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UNIFASIPE CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPUS FLORENÇA

SETOR DE ROTINAS LABORATORIAIS


CURSO DE BIOMEDICINA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO SUPERVISIONADO


ÁREA: Coleta Sanguínea

Sinop MT
Junho de 2021
RELATÓRIO DE ESTÁGIO DE COLETA SANGUÍNEA

ALUNA: Valéria zanon

Trabalho solicitado pela instituição de ensino UNIFASIPE como parte de


conclusão de aprendizados de práticas laboratoriais na disciplina prática de estágio do
7° semestre de biomedicina.
INTRODUÇÃO

O que é coleta sanguínea

Coleta sanguínea é o método usado para se retirar o sangue do paciente por


profissionais qualificados seguindo normas e/ou recomendações de punção venosa
visando diminuir erros ou mesmo evitá-los. O profissional de coleta deve entender
como funciona o processo de análise para realizar uma coleta adequada (COSTA,
2012).

Para que é usada a coleta sanguínea

A partir do sangue coletado são realizados diversos tipos de exames, isso vai
depender da solicitação médica. O laboratório de análises clínicas realiza determinado
exame para diagnosticar alguma patologia, a partir do diagnóstico o médico indica o
tratamento adequado melhorar a qualidade de vida do paciente (PINTO, 2017).
A coleta de sangue é totalmente necessária para realizar alguns tipos de
exames laboratoriais, sem a coleta não é possível prosseguir, pois o material
sanguíneo possibilita realizar uma ampla opção de exames e sem o mesmo não existe
um diagnóstico preciso, pois sem o material sanguíneo é impossível realizar uma
análise clínica (GUIMARÃES, 2011).
Existem diferentes tipos de exames de sangue e para cada é exigido uma
amostra coletada em tubos diferentes. A amostra colhida pelo profissional deve ter
em vista o tipo de análise solicitada pelo médico e deve usar os materiais para coleta
de sangue certos (AGUIAR,2017).

Como acontece a coleta sanguínea

A coleta sanguínea acontece com o uso de seringas quando é pouco material


ou a vácuo quando é solicitado bastante exame e requer coletas em diferentes tubos.
Esse processo é dividido em três fases: pré-analítica, analítica e pós-
analítica.
A fase pré-analítica compreende a preparação do paciente, a anamnésia, a
coleta e o armazenamento de amostras, ou seja, é a etapa laboratorial que antecede o
processamento dos analitos (AGUIAR,2017).
Já a fase analítica refere-se à realização do ensaio propriamente dito. No
momento, essa etapa é a mais automatizada e para seu controle existem diversos
parâmetros avaliados, como precisão, sensibilidade, especificidade, exatidão, entre
outros e avaliar esses índices, é preciso estar atento à calibração da aparelhagem, à
conservação dos reagentes e ao uso de cálculos matemáticos, como o gráfico controle
tipo Levey-Jennings, que analisa a imprecisão de determinado analito.
Por fim, a fase pós-analítica, etapa final do processo, consiste na obtenção
dos resultados, incluindo a interpretação dos ensaios e a caracterização do
diagnóstico. Cada fase é fundamental no laboratório, visto que os erros embutidos na
fase inicial, média ou final alterarão o resultado do produto e, consequentemente, sua
interpretação (COSTA, 2012).

OBJETIVO DA TÉCNICA (citação de 1 autor)

Entende-se que a qualidade de um serviço não se faz apenas pela sua


aparelhagem ou pelo desenvolvimento de técnicas sofisticadas, mas pelas
características da sua equipe, que anseia por um processo contínuo de atualização.
Uma equipe atualizada torna-se capaz de prestar assistência de qualidade ao paciente,
visto sua familiaridade com as técnicas e procedimentos a serem desenvolvidos,
compreendendo as bases fisiológicas subjacentes aos procedimentos, e os efeitos da
terapêutica sobre o processo de recuperação do cliente sob seus cuidados. Sabe-se que
os de serviços de saúde são complexos e têm cada vez mais incorporado tecnologias e
técnicas elaboradas, acompanhados de riscos adicionais na prestação de assistência
aos pacientes.
Entretanto, medidas simples e efetivas podem prevenir e reduzir riscos e
danos nestes serviços, tais como: mecanismos de dupla identificação da paciente
melhoria da comunicação entre profissionais de saúde; administração segura de
medicamentos; realização de cirurgia em local correto de intervenção, procedimento e
paciente corretos; higiene das mãos para a prevenção de infecções e prevenção de
quedas e úlceras por pressão. Estas medidas realizadas de forma correta e segura
pelos profissionais de saúde, por meio do seguimento de protocolos específicos,
associadas às barreiras de segurança nos sistemas, podem prevenir eventos adversos
relacionados à assistência à saúde (PADOIN, 2017).

IMPORTÂNCIA CLÍNICA

Nas dosagens das enzimas, foram pouco abordados os efeitos da hemólise,


quando ocorre degradação das hemácias, quanto ao extravasamento de muitas
enzimas para o soro, fazendo que essas proteínas acabem se elevando em relação aos
valores normais de referência. A fim de evitar os efeitos da hemólise nas dosagens
biológicas, é preciso controlar as variáveis envolvidas nesse processo, como tempo de
armazenamento, temperatura e desproporção no sangue/anticoagulante (COSTA,
2012).
MATERIAL E MÉTODO (Citação 1 autor)

ADITIVO HOMOGENEIZAÇÃO
TUBO SECO NÃO É NECESSÁRIO
CITRATO DE SÓDIO 5 a 10 VEZES
PRÓ-COAGULANTE OU GEL SEPARADOR 8 a 10 VEZES
TUBO COM HEPARINA 8 a 10 VEZES
TUBO COM EDTA 8 a 10 VEZES
TUBO COM INIBIDOR DA GICÓLISE 8 a 10 VEZES

RESULTADOS E DISCUSSÕES

O primeiro dia de estágio na área de coleta ocorreu dia 5 de maio no posto de


coleta da André Maggi, todas as coletas ocorreram corretamente, com supervisão da
professora Silmara. Durante a troca de tubos de uma coleta de sistema a vácuo a veia foi
perdendo fluxo e perfurei mais profundo com intenção de reencontra-la e coletei sangue
arterial ocasionalmente, a paciente relatou não sentir dor alguma e não houve
sangramento excessivo.
DISCUSSÕES
(PINTO, 2017).
(BARBOSA, 2014).
Eventualmente, (AGUIAR, 2017).
(DOS SANTOS FREITAS, 2020).

CONCLUSÃO

Os erros observados durante a punção venosa estão relacionados com tempo


elevado na aplicação do torniquete e excesso ou falta de anticoagulante. Os principais
analitos mensurados nos estudos foram glicose, colesterol, triglicérides, enzimas e
hormônios e as causas desses erros foram tempo de armazenamento e de torniquete,
técnicas de flebotomia, falta de informação aos pacientes, relação incorreta
sangue/anticoagulante, tubos inadequados, amostras contaminadas, medicamentos e
alterações interlaboratoriais. Uma das medidas adotadas para reduzir ou evitar as
inexatidões laboratoriais é a implementação de um eficiente PGQ.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGUIAR, Monique Meneses de et al. Coleta de sangue arterial para gasometria:


construção de um procedimento operacional padrão. 2017. Disponível em
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/188437/PGCF0088-D.pdf?
sequence=-1&isAllowed=y. Acesso dia 15 de junho de 2021.

BARBOSA, Andréa Lopes; CARDOSO, Maria Vera Lúcia Moreira Leitão. Alterações
nos parâmetros fisiológicos dos recém-nascidos sob oxigenoterapia na coleta de
gasometria. Acta Paulista de Enfermagem, v. 27, n. 4, p. 367-372, 2014. Disponível
em https://www.scielo.br/j/ape/a/HDtpqhrkZ8WNDpj4YpbyyQf/?format=pdf&lang=pt.
Acesso dia 16 de junho de 2021.

STEIN, Sílvia; PICOLI, Simone Ulrich. Avaliação do Nível de Contaminação da Pele


Após Assepsia para Coleta Sanguínea. Rio Grande do Sul: Newslab, 2006. Disponível
em https://www.researchgate.net/profile/Simone-
Picoli/publication/267828350_Avaliacao_do_Nivel_de_Contaminacao_da_Pele_Apos_
Assepsia_para_Coleta_Sanguinea/links/55ef92fb08ae0af8ee1b2e01/Avaliacao-do-
Nivel-de-Contaminacao-da-Pele-Apos-Assepsia-para-Coleta-Sanguinea.pdf. Acesso dia
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LIMA-OLIVEIRA, Gabriel de Souza et al. Controle da qualidade na coleta do espécime


diagnóstico sanguíneo: iluminando uma fase escura de erros pré-analíticos. Jornal
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Disponível em https://www.scielo.br/j/jbpml/a/MMmKJtNsD5Xh4GcpqDnrFYv/?
lang=pt&format=pdf. Acesso dia 15 de junho de 2021.

GUIMARÃES, Alexandre Costa et al. O laboratório clínico e os erros pré-


analíticos. Revista HCPA. Vol. 31, n. 1 (2011), p. 66-72, 2011. Disponível em
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/157955/000881437.pdf?
sequence=1&isAllowed=y. Acesso dia 15 de junho de 2021.

COSTA, Vivaldo Gomes da; MORELI, Marcos Lázaro. Principais parâmetros


biológicos avaliados em erros na fase pré-analítica de laboratórios clínicos: revisão
sistemática. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 48, n. 3, p.
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PINTO, Jéssica Mayara Alves et al. Gasometria arterial: aplicações e implicações para a
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DOS SANTOS FREITAS, Maria Amanda. Princípios analíticos da gasometria


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PADOIN, Susana; SBEGHEN, Mônica Raquel; ZAWADZKI, Patrick. MANUAL DE


COLETA SANGUÍNEA E PROCESSAMENTO DE DADOS PARA ANÁLISE
BIOQUÍMICA. Seminário de Iniciação Científica e Seminário Integrado de Ensino,
Pesquisa e Extensão, 2017. Disponível em
https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/13990/8091. Acesso dia 16 de
junho de 2021.

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