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Escola Profissional da Nazaré

Prova de Aptidão Profissional

Unidades Hoteleiras
Sustentáveis

Curso Técnico de Turismo


Aluno/a: Inês Carriço Nº
Turma:TT.18.21
Ano letivo:2020/2021
Professor orientador: Eurico Fialho

Índice
0
Agradecimentos.................................................................................................................4
Introdução.............................................................................................................................5
O que é o turismo?............................................................................................................6
Turismo em Portugal.......................................................................................................8
Impacto económico do turismo.............................................................................9
O mercado turístico....................................................................................................11
Demanda turística...................................................................................................12
Consumidor de produtos turísticos...............................................................13
Oferta turística..........................................................................................................13
Impacto Cultural do Turismo................................................................................14
Impactos Culturais Favoráveis sobre o Turismo.......................................15
Impactos Sociais..........................................................................................................16
A importância da sustentabilidade no turismo...............................................18
Vantagens do desenvolvimento sustentável...............................................20
Desvantagens do desenvolvimento sustentável........................................20
Sustentabilidade em Portugal..................................................................................22
Fatores de Impacto na Sustentabilidade Hoteleira.....................................24
A utilização da energia.............................................................................................24
Energias não renováveis.........................................................................................25
Energias Renováveis..................................................................................................26
Utilização hídrica.........................................................................................................27
Reciclagem, resíduos e subprodutos................................................................28
Ar ambiente interior..................................................................................................29
Emissões Atmosféricas.............................................................................................30
De que forma os empreendedores turísticos podem contribuir para
um bom desenvolvimento sustentável do turismo e medidas
sustentáveis na Hotelaria...........................................................................................31
Modalidades de turismo que podem ajudar na colaboração para o
desenvolvimento do turismo sustentável.........................................................33
Principais impactos causados pelo turismo.....................................................38
Eixos para um turismo mais sustentável...........................................................39
Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável..........................42
Objetivos abordados para o Desenvolvimento Sustentável................43
Utilização das medidas sustentáveis...................................................................44
Unidades Hoteleiras Sustentáveis em Portugal.............................................49
Conclusão.............................................................................................................................76
Webgrafia............................................................................................................................78
1
Índice de figuras

2
Figura 1. Tipos de turismo....................................................................8
Figura 2. Período sazonal, peso de cada mês no total anual....................11
Figura 3. Mercado Turístico.................................................................15
Figura 4. Sustentabilidade no Turismo.................................................22
Figura 5. Rumo à sustentabilidade para 2030........................................25
Figura 6. Fatores de impacto na sustentabilidade...................................32
Figura 7. Consumo de energia............................................................46
Figura 8. Consumo de água................................................................47
Figura 9.Reciclagem..........................................................................48
Figura 10. Controlo do ar...................................................................49
Figura 11. Emissões de Co2................................................................50
Figura 12. Parque Natural de Montesinho.............................................52
Figura 13. Surf glamping ecológico, Peniche.........................................54
Figura 14. Hotel de luxo ecológico em Óbidos, Rio do Prado....................56
Figura 15. Alojamento sustentável no Parque Natural da Serra da Arrábida,
Biovilla............................................................................................57
Figura 16. Eco resort no Litoral Alentejano, Reserva Alecrim...................59
Figura 17. Quinta com eco resort em Lagos, Casa Vale da Lama..............60
Figura 18. Six Senses Douro Valley, Lamego.........................................62
Figura 19. Areias do Seixo, Torres Vedras.............................................64
Figura 20. Hotel Inspira Santa Marta, Centro de Lisboa, Boutique Hotel....66
Figura 21. Imani Country House, Évora................................................68
Figura 22. Craveiral FarmHouse, Odemira............................................69
Figura 23. Cocoon Design Eco Lodges, Comporta...................................71
Figura 25. Pedras Salgadas Spa & Nature Park, Lisboa...........................72
Figura 26. Chão do Rio, Serra da Estrela..............................................74
Figura 27. Figueirinha Ecoturismo, Odemira..........................................76

Agradecimentos

3
Este trabalho foi resultado de diversas contribuições e colaborações,
dadas de uma forma indireta e outras diretas, mas todas elas foram
essenciais para a realização deste projeto e queria expressar os meus
sinceros agradecimentos a todos que tornaram possível este trabalho.

Em primeiro lugar e especialmente, queria deixar um sincero


agradecimento ao meu professor e orientador Eurico Fialho, por
disponibilizar toda a sua atenção na orientação, apoio na realização deste
projeto e sempre motivar a tentar e nunca a desistir.

Um especial agradecimento à minha irmã por me apoiar, ajudar e


aconselhar sobre vários temas para o meu projeto, e também aos meus
amigos e colegas de turma por partilharem várias experiências comigo
sobre a hotelaria. Por fim, um especial agradecimento ao Tiago Lima, por
me dar motivação, conselhos e nunca me deixar desistir quando não sabia
bem o que fazer.

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Introdução

Ao longo dos anos, o turismo tem vindo a crescer na sua cadeia


produtiva. Segundo a Organização Mundial do Turismo, as chegadas de
turistas internacionais registaram um crescimento de 5% nos primeiros
noves meses de 2018, no qual reflete uma forte procura num contexto
económico globalmente favorável.

O turismo internacional mostrou um forte crescimento em todas as


regiões do mundo entre janeiro e setembro de 2018, impulsionado pela
procura de importantes mercados emissores. Apesar do crescimento mais
lento entre os meses de julho e setembro, a OMT estima que os destinos de
todo o mundo receberam cerca de 1,083 milhões de chegadas
internacionais até setembro, ou seja, mais 56 milhões do que em igual
período de 2017.

Em Portugal, a atividade turística, apesar de constituir um fenómeno


relativamente recente enquanto atividade económica organizada, apresenta
uma já considerável diversificação 3 e segmentação, ainda que continue a
assentar fortemente no chamado turismo balnear litoral. Este é o setor mais
acessível, aquele que promove mais turistas nacionais e atrai um grande
número de estrangeiros, sendo assim considerado o setor de mercado
turístico de maior relevância geográfica, quer pela importância de que se
reveste na mobilidade da população, quer pelo papel que desempenha na
transformação dos espaços e da paisagem, quer pelos impactos ambientais
e sociais.

Para além do turismo balnear, outros setores importantes parecem


ser o termalismo, de grande importância económica e geográfica e que hoje
parece estar a ressurgir, ainda que com motivações e características
diferentes das que assumiu no passado e no turismo religioso,
nomeadamente para Fátima, continua a crescer em grande volume. Além
destas, outras formas de turismo, como o turismo em espaço rural, o
turismo cultural e o turismo de eventos que, sobretudo a partir dos anos

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80, começam a ganhar num futuro próximo, uma relevância económica e
geográfica que ultrapasse o nível local e regional.

Segundo a OMT, o turismo sustentável deve ser aquele que


salvaguarda o ambiente e os recursos naturais, garantindo o crescimento
económico da atividade, ou seja, capaz de satisfazer as necessidades
presentes e das futuras gerações. Portanto, o desenvolvimento turístico
deve pautar por economizar os recursos naturais raros e preciosos,
principalmente a água e a energia, e que venham a evitar, na medida do
possível, a produção de dejetos, deve ser privilegiado e encorajado pelas
autoridades públicas.

Deve acima de tudo procurar a compatibilização entre os anseios dos


turistas e os das regiões recetoras garantindo não somente a proteção do
meio ambiente, mas também estimulando o desenvolvimento da atividade
em consonância com a sociedade local. Desenvolver o turismo de forma
sustentável implica ações que sejam justas, economicamente corretas, isto
é, que atendam as necessidades económicas, sociais e ecológicas da
sociedade conforme destacado pela OMT.

O que é o turismo?

Embora não haja uma definição concreta do que é o turismo,


podemos considerar o turismo uma atividade económica do setor terciário,
relacionada com as condições geográficas. Pode definir-se por atividades
que os turistas ou viajantes, realizem durante as suas viagens e a
permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo
inferior a um ano, com fins de lazer, negócios ou entre outros.

É uma atividade que necessita de retorno económico para que as


empresas privadas, governo e até mesmo as comunidades recetoras,
mantenham interesse no seu desenvolvimento, porem para essa atividade
ter sucesso, é necessário gerenciar impactos sobre os recursos naturais e
culturais.
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O crescimento do turismo tem enfatizado as atividades consumistas e
individualistas, assim dando-se o turismo de massa. O turismo de massa
implica no consumo imediato de bens e recursos no menor prazo possível,
sendo caracterizado por um grande volume de pessoas que viajam em
grupos ou individualmente para os mesmos lugares, geralmente nas
mesmas épocas do ano.

A sua evolução generalizou-se nos anos 50 a 60, da Europa Ocidental


para o Mediterrâneo durante o verão e para as estâncias dos Alpes e
Pirenéus, durante o inverno. Nos anos 70, com o desenvolvimento dos voos
aéreos, diversificaram-se destinos para outros lugares, tais como o Brasil, o
México, a Indonésia e as Caraíbas. Desde os anos 80 até á atualidade
verificou-se um incremento das atividades turísticas, assim como uma
diversificação nas suas formas.

O turismo é influenciado por diversos fatores que condicionam e


facilitam a prática dos tipos do Turismo. Os fatores que que fazem parte da
atividade turística são, os fatores físicos (relevo, clima, vegetação e água),
e os fatores humanos (construção de infraestruturas e equipamentos
turísticos, oferta de alojamento, publicidade de marketing e o ambiente
social e político).

O turismo enquanto atividade económica condiciona vários impactos


positivos e negativos a nível social e ambiental. Os impactos sociais
positivos são a criação de emprego, a promoção dos produtos locais, o
crescimento das infraestruturas e o desenvolvimento da economia e nos
impactos sociais negativos são, a criação de emprego pouco qualificado e
sazonal, o

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investimento em infraestruturas não prioritárias, a dependência dessa
atividade e a nível económico, e o desenvolvimento económico exógeno.

Figura 1. Tipos de turismo.


Turismo em
Portugal

Portugal apresenta uma grande diversidade turística que se distribui


por todo o território, transformando o nosso país num destino turístico
muito procurado pelos turistas de todo o mundo.

A expansão do turismo tem a sua origem na Revolução Industrial e


está relacionada com três fatores importantes, o aumento dos tempos
livres, o progresso e o desenvolvimento dos meios de transporte e a
melhoria do nível de vida principalmente nos países mais desenvolvidos.

É no início da década de 60, quando o fenómeno turístico apresenta


um crescimento intenso a nível mundial que, em Portugal, se começa a criar
um ambiente de interesse por este setor.

Em 2016 foram obtidos resultados de que o turismo é a maior


atividade exportadora do país fruto de um trabalho articulado e de um
investimento forte efetuado por privados e públicos.

Os resultados demonstraram a capacidade do turismo onde gera mais


receita, mais emprego e alarga cada vez mais a atividade ao longo do ano e
do território, assim, os resultados mostram-nos que houve um alargamento
da atividade turística a meses menos tradicionais, tendo dois terços de
crescimento na época baixa, o aumento do emprego no turismo, a
diversificação dos mercado emissores, a dinamização do mercado interno e

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o reconhecimento internacional, com um aumento significativo dos prémios
internacionais.

Em Portugal, também podemos encontrar vários tipos de turismo a


serem explorados, tais como o Rural no Alentejo, Norte e ilhas, o Termal
que está a ser explorado no Norte, assim como o de Montanha. No caso do
Turismo Religioso, que é um segmento do turismo, o qual difere dos demais
porque tem como motivação fundamental a fé das pessoas, portanto, está
ligado aos acontecimentos religiosos das localidades recetoras dos fluxos
turísticos. Em Portugal, temos uma localidade muito conhecida, Fátima,
uma cidade bastante religiosa e muito importante a nível internacional. A
nível mundial, o turismo religioso movimenta entre 300 a 330 milhões de
pessoas.

E por último, o Turismo Balnear está associado à praia, aos rios,


lagos, que originam grandes fluxos turísticos que se efetuam a distâncias
cada vez maiores. é um dos pontos mais fortes do nosso país, devido à
imensa costa e à exposição solar.

Impacto económico do turismo

O turismo deve ser analisado na perspetiva da região para cada


destino, porque a atividade turística causa impactos económicos, sociais
e culturais sobre o local a ser visitado.

O impacto económico do turismo em uma economia recetora é,


geralmente, positivo e é essa vantagem que move e gera os incentivos e
investimentos desta área. Os gastos com as divisas estrangeiras e a
geração de empregos são os princípios motivos para a elaboração de
uma estratégia para o desenvolvimento e investimento económico. As
despesas turísticas são vistas como uma exportação para o país
anfitrião, de forma que o dinheiro migra diretamente, e ainda, no caso
do turismo doméstico, gera uma grande vantagem económica.

Medir o impacto económico do turismo não é uma tarefa fácil


porque tenciona medir um serviço com características atípicas, dado que

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não existe dados suficientes que abranjam a maior parte dos casos, visto
que existem atividades que podem servir turistas, mas não são
classificadas como turística.

A construção deste planeamento estratégico para o turismo


nacional, regional ou local, deve ser prioridade para todos os envolvidos
nesta atividade, tal como, para o poder político, a iniciativa privada, os
turismologos, as organizações e associações, a comunidade local e, em
geral, as populações. Para estabelecer uma atividade turística
sustentável de qualidade, potente e atraente, é necessário a integração
e cooperação de todos, porque até mesmo a educação, é um fator
essencial para a escolha de um local para o turismo.

Nenhum turista quer efetuar a sua atividade num local ou país em


que o índice que criminalidade seja muito elevado. Assim, o turismo vai
muito além do que muito país tem oferecido e, por consequência,
perdem muito em termos de crescimento económico.

A principal figura do turismo é o turista, é este quem toma a


decisão de viajar, escolhe o destino pretendente e efetua as despesas do
consumo turístico, assim gera um grande impacto sobre a região.
Porém, as características físicas, culturais e estruturais de cada destino
tem um papel fundamental para atrair os turistas, bem como a oferta
dos pacotes turísticos.

Durante as últimas décadas, muitas economias têm


experimentado crescimentos nos seus setores de serviços. O turismo é o
maior setor desse segmento, representa cerca de 40% do produto
interno bruto dos países em desenvolvimento e 65% nos países
desenvolvidos. Além disso, a atividade turística internacional apresenta
uma taxa de crescimento duas vezes maior, comparada com a atividade
comercial internacional, e suportou outras economias que prejudicou
seriamente outros setores.

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No entanto, o impacto económico do turismo também apresenta
efeitos tais como, o abandono das atividades primárias pelas populações
autóctones (pessoa que nasceu na região ou no território em que habita/
natural da sua região) para a busca de empregos no setor turístico, a
inflação e o aumento abusivo dos preços e os transtornos e desemprego
causados pelo período sazonal.

O mercado turístico

É um mercado atípico (que não se adequa ao típico característico),


porque não se vende um produto específico, mas dá-se ao direito do
usufruto ou de um serviço num determinado local. Os serviços são
dirigidos aos operadores turísticos, hotelaria, restauração, empresas de
entretenimento e lazer, onde o turista faz parte desse modelo como

Figura 2. Período sazonal, peso de cada mês no total anual.

figura central.

O turismo cria benefícios e custos económicos, sendo as despesas


de consumo turístico realizadas pelos visitantes, o elemento chave para
o impacto económico do turismo.

As regiões portuguesas para se tornarem mais competitivas em


relação ao turismo, devem apostar na diversificação do seu produto,
assim devem aproveitar os recursos naturais e históricos.

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O mercado turístico pode ser classificado em dois tipos:

- Mercado turístico direto, consome e oferece os bens e


serviços relacionados totalmente ao turismo. Por exemplo, as excursões
e as city tours.

- Mercado turístico indireto, consome e oferece bens ligados


parcialmente ao turismo. Por exemplo, alojamentos, transportes e
restaurantes.

O mercado turístico, também, é classificado por as suas


características ou por motivações de realização, como férias, contactos
familiares, congressos e da contemplação da natureza. Para que esses
inúmeros mercados existam, são necessários fatores básicos e
prioritários que são fundamentais em suas potencialidades e atuações,
tais como, ter atrações naturais ou artificiais conhecidos e comprovados,
prestígio e atração turística, ótimas infraestruturas nos alojamentos,
condições sociais, políticas e uma rede de comercialização de bens e
serviços turísticos, adaptação contínua dos meios de transporte às
exigências da demanda e através das campanhas publicitárias fazerem
promoções e planeamentos.

Os elementos básicos que fazem os mercados turísticos existirem


são:

- Preço, fator primordial que influi no comportamento do


consumidor, ele que determina a oferta e a demanda de um bem ou
serviço. É o fator determinante de vários aspetos turísticos, tais como,
os preços elevados exigem uma demanda de poder aquisitivo maior, o
que leva a ter grandes infraestruturas turísticas.

- Liberdade, restrição limitada que esse bem de luxo, pode ser


praticado pela maioria das pessoas, e de carácter económico.

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- Heterogeneidade, onde, no turismo, tudo é diferente, desigual
e com muitos segmentos. Têm várias atividades e nunca uma é igual à
outra. Vivem em constante mudança, tanto por causa da ação do
homem, quanto pela ação da natureza. Os serviços oferecidos são
diversificados e com diferentes segmentos, em cada tipo, como
transporte, alimentação e comércio.

Os mercados apresentam características dos mercados de


competição, imperfeita e monopolística. Com isto, surgem vários
problemas enfrentados pelas empresas turísticas, como por exemplo, o
fechamento das empresas devido ao seu excesso.

Um dos fatores que mais afeta o mercado turístico é a mudança


constante de gostos e preferências dos consumidores.

Demanda turística

Número de pessoas que viajam ou gostariam de viajar, utilizando


instalações ou serviços turísticos em lugares afastados de seus locais de
residência de trabalho e almejam consumir por um preço determinado em
um tempo estabelecido. A demanda turística é formada por turista,
viajante, excursionista e visitante.

Consumidor de produtos turísticos

O consumidor procura alcançar a máxima satisfação de seus gastos,


por meio da provável combinação dos produtos turísticos. Porém, ele é
obrigado a fazer uma escolha, se deseja consumir uma quantidade maior de
um produto turístico deverá consumir uma quantidade menor de outro. O
cliente fará esta escolha através de uma escala de preferências,
classificando os produtos de acordo com a sua importância, verificando
dentre eles os quais que irão garantir a máxima satisfação antes de
conhecer o valor e de saber se a renda o possibilita a consumir.
É fundamental que haja um atendimento apropriado a esta demanda
do mercado. Para atender melhor este contingente é necessário reunir em
grupos homogéneos, ou seja, segmentar, para assim oferecer serviços e

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bens específicos, mas para isso é necessário planeamento dos setores que
irão receber esta demanda.

Oferta turística

Conjunto de atrações naturais ou artificiais de uma região. Sendo os


elementos naturais, o clima, a configuração física ou geográfica, a flora e a
fauna. Os artificiais têm fatores históricos, culturais e religiosos, as vias de
acesso, os meios de hospedagem e os transportes. Estes elementos vão
distinguir a oferta turística de uma localidade e a preferência do consumidor
ao fazer turismo.

O mercado turístico é classificado em três categorias, a primeira são


os atrativos turísticos que motiva o deslocamento de um indivíduo ou grupo
para um determinado local. Os principais atrativos turísticos são, os
recursos naturais, por exemplo, montanhas, parques, grutas, fauna, flora,
cachoeira, planaltos, planícies e cavernas; os recursos histórico-culturais,
por exemplo, museus, monumentos, festas, gastronomia, música, dança e
cultura; os acontecimentos programas, por exemplo, feiras, congressos e
exposições.
Principais equipamentos e serviços, nos quais são, os meios de
hospedagem, por exemplo, hotéis, pousadas, pensões e acampamentos; os
serviços de alimentação, por exemplo, restaurantes, bares, lanchonetes e
confeitarias; os entretenimentos, por exemplo, cinemas, teatros e estádios.
As principais infraestruturas são as informações básicas ao município,
por exemplo, à distância, os atrativos, os equipamentos e serviços; os
sistemas de transporte, por exemplo, ferroviárias, rodoviárias, aeroportos,
portos, carros e barcos; os sistemas de comunicação, por exemplo,
agências postais e telégrafos e os postos telefónicos; os sistemas de
segurança, por exemplo, delegacias, bombeiros e postos da polícia.

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Impacto Cultural do Turismo

Tal como na economia, o turismo também tem um papel fundamental


na cultura e na troca social. É essencial conhecer e perceber as perceções e
atitudes dos residentes em localidades turísticas acerca dos impactos
criados pelo turismo.

A atividade turística não só tem repercuções psicossociais a nível


individual ou de grupo, mas também no conjunto da sociedade, ainda

Figura 3. Mercado Turístico.

assim, implicando deslocamento de grandes contingentes de pessoas, que


passam a frequente lugares que estão fora do seu quotidiano, assim
ocasiona contacto entre diferentes culturas propiciando aos turistas e
residentes que vivenciem aquela cultura.

As identidades e as diferenças culturais, que se transformam em


produtos de consumo, tem contribuído para o desenvolvimento do turismo
em muitas localidades. As diversidades culturais, constituem o grande
atrativo para o desenvolvimento do turismo regional ou local, assim, o
turismo vive muito da diversidade cultural existente em todo o mundo,
resultando de uma forte ligação do turismo com a cultura.
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A cultura como processo, deriva da antropologia e da sociologia, onde
a cultura se configura como uma serie de códigos de conduta característicos
de um grupo social específico, seja uma nação, tribo ou corporação.

A cultura como produto, provem essencialmente da critica literária,


onde a cultura é considerada como o resultado de uma atividade individual
ou de grupo com certos significados.

Impactos Culturais Favoráveis sobre o Turismo

- Valorização do artesanato: o interesse dos turistas pelo artesanato


tornou-se o mais valorizado e significativo e a sua fabricação trouxe
melhores condições para a população;

- Valorização da herança cultural: o interesse dos turistas pela cultura


de cada comunidade, fez com que a população apreciasse a própria cultura,
garantindo a identidade nacional, através do valor das artes, a gastronomia,
o artesanato, a música e também as cerimónias religiosas;

- O orgulho étnico;

- Valorização e preservação do património histórico: os monumentos


históricos, apos ter um reconhecimento, do seu valor histórico e da cultura,
assim conservam o potencial da sua atividade para com os turistas e
também para a comunidade local.

Impactos Sociais

O impacto social do turismo está associado a mudanças muito


imediatas e define aquelas que ocorrem na estrutura social de cada
local, tais como na qualidade de vida, nas relações sociais e na
adaptação das comunidades de destino para o turismo.

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A intensidade e forma destes impactos varia do tipo de visitante,
do grau de adaptação e os costumes.

Alguns dos impactos sociais positivos e negativos estabelecidas


são:

 Positivos: melhoria da qualidade de vida das comunidades, tais


como a criação de infraestruturas e a saúde, as experiências com os
visitantes, as culturas e os modos de vida, a utilização da população
local como mão de obra, o aumento dos níveis culturais e
profissionais, e também o orgulho étnico.

Ainda nos impactos positivos, podemos considerar os seguintes


aspetos:

 Saúde, alguns hospitais e através dos recursos humanos dos próprios


hotéis surtiram um grande efeito junto aos funcionários e aos seus
familiares. Com a ajuda destas pessoas, começou a existir
informações distantes da realidade, já que a maioria tem baixa
escolaridade e dificuldades de acesso aos meios de informação e ao
atendimento médico. Providências simples, mas que significam muito
para a saúde, passaram a ser tomadas, por exemplo, a higienização
das mãos, a desinfeção e a validade dos produtos.

 Educação, requer melhorar o sistema de educação regional, bem


como facilitar o acesso da população à escola. O objetivo de voltar a
estudar, é detetado na maioria dos funcionários e moradores.

 Desenvolvimento local, valorização do artesanato local, através da


agregação de valores, que significou muito para as comunidades
locais, na qual muitas famílias tiveram os seus rendimentos
aumentados devido à especialização da produção. A mobilização
social possibilitou a estruturação e criação de associações aos
moradores, das artesãs e dos agricultores, além de cooperativas para
desenvolver as atividades como agricultura e o artesanato.

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 Negativos: alienação da comunidade local, os nativos adotam
características de vida dos turistas em detrimento dos seus, o
aparecimento de fenómenos de disfunção social na família, por
exemplo a desintegração da comunidade, a marginalidade e a
prostituição, também a economia local sensível às consequências do
turismo.

Ainda nos impactos negativos, podemos considerar os seguintes


aspetos:

o Imigração, impacto provocado pelo grande contingente de


trabalhadores que migram para uma região para trabalhar na obra
e as consequências disso foram muito grandes.

o Custo de vida, preços praticados pelos comerciantes foram


elevados devido ao número de visitantes.

o Meio ambiente, a poluição causada pelas falhas do tratamento de


esgotos.

A importância da sustentabilidade no turismo

A sustentabilidade é a capacidade de satisfazer as nossas


necessidades no presente sem comprometer as necessidades futuramente.
Esta relacionado com os aspetos económicos, sociais, culturais e ambientais
em busca de novas medidas sem afetar as nossas gerações. É o
desenvolvimento que não esgota qualquer tipo de recursos para o nosso
futuro. Tornando necessário optar por fatores que não dependam dos
recursos da escassos, como a água, o solo e as matérias primas, não usar a
energia baseada nos combustíveis fosseis e que permita aos recursos
renováveis a sua recuperação.

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O turismo sustentável assegura o ambiente e os recursos naturais,
assim garante um elevado crescimento económico da atividade turística e
garante a melhoria das necessidades das gerações do presente e do futuro.
Deve acima de tudo, buscar a compatibilização entre os anseios dos turistas
e das regiões recetoras, não só garantindo a proteção do meio ambiente,
mas também estimular a consonância do desenvolvimento com toda a
sociedade.

Ao desenvolver o turismo de uma forma sustentável, vai implicar que


as ações economicamente viáveis e ecologicamente, atendam a todas as
necessidades da ética do turismo.

A sustentabilidade do turismo opta por melhorar as condições


climáticas, preservar o meio ambiente, melhorar o setor económico,
aprofundar práticas sustentáveis para o nosso dia a dia, ter mais impactos
positivos para o nosso planeta, incentivar a população a conservar mais o
meio ambiente e compreender a importância dos recursos sustentáveis para
a sua melhoria.

Nas unidades hoteleiras, a sustentabilidade é um fator muito


importante porque, para alem de melhorar as condições ambientais, haverá
uma maior chamada de atenção aos viajantes de outros países, assim,
obtendo um maior impacto positivo no setor económico do turismo. A
hotelaria sustentável pretende que todas as unidades hoteleiras trabalhem
para enfrentar os desafios do ecossistema e da nossa sociedade, contudo
pretendemos explorar novas ideias, soluções, estratégias e gerenciar novas
formas sustentáveis para termos um melhorar o desenvolvimento hoteleiro
no presente e no futuro.

O papel da União europeia implementa objetivos para a melhoria da


economia circular através de alterações dos padrões atuais de consumo e
produção no foco na procriação dos produtos, resíduos e na perceção dos
consumidores.

A economia circular é um conceito económico que assenta na


redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.
Integra-se num processo que é visto como um elemento importante para
promover a dissolução entre o crescimento económico e o aumento no
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consumo dos recursos renováveis. Atravessa o âmbito e o foco nas ações
para a gestão de resíduos, assim visa o de novos produtos e serviços
economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, materializando-se na
extração de recursos e o aumento da eficiência.

A união europeia visa transformar os desafios climáticos e ambientais


em oportunidades, que salienta a importância da ajuda de todos os setores
da atividade.

A sustentabilidade no turismo é um caminho que deve ter em conta


as necessidades dos turistas e viajantes, principalmente o setor da
comunidade e o setor dos impactos ambientais. Deve-se respeitar as
autenticidades socioculturais e que as atividades economias sejam viáveis
num longo prazo. Quer, ainda, a participação de toda a população
envolvente no setor turístico, desde a monotorização à satisfação dos
turistas.

O turismo reúne-se para contribuir para todos os objetivos, tais


como, o crescimento económico sustentável, o consumo de produção
sustentável e o uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos.

No final do ano 2019, a nível europeu, as alterações climáticas e a


degradação do ambiente resultaram de uma crescente consciencialização,
onde originou uma grande ameaça ambiental, quer para a Europa, quer
para o resto do mundo.

Vantagens do desenvolvimento sustentável

Revisar as vantagens e desvantagens do desenvolvimento


sustentável permite-nos responder melhor a essa questão, ajudando-nos a
entender as diferentes dimensões do conceito, alem da sua definição
simples, incompleta na realidade.

Entre os profissionais do desenvolvimento sustentável, o seu objetivo


deve ser mencionado, talvez impossível, mas ao mesmo tempo necessário
para salvar o planeta de uma grande crise. Para isso, propõe-se uma

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solução de viabilidade, harmonizando aspetos económicos, sociais e
ambientais.

A consideração de qualquer um destes problemas separadamente nos


levará a um beco sem saída, mais cedo ou mais tarde. Por outro lado,
cuidar do meio ambiente e os seus recursos, sem abrir mão do progresso
económico e social, é sinónimo de sustentabilidade e evita um resultado
desastroso.

A proliferação de produtos e serviços sustentáveis traz a vantagem


de criar um mundo para todos, não apenas mais sustentável, mas mais
ético. Em um ambiente que tende à sustentabilidade, os governos precisam
ser responsáveis e os cidadãos estão mais conscientes e fazem perguntas
importantes em seu papel como consumidores.

Desvantagens do desenvolvimento sustentável

Um dos principais obstáculos para a aplicação de políticas


sustentáveis é a dualidade existente entre a necessidade de soluções e
estratégias que transcendem fronteiras, pois é uma cooperação que não
ocorre nos dias de hoje, ou mesmo, num futuro esperançoso.

Atualmente, os padrões globais de produção e consumo vão na


direção oposta à exigida por uma política de sustentabilidade. No entanto,
tudo o que reluz não é de ouro, e também existem inúmeros elementos
negativas nas políticas sustentáveis.

A própria população precisava de enfrentar incertezas constantes,


pois há muitos aspetos que devem ser casados para alcançar um resultado
que atinja a sustentabilidade desejada.

E mesmo as ferramentas consideradas mais sustentáveis, como


agricultura orgânica ou fontes de energia renováveis, tem problemas

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intermináveis que precisam ser combatidos de maneira inteligente para
realmente ajudar nessa sustentabilidade.

Embora o desenvolvimento sustentável possa ajudar a acabar com a


pobreza no mundo e ajustar as desigualdades sociais, atendendo às
necessidades humanas de maneira mais justa a tecnologia para respeitar o
planeta e garantir a sua viabilidade a longo prazo, também existem
consequências negativas.
Essa mudança de mentalidade necessária prejudicaria as grandes
capitais, o que significa que uma transformação radical da sociedade seria
tão grande que é difícil confiar que isso ocorra. Não abusar da natureza, do
ser humano ou transformar a economia em um instrumento que enriquece
apenas alguns é o objetivo da teoria sustentável.

Figura 4. Sustentabilidade no Turismo

Sustentabilidade em Portugal

O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da


geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de
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satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as
pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de
desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural,
fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da Terra e
preservando as espécies e os habitats naturais.

Segundo um relatório das Nações Unidas, Portugal subiu uma posição


no índice de desenvolvimento humano, passando para o 41 lugar, numa
lista de 58 países. No entanto, no que diz respeito ao meio ambiente,
Portugal está em 17 na lista.

Alguns dos tópicos mais importantes destacados na sustentabilidade


em Portugal, são:

 Mais reciclagem e menos lixo;

No relatório anual de resíduos urbanos de 2017, pela Agência


Portuguesa pelo Ambiente, lê-se que em Portugal se produz, em média, 484
quilogramas de lixo por habitante e por ano. Este valor fica acima da média
da União Europeia, que é de 483 kg por habitante em cada ano.
No que toca a reciclagem, só 38% dos resíduos urbanos gerados em
Portugal são reciclados. A diretiva da união europeia para os resíduos
estabelece que em 2020 cada estado membro deve atingir uma taxa de
reciclagem de 50%.

 Menos dióxido de carbono e menos combustíveis fosseis;

Em 2016, Portugal foi o terceiro país da União Europeia com uma


maior incorporação de energias renováveis na produção de energia elétrica.
Já na produção de energia renovável, Portugal representou 42% do
consumo e exportação elétrica em 2017.
Em 2017, Portugal teve o quinto maior aumento de emissões de
dióxido de carbono provenientes do consumo de energia, relativamente ao
ano anterior, com cerca de 7,3%. A média da União Europeia foi um
aumento de 1,8%, segundo os dados do Eurostat. As emissões de CO2 de
Portugal representam cerca de 1,5% das emissões totais da EU.
23
 Diminuir o papel e acabar com o plástico;

O governo português tomou a decisão de reduzir o consumo de papel


e proibir o uso de plásticos descartáveis em organismos de administração
pública. Associações como a Quercus celebram esta medida e chamam a
atenção sobre a necessidade de travar o consumo de plástico.
O objetivo desta medida é reduzir o uso de produtos descartáveis em
cerca de 25%. Também o Parlamento Europeu aprovou recentemente uma
proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico de
utilização única, que começa já em 2021.

Em 2016 entrou em vigor a agenda 2030 para o desenvolvimento


sustentável. Composta de cinco áreas temáticas, os 5P’s, as pessoas, o
planeta, a prosperidade, a paz e as parcerias.
Portugal aceitou esse desafio, e tem como suas prioridades, a
Educação de Qualidade, Igualdade de Género, Indústria, Inovação e
Infraestruturas, Reduzir as Desigualdades, Ação climática e proteger a Vida
Marinha.

Algumas das metas para 2030 são reduzir as emissões de Co2 entre
30 a 40%, em relação a 2005, aumentar o peso das energias renováveis
para 40% do consumo final de energia, ter 100% das massas de água
classificadas com qualidade e ter apenas dois dias por ano com índice de
qualidade de ar, mau ou fraco.
Até 2030 serão implementadas medidas económicas, ambientais e
sociais, no âmbito do turismo sustentável e da cooperação para conseguir
fazer de Portugal um país mais sustentável, tal como os outros 169 países
que tomaram o reto.

24
Figura 5. Rumo à sustentabilidade para 2030.

Fatores de Impacto na Sustentabilidade Hoteleira

A utilização da energia
Os hotéis são os maiores consumidores de energia tanto na
construção dos edifícios, como nas instalações complexas que garantem o
conforto dos hospedes. A maioria dos serviços prestados aos clientes são
grandes consumidores de energia, onde a eletricidade representa cerca de
60 a 70% dos custos do hotel.

Quando instalados mecanismos de poupança nestas áreas, os hotéis


atingem progressos a níveis ambientais, com uma vantagem competitiva
em termos de energia. Diante de algumas pesquisas cerca de 40% da
energia utilizada pelos hotéis vem da eletricidade e os restantes 60%
provem do gás natural e dos combustíveis fosseis.

Todos os departamentos que consomem mais energia tendem a ter


aumentos dramáticos de eficiência energética, onde poderá ser aplicada as
energias renováveis.

25
Energias não renováveis

As energias não renováveis são as fontes de energia que dependem


de processos em escala de tempo geológica ou de formação do sistema
solar para se tornarem disponíveis, poe exemplo, o carvão mineral, o
petróleo, o gás natural e a energia nuclear.
Geralmente este tipo de energia primaria precisa de ser transformada
em energia secundaria, como eletricidade ou gasolina para ser utilizada.

As suas vantagens são que as fontes de energias são utilizadas há


muito tempo, assim são bem conhecidas dos pelos seres humanos. É uma
vantagem que já existe em toda a tecnologia e infraestrutura voltadas para
estes tipos de energia. Em comparação às fontes de energia renováveis, no
geral, costumam ter um preço mais baixo, por isso, estas fontes são muito
usadas por países mais pobres ou em processo de desenvolvimento. O
petróleo, alem de gerar combustíveis, tais como a gasolina de automóveis,
os combustíveis de aviação e diesel, também gera uma grande quantidade
de derivados, tais como a parafina, o gás natural, produtos asfálticos e
solventes. São fáceis de transportar, criam imensos postos de trabalho e
tem um elevado rendimento energético.

Uma das suas principais desvantagens é o fato de não serem


renováveis, um dia as reservas destas fontes vão acabar e, caso o ser
humano não invista podemos sofrer no futuro com a falta de energia. A
queima de combustíveis fosseis gera poluição do ar, prejudicando a saúde
das pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos. Alguns gases
poluentes, resultantes da queima destes combustíveis, são um dos
principais fatores de geração do efeito estufa e do aquecimento global,
assim, são extremamente prejudicais ao meio ambiente, também são
classificados como um dos principais geradores da chuva acida. Como são
muito inflamáveis, os combustíveis de fontes não renováveis devem ser
estocados com muito cuidado, pois o risco de explosão de reservatórios é
elevado.

26
A extração e transporte do petróleo, principalmente em águas
oceânicas, devem ser feitos com extremo cuidado. Já ocorreram vários
acidentes ambientais provocados pelo derramamento do petróleo nas águas
oceânicas, gerando problemas ambientais de grandes proporções nos
ecossistemas marinhos. Grande parte da produção de petróleo é controlada
pelos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, estes
países acabam pode definir preços e quantidade de produção, assim gera
uma dependência mundial destes países que podem, a qualquer momento,
mudar suas políticas de venda e produção de petróleo. Em caso de
acidentes nucleares, os riscos para a população e meio ambiente são
elevadíssimos, e o seu custo para a geração de energia proveniente desta
fonte também é muito alto.

Os combustíveis não renováveis são também conhecidos como os


combustíveis fosseis, pois são os fosseis das plantas e dos animas que
morreram há mais de 300 milhões de anos, onde ficaram enterrados sob a
terra e o fundo dos oceanos.

Apos algumas pesquisas, cerca de 85% da energia utilizada no


mundo atual é produzida através de fontes energéticas não renováveis,
apos algumas medidas implementadas de controlo e legislação, surgem
novas soluções energéticas para o ambiente e rentáveis para as estruturas.
São inúmeros os riscos da utilização das energias renováveis, tais como a
poluição do ar e da água, as emissões de gases para a atmosfera, a
extinção de recursos e a diminuição da biodiversidade.

Energias Renováveis

A energia renovável é aquela que vem de recursos naturais que são


naturalmente reabastecidos, como sol, vento, chuva, mares e energia
geotérmica. É importante notar que nem todos os recursos naturais são
renováveis, por exemplo, o uranio, carvão e petróleo são retirados da
natureza, porem existem em quantidade limitada. A proporção de energias
renováveis na geração de eletricidade é cerca de 18% com 15% da

27
eletricidade global vindo de hidrelétricas e 3% de novas energias
renováveis.

A energia do sol é convertida de várias formas para formatos


conhecidos, como a biomassa (fotossíntese), a energia hidráulica
(evaporação), a eólica (ventos) e a fotovoltaica, que contem imensa
quantidade de energia, e que são capazes de se regenerar por meios
naturais.

As suas vantagens é que são energias inesgotáveis à escala humana


comparada com os combustíveis fosseis. O seu impacto ambiental é menos
do que o provocado pelas fontes de energia com origem nos combustíveis
fosseis, uma vez que que não produzem dióxido de carbono ou outros gases
com efeito de estufa. Permitem a criação de novos postos de emprego, a
redução das emissões de CO2, oferecem menos riscos de vida e reduzem a
dependência energética da nossa sociedade. Conferem autonomia
energética a um país, uma vez que a sua utilização não depende da
importação de combustíveis fosseis. Também, conduzem à investigação em
novas tecnologias que permitam melhor eficiência energética.

As suas desvantagens são que os custos são muitos elevados e causa


impactos visuais negativos no meio ambiente.

As energias renováveis são por muito consideradas ilimitadas, ao


contrário das energias referidas anteriormente, as suas características de
implementação e impacto ambiental de cada uma destas energias
comparativamente não renováveis estão descritas na figura abaixo.

Utilização hídrica

A água é um recurso natural limitado que se esta a tornar cada vez


mais raro devido ao aumento da urbanização e da população mundial.
Alguns estudos revelam que a utilização de água tem vindo a aumentar

28
duas vezes mais rápidos do que a taxa de crescimento da população do
último seculo

Em 60% das cidades europeias com mais de 100mil pessoas, a água


subterrânea tem sido usada a uma taxa superior à que consegue ser
reabastecida e com o aumento da temperatura global de 4 graus, é
esperado que neste seculo, mais de 3 biliões de pessoas poderão enfrentar
situações graves de escassez de água.

Por outro lado, existem cerca de 1 bilião de viajantes a nível mundial


todos os anos, sendo que o setor do turismo pode de facto ter um papel
educacional significativo no que diz respeito às medidas de poupança de
água. Alem disso, o investimento em tecnologia e boas praticas
sustentáveis é benéfico do ponto de vista económico em lucros que advém
da sanidade da água e tratamento de águas residuais.

Em muitos casos, é possível obter um retorno do investimento em


estruturas da reutilização hídrica em três anos, assim é importante
conhecer as áreas onde se verifica um maior consumo de água dentro de
um hotel, a fim de desenvolver estratégias de controlo e identificar praticas
sustentáveis mais adequadas a cada uma delas.

Reciclagem, resíduos e subprodutos

Os matérias escolhidos para a reciclagem são usados no fabrico de


novos produtos que são produzidos através de materiais reciclados,
processo este que requer menos energia do que a produção de produtos a
partir da matéria prima original.

Por exemplo, a reciclagem de latas de alumínio em novas latas


requer 95% menos energia do que o processamento da matéria prima
original em alumínio, por outro lado, a produção do vidro reciclado
necessita cerca de 25-32% menos de energia do que a produção de vidro
novo.

29
A recolha de materiais recicláveis é apenas uma parte do processo
económico que torna a reciclagem bem-sucedida. As outras atividades
principais são o reprocessamento dos materiais em novos produtos
reciclados, não haverá procura para as latas, garrafas e papel que os hotéis
geram e reciclam, e os preços por esses materiais vão continuar a ser
extremamente dispendiosos.

As práticas de reciclagem tendem a ser adaptadas ao conceito de


cada hotel e existe atualmente legislação que obriga à separação dos
principais grupos de lixo em recipientes apropriados, como o cartão, o
vidro, as lâmpadas, o óleo alimentar, as embalagens e as pilhas. É também
importante estender o conceito a outras áreas como a roupa de quarto, o
mobiliário, os colchoes e os incentivos à reciclagem pelo cliente.

A realização de técnicas mais especificas como a compostagem são


também altamente recomendáveis, este é um processo simples e
económico, que transforma o lixo orgânico em fertilizantes para os jardins,
assim, visto que cerca de 12% do nosso lixo são desperdícios de alimentos,
a compostagem permite reduzir o envio de lixo para aterros sanitários, e
seus custos associados, enquanto contribui para a proteção do meio
ambiente.

A compra de material reciclado estimula esta indústria a produzir


mais produtos, a preços mais económicos. Se os materiais reciclados
representarem uma quantidade significativa da matéria prima necessária
para a produção de novos produtos, a necessidade de extração de minerais,
petróleo e madeira é menor.

Ar ambiente interior

O ar interior é muitas vezes mais poluído do que o ar exterior, dado


que grande parte da população gasta cerca de 90% do seu tempo em

30
ambientes fechados ou em veículos, este é um aspeto importante na vida
quotidiana.

Por razoes de saúde geral, bem-estar e de segurança, os seres


humanos necessitam de uma temperatura interior confortável com ar livre
de poeiras, irritantes, patógenos, odores desagradáveis e outros
contaminantes. Muitos fatores afetam a qualidade de ar interior em hotéis,
incluindo os níveis elevados de poluição exterior, fontes de poluição interior
como materiais de construção, carpetes, tecidos, fumo de tabaco e outros
produtos. É por isso fundamental assegurar do ponto de vista ambiental,
legal e de satisfação do cliente que todas as medidas relacionadas com o
controlo de ar e ambiente interior são adequadamente implementadas e
regulamentadas, especialmente de acordo com as medidas sustentáveis e
de proteção ambiental existentes.

Devem ser utilizados produtos de limpeza ecológicos e não tóxicos, o


recurso de sistemas automáticos e eficientes é altamente recomendado,
bem como a substituição dos filtros e limpeza adequada dos sistemas de
ventilação.

Emissões Atmosféricas

O CO2 é o principal gás tóxico resultante da atividade humana, e o


aumento das emissões de carbono está a acelerar as mudanças climáticas
com impactos devastadores sobre as comunidades e a biodiversidade. O
setor hoteleiro é responsável por cerca de 1% das emissões globais de CO2
e embora este pareça um valor residual, o crescimento do setor está
associado ao aumento dos seus impactos ambientais negativos, sobretudo
pela utilização intensiva de recursos energéticos não sustentáveis e meios
de transporte aéreos e terrestres.

A maneira mais eficaz de reduzir as emissões de CO2 é reduzir


também o consumo de combustíveis fosseis, onde se podem aplicar

31
inúmeras estratégias transversais à maioria das atividades, tais como os
hotéis, os transportes, a indústria, os empreendimentos, entre outros.

Uma das medidas para diminuir as emissões de CO2 é a utilização de


energias renováveis e conservação de energia e recursos, no qual é
aconselhável utilizar energias renováveis como painéis solares, energia
eólica e hidro-energetica, caso esta esteja disponível, mas também aplicar

planos de controlo energético, recorrendo a métodos de poupança como


sensores automáticos e ajustáveis consoante as estações do ano, luzes LED
e outros referidos anteriormente.

Também tem como medida motivas os clientes a deslocarem-se a pé,


em bicicletas ou em veículos elétricos, recorrerem a agências de turismo
que promovam passeios ecológicos e participação em medidas de apoio á
conservação e reflorestação.

De que forma os empreendedores turísticos podem contribuir para


um bom desenvolvimento sustentável do turismo e medidas
sustentáveis na Hotelaria

32
Os empreendedores turísticos, através da sua atividade deve
procurar e buscar soluções que contribuam para as necessidades
relativamente à atividade sustentável, tentando gerar benefícios para os
seus clientes, turistas e viajantes, e também para todo o tipo de regiões.

Os contributos dos empreendedores turísticos é ter como objetivo


minimizar o impacto como a economia da energia e água, o reuso de água,
optar por hortas biológicas e produtos biológicos nas unidades hoteleiras, a
reutilização de materiais reciclagens, a substituição do plástico pelo vidro,
optar pelo uso da cortiça para o isolamento térmico dos quartos e também
o uso das sobras e restos de alimentos como uso de fertilizantes. ´

Contudo, os empreendimentos ao optar por estes objetivos e entre


outros, estará a contribuir para um grande aumento do uso da
sustentabilidade no turismo, a melhorar a economia e principalmente a
ajudar na poluição do planeta, o que é um termo muito negativo nos
últimos anos.

Algumas das ações positivas sustentáveis para o turismo que


podemos optar por utilizar para a proteção do meio ambiente são:

 Sempre que possível, optar por a deslocação a pé ou de bicicleta e


para as distâncias maiores, optar por transportes públicos;
 Evitar desperdiçar comida, alimentando-se somente do necessário;
 Consumir produtos típicos da região, por exemplo, a fruta da região;
 Incentive o comercio local;
 Opte por unidades hoteleiras com medidas sustentáveis;
 Atividades com interesse ao ar livre;
 Prática da reciclagem e materiais mais económicos.

O investimento em práticas sustentáveis na hotelaria é muitas vezes


dificultado por pressupostos errados acerca dos seus pilares base. Muitos
gestores e proprietários de hotéis consideram apenas o investimento inicial,
que é, na maioria dos casos, mais elevados do que a aplicação de soluções
não sustentáveis.

33
Contudo, os custos de funcionamento das opções sustentáveis são
significativamente menores comparativamente aos restantes equipamentos
menos eficientes.

Neste sentido, e ao analisar os custos da atividade ao longo prazo, o


retorno do investimento sustentável inicial é na maioria dos casos
rapidamente atingível do ponto de vista financeiro além dos benefícios
significativos a nível socio cultural e ambiental.

Estes podem divergir um pouco de pais para pais, de acordo com a


cultura e sensibilidade para este tema e até de uma unidade hoteleira para
outra.

Modalidades de turismo que podem ajudar na colaboração para o


desenvolvimento do turismo sustentável

São consideradas modalidades do turismo as que são mais


sustentáveis, pois desenvolvem em harmonia. Contudo, a sustentabilidade
no turismo deve ser desenvolvida por todas as modalidades, pois existem
algumas que não atendem a essa realidade da sustentabilidade e assim
muitos destinos e empreendimentos são julgados economicamente, assim,
perdendo a sua atratividade perante os turistas causando um maior número
elevado de impactos negativos para o nosso planeta.

As três modalidades mais importantes são:

 Turismo da natureza: define-se como produto turístico, composto


por estabelecimentos, atividades e serviços de alojamento e
animação ambiental. Visa regular estas atividades, de forma
ambiental, social e cultural e economicamente sustentável, através
de:

- Sensibilização da atividade turística, das populações locais e


de outras organizações interessadas;
- Promoção da criação de estruturas adequadas;

34
- Criação de legislação especifica, assente, na conservação da
natureza, o desenvolvimento local, na qualificação da oferta turística
e na diversificação da atividade turística.

O turismo da natureza desenvolve-se segundo diversas


modalidades de hospedagem e serviços complementares de
animação ambiental, que permitem comtemplar e desfrutar do
património natural, arquitetónico, paisagístico e cultural.

 Empreendimentos do turismo da natureza:

- São empreendimentos do turismo da natureza os estabelecimentos


que se destinam a prestar serviços e alojamento a turistas, em áreas
classificadas ou noutras áreas com valores naturais, dispondo para o seu
funcionamento um adequado conjunto de instalações, estruturas,
equipamentos e serviços complementares relacionados com a visitação de
áreas naturais, o desporto da natureza e a interpretação do meio ambiente.

O reconhecimento dos empreendimentos turísticos como


empreendimentos do turismo de natureza, tem como critérios cumulativos:

- Disponibilização de informação aos clientes sobre a fauna, flora e geologia


locais;
- Disponibilização de informação sobre a formação dos colaboradores em
matéria relacionadas com a conservação da natureza e da biodiversidade;
- Uso predominante de flora local em espaços exteriores de
empreendimento, exceto nas áreas de uso agrícola e jardins históricos;
- Disponibilização de informação sobre serviços complementares que
garantam a possibilidade de usufruto do património natural da região por
parte dos clientes, nomeadamente através de animação turística, visitas a
áreas naturais e interpretação ambiental;
- Disponibilização de informação aos clientes sobre a origem dos produtos
alimentares utilizados.

35
 Turismo no espaço rural: são as áreas com ligação tradicional e
significativa à agricultura ou ambiente e paisagem de carater
vincadamente rural.

A sua classificação atende ao enquadramento paisagístico, às amenidades


rurais envolventes, à qualidade ambiental e à valorização de produtos e
serviços produzidos nas zonas onde o empreendimento se localiza.

 Empreendimentos do turismo no espaço rural:

- São empreendimentos de turismo no espaço rural os


estabelecimentos que se destinam a prestar, em espaços rurais, serviços de
alojamento a turistas, dispondo do seu funcionamento de um adequado
conjunto de instalações, estruturas, equipamentos e serviços
complementares, tendo em vista a oferta de um produto turístico completo
e diversificado no espaço rural.

Os proprietários ou entidades exploradoras dos empreendimentos de


turismo no espaço rural, bem como os seus representantes, podem ou não
residir no empreendimento durante o respetivo período de funcionamento.

Classificam-se como:

 Casas de campo: imoveis situados em aldeias e espaços rurais que


prestam serviços de alojamento a turistas e se integram, pela sua
traça, matérias de construção na arquitetura típica local;

 Turismo de aldeia: cinco ou mais casas de campo que são situadas


na mesma aldeia ou freguesia, quando exploradas de uma forma
integrada por uma única entidade, podem usar a designação de
36
turismo de aldeia, sem prejuízo de a propriedade das mesmas
pertencer a mais de uma pessoa;

 Agroturismo: imoveis situados em explorações agrícolas que


prestam serviços de alojamento a turistas e permitam aos hospedes
o acompanhamento e conhecimento da atividade agrícola, ou a
participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras
estabelecidas pelo seu responsável;

 Hotel rural: hotéis situados em espaços rurais que, pela sua traça
arquitetónica e materiais de construção, respeitem as características
dominantes da região onde estão implantados, podendo instalar-se
em edifícios novos que ocupem a totalidade de um edifício ou
integrem uma entidade arquitetónica única e respeitem as mesmas
características;

 Ecoturismo: segmento da atividade turística que utiliza de forma


sustentável, o património natural e cultural, inclusive a sua
conversação, a busca da consciência ambiental, interpretação do
meio ambiente, assim promovendo o bem-estar das populações.

Os impactos do ecoturismo classificam-se em impactos negativos e


positivos, nos quais são:

- Positivos:

- Geração de renda e empregos nas localidades;


- Conservação de locais históricos, preservando a arquitetura das
localidades;
- Aumento da consciência da população dos turistas sobre a
necessidade de proteção do meio ambiente;
- Conservação da biodiversidade.
37
- Negativos:

- Possíveis desvios dos recursos económicos gerados nas localidades;


- Degradação do património cultural e histórico;
- Aumento da reserva do lixo e problemas nos saneamentos;
- Desmatamento.

Ainda, assim, existem diversas definições de ecoturismo, porém não


existe um conceito único para o ecoturismo e toda a sua atividade. Porém,
algumas das definições define-se através dos seguintes conceitos:

 Desenvolvimento sustentável, um conceito que se traduz no


desenvolvimento global e incorpora os aspetos do desenvolvimento
ambiental. O seu campo é dividido por três componentes, tais como a
sustentabilidade ambiental, a sustentabilidade económica e a
sustentabilidade sociopolítica.

A maioria das teorias para o desenvolvimento sustentável


procuram achar soluções para o setor social e económico, assim
prossupõem-se a preservação do equilíbrio global e do valor das
reservas, a redefinição dos critérios para a avaliação do custo
benefício, de modo a refletirem sobre os efeitos socioeconómicos e a
conservação, e ainda a distribuição e utilização dos recursos entre as
nações e as regiões a nível global e regional.

 Educação ambiental, processo educativo que forma grupos de


indivíduos preocupados com os problemas ambientais e que buscam
a conservação e preservação dos recursos naturais e a
sustentabilidade, assim, aborda os aspetos económicos, sociais,
políticos, ecológicos. Atualmente existe duas vertentes presentes na
educação ambiental que são:

 A educação ambiental conservadora: considerada a vertente


pioneira da educação ambiental, baseia-se no indivíduo e acredita
38
que os atos educativos são suficientes para gerar mudanças nos
comportamentos individuais. O ser humano é colocado como um ser
genérico afastado da história e a degradação ambiental é o fruto da
humanidade;

 A educação ambiental crítica: visa um trabalho com atividades


educativas de forma transversal e construtiva. Assim sendo, os
indivíduos são capazes de agir de forma crítica, de forma a conhecer
as partes ambientais em que vivem obtendo soluções para problemas
e dar importância aos mesmos.

Principais impactos causados pelo turismo

Ao longo dos tempos e segundas pesquisas podemos considerar como


impactos do turismo:

 O custo da oportunidade , devido ao facto de como o uso turístico é


atribuído a recursos naturais, e possivelmente os mesmos podem ser
usados para usos alternativos e lucrativos;

 Os custos derivados de flutuações, devido à queda na demanda, uma


vez que afeta a economia em geral, quando depende muito da
atividade turística;

 A inflação, que ocorre quando o turista tem um poder de compra


maior e os preços dos produtos são muito elevados para obter mais
lucro, sendo para a população local um poder de compra menor, que
vai ajudar a aumentar a economia da população;

 O solo, porque se torna um recurso caro e escasso, sendo que a


atividade turística necessita muito desse recurso;

Atuação da sustentabilidade no turismo


39
A sustentabilidade nos negócios hoteleiros e turísticos é tão
importante como a respetiva viabilidade.

Segundo a Organização Mundial do Turismo, os princípios que


definem o turismo sustentável são:

 Os recursos naturais e culturais são conservados para o uso


continuado no futuro;
 O desenvolvimento do turismo é planejado e gerenciado de forma a
não causar sérios problemas ambientais ou socioculturais;
 A qualidade a nível ambiental é mantida e será melhorada;
 Manter um elevado nível de impactos positivos para os visitantes e os
destinos;

De uma certa forma, os turistas que apoiam a sustentabilidade no


turismo e procurar proteger os destinos turísticos, podem reduzir o impacto
do turismo, de algumas maneiras, tais como:

 Informando-se da cultura, política e económica das comunidades a


serem visitadas por os mesmos;
 Respeitar as culturas, expectativas e suposições das localidades;
 Apoiar a integridade das culturas locais;
 Apoiar as economias locais, comprando os produtos e bens daquele
comercio;
 Conservar os recursos, procurando empresas que usufruam da
sustentabilidade e que usem as menores quantidades de recursos
não renováveis.

Eixos para um turismo mais sustentável

Segundo o Turismo de Portugal, o turismo tem um papel a


desempenhar na sociedade que contribuirá para tornar Portugal um destino

40
cada vez mais sustentável, capaz de assegurar às próximas gerações o
usufruto dos ativos do nosso país.

E todo o turismo que busca o ser sustentável deve basear-se nos


seguintes eixos:

 Estruturar uma oferta cada vez mais sustentável. Que tem


como objetivos:

 Assegurar que o setor adota medidas de eficiência ambiental;


 Incluir nas políticas publicas as disposições que asseguram a
sustentabilidade dos usos turísticos;
 Orientar a estruturação dos produtos e da oferta turística através de
princípios da sustentabilidade;
 Assegurar o impacto do turismo nas comunidades;
 Desenvolver soluções para os desafios da sustentabilidade no
ecossistema de inovação para o Turismo;
 Investigar e inovar a economia circular

 Qualificar os agentes do setor. Que tem como objetivos:

 Assegurar a capacidade dos profissionais no futuro como agentes da


mudança;
 Garantir a integração dos pilares da sustentabilidade nos projetos
educativos;
 Educar para a sustentabilidade e para a economia circular;
 Capacitar as empresas para as exigências do planeta em termos de
sustentabilidade, usando os recursos renováveis.

 Promover Portugal como um destino sustentável. Que tem


como objetivos:

41
 Assegurar que Portugal é reconhecido internacionalmente como
destino sustentável;
 Divulgar a oferta turística sustentável, em todo o território e ao longo
de todo o ano;
 Promover a procura turística sustentável;
 Promover a mobilidade turística sustentável no território nacional;
 Sensibilizar os turistas para comportamentos responsáveis.

 Monitorizar as métricas de sustentabilidade no setor . Que tem


como objetivos:

 Assegurar a monitorização contínua das métricas de sustentabilidade


através de um quadro de indicadores;
 Garantir a disseminação de resultados.

Nas unidades hoteleiras sustentáveis procuramos as melhores


soluções para diminuir os impactos negativos para o nosso planeta.
Algumas das formas para aumentar a sustentabilidade nas unidades
hoteleiras são:

 Aproveitar as águas da chuva é uma das formas para manter as


áreas verdes, tais como as hortas e os jardins, e recolher as águas
para depósitos para uso de rega de modo a evitar o desperdício de
água e a diminuir o impacto ambiental durante os meses secos;

 Reduzir o uso dos produtos descartáveis tais como os copos de


plástico, os pratos de plástico e as garrafas de plástico, as suas
razões vão desde a economia dos suprimentos descartáveis até a
economia da água, assim diminuindo a poluição dos mares e
oceanos;

42
 A compostagem dos alimentos, em que nos pequenos almoços, nos
almoços e jantares em vez de se deitar fora os restos das comidas
será feita uma compostagem dos restos e das cascas para a obtenção
de fertilizantes para os jardins, canteiros e áreas verdes;

 Procurar usar materiais ecológicos para a utilização dos cartões que


são feitos de plástico;

 Reduzir o uso do papel como, as faturas, as notas de funcionários, os


pedidos internos e os papéis para pedidos ou qualquer tipo de notas,
assim recomenda-se o uso de softwares em que todas as anotações
ficam guardadas;

 O uso de produtos de limpeza ecológicos, em que os mesmos fazem


uso de ingredientes naturais e a utilização de menos químicos, assim
são menos tóxicos e nocivos e melhora a estadia para os hóspedes.

Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável

São estalecidas 17 metas globais, amplas e interdependentes, que


resultam de décadas de trabalho entre a ONU (Organização das ações
Unidas) e os países.

São objetivos definidos e acordados durante o desenvolvimento da


Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem como plano uma
ação para desenvolver parcerias e possibilitar a sustentabilidade.

Cada um desses objetivos tem metas separadas a serem alcançadas,


tem como objetivo atingir todos os 169 alvos, e abrangem questões de
desenvolvimento social e económico, tais como, a pobreza, a fome, a

43
saúde, a educação, o aquecimento global, água, igualdade de género,
energia, urbanização, ambiente e a justiça social.

A agenda 2030 é constituída por 17 objetivos e foi aprovada em


setembro de 2015, entre governos e cidadãos de todo o mundo para criar
um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a
prosperidade e o bem-estar de todos, principalmente proteger o ambiente e
combater as alterações climáticas.

Objetivos abordados para o Desenvolvimento Sustentável

 Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas


formas, em todo os lugares;

 Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a


segurança alimentar e melhorar a nutrição, e promover a agricultura
sustentável;

 Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-


estar para todas as idades;

 Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, e equitativa


e de qualidade, promover as oportunidades de aprendizagem;

 Igualdade de género: alcançar a igualdade de género e imponderar


todas as mulheres e meninas;

 Água limpa e saneamento: garantir disponibilidade e manejo


sustentável da água e saneamento para todos;

 Energia limpa e sustentável: garantir o acesso à energia barata,


confiável, sustentável e renovável para todos;
44
 Trabalho decente e crescimento económico : promover o crescimento
económico sustentado, inclusivo e sustentável, para um emprego
pleno e produtivo;

 Inovação das infraestruturas: construir infraestruturas resilientes


(capacidade de volta à sua forma original, depois de sofrer alguma
deformação), promover a industrialização e fomentar a inovação;

 Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades entre países;

 Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os


assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e
sustentáveis;

 Consumo e produção responsáveis : assegurar os padrões de


produção e de consumo sustentável;

 Ações contra as mudanças climáticas: tomar medidas urgentes para


combater a mudança climática e os seus impactos negativos e
positivos;

 Vida na água: conservar e usar medidas sustentáveis para os


oceanos, mares e os recursos marinhos;

 Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos


ecossistemas terrestres. Gerir e proteger de forma sustentável as
floretas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da
terra e a perda da biodiversidade,

 Parcerias e meios de implementação : fortalecer os meios e revitalizar


a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

45
Utilização das medidas sustentáveis

As aplicações de medidas sustentáveis dentro dos hotéis podem ser


representadas os seguintes resultados dentro dos principais grupos, tais
como a energia, a água, a reciclagem, o controlo do ar ambiente, as

medidas de controlo de CO2 e a responsabilidade social.


Por outro lado, tanto os sistemas de climatização reguláveis e
eficientes como os sensores automáticos de luzes e a utilização de cartão
para ativar a luz nos quartos, são medidas aplicadas em todas as cadeias
hoteleiras da nossa amostra.
Embora alguns hotéis não possuam uma lavandaria própria, apenas 33%
apresenta tecnologias ecológicas de controlo energético e 40% das cadeias
hoteleiras realiza a troca de toalhas e roupa de quarto com uma periocidade
de três dias, ao invés de periocidade diária visível.

Segundo a analise do gráfico, foi possível observar que cerca de 33%


dos hotéis utiliza painéis solares, 11% está a aplicar esta tecnologia e 56%
ainda não a utiliza.
De acordo com a utilização das luzes LED, todos os hotéis inquiridos
utilizam este tipo de luzes, relativamente ás técnicas de construção, o
número de hotéis que aplicou estas medidas é inferior ao número de hotéis
46
que não as utilizaram, verificando-se assim, a mesma situação para a
orientação solar da construção para evitar perdas energéticas, onde o
número de hotéis que a utilizam é visivelmente inferior a 33%.

47
Figura 8. Consumo de água.

Após analise do gráfico e os seus dados, foi possível observarmos que


os equipamentos de controlo do fluxo de água e autoclismos de baixo fluxo
eram utilizados pela grande maioria como mostra no gráfico. No que diz
respeito ás tecnologias ecológicas e sustentáveis no departamento de
lavandaria, a grande maioria com cerca de 67% não as utiliza, ainda assim,
80% dos hotéis recorrem atualmente aos produtos de limpeza ecológicos
como sua rotina. Cerca de 33% dos hotéis, começa por utilizar sistemas de
purificação e revitalização da água, ainda assim, na mesma proporção, e
apenas nos hotéis com jardins, em 35% dos casos os hotéis recorrem ao
uso do sistema de rega regulável, adaptado às estações do ano.

48
Figura 9.Reciclagem

Um dos eixos mais importantes da sustentabilidade é a reutilização


da reciclagem de produtos, é consensual a utilização de sistemas de
reciclagem do lixo produzido.
Cerca de 78% procura-se evitar o desperdício de papel através do
cancelamento de revistas e publicidade não pretendida. A aquisição de
material reciclável e a reciclagem de roupa de quarto está presente em
cerca de 67% e 56% dos hotéis. Por oposição, nenhum dos hotéis utiliza a
compostagem, apenas 33% recicla, tendo em conta o donativo de
materiais, tais como o mobiliário, colchoes, roupa de quarto, entre outros, a
grande maioria dos hotéis participa destes donativos.
Ainda assim, 11% dos hotéis estão a iniciar este procedimento pela
primeira vez, já no que se refere à implementação de condições e medidas
que motivem os hospedes a reciclar.

49
Figura 10. Controlo do ar

O controlo de ar é uma área emergente nas práticas ambientais,


ainda que a consciência para esta necessidade esteja já fixa. O gráfico
mostra o estado de implementação destas medidas, assim sendo, o controlo
de qualidade do ar e sistemas de VAC automáticos são utilizados por todos,
e estes são eficientes e reguláveis em 78% dos hotéis.
Cerca de 67% utiliza também materiais de limpeza ecológicos, ainda
assim, em relação à utilização de sistemas de reutilização do ar ambiente,
como no caso dos sistemas de ar fresco forçado, cerca de 332 pretende
implementar, mas ainda não aderiram a estas tecnologias.

Figura 11. Emissões de Co2.


50
Em relação às medidas de controlo de emissões de CO2, passiveis de serem
adotadas em hotelaria, nenhum dos hotéis recorre a fontes de energia
eólica, biomassa ou centrais hidro-energéticas e apenas 28% dos inquiridos
utiliza algum tipo de energia renovável, como o caso dos painéis solares.
Cerca de 5% está a implementar esta última tecnologia nas suas
instalações, tal como mostra no gráfico, o que sugere assim uma parca
consolidação de práticas ambientais de controlo das emissões de CO2.

Unidades Hoteleiras Sustentáveis em Portugal

Parque Natural de Montesinho

É espalhado por três hectares dentro do Parque Natural de


Montesinho, o Cepo Verde é um turismo de natureza ecológico e barato,
está certificado pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta e
tem um selo internacional de qualidade ambiental, a GreenKey.

Fica situado numa zona montanhosa, arborizada com castanheiros,


carvalhos e cerejeiras, com 40 lugares espaçosos e com sombra para
tendas e caravanas. Tem todas as comodidades que um bom parque de
campismo possui, tais como os balneários com água quente, ponto de
descarga de sanitas químicas e águas residuais de autocaravanas,
churrasqueira, pontos de água potável e minimercado.
Ainda assim, também, possui de parque infantil, piscina, campo de
jogos, museu aberto com artefactos tradicionais, lagar de vinho, adega,
garrafeira e ainda cozinha regional.

Possui no centro de área de Cepo Verde cinco casas tradicionais e


réplicas de casas típicas da região em pedra e madeira. São T1 e T2, com
kitchenette bem equipada, casa de banho e alpendre.

Ainda existe um protótipo ecológico, entre uma tenda e bungalow,


exclusivos do Cepo Verde. Trata-se de uma cabana rotativa, com uma cama

51
de casal, uma mesa, bancos, caixas de arrumação, um ponto de luz e uma
tomada.
O seu revestimento é todo em cortiça e madeira, tem uma grande
janela que faz rotação de 360º, o que permite usufruir de paisagens em
toda a sua volta e otimizar a luz solar.

É uma zona com a observação de aves e vários percursos perdestes,


além disso, consoante a altura do ano, organizam-se atividades específicas
como a apanha da castanha e das cerejas, ou mesmo, fazer pão em fornos
tradicionais.

É considerado ecológico devido:

 À certificação do ICNF e selo internacional GreenKey;


 Aquecimento de água com painéis solares e balneários bio eficientes;
 Manutenção do entorno ecológico;
 Promove a observação e conservação da natureza.

Biodiversidade

O Parque Natural de Montesinhos concentra cerca de 80% dos


mamíferos em Portugal e dispõe de uma funa muito rica, com cerca de 240
espécies de vertebrados, dos quais 150 são aves, lontras, veados e corços,
e uma flora muito distinta ao longo das estações do ano.

Torna-se, assim, um exemplo de biodiversidade e preservação da


paisagem.

Turismo da Natureza

52
Várias opções diversificadas que vão desde os percursos perdestes e
de BTT, aos passeios a cavalo ou ao campismo.
Durante o mês de setembro é possível ouvir a brama dos veados e as
suas deslocações em grupos.

Surf glamping ecológico em Peniche

É um gampling ecológico que se assume como um local para férias


ativas e sem família e se baseia nos princípios da sustentabilidade, sem
comprometer o conforto dos hóspedes, ainda assim, dá para reservar aulas
de surf, yoga e skate.

O hóspede pode escolher entre uma casa da árvore ou uma tenda


canadiana, inseridas num complexo no meio de pinheiros e eucaliptos, com

Figura 12. Parque Natural de Montesinho.

várias áreas comuns. Há uma zona welness com sauna finlandesa e estúdio
de massagens, uma sala de yoga, um skate bowl e uma piscina de água
salgada.

53
Oferecem uma cozinha com produtos de agricultura local e do mar,
opções de comida vegetariana, e uma boa carta de cocktails.

As casas nas árvores são estruturas de madeira, suspensas em


estacas entre as árvores. As mais pequenas têm dois quartos e as maiores
acrescentam um sofá-cama dando para seis pessoas, casa de banho privada
com chuveiro, sala de jantar com kitchenette e um terraço com mesas e
cadeiras.

As tendas canadianas são fabricadas com tecido de algodão,


protegidas por uma cobertura extra do mesmo material e erguias sobre um
deck de madeira onde cada uma tem o seu terraço. O seu interior tem o
conforto de um quarto com camas e mobiliário artesanal, podendo ser
usada de duas a quatro pessoas, ainda assim, ao lado das tendas existe
balneários partilhados com casa de banho e duche.

É considerado ecológico devido:

 Construção com materiais naturais;


 Reciclagem obrigatória com separação de resíduos alimentares;
 Sistema de luzes LED e com sensores;
 Utilização de alimentos locais produzidos de forma biológica;

54
 Eficiência energética através da utilização de energia de fontes
renovável.

Figura 13. Surf glamping ecológico, Peniche.

Hotel de luxo ecológico em Óbidos

É um exemplo de hotel, no que toca a inovação da sustentabilidade


ecológica no turismo. Foi construído de como a diminuir ao máximo o
impacto causado na paisagem.

As suites são grandes cubos cobertos de vegetação, abertas à


paisagem, que integram e transformam, por grandes janelas. Este
revestimento não é apenas disfarce estético, mas ajuda à climatização
natural dos espaços, sendo potenciado pelas portadas de eucalipto
reutilizado da floresta circundante.

No mesmo local, existe um laboratório para a promoção de eco


design e a decoração dos quartos também parte deste princípio. Os
espelhos e portas elaboradas com resíduos das madeiras da obra, os
tapetes feitos a partir de restos de tecidos, os puxadores das portas das
suites feitos a partir de resíduos de cordas e mesas de apoio e decoração

55
feitas a partir de madeira de carvalho são apenas alguns dos muitos
exemplos de que a reutilização, para além de ecológica, pode gerar
produtos bonitos e de qualidade.

O seu exterior é considerado um verdadeiro oásis. Um enorme


relvado que faz a cobertura verde dos quartos, onde apenas se circula a pé
ou de bicicleta, é regado pela água de dois lagos que não só são paisagem
como servem para fazer a captação da água das chuvas.
O edifício do Spa segue os mesmos princípios dos quartos e tem duas
piscinas exteriores, sauna, banho turco, float room e um programa de
massagens. No restaurante, servem pratos confecionados com os produtos
biológicos certificados produzidos na propriedade. Há ainda um espaço de
leitura e um barde gins junto a um dos lagos, virado para o pôr do sol.

É considerado ecológico devido:

 Construção e decoração do empreendimento usando técnicas de


reaproveitamento de materiais, arquitetura bioclimática e eficiência
energética;
 Iluminação interior e exterior LED;
 Produção de eletricidade através de horta fotovoltaica e aquecimento
da água por painéis solares;
 Tratamento das águas cinzentas (provenientes dos banhos) no
empreendimento e abastecimento dos autoclismos com água
reciclada;
 Drenagem da água pluviais e regas, e armazenamento em
lagos/reservatórios para posterior utilização na rega das plantas;
 Separação de resíduos e o seu uso para adubação verde e
vermicompostagem na horta e pomar biológico certificado;
 Desenvolvimento do software com leitura dos consumos de
eletricidade e água nos quartos, para sensibilização da pegada de
carbono;
 Incentivo ao uso de bicicletas nas ecopistas e ciclovias da Lagoa de
Óbidos.

56
Figura 14. Hotel de luxo ecológico em Óbidos, Rio do Prado.

Alojamento sustentável no Parque Natural da Serra da


Arrábida

Situada no Vale de Barris, em pleno coração do Parque Natural da


Serra da Arrábida. Nasceu da vontade dos seus fundadores e cooperadores
de criar um espaço que trouxesse a sustentabilidade ao dia a dia das
pessoas e de promover a regeneração da paisagem ecológica, social e
económica.

No projeto está inserido uma propriedade com cerca de 55 hectares,


onde foram construídas duas casas utilizando madeira reciclada e técnicas
de arquitetura bioclimática. Numa das casas disponibilizam estadas através
de quatro quartos duplos/twin ou triplos, com duas casas de banho
partilhadas e equipadas com produtos de higiene 100% naturais e
biodegradáveis.
Na casa principal há uma sala comum e de refeições, cozinha e um
mercado biológico, onde é rodeada por uma enorme varanda com vista para
o pôr do sol incrível da serra. A comida é cozinhada pela própria equipa
deste alojamento e todos os produtos são da horta biológica que os
mesmos cultivam.

57
É rodeado pelas serras do Louro e São Luís que se podem explorar
em trilhos que partem do portão da Biovilla. É um lugar de imensa
tranquilidade, bom para relaxar e estar em contacto com a natureza, mas
também para aprender sobre a sustentabilidade e a regeneração da
natureza.

É considerado ecológico devido:

 Construção com materiais reciclados e técnicas de arquitetura


bioclimática;
 Energia elétrica e água quente obtidas por painéis solares;
 Sistema de reutilização da água da chuva para rega da horta;
 Horta biológica e desenvolvida segundo os princípios da
permacultura;

 Utilização de produtos de higiene e limpeza naturais e


biodegradáveis;
 Promoção de ações de formação para a sustentabilidade;
 Criação de um viveiro de espécies autóctones para reflorestação.

58
Eco resort no Litoral Alentejano

É uma propriedade de 28 hectares, localizada numa colina no litoral


alentejano, entre a Comporta e a Costa Vicentina. Cultiva o entorno rural de
onde surgiu, transmite também tranquilidade, quer pela proximidade das
praias, quer pelas magníficas vistas para as lagoas de Santo André e
Melides.

No cimo da colina, existe uma piscina biológica cujas margens,


repletas de juncos e nenúfares, imitam um lago natural e permitem a
filtração da água sem químicos, que permite aos hóspedes fazer mergulhos.
Ao lado desta, e com vista para as lagoas, uma piscina infinita com vista
para o pôr do sol, ao ritmo dos sons africanos que saem do bar.

Distribuem-se por áreas diferentes da colina 33 tendas safari, domes


e eco suites permitindo ambientes distintos, mas garantindo sempre o
conforto e o contacto com a natureza. Há ainda, unidades com um ou dois
quartos e todas têm cozinhas equipadas e terraços privados. Existe ainda
três casas de campo com três quartos, piscina externa privada, uma
cozinha moderna, lareira externa e áreas para refeições ao ar livre.

É considerado ecológico devido:

 Entorno natural preservado com espécies locais como os sobreiros,


oliveiras, pinheiros, lavanda e alecrim;
 Produção agrícola própria;
 Piscina biológica;
 Alojamentos inseridos na paisagem, promovendo o contacto com a
natureza.

59
Figura 16. Eco resort no Litoral Alentejano, Reserva Alecrim.

Quinta com eco resort em Lagos

Começou como uma pequena quinta de permacultura com campo de


férias e cresceu até à atual dimensão de 42 hectares. Foi um crescimento
acompanhado pela regeneração dos solos, criação de agrofloresta, hortas,
pastagens sustentáveis e criação de galinhas, ovelhas e burros.

É aberta aos hóspedes e respeita o meio envolvente bem como a


componente educativa, disponibilizando várias experiências no terreno da
quinta, e também organizam atividades como massagens, aulas de yoga e
surf.
Na casa, existem nove quartos com mezzanie e área de estar que
podem albergar de duas a quatro pessoas. O relvado exterior, a piscina de
sal e o pátio privado com cadeirão e rede de descanso são trazidos para
dentro através dos janelões, que ocupam a totalidade de uma das paredes.
Dentro do quarto, recorrem à sustentabilidade e a natureza com moveis
antigos restaurados e materiais naturais.

As áreas comuns, são espaçosas e acolhedoras. Há uma biblioteca na


mezzanie e a sala principal, com uma lareira ao meio e uma grande mesa
de jantar. Divide-se ainda numa zona de estar com sofás e uma zona de
bebidas e snacks self-service e kombuchas feitas na quinta, sumos, chá,
café e lanches.

60
Existe também um grande alpendre exterior com zona de estar e
refeições, e um deck de madeira com espreguiçadeiras em torno da piscina,
na cozinha, preparam-se refeições vegetarianas para os hóspedes que o
desejem.

É considerado ecológico devido:

 Construção e decoração com materiais reciclados e naturais;


 Projeto arquitetónico pensado para a climatização com baixa energia;
 Temperatura ambiente e o aquecimento da água são regulados por
energia solar;
 A eletricidade é parcialmente gerada através de painéis fotovoltaicos;
 Sistema natural de purificação e reutilização da água das casas de
banho e captação da água da chuva, para a rega;
 Agrofloresta e horta biológica desenvolvidas segundo os princípios da
permacultura;
 Produção alimentar própria e biológica, com produtos frescos,
conservas e fermentados;
 Utilização de produtos de higiene e limpeza naturais e
biodegradáveis;
 Promoção de eventos e experiências de educação para a
sustentabilidade.

Figura 17. Quinta com eco resort em Lagos, Casa Vale da Lama.
61
Six Senses Douro Valley, Lamego

É uma cadeia de hotelaria internacional, dedicada à sustentabilidade


onde já recebeu vários prémios e os seus ideais passam desde o objetivo de
usarem 0% de plástico até 2022, pelo modo como constroem os seus
espaços e até por fundos para ajudar as comunidades onde estão inseridos.

Parte dos fundos de sustentabilidade aplicam-se na recuperação da


floresta do Vale Abraão, que enquadra o hotel, com 60 quartos e mais uma
dezena em finalização. Criou-se uma espécie de berçário para as plantas no
Jardim dos Eucaliptos, promovendo-se plantações e limpezas. A lenha
resultante da poda e limpeza alimenta as lareiras e fornos do hotel.
Para os hóspedes terem contacto com a natureza, penduram-se
ninhos de descanso em algumas árvores, há locais de piquenique, subidas
às árvores e até caças ao tesouro para as crianças e também, os hóspedes
tem acesso a mapas de percursos pedestres para fazer na floresta.

Servem-se produtos frescos da região e também vegetais e plantas e


aromáticas, colhidos no jardim orgânico da unidade. Desse jardim, são
usados alguns ingredientes nos tratamentos de Spa, com base de citrinos e
uvas. A água, a pedra e a madeira são elementos sustentáveis presentes no
Spa.

Preocupa-se também com a monitorização dos consumos de água,


gás e eletricidade, sendo usadas só lâmpadas LED. Duas vezes por semana,
um coletor recolhe diferentes lixos, incluindo o orgânico, também se faz a
compostagem de resíduos orgânicos e o composto fertiliza a horta e
recolhe-se lixo nas imediações do hotel.

É considerado ecológico devido:

 Adotaram a parte do rio Douro que passa pela sua propriedade e


comprometeram-se a cuidar e proteger toda a sua fauna e flora;

62
 0,5% das receitas deste hotel são usadas para apoiar projetos locais
que ajudam crianças e famílias carenciadas;
 A propriedade tem 4 hectares de zona natural que cuida e protege;
 Tem uma área onde planta e colhe grande parte da comida que é
utilizada no restaurante.

Figura 18. Six Senses Douro Valley, Lamego.

Areias do Seixo, Torres Vedras

O hotel foi concebido com uma forte consciência ambiental, integrado


em harmonia com a natureza envolvente, tendo como regra a criação de
menor impacto ambiental possível, através do respeito pela morfologia do
terreno e da escolha de materiais existentes nas localidades próximas,
como o seixo, o vidro e a madeira.

Toda a fase de construção decorreu na gestão sustentável dos


recursos, de forma a minimizar o impacto ambiental e a pegada ecológica
associados à atividade diária do hotel. Dispõe de um sistema de automação,
de gestão de energia, de água e de resíduos, apostando de forma clama na
eficiência energética, energias renováveis e aproveitamento dos recursos
naturais.

63
Destacam-se as experiências ao ar livre, desde fogueiras à noite,
exercícios na natureza ou colher e fazer a sua própria refeição. Tem quartos
ou vilas em contacto com a natureza e podem esperar uma estadia para
relaxar e virem renovados.

É considerado ecológico devido:

 A horta, um local onde plantam muito do que consomem e ao qual os


hóspedes se podem juntar;
 O edifício foi construído com o menor impacto ambiental, tendo sido
aproveitadas estruturas de uma ruína existente no local e tendo sido
o formato do espaço adaptado ao espaço exterior;
 A climatização do hotel é feita por um sistema de geotermia, sistema
que capta o calor do interior da terra para climatização dos espaços e
aquecimento da água, e com o uso de painéis solares e esta
combinação por ano consegue atingir a poupança de 18 toneladas de
dióxido de carbono. A piscina é aquecida com o excedente do sistema
geotérmico.
 Utilização de cortiça para o isolamento dos espaços;
 Uso de painéis solares;
 Uso de um sistema de automação que permite um uso mais eficiente
das energias consoante diversas variáveis, por exemplo, desligar as
luzes automaticamente a determinadas horas, ou apagar luzes de
zonas menos ocupadas em alturas de menor ocupação;
 Utilização de luzes LED;
 Todos os equipamentos elétricos são apenas ligados quando
necessários;
 Controlo da água;
 Separação do lixo, fazendo inclusive a compostagem dos resíduos
orgânicos, cujo composto será utilizado posteriormente na sua horta.

64
Figura 19. Areias do Seixo, Torres Vedras.

Hotel Inspira Santa Marta, Centro de Lisboa

A aposta em tecnologias, equipamentos e estratégias que diminuem o


impacto ambiental das atividades diárias dos seus clientes, colaboradores e
fornecedores é uma preocupação constante no Inspira Santa Marta.
A sua conceção foi pensada tendo em conta o equilíbrio entre as
pessoas, meio envolvente e materiais, com o objetivo de assegura a
sustentabilidade a longo prazo e o ciclo da vida do próprio edifício, o que se
refletiu na utilização da iluminação e materiais naturais, como a madeira e a
cortiça.

O envolvimento dos funcionários e participação direta a nível de


gestão ambiental estão igualmente asseguradas através da Green Squad,
um grupo de representantes de cada departamento que tem como função
incentivar, monitorizar e avaliar o progresso das medidas ambientais de
forma a garantir o seu desenvolvimento contínuo.

 Água:

65
 Sistemas de limpeza com mopas;
 Produtos de limpeza e amenities ecolabel e biodegradáveis;
 Redutores de caudal/ torneiras a sensor;
 Sistemas de dosagem de detergentes;
 Autoclismos dupla descarga.

 Biodiversidade:
 Preferência por produtos biológicos e locais;
 Pescado sustentável e certificado;
 Utilização de plantas de espécies endémicas nacionais;
 Promoção de ações de conservação da biodiversidade.

 Energia:
 Energia 100% fontes renováveis;
 Painéis solares termoacumuladores;
 Iluminação LED e de baixo consumo energético;
 Sensores de movimento;
 Economizadores de energia nos quartos;
 Isolamento lã de rocha;
 Vidros duplos;
 Revestimentos de cortiça;
 Gestão técnica centralizada.

 Resíduos:
 Doseadores de amenities;
 Papel reciclado;
 Separação de resíduos em todas as áreas operacionais;
 Água servida em garrafas de vidro recicladas e reutilizáveis;
 Operadores de resíduos licenciados.

66
É considerado ecológico devido:

 O seu parque de estacionamento dispõe de lugares para veículos


elétricos/híbridos;
 O hotel ajuda financeiramente o projeto Pump Aid que coloca bombas
de água em países em desenvolvimento. Cada venda das garrafas de
água no hotel patrocina bombas de água em países africanos;
 As ementas são sazonais, para se aproveitarem os produtos
sazonais;
 Os alimentos são comprados a produtores locais;
 O restaurante doa alimentos / refeições que não consegue aproveitar
a famílias carenciadas;
 Isolamento de muitos quartos em cortiça;
 Uso de painéis solares para aquecimento das águas sanitárias;
 Sensores de iluminação para evitar o desperdício elétrico;
 Todos os resíduos são devidamente separados, incluindo os orgânicos
que vão para a compostagem;
 O hotel apoia várias causas e projetos nacionais e costuma apoiar das
mais diversas formas.

Figura 20. Hotel Inspira Santa Marta, Centro de Lisboa, Boutique Hotel.

67
Imani Country House, Évora

O hotel apesar de não ter poluição sonora e luminosa, ainda permite


uma harmonia entre hóspedes e o ambiente.
A sustentabilidade começou logo na construção, reaproveitou-se uma
boa parte da estrutura antiga que ali existia. Manteve tudo o que foi
possível aproveitar, tal como as vigas, subtelhas até telhados.

Tem 12 hectares e consegue reciclar cerca de 80% de todos os seus


resíduos, fornecer toda a água quente através de energia solar, aproveitar
os materiais orgânicos da limpeza da quinta para o aquecimento no inverno
e produzir frutas, legumes e azeite de forma natural, sem recorrer a
químicos.

Os hóspedes são incentivados a economizar água e produtos de


higiene e limpeza, através de um manifesto verde, disponível em cada
quarto.
Conta com apenas sete quartos, todos ligados ao exterior, onde se
encontram as piscinas e jardins. Para as refeições no restaurante
Improvável são utilizados os legumes da quinta, e para os pequenos
almoços e drinks recorre-se às laranjas e limões da propriedade.

Neste espaço, é possível, aproveitar o contacto com a natureza


praticando birdwatching ou biosound, com as empresas associadas ao hotel.

É considerado ecológico devido:

 A água quente provém de painéis solares;


 A lenha utilizada provém de limpezas florestais;
 80% dos resíduos do alojamento são reciclados;

68
 Não são usados químicos nos seus campos.

Figura 21. Imani Country House, Évora

Craveiral FarmHouse, Odemira

Localizado entre o campo e o mar, este é um alojamento que


promete uns dias de luxo, mas, ao mesmo tempo, dias em que voltamos às
nossas origens e nos reconectamos com a natureza.

O Craveiral, recria a vida na quinta, regressando às origens sem


alienar o conforto da vida moderna. Desfrutam-se os ritmos da terra com a
calma dos dias que passam devagar e respirando o ar puro que envolve os
nove hectares da propriedade.

Respeita o meio onde se insere e foi desde o início uma prioridade, o


projeto foi alvo de um estudo prévio de impacto ambiental e a implantação
dos edifícios foi estudada de forma a considerar, além das árvores
existentes, as áreas mais sensíveis do solo. Durante a sua construção,
forma apenas cortados quatro pinheiros por estarem doentes, sendo, ao

69
todo, a área construída ocupando apenas 4% dos nove hectares da
propriedade.

Uma vertente do Craveiral é a reutilização de águas e resíduos, a


rega da horta é feita com água do furo e as águas das chuvas são utilizadas
na rega dos paisagismos. Já as águas cinzentas são alvo de tratamento e
reutilização tanto nas descargas dos sanitários como na rega do terreno.
O combate ao desperdício também é uma realidade diária, através da
compostagem e aproveitamento dos excedentes da horta e do restaurante
para alimentar os animais da quinta.

Ainda assim, o espaço dispõe de um centro de bem-estar, uma horta


biológica, um pomar, um charco natural mediterrâneo, animais da quinta,
um restaurante e um centro de interpretação da natureza, para fortalecer a
relação entre os hóspedes e a terra.

É considerado ecológico devido:

 Todos os ingredientes dos seus restaurantes são locais, sazonais e


biológicos;

70
 Toda a arte existente pelos espaços do alojamento é de artistas
portugueses.

Cocoon Design Eco Lodges, Comporta

Empreendimento de turismo rural, que se estende por mais de 30


hectares, com casas sustentáveis feitas em madeira e assentes em estacas.

Ideal para uns dias em família, uma vez que cada lodge é composto
por um quarto, uma sala com vista panorâmica, uma cozinha, um beliche e
um sofá-cama. A reciclagem também tem o seu espaço nas casas de
madeira, pois cada uma está preparada para que os hóspedes façam a
separação de resíduos.

O tratamento é feito através de plantas aquáticas que oxigenam a

Figura 22. Craveiral FarmHouse, Odemira

água, que é movimentada através de painéis solares. Além disso, o lago


tem pequenos decks para que se possa entrar na água para nadar e
espreguiçadeiras para relaxar. Não há betão, mas, sim, árvores e uma
piscina biológica, de água doce, sem químicos e sem filtros.

71
Há aina uma horta biológica, que, é muito visitada pelos hóspedes
que aproveitam as ervas aromáticas frescas para dar um sabor mais natural
aos seus cozinhados.

Coccon, faz da sustentabilidade a sua palavra de ordem, exibindo boas


práticas ambientais que vão do facto de todas as construções serem
amovíveis e de as madeiras utilizadas terem certificação ambiental até à
utilização de materiais recicláveis, à impermeabilização do solo, e à
replantação de espécies locais.

É considerado ecológico devido:

 O alojamento ajuda na replantação de espécies autóctones da zona;


 O seu lixo é devidamente separado e os resíduos orgânicos são
usados para compostagem;
 São utilizadas apenas madeiras com certificação ambiental nas suas
estruturas;
 A água da piscina é tratada sem recursos a químicos;
 Horta onde produzem alimentos biológicos;
 A energia e a água são devidamente controlados e são usados painéis
solares.

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Figura 23. Cocoon Design Eco Lodges, Comporta

Pedras Salgadas Spa & Nature Park, Lisboa

Situado no concelho transmontano de Vila Pouca de Aguiar, serviu de


azimute à essência da vertente de alojamento, aproveitando assim, em
cada detalhe, o melhor que a natureza dá. Os diversos equipamentos foram
enquadrados de forma orgânica na paisagem, dos alojamentos à piscina,
passando pelo campo de golfe.

Abundante floresta centenária, onde sobejam espécies como


salgueiros, magnólias, nogueiras, plátanos, pinheiros, castanheiros, abetos,
choupos, freixos, faias, tílias, negrilhos, vidoeiros, entre tantas outras.
Acrescenta-se uma nascente de água medicinal que brota da terra e que
deu origem à mais famosa água mineral, natural e gasocarbónica do país.
Capatada diretamente da fonte, conserva o seu gás a 100% natural e a
composição única, a que, desde o século XIX, se atribuem propriedades
curativas.

Em 40 hectares de parque mais que centenário, e entre antigos


edifícios termais restaurados, são eco-houses e tree-houses que compõem a
oferta de alojamento do “Pedras Salgadas Spa & Nature Park”.

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A não impermeabilização do solo, o reaproveitamento de águas
negras, a iluminação LED, os revestimentos e isolamentos reforçados são
algumas iniciativas que ajudam a reduzir a pegada ambiental.

É considerado ecológico devido:

 Reaproveitamento das águas negras;


 Iluminação LED;
 Revestimentos e isolamentos reforçados;
 Eco-houses e tree-houses,
 Construções com materiais endógenos, como ardósia e madeira.

Figura 24. Pedras Salgadas Spa & Nature Park, Lisboa

Chão do Rio, Serra da Estrela

Considerada a primeira unidade de Turismo Rural em Portugal a


conseguir obter a certificação Biosphere Responsible Tourism e a primeira
unidade da Região centro, do país.

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O alojamento é em casas de oedra com telhados de colmo e
pequeno-almoço com especialidade regionais servidas em cestos. Aqui os
hóspedes são encorajados a explorar os trilhos das proximidades a pé ou
nas bicicletas e a usufruir da sua piscina biológica. Ainda assim, para as
crianças, podem de divertir com os carros-de-mão, apanhar os ovos do
galinheiro amovível ou mesmo brincar ao ar livre, mas com segurança.

Em prol preservação da biodiversidade é, também, bastante notável.


Encontra-se em exucação um plano de recuperação da sua floresta de 4
hectares que inclui a semeia das duas espécies de carvalhos endógenos da
propriedade, a introdução de espécies arbustivas locais para enriquecer o
bosque e o controlo das acácias através de técnicas de descasque.
Foi, também, instalada uma charca com cerca de 5 mil litros de
capacidade onde, na próxima primavera, serão plantadas espécies
aquáticas locais, com as quais se pretende manter a qualidade da água que
dará suporte as aves, coelhos, javalis, libelinhas, rãs, tritões e outros
anfíbios. Foram também dispersas, numa zona de floresta, grandes raízes
em madeira que pretendem dar abrigoa coelhos e lebres, convidando-os a
tornar-se residentes.

A equipa desta unidade procede à limpeza dos seus espaços


florestais, bem como dos bosques de terrenos vizinhos, contribuindo assim
para a redução do risco de incêndio.

É considerado ecológico devido:

 Piscina biológica;
 Atividades relacionadas com a natureza;
 Casas de pedra e telhados e colmo;
 Aquecimento efetuado através de de recuperadores de calor a lenha;
 Limpeza dos espaços florestais;
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 Piqueniques à sombra dos carvalhos.

Figueirinha Ecoturismo, Odemira

Investe em energias limpas e na permacultura. É um verdadeiro


oásis, em área de 1,975 héctares abrigada entre São Luís e Relíquias e a 27
quilómetros das mais belas selvagens praias da Costa Vicentina.
Neste lugar a ligação à natureza é plena, mas também o aconchego

Figura 25. Chão do Rio, Serra da Estrela

das relações humanas se torna mais simples. Num alentejo mais rural o
conforto não foi esquecido nos quartos e nas tendas, apoiado de painéis
solares que garantem uma quase completa auto-suficiência energética e
numa piscina biológica em que a oxigenação da água é assegurada por 23
espécies diferentes de plantas aquáticas, no fundo, à superficie e nas
margens, criando um habitat perfeito para pequenas rãs, tritões e cágados.
Dois terços da piscina estão reservados às plantas e um terço aos
banhistas.

Servem aos hóspedes, produtos de origem biológica da própria horta,


frutos do pomar ou colhidos na zona, temperos, doces e licores caseiros,
azeite do próprio olival. O pão é amassado e cozido em forno de lenha nas
aldeias vizinhas, o queijo de ovelha e cabra, o mel adquirido a um apicultor
local, carne de porco preto e borrego e vaca da região e o peixe proveniente
das comunidades de pesca artesanal de Sines e de Vila Nova de Milfontes.
76
O hóspede tem acesso livre à horta biológica e ao pomar, colhendo
frutas e legumes, de acordo com as estações do ano, mergulhos em
nenúfares, libelinhas e rãs na piscina biológica, trilhas, piqueniques e
atividades nos alivais.

É considerado ecológico devido:

 Energia elétrica 100% Fotovoltaica, capatada por painéis solares;


 Iluminação com luzes LED;
 Aquecimentos dos quartos artavés de salamandras a lenha, fogão a
lenha, com radiadores e toalheiros a água;
 Aquecimento da água dos quartos duplos é obtido por meio de
painéis termo solares;
 As tendas dispõem de casas de banho de composto orgânico;
 Papel higiénico e guardanapos são 100% reciclados e de origem
nacional;
 Reciclagem em cada uma das casas, através da colocação dos
ecopontos.

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Figura 26. Figueirinha Ecoturismo, Odemira

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Conclusão

A prova de Aptidão Profissional é o projeto mais importante de todo o


curso, pois permite-nos demonstrar todos os conhecimentos, experiências e
aprendizagem adquiridas ao longo dos três anos.

O tema do meu projeto intitula-se nas "Unidades Hoteleiras


Sustentáveis" e teve como objetivos estudar as principais medidas
sustentáveis em vários hotéis de diversas regiões, determinar os principais
obstáculos à implementação para novas medidas ecológicas e saber quais
são algumas das Unidades Hoteleiras que optaram por adquirir ao meio
sustentável nestas áreas.

O turismo sustentável surge como alternativa ao turismo de massas,


pois tem a preocupação com a quantidade de pessoas que irão visitar as
regiões recetoras. Assim, a gestão do turismo e o planeamento devem estar
atentos às questões ambientais, culturais e sociais, buscando assim,
diminuir os impactos da atividade e fazer com que os moradores locais e
hotéis estejam inseridos economica e socialmente.
Através do planeamento de cada atividade o empreendedor deve
procurar soluções que contribuam para a sustentabilidade da sua atividade
e da sociedade, assim desta forma, gera benefícios não somente para os
seus clientes, mas também para o local no qual está inserido.
O turismo de natureza, turismo rural e ecoturismo são consideradas
modalidades de turismo que são mais sustentáveis pois desenvolvem-se em
harmonia. O turismo de forma sustentável deve ser desenvolvido por todos,
pois o não atendimento a essa nova realidade fará com que muitos
empreendimentos e destinos deixem de ser os mais procurados.

E por último, a elaboração deste tema envolveu um grande esforço,


dedicação e motivação da minha parte, apelando também às exigências e
diversas capacidades que este trabalho exigiu. No decorrer da PAP tive
algumas dificuldades para procurar mais informações sobre a
sustentabilidade, no entanto, ao longo de várias pesquisas consegui
encontrar o que precisava. Foi um grande desafio pôr este tema em prática,
79
mas, sobretudo, fez com que eu adquirisse mais conhecimento sobre a
sustentabilidade, aprendi novas maneiras de como ser mais sustentável e
que assim pode ajudar-me num futuro próximo.

80
Webgrafia

https://magazine.trivago.pt/hoteis-ecologicos-portugal/
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/hoteis/eco-resorts-em-
portugal-para-umas-ferias-mais-verdes
https://www.viajecomigo.com/2018/10/24/hoteis-ecologicos-
portugal/
http://business.turismodeportugal.pt/pt/crescer/sustentabilidade
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https://travelbi.turismodeportugal.pt/pt-
pt/Paginas/Sustentabilidade.aspx
https://www.sustentavelturismo.com/2011/04/o-que-e-turismo-
sustentavel.html
http://www.turismodeportugal.pt/pt/quem_somos/gestao/qualid
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https://omnibees.com/blog/2020/08/sustentabilidade-na-
hotelaria-saiba-o-que-e-vantagens-e-como-realizar-no-seu-hotel/
https://www.natgeo.pt/meio-ambiente/2018/10/portugal-esta-
no-caminho-da-sustentabilidade
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https://www.ipdt.pt/sustentabilidade-turismo/
https://doxaturismo.com/sistemas/sistema-turistico/os-impactos-
do-turismo-receptivo/
https://viagemeturismo.abril.com.br/blog/portugal-lisboa/top-4-
hoteis-sustentaveis-em-portugal/
http://www.imani.pt/en/
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https://www.areiasdoseixo.com
https://www.casavaledalama.pt
https://www.inspirahotels.com
https://www.figueirinhaecoturismo.pt
https://www.chaodorio.pt
https://www.pedrassalgadaspark.com/pt/
https://www.craveiral.pt

81
https://www.recicla.pt/pedras-salgadas-spa-nature-park-retribuir-
a-natureza-o-que-ela-oferece/
https://www.recicla.pt/craveiral-farmhouse-abrandar-no-
sudoeste-alentejano/
https://www.recicla.pt/neste-cocoon-o-descanso-e-palavra-de-
ordem/
https://www.recicla.pt/areias-de-seixo-sofisticacao-em-harmonia-
com-a-natureza/
https://www.recicla.pt/inspira-santa-marta-hotel/
https://unric.org/pt/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/
https://plan.org.br/conheca-os-17-objetivos-de-desenvolvimento-
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turistico.html
https://www.apren.pt/pt/energias-renovaveis/destaques
https://slideplayer.com.br/slide/14337017/

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