômetros por hora").


            Essa razão significa que a cada hora foram percorridos em média 90 km.
 
        3) Densidade demográfica:
 O estado do Ceará no íltimo censo teve uma população avaliada em 6.701.924 habitantes.
Sua área é de 145.694 km2. Determine a razão entre o número de habitantes e a área
desse estado. O que significa essa razão?
Solução:

           Razão =
            Razão = 46 hab/km2 (lê-se "46 habitantes por quilômetro quadrado").
            Essa razão significa que em cada quilômetro quadrado existem em média 46 habitantes.
 
        4) Densidade absoluta ou massa específica:
 Um cubo de ferro de 1cm de aresta tem massa igual a 7,8g. Determine a razão entre a
massa e o volume desse corpo. O que significa essa razão?
Solução:
           Volume = 1cm . 1cm . 1cm  =  1cm3

           Razão =
            Razão = 7,8 g/cm3 (lê-se "7,8 gramas por centímetro cúbico").
            Essa razão significa que 1cm3 de ferro pesa 7,8g.

PROPORÇÃO

Rogerião e Claudinho passeiam com seus cachorros. Rogerião pesa 120kg, e seu cão,
40kg. Claudinho, por sua vez, pesa 48kg, e seu cão, 16kg. Observe a razão entre o peso dos dois
rapazes:

        Observe, agora, a razão entre o peso dos cachorros:

        Verificamos que as duas razões são iguais. Nesse caso, podemos afirmar que a igualdade

é uma proporção.
Assim:
Proporção é uma igualdade entre duas razões.

Elementos de uma proporção


Dados quatro números racionais a, b, c, d, não-nulos, nessa ordem, dizemos que eles
formam uma proporção quando a razão do 1º para o 2º for igual à razão do 3º para o 4º.
Assim:

   ou  a:b=c:d
(lê-se "a está para b assim como c está para d")
       
Os números a, b, c e d são os termos da proporção, sendo:

Apostilas Decisão 36 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 b e c os meios da proporção.
 a e d os extremos da proporção.

                   
       
Exemplo:

        Dada a proporção , temos:


        Leitura: 3 está para 4 assim como 27 está para 36.
        Meios: 4 e 27         Extremos: 3 e 36

Propriedade fundamental das proporções


Observe as seguintes proporções:
Produto dos meios = 4.30 = 120
Produto dos extremos = 3.40 = 120
     
Produto dos meios = 9.20 = 180
Produto dos extremos = 4.45 = 180
     
Produto dos meios = 8.45 = 360
Produto dos extremos = 5.72 = 360
       
De modo geral, temos que:

        Daí podemos enunciar a propriedade fundamental das proporções:


Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

Aplicações da propriedade fundamental


Determinação do termo desconhecido de uma proporção
        Exemplos:
 Determine o valor de x na proporção:

           
           
Solução:
        5 . x  =   8 . 15        (aplicando a propriedade fundamental)
            5 . x  =   120

                
            x   =  24
            Logo, o valor de x é 24.
 
 Determine o valor de x na proporção:

Apostilas Decisão 37 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

           
            Solução:
    5 . (x-3)  =   4 . (2x+1)        (aplicando a propriedade fundamental)
            5x - 15 =  8x + 4
            5x - 8x =  4 + 15
            -3x =  19
            3x =  -19

            x =  

            Logo, o valor de x é .


 
 Os números 5, 8, 35 e x formam, nessa ordem, uma proporção. Determine o valor de x.
          Solução:

      (aplicando a propriedade fundamental)


            5 . x  =  8 . 35
                 5x = 280

                
            x = 56
            Logo, o valor de x é 56.
 
        Resolução de problemas envolvendo proporções
        Exemplo:
 Numa salina, de cada metro cúbico (m3) de água salgada, são retirados 40 dm 3 de sal.
Para obtermos 2 m3 de sal, quantos metros cúbicos de água salgada são necessários?
            Solução:
           A quantidade de sal retirada é proporcional ao volume de água salgada.
            Indicamos por x a quantidade de água salgada a ser determinada e armamos a proporção:

           

            Lembre-se que 40dm3 = 0,04m3.

  (aplicando a propriedade fundamental)


            1 . 2  =  0,04 . x
                 0,04x = 2

                
            x = 50 m3

            Logo, são necessários 50 m3 de água salgada.

Apostilas Decisão 38 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Quarta proporcional
Dados três números racionais a, b e c, não-nulos, denomina-se quarta proporcional
desses números um número x tal que:

        Exemplo:
 Determine a quarta proporcional dos números 8, 12 e 6.
            Solução: Indicamos por x a quarta proporcional e armamos a proporção:

      (aplicando a propriedade fundamental)


            8 . x  =   12 . 6       
            8 . x  =   72

                
           x   =  9
           Logo, a quarta proporcional é 9.
Proporção contínua

Considere a seguinte proporção:


        Observe que os seus meios são iguais, sendo, por isso, denominada proporção contínua.
Assim:
Proporção contínua é toda a proporção que apresenta os meios iguais.
       
De um modo geral, uma proporção contínua pode ser representada por:

    
Terceira proporcional
            Dados dois números naturais a e b, não-nulos, denomina-se terceira proporcional desses
números o número x tal que:

            Exemplo:
            Determine a terceira proporcional dos números 20 e 10.
            Solução
            Indicamos por x a terceira proporcional e armamos a proporção:

    (aplicando a propriedade fundamental)


            20 . x  =  10 . 10
                 20x = 100

                
            x = 5
                 Logo, a terceira proporcional é 5.
 
       Média geométrica ou média proporcional

Apostilas Decisão 39 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

            Dada uma proporção contínua , o número b é denominado média geométrica ou


média proporcional entre a e c.  Exemplo:
 Determine a média geométrica positiva entre 5 e 20.
Solução:

           
            5 . 20  =  b . b
                 100 = b2
                 b2 = 100
                 b =
            b = 10
            Logo, a média geométrica positiva é 10.
Propriedades das proporções
1ª propriedade:
Numa proporção, a soma dos dois primeiros termos está para o 2º (ou 1º)
termo, assim como a soma dos dois últimos está para o 4º (ou 3º).
Demonstração
        Considere as proporções:

Adicionando 1 a cada membro obtemos:

      
Exemplo:

 Determine x e y na proporção , sabendo que x+y=84.

Solução: 

            Assim:  
 x+y = 84   =>    x = 84-y    =>    x = 84-48    =>   x=36.
            Logo, x=36 e y=48.
 
        2ª propriedade:
Numa proporção, a diferença dos dois primeiros termos está para o 2º (ou 1º)
termo, assim como a diferença dos dois últimos está para o 4º (ou 3º).
Demonstração
        Considere as proporções:

Subtraindo 1 a cada membro obtemos:

Apostilas Decisão 40 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

(Mult. os 2 membros por


-1)

Exemplo:

 Sabendo-se que x-y=18, determine x e y na proporção .


Solução:
            Pela 2ª propriedade temos que:

           
x-y = 18    =>   x=18+y   =>    x = 18+12     =>   x=30.
            Logo, x=30 e y=12.
 
        3ª propriedade:
Numa proporção, a soma dos antecedentes está para a soma dos
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu consequente.
          
Demonstração

        Considere a proporção:  

        Permutando os meios, temos: 

        Aplicando a 1ª propriedade, obtemos: 


        Permutando os meios, finalmente obtemos:

 
        4ª propriedade:
Numa proporção, a diferença dos antecedentes está para a diferença dos
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu consequente.
          
Demonstração

        Considere a proporção: 

        Permutando os meios, temos:  

        Aplicando a 2ª propriedade, obtemos:     


        Permutando os meios, finalmente obtemos:

Apostilas Decisão 41 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

       Exemplo:

 Sabendo que a-b = -24, determine a e b na proporção .


Solução:
            Pela 4ª propriedade, temos que:

           

           
 
        5ª propriedade:
Numa proporção, o produto dos antecedentes está para o produto dos
consequentes,
assim como o quadrado de cada antecedente está para quadrado do seu
consequente.
          
Demonstração

        Considere a proporção:  

        Multiplicando os dois membros por , temos:

           

        Assim:    
        Observação: a 5ª propriedade pode ser estendida para qualquer número de razões. Exemplo:

       

Proporção múltipla
Denominamos proporção múltipla uma série de razões iguais. Assim:

          é uma proporção múltipla.

        Dada a série de razões iguais , de acordo com a 3ª e 4ª propriedade, podemos


escrever:

Apostilas Decisão 42 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 
9. GRANDEZA DIRETAS E INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Grandezas diretamente proporcionais
Um forno tem sua produção de ferro fundido de acordo com a tabela abaixo:
Tempo (minutos) Produção (Kg)
5 100
10 200
15 300
20 400
Observe que uma grandeza varia de acordo com a outra. Essas grandezas são variáveis
dependentes. Observe que, quando duplicamos o tempo, a produção também duplica.
5 min  ---->  100Kg
10 min ---->  200Kg

Quando triplicamos o tempo, a


produção também triplica. Duas grandezas variáveis dependentes são
5 min  ---->  100Kg diretamente proporcionais quando a razão entre
15 min ---->  300Kg os valores da 1ª grandeza é igual a razão entre os
valores correspondentes da 2ª
Assim:

Verifique na tabela que a razão entre dois valores de uma grandeza é igual a razão entre
os dois valores correspondentes da outra grandeza.

Grandezas inversamente proporcionais


Um ciclista faz um treino para a prova de "1000 metros contra o relógio", mantendo
em cada volta uma velocidade constante e obtendo, assim, um tempo correspondente,
conforme a tabela abaixo
Velocidade (m/s) Tempo (s)
5 200
8 125
10 100

Apostilas Decisão 43 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

16 62,5
20 50

Observe que uma grandeza varia de acordo com a outra. Essas grandezas são variáveis
dependentes. Observe que:
Quando duplicamos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade.

5 m/s  ---->  200s


10 m/s ---->  100s

Quando quadriplicamos a velocidade, o tempo fica reduzido à quarta parte.

5 m/s  ---->  200s


20 m/s ---->  50s

Assim:
Duas grandezas variáveis dependentes são
inversamente proporcionais quando a razão
entre os valores da 1ª grandeza é igual ao
inverso da razão entre os valores
correspondentes da 2ª.

A razão entre dois valores de uma grandeza é igual ao inverso da razão entre os dois valores
correspondentes da outra grandeza.

10. REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA


Regra de três simples - Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que
envolvam quatro valores dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um
valor a partir dos três já conhecidos.

Passos utilizados numa regra de três simples:


1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na
mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.

Exemplos:
        1) Com uma área  de absorção de raios solares de 1,2m 2, uma lancha com motor movido a energia
solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área para 1,5m 2, qual será a
energia produzida? Solução: montando a tabela:
Área (m2) Energia (Wh)
1,2 400
1,5 x
       
Identificação do tipo de relação:

Apostilas Decisão 44 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as grandezas são
diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no mesmo sentido (para baixo) na 1ª
coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora.

        2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado


percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse
de 480km/h?
        Solução: montando a tabela:
Velocidade (Km/h) Tempo (h)
400 3
480 x
       
Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui.
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), podemos afirmar que as grandezas são
inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no sentido contrário (para cima) na
1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos.

        3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou R$120,00. Quanto ela pagaria se comprasse 5
camisetas do mesmo tipo e preço?
        Solução: montando a tabela:
Camisetas Preço (R$)
3 120
5 x
       
Observe que: Aumentando o número de camisetas, o preço aumenta.Como as palavras
correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as grandezas são diretamente proporcionais.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas.

Apostilas Decisão 45 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

        4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra em 20
dias. Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa equipe fará o
mesmo trabalho?
        Solução: montando a tabela:

Observe que: Diminuindo o número de horas Horas por dia Prazo para término (dias)
trabalhadas por dia, o prazo para término 8 20
aumenta. 5 x
Como as palavras são contrárias (diminuindo - aumenta), podemos afirmar que as
grandezas são inversamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação
temos:

Regra de três composta


A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais.
        Exemplos:

        1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões


serão necessários para descarregar 125m3?
        Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma
espécie e, em cada linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
Horas Caminhões Volume
8 20 160
5 x 125
    
Identificação dos tipos de relação:
        Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).

       
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x. Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões.
Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a
relação é diretamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o
termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido das setas. Montando a proporção e
resolvendo a equação temos:
Logo, serão necessários 25 caminhões.

        2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos
serão montados por 4 homens em 16 dias?
        Solução: montando a tabela:
Homens Carrinhos Dias
8 20 5
4 x 16
Observe que:
Aumentando o número de homens, a produção de carrinhos aumenta. Portanto a relação é
diretamente proporcional (não precisamos inverter a razão).

Apostilas Decisão 46 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Aumentando o número de dias, a produção de carrinhos aumenta. Portanto a relação


também é diretamente proporcional (não precisamos inverter a razão). Devemos igualar a razão
que contém o termo x com o produto das outras razões.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, serão montados 32 carrinhos.

        3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2m de altura. Trabalhando 3
pedreiros e aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar esse
muro?
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x. Depois colocam-se flechas
concordantes para as grandezas diretamente proporcionais com a incógnita e discordantes para as
inversamente proporcionais, como mostra a figura abaixo:

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.

11. FUNÇÕES

Apostilas Decisão 47 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Dados dois conjuntos A e B não vazios , chama-se função (ou aplicação) de A em B,


representada por f : A → B ; y = f(x) , a qualquer relação binária que associa a cada elemento de
A , um único elemento de B. Portanto , para que uma relação de A em B seja uma função, exige-
se que a cada x Є A esteja associado um único y Є B , podendo entretanto existir y Є B que não
esteja associado a nenhum elemento pertencente ao conjunto A.

Obs : na notação y = f(x) , entendemos que y é imagem de x pela função f, ou seja: y está
associado a x através da função f.
Exemplo:

f(x) = 4x+3 ; então f(2) = 4.2 + 3 = 11 e portanto , 11 é imagem de 2 pela função f ;


f(5) = 4.5 + 3 = 23 , portanto 23 é imagem de 5 pela função f , f(0) = 4.0 + 3 = 3, etc.

12. FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º GRAU

A função polinomial do primeiro grau mais simples é a função identidade


Cada ponto de seu gráfico é da forma  pois a ordenada y é sempre igual à abscissa x, para
cada valor da variável independente x.
Nosso objetivo é o de entender a função mais geral , observando que seu

gráfico pode ser obtido a partir do gráfico de  se consideramos as operações realizadas como
transformações  no plano. Dessa forma, ao final, teremos uma visão de qual o significado dos
parâmetros a e b envolvidos na expressão da função.

Apostilas Decisão 48 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Assim, começando pela função y= x cujo gráfico é:

Observemos no gráfico que o ângulo, entre o eixo x e a reta resultante de y=x, mede 45 o, uma vez
que ela contém as bissetrizes do primeiro e do terceiro quadrantes.

 Uma função polinomial do primeiro grau um pouco mais geral tem a expressão dada por
 onde b é uma constante real. A pergunta natural a ser feita é: qual a ação da
constante b no gráfico dessa nova função quando comparado ao gráfico da função inicial

Ainda podemos pensar numa função polinomial do primeiro grau que seja dada pela
expressão onde a é uma constante real, não nula. Novamente, a questão é
investigar a ação do coeficiente a quando comparamos o gráfico de f2 ao de f0.
Dada , desenhe seu gráfico, fazendo os gráficos intermediários, percebendo
as ações do coeficiente 2 e depois do coeficiente 1.

Finalmente, podemos estudar a função polinomial do primeiro grau mais geral, .


Para tanto, interpretamos inicialmente a ação do coeficiente a da variável x e, em seguida, do
termo b.
y=ax+b
Conclusão: De modo geral, conhecido o gráfico de y=x, podemos desenhar y=ax e, em
seguida, y=ax+b.

Analisemos o que aconteceu:


 em primeiro lugar, em y=ax, ocorreu mudança de inclinação pois em cada ponto a
ordenada é igual àquela do ponto de mesma abscissa em y=x, multiplicada pelo
coeficiente a;
 em seguida, o gráfico de y=ax+b sofreu uma translação vertical de b unidades,
pois, para cada abscissa, a ordenada do ponto no gráfico de y=ax+b ficou acrescida de b,
quando comparada à ordenada do ponto de mesma abscissa no gráfico de y=ax.
Nomenclatura: A função polinomial do primeiro grau , com a não nulo, tem
como domínio o conjunto R e imagem também o conjunto R, pois a variável independente x pode
assumir qualquer valor e a variável dependente y=f(x) assume, em correspondência, um valor que
pode ser qualquer número real.

O coeficiente a determina a inclinação do gráfico e é denominado coeficiente angular da reta; a


constante b, que determina a translação vertical do gráfico, recebe o nome de coeficiente linear
da reta.

Apostilas Decisão 49 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na resolução de equações ou


inequações, pois as operações algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é
visível nos gráficos das funções esboçados no mesmo referencial cartesiano.

13. FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2º GRAU (FUNÇÃO QUADRÁTICA)

A função do segundo grau mais simples é a função . Todo ponto de seu gráfico é

da forma , ou seja, a ordenada de cada ponto é o quadrado da abscissa.


A curva obtida denomina-se parábola

O objetivo aqui é o de descobrir como é o gráfico da função do segundo grau y=ax 2+bx+c, onde
, quando comparado ao gráfico de y=x2, observando as transformações realizadas,
dependendo dos parâmetros a, b e c. Para adquirir essa compreensão, começamos com situações
mais simples, tendo sempre como referência o gráfico de y=x2.

Em primeiro lugar, consideremos uma função do segundo grau da forma  


onde k é uma constante real. Comparando seu gráfico ao da função y=x 2, temos a questão: qual a
ação da constante k no gráfico dessa nova função quando comparado ao gráfico da função inicial

?
Ainda podemos pensar numa função do segundo grau que seja dada pela expressão

onde a é uma constante real, com . Observemos que, se a=0, a função


obtida não será do segundo grau, pois será a função constante nula. Novamente, a questão é
investigar a ação do coeficiente a quando comparamos o gráfico de f2 ao de f0.

Construa o gráfico de , a partir do gráfico de y=x2, esboçando os gráficos


intermediários, todos num mesmo par de eixos, a fim de visualizar as transformações realizadas.
Em seguida, num outro par de eixos, construa o gráfico de y=3x-2, observando também as
transformações realizadas a partir de y=x. Finalmente, “passando a limpo” os gráficos das duas

funções, resolva a inequação , verificando no gráfico, o significado das


operações algébricas a serem realizadas.
Uma questão que também se coloca é a consideração de funções do segundo grau do tipo

 onde m é um número real não nulo. Qual é a ação de m no gráfico da função f 3


quando comparado ao gráfico de f0, isto é à parábola inicial?

Apostilas Decisão 50 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Se  desenhe seu gráfico, fazendo os gráficos intermediários, todos num


mesmo par de eixos.

Finalmente, podemos considerar funções do segundo grau do tipo  

examinando as transformações do gráfico  quando fazemos y=(x+m)2, em seguida,

y=a(x+m)2 e, finalmente, . Observe que o coeficiente a não pode ser zero.


Por quê?
Se a=0, a função dada é a função constante nula, ou seja, não é uma função do segundo grau.

y=a(x+m)2+k
Conclusão: Conhecido o gráfico de y=x2, podemos desenhar y=(x+m)2, para, em seguida,
desenhar y=a.(x+m)2 e depois, y=a.(x+m)2+k.

Analisemos o que aconteceu:        


- em primeiro lugar, y=(x+m)2 sofreu uma translação horizontal de -m unidades, pois x=-m exerce o
papel que x=0 exercia em y=x2;
      
- a seguir, no gráfico de y=a.(x+m) 2 ocorreu mudança de inclinação pois em cada ponto a ordenada

é igual àquela do ponto de mesma abscissa em multiplicada pelo coeficiente a;


      
- finalmente, o gráfico de y=a.(x+m) 2+k sofreu uma translação vertical de k unidades, pois, para
cada abscissa, as ordenadas dos pontos do gráfico de y=a.(x+m) 2+k ficaram acrescidas de k,
quando comparadas às ordenadas dos pontos do gráfico de y=a.(x+m) 2.
Assim, quando a função do segundo grau está dada nessa forma, temos claro o que está
acontecendo pois as operações a serem realizadas no gráfico ficam explícitas. Entretanto, muitas
vezes, nos defrontamos com uma função do segundo grau cuja expressão é da forma y=ax 2+bx+c,
com a não nulo. A questão que emerge é: como vamos entender seu gráfico em termos de
transformações no plano quando fazemos a comparação com o gráfico de y=x 2, pois os
movimentos a serem realizados não estão claros.
Desenhe o gráfico da função dada por y=3x2-5x+4, explicitando as transformações
realizadas a partir do gráfico de y=x2.

Se , y=ax2+bx+c pode ser escrita na forma  . Podemos


verificar como é o gráfico dessa função, comparando-a com a função mais simples y=x 2 e
realizando translações ou mudança de inclinação.

Conclusão: A função do segundo grau f(x)=ax2+bx+c, com a não nulo, tem como domínio o
conjunto R, pois a variável independente pode assumir qualquer valor. A imagem é o conjunto

ou

conforme a>0 ou a<0, respectivamente. De fato, é a ordenada do vértice da parábola.


O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na resolução de equações ou inequações,
pois as operações algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é visível nos
gráficos das funções esboçados no mesmo referencial cartesiano.

14. FUNÇÃO EXPONENCIAL

Apostilas Decisão 51 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Chamamos de função exponencial qualquer função de R em R (números reais), definida


por f(x) = ax, onde a Î R*+ (a é um número real positivo) e a ¹ .1 
   Exemplos:
f(x) = 6x (a=6) ;   f(x) = (1/2)2x   (a=1/2);  f(x) = 9x+2  (a=9) 

Gráfico da Função Exponencial

Função Crescente (a > 1) Função Decrescente (0 < a <1)

 Observe que a função exponencial é Observe que a função exponencial é


crescente quando a for um número decrescente quando a for um número
maior    que 1. maior que 0 e menor que 1.

Chamamos de funções exponenciais aquelas nas quais temos a variável aparecendo em


expoente.
A função f:IRIR+ definida por f(x)=ax, com a  IR+ e a1, é chamada função exponencial
de base a. O domínio dessa função é o conjunto IR (reais) e o contradomínio é IR + (reais positivos,
maiores que zero).

GRÁFICO CARTESIANO DA FUNÇÃO EXPONENCIAL


Temos 2 casos a considerar:
 quando a>1;
 quando 0<a<1.

Acompanhe os exemplos seguintes:


1) y=2x (nesse caso, a=2, logo a>1)
Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela
e o gráfico abaixo:
x -2 -1 0 1 2
y 1/4 1/2 1 2 4

2) y=(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo 0<a<1)


Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela
e o gráfico abaixo:

x -2 -1 0 1 2
y 4 2 1 1/2 1/4

Apostilas Decisão 52 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Nos dois exemplos, podemos x 1/4 1/2 1 2 4


observar que y -2 -1 0 1 2
a) o gráfico nunca intercepta o eixo horizontal; a função não tem raízes;

b) o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1);


c) os valores de y são sempre positivos (potência de base positiva é positiva), portanto o
conjunto imagem é Im=IR+.

15. FUNÇÃO LOGARÍTMICA


A função f:IR+IR definida por f(x)=logax, com a1 e a>0, é chamada função logarítmica
de base a. O domínio dessa função é o conjunto IR + (reais positivos, maiores que zero) e o
contradomínio é IR (reais).

GRÁFICO CARTESIANO DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA


Temos 2 casos a considerar:
 quando a>1;
 quando 0<a<1.

Acompanhe nos exemplos seguintes, a construção do gráfico em cada caso:

1) y=log2x (nesse caso, a=2, logo a>1)


Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela
e o gráfico abaixo:

3) y=log(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo


x 1/4 1/2 1 2 4
0<a<1)
y 2 1 0 -1 -2
Atribuindo alguns valores a x e
calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela e o gráfico abaixo:

Apostilas Decisão 53 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Nos dois exemplos, podemos observar que


d) o gráfico nunca intercepta o eixo vertical;
e) o gráfico corta o eixo horizontal no ponto (1,0). A raiz da função é x=1;
f) y assume todos os valores reais, portanto o conjunto imagem é Im=IR.
Além disso, podemos estabelecer o seguinte:

a>1

f(x) é crescente e Im=IR


Para quaisquer x1 e x2 do domínio:
x2>x1  y2>y1 (as desigualdades têm mesmo
sentido)
0<a<1

f(x) é decrescente e Im=IR


Para quaisquer x1 e x2 do domínio:
x2>x1  y2<y1 (as desigualdades têm sentidos
diferentes)

16. SEQUÊNCIAS
Chama-se seqüência ou sucessão numérica, a qualquer conjunto ordenado de números
reais ou complexos. Assim, por exemplo, o conjunto ordenado A = ( 3, 5, 7, 9, 11, ... , 35) é uma
seqüência cujo primeiro termo é 3, o segundo termo é 5, o terceiro termo é 7 e assim
sucessivamente.
Uma seqüência pode ser finita ou infinita.
O exemplo dado acima é de uma seqüência finita.
Já a seqüência P = (0, 2, 4, 6, 8, ... ) é infinita.
Uma seqüência numérica pode ser representada genericamente na forma:
(a1, a2, a3, ... , ak, ... , an, ...) onde a1 é o primeiro termo, a2 é o segundo termo, ... , a k é o k-ésimo
termo, ... , an é o n-ésimo termo. (Neste caso, k < n).
Por exemplo, na seqüência Y = ( 2, 6, 18, 54, 162, 486, ... ) podemos dizer que a 3 = 18, 
a5 = 162, etc.

Apostilas Decisão 54 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

São de particular interesse, as seqüências cujos termos obedecem a uma lei de formação,
ou seja é possível escrever uma relação matemática entre eles.
Assim, na seqüência Y acima, podemos observar que cada termo a partir do segundo é igual ao
anterior multiplicado por 3.
A lei de formação ou seja a expressão matemática que relaciona entre si os termos da
seqüência, é denominada termo geral.
Considere por exemplo a seqüência S cujo termo geral seja dado por a n = 3n + 5, onde n é
um número natural não nulo. 
Observe que atribuindo-se valores para n, obteremos o termo a n (n - ésimo termo)
correspondente. 
Assim por exemplo, para n = 20, teremos
an = 3.20 + 5 = 65, e portanto o vigésimo termo dessa seqüência (a 20) é igual a 65.
Prosseguindo com esse raciocínio, podemos escrever toda a seqüência S que seria:
S = ( 8, 11, 14, 17, 20, ... ).
Dado o termo geral de uma seqüência, é sempre fácil determiná-la.
Seja por exemplo a seqüência de termo geral an = n2 + 4n + 10, para n inteiro e positivo. 
Nestas condições, podemos concluir que a seqüência poderá ser escrita como:
(15, 22, 31, 42, 55, 70, ... ).
Por exemplo:
 a6 = 70 porque a6 = 62 + 4.6 + 10 = 36 + 24 + 10 = 70.

17. PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Chama-se Progressão Aritmética – PA – à toda seqüência numérica cujos termos a partir


do segundo, são iguais ao anterior somado com um valor constante denominado razão.
Exemplos:
A = ( 1, 5, 9, 13, 17, 21, ... ) razão = 4 (PA crescente)
B = ( 3, 12, 21, 30, 39, 48, ... ) razão = 9 (PA crescente)
C = ( 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ... ) razão = 0 (PA constante)
D = ( 100, 90, 80, 70, 60, 50, ... ) razão = -10 ( PA decrescente)

Termo Geral de uma PA


Seja a PA genérica (a1, a2, a3, ... , an, ...) de razão r.
De acordo com a definição podemos escrever:
a2 = a1 + 1.r
a3 = a2 + r = (a1 + r) + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = (a1 + 2r) + r = a1 + 3r
.....................................................
Podemos inferir (deduzir) das igualdades acima que: .............. a n = a1 + (n – 1) . r
A expressão an = a1 + (n – 1) . r é denominada termo geral da PA.
Nesta fórmula, temos que an é o termo de ordem n (n-ésimo termo) , r é a razão e a1 é o
primeiro termo da Progressão Aritmética – PA.
Exemplos:
Qual o milésimo número ímpar positivo?
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... ) onde o primeiro termo a 1= 1, a razão r = 2 e queremos
calcular o milésimo termo a1000. Nestas condições, n = 1000 e poderemos escrever:
a1000 = a1 + (1000 - 1).2 = 1 + 999.2 = 1 + 1998 = 1999.
Portanto, 1999 é o milésimo número ímpar.

Qual o número de termos da PA: ( 100, 98, 96, ... , 22) ?


Temos a1 = 100, r = 98 -100 = - 2 e an = 22 e desejamos calcular n.
Substituindo na fórmula do termo geral, fica: 22 = 100 + (n - 1). (- 2) ;

Apostilas Decisão 55 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

logo, 22 - 100 = - 2n + 2 e, 22 - 100 - 2 = - 2n de onde conclui-se que - 80 = - 2n ,   de onde


vem n = 40.
Portanto, a PA possui 40 termos.
Através de um tratamento simples e conveniente da fórmula do termo geral de uma PA,
podemos generaliza-la da seguinte forma:
Sendo aj o termo de ordem j (j-ésimo termo) da PA e a k o termo de ordem k ( k-ésimo
termo) da PA, poderemos escrever a seguinte fórmula genérica:
aj = ak + (j - k).r
Exemplos:
Se numa PA o quinto termo é 30 e o vigésimo termo é 60, qual a razão?
Temos a5 = 30 e a20 = 60.
Pela fórmula anterior, poderemos escrever:
a20 = a5 + (20 - 5) . r e substituindo fica: 60 = 30 + (20 - 5).r ;
60 - 30 = 15r ; logo, r = 2.

Numa PA de razão 5, o vigésimo termo vale 8. Qual o terceiro termo?


Temos r = 5, a20 = 8.
Logo, o termo procurado será: a3 = a20 + (3 – 20).5
a3 = 8 –17.5 = 8 – 85 = - 77.

Propriedades das Progressões Aritméticas


Numa PA, cada termo (a partir do segundo) é a média aritmética dos termos vizinhos deste.
Exemplo:
PA : ( m, n, r ) ; portanto, n = (m + r) / 2
Assim, se lhe apresentarem um problema de PA do tipo:
Três números estão em PA, ... , a forma mais inteligente de resolver o problema é
considerar que a PA é do tipo:
(x - r, x, x + r), onde r é a razão da PA.

Numa PA, a soma dos termos eqüidistantes dos extremos é constante.


Exemplo:
PA : ( m, n, r, s, t); portanto, m + t = n + s = r + r = 2r

Estas propriedades facilitam sobremaneira a solução de problemas.

Soma dos n primeiros termos de uma PA


Seja a PA ( a1, a2, a3, ..., an-1, an).
A soma dos n primeiros termos S n = a1 + a2 + a3 + ... + an-1 + an , pode ser deduzida
facilmente, da aplicação da segunda propriedade acima.
Temos:
Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an-1 + an
É claro que também poderemos escrever a igualdade acima como:
Sn = an + an-1 + ... + a3 + a2 + a1
Somando membro a membro estas duas igualdades, vem:
2. Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + ... + (an + a1)
Logo, pela segunda propriedade acima, as n parcelas entre parênteses possuem o mesmo
valor (são iguais à soma dos termos extremos a1 + an ) , de onde concluímos inevitavelmente que:
2.Sn = (a1 + an).n , onde n é o número de termos da PA.
Daí então, vem finalmente que:

Exemplo:
Calcule a soma dos 200 primeiros números ímpares positivos.
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... )
Precisamos conhecer o valor de a200 .

Apostilas Decisão 56 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Mas, a200 = a1 + (200 - 1).r = 1 + 199.2 = 399


Logo, Sn = [(1 + 399). 200] / 2 = 40.000
Portanto, a soma dos duzentos primeiros números ímpares positivos é igual a 40000.

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Podemos definir progressão geométrica, ou simplesmente P.G., como uma sucessão de


números reais obtida, com exceção do primeiro, multiplicando o número anterior por uma
quantidade fixa q, chamada razão.
    Podemos calcular a razão da progressão, caso ela não esteja suficientemente evidente,
dividindo entre si dois termos consecutivos. Por exemplo, na sucessão (1, 2, 4, 8,...), q = 2.
a1 a2 a3 ... a20 ... an ...
2 19 n1
a1 a1xq a1xq ... a1xq a1xq ...

Cálculos do termo geral


Numa progressão geométrica de razão q, os termos são obtidos, por definição, a partir do
primeiro, da seguinte maneira:   
Assim, podemos deduzir a seguinte expressão do termo geral, também chamado enésimo
termo, para qualquer progressão geométrica.

an = a1 x qn1

  Portanto, se por exemplo, a1 = 2 e q = 1/2, então:

an = 2 x (1/2)n 1

  Se quisermos calcular o valor do termo para n = 5, substituindo-o na fórmula, obtemos:

a5 = 2 x (1/2)51 = 2 x (1/2)4 = 1/8

      A semelhança entre as progressões aritméticas e as geométricas é aparentemente


grande. Porém, encontramos a primeira diferença substancial no momento de sua definição.
Enquanto as progressões aritméticas formam-se somando-se uma mesma quantidade de forma
repetida, nas progressões geométricas os termos são gerados pela multiplicação, também
repetida, por um mesmo número. As diferenças não param aí.
Observe que, quando uma progressão aritmética tem a razão positiva, isto é, r > 0, cada
termo seu é maior que o anterior. Portanto, trata-se de uma progressão crescente. Ao contrário, se
tivermos uma progressão aritmética com razão negativa, r < 0, seu comportamento será
decrescente. Observe, também, a rapidez com que a progressão cresce ou diminui. Isto é
conseqüência direta do valor absoluto da razão, |r|. Assim, quanto maior for r, em valor absoluto,
maior será a velocidade de crescimento e vice-versa.

Soma dos n primeiros termos de uma PG


    Seja a PG (a1, a2, a3, a4, ... , an , ...) . Para o cálculo da soma dos n primeiros termos
Sn , vamos considerar o que segue:
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + ... + an-1 + an
Multiplicando ambos os membros pela razão q vem:
Sn . q = a1 . q + a2 .q + .... + an-1 . q + an .q .
Conforme a definição de PG, podemos reescrever a expressão como:
Sn . q = a2 + a3 + ... + an + an . q
Observe que a2 + a3 + ... + an é igual a Sn - a1
Logo, substituindo, vem:
Sn . q = Sn - a1 + an . q
Daí, simplificando convenientemente, chegaremos à seguinte fórmula da soma:

Apostilas Decisão 57 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Se substituirmos an = a1 . qn-1 , obteremos uma nova apresentação para a fórmula da


soma, ou seja:

Exemplo:
Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (1,2,4,8,...)
Temos:

Observe que neste caso a1 = 1.

Soma dos termos de uma PG decrescente e ilimitada


Considere uma PG ILIMITADA (infinitos termos) e decrescente. Nestas condições,
podemos considerar que no limite teremos an = 0. Substituindo na fórmula anterior,
encontraremos:

Exemplo:
Resolva a equação: x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + ... =100
O primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão 1/2. Logo, substituindo na fórmula, vem:

Dessa equação encontramos como resposta  x = 50.

18. DETERMINANTES

Chama-se Menor Complementar ( D ij ) de um elemento aij de uma matriz quadrada A, ao


determinante que se obtém eliminando-se a linha i e a coluna j da matriz.
Assim, dada a matriz quadrada de terceira ordem (3x3) A a seguir :

Podemos escrever:
D23 = menor complementar do elemento a 23 = 9 da matriz A . Pela definição, D 23 será igual ao
determinante que se obtém de A, eliminando-se a linha 2 e a coluna 3, ou seja:

Da mesma forma determinaríamos D11, D12, D13, D21, D22, D31, D32 e D33. Faça os cálculos como
exercício!
1.2 - Cofator de um elemento aij de uma matriz : cof ( aij )
= (-1 ) i+j . Dij .
Assim por exemplo, o cofator do elemento a 23 = 9 da matriz do exemplo anterior, seria igual a:
cof(a23) = (-1)2+3 . D23 = (-1)5 . 10 = - 10.

Teorema de Laplace

Apostilas Decisão 58 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 O determinante de uma matriz quadrada é igual à soma dos produtos dos elementos de
uma fila qualquer (linha ou coluna) pelos respectivos cofatores.
 Este teorema permite o cálculo do determinante de uma matriz de qualquer ordem. Como
já conhecemos as regras práticas para o cálculo dos determinantes de ordem 2 e de ordem 3, só
recorremos à este teorema para o cálculo de determinantes de 4ª ordem em diante. O uso desse
teorema, possibilita abaixar a ordem do determinante. Assim, para o cálculo de um determinante de
4ª ordem, a sua aplicação resultará no cálculo de quatro determinantes de 3ª ordem. O cálculo de
determinantes de 5ª ordem, já justifica o uso de planilhas eletrônicas, a exemplo do Excel for
Windows, Lótus 1-2-3, entre outros.
 Para expandir um determinante pelo teorema de Laplace, é mais prático escolher a fila
(linha ou coluna) que contenha mais zeros, pois isto vai facilitar e reduzir o número de cálculos
necessários.

19. SISTEMAS LINEARES

Um sistema de equações lineares ou sistema linear é um conjunto composto por duas ou


mais equações lineares. Um sistema linear pode ser representado da seguinte forma:

a11 x1 + a12 x2 +...+ a1n xn = b1


a21 x1 + a22 x2 +...+ a2n xn = b2
... ... ... ...
am1 x1 + am2 x2 +...+ amn xn = bn

onde:
 x1, x2, ..., xn são as incógnitas;
 a11, a12, ..., amn são os coeficientes;
 b1, b2, ..., bm são os termos independentes.

Solução de um sistema de equações lineares


Uma seqüência (r1, r2, ...,rn) é solução do sistema
a11 x1 + a12 x2 +...+ a1n xn = b1
a21 x1 + a22 x2 +...+ a2n xn = b2
... ... ... ...
am1 x1 + am2 x2 +...+ amn xn = bn
se satisfaz identicamente a todas as equações desse sistema.
Exemplo: A seqüência (2,0) é uma solução do sistema linear:
2x + y = 4
 x + 3y = 2
-x – 5y = -2
pois satisfaz identicamente a todas as equações do mesmo, isto é, se substituirmos x=2 e y=0, os
dois membros de cada igualdade serão iguais em todas as equações.

20. ANÁLISE COMBINATÓRIA

n um número inteiro não negativo. Definimos o fatorial de n (indicado pelo símbolo n! )


como sendo:
n! = n .(n-1) . (n-2) . ... .4.3.2.1 para n ≥ 2.
Para n = 0 , teremos : 0! = 1.
Para n = 1 , teremos : 1! = 1
Exemplos:
a) 6! = 6.5.4.3.2.1 = 720 b) 4! = 4.3.2.1 = 24
c) observe que 6! = 6.5.4! d) 10! = 10.9.8.7.6.5.4.3.2.1
e) 10! = 10.9.8.7.6.5! f ) 10! = 10.9.8!

Apostilas Decisão 59 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

Se determinado acontecimento ocorre em n etapas diferentes, e se a primeira etapa pode


ocorrer de k1 maneiras diferentes, a segunda de k 2 maneiras diferentes, e assim sucessivamente,
então o número total T de maneiras de ocorrer o acontecimento é dado por: T = k 1. k2 . k3 . ... . kn
Exemplo:
O DETRAN decidiu que as placas dos veículos do Brasil serão codificadas usando-se 3
letras do alfabeto e 4 algarismos. Qual o número máximo de veículos que poderá ser
licenciado?
Solução: 
Usando o raciocínio anterior, imaginemos uma placa genérica do tipo PWR-USTZ.
Como o alfabeto possui 26 letras e nosso sistema numérico possui 10 algarismos (de 0 a 9), podemos
concluir que: para a 1ª posição, temos 26 alternativas, e como pode haver repetição, para a 2ª, e 3ª também
teremos 26 alternativas. Com relação aos algarismos, concluímos facilmente que temos 10 alternativas para
cada um dos 4 lugares. Podemos então afirmar que o número total de veículos que podem ser licenciados será
igual a: 26.26.26.10.10.10.10 que resulta em 175.760.000. Observe que se no país existissem 175.760.001
veículos, o sistema de códigos de emplacamento teria que ser modificado, já que não existiriam números
suficientes para codificar todos os veículos.

21. BINÔMIO DE NEWTON

Denomina-se Binômio de Newton , a todo binômio da forma (a + b) n , sendo n um número


natural .

Exemplo: 
B = (3x - 2y)4 ( onde a = 3x, b = -2y e n = 4 [grau do binômio] ).
Nota 1:
Isaac Newton - físico e matemático inglês(1642 - 1727). 
Suas contribuições à Matemática, estão reunidas na monumental obra Principia Mathematica,
escrita em 1687.
Exemplos de desenvolvimento de binômios de Newton :
a) (a + b)2 = a2 + 2ab + b2
b) (a + b)3 = a3 + 3 a2b + 3ab2 + b3
c) (a + b)4 = a4 + 4 a3b + 6 a2b2 + 4ab3 + b4
d) (a + b)5 = a5 + 5 a4b + 10 a3b2 + 10 a2b3 + 5ab4 + b5
Nota 2:
Não é necessário memorizar as fórmulas acima, já que elas possuem uma lei de formação bem
definida, senão vejamos:

Vamos tomar por exemplo, o item (d) acima:


Observe que o expoente do primeiro e últimos termos são iguais ao expoente do binômio, ou seja,
igual a 5.
A partir do segundo termo, os coeficientes podem ser obtidos a partir da seguinte regra prática de
fácil memorização:
Multiplicamos o coeficiente de a pelo seu expoente e dividimos o resultado pela ordem do
termo. O resultado será o coeficiente do próximo termo. Assim por exemplo, para obter o
coeficiente do terceiro termo do item (d) acima teríamos: 
5.4 = 20; agora dividimos 20 pela ordem do termo anterior (2 por se tratar do segundo termo) 20:2
= 10 que é o coeficiente do terceiro termo procurado.

Observe que os expoentes da variável a decrescem de n até 0 e os expoentes de b crescem de 0


até n. Assim o terceiro termo é 10 a3b2 (observe que o expoente de a decresceu de 4 para 3 e o de
b cresceu  de 1 para 2).

Apostilas Decisão 60 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Usando a regra prática acima, o desenvolvimento do binômio de Newton (a + b) 7 será:


(a + b)7 = a7 + 7 a6b + 21 a5b2 + 35 a4b3 + 35 a3b4 + 21 a2b5 + 7 ab6 + b7
Como obtivemos, por exemplo, o coeficiente do 6º termo (21 a 2b5) ?

Pela regra: coeficiente do termo anterior = 35. Multiplicamos 35 pelo expoente de a que é igual a 3
e dividimos o resultado pela ordem do termo que é 5. 
Então, 35 . 3 = 105 e dividindo por 5 (ordem do termo anterior) vem 105:5 = 21, que é o coeficiente
do sexto termo, conforme se vê acima.
Observações:
1) o desenvolvimento do binômio (a + b)n é um polinômio.
2) o desenvolvimento de (a + b)n possui n + 1 termos .
3) os coeficientes dos termos eqüidistantes dos extremos , no desenvolvimento de 
(a + b)n são iguais .
4) a soma dos coeficientes de (a + b)n é igual a 2n .
Fórmula do termo geral de um Binômio de Newton
Um termo genérico Tp+1 do desenvolvimento de (a+b)n , sendo p um número natural, é dado
por

onde

é denominado Número Binomial e Cn.p é o número de combinações simples de n elementos,


agrupados p a p, ou seja, o número de combinações simples de n elementos de taxa p. 
Este número é também conhecido como Número Combinatório.

22. PROBABILIDADE

O cálculo da probabilidade de um evento A é dada por:


 
P ( A ) =  número de casos favoráveis ao evento A  
                número de casos possíveis

Gostaríamos agora de estender a definição de probabilidade para espaços não


equiprováveis. Isto pode ser feito a partir da definição clássica.
Por exemplo, para simular o lançamento de uma moeda com probabilidade de sair cara
igual a 1 / 3, podemos lançar um dado e dizer que cara corresponde às faces 1 e 2, enquanto que
coroa é associada às faces 3, 4, 5 e 6.
Poderíamos também utilizar uma roleta, lançar um dado diversas vezes e assim por diante.
Essa idéia permite então apresentar uma definição mais geral de probabilidade.
Chamamos de probabilidade, em um espaço amostral S finito, uma função que associa a
qualquer ponto s Î S um número compreendido entre 0 e 1 com a propriedade que

P ( s ) = 1.
  Observe que a situação equiprovável da definição clássica aparece quando escolhemos P ( s ) =
1 / #S , onde #S é o cardinal do espaço amostral S, ou seja, #S é o número de pontos de S.

CONCEITUAÇÃO

Apostilas Decisão 61 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Seja U um espaço amostral finito  e equiprovável e A um determinado evento ou seja, um


subconjunto de U. A probabilidade p(A) de ocorrência do evento A será calculada pela fórmula
p(A) = n(A) / n(U)
onde:
n(A) = número de elementos de A e n(U) = número de elementos do espaço de prova U.

EXPERIMENTO ALEATÓRIO

Chama-se experimento aleatório àquele cujo resultado é imprevisível, porém pertence


necessariamente a um conjunto de resultados possíveis denominado espaço amostral. 
Qualquer subconjunto desse espaço amostral é denominado evento. 
Se este subconjunto possuir apenas um elemento, o denominamos evento elementar.
Por exemplo, no lançamento de um dado, o nosso espaço amostral seria U = {1, 2, 3, 4, 5,
6}.
Exemplos de eventos no espaço amostral U:
A: sair número maior do que 4: A = {5, 6}
B: sair um número primo e par: B = {2}
C: sair um número ímpar: C = {1, 3, 5}

ESPAÇO AMOSTRAl DE UM EXPERIMENTO ALEATÓRIO

Espaço amostral de um experimento aleatório é o conjunto de todos os resultados


possíveis desse experimento.
Indicaremos tal conjunto por E.
a. No lançamento de uma moeda, os resultados possíveis são cara (K) e coroa (C). O espaço
amostral é: E = {K, C}
b. No lançamento de um dado, o espaço amostral é: E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
c. No lançamento de duas moedas, uma após a outra. E = {(K, K), (K, C), (C, K), (C, C)}
d. Ao extrairmos uma bola de uma urna contendo bolas brancas, vermelhas e pretas. E = {B, V, P}
e. No lançamento de dois dados, um após o outro.
E = {(1, 1), (1, 2), (1, 3) ... (5, 6), (6, 6)} São 36 os pares que constituem E.

EVENTO DE UM ESPAÇO AMOSTRAL

É qualquer subconjunto do espaço amostral de um experimento aleatório.


Se considerarmos S como espaço amostral e E como evento: Assim, qualquer que seja E,
se E c S (E está contido em S), então E é um evento de S. Se E = S , E é chamado de evento
certo.
Se E C S e E é um conjunto unitário, E é chamado de evento elementar.
Se E = Ø , E é chamado de evento impossível.

ESPAÇO AMOSTRAL EQUIPROVÁVEL

O espaço amostral é também denominado espaço de prova. Trataremos aqui dos espaços


amostrais equiprováveis, ou seja, aqueles onde os eventos elementares possuem a mesma
chance de ocorrerem.  Por exemplo, no lançamento de um dado, supõe-se que sendo o dado
perfeito, as chances de sair qualquer número de 1 a 6 são iguais. Temos então um espaço
equiprovável.

DEFINIÇÃO DE PROBABILIDADE

A história da teoria das probabilidades, teve início com os jogos de cartas, dados e de
roleta. Esse é o motivo da grande existência de exemplos de jogos de azar no estudo da
probabilidade. A teoria da probabilidade permite que se calcule a chance de ocorrência de um
número em um experimento aleatório.

Apostilas Decisão 62 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Se num fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilidade de


ocorrer um evento A é:

Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número pasra pode ocorrer de 3 maneiras


diferentes dentre 6 igualmente prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%
Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável quando seus eventos
elementares têm probabilidades iguais de ocorrência.
Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade de ocorrência de um evento
A é sempre:

PROPRIEDADES

1. Se A e A’ são eventos complementares, então:


P( A ) + P( A' ) = 1
2. A probabilidade de um evento é sempre um número entre Æ (probabilidade de evento
impossível) e 1 (probabilidade do evento certo).

ADIÇÃO DE PROBABILIDADES

Fórmula da probabilidade de ocorrer a união de eventos:


P(E1 ou E2) = P(E1) + P(E2).P(E1 e E2)
De fato, se existirem elementos comuns a E 1 e E2, estes eventos estarão computados no
cálculo de P(E1) e P(E2). Para que sejam considerados uma vez só, subtraímos P(E 1 e E2).
Fórmula de probabilidade de ocorrer a união de eventos mutuamente exclusivos:
P(E1 ou E2 ou E3 ou ... ou En) = P(E1) + P(E2)
+ ... + P(En)

Exemplo: Se dois dados, azul e branco, forem lançados, qual a probabilidade de sair 5 no azul e 3
no branco?
Considerando os eventos:
A: Tirar 5 no dado azul e P(A) = 1/6
B: Tirar 3 no dado branco e P(B) = 1/6
Sendo S o espaço amostral de todos os possíveis resultados, temos:
n(S) = 6.6 = 36 possibilidades. Daí, temos:P(A ou B) = 1/6 + 1/6 – 1/36 = 11/36
 
Exemplo: Se retirarmos aleatoriamente uma carta de baralho com 52 cartas, qual a probabilidade
de ser um 8 ou um Rei?
Sendo S o espaço amostral de todos os resultados possíveis, temos: n(S) = 52 cartas.
Considere os eventos:
A: sair 8 e P(A) = 8/52
B: sair um rei e P(B) = 4/52
Assim, P(A ou B) = 4/52 + 4/52 – 0 = 8/52 = 2/13. Note que P(A e B) = 0, pois uma carta não pode
ser 8 e rei ao mesmo tempo. Quando isso ocorre dizemos que os eventos A e B são mutuamente
exclusivos.

EVENTOS DE PROBABILIDADES

Apostilas Decisão 63 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Ao analisarmos uma situação (digna do cálculo de probabilidade), devemos ter em mãos o n(S) e
o n(A), ou seja, o número de casos possíveis de ocorrer determinada situação e o número de casos
favoráveis à condição dada. Vamos ver uma situação prática.
- Jogando um dado comum e observando a face voltada para cima, qual a
probabilidade de ocorrência do número 5 nesta face?
Note que esta situação tem como espaço amostral:
S = {1; 2; 3; 4; 5; 6}
n(S) = 6
E o evento A, ocorrência do número 5:
A = {5}
n(A) = 1
Portanto, ao jogarmos um dado, temos 6 chances diferentes das quais apenas uma nos
interessa. Então a chance do número 5 aparecer na face voltada para cima é uma chance entre
seis no total, ou seja, matematicamente falando, a probabilidade de ocorrência da face 5 voltada

para cima é .
Ao efetuarmos esta divisão achamos:

p(A) = = 0,16666...
Usamos a notação p(A) para indicar a probabilidade de ocorrência do evento A.
Na maioria dos exercícios, o resultado deve ser expressado na forma de porcentagem.

Para transformarmos este resultado em porcentagem, devemos multiplicar este valor por . Ou
seja, iremos multiplicar por 1, o que não irá alterar o valor do resultado.

x = x 0,16666... =

p(A) = 16,666... %

Sempre que quisermos calcular a probabilidade de um evento, utilizamos o pensamento


aplicado no exemplo anterior. Que se resume na seguinte fórmula:

P(A) = b(A)
n(S)

Ou então, colocando de uma forma mais fácil de se entender:

PROBABILIDADE = Nº DE CASOS FAVORÁVEIS


Nº DE CASOS POSSÍVEIS
Lembrando que, ao fazer este tipo de cálculo, devemos ter em mente que está sendo
considerado todos os elementos do espaço amostral com a mesma possibilidade de ocorrência
(chamamos de espaço "Equiprovável" ou "Uniforme") . Ou seja, não podemos ter a situação, como
por exemplo, de um dado viciado em que a possibilidade de cair uma determinada face é diferente
da possibilidade de ocorrência de outras faces.

PROBABILIDADE CONDICIONAL

Antes da realização de um experimento, é necessário, que já tenha alguma informação


sobre o evento que se deseja observar.Nesse caso o espaço amostral se modifica e o evento tem
a s sua probabilidade de ocorrência alterada.

Fórmula de Probabilidade Condicional


 P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) é igual a P(E1).P(E2/E1).P(E3/E1 e E2)...P(En/E1 e E2 e ...En-1).

Apostilas Decisão 64 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 Onde P(E2/E1) é a probabilidade de ocorrer E2, condicionada pelo fato de já ter ocorrido E1;
P(E3/E1 e E2) é a probabilidade ocorrer E3, condicionada pelo fato de já terem ocorrido E 1 e E2;
P(Pn/E1 e E2 e ...En-1) é a probabilidade de ocorrer E n, condicionada ao fato de já ter ocorrido E 1 e
E2...En-1.

Exemplo:
    Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se ocorrer um sorteio de 2 bolas, uma
de cada vez e sem reposição, qual será a probabilidade de a primeira ser vermelha e a segunda
ser azul?
Resolução: Seja o espaço amostral S=30 bolas, bolinhas e considerarmos os seguintes eventos:
    A: branca na primeira retirada e P(A) = 10/30
    B: preta na segunda retirada e P(B) = 20/29

    Assim: P(A e B) = P(A).(B/A) = 10/30.20/29 = 20/87


EVENTOS INDEPENDENTES

Dizemos que E1 e E2 e ...En-1, En são eventos independentes quando a probabilidade de


ocorrer um deles não depende do fato de os outros terem ou não terem ocorrido.

Fórmula da probabilidade dos eventos independentes:


P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) = P(E1).P(E2).p(E3)...P(En)
Exemplo:
Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se sortearmos 2 bolas, 1 de cada
vez e respondo a sorteada na urna, qual será a probabilidade de a primeira ser branca e a segunda
ser preta?
Resolução:
Como os eventos são independentes, a probabilidade de sair vermelha na primeira retirada
e azul na segunda retirada é igual ao produto das probabilidades de cada condição, ou seja, P(A e
B) = P(A).P(B). Ora, a probabilidade de sair vermelha na primeira retirada ´e 10/30 e a de sair azul
na segunda retirada 20/30. Daí, usando a regra do produto, temos: 10/30.20/30=2/9.
Observe que na segunda retirada forma consideradas todas as bolas, pois houve
reposição. Assim, P(B/A) =P(B), porque o fato de sair bola vermelha na primeira retirada não
influenciou a segunda retirada, já que ela foi reposta na urna.

MULTIPLICAÇÃO DE PROBABILIDADES

O Teorema da Multiplicação de Probabilidades permite calcular a probabilidade de


ocorrência simultânea de vários eventos a partir das probabilidades condicionais. É este o teorema
da multiplicação de probabilidades:
P(A1 ... An ) = P(An /A1 ... An-1) ... P(A2 /A1) P(A1)

23. EQUAÇÕES POLINOMIAIS E ALGÉBRICAS

Seja C o conjunto dos números complexos (números da forma a + bi , onde a e b são


números reais e  i é a unidade imaginária tal que i2 = -1) . 
Entende-se por polinômio em C à função:
P(x) = aoxn + a1xn-1 + a2xn-2 + ... + an-1x + an , onde os números complexos ao , a1 , ... , an são
os coeficientes , n é um número natural denominado grau do polinômio e x é a variável do
polinômio.

Exemplo :
P(x) = x5 + 3x2 - 7x + 6 (ao = 1 , a1 = 0 , a2 = 0 , a3 = 3 , a4 = -7 e a5 = 6 ). O grau de P(x) é igual a 5 .

Apostilas Decisão 65 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Nota: Os polinômios recebem nomes particulares a saber:


Binômio : possuem dois termos. Ex : r(x) = 3x + 1 (grau 1).
Trinômio: possuem 3 termos: Ex : q(x) = 4x2 + x - 1 (grau 2).
A partir de 4 termos, recorre-se à designação genérica :  polinômios.

EQUAÇÕES ALGÉBRICAS
Sendo P(x) um polinômio em C , chama-se equação algébrica à igualdade P(x) = 0 .
Portanto , as raízes da equação algébrica , são as mesmas do polinômio P(x) . O grau do
polinômio , será também o grau da equação .
Exemplo: 3x4 - 2x3 + x + 1 = 0 é uma equação do 4º grau .

Propriedades importantes :
P1 - Toda equação algébrica de grau n possui exatamente n raízes .
Exemplo: a equação x3 - x = 0 possui 3 raízes a saber: x = 0 ou x = 1 ou x = -1. Dizemos então que
o conjunto verdade ou conjunto solução da equação dada é S = {0, 1, -1}.

P2 - Se b for raiz de P(x) = 0 , então P(x) é divisível por x - b .


Esta propriedade é muito importante para abaixar o grau de uma equação , o que se consegue
dividindo
P(x) por x - b , aplicando Briot-Ruffini.
Briot - matemático inglês - 1817/1882 e Ruffini - matemático italiano - 1765/1822.

P3 - Se o número complexo a + bi for raiz de P(x) = 0, então o conjugado a - bi também será  


raiz .
Exemplo: qual o grau mínimo da equação P(x) = 0, sabendo-se que três de suas raízes são os  
números 5,   3 + 2i  e   4 - 3i.
Ora, pela propriedade P3, os complexos conjugados 3 - 2i e 4 + 3i são também raízes.
Logo, por P1, concluímos que o grau mínimo de P(x) é igual a 5, ou seja, P(x) possui no mínimo 5
raízes.    

P4 - Se a equação P(x) = 0 possuir k raízes iguais a m então dizemos que m é uma raiz de
grau de multiplicidade k .
Exemplo: a equação (x - 4) 10 = 0 possui 10 raízes iguais a 4 . Portanto 4 é raiz décupla ou de
multiplicidade 10 .
Outro exemplo: a equação x3 = 0, possui três raízes iguais a 0 ou seja três raízes nulas com ordem
de multiplicidade 3 (raízes triplas).
A equação do segundo grau x 2 - 8x + 16 = 0, possui duas raízes reais iguais a 4, (x’ = x’’ =
4). Dizemos então que 4 é uma raiz dupla ou de ordem de multiplicidade dois.

P5 - Se a soma dos coeficientes de uma equação algébrica P(x) = 0 for nula , então a
unidade é raiz da equação (1 é raiz).
Exemplo: 1 é raiz de 40x5 -10x3 + 10x - 40 = 0 , pois a soma dos coeficientes é igual a zero .

P6 - Toda equação de termo independente nulo , admite um número de raízes nulas igual ao
menor expoente da variável .
Exemplo: a equação 3x5 + 4x2 = 0 possui duas raízes nulas .
A equação x100 + x12 = 0, possui 100 raízes, das quais 12 são nulas!

P7 - Se x1 , x2 , x3 , ... , xn são raízes da equação aoxn + a1xn-1 + a2xn-2 + ... + an = 0 , então ela
pode ser escrita na forma fatorada :
ao (x - x1) . (x - x2) . (x - x3) . ... . (x - xn) = 0
Exemplo: Se - 1 , 2 e 53 são as raízes de uma equação do 3º grau , então podemos escrever:
(x+1) . (x-2) . (x-53) = 0 , que desenvolvida fica : x3 - 54x2 + 51x + 106 = 0 .

ADIÇÃO, SUBSTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO DE POLINÔMIOS

Apostilas Decisão 66 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

A adição e subtração de polinômios é feita a partir da adição e subtração dos coeficientes


correspondentes a um mesmo grau.

Multiplicação de Polinômios
A multiplicação de polinômios é feita através da propriedade distributiva da multiplicação
em relação à adição ou subtração.

Obs.: Se o grau do polinômio P é Gp = n e o grau do polinômio Q é Gq = m, então o grau do


polinômio PG é Gpq = n + m

Divisão de Polinômios
Dados dois polinômios P(x) (dividendo) e D(x) (divisor) com D(x) diferente de zero, dividir
P(x) por D(x) é determinar outros dois polinômios Q(x) (quociente) e R(x) (resto) de modo que:

Ou seja, dividir o polinômio P(x) pelo polinômio D(x) é obter os polinômios Q(x) e R(x) tais
que:
P(x) = D(x).Q(x) + R(x) onde GR < GD.

24. GEOMETRIA ANALÍTICA

Distância entre dois pontos na reta real:


   Os números reais, sejam de que grandeza forem, podem ser associados a pontos dispostos em
uma reta. Assim, dados dois pontos de coordenadas A = -1 e B = 4 temos:

    Vemos, então, que entre A e B existem 5 unidades. Sem muito esforço, conseguimos logo
deduzir que a distância d(A, B) é igual a | b - a | ou seja | 4 - (-1) | = 5
d(A, B) = | b - a |
 

EQUAÇÃO DA RETA

A equação genérica que representa uma reta no plano é do tipo


ax + by + c = 0.
Veja esta  equação 2x + 3y - 6  = 0
Observe que o termo a vale +2 e o termo b vale +3.
Note ainda que o termo c vale -6.
Compare esta equação com a equação genérica e veja a equivalência:
ax + by + c = 0 (forma genérica)
2x + 3y -6 0 = 0 (Nossa equação)

POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS

Sejam as retas:
reta r: A1x + B1y +C1 = 0
resta s: A2x + B2y +C2 = 0

Apostilas Decisão 67 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Então:

 Serão (coincidentes) se:

 Serão // (paralelas) se:

 Serão X (concorrentes) se:

DISTÂNCIA ENTRE PONTO E RETA – ÁREA DE UM TRIÂNGULO

Dados um ponto P e uma reta r no espaço, a distância entre P e a reta é definida como a
menor dentre todas as distâncias possíveis entre P e pontos da reta r . O ponto da reta r que se
situa a menor distância de P é exatamente aquele que se encontra na interseção da reta que
passa por P e é perpendicular à reta r . Portanto, a distância do ponto P à reta r é o comprimento
do segmento de reta entre estes dois pontos.
Vamos obter um método para calcular a distância entre um ponto P e uma reta r dadas.
Para fixar idéias, tenha em mente o exemplo ilustrado na Figura 1.

Figura 1 - Ponto P = (5, -3, 10) e reta r : (0, 4, 2) + t (4, 2, 1)

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UMA INEQUAÇÃO DO 1º GRAU

Método prático
 Substituímos a desigualdade por uma igualdade.
 Traçamos a reta no plano cartesiano.
 Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e verificamos se o mesmo
satisfaz ou não a desigualdade inicial.
          Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o
ponto  auxiliar.
          Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano oposto aquele ao qual
pertence o ponto auxiliar. Exemplos:
 Representa graficamente a inequação

Tabela
x y (x, y)
0 4 (0, 4)
2 0 (2, 0)

Apostilas Decisão 68 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

   Substituindo o ponto auxiliar (0, 0) na inequação


    Verificamos:
                                                                                        (Afirmativa positiva, o ponto
auxiliar satisfaz a inequação)
   A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar (0, 0).

EQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA

Dada a equação (x-a)2+(y-b)2=r2, podemos desenvolver esta equação para obter a forma geral
da circunferência:

x2 + y2 + A x + B y + C = 0

Exemplo: A equação geral da circunferência com centro em (2,3) e raio r=8 é:

x2 + y2 - 4x - 6y - 51 = 0

POSIÇÃO RELATIVA ENTRE CIRCUNFERÊNCIAS

Observe a figura abaixo:

De acordo com a figura acima, as circunferências podem ser:


>> d > R1 + R2     Externas  
>> d = R1 + R2     Tangentes Exteriores   
>> d = R1 - R2     Tangentes Interiores
>> |R1 - R2| < d < |R1 + R2|     Secantes   
>> 0 < d < |R1 + R2|    Internas
>> d = 0   Concêntricas   

AS CÔNICAS: ELIPSE, HIPÉRBOLE E PARÁBOLA

ELIPSE
Dados dois pontos fixos F1 e F2 de um plano, tais que a distancia entre estes pontos seja igual
a 2c > 0, denomina-se elipse, à curva plana cuja soma das distancias de cada um de seus pontos P à
estes pontos fixos F1 e F2 é igual a um valor constante 2a , onde a > c.
Assim é que temos por definição:
PF1 + PF2 = 2 a
Os pontos F1 e F2 são denominados focos e a distancia F1F2 é conhecida com distancia focal da
elipse.

Apostilas Decisão 69 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

O quociente c/a é conhecido como excentricidade da elipse. Como, por definição,


a  c, podemos afirmar que a excentricidade de uma elipse é um número positivo menor que a
unidade.

Equação reduzida da elipse


Seja P(x, y) um ponto qualquer de uma elipse e sejam F 1(c,0) e F2(-c,0) os seus focos.
Sendo 2.a o valor constante com c < a, como vimos acima, podemos escrever:
PF1 + PF2 = 2.a
Usando a fórmula da distancia entre dois pontos, poderemos escrever:

Observe que x – (-c) = x + c.


Quadrando a expressão acima, vem:

Com bastante paciência e aplicando as propriedades corretas, a expressão acima depois


de desenvolvida e simplificada, chegará a:
b2.x2 + a2.y2 = a2.b2, onde b2 = a2 – c2
Dividindo agora, ambos os membros por a2b2 vem finalmente:

HIPÉRBOLE
Dados dois pontos fixos F1 e F2 de um plano, tais que a distancia entre estes pontos seja
igual a 2c  0, denomina-se hipérbole, à curva plana cujo módulo da diferença das distancias de
cada um de seus pontos P à estes pontos fixos F1 e F2 é igual a um valor constante 2a , onde a < c.
Assim é que temos por definição:
| PF1 - PF2 | = 2 a

Os pontos F1 e F2 são denominados focos e a distancia F 1F2 é conhecida com distancia


focal da hipérbole.
O quociente c/a é conhecido como excentricidade da hipérbole. Como, por definição, a < c,
concluímos que a excentricidade de uma hipérbole é um número positivo maior que a unidade.
A1A2 é denominado eixo real ou eixo transverso da hipérbole, enquanto que B 1B2 é
denominado eixo não transverso ou eixo conjugado da hipérbole. Observe na figura acima que é
válida a relação:
c2 = a2 + b2
O ponto (0,0) é o centro da hipérbole.

Equação reduzida da hipérbole


Seja P(x, y) um ponto qualquer de uma hipérbole e sejam F 1(c,0) e F2(-c,0) os seus focos.
Sendo 2.a o valor constante com c > a, como vimos acima, podemos escrever:
| PF1 - PF2 | = 2 a
Usando a fórmula da distancia entre dois pontos, poderemos escrever:

Apostilas Decisão 70 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Observe que x – (-c) = x + c.


Quadrando a expressão acima, vem:

Com bastante paciência e aplicando as propriedades corretas, a expressão acima depois de


desenvolvida e simplificada, chegará a:
b2.x2 - a2.y2 = a2.b2, onde b2 = c2 – a2 , conforme pode ser verificado na figura acima.
Dividindo agora, ambos os membros por a2b2 vem finalmente:

Obs: se o eixo transverso ou eixo real (A 1A2) da hipérbole estiver no eixo dos y e o eixo
não transverso ou eixo conjugado (B1B2) estiver no eixo dos x, a equação da hipérbole passa a ser:

PARÁBOLA
Considere no plano cartesiano xOy, uma reta d (diretriz) e um ponto fixo F (foco)
pertencente ao eixo das abcissas (eixo dos x), conforme figura abaixo:
Denominaremos PARÁBOLA, à curva plana formada pelos pontos P(x,y) do plano cartesiano, tais
que
PF = Pd onde:
PF = distância entre os pontos P e F
PP' = distância entre o ponto P e a reta d (diretriz).

Importante: Temos portanto, a seguinte relação notável: VF = p/2

Equação reduzida da parábola de eixo horizontal e vértice na origem


Observando a figura acima, consideremos os pontos: F(p/2, 0) - foco da parábola, e P(x,y)
- um ponto qualquer da parábola. Considerando-se a definição acima, deveremos ter: PF = PP'
Daí, vem, usando a fórmula da distancia entre pontos do plano cartesiano:

Desenvolvendo convenientemente e simplificando a expressão acima, chegaremos à


equação reduzida da parábola de eixo horizontal e vértice na origem, a saber:
y2 = 2px
onde p é a medida do parâmetro da parábola.

Apostilas Decisão 71 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Parábola de eixo horizontal e vértice no ponto (x0, y0)


Se o vértice da parábola não estiver na origem e, sim, num ponto (x 0, y0), a equação acima
fica:
(y - y0)2 = 2p(x-x0)

Parábola de eixo vertical e vértice na origem


Não é difícil provar que, se a parábola tiver vértice na origem e eixo vertical, a sua equação
reduzida será:
x2 = 2py

Parábola de eixo vertical e vértice no ponto (x0, y0)


Analogamente, se o vértice da parábola não estiver na origem, e, sim, num ponto (x 0, y0), a
equação acima fica:
(x - x0)2 = 2p(y - y0)

LUGAR GEOMÉTRICO (L.G.)

O Lugar Geométrico (L.G.) é um conjunto de pontos tais que todos eles e só eles possuem
uma dada propriedade.
 
Equação de um lugar geométrico: é uma equação nas incógnitas x e y cujas soluções são os
pares de coordenadas (x, y) dos pontos do lugar geométrico. Para obter uma tal equação
consideramos um ponto P(x, y) genérico e aplicamos a propriedade característica dos pontos do
lugar geométrico.

25. GEOMETRIA PLANA

ELEMENTOS PRIMITIVOS
Conceito primitivo - aquele que não necessita de definição.
Exemplos: conjunto, elemento de um conjunto.
Para o estudo da Geometria Plana, consideraremos tres conceitos primitivos:
O ponto, a reta e o plano. Estes entes geométricos, na verdade, não possuem
existência física e, poderíamos até dizer, que são meramente frutos da imaginação. A
marca da ponta de um lápis numa folha de papel, nos dá por exemplo, a idéia de um
ponto, embora não seja um ponto, pois se quisermos, poderemos até calcular a sua área!
Não obstante este aspecto, o ponto, a reta e o plano, são os pilares da construção da
Geometria.

SEMI RETAS
Semi-retas: Um ponto O sobre uma reta s, divide esta reta em duas semi-retas. O ponto
O é a origem comum às duas semi-retas que são denominadas semi-retas opostas.

SEMIPLANOS
Uma reta r qualquer de um plano α , divide esse plano em dois semiplanos α 1 e α
2 , sendo a reta r a origem dos dois semiplanos.

SEGMENTOS
Se numa reta r considerarmos dois pontos distintos A e B , podemos definir o
segmento de reta AB , como sendo o conjunto dos pontos da reta r situados entre A e B,
incluindo-se estes, sendo A e B chamados extremos do segmento AB.

ÂNGULOS

Apostilas Decisão 72 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Ângulo é a porção de plano compreendido entre duas semi-retas (os lados) com a mesma
origem (o vértice).
Lados de um ângulo são as duas semi-retas que compreendem o ângulo.
Vértice de um ângulo é o ponto de origem das duas semi-retas que compõem o ângulo

NOMENCLATURA
Representação do ângulo:
1 Vértice: O

2 Lados: ,
Medida de um ângulo (amplitude):

Ângulo convexo: , a , ...

Ângulo côncavo: , a , ...

RETAS PERPENDICULARES E RETAS PARALELAS

RETAS PERPENDICULARES
Duas retas são perpendiculares, se e somente se, são concorrentes (têm ponto comum) e
formam ângulos adjacentes suplementares congruentes.
Notação:  r ┴ s.

Retas perpendiculares
 r ┴ s <=> r ∩ s = {P} e α = β

Obs. Dois segmentos são perpendiculares , se e somente se, estão contidos em retas
perpendiculares e têm um ponto comum.

RETAS PARALELAS
Duas retas são paralelas se estão em um mesmo plano e não possuem qualquer ponto em
comum. Se as retas são coincidentes ("a mesma reta") elas são paralelas.
É usual a notação a||b, para indicar que as retas a e b são paralelas.

TEOREMA DE TALES

Um dos teoremas centrais no estudo da geometria plana é o chamado "teorema de Tales",


cujo enunciado clássico é: "Se um feixe de paralelas é interceptado por duas retas transversais
então os segmentos determinados pelas paralelas sobre as transversais são proporcionais".
 Este resultado junto com a teoria da semelhança de figuras constitui o cerne da
geometria. A semelhança, por sua vez, pode ser utilizada na demonstração do teorema de

Pitágoras. A relação trigonométrica fundamental e a fórmula da geometria

analítica da distância entre dois pontos surgem da aplicação do


Teorema de Pitágoras.
Portanto, pela sua importância no estudo da geometria e conseqüentemente no estudo da
trigonometria e da geometria analítica, o teorema de Tales merece um tratamento muito especial. 

TRIÂNGULOS; CONGRUÊNCIA E SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

TRIÂNGULOS

Apostilas Decisão 73 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Dados 3 pontos A , B e C , não colineares, isto é , não alinhados , chama-se Triângulo à


região do plano limitada pelos segmentos AB , AC e BC , denominados lados , sendo A , B e C os
seus vértices. Os ângulos internos são representados A , B e C.

Na figura acima, teremos então:


 Soma dos ângulos internos: x + y + z = 180º
 Soma do ângulos externos: E1 + E2 + E3 = 360º
 Em todo triângulo, um ângulo externo é igual à soma dos ângulos internos não adjacentes,
ou seja:
E1 = y + z
E2 = x + y
E3 = x + z
Vamos provar as tres propriedades acima:
A primeira é imediata, a partir da observação atenta da figura abaixo, se lembrarmos que os
ângulos alternos internos possuem a mesma medida. Assim, x = m e y = n. E como sabemos que z
+ m + n = 180º, vem finalmente: x + y + z = 180º.

Para provar a segunda, basta observar que x + E1 = z + E2 = y + E3 = 180º.


Logo, podemos escrever: (x + E1 ) + ( z + E2 ) + ( y + E3 ) = 180º + 180º + 180º
Arrumando convenientemente, vem:
x + y + z + E1 + E2 + E3 = 540º
E como x + y + z = 180º , substituindo, vem:
180º + E1 + E2 + E3 = 540º
De onde finalmente tiramos: E1 + E2 + E3 = 360º
Para provar a terceira, observe que podemos escrever:
x + y + z = 180º = x + E1, de onde tiramos: E1 = y + z.
Os outros casos, são análogos.
Outra propriedade importante dos triângulos é que a medida de qualquer lado é menor que
a soma das medidas dos outros dois.
Sendo a , b e c as medidas dos lados de um triângulo qualquer, teremos sempre:
a<b+c b<a+c c<a+b
conhecidas como Desigualdades Triangulares.

DICA: se um triângulo possui dois lados medindo a e b, o terceiro lado estará compreendido entre |a - b| e
(a + b).
Assim, por exemplo, se um triângulo possui dois lados de medidas 10 e 30, o terceiro lado
estará compreendido entre 30-10 e 30+10, ou seja, entre 20 e 40.

CONGRUÊNCIA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são chamados congruentes quando os seus lados e os seus ângulos são
congruentes.

Apostilas Decisão 74 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

CASOS DE CONGRUÊNCIA
O menor número de condições para que exista congruência entre dois triângulos são 4 casos.
Temos, então:
1º CASO: L.L.L. (lado, lado, lado) - Dois triângulos que têm os três lados congruentes são
congruentes. (figura 1)
2º CASO: L.A.L. (lado, ângulo, lado) - Dois triângulos que têm dois lados e o ângulo por eles
formado respectivamente congruentes são congruentes.(figura 2)
3º CASO: A.L.A. (ângulo, lado, ângulo)- Dois triângulos que têm dois ângulos adjacentes a um lado
do triângulo congruentes são congruentes.(figura 3)
4º CASO: L.A.Ao. (lado, ângulo, ângulo oposto) - Dois triângulos que têm um lado, um ângulo
adjacente e outro ângulo oposto a esse lado respectivamente congruentes são congruentes.(figura
4)

SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

- Para que dois triângulos sejam semelhantes todos os ângulos devem ser congruentes.
- Para achar os lados correspondentes, pega-se o lado oposto ao ângulo pedido.

Exemplo: Quanto vale x?

Resolução:
Como todos os ângulos são iguais, os dois triângulos são semelhantes. Assim:
5/2 = 8/ x
x = 16/ 5
Resposta: x vale 16/5

QUADRILÁTEROS

Apostilas Decisão 75 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Quadrilátero é um polígono de quatro lados.


 

   Em um quadrilátero, dois lados ou dois ângulos não-


consecutivos são chamados opostos.

Quadrilátero ABCD
 
  Elementos
   Na figura abaixo, temos:

Vértices:  A, B, C, e D.
Lados:
Diagonais:
Ângulos internos ou ângulos do  quadrilátero ABCD:
.
Quadrilátero ABCD
   Observações
1. Todo quadrilátero tem duas diagonais.
2. O perímetro de um quadrilátero ABCD é a soma das medidas de seus lados, ou seja: AB +
BC + CD + DA.
 
Côncavos e Convexos
    Os quadriláteros podem ser convexos ou côncavos.
    Um quadrilátero é convexo quando a reta que une dois vértices consecutivos não encontra o
lado formado pelos dois outros vértices.

Quadrilátero convexo Quadrilátero côncavo

 
CIRCUNFERÊNCIA E DISCO; ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

É o conjunto de pontos em um plano que eqüidistam de um ponto fixo. Exemplo: Anel,


Bambolê,...
Características: 
Ponto Central e Raio; CP = r

Equação Reduzida da Circunferência:

Apostilas Decisão 76 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

(x-a)2 + (y-b)2 = r2
Se o centro da circunferência coincidir com a origem, temos: x 2 + y2= r2

Equação Geral de Circunferência:


x2 + y2 - 2ax - 2by + a2 + b2 - r2 = 0

Identificação de uma Circunferência:


- Para identificar se existe, ela deve possuir raio e um ponto Central;
- Para fazer isso apenas compare a equação genérica Reduzida ou Geral com a dada. Na geral
basta dividir o coeficiente do x por -2a ,  e o do y por -2b .
- Para achar o raio: a2 + b2  =  r2
DISCO
Chama-se círculo ou disco fechado, e indica-se por d(o,r), à reunião do disco i(o,r) com a
circunferência c(O,r). Logo:
D(O,r) = I(O,r) C(O,r)
Quando é que um ponto M pertence ao círculo D(O,r) ?
Simbolicamente temos:
M D(O,r) m(OM)

RELAÇÕES MÉTRICAS E TRIGONOMÉTRICAS EM TRIÂNGULOS RETÂNGULOS

1) Sen α = Cateto Oposto / Hipotenusa  =  b / a

2) Cos α = Cateto Adjacente / Hipotenusa = b / a

  30º 45º 60º


sen 1/2

cos 1/2

tang 1

3) tg α = Cateto Oposto / Cateto Adjacente = b / c

4) tg α = sen α / cons α

4) sen² α + cos² α = 1

ÁREA DOS TRIÂNGULOS

Apostilas Decisão 77 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Triângulo

Paralelogramo

Trapézios

ÁREA DE POLÍGONOS REGULARES


A fómula da área do polígono:
Seja P um polígono plano de vértices A1, A2, A3, ... , An. Temos:

A1
A2
1
Área  P    ;
2
A n 1
An
sendo Área( P ) > 0 se o sentido do percurso A 1
A2 A3 ... An A1 for anti-horário e Área( P ) < 0 se o sentido de percurso
for horário.

ÁREA DE DISCOS
Círculo A = pR2

Setor A = apR2 / 2 (quando


circular a em graus)
A = aR2 / 2 ( quando
a em radianos)
Segmento A = Asetor - ArACB
circular

RAZÃO ENTRE ÁREAS DE FIGURAS SEMELHANTES

Apostilas Decisão 78 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Considere os polígonos ABCD e A'B'C'D', nas figuras:

    Observe que:


 os ângulos correspondentes são congruentes:

      
 os lados correspondentes (ou homólogos) são proporcionais:

        

                               ou

                
   
Podemos concluir que os polígonos ABCD e A'B'C'D' são semelhantes e indicamos:
ABCD ~ A'B'D'C' (lê-se "polígonos ABCD é semelhante ao polígono A'B'D'C' ")

   Ou seja:

Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são


congruentes e os lados correspondentes são proporcionais.
  
A razão entre dois lados correspondentes em polígonos semelhante denomina-se razão de
semelhança, ou seja:

    A razão de semelhança dos polígonos considerados é

    Obs: A definição de polígonos semelhantes só é válida quando ambas as condições são
satisfeitas: Ângulos correspondentes congruentes e lados correspondentes proporcionais. Apenas
uma das condições não é suficiente para indicar a semelhança entre polígonos.

26. GEOMETRIA ESPACIAL

A Geometria espacial (euclidiana) funciona como uma ampliação da Geometria plana


(euclidiana) e trata dos métodos apropriados para o estudo de objetos espaciais assim como a
relação entre esses elementos. Os objetos primitivos do ponto de vista espacial, são: pontos, retas,
segmentos de retas, planos, curvas, ângulos e superfícies. Os principais tipos de cálculos que
podemos realizar são: comprimentos de curvas, áreas de superfícies e volumes de regiões sólidas.

Apostilas Decisão 79 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

27. MATEMÁTICA FINANCEIRA

PORCENTAGEM, JURO E DESCONTO SIMPLES

De uma forma simplificada, podemos dizer que a Matemática Financeira ou Comercial, é o ramo da
Matemática Aplicada que estuda o comportamento do dinheiro no tempo. A Matemática Comercial pois,
busca quantificar as transações que ocorrem no universo financeiro levando em conta a variável tempo, ou
seja o valor monetário no tempo (time value money). As principais variáveis envolvidas no processo de
quantificação financeira, são: a taxa de juros, o capital e o tempo.
Devemos entender como Juros, a remuneração de um capital aplicado a uma certa taxa, durante um
determinado período, ou seja, é o dinheiro pago pelo uso de dinheiro emprestado. Portanto, Juros (J ) = preço
do crédito.
A existência de Juros, decorre de vários fatores, entre os quais destacam-se:
1 - inflação: a diminuição do poder aquisitivo da moeda num determinado período de tempo.
2 - risco: os juros produzidos de uma certa forma, compensam os possíveis riscos do investimento.
3 – aspectos intrínsecos da natureza humana : os seres humanos adoram ganhar dinheiro!
Normalmente o valor do capital é conhecido como principal (P). A taxa de juro (i), é a
relação entre os Juros e o Principal, expressa em relação a uma unidade de tempo.
Assim por exemplo, se os juros anuais correspondentes a uma dívida de R$2000,00 (Principal = P)
forem R$200,00 (Juros = J), a taxa de juros anual (i) será 200/2000 = 0,10 = 10% ao ano. Indica-se: i = 10%
a.a.
Costuma-se especificar taxas de juros anuais, trimestrais, semestrais, mensais, etc., motivo pelo
qual deve-se especificar sempre o período de tempo considerado.
Quando a taxa de juros incide no decorrer do tempo, sempre sobre o capital inicial, dizemos que
temos um sistema de capitalização simples (Juros simples). Quando a taxa de juros incide sobre o capital
atualizado com os juros do período (montante), dizemos que temos um sistema de capitalização composta
(Juros compostos).
Na prática, o mercado financeiro utiliza apenas os juros compostos, de crescimento mais rápido.
Um dos cálculos mais freqüentes e importantes no trabalho com dinheiro é o das
percentagens que aparecem em taxas de juros, descontos e etc. Talvez por percentagens fazerem
parte da matemática das primeiras séries, a maioria das pessoas se considera como plenamente
capaz de fazer esses cálculos.
A verdade é bem outra: boa parte das perdas de dinheiro que as pessoas tem ao fazer
negócios ou compras resulta da falta de domínio no cálculo de percentagens.

Significado do sinal de percentagem: %


O sinal % é uma mera abreviação da expressão dividido por 100. De modo que 800 % é a
mesma coisa que 800/100, ou seja é o mesmo que 8 (ou se você preferir, do que 8 por 1 ). Ou
seja, é a mesma coisa dizermos: 800 % ou 800 por 100, ou 80 por 10, ou 8 por 1, etc. Examine
cuidadosamente as seguintes igualdades:

A Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de algumas alternativas de


investimentos ou financiamentos de bens de consumo. Consiste em empregar procedimentos
matemáticos para simplificar a operação financeira a um Fluxo de Caixa.

Apostilas Decisão 80 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

Capital - O Capital é o valor aplicado através de alguma operação financeira. Também conhecido
como: Principal, Valor Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se Present Value
(indicado pela tecla PV nas calculadoras financeiras).

Juros - Juros representam a remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva.


Os juros podem ser capitalizados segundo dois regimes: simples ou compostos. O juro é a
remuneração pelo empréstimo do dinheiro. Ele existe porque a maioria das pessoas prefere o
consumo imediato, e está disposta a pagar um preço por isto. Por outro lado, quem for capaz de
esperar até possuir a quantia suficiente para adquirir seu desejo, e neste ínterim estiver disposta a
emprestar esta quantia a alguém, menos paciente, deve ser recompensado por esta abstinência na
proporção do tempo e risco, que a operação envolver. O tempo, o risco e a quantidade de
dinheiro disponível no mercado para empréstimos definem qual deverá ser a remuneração, mais
conhecida como taxa de juros.
 
Quando usamos juros simples e juros compostos?
A maioria das operações envolvendo dinheiro utiliza juros compostos. Estão incluídas:
compras a médio e longo prazo, compras com cartão de crédito, empréstimos bancários, as
aplicações financeiras usuais como Caderneta de Poupança e aplicações em fundos de renda fixa,
etc.
Raramente encontramos uso para o regime de juros simples: é o caso das operações de
curtíssimo prazo, e do processo de desconto simples de duplicatas.

JUROS SIMPLES: o juro de cada intervalo de tempo sempre é


calculado sobre o capital inicial emprestado ou aplicado. Taxa de juros - A taxa de juros indica qual
JUROS COMPOSTOS: o juro de cada intervalo de remuneração será paga ao dinheiro
tempo é calculado a partir do saldo no início de emprestado, para um determinado período.
correspondente intervalo. Ou seja: o juro de cada Ela vem normalmente expressa da forma
intervalo de tempo é incorporado ao capital inicial e percentual, em seguida da especificação do
passa a render juros também. período de tempo a que se refere:
8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).
10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).
Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que é igual a taxa percentual
dividida por 100, sem o símbolo %:
0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).
0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)

JUROS SIMPLES
O regime de juros será simples quando o percentual de juros incidir apenas sobre
o valor principal. Sobre os juros gerados a cada período não incidirão novos juros. Valor
Principal ou simplesmente principal é o valor inicial emprestado ou aplicado, antes de
somarmos os juros. Transformando em fórmula temos:
J=P.i.n
Onde:
J = juros
P = principal (capital)
i = taxa de juros
n = número de períodos
   
Exemplo: Temos uma dívida de R$ 1000,00 que deve ser paga com juros de 8% a.m. pelo
regime de juros simples e devemos pagá-la em 2 meses. Os juros que pagarei serão: J = 1000 x
0.08 x 2 = 160
Ao somarmos os juros ao valor principal temos o montante.
   Montante = Principal + Juros
   Montante = Principal + ( Principal x Taxa de juros x Número de períodos )

Apostilas Decisão 81 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

M=P.(1+(i.n))
 
Exemplo: Calcule o montante resultante da aplicação de R$70.000,00 à taxa de 10,5% a.a.
durante 145 dias.
SOLUÇÃO:
    M = P . ( 1 + (i.n) )
    M = 70000 [1 + (10,5/100).(145/360)] = R$72.960,42
    Observe que expressamos a taxa i e o período n, na mesma unidade de tempo, ou seja, anos.
Daí ter dividido 145 dias por 360, para obter o valor equivalente em anos, já que um ano comercial
possui 360 dias.

Descontos simples - Existem dois tipos básicos de descontos simples nas operações financeiras:
o desconto comercial e o desconto racional. Considerando-se que no regime de capitalização
simples, na prática, usa-se sempre o desconto comercial, este será o tipo de desconto a ser
abordado a seguir.
Vamos considerar a seguinte simbologia:
N = valor nominal de um título.
V = valor líquido, após o desconto.
Dc = desconto comercial.
d = taxa de descontos simples.
n = número de períodos.

Teremos: V = N - Dc
No desconto comercial, a taxa de desconto incide sobre o valor nominal N do título.
Logo: Dc = Ndn
Substituindo, vem: V = N(1 - dn)
Exemplo: Considere um título cujo valor nominal seja $10.000,00. Calcule o desconto comercial
a ser concedido para um resgate do título 3 meses antes da data de vencimento, a uma taxa de
desconto de 5% a.m.
Solução:
V = 10000 . (1 - 0,05 . 3) = 8500
Dc = 10000 - 8500 = 1500
Resp: valor descontado = $8.500,00; desconto = $1.500,00

TAXAS COMPOSTAS DE JURO E DESCONTOS

O regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e portanto, o mais útil
para cálculos de problemas do dia-a-dia. Os juros gerados a cada período são incorporados ao
principal para o cálculo dos juros do período seguinte.
Chamamos de capitalização o momento em que os juros são incorporados ao principal.
Após três meses de capitalização, temos:

1º mês: M =P.(1 + i)
2º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i)
3º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i) x (1 + i)

Simplificando, obtemos a fórmula:


M = P . (1 +  i)n
Importante: a taxa i tem que ser expressa na mesma medida de tempo de n, ou seja, taxa de juros ao mês
para n meses.
    Para calcularmos apenas os juros basta diminuir o principal do montante ao final do
período:
J=M-P

Apostilas Decisão 82 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 
Exemplo:
   Calcule o montante de um capital de R$6.000,00, aplicado a juros compostos, durante 1 ano, à
taxa de 3,5% ao mês.
  (use log 1,035=0,0149 e log 1,509=0,1788)
Resolução:
   P = R$6.000,00
    t = 1 ano = 12 meses
    i = 3,5 % a.m. = 0,035
    M = ?
Usando a fórmula M=P.(1+i)n, obtemos:
   M  =  6000.(1+0,035)12  =  6000. (1,035)12
Fazendo  x = 1,03512 e aplicando logaritmos, encontramos:
   log x = log 1,03512    =>   log x = 12 log 1,035    =>   log x = 0,1788    =>   x = 1,509
Então  M = 6000.1,509 = 9054.
Portanto o montante é R$9.054,00

28. NOÇÕES DE ESTATÍSTICA


DEFINIÇÕES BÁSICAS DA ESTATÍSTICA
.
FENÔMENO ESTATÍSTICO: é qualquer evento que se pretenda analisar, cujo estudo seja possível
da aplicação do método estatístico. São divididos em três grupos:
Fenômenos de massa ou coletivo: são aqueles que não podem ser definidos por uma simples
observação. A estatística dedica-se ao estudo desses fenômenos. Ex: A natalidade na Grande
Vitória, O preço médio da cerveja no Espírito Santo, etc.
Fenômenos individuais:são aqueles que irão compor os fenômenos de massa. Ex: cada
nascimento na Grande Vitória, cada preço de cerveja no Espírito Santo, etc.
Fenômenos de multidão:quando a s carcterísticas observadas para a massa não se verificam
para o particular.
DADO ESTATÍSTICO: é um dado numérico e é considerado a matéria-prima sobre a qual iremos
aplicar os métodos estatísticos.
POPULAÇÃO: é o conjunto total de elementos portadores de, pelo menos, uma característica
comum.
AMOSTRA: é uma parcela representativa da população que é examinada com o propósito de
tirarmos conclusões sobre a essa população.
PARÂMETROS: São valores singulares que existem na população e que servem para caracterizá-
la.Para definirmos um parâmetro devemos examinar toda a população.Ex: Os alunos do 2º ano da
FACEV têm em média 1,70 metros de estatura.
ESTIMATIVA: é um valor aproximado do parâmetro e é calculado com o uso da amostra.
ATRIBUTO: quando os dados estatísticos apresentam um caráter qualitativo, o levantamento e os
estudos necessários ao tratamento desses dados são designados genericamente de estatística de
atributo.
Exemplo de classificação dicotômica do atributo: A classificação dos alunos da FACEV quanto ao
sexo.
atributo: sexo..........................classe: alunos da FACEV
dicotomia: duas subclasses ( masculino e feminino)
Exemplo de classificação policotômica do atributo: Alunos da FACEV quanto ao estado civil.
atributo: estado civil...............classe: alunos da FACEV
dicotomia: mais de duas subclasses ( solteiro, casaso, divorciado, viúvo, etc.)
.
VARIÁVEL: É, convencionalmente, o conjunto de resutados possíveis de um fenômeno.
VARIÁVEL QUALITATIVA: Quando seu valores são expressos por atributos: sexo, cor da pele,etc.

Apostilas Decisão 83 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

VARIÁVEL QUANTITATIVA: Quando os dados são de caráter nitidamente quantitativo, e o


conjunto dos resultados possui uma estrutura numérica, trata-se portanto da estatística de variável
e se dividem em :
VARIÁVEL DISCRETA OU DESCONTÍNUA: Seus valores são expressos geralmente através de
números inteiros não negativos. Resulta normalmente de contagens.Ex: Nº de alunos presentes às
aulas de introdução à estatística econômica no 1º semestre de 1997: mar = 18 , abr = 30 , mai = 35
, jun = 36.
VARIÁVEL CONTÍNUA: Resulta normalmente de uma mensuração, e a escala numérica de seus
possíveis valores corresponde ao conjunto R dos números Reais, ou seja, podem assumir,
teoricamente, qualquer valor entre dois limites. Ex.: Quando você vai medir a temperatura de seu
corpo com um termômetro de mercúrio o que ocorre é o seguinte: O filete de mercúrio, ao dilatar-
se, passará por todas as temperaturas intermediárias até chegar na temperatura atual do seu
corpo.

AMOSTRAGEM

MÉTODOS PROBABILÍSTICOS
Exige que cada elemento da população possua determinada probabilidade de ser selecionado.
Normalmente possuem a mesma probabilidade. Assim, se N for o tamanho da população, a
probabilidade de cada elemento será 1/N. trata-se do método que garante cientificamente a
aplicação das técnicas estatísitcas de inferências. Somente com base em amostragens
probabilísticas é que se podem realizar inferências ou induções sobre a população a partir do
conhecimento da amostra.
É uma técnica especial para recolher amostras, que garantem, tanto quanto possível, o acaso na
escolha.
.
AMOSTRAGEM CASUAL OU ALEATÓRIA SIMPLES:
É o processo mais elementar e frequentemente utilizado. É equivalente a um sorteio lotérico. Pode
ser realizada numerando-se a população de 1 a n e sorteando-se, a seguir, por meio de um
dispositivo aleatório qualquer, x números dessa sequência, os quais corresponderão aos
elementos pertencentes à amostra.
Exemplo: Vamos obter uma amostra, de 10%, representativa para a pesquisa da estatura de 90
alunos de uma escola:
1º - numeramos os alunos de 1 a 90.
2º - escrevemos os números dos alunos, de 1 a 90, em pedaços iguais de papel, colocamos na
urna e após mistura retiramos, um a um, nove números que formarão a amostra.
OBS: quando o número de elementos da amostra é muito grande, esse tipo de sorteio torna-se
muito trabalhoso. Neste caso utiliza-se uma Tabela de números aleatórios, construída de modo
que os algarismos de 0 a 9 são distribuídos ao acaso nas linhas e colunas.
.
.AMOSTRAGEM PROPORCIONAL ESTRATIFICADA:
Quando a população se divide em estratos (subpopulações), convém que o sorteio dos elementos
da amostra leve em consideração tais estratos, daí obtemos os elementos da amostra proporcional
ao número de elementos desses estratos.
Exemplo: Vamos obter uma amostra proporcional estratificada, de 10%, do exemplo anterior,
supondo, que, dos 90 alunos, 54 sejam meninos e 36 sejam meninas. São portanto dois estratos
(sexo masculino e sexo feminino). Logo, temos:
SEXO POPULACÃO 10 % AMOSTRA
MASC. 54 5,4 5
FEMIN. 36 3,6 4
Total 90 9,0 9
Numeramos então os alunos de 01 a 90, sendo 01 a 54 meninos e 55 a 90, meninas e procedemos
o sorteio casual com urna ou tabela de números aleatórios.
.

Apostilas Decisão 84 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA:
Quando os elementos da população já se acham ordenados, não há necessidade de construir o
sitema de referência. São exemplos os prontuários médicos de um hospital, os prédios de uma rua,
etc. Nestes casos, a seleção dos elementos que constituirão a amostra pode ser feita por um
sistema imposto pelo pesquisador.
Exemplo: Suponhamos uma rua com 900 casas, das quais desejamos obter uma amostra formada
por 50 casas para uma pesquisa de opinião. Podemos, neste caso, usar o seguinte procedimento:
como 900/50 = 18, escolhemos por sorteio casual um número de 01 a 18, o qual indicaria o
primeiro elemento sorteado para a amostra; os demais elementos seriam periodicamente
considerados de 18 em 18. Assim, suponhamos que o número sorteado fosse 4 a amostra seria: 4ª
casa, 22ª casa, 40ª casa, 58ª casa, 76ª casa, etc.
  
AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADOS (OU AGRUPAMENTOS)
Algumas populações não permitem, ou tornam extremamente difícil que se identifiquem seus
elementos. Não obstante isso, pode ser relativamente fácil identificar alguns subgrupos da
população. Em tais casos, uma amostra aleatória simples desses subgrupos (conglomerados)
pode se colhida, e uma contagem completa deve ser feita para o conglomerado sorteado.
Agrupamentos típicos são quarteirões, famílias, organizações, agências, edifícios etc.
Exemplo:
Num levantamento da população de determinada cidade, podemos dispor do mapa indicando cada
quarteirão e não dispor de uma relação atualizada dos seus moradores. Pode-se, então, colher
uma amostra dos quarteirões e fazer a contagem completa de todos os que residem naqueles
quarteirões sorteados.
MÉTODOS NÃO PROBABILÍSITCOS
São amostragens em que há uma escolha deliberada dos elementos da amostra. Não é possível
generalizar os resultados das pesquisas para a população, pois as amostras não-probabilísticas
não garantem a representatividade da população.
 
AMOSTRAGEM ACIDENTAL
Trata-se de uma amostra formada por aqueles elementos que vão aparecendo, que são possíveis
de se obter até completar o número de elementos da amostra. Geralmente utilizada em pesquisas
de opinião, em que os entrevistados são acidentalmente escolhidos.
Exemplos: Pesquisas de opinião em praças públicas, ruas movimentadas de grandes cidades etc.
 
AMOSTRAGEM INTENCIONAL
De acordo com determinado critério, é escolhido intencionalmente um grupo de elementos que irão
compor a amostra. O investigador se dirige intencionalmente a grupos de elementos dos quais
deseja saber a opinião.
Exemplo: Numa pesquisa sobre preferência por determinado cosmético, o pesquisador se dirige a
um grande salão de beleza e entrevista as pessoas que ali se encontram.
 
AMOSTRAGEM POR QUOTAS
Um dos métodos de amostragem mais comumente usados em levantamentos de mercado e em
prévias eleitorais. Ele abrange três fases:
1ª - classificação da população em termos de propriedades que se sabe, ou presume, serem
relevantes para a característica a ser estudada;
2ª - determinação da proporção da população para cada característica, com base na constituição
conhecida, presumida ou estimada, da população;
3ª - fixação de quotas para cada entrevistador a quem tocará a responsabilidade de selecionar
entrevistados, de modo que a amostra total observada ou entrevistada contenha a proporção e
cada classe tal como determinada na 2ª fase.
Exemplo: Numa pesquisa sobre o "trabalho das mulheres na atualidade". Provavelmente se terá
interesse em considerar: a divisão cidade e campo, a habitação, o número de filhos, a idade dos
filhos, a renda média, as faixas etárias etc.
A primeira tarefa é descobrir as proporções (porcentagens) dessas características na população.
Imagina-se que haja 47% de homens e 53% de mulheres na população. Logo, uma amostra de 50

Apostilas Decisão 85 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

pessoas deverá ter 23 homens e 27 mulheres. Então o pesquisador receberá uma "quota" para
entrevistar 27 mulheres. A consideração de várias categorias exigirá uma composição amostral
que atenda ao n determinado e às proporções populacionais estipuladas.

Média Geométrica

É a raiz n-ésima do produto de todos eles.

Média Geométrica Simples: ou

.
Exemplo - Calcular a média geométrica dos seguintes conjuntos de números:E
a) { 10, 60, 360 }........ no excel : =(10*60*360)^(1/3) ....R: 60
b) { 2, 2, 2 }........ no excel : =(2*2*2)^(1/3) ....R: 2
c) { 1, 4, 16, 64 }........ no excel : =(1*4*16*64)^(1/4) ....R: 8
.

Média Geométrica Ponderada : ou

..
Exemplo - Calcular a média geométrica dos valores da tabela abaixo:
...xi... ...fi...
1 2
3 4
9 2
27 1
total 9
No excel.......=(1^2*3^4*9^2*27^1)^(1/9)........R: 3,8296
.
Propriedades da Média Geométrica
1ª propriedade: O produto dos quocientes de cada valor de um conjunto de números pela média
geométrica do conjunto é = 1.
Exemplo - Comprovar a 1ª propriedade da média geométrica com os dados { 10, 60, 360 }

g = 60... onde... 10/60 x 60/60 x 360/60 = 1


.
2ª propriedade: Séries que apresentam o mesmo número de elementos com o mesmo produto têm
a mesma média geométrica.
Exemplo - Comprovar a 2ª propriedade da média geométrica com os dados:
a = {8 e 12,5}.........b = {2 e 50}

ga = 10 ..................... gb = 10
.
3ª propriedade: A média geométrica é menor ou igual a média aritmética.

A desigualdade g< ..sempre se verifica, quando os valores da série forem positivos e nem
todos iguais. Se entre eles houver um ou mais zeros, a média geométrica será nula.

Apostilas Decisão 86 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

A igualdade g = ..só ocorrerá quando todos os valores da série forem iguais.


.
4ª propriedade: Quanto maior a diferença entre os valores originais maior será diferença entre as
médias aritmética e geométrica. Veja na tabela abaixo:
conjunto média aritmética média geométrica
X = {2, 2} 2 2
Y = {14, 16} 15 14,97
W = {8, 12} 10 9,8
Z = {2, 50} 26 10
.
Aplicações da Média Geométrica
a) Média de Relações
Empresa Capital líquido Dívida Capital líquido/Dívida
A 2.500 1.000 2,5
B 1.000 2.000 0,5

g = no excel.............=(2,5*0,5)^(1/2)........R: 1,1180
Obs: Se, para uma determinada empresa, se deseja estabelecer uma relação do tipo capital/dívida
que seja independente da dívida ou do capital das diferentes empresas envolvidas, é
recomendável o uso da média geométrica. Se o que se deseja saber é a relação capital/dívida de
um certo número de empresas, após a consolidação, a cifra correta será obtida através da média
aritmética.
b) Média em distribuições assimétricas ( veremos em capítulo especial )
c) Média de taxas de variação
Exemplo: Suponhamos que um indivíduo tenha aplicado um capital de R$ 500,00 em 1995. Após
um ano de aplicação, essa importância chegou a R$ 650,00. Reaplicando essa última quantia, ao
final de mais um ano seu montante situava-se em R$ 910,00. Qual a taxa média de aumento de
capital ?
Período Taxa
1995 a 1996 650/500 = 1,3
1996 a 1997 910/650 = 1,4
A taxa média será no excel..=(1,3*1,4)^(1/2) ou a raiz quadrada do produto de 1,3 e 1,4.
Resposta: 1,3491

MODA

É o valor que ocorre com maior frequência em uma série de valores.


Mo é o símbolo da moda.
Desse modo, o salário modal dos empregados de uma fábrica é o salário mais comum, isto é, o
salário recebido pelo maior número de empregdos dessa fábrica.
.
A Moda quando os dados não estão agrupados
 A moda é facilmente reconhecida: basta, de acordo com deinição, procurar o valor que
mais se repete.
Exemplo: Na série { 7 , 8 , 9 , 10 , 10 , 10 , 11 , 12 } a moda é igual a 10.
 Há séries nas quais não exista valor modal, isto é, nas quais nenhum valor apareça mais
vezes que outros.
Exemplo: { 3 , 5 , 8 , 10 , 12 } não apresenta moda. A série é amodal.

Apostilas Decisão 87 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

 .Em outros casos, pode haver dois ou mais valores de concentração. Dizemos, então, que
a série tem dois ou mais valores modais.
Exemplo: { 2 , 3 , 4 , 4 , 4 , 5 , 6 , 7 , 7 , 7 , 8 , 9 } apresenta duas modas: 4 e 7. A série é bimodal.
.
A Moda quando os dados estão agrupados
a) Sem intervalos de classe
Uma vez agrupados os dados, é possível determinar imediatamente a moda: basta fixar o valor da
variável de maior frequência.
Exemplo: Qual a temperatura mais comum medida no mês abaixo:
Temperaturas Frequência
0º C 3
1º C 9
2º C 12
3º C 6
Resp: 2º C é a temperatura modal, poi é a de maior frequência.
.
b) Com intervalos de classe
A classe que apresenta a maior frequência é denominada classe modal. Pela definição, podemos
afirmar que a moda, neste caso, é o valor dominante que está compreendido entre os limites da
classe modal. O método mais simples para o cálculo da moda consiste em tomar o ponto médio da
classe modal. Damos a esse valor a denominação de moda bruta.
Mo = ( l* + L* ) / 2
onde l* = limite inferior da classe modal e L*= limite superior da classe modal.
Exemplo: Calcule a estatura modal conforme a tabela abaixo.
Classes (em cm) Frequência
54 |------------ 58 9
58 |------------ 62 11
62 |------------ 66 8
66 |------------ 70 5
Resp: a classe modal é 58|-------- 62, pois é a de maior frequência. l*=58 e L*=62
Mo = (58+62) / 2 = 60 cm ( este valor é estimado, pois não conhecemos o valor real da moda).
.
Método mais elaborado pela fórmula de CZUBER: Mo = l* + (d1/(d1+d2)) x h*
l*= limite inferior da classe modal..... e..... L*= limite superior da classe modal
d1= frequência da classe modal - frequência da classe anterior à da classe modal
d2= frequência da classe modal - frequência da classe posterior à da classe modal
h*= amplitude da classe modal
Obs: A moda é utilizada quando desejamos obter uma medida rápida e aproximada de posição ou
quando a medida de posição deva ser o valor mais típico da distribuição. Já a média aritmética é
a medida de posição que possui a maior estabilidade.

MEDIANA

A mediana de um conjunto de valores, dispostos segundo uma ordem ( crescente ou decrescente),


é o valor situado de tal forma no conjunto que o separa em dois subconjuntos de mesmo número
de elementos.
Símbolo da mediana: Md
.
A mediana em dados não-agrupados
Dada uma série de valores como, por exemplo: { 5, 2, 6, 13, 9, 15, 10 }

Apostilas Decisão 88 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

De acordo com a definição de mediana, o primeiro passo a ser dado é o da ordenação (crescente
ou decrescente) dos valores: { 2, 5, 6, 9, 10, 13, 15 }
O valor que divide a série acima em duas partes iguais é igual a 9, logo a Md = 9.
.
Método prático para o cálculo da Mediana
Se a série dada tiver número ímpar de termos:
O valor mediano será o termo de ordem dado fela fórmula :
.( n + 1 ) / 2
Exemplo: Calcule a mediana da série { 1, 3, 0, 0, 2, 4, 1, 2, 5 }
1º - ordenar a série { 0, 0, 1, 1, 2, 2, 3, 4, 5 }
n = 9 logo (n + 1)/2 é dado por (9+1) / 2 = 5, ou seja, o 5º elemento da série ordenada será a
mediana
A mediana será o 5º elemento = 2
.
Se a série dada tiver número par de termos:
O valor mediano será o termo de ordem dado fela fórmula :....
.[( n/2 ) +( n/2+ 1 )] / 2
Obs: n/2 e (n/2 + 1) serão termos de ordem e devem ser substituídos pelo valor
correspondente.
Exemplo: Calcule a mediana da série { 1, 3, 0, 0, 2, 4, 1, 3, 5, 6 }
1º - ordenar a série { 0, 0, 1, 1, 2, 3, 3, 4, 5, 6 }
n = 10 logo a fórmula ficará: [( 10/2 ) + (10/2 + 1)] / 2
[( 5 + 6)] / 2 será na realidade (5º termo+ 6º termo) / 2
5º termo = 2
6º termo = 3
A mediana será = (2+3) / 2 ou seja, Md = 2,5 . A mediana no exemplo será a média aritmética do
5º e 6º termos da série.
Notas:
 Quando o número de elementos da série estatística for ímpar, haverá coincidência da
mediana com um dos elementos da série.
 Quando o número de elementos da série estatística for par, nunca haverá coincidência da
mediana com um dos elementos da série. A mediana será sempre a média aritmética dos
2 elementos centrais da série.
 Em um série a mediana, a média e a moda não têm, necessariamente, o mesmo valor.
 A mediana, depende da posição e não dos valores dos elemntos na série ordenada. Essa
é uma da diferenças marcantes entre mediana e média ( que se deixa influenciar, e
muito, pelos valores extremos). Vejamos:
Em { 5, 7, 10, 13, 15 } a média = 10 e a mediana = 10
Em { 5, 7, 10, 13, 65 } a média = 20 e a mediana = 10
isto é, a média do segundo conjunto de valores é maior do que a do primeiro, por influência dos
valores extremos, ao passo que a mediana permanece a mesma.
.
A mediana em dados agrupados
a) Sem intervalos de classe
Neste caso, é o bastante identificar a frequência acumulada imediatamente superior à metade da
soma das requências. A mediana será aquele valor da variável que corresponde a tal frequência
acumulada.
Exemplo conforme tabela abaixo:
Variável xi Frequência fi Frequência acumulada
0 2 2
1 6 8
2 9 17

Apostilas Decisão 89 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

3 13 30
4 5 35
total 35
Quando o somatório das frequências for ímpar o valor mediano será o termo de ordem dado fela
fórmula :.

Como o somatório das frequências = 35 a fórmula ficará: ( 35+1 ) / 2 = 18º termo = 3..
..
Quando o somatório das frequências for par o valor mediano será o termo de ordem dado fela
fórmula :.

Exemplo - Calcule Mediana da tabela abaixo:


Variável xi Frequência fi Frequência acumulada
12 1 1
14 2 3
15 1 4
16 2 6
17 1 7
20 1 8
total 8
Aplicando fórmula acima teremos:[(8/2)+ (8/2+1)]/2 = (4º termo + 5º termo) / 2 = (15 + 16) / 2 = 15,5
b) Com intervalos de classe
Devemos seguir os seguintes passos: 1º) Determinamos as frequências acumuladas ; 2º)

Calculamos ; 3º) Marcamos a classe correspondente à frequência acumulada

imediatamente superior à . Tal classe será a classe mediana ;

4º) Calculamos a Mediana pela seguinte fórmula:..... l* + [( - FAA ) x h*] / f*


l* = é o limite inferior da classe mediana.
FAA = é a frequência acumulada da classe anteior à classe mediana.
f* = é a frequência simples da classe mediana.
h* = é a amplitude do intervalo da classe mediana.
Exemplo:
classes frequência = fi Frequência acumulada
50 |------------ 54 4 4
54 |------------ 58 9 13
58 |------------ 62 11 24
62 |------------ 66 8 32
66 |------------ 70 5 37

Apostilas Decisão 90 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

70 |------------ 74 3 40
total 40

= 40 / 2 =.20........... logo.a classe mediana será 58 |---------- 62


l* = 58........... FAA = 13........... f* = 11........... h* = 4
Substituindo esses valores na fórmula, obtemos: Md = 58 + [ (20 - 13) x 4] / 11 = 58 + 28/11 =
60,54
OBS: Esta mediana é estimada, pois não temos os 40 valores da distribuição.
Emprego da Mediana
 Quando desejamos obter o ponto que divide a dsitribuição em duas partes iguais.
 Quando há valores extremos que afetam de amneira acentuada a média aritmética.
 Quando a variável em estudo é salário.

TESTES
01 - O produto de a • b = 1. Se a = – ¾, então b é igual a:
a) 3/4
b) –3/4
c) 1
d) –4/3

02 - Calcular (– 4/3) : (+ 8/3) – (+2) • (–5/8)


a) 1
b) 1/2
c) 3/4
d) 4/7

03 - Calcular o valor de 2a – 3b, para


a = –1/3 e b = –1/4.
a) 1/6
b) 2/3
c) 1/12
d) 1

04 - Determine o valor da expressão 1–(–2/3) (+3/4)


a) 3/2
b) 2/11
c) 1/2
d) 3/10

05 - Calcule o valor da expressão –0,3 – 1/4 + 3/5


a) 1/10
b) 1/20
c) 2/5
d) 3/7

06- Qualovalordea+b–cpara a=–2,b=+1/3ec=–0,5?


a) 1/2
b) 3/4
c) –2/5
d) –7/6

Apostilas Decisão 91 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

07 - O valor da expressão 2a – 3b, sendo


a = 3/2 e b = 2/3, é:
a) 1
b) 5
c) 12/5
d) 1/5

08 - O valor da expressão –3 + ( –2/3 ) é:


a) –7/3
b) –11/3
c) +5/3
d) –2/5

09 - A fração 1/5 pode ser escrita na forma:


a) –5 b) +5
c) 5 –1 d) –1–5

10 - Indique a sentença verdadeira:


a) – 5 – 3 = +8
b) (–5) • (–3) = –15
c) 5 > 2
d) (–2)3 = (–3)2

11 - Indique a afirmativa verdadeira:


a) o produto de dois números inteiros negativos é um número negativo.
b) o quociente de dois números negativos é um número negativo.
c) a soma de dois números negativos é um nº. negativo.
d) a soma de dois números inteiros opostos é um número positivo.

12 - Determine os produtos
( –1 ) • ( –1 ) • ( +2 ) • ( –2 ) • ( –1 ) • ( –2 ) =
a) 10 b) –8
c) –12 d) –6

13 - Resolvendo a expressão
20 – {–10 – [ –8 +( 5 – 12 )] –20 } encontraremos:
a) 35
b) 23
c) –152
d) 32

14 - Efetuando (–206) – (–48) encontramos:


a) –354
b) +345
c) –158
d) +58

15 - Efetuando (+16 ) – (–132) encontramos:


a) +116
b) +148
c) –152
d) –116

16 - Efetuando –8 + ( 3 –2 ) – ( –3 +5 +1 ) en-contramos:
a) –16

Apostilas Decisão 92 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

b) +16
c) +10
d) –10

17 - O M.D.C. de 964 e 1248 é:


a) 6 b) 4
c) 12 d) 8

18 - 16 é o M.D.C. de:
a) 160 e 140
b) 160 e 144
c) 150 e 144
d) 96 e 108

19 - Um terreno de forma retangular tem as seguintes dimensões: 24m de frente e 56m de


fundo. Qual deve ser o comprimento do maior cordel que sirva exatamente para medir
as duas dimensões.
a) 10m
b) 5m
c) 8m
d) 13m

20 - Indicar o M.D.C. de 770, 630 e 1155.


a) 35
b) 18
c) 36
d) 24

21 - O M.M.C. entre 7, 5 e 3 é:
a) 7
b) 5
c) 3
d) 105

22 - O M.M.C. de 12, 18 e 36 é:
a) 12
b) 18
c) 36
d) 24
23 - A extração da parte inteira da fração é:
a) 17
b) 81
c) 72
d) 71

24 - Paulo e Ailton compram uma máquina em sociedade. Paulo entrou com $ 40.000,00 e
Ailton com $60.000,00. A máquina foi vendida com um prejuízo de $10.000,00. Qual o
prejuízo de Paulo?
a) $2.000,00
b) $4.000,00
c) $6.000,00
d) $8.000,00

25 - Um avião percorre 1.800km em 2 horas. Quantos quilômetros percorrerá em 3 horas e


meia de vôo?
a) 2.700km

Apostilas Decisão 93 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

b) 3.000km
c) 3.150km
d) 4.500km

26 - Um fazendeiro comprou certo número de mudas de cafeeiro, forneceram–lhe 975 mudas,


tendo sido dada a mais uma muda em cada dúzia. Quantas dúzias deve pagar?
a) 55 dúzias
b) 65 dúzias
c) 75 dúzias
d) 85 dúzias

27 - Se 2.531 sacas de arroz custam $139.205,00, quanto custarão 4.500 sacas?


a) $320.200,00
b) $380.400,00
c) $238.300,00
d) $247.500,00

28 - A expressão 1/3 / 2/5 + 2/3 / 8/3 vale:


a) 1 b) 12
c) 13/12 d) 4/3

29 - A expressão 4 – 5/7 + 1 / 4 – 1/2 vale:


a) 10/7
b) 3
c) 29/7
d) 19/7

30 - Efetuando:
(–2 +5 –7) – (–4 +1 +9) + (2 – 3)
encontramos:
a) –10 b) +11
c) +10 d) –11

31 - Efetuamos:
–12 – (–2 + 1) – [– (–2 + 7)]
encontramos:
a) –5
b) +6
c) –6
d) +5

32 - Efetuando: (+6) x (+4)


encontramos:
a) + 44
b) + 24
c) – 24
d) + 34

33 - Efetuando: (+5) x (–35)


encontramos:
a) – 155
b) –175
c) –185
d) – 145

34 - Efetuando: (–32) x (–11) x (+4),

Apostilas Decisão 94 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

encontramos:
a) –1508
b) +1508
c) –1408
d) +1408

35 - Efetue: 1/7 + 3 1/7


a) 23/7
b) 5/14
c) 5/26
d) 14/8

36 - –1/2 + 1/4
a) –4
b) +6
c) –1/4
d) + 1/4

37 - –2/3 – 1/3
a) +3/6
b) –3/6
c) +1
d) –1

38 - 1/2 + 1/5 – 7/6


a) –5/13
b) –7/15
c) +7/15
d) +5/13

39 - –13/16 + 5/4 –7/8


a) +7/16 b) –7/16
c) +16/7 d) –16/7

40 - 1/7 – 1/29 + 4/11 – 1/4


a) + 1983/8932
b) –323/1540
c) + 1540/323
d) –1540/323

41 - 7/9 – 2 + 13/15
a) +15/14
b) –15/14
c) +14/15
d) –6/45

42 - 3/5 + (1 – 2/5)
a) –5/6
b) + 6/5
c) –6/5
d) +5/6

43 - 3 1/4 – (2 1/2 – 1/4)


a) +2
b) 0
c) +1

Apostilas Decisão 95 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

d) –1

44 - –1/3 – (2 + 1/5)
a) –15/38
b) –38/15
c) +38/15
d) +15/38

45 - –1/2 +(0,8 – 2/5)


a) –10
b) +10
c) +1/10
d) –1/10

46 - Qual o nº que adicionado ao seu sucessor dá o triplo de 21?


a) 29 b) 30
c) 31 d) 32

47 - 11/12 + (–2 + 1/4)


a) –6/5 b) +6/5 c) –5/6 d) +5/6

48 - 1/3 x (– 2/5) x (– 2/3)


a) –11,25
b) +45/4
c) +4/45
d) –4/45

49 - – 4 x (–1/4) x (2/3)
a) –3/2 b) +2/3
c) –2/3 d) –3/2

50 - 2/3 x (– 1/2) x (+ 1/4) x 5


a) +7/9 b) –7/9
c) –5/12 d) +5/12

GABARITO

01 - D 26 - C
02 - C 27 - D
03 - C 28 - C
04 - A 29 - C
05 - B 30 - D
06 - D 31 - C
07 - A 32 - B
08 - B 33 - B
09 - C 34 - D
10 - C 35 - A
11 - C 36 - C
12 - B 37 - D
13 - A 38 - B
14 - C 39 - B
15 - B 40 - A
16 - D 41 - D
17 - B 42 - B
18 - B 43 - C

Apostilas Decisão 96 Apostilas Decisão


MATEMÁTICA

19 - C 44 - B
20 - A 45 - D
21 - D 46 - C
22 - C 47 - C
23 - A 48 - C
24 - B 49 - B
25 - C 50 - C

Apostilas Decisão 97 Apostilas Decisão

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