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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região

Mandado de Segurança Cível


0101065-54.2021.5.01.0000
PARA ACESSAR O SUMÁRIO, CLIQUE AQUI

Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 31/03/2021


Valor da causa: R$ 1.000,00

Partes:
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
ADVOGADO: CARLOS ALBERTO PATRICIO DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA
CUSTOS LEGIS: MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE
Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
Danilo Gutenberg Mira Luiz Carlos Esteves Gonçalves

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO


TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA PRIMEIRA REGIÃO

JEFFERSON SILVA DE SOUZA, brasileiro, solteiro, portador da Carteira de


Trabalho e Previdência Social nº 54504, série 142/RJ, CPF nº 106.577.587-36, identidade nº
20.816.121-6, expedida pelo DETRAN/RJ, em 20/06/2012 PIS nº 162.24820.85-7, nascido em
27/01/1984, filha de CELIA DIAS DA SILVA, com endereço na Rua General Olímpio da Fonseca,
nº 883, São Matheus, São João de Meriti /RJ, CEP.: 25.530-140; vem, por intermédio de um
de seus advogados subscritos, impetrar

MANDADO DE SEGURANÇA
COM PEDIDO LIMINAR

contra ato praticado pelo JUÍZO DA MM. 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE
JANEIRO, que ilegal e indevidamente indeferiu expedição de alvará para saque dos valores
vinculados na sua conta do FGTS, cuja decisão dormita nos autos do processo n° 0100139-
75.2021.5.01.0064, violando direito líquido e certo do Impetrante, consoante, demonstrar-
se-á doravante.

1. DAS INTIMAÇÕES, NOTIFICAÇÕES, PUBLICAÇÕES E DA


DECLINAÇÃO DO ENDEREÇO ELETRÔNICO

Inicialmente, requer que toda e qualquer notificação e intimação seja


direcionado para o endereço do escritório profissional dos patronos da Autora,
localizado à Rua Uruguaiana, n° 10, Grupo 801/804, Centro, Rio de Janeiro – RJ –
CEP: 20050-090, consoante determina o inciso V, artigo 77, do Novo Código de
Processo Civil.

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UNIDADE CENTRO - RUA URUGUAIANA | Nº 10 | GRUPO 801 E 804 | RIO DE JANEIRO/ RJ|
UNIDADE BARRA DA TIJUCA - AV. DAS AMÉRICAS | Nº 7935 | GRUPO 526 - 528 | RIO DE JANEIRO/ RJ
TELEFONES: (21) 2221-4888 E 2221-5294 E-MAIL: ADVPATRICIO@UOL.COM.BR

Assinado eletronicamente por: CARLOS ALBERTO PATRICIO DE SOUZA - 31/03/2021 13:52:38 - 712c945
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21033113514110500000054207854
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
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Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
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Declina a parte autora como seu endereço eletrônico o e-mail:


advpatricio@gmail.com, para fins do inciso II, do artigo 319, do Novo Código de
Processo Civil, deixando de declinar o endereço eletrônico da autoridade coatora por
desconhecê-lo.

Outrossim, requer que as futuras publicações sejam feitas em nome do


Dr. Carlos Alberto Patrício de Souza, inscrito junto à OAB/RJ n° 53.466,
sob pena de nulidade.

2. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA

Inicialmente, requer a V. Exa. que seja deferido o benefício da


Gratuidade de Justiça, com fulcro na Lei no 1.060/50, com as alterações introduzidas
pela Lei no 7.510/86, bem como com fundamento ao artigo 98, do Código de
Processo Civil, vez que não tem condições de arcar com as custas processuais e
honorários advocatícios posto se encontrar em estado de miserabilidade econômica.

3. DA BREVE SÍNTESE DO ATO COATOR

O Impetrante em autos diversos, requereu a concessão de tutela de urgência,


com a finalidade de liberação dos valores vinculados à sua conta do FGTS relativa ao contrato
havido com a parte reclamada, seu ex-empregador, posto que a Lei n° 8.036/90, em seu
artigo 20, caput e incisos I e XVI, alínea “a”, autoriza expressamente a movimentação da
“conta vinculada do trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência e
gravidade decorra de “estado de calamidade pública”, condições experimentadas pela
Humanidade, de forma inconteste.

Informa o Impetrante que, naqueles autos, a tutela foi requerida diante do


atual cenário de pandemia causada pela COVID-19 e a extrema dificuldade
financeira que os trabalhadores estão tendo para trabalho e sustento, bem como
pelo fato de estarmos diante de verba de natureza alimentar e de uma grave crise, com
reflexos diretos sobre o rendimento das famílias, inclusive sobre o Impetrante.

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Com base no requerimento do Impetrante no processo matriz, a autoridade


coatora exarou o seguinte ato decisório, ato coator ora atacado, in verbis:

DECISÃO - PJe

Vistos etc.

Indefiro a antecipação de tutela requerida ante


a ausência de documento necessário a atribuir
verossimilhança ao alegado.

Intime-se.

Em razão da pandemia, resta impossibilitada a


marcação de audiência presencial. Considerando
os termos do Ato Conjunto 06/2020, da Presidência
e da Corregedoria do TRT da 1ª Região, bem assim
o art. 6º e 11 do Ato CGJT 11/2020, intimem-
se/citem-se as partes (RTE via DEJT; RDA por e-
carta), sendo a ré para apresentar resposta e
documentos, sem opção de sigilo, no prazo de 15
dias úteis a partir da presente intimação (art.
335 do CPC), sob as penas da lei, e o autor para
manifestar-se no prazo sucessivo de 15 dias úteis
a partir do término do prazo concedido ao réu,
independentemente de nova intimação.

Nos prazos respectivos, além da CONTESTAÇÃO e


RÉPLICA, as partes deverão ainda:

1º) indicar as provas que pretendem produzir,


além daquelas documentais juntadas com a inicial
e a própria contestação, justificando-as;

2º) caso haja requerimento de produção de prova


oral (depoimento das partes ou testemunhas), a
parte também deverá justificá-la para agendamento
de audiência telepresencial.

3º) caso haja possibilidade de conciliação, as


partes poderão apresentar petição conjunta ou
petições sucessivas de idêntico teor, para
apreciação, ficando dispensado o comparecimento

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pessoal, hipótese na qual aplicar-se-á o art. 90,


§ 3º, do CPC.

Findos os prazos, autos conclusos para designação


de audiência telepresencial ou, se for o caso,
julgamento antecipado do processo na forma do
art. 355 do CPC.

Cumpra-se.

RIO DE JANEIRO/RJ, 22 de março de 2021.

MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE


Juiz do Trabalho Titular

Como exposto, infundado o ato coator, saltando aos olhos por violar direito
líquido e certo do Impetrante, eis que o fundamento da tutela de urgência foi o estado
de calamidade e a força maior que acometeu toda a sociedade, decorrente da
pandemia do coronavírus, posto que a Lei n° 8.036/90, em seu artigo 20, caput e
incisos I e XVI, alínea “a”, autorizam a movimentação da “conta vinculada do trabalhador”
nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência e gravidade decorra de “estado de
calamidade pública”.

Inclusive o Órgão Colegiado desta Colenda SEDI-2 do TRT da 1ª


Região, já pacificou o entendimento de que é possível a liberação dos valores constantes
na conta vinculada do FGTS do trabalhador, com fundamento na L. 8.036/90, art. 20, caput,
incisos I e XVI, alínea “a”, como requerido in casu.

Além disso, data máxima vênia, não há que se dizer em incompetência


desta ilustre Justiça Laboral, ante a notória e evidente violação a direito líquido e certo
do Impetrante, com a necessária concessão da Segurança, como será exposto adiante, sendo
certo que o pedido ora formulado decorre da relação empregatícia havida entre as partes.

O inciso I, do artigo 114, da Constituição da República Federativa do Brasil


garante a competência desta Justiça Especializada, o que é reforçado pelo cancelamento da

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Súmula 176 do TST, que limitava a competência da Justiça do Trabalho para liberação do
FGTS na existência de lide entre empregado e empregador.

Assim dita o referido artigo:

“Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:

I – as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes


de direito público externo e da administração pública direta e
indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;”

Como dito, com a devida vênia, o entendimento exposto pela autoridade


coatora não merece prosperar.

Isso porque, o prosseguimento do feito sem a concessão da medida


liminar poderá acarretar prejuízo irreparável ao Impetrante, na medida em que no
momento de pandemia em que vivemos, bem como pela escassez econômica de
recursos, o autor pode se afundar de forma irreversível em seu estado de
miserabilidade, e isso com recursos de sua titularidade constantes em sua conta
vinculada do FGTS, pendentes de liberação.

Como amplamente divulgado pelos meios de comunicação, os índices de


pobreza extrema no Brasil e nas Nações são alarmantes, com milhões de
desempregados que infelizmente não possuem condições sequer de prover o mínimo
para si e para sua parentela, sendo impensável que valores fiquem “preso” nas mãos
do Estado, quando este deveria ser o primeiro a fornecer o básico para manutenção
da dignidade da pessoa humana, como assegura nossa Constituição Cidadã de 1988.

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(https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54470607)
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(https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/05/06/pobreza-extrema-cresce-pelo-quarto-ano-
seguido-e-atinge-1388-milhoes.ghtml)

(https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/05/extrema -pobreza-cresce-pelo-5o-
ano-seguido-e-deve-explodir-com-a-pandemia/)
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Ademais, na omissão do Poder Executivo e Legislativo, o socorro do trabalhador


é o Judiciário Trabalhista, ALÉM DO MAIS O PATRIMÔNIO NÃO PODE SE SOBREPOR À
VIDA E A SAÚDE, POR QUE PODERIA SACAR O FGTS PARA COMPRAR UM IMÓVEL
E NÃO PODERIA FAZÊ-LO PARA MATAR A FOME E SALVAR VIDAS?

Nesse sentido, a hermenêutica do julgador deve interpretar o artigo 20 da Lei


8036/90 com base no princípio da proteção máxima do trabalhador, especialmente no artigo
de que trata da necessidade em caso de desastre natural, o que análogo ao que está
acontecendo agora de fato, ou até pior, porque uma enchente não é menos grave que a
pandemia global que assola mais de 6 bilhões de pessoas do planeta.

Portanto, como um grito de socorro, requer-se a concessão da liminar


pretendida, para expedição de alvará ao autor para saque do FGTS.

4. DO CABIMENTO DO PRESENTE MANDUMUS E DO DIREITO LÍQUIDO


E CERTO

A Constituição Federal no inciso LXIX, do artigo 5°, assim definiu:

“LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para


proteger direito líquido e certo, não amparado por
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável
pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições
do Poder Público;”

Sem prejuízo, dispõe o art. 1º da Lei 12.016/09 que:

“Art. 1° Conceder-se-á mandado de segurança para


proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas
corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com
abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer
violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de
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autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem


as funções que exerça.”

Ademais, considerando tratar-se de decisão interlocutória e não


existindo previsão legal de recurso para desafiar tal decisão, tem-se que em sede de
processo do trabalho, a impetração de mandado de segurança se figura como a via
escorreita para pleitear a reforma da decisão que ora se alveja.

Ato contínuo, frisa-se que sabemos que nesta especializada vige o


princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias, sendo que, in
prima facie, da ilegal determinação do magistrado coator não caberia qualquer
espécie de recurso com efeito imediato, nos termos do enunciado da Súmula 214 do
C. TST, assim prevendo a referida súmula:

“Súmula nº 214 do TST


DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECORRIBILIDADE
(nova redação) - Res. 127/2005, DJ 14, 15 e 16.03.2005
Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da
CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso
imediato, salvo nas hipóteses de decisão:
de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou
Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do
Trabalho;
suscetível de impugnação mediante recurso para o
mesmo Tribunal;
que acolhe exceção de incompetência territorial, com a
remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele
a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o
disposto no art. 799, § 2º, da CLT.”

Neste pálio, consoante dispositivos constitucionais e


infraconstitucionais ut invocados, o único meio de impugnação da decisão judicial no
caso em tela é o presente mandamus, somente esse sendo capaz de afastar ato
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ilícito que exorbita os limites da legalidade.

Com a devida vênia, a decisão proferida, atenta contra direito líquido e


certo da impetrante, causando-lhe prejuízos imediatos e irreparáveis, sendo este o
único meio de tutelar tal direito líquido e certo.

Isso porque, a demora na instrução processual ocasionada pela


suspenção nas atividades internas do Tribunal, acarretaria prejuízo ao impetrante.

Como sabido, o Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região estabeleceu


medidas temporárias de prevenção ao contágio de pessoas pelo Novo Coronavírus (COVID-
19) em todas as dependências do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, por meio do
Ato Conjunto Nº 2/2020, de 16 de março de 2020, disponibilizado no Diário Eletrônico da
Justiça do Trabalho, Caderno Administrativo do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região,
em 16 de março de 2020.

No mesmo sentido o Conselho Nacional de Justiça, ao editar a Resolução nº


313, de 19 de março de 2020, que estabelece, no âmbito do Poder Judiciário, regime de
Plantão Extraordinário, para uniformizar o funcionamento dos serviços judiciários, com o
objetivo de prevenir o contágio pelo novo Coronavírus – Covid-19, e garantir o acesso à justiça
neste período emergencial do Trabalho, suspendeu os prazos processuais a contar de 20 de
março até o dia 30 de abril de 2020.

E ainda e razão de que pelo Ato Conjunto CSJT.GP. VP e CGJT. Nº 001, de 19


de março de 2020, da Presidente e do Vice-Presidente do Conselho Superior da Justiça do
Trabalho e do Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, alterado pelo Ato Conjunto CSJT.GP.
VP e CGJT. Nº 002, de 20 de março de 2020, que suspende a prestação presencial de serviços
no âmbito da Justiça do Trabalho de 1º e 2º graus como medida de emergência para
prevenção da disseminação do Novo Coronavírus (COVID-19), evidente que todos esses
fatores acarretarão demora e prejuízo processual para o Impetrante.

Ato contínuo, fundamenta-se, ademais, a presente pretensão, posto que a Lei


n° 8.036/90, em seu artigo 20, caput e incisos I e XVI, alínea “a”, autorizam a movimentação
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Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
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da “conta vinculada do trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência e
gravidade decorra de “estado de calamidade pública”, segue flagrante a liquidez e certeza do
direito vindicado, in verbis:

“Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser


movimentada nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa
recíproca e de força maior;
[...] omissis [...]
XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade
decorra de desastre natural, conforme disposto em
regulamento, observadas as seguintes condições:
a) o trabalhador deverá ser residente em áreas
comprovadamente atingidas de Município ou do Distrito
Federal em situação de emergência ou em estado de
calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo
Governo Federal;” (grifo nosso)

Conforme já pautado, a concessão da tutela de urgência


indeferida que ensejou a impetração do presente writ não se configuraria
antecipação de julgamento, posto que o fundamento da liberação dos valores do
FGTS se dá, não em razão de fato endoprocessual, mas sim de situação
exoprocessual.

Ato contínuo, há que ressaltar, ainda, o fato de que a suspensão da tramitação


das ações que correm na Justiça do Trabalho produzirão significativo impacto negativo no
tempo necessário ao julgamento da pretensão deduzida pelo ora impetrante na ação
trabalhista originária.

Assim, à luz da disposição contida no artigo 8º do Código de Processo Civil,


segundo o qual, ao aplicar o ordenamento jurídico, o julgador deve atender aos fins sociais
e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo, ainda, a dignidade da pessoa
humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a
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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
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eficiência, deve ser caçado o ato ilegal e concedida a liberação dos valores depositados na
conta vinculada no FGTS, de titularidade do trabalhador/impetrante, sendo certo que a
concessão de tal medida não produz nenhum prejuízo à ex-empregadora e se revela
necessária à subsistência do impetrante e de sua família.

Em outra toada, com a finalidade de reforçar a fundamentação do presente


writ e a flagrante evidência de direito líquido e certo; em recente despacho, a
Desembargadora Dra. Gisele Bondin, sob os mesmos fundamentos e indo até além, numa
decisão de aplaudida vanguarda, registrou o seguinte:

“DESPACHO
CONSIDERANDO que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou,
em 11 de março de 2020, que a disseminação comunitária do novo
Coronavírus (COVID - 19) em todos os continentes caracteriza
PANDEMIA; CONSIDERANDO que o Decreto Legislativo 6/20
reconheceu por “estado de calamidade pública” decorrente da
PANDEMIA de Coronavirus (COVID – 19) no País;
CONSIDERANDO que o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, pelo
Ato Conjunto CSJT.GP.VP e CGJT nº 001, de 19 de março de 2020,
decidiu pela manutenção “apenas [d]as sessões virtuais de julgamento
entre os dias 20/3/2020 e 30/4/2020”, com a possibilidade de a
“medida ser prorrogada”;
CONSIDERANDO que estão suspensas as sessões de julgamento neste
Tribunal em razão da PANDEMIA, impactando de forma negativa no
tempo razoável do processo;
CONSIDERANDO que a Recomendação nº 5/GCGJT, de 18 de março de
2020, dispõe sobre a “pauta de trabalho remoto” e a “priorização” da
“liberação de valores incontroversos […] em processos que tramitem
pelo Processo Judicial Eletrônico-Pje-JT”;
CONSIDERANDO que o artigo 20, caput e incisos I e XVI, alínea “a”, da
Lei 8.036/90, autorizam a movimentação da “conta vinculada do
trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência e
gravidade decorra de “estado de calamidade pública”;

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CONSIDERANDO que o FGTS é direito dos trabalhadores, nos termos


do artigo 7º, III, da Constituição Federal, e que sua liberação não
prejudica direito algum da parte empregadora;
CONSIDERANDO que a liberação do FGTS vai ao encontro da premência
de recursos materiais para municiar as famílias no enfrentamento da
PANDEMIA;
RESOLVO:
CONVERTER o julgamento em diligência e determinar a remessa dos
autos à Vara de origem para imediata expedição de alvará a parte
autora para saque do montante depositado em sua conta vinculada ao
FGTS, à exceção dos depósitos realizados para fim de recurso. Como
forma de evitar o levantamento presencial de valores nas agências
bancárias, recomenda-se, outrossim, ao Juízo a quo a notificação prévia
da parte autora e de seu advogado para informar a eventual existência
de conta bancária, a fim de que a instituição financeira depositária, CEF
ou BB, conforme a hipótese, faça a transferência eletrônica, caso seja
esse o desejo da parte autora. Expedido o alvará, retornem os autos a
este Gabinete para o regular processamento.

Ato contínuo, não se pode olvidar a competência da Justiça do Trabalho em


casos como o presente.

O inciso I, do artigo 114, da Constituição da República Federativa do Brasil


garante a competência desta Justiça Especializada, o que é reforçado pelo cancelamento da
Súmula 176 do TST, que limitava a competência da Justiça do Trabalho para liberação do
FGTS na existência de lide entre empregado e empregador.

Assim dita o referido artigo:

“Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:


I – as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes
de direito público externo e da administração pública direta e
indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;”

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A Súmula 176, do C. TST, que foi cancelada, reforçando, assim, a competência


desta especializada para liberação dos valores oriundos do FGTS, in verbis:

Súmula nº 176 do TST - FUNDO DE GARANTIA. LEVANTAMENTO


DO DEPÓSITO (cancelada) - Res. 130/2005, DJ 13.05.2005
A Justiça do Trabalho só tem competência para autorizar o
levantamento do depósito do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço na ocorrência de dissídio entre empregado e
empregador.

Evidente que o cancelamento da referida súmula reforça o poder desta


Justiça para que possa ser liberado os valores independentemente de dissídio.

Outrossim, ainda que assim não fosse, em situação análoga ao do presente


mandamus a SEDI-2 deste E. TRT, em julgado recente foi concedida a ordem, para
que o impetrante nos autos do processo n° 0100604-19.2020.5.01.0000, pudesse
levantar os valores relativos ao FGTS pela razão de força maior, mesmo que no
processo originário estivesse sendo discutida pleito de elisão de justa causa e
pedido de reintegração.

Destarte, haja vista as considerações acima expendidas, não há dúvida


de que a decisão ora atacada atenta contra direito líquido e certo do Impetrante,
sendo imperiosa a concessão do mandamus para que seja cassada a
decisão que indeferiu a concessão da tutela de urgência para saque dos
valores vinculados à sua conta no FGTS, devendo ser caçado o ato.

5. DAS RAZÕES PARA CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR PARA


SUSPENSÃO DO ATO ILEGAL EXARADO

De todo o acima exposto, concluímos que o provimento pretendido


preenche os requisitos para a sua concessão liminar, qual seja os requisitos de
plausabilidade, da urgência e do periculum in mora.

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O prosseguimento do feito sem a concessão da medida liminar poderá


acarretar prejuízo irreparável ao Impetrante, na medida em que no momento de
pandemia em que vivemos, bem como pela escassez econômica de recursos, o autor
pode se afundar de forma irreversível em seu estado de miserabilidade.

Ademais, a demora na concessão da presente medida importa em


notórios prejuízos de ordem material e processual ao impetrante, especialmente a
privação de recursos financeiros e que no processo subjacente possui natureza
alimentar, bem como a demora da resolução da demanda em razão da suspensão
dos expedientes atinentes às audiências nos meses de março de abril de 2020,
causadas pela COVID-19.

Por isso, o atendimento do pedido do impetrante, em caráter liminar,


afeiçoa-se indispensável, tendo por base a autorização legal do artigo 7º da Lei
12.016/2009, que assim determina:

“Art. 7º. Ao despachar a inicial o juiz ordenará:

[...] omissis [...]

III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido,


quando houver fundamento relevante e do ato impugnado
puder resultar a ineficácia da medida, caso seja
finalmente deferida, sendo facultado exigir da impetrante
caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar
o ressarcimento à pessoa jurídica.”

Por conseguinte, presentes os requisitos necessários, impõe-se a


concessão liminar da segurança para que se suspenda a eficácia do ato coator
atacado, cassando a decisão e determinando a liberação dos valores referentes ao
FGTS em favor do impetrante.

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6. CONCLUSÃO

Pelo exposto, o Impetrante espera, confia e têm fé, que:

a. que seja concedida a Liminar pretendida, para que suspenda a eficácia do


ato atacado, determinando inaudita altera pars a liberação dos valores
vinculados à conta do FGTS do Impetrante;

b. a notificação/intimação da autoridade coatora, para que preste os


esclarecimentos que entender cabível;

c. A concessão da gratuidade de justiça ao Impetrante, ante sua condição de


hipossuficiência econômica;

d. que seja concedida a ordem para cassar a decisão indeferiu a liberação do


FGTS, ante os motivos relevantes expostos e toda a fundamentação acima
apresentada, tornando-se, assim, a liminar (caso concedida) em definitiva,
com a liberação dos valores constantes na conta vinculada do FGTS do
Impetrante, em sua totalidade.

Requer seja intimado o terceiro interessado: TOLEDO BAR E EVENTOS


EIRELI (BARZIN RIO LIVE), empresa inscrita no CNPJ nº 28.175.004/0001-20, nova razão
social de NOVA PARTNERS PROMOÇÕES E EVENTOS LTDA, que por encontrar-se fechada,
deverá ser citada na pessoa do seu sócio ALBERTO MATO ALONSO, espanhol, portador da
RNE nº G144526-5, com endereço na Rua Martinho de Mesquita, nº 342, Barra da Tijuca, Rio
de Janeiro/RJ, CEP: 22.620-220; para, caso queira, manifestar-se nos autos.

Dá-se o valor a causa de R$ 1.000,00 (hum mil reais), para efeitos


meramente fiscais.

Pede Deferimento.
Rio de Janeiro, 31 de março de 2021.

Carlos Alberto Patrício de Souza


OAB/RJ n° 53.466

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
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Número do processo: ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064
ID. 37e44a6 - Pág. 1
Número do documento: 21030118192720700000126932388

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113515461000000054207855
Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064
ID. e145ecf - Pág. 1
Número do documento: 21030118193740400000126932399

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113515461000000054207855
Documento assinado pelo Shodo

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ID. e145ecf - Pág. 2
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ID. e145ecf - Pág. 3
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ID. e145ecf - Pág. 4
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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113520205700000054207856
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https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21033113520431900000054207857
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113520431900000054207857
Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - 1º Grau
Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - 1º Grau

O documento a seguir foi juntado aos autos do processo de número 0100139-75.2021.5.01.0064


em 01/03/2021 18:23:21 - dd5f028 e assinado eletronicamente por:
- CARLOS ALBERTO PATRICIO DE SOUZA

Consulte este documento em:


https://pje.trt1.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam
Documento assinado pelo Shodo
usando o código:21030118190549700000126932364

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113520883900000054207858
Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
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__________________________________________________________________________________________________________________________________________
EXMO. SR. DR. JUIZ TITULAR DA MM. VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO.

JEFFERSON SILVA DE SOUZA, brasileiro, solteiro, portador da

Carteira de Trabalho e Previdência Social nº 54504, série 142/RJ, CPF nº 106.577.587-36, identidade
nº 20.816.121-6, expedida pelo DETRAN/RJ, em 20/06/2012 PIS nº 162.24820.85-7, nascido em
27/01/1984, filha de CELIA DIAS DA SILVA, com endereço na Rua General Olímpio da Fonseca, nº 883,
São Matheus, São João de Meriti /RJ, CEP.: 25.530-140, vem, por seu advogado no final assinado,
propor a presente

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
C/C PEDIDO LIMINAR DE TUTELA

em face de:

1) TOLEDO BAR E EVENTOS EIRELI (BARZIN RIO LIVE), empresa inscrita no CNPJ nº
28.175.004/0001-20, nova razão social de NOVA PARTNERS PROMOÇÕES E EVENTOS LTDA,
que por encontrar-se fechada, deverá ser citada na pessoa do seu sócio ALBERTO
MATO ALONSO, espanhol, portador da RNE nº G144526-5, com endereço na Rua Martinho
de Mesquita, nº 342, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 22.620-220;

2) NOVA PARTNERS IPANEMA RESTAURANTE CAFÉ E BAR LTDA (BARZIN RIO LIVE),
empresa inscrita no CNPJ nº 08.881.908/0001-63, que por encontrar-se fechada,
deverá ser citada na pessoa do seu sócio ALBERTO MATO ALONSO, espanhol, portador da
RNE nº G144526-5, com endereço na Rua Martinho de Mesquita, nº 342, Barra da Tijuca, Rio
de Janeiro/RJ, CEP: 22.620-220;

3) CAPRISI BAR E RESTAURANTE EIRELI (BARZIN RIO LIVE), empresa inscrita no CNPJ nº
30.900.122/0001-03, com endereço na Rua Vinícius de Moraes, nº 75, 1º andar, Ipanema,
Rio de Janeiro/RJ, CEP: 22.411-010, que por encontrar-se fechada, deverá ser citada na
pessoa do seu sócio EDSON GOMES ZARDO, portador do CPF nº 052.106.057-52, com
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endereço na Rua Prudente de morais, nº 123, apartamento 601, Ipanema, Rio de Janeiro/RJ,
CEP: 22.420-041;
4) CARLOS EDUARDO DOS SANTOS GALVÃO BUENO FILHO (CACÁ BUENO), CPF nº
025.997.107-31, com endereço na Av. Dr. Cardoso de Melo, nº 1955, 15º andar, Vila
Olímpica, São Paulo/SP, CEP.: 04.548-005;
5) DIEGO JOSÉ FERRERO (DI FERRERO), CPF nº 346.021.508-96, com endereço na Rua Doutor
Homem de Melo, nº 678, apartamento 171, Perdizes, São Paulo/SP, CEP 05.007-001; e,
6) TÚLIO LEMOS ANDRADE FILHO (TÚLIO DEK), CPF nº 110.334.147-27, com endereço na Rua
Doutor Salvador Cardoso, nº 67, 8º andar, Itaim Bibi, São Paulo/SP, CEP.: 04.533-050, pelos
seguintes motivos de fato e de direito que passa a expor a V. Exa.:

DA APLICABILIDADE DO RITO PREVISTO NO ART. 335 DO CPC AO PROCESSO


DO TRABALHO – PLENA ADEQUAÇÃO AOS PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A
JUSTIÇA LABORAL
Inicialmente, considerando o estado de calamidade pública decretado pelo
Governo Federal, decorrente da pandemia do Covid- 19, e a necessidade de se evitar deslocamentos,
contatos e aglomerações, e também visando evitar maiores transtornos aos jurisdicionados, requer-
se a este d. Juízo, na forma do artigo 6º do Ato 11/GCGJT do TST, de 23/04/2020, a adoção do rito
previsto no art. 335 do CPC, a fim de imprimir celeridade ao feito, e em homenagem à duração
razoável do processo, resguardando-se a efetividade da prestação jurisdicional.

Respectiva medida é de extrema urgência e importância nesse período de


pandemia e isolamento social, com o fechamento dos Tribunais, mormente pela peculiaridade
alimentícia dos créditos trabalhistas e da condição de hipossuficiência dos trabalhadores, que
dependem dos valores devidos pelo ex-empregador para sustento próprio e de sua família.

Dessa forma, considerando as diretrizes do C. TST quanto a aplicabilidade do


rito disposto no art. 335 do CPC, e o entendimento majoritário firmado pelas das Varas do Trabalho
deste E. TRT da 1ª Região, que se adequaram com louvor e pragmatismo às imposições geradas pela
pandemia do coronavírus, requer-se a este d. Juízo a adoção do rito previsto no art. 335 do CPC,
com a intimação da reclamada para que apresente defesa no prazo de 15 dias, sob pena de revelia.

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Com a apresentação de defesa pela reclamada, requer-se a intimação da parte
autora para que apresente réplica e manifestação sobre a defesa e documentos, como para
especificar as provas que pretende produzir nos autos.

I – DAS INTIMAÇÕES, NOTIFICAÇÕES E PUBLICAÇÕES E DA DECLINAÇÃO DO

ENDEREÇO ELETRÔNICO

I.I – Inicialmente, requer que toda e qualquer notificação e intimação seja direcionado
para o endereço do escritório profissional dos patronos do autor, localizado à Rua Uruguaiana, n° 10, Grupo
801/804, Centro, Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20.050-090, consoante determina o inciso V, artigo 77, do Código
de Processo Civil.

I.II – Outrossim, requer que as futuras publicações sejam feitas em nome do Dr. Carlos
Alberto Patrício de Souza, inscrito junto à OAB/RJ n° 53.466, pena de nulidade.

I.III – Para fins do inciso II, do artigo 319, do Código de Processo Civil, a parte declina
como endereço eletrônico para o domínio “advpatricio@uol.com.br”.

II – DA DESNECESSIDADE DE LIQUIDAR OS PEDIDOS E DO DESCABIMENTO DA


APRESENTAÇÃO DE PLANILHA – EXIGÊNCIA QUE NÃO É IMPOSTA NEM MESMO PELO
LEGISLADOR – DA NÃO VINCULAÇÃO DOS VALORES ESTIMADOS

II.I – Acerca do critério utilizado pela Reclamante para quantificar o valor dos pedidos,
aponta na oportunidade que tais são meramente estimados e não vinculantes, conforme passa expor.

II.II – Deve ser observado que o § 1°, do artigo 840, da CLT, com redação dada pela Lei
13.467/2017 diz que "o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor".

II.III – A lei fala em INDICAÇÃO DE SEU VALOR, sendo certo que INDICAÇÃO e
LIQUIDAÇÃO são terminologias totalmente distintas, senão vejamos.

II.IV – Em livre consulta ao sítio eletrônico (https://www.dicio.com.br), ao pesquisarmos


o verbo INDICAR, obtemos como uma das respostas: "Esboçar ligeiramente." (consulta realizada em 09.05.2018
às 10h47min, por meio acesso do endereço eletrônico https://www.dicio.com.br/indicar/)

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II.V – Entretanto, ainda, no mesmo sítio eletrônico, quando pesquisamos o verbo
LIQUIDAR, obtemos como um de seus resultados: "apurar (contas)". (consulta realizada em 09.05.2018 às
10h49min, por meio acesso do endereço eletrônico https://www.dicio.com.br/liquidar/)

II.VI – Logo que o legislador exigisse a apuração de cálculos exatos e aritméticos, assim
teria previsto a norma, algo que não previu.

II.VII – Nesta mesma toda, observamos que o inciso III, do § 1º, do artigo 324, no Código
de Processo Civil, aplicado subsidiariamente no processo do trabalho, por força do artigo 769, da CLT, assim
prevê:
"Art. 324. O pedido deve ser determinado.
§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico:
[...] omissis [...]
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva
ser praticado pelo réu."

II.VIII – Nesta intelecção Exa., sabemos que muitas matérias fáticas são controvertidas,
como apuração das horas extras que dependem da juntada dos controles de frequência por parte da Reclamada,
bem como outros documentos de porte obrigatório do empregador, que poderão ser colimados para ao final
do processo chegar-se ao denominador comum, geralmente em sede de liquidação de sentença, razão que pela
qual poderia, ainda, apresentar mera estimativa de valores a uma diversificada série de pedidos.

II.IX – Logo que o legislador exigisse a apuração de cálculos exatos e aritméticos, assim
teria previsto a norma, algo que não previu.

II.X – Tanto o é que recentemente, por meio da Resolução 221/2018, o TST editou a
Instrução Normativa n° 41, que prevê:
“Art. 12. Os arts. 840 e 844, §§ 2º, 3º e 5º, da CLT , com as redações dadas pela Lei nº 13.467, de 13 de julho
de 2017 , não retroagirão, aplicando-se, exclusivamente, às ações ajuizadas a partir de 11 de novembro de
2017.
[...] omissis [...]
§ 2º Para fim do que dispõe o art. 840, §§ 1º e 2º, da CLT , o valor da causa será estimado, observando-se,
no que couber, o disposto nos arts. 291 a 293 do Código de Processo Civil.”

II.XI – Assim sendo, como a própria instrução normativa autoriza que o valor da causa
será estimado, é certo que o Reclamante cumpriu com todos os requisitos da petição inicial.
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II.XII – Atualmente, a matéria vem sendo cada vez mais recorrente neste Tribunal, sendo
certo que não só o Tribunal desta Primeira Região, mas de igual sorte o Ministério público do trabalho, vêm se
manifestando no sentido de ser desnecessária a liquidação exauriente dos pedidos, bem como apresentação de
planilha.

II.XIII – Com o fito de corroborar o acima alegado, recentemente, nos autos do processo
n° 0100943-03.2018.5.01.0079 (RO), que tramitou juntou à 9ª Turma deste Tribunal, com relatoria do MM.
Desembargador Célio Juaçaba Cavalcante, foi afirmado no voto que:

“[...] A sentença está exigindo mais que a legislação, ao afirmar que deveria ter vindo aos autos
planilha de cálculos, o que não condiz com os requisitos legais previstos para a petição inicial, que
deveriam ser aqueles previstos na legislação citada, já com as alterações feitas pela reforma, que
apenas determina que sejam apontados os valores na peça de ingresso, não exigindo sua
liquidação.[...]”

II.XIV – No mesmo sentido, diversos juízes neste Tribunal costumam determinar a


emenda da petição inicial, para apresentação de liquidação dos pedidos, bem como apresentação da respectiva
planilha. Tais determinações têm sido atacadas pela via mandamental, obtendo inclusive boa taxa de êxito para
concessão da segurança para suspensão do ato que determinou a liquidação.

II.V – O Ministério Público do Trabalho também já se manifestou sobre o tema, mais


especificamente nos autos do Mandado de Segurança n° 0102036-44.2018.5.01.0000, onde alinhavou:

“Assim sendo, a regra geral de vedação ao pedido genérico, precisa ser excepcionada toda vez que não
seja possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato.
Nessa senda, exigir prévia liquidação de pedidos que dependem de documentos que não estão na posse
do impetrante, amplia a interpretação do § 1º do artigo 840 da CLT. Significa, em última análise, cercear o
direito da impetrante de obter o quantum devido pelo reclamado, podendo, assim, a estimativa ficar além
ou aquém do que será posteriormente apurado.
Ressalta-se que a decisão de piso impugnada exigiu a efetiva liquidação dos pedidos. De toda sorte, a
estimativa dos pedidos e a indicação do valor da causa já são suficientes para cálculo das custas processuais
e fixação da alçada.
Considerando que a pretensão envolve o pagamento de horas extraordinárias e reflexos e que o autor
esclarece não possuir acesso a todos os dados necessários para adequação do valor de todos os pleitos
formulados, entende o Parquet ser o caso de aplicação da exceção prevista na própria legislação processual,

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consignando que pode a hipótese ser muito bem enquadrada, respectivamente, nos incisos II e III, do art.
324 do CPC.
Assim, por se tratar de pedido cuja liquidação é inviável, somos pelo provimento do agravo.”

II.VI – Evidente que não há que se falar em liquidação e apresentação de planilha.

II.XVII – Em outra toada, acerca da indicação do valor do pedido, é importante destacar


que os referidos são meramente referenciais e não vinculantes.

II.XVIII – Compilamos, inclusive o trecho que acordão de relatoria do MM.


Desembargador Célio Juaçaba Cavalcante, nos autos do processo n° 0100943-03.2018.5.01.0079 (RO), que
tramitou juntou à 9ª Turma deste Tribunal, na qual cita texto de autoria do Juiz e Professor Jorge Luiz Souto
Maior, publicado no site da AMATRA13:

"(...) Falando, especificamente, da petição inicial, cumpre lembrar que durante muito tempo a doutrina e a
jurisprudência se recusaram a aplicar o § 1º do art. 840 da CLT quanto aos requisitos da petição inicial,
considerando que estes deveriam seguir os parâmetros do CPC. A Lei n. 13.467/17 fez referência expressa
aos requisitos da petição inicial trabalhista, inviabilizando a aplicação subsidiária no CPC sobre o tema. Por
consequência restam afastadas quaisquer exigências de informações aos reclamantes para a propositura de
reclamações além daquelas previstas no § 1º do art. 840 da CLT. A bem da verdade, o dispositivo atual repete
o anterior, mas isso serve tanto para reforçar os requisitos exigidos pela CLT quanto para revitalizar o
princípio da oralidade, impregnado no procedimento consagrado no processo do trabalho, e para reafirmar
as preocupações processuais básicas com a ampliação do acesso à justiça, a instrumentalidade das formas e
a simplicidade. Continua, pois, prevalecendo a compreensão, extraída do texto legal, de que uma petição
inicial trabalhista não depende de causa de pedir, fundamentação jurídica, qualificação jurídica do pedido,
especificação de provas, requerimento de citação ou mesmo qualificação das partes por formas específicas.
Basta que apresente: "designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que
resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor, a data e a
assinatura do reclamante ou de seu representante". É o que diz a lei. A inovação trazida na Lei n. 13.467/17
fica por conta da exigência de que o pedido deva "ser certo, determinado e com indicação de seu valor". Isso,
no entanto, não representa uma alteração substancial, pois a precisão e a determinação do pedido dizem
respeito à sua própria essência e a indicação do valor, como está expresso no dispositivo legal referido, não
passa de uma indicação, ou seja, não se trata de uma liquidação, vez que essa só decorre da condenação. O
texto legal faz referência expressa a "indicação do seu valor" (do pedido), o que deve ser tomado,
literalmente, como uma indicação e não como uma certeza, a qual só se obterá com os limites fixados no
julgamento e após a necessária liquidação. Importantíssimo verificar que o próprio legislador (da Lei

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13.467/17) deixa claro que a definição do valor efetivamente devido será feita com a liquidação da sentença.
Vide, a propósito, o teor do art. 791-A, que estabelece que os honorários advocatícios devidos ao advogado
do reclamante serão calculados sobre "o valor que resultar da liquidação da sentença". O valor do pedido,
indicado na inicial, ademais, é, meramente, a expressão econômica que se considera advir do pedido (daí a
expressão "indicação"), sendo que mesmo essa indicação não poderá ser exigida quando for impossível (ou
bastante difícil, dada a complexidade dos cálculos trabalhistas que muitas vezes se apresentam) fazê-lo no
momento da propositura da ação, considerando-se, como deve ser, que em muitas situações isso não é
possível. Mesmo o CPC tem regra neste sentido (§ 1º do art. 324, CPC). Por conta de tudo isso, em nenhuma
hipótese o valor apresentado delimita a condenação porque o juiz julga o pedido, na perspectiva de uma
correspondência entre o fato e o direito. Concretamente, o juiz aplica o direito ao fato, embora vinculando-
se à delimitação do pedido, que, como se sabe, é a decorrência jurídica lógica do fato aduzido. Então, se o
direito aplicado ao caso concreto gerar um resultado econômico superior ao valor indicado na inicial, a devida
prestação jurisdicional, que é uma obrigação constitucional, deverá considerar o valor efetivamente devido,
que será apurado em liquidação de sentença, valendo lembrar que os direitos trabalhistas, em sua grande
maioria, cuidam de questões de ordem pública, sob o império, inclusive, do princípio da irrenunciabilidade.
Havendo condenação, o que prevalece, portanto, é o valor que se extrai da liquidação da sentença e não o
valor apresentado para o pedido, que é, como se viu, meramente indicativo. O valor indicado do pedido só
servirá, nos termos da lei, para o cálculo do valor da causa, o qual somente repercute na determinação do
procedimento (ordinário, sumário ou sumaríssimo) e no cálculo das custas, no caso de improcedência total
dos pedidos. Trata-se, portanto, de atos ilegais tanto a exigência do juiz para que o reclamante emende a
inicial para "liquidar" os pedidos, sem considerar, inclusive, as situações em que sequer a indicação é
possível, quanto a ameaça de que a eventual condenação em sentença será limitada ao valor "liquidado",
até porque, como já dito, o art. 791-A da CLT deixa claro que o valor da liquidação não está delimitado pelo
valor do pedido."
(http://www.amatra13.org.br/artigos/peticao-inicial-trabalhista-desnecessidade-de-liquidacao-dos-
pedidos/)

II.XIX – Logo, uma vez estimados e indicados os valores referentes aos pedidos ora
formulados, deve ser observado que foram cumpridas todas as exigências positivadas no artigo 840 CLT, bem
como não há que se falar em liquidação dos referidos.

III – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA – PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO E DO


ACESSO A JUSTIÇA – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 791-A, DA CONSOLIDAÇÃO
DAS LEIS DO TRABALHO

III.I – O Reclamante requer a V. Exa. que seja-lhe deferida o benefício da Gratuidade de


Justiça, inclusive quanto os honorários de sucumbência e periciais, com fulcro na Lei no 1.060/50, com as
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alterações introduzidas pela Lei no 7.510/86 e ao artigo 98 e seguintes do CPC, de vez que não tem condições
de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do seu próprio sustento e o de sua
família, por encontrar-se em condição financeira precária, pois os parcos recursos que recebe mal dão para
cobrir com as suas despesas ordinárias de moradia, sendo, portanto, hipossuficiente.

III.II – Destaca o Reclamante, que seu requerimento de concessão dos benefícios da


gratuidade de justiça, também, deve abarcar, os honorários advocatícios e, eventual, honorários periciais.

III.III – Em recente julgado, acertadamente, o Tribunal Regional do Trabalho da Terceira


Região, decidiu pela inconstitucionalidade do dispositivo constante no artigo 791-A, da CLT.

III.IV – Do julgado foi gerada a seguinte ementa:

“HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - ART. 790-B DA CLT - AINDA QUE BENEFICIÁRIA DA JUSTIÇA GRATUITA -
INCONSTITUCIONALIDADE. A gratuidade da justiça compreende os honorários do advogado, isto é, a
concessão do benefício da justiça gratuita impõe a necessária conclusão de que o beneficiário não possui
recursos a fim de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo de seu próprio sustento e/ou de sua
família (artigo 14, § 1º da Lei 5.584/1970), o que inclui os honorários advocatícios.”
(TRT3 – Processo n° 0010321-39.2018.5.03.0072 (RO) – Relator: Des. Paulo Roberto de Castro – Órgão
Julgador: Sétima Turma – Julgamento: 13.12.2018 – Publicação: 01.02.2019)

III.V – Embora a Lei 13.467/2017, no artigo 790, parágrafos 3º e 4º, da CLT, tenha
mitigado o alcance do benefício da justiça gratuita, ainda o manteve para os autores que perceberem salário
igual ou inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência
Social e à parte que comprovar insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo, observando-
se, ainda que nos termos do artigo 98, § 1º, VI do Código de Processo Civil, a gratuidade da justiça compreende
os honorários do advogado.

III.VI – Deve ser observado que concessão do benefício da justiça gratuita impõe a
necessária conclusão de que o beneficiário não possui recursos a fim de arcar com as despesas do processo,
sem prejuízo de seu próprio sustento e/ou de sua família (artigo 14, § 1º da Lei 5.584/1970), o que inclui os
honorários advocatícios. E tal circunstância não se altera diante da possibilidade de recebimento de créditos em
juízo pelo trabalhador, ainda que em outro processo, diante do caráter alimentar das verbas deferidas nesta
seara trabalhista, necessárias à sobrevivência do trabalhador, razão pela qual tais créditos não podem ser
considerados como hábeis a suportar a despesa como pagamento dos honorários ao advogado.

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III.VII – Nesse ponto, é necessário registrar que o texto introduzido pela "Reforma
Trabalhista", no que tange à imposição de honorários advocatícios a todas as ações submetidas à jurisdição
trabalhista, causou grande impacto ao próprio exercício do direito de ação, eis que o trabalhador, temendo a
sucumbência, pode deixar ajuizar de buscar o judiciário, a fim assegurar a garantia de seus direitos,
inviabilizando o pleno exercício do princípio da inafastabilidade da jurisdição, assegurado no art. 5º, XXXV, da
CRFB/88, de seguinte teor:
"Art. 5º - [...] omissis [...]
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito".

III.VIII – Não bastasse, o artigo 791-A da CLT, ao impor ao empregado beneficiário da


justiça gratuita, ou seja, com clara impossibilidade de arcar com os custos do processo sem prejuízo de seu
sustento e/ou de sua família, o pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, inviabiliza o acesso à
justiça e promove a desigualdade no tratamento das partes.

III.IX – Nos autos do processo n° 0010321-39.2018.5.03.0072 (RO), de relatoria do


Exmo. Des. Paulo Roberto de Castro, da Sétima Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região,
assim foi relatado sobre a inconstitucionalidade difusa do dispositivo do artigo 791-A, da CLT, afirmando, o
douto Relator que tal artigo:
“Permite, via reflexa, o incentivo de condutas ilegais e lesivas de empregadores que,
beneficiando-se do temor por parte do trabalhado em bater às portas do Poder Judiciário, deixam
de pagar as verbas trabalhistas eventualmente sonegadas. Embora esteja este Relator impedido
de declarar a inconstitucionalidade do dispositivo em comento, por força da cláusula de reserva de
plenário (art. 97 da CR/88), não se pode olvidar que o direito ao amplo acesso à justiça encontra-
se assegurado em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
É mister que seja realizado o chamado controle de convencionalidade/supralegalidade,
devendo ser assegurados os direitos previstos na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do
Homem, de 1948 e na Convenção Americana sobre Direitos Humanos "Pacto de San José da Costa
Rica", devidamente subscrita pelo Brasil.
Afinal, imersa em um efetivo pluralismo jurídico, a análise dos dispositivos da CLT ensejará um
constante diálogo das fontes, considerando-se que a legislação trabalhista não pode ser
interpretada como um outsider dos ordenamentos jurídicos nacional e internacional,
negligenciando as contribuições do direito constitucional, do direito civil, do direito internacional
público e do direito internacional privado para a compreensão do alcance e dos limites discursivos
de seus dispositivos.
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A alteração legislativa andou, ainda, na contramão do princípio da proteção, perfeitamente
aplicável não somente no direito material, quanto no processo do trabalho. Por conseguinte, e,
dentro da decisão conferida pelo STF, deve ser realizado o controle de convencionalidade/
supralegalidade, declarando-se inválida a norma inserta no art. 791-A da CLT, a qual impõe ao
beneficiário da justiça gratuita o pagamento dos honorários advocatícios sucumbenciais. Trata-se
de controle de convencionalidade difuso, albergado neste ordenamento jurídico.”

III.X – Assim sendo, requer a parte autora seja deferido os benefícios da gratuidade de
justiça, inclusive sobre honorários advocatícios e eventuais honorários periciais, declarando-se de modo difuso
a inconstitucionalidade do artigo 791-A, da CLT, e deferindo a gratuidade de justiça na forma do artigo 98, §1º,
do Código de Processo Civil, eis que em razão do princípio da proteção deve ser aplicado ao Reclamante a norma
mais favorável.

01.00 – DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA


2ª e 3ª RECLAMADAS

01.01 – Justifica-se a propositura da reclamação trabalhista em face da

Segunda e Terceira reclamadas, porque as mesmas integram grupo econômico com a primeira
Reclamada e, portanto, são responsáveis solidários pelos direitos trabalhistas ora vindicados.

Com efeito, para desvirtuar suas obrigações trabalhistas, fiscais e

comerciais, a primeira reclamada “BARZIN RIO LIVE” se utiliza das 3(três) razões sociais das
empresas ora reclamadas dentro do mesmo estabelecimento, onde as contas de
consumo dos cientes são recebidas com as maquinetas dos 3(três) reclamados.

É claro que eventual execução em desfavor da empregadora (primeira


reclamada) poderá ensejar frustração no recebimento pelos seus empregados.

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1ª RECLAMADA

2ª RECLAMADA

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3ª RECLAMADA

01.02 – Em vista do acima denunciado, as rés deverão ser declaradas


integrantes do mesmo grupo econômico, e condenadas, solidariamente, a satisfazer o pagamento
das verbas postuladas devidas ao Reclamante, como se requer.

INCLUSÃO DO SÓCIO OCULTO


4º, 5º e 6º RECLAMADOS
JUSTIFICATIVA
01.03 – Justifica-se o chamamento do quarto, quinto e sexto reclamados
réus na presente demanda, porque os mesmos são os proprietários da primeira, segunda e terceira
reclamadas, mas não fazem constar seus nomes no contrato social, afigurando-se como verdadeiros
SÓCIOS OCULTOS do empreendimento.

Ainda, conforme se verifica no contrato social anexado à presente, em 19 de

agosto de 2013, entra na sociedade o sexto reclamado – Túlio Lemos de Andrade Filho.

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Em 03 de dezembro de 2014, entram na sociedade a Sra. Talita Stoppazzolli

Galvão Bueno, esposa do quarto reclamado, Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno Filho; e, o

Sr. Caio José Ferrero, irmão do quinto reclamado, Diego José Ferrero, os quais se utilizaram de

“LARANJAS” para compor o contrato social.

Em 20 de abril de 2016, os sócios acima citados, retiram os seus nomes do


contrato social, cedendo a totalidade das suas cotas com o claro intuito de se furtar de suas
obrigações trabalhistas, fiscais e comerciais.

Em 01 de março de 2017, o Sr. Alberto Matoso Alonso e a Sra. Aline Fernandes


Santana de Mattos, assumem a sociedade, onde, esta, tem endereço localizado em comunidade
pobre, incompatível com alguém que possua um estabelecimento de “luxo” em seu

nome, em plena Ipanema, um dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, conforme
demonstrado abaixo:

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É certo que o quarto, quinto e sexto réus, jamais se afastaram do grupo,


muito pelo contrário, como proprietários, sempre tocaram e tocam, de per si, o restaurante,

afigurando-se como verdadeiros “sócios ocultos” ou “sócios de fato”, do

empreendimento.

01.04 – Em vista do acima denunciado, como sócios ocultos da primeira,

segunda e terceira reclamadas, o quarto, quinto e sexto reclamados, deverão ser condenados
solidariamente com a Primeira Ré a satisfazer o pagamento das verbas trabalhistas do reclamante,
como se requer.

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DA NECESSIDADE DE COMPARECIMENTO PESSOAL DO QUARTO,


QUINTO E SEXTO RECLAMADOS EM AUDIÊNCIA –
IMPOSSIBILIDADE DE PESSOA FÍSICA SER REPRESENTADO POR
PREPOSTO EM QUESTÕES PERSONALÍSSIMAS
01.05 – Antecipa desde já a parte autora, a necessidade de comparecimento do
referidos Réus pessoas físicas pessoalmente aos atos.

Tendo em vista que a responsabilidade dos referidos se tratar de questão


referente a Teoria da Asserção na qual a legitimidade das Rés confunde-se com o próprio mérito da
ação, tratando-se de questão intrinsicamente personalíssima, não poder-se-á admitir nomeação de
preposto para tal fato, eis que não obstante com a alteração trazida pela Reforma Trabalhista, não
será necessário, somente para pessoa jurídica, fazer se representar por preposto, conforme §3º, do
art. 843, da CLT c/c §4ª, do artigo 9°, da Lei 9.099/90.

Logo, assim como a parte autora, salvo a previsão legal, não poder se fazer
representar por preposto, a parte Ré também não o pode, diante da regra de hermenêutica de que
onde há a mesma razão, aplica-se o mesmo direito.

Assim sendo, deverá ser aplicada os efeitos da revelia com consequente pena

de confissão em desfavor do quarto, quinto e sexto reclamados, caso venham a se fazer


representados por preposto.

02.00 – DOS FATOS

02.01 – O reclamante foi admitido pela segunda reclamada em 01/12/2018,


para exercer a função de barman, tendo tido a sua CTPS anotada pela primeira ré.

Esclarece o reclamante que durante o período de 18/04/2020 a 31/12/2020,


teve seu contrato suspenso, na forma da MP 936/2020 e da Lei nº 14.020/2020; contudo, a reclamada
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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113520883900000054207858
Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
Danilo Gutenberg Mira Luiz Carlos Esteves Gonçalves

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somente lhe entregou a cópia referente ao primeiro período acordado (de 18/04 até 16/06/2020 –
60 dias), razão pela qual, deverá ser compelida a juntá-los com a defesa, sob as penas do art. 400, do
CPC, como se requer.

02.02 – Na ré, o autor permaneceu até a data de 05/01/2021, quando foi


demitido sumariamente e sem justo motivo, ferindo o seu direito à estabilidade provisória, na forma
da MP nº 936/2020.

02.03 – Por não ter recebido as verbas rescisórias até a presente data, é o autor
credor da multa do art. 477, § 8º da CLT, a qual deve ser calculada com base na remuneração
percebida pela parte autora e não apenas seu salário-base.

Inclusive, o entendimento deste E. TRT da 1ª Região é no sentido de que a


multa por atraso no acerto resilitório tem como base de cálculo a remuneração obreira
devidamente corrigida, e não somente o seu salário base, sendo esta a intenção do legislador ao
estipulá-la no § 8º do art. 477, da CLT.

MULTA PREVISTA NO ART. 477 DA CLT. BASE DE CÁLCULO. No que concerne à interpretação
que se faz da norma prevista no § 8º, do art. 477, da CLT, tem-se que a base de cálculo da
multa é a remuneração do empregado, e não apenas o salário-base. Recurso parcialmente
provido.

(TRT-1 - RO: 01005705620185010342 RJ, Relator: ROBERTO NORRIS, Data de Julgamento:


11/09/2019, Quinta Turma, Data de Publicação: 04/10/2019)

EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. MULTA DO § 8º DO ART. 477 DA CLT. BASE DE CÁLCULO. A


multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT, deve incidir sobre a remuneração, considerando
todas as parcelas de natureza salariais que o empregado recebe, e não sobre o salário básico.

(TRT-1 - AP: 01409006220065010004, Relator: José Luís Campos Xavier, Data de Julgamento:
16/11/2016, Sétima Turma, Data de Publicação: 29/11/2016)

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Isso porque, a expressão "salário" constante do texto legal deve ser
compreendia no seu sentido lato, não sendo possível sua interpretação restritiva, senão vejamos.

Esse entendimento está em consonância com a melhor doutrina, como


também da atual e iterativa jurisprudência do C. TST, sendo certo que a melhor interpretação do Art.
477 da CLT é no sentido de que a referência ao “salário” contida no texto legal deve ser considerada
de forma ampla, isto é, de modo a abranger todas as parcelas de natureza salarial alcançadas ao
trabalhador.

RECURSO DE REVISTA. MULTA PREVISTA NO ART. 477, § 8º, DA CLT. BASE DE CÁLCULO. A

multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT, deve incidir sobre a remuneração, considerando

todas as parcelas de natureza salariais que o empregado recebe, e não sobre o salário básico

. Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido.

(TST - RR: 643320145200003, Relator: Maria Helena Mallmann, Data de Julgamento:

15/04/2015, 5ª Turma, Data de Publicação: DEJT 30/04/2015).

O E. Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, na Orientação Jurisprudencial


nº 46, assim dispõe:

TRT 4 - ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 46 – MULTA DO ART. 477, § 8º, DA CLT.


A multa do artigo 477, parágrafo 8º, da CLT deve ser calculada sobre todas as parcelas salariais,
assim consideradas aquelas legalmente devidas para o cálculo das parcelas rescisórias.

Assim, a base de cálculo da multa do art. 477, §8º, da CLT, deve ser integrada,
sobre toda remuneração devida ao obreiro.

Tal entendimento, encontra amparo, também, no art. 457, da CLT.

Ainda, importante observar que multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, é
penalidade pela mora do empregador no pagamento das rescisórias, situação que deixa o trabalhador
em total desamparo quando da rescisão do contrato de trabalho, não sendo possível a interpretação
restritiva do termo salário utilizado no dispositivo legal.

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Portanto, requer-se a condenação da reclamada ao pagamento da multa
constante no art. 477, §8º da CLT cuja base de cálculo deve ser a remuneração da trabalhadora, não
apenas o salário base, mas toda remuneração por ela recebida e devida, como se requer.

02.04 – Por não pagos, é o autor credor de 05 (cinco) dias de salário do mês de
janeiro de 2021, no valor de R$213,90 (duzentos e treze reais e noventa centavos), como se requer.

02.05 – Considerando-se o período de estabilidade provisória, deverá ser


procedida a baixa na data de 04/10/2021, em conformidade com a OJ 82, do SDI-1, do C. Tribunal
Superior do Trabalho e na forma da Lei nº 12.506/2011, como se requer.

DOS SALÁRIOS DEVIDOS – ESTABILIDADE PROVISÓRIA


INDENIZAÇÃO SUBSTITUTIVA
02.06 – Na forma do art. 10, § 1º da MP936/2020, é devido ao autor o
pagamento do salário integral da demissão até o final do período da estabilidade provisória
(29/08/2021), no montante de R$11.550,06 (onze mil e quinhentos e cinquenta reais e seis centavos),
calculado com base no salário mensal devido de R$1.283,34, bem como de seus consectários, os quais
serão cobrados em itens próprios, como se requer.

03.00 – DA REMUNERAÇÃO

03.01 – O autor foi contratado para receber o salário mensal constante em seus

contracheques, acrescido do pagamento da divisão das GORJETAS DE13% COBRADAS DOS

CLIENTES DA RECLAMADA.

DIFERENÇA DE PISO SALARIAL


03.02 – Em que pese o autor exercesse a função de barman, a partir de outubro
de 2019, deixou de receber o piso salarial a que fazia jus, na forma das convenções coletivas de sua
categoria, porque os salários mensais eram pagos nas quantias constantes em seus contracheques,
inferiores aos valores devidos, conforme demonstrativo abaixo:

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PERÍODO SALÁRIO PAGO PISO DEVIDO DIFERENÇA
2019
OUTUBRO 1.239,94 1.283,34 43,40
NOVEMBRO 1.239,94 1.283,34 43,40
DEZEMBRO 1.239,94 1.283,34 43,40
2020
JANEIRO 1.239,94 1.283,34 43,40
FEVEREIRO 1.239,94 1.283,34 43,40
MARÇO 1.239,94 1.283,34 43,40
ABRIL 702,61 727,26 24,65

TOTAL R$285,05

03.03 – Diante do acima exposto e demonstrado, é o autor credor das


diferenças salariais retidas, a partir de outubro de 2019, na quantia de R$285,05 (DUZENTOS E
OITENTA E CINCO REAIS E CINCO CENTAVOS), que deverá ser paga e integrada aos seus direitos
trabalhistas, para todos os efeitos legais, devendo, ainda, a parte ré juntar todos os recibos salariais
do reclamante com sua defesa, sob as penas do art. 400, do CPC, como se requer.

GORJETAS DE 13% - PAGAMENTO PARCIAL


03.02 – Inobstante a contratação acima denunciada, a integralidade das
gorjetas, cobradas e arrecadadas, não eram repassadas aos seus empregados, eis que daqueles 13%
a parte ré assim dividia: 4% era retido em seu favor e dos 9% restantes, a reclamada retinha 33% (Lei
nº 13.419/2017), dividindo entre seus empregados a sobra de 6,03%.

À título de gorjetas o autor recebia a quantia média mensal de R$800,00.

03.03 – Levando-se em consideração os valores acima apontados das gorjetas


que lhe deixaram de ser pagas, durante todo o período trabalhado, é o autor credor da quantia a ser
apurada em regular liquidação de sentença e devolvida, acrescida de juros de mora e correção
monetária, calculada mês a mês de cada retenção, devendo, ainda, ser integrada aos seus direitos
trabalhistas para todos os efeitos legais, como se requer.

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03.04 – As gorjetas pagas ao reclamante, deverão ser consideradas durante
todo o período trabalhado e integradas aos seus direitos trabalhistas nas férias + 1/3, 13º salário,
FGTS e multa de 40%, na forma da Súmula 354 do C. TST.

Em razão da repercussão das gorjetas pagas e retidas no FGTS e multa fundiária


de 40%, os valores oriundos de tais integrações deverão repercutir no aviso prévio e no décimo
terceiro, para todos os efeitos legais, como se requer.

QUEDA DA MP 808/2017 E O FIM DA RETENÇÃO DE 33%


03.05 – A lei nº 13.419/2017, entrou em vigor maio de 2017. Contudo, por
haver pontos não contemplados pela Reforma Trabalhista as quais precisavam de regulamentação,
foi editada a Medida Provisória 808 pelo Presidente da República. Entretanto, a MP 808/2017 perdera
a validade no dia 23 de abril de 2018, passou a valer somente o texto original da lei 13.467/2017,
sancionada em 11 de novembro de 2017, com a perda da validade da medida provisória, toda a
regulamentação expressa nela referente às gorjetas deixa de existir, assim voltou a ser proibido
reter o percentual de 20% ou 33%, conforme nos dá conta a nova redação do art. 468 caput da CLT
ao dispor:

Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas
condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou
indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente
desta garantia.

A retenção praticada pela reclamada de 33% perdeu-se a sua validade,


contudo, o PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO; PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE SALARIAL, PRINCÍPIO DA
ESTABILIDADE FINANCEIRA DA TRABALHADORA e o PRINCÍPIO DA INALTERABILIDADE CONTRATUAL
LESIVA sobrepõem o PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS ACORDOS E CONVENÇÕES COLETIVAS. Com o
fim da MP 808/2017, toda essa regulamentação deixa de existir, sem prejuízo dos trabalhadores que
continuam sendo destinatários da gorjeta.

03.06 – Diante do exposto no item acima, é o autor credor das gorjetas retidas
no percentual de 33% durante todo o período, a qual deverá a parte ré ser condenada a devolver ao

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obreiro a sua cota-parte retida, 33%, que deverá ser apurado em regular liquidação de sentença e lhe
ser devolvido, acrescido de juros de mora e correção monetária, calculado mês a mês de cada
retenção, devendo, ainda, ser integrado aos seus direitos trabalhistas, para todos os efeitos legais,
como se requer.

ESTIMATIVA DE GORJETA
INTEGRAÇÃO PREVISÃO EM CONVENÇÃO COLETIVA
03.07 – Tinha a reclamada a obrigação de integrar na remuneração do autor a
estimativa de gorjetas no importe de 70% do salário mínimo (convenções coletivas – anexo 1), cuja

natureza advém da famosa caixinha (pagamento ofertado além dos 13% cobrados na
conta), o que não se confunde com o pagamento de gorjetas advindas da cobrança dos
famosos 13%. No entanto, mesmo diante de tal obrigação, resta claro e evidente que a ré se
escusou da obrigação normativa avençada com o sindicato de sua categoria.

Pelo exposto, deverá a parte ré ser condenada a integrar nos direitos


trabalhistas do autor a quantia equivalente a 70% do salário mínimo constitucional a título de
ESTIMATIVA DE GORJETAS, na conformidade das Convenções Coletivas de Trabalho da categoria do
autor – anexo 1, considerando-a para fins remuneratórios, como se requer.

03.08 – Deverá a reclamada ser condenada a anotar na CTPS do autor o piso


salarial devido a partir de outubro de 2019 e as gorjetas de 13% recebidas e retidas, e as estimadas,
nas médias apontadas nos itens 03.01 e 03.07, como se requer.

03.09 – Por ser a única detentora de tais documentos, deverá a parte ré ser
compelida a juntar os comprovantes de fechamento da conta entregues aos clientes; as fichas de
fechamento do caixa; todas as planilhas de arrecadação e pagamento das gorjetas aos seus
empregados; os comprovantes fiscais de faturamento informados a Receita Estadual; além dos
extratos mensais dos cartões de crédito, débito, vale refeição ou qualquer outro meio de pagamento,
tudo relativo ao período trabalhado pelo autor, sob as penas do art. 400 do CPC, como se requer.

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03.10 – Em Razão da cobrança de gorjetas, nas modalidades e procedimentos
acima descritos, requer expedição de ofício à Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro,
solicitando informar se a empresa reclamada é declarante de cobrança de gorjeta, nos termos do art.
1º, da Resolução SEFAZ/RJ nº 588, de 31 de janeiro de 2013, que estabelece sua exclusão da base de
cálculo do ICMS incidente no fornecimento de alimentação e bebidas promovido por bares,
restaurantes, hotéis e similares.

04.00 – HORÁRIO DE TRABALHO

04.01 – Durante todo o período, o reclamante trabalhava nos dias de terça-feira


a domingo, e com 1 (uma) folga semanal gozada às segundas-feiras, se não fosse feriado + 1 (um)
domingo no mês, nos horários abaixo elencados:

DIA HORÁRIO INTERVALO INTRAJORNADA


SEGUNDA FOLGA
TERÇA 20:00 às 06:00/07:00 sem intervalo
QUARTA 18:00 à 02:00 sem intervalo
QUINTA 20:00 à 06:00/07:00 sem intervalo
SEXTA 20:00 à 05:00 sem intervalo
SÁBADO 20:00 à 06:00/07:00 sem intervalo
DOMINGO 20:00 à 05:00 sem intervalo

04.02 – Considerando os horários trabalhados pelo autor, é o mesmo credor de


horas extras a 50%, contadas a partir da quadragésima quarta hora semanal e as devidas pela não
concessão do intervalo intrajornada, as quais deverão ser pagas e integradas aos seus direitos
trabalhistas, para todos os efeitos legais, como se apurar em regular liquidação de sentença,
deduzindo-se as horas comprovadamente pagas, como se requer.

04.03 – Deverá contar, para fins de jornada de trabalho do autor, a hora


reduzida laborada após as 22:00 horas, nos termos do art. 73, § 1º da CLT e da OJ 127 do SDI-1 do C.
TST, e na forma da Súmula 60, II do C. TST, como se requer.

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113520883900000054207858
Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
Danilo Gutenberg Mira Luiz Carlos Esteves Gonçalves

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04.04 – Inobstante o autor ter recebido o adicional noturno, os mesmos lhe
foram pagos a menor, na média mensal de 50 horas, sendo credor da diferença do adicional noturno
na forma disciplinada pela Súmula 60 do C.TST: “Cumprida integralmente a jornada no período
noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do
art. 73, § 5º, da CLT (ex – OJ SDI-1 6)”, os quais deverão ser pagos e integrados aos seus direitos
trabalhistas, para todos os efeitos legais, conforme restar apurado em regular liquidação de sentença,
deduzindo-se as verbas comprovadamente pagas nos contracheques, como se requer.

05.00 – DOS FERIADOS

05.01 – Durante todo o período, o autor trabalhava nos feriados abaixo


relacionados, cumprindo jornada nos horários constantes no item 04.01, sem intervalo intrajornada,
sendo credor de horas extras a 100%, as quais deverão ser pagas e integradas aos seus direitos
trabalhistas, para todos os efeitos legais, como se apurar em regular liquidação de sentença,
deduzindo-se as horas comprovadamente pagas, como se requer.
FERIADOS TRABALHADOS PELO AUTOR:
2018: 25/12 (Natal); 2019: 01/01 (Confraternização Universal); 20/01 (São Sebastião); 05/03 (terça de
carnaval); 19/04 (paixão); 21/04 (Tiradentes); 23/04 (São Jorge); 01/05 (dia do trabalho); 20/06
(Corpus Christi); 07/09 (Independência do Brasil); 12/10 (Nossa Senhora Aparecida); 02/11 (Finados);
15/11 (Proclamação da República); 20/11 (Consciência Negra); 25/12 (Natal); 2020: 01/01
(Confraternização Universal); 20/01 (São Sebastião); 25/02 (terça de carnaval).

06.00 – DO RSR (DIFERENÇA)

06.01 – Em vista das horas extras a 50 e 100%, e do adicional noturno, é o autor


credor da diferença do RSR, cujo pagamento se requer.

07.00 – DO AVISO PRÉVIO

07.01 – Considerando-se a demissão sumária e sem justo motivo, e o período


de estabilidade provisória, é o autor credor do aviso prévio de 36 (trinta e seis) dias, na forma da Lei
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nº 12.506/2011, que deverá ser pago com base no salário mensal de R$1.283,84 e integrada das horas
extras a 50 e 100%, e do adicional noturno, como se requer.

08.00 – DAS FÉRIAS

08.01 – Em vista da diferença salarial devida; das gorjetas recebidas, retidas e


estimadas; das horas extras a 50 e 100%, e do adicional noturno, é o autor credor da diferença de
12/12 avos de férias relativas a 2018/2019, com o acréscimo de 1/3 constitucional, como se requer.

08.02 – Por não recebidas, e considerando-se o período de estabilidade


provisória (Lei 14.020/2020), é o autor credor de 12/12 avos de férias relativas a 2019/2020; de 01/12
avos de férias proporcionais e de 09/12 avos de férias proporcionais (período de estabilidade), pela
projeção do aviso prévio, todas com o acréscimo constitucional de 1/3, as quais deverão ser pagas
com base no salário mensal devido de R$1.283,84 e integradas das gorjetas recebidas, retidas e
estimadas; das horas extras a 50 e 100%, e do adicional noturno, como se requer.

09.00 – DAS NATALINAS

09.01 – Tendo em vista a diferença salarial devida; as gorjetas recebidas, retidas


e estimadas; as horas extras a 50 e 100%, e o adicional noturno, é o autor credor da diferença de
01/12 avos de natalinas proporcionais de 2018; da diferença de 12/12 avos de natalinas de 2019; e
da diferença de 12/12 avos de natalinas de 2020, como se requer.

09.02 – Por não recebidas, e considerando-se o período de estabilidade


provisória (Lei 14.020/2020), é o autor credor de 09/12 avos de natalinas proporcionais (período de
estabilidade), pela projeção do aviso prévio, que deverá ser paga com base no salário mensal devido
de R$1.283,84 e integradas das gorjetas recebidas, retidas e estimadas; das horas extras a 50 e 100%,
e do adicional noturno, como se requer.

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10.00 – DO FGTS/MULTA DE 40%


TUTELA DE URGÊNCIA EM CARÁTER ANTECIPADO

10.01 – Diante do atual cenário de pandemia causado pela COVID-19 e a


extrema dificuldade financeira que os trabalhadores estão tendo para trabalho e sustento, bem como
dada a ausência de medidas econômicas efetivas por parte do Governo Federal, presentes estarem
presentes os requisitos para concessão da TUTELA DE URGÊNCIA EM CARÁTER ANTECIPADO, a qual
se revela urgente em razão da natureza alimentar da verba a ser liberada, para que a parte autora
possa levantar os valores depositados no FGTS, posto que, repita-se, estamos diante de verba de
natureza alimentar e de uma grave crise, com reflexos diretos sobre o rendimento das famílias,
inclusive sobre a reclamante.

10.02 – Isso porque, o prosseguimento do feito sem a concessão da tutela de


urgência poderá acarretar prejuízo irreparável ao autor, na medida em que no momento de
pandemia em que vivemos, bem como pela escassez econômica de recursos, o autor pode se afundar
de forma irreversível em seu estado de miserabilidade, e isso com recursos de sua titularidade
constantes em sua conta vinculada do FGTS, pendentes de liberação.

10.03 – Como amplamente divulgado pelos meios de comunicação, os índices


de pobreza extrema no Brasil e nas Nações são alarmantes, com milhões de desempregados que
infelizmente não possuem condições sequer de prover o mínimo para si e para sua parentela, sendo
impensável que valores fiquem “preso” nas mãos do Estado, quando este deveria ser o primeiro a
fornecer o básico para manutenção da dignidade da pessoa humana, como assegura nossa
Constituição Cidadã de 1988.

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(https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54470607)

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(https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/05/06/pobreza-extrema-cresce-pelo-quarto-ano-seguido-e-
atinge-1388-milhoes.ghtml)

(https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/05/extrema-pobreza-cresce-pelo-5o-ano-
seguido-e-deve-explodir-com-a-pandemia/)

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10.04 – Ademais, na omissão do Poder Executivo e Legislativo, o socorro do
trabalhador é o Judiciário Trabalhista, ALÉM DO MAIS O PATRIMÔNIO NÃO PODE SE SOBREPOR À
VIDA E A SAÚDE, POR QUE PODERIA SACAR O FGTS PARA COMPRAR UM IMÓVEL E NÃO PODERIA
FAZÊ-LO PARA MATAR A FOME E SALVAR VIDAS?

10.05 – Todavia, a hermenêutica do julgador deve interpretar o artigo 20 da Lei


8036/90 com base no princípio da proteção máxima do trabalhador, especialmente no artigo de que
trata da necessidade em caso de desastre natural, o que análogo ao que está acontecendo agora de
fato, ou até pior, porque uma enchente não é menos grave que a pandemia global que assola mais
de 6 bilhões de pessoas do planeta.

10.06 – Outrossim, a demora na concessão da presente medida importa em


notórios prejuízos de ordem material e processual a parte autora, especialmente a privação de
recursos financeiros e que no processo subjacente possui natureza alimentar, bem como a demora
da resolução da demanda em razão da suspensão dos expediente atinentes às audiências nos meses
de março e abril de 2020, causadas pela COVID-19.

10.07 – Importante destacar que deferimento pelo juízo do presente


requerimento NÃO irá se configurar antecipação do julgamento, posto que o fundamento de
liberação dos valores do FGTS se dá, não em razão de fato endoprocessual, mas sim de situação
exoprocessual.

10.08 – Fundamenta-se, ademais a presente pretensão, posto que a Lei nº

8.036/90, em seu artigo 20, caput e incisos I e XVI, alínea “a”, autorizam a movimentação da

“conta vinculada do trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência e
gravidade decorra de “estado de calamidade pública”, in verbis:

“Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser


movimentada nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e
de força maior;
[...] omissis [...]
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XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de
desastre natural, conforme disposto em regulamento, observadas as
seguintes condições:
a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente
atingidas de Município ou do Distrito Federal em situação de
emergência ou em estado de calamidade pública, formalmente
reconhecidos pelo Governo Federal;”
(grifo nosso)

10.09 – Assim sendo, requer-se a concessão da tutela de urgência em caráter


antecipado para liberação dos valores constantes na conta vinculada do FGTS do reclamante, na
forma do art. 300 do CPC, requerendo que o feito seja, de forma urgente, convertido em diligência
para expedição de ofício para a Caixa Econômica Federal, para que seja procedida a transferência
bancária para a conta do patrono da Reclamante, Dr. Carlos Alberto Patrício de Souza, OAB/RJ nº
53.466, CPF: 296.289.207-82, Banco Caixa Econômica Federal, Agência nº 2890, Conta Corrente nº
4993-3.

10.10 – A transferência para a conta do advogado está amparada no ato da


corregedoria tal como da necessidade extrema do isolamento e distanciamento social, o que faz com
que algumas agências da CEF estejam fechadas.

10.11 – Denuncia a autor que a parte ré efetuou os depósitos na conta de FGTS

de forma INSUFICIENTE, posto que não efetuou os depósitos referentes a todo o período, a

saber: 2020 – março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e
dezembro; conforme extrato analítico juntado à presente.

10.12 – Na hipótese de não deferimento de alvará para saque do FGTS


depositado, deverá a reclamada ser condenada a entregar ao autor as guias para recebimento do
FGTS no código 01 e pagar de forma INDENIZADA pelos depósitos não efetuados e pagar as diferenças
de FGTS relativas a diferença salarial devida; as gorjetas recebidas, retidas e estimadas; as horas
extras a 50 e 100%, e ao adicional noturno, como se requer.

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10.13 – Por inexistente o depósito da multa e por consectário lógico da
demissão sem justa causa, é o autor credor da multa do art. 18, § 1º, da Lei nº 8.036/90,
correspondente a todo o período contratual e do FGTS sobre o aviso prévio e sobre o décimo terceiro,
posto que não pagos, como se requer.

11.00 – DO SEGURO DESEMPREGO

11.01 – Deverá a parte ré ser condenado a fazer a entrega das guias do seguro
desemprego, se oportuna, sob pena de indenização substitutiva na quantia equivalente às cotas não
recebidas, na conformidade com a tabela de valores estabelecida pela Resolução do CODEFAT, como
se requer.

12.00 – DAS VERBAS RESCISÓRIAS


12.01 – As verbas rescisórias, assim consideradas aquelas apontadas nos itens
02.04, 07.01, 08.01, 09.01 e 10.01 até 10.13, deverão ser pagas ao autor quando do comparecimento
no Tribunal do Trabalho, sob pena de multa do art. 467, da CLT, como se requer.

13.00 – DOS PEDIDOS


13.01 – Assim, reclama com juros de mora e correção monetária, as verbas a
seguir alinhadas, como se apurar em regular liquidação de sentença:

1. requer-se a intimação da reclamada, na forma do art. 335 do CPC, para que apresente defesa
em 15 dias, sob pena de revelia;

2. seja reconhecido em sede de sentença que os pedidos não fiquem limitados aos valores
meramente estimados, haja vista a não vinculação de tais valores, conforme fundamento no
item II.I a II.XIX; mero requerimento sem expressão econômica;

3. seja deferido os benefícios da gratuidade de justiça, haja vista hipossuficiência do reclamante,


conforme item III.I; mero requerimento sem expressão econômica;

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4. seja declarada a inconstitucionalidade do artigo 791-A, da CLT, em sede de controle difuso, e
deferida a gratuidade inclusive quanto os honorários advocatícios de sucumbência e eventuais
honorários periciais, caso necessário, conforme item III.II a III.X; pedido de cunho declaratório,
ao qual se atribui o valor de R$100,00;

5. seja reconhecida e declarada, por sentença, a responsabilidade solidária das reclamadas pelo
pagamento das verbas devidas ao reclamante, pedido de cunho declaratório, ao qual se atribui
o valor de R$100,00;

6. seja declarado necessário o comparecimento do quarto, quinto e sexto réus em audiência,


sob pena de revelia, por se tratar de questão personalíssima; pedido de cunho declaratório,
ao qual se atribui o valor de R$100,00;

7. seja a parte ré compelida a juntar com a defesa, os acordos de suspensão de contrato durante
o período de 18/04/2020 a 31/12/2020, mero requerimento sem expressão econômica;

8. multa do art. 477, § 8º da CLT, no valor estimado e não vinculante de R$3.708,34;

9. seja procedida a baixa na CTPS do autor com a data de 04/10/2021, na conformidade com a
OJ 82, do SDI-1, do C. Tribunal Superior do Trabalho e na forma da Lei nº 12.506/2011, mero
requerimento sem expressão econômica;

10. pagamento dos salários durante o período de estabilidade provisória, no valor estimado e não
vinculante de R$11.550,06;

11. pagamento da diferença salarial devida, a partir de outubro de 2019, no valor estimado e não
vinculante de R$285,05, que por sua vez deverá integrar as seguintes verbas:
11.1 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$25,33;
11.2 03/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$6,33;
11.3 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$18,99;
11.4 03/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$4,75;
11.5 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$19,00;
11.6 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$14,25;
11.7 FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$24,70;
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Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
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11.8 multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$9,88;

12. seja a reclamada compelida a juntar com a defesa, todos os recibos salariais do reclamante,
sob as penas do art. 400, do NCPC; mero requerimento sem expressão econômica;

13. seja a reclamada condenada a integrar a média de gorjetas recebidas, nas seguintes verbas
devidas:
13.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1.066,64;
13.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1.066,64;
13.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$88,89;
13.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$800,00;
13.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$66,66;
13.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$800,00;
13.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$800,00;
13.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$600,00;
13.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$1.733,33;
13.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$693,33;

14. seja a Reclamada condenada a devolver as gorjetas alegadamente retidas de 4%, no valor
estimado e não vinculante de R$13.798,20, integrando-as da seguinte forma:
14.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$707,58;
14.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$707,58;
14.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$58,97;
14.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$530,73;
14.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$44,22;
14.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$530,71;
14.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$530,71;
14.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$398,04;
14.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$1.149,85;
14.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$459,94;
15. seja a Reclamada condenada a devolver as gorjetas alegadamente retidas de 33% em razão
da queda da MP 808, durante todo o período, no valor estimado e não vinculante de
R$10.251,80, integrando-as da seguinte forma:
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Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
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15.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$525,72;
15.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$525,72;
15.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$43,81;
15.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$394,29;
15.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$32,86;
15.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$394,32;
15.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$394,32;
15.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$295,74;
15.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$854,32;
15.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$341,73;

16. seja a Reclamada condenada a integrar a estimativa de gorjetas no percentual de 70% do


salário mínimo constitucional, nas seguintes verbas:
16.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$933,31;
16.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$933,31;
16.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$77,78;
16.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$700,00;
16.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$58,33;
16.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$700,00;
16.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$700,00;
16.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$525,00;
16.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$1.516,67;
16.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante R$606,67;

17. seja a reclamada condenada a anotar na CTPS do autor o piso salarial devido a partir de
outubro de 2019 e as gorjetas de 13% recebidas e retidas, e das estimadas, mero
requerimento sem expressão econômica;

18. seja a parte ré compelida a juntar os comprovantes de fechamento da conta entregues aos
clientes; as fichas de fechamento do caixa; todas as planilhas de arrecadação e pagamento
das gorjetas aos seus empregados; os comprovantes fiscais de faturamento informados a
Receita Estadual; além dos extratos mensais dos cartões de crédito, débito, vale refeição ou
qualquer outro meio de pagamento, tudo relativo ao período trabalhado pelo autor, sob as
penas do art. 400 do CPC, mero requerimento sem expressão econômica;
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19. expedição de ofício à Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, solicitando informar
se a empresa reclamada é declarante de cobrança de gorjeta, nos termos do art. 1º, da
Resolução SEFAZ/RJ nº 588, de 31 de janeiro de 2013, mero requerimento sem expressão
econômica;

20. horas extras a 50%, no valor estimado e não vinculante de R$9.375,00, que por sua vez deverá
integrar as seguintes verbas:
20.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$500,00;
20.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$500,00;
20.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$41,67;
20.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$375,00;
20.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$31,25;
20.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$375,00;
20.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$375,00;
20.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$281,25;
20.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$851,00;
20.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$340,40;
20.11. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$1.559,50;
20.12. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$450,00;

21. horas extras a 50% pela não concessão do intervalo intrajornada, no valor estimado e não
vinculante de R$5.624,09, que por sua vez deverá integrar as seguintes verbas:
21.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$299,94;
21.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$299,94;
21.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$25,00;
21.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$225,00;
21.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$18.74;
21.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$224,96;
21.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$224,96;
21.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$168,72;
21.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$960,44;
21.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$384,18;
21.11. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$937,34;
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21.12. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$269,96;

22. seja computada para fins de jornada de trabalho a hora reduzida laborada pelo autor após as
22:00 horas, nos termos do art. 73, § 1º da CLT e da OJ 127 do SDI-1 do C. TST, e na forma da
Súmula 60, II do C. TST, mero requerimento sem expressão econômica;

23. adicional noturno, no valor estimado e não vinculante de R$3.990,02, que por sua vez deverá
integrar as seguintes verbas:
23.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$212,80;
23.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$212,80;
23.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$17,73;
23.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$159,57;
23.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$13,30;
23.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$159,60;
23.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$159,60;
23.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$119,70;
23.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$362,19;
23.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$144,87;
23.11. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$665,00;
23.12. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$191,52;

24. horas extras à 100% pelos feriados, no valor estimado e não vinculante de R$3.645,85, que
por sua vez deverá integrar as seguintes verbas:
24.1. 12/12 de férias relativas a 2018/2019 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$194,44;
24.2. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$194,44;
24.3. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$16,20;
24.4. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$145,80;
24.5. 01/12 de natalinas relativos a 2018, no valor estimado e não vinculante de R$12,15;
24.6. 12/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$145,80;
24.7. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$145,80;
24.8. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$109,35;
24.9. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$330,95;
24.10. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$132,38;
24.11. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$607,64;
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24.12. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$175,00;

INTEGRAÇÃO DA DIFERENÇA SALARIAL NAS SEGUINTES VERBAS:


25. nas horas extras a 50%, no valor estimado e não vinculante de R$83,25, que por sua vez deverá
integrar as seguintes verbas:
25.1. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$7,40;
25.2. 03/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1,85;
25.3. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$5,55;
25.4. 03/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$1,39;
25.5. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$5,56;
25.6. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$4,17;
25.7. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$7,74;
25.8. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$3,10;
25.9. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$13,87;
25.10. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$6,11;

26. nas horas extras a 50% pela não concessão do intervalo intrajornada, no valor estimado e não
vinculante de R$49,96, que por sua vez deverá integrar as seguintes verbas:
26.1. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$4,44;
26.2. 03/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1,11;
26.3. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$3,33;
26.4. 03/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$0,83;
26.5. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$3,32;
26.6. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$2,49;
26.7. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$8,64;
26.8. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$3,46;
26.9. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$8,32;
26.10. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$3,66;

27. no adicional noturno, no valor estimado e não vinculante de R$35,44, que por sua vez deverá
integrar as seguintes verbas:
27.1. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$3,15;
27.2. 03/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$0,79;
27.3. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$2,37;
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Número do documento: 21033113520883900000054207858
Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
Danilo Gutenberg Mira Luiz Carlos Esteves Gonçalves

__________________________________________________________________________________________________________________________________________
27.4. 03/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$0,60;
27.5. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$2,40;
27.6. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$5,40;
27.7. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$3,30;
27.8. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$1,32;
27.9. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$5,90;
27.10. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$2,60;

28. nas horas extras à 100% pelos feriados, no valor estimado e não vinculante de R$32,39, que
por sua vez deverá integrar as seguintes verbas:
28.1. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$2,88;
28.2. 03/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$0,72;
28.3. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$2,16;
28.4. 03/12 de natalinas relativos a 2019, no valor estimado e não vinculante de R$0,54;
28.5. 12/12 de natalinas relativos a 2020, no valor estimado e não vinculante de R$2,16;
28.6. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$1,62;
28.7. FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$3,01;
28.8. multa fundiária de 40%, no valor estimado e não vinculante de R$1,20;
28.9. RSR, no valor estimado e não vinculante de R$5,39;
28.10. aviso prévio, no valor estimado e não vinculante de R$2,38;

29. seja deferida a LIMINAR DE TUTELA, expedindo-se ALVARÁ JUDICIAL para levantamento dos
depósitos fundiários existentes na conta vinculada do autor; mero requerimento sem
expressão econômica;

30. considerando-se a demissão sumária e sem justo motivo, o não pagamento das verbas
rescisórias e o período de estabilidade provisória, deverá a parte ré ser condenada no
pagamento das verbas resilitórias em strictu sensu, quando do comparecimento no Tribunal
do Trabalho, nelas compreendidas:
30.1. pagamento dos 05 dias de salário do mês de janeiro de 2021, no valor estimado e não vinculante de R$213,90;
30.2. aviso prévio indenizado de 36 dias, no valor estimado e não vinculante de R$1.540,01;
30.3. 12/12 de férias relativas a 2019/2020 + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1.711,12;
30.4. 01/12 de férias proporcionais + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$142,59;

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Carlos Alberto Patrício de Souza Armando Lima Santana Junior
Gabriele Benevenuto de Souza Isabella Maria Costa de Faria
Carlos Alberto Patrício de Souza Filho Larissa Meirelis Leitão
Raphael Benevenuto Patrício de Souza Leandro Henrique Lima da Costa
Danilo Gutenberg Mira Luiz Carlos Esteves Gonçalves

__________________________________________________________________________________________________________________________________________
30.5. 09/12 de férias proporcionais (estabilidade) + 1/3, no valor estimado e não vinculante de R$1.283,31;
30.6. 09/12 de natalinas proporcionais (estabilidade), no valor estimado e não vinculante de R$962,51;
30.7. na hipótese de não deferimento da liminar, requer a liberação das guias de FGTS com chave de conectividade,
com a integralidade dos depósitos, obrigação de fazer, sem expressão econômica;
30.8. pagamento do FGTS não depositado, de forma INDENIZADA, no valor estimado e não vinculante de R$1.026,67;
30.9. pagamento do FGTS sobre o aviso prévio e as natalinas, no valor estimado e não vinculante de R$200,20;
30.10. multa fundiária de 40% sobre o FGTS, no valor estimado e não vinculante de R$1.217,74;
30.11. fornecimento das guias do seguro-desemprego, sob pena de indenização substitutiva, no valor estimado e não
vinculante de R$6.929,55;

31. caso não haja o pagamento das verbas rescisórias constantes no item 30 e seus consectários,
requer seja a reclamada condenada no pagamento da multa do artigo 467, da CLT, no valor
estimado e não vinculante de R$1.992,00.

Protesta o autor por todos os meios de provas permitidas em direito,


principalmente pelo depoimento pessoal das rés, testemunhal e produção de prova pericial, sob pena
de confissão.

Requer a notificação citatória dos réus, para querendo, compareçam na


audiência que for designada por V. Exa. e apresentem defesa, sob pena de revelia e confissão, e
espera seja a presente no todo julgada PROCEDENTE, com a condenação das reclamadas no
pagamento das verbas postuladas, juros, correção monetária (IPCA-E), custas processuais, demais
despesas processuais e cominações legais, e honorários advocatícios de 15%, por ser medida de
direito e Justiça.

Dá-se à causa o valor de R$117.793,55 (cento e dezessete mil, setecentos e


noventa e três reais e cinquenta e cinco centavos), para efeito de alçada e determinação do rito.

P. Deferimento.
Rio de Janeiro, 01 de março de 2021.

Carlos Alberto Patrício de Souza


OAB/RJ nº 53.466

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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113521622500000054207859
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https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21033113521622500000054207859
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113521622500000054207859
https://pje.trt1.jus.br/primeirograu/VisualizaDocumento/Autenticado/d...

PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064
RECLAMANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
RECLAMADO: TOLEDO BAR E EVENTOS EIRELI E OUTROS (6)

DECISÃO - PJe

Vistos etc.

Indefiro a antecipação de tutela requerida ante a ausência


de documento necessário a atribuir verossimilhança ao alegado.

Intime-se.

Em razão da pandemia, resta impossibilitada a marcação de


audiência presencial. Considerando os termos do Ato Conjunto 06/2020,
da Presidência e da Corregedoria do TRT da 1ª Região, bem assim o art.
6º e 11 do Ato CGJT 11/2020, intimem-se/citem-se as partes (RTE via
DEJT; RDA por e-carta), sendo a ré para apresentar resposta e
documentos, sem opção de sigilo, no prazo de 15 dias úteis a partir da
presente intimação (art. 335 do CPC), sob as penas da lei, e o autor
para manifestar-se no prazo sucessivo de 15 dias úteis a partir do
término do prazo concedido ao réu, independentemente de nova
intimação.

Nos prazos respectivos, além da CONTESTAÇÃO e RÉPLICA, as


partes deverão ainda:

1º) indicar as provas que pretendem produzir, além daquelas


documentais juntadas com a inicial e a própria contestação,
justificando-as;

2º) caso haja requerimento de produção de prova oral


(depoimento das partes ou testemunhas), a parte também deverá
justificá-la para agendamento de audiência telepresencial.

3º) caso haja possibilidade de conciliação, as partes


poderão apresentar petição conjunta ou petições sucessivas de idêntico
teor, para apreciação, ficando dispensado o comparecimento pessoal,
hipótese na qual aplicar-se-á o art. 90, § 3º, do CPC.

1 de 2 31/03/2021 13:42
Assinado eletronicamente por: CARLOS ALBERTO PATRICIO DE SOUZA - 31/03/2021 13:52:39 - ca1ec17
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21033113521965400000054207860
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113521965400000054207860
https://pje.trt1.jus.br/primeirograu/VisualizaDocumento/Autenticado/d...

Findos os prazos, autos conclusos para designação de


audiência telepresencial ou, se for o caso, julgamento antecipado do
processo na forma do art. 355 do CPC.

Cumpra-se.

RIO DE JANEIRO/RJ, 22 de março de 2021.

MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE


Juiz do Trabalho Titular

2 de 2 31/03/2021 13:42
Assinado eletronicamente por: CARLOS ALBERTO PATRICIO DE SOUZA - 31/03/2021 13:52:39 - ca1ec17
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Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033113521965400000054207860
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

Vistos.

Cuida-se de ação de Mandado de Segurança por meio do


qual o impetrante JEFFERSON SILVA DE SOUZA, devidamente qualificado
na petição inicial (fl.2), se insurge contra ato do Juiz da MM. 64ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que, nos autos da RT 0100139-
75.2021.5.01.0064, indeferiu o requerimento de expedição de alvará
para saque dos valores vinculados na conta do FGTS do ora
impetrante.

Afirma que “a
tutela foi requerida diante do atual
cenário de pandemia causada pela COVID-19 e a extrema dificuldade
financeira que os trabalhadores estão tendo para trabalho e
sustento, bem como pelo fato de estarmos diante de verba de
natureza alimentar e de uma grave crise, com reflexos diretos sobre
o rendimento das famílias, inclusive sobre o Impetrante”.

Assevera que o ato coator acaba por violar direito


líquido e certo do Impetrante, uma vez que o fundamento da tutela
de urgência foi o estado de calamidade e a força maior que acometeu
toda a sociedade, decorrente da pandemia do coronavírus, posto que
a Lei n° 8.036/90, em seu artigo 20, caput e incisos I e XVI,
alínea “a”, autorizam a movimentação da “conta vinculada do
trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência
e gravidade decorra de “estado de calamidade pública”.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
Em prosseguimento, o impetrante argumenta que “o inciso
I, do artigo 114, da Constituição da República Federativa do
Brasil, garante a competência desta Justiça Especializada, o que é
reforçado pelo cancelamento da Súmula 176 do TST, que limitava a
competência da Justiça do Trabalho para liberação do FGTS na
existência de lide entre empregado e empregador”.

Aduz, também, que o prosseguimento do feito sem a


concessão da medida liminar poderá acarretar prejuízo irreparável,
na medida em que em meio à crise pandêmica, e diante da escassez
econômica de recursos, o ora impetrante pode vir a se encontrar em
situação irreversível de miserabilidade.

Alerta que, como amplamente divulgado pelos meios de


comunicação, “os índices de pobreza extrema no Brasil e nas Nações
são alarmantes, com milhões de desempregados”, sendo impensável que
valores fiquem retidos nas mãos do Estado, “quando este deveria ser
o primeiro a fornecer o básico para manutenção da dignidade da
pessoa humana, como assegura nossa Constituição Cidadã de 1988”.

Ressalta, ademais, que “à luz da disposição contida no


artigo 8º do Código de Processo Civil, segundo o qual, ao aplicar o
ordenamento jurídico, o julgador deve atender aos fins sociais e às
exigências do bem comum, resguardando e promovendo, ainda, a
dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a
razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência, deve ser
caçado o ato ilegal e concedida a liberação dos valores depositados
na conta vinculada no FGTS, de titularidade do trabalhador
/impetrante, sendo certo que a concessão de tal medida não produz
nenhum prejuízo à ex-empregadora e se revela necessária à
subsistência do impetrante e de sua família”.

Requer a suspensão da eficácia do ato atacado,


determinando, inaudita altera pars, a liberação dos valores
vinculados à sua conta do FGTS.

Requerida a concessão da gratuidade de justiça.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
É o relatório.

Passo à análise do pedido.

Inicialmente, quanto ao requerimento formulado pelo


impetrante, ressalto que o benefício da justiça gratuita a que se
refere o art. 790, §§ 3º e 4º, da CLT pode ser concedido a qualquer
parte e, na hipótese de pessoa natural, a prova da hipossuficiência
econômica pode ser feita por simples declaração do interessado ou
afirmação de seu advogado com poderes específicos na procuração
outorgada (arts. 99, § 3º, e 105 do CPC).

Ademais, o benefício da gratuidade de justiça para


pessoa natural será concedido facultativamente, e independentemente
da mencionada declaração, aos que receberem salário igual ou
inferior a 40% do limite máximo do benefício do RGPS, ou à parte
que comprovar insuficiência de recursos para pagamento das custas
do processo.

Na
presente hipótese, o impetrante concedeu poderes
específicos a seu advogado para firmar declaração de
hipossuficiência, como se extrai da procuração de fls. 23. Além
disso, o impetrante juntou a declaração de hipossuficiência
financeira por ele assinada, à fl. 24, afirmando não estar em
condições de demandar em juízo sem prejuízo do próprio sustento e
de sua família.

Desse modo, estabelecida uma presunção relativa em


favor do impetrante (entendimento das regras do art. 790, § 4º, da
CLT, c/c art. 99, § 3º, do CPC), no sentido de haver situação
compatível com a concessão da benesse, impõe-se o deferimento do
benefício da gratuidade de justiça.

Dito isso, vejamos.

Sabe-se que o mandado de segurança é o remédio


processual previsto na Constituição da República, inciso LXIX, do
artigo 5º, que visa garantir direito líquido e certo, não amparado

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
por habeas corpus ou habeas data, quando houver abuso de poder ou
ilegalidade decorrente de ato de autoridade pública.

O artigo 1º da Lei n. 12.016/2009 estabelece que


“Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que,
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou
jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por
parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem
as funções que exerça.”

No caso sob exame, tem-se que o ato atacado consiste no


indeferimento da tutela de urgência, tendo o juízo originário
fundamentado sua decisão nos seguintes termos (fls.67/68):

“Vistos etc.

Indefiro a antecipação de tutela


requerida ante a ausência de documento necessário a
atribuir verossimilhança ao alegado.

Intime-se.

(…).”

Pois bem.

De pronto, cumpre observar a competência material da


Justiça do Trabalho para apreciar pretensão de ex-empregado de
expedição de alvará judicial para fins de saque dos depósitos do
FGTS junto à Caixa Econômica Federal - CEF, porquanto o pleito
decorre de uma relação emprego, o que enseja a aplicação do art.
114, I, da Constituição Federal.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
Portanto, a estreita e visceral vinculação de tal
competência, desde o advento da EC nº 45/04, repousa na
circunstância de o pedido e a causa de pedir imanarem de uma
relação de trabalho, ainda que não entre os respectivos sujeitos.

Uma vez superada a questão acima, tem-se que, com


efeito, o caput do art. 20, e seu inciso XVI, alínea “a”, da Lei
8.036/90 autorizam a movimentação da conta vinculada do trabalhador
nos casos de “necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade
decorra de desastre natural” e “em situação de emergência ou em
estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo
Federal”.

Ora, não se pode olvidar que o FGTS é direito dos


trabalhadores, nos termos do art. 7º, III da Constituição Federal,
e que sua liberação não prejudica direito algum da parte
empregadora.

Além disso, o Decreto Legislativo 6/20 reconheceu o


“estado de calamidade pública” decorrente da PANDEMIA de
Coronavírus (Covid-19) no país, configurando-se como um “desastre
natural biológico”, dado que “epidemia” é espécie do gênero
“desastre natural”, segundo o INPE – Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais.

Conclui-se, assim, que a partir de então tornou-se


incontroverso o direito à movimentação, não se cogitando nesse
período da vedação inserta no artigo 29-B da mesma Lei 8.036/90.

Neste contexto, é certo que a atual crise desencadeada


em escala mundial expõe de maneira contundente a luta dos
trabalhadores pela saúde e pela sua própria sobrevivência, tornando-
a ainda mais desigual e árdua, já que travada em momento de grave
distúrbio social.

Sem dúvida alguma, esta situação calamitosa projeta


para o trabalhador uma perspectiva de queda no número de empregos e
aumento das já sentidas dificuldades financeiras, fazendo com que

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
muitos migrem para a informalidade, o que basta para levar a crer
que a liberação do FGTS vai ao encontro da premência de recursos
materiais para municiar as famílias no enfrentamento da pandemia.

Diante disso, havendo expresso amparo legal, com acima


apontado, torna-se abusiva a negativa ao acesso ao fundo que tem
como finalidade exatamente a de dar um suporte em momentos como
este.

Por fim, considerando que a Medida Provisória 946/20


perdeu sua vigência em 04/08/20, faz-se necessário ressaltar que o
Decreto nº 5.113/2004, que regulamenta o art. 20, inciso XVI, da
Lei no 8.036, de 11/05/1990 (FGTS), determina que:

Art. 4º O valor do saque será


equivalente ao saldo existente na conta vinculada,
na data da solicitação, limitado à quantia
correspondente a R$ 6.220,00 (seis mil duzentos e
vinte reais) , por evento caracterizado como
desastre natural, desde que o intervalo entre uma
movimentação e outra não seja inferior a doze meses.

Assim, em uma primeira análise, não exauriente do


feito, entendo que restou demonstrada a probabilidade do direito
vindicado e a urgência do provimento postulado, nos termos do
artigo 7º, III, da Lei nº 12.016/09, o que, contudo, será ainda
objeto de análise com a profundidade necessária quando do
julgamento final a ser proferido em sede colegiada.

DEFIRO, assim, a liminar, viabilizando o saque dos


valores depositados na conta vinculada do FGTS, até R$ 6.220,00,
com fulcro na alínea "c" do inciso XVI do artigo 20 da Lei 8.036/90
c/c artigo 4º do respectivo regulamento, através de alvará que deve
ser expedido pelo autoridade coatora no nome do reclamante da ação
originária.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
Dê-se ciência ao impetrante, e oficie-se a autoridade
dita coatora para cumprimento da presente decisão, solicitando as
informações de praxe, na forma do inciso I do artigo 7º do Lei
12.016/09.

Intime-se o terceiro interessado - NOVA PARTNERS


IPANEMA RESTAURANTE CAFE E BAR LTDA - CNPJ nº 08.881.908/0001-63,
na pessoa do seu sócio ALBERTO MATO ALONSO, com endereço na Rua
Martinho de Mesquita, nº 342, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ,
CEP: 22.620-220, que poderá se manifestar no prazo de 10 (dez) dias.

alvp

RIO DE JANEIRO/RJ, 31 de março de 2021.

MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Desembargadora do Trabalho

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:37:53 - 695ce7b
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21033115312872100000054209042?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033115312872100000054209042
INTIMAÇÃO

Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 695ce7b


proferida nos autos.

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

Vistos.

Cuida-se de ação de Mandado de Segurança por meio do


qual o impetrante JEFFERSON SILVA DE SOUZA, devidamente qualificado
na petição inicial (fl.2), se insurge contra ato do Juiz da MM. 64ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que, nos autos da RT 0100139-
75.2021.5.01.0064, indeferiu o requerimento de expedição de alvará
para saque dos valores vinculados na conta do FGTS do ora
impetrante.

Afirma que “a
tutela foi requerida diante do atual
cenário de pandemia causada pela COVID-19 e a extrema dificuldade
financeira que os trabalhadores estão tendo para trabalho e
sustento, bem como pelo fato de estarmos diante de verba de
natureza alimentar e de uma grave crise, com reflexos diretos sobre
o rendimento das famílias, inclusive sobre o Impetrante”.

Assevera que o ato coator acaba por violar direito


líquido e certo do Impetrante, uma vez que o fundamento da tutela
de urgência foi o estado de calamidade e a força maior que acometeu
toda a sociedade, decorrente da pandemia do coronavírus, posto que
a Lei n° 8.036/90, em seu artigo 20, caput e incisos I e XVI,

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
alínea “a”, autorizam a movimentação da “conta vinculada do
trabalhador” nos casos de “força maior” e em situação cuja urgência
e gravidade decorra de “estado de calamidade pública”.

Em prosseguimento, o impetrante argumenta que “o inciso


I, do artigo 114, da Constituição da República Federativa do
Brasil, garante a competência desta Justiça Especializada, o que é
reforçado pelo cancelamento da Súmula 176 do TST, que limitava a
competência da Justiça do Trabalho para liberação do FGTS na
existência de lide entre empregado e empregador”.

Aduz, também, que o prosseguimento do feito sem a


concessão da medida liminar poderá acarretar prejuízo irreparável,
na medida em que em meio à crise pandêmica, e diante da escassez
econômica de recursos, o ora impetrante pode vir a se encontrar em
situação irreversível de miserabilidade.

Alerta que, como amplamente divulgado pelos meios de


comunicação, “os índices de pobreza extrema no Brasil e nas Nações
são alarmantes, com milhões de desempregados”, sendo impensável que
valores fiquem retidos nas mãos do Estado, “quando este deveria ser
o primeiro a fornecer o básico para manutenção da dignidade da
pessoa humana, como assegura nossa Constituição Cidadã de 1988”.

Ressalta, ademais, que “à luz da disposição contida no


artigo 8º do Código de Processo Civil, segundo o qual, ao aplicar o
ordenamento jurídico, o julgador deve atender aos fins sociais e às
exigências do bem comum, resguardando e promovendo, ainda, a
dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a
razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência, deve ser
caçado o ato ilegal e concedida a liberação dos valores depositados
na conta vinculada no FGTS, de titularidade do trabalhador
/impetrante, sendo certo que a concessão de tal medida não produz
nenhum prejuízo à ex-empregadora e se revela necessária à
subsistência do impetrante e de sua família”.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
Requer a suspensão da eficácia do ato atacado,
determinando, inaudita altera pars, a liberação dos valores
vinculados à sua conta do FGTS.

Requerida a concessão da gratuidade de justiça.

É o relatório.

Passo à análise do pedido.

Inicialmente, quanto ao requerimento formulado pelo


impetrante, ressalto que o benefício da justiça gratuita a que se
refere o art. 790, §§ 3º e 4º, da CLT pode ser concedido a qualquer
parte e, na hipótese de pessoa natural, a prova da hipossuficiência
econômica pode ser feita por simples declaração do interessado ou
afirmação de seu advogado com poderes específicos na procuração
outorgada (arts. 99, § 3º, e 105 do CPC).

Ademais, o benefício da gratuidade de justiça para


pessoa natural será concedido facultativamente, e independentemente
da mencionada declaração, aos que receberem salário igual ou
inferior a 40% do limite máximo do benefício do RGPS, ou à parte
que comprovar insuficiência de recursos para pagamento das custas
do processo.

Na
presente hipótese, o impetrante concedeu poderes
específicos a seu advogado para firmar declaração de
hipossuficiência, como se extrai da procuração de fls. 23. Além
disso, o impetrante juntou a declaração de hipossuficiência
financeira por ele assinada, à fl. 24, afirmando não estar em
condições de demandar em juízo sem prejuízo do próprio sustento e
de sua família.

Desse modo, estabelecida uma presunção relativa em


favor do impetrante (entendimento das regras do art. 790, § 4º, da

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
CLT, c/c art. 99, § 3º, do CPC), no sentido de haver situação
compatível com a concessão da benesse, impõe-se o deferimento do
benefício da gratuidade de justiça.

Dito isso, vejamos.

Sabe-se que o mandado de segurança é o remédio


processual previsto na Constituição da República, inciso LXIX, do
artigo 5º, que visa garantir direito líquido e certo, não amparado
por habeas corpus ou habeas data, quando houver abuso de poder ou
ilegalidade decorrente de ato de autoridade pública.

O artigo 1º da Lei n. 12.016/2009 estabelece que


“Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que,
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou
jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por
parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem
as funções que exerça.”

No caso sob exame, tem-se que o ato atacado consiste no


indeferimento da tutela de urgência, tendo o juízo originário
fundamentado sua decisão nos seguintes termos (fls.67/68):

“Vistos etc.

Indefiro a antecipação de tutela


requerida ante a ausência de documento necessário a
atribuir verossimilhança ao alegado.

Intime-se.

(…).”

Pois bem.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
De pronto, cumpre observar a competência material da
Justiça do Trabalho para apreciar pretensão de ex-empregado de
expedição de alvará judicial para fins de saque dos depósitos do
FGTS junto à Caixa Econômica Federal - CEF, porquanto o pleito
decorre de uma relação emprego, o que enseja a aplicação do art.
114, I, da Constituição Federal.

Portanto, a estreita e visceral vinculação de tal


competência, desde o advento da EC nº 45/04, repousa na
circunstância de o pedido e a causa de pedir imanarem de uma
relação de trabalho, ainda que não entre os respectivos sujeitos.

Uma vez superada a questão acima, tem-se que, com


efeito, o caput do art. 20, e seu inciso XVI, alínea “a”, da Lei
8.036/90 autorizam a movimentação da conta vinculada do trabalhador
nos casos de “necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade
decorra de desastre natural” e “em situação de emergência ou em
estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo
Federal”.

Ora, não se pode olvidar que o FGTS é direito dos


trabalhadores, nos termos do art. 7º, III da Constituição Federal,
e que sua liberação não prejudica direito algum da parte
empregadora.

Além disso, o Decreto Legislativo 6/20 reconheceu o


“estado de calamidade pública” decorrente da PANDEMIA de
Coronavírus (Covid-19) no país, configurando-se como um “desastre
natural biológico”, dado que “epidemia” é espécie do gênero
“desastre natural”, segundo o INPE – Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais.

Conclui-se, assim, que a partir de então tornou-se


incontroverso o direito à movimentação, não se cogitando nesse
período da vedação inserta no artigo 29-B da mesma Lei 8.036/90.

Neste contexto, é certo que a atual crise desencadeada


em escala mundial expõe de maneira contundente a luta dos

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
trabalhadores pela saúde e pela sua própria sobrevivência, tornando-
a ainda mais desigual e árdua, já que travada em momento de grave
distúrbio social.

Sem dúvida alguma, esta situação calamitosa projeta


para o trabalhador uma perspectiva de queda no número de empregos e
aumento das já sentidas dificuldades financeiras, fazendo com que
muitos migrem para a informalidade, o que basta para levar a crer
que a liberação do FGTS vai ao encontro da premência de recursos
materiais para municiar as famílias no enfrentamento da pandemia.

Diante disso, havendo expresso amparo legal, com acima


apontado, torna-se abusiva a negativa ao acesso ao fundo que tem
como finalidade exatamente a de dar um suporte em momentos como
este.

Por fim, considerando que a Medida Provisória 946/20


perdeu sua vigência em 04/08/20, faz-se necessário ressaltar que o
Decreto nº 5.113/2004, que regulamenta o art. 20, inciso XVI, da
Lei no 8.036, de 11/05/1990 (FGTS), determina que:

Art. 4º O valor do saque será


equivalente ao saldo existente na conta vinculada,
na data da solicitação, limitado à quantia
correspondente a R$ 6.220,00 (seis mil duzentos e
vinte reais) , por evento caracterizado como
desastre natural, desde que o intervalo entre uma
movimentação e outra não seja inferior a doze meses.

Assim, em uma primeira análise, não exauriente do


feito, entendo que restou demonstrada a probabilidade do direito
vindicado e a urgência do provimento postulado, nos termos do
artigo 7º, III, da Lei nº 12.016/09, o que, contudo, será ainda
objeto de análise com a profundidade necessária quando do
julgamento final a ser proferido em sede colegiada.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
DEFIRO, assim, a liminar, viabilizando o saque dos
valores depositados na conta vinculada do FGTS, até R$ 6.220,00,
com fulcro na alínea "c" do inciso XVI do artigo 20 da Lei 8.036/90
c/c artigo 4º do respectivo regulamento, através de alvará que deve
ser expedido pelo autoridade coatora no nome do reclamante da ação
originária.

Dê-se ciência ao impetrante, e oficie-se a autoridade


dita coatora para cumprimento da presente decisão, solicitando as
informações de praxe, na forma do inciso I do artigo 7º do Lei
12.016/09.

Intime-se o terceiro interessado - NOVA PARTNERS


IPANEMA RESTAURANTE CAFE E BAR LTDA - CNPJ nº 08.881.908/0001-63,
na pessoa do seu sócio ALBERTO MATO ALONSO, com endereço na Rua
Martinho de Mesquita, nº 342, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ,
CEP: 22.620-220, que poderá se manifestar no prazo de 10 (dez) dias.

alvp

RIO DE JANEIRO/RJ, 31 de março de 2021.

MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Desembargadora do Trabalho

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 31/03/2021 16:38:53 - 174a3f0
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21033116374520600000054211215?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21033116374520600000054211215
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

OFÍCIO

Rio de Janeiro, 01 de abril de 2021

Referência: processo 0100139-75.2021.5.01.0064

Senhor Juiz,

Encaminho cópia da petição inicial do Mandado de


Segurança em destaque, solicitando que Vossa Excelência preste as
informações pertinentes no prazo legal.

Ressalto que os documentos que instruem o


processo podem ser visualizados na página de consulta processual do
sistema PJe.

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 01/04/2021 06:56:09 - 471b803
Concluo informando que, por determinação do(a)
Excelentíssimo(a) Relatora MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA, o presente
mandado foi expedido e assinado pelo usuário.nome abaixo.

Renovo a Vossa Excelência protestos de


consideração e apreço.

Ao Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho da MM.


64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro

Remetido via sistema Malote Digital

RIO DE JANEIRO/RJ, 01 de abril de 2021.

JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU


Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 01/04/2021 06:56:09 - 471b803
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21040106560274100000054216864?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21040106560274100000054216864
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

DESTINATÁRIO(S): TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA (NA PESSOA DE SEU SÓCIO ALBERTO MATO
ALONSO)
RUA MARTINHO DE MESQUITA , 342, BARRA DA TIJUCA, RIO DE JANEIRO/RJ - CEP: 22620-220

CARTA REGISTRADA
NOTIFICAÇÃO

Fica V. Sa. notificado(a) a se manifestar no prazo de 10 dias da decisão de #Id


695ce7b.

Em caso de dúvida, acesse a página: http://www.trt1.jus.br/pje.

NAO APAGAR NENHUM CARACTERE DESTA LINHA. ESTE


DOCUMENTO SERA ENVIADO VIA ECARTA

RIO DE JANEIRO/RJ, 01 de abril de 2021.

JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU


Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 01/04/2021 10:09:30 - 0574ce2
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21040110092516800000054222637?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21040110092516800000054222637
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

CERTIDÃO

Certifico que, nesta data, procedi o cumprimento da


decisão de Id. 695ce7b.

IMPETRANTE - DEJT

AUTORIDADE COATORA - MALOTE DIGITAL

TERCEIRO INTERESSADO - E-CARTA

Código de
501202117504066
rastreabilidade:

Documento: 0101065-54.2021.5.01.0000.pdf

Gab Des Monica Batista Vieira Puglia ( João Carlos


Remetente:
Bastos de Abreu )

Destinatário: 64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro ( TRT1 )

Data de Envio: 01/04/2021 07:01:36

MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000 para ciência e


Assunto:
manifestação.

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:40:14 - f90757a
RIO DE JANEIRO/RJ, 01 de abril de 2021.

JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU


Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:40:14 - f90757a
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21040107052982200000054216865?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21040107052982200000054216865
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO

MALOTE DIGITAL

Tipo de documento: Administrativo


Código de rastreabilidade: 501202117511520
Nome original: 0100139-75.2021.5.01.0064 info MS.pdf
Data: 05/04/2021 17:23:55
Remetente:
Ricardo Kathar Júnior
64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro
TRT 1ª Região
Assinado por:
MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE:60713208600
Prioridade: Normal.
Motivo de envio: Para conhecimento.
Assunto: Info MS 0101065-54.2021.5.01.0000 Ref. Proc. 0100139-75.2021.5.01.0064

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:43:06 - 6cfb19c
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064
RECLAMANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
RECLAMADO: TOLEDO BAR E EVENTOS EIRELI E OUTROS (6)

Assunto: Solicitação de informações datada de 01


/04/2021

Código de rastreabilidade: 501202117504066

ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064

MS 0101065-54.2021.5.01.0000

Rio de Janeiro, 05 de abril de 2021.

Exma. Desembargadora Relatora Monica Batista


Vieira Puglia

O Juízo da 64ª Vara do Trabalho desta Capital


vem, por seu Juiz Titular, apresentar as

INFORMAÇÕES

Assinado eletronicamente por: MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE - Juntado em: 05/04/2021 16:59:05 - 750b90e

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:43:06 - 6cfb19c
que reputa pertinentes ao caso em epígrafe, como
articulado abaixo:

Trata-se de Ação Trabalhista – Rito Ordinário


intentada por JEFFERSON SILVA DE SOUZA em O1 de março de 2021 em
face de TOLEDO BAR E EVENTOS EIRELI, NOVA PARTNERS IPANEMA
RESTAURANTE CAFÉ E BAR LTDA – ME, CAPRISI BAR E RESTAURANTE EIRELI,
CARLOS EDUARDO SANTOS GALVÃO BUENO FILHO, DIEGO JOSÉ FERRERO e
TÚLIO LEMOS DE ANDRADE FILHO, com os seguintes pleitos: gratuidade
de justiça; responsabilidade solidária das reclamadas; apresentação
dos acordos de suspensão do contrato de 18/04/2020 a 31/12/2020;
multa do Art. 477, §8º, da CLT; baixa na CTPS; pagamento de
salários no período de estabilidade provisória; pagamento de
diferença salarial a partir de outubro de 2019 e integração de
gorjetas, tudo com férias, natalinas, FGTS e multa de 40%;
devolução de gorjetas retidas, com reflexos; anotação de CTPS;
apresentação de comprovantes de fechamento de conta de clientes, de
fechamento de caixa; planilhas de arrecadação e pagamento de
gorjetas; extratos de cartões de crédito, débito, vale refeição;
horas extras a 50%, com reflexos; horas extras pela não concessão
do intervalo intrajornada, com reflexos; adicional noturno com
reflexos; horas extras à 100% com reflexos; integração da diferença
salarial nas horas extras, no adicional noturno; deferimento de
tutela para expedição de alvará para levantamento do FGTS;
pagamento de verbas rescisórias; multa do Art. 467,da CLT.

Foi atribuída à causa o valor de R$ 117.793,55.

A inicial foi instruída com documentos.

A tutela foi indeferida em razão da ausência do


documento necessário a atribuir verossimilhança ao alegado pelo
autor.

Em razão da pandemia, autor e réu foram intimados


para apresentação de resposta e documentos e posterior
manifestação, na forma do Art. 335, do CPC.

Assinado eletronicamente por: MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE - Juntado em: 05/04/2021 16:59:05 - 750b90e

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:43:06 - 6cfb19c
Sendo estas as informações pertinentes, renovo os
protestos de estima e consideração.

Atenciosamente,

RIO DE JANEIRO/RJ, 05 de abril de 2021.

MARCELO JOSE DUARTE RAFFAELE


Magistrado

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:43:06 - 6cfb19c
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21040614430006900000054313146?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21040614430006900000054313146
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

CERTIDÃO

Certifico que, nesta data, juntei aos presentes autos


manifestação da 64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

RIO DE JANEIRO/RJ, 06 de abril de 2021.

JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU


Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 06/04/2021 14:43:06 - 95cf491
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21040614422410800000054313099?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21040614422410800000054313099
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

CERTIDÃO

Certifico que decorreu o prazo do terceiro interessado


em 26/04/2021, sem que houvesse manifestação acerca da decisão de
#Id:695ce7b.

Data do
Descrição Cidade/UF
evento

09/04/2021
Objeto entregue ao destinatário RIO DE JANEIRO / RJ
13:36

09/04/2021
Objeto saiu para entrega ao destinatário RIO DE JANEIRO / RJ
12:17

06/04/2021
Objeto postado / BR
12:19

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de abril de 2021.

JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU


Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 27/04/2021 06:18:46 - 1d0df69
Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 27/04/2021 06:18:46 - 1d0df69
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21042706174384300000055710458?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21042706174384300000055710458
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

Ao Ministério Público do Trabalho para parecer,


voltando-me, após, conclusos.

alvp

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de abril de 2021.

MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Desembargadora do Trabalho

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - Juntado em: 27/04/2021 14:55:58 - 8c35e3e
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21042712202039000000055723790?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21042712202039000000055723790
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Gabinete da Desembargadora Mônica Batista Vieira Puglia
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

Excelentíssimo Procurador,

Informo que o presente processo encontra-se disponível


para intervenção.

Renovo protestos de consideração e apreço,

(Por determinação do Relatora,


Desembargador(a) MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA, o presente ofício
foi expedido e assinado pelo usuario.nome abaixo)

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de abril de 2021.

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 27/04/2021 17:43:50 - a69a9eb
JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU
Assessor

Assinado eletronicamente por: JOAO CARLOS BASTOS DE ABREU - Juntado em: 27/04/2021 17:43:50 - a69a9eb
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21042717434430200000055733714?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21042717434430200000055733714
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

MS 0101065-54.2021.5.01.0000
Impetrante: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
Impetrado: MM. JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE
JANEIRO
Terceiro Interessado: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA

PARECER

RELATÓRIO

Trata-se de ação de mandado de segurança em que o


impetrante, parte autora no processo originário, se insurge
contra a decisão judicial que indeferiu a pretendida tutela
provisória de urgência, para que fosse autorizado o
levantamento dos recursos depositados na sua conta vinculada
ao FGTS.

O impetrante alega, em síntese, que tem direito ao


saque integral do seu FGTS, em razão da pandemia de COVID-19,
nos termos do art. 20, XVI, “a”, da Lei nº 8.036/90.

Liminar deferida no Id 695ce7b.

Informações da autoridade impetrada no Id 6cfb19c.

FUNDAMENTAÇÃO

Discute-se, nesta ação mandamental, a


possibilidade de movimentação pela impetrante dos valores
depositados em conta vinculada ao FGTS, em razão da pandemia
de COVID-19.

Com a devida vênia, ao ver deste Parquet, tal


pretensão foge à competência material da Justiça do Trabalho,
por não envolver matéria trabalhista, mas, sim, questão
relativa às hipóteses legais de liberação do saldo do FGTS
junto à Caixa Econômica Federal.

É certo que o C. TST, ao julgar o incidente de


uniformização suscitado no RR nº 619.872/00, decidiu cancelar
a Súmula nº 176, em face das disposições da EC nº 45/2004,
que conferiu nova redação ao art. 114 da Constituição da
República, reconhecendo a competência desta Especializada
para a hipótese em exame (procedimento de jurisdição
1

Assinado eletronicamente por: INES PEDROSA DE ANDRADE FIGUEIRA - 03/05/2021 18:07:13 - ab2ea42
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050318091400000000055893908
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050318091400000000055893908
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

voluntária para expedição de alvará judicial para


levantamento do FGTS).

Contudo, em 2009 - portanto, após o advento da EC


nº 45/2004 -, o C. STJ, em conflito negativo de competência
instaurado entre a Justiça Estadual e a Justiça do Trabalho,
decidiu que é daquela a competência para julgar procedimento
de jurisdição voluntária para expedição de alvará judicial
para levantamento do FGTS e da Justiça Federal, quando há
resistência da CEF - hipótese em tela. Eis a ementa do
acórdão:

PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.


PEDIDO DE ALVARÁ JUDICIAL. LEVANTAMENTO DE VERBAS
DO FGTS. RESISTÊNCIA DA CEF. JURISDIÇÃO
CONTENCIOSA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.
1. A jurisprudência da Primeira Seção do STJ
firmou-se no sentido de que, sendo, em regra, de
jurisdição voluntária a natureza dos feitos que
visam à obtenção de alvarás judiciais para
levantamento de importâncias relativas a FGTS,
PIS/PASEP, seguro-desemprego e benefícios
previdenciários, a competência para julgá-los é da
Justiça Estadual.
2. Por outro lado, havendo resistência da CEF,
competente para processar e julgar a causa é a
Justiça Federal, tendo em vista o disposto no art.
109, I, da CF/1988.
3. In casu, verifico que houve obstáculo por parte
da Caixa Econômica Federal quanto ao levantamento
do FGTS requerido pelo autor, o que evidencia a
competência da Justiça Federal para o julgamento da
demanda, nos termos do art. 109, I, da Constituição
da República.
4. Constatada a competência de um terceiro Juízo,
estranho aos autos, admite-se-lhe a remessa do
feito.
5. Conflito conhecido para declarar competente a
Justiça Federal de Santos/SP, apesar de não
integrar o presente conflito.
(CC 105.206/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN,
PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 26/08/2009, DJe
28/08/2009)

Assim sendo, cabe ao impetrante postular tal


liberação em feito próprio a ser ajuizado perante a Justiça
Federal e em face da Caixa Econômica Federal.

Portanto, pela denegação da segurança.

Assinado eletronicamente por: INES PEDROSA DE ANDRADE FIGUEIRA - 03/05/2021 18:07:13 - ab2ea42
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050318091400000000055893908
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050318091400000000055893908
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

CONCLUSÃO

Pronuncia-se pela denegação da segurança postulada.

Rio de Janeiro, 03 de maio de 2021.

INÊS PEDROSA DE ANDRADE FIGUEIRA


PROCURADORA REGIONAL DO TRABALHO

Assinado eletronicamente por: INES PEDROSA DE ANDRADE FIGUEIRA - 03/05/2021 18:07:13 - ab2ea42
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050318091400000000055893908
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050318091400000000055893908
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

C E R T I D Ã O

CERTIFICO que a pauta dos processos da Sessão Virtual


da Seção Especializada em Dissídios Individuais – Subseção II, com
início no dia 01/07/2021 às 09:30 horas e término no dia 07/07/2021
às 18:00 horas, na qual foi incluído o presente processo, foi
disponibilizada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT)
– Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
– em 22/06/2021 (terça-feira), considerando-se publicada em 23/06
/2021 (quarta-feira), nos termos da Lei 11.419/2006.

RIO DE JANEIRO/RJ, 23 de junho de 2021.

RENATA DE FIGUEIREDO BRASILEIRO


Secretário da Sessão

Assinado eletronicamente por: RENATA DE FIGUEIREDO BRASILEIRO - Juntado em: 23/06/2021 19:36:01 - 3a9b1ae
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21062319360033900000057302890?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21062319360033900000057302890
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA

CERTIDÃO DE JULGAMENTO

CERTIFICO que, em sessão virtual realizada do dia 01/07/2021  ao


dia  07/07/2021, sob a Presidência do Excelentíssimo Desembargador do Trabalho
CESAR MARQUES CARVALHO, com a participação do Ministério Público do Trabalho, na
pessoa da Excelentíssima Procuradora INÊS PEDROSA DE ANDRADE FIGUEIRA, e dos
Excelentíssimos Magistrados MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA (Relatora), CARINA
RODRIGUES BICALHO, MARIA HELENA MOTTA, JORGE ORLANDO SERENO RAMOS,
EDUARDO HENRIQUE R. VON ADAMOVICH, ALBA VALÉRIA GUEDES FERNANDES DA
SILVA, ANTONIO PAES ARAUJO, ROGÉRIO LUCAS MARTINS, GISELLE BONDIM LOPES
RIBEIRO, ANGELO GALVÃO ZAMORANO e CLAUDIA REGINA VIANNA MARQUES
BARROZO, resolveu a Seção Especializada em Dissídios Individuais – Subseção II,
proferir a seguinte decisão: por unanimidade, conhecer do mandado de segurança, e,
no mérito, por maioria, conceder parcialmente a segurança pleiteada e confirmar a
determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento de valores
vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos
do art. 4º do Decreto nº 5.113/14, tornando definitiva a liminar deferida, nos termos do
voto da Excelentíssima Desembargadora Relatora. Vencidos o Excelentíssimo
Desembargador JORGE ORLANDO SERENO RAMOS, que denegava a segurança, e os
Excelentíssimos Desembargadores EDUARDO HENRIQUE R. VON ADAMOVICH e
ANTONIO PAES ARAUJO, que julgavam extinto o Mandado de Segurança, por incabível.

CERTIFICO E DOU FÉ
Rio de Janeiro, 08 de julho de 2021.

Álvaro José Ockuizzi de Aguiar


Secretário da Sessão
Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 19/07/2021 21:35:33 - b9af892
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21071921344702600000057938166?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21071921344702600000057938166
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
SEDI-2

PROCESSO nº 0101065-54.2021.5.01.0000 (MSCiv)

IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA

AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO


TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

RELATORA: MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA

EMENTA

MANDADO DE SEGURANÇA. LIBERAÇÃO DO FGTS EM


RAZÃO DA PANDEMIA DE COVID-19. O art. 20, XVI, alínea "a", da
Lei 8.036/90 autoriza a movimentação da conta de FGTS dos
trabalhadores residentes em áreas de calamidade pública, como a
provocada pela pandemia de Covid-19. Dessa forma, a liberação do FGTS
vai ao encontro da premência de recursos materiais para municiar as
famílias no enfrentamento da pandemia. Assim, o trabalhador possui
direito líquido e certo ao saque dos depósitos de FGTS, observado o
limite de R$ 6.220,00, conforme estabelecido pelo Decreto 5.113/2004.
Segurança parcialmente concedida.

RELATÓRIO

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE


SEGURANÇA, em que são partes: JEFFERSON SILVA DE SOUZA, como Impetrante, MM JUÍZO
DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO, como Autoridade Coatora e NOVA
PARTNERS IPANEMA RESTAURANTE CAFÉ E BAR LTDA, como Terceiro Interessado.

Trata-se de mandado de segurança impetrado por JEFFERSON SILVA


DE SOUZA insurgindo-se contra ato do Juiz da MM. 64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que, nos
autos da RT nº 0100139-75.2021.5.01.0064, indeferiu o requerimento de expedição de alvará para saque
dos valores vinculados na conta do FGTS do ora impetrante.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
Pugnou o impetrante, em sede de tutela de urgência, pela suspensão da
eficácia do ato atacado, determinando, inaudita altera pars, a liberação dos valores vinculados à sua
conta do FGTS.

A liminar foi deferida, conforme decisão de fls.69/75, viabilizando o


saque dos valores depositados na conta vinculada do FGTS, até R$ 6.220,00, com fulcro na alínea "c" do
inciso XVI do artigo 20 da Lei 8.036/90 c/c artigo 4º do respectivo regulamento, através de alvará a ser
expedido pela autoridade coatora no nome do reclamante da ação originária.

Informações do MM. Juízo impetrado às fls.89/91.

Sem manifestações do Terceiro Interessado, conforme certidão de fls.93.

O douto Ministério Público do Trabalho, às fls.98/100, por sua ilustre


Procuradora Drª. Inês Pedrosa de Andrade Figueira, opina pela denegação da segurança postulada, por
entender que "tal pretensão foge à competência material da Justiça do Trabalho, por não envolver
matéria trabalhista, mas, sim, questão relativa às hipóteses legais de liberação do saldo do FGTS junto
à Caixa Econômica Federal."

É o relatório.

ADMISSIBILIDADE

Admito o presente remédio, por preenchidos os requisitos legais para o


processamento da impetração, na forma da legislação processual aplicável ao caso em tela.

MÉRITO

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
Insurge-se o impetrante contra ato do Juiz da MM. 64ª Vara do Trabalho
do Rio de Janeiro, que, nos autos da RT nº 0100139-75.2021.5.01.0064, indeferiu o requerimento de
expedição de alvará para saque dos valores vinculados na conta do FGTS do ora impetrante.

Alegou o impetrante que "a tutela foi requerida diante do atual cenário
de pandemia causada pela COVID-19 e a extrema dificuldade financeira que os trabalhadores estão
tendo para trabalho e sustento, bem como pelo fato de estarmos diante de verba de natureza alimentar e
de uma grave crise, com reflexos diretos sobre o rendimento das famílias, inclusive sobre o Impetrante".

Prosseguiu sustentando que o ato coator acaba por violar direito líquido e
certo do Impetrante, uma vez que o fundamento da tutela de urgência foi o estado de calamidade e a
força maior que acometeu toda a sociedade, decorrente da pandemia do coronavírus, posto que a Lei n°
8.036/90, em seu artigo 20, caput e incisos I e XVI, alínea "a", autorizam a movimentação da "conta
vinculada do trabalhador" nos casos de "força maior" e em situação cuja urgência e gravidade decorra de
"estado de calamidade pública".

Destacou ainda que "o inciso I, do artigo 114, da Constituição da


República Federativa do Brasil, garante a competência desta Justiça Especializada, o que é reforçado
pelo cancelamento da Súmula 176 do TST, que limitava a competência da Justiça do Trabalho para
liberação do FGTS na existência de lide entre empregado e empregador".

Aduziu que o prosseguimento do feito sem a concessão da medida liminar


poderá acarretar prejuízo irreparável, na medida em que em meio à crise pandêmica, e diante da escassez
econômica de recursos, o ora impetrante pode vir a se encontrar em situação irreversível de
miserabilidade.

Alerta que, como amplamente divulgado pelos meios de comunicação, "os


índices de pobreza extrema no Brasil e nas Nações são alarmantes, com milhões de desempregados",
sendo impensável que valores fiquem retidos nas mãos do Estado, "quando este deveria ser o primeiro a
fornecer o básico para manutenção da dignidade da pessoa humana, como assegura nossa Constituição
Cidadã de 1988".

Ressalta, por fim, que "à luz da disposição contida no artigo 8º do Código
de Processo Civil, segundo o qual, ao aplicar o ordenamento jurídico, o julgador deve atender aos fins
sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo, ainda, a dignidade da pessoa
humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência,

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
deve ser caçado o ato ilegal e concedida a liberação dos valores depositados na conta vinculada no
FGTS, de titularidade do trabalhador/impetrante, sendo certo que a concessão de tal medida não produz
nenhum prejuízo à ex-empregadora e se revela necessária à subsistência do impetrante e de sua família".

Pois bem.

Inicialmente, e considerando o parecer da I.Parquet entendendo que cabe


ao impetrante postular tal liberação em feito próprio a ser ajuizado perante a Justiça Federal, e em face da
Caixa Econômica Federal, faz necessário ressaltar que, com o cancelamento da Súmula 176 do C.TST,
em razão da superveniência da Emenda Constitucional 45/2004, estabeleceu-se a competência material
da Justiça do Trabalho para apreciar pretensão de ex-empregado de expedição de alvará judicial para fins
de saque dos depósitos do FGTS junto à Caixa Econômica Federal - CEF, porquanto o pleito decorre de
uma relação emprego, o que enseja a aplicação do art. 114, I, da Constituição Federal, com a redação
dada pela mencionada Emenda Constitucional 45/04.

Logo, reitero que a Justiça do Trabalho é competente para apreciar o


pedido de expedição de alvará para liberação da conta vinculada do requerente junto ao Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.

Superado esse aspecto, não se pode olvidar que o FGTS é direito dos
trabalhadores, nos termos do art. 7º, III da Constituição Federal, e que sua liberação não prejudica direito
algum da parte empregadora.

Por sua vez, o caput do art. 20, e seu inciso XVI, alínea "a", da Lei 8.036
/90 autorizam a movimentação da conta vinculada do trabalhador nos casos de "necessidade pessoal,
cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural" e "em situação de emergência ou em estado de
calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo Federal".

Além disso, o Decreto Legislativo 6/20 reconheceu o "estado de


calamidade pública" decorrente da PANDEMIA de Coronavírus (Covid-19) no país, configurando-se
como um "desastre natural biológico", dado que "epidemia" é espécie do gênero "desastre natural",
segundo o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Conclui-se, assim, que a partir de então tornou-se incontroverso o direito


à movimentação, não se cogitando nesse período da vedação inserta no artigo 29-B da mesma Lei 8.036
/90.

Reafirmo que, neste contexto, é certo que a atual crise desencadeada em


escala mundial expõe de maneira contundente a luta dos trabalhadores pela saúde e pela sua própria

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
sobrevivência, tornando-a ainda mais desigual e árdua, já que travada em momento de grave distúrbio
social.

Sem dúvida alguma, esta situação calamitosa projeta para o trabalhador


uma perspectiva de queda no número de empregos e aumento das já sentidas dificuldades financeiras,
fazendo com que muitos migrem para a informalidade, o que basta para levar a crer que a liberação do
FGTS vai ao encontro da premência de recursos materiais para municiar as famílias no enfrentamento da
pandemia.

Diante disso, havendo expresso amparo legal, com acima apontado, torna-
se abusiva a negativa ao acesso ao fundo que tem como finalidade exatamente a de dar um suporte em
momentos como este.

Por fim, considerando que a Medida Provisória 946/20 perdeu sua


vigência em 04/08/20, faz-se necessário ressaltar que o Decreto nº 5.113/2004, que regulamenta o art. 20,
inciso XVI, da Lei no 8.036, de 11/05/1990 (FGTS), determina que:

Art. 4º O valor do saque será equivalente ao saldo existente na conta vinculada, na data
da solicitação, limitado à quantia correspondente a R$ 6.220,00 (seis mil duzentos e
vinte reais), por evento caracterizado como desastre natural, desde que o intervalo entre
uma movimentação e outra não seja inferior a doze meses.

Dessa forma, resta demonstrada nos autos o direito do impetrante à


movimentação de sua conta vinculada do FGTS, bem como o perigo de dano, confirmado pela própria
situação emergencial derivada da decretação do estado de calamidade pública.

Vale destacar que a jurisprudência deste Regional converge com a


liberação do FGTS com fundamento na pandemia de Covid-19, como se vê nas ementas abaixo
transcritas:

MANDADO DE SEGURANÇA. PRESENÇA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO.


Há direito líquido e certo a tutelar quanto à expedição de alvará ao impetrante para
levantamento dos valores vertidos à conta vinculada no FGTS, com limitação do saque a
R$6.220,00, nos termos do art. 4º do Decreto nº 5.113/14, vez que ainda que
controvertida a modalidade de ruptura contratual, trata-se de levantamento de valores por
conta do estado de calamidade em decorrência da pandemia de coronavírus (Covid-19).
(TRT-1 - RO: 0101043-30.2020.5.01.0000 RJ, Relator: MARISE COSTA
RODRIGUES, Data de Julgamento: 11/03/2021, SEDI-2, Data de Publicação: 26/03
/2021)

MANDADO DE SEGURANÇA. SARS-COV-2. COVID-19. PANDEMIA


SANITÁRIA. ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA. FGTS. SAQUE. DIREITO
LÍQUIDO E CERTO. Declarada pandemia sanitária pela Organização Mundial de
Saúde e estado de calamidade pública no Brasil em razão da ofensiva patogênica do
novo coronavírus, e considerando a controvérsia em torno da causa da dispensa do
trabalhador, bem como a verossimilhança de suas alegações, é possível, no âmbito legal
e humanista, matriz da Constituição da República, a liberação do saldo da conta

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
individual do FGTS. SARS-COV-2. COVID-19. PANDEMIA SANITÁRIA. ESTADO
DE CALAMIDADE PÚBLICA. FGTS. LIMITES. Considerando que compete à Justiça
do Trabalho a análise do pedido; que o pedido foi analisado na vigência do Decreto
Legislativo 06/20; e que a Medida Provisória 946/20 perdeu sua vigência em 04/08/20,
admite-se a liberação dos valores depositados no FTGS até o limite de R$ 6.220,00.
Segurança denegada. (TRT-1 - RO: 0101171-50.2020.5.01.0000 RJ, Relator: RAQUEL
DE OLIVEIRA MACIEL, Data de Julgamento: 25/02/2021, SEDI-2, Data de
Publicação: 17/03/2021)

Assim, considerando a presença de direito líquido e certo a amparar o


presente writ, impõe-se seja ratificada a decisão que deferiu a liminar vindicada neste mandamus,
concedendo parcialmente a segurança pleiteada e confirmando a determinação de expedição de alvará ao
impetrante para levantamento de valores vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$
6.220,00, nos termos do art. 4º do Decreto nº 5.113/14.

Conclusão

Pelo exposto, concedo parcialmente a segurança pleiteada e confirmo a


determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento de valores vertidos à conta
vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos do art. 4º do Decreto nº 5.113/14,
tornando definitiva a liminar deferida; tudo nos termos da fundamentação supra.

A C O R D A M os Desembargadores que compõem a Seção


Especializada em Dissídios Individuais - Subseção II do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, por
unanimidade, conhecer do mandado de segurança, e, no mérito, por maioria, conceder parcialmente a
segurança pleiteada e confirmar a determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento
de valores vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos do art. 4º
do Decreto nº 5.113/14, tornando definitiva a liminar deferida, nos termos do voto da Excelentíssima
Desembargadora Relatora. Vencidos o Excelentíssimo Desembargador JORGE ORLANDO SERENO
RAMOS, que denegava a segurança, e os Excelentíssimos Desembargadores EDUARDO HENRIQUE
R. VON ADAMOVICH e ANTONIO PAES ARAUJO, que julgavam extinto o Mandado de Segurança,
por incabível.

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
alvp

DESEMBARGADORA MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Relatora

Assinado eletronicamente por: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA - 22/07/2021 13:14:20 - 482c2bf
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21050418560798700000055930977
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21050418560798700000055930977
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA 

DESTINATÁRIO: JEFFERSON SILVA DE SOUZA

Tomar ciência do v. acórdão ID 482c2bf, assinado em 22/07/2021, cuja


ementa e dispositivo ora se transcrevem:
 

"EMENTA

MANDADO DE SEGURANÇA. LIBERAÇÃO DO FGTS EM RAZÃO


DA PANDEMIA DE COVID-19. O art. 20, XVI, alínea "a", da Lei 8.036/90 autoriza a
movimentação da conta de FGTS dos trabalhadores residentes em áreas de
calamidade pública, como a provocada pela pandemia de Covid-19. Dessa forma, a
liberação do FGTS vai ao encontro da premência de recursos materiais para municiar
as famílias no enfrentamento da pandemia. Assim, o trabalhador possui direito
líquido e certo ao saque dos depósitos de FGTS, observado o limite de R$ 6.220,00,
conforme estabelecido pelo Decreto 5.113/2004. Segurança parcialmente concedida.

DISPOSITIVO

A C O R D A M os Desembargadores que compõem a Seção


Especializada em Dissídios Individuais - Subseção II do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região, por unanimidade, conhecer do mandado de segurança, e, no mérito,
por maioria, conceder parcialmente a segurança pleiteada e confirmar a
determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento de valores
vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos
do art. 4º do Decreto nº 5.113/14, tornando definitiva a liminar deferida, nos termos
do voto da Excelentíssima Desembargadora Relatora. Vencidos o Excelentíssimo
Desembargador JORGE ORLANDO SERENO RAMOS, que denegava a segurança, e os

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:20 - 8e9665a
Excelentíssimos Desembargadores EDUARDO HENRIQUE R. VON ADAMOVICH e
ANTONIO PAES ARAÚJO, que julgavam extinto o Mandado de Segurança, por
incabível.

DESEMBARGADORA MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Relatora"

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Diretor de Secretaria

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:20 - 8e9665a
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072700561015200000058119069?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072700561015200000058119069
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA 

DESTINATÁRIO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA

Tomar ciência do v. acórdão ID 482c2bf, assinado em 22/07/2021, cuja


ementa e dispositivo ora se transcrevem:
 

"EMENTA

MANDADO DE SEGURANÇA. LIBERAÇÃO DO FGTS EM RAZÃO


DA PANDEMIA DE COVID-19. O art. 20, XVI, alínea "a", da Lei 8.036/90 autoriza a
movimentação da conta de FGTS dos trabalhadores residentes em áreas de
calamidade pública, como a provocada pela pandemia de Covid-19. Dessa forma, a
liberação do FGTS vai ao encontro da premência de recursos materiais para municiar
as famílias no enfrentamento da pandemia. Assim, o trabalhador possui direito
líquido e certo ao saque dos depósitos de FGTS, observado o limite de R$ 6.220,00,
conforme estabelecido pelo Decreto 5.113/2004. Segurança parcialmente concedida.

DISPOSITIVO

A C O R D A M os Desembargadores que compõem a Seção


Especializada em Dissídios Individuais - Subseção II do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região, por unanimidade, conhecer do mandado de segurança, e, no mérito,
por maioria, conceder parcialmente a segurança pleiteada e confirmar a
determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento de valores
vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos
do art. 4º do Decreto nº 5.113/14, tornando definitiva a liminar deferida, nos termos
do voto da Excelentíssima Desembargadora Relatora. Vencidos o Excelentíssimo
Desembargador JORGE ORLANDO SERENO RAMOS, que denegava a segurança, e os

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:21 - 1bf8b3a
Excelentíssimos Desembargadores EDUARDO HENRIQUE R. VON ADAMOVICH e
ANTONIO PAES ARAÚJO, que julgavam extinto o Mandado de Segurança, por
incabível.

DESEMBARGADORA MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Relatora"

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Diretor de Secretaria

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:21 - 1bf8b3a
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072700561040000000058119070?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072700561040000000058119070
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA 

DESTINATÁRIO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

Tomar ciência do v. acórdão ID 482c2bf, assinado em 22/07/2021, cuja


ementa e dispositivo ora se transcrevem:
 

"EMENTA

MANDADO DE SEGURANÇA. LIBERAÇÃO DO FGTS EM RAZÃO


DA PANDEMIA DE COVID-19. O art. 20, XVI, alínea "a", da Lei 8.036/90 autoriza a
movimentação da conta de FGTS dos trabalhadores residentes em áreas de
calamidade pública, como a provocada pela pandemia de Covid-19. Dessa forma, a
liberação do FGTS vai ao encontro da premência de recursos materiais para municiar
as famílias no enfrentamento da pandemia. Assim, o trabalhador possui direito
líquido e certo ao saque dos depósitos de FGTS, observado o limite de R$ 6.220,00,
conforme estabelecido pelo Decreto 5.113/2004. Segurança parcialmente concedida.

DISPOSITIVO

A C O R D A M os Desembargadores que compõem a Seção


Especializada em Dissídios Individuais - Subseção II do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região, por unanimidade, conhecer do mandado de segurança, e, no mérito,
por maioria, conceder parcialmente a segurança pleiteada e confirmar a
determinação de expedição de alvará ao impetrante para levantamento de valores
vertidos à conta vinculada, mantendo a limitação do saque a R$ 6.220,00, nos termos
do art. 4º do Decreto nº 5.113/14, tornando definitiva a liminar deferida, nos termos
do voto da Excelentíssima Desembargadora Relatora. Vencidos o Excelentíssimo
Desembargador JORGE ORLANDO SERENO RAMOS, que denegava a segurança, e os

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:21 - 75ca395
Excelentíssimos Desembargadores EDUARDO HENRIQUE R. VON ADAMOVICH e
ANTONIO PAES ARAÚJO, que julgavam extinto o Mandado de Segurança, por
incabível.

DESEMBARGADORA MÔNICA BATISTA VIEIRA PUGLIA


Relatora"

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Diretor de Secretaria

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:21 - 75ca395
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072700561058200000058119071?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072700561058200000058119071
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA


AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA 

OFÍCIO PJe - SEDI-2

DESTINATÁRIO: Excelentíssimo(a) Juiz(a) do Trabalho da 64ª Vara do Trabalho do Rio de


Janeiro
Referência: Processo ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064

Excelentíssimo(a) Juiz(a) do Trabalho,

Tenho a honra de me dirigir a Vossa Excelência para encaminhar cópia


do v. acórdão, ID 482c2bf, lavrado nos autos do processo em epígrafe.

Ressalto que os documentos que instruem o processo podem ser


visualizados na página de consulta processual do sistema PJe.

Por determinação do Exmo. Desembargador do Trabalho Cesar


Marques Carvalho, Presidente da SEDI, o presente ofício foi expedido e assinado pelo
servidor abaixo identificado (Ato 155/2013 da Presidência do TRT/1ª Região).

Renovo a Vossa Excelência votos de consideração e apreço.

RIO DE JANEIRO/RJ, 27 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Diretor de Secretaria

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 27/07/2021 00:57:21 - e719085
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072700561075700000058119072?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072700561075700000058119072
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUIZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO

CERTIDÃO

CERTIFICO que, nesta data, foi enviado o ofício ID e719085, para a 64ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, via malote digital, conforme dados abaixo:

Código de rastreabilidade: 501202118119162

Documento: 0101065-54.2021.5.01.0000 - ofício SEDI - acórdão.pdf

Remetente: Secretaria da Seção Especializada em Dissídios Individuais ( Luiz


Afonso Rammensee Fernandes )

Destinatário: 64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro ( TRT1 )

Data de Envio: 28/07/2021 17:38:50

Assunto: Ofício SEDI-PJe (Id-e719085), encaminhando cópia do acórdão Id-


482c2bf, lavrado nos autos do MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000, relacionado ao
processo ATOrd 0100139-75.2021.5.01.0064

RIO DE JANEIRO/RJ, 28 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Assistente Secretário

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 28/07/2021 17:41:43 - 8b9e26c
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072817414040900000058191629?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072817414040900000058191629
PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO
MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000

SEDI-2
Relatora: MONICA BATISTA VIEIRA PUGLIA
IMPETRANTE: JEFFERSON SILVA DE SOUZA
AUTORIDADE COATORA: JUÍZO DA 64ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO
TERCEIRO INTERESSADO: TOLEDO BAR E EVENTOS LTDA 

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO

CERTIFICO que a ementa e o dispositivo do acórdão ID 482c2bf, 


foram disponibilizados  no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho - DEJT (Caderno
Judiciário do TRT/1ª Região), de 27/07/2021 (terça-feira), sendo considerados
publicados em 28/07/2021 (quarta-feira), nos termos da Lei 11.419/2006.

RIO DE JANEIRO/RJ, 28 de julho de 2021.

LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES


Assistente Secretário

Assinado eletronicamente por: LUIZ AFONSO RAMMENSEE FERNANDES - Juntado em: 28/07/2021 17:45:11 - 5bcacc1
https://pje.trt1.jus.br/pjekz/validacao/21072817443250000000058191900?instancia=2
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21072817443250000000058191900
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região - RIO DE JANEIRO
Rua Santa Luzia nº 173, Centro, Rio de Janeiro/RJ, CEP 20020-021 - Fone (21)3212-2000 - Telefone Emergência/Plantão (21)99280-0721

2021 - Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil

#Chegade
Trabalho
Infantil

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A),

MSCiv 0101065-54.2021.5.01.0000
Impetrante: JEFFERSON SILVA DE SOUZA

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, pela


PROCURADORA REGIONAL DO TRABALHO signatária, vem à presença de
Vossa Excelência para informar que tomou ciência da decisão prolatada e requer o
regular prosseguimento do feito. Era o que competia oficiar no momento.

RIO DE JANEIRO, 30 de julho de 2021

MONICA SILVA VIEIRA DE CASTRO


PROCURADORA REGIONAL DO TRABALHO

Assinado eletronicamente por: MONICA SILVA VIEIRA DE CASTRO - 09/08/2021 09:00:23 - 920deba
https://pje.trt1.jus.br/segundograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=21080909133600000000058471672
Número do processo: 0101065-54.2021.5.01.0000
Número do documento: 21080909133600000000058471672
SUMÁRIO
Documentos

Data da
Id. Documento Tipo
Assinatura

712c945 31/03/2021 13:52 Petição Inicial Petição Inicial

66e8a4d 31/03/2021 13:52 Documentos Impetrante Documento Diverso

56bc735 31/03/2021 13:52 Procuração Procuração

Declaração de
e9ca0f1 31/03/2021 13:52 Declaração de Hipossuficiência Hipossuficiência

6325c5c 31/03/2021 13:52 Petição Inicial Proc. Originário Documento Diverso

e3fc2e0 31/03/2021 13:52 Extrato de FGTS Extrato de FGTS

ca1ec17 31/03/2021 13:52 Ato Coator Ato Coator

695ce7b 31/03/2021 16:37 Decisão Decisão

174a3f0 31/03/2021 16:38 Intimação Intimação

471b803 01/04/2021 06:56 Ofício Ofício

0574ce2 01/04/2021 10:09 Intimação Intimação

f90757a 06/04/2021 14:40 Certidão de cumprimento de decisão Certidão

6cfb19c 06/04/2021 14:43 0100139-75.2021.5.01.0064 info MS Documento Diverso

95cf491 06/04/2021 14:43 Certidão de juntada de manifestação Certidão

1d0df69 27/04/2021 06:18 Certidão de decurso de prazo Certidão

8c35e3e 27/04/2021 14:55 Despacho Despacho

a69a9eb 27/04/2021 17:43 Ofício Ofício

Parecer do Ministério
ab2ea42 03/05/2021 18:09 Parecer Público do Trabalho
(MPT)

3a9b1ae 23/06/2021 19:36 Certidão de publicação da pauta Certidão

b9af892 19/07/2021 21:35 Certidão de Julgamento Certidão

482c2bf 22/07/2021 13:14 Acórdão Acórdão

8e9665a 27/07/2021 00:57 Intimação de acórdão - Impte Intimação

1bf8b3a 27/07/2021 00:57 Intimação de acórdão - 3º Interessado Edital

75ca395 27/07/2021 00:57 Intimação de acórdão - MPT Intimação

e719085 27/07/2021 00:57 Ofício comunicando decisão Ofício

8b9e26c 28/07/2021 17:41 Certidão de envio de ofício para a 64ª VT do Rio de Janeiro Certidão

5bcacc1 28/07/2021 17:45 Certidão de publicação de acórdão no DETJ Certidão

920deba 09/08/2021 09:13 Ciência de Decisão Manifestação

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