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Introdução

Aula 5 - Plano Tangente, Vetor Gradiente e Regra Cadeia

Prof. MS. Jadiel Carlos

UEMA
Universidade Estadual do Maranhão

28 de janeiro de 2021

Prof. MS. Jadiel Carlos Aula 5 - Plano Tangente, Vetor Gradiente e Regra Cadeia
Introdução

Plano Tangente e Vetor Gradiente

Na aula anterior vimos que, quando existir, o plano tangente ao gráfico de uma função
f (x, y) será dado pela equação
∂f ∂f
h(x, y) = f (x0 , y0 ) + (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ] .
∂x ∂y
No entanto, nem sempre o plano dado por essa equação existe e, mesmo se existir,
poderá não ser tangente ao gráfico de f .Podemos visualizar isso, analisando aos
gráficos da Figuras seguintes.

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Na Figura abaixo, temos o gráfico da função f (x, y) = x2 + y 2 . Esse gráfico da função


f (x, y) = x2 + y 2 . Esse gráfico representa uma superfı́cie ”suave”, que possui plano
tangente em todos os seus pontos. Já vimos que essa função é diferenciável em todos
os pontos de R2 .

Figura: .
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p
Na Figura seguinte, temos o gráfico da função f (x, y) = x2 + y 2 , que apresenta um
ponto anguloso na sua origem, não admitindo plano tangente neste ponto. Na aula
anterior, vimos que essa função não tem derivadas parciais em (0, 0), não sendo
diferenciável nesse ponto. Nesse exemplo, o plano dado pela expressão
∂f ∂f
h(x, y) = f (x0 , y0 ) + (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ] .
∂x ∂y
não existe.

Figura: .
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A Figura seguinte mostra o gráfico da função



3
 p 2y

se (x, y) 6= (0, 0);
f (x, y) = x2 + y 2

0 se (x, y) = (0, 0).

Nesse exemplo, no ponto (0, 0, 0), o plano da equação


∂f ∂f
h(x, y) = f (x0 , y0 ) + (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ] existe, mas não é
∂x ∂y
tangente ao gráfico de f . Na aula anterior, vimos que essa função admite derivadas
parciais, mas não é diferenciável na origem

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Figura: .

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Temos a seguinte definição:


Definição (Plano Tangente)
Seja f : R2 → R diferenciável no ponto (x0 , y0 ). Chamamos plano tangente ao gráfico
de f no ponto (x0 , y0 , f (x0 , y0 )) ao plano da pela equação

∂f ∂f
z − f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ] (1)
∂x ∂y

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Exemplos

Determinar, se existir, o plano tangente ao gráfico das funções dadas nos pontos
indicados.
(a) z = x2 + y 2 P1 (0, 0, 0); P2 (1, 1, 2)
p √
(b) z = x2 + y 2 P1 (0, 0, 0); P2 (1, 1, 3)

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Observamos que, usando o produto escalar de dois vetores, a equação do plano


tangente.
 
∂f ∂f
z − f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 ), (x0 , y0 ) · (x − x0 , y − y0 ).
∂x ∂y
 
∂ ∂
O vetor (x0 , y0 ), (x0 , y0 ) , formado pelas derivadas parciais 1º ordem de f ,
∂x ∂y
tem propriedades interessantes e aparece frequentemente num curso de Cálculo.
Temos a seguinte definição:

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Gradiente

Definição (Gradiente)
Seja z = f (x, y) uma função que admite derivadas parciais de 1º ordem no ponto
(x0 , y0 ). O gradiente de f no ponto (x0 , y0 ), denotado por

grad f (x0 , y0 ) ou Of (x0 , y0 ),

é um vetor cujas componentes são as derivadas parciais de 1º ordem de f nesse ponto.


Ou seja,
 
∂f ∂f
grad f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 ), (x0 , y0 ) .
∂x ∂y

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Geometricamente, interpretamos Of (x0 , y0 ) como vetor aplicado no ponto (x0 , y0 ) ,


isto é, trasladado paralelamente da origem para o ponto (x0 , y0 ).
Se estamos trabalhando com um ponto genérico (x, y), usualmente representamos o
vetor gradiente por
 
∂f ∂f
Of = , .
∂x ∂y
Analogamente, definimos o vetor gradiente de funções de mais de duas variáveis. Por
exemplo, para uma função de três variáveis w = f (x, y, z), temos
 
∂f ∂f ∂f
Ow = , , .
∂x ∂y ∂z

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Exemplos

Exemplo (1)
Determinar o vetor gradiente das funções:
1
(a) z = 5x2 y + y 2
x
(b) w = xyz 2 .

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Exemplo (2)
1
Determinar o vetor gradiente da função f (x, y) = x2 + y 2 no ponto (1, 3)
2

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Exemplo (3)
p
Determinar o vetor gradiente da função g(x, y) = 1 − x2 − y 2 em P0 (0, 0)

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Observando o gráfico da função dada na Figura seguinte, vemos que essa função
apresenta um valor máximo na origem.

Figura: .

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Proposição

Proposição
Seja f (x, y) uma função tal que, através do ponto P0 (x0 , y0 ), passa uma curva de
nı́vel Ck de f . Se grad f (x0 , y0 ) não nulo, então ele é perpendicular à curva Ck em
(x0 , y0 ), isto é, ele é perpendicular à reta tangente à curva Ck no ponto (x0 , y0 ).

A Figura seguinte ilustra geometricamente esse resultado.


É importante observar que o vetor gradiente está situado no plano xy, que é o domı́nio
de definição da função dada. Além disso, ele está aplicando no ponto (x0 , y0 ), ou seja,
le foi trasladado paralelamente da origem para esse ponto.

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Figura: .

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Exemplo (1)
Verificar a proposição anterior para a função f (x, y) = x2 − y, no ponto P0 (2, 4).

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Exemplo (2)

Encontrar a equação da reta perpendicular à curva x2 + y 2 = 4, no ponto P (1, 3).

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Diferencial

A diferencial de uma função de uma variável, y = f (x), é aproximadamente igual ao


acréscimo M y da variável dependente y. De forma análoga a diferencial de uma
função de duas variáveis z = f (x, y), é uma transformação linear que melhor aproxima
o acréscimo M z da variável dependente z.

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Definição
Seja z = f (x, y) uma função diferenciável no ponto (x0 , y0 ). A diferencial de f em
(x0 , y0 ) é definida pela função ou transformação linear

T : R2 → R

∂f ∂f
T (x − x0 , y − y0 ) = (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[y − y0 ] (2)
∂x ∂y
ou
∂f ∂f
T (h, k) = (x0 , y0 )h + (x0 , y0 )k
∂x ∂y
onde h = x − x0 e k = y − y0 .

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Observamos que :
Comparando a equação (2) com a equação do plano tangente à superfı́cie
∂f ∂f
z = f (x, y) ( equação z − f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ] ),
∂x ∂y
podemos ver que a transformação linear T nos dá uma aproximação do acréscimo
M z, sofrido por f quando passamos de (x0 , y0 )
para (x, y), ou seja,
∂f ∂f
M z = f (x, y) − f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ].
∂x ∂y

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∂f ∂f
É comum dizer que (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[x − x0 ]
∂x ∂y
é a diferencial de f em (x0 , y0 ) relativa aos acréscimos M x e M y, onde
M x = x − x 0 , e M y = y − y0
Numa notação clássica, definimos a diferencial das variáveis independentes x e y
como os acréscimos M x e M y, respectivamente, isto é, dx =M x e dy =M y.
Nesse contexto, a diferencial de f em (x, y) , relativa M x e M y, é

∂f ∂f
dz = (x0 , y0 )dx + (x0 , y0 )dy. (3)
∂x ∂y

A expressão (3) também denominada diferencial total de f (x, y).

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Toda transformação linear de Rn → R pode ser identificada por uma matriz 1 × n


em relação à base canônica de Rn . No caso da transformação linera definida
 
∂ ∂
(x0 , y0 ) (x0 , y0 )
∂x ∂y
.
Os elementos dessa matriz são as componentes do vetor gradiente, em alguns
contextos, ela aparece com a denominação de derivada da função f no ponto (x0 , y0 ) .

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Exemplos

Exemplo (1)

Calcular a diferencial de f (x, y) = x + xy no ponto (1, 1).

Exemplo (2)
Dada a função z = x2 + y 2 − xy
(a) Determinar uma boa aproximação para o acréscimos da variável dependente
quando (x, y) passa de (1, 1) para (1, 001; 1, 02) .
(b) Calcular M z quando as variáveis independentes sofrem a variação dada em
(a).

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Exemplo (3)
Dada a função z = xy − x2 , mostrar que o erro obtido quando usamos dz como M z,
tende para zero quando M x → 0 e M y → 0.

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Exemplo (4)
Calcular a diferencial das seguintes funções:
(a) z = sen2 xy
(b) z = ln(x + y 2 )

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Diferencial de uma Função de Três Variáveis

A definição anterior pode ser estendida para funções de três ou mais variáveis. Por
exemplo para o caso de três variáveis podemos

T : R3 → R

∂f ∂f ∂f
T (x − x0 , y − y0 , z − z0 ) = (x0 , y0 )[x − x0 ] + (x0 , y0 )[y − y0 ] + (x0 , y0 )[z − z0 ].
∂x ∂y ∂y

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Uma condição suficiente para diferenciabilidade

Proposição (Uma condição suficiente para diferenciabilidade)


Seja (x0 , y0 ) um ponto do domı́nio da função f (x, y). Se f (x, y) possui derivadas
parciais ∂f ∂f
∂x e ∂y num conjunto aberto A que contém (x0 , y0 ), então f é diferenciável
em (x0 , y0 ).

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Exemplos

Exemplo (1)
 
1
Calcular a diferencial da função f (x, y, z) = x2 yz + 2x − 2y no ponto 1, 2, .
2

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Exemplo (2)
Calcular a diferencial total de
(a) w = x2 + y 2 + exyz
(b) z = x1 x2 − x2 x3 + x3 x4

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Aplicações Diferenciais
As diferenciais são usadas para o cálculo de valores aproximados. Os exemplos que
seguem mostram algumas situações especı́ficas.
Exemplo (1)
Dadas as Figuras seguintes, calcular um valor aproximado para a variação da área
quando os lados são modificados de :
(a) 4 cm e 2 cm para 4, 01 cm e 2, 001 cm, respectivamente, no caso retângulo.
(b) 2 cm para 2, 01 cm, 1 cm para 0, 5 cm, no caso do triângulo retângulo.

Figura: .
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Exemplo (2)
Vamos considerar uma caixa, com tampa, de forma cilı́ndrica, com dimensões:
raio = 2 cm e altura = 5 cm. O custo do material usado em sua confecção é de
R$0, 81 por cm2 .
(a) Qual o valor aproximado do acréscimo no custo da caixa?
(b) Qual valor exato do acréscimo no custo da caixa ?

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Exemplo (3)
Suponha que necessitamos encontrar um valor para a expressão

(1, 001)3,02

e não dispomos de ferramentas de cálculo(calculadora ou computador ). Como


podemos proceder ?

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Regra da Cadeia

No estudo de funções de uma variável usamos a regra da cadeia para calcular a


derivada de uma função composta. vamos, agora, usar a regra da cadeia para o caso
de funções de várias variáveis.
Inicialmente, vamos trabalhar com dois casos especı́ficos de composição.

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Casos Especı́ficos de Função Composta

Caso 1 . Seja

f : R2 → R

z = z(x, y)

uma função de duas variáveis e sejam g1 e g2 funções de uma mesma variável :

g1 : R → R e g2 : R → R
t 7→ x(t) t 7→ y(t).

Podemos considerar uma função g de R em R2 que associa a cada valor de t o vetor


(x(t), y(t)).

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Isto é,

g : R → R2

t 7→ (x(t), y(t)).

Podemos, também, considerar a função composta

f ◦g :R→R
t 7→ z = z(t)

onde z(t) = (f ◦ g)(t) = f (x(t), y(t)).


A Figura seguinte nos dá uma visualização dessa composição.

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Figura: .

Por exemplo, para


z = 2xy + x2 + y 2
x = t2
y =t+1
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temos que

(f ◦ g)(t) = f (x(t), y(t))

ou

z(t) = 2t2 (t + 1) + (t2 )2 + (t + 1)2


= t4 + 2t3 + 3t2 + 2t + 1.

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Caso 2.Sejam f , g1 e g2 funções de duas variáveis :

f : R2 → R
(u, v) 7→ z = z(u, v)
g1 : R2 → R
(x, y) 7→ u = u(x, y)
g2 : R2 → R
(x, y) 7→ v = v(x, y).

Podemos considerar uma função g tal que

g : R2 → R2
(x, y) 7→ (u, v).

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Podemos, também, considerar a função composta

(f ◦ g) : R2 → R2
(x, y) 7→ z = z(x, y).
onde
z(x, y) = (f ◦ g)(x, y) = f (u(x, y), v(x, y)).

Essa composição pode ser visualizada na Figura seguinte

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Figura: .

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Por exemplo, para

z = 2uv + u2
u = x2 + y 2
v = 2xy

temos que

z(x, y) = z(u(x, y), v(u, y))


ou
z(x, y) = 2(x2 + y 2 )2xy + (x2 + y 2 )2 .

Vamos agora discutir como encontrar as derivadas de funções compostas caso 1

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Proposição (Regra Cadeia-Caso 1)

Proposição (Regra Cadeia-Caso 1)


Sejam A e B conjuntos abertos em R2 e R, respectivamente, e seja z = f (x, y) uma
função que tem derivadas parciais de 1º ordem contı́nuas em A, x = x(t) e y = y(t)
funções diferenciáveis em B tais que para todo t ∈ B temos (x(t), y(t)) ∈ A.
Seja a função composta

h(t) = f (x(t), y(t)), t ∈ B.

dh ∂f dx ∂f dy
= · + · (5)
dt ∂x dt ∂y dt

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Observamos que a expressão (5) pode ser reescrita como um produto escalar de dois
vetores, isto é,
dh
= Of (x, y) · g~0 (t).
dt
g~0 (t) = (x0 (t), y 0 (t)).

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Exemplos

Exemplo (1)
Verificar a fórmula (5) da regra da cadeia para

f (x, y) = xy + x2
x(t) = t + 1
y(t) = t + 4

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Exemplo (2)
dh
Dada f (x, y) = x2 y + ln xy 2 , x(t) = t2 , y(t) = t, encontrar a derivada com
dt
h(t) = f (x(t), y(t)).

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Proposição(Regra da Cadeia-Caso 2)
Sejam A e B conjuntos abertos em R2 e sejam z = f (u, yv) uma função que tem
derivadas parciais de 1º ordem contı́nuas em A, u = u(x, y) e v = v(x, y) funções
diferenciáveis em B tais que, para todo (x, y) ∈ B temos (xu(x, y), v(x, y)) ∈ A.
Seja a função composta

h(x, y) = f (u(x, y), v(x, y)), (x, y) ∈ B.

Então, a função composta h(x, y) é diferenciável para todo (x, y) ∈ B, valendo:

∂h ∂f ∂u ∂f ∂v
= · + · (6)
∂x ∂u ∂x ∂v ∂x

∂h ∂f ∂v ∂f ∂v
= · + · (7)
∂y ∂v ∂y ∂v ∂y

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Observamos que (6) e (7) podem ser reescritas numa forma matricial . Temos

Figura: .

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Exemplos

Exemplo (1)
Verificar as fórmulas (6) e (7) para

f (u, v) = u2 − v + 4
u(x, y) = x + y
v(x, y) = x2 y − 1.

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Exemplo (2)
Sejam

f (x, y) = x2 y − x2 + y 2
x = r cos θ
y = r sin θ.

Encontrar as derivadas parciais


∂f ∂f
e .
∂r ∂θ

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Generalização da Regra da Cadeia

A regra da cadeia pode ser generalizada.Os exemplos que seguem mostram a


sistemática usada.
Exemplo (1)
Sejam

w = x2 + y 2 + z 2
x = r cos θ sin γ
y = r sin θ sin γ
z = r cos γ.

calcular as derivadas parciais de 1º ordem da função w em relação a r, θ e γ.

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Exemplo (2)
Seja z = f (r2 + s2 − t, rst), onde f (x, y) é uma função diferenciável.Encontrar as
derivadas parciais
∂f ∂f ∂f
, e .
∂r ∂s ∂t

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DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

No estudo das funções de uma variável, vimos que uma função y = f (x) é definida
implicitamente pela equação

F (x, y) = 0 (8)

se, ao substituirmos y por f (x) em (8), essa equação se transforma numa identidade .
Analogamente, dizemos que uma função z = f (x, y) é definida implicitamente pela
equação

F (x, y, z) = 0 (9)

se, ao substituirmos z por f (x, y) em (9), essa equação se reduz a uma identidade.

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p
Por exemplo z = x2 + y 2 é definida implicitamente pela equação x2 + y 2 − z 2 = 0.
Uma outra situação em que podemos ter funções definidas implicitamente ocorre
quando temos duas equações simultâneas.
Por exemplo, o sistema
(
F (x, y, z) = 0
G(x, y, z) = 0.
pode definir implicitamente duas funções de uma variável y = y(x) e z = z(x)

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Já po sistema (
F (x, y, u, v) = 0
G(x, y, u, v) = 0.
pode, por exemplo, definir implicitamente duas funções x = x(u, v), y = y(u, v).
Nessas e em outas situações podemos ter, em alguns casos, a garantia de que uma
função está definida implicitamente, mas não conseguimos explicitá-la. É
convenientemente, então, obtermos um procedimento para encontrar as derivadas de
funções dadas na forma implı́cita .

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Derivada de um Função Implı́cita y = f (x) Definida pela Equação


F (x, y) = 0
Suponhamos que a função y = f (x) seja definida implicitamente pela equação

F (x, y) = 0 (10)

Admitindo que f e F são funções diferenciáveis e que no ponto (x, f (x)) temos
∂F dy
6= 0, podemos obter a derivada , a derivada (5) em relação a x, com o auxı́lio
∂y dx
da regra da cadeia. Temos
∂F dx ∂F dy
· + · =0
∂x dx ∂y dx
∂F ∂F dy
+ · =0
∂x ∂y dx
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ou
−∂F
dy
= ∂x (11)
dx ∂F
∂y

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Exemplos

Exemplo (1)
Sabendo que a função diferenciável y = f (x) é definida implicitamente pela equação
dy
x2 + y 2 = 1, determinar sua derivada .
dx

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Exemplo (2)
Seja f (x, y) uma função que possui derivadas parciais contı́nuas num conjunto aberto
U ⊂ R2 . Supondo que as derivadas parciais de f sejam diferentes de zero em
(x0 , y0 ) ∈ U .

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Derivadas Parciais de uma Função Implı́cita z = f (x, y) Definida pela


Equação F (x, y, z) = 0

Suponhamos que a função z = f (x, y) seja dada implicitamente pela equação

F (x, y, z) = 0 (12)

Admitindo f e F são funções diferenciáveis e que no ponto (x, y, f (x, y)) temos
∂F ∂z ∂z
6= 0, usando a regra da cadeia, podemos obter as derivadas parciais e .
∂z ∂x ∂y

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Derivando (12) em relação a x, vem


∂F ∂x ∂F ∂y ∂F ∂z
· + · + · =0
∂x ∂x ∂y ∂x ∂z ∂x
ou
∂F ∂F ∂F ∂z
·1+ ·0+ · =0
∂x ∂y ∂z ∂x
ou, ainda,

∂F
∂z −
= ∂x (13)
∂x ∂F
∂z

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Analogamente, derivando (12) em relação a y, obtemos

∂F

∂z ∂y
= (14)
∂y ∂F
∂z

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Exemplo

Sabendo que a diferencial z = f (x, y) é definida pela equação

x4 y + y 3 + z 3 + z = 5
∂z ∂z
determinar e .
∂x ∂y

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Teorema da Função Implı́cita

Situação 1. (F (x, y) = 0):Seja F (x, y) uma função com derivadas parciais contı́nuas
num conjunto aberto U ⊂ R2 . Seja (x0 , y0 ) tal que F (x0 , y0 ) = 0. Se
∂F
(x0 , y0 ) 6= 0, então existem intervalos abertos I e J com x0 ∈ I e y0 ∈ J, tais que,
∂y
para cada x ∈ I, existe um único y = f (x) ∈ J, que satisfaz F (x, f (x)) = 0. A função
f : I → J é diferenciável e, para qualquer x ∈ I, sua derivada pode ser obtida pela
expressão abaixo:

−∂F
dy
= ∂x (15)
dx ∂F
∂y

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Situação 2. (F (x, y, z) = 0):Seja F (x, y, z) uma função com derivadas parciais


contı́nuas num conjunto aberto U ⊂ R3 . Seja (x0 , y0 , z0 ) tal que F (x0 , y0 , z0 ) = 0. Se
∂F
(x0 , y0 , z0 ) 6= 0, então existe uma bola aberta B, com centro em (x0 , y0 ) e um
∂y
intervalo aberto J, z0 ∈ J, tais que, para cada (x, y) ∈ B, existe um único
z = g(x, y) ∈ J, que satisfaz F (x, y, g(x, y)) = 0. A função z = g(x, y), (x, y) ∈ B é
diferenciável e, para todo (x, y) ∈ B, suas derivadas parciais podem ser obtidas pelas
expressões abaixo:

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∂F
∂z −
= ∂x (16)
∂x ∂F
∂z
e
∂F

∂z ∂y
= (17)
∂y ∂F
∂z

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DERIVADAS PARCIAIS SUCESSIVAS

Se f é uma função de duas variáveis, então, em geral, suas derivadas parciais de 1º


ordem são, também, funções de duas variáveis. Se as derivadas dessas funções existem,
elas são chamadas derivadas parciais de 2º ordem de f
Para uma função z = f (x, y) temos quatros derivadas parciais de 2 º ordem. A partir
∂f
da derivada de f em relação a x, , obtemos as seguintes derivadas parciais de 2º
∂x
ordem:
∂2f
 
∂f ∂f
=
∂x ∂x ∂x2

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∂2f
 
∂f ∂f
= .
∂y ∂x ∂y∂x
∂f
A partir da derivada , obtemos:
∂y
∂2f
 
∂f ∂f
= .
∂x ∂y ∂y∂x

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∂2f
 
∂f ∂f
=
∂y ∂y ∂y 2

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Exemplos

Exemplo (1)
Dada a função f (x, y) = x3 y + x2 y 4 , determinar suas derivadas parciais de 2º ordem.

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Exemplo (2)
∂2f ∂2f
Dada a função f (x, y) = sin(2x + y), determinar e .
∂y∂x ∂x∂y

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