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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

ANGELA SUELEM DE SOUZA R.A: 1804611


HITIARA DE MATOS FONSECA R.A: 1811341
JÚLIA ESPOSITO QUEIROZ - R.A: 1813529
JULIANA VILELA FERRAZ – R.A: 1809570

TARSILA DO AMARAL NO FOLCLORE BRASILEIRO

Vídeo de apresentação: https://youtu.be/Q_cfHaRjxmk

Vídeo aula: https://www.youtube.com/watch?v=M_oQ0oJCANU&feature=youtu.be

SOCORRO/SP
2020
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

TARSILA DO AMARAL NO FOLCLORE BRASILEIRO

Relatório Parcial apresentado na disciplina de


Projeto Integrador para o curso de Licenciatura em
Pedagogia da Fundação Universidade Virtual do
Estado de São Paulo (UNIVESP).

Tutora: Rosana Fernandes Saraiva

SOCORRO/SP
2020
RESUMO

O presente projeto tem por finalidade a contribuição da contação de histórias em


espaços Não Formal da artista plástica brasileira “Tarsila do Amaral” em sua obra “A
CUCA” para o processo de ensino-aprendizagem na Educação infantil. As histórias
representam indicadores efetivos para situações desafiadoras, assim como
fortalecem vínculos sociais, educativos e afetivos. Portanto, se faz necessário que os
professores utilizem essa ferramenta para o desenvolvimento da criança, despertando
pequenos leitores e estimulando para o mundo da imaginação.

Nossa metodologia conta com um brainstorming em conjunto sobre nossos pré


conhecimentos sobre o assunto arte plásticas, contação de história e Tarsila do
Amaral. Usaremos como protótipo uma vídeo aula voltada para o público infantil do
Jardim II, com abordagem lúdica e informativa sobre a vida/história da artista em
questão.

Com esse projeto, buscamos a inteiração dos alunos sobre o tema, despertar o
interesse, pois hoje esse assunto está em desfalque nas instituições educacionais, de
forma prazerosa e interessante, com uma proposta bem informal, de modo que não
pese para o aluno como um dever de ensinamento, e sim um momento de distração
das aulas expositivas.

Palavras-chave: contação de história; educação; professores; ensino aprendizagem;


artista plástico.
ABSTRACT

This project is important for the contribution of storytelling in non-formal spaces by the
Brazilian artist “Tarsila do Amaral” in her work “A CUCA” for the teaching-learning
process in early childhood education. Stories represent effective indicators for
challenging situations, as well as strengthening social, educational and affective
bonds. Therefore, it is necessary for teachers to use this tool for the child's
development, awakening small readers and stimulating the world of imagination.

Our methodology includes a joint brainstorming about our pre-knowledge on the


subject of plastic art, storytelling and Tarsila do Amaral. We will use as a prototype a
video class for the children of Jardim II, with a playful and informative approach on the
life / history of the artist in question.

With this project, we seek the students' interaction on the theme, arouse interest,
because today this subject is absent in educational institutions, in a pleasant and
interesting way, with a very informal proposal, so that it does not weigh for the student
as a teaching duty, but a moment of distraction from the expository classes.

Keywords: history accounting; education; teachers; teaching-prendization; plastic


artist
SUMÁRIO

1 - INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 5
2 – DESENVOLVIMENTO .................................................................................................................. 7
2.1 – PROBLEMA ............................................................................................................................ 7
2.2 - OBJETIVOS ............................................................................................................................. 8
2.3 - JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................... 9
2.4 - FUNDAMENTAÇÃO TEORICA.......................................................................................... 10
2.5 - APLICAÇÃO DAS DISCIPLINAS ESTUDADAS NO PROJETO INTEGRADOR ..... 13
2.6 - METODOLOGIA ................................................................................................................... 14
3 - RESULTADOS ............................................................................................................................. 15
3.1 - SOLUÇÃO INICIAL .............................................................................................................. 15
3.2 - SOLUÇÃO FINAL ................................................................................................................. 16
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1 - INTRODUÇÃO

A contação de história surgiu antes mesmo da escrita, pois, desde o princípio a


humanidade sentia a necessidade de repassar, através da oralidade, fatos históricos
que faziam parte do passado de cada povo. O conto de literatura oral se perpetuou na
história da humanidade através da voz dos contadores de história.

Trata-se de educação não formal qualquer atividade educativa organizada e


realizada fora do ambiente escolar, facilitando algum tipo de aprendizagem.
Esse tipo de educação é natural e espontâneo e não se localiza em
locais formais de educação, mas possui objetivos bem definidos. Essa prática
da educação não formal, ocupa o aluno com atividades produtivas em horários
diferentes da instituição de ensino. Sendo assim ela pode ser considerada uma
atividade complementar.

A contação de história no ambiente não formal de educação, pode ser um


instrumento importante no reconhecimento da realidade, capaz de qualificar
o caráter da educação, envolvendo os participantes e dando suporte ao
aprendizado. Sabe-se que, atualmente a escola não é mais o único espaço em que
ocorre este ato educativo intencional, ou seja, a educação sofre mudanças em seu
conceito, pois deixa de ser restrita ao processo ensino-aprendizagem em espaços
formais, se transpondo aos muros da escola, para acontecer em locais diferentes, em
diversas situações sociais e diversos segmentos, como: ONGs, sindicatos, clubes,
igrejas, empresas, hospitais, presídios etc. Abre-se um novo espaço para a educação,
dando uma estrutura interessante à Educação Não Formal. A contação de história tem
grande utilidade no desenvolvimento das crianças. Sendo assim, é muito importante
que os educadores busquem utilizar a contação de história, criando momentos
agradáveis e confortáveis para o bom desenvolvimento de todos na educação. Ela
deve ser exposta às crianças em uma linguagem que as mesmas entendam que seja
bem clara e de forma dinâmica para uma compreensão satisfatória. De nada adianta
contar uma história utilizando uma linguagem fora da faixa etária das crianças da
educação. No contexto da educação não formal, cabe ao professor demonstrar que
a leitura e o ouvir histórias pode ser algo divertido, que abre as portas para a cultura
letrada, para o prazer em aprender algo novo; incita a imaginação, a fantasia; amplia
o conhecimento de mundo, de lugares, de pessoas.
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Neste projeto abordaremos o problema apresentado que é o desconhecimento e a


desvalorização artístico cultural brasileiro proporcionada pela desvalorização da
disciplina de artes. Para isso escolhemos a obra “A CUCA” (1924) de Tarsila do
Amaral por se tratar de um elemento folclórico brasileiro e com isso trabalhar a
representatividade cultural de grupos sociais distintos, transferido de geração para
geração, com os valores acumulados pelo tempo, estimulando interesse pela riqueza
cultural brasileira.
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2 – DESENVOLVIMENTO

2.1 – PROBLEMA

As propostas de educação em espaços não formais ganharam mais força devido a


necessidade que envolve fatores sociais, econômicos e tecnológicos que geraram
novas demandas educacionais. A contação de história possui um papel importante no
desenvolvimento infantil, sendo um dos momentos mais ricos e significativos. Ela é
essencial para o processo de aprendizagem, pois proporciona a criança a construção
de novos conhecimentos.

A literatura infantil é um elemento fundamental para o desenvolvimento da imaginação


e fantasia. Dessa forma, a contação de história em espaços não formais promove
entretenimento, cultura e informação educacional por meio de estímulo à leitura e do
brincar.

No processo de aprendizagem, a arte desempenha um papel importante, pois


oportuniza aos alunos a exploração, o conhecimento, a brincadeira, desenvolvendo
uma visão transformadora beneficiando um vínculo com a realidade.

As artes plásticas ganharam espaços significativo ao longo dos anos e hoje, elas não
se limitam apenas a pintura e escultura. Além dos aspectos estético e conceitual, as
artes contribuem também para o desenvolvimento motor, intelectual, social, criativo,
emocional e cognitivo dos alunos.

Entretanto, percebemos que o desconhecimento e a desvalorização artístico cultural


brasileiro ainda é muito grande, a disciplina não recebe o devido reconhecimento que
merece. Sendo assim, optamos por referir-se sobre a artista plástica Tarsila do Amaral
neste presente projeto., considerando a obra “A Cuca” (1924) da artista como principal
tema deste projeto. Por se tratar de um elemento folclórico brasileiro, iremos abordar
também o lado lúdico dessa crença e cultura do nosso país, uma vez que, essa cultura
tão rica tenha um conhecimento superficial por parte dos alunos.

Com o folclore podemos trabalhar a representatividade cultural de grupos sociais


distintos, transferidos de geração para geração, com os valores acumulados pelo
tempo, estimulando interesse pela riqueza cultural brasileira. E associar as artes
plásticas com o folclore brasileiro é de suma importância, pois o aluno que tem contato
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com o ensino de artes, desenvolve o afetivo e o emocional, o aluno tem a capacidade


de interpretar suas ideias através das diferentes linguagens e formas. Artes são
linguagens que complementam a linguagem verbal.

A arte é a transformação física da matéria pelo fazer do homem, ela se configura como
uma expressão humana, que em suas traduções são mistos de manifestações e
emoções que estão vinculadas com a realidade. Através dessas manifestações, o
homem expressa o conhecimento sensível do seu mundo como ser racional. A arte
como cultura trabalha o conhecimento da história, dos artistas que contribuem para a
transformação da arte.

2.2 - OBJETIVOS

Objetivos gerais

 Promover uma vídeo aula para os alunos do Jardim II da Educação Infantil,


com foco em questões culturais e folclóricas, focando a valorização dessas
áreas.

Objetivos específicos

 Aproximar o ouvinte da vida/história do artista plástico em questão;


 Promover a aproximação dos alunos a arte como sendo uma fonte de cultura e
agente transmissor de conhecimento.
 Valorizar as artes plásticas através da contação de história da artista plástica
brasileira Tarsila do Amaral, na obra a Cuca;
 Associar a obra da artista plástica em questão com o folclore brasileiro de modo
agregador no processo educativo e cultural do aluno;
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2.3 - JUSTIFICATIVA

A história representa um vasto campo dentro de uma escola, desenvolve a linguagem,


auxilia na criação de bons textos, cria possibilidades pedagógicas criativas e
estimulantes para concentração do aluno. Toda história, por mais simples que pareça,
transmite algo a mais no desenvolvimento da criança, de uma forma criativa e
reflexiva, proporcionando na oralidade riqueza extraordinária que permite organizar o
nosso discurso, nossa cabeça. Além disso, contar bem uma história pode entrar na
comunicação oral, ser convincente, saber argumentar contar não só pela magia pelo
domínio do contador. Essa arte do contar e recontar história amplia o universo literário,
desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação através da construção de
imagens interiores.

A literatura infantil é, antes de tudo literatura, ou melhor, é arte: fenômeno de


criatividade que representa o mundo, o homem a vida, através da palavra. Funde os
sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível e impossível
realização.

Nelly Novaes Coelho

A educação não formal parte do pressuposto da possibilidade de o sujeito aprender e


ensinar além dos muros da escola. Nesse sentido, é necessário olhar o outro como
sujeito que experimenta, recria, aprende, compartilha, interage, troca saberes e
vivências. A aprendizagem acontece de forma dinâmica e interativa, pois se dá com o
outro e em diferentes ambientes.

A justificativa deste projeto se dá mediante a necessidade da transmissão de valores


artísticos culturais brasileiros, pois a disciplina de Artes encontra-se desvalorizada
dentro do âmbito escolar. Usaremos a artista plástica brasileira Tarsila do Amaral, e
sua obra “A Cuca”, e abordaremos o folclore como elemento de grande valor dentro
do processo de aprendizagem dos alunos. Mostrando de forma lúdica a
representatividade cultural de grupos sociais distintos, transferidos durante anos de
geração para geração para que conheçam e aprendam a valorizar nossas artes
plásticas.
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2.4 - FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

O termo “não-formal” tem sido muito utilizado na área da educação, para situar
atividades de experiências diversas, distintas, que ocorra nas escolas como atividades
classificadas por não-formais, ou seja, muito antes eram reconhecidas como
extraescolares, aquelas que ocorram a margem da escola, servindo para reforçar o
aprendizado na educação, como por exemplo, nos cinemas, na biblioteca, nos
museus, na Arte entre outros espaços.

As termologias formal, não-formal e informal é de origem Anglo-saxônica, introduzida


no ano de 1960 (PINTO, 2005). Na perspectiva de Pinto (2005), ainda nos anos de
1960, mais especificamente no final da década (1968), houve a elaboração,
formalização e aprovação desses conceitos – não-formal e informal - por meio de
Conferências, na responsabilidade do Instituto Internacional de Planejamento da
Organização das Nações Unidas, para Educação da Ciência, da Cultura (UNESCO),
como modo de solucionar os problemas educacionais apontados no período, por
intermédio de outras formas para além do que a escola e seu ensino formal propunha.
Tinha-se como pano de fundo nesse momento histórico as questões econômicas e
políticas, que buscavam aderir a um plano de ação de forma organizada pela
UNESCO, com o objetivo de contribuir com a paz e a segurança. Para Gohn (2006,
p.28), tal temática investigativa ganha relevância por ser uma área do conhecimento
ainda em construção.

A educação não-formal designa um processo com várias dimensões tais como:


a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; a
capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de
habilidades e/ ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e exercício
de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos
comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; a
aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura
do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor;
a educação desenvolvida na mídia e pela mídia.

A princípio, podemos demarcar seu campo de desenvolvimento como aquele em que


os indivíduos aprendem durante seu processo de socialização igreja, no bairro, no
clube, entre amigos, na família, carregada de valores e culturas próprias, de
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pertencimento e sentimentos herdados, mas também pode ser aquela que se aprende
“no mundo da vida”, via os processos de compartilhamento de experiências,
principalmente em espaços e ações coletivas/cotidianas (GOHN, 2006).

Enquanto a educação formal tem lugar nos espaços institucionalizados escolas e


instituições diversas, com currículos, regimentos específicos e certificação do período
frequentado; a educação não-formal delineia suas ações no sentido do processo de
aprendizagem social, centrado no educando, por meio de atividades que têm lugar
fora do sistema de ensino formal, mas que também pode se complementar deste
(PINTO, 2005). Meireles e Duran (2011) confirmam essa ideia ao apontar para a
necessidade de reconhecer que a educação não é um processo exclusivo da escola,
ela pode acontecer em locais diferentes e em diversas situações sociais que não
correspondem ao modelo escolar padronizado. Nessa condição, supera-se a
compreensão da educação somente como prática formal, ampliando o seu sentido,
reconhecendo não só sua importância, mas a necessidade das práticas educativas
que acontecem para além da escola. Para Libâneo (2012), as práticas educativas não
se restringem à escola, mas elas ocorrem em todos os contextos e âmbitos da
existência individual e social humana, de modo institucionalizado ou não.

A formação de futuros pedagogos não está só presente em ambientes escolares, mas


pode ocorrer em diversos ambientes, tanto escolar, como não escolar, educação
formal institucionalizada, para uma educação não-formal.

A escola e o museu têm diferentes propostas e são diferentes espaços educacionais.


Dentre os aspectos mais comentados pelos professores estão “a apresentação
interdisciplinar dos temas, a interação com o cotidiano dos estudantes e, por fim, a
possibilidade de ampliação cultural proporcionada pela visita”. Pois como referenciar
escolas e museus frisando as particularidades de cada um desses espaços
educativos. Baseando-nos em algumas diferenças diz Helena Maria Marques Araújo,
pois quando os professores procuram os museus querem e desejam encontrar um
lugar alternativo à aprendizagem, estes espaços se diferenciam segundo seu objeto,
sua relação com o público, a natureza das atividades propostas, a forma de apresentar
o conteúdo, o tempo e a periodicidade das ações. Além disso, museus, arquivos,
coleções, bem como outros lugares de memória, possuem cultura de se depararem
com temas apresentados de forma interdisciplinar.
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Quanto ao Folclore, esse tema é marcado por se tratar de um momento mágico com
ricas lendas, histórias, “causos” entre outros. FOLCLORE não é uma coisa morta,
muito menos uma velharia cultural de povos antigos. FOLCLORE é algo vivo, fala de
espiritualidade do homem, suas crenças no natural, sobrenatural, valores, usos,
musicalidade, lendas religiosidade, enfim, toda manifestação cultural espontânea que
aparece na dança, no artesanato e até nos costumes alimentares”.

A palavra FOLCLORE, segundo o inglês William John Thoms, significa “saber


tradicional do povo”: FOLK com o sentido de povo e LORE de cultura e sabedoria. Daí
entende-se por FOLCLORE: “costumes tradicionais

De acordo com a educadora Nívea Mercês, da Revista Projetos Escolares para


creches, folclore é a expressão cultural de um povo, esses tipos de manifestações se
dão de maneira informal, são passados de geração em geração de modos distintos,
como, por exemplo, na forma de cantigas, contos, lendas, danças, adivinhações,
parlendas, trava línguas entre outros.

A Cuca é uma personagem do folclore brasileiro, conhecida popularmente como uma


bruxa muito má, velha e de aparência assustadora. Ela possui cabeça e corpo de
jacaré, além de unhas imensas e gargalhadas escandalosas

Segundo pesquisadores, o mito foi trazido ao Brasil pelos portugueses na época da


colonização (séculos XVI e XIX). A história originou do folclore galego-português,
baseada na criatura “Coca” (crânio, cabeça).

No Brasil, a Cuca se tornou muito popular principalmente após ser retratada pela obra
do escritor Monteiro Lobato (José Bento Renato Monteiro Lobato e Tarsila do Amaral
figura entre os mais conhecidos e aclamados nomes da pintura nacional, sendo um
ícone do modernismo brasileiro. Integrando diversos elementos típicos da cultura
brasileira, a artista foi capaz de produzir uma identidade cultural própria, que
assimilava as tendências da arte moderna europeia, ao mesmo tempo que lhes dava
as cores nacionais.

Na obra a cuca Tarsila usou cores alegres e que lembram o Brasil, usando imagens
estilizadas e as cores com vários matizes, deixando uma imagem que lembra a
infância.
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Este quadro é também considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila


e foi doado por ela ao Museu de Grenoble na França.

O Manifesto Antropofágico propunha basicamente ‘devorar’ a cultura e as técnicas


importadas e provocar sua reelaboração com autonomia, transformando o produto
importado em exportável.

2.5 - APLICAÇÃO DAS DISCIPLINAS ESTUDADAS NO PROJETO INTEGRADOR

A aplicação das disciplinas estudada até o momento nos conduziu ao


planejamento do projeto integrador, pois com o embasamento teórico é possível
desenvolver o que foi proposto de maneira clara, coerente e com eficiência,
garantindo assim o êxito em sua aplicação.

Uma das disciplinas estudadas que está diretamente ligada ao nosso projeto é a
disciplina de “Arte e Música na Educação: Fundamentos e Práticas”, já que nosso
projeto fala da artista plástica Tarsila do Amaral e em especial sua obra “A CUCA”.

Sabemos que toda arte vista, ouvida ou presenciada influencia a vida da criança, ou
seja, toda arte irá influenciar na arte que ela faz.

Desta forma temos que, quanto professores, reconhecer e conhecer o repertorio que
a criança traz com sigo e também expandir esse universo, oferecendo a criança
oportunidades de vivencia e contato com as artes das quais ela não teria acesso tão
facilmente fora da escola. Outra disciplina aplicada ao projeto é “Fundamentos da
Educação Infantil II”, o qual aplicamos as propostas pedagógicas, a qual deve garantir
à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de
conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, esta deve também
promover à criança a igualdade de oportunidades educacionais entre as diferentes
classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de
vivência da infância; Organização do Trabalho Pedagógico também se aplica aqui,
onde vemos como planejar, organizar e aplicar projetos pedagógicos na Educação
Infantil, sobre a importância dos cantinhos personalizados e de uma boa proposta
pedagógica, a qual conduza a criança a tornar-se um ser capaz e protagonista de
suas ações.
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2.6 - METODOLOGIA

Para a construção deste trabalho, foi empregado o método de pesquisa bibliográfica


e análise preliminar sobre o tema do Projeto, juntamente com um levantamento
desenvolvimento a partir do método Brainstorming.

Dado o tema que será “Contação de História nos Espaços Educacionais Não Formais,
lemos e pesquisamos o que seria e como funciona esse tipo de educação para nos
inteirarmos sobre o assunto.

Escolhida nossa artista “Tarsila do Amaral”, buscamos fontes bibliográficas


disponíveis na internet sobre sua vida e suas obras, em especial a obra “A CUCA”.

O protótipo do nosso projeto, será uma vídeo-aula, contando uma história, de forma e
com linguagem apropriadas para o público infantil, já que esse é nosso público alvo.

Essa história falará um pouco sobre a artista Tarsila do Amaral e se aprofundará em


sua obra A CUCA, abordando o Folclore.
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3 - RESULTADOS

Para a construção deste trabalho, foi empregado o método de pesquisa bibliográfica


e análise preliminar sobre o tema do Projeto.

Escolhemos o tema: “Tarsila do Amaral no Folclore Brasileiro, nos reunimos algumas


vezes em reunião, lemos e pesquisamos o que seria e como funciona esse tipo de
educação para nos inteirarmos sobre o assunto.

Escolhida nossa artista “Tarsila do Amaral”, buscamos fontes bibliográficas


disponíveis na internet sobre sua vida e suas obras, em especial a obra “A CUCA”.

O protótipo do nosso projeto, será uma vídeo-aula, contando uma história, de forma e
com linguagem apropriadas para o público infantil, já que esse é nosso público alvo.

Essa história falará um pouco sobre a artista Tarsila do Amaral e se aprofundará em


sua obra A CUCA, abordando o Folclore.

3.1 - SOLUÇÃO INICIAL

Devido a pandemia que estamos atravessando neste ano de 2020, nosso projeto
integrador sofreu algumas modificações. Não foi possível irmos à campo para
observar e conhecer melhor na prática as crianças da Educação Infantil para
podermos criar um protótipo e aplicá-lo.

Devido às restrições, nosso grupo se reuniu para debatermos ideias e pesquisamos


as literaturas disponíveis na internet, para então, criarmos uma vídeo-aula voltada
para as crianças da Educação infantil, para abordarmos o tema das artes plásticas no
nosso folclore.

O enfoque dessa vídeo-aula, é utilizar um método que auxilie os alunos, não somente
a compreenderem, mas também valorizar as artes plásticas. Trabalhando esse tema,
conseguimos desenvolver a importância das artes plásticas e do folclore brasileiro
para nossa cultura, e acreditamos que as crianças conhecendo e valorizando nossa
arte e cultura desde pequenos, elas cresceram cidadãos críticos e conscientes.
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3.2 - SOLUÇÃO FINAL

Nosso interesse com esse tema Tarsila do Amaral no folclore brasileiro se deu devido
ao fato de que as artes plásticas não recebem a devida valorização como meio de
minorar a intolerância social que vem de nossa sociedade e entra nas nossas salas
de aula, é uma arte criativa e necessária. A Arte é vista por quase todos como uma
perda de tempo, um trabalho inútil, confundido com apenas pinturas de desenhos. A
não ser os apaixonados por ela. Na verdade, assim como a escrita, a arte também
passa por fases, e todos nós passamos pelas mesmas, como na escrita, porém,
muitos de nós somos provados do desenvolvimento do nosso lado artístico.

Para quê utilizar arte na escola? Sendo a arte um processo criativo do homem, com
valores estéticos sintetizadores de suas emoções nos perguntamos a sua utilidade
enquanto formadores de opinião e eternos “caçadores” de metodologias valorizadoras
e enriquecedoras das atividades de sala de aula, enquanto empreendedores
educacionais que busca alternativas para o abismo grandioso dos nossos sistemas
de ensino, muitas vezes ignorado por autoridades e manipulado pela mídia política.

Como pudemos observar, a maioria das crianças da educação infantil não tem acesso
às artes plásticas, nunca foram a um museu, e até desconhecem o que é isso.
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Por isso, optamos por uma vídeo-aula dinâmica e lúdica, para abordar junto às
crianças esse tema, das artes plásticas. E escolhemos uma artista brasileira, Tarsila
do Amaral, que tem em seu acervo, obras com teor infantil, com personagens que
chamam a atenção das crianças, com cores vivas e alegres e uma das personagens
deste quadro é a Cuca, personagem do nosso folclore brasileiro, bem conhecido das
nossas crianças e apresentada até em programa de TV.

Para a elaboração desta vídeo-aula, nos reunimos, desenvolvemos um roteiro a ser


seguido durante as gravações, posicionamos um fundo verde para que fosse possível
edições no vídeo. Usamos como recursos imagens impressas de algumas obras,
imagem comercial da cuca (a personagem conhecida por meio da tv, que difere da
obra de Tarsila), e fantoches, usamos uma linguagem mais lúdica, voltada para nosso
público alvo que são as crianças da educação infantil. Objetivamos a vídeo aula como
recurso visual e sonora para meio de aprendizagem e valorização do tema imposto
no projeto.
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4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

No desenvolvimento deste projeto foram acessadas literaturas que auxiliaram o


descobrimento da importância das artes plásticas, seus usos e potenciais nas aulas
do ensino infantil. No ensino de Artes nas escolas, ainda encontramos muitas
barreiras, pois a maioria dos professores não possui formação em Artes Visuais, na
ausência de professores habilitados, profissionais de outras áreas, são lotados para o
ensino de Artes. Em função deste contexto resolve-se pesquisar e analisar as artes
plásticas com fácil aplicação em sala de aula. O projeto identifica que a pintura, como
a obra de Tarsila do Amaral “A Cuca”, podem ser aplicadas nas aulas de Educação
Infantil. Aprender Arte é muito importante, pois, envolve basicamente o fazer trabalhos
artísticos, apreciar e refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções
artísticas individuais e coletivas de distintas culturas e épocas. Ao descobrir as artes
plásticas, percebe-se que através desse contato, os alunos desenvolvem uma
afinidade com mundo artístico soltando assim a sua imaginação. Muitos professores
por falta de conhecimento, não conseguem realizar um trabalho que possa despertar
a curiosidade, e sem essa criatividade, o aluno fica desestimulado e conceitua
internamente que a Arte é uma disciplina dispensável, nada atrativa. O professor
precisa dialogar com diferentes formas de linguagens artísticas de forma a contribuir
para um processo de ensino-aprendizagem satisfatório e que proporcione uma
adequada compreensão do assunto abordado. O desenvolvimento deste projeto
indica que uma das maneiras de fazer com que as artes plásticas façam sentido para
o aluno, é explorar tais obras por meio de exemplos e exercícios práticos. Espera-se
que os apontamentos, opiniões e reflexões sobre esta pesquisa possa ajudar a fazer
da escola um local onde o aluno descubra sua realidade, sua cultura, seu modo de
viver, e que a arte possa ser uma das chaves que abrem ou ajudem abrir novas portas
para um país melhor. As descobertas oriundas do processo de desenvolvimento deste
projeto contribuíram de forma satisfatória, para nossa prática pedagógica e para o
desenvolvimento de planos de aulas que atendam as expectativas das propostas
curriculares para o ensino da arte na Educação Infantil.

Esperamos, porém, ter mostrado que a arte, além de estimular a criatividade contribui
com uma melhora significativa na aprendizagem da criança. Possibilitando aos alunos
não só a arte pela arte, mas sim através desta, os tornar cidadãos críticos e
conscientes.
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REFERÊNCIAS

BARROS, V. C.; SANTOS, I. M. Além dos muros da escola: a educação não formal
como espaço de atuação da prática do pedagogo. [S.l.: s.n.], 2010.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação infantil.
Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil Vol. 3. Brasília: MEC/SEF,
1998. BUSATTO, Cléo. Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa.
Petrópolis: Editora Vozes, 2003.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo:
Moderna, 2000.
GOHN, M. da G. Educação não formal, aprendizagens e saberes em processos
participativos. Investigar em Educação, Portugal, 2ª série, n. 1, 2014. Disponível em:
<http://pages.ie.uminho.pt/inved/index.php/ie/article/view/4/4>.
GOHN, M. G. Educação não formal na pedagogia social. An. 1 Congr. Intern.
Pedagogia Social Mar. 2006.
GOHN, Maria Glória. Educação não-formal, educador(a) social e projetos sociais de
inclusão social. Meta, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 28-43, 2009.
GOHN, M. da G. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas
colegiadas nas escolas. Ensaio: aval. Pol. Púb. Educ., Rio de Janeiro, v.14, n.50, p.
27-38, jan./mar. 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/%0D/ensaio/v14n50/30405.pdf
LIBÂNEO,J. C. Pedagogia e Pedagogos, para quê?. 12. Ed. São Paulo: Cortez, 2012.
MEIRELES, T. de F. W.; DURAN, M. C. G. O desafio do pedagogo nos espaços de
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2913
PINTO, L. C. Sobre Educação Não-Formal. Cadernos - Inducar, Portugal, p. 1-7, maio,
2005. Disponível em:
http://www.inducar.pt/webpage/contents/pt/cad/sobreEducacaoNF.pdf

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