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Tensões em Vigas

Textos: Roy Graig Jr,


R. C. Hibbeler e J. M. Gere

Curso de Nivelamento p/ DINTER


Unicamp-UEMA
Prof. José Maria C. Dos Santos
UNICAMP-FEM-DMC
2013
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Sumário
• Introdução
• Análise Deformação-Deslocamento
• Tensões de Flexão em Vigas Lineares Elásticas

UNICAMP - Departamento de Mecânica Computacional


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Introdução
• Continuamos nosso estudo de viga para tentar relacionar os
esforços internos, V(x) e M(x), com as tensões normais, σ , e de
cisalhamento, τ , em uma seção x.
• O carregamento aplicado a uma viga leva à sua deflexão como
mostrado na Fig. 6.1.

• Relacionando a curvatura da curva de deflexão com M(x)


podemos determinarσx.
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Introdução
• Neste processo incluem-se os 3 tipos de equações fundamentais:
– Equilíbrio
– Comportamento do material
– Geometria de deformação
• Terminologia da Deformação em Vigas.
Como mostrado na Fig. 6.2, considere inicialmente vigas retas com
carregamentos e apoios simétricos em relação ao plano de
simetria longitudinal (LPS).

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Introdução

• O LPS é o plano de flexaõ da viga


(plano xy).
• O eixo x é longitudinal e positivo
para a direita.
• Considere a viga da Fig. 6.3 como
um feixe de fibras longitudinais
paralelas ao eixo x. Aplicando-se o
momento nas extremidades, existe
uma redução do comprimento das
fibras superiores e o aumento das
fibras inferiores, gerando uma
curvatura para cima. Mas, algumas
fibras mantém seu comprimento
original, as quais formam a
superfície neutra (NS).
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Intodução
Flexão Pura. Vamos analisar a deformação de um segmento uniforme de
viga submetido à flexão pura. Isto significa propriedades constantes ao
longo do comprimento. Para M(x) ser constante ⇒ V(x) = 0.
Um tipo de carregamento que gera um segmento tal está mostrado na Fig.
6.4.

• Se momentos iguais Mo são aplicados


nas extremidades de uma viga
descarregada como na Fig. 6.5e , o
momento é constante ao longo da viga
e esta é dita estar em flexão pura.
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Intodução

• Considere uma viga


uniforme não deformada
(Fig. 6.5b) com as linhas
ABD e EFG sobre as
bordas das seções
transversais (Fig. 6.5a) .
• As linhas A*B*D* e
E*F*G* nas Fig 6.5c a e
são as bordas das mesmas
seções tranversais após a
deformação da viga .
• Das Fig. 6.5c a e
observam-se as seguintes
características da viga
uniforma sob flexão
pura:

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Intodução
1. Como M(x) = Mo = cte ⇒ deformação sob flexão pura é uniforme ao
longo do comprimento sob flexão pura; assim, o que acontecer na
seção transversal ABD acontecerá na seção EFG.
2. A curvatura da curva de deflexão em F* é a mesma curvatura em B*
(Fig. 6.5c a e). Portanto, a curva de deflexão forma um arco circular
com centro e curvatura em C*.
3. Flexão pura tem simetria da face da frente da viga com a face de traz.
Considere que as linhas ABD e EFG deforma na face frontal em forma
de S como A*B*D* e E*F*G* na Fig. 6.5c, e deforma na face de trás
também em forma de S mas como A**B**D** e E**F**G** na Fig.
6.5d. Contudo, a curva E**F**G** deveria ser igual A*B*D*. A única
maneira de obter um resultado tal é todas as seções transversais, como
ABD e EFG, permanecerem planas e perpendiculares à curva de
deflexão, como na Fig. 6.5e.
4. Em resumo, quando uma viga está sob flexão pura, sua curva de
deflexão forma um arco circular e suas seções transversais
permanecem planas e perpendiculares á curva de deflexão.
Experimentos comprovam este comportamento. 8
Intodução
• A descrição anterior da deformação da viga aplica-se
rigorosamente apenas ao caso de flexão pura (uniforme),
dM/dx = V(x) = 0, como no segmento BC da viga na Fig. 6.4.
• Mas, mesmo no caso de flexão não-uniforme, como nos
segmentos AB e CD da viga na Fig. 6.4 , dM/dx = V(x) ≠ 0 ,
esta hipótese leva a expressões para εx e σx que são bastante
precisas, desde que a viga seja esbelta.

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Análise Deformação-Deslocamento
• Cotinuamos a análise da deformação de um segmento de viga uniforme
sujeito à flexão pura.

• Hipótese Cinemáticas da Teoria de Viga de Bernoulli-Euler


1. A viga possue plano de simetria longitudinal e está carregada e apoiada
simetricamente em relação a esse plano (plano de flexão).
2. Existe um plano longitudinal perpendicular ao de flexão que está livre
de deformação (εx = 0) quando a viga se deforma (superfície neutra,
NS). A interseção deste plano com a seção transversal define a linha
neutra. A interseção dos 2 planos define a curva de deflexão ou eixo
da viga.
3. Seções transversais planas e perpendiculares ao eixo da viga não
deformada permenecem planas e perpendiculares à curva de deflexão
da viga deformada.
4. As deformações no plano de uma seção transversal (εy e εz) podem ser
desprezados em relação a deformação longitudinal εx .
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Análise Deformação-Deslocamento
• Análise Deformação-Deslocamento; Deformação Logitudinal
Das hipóteses 1 a 4 teremos:
• As fibreas em qualquer plano paralelo as plano xy se comportam de
forma idêntica. Logo, a deformação em flexão independe da coordenada
z.
• Usando a Fig. 6.6 e as 4 hipóteses, teremos:

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Análise Deformação-Deslocamento
• A e P estão na seção transversal em x e B e Q em (x+∆x) da viga não
deformada;
• A linha PQ é paralela ao eixo x a uma distância +y da NS (plano xz). Logo,
linha PQ = linha AB = ∆x na viga não deformada;
• Da hipótese 3, A* e P* , e B* e Q* estão em um plano ⊥ a NS;
• Da hipótese 2 , o arco A*B* = linha AB = ∆x pois está sobre a NS;
• Da hipótese 4, a linha A*P* = linha AP = y e a linha B*Q* = BQ = y.

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Análise Deformação-Deslocamento
• Da definição geral de deformação axial (Eq. 2.35), podemos expressar a
deformção axial na fibra longitudinal PQ como:

• Considerando os arcos A*B* e P*Q* ,

• Combinando estas equações com a Eq. 6.1, teremos

• O inverso do raio de curvatura, κ = 1/ρ , é chamado de curvatura.


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Análise Deformação-Deslocamento
• Deformações Transversais.
Da Lei de Hooke generalizada (Eq. 2.38), existe o efeito de Poisson que
porduz deformações transversais,

• A Fig. 6.7 mostra a forma distorcida de um segmento de viga retangular sob


flexão pura. Considere a deformação transversal εz nessa viga:

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Análise Deformação-Deslocamento

• Considere a deformação transversal εz nessa viga:

• Da Eq. 6.4:

• Contudo da hipótese 4 a deformação no plano da seção transversal pode ser


desprezada na determinação da Equação Deformação-Deslocamento

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Análise Deformação-Deslocamento
• Resumo da Análise Deformação-Deslocamento.
1. A deformação longitudinal εx é independente de z (espessura da
viga), ou seja, εx = εx (x,y).
2. A deformação longitudinal εx é inversamente proporcional ao raio de
curvatura da seção transversal em x (Fig. 6.8). Quando ρ ↓ ⇒ κ ↑ ( a
curvatura aumenta) ⇒ εx ↑.

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Análise Deformação-Deslocamento
• Resumo da Análise Deformação-Deslocamento.
3. Os sinais de ρ (x) e y determinam o sinal de εx (Fig. 6.9).
• Para ρ (x) > 0 ⇒ Centro de Curvatura acima da NS ⇒ +y ⇒ −εx.
• Para ρ (x) < 0 ⇒ Centro de Curvatura abaixo da NS ⇒ − y ⇒ +εx.

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Análise Deformação-Deslocamento
• Resumo da Análise Deformação-Deslocamento.
4. A deformação longitudinal εx , é proporcional a distãncia y a partir da
NS (Fig. 6.10).

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Exemplo 6.1

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Exemplo 6.1 cont.

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Exemplo 6.1 cont.

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Tensões de Flexão em Vigas Lineares Elásticas
• A deformação na viga é axial, assim a componente de tensão será normal,
normalmente chamada de tensão de flexão.
• Considere um material linear, elástico e isotrópico em temperatura constante.
Assim, da Lei de Hooke generalizada (Eq. 2.38a), e desprezando as tensões
transversais, teremos:

• Substituindo a Eq. 6.3 na Eq. 6.6,

• Se E = cte ou E = E(x), a tensão normal sobre uma seção transversal é linear


em y , como dado por

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Tensões de Flexão em Vigas Lineares Elásticas
• Da Fig 6.11, as resultantes de tensão que estão relacionadas com a tensões
normal atuando na seção transversal são:

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Tensões de Flexão em Vigas Lineares Elásticas
• Neste caso vamos considerar F = 0 e analizaremos apenas a flexão. Assim,
substituindo a Eq. 6.8 em 6.9,

• As integrais da Eq. 6.10 são,

• Para satisfazer a condição de F = 0 ⇒ y_ = 0, ou seja, o eixo z da seção


transversal deve passar no centróide da área, logo o eixo x passa pelo
centróide de cada seção transversal da viga deformada. Combinando Eq.
6.10a e 6.11c , obteremos,

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Tensões de Flexão em Vigas Lineares Elásticas
• Relacionando a Eq. 6.12 com 6.8, teremos

• Esta é uma distribuição de tensçoes linear ilustrada na Fig. 6.14

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Exemplo 6.2

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Exemplo 6.2 cont.

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Exemplo 6.2 cont.

28
Exemplo 6.3

29
Exemplo 6.3

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Exemplo 6.3 cont

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Exemplo 6.4

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Exemplo 6.4 cont.

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Prob 6.3-32, Resolver para ser discutido na próxima aula! Usar
Método da Eq. Dif. De Equilíbrio na questão (a).

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