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Universidade Vale do Rio Doce-UNIVALE

2° Período Agronomia-Etapa 1
Matéria: Metodologia Cientifica
João Pedro Vieira Silva
Aurélio Tulio Vaz de Souza
Gusthavo Guedes Barbosa Rodrigues

FICHAMENTO SOBRE O TEMA DO PROJETO INTEGRADOR

Governador Valadares-MG
10/11/2021
Fichamento de citações

-Montoya, Marco Antonio, and Eduardo Belisário Finamore. "Os recursos hídricos no
agronegócio brasileiro: Uma análise insumo-produto do uso, consumo, eficiência e
intensidade." Revista Brasileira de Economia 74 (2021): 441-464.

-DE SOUZA FERRAZ, Rener Luciano et al. PALMA FORRAGEIRA NO CENÁRIO DE


MUDANÇAS CLIMÁTICAS E ESCASSEZ DE ÁGUA NO SEMIÁRIDO.

“Não é difícil imaginar que as atividades produtivas do agronegócio brasileiro em


constante crescimento pressionam permanentemente a demanda de água, dado seu
status de referência mundial para o fornecimento de alimentos. Contudo, na economia
brasileira, a água é tratada como um recurso escasso.” Pag.(02).Art.1°.

-A água é tratada como um recurso escasso como já disse na frase o crescimento do


agronegócio brasileiro necessita muito da água, não só o agronegócio, mais diversos
seres vivos incluindo seres humanos, é diversas outras coisas necessitam da água, por
isso ela acaba sendo algo escasso.

“Embora o país possua as maiores reservas de água doce (12%) do planeta, para
entender a escassez de água, é preciso considerar que essas reservas estão
desigualmente distribuídas geográfica e demograficamente. Enquanto a região Norte
apresenta a maior concentração de água em virtude da localização da Bacia do Rio
Amazonas e o Aquífero Alter do Chão, a grande parte da população brasileira
concentra-se nas regiões Sudeste e Nordeste que, historicamente, sofrem de secas e
escassez de água (Pena, 2018).” Pag.(02).Art. 1°.

-Esse é um exemplo de escassez hídrica que como falado acontece devido a


desigualdade de distribuição de água, podemos ver isso não somente de região para
região, como de um local para o outro, até mesmo dentro da mesma cidade, ou em
cidades vizinhas, assim produtores rurais ou até mesmo pessoas que podem buscam
fazer reservas de água, poços artesianos é etc... Porém não é sempre que resolve.
“O aumento populacional e consequente demanda por maiores quantidades de
alimento tendem a impulsionar maior consumo de recursos hídricos (Dell'Angelo et al.,
2018).Pag.(02)Art.2°

-Com o crescimento populacional a busca por alimentos fica maior, com isso a busca
por recursos hídricos nas lavouras também vai ser maior. E a escassez hídrica e um
problema para esse fator.

CUNHA, Dênis Antônio da et al. Efeitos das mudanças climáticas na adoção da irrigação
no Brasil.  Acta Scientiarum. Agronomy, v. 36, n. 1, p. 1-9, 7 jan. 2014.

“O setor agrícola é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas porque depende


fortemente da temperatura e das chuvas (DESCHÊNES; crescimento e
desenvolvimento, bem como de vários componentes da cadeia agrícola, como preparo
da terra para a semeadura, datas de plantio e colheita, transporte e armazenamento
de culturas. As condições climáticas também podem afetar a relação entre plantas e
patógenos, levando a perdas sociais e econômicas. Além disso, fenômenos climáticos
adversos que são difíceis de prever a médio e longo prazo, como geadas, secas, granizo
ou chuvas excessivas podem aumentar os riscos associados à agricultura. ” P.01

- Por depender diretamente do clima, as mudanças climáticas afetarão diretamente a


agricultura, prejuízos significantes serão vistos ao curto e longo prazo.

“As principais estratégias de adaptação no setor agrícola incluem diversificação e troca


de culturas, mudanças nas épocas de plantio e colheita, adoção de práticas de
irrigação, uso de técnicas de conservação do solo, sombreamento e melhoramento
genético. De acordo com Magrin et al. (2007) e Seo (2011), a irrigação é uma
importante medida de adaptação implementada por agricultores na América Latina e
em outros lugares em resposta às mudanças climáticas. Ao adotar práticas de
irrigação, os agricultores reduzem os riscos potenciais associados à chuva insuficiente.
” P.02

- Adaptações para superar as mudanças climáticas serão cada vez mais necessárias na
agricultura, uma dessas medidas é a irrigação, considerada por Magrin et al. (2007) e
Seo (2011), como uma importante medida de adaptação dos agricultores em resposta
as mudanças climáticas.

“[...]existem recursos hídricos abundantes no Brasil (o país detém aproximadamente


12% das reservas de água doce do planeta). De acordo com Margulis e Dubeux (2010),
também devemos considerar que enquanto algumas estimativas apontam para
redução das águas superficiais no Brasil devido às mudanças climáticas, o volume de
água subterrânea na bacia hidrográfica principal tende a aumentar ou pelo menos
permanecer constante, sem comprometer a possibilidade de adotando essa estratégia
adaptativa. ” P.02

- Apesar de obter maior parte das reservas de agua doce do planeta, no Brasil haverá
redução nas aguas superficiais devido as mudanças climáticas, porém, os níveis de
agua subterrâneos tendem permanecer constante ou aumentarem. Com processos
adaptativos os produtores conseguirão explorar esse recurso sem comprometimento
do mesmo.

SANTOS, Cárliton Vieira dos; OLIVEIRA, Aryeverton Fortes de; FERREIRA FILHO,
Joaquim Bento de Souza. Potenciais impactos das mudanças climáticas na agricultura e
na economia em diferentes regiões do Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural,
v. 60, 2021.

“Os relatórios mais recentes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas


(IPCC) apresentam evidências crescentes de aumento das temperaturas médias no
planeta, alteração dos padrões de chuvas, aumento da frequência de eventos
climáticos extremos e outros fenômenos meteorológicos e climáticos decorrentes do
aumento da concentração atmosférica de gases de efeito estufa (GEE) (Painel
Intergovernamental sobre Mudança do Clima, 2007,2014. ” P.01

- Devido a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera mudanças climáticas


serão sentidas no planeta, como: aumento das temperaturas médias, alteração dos
padrões de chuvas, aumento da frequência de eventos climáticos extremos e outros
fenômenos meteorológicos e climáticos.
“[...]os impactos das mudanças nos padrões do clima na agricultura não serão
distribuídos igualmente ao redor do mundo, com efeitos adversos prevalecendo nas
áreas tropicais e subtropicais, que envolvem predominantemente os países em
desenvolvimento (Darwin et al., 1995; Mendelsohn, 2000; Fischer et al., 2002; Cline,
2007; Quiroga & Iglesias, 2007; Eboli et al., 2010). ” P.02

- Os países em desenvolvimento como o Brasil sofrerão mais intensamente os efeitos


das mudanças climáticas, esses países estão predominantemente localizados em áreas
tropicais e subtropicais, as mais afetadas.

“O Brasil é um alvo interessante de estudo neste assunto por vários motivos. Em


primeiro lugar, porque a maior parte de seu território está localizado em áreas
tropicais e subtropicais - identificadas como as mais vulneráveis - o país provavelmente
enfrentará sérios retrocessos devido às mudanças climáticas, como Ferreira Filho &
Moraes (2015) já apontou. Em segundo lugar, devido à reconhecida importância de
sua agricultura na geração de emprego e renda doméstica, o país pode sofrer graves
consequências econômicas e sociais decorrentes das mudanças climáticas que
justificam o esforço de investigá-las. Terceiro, devido à sua grande relevância no
mercado internacional de produtos agrícolas, as mudanças climáticas podem afetar o
desempenho das exportações e importações do país. ” P.03

- O Brasil por ser destaque quando o assunto é agricultura se torna um alvo


interessante de estudos dos possíveis efeitos das variações climáticas na área. Os
efeitos das mudanças climáticas na agricultura podem trazer graves consequências
para o pais, devido sua grande importância na economia nacional várias áreas seriam
diretamente afetadas, principalmente as sociais.

CERQUEIRA et al. A crise hídrica e suas consequências. Boletim legislativo Nº27,


senado.gov.br, n.27, p.01, 2015.

GOELLNER, Claud. O uso da água e a agricultura. s.l. Comitê de gerenciamento da


bacia hidrográfica do Alto Jacuí, 2013
“A água é um recurso cada vez mais escasso, fato causado principalmente pelo
desperdício e pela crescente demanda derivado do aumento populacional. A
agricultura consome 87% dos recursos hídricos mundiais, sendo assim a falta desse
recurso causa um grande impacto na economia (Goellner,2015).”

“Outro fator agravante pela falta de água é a grande escassez de chuvas que tem
ocorrido nos últimos anos, principalmente na região sudeste do Brasil, onde vivem a
maior parte da população, onde se localiza grandes indústrias e boa parte da
agricultura nacional (CERQUEIRA et al., 2015).”

- As mudanças climáticas, a degradação de áreas de mananciais ao longo dos tempos, a


grande concentração de habitantes e indústrias, são fatores agravantes para escassez
de água na região sudeste do Brasil. Outro fator relevante é a distribuição desse
recurso que no país está desigual quando comparamos os dados demográficos, onde a
maior densidade populacional encontra-se principalmente na região Sudeste do país e
ao longo da faixa litorânea em direção ao Sul e Nordeste onde normalmente tem
baixas precipitações durante o ano.

Segundo dados levantados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico


(ANA), No Brasil 72% da água disponível é consumida pelo agronegócio e 12% pela
indústria e mineração.

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