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Processos de separação S/L

Letícia Cheloni
Introdução
Introdução

• OBJETIVOS DA SEPARAÇÃO SÓLIDO/LÍQUIDO


– recuperação / recirculação de água no circuito
– preparação de polpas para operações subsequentes
– desaguamento final de concentrados
– preparação de rejeitos para descarte / utilização

• TÉCNICAS
– desaguamento mecânico
– espessamento
– filtragem
– outros: secagem, centrifugação e flotação
Introdução
Flotação
Filtragem em Leito Profundo
Peneiramento
Ciclonagem
Espessamento / Sedimentação
Filtragem
Centrifugação
Micro-Filtragem
Ultra- Filtragem
Vírus Argila Silte Areia Areia Cascalho
Bactéria Fina Grossa

moléculas colóide Ultrafino Fino Médio Grosso

10-4 10-3 10-2 10-1 100 101 102 103 104


Granulometria, m

Técnicas de separação sólido líquido em função do tamanho de partícula


(Valadão, 2009).
Fatores que influenciam no projeto e na operação de
sistemas de separação sólido líquido:

• Distribuição granulométrica do sólido;


• Forma da partícula (características morfológicas do material);
• Características de superfície;
• Porcentagem de sólidos na polpa / diluição;
• Viscosidade do líquido;
• Presença de partículas coloidais e ultrafinas;
• Pré-tratamento com reagentes que auxiliam na sedimentação;
• Vazão de material;
• Geometria do tanque de sedimentação.
ESPESSAMENTO

• Baseia-se na sedimentação das partículas como função de sua


densidade e do campo gravitacional, o que resulta em uma
operação simples e de baixo custo operacional.

• UTILIZAÇÃO
– Obtenção de polpas com % de sólidos adequada para etapa
subsequente (filtragem, moagem, flotação, lixiviação);
– Preparação de rejeitos ( ↑ Fp) para descarte ou reutilização;
– Recuperação de água para reciclo industrial;
– Recuperação de sólidos ou solução de operações de lixiviação,
utilizados em processos hidrometalúrgicos.
ESPESSAMENTO

Existem dois tipos principais de sedimentadores:

- Espessador: interesse no sólido (espessado com alta % de


sólidos).
- Clarificador: interesse no líquido (espessado com baixa % de
sólidos).

Espessadores são os mais utilizados na indústria mineral.

Operação em regime contínuo.


ESPESSAMENTO

• Capacidade de uma unidade de espessamento é proporcional


à sua área que é baseada na taxa de sedimentação dos
sólidos;

• Relação volume e diâmetro deve ser suficiente para garantir o


tempo necessário à sedimentação;

• Tipos de espessadores variam em função da geometria ou


forma de alimentação. Geralmente são tanques de concreto
ou aço equipados com mecanismo de raspagem para
proporcionar a descarga dos sólidos.
ESPESSAMENTO

ESPESSADOR CONVENCIONAL
Configurações - Espessador Convencional

Tipo Ponte

Tipo Coluna
Espessador Convencional - Sistema de Pás

~40min por volta


ESPESSAMENTO
Sistema de Calha – alimentação espessador
ESPESSADOR
espessador

tanque OF

bombeamento OF

OF com alta % de sólidos causa desgaste nas bombas que são projetas para água.
Ex: Brucutu gastou 500 mil reais para limpar o reservatório de água em uma de suas paradas (2012). O
preço foi mais elevado devido à quantidade excessiva de sólidos e tempo curto disponível para a
limpeza.
ESPESSAMENTO – ESPESSADORES CONVENCIONAIS
Valores estimados para projeto % sólidos % sólidos UF área unitária
alimentação m2/t.dia
alumina,lama vermelha-Bayer
Primário 3-4 10 - 25 2-5
Lavadores 6-8 15 - 25 1-4
Final 6-8 20 - 35 1-3
Hidrato
Finos 2 - 10 30 - 50 1-3
cimento, processo úmido 16 - 20 60 - 70 -
Carvão
Rejeito 0,5 - 6 20 - 40 -
finos-carvão limpo - 20 - 50 -
meio denso(magnesita0 20 - 30 60 - 70 -
pó de aciaria
alto forno 0,2 - 2 40 - 60 -
BOF 0,2 - 2 30 - 70 -
hidróxido de mg de salmoura 8 - 10 25 - 50 6 - 10
hidróxido de mg de água do mar
Primário 2-3 15 - 20 10 - 26
Lavadores 5 - 10 20 - 30 10 - 15
Metalúrgicos
concentrados de cobre 15 - 30 50 - 75 0,2 - 0,6
rejeitos de cobre 10 - 30 45 - 65 0,04 - 1
minério de ferro
concentrados finos 20 - 35 60 - 70 0,004 - 0,008
concentrados grossos 25 - 50 65 - 80 0,002 - 0,005
Rejeitos 1 - 10 40 - 60 0,4 - 1
concentrados de chumbo 20 - 25 60 - 80 0,2 - 0,6
Manganês
resíduo de lixiviação 0,5 - 2 5-9 10 - 20
Molibidênio
Concentrado 10 30 1 - 1,5
concentrado scavenger 8 40 0,5
Lamas - 50 - 60 1 - 1,5
Níquel
resíduo de lixiviação 10 - 25 50 - 60 0,5 - 1,5
concentrados de sulfetos 3-5 65 0,5 - 2
concentrados de zinco 10 - 20 50 - 60 0,3 - 0,7
Potássio
sais de cristalização 10 - 25 35 - 50 -
Lamas 1-5 6 - 25 4 - 20
Urânio
minério lixiviado em ácido 10 - 30 45 - 65 0,15 - 0,6
minério lixiviado em álcalis 20 60 1
Precipitado 1-2 10 - 25 5 - 12,7
FILTRAGEM

• Conceito: separação de sólidos contidos numa


suspensão/polpa mediante a passagem do líquido por
um meio poroso (uma barreira física) que retém as
partículas sólidas.

• Filtragem com formação de torta;

• Utilização de gravidade, pressão, vácuo, centrifugação;

• Variáveis: relacionadas ao sólido, polpa e equipamento;


Filtragem com Formação de Torta partícula sólida
meio filtrante

filtrado

torta

polpa
FILTRAGEM

Os filtros utilizados na indústria mineral realizam o processo de


filtragem em ciclos constituídos, de modo geral, por três etapas:

•Formação da torta: consiste na acumulação do meio na superfície do


meio filtrante

•Secagem da torta: parte da água contida na torta é removida através


do meio filtrante.

•Descarga: a torta desaguada é descarregada.

Estas etapas constituem o ciclo de filtragem. Quando ocorre lavagem


da torta ela também configura parte do ciclo de filtragem. Quanto
menor o tempo do ciclo maior a produção, em contrapeso, menor a
espessura da torta e maior sua umidade final.
CICLO DE FILTRAGEM – FILTROS CONTÍNUOS
FILTRAGEM – A VÁCUO

• Filtro de Tambor
– tipos
• meio filtrante
• alimentação
• descarga
– permite lavagem torta
– filtragem pellet feed
– contínuo
Modelo mais antigo
– vácuo
FILTRAGEM – A VÁCUO

Funcionamento:
Filtro de Tambor
Sua aplicação é semelhante à do filtro de disco, porém o filtro de tambor é
maior e mais caro.

Sua vantagem é versatilidade. Por ser um equipamento versátil, em


termos de carregamento de polpa (por cima - Top Feed Filters ou por
baixo - bacia de polpa), descarga da torta e lavagem da tela, encontra
aplicação em diversos segmentos, por exemplo, Engenharia Sanitária.

É indicado para filtragem de polpas “problemáticas” e/ou polpas que


necessitam de lavagem da tela de filtragem (Ex.: caulim)
FILTRAGEM – A VÁCUO

Filtro de Tambor
https://www.youtube.com/watch?v=dTq39Wc
Ov8Y
FILTRAGEM – A VÁCUO

• Filtro de Disco
– setor + tecido
– diversos tipos tecidos
– descarga com sopro
– não permite lavagem
– filtragem pellet feed
– contínuo
– Vácuo
– A prática industrial diz que Fp da
alimentação deve ser maior que
65%.
FILTRAGEM – A VÁCUO

FILTRO DE DISCO
FILTRO DE DISCO – ciclo de filtragem

Nível da polpa
na bacia
Lavagem do filtro de disco
Percepção da necessidade
de descarga ocorre por
observação.

Antes da lavagem, a bacia


de polpa é drenada.

Geralmente é realizada,
pelo menos, uma vez por
dia.

Em modelos mais novos é


automatizada.

FILTRO DE DISCO https://www.directindustry.com/pt/prod/andri


tz-ag/product-34052-370412.html
Filtro de mesa
• Funcionamento:

• Não permite lavagem da tela de filtragem.


• Indicado para material mais grosseiro e para polpas que não
necessitam de tempo de secagem muito grande.
• Alguns modelos, por exemplo, do fabricante Bokela, permite
lavagem da torta.
• O custo de implantação do filtro de mesa é superior aos demais
modelos, porém o custo operacional é baixo.
FILTRAGEM – A VÁCUO

Filtro Horizontal (Mesa)


FILTRAGEM – A VÁCUO

Filtro Horizontal (Mesa)


FILTRAGEM – A VÁCUO

• Filtro Horizontal (Correia)

– possibilidade limpeza tecido


– granulometria + grosseira
– filtragem de re-peneirado
– contínuo
– Vácuo
– Desaguamento de sinter feed

Ex: Brucutu tem 8 filtros esteira para concentrado de Separação Magnética/baixa e 5


para concentrado de SM/alta (Fabricante Dorr Oliver)
Geralmente espessura da torta é de 30 a 50mm e umidade final entre 10 e 11%.
• Permite lavagem da torta uma
ou mais vezes.

• Aplicável para material


heterogêneo ou grosseiro.

• Não apresenta como problema


crítico a questão de
entupimento da tela de
filtragem.

• Permite a lavagem da tela


quando ela passa por baixo da
mesa (após o ponto de descarga
do sólido e antes do ponto de
alimentação).
Filtro de correia (Brucutu)
FILTRAGEM – A VÁCUO

Filtro Horizontal (Correia)


FILTRAGEM – COM PRESSÃO

• Filtro de Pressão
– adequados a lamas
– < umidade de torta
– fácil descarga
– filtragem pellet feed
– semi-contínuo

https://www.youtube.com/wat
ch?v=ye3T-06lqQc
Pneumapress, modelo 30-8. (FLSmith)

-O modelo PneumaPress
trabalha com ar quente,
oferecendo um produto
mais seco.

- Em algumas unidades
apresenta muitos
problemas mecânicos
(testes realizados em
instalação industrial de
Carajás).

- Pode ser alimentado


com Fp menor que 65%.
Unidade da Votorantim Metais em Vazante que
produz concentrado de zinco, calamina e
willemita, também utiliza filtro prensa na
operação de filtragem.
Filtro Prensa
Filtro Prensa
Filtro Prensa

https://www.youtube.com/watch?v=P-
ua266EQUs

https://www.youtube.com/watch?v=oX4fODUt0
94
https://www.youtube.com/watch?v=r-
7DvwKk5qk

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