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NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL
1. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E
ALTERAÇÕES

ART. 42
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições
organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e
dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
§ 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a
ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo
a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos
oficiais conferidas pelos respectivos governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
20, de 15/12/98)
§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o
que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

ARTS. 122 A 124


Seção VII
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES

Art. 122. São órgãos da Justiça Militar:


I - o Superior Tribunal Militar;
II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.
Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo
Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre
oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-
generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis.
Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre
brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:
I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de
efetiva atividade profissional;
II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça
Militar.
Art. 124. à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça
Militar.

ART. 125 E 126


Seção VIII
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS

Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta
Constituição.
§ 1º - A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de
organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça.

Apostilas Decisão 1 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

§ 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos


normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da
legitimação para agir a um único órgão.
§ 3º A lei estadual poderá criar, mediante proposta do T ribunal de Justiça, a Justiça Militar
estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em
segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em
que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
§ 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes
militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a
competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda
do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
§ 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes
militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao
Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes
militares.
§ 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais,
a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais
funções da atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de
equipamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Art. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas
especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz far-se-á presente
no local do litígio.

ART. 142
Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são
instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na
disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da
Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da
ordem.
§ 1º - Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no
preparo e no emprego das Forças Armadas.
§ 2º - Não caberá “habeas-corpus” em relação a punições disciplinares militares.
§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das
que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
18, de 1998)
I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo
Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou
reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais
membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18,
de 1998)
II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente será
transferido para a reserva, nos termos da lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
III - O militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública
civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo
quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antigüidade,
contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva,
sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não transferido para a reserva, nos
termos da lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Apostilas Decisão 2 Apostilas Decisão


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IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18,
de 1998)
V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele
incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de
tribunal especial, em tempo de guerra; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois
anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso
anterior; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art.
37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
IX - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 41, de 19.12.2003)
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras
condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as
prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas
atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

ART. 144
CAPÍTULO III
DA SEGURANÇA PÚBLICA

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida
para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos
seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e
estruturado em carreira, destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e
interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras
infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme,
segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o
descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas
de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado
em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado
em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as
militares.

Apostilas Decisão 3 Apostilas Decisão


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§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos
de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades
de defesa civil.
§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército,
subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios.
§ 7º - A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança
pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 8º - Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens,
serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será
fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

ARTS. 226 A 230

CAPÍTULO VII
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.


§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher
como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§ 4º - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e
seus descendentes.
§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem
e pela mulher.
§ 6º - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais
de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.
§ 7º - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o
planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos
educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por
parte de instituições oficiais ou privadas.
§ 8º - O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram,
criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.
§ 1º - O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente,
admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo os seguintes preceitos:
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-
infantil;
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de
deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de
deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos
bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos.
§ 2º - A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de
fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas
portadoras de deficiência.
§ 3º - O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no art. 7º,
XXXIII;
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;

Apostilas Decisão 4 Apostilas Decisão


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III - garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola;


IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, igualdade na relação
processual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo dispuser a legislação tutelar
específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de
pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade;
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos
termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente órfão ou
abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente
de entorpecentes e drogas afins.
§ 4º - A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do
adolescente.
§ 5º - A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos e
condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.
§ 6º - Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos
e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.
§ 7º - No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em consideração o
disposto no art. 204.
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da
legislação especial.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm
o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas,
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhes o direito à vida.
§ 1º - Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares.
§ 2º - Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos
urbanos.

2. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS E


ALTERAÇÕES: ART. 136 A 143
Subseção II
Da Segurança Pública

Art. 136 - A segurança pública, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, é exercida
para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos
seguintes órgãos:
I - Polícia Civil;
II - Polícia Militar;
III - Corpo de Bombeiros Militar. (Inciso acrescentado pelo art. 7º da Emenda à Constituição nº
39, de 2/6/1999.)
Art. 137 - A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar se subordinam ao
Governador do Estado. (Artigo com redação dada pelo art. 8º da Emenda à Constituição
nº 39, de 2/6/1999.)
Art. 138 - O Município pode constituir guardas municipais para a proteção de seus bens,
serviços e instalações, nos termos do art. 144, § 8º, da Constituição da República.
Art. 139 - À Polícia Civil, órgão permanente do Poder Público, dirigido por Delegado de
Polícia de carreira e organizado de acordo com os princípios da hierarquia e da disciplina,
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração, no
território do Estado, das infrações penais, exceto as militares, e lhe são privativas as atividades
pertinentes a:
I - Polícia técnico-científica;

Apostilas Decisão 5 Apostilas Decisão


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II - processamento e arquivo de identificação civil e criminal;


III - registro e licenciamento de veículo automotor e habilitação de condutor.
Art. 140 - A Polícia Civil é estruturada em carreiras, e as promoções obedecerão ao critério
alternado de antigüidade e merecimento. (Vide Lei Complementar nº 23, de 26/12/1991.) (Vide
Lei Complementar nº 42, de 11/1/1996.)
§ 1º - O ingresso na Polícia Civil se dará em classe inicial das carreiras, mediante concurso
público de provas ou de provas e títulos, realizado privativamente pela Academia de Polícia Civil.
§ 2º - O exercício de cargo policial civil é privativo de integrantes das respectivas carreiras.
§ 3º - Para o ingresso na carreira de Delegado de Polícia, é exigido o título de Bacharel em
Direito e concurso público, realizado com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil,
Seção do Estado de Minas Gerais, e exigido curso de nível superior de escolaridade para a de
Perito Criminal.
Art. 141 - O Chefe da Polícia Civil é livremente nomeado pelo Governador do Estado dentre
os integrantes, em atividade, da classe final da carreira de Delegado de Polícia. (Vide Lei
Delegada nº 101, de 29/1/2003.)
Art. 142 - A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, forças públicas estaduais, são
órgãos permanentes, organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e
comandados, preferencialmente, por oficial da ativa do último posto, competindo:
I - à Polícia Militar, a polícia ostensiva de prevenção criminal, de segurança, de trânsito
urbano e rodoviário, de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a
preservação e restauração da ordem pública, além da garantia do exercício do poder de polícia
dos órgãos e entidades públicos, especialmente das áreas fazendária, sanitária, de proteção
ambiental, de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural;
II - ao Corpo de Bombeiros Militar, a coordenação e a execução de ações de defesa
civil, a prevenção e combate a incêndio, perícias de incêndio, busca e salvamento e
estabelecimento de normas relativas à segurança das pessoas e de seus bens contra incêndio ou
qualquer tipo de catástrofe;
III - à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar, a função de polícia judiciária militar, nos
termos da lei federal.
§ 1º - A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar são forças auxiliares e reservas do
Exército.
§ 2º - Por decisão fundamentada do Governador do Estado, o comando da Polícia Militar ou
do Corpo de Bombeiros Militar poderá ser exercido por oficial da reserva que tenha ocupado,
durante o serviço ativo e em caráter efetivo, cargo privativo do último posto da corporação.
(Artigo com redação dada pelo art. 9º da Emenda à Constituição nº 39, de 2/6/1999.)
Art. 143 - Lei complementar organizará a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
(Vide Lei Complementar nº 54, de 13/12/1999.)
Parágrafo único - Os regulamentos disciplinares das corporações a que se refere o
caput deste artigo serão revistos periodicamente pelo Poder Executivo, com intervalos de no
máximo cinco anos, visando ao seu aprimoramento e atualização. (Artigo com redação dada
pelo art. 10 da Emenda à Constituição nº 39, de 2/6/1999.) (Vide Lei Complementar nº 23, de
26/12/1991.) (Vide Lei Complementar nº 54, de 13/12/1999.)

CAPÍTULO III
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
Da Tributação

Art. 144 - Ao Estado compete instituir:


I - imposto sobre:
a) transmissão causa mortis e doação, de bem ou direito;
b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no Exterior;
c) propriedade de veículos automotores;
d) (Revogada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 10, de 2/9/1993.)

Apostilas Decisão 6 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de


serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua
disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para
conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos
termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
§ 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de imposto, ou integrar a receita
corrente do órgão ou entidade responsável por sua arrecadação.
§ 3º - A instituição do imposto previsto na alínea a do inciso I obedecerá ao disposto em lei
complementar federal, nas hipóteses mencionadas no inciso III do § 1º do art. 155 da
Constituição da República.
Art. 145 - O imposto previsto na alínea a do inciso I do artigo anterior é devido ao Estado:
I - relativamente a bem imóvel e aos respectivos direitos, quando situado no Estado;
II - relativamente a bem móvel, título e crédito, quando o inventário ou arrolamento se
processar em seu território, ou nele tiver domicílio o doador.
Parágrafo único - O Estado respeitará, na fixação da alíquota do imposto de que trata este
artigo, o índice máximo estabelecido pelo Senado Federal.
Art. 146 - Aplicam-se ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações
de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação as seguintes
normas: (Vide Lei nº 12708, de 29/12/1997.)
I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à
circulação de mercadorias ou prestações de serviços com o montante cobrado nas anteriores
por este ou outro Estado;
II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação:
a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou
prestações seguintes;
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;
III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;
IV - as alíquotas estabelecidas em resolução do Senado Federal serão aplicáveis a
operações e prestações interestaduais e de exportação;
V - o Estado fixará as alíquotas para as operações internas, observado o seguinte:
a) limite mínimo não inferior ao estabelecido pelo Senado Federal para as operações
interestaduais, salvo:
1 - deliberação em contrário estabelecida na forma da lei complementar federal, conforme
previsto na alínea g do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição da República;
2 - por resolução do Senado Federal, na forma da alínea a do inciso V do § 2º do art. 155 da
Constituição da República;
b) limite máximo, na hipótese de resolução do Senado Federal, para a solução de conflito
específico que envolva interesse do Estado;
VI - para as operações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em
outro Estado, adotar-se-á:
a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto; ou
b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele;
VII - caberá ao Estado a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, nas operações e
prestações interestaduais que lhe destinem mercadorias e serviços para contribuinte do imposto,
na qualidade de consumidor final;
VIII - o imposto incidirá ainda:
a) sobre a entrada de mercadoria importada do Exterior, ainda quando se tratar de bem
destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre serviço prestado no
Exterior, se no Estado estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do
serviço;
b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não
compreendidos na competência tributária do Município;
IX - não haverá incidência do imposto, ressalvada a hipótese prevista no inciso XI:

Apostilas Decisão 7 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

a) sobre operação que destine ao Exterior produto industrializado, salvo o semi-


elaborado, assim definido em lei complementar federal;
b) sobre operação que destine a outro Estado petróleo, lubrificante, combustível líquido e
gasoso dele derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial;
d) sobre encargo financeiro incorporado ao valor de operação de venda a prazo, realizada
mediante sistema de crediário, diretamente a consumidor final; (Alínea declarada
inconstitucional em 15/2/1996 - ADIN 84. Acórdão publicado no Diário da Justiça em 19/4/1996.)
e) sobre a saída de leite in natura, para consumo, em operação interna; (Alínea
declarada inconstitucional em 15/2/1996 - ADIN 84. Acórdão publicado no Diário da Justiça em
19/4/1996.)
X - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos
industrializados, quando a operação realizada entre contribuintes e relativa a produto
destinado a industrialização ou a comercialização configure fato gerador dos dois impostos;
XI - as isenções, os incentivos e os benefícios fiscais poderão ser concedidos ou revogados
pelo Estado, na forma de lei complementar federal;
XII - à exceção deste imposto, nenhum tributo estadual poderá incidir sobre operações relativas
a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais.
(Inciso com redação dada pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 10, de 2/9/1993.)

3. LEI 5.301, DE 16 DE OUTUBRO DE 1969, QUE CONTÉM O


ESTATUTO DO PESSOAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS
GERAIS

ART. 1º AO 6º
TÍTULO I
DO PESSOAL DA POLÍCIA MILITAR
CAPÍTULO I
Generalidades

Art. 1º. Os direitos, prorrogativas, deveres e responsabilidades do Pessoal da Polícia Militar do


Estado de Minas Gerais são regidos de conformidade com o presente Estatuto, nos termos do
artigo 39, §1º, da Constituição Estadual.

Art. 39 - Const. Estadual - O Servidor público militar será regido por estatuto próprio,
estabelecido em lei.
§ 1º - As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a ele inerentes, são asseguradas
em plenitude aos Oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os
títulos, postos e uniforme militares.

Art. 2º. Os componentes da Polícia Militar são parte integrante da classe dos servidores públicos,
denominada Classe dos Militares.
Art. 3º. No decorrer de sua carreira pode o militar encontrar-se na ativa, na reserva ou na situação
de reformado.

O termo “militar do Estado”, ou “militar estadual”, designa mais adequadamente os


integrantes da PM, em razão do disposto no art. 42 da CF, redação dada pela EC nº 18, de
05Fev98:
“Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições
organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios.”

Apostilas Decisão 8 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

§ 1º Militar da ativa é o que, ingressando na carreira policial militar, faz dela profissão, até ser
transferido para a reserva, reformado ou excluído.
§ 2º Militar da reserva é o que, tendo prestado serviço na ativa, passa à situação de inatividade.
§ 3º Reformado é o militar desobrigado definitivamente do serviço.
Art. 4º. A carreira na Polícia Militar é privativa de brasileiros natos, para oficiais e natos ou
naturalizados para praças, observadas as condições de cidadania, idade, capacidade física, moral
e intelectual, prevista em leis e regulamentos.

Embora a CF (art. 12. § 2º) haja proibido estabelecer distinção entre brasileiro nato e
naturalizado, a exceção configurada neste artigo tem respaldo no mesmo art. 12, § 3º, VI, em
relação às Forças Armadas, com aplicação extensiva às polícias militares por interpretação
do disposto no Art. 42, § 2º, e Art. 142, § 3º, VIII e X.
Art. 12 - CF - São brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que
estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles
esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que sejam
registrados em repartição brasileira competente, ou venham a residir na República
Federativa do Brasil antes da maioridade e, alcançada esta, optem em qualquer tempo pela
nacionalidade brasileira.
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de
países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil
há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.
§ 1º - Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em
favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato, salvo os casos
previstos nesta Constituição.
Art. 5º. O ingresso na Polícia Militar será feito:
A composição e denominação dos Quadros de Oficiais e de Praças mencionada neste artigo
foi substancialmente alterada nas leis posteriores de fixação de efetivos.
I - no quadro de Oficiais de Polícia, no posto inicial da carreira, através de Curso de Formação de
Oficiais, no qual serão matriculados candidatos aprovados em exame vestibular, obedecendo o
Regulamento do Departamento de Instrução (RDI);

O RDI citado neste e em outros dispositivos corresponde ao atual REPM (Regulamento do


Ensino da Polícia Militar).

II - nos quadros de Oficiais de Polícia Saúde(Polícia Engenharia e Polícia Técnica), no posto inicial
da carreira e mediante concurso público de títulos e de provas, de acordo com legislação própria;

O ingresso no Quadro de Oficiais de Saúde é atualmente regulado pelas seguintes


disposições da Lei Complementar nº 41, de 09Jan96:
“Art. 1º. A nomeação para o Quadro de Oficiais de Saúde – QOS – da Polícia Militar de Minas
Gerais depende de aprovação prévia em concurso público de provas e títulos.
Art. 2º. Para ingresso no QOS, o candidato deverá preencher os seguintes requisitos:
I – ser brasileiro;
II – estar quite com o serviço militar;
III – estar quite com as obrigações eleitorais;
IV – ter, no máximo, 35 (trinta e cinco) anos de idade na data da nomeação;
V – ter formação profissional, em nível de 3º grau, atinente à categoria pretendida;
VI – gozar de boa saúde;
VII – ter capacidade mental;

Apostilas Decisão 9 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

VIII – ter aptidão física.


Parágrafo único. Os requisitos previstos nos incisos VI a VIII serão comprovados,
respectivamente, por meio de exames médicos, psicológicos e de capacitação física perante
a Junta Militar de Saúde, perante uma comissão de psicólogos e uma comissão de
avaliadores, constituídas para esse fim.
Art. 3º. O candidato aprovado em concurso público de provas e títulos será nomeado para o
posto inicial da carreira, se atendidas as exigências legais previstas para o ingresso no
QOS.
§ 1º O acesso aos demais postos sujeita-se às normas do Regulamento de Promoções de
Oficiais da Polícia Militar.
§ 2º Caso ocorra nomeação conjunta, prevalecerá, para efeito de antiguidade, a ordem de
classificação no concurso.”

III - no quadro de Praças:


a) de acordo com normas regulamentares próprias, satisfeitas, entre outras, as seguintes
exigências:
1 - ser brasileiro:
2 - estar quites com o Serviço Militar;
3 - ter idade compreendida entre 18 e 30 anos;
4 - ter idoneidade moral e político-social;
5 - ter sanidade física e mental;
6 - possuir 2º grau completo e ser aprovado nos exames de escolaridade; ( alterado pela Lei
Complementar nr 050, de 13jan98 )
7 - ter altura mínima de 1,60 metros;
8 - ser solteiro, exceto se especialista ou artífice:
b) e face de aprovação nos exames vestibulares ao Curso de Formação de Sargentos (CFS), de
acordo com o RDI/RDPM:
IV - nos quadros de funcionário civil: de acordo com lei própria.
Parágrafo único. O preenchimento dos requisitos previstos nos números 5 e 6 da alínea “a”, do
inciso III será comprovado por meio de exames médico-laboratoriais, psicológicos e de capacitação
intelectual e física, perante a Junta Militar de Saúde e a Comissão de Avaliadores, integrada por
oficiais psicólogos. (acrescido pela Lei Complementar nr 050, de 13jan98 )
Art. 6º. O preenchimento dos quadros de Cabos e Terceiro Sargento de Polícia far-se-á mediante
aprovação em Curso de Formação de Cabos (CFC) ou de formação de Sargentos (CFS), e, dos
quadros das graduações seguintes, através de promoções, nos termos deste Estatuto.

8º AO 12

CAPÍTULO II
Da Hierarquia e da Precedência Militar

Art. 8º. Hierarquia militar é a ordem e subordinação dos diversos postos e graduações que
constituem a carreira militar.
§ 1º Posto é o grau hierárquico dos oficiais, conferido por ato do Chefe do Governo do Estado.
§ 2º Graduação é o grau hierárquico das praças, conferido pelo Comandante Geral da Polícia
Militar.
Art. 9º. São os seguintes os postos e graduações da escala hierárquica:
I - Oficiais de Polícia
a) Superiores: Coronel, Tenente Coronel e Major
b) Intermediários: Capitão
c) Subalternos: 1º Tenente, 2º Tenente
II - Praças Especiais de Polícia
a) Aspirante a Oficial
b) Alunos do Curso de Formação de Oficiais
III - Praças de Polícia: (Alterado pela Lei Nr 5. 946, de 11Jul72)

Apostilas Decisão 10 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

a) Subtenentes e Sargentos: Subtententes, 1º Sargento, 2º Sargento, 3º Sargento;


b) Cabos e Soldados: Cabo, Soldado de 1º Classe; Soldado de 2º Classe.
Redação dada pela Lei nº 5.946, de 11Jul72.
Art. 10. Aos postos e graduações de que trata o artigo anterior será acrescida a designação “PM” -
Polícia Militar.
Art. 11. A precedência hierárquica é regulada:
I - Pelo posto ou graduação;
II - pela antiguidade no posto ou graduação salvo quando ocorrer precedência funcional,
estabelecida em lei ou decreto.
Parágrafo Único. O aspirante a oficial freqüentará o círculo dos oficiais subalternos.
Art. 12. A antiguidade de cada posto ou graduação será regulada:
I - pela data da promoção ou nomeação;
II - pela prevalência dos graus hierárquicos anteriores;
III - pela data de praça;
IV - pela data de nascimento.
Parágrafo único. Nos casos de nomeação coletiva mediante concurso, de declaração de aspirante
a oficial, de promoção a cabo, a terceiro e a primeiro sargento de polícia, prevalecerá, para efeito
de antiguidade, a ordem de classificação obtida no concurso ou curso.

14 E 15

CAPÍTULO III
Função Policial-Militar

Art. 14. Função policial-militar é exercida por oficiais e praças da Polícia Militar, com a finalidade
de preservar, manter e restabelecer a ordem pública e segurança interna, através das várias ações
policiais ou militares, em todo o território do Estado.
Art. 15. A qualquer hora do dia ou da noite, na sede da Unidade ou onde o serviço o exigir, o
policial militar deve estar pronto para cumprir a missão que lhe for confiada pelos seus superiores
hierárquicos ou impostos pelas leis e regulamentos.

17 AO 34
Art. 17. O militar da ativa que aceitar cargo público civil temporário, não eletivo, assim como em
autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista *Fundação Pública*, ficará agregado
ao respectivo quadro, e, enquanto permanecer nessa situação somente poderá ser promovido por
antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para promoção, transferência para a
reserva ou reforma.
Parágrafo único. Depois de dois anos, contínuos ou não de afastamento nos termos deste artigo,
será o militar transferido para a reserva ou reformado, na conformidade deste Estatuto.

Dispõe a CF (Art. 142, § 3º, III, redação dada pela EC nº 20, de 15Dez98, c/c o Art. 42, § 1º):
“III – o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função
pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao
respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido
por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e
transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não,
transferido para a reserva, nos termos da lei;”
Dispõe a CE (Art. 39, § 4º):
“O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou funções públicos temporários, não
eletivos, ainda que de entidade da administração indireta, ficará agregado ao respectivo
quadro e, enquanto permanecer nessa situação, somente poderá ser promovido por
antiguidade, terá seu tempo de serviço contado apenas para aquela promoção e

Apostilas Decisão 11 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

transferência para a reserva e será, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não,
transferido para a inatividade.”
Art. 18. O militar da ativa que aceitar cargo público permanente, estranho à sua carreira, será
transferido para a reserva ou reformado com os direitos e deveres definidos nesta lei.
Art. 19. Enquanto perceber remuneração do cargo temporário, assim como de autarquia, empresa
pública ou sociedade de economia mista, não tem direito o militar da ativa ao soldo e vantagens do
seu posto ou graduação, assegurada a opção.

Ainda que a opção seja pela remuneração do seu posto ou graduação, a fonte pagadora
será o próprio órgão ou entidade onde o militar estiver exercendo cargo temporário: Av nº
308/CG, de 28Fev89.

Art. 20. É vedada a utilização de componentes da Polícia Militar em órgãos civis, públicos ou
privados, sob pena de responsabilidade de quem o permitir.
Parágrafo único. Ressalvam-se as situações definidas expressamente em lei federal.
Art. 21. Os militares da ativa e os inativos, estes quando convocados ou designados para o serviço
ativo, podem, no interesse da dignidade profissional, ser chamados a prestar contas sobre a
origem e natureza dos seus bens móveis e semoventes.
Art. 22. Aos militares da ativa é vedado fazer parte de firmas comerciais, empresas industriais de
qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerado.
§ 1º Os militares da reserva, quando convocados para o serviço ativo, ficam proibidos de tratar nas
repartições públicas, civis ou militares, de interesse da indústria ou comércio a que estejam
associados ou não associados.
§ 2º Os militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de seus bens desde que não
infrinjam o disposto no presente artigo.

O Av. nº 68/CG, de 03Abr72, esclarece acerca da proibição de uso de designação


hierárquica em qualquer atividade política, comercial ou industrial.

§ 3º No intuito de desenvolver a prática profissional e elevar o nível cultural dos elementos da


Corporação, é permitido, no meio civil aos militares titulados o exercício do magistério ou de
atividade técnico-profissionais, atendidas as restrições previstas em lei própria.
Art. 23. Cabe aos militares a responsabilidade integral das decisões que tomam ou dos atos que
praticam, inclusive na execução de missões por eles taxativamente determinados.
Art. 24. As patentes, com as vantagens, prerrogativas e deveres a elas inerentes, são garantidas
em toda a plenitude, assim aos oficiais da ativa e da reserva, como aos reformados, ressalvado o
disposto no artigo 16 deste Estatuto. (c/c o art. 42, § 1º, da CF e art. 39, § 1º, da CE).

Dispõe a CF (Art. 41, § 1º, redação dada pela EC nº 20, de 15Dez98):


“Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; art. 40, § 9º, e do art. 142, §§ 2º e 3º,
cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo
as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos Governadores .” (Art. 41, § 1º, redação
dada pela EC nº 20, de 15Dez98)
Art. 142, § 3º, I, redação dada pela EC nº 20, de 15Dez98:
“I – as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo
Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva e
reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e juntamente com os demais
membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas.”
Dispõe a CE (Art. 39):
“§ 1º As patentes, com as prerrogativas, direitos e deveres a ela inerentes, são asseguradas
em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os
títulos, postos e uniforme militares.
§ 2º As patentes dos oficiais são conferidas pelo Governador do Estado.’

Apostilas Decisão 12 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Art. 25. Os títulos, postos, graduações e uniformes da Polícia Militar são de uso privativo de seus
componentes da ativa, da reserva e do reformado. (c/c o rt. 42, § 1º, da CF e art. 39, § 1º, da CE).
§ 1º Os militares da reserva e os reformados só podem usar uniformes por ocasião de cerimônias
sociais, militares e cívicas. Os da reserva, quando convocados para o serviço ativo, usam uniforme
idêntico aos da ativa, nos termos do RUIPM.
§ 2º Os militares da reserva ou reformados podem ser proibidos de usar uniformes, temporária ou
definitivamente, em virtude da prática de atos indignos, por decisão do Comandante Geral.
Art. 26. São ainda direitos do militar:
I - exercício da função correspondente ao posto ou graduação, ressalvados os casos legais de
afastamento;
II - percepção de soldo e vantagens, na forma deste Estatuto e demais leis em vigor;

As condições de percepção de soldo e vantagens são atualmente reguladas pela Lei


Delegada nº 37, de 13Jan89 e, no que com ela não conflitar, por esta Lei.

III - transferência para a reserva ou reforma, com proventos, na forma deste Estatuto;

As condições de transferência para a reserva e reforma são atualmente reguladas pela Lei
Delegada nº 37, de 13Jan89, e, no que com ela não conflitar, por esta Lei.

IV - julgamento em foro especial, nos delitos militares;


V - dispensa de serviço, férias, licença e recompensa, nas condições previstas neste Estatuto;
VI - demissão voluntária e baixa do serviço ativo, de acordo com as normas legais;
VII - transporte para si e sua família, nos termos deste Estatuto; (Art. 26 e 27 da Lei Del. 37).

As condições de transporte por conta do Estado são atualmente reguladas pela Lei
Delegada nº 37, de 13Jan89, e, no que com ela nçao conflitar, por esta Lei.

VIII - porte de arma, nos termos da legislação específica.

O porte de arma, a nível federal, é regulado pela Lei Fed. Nº 9.437, de 20Fev97,
regulamentada pelo Dec. Fed. Nº 2.222, de 08Maio97; no âmbito interno da PM, pela Res. Nº
2.482/CG, de 13Dez90, alterada pela Res. Nº 3351/CG, de 31Jul97.
Art. 27. A praça perde a condição de servidor público e o consequente direito à inatividade
remunerada, nos casos previstos nos itens I e III do artigo 16, deste Estatuto, quando excluída
disciplinarmente ou por incapacidade profissional, de acordo com o Regulamento Disciplinar da
Corporação. (Revogado pelo Art. 125, § 4º, da CF c/c arts. 111 e 39, § 8º, da CE)

Este artigo está parcialmente revogado pela CF, no tocante à menção ao Art. 16, I (pena
acessória de exclusão decorrente de condenação criminal a pena restritiva de liberdade
superior a dois anos, que até então era automática):
“Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os policiais militares e bombeiros
militares, nos crimes militares, definidos em lei, cabendo ao tribunal competente decidir
sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.” (Art. 125, § 4º)
Dispõe a CE:
“Art. 111. Compete à Justiça Militar processar e julgar o policial militar em crime militar
definido em lei, e, ao Tribunal de Justiça Militar, decidir sobre a perda do posto e da patente
de Oficial e da graduação de praça.”
Ten. O STF entendido que “A aplicação de Art. 125, § 4º, da Cf se dá somente na hipótese de
ser o militar condenado a pena privativa de liberdade, não impedindo, portanto, a perda da
graduação mediante procedimento administrativo.” (RE 199.800-SP, rel. Min. Carlos Velloso,
13.5.97) e que “A prática de ato incompatível com a função policial militar, apurada em
processo administrativo, pode implicar a perda da graduação como sanção administrativa
desde que assegurado ao acusado o direito de defesa e o contraditório. A jurisprudência
dessa Corte é firme ao assegurar a competência da Administração Pública para repreender,

Apostilas Decisão 13 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

advertir ou expulsar os milicianos incursos em falta grave ou que tenham praticado atos
incompatíveis com a função policial militar.” (RE N. 225.714-SP rel. Min. Maurício Corrêa)

Art. 28. Só em caso de flagrante delito o militar poderá ser preso por autoridade policial civil.
§ 1º Quando se der o caso previsto no artigo, a autoridade policial fará entrega do preso à
autoridade militar mais próxima, só podendo retê-lo na delegacia ou posto policial durante o tempo
necessário à lavratura do flagrante.
§ 2º A autoridade policial que maltratar ou consentir que seja maltratado preso militar, ou não lhe
dispensar o tratamento devido ao seu posto ou graduação, será responsabilizada, por iniciativa da
autoridade competente.
Art. 29. O militar, fardado ou em trajes civis, tem as prerrogativas e as obrigações correspondentes
ao seu posto ou graduação.
Art. 30. É proibido o uso de uniforme em manifestações de caráter político-partidário, exceto em
serviço.
Art. 31. Não é permitido sobrepor ao uniforme insígnias ou distintivos de qualquer natureza, não
previstos no regulamento ou plano de uniforme.
Art. 32. São declaradas nulas as regalias, concessões e prorrogativas decorrentes de leis ou atos
anteriores que permitem o uso de uniformes e postos militares a funcionários civis da Polícia
Militar.
Art. 33. É vedado o uso individual ou por parte de organizações civis, públicas ou privadas, de
uniformes, emblemas, insígnias, denominações ou distintivos que tenham semelhança com os
adotados na Polícia Militar, ou que possam com ele ser confundidos
Parágrafo único. São responsáveis pela infração das disposições deste artigo os diretores ou
chefes de repartições, estabelecimentos de qualquer natureza, firmas ou empregadores,
empresas, institutos ou departamentos que os tenham adotado ou consentido.
Art. 34. O uso do uniforme, fora do País, só é permitido aos militares que estiverem em missão
oficial.

146 AO 155
(EXCETO O ART. 151)

CAPÍTULO IV
Da Exclusão da Praça

Art. 146. A praça será excluída do serviço ativo da Polícia Militar nos casos seguintes:
I - em face de transferência para a inatividade, nos termos deste Estatuto;
II - em virtude de incapacidade moral, mediante indicação do Conselho de Disciplina, nos termos
do Regulamento Disciplinar da Corporação;
III - quando julgado incapaz definitivamente pela Junta Militar de Saúde e o tempo de serviço for
igual ou inferior a 5 (cinco) anos;
IV - quando incorrer na pena de exclusão disciplinar, prevista no Regulamento Disciplinar da
Corporação.
V - com baixa do serviço, na forma da lei:
a) “ex ofício”;
b) a pedido.
Art. 147. A exclusão “ex ofício” é aplicável somente no período de formação ou no de incorporação
por conveniência ou interesse da Polícia Militar, ou para atender a circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Será também excluída do serviço ativo a praça com menos de 10 (dez) anos de
serviço que se candidatar a cargo eletivo. *Ver Const. Fed. Art. 14 § 8º *

A exclusão de que cogita o Parágrafo único, nos termos do art. 138, se dará por
transferência para a reserva não remunerada. A CF estabeleceu (art. 14, § 8º, c/c art. 42, § 2º)
que ela só se dará se o militar tiver menos de dez anos de serviço:
“O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

Apostilas Decisão 14 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

I – se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade.”

Art. 148. A exclusão com baixa do serviço, a pedido , será concedida, observando-se o prescrito
no § 2º do artigo 138:
I - por conclusão do período de incorporação, engajamento ou reengajamento.
II - para tomar posse em cargo público, quando a praça tenha sido aprovada por concurso.
Parágrafo único. Não será concedia baixa do serviço prevista no item II do artigo, quando:
I - encontrar-se a Unidade do requerente ou a Corporação empenhada em prevenção, manutenção
ou restabelecimento da ordem;
II - a baixa do serviço for requerida com o fim de deixar a praça de cumprir nova missão ou
movimentação acometida a si ou à sua Unidade.
Art. 149. Período de incorporação, para os efeitos deste Estatuto, é aquele que perdura por 2(dois)
anos, a conta da assinatura do “termo de incorporação”, após a aprovação no Curso de Formação
Policial-Militar.
§ 1º O ingresso no quadro de praça, satisfeitos os requisitos do inciso III, do artigo 5º deste
estatuto, será feito na situação de soldado de 2º classe, o qual será matriculado no Curso de
Formação Policial-Militar, com duração mínima de 6 (seis) meses. Redação dada pela Lei nº
5.946, de 11Jul71.
§ 2º Somente o soldado de 2º classe, aprovado no Curso de Formação Policial-Militar, poderá
assinar o “termo de incorporação”, e que terá efeito de acesso a soldado de 1º Classe. Redação
dada pela Lei nº 5.946, de 11Jul71.
Art. 150. Terminado o período de incorporação, a praça deverá solicitar engajamento, por dois
anos, nas fileiras da Polícia Militar, ou baixa do serviço.
§ 1º Será excluída “ex ofício” a praça que não apresentar pedido de engajamento, após decorridos
30 (trinta) dias do término do período de incorporação ou de engajamento.
§ 2º A praça engajada será submetida a exames médicos, na Seção de Saúde de Unidade, de
2(dois) em 2 (dois) anos.
§ 3º A praça, para engajar-se ou reengajar-se, fica sujeita:
I - á aprovação em exame de aptidão profissional;
II - ao atendimento à conveniência ou interesse da Corporação.

.............................

Art. 152. Não poderá ser excluída, ainda que tenha concluído o tempo de serviço, a praça que:
I - não apresentar o armamento e demais objetos a seu cargo, em perfeita conservação;
II - tiver dívida para com a Fazenda Estadual ou a Polícia Militar; Alterado pela lei Nr 5.946, de
11Jul72
III - estiver em diligência, campanha, ou outros serviços que a impossibilitem de ser excluída.
Art. 153. A praça reclamada como desertora de outra Corporação será excluída e posta á
disposição da autoridade competente.
Art. 154. Serão excluídos da Polícia Militar aqueles que nela ingressarem com infração do disposto
no artigo 5º deste Estatuto, e os viciosos, os que já houverem cumprido sentença por crimes
aviltantes, os que tiverem sido exonerados a bem do serviço público, os expulsos ou excluídos
disciplinarmente de outras Corporações, por mau comportamento e que, iludindo as autoridades da
Corporação, conseguiram ingressar em suas fileiras, sem prejuízos de ação disciplinar,
administrativa ou penal contra o infrator.
Art. 155. São proibidas as baixas sem declaração de motivo legal ou fora dos casos previstos
neste Estatuto.

4. LEI 14.310, DE 19 DE JUNHO DE 2002, QUE DISPÕE SOBRE O


CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DOS MILITARES DO ESTADO
DE MINAS GERAIS

ART. 1º AO 9º

Apostilas Decisão 15 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

TÍTULO I
Disposições Gerais
CAPÍTULO I
Generalidades

Art.1º - O Código de Ética e Disciplina dos Militares de Minas Gerais - CEDM - tem por finalidade
definir, especificar e classificar as transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a
sanções disciplinares, conceitos, recursos, recompensas, bem como regulamentar o Processo
Administrativo-Disciplinar e o funcionamento do Conselho de Ética e Disciplina Militares da
Unidade - CEDMU.
Art. 2º - Este Código aplica-se:
I - aos militares da ativa;
II - aos militares da reserva remunerada, nos casos expressamente mencionados neste Código.
Parágrafo único - Não estão sujeitos ao disposto neste Código:
I - os Coronéis Juízes do Tribunal de Justiça Militar Estadual, regidos por legislação específica;
II - (VETADO)
a) (VETADO)
b) (VETADO)
c) (VETADO).
Art.3º - A camaradagem é indispensável ao convívio dos militares, devendo-se preservar as
melhores relações sociais entre eles.
§ 1º - É dever do militar incentivar e manter a harmonia, a solidariedade e a amizade em seu
ambiente social, familiar e profissional.
§2º - O relacionamento dos militares entre si e com os civis pautar-se-á pela civilidade, assentada
em manifestações de cortesia, respeito, confiança e lealdade.
Art. 4º - Para efeito deste Código, a palavra comandante é a denominação genérica dada ao militar
investido de cargo ou função de direção, comando ou chefia.
Art. 5º - Será classificado com um dos seguintes conceitos o militar que, no período de doze
meses, tiver registrada em seus assentamentos funcionais a pontuação adiante especificada:
I - conceito “A” - cinqüenta pontos positivos;
II - conceito “B” - cinqüenta pontos negativos, no máximo;
III - conceito “C” - mais de cinqüenta pontos negativos.
§ 1º - Ao ingressar nas Instituições Militares Estaduais - IMEs, o militar será classificado no
conceito “B”, com zero ponto.
§ 2º - A cada ano sem punição, o militar receberá dez pontos positivos, até atingir o conceito “A”.

CAPÍTULO II
Princípios de Hierarquia e Disciplina

Art. 6º - A hierarquia e a disciplina constituem a base institucional das IMEs.


§ 1º - A hierarquia é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das
IMEs.
§ 2º - A disciplina militar é a exteriorização da ética profissional dos militares do Estado e
manifesta-se pelo exato cumprimento de deveres, em todos os escalões e em todos os graus da
hierarquia, quanto aos seguintes aspectos:
I - pronta obediência às ordens legais;
II - observância às prescrições regulamentares;
III - emprego de toda a capacidade em benefício do serviço;
IV - correção de atitudes;
V - colaboração espontânea com a disciplina coletiva e com a efetividade dos resultados
pretendidos pelas IMEs.
Art. 7º - O princípio de subordinação rege todos os graus da hierarquia militar, em conformidade
com o Estatuto dos
Militares do Estado de Minas Gerais - EMEMG.

Apostilas Decisão 16 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Art. 8º - O militar que presenciar ou tomar conhecimento de prática de transgressão disciplinar


comunicará o fato à autoridade competente, no prazo estabelecido no art. 57, nos limites de sua
competência.
CAPÍTULO III
Ética Militar

Art. 9º - A honra, o sentimento do dever militar e a correção de atitudes impõem conduta moral e
profissional irrepreensíveis a todo integrante das IMEs, o qual deve observar os seguintes
princípios de ética militar:
I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamentos da dignidade profissional;
II - observar os princípios da Administração Pública, no exercício das atribuições que lhe couberem
em decorrência do cargo;
III - respeitar a dignidade da pessoa humana;
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, códigos, resoluções, instruções e ordens das autoridades
competentes;
V - ser justo e imparcial na apreciação e avaliação dos atos praticados por integrantes das IMEs;
VI - zelar pelo seu próprio preparo profissional e incentivar a mesma prática nos companheiros, em
prol do cumprimento da missão comum;
VII - praticar a camaradagem e desenvolver o espírito de cooperação;
VIII - ser discreto e cortês em suas atitudes, maneiras e linguagem e observar as normas da boa
educação;
IX - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de assuntos internos das IMEs ou de matéria
sigilosa;
X - cumprir seus deveres de cidadão;
XI - respeitar as autoridades civis e militares;
XII - garantir assistência moral e material à família ou contribuir para ela;
XIII - preservar e praticar, mesmo fora do serviço ou quando já na reserva remunerada, os
preceitos da ética militar;
XIV - exercitar a proatividade no desempenho profissional;
XV - abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidade pessoal de qualquer
natureza ou encaminhar negócios particulares ou de terceiros;
XVI - abster-se, mesmo na reserva remunerada, do uso das designações hierárquicas:
a) em atividades liberais, comerciais ou industriais;
b) para discutir ou provocar discussão pela imprensa a respeito de assuntos institucionais;
c) no exercício de cargo de natureza civil, na iniciativa privada;
d) em atividades religiosas;
e) em circunstâncias prejudiciais à imagem das IMEs.
Parágrafo único - Os princípios éticos orientarão a conduta do militar e as ações dos comandantes
para adequá-las às exigências das IMEs, dando-se sempre, entre essas ações, preferência
àquelas de cunho educacional.

ARTS. 19 AO 21
Art. 19 - São causas de justificação:
I - motivo de força maior ou caso fortuito, plenamente comprovado;
II - evitar mal maior, dano ao serviço ou à ordem pública;
III - ter sido cometida a transgressão:
a) na prática de ação meritória;
b) em estado de necessidade;
c) em legítima defesa própria ou de outrem;
d)em obediência a ordem superior, desde que manifestamente legal;
e) no estrito cumprimento do dever legal;
f) sob coação irresistível.
Parágrafo único - Não haverá punição, quando for reconhecida qualquer causa de justificação.
Art. 20 - São circunstâncias atenuantes:

Apostilas Decisão 17 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

I - ser classificado no conceito “A”;


II - ter prestado serviços relevantes;
III - ter o agente confessado espontaneamente a autoria da transgressão, quando esta for ignorada
ou imputada a outrem;
IV - ter o transgressor procurado diminuir as conseqüências da transgressão, antes da sanção,
reparando os danos;
V - ter sido cometida a transgressão:
a) para evitar conseqüências mais danosas que a própria transgressão disciplinar;
b) em defesa própria, de seus direitos ou de outrem, desde que isso não constitua causa de
justificação;
c) por falta de experiência no serviço;
d) por motivo de relevante valor social ou moral.
Art. 21 - São circunstâncias agravantes:
I - ser classificado no conceito “C”;
II - prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões;
III - reincidência de transgressões, ressalvado o disposto no art. 94;
IV - conluio de duas ou mais pessoas;
V - cometimento da transgressão:
a) durante a execução do serviço;
b) com abuso de autoridade hierárquica ou funcional;
c) estando fardado e em público;
d) com induzimento de outrem à prática de transgressões mediante concurso de pessoas;
e) com abuso de confiança inerente ao cargo ou função;
f) por motivo egoístico ou para satisfazer interesse pessoal ou de terceiros;
g) para acobertar erro próprio ou de outrem;
h) com o fim de obstruir ou dificultar apuração administrativa, policial ou judicial, ou o
esclarecimento da verdade.

ARTS. 26 A 62
CAPÍTULO II
Disponibilidade Cautelar

Art. 26 - O Corregedor da IME, o Comandante da Unidade, o Conselho de Ética e Disciplina


Militares da Unidade - CEDMU -,o Presidente da Comissão de Processo Administrativo-Disciplinar
e o Encarregado de Inquérito Policial Militar - IPM - poderão solicitar ao Comandante-Geral a
disponibilidade cautelar do militar.
Art. 27 - Por ato fundamentado de competência indelegável do Comandante-Geral, o militar poderá
ser colocado em disponibilidade cautelar, nas seguintes hipóteses:
I - quando der causa a grave escândalo que comprometa o decoro da classe e a honra pessoal;
II - quando acusado de prática de crime ou de ato irregular que efetivamente concorra para o
desprestígio das IMEs e dos militares.
§ 1º - Para declaração da disponibilidade cautelar, é imprescindível a existência de provas da
conduta irregular e indícios suficientes de responsabilidade do militar.
§ 2º - A disponibilidade cautelar terá duração e local de cumprimento determinado pelo
Comandante-Geral, e como pressuposto a instauração de procedimento apuratório, não podendo
exceder o período de quinze dias, prorrogável por igual período, por ato daquela autoridade, em
casos de reconhecida necessidade.
§ 3º - A disponibilidade cautelar assegura ao militar a percepção dos vencimento e vantagens
integrais do cargo.
CAPÍTULO III
Execução

Art. 28 - A advertência consiste em uma admoestação verbal ao transgressor.


Art. 29 - A repreensão consiste em uma censura formal ao transgressor.

Apostilas Decisão 18 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Art. 30 - A prestação de serviço consiste na atribuição ao militar de tarefa, preferencialmente de


natureza operacional, fora de sua jornada habitual, correspondente a um turno de serviço semanal,
que não exceda a oito horas, sem remuneração extra.
Art. 31 - A suspensão consiste em uma interrupção temporária do exercício de cargo, encargo ou
função, não podendo exceder a dez dias, observado o seguinte:
I - os dias de suspensão não serão remunerados;
II - o militar suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo,
encargo ou função.
Parágrafo único - A aplicação da suspensão obedecerá aos seguintes parâmetros, conforme o total
de pontos apurados:
I - de vinte e um a vinte e três pontos, até três dias;
II - de vinte e quatro a vinte e cinco pontos, até cinco dias;
III - de vinte e seis a vinte e oito pontos, até oito dias;
IV - de vinte e nove a trinta pontos, até dez dias.
Art. 32 - A reforma disciplinar compulsória consiste em uma medida excepcional, de conveniência
da administração, que culmina no afastamento do militar, de ofício, do serviço ativo da Corporação,
pelo reiterado cometimento de faltas ou pela sua gravidade, quando contar pelo menos quinze
anos de efetivo serviço.
Parágrafo único - Não poderá ser reformado disciplinarmente o militar que:
I - estiver indiciado em inquérito ou submetido a processo por crime contra o patrimônio público ou
particular;
II - tiver sido condenado a pena privativa de liberdade superior a dois anos, transitada em julgado,
na Justiça Comum ou Militar, ou estiver cumprindo pena;
III - cometer ato que afete a honra pessoal, a ética militar ou o decoro da classe, nos termos do
inciso II do art. 64, assim reconhecido em decisão de Processo Administrativo-Disciplinar.
Art. 33 - A demissão consiste no desligamento de militar da ativa dos quadros da IME, nos termos
do EMEMG e deste Código.
Parágrafo único - A demissão pune determinada transgressão ou decorre da incorrigibilidade do
transgressor contumaz, cujo histórico e somatório de sanções indiquem sua inadaptabilidade ou
incompatibilidade ao regime disciplinar da Instituição.
Art. 34 - Ressalvado o disposto no § 1º do art. 42 da Constituição da República, a demissão de
militar da ativa com menos de três anos de efetivo serviço, assegurado o direito à ampla defesa e
ao contraditório, será precedida de Processo Administrativo-Disciplinar Sumário - PADS
-,instaurado quando da ocorrência das situações a seguir relacionadas:
I - reincidência em falta disciplinar de natureza grave, para o militar classificado no conceito “C”;
II - prática de ato que afete a honra pessoal ou o decoro da classe, independentemente do conceito
do militar.
Art. 35 - No PADS, as razões escritas de defesa deverão ser apresentadas pelo acusado ou seu
procurador legalmente constituído, no prazo de cinco dias úteis do final da instrução.
§ 1º - É assegurada a participação da defesa na instrução, por meio do requerimento da produção
das provas que se fizerem necessárias, cujo deferimento ficará a critério da autoridade
processante, e do arrolamento de até cinco testemunhas.
§ 2º - O acusado e seu defensor serão notificados, por escrito, com antecedência mínima de vinte
e quatro horas de todos os atos instrutórios, sendo que, no caso de seu interrogatório, esse prazo
será de quarenta e oito horas.
§ 3º - É permitido à defesa, no momento da qualificação, contraditar a testemunha, bem como, ao
final do depoimento, formular perguntas por intermédio da autoridade processante.
§ 4º - Aplicam-se ao PADS, no que couber, as normas do Processo Administrativo-Disciplinar.
§ 5º - O prazo para conclusão do processo sumário será de vinte dias, prorrogável por mais dez
dias.
Art. 36 - A demissão de militar da ativa com no mínimo três anos de efetivo serviço ocorrerá por
proposta da Comissão de Processo Administrativo-Disciplinar - CPAD -, ressalvado o disposto no §
1º do art. 42 da Constituição da República.
Art. 37 - A perda da graduação consiste no desligamento dos quadros das IMEs.

Apostilas Decisão 19 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Art. 38 - Será aplicado o cancelamento de matrícula, com desligamento de curso, estágio ou


exame, conforme dispuser a norma escolar própria, a discentes de cursos das IMEs, observado o
disposto no art. 34 ou no art. 64, dependendo de seu tempo de efetivo serviço.
Art. 39 - O discente das IMEs que era civil quando de sua admissão, ao ter cancelada sua
matrícula e ser desligado do curso, observando-se o disposto no art. 34 ou no art. 64, será também
excluído da Instituição.
Art. 40 - Quando o militar incorrer em ato incompatível com o exercício do cargo, função ou
comissão, será destituído, independentemente da aplicação de sanção disciplinar, nos termos do
inciso II do art. 25.

CAPÍTULO IV
Regras de Aplicação

Art. 41 - A sanção será aplicada com justiça, serenidade, imparcialidade e isenção.


Art. 42 - O ato administrativo-disciplinar conterá:
I - a transgressão cometida, em termos concisos, com relato objetivo dos fatos e atos ensejadores
da transgressão;
II - a síntese das alegações de defesa do militar;
III - a conclusão da autoridade e a indicação expressa dos artigos e dos respectivos parágrafos,
incisos, alíneas e números, quando couber, da lei ou da norma em que se enquadre o transgressor
e em que se tipifiquem as circunstâncias atenuantes e agravantes, se existirem;
IV - a classificação da transgressão;
V - a sanção imposta;
VI - a classificação do conceito que passa a ter ou em que permanece o transgressor.
Art.43 - O militar será formalmente cientificado de sua classificação no conceito “C”.
Art. 44 - O cumprimento da sanção disciplinar por militar afastado do serviço ocorrerá após sua
apresentação, pronto, na unidade.

CAPÍTULO V
Competência para Aplicação

Art. 45 - A competência para aplicar sanção disciplinar, no âmbito da respectiva IME, é atribuição
inerente ao cargo e não ao grau hierárquico, sendo deferida:
I - ao Governador do Estado e Comandante-Geral, em relação àqueles que estiverem sujeitos a
este Código;
II - ao Chefe do Estado-Maior, na qualidade de Subcomandante da Corporação, em relação aos
militares que lhe são subordinados hierarquicamente;
III - ao Corregedor da IME, em relação aos militares sujeitos a este Código, exceto o Comandante-
Geral, o Chefe do Estado-Maior e o Chefe do Gabinete Militar;
IV - ao Chefe do Gabinete Militar, em relação aos que servirem sob sua chefia ou ordens;
V - aos Diretores e Comandantes de Unidades de Comando Intermediário, em relação aos que
servirem sob sua direção, comando ou ordens, dentro do respectivo sistema hierárquico;
VI - aos Comandantes de Unidade, Chefes de Centro e Chefes de Seção do Estado-Maior, em
relação aos que servirem sob seu comando ou chefia.
§ 1º - Além das autoridades mencionadas nos incisos I, II e III deste artigo, compete ao Corregedor
ou correspondente, na Capital, a aplicação de sanções disciplinares a militares inativos.
§ 2º - A competência descrita no parágrafo anterior é dos Comandantes de Comandos
Intermediários e de Unidades, na respectiva região ou área, exceto, em ambos os casos, quanto
aos oficiais inativos do último posto das IMEs.
Art. 46 - Quando a ocorrência disciplinar envolver militares de mais de uma Unidade, caberá ao
Comandante imediatamente superior, na linha de subordinação, apurar ou determinar a apuração
dos fatos, adotar as medidas disciplinares de sua competência ou transferir para a autoridade
competente o que lhe escapar à alçada.

Apostilas Decisão 20 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

§ 1º - Quando duas autoridades de postos diferentes, ambas com ação disciplinar sobre o militar,
conhecerem da falta, competirá à de posto mais elevado punir, salvo se esta entender que a
punição cabe nos limites da competência da outra autoridade.
§ 2º - No caso de ocorrência disciplinar na qual se envolvam militar das Forças Armadas e militares
estaduais, a autoridade competente das IMEs deverá tomar as medidas disciplinares referentes
àqueles que lhe são subordinados.
§ 3º - A competência de que trata este artigo e seus §§ 1º e 2º será exercida também pelo
Corregedor da respectiva IME.
Art. 47 - As autoridades mencionadas nos incisos I e II do art. 45 são competentes para aplicar
sanção disciplinar a militar que estiver à disposição ou a serviço de órgão do poder público,
independentemente da competência da autoridade sob cujas ordens estiver servindo para aplicar-
lhe as sanção legal por infração funcional.
Parágrafo único - A autoridade que tiver de ouvir militar ou que lhe houver aplicado sanção
disciplinar requisitará a apresentação do infrator, devendo tal requisição ser atendida no prazo de
cinco dias após seu recebimento.

CAPÍTULO VI
Anulação

Art. 48 - A anulação da punição consiste em tornar totalmente sem efeito o ato punitivo, desde sua
publicação, ouvido o Conselho de Ética e Disciplina da Unidade.
§ 1º - Na hipótese de comprovação de ilegalidade ou injustiça, no prazo máximo de cinco anos da
aplicação da sanção, o ato punitivo será anulado.
§ 2º - A anulação da punição eliminará todas as anotações nos assentamentos funcionais relativos
à sua aplicação.
Art. 49 - São competentes para anular as sanções impostas por elas mesmas ou por seus
subordinados as autoridades discriminadas no art. 45.

TÍTULO IV
Recompensas
CAPÍTULO I
Definições e Especificações

Art. 50 - Recompensas são prêmios concedidos aos militares em razão de atos meritórios, serviços
relevantes e inexistência de sanções disciplinares.
§ 1º - Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais, são recompensas militares:
I - elogio;
II - dispensa de serviço;
III - cancelamento de punições;
IV - consignação de nota meritória nos assentamentos do militar, por atos relevantes relacionados
com a atividade profissional, os quais não comportem outros tipos de recompensa.
§ 2º - A dispensa de que trata o inciso II do § 1º será formalizada em documento escrito em duas
vias, sendo a segunda entregue ao beneficiário.
Art. 51 - As recompensas, regulamentadas em normas específicas, serão pontuadas
positivamente, conforme a natureza e as circunstâncias dos fatos que as originaram, nos seguintes
limites:
I - elogio individual: cinco pontos cada;
II - nota meritória: três pontos cada;
III - comendas concedidas pela instituição:
a) Alferes Tiradentes na Polícia Militar de Minas Gerais - PMMG - ou equivalente no Corpo de
Bombeiros Militar de Minas Gerais - CBMMG: três pontos;
b) Mérito Profissional: três pontos;
c) Mérito Militar: três pontos;
d) Guimarães Rosa na PMMG ou equivalente no CBMMG: três pontos.

Apostilas Decisão 21 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

§ 1º - A pontuação a que se refere este artigo tem validade por doze meses a partir da data da
concessão.
§ 2º - A concessão das recompensas de que trata o caput deste artigo será fundamentada, ouvido
o CEDMU.

CAPÍTULO II
Competência para Concessão

Art. 52 - A concessão de recompensa é função inerente ao cargo e não ao grau hierárquico, sendo
competente para fazê-la aos militares que se achem sob o seu Comando:
I - o Governador do Estado, as previstas nos incisos I, III e IV do § 1º do art. 50 e as que lhe são
atribuídas em leis ou códigos;
II - o Comandante-Geral, as previstas no § 1º do art. 50, sendo a dispensa de serviço por até vinte
dias;
III - o Chefe do Estado-Maior, as recompensas previstas no § 1º do art. 50, sendo a dispensa de
serviço por até quinze dias;
IV - as autoridades especificadas nos incisos III a VI do art. 45, as recompensas previstas no § 1º
do art. 50, sendo a dispensa de serviço por até dez dias;
V - o Comandante de Companhia e Pelotão destacados, dispensa de serviço por até três dias.

CAPÍTULO III
Ampliação, Restrição e Anulação

Art. 53 - A recompensa dada por uma autoridade pode ser ampliada, restringida ou anulada por
autoridade superior, que motivará seu ato.
Parágrafo único - Quando o serviço ou ato meritório prestado pelo militar ensejar recompensa que
escape à alçada de uma autoridade, esta diligenciará a respectiva concessão perante a autoridade
superior competente.

CAPÍTULO III
Ampliação, Restrição e Anulação

Art. 53 - A recompensa dada por uma autoridade pode ser ampliada, restringida ou anulada por
autoridade superior, que motivará seu ato.
Parágrafo único - Quando o serviço ou ato meritório prestado pelo militar ensejar recompensa que
escape à alçada de uma autoridade, esta diligenciará a respectiva concessão perante a autoridade
superior competente.

CAPÍTULO IV
Regras para Concessão

Art. 54 - A concessão das recompensas está subordinada às seguintes prescrições:


I - só se registram nos assentamentos dos militares os elogios e as notas meritórias obtidos no
desempenho de atividades próprias das IMEs e concedidos ou homologados por autoridades
competentes;
II - salvo por motivo de força maior, não se concederá a recompensa prevista no inciso II do § 1º do
art. 50 a discentes, durante o período letivo, nem a militar, durante o período de manobras ou em
situações extraordinárias;
III - a dispensa de serviço é concedida por dias de vinte e quatro horas, contadas da hora em que o
militar começou a gozá-la.
Art. 55 - A dispensa de serviço, para ser gozada fora da sede, fica condicionada às mesmas regras
da concessão de férias previstas no EMEMG.

Apostilas Decisão 22 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

TÍTULO V
Comunicação e Queixa Disciplinares
CAPÍTULO I
Comunicação Disciplinar

Art. 56 - A comunicação disciplinar é a formalização escrita, assinada por militar e dirigida à


autoridade competente acerca de ato ou fato contrário à disciplina.
§ 1º - A comunicação será clara, concisa e precisa, sem comentários ou opiniões pessoais, e
conterá os dados que permitam identificar o fato e as pessoas ou coisas envolvidas, bem como o
local, a data e a hora da ocorrência.
§ 2º - A comunicação deve ser a expressão da verdade, cabendo à autoridade a quem for dirigida
encaminhá-la ao acusado, para que, no prazo de cinco dias úteis, apresente as suas alegações de
defesa por escrito.
Art. 57 - A comunicação será apresentada no prazo de cinco dias úteis contados da observação ou
do conhecimento do fato.
§ 1º - A administração encaminhará a comunicação ao acusado mediante notificação formal para
que este apresente as alegações de defesa no prazo improrrogável de cinco dias úteis.
§ 2º - A inobservância injustificada do prazo previsto no § 1º não inviabilizará os trabalhos da
autoridade, operando-se os efeitos da revelia.

CAPÍTULO II
Queixa Disciplinar

Art. 58 - Queixa é a comunicação interposta pelo militar diretamente atingido por ato pessoal que
repute irregular ou injusto.
§ 1º - A apresentação da queixa será feita no prazo máximo de cinco dias úteis, a contar da data
do fato, e encaminhada por intermédio da autoridade a quem o querelante estiver diretamente
subordinado.
§ 2º - A autoridade de que trata o § 1º terá prazo de três dias para encaminhar a queixa, sob pena
de incorrer no disposto no inciso XVI do art. 14 desta lei.
§ 3º - Por decisão da autoridade superior e desde que haja solicitação do querelante, este poderá
ser afastado da subordinação direta da autoridade contra quem formulou a queixa, até que esta
seja decidida.
§ 4º - Na formulação da queixa, será observado o disposto no art. 56.

CAPÍTULO III
Recurso Disciplinar

Art. 59 - Interpor, na esfera administrativa, recurso disciplinar é direito do militar que se sentir
prejudicado, ofendido ou injustiçado por qualquer ato ou decisão administrativa.
Art. 60 - Da decisão que aplicar sanção disciplinar caberá recurso à autoridade superior, com efeito
suspensivo, no prazo de cinco dias úteis, contados a partir do primeiro dia útil posterior ao
recebimento da notificação pelo militar.
Parágrafo único - Da decisão que avaliar o recurso caberá novo recurso no prazo de cinco dias
úteis.
Art. 61 - O recurso disciplinar, encaminhado por intermédio da autoridade que aplicou a sanção,
será dirigido à autoridade imediatamente superior àquela, por meio de petição ou requerimento,
contendo os seguintes requisitos:
I - exposição do fato e do direito;
II - as razões do pedido de reforma da decisão.
Parágrafo único - Recebido o recurso disciplinar, a autoridade que aplicou a sanção poderá
reconsiderar a sua decisão, no prazo de cinco dias, ouvido o CEDMU, se entender procedente o
pedido, e, caso contrário, encaminhá-lo-á ao destinatário, instruído com os argumentos e
documentação necessários.

Apostilas Decisão 23 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Art. 62 - A autoridade imediatamente superior proferirá decisão em cinco dias úteis, explicitando o
fundamento legal, fático e a finalidade.

ARTS. 78 AO 84
TÍTULO VII
Conselho de Ética e Disciplina Militares da Unidade
CAPÍTULO I
Finalidade e Nomeação

Art. 78 - O Conselho de Ética e Disciplina Militares da Unidade - CEDMU - é o órgão colegiado


designado pelo Comandante da Unidade, abrangendo até o nível de Companhia Independente,
com vistas ao assessoramento do Comando nos assuntos de que trata este Código.
Art. 79 - O CEDMU será integrado por três militares, superiores hierárquicos ou mais antigos que o
militar cujo procedimento estiver sob análise, possuindo caráter consultivo.
§ 1º - Poderá funcionar na Unidade, concomitantemente, mais de um EDMU, em caráter
subsidiário, quando o órgão colegiado previamente designado se achar impedido de atuar.
§ 2º - A qualquer tempo, o Comandante da Unidade poderá substituir membros do Conselho,
desde que haja impedimento de atuação ou suspeição de algum deles.
§ 3º - A Unidade que não possuir os militares que preencham os requisitos previstos neste Código
solicitará ao escalão superior a designação dos membros do CEDMU.
§ 4º - Tratando-se de punição a ser aplicada pela Corregedoria da IME, esta ouvirá o CEDMU da
Unidade do militar faltoso.
§ 5º - O integrante do CEDMU será designado para um período de seis meses, permitida uma
recondução.
§ 6º - Após o interstício de um ano, contado do término do último período de designação, o militar
poderá ser novamente designado para o CEDMU.

CAPÍTULO II
Funcionamento

Art. 80 - Recebida qualquer documentação para análise, o CEDMU lavrará termo próprio, o qual
será seguido de parecer destinado ao Comandante da Unidade, explicitando os fundamentos legal
e fático e a finalidade, bem como propondo as medidas pertinentes ao caso.
Art. 81 - O CEDMU atuará com a totalidade de seus membros e deliberará por maioria de votos,
devendo o membro vencido justificar de forma objetiva o seu voto.
Parágrafo único - A votação será iniciada pelo militar de menor posto ou graduação ou pelo mais
moderno, sendo que o presidente votará por último.
Art. 82 - Após a conclusão e o encaminhamento dos autos de procedimento administrativo à
autoridade delegante, e havendo em tese prática de transgressão disciplinar, serão remetidos os
documentos alusivos ao fato para o CEDMU.
Art. 83 - O militar que servir fora do município-sede de sua Unidade, ao ser comunicado
disciplinarmente, será notificado por seu chefe direto para a apresentação da defesa escrita,
observando-se o que prescreve o art. 57.
Parágrafo único - É facultado ao militar comparecer à audiência do CEDMU.
Art. 84 - Havendo discordância entre o parecer do CEDMU e a decisão do Comandante da
Unidade, toda a documentação produzida será encaminhada ao comando hierárquico
imediatamente superior, que será competente para decidir sobre a aplicação ou não da sanção
disciplinar.

5. DECRETO-LEI Nº 1.001, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969 –


CÓDIGO PENAL MILITAR:

Apostilas Decisão 24 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

ART 9º
Art. 9º - Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou
nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial;
II - os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal
comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou
assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar,
contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em
formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;
Redação dada pela Lei nº 9.299/96
d) por militar durante o período de manobras, ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado,
ou assemelhado, ou civil;
e) Por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração
militar, ou a ordem administrativa militar;
f) Revogada pela Lei nº 9.299/96
III - os crimes, praticados por militar da reserva ou reformado, ou por civil, contra as instituições
militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II,
nos seguintes casos:
a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar;
b) em lugar sujeito a administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado,
ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao
seu cargo;
c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação,
exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras;
d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função da natureza
militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública,
administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a
determinação legal superior.
Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos
contra civil, serão da competência da justiça comum.
Acrescido pela Lei nº 9.299/96

ARTS. 55 AO 68

CAPÍTULO I - Das Penas Principais

Art. 55 - As penas principais são:


a) morte;
b) reclusão;
c) detenção;
d) prisão;
e) impedimento;
f) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função;
g) reforma.
Art. 56 - A pena de morte é executada por fuzilamento.
Art. 57 - A sentença definitiva de condenação à morte é comunicada, logo que passe em julgado,
ao Presidente da República, e não pode ser executada senão depois de sete dias após a
comunicação.

Apostilas Decisão 25 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

Parágrafo único. Se a pena é imposta em zona de operações de guerra, pode ser imediatamente
executada, quando o exigir o interesse da ordem e da disciplina militares.
Art. 58 - O mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos; o mínimo da pena
de detenção é de trinta dias, e o máximo de dez anos.
Art. 59 - A pena de reclusão ou de detenção até dois anos, aplicada a militar, é convertida em pena
de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional:
I - pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar;
II - pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam
cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos.
Parágrafo único. Para efeito de separação, no cumprimento da pena de prisão, atender-se-á,
também, à condição das praças especiais e à das graduadas, ou não; e, dentre as graduadas, à
das que tenham graduação especial.
Art. 60 - O assemelhado cumpre a pena conforme o posto ou graduação que lhe é correspondente.
Parágrafo único. Para os não assemelhados dos Ministérios Militares e órgãos sob controle destes,
regula-se a correspondência pelo padrão de remuneração.
Art. 61 - A pena privativa da liberdade por mais de dois anos, aplicada a militar, é cumprida em
penitenciária militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou
detento sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões,
também, poderá gozar.
Art. 62 - O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar, em estabelecimento prisional civil,
ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e
concessões, também, poderá gozar.
Parágrafo único. Por crime militar praticado em tempo de guerra poderá o civil ficar sujeito a
cumprir a pena, no todo ou em parte, em penitenciária militar, se, em benefício da segurança
nacional, assim o determinar a sentença.
Art. 63 - A pena de impedimento sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem
prejuízo da instrução militar.
Art. 64 - A pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função consiste na
agregação, no afastamento, no licenciamento ou na disponibilidade do condenado, pelo tempo
fixado na sentença, sem prejuízo do seu comparecimento regular à sede do serviço. Não será
contado como tempo de serviço, para qualquer efeito, o do cumprimento da pena.
Parágrafo único. Se o condenado, quando proferida a sentença, já estiver na reserva, ou
reformado ou aposentado, a pena prevista neste artigo será convertida em pena de detenção, de
três meses a um ano.
Art. 65 - A pena de reforma sujeita o condenado à situação de inatividade, não podendo perceber
mais de um vinte e cinco avos do soldo, por ano de serviço, nem receber importância superior à do
soldo.
Art. 66 - O condenado a que sobrevenha doença mental deve ser recolhido a manicômio judiciário
ou, na falta deste, a outro estabelecimento adequado, onde lhe seja assegurada custódia e
tratamento.
Art. 67 - Computam-se na pena privativa de liberdade o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no
estrangeiro, e o de internação em hospital ou manicômio, bem como o excesso de tempo,
reconhecido em decisão judicial irrecorrível, no cumprimento da pena, por outro crime, desde que a
decisão seja posterior ao crime de que se trata.
Art. 68 - O condenado pela Justiça Militar de uma região, distrito ou zona pode cumprir pena em
estabelecimento de outra região, distrito ou zona.

TESTES
1. As penas principais são:
a) morte e reforma
b) reclusão e suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função
c) detenção, impedimento e prisão
d) todas estão corretas

2. A pena de morte é executada:

Apostilas Decisão 26 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

a) por fuzilamento b) por choque


c) por injeção letal d) por tortura

3. A sentença definitiva de condenação à morte é comunicada, logo que passe em julgado,


ao Presidente da República, e só poderá ser executada:
a) após quinze dias da comunicação
b) após dez dias da comunicação
c) após sete dias da comunicação
d) após trinta dias da comunicação

4. O mínimo da pena de reclusão é de:


a) dois anos b) três anos
c) um ano d) cinco anos

5. O máximo da pena de reclusão é de:


a) trinta anos b) quinze anos
c) vinte anos d) dez anos

6. O mínimo da pena de detenção é de:


a) dez dias b) quinze dias
c) vinte dias d) trinta dias

7. O máximo da pena de detenção é de:


a) dez anos b) vinte anos
c) trinta anos d) quarenta anos

8. Para os não assemelhados dos Ministérios Militares e órgãos sob controle destes, regula-
se a correspondência pelo padrão de:
a) tempo de serviço
b) remuneração
c) prestação de serviços públicos
d) cargo ou função

9. A pena privativa da liberdade aplicada a militar, é cumprida em penitenciária militar


quando esta for superior a:
a) 5 anos b) 3 anos
c) 2 anos d) 10 anos

10. O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar:


a) em manicômios ou hospitais psiquiátricos
b) em prisão domiciliar
c) em estabelecimento prisional civil
d) em penitenciária militar

11. Por crime militar praticado em tempo de guerra poderá o civil ficar sujeito a cumprir a
pena, no todo ou em parte:
a) em manicômios ou hospitais psiquiátricos
b) em prisão domiciliar
c) em estabelecimento prisional civil
d) em penitenciária militar

12. A pena que sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem prejuízo da
instrução militar denomina-se:
a) pena de impedimento
b) penda de reforma
c) exoneração

Apostilas Decisão 27 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

d) pena de suspensão do exercício do cargo


13. Consiste na agregação, no afastamento, no licenciamento ou na disponibilidade do
condenado, pelo tempo fixado na sentença, sem prejuízo do seu comparecimento regular à
sede do serviço:
a) a pena de reforma
b) a exoneração do cargo
c) a pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função
d) a pena de impedimento

14. A pena que sujeita o condenado à situação de inatividade, não podendo perceber mais
de um vinte e cinco avos do soldo, por ano de serviço, nem receber importância superior à
do soldo é:
a) a pena de morte b) a exoneração
c) a pena de reforma d) a pena de execução

15. Computam-se na pena privativa de liberdade:


a) o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro
b) o tempo de internação em hospital ou manicômio
c) o excesso de tempo, reconhecido em decisão judicial irrecorrível, no cumprimento da pena,
por outro crime, desde que a decisão seja posterior ao crime de que se trata
d) todas estão corretas

16. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares são instituições
organizadas com base:
a) na ordem e no progresso
b) na hierarquia e disciplina
c) na democracia e na oligarquia
d) na hierarquia e na ordem

17. O Superior Tribunal Militar será composto de:


a) trinta Ministros vitalícios
b) dez Ministros elegíveis a cada cinco anos
c) vinte Ministros elegíveis a cada seis anos
d) quinze Ministros vitalícios

18. Os Ministros civis serão escolhidos:


a) pelos militares
b) pelo Presidente da República
c) pelo povo, por eleição direta
d) por referendo público nacional

19. Processar e julgar os crimes militares definidos em lei é função:


a) do Ministério da Justiça b) da Justiça Civil
c) da Justiça Militar d) do Código Penal

20. A competência dos tribunais será definida:


a) na Constituição do Estado
b) no Tribunal de Justiça
c) na Constituição Federal
d) em lei específica

21. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são
instituições nacionais:
a) permanentes e regulares
b) permanentes e irregulares
c) oficiais e hierárquicas

Apostilas Decisão 28 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

d) garantidas e assistidas pelo Presidente da República


22. As Forças Armadas destinam-se:
a) à defesa da Pátria
b) à garantia dos poderes constitucionais
c) à garantida do cumprimento da lei e da ordem
d) todas estão corretas

23. Em relação a punições disciplinares militares:


a) caberá hábeas data
b) caberá hábeas corpus
c) não caberá hábeas corpus
d) não caberá hábeas data

24. Os membros das Forças Armadas são denominados:


a) soldados b) militares
c) civis d) policiais

25. As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo:
a) Ministro da Justiça
b) Presidente da República
c) Governador do Estado
d) Oficial da Ativa

26. O militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente
será:
a) exonerado de seu cargo
b) transferido para outro cargo
c) transferido para a reserva
d) expulso da corporação

27. Observe as afirmações:


I. Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.
II. O militar, enquanto em serviço ativo, pode estar filiado a partidos políticos.
III. O oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele
incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de
tribunal especial, em tempo de guerra.
Estão corretas:
a) todas b) I e II
c) I e III d) somente a I

29. A segurança pública é:


a) dever do Estado, direito e responsabilidade de todos
b) dever de todos
c) direito dos governantes
d) dever dos governantes

29. A segurança pública é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade


das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
a) polícia federal e polícia rodoviária federal
b) polícia ferroviária federal e polícias civis
c) polícias militares e corpos de bombeiros militares
d) todas estão corretas
30. A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-se a:
a) apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens,
serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas,

Apostilas Decisão 29 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional
e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei
b) prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o
descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas
áreas de competência
c) exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras
d) todas estão corretas

31. A exclusividade da polícia federal está relacionada com as funções de:


a) policiamento ostensivo
b) preservação da ordem e da moral
c) polícia judiciária da União
d) preservação e defesa da ordem civil

32. Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a
competência da União, as funções de:
a) polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares
b) a execução de atividades de defesa civil
c) a polícia ostensiva
d) a manutenção da ordem

33. Às polícias militares cabem:


a) a manutenção da ordem e a guarda do patrimônio
b) a repressão à violência e a execução de atividades de defesa civil
c) a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública
d) a polícia ostensiva e a repressão à violência

34. Aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe:
a) a repressão à violências e aos incêndios
b) a execução de atividades de defesa civil
c) a ostensividade e a manutenção da ordem
d) a preservação do patrimônio

35. As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do


Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis:
a) aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios
b) ao Ministério da Justiça
c) à Presidência da República
d) à Secretaria da Segurança Pública

36. Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de:


a) seus bens b) seus serviços
c) suas instalações d) todas estão corretas
37. O uso do uniforme, fora do País:
a) é permitido em qualquer situação
b) só é permitido aos militares que estiverem em missão oficial
c) não é permitido em nenhuma situação
d) só é permitido em homenagens e cerimônias civis

38. A praça será excluída do serviço ativo da Polícia Militar nos casos seguintes:
I - em face de transferência para a inatividade, nos termos de seu Estatuto;
II - em virtude de incapacidade moral, mediante indicação do Conselho de Disciplina, nos
termos do Regulamento Disciplinar da Corporação;
III - quando julgado incapaz definitivamente pela Junta Militar de Saúde e o tempo de serviço
for igual ou inferior a 2 (dois) anos;

Apostilas Decisão 30 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

IV - quando incorrer na pena de exclusão disciplinar, prevista no Regulamento Disciplinar da


Corporação:
a) todas estão corretas
b) estão corretas apenas I e IV
c) III está incorreta
d) todas estão incorretas

39. A exclusão “ex ofício” é aplicável:


a) no período de formação
b) no período de incorporação por conveniência ou interesse da Polícia Militar
c) para atender a circunstâncias especiais
d) todas estão corretas

40. A praça com menos de 10 (dez) anos de serviço que se candidatar a cargo eletivo:
a) será exonerada imediatamente
b) será expulsa da corporação
c) será excluída do serviço ativo
d) será temporariamente afastada da função

41. O período de incorporação, para os efeitos do Estatuto da Polícia Militar de MG, é aquele
que perdura por:
a) quinze anos b) dez anos
c) um ano d) dois anos

42. Terminado o período de incorporação, a praça deverá solicitar:


a) reforma b) dispensa do cargo
c) engajamento d) exoneração do cargo

43. Os componentes da Polícia Militar são parte integrante da classe dos servidores
públicos, denominada:
a) Classe dos Militares b) Classe dos Civis
c) Classe dos Policiais d) Classe dos Ativos

44. No decorrer de sua carreira pode o militar encontrar-se:


a) na ativa b) na reserva
c) na situação de reformado d) todas estão corretas
45. A carreira na Polícia Militar para oficiais é privativa de:
a) brasileiros natos
b) brasileiros naturalizados
c) estrangeiros e brasileiros
d) nenhuma delas está correta

46. A carreira na Polícia Militar para praças é privativa de:


a) brasileiros natos
b) brasileiros natos ou naturalizados
c) brasileiros naturalizados
d) brasileiros ou estrangeiros

47. O militar desobrigado definitivamente do serviço é:


a) militar da ativa
b) militar reformado
c) militar da reserva
d) militar inativo

48. O militar que, tendo prestado serviço na ativa, passa à situação de inatividade é
chamado de:

Apostilas Decisão 31 Apostilas Decisão


NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL

a) militar da ativa
b) militar reformado
c) militar da reserva
d) militar inativo

49. O militar que ingressando na carreira policial militar, faz dela profissão, até ser
transferido para a reserva, reformado ou excluído é denominado:
a) militar da ativa
b) militar reformado
c) militar da reserva
d) militar inativo

50. O preenchimento dos quadros de Cabos far-se-á mediante aprovação:


a) em seleção de entrevista
b) em Curso de Formação de Cabos (CFC)
c) em Curso de Formação de Sargentos (CFS)
d) em Concurso Público

GABARITO

1. D 26. C
2. A 27. C
3. C 28. A
4. C 29. D
5. A 30. D
6. D 31. C
7. A 32. A
8. B 33. C
9. C 34. B
10. C 35. A
11. D 36. D
12. A 37. B
13. C 38. C
14. C 39. D
15. D 40. C
16. B 41. D
17. D 42. C
18. B 43. A
19. C 44. D
20. A 45. A
21. A 46. B
22. D 47. B
23. C 48. C
24. B 49. A
25. B 50. B

Apostilas Decisão 32 Apostilas Decisão

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