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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

GESTÃO PÚBLICA

ALESSANDRA CAVALCANTI DA SILVA SOUZA

MEMORIAL DO PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA


GESTÃO PÚBLICA

Cuiabá
2014
ALESSANDRA CAVALCANTI DA SILVA SOUZA

CONCEITOS CENTRAIS DE GESTÃO ORGANIZACIONAL

Trabalho de Gestão Pública apresentado à Universidade


Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para
a obtenção de média bimestral nas disciplinas de
Tópicos Especiais em Gestão Pública; Planejamento
Urbano e Ambiental, Gestão de Projetos públicos e
Organização dos Estados Federativos; Desenvolvimento
Econômico e TI na Gestão publica;

Professores: Merris Mozer, Maria Angela, Maria Lucimar,


Thiago Domingos e Leuter Cardoso.

Cuiabá
2014
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..................................................................................................................3

1. DESENVOLVIMENTO...................................................................................................4

2. NOVA TEMATICA DA GESTAO PUBLICA...................................................................4

CONCLUSÃO....................................................................................................................7

BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................8
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INTRODUÇÃO

No presente trabaho refletiremos sobre os desafios que a gestão


pública requer, ainda mais do que no passado, ousadia e precisão analítica.
Provocados a pensar o presente tendo ainda menos clareza do que podemos
esperar do futuro. E resultado de breve pesquisa bibliográfica e tem por objetivo
mostrar o conceito de cada modelo de gestão pública utilizado no Brasil assim como
a tendência da Nova Gestão Pública.

Iremos verificar o desenvolvimento de uma cultura gerencial nas


organizações, orientada para resultados e o aumento da governança do Estado, ou
seja, da sua capacidade de gerenciar com efetividade e eficiência. O cidadão passa
de plateia/executores para atora/parte do Estado. No entanto, o gerencialismo não é
o antônimo da burocracia, pois a primeira apoia-se na segunda conservando os seus
princípios básicos (admissão de pessoal segundo critérios rígidos, a meritocracia na
carreira pública).

Podem-se citar como principais diferenças entre a era burocrática e


a era gerencial que a primeira concentra-se no processo e é autorreferente enquanto
que a segunda orienta-se nos resultados e é orientada para os cidadãos.

Além dos acontecimentos políticos internacionais e nacionais


ocorridos deve se dedicar essas transformações da mudança de consciência dos
cidadãos, onde a sociedade já não reconhecia a administração burocrática como
autossuficiente para atender às demandas que a sociedade civil apresentava aos
governos, bem como de que suas exigências, ao Estado, eram muito superiores ao
ofertado.
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DESENVOLVIMENTO

A “Gestão Pública” é um termo mais recente, que indica utilização


de práticas novas na administração do setor público, algumas importadas do setor
privado, outras recuperadas dos porões da história, outras desenvolvidas nas
últimas décadas. Do ponto de vista do ensino, é mais vinculado à praticas de gestão,
à funcionalidades e situação atual do Estado.

Além dos acontecimentos políticos internacionais e nacionais


ocorridos deve se dedicar essas transformações da mudança de consciência dos
cidadãos, onde a sociedade já não reconhecia a administração burocrática como
autossuficiente para atender às demandas que a sociedade civil apresentava aos
governos, bem como de que suas exigências, ao Estado, eram muito superiores ao
ofertado.

Segundo Manoel Henrique Martins, 2008: ”A administração pública,


como objeto concreto, é gerente dos conflitos sociais e do mercado o que exige dela
capacitação técnica e política. Ela pertenceria às duas áreas, faz parte da jurídica e
da política. As mobilizações sociais, a urbanização e outros fatores criaram certa
áurea de consciência cidadã fazendo da sociedade agente controlador sobre o
Estado.”

Hoje em dia, o modelo gerencial vem cada vez mais se consolidando


em virtude das mudanças ocorridas nas estruturas organizacionais,da redução da
máquina estatal, da redução de custos, da descentralizaçãodos serviços públicos,
da criação das agências reguladoras para zelar pela adequadaprestação dos
serviços e pela busca pela padronização dos processos para otimização de tempo e
recursos, etc

NOVA TEMATICA DA GESTÃO PÚBLICA

Um número grande de instituições públicas brasileiras, nas esferas


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Federal, Estadual e Municipal, dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário


utilizaram o modelo como referência para a melhoria de sua gestão. Estudos
demonstram a importância deste modelo no aperfeiçoamento contínuo da gestão
das organizações públicas e para a implementação das estratégias. O Modelo foi
aplicado amplamente ao longo dos anos em diversos tipos de organizações públicas
e também adaptado para outras aplicações complementares. A temática “Nova
Gestão pública”. No gerencialismo já havia o foco na busca de instrumentos para
melhorar os processos administrativos.

A nova gestão pública supõe uma significativa mudança de


perspectiva sobre a maneira de alcançar resultados no âmbito público servindo
como celeiro de orientações, métodos e diversas técnicas. Umadas formas de
buscar esse aperfeiçoamento é através da transição da lógica do planejamento que
prevalece o conceito de plano e da racionalidade para a lógica da estratégia onde
prevalece a montagem de cenários que permitam flexibilidade necessária para
eventuais mudanças do planejamento público.

A crise do Brasil, iniciada nos anos 1980 e agravada na década de


1990, levou à busca de novas soluções, pois o ambiente estava marcado por crises
fiscal, social e de gestão das Políticas Públicas desafios e contradições centradas
num regime de altíssima inflação e incertezas quanto à condução política que seria
tomada para uma nova tentativa de descimento desse fenômeno econômico. Dessa
forma torna-se imprescindível repensar o modelo de intervenção do Estado na
economia.

Nesse período, pensadores começam a discutir um novo papel do


Estado, segundo o qual este deixaria de ser o responsável direto pelo
desenvolvimento econômico e social por meio da produção de serviços e passaria a
ser o regulador e induzidor do desenvolvimento. Análogo a esse processo, a nova
Constituição Federal brasileira de 1988 motivou um processo de padronização dos
procedimentos.

Este modelo visa contribuir de forma significativa para o aumento da


igualdade no acesso aos serviços públicos, requer o planejamento estratégico das
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ações a serem desenvolvidas pelo poder público, maior autonomia gerencial,


elaboração de indicadores de desempenho e, sobretudo, a avaliação dos resultados
obtidos. Além disso, a sociedade passa a atuar como observadora da utilização dos
recursos de forma transparente introduzindo os cidadãos no debate público, com o
objetivo de garantir que os direitos da coletividade se façam valer.

Este modelo visa contribuir de forma significativa para o aumento da


igualdade no acesso aos serviços públicos, requer o planejamento estratégico das
ações a serem desenvolvidas pelo poder público, maior autonomia gerencial,
elaboração de indicadores de desempenho e, sobretudo, a avaliação dos resultados
obtidos. Além disso, a sociedade passa a atuar como observadora da utilização dos
recursos de forma transparente introduzindo os cidadãos no debate público, com o
objetivo de garantir que os direitos da coletividade se façam valer.
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CONCLUSÃO

Diante do estudo e conhecimento obtido com a pesquisa


bibliográfica defendida nas discussões e reflexões registradas por este trabalho.,
concernente aos assuntos que se integram nesta proposição temática, conclui-se
por ser não apenas possível e viável, mas, principalmente, desejável a promoção do
uso da informação de custos no setor público, como forma de incentivo e elemento
colaborativo ao processo de desenvolvimento daquelas organizações brasileiras que
buscam a excelência em seus padrões de qualidade da gestão.

Pode-se dizer que a necessidade de uma administração pública


gerencial decorreu de problemas não só de crescimento e mudança nas
necessidades e exigências da população como também as duvidas a respeito da
legitimidade da burocracia perante as demandas da cidadania. Dessa forma, a
administração pública gerencial se apresenta como corretor para esses sintomas
emblemáticos da burocracia. O foco da administração gerencial é o aumento da
qualidade dos serviços e a redução dos custos.
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REFERÊNCIAS

SOUZA, Celina. A nova gestão pública. In: Gestão pública: desafios e perspectivas.
Salvador: Fundação Luís Eduardo Magalhães, 2001. 112 p. (Cadernos FLEM, 1).

VASCONCELOS, Carlos. O modo de funcionamento da Fundação Luís Eduardo


Magalhães: lineamentos de sua organização. Salvador: FLEM, 1999. Mimeografado.

WAHRLICH, Beatriz. A reforma administrativa no Brasil: experiência anterior,


situação atual e perspectivas - uma apreciação geral. Revista de Administração
Pública. Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 49-59, jan/mar. 1984.

_________. Reforma Administrativa Brasileira: passado e presente. Revista de


Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, abr/jun. 1974.

_________. Desburocratização e desestatização: novas considerações sobre as


prioridades brasileiras de reforma administrativa na década de 80. Revista de
Administração Pública.

BOYER, Robert. A teoria da regulação: uma análise crítica. Tradução Renée Barata
Zicman. São Paulo: Nobel, 1990.

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