Você está na página 1de 6

Austrália na COP26

A Austrália disse na segunda-feira (8) que venderá carvão por


"décadas no futuro", depois de rejeitar um pacto destinado a
eliminar, gradualmente, esse combustível fóssil poluente para
combater a mudança climática.

Em Glasgow, Reino Unido, mais de 40 países se comprometeram


a eliminar o uso de carvão nas próximas décadas. O
compromisso foi firmado durante a cúpula do clima COP26, que
busca reduzir o aquecimento global para entre +1,5°C e +2°C.

A Austrália não assinou o compromisso para eliminar o uso de


carvão nas próximas décadas, assim como a China e os Estados
Unidos
Por AFP

A UNESCO e o governo da Austrália trocaram acusações nesta 3ª


feira (22/6), depois do organismo da ONU defender a inclusão da
Grande Barreira de Corais à lista de locais do Patrimônio Natural
Mundial em situação de “perigo” por causa da mudança do
clima. Para as autoridades do país, a proposta teria “motivação
política”, insinuando que a UNESCO estaria servindo como “testa
de ferro” diplomática aos interesses da China, hoje adversária
regional do país da Oceania. A China preside o comitê da
UNESCO responsável pela recomendação.
Tanto o governo chinês como a UNESCO rejeitaram as
insinuações da Austrália. Fanny Douvere, chefe do centro do
patrimônio mundial da UNESCO em Paris, defendeu a
recomendação e refutou que ela tenha sido causada por
questões políticas. Ela também negou que a entidade tivesse
sinalizado aos australianos na semana passada que a Grande
Barreira de Corais ficaria de fora da lista de locais ameaçados. Já
o ministério de relações exteriores da China acusou a Austrália
de fazer uma “difamação infundada” contra o país.

Alheios a isso, grupos ambientalistas rejeitaram os argumentos


da Austrália de que a Grande Barreira de Corais não esteja sob
ameaça por causa do aquecimento oceânico decorrente da
mudança do clima. Para eles, o interesse das autoridades do país
é evitar qualquer tipo de restrição ao turismo associada à
inclusão do local na relação de áreas ameaçadas. Sobre os
impactos da mudança do clima no maior ecossistema de recifes
de coral do mundo, os sinais são claros: apenas nos últimos cinco
anos, a Grande Barreira sofreu três episódios de branqueamento
em massa de corais (em 2016, 2017 e 2020), causados pelo
aumento da temperatura do mar.

A Barreira de Corais Australiana

A Grande Barreira de Coral da Austrália passa pelo mais grave


processo de branqueamento já registrado, anunciaram
cientistas, com 93% dos recifes, que integram a lista de
patrimônio mundial da humanidade da Unesco, afetados. Após
uma série de inspeções aéreas e submarinas, cientistas da
Universidade James Cook de Townsville, no estado de -
Queensland (nordeste), constataram que apenas 7% da Grande
Barreira conseguiu escapar do processo de branqueamento, que
pode ser fatal para o coral.

Os ecossistemas recifais são muito sensíveis a variações de


temperatura das águas oceânicas, e o aumento da temperatura
das águas superficiais, bem como sua acidez, podem provocar a
ocorrência do branqueamento.

O branqueamento é um processo relacionado à perda, pelos


corais, das algas fotossintetizantes – as zooxantelas, que estão
presentes no tecido dos corais e que participam de uma
cooperação vital que beneficia ambos os organismos, e/ou a
perda dos pigmentos por estas algas.

As zooxantelas, além de darem a cor ao coral, produzem


componentes orgânicos que lhes servem de alimento e, em
contrapartida, o coral provê abrigo para as algas e lhes fornece
elementos químicos necessários à sua sobrevivência.

Causado por mudanças climáticas, esse fenômeno na Austrália


coloca em risco todo o ecossistema marinho, já que algas que
alimentam outros animais podem morrer. A Grande Barreira de
Coral, localizada no nordeste da Austrália, está sofrendo pela
terceira vez em apenas cinco anos com o branqueamento de
corais.

Essa estrutura tem uma grande importância para o planeta


porque suporta uma grande biodiversidade e já foi eleita como
um dos Patrimônios Mundiais da Humanidade, isso em 1981. O
Canal de TV americano CNN já elegeu a Grande Barreira de
Corais como uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo.

Somente na Austrália alguns estudos têm apontado uma perda


de até 50% dos corais da Grande Barreira de Coral.

Medidas da Austrália

Na situação atual dos corais, a Austrália teve de ser movimentar,


com vários fatores o destruindo como o branqueamento pela
mudança climática, atividades agrícolas e industriais, portanto
recentemente a Austrália anuncio que irá investir cerca de
500.000.000 de dólares australianos, cerca de 1,3 bilhões de
dólares americanos em meios para restaurar a barreira de corais

No discurso do primeiro ministro australiano Malcolm Turnbull,


ele apontou que toda a verba do país para restauração da
barreira de corais e combater os predadores naturais dos corais

Projetos Ambientais da Austrália

Um dos projetos ambientais da Austrália, várias universidades


por lá tem um setor de meio ambiente, criados dês dos anos 70,
que tem foco em ensinar como oferecer proteção e
sustentabilidade ao meio ambiente, a “Griffith University” é
umas das quais mais se destaca, eles criaram um EcoCentro que
tem como principal objetivo, reunir pessoas de diversas idades
para entender, discutir e agir diante das questões ambientais .

A seguir, vou deixar o depoimento de um jovem brasileiro que


frequentou o campus dessa faculdade e observou de perto a
força que a Austrália tem de preservar o meio ambiente.

“Vi crianças de 3 anos a senhores de 90 frequentando o local.


Escolas da região levam semanalmente os alunos ao espaço para
aulas teóricas e práticas com a equipe do Toohey Forest
Environmental Education Centre (Centro de Educação Ambiental
Toohey Forest). Um dos programas interessantes que
acompanhei foi o River Rangers, em que as crianças se tornam
pequenos cientistas para cuidar da questão da água, na
Austrália, um recurso escasso. A aula prática é realizada no
pequeno rio que corre pela floresta na área do parque.

Como estudante, tive a chance de participar de debates com os


pesquisadores da universidade, entre eles o apresentado por
uma estudiosa de coalas, espécie símbolo da Austrália, mas que
sofre ameaças e cuja população é uma fração do que já foi.

A comunidade do entorno do Toohey Forest Park e de bairros


próximos também é convidada a participar das atividades.
Moradores, inclusive aposentados e profissionais comparecem
para opinar, discutir e propor ações concretas. Cursos são
oferecidos gratuitamente, como o que participei relacionado à
construção e certificação de edifícios sustentáveis. Para se
financiar, o EcoCentro também aluga o espaço para reuniões,
eventos e congressos, principalmente ligados a temas
ambientais. Por esse espaço privilegiado, dentro da floresta, já
passaram 150 mil participantes de eventos diversos.
Em 2011 trabalhei como consultor do Ecocentro, produzindo o
livro de comemoração dos seus 10 anos chamado “Our Journey
towards Sustainablity” (Nossa jornada para a sustentabilidade).
Passei meses fotografando o parque e as atividades no local para
reunir as imagens necessárias. O mais recente projeto do
Ecocentro é a implantação de painéis fotovoltaicos com
tecnologias e marcas diferentes, para medir a eficiência de cada
uma. Com isso, além do Ecocentro suprir suas necessidades de
energia, ainda envia o excedente para a rede elétrica.

O EcoCentro e seus projetos poderiam ser reproduzidos no Brasil,


pois as universidades são espaços de produção de conhecimento
e troca de ideias e reúnem professores e alunos com interesses
variados. O EcoCentro aproveita essa riqueza e é aberto ao
público de diferentes formações e faixas etárias. A mistura
contribui para a solução dos conflitos socioambientais e ajuda a
encontrar o caminho da sustentabilidade. ”

Você também pode gostar