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PROTECÇÃO E CONTAMINAÇÃO DE AQUÍFEROS Capítulo VI I 1

CAPÍTULO VII
CONTAMINAÇÃO. ESTRATÉGIAS DE CONTROLO E DE REMEDIAÇÃO.

7.0 Resumo .................................................... 1 7.2 Prevenção e remediação de


7.1 Contaminação ......................................... 1 contaminação de águas subterrâneas....13
7.1.1 Contaminação provocada por aterros 7.2.1 Medidas de controlo na fonte............13
municipais ................................................. 4 7.2.3 Medidas de controlo na pluma de
7.1.2 Contaminação provocada por derrame contaminação...........................................14
de produtos químicos ............................. 10 7.3 Conclusão...............................................17
7.1.3 Contaminação provocada pela Bibliografia de todos os capítulos ..............19
actividade mineira .................................. 11

7.0 Resumo

São apresentados exemplos de contaminação de águas subterrâneas, bem como


algumas estratégias de prevenção e de descontaminação

7.1 Contaminação

As situações de contaminação de aquíferos são tão diversas quão diversas são


as actividades humanas:

agricultura e agro-pecuária: adubos, pesticidas, insecticidas, estrume,


matadouros, lacticínios, suinicultura, vacarias, etc.…

indústria: química, têxtil, curtumes, destilarias e lagares, cimenteiras, centrais


termoeléctricas, mineira (minas abandonadas, barragens de estéreis,
escombreiras), tratamento de superfícies, siderúrgica, petroquímica, nuclear,
energética, etc.…

serviços: transportes, abastecimento de combustíveis, estação de serviço -


lubrificação, lavagem e mudança de óleo em viaturas, hospitalares, etc.…

outras fontes: fossas sépticas, aterros sanitários, utilização de poços para


despejo de produtos indesejáveis, deposição de lixo em pedreiras
abandonadas, poluição difusa por incúria, aterros sanitários, poluição
provocada pelo transporte pelo vento de substâncias depositadas no solo, pelos
fumos de chaminés das indústrias química, petroquímica, cimenteira,
siderúrgica, energética, das incineradoras, etc…

Os problemas assumem maior acuidade quando existe uma grande


concentração de materiais potencialmente poluentes cujos lixiviados pela chuva
podem entrar em contacto com um aquífero, ou, como é o caso dos tanques de
combustível, em que uma fuga, provocada por uma rotura por corrosão, ocasiona um
derrame subterrâneo só detectável quando uma quantidade importante de combustível
já penetrou no solo. Esta situação é particularmente grave nas grandes cidades e
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arredores, em particular em instalações industriais abandonadas, cujos solos estão


frequentemente impregnados de detritos enterrados ou simplesmente depositados,
sendo escassa ou nula a informação sobre a sua localização.

Nos Estados Unidos estima-se que apenas 1% a 2% dos aquíferos estão


contaminados. Contudo esses aquíferos situam-se na proximidade de aglomerados
populacionais, o que é bastante grave se se atender a que cerca de 50% do
abastecimento de água às populações daquele país provém de fontes subterrâneas.

Dezenas de milhões de crianças morrem anualmente em todo o mundo por


beberem água imprópria para consumo.

Nos pequenos aglomerados populacionais, dada a frequente inexistência de


redes de esgotos, a descarga dos efluentes domésticos é feita através de uma fossa
séptica, onde a matéria orgânica sofre algum tratamento micro-biológico em ambiente
anaeróbio, seguida de uma descarga no solo por drenos sumidouros; sistemas mal
dimensionados originam poluição dos aquíferos subjacentes, sendo uma fonte de
patogenia das populações: hepatites víricas, salmoneloses, febre tifóides, gastro-
enterites, etc.… Esta situação agrava-se quando (1) há grandes aglomerados
populacionais com tanques sépticos, (2) a camada de solo é fina, (3) o solo é muito
permeável e (4)o nível freático está próximo da superfície. O quadro seguinte
apresenta um resumo dos produtos químicos e organismos que foram reconhecidos
como estando na origem de contaminação de aquíferos.
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7.1.1 Contaminação provocada por aterros municipais

O soterramento de resíduos domésticos, de restos de demolições, de subprodutos


industriais, é uma prática corrente. Se não forem devidamente controlados, esses
aterros vão, mais tarde, por acção da água das chuva, ficar empapados em água, que
promove reacções químicas com os materiais constituintes do aterro, ficando
carregada de substâncias na forma de um soluto, a que se dá o nome de lixiviado, que,
impregnado o solo subjacente ao aterro acaba por atingir o nível freático e contaminar
a água subterrânea. Forma-se assim em profundidade, em torno do aterro, uma
mancha de poluição, que, mais ou menos lentamente, se vai espalhando e criando uma
auréola de contaminação nas vizinhanças do aterro. Caso existam no local
cisalhamentos apreciáveis, estes constituem percurso preferenciais para a água
subterrânea, podendo provocar danos a grandes distâncias. A composição química de
lixiviados aparece nos dois quadros seguintes.
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A localização dos aterros deve obedecer a um estudo geológico e


hidrogeológico prévio, a fim de seleccionar o local mais adequado. Há vantagem em
escolher locais onde o lençol de água esteja afastado da superfície, de modo a tirar
proveito do efeito de filtragem da zona não saturada. São de evitar os locais onde os
alvéolos atinjam o lençol de água. Os aterros podem ser projectados de forma a,
durante a fase de exploração, ser minimizada a produção de lixiviados, assim como
ser minimizada a percolação de lixiviados da base do aterro para os aquíferos. É,
inclusivamente, possível proceder ao tratamento dos lixiviados recolhidos, tornando-
os menos agressivos antes de serem lançados para o exterior.
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Se possível deve ser escolhido uma formação onde o solo apresente boa
capacidade de adsorção. Os solos argilosos apresentam essa capacidade, mas,
frequentemente, nestes solos o nível freático está próximo da superfície. Uma situação
de atenuação natural dos lixiviados é apresentada na figura seguinte.

Em alternativa, nas zonas onde não seja possível promover a filtragem dos
lixiviados pelo solo, pode recorrer-se à impermeabilização da base do aterro com uma
camada de 1 a 3 metro de argila, cuja permeabilidade deve ser da ordem dos 10-9 m/s
ou inferior. O revestimento de argila pode ser reforçado com revestimento de
geomembrana. A fim de evitar que se acumule no interior dos alvéolos grandes
quantidades de água, cuja pressão sobre a base do aterro conduziria a uma maior
percolação, devem ser instaladas redes de drenagem na base do aterro que promovam
a recolha dos lixiviados, constituídas por tubos perfurados rodeados por areias e
gravilhas. Esta rede pode ser colocada acima da camada de argila e reforçada por uma
segunda rede de recolha abaixo da camada de argila, entre a geomembrana e a argila,
como ilustra a figura seguinte.
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Nas zonas onde o lençol de água está próximo da superfície sendo o solo de
baixa permeabilidade, da ordem dos 10-8 m/s ou inferior, pode tirar-se proveito dessas
condições para construir um aterro com protecção dinâmica. Reveste-se a base do
aterro com argila, colocando-se por cima desta uma rede de drenagem envolvida por
areia. A água do lençol freático penetra no aterro de baixo para cima, sendo recolhida
nos drenos e bombeada, juntamente com as soluções lixiviadas do aterro. Este tipo de
solução é mais vantajoso, na perspectiva de contaminação, durante a fase de
exploração, visto não haver possibilidade de contaminação do aquífero, já que não há
circulação de dentro para fora do aterro. No entanto, após o fecho do aterro, pode ser
necessário bombear água e proceder ao tratamento dos lixiviados, já que a alternativa,
de abandonar sem continuar a bombagem, conduz ao progressivo alagamento dos
alvéolos, com posterior passagem de lixiviados de dentro para fora do aterro,
provocado pela circulação subterrânea da água. A figura seguinte ilustra um aterro
deste tipo.
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A colecta dos lixiviados e da água do lençol freático pode ser feita de forma
independente nos locais de alto nível freático, recorrendo a uma instalação semelhante
à representada na figura seguinte.

Em todos os casos anteriormente referidos é necessário no fim da exploração


do aterro promover uma correcta impermeabilização dos alvéolos, por exemplo com
um camada de argila, a fim de evitar a acumulação de água da chuva e consequente
lixiviação dos resíduos no interior do aterro.
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Soldadura de uma tela de PEAD

Alvéolo revestido
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Compactação

7.1.2 Contaminação provocada por derrame de produtos químicos

A contaminação por hidrocarbonetos ou por outro produtos químicos pode resultar de


situações que se prolongam no tempo, ou de situações pontuais, resultantes, por
exemplo, de acidentes. No caso dos produtos petrolíferos, uma parte pode dissolver-se
e outra, dos imiscíveis menos densos, ficar a flutuar no lençol freático, enquanto a
dos imiscívies mais densos que a água, atingir a base do aquífero. As plumas de
contaminação assim formadas são bastante complexas, podendo atingir distâncias da
ordem dos quilómetros se houver fracturas na zona.
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7.1.3 Contaminação provocada pela actividade mineira


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As minas abandonadas constituem também uma fonte de problemas ambientais. No


Reino Unido há, por exemplo, mais de 2000 minas abandonadas. Em Portugal o seu
número deve ser da ordem da centena. Casos conhecidos recentes são a escombreira
de Jales e de Terramonte. As condições de eH/pH que antes da actividade mineira ter
início, mantinham o equilíbrio, são perturbadas pelos trabalhos mineiros, que
modificam o ambiente no interior da mina, por exposição ao ar do minério, aumentam
a área específica do minério pela moagem, ao mesmo tempo que lançam uma parte do
minério, correspondente aos estéreis, em escombreiras à superfície. Criam-se assim
desequilíbrios que iniciam um conjunto de transformações que irão conduzir a um
novo equilíbrio a uma escala geológica mas que, à escala humana, originam uma
situação de agressão ambiental. As feridas ambientais assim originadas mantêm-se
abertas durante muitos anos. As minas por sua vez são fonte de fixação de
populações em locais anteriormente quase desabitados, pelo que, após o fecho,
sempre que possível feito de uma forma gradual, um conjunto de actividades
económicas induzidas pela sua presença, permitem a continuação das populações
naquele local. Essas populações debatem-se com o problema do abastecimento de
água potável, que entretanto ficou comprometido.

A oxidação da pirite, mineral muito frequente, quer no interior dos trabalhos


mineiros abandonados quer nas escombreiras, produz por oxidação e lixiviação ácido
sulfúrico em quantidades apreciáveis. Estima-se que nos montes Apalache nos
Estados Unidos sejam assim produzidas 6000 tons de ácido sulfúrico diariamente, que
vão promovendo por sua vez a lixiviação de metais pesados, além de cálcio, magnésio
e sódio. As minas de urânio e tório, bem como as lavarias a elas associadas conduzem
à contaminação do ar, das águas superficiais e subterrâneas.
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7.2 Prevenção e remediação de contaminação de águas subterrâneas

Apesar de terem sido feitos alguns progressos na recuperação de aquíferos


contaminados, continua a ser um processo muito lento e dispendioso. Na maior parte
das situações, opta-se por tirar a captação de serviço e aguardar que os níveis de
contaminação baixem para valores aceitáveis. Procura-se também isolar a fonte
contaminante, através de várias técnicas que serão descritas mais adiante. Convém
sublinhar que a atitude mais inteligente e economicamente mais recomendável é a
atitude preventiva.

7.2.1 Medidas de controlo na fonte


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No extremo remove-se, através de escavação e transporte, a fonte contaminante.


Coloca-se sempre o problema de para onde. Menos drástica é a solução de isolar a
zona poluída com uma camada de cobertura impermeabilizante, isto no caso de os
resíduos não estarem depositados a uma profundidade que tenha atingido o nível
freático. A figura seguinte ilustra uma solução de isolamento típica

No caso do aterro atingir o nível freático pode-se desviar a água subterrânea,


quer recorrendo a um dispositivo estático, tipo (1) trincheira impermeabilizante, cheia
por exemplo com solo misturado com bentonite e água, ou (2) criando na base do
aterro uma zona de baixa permeabilidade, quer a uma solução dinâmica, que consiste
em, através do cone de depressão de um poço de bombagem deprimir o nível freático,
impedindo-o de atingir os resíduos.

7.2.3 Medidas de controlo na pluma de contaminação

Uma vez controlada a origem da contaminação é necessário promover a recuperação


do aquífero. Se as condições naturais assim o possibilitarem tal recuperação poderá
ser feita pela simples passagem do tempo, pela acção de lavagem do próprio aquífero.
Caso esta opção seja viável, poder-se-á acelerar o processo introduzindo uma recarga
artificial através de poços, aumentando assim o gradiente hidráulico e, em
consequência, a velocidade da água subterrânea.
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Na figura anterior em A vê-se o aterro de resíduos atingido pelo lençol


freático, sofrendo contaminação, em B o resultado da instalação de uma trincheira
impermeabilizante, remediação, em C uma base de baixa permeabilidade colocada
antes do aterro (atitude preventiva) e em D uma remediação à custa da instalação de
um poço que bombeia constantemente a água, mantendo o lençol freático deprimido
na zona do aterro.

O tratamento da pluma de contaminação pode ser feito através da extracção


por bombagem em poços da água contaminada, e posterior tratamento dos solutos.
Também pode ser feita in-situ, através da injecção de solutos com microorganismos e
nutrientes adequados, que promovem a remoção de, por exemplo, hidrocarbonetos
derramados.
Noutros casos pode instalar-se uma barreira filtrante a jusante da zona
contaminada, constituída por um material que restaure o aquífero, por exemplo, por
neutralização de águas ácidas por uma barreira de britas calcárias. Noutros caso pode
usar-se uma barreira que capture os metais pesados.
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Quando a pluma contém produtos químicos muito lesivos para a saúde opta-se
por soluções dinâmicas, que evitem o mais possível a continuação da contaminação.
Recorre-se inclusivamente a captações localizadas no interior da pluma, que
provoquem uma estabilização da pluma através da sua imobilização. De facto, a
colocação de poços nas auréolas da pluma tende a aumentar a sua dimensão. O
tratamento das águas recolhidas nas zonas contaminadas depende, evidentemente, das
substâncias em presença, podendo consistir na volatilização em colunas tratamento
biológico, adsorção em carvão activado, permuta iónica, etc…
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7.3 Conclusão

Conforme já havíamos notado no capítulo anterior, os problemas de poluição


assumem um grande complexidade. A atitude economicamente mais aceitável é a
atitude preventiva. A remediação é sempre uma solução de compromisso perante um
mal que entretanto foi feito. Em muitos casos só o tempo poderá resolver os
problemas. As soluções dinâmicas são caras, visto obrigarem a um consumo
permanente de energia dispendida nas bombagens e nos custos inerentes com pessoal
e manutenção do equipamento. As soluções estáticas, caso viáveis, são à partida
menos dispendiosas no longo prazo e mais dispendiosas no curto prazo. Está-se no
domínio da engenharia de custos e da optimização de soluções, que apenas em caso
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concreto obrigará ao desenvolvimento de diferentes cenários alternativos que


permitam ao decisor uma escolha fundamentada.

Todas as soluções obrigam a um estudo hidrogeológico local e, por vezes,


regional. Consoante o tipo de problema, assim será necessário recorrer a técnicos
especializados de diferentes áreas, que, concertadamente, apoiarão o gestor do
projecto. Certamente que as reuniões se irão revestir de carácter polémico, dadas as
variáveis em jogo e o relativo grau de desconhecimento envolvendo o problema em
estudo. Equipas multidisciplinares, com algum hábito de trabalho conjunto, serão
certamente mais eficientes que um grupo de notáveis desconhecidos. Normalmente o
tempo urge e é preciso fazer alguma coisa, apesar do mundo académico precisar de
tempo para experimentar, investigar e reflectir. Quanto mais catastróficos são os
acontecimentos mais rapidamente é preciso agir, quando, contraditoriamente, mais
tempo seria necessário estudar.

Os modelos matemáticos são úteis, na medida em que permitem uma


constante alternância entre previsão, crítica, identificação de parâmetros relevantes,
recolha de informação, previsão, etc.… Mas não passam de meros auxiliares do
estudo dos problemas e das bases de decisão.
Os programas de computador têm, se mal usados, o condão de induzir uma
falsa confiança, resultante de muitos algarismos significativos, de muitos gráficos e de
uma capacidade de resposta pronta, que pode estar muito distante daquela que a
Natureza vai realmente dar.
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Bibliografia de todos os capítulos

1) Quantitative Hydrogeology - Groundwater Hydrology for Engineers, de Ghislain


de
Marsily, Academic Press.

2) Applied Hydrogeology - C.W. Fetter, Prentice Hall.:

3) Hidrologia Subterránea - Emílio Custodio / Manuel Ramón Llamas, Ediciones


Omega
S.A., Barcelona.

4) Groundwater Enginnering - Abdel-Aziz Ismail Kashef, McGraw-Hill International


Editions

5) Planning for Groundwater Protection, Edited by G.William Page, Academic Press,


Inc.

6) Ground Water Polution Control - L. W. Canter and R.C. Knox, Lewis Publisher,
Inc.
Waste Disposal in Rock - R. Pusch, Elsevier

7) Flow and Contaminant Transport in Fracured Rock . edited by Jacob Bear, Chin Fu
Tsang, Ghislan de Marsily, Academic Press Inc.

8) Hydraulique souterraine, G.Schneebeli, Eyrollles

Legislação: além do Diário da República:


8) Colecção Ambiente, nomeadamente os volumes 0 (Legislação Básica do
Ambiente), 1 (Água) e 2 (Resíduos) de Isabel Rocha e Eduardo Filipe Vieira, edição
da Porto Editora.

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