Você está na página 1de 540

EESC USP

PROJETO REENGE

HÍDRÁULICA BÁSICA
4ª EDIÇÃO
RODRIGO DE MELO PORTO

'• • 1 .·.'
• J .
" "
HIDRAULICA BASICA
4ªEDIÇAO
-
REVISADA

RODRIGO DE MELO PORTO


Departamento de Hidráulica e Saneamento
Escola de Engenharia de São Carlos
Universidade de São Paulo

Publicação EESC-USP
São Carlos, SP
2006
Copyright© 2006, 2004, 2003, 2001, 2000, 1998 - EESC - São Carlos-SP.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, guardada pelo sistema "retrieval" ou transmitida de qualquer
modo ou por qualquer outro meio, seja este eletrônico, mecânico, de fotocópia, de gravação, ou outros, sem prévia au-
.torização, por escrito, da EESC.

1ª Edição - tiragem: 1.000 exemplares


2ª Edição - tiragem: 5.500 exemplares
3ª Edição - revisada - tiragem: 2.000 exemplares
4ª Edição - revisada e ampliada - tiragem: 2.000 exemplares

Re'visão, editoração eletrônica e fotolitos: RiMa Artes e Textos


Fone: (0xx16) 3372-3238
Fax: (0xx 16) 3372-3264
e-mail: paulo@rimaeditora.com.br

Ficha catalográfica preparada pela Seção de Tratamento


da Informação do Serviço de Biblioteca - EESC/USP

Porto, Rodrigo de Melo


P853h.2 Hidráulica básica/ Rodrigo de Melo Porto. --
4. ed. -- São Carlos : EESC-USP, 2006 .
(540] p. : il .
Inclui referências bibliográficas.
Projeto REENGE.
ISBN 85-7656-084-4

1. Hidráulica. 2. Condutos forçados.


3. Condutos livres . 4. Ensino. 5. Aprendizado .
I. Título.
Ao meu pai, Eng. Fernando de Figueiredo Porto, pelo
exemplo de caráter e por tudo aquilo que me proporcionou.

À Lú, pelo amor; dedicação e paciência.


Para Mau, Tati e Li, razão de tudo.
A

AGRADECIMENTOS

Este livro é fruto do apoio recebido da diretoria da Escola de Engenha-


ria de São Carlos, na pessoa de seu diretor, prof. Jurandyr Povinelli, e do
estímulo e incentivo dos colegas do Departamento de Hidráulica e Sanea-
mento. Deve-se ressaltar o trabalho paciente da bolsista Tatiana Gonçalves
Porto na revisão preliminar do texto, elaboração de tabelas e exercícios, o
apoio recebido do prof. Woodrow N. L. Roma como "consultor em in-
formática" e a colaboração do Eng. José Eduardo Mateus Évora na elabo-
ração da interface do programa REDEM.EXE.
De modo particular e especial reconhece-se o trabalho dedicado,
competente e contínuo do Sr. Valdecir Aparecido de Arruda na elaboração
dos desenhos e na arte final da versão preliminar.
Aos professores Walter H. Grafe Mustafá S. Altinakar, da École
Polythecnique Federale de Lausanne, agradece-se a autorização do uso,
tradução e adaptação do programa ExplicMl .exe e permissão da reprodu-
ção dos Exemplos SB e SD do livro Hydraulique Fluviale, do qual se ex-
traiu boa parte do Capítulo 14. ·
Aos professores Gilberto Queiroz da Silva e Antenor Rodrigues Bar-
bosa, da Universidade Federal de Ouro Preto, agradece-se a gentileza da
foto do Chafari z da Casa dos Contos, que compõe a capa.
Agradecimentos à prof. Luisa Fernanda Ribeiro Reis da EESC e ao
prof. Podalyro Amaral de Souza da EPUSP, pelas críticas e sugestões per-
tinentes.
E, finalmente, uma palavra de agradecimento aos alunos da discipli-
na SHS-401 Hidráulica, do curso de Engenharia Civil da EESC, que, nas
versões preliminares, se empenharam na maratona "em busca do erro per-
dido". Com certeza alguns ainda estão escondidos, e antecipadamente se
agradece a quem encontrá-los.

São Carlos, deze mbro de 1998.

Rodrigo de Melo Porto,


rodrigo@sc. usp. br
A

APRESENTAÇÃO

O REENGE (Reengenharia do Ensino de Engenharia) é uma linha de


atuação do Programa de Desenvolvimento das Engenharias que tem por obje-
tivo apoiar a reformulação dos programas de ensino de engenharia como par-
te do processo de capacitação tecnológica e de modernização da sociedade
brasileira, bem como da preparação para enfrentar os desafios futuros gerados
pelos progressos técnico e científico alcançados em nível internacional.
Visando à consecução de seu objetivo, o REENGE tem oferecido apoio
e incentivo para o desenvolvimento de importantes projetos, dentre os quais se
destaca a publicação de livros didáticos para os cursos de graduação e educa-
ção continuada.
A presente publicação Hidráulica Básica, patrocinada pelo REENGE, é
um texto destinado ao apoio à disciplina Hidráulica dos cursos de Engenharia
Civil, com caráter eminentemente didático e cobrindo os principais tópicos
necessários à formação técnica do aluno nessa área.
O autor, Rodrigo de Melo Porto, engenheiro civil formado pela Esco-
la de Engenharia de São Carlos e professor doutor do Departamento de Hidráu-
lica e Saneamento desta mesma escola, foi professor de Hidráulica na Unicamp
e na Universidade Federal de São Carlos, possui vários trabalhos publicados,
tanto de cunho técnico-científico quanto didático.
A obra incorpora o resultado de um trabalho sério, dedicado e compe-
tente realizado pelo professor Rodrigo, fruto de sua experiência na docência,
constituindo-se numa valiosa contribuição ao ape1feiçoamento e melhoria das
condições de oferecimento da disciplina Hidráulica nos cursos de Engenharia
Civil no país.

Prof Dr. Jurandyr Povinelli*

* Diretor da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, coordenador <lo projeto REENGE/EESC, foi pre-
sidente da Comissão de Pós-graduação da EESC-USP, chefe do Departamento de Hidráulica e Saneamen-
to da EESC-USP e secretário executivo da Comissão de Especialistas do Ensino de Engenharia do
Ministério de Educação e dos Desportos.
~

p IX

PREFÁCIO DA 2ª EDIÇÃO

Este livro é resultado do convênio firmado entre a CAPES e a Esco-


la de Engenharia de São Carlos, através do programa REENGE, para a
publicação de uma série de textos, de caráter didático, em Engenharia
Civil e Engenharia Elétrica.
A coleção de livros tem o objetivo fundamental de fornecer apoio
aos estudantes das duas especialidades, através de textos que abranjam os
principais assuntos enfocados nas diversas estruturas curriculares das es-
colas de engenharia do país, de modo claro e didático, refletindo a expe-
riência acadêmica dos autores, e com baixo custo.
No caso específico deste volume, procurou-se elaborar um texto
que concorresse para a melhoria da formação básica em Hidráulica do
estudante dos cursos de Engenharia Civil. Tal formação é absolutamente
necessária para que o Engenheiro Civil possa desempenhar seu papel no
âmbito do planejamento, projeto e gerenciamento dos mais diversos siste-
mas que tratam do uso e controle da água.
Procurou-se desenvolver os capítulos de modo a contemplar os prin-
cipais aspectos inerentes aos escoamentos em condutos forçados e livres,
dentro de uma seqüência e profundidade que se acredita condizente com
um curso de Hidráulica Geral em Engenharia Civil, e baseada na experiên-
cia de anos de ensino.
Pretendeu-se apresentar os tópícos mais fundamentais em cada as-
sunto, de forma cuidadosa e rigorosa, sem, todavia, abusar do tratamento
matemático e dando prioridade aós aspectos físicos e práticos da matéria.
A estrutura do texto é dividida em duas partes bem distintas: a pri-
meira, com seis capítulos, trata do escoamento permanente em condutos
forçados; a segunda, com oito capítulos, trata de escoamentos permanente
e variável com superfície livre. Seu conteúdo é suficiente para cobrir um
curso anual da disciplina, com carga horária de três horas por semana (au-
las práticas de laboratório a parte).
O aluno com formação básica em Mecânica dos Fluidos pode supri-
mir o primeiro capítulo sobre Conceitos Básicos. Também o último capítu-
lo, sobre Escoamento Variável em Canais, pode ser dispensado sém perda
do essencial, em virtude da limitação de tempo.
Devido à finalidade essencialmente didática da obra, incluiu-se em
todos os capítulos uma série de exercícios resolvidos, somando ao todo
82, que espelhassem as características mais típicas dos conceitos discuti-
dos em cada assunto, além de um conjunto de 265 problemas propostos,
acompanhados das respostas, através dos quais o estudante tem a oportu-
nidade de testar os conceitos e utilizar o ferramental disponível em cada
tópico.
Procurou-se, em algumas aplicações, fazer uso de metodologias
computacionais como ferramenta que permite ao aluno, de modo rápido,
analisar outros aspectos e alternativas de cada problema proposto. Para
isto, no endereço eletrônico www.eesc.sc.usp.br/shs, na área Ensino de
Graduação, estão disponíveis quatro programas computacionais nas lin-
guagens Basic e Fortran e várias planilhas de cálculos para- resolução dos
exemplos numéricos.
Nesta 211 edição foram feitas pequenas correções no texto e nas res-
postas de três problemas. Foram introduzidos quatro novos problemas de
aplicação nos capítulos 3, 4, 8 e 12. Uma versão melhorada da planilha
MOODY.XLS é apresentada no diretório Bombas do endereço eletrônico
www.eesc.sc.usp.br/shs.
Quer-se mais uma vez agradecer a todos que auxiliaram com críti-
cas, sugestões e apontando as falhas que passaram na 1ª edição, e também
ao público em geral, que fez a edição anterior deste livro esgotar-se em
pouco mais de um ano.

São Carlos, março de 2000


p XI

PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO

Este livro é resultado do convênio firmado entre a CAPES e a Esco-


la de Engenharia de São Carlos, através do programa REENGE, para a
publicação de uma série de textos, de caráter didático, em Engenharia
Civil e Engenharia Elétrica.
A coleção de livros tem o objetivo fundamental de fornecer apoio
aos estudantes das duas especialidades, àtravés de textos que abranjam os
principais assuntos enfocados nas diversas estruturas curriculares das es-
. colas de engenharia do país, de modo claro e didático, refletindo a expe-
riência acadêmica dos autores, e com baixo custo.
No caso específico deste volume, procurou-se elaborar um texto
que concorresse para a melhoria da formação básica em Hidráulica do
estudante dos cursos de Engenharia Civil. Tal formação é absolutamente
necessária para que o Engenheiro Civil possa desempenhar seu papel no
âmbito do planejamento, projeto e gerenciamento dos mais diversos siste-
mas que tratam do uso e controle da água.
Procurou-se desenvolver os capítulos de modo a contemplar os prin-
cipais aspectos inerentes aos escoamentos em condutos forçados e livres,
dentro de uma seqüência e profundidade que se acredita condizente com
um curso de Hidráulica Geral em Engenharia Civil, e baseada na experiên-
cia de anos de ensino.
Pretendeu-se apresentar os tópicos mais fundamentais em cada as-
sunto, de forma cuidadosa e rigorosa, sem, todavia, abusar do tratamento
matemático e dando prioridade aos aspectos físicos e práticos da matéria.
A estrutura do texto é dividida em duas partes bem distintas: a pri-
meira, com seis capítulos, trata do escoamento permanente em condutos
forçados; a segunda, com oito capítulos, trata de escoamentos permanente
e variável com superfície livre. Seu conteúdo é suficiente para cobrir um
curso anual da disciplina, com carga horária de três horas por semana (au-
las práticas de laboratório a parte).
O aluno com formação básica em Mecânica dos Fluidos pode supri-
mir o primeiro capítulo sobre Conceitos Básicos. Também o último capítu-
lo, sobre Escoamento Variável em Canais, pode ser dispensado sem perda
do essencial, em virtude da limitação de tempo.
B
Hid,á"Uca Básica

Devido à finalidade essencialmente didática da obra, incluiu-se em


todos os capítulos uma série de exercícios resolvidos, somando ao todo
82, que espelhassem as características mais típicas dos conceitos discuti-
dos em cada assunto, além de um conjunto de 261 problemas propostos,
acompanhados das respostas, através dos quais o estudante tem a oportu-
nidade de testar os conceitos e utilizar o ferramental disponível em cada
tópico.
Procurou-se, em algumas aplicações, fazer uso de metodologias
computacionais como ferramenta que permite ao aluno, de modo rápido,
analisar outros aspectos e alternativas de cada problema proposto. Para
isto, no endereço eletrônico www.eesc.sc.usp.br/shs, na área Ensino de
Graduação, estão disponíveis quatro programas computacionais nas lin-
guagens Basic e Fortran e várias planilhas de cálculos para resolução dos
exemplos numéricos.

São Carlos, dezembro de 1998


s XIII

SUMÁRIO

PARTE 1- ESCOAMENTO PERMANENTE EM CONDUTOS


FORÇADOS ....................................................................... ....... 1

CAPÍTULO 1 - CONCEITOS BÁSICOS ........................................................ 3

1.1 Tipos e regimes dos escoamentos ............................................. 3


1.2 Equação da energia ............................ ....................................... 4
1.2.1 Equação do movimento sobre uma linha de corrente .................. 8
... 1.2.2 Linha de energia e linha piezométrica ........................................ 9
1.2.3 Equação da energia em tubos de fluxo .................................... 11
1.3 Análise dimensional aplicada ao escoamento forçado .............. 13
1.4 Velocidade de atrito ................................................................. 15
1.5 Potência hidráulica de bombas e turbinas .............................. .. 17
1.6 Problemas ........................................................................ ....... 23

CAPÍTULO 2 - ESCOAMENTO UNIFORME EM TUBULAÇÕES ................. 27


2.1 Tensão tangencial .................................................................... 27
2.1.1 Escoamento laminar ................................................................ 28
2.1.2 Escoamento turbulento .. .......................................................... 30
2.2 Comprimento de mistura de Prandtl - Distribuições
de velocidade .......................................................................... 32
2.2.1 Lei de distribuição universal de velocidade ............................. 34
2.3 Experiência de Nikuradse ....................................................... 36
2.4 Leis de resistência no escoamento turbulento .................... .... 37
2.4.1 Tubos lisos ............................................................................... 38
2.4.2 Tubos rugosos ..................................................................... .... 39
2.5 Escoamento turbulento uniforme em tubos comerciais ........... 44
2.6 Fórmulas empíricas para o escoamento turbulento ................. 52
~ 2.6.1 Fórmula de Hazen-Williams ..................................................... 53
2.6.2 Comparação entre a fórmula de Hazen-Williams
e a fórmula universal ................................................................ 55
2.6.3 Fórmula de Fair-Whipple-Hsiao ............................................... . 56
2.7 Condutos de seção não circular ....................................... ........ 58
2.8 Problemas ............................................................................... 61
CAPÍTULO 3 - PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS ................................. 69
3.1 Introdução ....................... ......................................................... 69
3.2 Expressão geral das perdas localizadas .................................. 70
3.3 Valores do coeficiente K para algumas singularidades .... ......... 71
3.3.1 Alargamentos e estreitamentos ................................................ 71
3.3.2 Cotovelos e curvas ............................................. ...................... 75
3.3.3 Registro de gaveta ................................................................... 76
3.3.4 Válvula de borboleta ................................................................. 76
3.3.5 Valores diversos do coeficiente de perda de carga ................... 77
3.4 Análise de tubulações ........ ................................................. ..... 77
3.5 Influência relativa das perdas de carga localizadas ................... 78
3.6 Método dos comprimentos equivalentes ................................... 84
3.7 Problemas ............................................................................... 88

CAPÍTULO 4 - SISTEMAS HIDRÁULICOS DE TUBULAÇÕES .................. 93


r 4.1 Introdução ..................................................................... ........... 93
• 4.2 Relação entre perda de carga unitária e declividade
da linha piezométrica ................................................... ........... 93
e 4.3 Influências relativas entre o traçado da tubulação e

as linhas de carga ........... ........................................................ 94


o 4.4 Distribuição de vazão em marcha ........................................... 97
4.5 Condutos equivalentes ..................................................... ...... 101
4.5.1 Conduto equivalente a outro .................................... ........... ... 102
4.5.2 Conduto equivalente a um sistema ........................................ 102
4.6 Sistemas ramificados ............................................................ 106
4.6.1 Tomada d'água entre dois reservatórios .............................. .. 106
4.6.2 Problema dos três reservatórios ........................ .................... 107
4.7 Sifões ............................................... ..................................... 110
4.8 Escoamento quase-permanente ............................................ 114
4.9 Problemas ................. ... :...................................................... .. 117

CAPÍTULO 5 - SISTEMAS ELEVATÓRIOS - CAVITAÇÃO ..................... 123


5.1 Introdução .............................................................................. 123
5.2 Altura total de elevação e altura manométrica .. ...................... 124
5.3 Potência do conjunto elevatório ........................................... .. . 125
5.4 Dimensionamento econômico da tubulação
de recalque .. ......................................................................... 125
5.4.1 Custo de uma canalização ..................................................... 125
5.4.2 Tubulação de recalque ............................................. .............. 127
5.4.3 Fórmula de Bresse ................................................ ,................ 129
5.5 Bombas: tipos, características - Rotação específica ............. 132
5.5.1 Rotação específica ................................................................. 133
5.6 Relações de semelhança ....................................................... 135
5.7 Curvas características ............................................................ 136
5. 7 .1Curva característica de uma bomba ...................................... . 136
5.7.2 Curva característica de uma instalação .................................. 139
5.7.2.1 Sistemas de tubulações em série e paralelo .......................... 141
5.7.3 Associação de bombas em série e paralelo ........................... 145
5.8 Escolha do conjunto motor-bomba ......................................... 148
5.8.1 Instalação, utilização e manutenção ...................................... 149
5.9 Cavitação ............................................................................... 153
5.9.1 O fenômeno ........................................................................... 153
5.9.2 N.P.S.H. (Net Positive Suction Head) disponível ..................... 155
5.9.3 N.P.S.H. requerido .................... ............................................. 156
5.9.4 Determinação da máxima altura estática de sucção .............. 157
5.9.5 Determinação da pressão atmosférica e da
pressão de vapor .................................................................. 157
5.9.6 Coeficiente de cavitação de Thoma ..................................... 158
5.9.7 Aplicabilidade dos dois critérios ............................................ 159
5.1 O Problemas ............................................................................. 161'

Ç,APÍTULO 6 - REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA .. ............................ 169

6.1 Introdução .............................................................................. 169


6.2 Tipos de redes ....................................................................... 169
6.3 Vazão de adução e distribuição .............................................. 171
6.4 Análise hidráulica de redes de abastecimento ........................ 172
6.5 Métodos de cálculo para o dimensionamento de redes .......... 173
6.5.1 Redes ramificadas ................................................................. 173
6.5.2 Redes malhadas - Método de Hardy Cross ........................... 178
6.6 Aplicação do método de Hardy Cross - O
programa REDEM.EXE ......................................................... 181
6.7 Problemas ............................................................................. 184

APÊNDICE .............................................................................................. 189


Tabela A1 ............................................................................... 191
Tabela A2 ............................................................................... 203

BIBLIOGRAFIA- PARTE 1........................................................................ 217


B
Hid,á"Uca Básica

PARTE li - ESCOAMENTO PERMANENTE E NÃO PERMANENTE


EM CONDUTOS LIVRES ........................................................ 219

CAPÍTULO 7 - ESCOAMENTOS EM SUPERFÍCIE LIVRE ....................... . 221


7.1 Introdução .............................................................................. 221
7.2 Elementos geométricos dos canais ....................................... 222
7.3 Tipos de escoamentos ........................................................... 223
7.4 Distribuição de velocidade ...................................................... 226
7.5 Distribuição de pressão ............................... ........................... 230
7.5.1 Escoamento paralelo ............................................................. 232
7.5.2 Influência da declividade de fundo ........................................... 232
7.6 Problemas ..................................................................... ........ 233

CAPÍTULO 8 - CANAIS - ESCOAMENTO PERMANENTE


E UNIFORME .................................................................. 237
8.1 Introdução ....................................................................... ....... 237
8.2 Equações de resistência ........................................................ 238
8.2.1 Fórmula de Manning .............................................................. 243
8.3 Os coeficientes C e n ............................................. ................ 244
8.4 Cálculo de canais em regime uniforme ................................... 248
8.4.1 Determinação da altura d'água ........................... ................. ... 254
8.5 Seções de mínimo perímetro molhado ou
de máxima vazão ................................................................... 254
8.5.1 Trapézio de mínimo perímetro molhado .................................. 255
8.5.2 Retângulo de mínimo perímetro molhado ................................ 256
8.6 Elementos hidráulicos da seção circular ................................ 256
8.7 Canais fechados .................................................................... 258
8.7.1 Seções circulares ........ .......................................................... 259
8.7.2 Seções especiais .................................................................. 260
8.8 O programa CANAIS3.EXE .................................................... 262
8.9 Problemas ............................................................................. 263

CAPÍTULO 9 - OBSERVAÇÕES SOBRE O PROJETO


E CONSTRUÇÃO DE CANAIS ........................................ 275
9.1 Introdução .............................................................................. 275
9.2 Observações gerais .. ............................................................. 275
9.3 Problemas ............................................................................. 283

CAPÍTULO 10 - ENERGIA OU CARGA ESPECÍFICA .............. ................ 287


10.1 Introdução .............................................................................. 287
10.2 Curvas y x E para q = cte e y x q para E= cte ...................... 288
Somãrio B
10.3 Escoamento crítico ................................................................ 290
10.4 Determinação das alturas alternadas
em canais retangulares ......................................................... 294
10.5 Velocidade crítica e celeridade ............................................. 296
10.6 Seção de controle ................................................................. 300
10.7 Aplicações da energia específica em transições .................. 301
10.7.1 Redução na largura do canal ................................................ 302
1O. 7 .1.1 Calhas medidoras de vazão .................................................. 303
10.7.2 Elevação no nível de fundo ................................................... 307
10.7.2.1 Vertedor retangular de parede espessa ................................ 308
10.8 Ocorrência da profundidade crítica ...................................... 311
10.9 Canais de forma qualquer ..................................................... 314
10.1 o Problemas típicos .................................................................. 316
10.11 Problemas ....................................... ...................................... 327

CAPÍTULO 11 - RESSALTO HIDRÁULICO ............................................... 335


11.1 Generalidades ........................................................................ 335
11.2 Descrição do ressalto ....................... ..................................... 335
11.3 Força específica ..................................................................... 336
11.4 Canais retangulares ............................................................... 339
11.5 Canais não retangulares ........................................................ 341
11.6 Perda de carga no ressalto .................................................... 344
11.7 Problemas ............................................................................. 347

CAPÍTULO 12- ORIFÍCIOS -TUBOS CURTOS-VERTEDORES .......... 351


12.1 Introdução ......................................... ..................................... 351
12.2 Orifícios ................................................................................. 351
12.2.1 Classificação dos orifícios ...................................................... 351
12.3 Descarga livre em orifícios de parede fina ............................... 352
12.3.1 Vazão descarregada .............................................................. 353
12.4 Perda de carga em orifícios .................................................... 356
12.5 Determinação experimental dos coeficientes de um orifício .... 357
12.6 Teoria dos grandes orifícios ............................... ..................... 358
12.7 Orifícios afogados .................................................................. 360
12.8 Contração incompleta do jato ................................................. 361
12.9 Escoamento sob carga variável .............................................. 362
12.1 O Influência da espessura da parede ......................................... 365
12.10.1 Bocal cilíndrico externo ............................................. ............. 365
12.10.2 Bocal cilíndrico interno ou bocal de Borda .............................. 368
12.11 Tubos curtos com descarga livre ............................................ 370
12.12 Comportas de fundo planas .................................................... 374
12.12.1 Escoamento afogado ............................................................. 377
12.13 Vertedores ............................................................................. 381
12.13.1 Nomenclatura e classificação ................................................ 382
12.13.2 Vertedor retangular de parede fina sem contrações ................ 383
12.13.3 Valores do coeficiente de vazão Cd ............................................................ 386
12.13.4 Influência da contração lateral ................................................ 388
12.14 Vertedor triangular de parede fina ........................................... 388
12.15 Vertedor trapezoidal de parede fina ........................................ 390
12.16 Vertedor retangular lateral ...................................................... 391
12.16.1 Características do escoamento .............................................. 391
12.16.2 Equacionamento .................................................................... 392
12.16.3 Determinação do coeficiente de descarga .............................. 394
12.17 Vertedor de soleira espessa horizontal ................................... 396
12.18 Descarregadores de barragens ............................................... 397
12.18.1 Geometria da soleira normal .................................................. 399
12.18.2 Variação do coeficiente de vazão com a carga ....................... 399
12.19 Aplicações ............................................................................. 401
12.19.1 Eclusa para navegação .......................................................... 401
12.19.2 Esvaziamento de um reservatório
de abastecimento predial ....................................................... 403
12.19.3 Derivação de água em projetos de abastecimento .................. 404
12.19.4 Bacia de detenção em sistemas de controle
de cheias urbanas ................................................................. 406
12.19.5 Defesa contra inundações ...................................................... 407
12.19.6 Controle de canais por comporta plana vertical ...................... 408
12.20 Problemas ............................................................................. 409

CAPÍTULO 13 - ESCOAMENTO PERMANENTE GRADUALMENTE


VARIADO ....................................................................... 415
13.1 Generalidades ........................................................ ................ 415
13.2 Equação diferencial do escoamento permanente
gradualmente variado ............................................................. 416
13.3 Classificação dos perfis ......................................... ................ 417
13.4 Perda de carga localizada ...................................................... 422
13.5 Singularidades ....................................................................... 423
13.6 Determinação do perfil d'água em canais prismáticos ............ 435
13.6.1 Step method .......................................................................... 435
13.7 Computação do perfil d'água .................................................. 437
13.7.1 Localização do ressalto hidráulico ......................................... 442
13.8 Formas da superfície da água ................................................ 444
13.9 Problemas ............................................................................. 446
CAPÍTULO 14 - ESCOAMENTO VARIÁVEL EM CANAIS ......................... 455
14.1 Introdução .............................................................................. 455
14.2 Definições .............................................................................. 455
14.3 Ondas de translação- Escoamento rapidamente variado ...... 457
14.3.1 Notação ................................................................................. 457
14.3.2 Altura e velocidade de uma onda ....................................... ..... 458
14.3.3 Onda de translação negativa .................................................. 463
14.4 Equações hidrodinâmicas ............................................ .......... 469
14.4.1 Equação da continuidade ....................................................... 469
14.4.2 Equação dinâmica ................................................................. 471
14.5 Simplificações das Equações de Saint-Venant ...................... 474
14.5.1 Onda cinemática .................................................................... 475
14.6 Propagação de cheias em rios ............................................... 481
14.6.1 Método Muskingum ............................................................... 482
14.6.1.1 Determinação das constantes K e x ...................................... 485
14.7 Métodos numéricos para a resolução das equações
de Saint-Venant ...................................... ............................... 487
14.7.1 Método das características ................................................... 487
14.7.2 Métodos de diferenças finitas ............................................... 491
14.7 .3 Esquema explícito .................... ............................................. 494
14.7.4 Esquema implícito ................................................................. 495
14.8 O programa ExplicM1 .EXE .................................................... 497
14.9 Problemas ............................................................................. 509

BIBLIOGRAFIA - PARTE li ........................................................... 513

INDICE ANALÍTICO ....................................................................... 517


PARTE 1

ESCOAMENTO
PERMANENTE
EM CONDUTOS
FORÇADOS "IS QUAE POTATUM COLE GENS PLENO ORE SENATUM,
SECURI UT SITIS NAM FACITILLE SI TIS"

Chafariz da Casa dos Contos - 1760


Ouro Preto - Minas Gerais
1 3

CONCEITOS BÁSICOS

" Se tratti di acqua anteponi


l'esperienza alla teoria.''

[Leonardo da Vinci]
1.1 TIPOS E REGIMES DOS ESCOAMENTOS
De modo geral, os escoamentos de fluidos estão sujeitos a determina-
das condições gerais, princípios e leis da Dinâmica e à teoria da turbulência.
No caso dos líquidos, em particular da água, a metodologia de aborda-
gem consiste em agrupar os escoamentos em determinados tipos, cada um dos
quais com suas características comuns, e estudá-los por métodos próprios.
Na classificação hidráulica, os escoamentos recebem diversas conceitua-
ções em função de suas características, tais como: laminar, turbulento, unidi-
mensional, bidimensional , rotacional , irrotacional, permanente, variável,
Os programas computacionais para a-
uniforme, variado, livre, forçado, fluvial , torrencial etc. companhamento do texto, bem como a
resolução de alguns exemplÕs, estão
O escoamento é classificado como laminar quando as partículas mo- disponíveis em quatro diretórios:
vem-se ao longo de trajetórias bem definidas, em lâminas ou camadas, cada • Bombas;
uma delas preservando sua identidade no meio. Neste tipo de escoamento, é • RedeSi

preponderante a ação da viscosidade do fluido no sentido de amortecer a ten- • Canais;

dência de surgimento da tmhnlên.cia. Em geral, este escoamento ocorre em • Variável;


no seguinte endereço eletrônico:
b,aixas velocidades e ou em fluidos muito viscosos. www.eesc.sc.usp.br/shs
na ãrea Ensino de Graduação.
Como na Hidráulica o líquido predominante é a água, cuja viscosidade
é relativamente baixa, os escoamentos mais freqüentes são classificados como
turbulentos. Neste caso, as partículas do líquido movem-se em _trajetórias ir-
regulares, com movimento aleatório, produzindo uma transferência de quan-
tidade de movimento entre regiões da massa líquida. Esta é a situação mais
comum nos problemas práticos da Engenharia.
O escoamento unidimensional é aquele em que as suas propriedades,
como pressão, velocidade, massa específica etc., são funções exclusivas de
somente uma coordenada espacial e do tempo, isto é, são representadas em
termos de valores médios da seção. Quando se admite que as partículas escoem
em planos paralelos segundo trajetórias idênticas, não havendo variação do
escoamento na direção normal aos planos, o escoamento é dito bidimensional.
D
Hid,ã,Uca Básica Cap. 1

Se as partículas do líquido, numa certa região, possuírem rotação em re-


lação a um eixo qualquer, o escoamento será rotacional ou vorticoso; caso
contrário, será irrotacional.
No caso em que as propriedades e características hidráulicas, em cad1!_
ponto do espaço, forem invariantes no tempo, o escoamento é classificado de
permanente; caso contnfrio, é dito ser não permanente ou variável.
Escoamento uniforme é aquele no qual o vetor velocidade. em módulo,
direção e sentido, é idêntico em todos os pontos, em um instante qualquer, ou,
matematicamente, avias= O, em que o tempo é mantido constante e é um os
deslocamento em qualquer direção. No escoamento de um fluido real, é co-
mum fazer uma extensão deste conceito, mesmo que, pelo princípio da ade-
rência, o vetor velocidade seja nulo nos contornos sólidos em contato com o
fluido. De forma mais prática, o escoamen10 é considerado uniforme quando
todas as seções transversais do conduto forem iguais e a velocidade média em
todas as seções, em um determinado instante, for a mesma. Se o vetor velo-
cidade variar de ponto a J.2QillQ.,_11l!.!Jl instante qualquer, o escoamento é dito não
uniforme ou variado.
O escoamento é classificado em superfície livre, ou simplesmente livre,
se, qualquer que seja a seção transversal, o líquido estiver sempre em conta-
to com a atmosfera. Esta é a situação do escoamento em rios, córregos ou
canais. Como características deste tipo de escoamento, pode-se dizer que ele
se dá necessariamente pela ação da gravidade e que qualquer perturbação em
trechos localizados pode dar lugar a modificações na seção transversal da cor-
rente em outros trechos.
O escoamento em pressão ou forçado ocorre no interior das tubulações,
ocupando integralmente sua área geométrica, sem contato com o meio exter-
no. A pressão exercida pelo líquido sobre a parede da tubulação é diferente da
atmosférica e qualquer perturbação do regime, em uma seção, poderá dar lu-
gar a alterações de velocidade e pressão nos diversos pontos do escoamento,
mas sem modificações na seção transversal. Tal escoamento pode ocorrer pela
ação da gravidade ou através de bombeamento.
O escoamento turbulento livre costuma ser subdividido em regime flu-
vial, quando a velocidade média, em uma seção, é menor que um certo valor
crítico, e regime torrencial, quando a velocidade média, em uma seção, é
maior que um certo valor crítico.

1.2 EQUAÇÃO DA ENERGIA


Seja um volume elementar, representado por um paralelogramo de base
dA e altura ds, de um líquido sujeito à ação de forças de campo (gravidade)
e de contato (pressão e atrito), conforme Figura 1.1, em que se n são direções
- - - ~ 5
cap. 1 Conceitos Básicos D
ortogonais. Na ausência de efeitos
termodinâmicos e não havendo adição
ou extração de trabalho do exterior, pela
presença de uma bomba ou turbina, é +s
possível chegar à equação do movi-
Raio de curvatura
mento pela aplicação da equação funda- do ponto P
mental da Dinâmica à massa que no
instante t ocupa uma certa posição no
espaço.
A equação fundamental da Dinâ-
mica, aplicada a um elemento diferen-
cial da massa de líquido, na forma,
representa o equilíbrio dinâmico das for-
ças, tanto na direção tangencial ao es- (~+..!.... ih dn)dA*
coamento (direção s), quanto na direção 2 éln
(p+..!....hds)dA
normal (direção n). O elemento de mas- 2 i)s
sa dm = pdVol encerra o ponto P, no
qual as propriedades e características do
escoamento são definidas por: z, cota
topográfica ou geométrica relativa a um
plano horizontal de referência; p, massa '----- (p - ..!.... élp dn)dA •
2 éln
específica; p, pressão; V, velocidade na pgdVol

direção s; e -e, tensão de cisalhamento Figura 1.1 Forças sobre o volume elementar.
devida aos efeitos de viscosidade.

Resultante das forças na direção +s.


a) Força de pressão:

b) Força de superfície devido à resistência ao escoamento. Na hipótese


de a variação de velocidade nas proximidades do ponto P só ocor_rer
na direção n, isto é, não há efeito de binormalidade, a tensão trativa
ou de cisalhamento será responsável por um esforço que se opõe ao
movimento, na forma:
D
H;ara,uoa Bás;oa Cap. 1

em que dA * é a área da face do paralelogramo perpendicular à dire-


ção n.

c) Componente do peso na direção s:

az
-pgdVolcos0 = -pgdVol-
as

Para o sistema de coordenadas intrínseco, isto é, ao Ióngo da linha de


corrente (coordenada s), o campo de velocidade é dado por V= V(s, t) e o
campo de aceleração por:

- DV ds
a=-=--+ -
av av
Dt as dt at

com o primeiro termo, do segundo membro, caracterizando a aceleração sofrida


pelo líquido ao mudar de posição (aceleração de transporte) e o segundo, a
aceleração local.
Observando que ds·dA = dn·dA* = dVol e que dm = pdVol, a equação
fundamental da Dinâmica na direção +s toma-se L i\= p dVol ã , logo:

2
éh- p gaz]
ap+ - - dVol = pdVol [ªv ds av]
- = pdVol[ - a (-v ) +
av]
[ --
as an as
- -+
as dt at ds 2
-
at

portanto:

1 ap 1 a-i: az a v2 av
---+---g- =-(-)+- (1.1)
p as p an as as 2 at

No caso particular de um líquido ideal, em que não se manifestam os


efeitos da viscosidade e conseqüentes esforços cisalhantes, a Equação 1.1 tor-
na-se:

2
a P v av
- ( - + gz + - ) = - - (1 .2)
as p 2 at

Se, além da restrição acima, considera-se o movimento permanente, isto


é, avtat = Oe, portanto, a trajetória da partícula coincidente com a linha de cor-
rente, a Equação 1.2 pode ser escrita como:
Cap. 1 CoooMos Bã,;,os D
d y2
_E_+ gdz +d(-) =0 ( 1.3)
p 2

que é a equação de Euler 1 em uma dimensão. 1. Leonhard Euler, matemático suiço,


1707-1783.
A Equação 1.3 integrada entre dois pontos ao longo da trajetória fica:

2 d y2
f_E_p + g z + - 2
1
= cte. (l .4)

No caso em que as variações de pressão sofrida pelo fluido ao longo da


trajetória forem relativamente pequenas, que não afetem o valor da massa es-
pecífica, situação em que se considera o fluido incompressível, isto é, y = pg =
cte., tem-se:

V?
H= E. + z + - - = cte . ( 1.5)
y 2g

A equação acima exprime o teorema de Bernoulli,2 para líquidos perfei- 2. Daniel Bernoulli, matemático h9lan-
tos e regime permanente, na qual a carga total H, por unidade de peso do lí- dês, 1700-1782.

quido, é constante ao longo de cada trajetória.

Resultante das forças na direção +n


a) Força de pressão
1 ap • 1 ap • ·ap •
(p - --dn)dA - (p +--dn)dA = --dndA
2 an 2 an an

b) Componente do peso na direção +n

az
- p gdVol cos a=-p g dVol-
an
A equação fundamental da Dinâmica, na forma, I, i\1 == dm ã 11, na qual
ã" é a aceleração normal, dirigida para o centro de curvatura da linha de cor-
rente, fica:

dp • dZ v2
- - dndA - pgdVol- = - pdVol-
an an r
dp
-+pg-=p-
dZ v2 (1.6)
dll éJn r

Esta equação permite determinar a distribuição de pressão na direção


normal à linha de corrente, desde que se conheça a distribuição da velocida-
de na mesma. Se a curvatura das linhas de corrente for desprezível, o efeito da
aceleração normal pode ser negligenciado (r ➔ oo), a equação precedente, fica:

a
- ( p+pgz) =O (1.7)
an

portanto p + pg z = cte., ou seja, a distribuição de pressão é hidrostática na di-


reção normal. Tal propriedade é particularmente importante nos escoamentos
li vres.

1.2.1 EQUAÇÃO DO MOVIMENTO SOBRE UMA LINHA DE


CORRENTE
Os termos da Equação 1.1 re presentam forças por unidade de massa, que
divididos pela aceleração da gravidade tornam-se fo rças por unidade de peso.
Reescrevendo a equação de fo rma mais conveniente pelo agrupamento das par-
celas, esta toma a forma:

a p v2 a • 1 av
- - ( - + z + - ) +-(-) = - - ( 1.8)
as y 2g an y g at

Multiplicando os tennos da equação anterior por ds, os produtos expri-


mem os trabalhos mecânicos realizados pelas forças, por unidade peso, ao lon-
go da linha de corrente, isto é, as ene rgias equivalentes. Integrando entre dois
pontos ao longo da linha de corrente, vem:

2
a P v2
2
1 ava •
J -(-+z+-)ds - J - ( - )ds=-- J - d s
2
( 1.9)
1 as y . 2g I an y g I at

O termo

2 a
-f-( .: _ )ds
an y
1
e,,_, G-O""'ª" ª"''" lJ
representa a energia gasta para vencer as forças de atrito no deslocamento entre
os pontos I e 2, e está associada, portanto, a uma perda de energia ou perda
de carga no escoamento de um fluido real e representada por tlH 12 . Assim, a
integração da Equação 1.9 leva a:

v2 P v2 t 2 av
E!_+ z, + _, = _2 + Z2 + _2 + t.H,2 +-J-ds ( 1.1 O)
y 2g r 2g g, at

Como o termo cJV/ot representa a aceleração local, portanto independen-


te da direção s, a integral entre os pontos 1 e 2 da linha de corrente pode ser
efetuada, ficando:

V2 p V2 L dV
h+ z, + - ' = -2+z2 +-2 +LlR,2 +-- (1.11)
y 2g y 2g g dt

em que L é o comprimento do arco entre os dois pontos 1 e 2.


'\
"1L1 .2.2 LINHA DE ENERGIA E LINHA PIEZOMÉTRICA
Considere-se a Equação 1.11 no caso particular do escoamento penna-
nente, no qual o último termo é nulo.
Quais as hipóteses feitas na dedução
da Equação 1.4?

(1.lla)

Esta equação, pel o fato de cada parcela representar energia por unida-
de de peso e ter como unidade o metro, admite uma interpretação geométri-
ca de importância prática. Tais parcelas são denominadas como:
• p/y (m) - energia ou carga de pressão;
• z (m) - carga de posição (energia potencial de posição em relação a
um plano horizontal de referência);
• V2/2g (m) - energia ou carga cinética;
• LlH (m) - perda de carga ou perda de e nergia.
Conhecendo-se a trajetória de um filete de líquido, identificada pelas co-
tas geométricas em relação a um plano horizontal de referência, pode-se repre-
sentar os valores de p/y, obtendo-se o lugar geométrico dos pontos cujas cotas
são dadas por p/y + z e designado como linha de carga efetiva ou linha piezo-
métrica. Cada valor da soma p/y + zé chamado de cota piezométrica ou car-
l:JL....-:H~i~d:_::rá:::u::,::lic::::a:..:B::á:::s::.:ic::a:........::.C.::.a!:.p.:....1:......._ _ _ _ _ _ __ _ __ __ _ __ _ _ _ __ _ _ _ __ __ __ _ _ __

__ ·-··=-=:::::·- ·- ·- ·- ·- _ __ _ Linhadeenergia ga piezométrica. Se acima da linha piezométrica acrescentarem-se


2
V1 /2g

Pify
·- -- - - .

- ..-----------------
-------
- . .....
Ml12

' 2'· 7
2 /2g . ...._
....................
Linha
1-piezométrica
......
os valores da carga cinética V2/2g, obtém-se a linha de cargas
totais ou linha de energia, que designa a energia mecânica total por
unidade de peso de líquido, na forma H = p/y + z + V2/2g.
P;/y - - /Trajetória
No caso de fluidos reais em escoamento permanente, a carga
Z2 total diminui ao longo da trajetória, no sentido do movimento,
como conseqüência do trabalho realizado pelas forças resistentes,
como indicado na Figura 1.2.
Figura 1.2 Linha de energia e linha piezométrica em
Algumas observações sobre estes conceitos básicos são ne-
escoamento permanente.
cessárias:
a) Como, em geral, a escala de pressões adotada na prática é a escala
efetiva, isto é, em relação à pressão atmosférica, a linha piezométrica
pode coincidir com a trajetória, caso em que o escoamento é livre, ou
mesmo passar abaixo desta, indicando pressões efetivas negativas.
b) Todas as parcelas da Equação 1.11 devem ser representadas geome-
tricamente como perpendiculares ao plano hotizontal de referência,
independente da curvatura da trajetória. Na Figura 1.3, a colocação
de um tubo piezométrico no ponto P, em uma seção com pressão po-
sitiva, faz com que o líquido em seu interior atinja o ponto Sem con-
tato com a atmosfera, equilibrando a pressão em P. A cota do ponto
S, em relação ao plano de referência, é a cota piezométrica dada pela
soma p/y + z, como na Figura 1.3. O raciocínio pode ser estendido
acrescentando-se a carga cinética.
e) Em cada seção da tubulação, a carga de pressão disponível é a dife-
rença entre a cota piezométrica, p/y + z, e a cota geométrica ou topo-
gráfica z. Esta diferença pode ser positiva, negativa ou nula.
d) A linha de carga total, ou linha de energia, desce sempre no
sentido do escoamento, a menos que haja introdução de
energia externa, pela instalação de uma bomba.
A linha piezométrica não necessariamente segue esta pro-
priedade, como será visto adiante.
~ - - - ! ./ Trajetória e) Quando se utiliza o conceito de perda de carga entre dois
pontos da trajetória, trata-se de perda de energia total, ou
seja, H = p/y + z + V2/2g, como na Figura 1.2, e não de per-
da de carga piezométrica. Se, no entanto, no escoamento for-
Figura 1.3 Tubo piezométrico. çado em regime permanente a seção geométrica da
tubulação for constante e, conseqüentemente, a carga cinética
também, as linhas de energia e piezométrica serão paralelas,
portanto pode-se usar como referência a linha piezométrica.
Esta observação é importante nos escoamentos em superficies livres, em
que a linha de energia, geralmente, não é paralela à linha piezométrica, a não
ser no caso de escoamento rigorosamente permanente e uniforme. Nesta situ-
ação particular de escoamento permanente e unifonne em condutos livres, a
linha de energia é paralela à linha piezométrica, que é a própria linha d'água,
pois a pressão reinante é constante e igual à atmosférica, e é também parale-
la à linha de fundo do canal:

1.2.3 EQUAÇÃO DA ENERGIA EM TUBOS DE FLUXO Em um detennlnado escoamento sob


pressão, a cota piezométrica de uma
seção a jusante pode ser maior que a de
A Equação 1.11 foi desenvolvida ao longo de uma linha de corrente ide- uma seção a montante?
al. Em muitas aplicações da Engenharia não interessa o conhecimento das ca-
racterísticas do escoamento em determinados pontos ou mesmo em
determinada trajetória, mas sim seus valores médios cm seções retas de tubos
de fluxo. Para uma veia líquida os valores de pressão, massa específica ou
carga de posição, em uma certa seção, não sofrem variações apreciáveis.
Porém devido à presença de fronteiras sólidas, existe uma distribuição
de velocidades por trajetórias, que pode se distanciar do valor médio V na
seção.
Desta forma a cada trajetória corresponde uma linha de energia, e inte-
ressa, do ponto de vista prático, definir uma linha de energia correspondente
ao escoamento na totalidade da seção, através do uso do valor médio da velo-
cidade. Com relação ao perfil de velocidade, através de uma área A, apresen-
tado na Figura 1.4, pode-se dizer que: Figura 1.4 Distribuição de velocidade
em uma seção.
A taxa de transferência da energia cinética (potência cinética) da mas-
sa global, tendo velocidade média V, vale:

1 2 y 2 1 3
E 1 = -m V ➔ TEc 1 = yQ- = - p AV (i) (1.12)
e 2 2g 2
3. Gustave-Gaspard Coriolis,
Para um elemento de área dA, em que a velocidade é v, a taxa de trans- engenheiro francês, 1792-1843
ferência da energia cinética vale:

dE
e
2
1
= -dm
2
V
2
➔ dTEc2 = -21 p V
3
dA ➔ TE 02 =JA -21 p V
3
dA '')
(11 (1.13)

A relação entre (ii) e (i) é chamada "fator de correção da energia


cinética" ou coeficiente de Coriolis 3 e é dada por:
G Hid@,uca Bãsica Cap. 1

J, 3
v dA
➔ a= A ~l
V3 .A (1.14)

A taxa de transferência (fluxo) da quantidade_ de movimento da massa


global, tendo velocidade média V, vale:

-> -> ->


Q = m V ➔T Q = p V 2 A (iii) (1.15)

Para um elemento de área dA, ·em que a velocidade é v, a taxa de trans-


ferência da quantidade de movimento vale:

4. Joseph Boussinesq 1 matemático ( 1.16)


francês, 1842-1929

A relação entre (iv) e (iii) é chamada ''fator de correção da quantida-


de de movimento" ou coeficiente de Boussinesq4, e é dada por:

r p v 2 dA r v 2 dA .
A JA ➔ A= JA >1
1--' = p y2 A 1--' y2 A - (1.17)

Assim, a equação geral da energia para uma veia líquida, representada


pelas velocidades médias nas seções 1 e 2, torna-se:

( 1.18)

Para um escoamento laminar em um duto circular, em que o perfil de


velocidade é parabólico, o valor do coeficiente a é igual a 2,0 e do coeficiente
S igual a 4/3 (Problema.l.la). Para o escoamento turbulento em uma seção cir-
cular em que a distribuição de velocidade se aproxima do valor médio, os
coeficientes de Coriolis e Boussinesq são, respecti vamente, 1,06 e 1,02
(Problema.1.1 b ).
Para as seções circulares, seja o escoamento laminar ou turbulento, mos-
tt·a-se que a relação entre o coeficiente de Coriolis e de Boussinesq é dada por:

a= 3 CS - 1) + 1 (1.19)
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _c_a....:p_._1__c_o_n_ce_it_o_s _B_ás_i_
co_s-----it ]

O coeficie nte de Coriolis é particularmente mais importante nos es-


coamentos livres, nos quais a distribuição de velocidade em uma seção é me-
nos unifo rme que no escoamento forçado com seção c ircular.

1.3 ANÁLISE DIMENSIONAL APLICADA AO ESCOAMENTO FORÇADO


O teorema fundamental da Análise Dimensional, conhecido como teo-
Considere o escoament o
rema de Vaschy-Buckingham ou teorema dos Tis, é o instrumento básico de bidimensional mostrado abaixo.
grande utilidade na Hidráulica experimental, e é enunciado da seguinte forma:
"Todo fen ômeno físico representado por uma relação dimensional mente
homogênea de n grandezas físicas, na forma: F(G 1, G2, .. ,Gk, ... Gn) = O, pode
ser descrito por uma relação de n - r g rupos adimensionais independentes,
<P(TI 1, TI2, ... Iln-r) = O, em que r é o número de grandezas básicas ou funda- Mostre que os fatores de correção da
energia cinética e da quantidade de
me ntais necessárias para expressar dimensionalmente as variáveis G;." movimento valem, respectivamente,
a. = 2 e~= 4/3.
No caso particular da Hidráulica, o valor de ré, no máximo, 3, ou seja,
existem no máximo 3 grandezas básicas necessárias para descrever dimen-
sionalmente cada variável do fenômeno. Em geral, tais grandezas são: massa
(força), comprimento e tempo. Escolhendo como variáveis básicas (sistema
pró-básico) as grandezas Gk, Gi e Gm, cada grupo adimensional indepe ndente
é da forma:

Jl_
1
=A- G(J.k 1 G I(J.2 G(J.m3 G-
1 1

em que Ai é um número puro, Gi, uma grandeza do fenô me no diferente das


variáveis básicas e a i, expoentes a de terminar, pela imposição de homoge-
neidade dimensional na relação anterior, uma vez que TI; é um número puro.
Para melhor consistência física da metodologia, o sistema pró-básico deve ser
constituído por uma grandeza cinemática (velocidade ou vazão), uma grande-
za dinâm ica (massa específica) e uma grandeza geométrica característica
qualquer.
No fenômeno físico do escoamento de um líquido real, com velocida-
de média V, caracterizado pela sua viscosidade dinâmica µ e massa específi-
ca p, através de uma tubu lação circular de diâmetro D, comprimento L e
coeficiente de rugosidade da parede E, a queda de pressão 6p ao longo do
comprimento L pode ser tratada pelo teorema dos Tis, na fo rma:

6p = F (p, V, D , µ, L, E)

com n =7 e r = 3, existem 4 grnpos adimensionais independentes que descre-


vem o fenômeno na sua totalidade. Escolhendo para sistema pró-básico o tem o
p, V, D, a aplicação do princípio da homogeneidade dimensional leva aos se-
guintes adime nsionais:
[J Hid,áollca Bãs;ca Cap. 1

L1p
nl = - -
pV2
➔ Número de Euler

pVD
5. Osborne Reynolds, engenheiro irlan-
dês, 1842-1912.
TT 2 = - - ➔ Número de Reynolds 5
µ
ê
TT 3 = - ➔ Rugosidade relativa
D
n =~
4D

Portanto, existe uma função adimensional na forma:

A experiência mostra que a queda de pressão é diretamente proporcio-


nal à relação L/D, logo a expressão torna-se:

O fator de correção da energia


cinética tem a mesma unidade
da carga cinética?

A função entre parênteses pode ser levantada experimentalmente e re-


presentada pelo fator de atrito da tubulação f a ser discutido no próximo ca-
pítulo. Desta forma, a queda de pressão é dada por:

L1p = pf -L y2
D
e como L1p = y L1H e y = pg, vem:

L y2
L1H = f--
(1.20)
D 2g

em que o fator 2 foi introduzido para reproduzir a definição de carga cinética


6. Henri-Phillbert-Gaspard Darcy, enge- da equação da energia. A Equação 1.20, a ser analisada no próximo capítulo,
nheiro francês, 1803-1858, e Ludwig-
Julius Welsbach, engenheiro e pro- é a fórmula universal de perda de carga ou equação de Darcy-Weisbach, 6 de
fessor alemão, 1806-1871.
grande importância nos problemas de escoamentos. Deve-se observar que a
aplicação do teorema dos TTs não fornece a expressão analítica da função
Cap. 1 CooreUos Sãs"°' [J
adimensional <l>, o que poderá ser conseguido, em cada caso particular, por teo-
ria ou experimentação.

1.4 VELOCIDADE DE ATRITO


Considere-se o escoamento de um fluido real, incompres-
sível, em regime permanente, através de uma tubulação circular
de diâmetro constante e área A. As forças que atuam sobre fluido
são: forças de pressão, gravidade e cisalhamento devido ao atrito
com a parede da tubulação. O diagrama de forças, mostrado na
Figura 1.5, permite concluir que na condição de equilíbrio dinâ-
mico, na direção x, tem-se:
z, z,
(1.21)
Figura 1.5 Equilíbrio de forças no escoamento per-
em que 'to é a tensão média de cisalhamento (tensão trativa mé- manente.
dia ou tensão tangencial média) entre o fluido e o perímetro da
seção em contato com o fluido, P, o perímetro da seção e W , o
peso de fluido correspondente ao volume ocupado.
Como
z2 - z1
sen0 =
L
eW = yAL, a Equação 1.21 fica:

(1.22)

que desenvolvida torna-se:

( h+z ) - ch+z ) = ~i_L (1.23)


y I y 2 yA

Observando, na equação anterior, que a diferença entre os dois primei-


ros termos é a perda de carga L't.H entre as seções 1 e 2 (regime permanente e
uniforme) e definindo como raio hidráulico, Rh, a relação entre a área A da
seção ocupada pelo fluido e o perímetro P da seção, em contato com o fluido,
parâmetro que reflete as dimensões e aspecto da seção reta do escoamento, vem:

(1.24)
[] HldcáoHca Básica Cap. 1

Definindo como perda de carga unitária, J(mlm) = Afl/L, a relação entre


a perda de carga ~H entre as seções I e 2 e o comprimento do trecho L, a equa-
ção precedente fica :

(1.25)

Esta expressão é válida tanto para condutos forçados quanto para con-
dutos livres, no escoamento uniforme, e tem emprego em Transporte de Sedi-
mentos e projetos de seções estáveis em canais. Em tubos de seção circular,
a tensão tangencial distribui-se uniformemente no perímetro e coincide com
o valor médio dado pela Equação 1.25. Em tubos de seção não circular e em
canais, a tensão tangencial tem distribuição não uniforme e 'Co representa o seu
valor médio no perímetro molhado.
No caso particular do escoamento forçado em seção circular com diâ-
metro D, no qual a área ocupada pelo escoamento é a própria área da seção,
o raio hidráulico vale D/4. Deste modo, a Equação 1.24 leva a:

( 1.26)

que comparada com a fórmula universal de perda de carga, Equação 1.20, vem:

(1.27)

A Equação 1.27 pode ser escrita na forma:

(1.28)

Como o fator de atrito fé adimensional, o termo .J-c


0
/p tem dimensão
de velocidade sendo definido como velocidade de atrito ou velocidade de
.J-c
cisalhamento, u. = 0 /p, e encontra aplicações em áreas como turbulência,
distribuição de velocidades em condutos forçados, estabilidade hidráulica de
fundo de canais etc. Deve ser observado que a velocidade de atrito engloba
somente a tensão de cisalhamento e a massa específica do fluido , e é definida
sempre pela mesma equação, independente do regime do escoamento ser
laminar ou turbulento e da parede da tubulação ser lisa ou rugosa.
Cap. 1 Coocenos Bãskm G
1.5 POTÊNCIA HIDRÁULICA DE BOMBAS E TURBINAS
Conforme foi dito nas observações sobre a Equação 1.11 a, a linha de
energia sempre decai no sentido do escoamento, a menos que uma fonte ex-
terna de energia seja introduzida. Turbinas e bombas são máquinas hidráuli-
cas que têm a fun ção, respectivamente, de extrair ou fornecer energia ao
escoamento.
A aplicação do princípio da con servação da e nergia ao escoamento pe r-
manente do sistema mostrado na Figura 1.6, no qual a máquina instàlada en- q__
tre as seções e (entrada) e s (saída) p ode ser uma bomba ou uma turbina, resulta
em:

Hc ± e máq = Hs (1.29)
Figura 1.6 Máquina hidráulica em
uma tubulação.
em que Hc e Hs são e nerg ias por unidade de peso do fluido em escoamento
e emáq, a energia fornecida pela bomba (sinal +) ou consumida pela turbina
(sinal - ), dividida pe la unidade de peso do fluid o em escoamento.

Pela definição de p otê ncia total (fornecida ou consumida) como sendo


e nergia total por unidade de tempo, tem-se:

Emaq emáq · peso


Pot = - -
L'lt
= - --'---
L'lt
- = yQe maq, (1.30)

em que y Q é a vazão em peso através da máquina e Emaq, a energia total for-


necida ou consumida. Assim, a expressão geral da potênc ia hidráulica da m á-
quina é dada por:

(1.31)

As cargas ou e nergias nas seções de entrada e saída serão a soma das


três parcelas de energia de que o fluido dispõe, isto é, H = p/y + z + aV2/2g.
Como a transformação de energia no processo não se dá e m condições
ideais, sem perda de rendime nto, a potência absorvida por uma turbina é in-
ferior à potênc ia que e la recebe do escoamento, ao passo que a potência cedida
por uma bomba é superior à que o escoamento recebe.
Definindo como altura total de elevação da bomba a diferença de car-
gas do escoamento entre a saída e a entrada (H = Hs- Hc), como queda útil da
turbina a diferença de cargas entre a entrada e a saída (Hu = He - Hs) e como
ri o rendimento da transformação, nas condições do escoamento, têm-se:
tJ~H'...'.:i~d:_:::
rá~ u'.'..::lic~a....::B::::á:.::::si:.::::ca~..:C::::a:!:p.:..
. .:,_1_ _ __ __ _ __ __ _:....__ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

• para as bombas: Pot= yQ( H s- H e) = yQH (1.32)


TJ TJ

• para as turbinas: Pot=Tj yQ(He -Hs) = riyQHu (1.33)

No caso particular da água, cujo peso específico é y = 9,8· 103 N/m3 , as


expressões acima, para Q(m 3/s) e H (m), tornam-se:

9,8-QH
• para as bombas: Pot = - - - ( kW) (1.34)
TJ

• para as turbinas: Pot = 9,8 ·Tj QHu (kW) (1.35)

A unidade de potência normalmente utilizada, principalmente quando se


trata de bombas, é o cavalo-vapor, e a equivalência entre quilowatt e cavalo-
vapor é a seguinte:

1 kW = 1,36 CV
A aplicação da equação da energia aos problemas de escoamento em
geral deve ser feita sempre tendo em mente o traçado da linha de energia ou,
se for o caso, da linha piezométrica. Assim, é fundamental que se desenhe um
esquema do desenvolvimento destas linhas entre seções de interesse, principal-
mente quando no problema existe uma máquina hidráulica. Tal procedimento
permite que não se aplique a equação da energia de forma abstrata, mas de modo
consciente, pelo acompanhamento gráfico das alterações energéticas.
No caso da existência, no sistema hi-
dráulico, que liga dois reservatórios de gran-
Zm 1
des dimensões e abertos para a atmosfera,
? _·,:-,1-- - - -- - ~mm 1
1 de uma bomba ou turbina, tais esquemas
---, 1
1
gráficos são mostrados na Figura 1.7.
1 J
1 1
1
: Hu 1
1 1 As relações entre as cotas dos níveis
. J_• --- H '
1

1
1 d'água nos reservatórios de montante e
1
1
1 ;.--:
jusante (cotas piezométricas inicial e final),
1

Zm
1 a perda de carga total do sistema f..H e as
T ~'-'--.-++-+---+-.; alturas características da bomba e da turbi-
na, pelo traçado das linhas de energia, são:

Figura 1.7 Instalação de turbina (T) e bomba (B) em uma tubulação.


Cap. 1 Coooanoo BásicM [:]

• para a bomba: H = Zj - Zm + D-Hm + D-Hj = Zj - Zm + D.H (1.36)

na qual a diferença de cotas topográficas, Zi - Zm, entre os níveis d'água nos


reservatórios é chamada de altura geométrica de elevação.

• para a turbina : Hu = Zm - Zj - D-Hm - D-Hj = Zn - Zj - D-H ( 1.37)


em que a diferença de cotas topográficas, Zm - Zj, entre os níveis d'água nos
reservatórios é chamada de queda bruta. Em ambos os casos, D.Hm e D-Hj são
as perdas de carga, respectivamente, nas tubulações a montante e a jusante da
máquina.

EXEMPLO 1.1

Numa tubulação de 300 mm de diâmetro, água escoa em uma extensão


de 300 m, ligando um ponto A na cota topográfica de 90,0 m, no qual a pres-
são interna é de 275 kN/m2, a um ponto B na cota topográfica de 75,0 m, no
qual a pressão interna é de 345 kN/m2 . Calcule a perda de carga entre A e B, o
sentido do escoamento e a tensão de cisalhamento na parede do tubo. Se a va-
zão for igual a 0,14 m3/s, calcule o fator de atrito da tubulação e a velocidade
de atrito.
Tendo a tubulação diâmetro constante, e sendo o escoamento permanen-
te, a carga cinética em qualquer seção será a mesma. Deste modo, a linha de
energia será paralela à linha piezométrica e a perda de carga pode ser calcula-
da como a diferença entre as cotas piezométricas das seções A e B. O sentido
do escoamento deverá ser condizente com os níveis de energia existentes nas se-
ções A e B ou, no caso em questão, com as cotas piezométricas naquelas seções.
A cota piezométrica em A vale (pA/y + ZA) e em B, (po/y + ZB), em que
p/y é a carga de pressão disponível, em metros de coluna de água, em cada
seção. Com os dados do problema, vem:

275-10 3 345-103
C.PA =( , +90)=118,06m e C.P8 =( +75)=110,20m
9,8-10· 9,8-10·3

Portanto, a perda de carga entre A e B será D-H = 118,06 - 110,20 =


7,86 m.
O sentido do escoamento será de A para B, pois C.PA > C.Po.
Pela Equação 1.26:
Cap. 1

3
7,86-9,8-10 ·0,30 = 19,26 N/m2
4-300

Da definição de velocidade de atrito:

-fiº -✓19,26 -o
u. -
p
-
10·
J - , 139 m / s

Para uma vazão Q = O, 14 m 3/s, a velocidade média é V = 1,98 m/s.


Da equação universal de perda de carga, Equação 1.20, pode-se deter-
minar o fator de atrito f, como:

~H= f~~ ➔ f= 7,86 -0,30· 19,6 = 0039


D 2g 300-1,98 2 '

EXEMPLO 1.2

No estudo das bombas hidráulicas, consideram-se como principais gran-


dezas físicas que intervêm no fenômeno as seguintes:
a) massa específica do fluido: p;
b) rotação do rotor da bomba: m;
e) raio do rotor da bomba: R ;
d) diferença de pressões nas seções de entrada e saída: ~p;
e) vazão pela bomba: Q;
f) potência necessária: Pot.
Determine os grupos adimensionais independentes que descrevem o fe-
nômeno físico.
Pelo teorema dos Ils, como o número de grandezas físicas envolvidas no
fenômeno é n = 6, para r = 3, existirão n - r = 3 grnpos adimensionais indepen-
dentes que descreverão o fenômeno. Escolhendo como variáveis fundamentais
(sistema pró-básico) o terno p, w, R, os três adimensionais são da forma:
Cap. 1 Cooceiloo Bás;ros LJ
Cada uma das variáveis do fenômeno é expressa dimensionalmente, em
termos das grandezas básicas, M, L e T, como na matriz dimensional abaixo:
·:,,
. .
p (O R L'.p Q Pot
M 1 o o 1 o 1
L -3 o l -1 3 2
T o -1 o -2 -1 -3

Os expoentes CX; , ~; e y; podem ser determinados, impondo a homoge-


neidade dimensional nas expressões dos grupos adimensionais, o que gera os
três sistemas de equações:

[M]º = [Mrl+I
nl ➔ [L]º = [L]-3cxl+cx3-I ni = _ óp
ª2 =- 2 _:___
pciR 2
(coeficiente de pressão)

[M]º= [Mt
n2➔ [L]º = [L]-3P1+P3+3 (coeficiente de vazão)

~3=-3

[M]º = [M}11+1
n) ➔ [L]º = [L]-3yl+y3+2 Pot
nl = -pwJRs
-- (coeficiente de potência)

Observe que o coeficiente de potência nada mais é que o produto dos


outros dois adimensionais, indicando, portanto, que os coeficientes de vazão
e pressão são os adimensionais independentes e mais importantes para o fenô-
meno. Tais resultados serão usados no Capítulo 5, que trata da utilização de
bombas hidráulicas.
EXEMPLO 1.3

Considere um sistema de bombeamento como o da Figura 1.7, no qual


uma bomba, com rendimento de 75%, recalca uma vazão de 15 1/s de água, do
reservatório de montante, com nível d'água na cota 150,00 m, para o reserva-
tório de jusante, com nível d'água na cota 200,00 m. As perdas de carga totais
na tubulação de montante (sucção) e de jusante (recalque) são, respectivamen-
te, L1Hm = 0,56 me L1Hj = 17,92 m. Os diâmetros das tubulações de sucção e
recalque são, respectivamente, O, 1_5 me O, 1O m. O eixo da bomba está na cota
geométrica 151,50 m. Determine:
a) as cotas da linha de energia nas seções de entrada e saída da bomba;
b) as cargas de pressão disponíveis no centro destas seções;
e) a altura total de elevação e a potência fornecida pela bomba.
a) Tomando como escala de pressões a pressão atmosférica (pressões re-
lativas), as energias disponíveis no início e no fim da linha de ener-
gia do sistema serão os níveis d'água nos reservatórios. Pela equação
de Bernoulli aplicada à tubulação de sucção, calcula-se a cota da li-
nha de energia na entrada da bomba, como:
Zm = He + L1H111 ➔ He = 150,00 - 0,56 = 149,44 m

Pela mesma equação aplicada à tubulação de recalque, determina-se


a cota da linha de energia na saída da bomba, como:
Hs = Zj + L1Hj ➔ Hs = 200,00 + 17,92 = 217,92 m

b) Para uma vazão Q = 15 l/s, as velocidades médias nas tubulações de


sucção e de recalque valem, respectivamente, Vc = 0,85 m/s e Vs = 1,91
m/s. As cargas cinéticas são, respectivamente, Ve2 /2g = 0,037 m e
2
Vs /2g = 0,186 m. Com as energias disponíveis na entrada e na saí-
da da bomba, determinam-se as cargas de pressão disponíveis.

He = pe/Y + zc + V; /2g ➔ 149,44 = Pe/y+l51,50 +0,037 :. Pe/y = -2,097m

+ Vs /2g ➔ 217,92 = p,/y+l51,50 +0,186 .'. p,/y = 66,23 m


2
Hs =p 5 /y + Zs

e) H = H, - He = 217,92 - 149,44 = 68,48 m; e a potência fornecida


vale:

93
Pot = , QH = 9 ,3 ·0,0l5 ·68 ,48 = 13 42 kW (18 25 cv)
11 0,75 ' '
Cap. 1 CooceU"' Bás;ros G
1.6 PROBLEMAS
1.1 Determinar a relação e ntre a velocidade média V e a máxima Vmáx e os
coeficientes de correção a de Coriolis e~ de Boussinesq, em um conduto cir-
cular em que se produz:
a) escoame nto laminar cuja distribuição de velocidades segue a lei
parabólica: Figura 1.8 Problema 1. 1

b) escoamento turbulento em tubos lisos, cuja distribuição de velocida-


des segue a lei da potência 1/7 de Prandtl:

Em ambos os casos Vmáx é a velocidade no eixo do tubo; R o raio do


mesmo; y = R - r, a distância da parede ao ponto de velocidade v.
a)[ V/vmnx =l/2; a= 2 ; ~ = 4/3]
b)[ V/vmáx = 49/60 ; a= 1,06 ; ~ = 1,02]

✓ O diâmetro de uma tubulação que transporta água em regime permanen-


te, varia gradualmente de 150 mm, no ponto A, 6 m acima de um referencial,
para 75 mm, no ponto B, 3 m acima do referencial. A pressão no ponto A vale
103 kN/m2 e a velocidade média é 3,6 m/s. D esprezando as perdas de carga,
determine a pressão no ponto B.
[ po = 35,2 kN/m2 ]
- / Um determinado líquido escoa, em reg ime permanente, através de urna
tubulação horizontal de O, 15 rn de diâmetro e a te nsão de cisalhamento sobre
a parede é de 10 N/m 2 . Calcule a queda de pressão em 30 rn desta tubulação.

[ Lip = 8,0 kN/m2 ]

1.4 Um tubo de 150 mm de diâmetro e 6 m de comprimento é conectado a


um reservatório de grandes dimensões (nível d'água constante), inicialmente
cheio até uma altura h = 3 me aberto para a atmosfera. Na extremidade de jusante
existe urna válvula de abettura rápida, fechada. Desprezando todas as perdas de carga,
detennine a vmiação temporal da velocidade na saída cio tubo, V2(t), quando a vá!-
8 Hid,á,lica Básica Cap. 1

- - ·- - '7
0 NA vula for instantaneamente aberta e a água escoar para a atmosfera.
Faça um gráfico de (V2 x t) nos primeiros 5 segundos do escoamen-
: --------. - to. Despreze a velocidade da água no reservatório, exceto na região
h =J m
li
imediatamente a montante da entrada do tubo. Sugestão: aplique a
º, Equação 1.11 entre os pontos 1 e 2 em que a pressão é atmosféri-
1 w w ca, com t-.H,2 = O.
L = 6m
[V2(t) = 7,67 tgh (0,639 t), em que tgh significa tangente hiperbólica]
Figura 1.9 Problema 1.4.
1.5 A vazão Q de um líquido através de um pequeno orifício em
uma tubulação depende do diâmetro do orifício d, do diâmetro da
tubulação D , da diferença de pressão L'-.p entre os dois lados do
orifício, da massa específica p e da viscosidade absoluta µ do líquido. Mostre,
usando o teorema dos TTs, que a vazão pode ser expressa por:

1.6 Um vertedor triangular é uma abertura feita em uma placa de metal ou


madeira, colocada verticalmente na seção reta de um canal aberto. A água do
canal é forçada a escoar pela abertura do vertedor. A vazão medida pelo
vertedor é função da elevação (carga) H da corrente a montante do vertedor,
medida acima da soleira, da aceleração da gravidade g, do ângulo de abertu-
ra do triângulo ex e da velocidade de aproximação da água para o vertedor Yo;
esta última variável V0 , é algumas vezes desprezível. D etermine, usando o
teorema dos TTs, a equação da vazão Q em função das demais variáveis.

/1/! Determine a tensão tangencial média sobre o fundo de uma galeria de


(,águas pluviais de 1,0 m de diâmetro, escoando uma certa vazão em regime per-
manente e uniforme, a me ia seção, isto é, com altura d'água igual a 0,5 m, com
declividade de fundo igual a lo= 0,001 mim. Observe que, pela definição de
raio hidráulico, a linha d'água em contato com a atmosfera não faz parte dope-
rímetro molhado e que, se o escoamento é permanente e uniforme, a perda de
carga unitária J(m/m) é igual à declividade de fundo I 0 (m/m).
["º = 2,45 N/m 2
]
Cap. 1 Cooceims Bãs<OO [:]

1.8 Em um ensaio em laboratório, uma tubulação de aço galvanizado com


50 mm de diâmetro possui duas tomadas de pressão situadas a 15 m de distân-
cia uma da outra e tendo uma diferença de cotas geométricas de 1,0 m. Quando
a água escoa no sentido ascendente, tendo uma velocidade média de 2, 1 m/s,
um manômetro diferencial ligado às duas tornadas de pressão e contendo
mercúrio acusa uma diferença manométrica de O, 15 m. Calcule o fator de atrito
da tubulação e a velocidade de atrito. Dado: densidade do mercúrio dr= 13,6.
[f = 0,028; u. = 0,124 m/s]

1.✓ Em um canal aberto de seção reta triangular, com inclinação dos lados
l'.ii(uaI a 45°, escoa uma certa vazão em regime petmanente e uniforme. A altu-
ra d'água é igual a 1,0 me a declividade de fundo, 10 = 0,002 m/m. Determi-
ne a velocidade de atrito média na seção. Sugestão: relembre o conceito de raio
hidráulico.
[u. = 0,0833 m/s]

~ Quando água escoa em uma tubulação horizontal de 100 mm de diâ-


metro, a tensão de cisalhamento sobre a parede é de 16 N/m2 . Determine a per-
da de carga unitária na tubulação e a velocidade de atrito.
[J = 0,065 mim; u. = O, 126 m/s]

p{ Bombeiam-se O, 15 m3/s de água através de uma tubulação de 0,25 m


de diâmetro, de um reservatório aberto cujo nível d'água mantido constante
está na cota 567,00 m. A tubulação passa por um ponto alto na cota 587,00 m.
Calcule a potência necessária à bomba, com rendimento de 75%, para manter
no ponto alto da tubulação uma pressão disponível de 147 kN/m2 , sabendo que,
entre o reservatório e o ponto alto, a perda de carga é igual a 7,5 m.
[Pot = 84,23kW(114,5S cv)]

M2 Entre os dois reservatórios mantidos em níveis constantes, encontra-


se uma máquina hidráulica instalada em uma tubulação circular com área igual
a 0,01 m2 . Para uma vazão de 201/s entre os reservatórios, um manômetro co-
locado na seção B indica uma pressão de 68,8 kN/m2 e a perda de carga entre
as seções D e C é igual a 7,5 m. Detetmine o sentido do escoamento, a perda de
carga entre as seções A e B, as cotas piezométricas em B e C, o tipo de máqui-
na (bomba ou turbina) e a potência da máquina se o rendimento é de 80%.
t]1..-,.:H
~i~dr:..:::á~ul::::ic:::a.:B:.::á::::si::::ca=-...::C:.:a:r:p.:...
. .:. .1- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

100 m [A➔D; LlHAn = 2,796 m ; CPs = 7,0 rn;


CPc = 9,29 rn; Bomba;
Pot = 0,563 kW (0,766 cv)]

~ A vazão de água recalcada por urna bomba


Figura 1.1 O Problema 1.12. é de 4500 1/min. Seu conduto de sucção, horizontal,
tem diâmetro de 0,30 m e possui um manômetro
diferencial, como na Figura 1.11. Seu conduto de saída, horizontal,
tem diâmetro de 0,20 me sobre seu eixo, situado 1,22 m acima do
precedente, um manômetro indica uma pressão de 68,6 kPa. Supondo
o rendimento da bomba igual a 80%, qual a potência necessária para
realizar este trabalho. Dado: densidade do mercúrio dr= 13,6.
[Pot = 10,26 kW (13,95 cv)]

Hg

Figura 1.11 Problema 1.13. 1.14 A Figura 1.12 mostra o sistema de bombeamento
de água do reservatório R1 para o reservatório R2, através
de uma tubulação de diâmetro igual a 0,40 m, pela qual es-
coa uma vazão de 150 1/s com uma perda de carga unitá-
ria J = 0,0055 mim. As distâncias R1B1 e B1R2 medem,
respectivamente, 18,5 m e 1800 m. A bomba B I tem po-
tência igual a 50 cv e rendimento de 80%. Com os dados
OOm
da Figura 1.12, determine:
a) a que distância de B1 deverá ser instalada Bipara que a
carga de pressão na entrada de Biseja igual a 2 mH2O;
b) a potência da bomba B2, se o rendimento é de 80%, e a
carga de pressão logo após a bomba. Despreze, nos dois
itens, a carga cinética na tubulação.
F igura 1.12 Problema 1. 14.
a) [x = 527,3 m]
b) [Pot = 22,06 kW (30 cv); pi/y = 14,0 mH2O]
2 27

ESCOAMENTO UNIFORME EM TUBULAÇÕES

2.1 TENSÃO TANGENCIAL


Grandes turbilhões têm pequenos turbilhões
Que se alimentam de sua velocidade,
O fator de atrito entre o líquido e a parede da tubulação, definido no E pequenos turbilhões têm
capítulo anterior, reflete o processo irreversível de transformação de parte da turbilhões ainda menores,
E assim por diante, até a viscosidade.
energia do escoamento em calor. Este processo de conversão pode ocorrer [Lewis P. Richardson]
através de três caminhos:
1. Desenvolvimento de tensões cisalhantes entre camadas adjacentes de
líquido, em um escoamento caracterizado por valores pequenos cio
número de Reynolds e defi nido corno escoamento laminw:
2. Geração de um processo vorticoso turbulento, no qual parte da ener-
gia do escoamento é utilizada para c riação, desenvolvimento e colap-
so dos vórtices, e conseqüente dissipação por atrito viscoso entre
partículas adjacentes. Tal vorticiclade é resultado do contato entre
regiões do escoamento com líquido em movimento rápido e regiões
com líquido em movimento lento o u estagnado na camada limite
laminar, ou mesmo em zonas ele separação do escoamento. Tal escoa-
mento, em que a perda de carga ocorre dessa maneira, é classifica-
do corno e.1·coan1en10 turbulento .
3. Urna combinação entre os processos laminar e turbulento, anteriormente
definidos, ele dissipação de energia é chamada ele escow11e11to tmnsi-
cional. Este tipo ele escoamento é instável, 1imitado a urna faixa estreita ·
ele baixos números ele Reynolds, sem interesse prático, principalmente
em se tratando da água cuja viscosidade é baixa, o que leva a maioria
cios escoamentos nas tubulações comuns a serem turbulentos.
No processo ele dissipação de energia, a distribuição de velocidade em
cada seção ela tubulação é importante. Se, por hipótese, um escoamento se
desse com urna d istribuição ele velocidade rigorosamente uniforme, não have-
ria tensões tangenciais entre partículas adjacentes e, portanto, não haveria perda
de energia. Entretanto, pelo princípio da aderência, as partículas imediatamente
adjacentes às fronteiras sólidas estão imóveis, resultando em um diferencial de
velocidade entre elas e as vizinhas, que se propaga para toda massa fluida em
escoamento. Este diferencial de velocidade cria tensões tangenciais e dissipa
energ ia por atrito de escorregamento ou geração de turbulência.
Em um conduto retilíneo, em uma seção afastada de alguma singulari-
dade, no qual o escoamento é dito desenvolvido, isto é, em que o perfil de
velocidade é estável, há uma relação direta entre a variação da tensão tangencial
e tal perfil, seja no escoamento laminar ou turbulen to.
A análise desenvolvida no capítulo anterior, que resultou na Equa-
- -- - 'j:Ii\11
-===--------
ção 1 .26, pode ser aplicada de modo semel hante a um tubo de corrente

~ ri-f~~R,r f.---~ L
qualquer, de raio r concêntrico com o tubo cilíndrico, em um escoamento
permanente, como na Figura 2. 1.
Desta fonna, a Equação 1.26 pode ser escrita como :

Figura 2.1 Disttibuição de tensões cm um tubo


ci rcular.
• y ~Hd
4L
= ('Y
2L
~)r (2.1)

A equação precedente mostra que, independente do escoamento na tu-


bulação ser laminar ou turbulento, a tensão de cisalhamento varia linearmente
com a distância r da linha central ao ponto de interesse.
Desde que para r = R tem-se "C = "C0 , a seguinte relação pode ser deter-
minada:

"C = "C 0 ~
R
= "C O (1-1-)
R (2.2)

2.1.1 ESCOAMENTO LAMINAR


No caso do escoamento laminar, em que predominam os esforços visco-
sos, a tensão tangencial pode ser expressa pela lei de Newton da viscosidade,
válida para os líquidos nos quais há proporcionalidade entre tensão e o gradi-
ente de velocidade, que é o caso da água.

dv dv
"C=µ-=-µ-
dy dr (2.3)

em que v é a velocidade no ponto a uma distância y da parede da tubulação ou


r da linha de centro do tubo. Igualando as Equações 2.1 e 2.3 e fazendo a
integração entre um ponto qualquer do perfil, no qual a velocidade é v e a
distância é r, até a parede do tubo, em que r = R e v = O, obtém-se:
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações 29

Y.6H = -µ-
--r
dV o 'J~ y .6H y .6H
➔ Jdv=- --rdr ➔ v =--(R 2 -r 2 ) (2.4)
2L dr v r 2Lµ 4Lµ

A Equação 2.4 mostra que o perfil de velocidade em um tubo circular


em que o escoamento é laminar é um parabolóide de raio R. Na linha de cen-
tro com r = O, a velocidade é máxima, assim o perfil pode ser representado de
forma mais conveniente por:

2
- v- = [ 1- ( -r ) ] y .6H 2
em que v .- =--R (2.5)
vmáx
R mil 4µL

Como a velocidade mais representativa da seção é a velocidade média, a


relação entre a velocidade máxima Vmáx e a velocidade média V pode ser deter-
minada pela aplicação da equação da continuidade no regime petmanente:

R
f
Q= vdA = f v2nrdr = V1tR 2
(2.6)
A O

Utilizando a Equação 2.5 e desenvolvendo a integração, chega-se a:

(2.7)

Resultado importante que já fora antecipado no Problema 1.1.


Desta forma, no regime laminar tem-se a seguinte relação entre os
parâmetros da tubulação e do líquido e a perda de carga .6H:

vmáx = -Y-
.6H 2
R = 2V (2.8)
4µL

Da equação anterior, o valor da perda de carga pode ser comparado com


a fórmula universal de perda de carga, Equação 1.20, para determinar o valor
do fator de atrito f no regime laminar, como segue:

.6H=8µLV =32µLV (2.9)


yR 2 yD2
1. Gotthilf Ludwig Hagen, engenheiro
Equação que foi obtida experimentalmente em 1839 por Hagen 1 e, um
alemão, 1797-1884. ano mais tarde, teoricamente por Poiseuille,2 sendo conhec ida comofónnula de
Hagen-Poiseuille.
2. Jean-Louis Marie Poiseuille, fisiolo-
gista francês, 1799-1869. Assim, igualando a Equação 1.20 à Equação 2 .9, vem :

2
~H = f.!:_ V = 32µLV f _ 64µ . f _ 64 (2.10)
D 2g yD 2 - pVD .. - Rey

Resultado importante que mostra que, no escoamento laminar, o fator de


atrito só depende do número de Reynolds, independendo da ru gosidade da
tubulação, como será discutido adiante . E sta relação, que te m sido comprova-
d a expe rimenta lmente é válida para Rey ::; 2.300.

2.1.2 ESCOAMENTO TURBULENTO


O escoamento laminar, pela própria natureza física do processo de trans-
ferênc ia individual de moléculas e ntre lâminas adjacentes do escoamento,
permite um tratamento analítico da tensão de cisalhamento e, conseqüentemen-
te, do fator de atrito, com comprovação experimental. No escoamento turbu-
lento, são agrupamentos de moléculas animadas de velocidade de perturbação
que se transportam, de fo rma caótica, para camadas adjacentes do fluido, pro-
duzindo forças tangenciais de muito maior intensidade.
Pe lo princípi o da ade rê ncia, u ma partícula fluida e m contato com a
parede do tubo te m velocidade nula e existe uma camada delgada de fl u ido,
adjacente à parede, na qual a flutuação da velocidade não atinge os mesmos
valores que nas regi ões dista ntes da parede. A região onde isto acontece é
chamada de subcamada limite laminar e caracte riza-se por uma variação pra-
ticamente linear da velocidade na direção princ ipal do escoamento. A partir da
subc amada limite laminar, desenvolve-se uma pequena zona de transição e, a
seguir, nas regiões ma is distantes da parede, o núcleo turbulento, que ocupa
pratic amente toda a área central da seção.
A teoria da camada limite mostra que a espessura 8 da subcamada limite
pode ser calculada por:

(2.11)

em que u. é a velocidade de atrito e v a viscosidade cinemática do fluido.


Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações 31

No caso em que as rugosidades da parede da tubulação E estão totalmente


cobertas pela subcamada limite laminar, tem-se:

u' E ( 5 Escoamento turbulento hidraulicamente liso


V

Para a situação em que as asperezas da parede afloram a subcamada


limite laminar, alcançando o núcleo turbulento e gerando fontes de turbulência,
tem-se:

u • E ) 70 Escoamento turbulento hidraulicamente rugoso


V

Na condição intermediária, em que apenas as asperezas maiores


transpassam a subcamada limite laminar, alcançando o núcleo turbulento, fica:

Escoamento turbulento hidraulicamente misto


ou de transição No escoamento laminar através de
uma tubulação circular a variação
u. E da vazão é inversamente proporcio~
O termo - ~ é chamado de número de Reynolds de rugosidade. nal à viscosidade do líquido?
V
O escoamento turbulento, como o que ocorre em um jato de água, no
interior da carcaça de uma bomba hidráulica ou mesmo em grandes turbilhões
em um rio, é caracterizado por uma constante flutuação da velocidade, devi-
do à inerente instabilidade do escoamento. Analisando-se a situação pontual da
velocidade em um escoamento turbulento, pode-se imaginar, em cada direção
x, y e z, que as velocidades instantâneas são afetadas pela existência de uma
esfera de perturbação, correspondente aos valores assumidos aleatoriamente
pela velocidade de perturbação, conforme a Figura 2.2. Figura 2.2 Esfera de perturbação
Desta forma, a velocidade instantânea V em um escoamento turbulen-
to pode ser considerada como a soma de d_!las parcelas, a velocidade média
temporal e a velocidade de perturbação.

T
V= V+ v', com V constante e Jv'dt=O,
o

para o intervalo de tempo (O, T), assumido.


Daí resulta que a velocidade média temporal pode ser calculada por:
-=-- 1 ·sr -
V=- Vdt (2.12)
Ta

Em coordenadas cartesianas, têm-se:

Vx=Vx+v'x
vy =vy + v'y (2.13)
Vz =Vz + v'z

V
O registro pontual do componente, na direção x, da velocidade inst,m-
tânea no escoamento turbulento, utilizando técnicas de laboratório como
anemômetro de fio quente ou velocimetria a laser, tem o aspecto apresentado
na Figura 2.3, em que não existe nenhum padrão de regularidade, seja na
amplitude ou no período.
v Deve-se observar que, se a velocidade média temporal é constante,
embora as velocidades instantâneas variem com o tempo, este escoamento é
T definido como pe1manente.
Figura 2.3 Flutuação da velocidade
Ao contrário do escoamento laminar, no qual a tensão tangencial depende
de perturbação
de uma propriedade do fluido, a viscosidade, no escoamento turbulento, segundo
modelo proposto por Boussinesq, a tensão tangencial é dada por:

(2.14)

em que T} chamada de viscosidade de redemoinho ou viscosidade de turbulência,


é uma propriedade do escoamento e não somente do fluido, e depende, predo-
minantemente, da intensidade da agitação turbulenta, variando de ponto a ponto
no escoamento. Por causa da natureza aleatória do movimento das partículas
de fluido, os valores de T} são muito maiores queµ. Devido à simplicidade do
modelo e sua analogia com o caso laminar, a Equação 2.14 é utilizada no estudo
da turbulência, embora não descreva satisfatoriamente a fenomenologia envol-
vida.

2.2 COMPRIMENTO DE MISTURA DE PRANDTL - DISTRIBUIÇÕES DE


VELOCIDADE
Sendo v x' e v y' as velocidades de perturbações das partículas flui-
das, devido à turbulência, paralela, respectivamente, à direção do escoamento mé-
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
33

dio e nonnal a esta direção, para duas camadas de

8
fluido em movimento relativo, uma sobre a outra, ~Vx'
como na Figura 2.4, o seguinte raciocínio pode ser '
desenvolvido.
q__ X
dA

Havendo um fluxo de massa perpendicular


ao escoamento médio, dado por p v'Y dA, através
da área elementar dA, a aplicação do teorema da Figura 2.4 Tensão instantânea de cisalhamenlo turbulenta.
quantidade de movimento na direção x permite
determinar a força tangencial instantânea que se
desenvolve entre as camadas, como:

e conseqüentemente a tensão instantânea de cisalhamento turbulenta.

(2.15)

Os termos da forma P v,' v Y' são chamados de tensões de Reynolds.


Em 1925, Prandtl,3 formulando a hipótese de que as velocidades de per-
3. Ludwig Prandtl, engenheiro e profes-
turbação apresentam a mesma ordem de grandeza, isto é, turbulência isotrópica, sor alemão, 1875-1953.
propôs que pequenos agregados de partículas são transportados pelo movimento
turbulento até uma certa distância média e, entre regiões com velocidades
y
diferentes. Em analogia ao conceito de livre caminho médio molecular da te-
oria dos gases, Prandtl chamou essa distância de comprimento de mistura, e
sugeriu que a variação de velocidade sofrida por uma partícula que se desloca
pelo comprimento de mistura é proporcional a edv/dy, em que v é a velocidade 1
'
média no ponto e y, uma ordenada normal a v, comumente medida a partir de _ _v_-f----- ~--~-C)
um contorno sólido, como na Figura 2.5. '' '''
y '
LJtdv/dy
Desta hipótese, as velocidades de perturbação serão: 1
1
'
1

Figura 2.5 Comprimento médio de


v '"'"V 'cx: f dv
X y dy mistura turbulenta.

Substituindo na Equação 2.15 e incorporando em e o fator de propor-


cionalidade, fica:

(2.16)
No escoamento laminar a relação
s/ (dv/dy) depende do escoamento?
Cap. 2

Na equação anterior, R é uma função desconhecida de y e, portanto, da


mesma forma que a viscosidade turbulenta 'Tl, é função de posição.
4. Theodor von Kármán, físico húngaro-
Com base em condições de semelhança e estatística entre perfis de ve-
americano, 1881-1963. locidades na turbulência, von Kármán4 propôs a seguinte relação para o com-
primento de mistura:

e= -K (dv/dy)
(2.17)
2
(d v/dy2)

em que K é uma constante universal (adimensional) característica de todo


movimento turbulento, com valor experimental de cerca de 0,38, para a água
limpa, e usualmente assumida como 0,40, chamada de constante de von
Kármán. O valor desta constante pode variar consideravelmente em escoamen-
tos carregados de sedimentos.

O comprimento de mistura de Prandll 2.2.1 LEI DE DISTRIBUIÇÃO UNIVERSAL DE VELOCIDADE


é uma constante universal?
Para deduzir matematicamente os perfis de velocidade para os escoamen-
tos turbulentos, a partir do conceito de comprimento de mistura, rec01Te-se a
três hipóteses formuladas por Prandtl, que, embora não sejam totalmente con-
vincentes, têm demonstrado sua validade quando o resultado teórico é compa-
rado com as verificações experimentais. As hipóteses para a determinação dos
perfis de velocidade são:
a) Supõe-se que o esforço cortante na região do núcleo turbulento seja
igual ao que se desenvolve na parede do tubo.
b) O esforço cortante que predomina é o turbulento, dado pela Equação
2.16.
e) Como nas proximidades da parede as velocidades de perturbação
tendem a zero, há uma variação linear do comprimento de mistura
com a distância y da parede, dada por R= K y.
Com essas hipóteses, pode-se escrever, a partir da Equação 2.16,

que após integrada resulta em:

V ]
-=-lny+C (2.18)
u. K
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
35

A Equação 2.18 é válida tanto para escoamento turbulento bidimen-


sional, quanto para escoamento com assimetria axial em tubulações. As con-
dições de contorno para escoamento em tubulações circulares de raio R são:
• Se y = R, tem-se Vmáx;
• Se y = O, v = O; logo,

vmáx = _!_ lnR+C ➔ C= vmáx _ _!_lnR


u. K u. K

que substituída na Equação 2.18, fica:

v
máx
-v
= -I R
!n- (2.19)
u. K y

Para K = 0,40, a Equação 2.19 apresenta boa concordância com valores


experimentais em tubos lisos e rugosos, assim:

V ,
ma)(
-V
= 2,5 !n -R (2.20)
u, y

A Equação 2.20 é conhecida como lei universal de distribuição de ve-


locidade, e é válida para tubos lisos e rugosos.
Derivando-se a Equação 2.18, com K = 0,40, tem-se dv/dy = 2,5 u,/y,
o que leva aos seguintes resultados: no centro do tubo, y = R e o valor do
gradiente dv/dy deveria ser zero, pois v = Vmáx, porém a última relação forne-
ce um valor finito; para y = O, o gradiente dv/dy torna-se infinito, o que resulta
evidentemente impossível. Apesar dessas impropriedades matemáticas, a teo-
ria proposta por Prandtl não invalida as aplicações práticas da Equação 2.20.
Utilizando-se o conceito de velocidade média V em uma seção e inte-
grando-se a Equação 2.18, tem-se:

R R

Q = V 7t R 2 =Jv dA = Jv 2 7t r dr
o o

em que r =R - y, portanto:
Hidráulica Básica Cap. 2
36

R
VnR 2 = f[2,5 u, ln(R-r)+C u . )2nrdr
o

expressão que desenvolvida leva a:

-V = 2,5 lnR + (C-3,75) (2.21)


u,

Equação que representa a velocidade média em uma tubulação. lisa ou


rugosa, de raio R.

2.3 EXPERIÊNCIA DE NIKURADSE


Em 1933, J. Nikuradse publicou os resultados de um trabalho experimen-
tal para a determinação do fator de atrito em tubulações circulares. Os ensaios
foram realizados com tubos lisos cuja parede interna foi revestida com grãos
de areia, sensivelmente esféricos, de granulometria controlada, criando assim
uma rugosidade uniforme e artificial de valor E, correspondente ao diâmetro do
grão de areia. Desta forma, pode-se levantar, para os escoamentos turbulentos,
as relações entre o fator de atrito f, o número de Reynolds, Rey, e a rugosidade
relativa artificial, E/D. Embora o tipo de rugosidade usado nestes ensaios seja
diferente da mgosidade encontrada em tubos comerciais, em última análise
conseqüência do processo industrial, o diâmetro do grão de areia é facilmente
mensurável e o método serve para verificar, no fenômeno, o efeito da ru-
gosidade, da subcamada limite laminar e da turbulência, representada pelo
número de Reynolds.
O gráfico da Figura 2.6, chamado Harpa de Nikuradse, representa um
resumo dos resultados dos testes, e permite uma análise fenomenológica das
cinco regiões apresentadas.
a) Região I - Rey < 2300, escoamento laminar, o fator de atrito in-
depende da rugosidade, devido ao efeito da subcamada limite laminar
e vale f = 64/Rey.
b) Região II - 2300 < Rey < 4000, região crítica onde o valor de f não
fica caracterizado.
e) Região III - curva dos tubos hidraulicamente lisos, influência da
subcamada limite laminar, o fator de atrito só depende do número de
Reynolds. Escoamento turbulento hidraulicamente liso.
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
37

d) Região IV - transição entre o escoa- f 0,1


EID
0,09 t-- ZONA DE TRANSIÇÃO - ~ ZONA COMPLETAMENTE
mento turbulento hidraulicamente liso n RUGOSA 1 ) RUGOSA V)
0,08
\
e ru goso, o fato r de atrito depende 0,07 '· -
"'
s imultane ame nte da rugosidade rela-
tiva e do núme ro de Reynolds.
0,06

0,05
I\_ ~f,o
' i-.
i,......
'
·-■

' 1
30
1

~ ,,,... ~
· .~~ ................ '" 61)
\ Jr
e) Região V - turbulê ncia completa, es-
coamento hidraulicamente rugoso, o
0,04

0,03
""
1\ ■i Ili
'o,
-
'-...~
uwci:11!1 '
- TTo
1

1
fator de atrito só depe nde da rugo-
..,,.
~ ~ ~ 252
sidade re lati va e independe do núme- ~ ~ ~- 1

ro de Reyno lds . 0,02


LAMINAR (1)-
[',,,"' ~- 5Õ4
1
<>º"" IOl4
Deve-se observar na figura que a série de ~ "'°-~ ~Q

~
curvas, para cada rugosidade relativa, se des-
prende da curva dos tubos lisos à medida que
(li}

LISO (Ili) u i'-..~

o número de Reynolds vai aumentando, ou


seja, um tubo pode ser hidraulicamente liso
0,01
10' 2 10'
·- - 2 5
11 11
10' 2
-- -
Rey
para Reynolds baixos e hidraulicamente mgo-
so para Reynolds altos. Isto se deve ao fato de Figura 2.6 Harpa de Nikuradsc.
que, à medida que o número de Reynolds cres-
ce, aumenta a turbulência e o transporte de quantidade de movimento entre
regiões do escoamento, diminuindo a espessura da subcamada limite laminar
e expondo as asperezas da parede da tubulação ao núcleo turbulento do escoa-
mento. s. Paul Richard Heinrich Blasius, pro-
fessor alemão, 1883-1 970.
A curva limite dos tubos hidraulicamente lisos pode ser representada, na
faixa 3000 < Rey < 105 , por urna expressão conhecida como fórmula de
Blasius,5 dada por:

f = 0,3 16
(2.22)
Re y°·2s

A fórmula de Blasius, a despeito da simplicidade, ajusta-se bem a resul-


tados experimentais em tubos lisos, como de P.V.C., na fai xa de Reynolds
considerada.

2.4 LEIS DE RESISTÊNCIA NO ESCOAMENTO TURBULENTO


Do ponto de vista prático, as leis de distribuição de velocidade, em qual-
quer tipo de regime, permitem o cálculo da resistência oferecida ao fluido pela
superfície sólida que o cerca. Tanto no escoamento forçado quanto no livre, tal
resistência se traduz em perda de energia, sendo então parâmetro fundamental nos
problemas de transporte de líquidos. O fator de atrito torna-se o elemento bási-
co na análise dos vários tipos de problemas em escoamentos.
2.4.1 TUBOS LISOS
A Equação básica 2.20, para um tubo de raio R , pode ser escrita como:

.!.._ = vmáx + 2,5 ln 1._ (2.23)


u. u. R

Multiplicando e dividindo o logaritmando por u. v e desenvolvendo, fica:

V-
- - + 2,5 1n -V- +2,5 lnyu.
- -vmáx --
u. u. Ru. v

Os ensaios de Nikuradse, em tubos lisos, mostraram que a soma dos dois


primeiros termos do lado direito da equação anterior é praticamente constante
e igual a 5,5, portanto:

V
-=5,5+ 2,5 [n--
yu. (2.24)
u. V

Como, pela Equação 2.18, tem-se:

V yu, U,
- = 5,5 + 2,5 ln - = 2,5 ln y + C ➔ C = 5,5 + 2,5 ln-
u, V V

que substituída na Equação 2.21, torna-se:

~= 2,5 ln u . R + 1,75 (2.25)


U, V

equação que permite a determinação da velocidade média V em um tubo de


parede lisa, no escoamento turbulento.
Da definição de velocidade de atrito, Equação 1.28, pode-se escrever:

(2.26)

que substituída na Equação 2.25, torna-se:


Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações 39

1 u. R
-✓ = O,884ln-- + O, 618 (2.27)
f V

observando que:

u. R _ 2 V
- - - -
li .
--
R _ VD
- - - --
li .
-_ -Re -y ~
-
V 2V V V 2V 2 8

substituindo na Equação 2.27 e transfo1mando-se em logaritmo decimal, tem-se:

.Jr = 2,035 log( Re y ✓f )-0,9 13 (2.28)

Esta equação, que no plano ( 11.Jf) versus log (Rey .J7) é representada
por uma reta, tem concordado bem com resultados experimentais de vários au-
tores, com um pequeno ajuste nos termos numéricos, na forma:

vr
~f = 2 log (Rey .Jf) - 0,8 ou _l_ = 2 lo ( Rey
.J7 g
Jf)
2,51
(2.29)

u. E < 5 , correspond ente a ReyJf


para -v- D E < 1414
,
I

2.4.2 TUBOS RUGOSOS


Na faixa de nümeros de Reynolds elevados, em que o escoamento é
hidraulicamente rugoso, o efeito do atrito é preponderantemente influenciado
pelo tamanho e a configuração da aspereza da parede da tubulação, visto que
a ruptura da subcamada limite laminar toma as tensões tangenciais viscosas
negligenciáveis. Reescrevendo a lei básica de distribuição de velocidade, Equa-
ção 2.20, pela introdução da variável E, rugosidade absoluta equivalente da
tubulação vem:

V V y V E y
- =~ + 2,5 ln - = - máx + 2,5 ln - + 2,5 ln- (2.30)
li, u. R u. R E
Os ensaios de Nikuradse demonstraram que a soma dos dois primeiros
tennos do segundo membro dessa equação permanece constante e igual a 8,48,
o que torna:

.!_ = 8,48 + 2,5 ln 2:'.. (2.31)


U, E

Comparando-se a Equação 2.18, com K = 0,40, com a Equação 2.31,


chega-se ao valor da constante de integração na fonna: C = 8,48 - 2,5 ln E, que
substituída na Equação 2.21, fica:

-V = 2,5 ln -R + 4,73 (2.32)


u. E

equação esta que permite a determinação da velocidade média V no escoamento


francamente turbulento, em uma tubulação de raio R e rugosidade E.
Comparando a Equação 2.32 com a 2.26 e transformando-se em loga-
ritmo decimal, vem:

1 R
~ = 2,04 log- + 1,67 (2.33)
-vf E

Equação que, com pequenos ajustes numéricos, concorda com resulta-


dos experimentais, e é escrita na forma:

1
rr = 2 log -D + 1,74 ou 1rr = 2 log (3,71D)
-- (2.34)
-vf 2E -vf E

u. E Rey-Jf
para -. ~ ) 70, correspondente a - ~ - ) 198
V D~
A equação anterior representa a lei de resistência para escoamentos tur-
bulentos em tubos circulares mgosos.

EXEMPLO 2.1

Um ensaio de laboratório, em uma tubulação de diâmetro igual a 0,30 m,


mostrou que a velocidade, medida com um tubo de Pitot, em um ponto situa-
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações 41

do a 2 cm da parede era de 2,5 m/s. Sendo a rugosidade absoluta da tubulação


E = 1,0 mm e a viscosidade cinemática da água v = 1o-6 m2/s, determine:
a) a tensão tangencial na parede da tubulação;
b) se o escoamento é hidraulicamente rugoso;
e) a distribuição de velocidade, correspondente à máxima vazão, para a
qual a mesma tubulação pode ser considerada lisa;
d) o valor da velocidade na linha de centro da tubulação em ambos os
perfis, liso e rugoso.
a) Assumindo que o escoamento seja hidraulicamente rugoso, pode-se
utilizar a Equação 2.31, na forma:

V y 2,5 2
-=8,48 + 2,5 ln-:.-= 8,48 + 2,5 ln - .-. u. = 0,156 111 / s
u, E u. 0,1

Logo, como:

u .2 -- -'Co ..· 1: 0 -- 103 · O,1 56 2 -- 24,3 N / m 2


p
b) O número de Reynolds de mgosidade vale:

3
u . E = 0,156·10- =l 56 )?0
V 610-
portanto a fronteira é hidraulicamente rugosa e o uso da Equação 2.31
é justificado, hipótese confirmada.
e) A condição limite para a qual a fronteira ainda é hidraulicamente lisa é:

u.E
- - = 5 :. u.=.510
· -.1 m/s
V

Aplicando a Equação 2.24, vem:

V y-5-10-3
- -- == 5,5 + 2,5 Jn :. v = 0,134 + 12,5 ·10-3 ln y
5.10-3 10-6

d) Na linha de centro, y = O, 15 111 e v = Vmáx, assim, para escoamento liso


e mgoso, respectivamente, fica:

Vrnáx = 0,134 + 12,5-10- 3 ln 0,15 = 0,11 m / S


e, pela Equação 2.31 :

V , 0,)5
~
0,156
= 8,48 +2,5 ln-- , :. v,,,áx = 3,28 mi s
10-., '

EXEMPLO 2.2

Em um escoamento turbulento em um tubo liso de raio R, determine o


valor de y/R, em que y é a distância medida a partir da parede até o ponto onde
a velocidade se igúala à velocidade média da seção.
Das Equações 2.24 e 2.25 têm-se:

~ = 5,5 +2,5 ln y u *
U, V

-V = 2,5 ln -u . R- + 1,75
U, V

Dividindo uma equação pela outra, torna-se:

V 5,5 + 2,5 ln y u,/v


--
V 1,75 +2,5 ln u . R /v

como se quer v = V, tem-se:


5,5 +2,5 ln yu./v = 1,75 +2,5 ln u , R/v

que desenvolvida resulta em:

ln R = 1,5 .-.1.... = e- 1, 5 = 0,223


y R

Este mesmo resultado é encontrado se o tubo for rugoso (mostre), o que


leva a uma condição prática muito importante. Para medir a vazão em uma
tubulação de raio R, basta instalar um tubo de Pitot na posição y/R = 0,223, de-
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
43

terminando-se a velocidade média, que multiplicada pela área da seção fome-


cerá a vazão.
Partindo-se da lei de distribuição universal de velocidades, Equação
2.20, e usando-se o conceito de velocidade de atrito e velocidade média em
uma seção, pode-se integrar o perfil de velocidade e chegar à seguinte relação
entre a velocidade média V e a máxima Vmáx, em uma tubulação circular na
qual o fator de atrito é f:
Veja que resultado intcrcssnnte.
Subtraia a Eq(2.25) da Eq(2.24) e a
V l Eq(2.32) da Eq(2.3 I ), chega-se ao
mesmo rcsultndo:
vmáx = 1+3,75(.Jtis)
v - V = 3,75+ 2,5fnl'..
u• R

Existe melhor concordância com resultados experimentais quando o


Como u. = vJf
fator 3,75 é substituído por 4,07, assim, e usando a Equação 2.26, fica:
fazendo y = R ➔ v = v,,.", obtém-se
a equação ao lado.
V l
-- =
Vmáx 1+4,07( f/8)
.Jt1s ➔ vmáx =V+ 4,07 u.

Esta equação tem caráter geral e é válida tanto para tubos lisos quanto
rugosos. Com este resultado, passa-se ao Exemplo 2.3.

EXEMPLO 2.3

Em um escoamento estabelecido num tubo de O,iO m de diâmetro, a


velocidade na linha central é igual a 3,0 m/s e, a 15 mm da parede do tubo, é
2,6 m/s. Calcule o fator de atrito da tubulação e a vazão.
Equação 2.20:

R 3,0-2,6
vmax -v 0,05
= 2,5 ln- :. - - - = 2,5 ln - - :. u. = O,133 m / s
y u. 0,015

Equação 1.28:

u. -
- _
V
Jf . Jf-
- ..
8
- -0,133
8
--
V

V 1 V V
----=
Vmáx - 1+4,07(.Jtls) V+ 0,54 3,0
portanto: V = 2,46 m/s, daí f = 0,023 e Q = 2,46-n -0,052 = 0,0 19 m3/s .

EXEMPLO 2.4

Água escoa em um tubo liso com número de Reynolds igual a 25.000.


Compare os valores da relação velocidade média V e velocidade máxima Vmáx,
calculados pela relação do exemplo anterior, com o fato r de atrito dado pela
fórmula de Blasius, sendo a re lação calculada pela lei da raiz sétima de Prandtl
(ver resultado do Problema 1.1).

Blasius: f = 0 316

Rey°·2s
º· 316
25000°· 25
= O 0251
'

daí:

V 1
= =08 14
vmáx 1+ 4,07(✓0,0251 /8) '

V
Lei da raiz sétima: ~ - = -49 = 0,817
Vmáx 60

Os valores são praticamente iguais, o que mostra que a fó rmula de


B lasius, dentro da faixa 3000 < Rey < 105, fornece bons resul tados na deter-
minação do fator de atrito para tubos lisos.

2.5 ESCOAMENTO TURBULENTO UNIFORME EM TUBOS COMERCIAIS


O desenvolvimento analítico realizado nos itens anteriores, apoiado em
dados experimentais de Nikuradse, levantados e m tubos com rugosidades ar-
tificiais, permitiu o estabe lecimento de leis de res istência para os regimes hi-
draulicamente liso e rugoso.
Em 1939, Colebrook e White apresentaram uma formulação para o fa-
tor de atrito, com paiticular referência à região de transição entre os escoamen-
tos hidraulicamente liso e rugoso, trabalhando com tubos comerc ia is de vários
materiais. Trata-se de uma engenhosa combinação dos argumentos dos loga-
ritmos das Equações 2.29 e 2.34 e que se ajusta bem aos dados experimentais
de ensaios em tubos com rugosidade natural. A fórmula de Colebrook-White
é dada por:
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações 45

_1_ == _ 2 log ( - ê - + 2,51 ) (2.35)


../f 3,71 D Re y../f

Esta equação, paiticularmente indicada para a faixa de transição entre os


escoamentos turbulentos liso e rugoso, tem sua condição de aplicabilidade no
intervalo:

Rey.Jr
14,1 4 ( - - ( 198
D/ ê

Deve-se observar que a fórmula de Colebrook-White se reduz às Equa-


ções 2.29 e 2.34, para os tubos lisos ou para os tubos rngosos, se a rngosidade
relativa tende a zero ou o número de Reynolds tende para infinito, respectiva-
mente.
Posteriormente, em 1944, Moody6 estendeu o trabalho e representou esta
6. Lewis Ferry Moody, engenheiro ame-
equação em um gráfico, na forma do diagrama de Stanton, que apresenta os ricano, 1880-1953.
eixos coordenados em graduação logarítmica, com o fator de atrito f em orde-
nadas e o número de Reynolds em abscissas, para vários valores da rugosidade
relativa, conforme Figura 2.7.
A utilização da Equação 2.35 apresenta dificuldades computacionais,
uma vez que não se pode explicitar o valor de f, mas pode ser explicitada em
relação à velocidade média, na fotma:

V== -2 ✓2gDJ log(-ê- + 2 51


' v ) (2.36)
3,71D D ✓2gDJ

em que J é a perda de carga unitária e v a viscosidade cinemática.


Para sanar esta dificuldade, algumas fórmulas explícitas e aproximadas,
para determinação do fator de atrito, têm sido apresentadas na literatura, entre
elas a de Swamee-Jain (28).

f == [ 0,25 ]2 (2.37)
I ê 5,74
og ( 3, 7 D + Re y°·9 )

para 10·6 sê/D s 10·2 e 5· 103 s Rey s 108


D
HidffioUca Básica Cap. 2

No mesmo trabalho, Swamee-Jain apresentam expressões explícitas para


o cálculo da perda de carga unitária J(m/m), da vazão Q(m3/s) e do diâmetro
D(m) da tubulação, cobrindo assim todos os problemas relativos ao dimen-
sionamento ou verificação de escoamentos permanentes em tubos circulares,
sem necessidade de processos iterativos. As equações são as seguintes:

0,203Q 2 / gD 5
(2.38)
J = [I e 5,74 ]2
og(3,7D + Rey°·9 )

Q
D 2 .JgDJ
= _ ~ log
✓2
(-t-
3,7D
+ 1, 78 V
D.jgDJ
) (2.39)

(2.40)

As Equações 2.37 e 2.38 foram colocadas em forma de tabelas para


alguns valores da rugosidade absoluta e diâmetros das tubulações variando de
50 a 500 mm, respectivamente, nos Apêndices Al e A2.
O uso das Tabelas A 1 e A2 apresentadas no Apêndice permite o cálcu-
lo rápido e prático dos mais diversos problemas em escoamento permanente em
condutos forçados circulares.
Recentemente, Swamee (29) apresentou uma equàção geral para o cál-
culo do fator de atrito, válida para os escoamentos, laminar, turbulento liso, de
transição e turbulento rugoso, na: forma:

0 125

+ (-e+
8 6 16

f = {(~) 9,5[ln 5,74 )-(2500) ]- } . (2.41)


Rey 3,7D Rey 0 •9 Rey

equação que foi utilizada para reproduzir o diagrama de Moody (ver Figura 2.7).
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
47

0,10
11 1 I\ 1 1 li 1
0 ,09
Laminar 1 ~ l'tE~t--H--t++H-f--fl
l-rurbu lência completa, tubos rug osos
0,08 +------t----t~1='FFl=Ff1----=----+-+-
/ r~rHH~~
~ -+--+-++1-++1-!-"=a==i=i=a=A=FfF==i==,=FFF-H-H- -+-- ~
\ 0,05
0,07
r---'-~ -i----t--t--1+!+1--- l----l---l--l----l--l-l--l+- ---l----l---l--l----l--l-l--l+- ---l--+-l--l-+l-1H--I 0 ,04
0,06
1\
0 ,03
'
0,05
1\ r-- 1\
0,02

\ 0 ,015

\ 0 ,010
0,008
0 ,006
0 ,004

\ l"si'--
---r_-i-rAs++t+-----l---l--1--l--l-l-W+-- 1-_j__UU-)..U
0,02
\
~-- r-....
0,002

0 ,001
0 ,0008
0 ,0006
0,0004

0,0002

0,0001

0,00005
0,01
10' 10· 10' 10• 10' 1 o'
Númc1·0 de Reynolds
Figura 2.7 Diagrama de Moody.

O gráfico da Figura 2.7, originado da Equação 2.41 , permite a determi-


nação do fator de atrito f, em função do número de Reynolds e da rugosidade
relativa para tubulações comerciais que transportem qualquer líquido.
O diagrama reproduz para os tubos de rugosidade comercial os mesmos
aspectos mostrados no gráfico de Nikuradse, Figura 2.6. A reta referente ao
regime laminar con-esponde ao fator de atrito f = 64/Rey da Equação 2.1 O e a
curva envoltória inferior corresponde aos tubos lisos e, para 3000 < Rey < 105,
coincide com a fórmula de Blasius, Equação 2.22
Para todos os tipos de escoamentos, de laminar até hidraulicamente
rugosó, discutidos na Seção 2.3 deste capítulo, o gráfico gerado a partir da
Equação 2.41 mostra uma boa concordância com o tradicional diagrama de
Moody apresentado na literatura.
Na maioria dos projetos de condução .de água, como em redes de dis-
tribuição de água, instalações hidráulico-sanitárias, sistemas de irrigação, sis-
temas de bombeamento etc., as velocidades médias comumente encontradas
B
HidffioUca Bãsica Cap. 2

estão, em geral, na faixa de 0,50 a 3,00 m/s. Admitindo-se diâmetros utiliza-


dos, nestas aplicações, na faixa de 50 a 800 mm, os valores práticos dos nú-
meros de Reynolds localizam-se no intervalo de 104 a 3-106 , indicando, no
diagrama de Moody, que em grande número de situações práticas os regimes
são turbulentos de transição, pois, em geral, as rugosidades absolutas das tu-
bulações utilizadas não são altas. Para essa faixa de número de Reynolds, pode-
se comparar a fórmula de Colebrook-White com a fórmula de Swamee-Jain, no
cálculo do fator de atrito, em um tubo de aço galvanizado com costura, E= O, l 5
mm, de 2" de diâmetro, e verificar a adequabilidade do uso de uma equação
explícita e aproximada. A comparação está na Tabela 2.1, e mostra que as
diferenças no valor de f são irrelevantes, menores que 2%.

Tabela 2.1 Comparação entre as Equações 2.35 e 2.37.

: f-Éq.2:35 f- Eq. 2:37


Golcbrdok S·wamee ·
Whi_te··· ll!in ·
10 4 0,0351 0,0357
5. 10 4 0 ,0286 0,0289
1os 0,0275 0,0277
5.1 os 0,0264 0,0265
10 6 0,0263 0,0264
3. 10 6 0,0262 0,0262

As rugosidades absolutas equivalentes dos diversos materiais utilizados


na prática de condução de água são de difícil especificação, devido aos proces-
sos industriais e grau de acabamento da superfície, idade das tubulações etc. A
literatura apresenta tabelas de valores da rugosidade para diversos materiais,
com variações em faixas largas, além de valores diferentes, para o mesmo
material, em diferentes fontes de dados.
Sem dúvida, a especificação da rugosidade da tubulação e a previsão de
sua modificação com o tempo, devido à alteração da superfície da parede,
muitas vezes causada pela própria qualidade da água, coloca o projetista diante
do problema difícil de determinar os fatores de atrito das tubulações, exigin-
do experiência e bom senso. A Tabela 2.2, condensada de várias fontes, apre-
senta valores da rugosidade absoluta equivalente para os principais materiais
utilizados em projetos de condução de água.
Os dados da Tabela 2 .2 devem ser encarados como valores médios
indicativos das rugosidades equivalentes. Evidentemente resultados de testes
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
49

sobre determinados materiais, em uma grande faixa de números de Reynolds,


quando disponíveis, são preferíveis.

Tabela 2.2 Valores da rugosidade absoluta equivalente.

Aço comercial novo . 0,045


Aço laminado novo 0,04 a 0,10
Aço soldado novo 0,05 a 0,10
Aço soldado limpo, usado 0,15 a 0,20
Aço soldado moderadamente oxidado 0,4
Aço soldado revestido de cimento centrifugado 0,10
Aço laminado revestido de asfalto 0,05
Aço rebitado novo 1a 3
Aço rebitado em uso 6
Aço galvanizado, com costura O, 15 a 0,20
Aço galvanizado, sem costura 0,06 a O, 15
Ferro forjado 0,05
Ferro fundido novo 0,25 a 0,50
FetTO fundido com leve oxidação 0,30
Ferro fundido velho 3 a5
Ferro fundido centrifugado 0,05
Ferro fundido cm uso com cimento centrifugado 0,10
Ferro fundido com revestimento asfáltico 0,12a0,20
Ferro fundido oxidado 1 a 1,5
Cimento amianto novo 0,025
Concreto centrifugado novo 0,16
Concreto armado liso, vários anos de uso 0,20 a 0,30
Concreto com acabamento normal 1a3
Concreto protendido Freyssinet 0,04
Cobre, latão, aço revestido de cpoxi, PVC, plásticos 0,0015a0,0IO
em geral, tubos extrudados

Ensaios de perda de carga realizados em laboratório para tubulações


metálicas, em geral, fornecem valores da rugosidade absoluta menores que os
especificados na Tabela 2.2. Entretanto, as condições em laboratório são con-
troladas e diferentes das instalações práticas, onde podem ocorrer defeitos de
alinhamento de juntas, incrustações, tipo de acabamento diferente de fabricante
para fabricante etc.
o número de Reynolds igual a 2300, É interessante observar o valor do expoente da velocidade nas expressões
chamado Reynolds crítico, ê aquele
para o qual o escoamento turbulento
da perda unitária para os três tipos de escoamentos: turbulento rugoso, laminar
muda para laminar? e turbulento liso. No primeiro, o fator de atrito para um mesmo tubo é cons-
tante e, portanto, a perda de carga unitária é proporcional ao quadrado da
velocidade e, consequentemente, ao quadrado da vazão, na forma:

2 2
J=..!_V =00827fQ (2.42)
D 2g ' D5

No escoamento laminar, a perda de carga unitária é proporcional à pri-


meira potência da velocidade, Equação 2.1 O, e no escoamento turbulento liso,
usando a fórmula de Blasius com 3000 < Rey < 105, tem-se:

0 316 y 2 0 25
y l,75 yJ,75 Ql,75
J= ' 025 =0,O161v · 125 =0,00051 125 =0,00078~ (2.43)
Re y · D 2g D· D· D ·

Pmtanto, no referido domínio de Reynolds, em um tubo com escoamen-


to turbulento liso, a perda de carga unitária é proporcional à potência 1,75 da
velocidade média. A Equação 2.43 será posteriormente comparada à fórmula
de Fair-Whipple-Hsiao, utilizada em projetos de instalações hidráulico-sani-
tárias.

EXEMPL02.5

Água flui em uma tubulação de 50 mm de diâmetro e 100 m de compri-


mento, na qual a rugosidade absoluta é igual a E. = 0,05 mm. Se a queda de
pressão, ao longo deste comprimento, não pode exceder a 50 kN/m 2 , qual a
máxima velocidade média esperada.
Como:

Llp = y.LlH ➔ 50-103 = 9,8-103 LlH ➔Lltt = 5,10 m ➔ J = LlH/L = 0,051 mim.

O problema pode ser resolvido diretamente pela Equação 2.39, na forma:

6
Q 1t l ( 0,05 1,78· 10- )
2
0,05 ,J9,8-0,05-0,051 = - J2, og 3,7-50 + O,O5.J9,8 · 0,05-0,051

:. Q=O,OO29m 3/s
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
51

então, a velocidade média V = 4-0,00291 n-0,052 = 1,48 m/s


Também, de forma mais rápida, pela Tabela A2, entrando com D = 50
mm, E= 0,05 mm, J = 5, 1 m/100 me interpolando, tem-se: Q = 2,89 11s, V=
1,47 m/s, perfeitamente compatível com o valor anterior.

EXEMPLO 2.6

Imagine uma tubulação de 4" de diâmetro, material aço soldado novo,


rugosidade E = O, 1O mm, pela qual passa uma vazão de 11 lls de água. Dois
pontos A e B desta tubulação, distantes 500 m um do outro, são tais que a cota
piezométrica em B é igual à cota geométrica em A. Determine a carga de pres-
são disponível no ponto A, em mH2O. O sentido do escoamento é de A para B.
Como o diâmetro é constante e a vazão também, a carga cinética nas
duas seções é a mesma. Assim, a equação da energia entre A e B fica: ZA + PAI
y = zn + p1J/'Y +~H. Como C.P.s = ZB + pllly = ZA, tem-se: PAI"(= m, isto é, entre Quando se utiliza a fórmula univer-
A e B a perda de carga é equivalente à carga de pressão disponível em A. sal de perda de carga, ou equação
de Oarcy-Weisbach, em um escoa-
mento turbulento em um conduto
A perda de carga pode ser calculada pela fórmula universal de perda de forçado, que percentagem de erro
carga, Equação 1.20: se comete no cálculo da vazão se o
fator de atrito f da tubulação for
subestimado em 10%?

Ly2
~H=f--
D 2g

com o fator de atrito calculado pela Equação 2.37, após determinar a veloci-
dade média, V = 1,40 m/s, e o número de Reynolds, tem-se:

f= º·25 2
=00217
l ( 0,10 5,74 )] '
[ og 3, 7 · 100 + 140000°·9

Portanto:

500 1 402
.E.A= m = o 0217 • =10 85 mH2 o
y ' 0,10 2-9,8 '

O valor de f também pode ser determinado, rapidamente, pela Tabela A 1,


com D= 100 mm, E= 0,10 mm e V= 1,40 m/s.
Cap. 2

EXEMPLO 2.7

Um ensaio de campo em uma adutora de 6" de diâmetro, na qual a vazão


era de 26,5 1/s, para determinar as condições de rugosidade da parede, foi feito
medindo-se a pressão em dois pontos A e B, distanciados 1.017 m, com uma
diferença de cotas topográficas igual a 30 m, cota de A mais baixa que B. A
pressão em A foi igual a 68,6 N/cm 2 e, em B , 20,6 N/cm 2. Determine a
mgosidade média absoluta da adutora.

_3 Vn015 2
Q=VA ➔ 26,5-10 = ' ➔ V=1,50m/s ➔ Rey=2,25-l0 5
4

PA = 68,6 N/cm2 = 68,6-104 N/m 2 = pgHA = 103 -9,8 HA:,H A = 70,0 mH2O.
PB = 20,6 N/cm2 = 20,6-104 N/m2 = pgH13 = 103 -9,8 HB :.H13 = 21,0 mH2O.
C.P.A = PAIY + ZA = 70,0 + 0,0 = 70,0m e C.P.13 = 21,0 + 30 = 51,0 m

Como a carga cinética é constante e C.P.A > C.P. 13 , o escoamento ocor-


re de A para B.

70,0 = 51 + L'iHAl3 ➔

2
L V 1017 1,502
➔ L'iHAo = 19,0m = f - - = f - - - - :. f = 0,0244
D 2g 0,15 19,6
Combinando a Equação 2.37 com o
resultado do Problema 2.1, neste
capítulo, mostre que, para um tubo de
aço de 0,30 m de diâmetro e ru-
gosidade absoluta E = 0,3 mm, o
escoamento fica independente da
viscosidade do fluido para números
de Reynolds a partir de Rey = 1,4.106 •
Equação 2.37 ➔ O 0244 = º·25 2
: . E= 0,3mm
Confirme este resultado usando o , [l ( E 5,74 )]
diagrama de Moody, Figura 2. 7, og 3, 7 · 150 + 225000º·9

2.6 FÓRMULAS EMPÍRICAS PARA O ESCOAMENTO TURBULENTO


Como foi visto, a perda de carga unitária no escoamento hidraulicamente
turbulento rugoso, em que o fator de atrito não depende do número de
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
53

Reynolds, vmia proporcionalmente ao quadrado da velocidade média. Existem


várias fónnulas empí1icas (equações de resistências) aplicáveis às tubulações
de seção circular, que podem, de maneira geral, ser representadas na fonna:

Q"
J=K- (2.44)
Dm Em um ensaio em laboratório de uma
tubulação de aço soldado moderadamente
oxidado, com 4" de diâmetro, a pressão
medida no manômetro em uma seção A vale
em que os parâmetros K, nem são inerentes a cada formulação e faixa de apli- 1,5 kgf/cm2 • Sabendo que o escoamento está
na iminência de ser turbulento
cação, em geral com valores de K dependendo só do tipo de material da parede hidraulicamente rugoso (turbulência
do conduto. No caso de comparar a fó1mula universal, Equação 2.42, que possui completa), determine a tensão de
cisalhamento na parede da tubulação e a
embasamento teórico, com a Equação geral 2.44, os parâmetros assumem os vazão. Dado: viscosidade da água
v= 10.am2 /s.
seguintes valores: K = 0,0827-f, n = 2 em= 5, no escoamento turbulento. Como
K depende de f, e este, por sua vez, depende do material e do grau de turbulên-
cia, tais fónnulas, apesar da praticidade, têm limitações de uso.
~
2.6.1 FÓRMULA DE HAZEN-WILLIAMS
No escoamento de água em um trecho
horizontal de uma tubulação com
Dentre as fó1mulas empí1icas mais utilizadas, p1incipalmente na prática da rugosidade absoluta r. = 1,2 mm e diâmetro
O= 0,10 m, observa~se uma queda de
Engenharia Sanitária mnericana, encontra-se a de Hazen-Williams, cuja expres- 3
pressão AP/L = 250 N/m • Classifique o tipo
são é: de escoamento, determine
o fator de atrito e a vazão.
Dado: v::; 1 o•e m 2/s

Q'-85
1
= 10,65 c'·ss 0 4.87 (2.45)
=
em que J(m/m) é a perda de carga unitária, Q (m3/s), a vazão, D(m), o diâme-
tro e C (mº-367/s), o coeficiente de rugosidade que depende da natureza e estado
das paredes do tubo. A Equação 2.45 é recomendada, preliminarmente, para:
a) escoamento turbulento de transição;
b) líquido: água a 20° C, pois não leva em conta o efeito viscoso;
e) diâmetro: em géral maior ou igual a 4";
á) origem: experimental com tratamento estatístico dos dados;
e) aplicação: redes de distribuição de água, adutoras, sistemas de re-
calque.
A fórmula de Hazen-Williams pode ser tabelada, para vários diâmetros e
coeficientes de rugosidade, na forma: J = ~-Q 1•85, nas unidades J(m/lO0m),
D(m) e Q(m3/s), conforme Tabela 2.3.
Cap. 2

Tabela 2.3 Valores da constante Pda fórmula de Hazen-Williams .

. VALQirESDA, coNstANtE pPARAQ (m3/s) ~T(m/.100 m)


D D e =90 C=IO0 C = 110 C = l20 C = 130 C = 140 C= 150
pol. (m)
2 0,050 5,593x 105 4,602x105 3,858x105 3,285xl05 2,832xl 0
5
2,470xl 05 2,174xl05
5 5
2½ 0,060 2,3Q IX 1Q5 1,894xl0 1,588x10 1,325xl 0 5
1,166x105 1,016xl 0 5
8,945xl 0'1
4 4
3 0,075 7,763xl0 6,388xl0 5,356xl 04 4,559xl 04 3,932xl0
4
3,428xl 0
4
3,0 l 7x 104
4 4 4 4 3 3
4 0, 100 l ,912xl0 1,574x l0 1,3l 9xl0 1,J 23xl 0 9,686x10 8,445xl0 7,433x 103
3 3 3 3 3 3
5 0,125 6,451xl0 5,308xl0 4,451xl0 3,789x10 3,267x 10 2,849x10 2,507xl03
3 3
6 0, 150 2,655x10 2,185xl0 1,831 xl03 l,559x10 3 1,345x10 3 1, 172x103 l ,032xl03
2 2 2 2 2 2 2
8 0,200 6,540x10 5,382xl0 4,512xl0 3,841xl 0 3,312xl0 2,888x 10 2,542xl0
2 2 2 2 2
10 0,250 2,206x10 1,815x10 1,522x10 1,296xl0 1,117x10 97,417 85,744
12 0,300 90,785 74,707 62,630 53,318 45,980 40,089 35,285
14 0,350 42,853 35,264 29,563 25,168 21,704 18,923 16,656
16 0,400 22,365 18,404 15,429 13,135 11 ,327 9,876 8,692
18 0,450 12,602 10,370 8,694 7,401 6,383 5,565 4,898
20 0,500 7,544 6,208 5,204 4,431 3,821 3,331 2,932

Os valores indicativos dos coeficientes de mgosidade para os materiais


mais comuns são mostrados na Tabela 2.4.

Tabela 2.4 Valores do coeficiente C - Adaptado de (4).

· Aço corrugado (chapa ondulada) C=60 Aço com juntas lock-bar, tubos novos 130
Aço com juntas lock-bar, em serviço 90 Aço galvanizado 125
Aço rebitado, tubos novos 110 Aço rebitado, em uso 85
Aço soldado, tubos novos 130 Aço soldado, em uso 90
Aço soldado com revestimento especial 130 Cobre 130
Concreto, bom acabamento 130 Concreto, acabamento comum 120
Ferro fundido, novos 130 Ferro fundido, após 15-20 anos de uso 100
Ferro fundido, usados 90 Ferro fundido revesti do de cimento 130
Madeiras em aduelas 120 Tubos extrudados, P.V.C. 150
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
55

2.6.2 COMPARAÇÃO ENTRE A FÓRMULA DE HAZEN-WILLIAMS E


A FÓRMULA UNIVERSAL
Com a finalidade de verificar a adequabilidade da fórmula prática de
Hazen-Williams, na qual o coeficiente de rugosidade, além de não ser adi-
mensional, independe do número de Reynolds, pode-se igualar as perdas de
cargas unitárias correspondentes às duas formulações, como:

yl ,85 f y2
J= 6,81 18'í 117 =~~

C • ·D • D 2g

expressão que após desenvolvida fica:

C= 43 (2.46)
fo.s4 Re yo.os1 0º·º1 i
Considere um escoamento turbulento
liso com vazão a. Se a vazão for
aumentada em 50%, continuando
Esta expressão foi posta em forma de gráfico, para diâmetros de 50, 100, ainda escoamento turbulento liso, que
variação sofrerá a perda de carga
150 e 200 mm, números de Reynolds na faixa de 104 a 107 e quatro tipos de unitária?
mgosidade absoluta, E= 0,0 mm (rigorosamente liso), E= 0,005 mm (P.V.C.),
E= 0,05 mm (aço laminado novo) e E= 0,5 mm (tubo mgoso), conforme Fi-
gura 2.8.
Pode-se concluir dos gráficos da Figura 2.8 que:
a) Para tubos rigorosamente lisos, E= 0,0 mm, a fórmula de Hazen-
Williams pode se constituir de uma razoável aproximação, para valo-
res de Reynolds superiores a 5-106 e D 2 150 mm, Figura 2.8a.
Evidentemente, tal tubo não existe na prática.
b) Para tubos de·P.V.C., o valor adotado da mgos'idade E= 0,005 mm
realmente corresponde a valores de C entre 150 e 155 e mostra que,
para os diâmetros maiores, na faixa de número de Reynolds entre
5,105 e 106, a equação prática pode ser usada. Fora disto é inadequada
(Figura 2.8b).
e) Para valores de Centre 140 e 150 e valores de Reynolds relativamen-
te baixos, 5 · l 04 a 105 , existe uma razoável aproximação na região do
regime turbulento de transição, para D 2 100 mm, Figura 2.8c.
d) Para valores de C inferiores a 120 e elevados números de Reynolds,
que caracte1iza escoamento turbulento mgoso, Figura 2.8d, a fórmu-
la de Hazen-Williams é inadequada.
[ : ] H;dra,uoa Bás;oa Cap. 2

--
165 160
a) -c =0,0mm e b) · , = 0.005mm
e
155
160

150
155
145

150 140

135
145

130
--+-D a: 50mm --+-- D = 50 mm
140
- • - D; 100 mm
125 ---o= 100 m
_ .,_ D ::; 150 mm -+- O= 150 mm
-l+-O=200m - ><- D =200 mm
135 120 · ·
1E+04 1E+05 Rey 1E+06 1E+07 1E+04 1E+05 Rey 1E+0 6 1E+07

150 130

e e
120
140

110
130

100
120
90

110
80
-+-D = 50 mm
100
---o= 100m 70 -.-o =10a m
---+-D= 150 m ---+-D=150m
-+X- D = 200 mm ---M-O = 200 m
90 60
1E -t-04 1E+05 Rey 1E+06 1E+07 1E+04 1E+05 Rcy 1E+06 1E+07

Figura 2.8 Adequabil idade da fórmula de Hazen-Williams.

Portanto, o coeficiente de mgosidade C, além de depender do diâmetro,


é afetado pelo grau de turbulência, não caracterizando uma categoria de tubos
como especificado nas tabelas que acompanham a fó1mula de Hazen-Williams.
A fórmula de Hazen-Williams, a despeito de sua popularidade entre
projetistas, deve ser vista com reservas. Em problemas de condução de água,
que pela sua importância exija avaliação das perdas de cargas tão rigorosa
quanto possível, diante da incerteza sobre o tipo de escoamento turbulento,
deve-se utilizar a fórmula universal, com o fator de atrito determinado pela
Equação 2.35 ou 2.37.

2.6.3 FÓRMULA DE FAIR-WHIPPLE-HSIAO


Em projetos de instalações prediais de água fria ou quente, cuja topologia
é caracterizada por trechos curtos de tubulações, variação de diâmetros (em ge-
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
57

ral menores que 4") e presença de grande número de conexões, é usual a uti-
lização de uma fórmula empírica, na forma:
a) Material: aço galvanizado novo conduzindo água fria

Ql,88
J = 0,002021 D 4 _88 , Q(m 3/s) D(m) e J(m / m) (2.47)

b) Material: P.V.C. rígido conduzindo água fria

3
J = 0,0008695 ~~·.: :, Q(m /s) , D(m) e J(m / m) (2.48)

Deve-se observar que os expoentes da Equação 2.47 estão bem próxi-


mos dos expoentes da fórmula de Hazen-Williams, e que a Equação 2.48 para
tubo de P.V.C. (liso) é praticamente idêntica à Equação 2.43, na qual foi usa-
da a fórmula de Blasius. A fórmula de Fair-Whipple-Hsiao, para ambos os ma-
teriais, aço galvanizado e P.V.C., é recomendada pela A.B.N.T. no projeto de
água fria em instalações hidráulico-sanitárias.
Para facilitar o uso, as Equações 2.47 e 2.48 podem ser tabeladas para
os diâmetros nonnalmente utilizados em instalações prediais, na forma J = ~Qm
com J(m/m) e Q (e/ s). Corno para o tubo de P.V.C. o diâmetro nominal uti-
lizado pelos fabricantes é o diâmetro externo, os valores de ~ foram calcul a-
dos para os diâmetros internos reais, diâmetro externo menos duas espessuras
da parede. Na Tabela 2.5 os coeficientes ~ para P.V.C. foram dete1minados para
tubos com junta soldável (marrom) e junta roscável (branco), classe 15 e pres-
são de serviço de 0,75 MPa. Para os tubos de P.V.C. com junta soldável, are-
lação entre o diâmetro externo e o diâmetro de referência vale:

25 32 40 50 60 75 85 110
3/4 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 4

Tabela 2.5 Valores da constante p, da fórmula de Fair-Whi pple-Hsiao, para Q (€Is) e J (m/m)

4p:v.ê..
;~1_::: Roséá
p
3/4 1,162 0,41668 0,5746 2 l ,034x 10-2 0,00561 0,00719
3,044xl0- 1
o,12024 0,1653 2 1/2 3.346x 10- 3
0,00 190 0,00201
1 l/4 9, l25x 10·2 0,03919 0,0431 3 l ,429x 10·3 0,00104 0,00089
1 1/2 3,945x 10'2 0,01358 0,0241 4 0,35] X ]0.J 0,00031 0,00025
tJ Hid,á,Ura Básira Cap. 2

2.7 CONDUTOS DE SEÇÃO NÃO CIRCULAR


Nos itens anteriores, foi vista uma série de formulações que refletem as
relações entre a perda de carga, a dimensão da tubulação circular e a
característica do escoamento. No caso das seções circulares, existe uma simetria
axial do escoamento, o que resulta em uma distribuição uniforme da tensão de
cisalhamento no perímetro. No caso de condutos de geometria diversa da
circular, o efeito de forma da seção influi em tal distribuição de tensões e,
conseqüentemente, no fator de attito. Em tais seções desenvolvem-se escoa-
mentos secundários e a distribuição de velocidade não tem simetria, de modo
que a tensão cisalhante tende a ser menor nos cantos da seção que a média em
todo o perímetro.
No tratamento analítico de seções não circulares, admite-se que a tensão
tangencial média ao longo do perímetro molhado da seção varie de modo similar
à indicada na Equação 1.27, em que f tem o mesmo significado do fator de atri ..
to nas tubulações circulares, e só diferirá daquele de uma certa proporção que
leve em conta a forma geométrica da seção.
Igualando-se as Equações 1.25 e 1.27, chega-se a:

2
'to =y R h J =pfV
-- _ _f_
.·. J- E_ y2
8 8Rh y

que pode ser escrita na forma:

f y2
1=-- (2.49)
4Rh 2g

A expressão anterior é idêntica à das tubulações circulares, Equação


2.42, em que unicamente aparece 4 Rh no lugar de D. Desta forma, conclui-se
que, no cálculo de um conduto de seção qualquer, pode-se determinar um di/i-
metro equivalente ou diâmetro hidráulico de uma seção circular que tenha a
mesma perda de carga que a seção considerada. Este diâmetro equivalente é
igual a quatro vezes o raio hidráulico da seção. Como a seção circular plena
tem Rh = D/4, evidentemente, o diâmetro hidráulico desta seção é o 'próprio
diâmetro geométrico.
Esta aproximação geométrica é tão mais válida quanto mais o valor do
raio hidráulico da seção se aproximar da relação D/4 do seu círculo circuns-
crito.
1

1-
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
59

Assim, a fórmula universal de perda de carga pode ser generalizada,


com o conceito de diâmetro hidráulico da seção de interesse, na forma:

(2.50)

observando que o fator de atrito pode ser determinado no diagrama de Moody,


ou pela Equação 2.37, redefinindo-se o número de Reynolds e a rugosidade
relativa da tubulação, respectivamente, como:

Rey = VD" = V4·R1, e E


(2.51)
V V Dh

sendo V a velocidade média na seção original.


EXEMPLO 2.8

O sistema de abastecimento de água de uma localidade é


feito por um reservatório p1incipal, com nível d'água suposto cons-
tante na cota 812,00 m, e por um reservatório de sobras que
complementa a vazão de entrada na rede, nas horas de aumento de
consumo, com nível d'água na cota 800,00 m. No ponto B, na cota
760,00 m, inicia-se a rede de distribuição. Para que valor particu-
lar da vazão de entrada na rede, Q13, a linha piezométrica no sis-
tema é a mostrada na Figura 2.9? Determine a carga de pressão
disponível em B. O material das adutoras é aço soldado novo.
Utilize a fónnula de Hazen-Williams, desprezando as cargas ci-
néticas nas duas tubulações. Figura 2.9 Exemplo2.8.
Pela situação da linha piezométrica, pode-se concluir que o
abastecimento da rede está sendo feito somente pelo reservatório
superior, o reservatório de sobra está sendo abastecido, pois a cota
piezoméh·ica em B é superior a 800,00 m, e também as perdas de
carga unitárias nos dois trechos são iguais, mesma inclinação da linha pie-
zométrica. Deste modo, J1 = Ji = (812-800)/(650+420) = 0,0112 mim.
Pela Tabela 2.4 o valor do coeficiente de rugosidade vale C = 130, e
pode-se determinar as vazões nos dois trechos, pela Tabela 2.3, como:
Trecho AB: D1 = 6", C = 130 e 11 = 1,12 m/100 m -"7 ~= 1,345-103, en-
tão:
B Hidcá,lica Bás;ca Cap. 2

Trecho BC: D2 = 4", C = 130 e J2 = 1,12 m/100 m ➔ ~ = 9,686-10\ en-


Considere dois tubos escoando água
sob pressão, um de seção quadrada tão:
de lado a e outro circular de diâmetro
D. Qual a relação entre a e D para que
as seções tenham o mesmo raio
hidráulico? I

Portanto, a diferença está sendo consumida pela rede: Qs = 14,2 1/s.


A cota piezométrica em B é igual ao NA do reservatório principal,
menos a perda de carga entre A e B:

C.P. 8 = 812,00 -~HAil = 812,00-J 1 L 1 =812,00-0,0112-650 = 804,72m

portanto, a carga de pressão disponível em B é a diferença entre a cota piezo-


métrica e a cota geométrica no ponto.

Ps = 804,72 - 760,00 = 44,72 mH 2 0 (p 8 = 438,26 kN / m 2 )


y

EXEMPLO 2.9

Determinar a perda de carga unitária em um condüto semicircular com


fundo plano, de concreto armado liso, 1,5 m de diâmetro, transportando, como
conduto forçado, água com velocidade média de 3,0 m/s.
Parâmetros geométricos:

52
A= nD" = n- I, = O 884 m 2 e P =D + nD = 1,5 + n· l, 5 = 3,856 m
8 8 ' 2 2

R1i = A/P = 0,884/3,856 = 0,229 m ➔ D 11 = 4-R11 = 0,917 m

Concreto armado liso ➔ E= 0,25 mm :.

V-Dh · 3,0-0,917
Re Y = - v - = _
10 6
= 2,75-1 O6 , pela Equação 2.37, f =0,015
Portanto, a perda de carga unitária, vale:

f
_ -v-
- -_ -
? ?

J- 0,015
-- 3,0-
-- _ O 0075 m / m
Üh 2g 0,917 19,6 '
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
61

2.8 PROBLEMAS

~ 2.1 Mostre que a condição u . E ) 70 corresponde a Re y ✓f) 198.


V D/ E

~ 2.2 Mostre gue a distribuição de velocidade em um tubo rugoso, de raio R,


pode ser expressa por:

vm.~ - v = - 2,04 log (1- ~ ).Jf

em que V é a velocidade média na seção, R o raio e r a distância do centro ao


ponto onde a velocidade é v.
/ ~

~72.3 A fim de dete1minar a tensão de atrito exercida por um fluido sobre a pa-
rede de um tubo rngoso, as velocidades v, e v2 são medidas na região turbu-
lenta, nas distâncias y, e y2 da parede do tubo. Mostre que a te nsão de atrito
é dada por:

~f 2.4 Utilizando o conceito de comprime nto de mistura e e o perfil de velo-


cidade da "lei da raiz e nésima":

em que n é um número inteiro e R o raio da canalização, mostre que:

e= - K - n- y, e m que K e, a constante de von K arman.


' ,
1- n
3/2.5 Mostre que a Equação 2.31 pode ser escrita como:

29 84
_!_ = 5,75log( ' y)
u, E

2.6 Em um ensaio de laboratório sobre perda de carga em um tubo de P.V.C.


rígido de 2" de diâmetro, em que o número de Reynolds é 5-104, qual o mai-
or erro relativo que se comete, no cálculo do fator de atrito f, usando a fórmula
de Swamee-Jain, com coeficiente de rugosidade E= 0,0015 mm, ou usando a
fórmula de Blasius, em relação à equação teórica dos tubos lisos.
[Erro = 1, 15 %]

2.7 Água escoa em um tubo liso, E= 0,0 mm, com um número de Reynolds
igual a 106 . Depois de vários anos de uso, observa-se que a metade da vazão
original produz a mesma perda de carga original. Estime o valor da rugosidade
relativa do tubo deteriorado.
[EID = 0,0175]
2.8 Medições de velocidades feitas em um tubo muito rugoso levaram aos
seguintes resultados:

0,60 3,30

Determine a velocidade média e o fator de atrito:


[V = 2,87 rn/s; f = 0,029]
2.9 Água escoa em uma tubulação de rugosidade relativa EID = 0,002 e Rey =
105. Quando a tubulação é trocada por outra, de mesmo material, com diâme-
tro igual a 2/3 do diâmetro original, a perda de carga unitária nas duas situa-
ções é a mesma. Determine a velocidade média na tubulação de menor diâmetro,
em relação à velocidade média na tubulação original. Sugestão: use as Equa-
. ções 2.21 e 2.26.
[Vz = 0,77 V1]
2.10 Em uma tubulação circular, a medida de velocidade do escoamento, a
uma distância da parede igual a 0,5 R, em que R é o raio da seção, é igual a
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
63

90% da velocidade na linha central (velocidade máxima). Determine a relação


e ntre a velocidade média V e a velocidade central Vmáx, e a rugosidade relati-
va da tubulação. Sugesti'io: utilize o resultado do Exemplo 2.2 e as Equações
2.20 e 2.34.
[V= 0,784 Vmáx; ê/D = 0,0 147]

2.11 Dado um tubo circular e outro não circular, ambos tendo o ·mesmo pe-
rímetro P, para um escoamento turbulento de um líquido de viscosidade
cinemática v e vazão Q em ambos os tubos, mostre que:
a) o número de Reynolds é o mesmo em ambas as situações, e dado por
Rey = 4 Q/(P v);
b) a perda de carga unitária no tubo não circular é relacionada à perda
de carga unitária no tubo ci rc ular, pela expressão:

Jn -
- f" ( -A e
_ - )-'

Jc f\ A"

em que os subscritos c e n indicam circular e não circular, fé o fator


ele atrito e A, a área geométrica ela seção.

2.12 Água escoa em regime permanente em urna tubulação de aço galvaniza-


do, E = O, 15 mm, com diâmetro ele 100 mm, ele modo que o número ele
Reynolds vale 1,5· 105. Determine a força ele atrito na parede ela tubulação, por
unidade de comprimento.
[F = 2,06 N/rn]

2.13 Uma única camada ele esferas de aço é fixada no piso ele vidro de um
canal bidimensional aberto. Água com viscosidade cinemática igual a 9,3 · 10-7
m 2/s flui no canal com uma profuncliclacle de 0,30 m, sendo a velocidade na su-
perfície igual a 0,25 m/s, mostre que para esferas ele 7,2 mm ele diâmetro e ele
0,3 mm ele diâmetro, o fundo do canal pode ser classificado corno completa-
mente rugoso e liso, respectivamente. Assuma um perfil de velocidade lo-
garítmico no canal.

2.14 Em relação ao esquema de tubulações cio Exemplo 2.8, a partir de que


vazão Q 8 , solicitada pela rede de distribuição de água, o reservatório secundá-
rio, de sobras, passa a ser também abastecedor.
[Qs = 28,36 1/s]
[ ] Hid,á"lica Básica Cap. 2

2.15 Com que declividade constante deve ser assentada uma tubulação retilínea,
de ferro fundido novo, E = 0,25 mm, de O, 1O m de diâmetro, para que a carga
de pressão em todos os pontos seja a mesma. Vazão de água a ser transporta-
da: 11 1/s.
[I = 0,0262 m/m]

~ Na tubulação da Figura 2.10, de diâmetro 0,15 m, a


A
carga de pressão disponível no ponto vale 25 mH2O. Qual
150m deve ser a vazão para que a carga de pressão dísponível no
- ·- - ·- --·
B
ponto B seja de 17 mH2O. A tubulação de aço soldado novo,
C = 130, está no p lano vertical.
[Q = 28,9 1/s]

~ Detennine o_diâmetr~ de uma a_dutora, Pº:~ravidade,


A de 850 rn de cornpnrnento, ligando dois reservatonos manti-
Figura 2.10 Problema 2.16. dos em níveis constantes, com diferença de cotas de 17,5 m,
para transportar uma vazão de água de 30 1/s. Material da tu-
bulação, aço galvanizado com costura novo, E = O, 15 mm.
[D= 0,15 rn]

2.18 Um sistema de transporte de água entre dois reservatórios, com diferença


de nível de 12 m, é feito por urna tubulação de 1100 m de comprimento e 0,20
m de diâmetro e uma bomba para o recalque. Observa-se que, para o fluxo
ascendente, recalque, e para o fluxo descendente, escoamento por gravidade,
a vazão é a mesma. Se o rendimento da bomba é de 70%, determine sua po-
tência. Rugosidade absoluta da tubulação, E= 0,25 mm.
[Pot = 14,77 kW (20 cv)]
2.19 Dete1mine a perda de carga em um conduto retangular de seção 0,50 m
x 0,20 m, de aço comercial novo, E= 0,045 mm, com 620 m de comprimento,
transp011ando 1 1O 1/s de água. Viscosidade cinemática da água v = 1o-6 m2/s.
[L'1H = 2,12 m]

2.20 Em uma adutora de 150 mm de diâmetro, em aço soldado novo E= 0,10


mm, enterrada, está ocorrendo um vazamento. Um ensaio de c'arnpo para levan-
tamento de vazão e pressão foi feito em dois pontos, A e B, distanciados em
500 rn. No ponto A, a cota piezométrica é de 657,58 me a vazão, de 38,88 1/s,
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
65

e no ponto B, 643,43 m e 31 ,8 1 1/s. A que distância do ponto A deverá estar lo-


calizado o vazamento? Repita o cálculo usando a fórmula de Hazen-Williams.
a) [x = 355 m] b)[x = 275 m]

2.21 Em uma tubulação horizontal de diâmetro igual a 150 mm, de ferro nm-
dido em uso com cimento centrifugado, foi instalada em uma seção A, uma
mangueira plástica (piezômetro) e o nível d'água na mangueira alcançou a
altura de 4,20 111. Em uma seção B, 120 m à jusante de A, o nível d 'água em
outro piezômetro alcançou a altura de 2,40 m. Determine a vazão.
[Q = 26,5 1 1/s]

2.22 Usando o resultado do Problema 2.1 e a fórmula de Swamee-Jain, Equa-


ção 2.37, encontre uma relação implícita do fator de atrito ou do número de
Reynolds, em função da rugosidade relativa da tubulação E/D, e use-a para re-
solver o seguinte problema. A ligação entre dois reservatórios mantidos em ní-
veis constantes é feita por uma tubulação de 450 m de comprimento, 6" de
diâmetro e rugosidade absoluta E= 0,9 mm. Determine o mínimo desnível
entre os reservatórios para que o escoamerito de água ainda seja francamente
turbulento rugoso.
[LiH = 7,4 1 m]

2.23 A ligação entre dois reservatórios, mantidos em níveis constantes, é feita


por duas tubulações em paralelo. A primeira com 1500 m de comprimento, 300
mm de diâmetro, com fator de atrito f = 0,032, transporta uma vazão de 0,056
m 3/s de água. Determine a vazão transportada pela segunda tubulação, com
3000 m de comprimento, 600 mm de diâmetro, e fator de atrito f = 0,024.
[Q = 0,258 m 3/s]

2.24 Se o diâmetro de uma tubulação de aço rebitado for duplicado, que efei-
to isto provoca na vazão, para uma dada perda de carga constante, consideran-
do que ambos os escoamentos são laminares.
[Q2 = 16·Qil

2.25 Determine qual o tempo mínimo necessário


para esvaziar a seringa, de diâmetro igual a 1,2 cm,
mostrada na Figura 2. I 1, de modo que o escoa-
mento de água no interior da agulha, de diâmetro
igual a 0,4 mm, ainda seja laminar. Detennine Figura 2.11 Problema 2.25.

também o valor da força F necessária para ser apli-


cada ao êmbolo da seringa. Despreze o volume de
B
H;d,á,lica Bãs;ca Cap. 2

água dentro da agulha e o atrito entre o êmbolo e a seringa. Adote Reyc,it = 2300. Vis-
cosidade cinemátiyi da água v = 10·6 m2/s.
[t = 18,78 s , F = 5, 19 N]

~ Considere o escoamento permanente de água em uma tubulação retilínea de


200 m de comprimento, de um certo material, com diâmetro igual a l /2".
Em uma seção A, na cota 100,00 111, a altura d'água em um piezômetro é de
3,0 me em uma seção B, na cota 100,50 m, a altura d'água em um piezômetro
é de 2,0 111. Determine:
a) o sentido do escoamento;
b) a vazão que escoa.
Suponha escoamento laminar e depois verifique se a hipótese está
correta.
a) [Sentido A ➔ B] b) [Q = 0,015 1/s]

2.27 Considere o escoamento de água em um conduto forçado de seção qua-


ª·
drada de lado Para uma determinada vazão, determine a relação entre o fator
de atrito f da fórmula universal e o coeficiente C de rugosidade da fórmula de
Hazen-Williams, para que a perda de carga unitária seja a mesma nas duas
formulações. Utilize o conceito de diâmetro hidráulico nas duas equações.

2.28 Um fluido de viscosidade µ = 0,0048 Ns/1112 e densidade igual a 0,90


flui em uma tubulação lisa de 0,30 m de diâmetro, com velocidade média de
1,5 m/s. Calcule a tensão ele atrito e a velocidade a 100 mm do eixo ela tubu-
lação.

[-e= 3,12 N/m2 ; V100 = 1,59 m/s]


2.29 Em um escoamento turbulento de água em um tubo de 300 mm de diâ-
metro, a tensão de cisalhamento na parede é ele 5,0 N/n/ e a velocidade central
é 2,0 m/s. Determine a vazão, a perda de carga unitária e a que distância da
parede ocorre a velocidade méd ia e o gradiente de velocidade a 25 mm da li-
nha central.
Cap. 2 Escoamento Uniforme em Tubulações
67

[Q = O, 121 m 3/s; J = 6,80-10-3 mim; y = 29 mm (33,47 mm) ;


dV /dy = 1,41 m/s/m] '

~ Água escoa em um tubo de 50 mm de diâmetro e rugosidade absoluta


E= 0,8 mm. A velocidade na linha de centro é de 3,0 m/s. Determine a perda
de carga em 3,0 m de tubo.
[LlH = 0,72 m]

~Considerando o escoamento turbulento hidraulicamente rugoso em todas


· as tubulações, colocadas em um plano horizontal e mostradas na Figura 2.12,
determine a vazão através dos trechos ( 1), (2) e (3), interligados no ponto A,
em função da vazão de entrada Q 0 , sabendo que os tubos são feitos do mes-
mo material e têm o mesmo diâmetro. Assuma que o fator de atrito f dos três
trechos é constante.
Figura 2.12 Problema 2.3 1.

2.32 Sabendo que o escoamento de água em uma certa tubulação circular é


turbulento hidraulicamente rugoso, qual é o acréscimo percentual na perda de
carga unitária quando aumentamos a vazão em 10%.
Este cálculo imediato pode ser feito se o escoamento for
turbulento hidraulicamente liso? Por quê? 554,00

[A perda de carga unit,iria aumenta em 21 %; Não)

'~ Determinar a relação entre a vazão máxima e a /\


-vazão mínima que pode ser retirada na derivação B, con-
forme Figura 2.13, impondo que o reservatório 2 nunca
seja abastecido pelo reservatório I e que a mínima car-
ga de pressão disponível na linha seja 1,0 mH2O. Utili-
ze a fórmula de Hazen-Williams. Despreze as perdas
localizadas e as cargas cinéticas.
Figura 2.13 Problema 2.33.
[Q,rníx/Qmín = 1,89)
~ Uma tubulação de 0,30 m de diâmetro e 3,2 km
de comprimento desce, com inclinação constante, de um reservatório cuja
superfície livre está a uma altitude de 150 m, para outro reservatório cuja su-
perfície livre está a urna altitude de 120 rn, conectando-se aos reservatórios em
pontos situados a I O m abaixo de suas respectivas superfícies livres. A vazão
através da linha não é satisfatória e instala-se uma bomba na altitude 135 m ·
a fim de produzir o aumento de vazão desejado. Supondo que o fator de atri-
to da tubulação seja constante e igual a f = 0,020 e que o rendimento da bomba
seja de 80%, determine:
Cap. 2

&1'}t vazão original do sistema por gravidade.


~ a potência necessária à bomba para recalcar uma vazão de 0,15 m 3/s.
c) as cargas de pressão imediatamente antes e depois da bomba, despre-
zando as perdas de carga localizadas e considerando a carga cinética
na adutora.
d) desenhe as linhas de energia e piezométrica após a instalação da bom-
ba, nas condições do item anterior.
Sugestão: reveja a Equação 1.36, observando os níveis d ' água de mon-
tante e jusante.
a) [Q = 0,117 m 3/s]; b) [Pot = 34,93 kW (47,5 cv)]; c) [pamcslY= 6,61 mH2O;
d) Pdcpois/Y = 25,61 mH2O]

E C)5,s Na Figura 2.14 os pontos A e B estão conectados


a um reservatório mantido em nível constante e os pon-
300m tos E e F conectados a outro reservatório também man-
e 8" D tido em nível constante e mais baixo que o primeiro. Se
a vazão no trecho AC e igual a 10 1/s de água, determi-
F nar as vazões em todas as tubulações e o desnível H entre
Figura 2.14 Problema 2.35. os reservatórios. A instalação está em um plano horizon-
tal e o coeficiente de rugosidade da fórmula de Hazen-
Willians, de todas as tubulações, vale C = 130. Despreze
as perdas de carga localizadas e as cargas cinéticas nas tubula-
ções.
[Qsc = 29,I l/s; Qco = 39,11/s; QoE = 20,73 1/s; QoF = 18,37 1/
s; H = 6,47 m]
A
800,00 ·" / Determinar o valor da vazão Qs , e a carga de pressão
tro;onto B, sabendo que o reservatório l abastece o reserva-
2
tório 2 e que as perdas de carga unitárias nas duas tubulações
4" e são iguais. Material: aço soldado revestido com cimento
460111 centrifugado. Despreze as perdas localizadas e as cargas
cinéticas. ·
Figura 2.15 Problema 2.36.
[QB = 12,29 1/s; pt/y = 23,48 mH2O]
~

3 69

PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS

3.1 INTRODUÇÃO
As instalações de transporte de água sob pressão, de qualquer porte, são
constituídas por tubulações montadas em seqüência, de eixo retilíneo, unidas
por acessórios de natureza diversa, como válvulas, curvas, derivações, regis-
tros ou conexões de qualquer tipo e, eventualmente, uma máquina hidráulica
como bomba ou turbina. A topologia do sistema é a mais variada, desde uma
linha única em uma instalação de bombeamento até uma rede de distribuição
em uma instalação predial ou sistema de irrigação. Nos trechos retilíneos, de
diâmetro constante e mesmo material, a perda de carga unitária é constante,
desde que o regime seja permanente.
A presença de cada um destes acessórios, necessários para a operação
do sistema, concorre para que haja alteração de módulo ou direção da veloci-
dade média, e conseqüentemente de pressão, localmente. Isto se reflete em um
acréscimo de turbulência que produz p_e rdas de carga que devem ser agrega-
das às perdas distribuídas, devido ao atrito, ao longo dos trechos retilíneos das
tubulações. Tais perdas recebem o nome de perdas de carga localizadas ou sin-
gulares.
Para a maioria dos acessórios ou conexões utilizados nas instalações
hidráulicas, não existe um tratamento analítico para o cálculo da perda de carga
desenvolvida. Trata-se de um campo eminentemente experimental, pois a ava-
liação de tais perdas depende de fatores diversos e de difícil quantificação.
A presença do acessório na tubulação altera a uniformidade do escoa-
mento e, apesar da denominação perda de carga localizada, a influência do
acessório sobre a linha de energia se faz sentir em trechos a montante e a
jusante de sua localização. A Figura 3.1 mostra uma situação esquemática da
presença de um estrangulamento (diafragma) em uma tubulação, destacando-
se dois trechos de interesse. No trecho 1-2, a montante, onde ocorre uma con-
vergência das linhas de corrente, há uma aceleração do movimento e alteração
no perfil de velocidade, contribuindo para um acréscimo na intensidade da tur-
bulência do escoamento principal. Do mesmo modo, a jusante, trecho 2-3, a
13 HWáollra ~áslra Cap. 3

~-,-c-:.:-~- ~'.1í===±:r,. desaceleração, de forma mais efetiva, provoca a formação de


redemoinhos às expensas da energia do fluido, energia esta que
L.E. real l se transforma em calor quando o processo turbilhonar cessa,
após o escoamento ser novamente estabelecido. Assim, há uma
''' i
'
Q ' variação contínua no desenvolvimento da linha de energia entre
-+ - ·- - :'' - ,-l D as seções 1 e 3; para efeito prático, convenciona-se representar
i :'
' : esta variação de modo concentrado na seção da singularidade
' que a provoca, seção 2. O desenvolvimento da linha de energia
cb a montante e a jusante do acessório, trechos caracterizados por
Figura 3.1 Perda de carga localizada em um estran- um escoamento permanente e rapidamente variado, difere para
gulamento. cada tipo de geometria da singularidade.

3.2 EXPRESSÃO GERAL DAS PERDAS LOCALIZADAS


De modo geral, as perdas de carga localizadas, para cada acessório, po-
dem ser expressas por uma equação do tipo:

y2
~h =K - (m) (3.1)
2g

em que K é um coeficiente adimensional que depende da geometria da cone-


xão, do número de Reynolds, da rugosidade da parede e, em alguns casos, das
condições do escoamento, como a distribuição de vazão em uma ramificação. V
é uma velocidade média de referência, em geral nas peças em que há mudança
de diâmetro, tomada como a velocidade média na seção de menor diâmetro.
Em geral, o coeficiente K determinado experimentalmente para valores
do número de Reynolds suficientemente elevados, maiores que 105, torna-se
independente deste, assumindo-se em situações práticas um valor constante re-
tirado das tabelas e gráficos apresentados na literatura.
Deve-se observar que os valores recomendados do coeficiente K, que
serão apresentados na seqüência e extraídos de várias fontes, para alguns tipos
de singularidades devem ser entendidos como valores médios, uma vez que a
sua determinação experimental é afetada por diversos fatores. Para uma deter-
minada conexão de um certo diâmetro, a perda de carga depende do tipo de
acabamento interno da conexão, existência de rebarbas ou ângulos vivos e até
das condições da instalação no ensaio, como fixação da peça flangeada ou
roscada, aperto de rosca etc. Deste modo, a mesma conexão originada de fa-
bricantes diferentes costuma apresentar nos ensaios valores diferentes do coe-
ficiente K.
Cap. 3 p.,dM da C&ga Locali,adas B
A Figura 3.2 mostra o resultado do levantamen- 0,30

to do coeficie nte K em um cotovelo 45°, de 1 ½" de 0,29


0,28
diâmetro, ferro galvanizado, realizado no Laboratório
0,27
de Hidráulica da Escola de Engenharia de São Carlos,
0,26
para a Industria de Fundição Tupy.
0,25
~
0,24
3.3 VALORES DO COEFICIENTE K PARA 0,23
ALGUMAS SINGULARIDADES 0,22
0,21
3.3.1 ALARGAMENTOS E ESTREITAMENTOS 0,20 1 -- --+- - --1-- - 1 -- - t -- -1- ---j

o 20000 40000 60000 80000 100000 120000


A mudança de diâmetro em uma linha de tubula-
Rey
ções pode ser feita de modo brusco ou gradual, seja por
aumento (alargamento) ou diminuição (estreitamento) da Figura 3.2 Curva K x Reynolds para um cotovelo de 45°.
seção transversal. No caso de um alargamento bmsco,
como na F igura 3.3 a pe rda localizada oc01Te pela desa-
celeração do fluido no trecho curto entre as seções I e 2, de áreas A1
e A2, respectivamente. A determinação da perda localizada, neste
caso, permite um tratamento analítico, pela aplicação do teorema da
quantidade de movimento e da equação da energia ao fluido que -------
t}lh
ocupa o volume de controle limitado pelas seções I e 2. Observa-se, ---------- --,---------).:~ ·
V2/2g L.P.
experimentalmente, que a pressão na áreaAB é, em média, aproxima-
damente igual à pressão na seção 1, e a flutuação se deve aos rede-
moinhos na zona morta fora do escoamento principal.
Para o volume de controle escolhido, a aplicação do teorema
da quantidade de movimento, no regime permanente e uniforme,
leva a
Figura 3.3 Alargamento brusco.
(3.2)

em que I Fx é o somatório de todas as forças que atuam sobre o líquido con-


tido no volume de controle, na direção x, p Q é a vazão em massa através das
seções 1 e 2 e Vi, as velocidades médias do escoamento estabelecido. Aplican-
do a Equação 3.2 e desprezando o atrito entre o fluido e a parede da tubula-
ção, fica:

(3.3)

A equação da energia, Equação 1.11 a, aplicada entre as seções 1 e 2, na


qual a perda total entre as seções é somente a perda localizada devido à s in-
gularidade, torna-se:
Cap. 3

y2 y2
E!_ + _ 1 = E1_ + _z + ~h (3.4)
y 2g y 2g

Eliminando a diferença de pressão p 1 - p2 nas duas equações anteriores


e desenvolvendo, vem:

(3 .5)

1. Jean Charles Borda, matemático e


oficial de marinha francês 1 1733-1799,
Esta equação, que reproduz bem o valor da perda de carga levantada
e Lazare Carnot, engenheiro francês,
1753-1823.
experimentalmente no alargamento brnsco, é conhecida como equação ele Bor-
cla-Canwt. 1
Como na situação de um alargamento brusco, V 1 > V2, a seguinte desi-
gualdade é válida:

(3.6)

indicando que há uma recuperação da pressão na seção 2, à custa da diminui-


ção da carga cinética, e que a linha piezomét.rica sobe no sentido do escoamen-
to, conforme comentado na Seção 1.2.2 e verificado na Figura 3.3.
No caso particular importante da passagem em aresta viva de uma ca-
nalização para um reservatório de grandes proporções, situação em que a ve-
locidade é nula no trecho de maior seção (reservatório), pois A2 ➔ oo, o valor
de K é igual à unidade, indicando a perda total da carga cinética, como na
Figura 3.4 Passagem de uma tubu-
Figura 3.4.
lação para um reservatório.
Para uma contração brusca, o escoamento tem características semelhan-
tes à expansão, na qual, primeiro, o fluido se afasta da fronteira sól ida na forma
de uma contração do jato e, então, se expande para preencher totalmente a se-
ção de menor diâmetro a jusante. Pelo fato de a perda de carga no fluxo ace-
lerado ser bem menor que no fluxo desacelerado, a perda entre as seções 1 e
O, na Figura 3.5 pode ser desprezada de modo que a perda entre as seções O e
2 seja tomada como a perda localizada na singularidade.
Usando a Equação 3.5, vem:
Cap. 3 Pernas d• Ca,ga LooaU,adas B
(3.7)

em que Vº é a velocidade média do jato na seção de menor di- 1


âmetro, chamada seção contraída, cuja área é usualmente expres- --t.=- V2

sa através do conceito de coeficiente de contração Cc, na forma: - - :- -· -


_J__ ~ ======~.==---_l)
- -

1
- -

1
- -+

® @
(3.8) Figura 3.5 Contração brusca.

Utilizando-se a equação da continuidade entre as seções O e 2, a Equa-


ção 3. 7 fica:

(3 .9)

Os valores do coeficiente de perda de carga localizada em uma contra-


ção brusca são dados na Tabela 3. 1, em relação à velocidade no trecho de
menor diâmetro.

Tabela 3.1 Valores do coefi ciente K para reduções bruscas.

Ai/A1 o 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
K 0,50 0,46 0,41 0,36 0,30 0,24 0,1 8 0, 12 0,06 0,02 o.o

Quando a relação A2/A1 se aproxima de O, o que significa que a área de


montante é muito maior que a de jusante, caso da transição de um reservató-
rio para uma tubulação de um certo diâmetro, o valor K tende para 0,50, como
na Tabela 3. 1. A Figura 3.6 mostra o desenvolvimento das linhas de energia e
piezométrica e os valores de K na passagem de um reservatório para uma tu-
bulação, em função do tipo de geometria da transição.
No caso de um alargamento ou contração gradual, conforme a Figura
3.7, a perda de carga depende, evidentemente, da geometria da peça. O coe-
ficiente de perda de carga é função do ângulo de abertura do alargamento ou
de fechamento da contração e da relação de áreas ou diâmetros das seções ex-
tremas. Devido à grande área de contato do fluido com a peça, o coeficiente
de perda de carga K e ngloba os efeitos de atrito na parede e do
turbilhonamento de grande escala. Para um alargamento gradual com ângulo
central de abertura pequeno, o coeficiente K
depende exclusivamente do atJ.ito de superfície e,
à medida que este ângulo cresce, o efeito pre-
ponderante passa a ser o de descolamento da
veia e conseqüente formação de grandes turbi-
V lhões. A soma destes dois efeitos é mínima

para um ângulo de abertura central em tomo de
K =0,5 6° a 7°. Os alargamentos graduais em forma de
N.A. tronco de cone são utilizados como difusores no
-f/J;j_i O 05 O l O 2 O3 O4
processo de recuperação de pressão em turbinas
' &: O 25 O 17 O08 O 05 O04 hidráulicas, medidores Venturi, ejetores etc.
Deve-se observar na Figura 3.7, que na contra-
ção gradual com ângulos de fechamento peque-
V nos, até 20°, a perda de carga é desprezível, pois

K=0,8
as velocidades são gradualmente crescentes,
sem formação da seção contraída e posterior ex-
Figura 3.6 Passagem de um reservatório para uma tubulação. pansão.

0,8

I
,
~,,
----r--- ID,ID,~3,0
t_ Gibson ~---~----l ___
I
I
I
_,_ \
1
T
2,0
0,6 \_
J Huang

1: , ,,.
í
----
Gibson

--- - -- --- !L_


0,4
I - !',..._,.._
K
I
,r% 1,53
K

0,2
l 1/ l'-Peters

!D1 -
vY-' O...- - - _\~-~
.., ,-
I
v, t -

20o 40º a 60º 80°


ºo~~;!::2;to;::•=i:___1___1__J_ _L_ L_l_J
100° 40 a 60° 80º 100°
(a)
(b)

Figura 3.7 Coeficientes de perdas localizadas em (a) expansão e (b) contração, conforme (6).
Cap. 3 P•"las d• Ca,ga LOCffii,adas B
De modo geral, o movimento acelerado acompanhado de um gradiente
de pressão favorável tende a estabilizar o escoamento, ao passo que, no movi-
mento desacelerado com gradiente de pressão adverso, tende a produzir sepa-
ração da veia, instabilidade, formação de redemoinhos e, conseqüentemente,
maior dissipação de energia. Observe na Figura 3.7 que, para a mesma relação
de diâmetros e mesmo ângulo a , o coeficiente de perda localizada no
estreitamento gradual é menor que no alargamento. Em ambos os casos, oco-
eficiente K é relativo à velocidade na seção de menor diâmetro.

3.3.2 COTOVELOS E CURVAS


Tais conexões, muito utilizadas nas diversas instalações de transporte de
água, produzem perdas localizadas devido à mudança de direção do escoamen-
to. Pelo efeito da inércia, os filetes tendem a conservar seu movimento retilíneo
e são impedidos pela fronteira sólida da conexão. Esta mudança de direção
provoca uma modificação substancial no perfil de velocidade e, conseqüente-
mente, na distribuição de pressão, de modo que ocorre um aumento de pres-
são na parte externa da curva com diminuição da velocidade, e o inverso na
parte interna da curva, o que gera um movimento espiralado das partí-
culas, que persiste por uma considerável distância a jusante da curva.
Basicamente, a perda de carga depende da rugosidade da parede, do
número de Reynolds, da relação entre o raio de curvatura médio e o
diâmetro e do ângulo de curvatura, e existe uma grande disparidade de
resultados experimentais do valor do coeficiente K entre os distintos
trabalhos de investigação. Ampla informação sobre valores de K para
curvas, cotovelos ou diferentes tipos de singularidades podem ser encon-
trada nas referências Ito (12), WES (6), Idelcic (11), Miller (16) e Len-
castre ( 13).
Figura 3.8 Curva circular de raio r e
No caso específico de curvas e cotovelos, como observado nas ângulo ex.
Figuras 3.8 e 3.9, respectivamente, os valores do coeficiente K podem
ser determinados para o ângulo a, em graus, pelas Equações 3. 1Oe 3. 11 .

(3. 10)

...
V

K = 67,6- w-6 • ( a ) 2 ·17 (3.11)


Figura 3.9 Cotovelo de ângulo ex.
Cap. 3

3.3.3 REGISTRO DE GAVETA


Com freqüência, as tubulações dispõem de mecanismos que pemútem re-
gular a vazão transportada, ou mesmo promover o fechamento total. Tais equi-
pamentos, comumente chamados de válvulas, podem ser de diversos tipos,
tamanhos e geometrias, tais como válvula de borboleta, registro de gaveta,
registro de globo, registro de ângulo, válvula em Y etc. Quando totalmente
abertas, as válvulas não produzem alterações substanciais no escoamento,
porém, quando parcialmente fechadas, provocam perdas de carga considerá-
veis. Para o caso do registro de gaveta, de larga aplicação, cujo processo de fe-
chamento se dá através de uma lânúna vertical, como
na Figura 3 .1 O, a Tabela 3 .2 apresenta os valores do

Q
..___ ---- ~ a
coeficiente K em função do grau de fechamento da
válvula, sendo a perda calculada pela Equação 3.1
➔ ·--~ - com a velocidade média do escoamento na seção ple-
-..::::::-
.,,,, na da tubulação. Deve-se observar, na Tabela 3 .2, que
o valor do coeficiente de perda de carga aumentara-
Figura 3.10 Registro de gaveta. pidamente com o grau de fechamento da válvula.

Tabela 3.2 Valores de K para registro de gaveta parcialmente fechado.

a/D o 1/4 3/8 1/2 5/8 3/4 7/8


K 0,15 0,26 0,81 2,06 5,52 17,0 97,8

3.3.4 VÁLVULA DE BORBOLETA


As válvulas de borboleta são dispositivos usados
Q
D em instalações hidráulicas para fazer controle de vazão.

Podem ser operadas de modo manual ou com auxílio de
dispositivos elétricos (acionadores), para fechamento
total ou fixação de um certo ângulo a de abertura, con-
Figura 3.11 Válvula de borboleta. forme a Figura 3.11. Os valores do coeficiente de per-
da de carga são apresentados na Tabela 3.3.

Tabela 3.3 Valores de K em função do ângulo de abertura.

aº o 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
K 0,15 0,24 0,52 0,90 1,54 2,5 1 3,9 1 6,22 10,8 18,7 32,6
c,p. 3 Pe,das de Ca,ga L=liwdas lJ
3.3.5 VALORES DIVERSOS DO COEFICIENTE DE PERDA DE CARGA
Alguns valores indicativos dos coeficientes de perda de carga para diver-
sos acessórios são apresentados na Tabela 3.4, observando que, pela natureza do
problema, tais valores não são universais, mesmo porque, para determinados
acessórios o valor de K é função do próprio diâmetro.

Tabela 3.4 Valores do coeficiente K para diversos acessórios.


,_
Acessório K Acessório K
Cotovelo de 90º raio curto 0,9 Válvula de gaveta aberta 0,2
Cotovelo de 90º raio longo 0,6 Válvula de ângulo aberta 5
Cotovelo de 45" 0,4 Válvula de globo aberta 10
Curva 90º, r/D = 1 0,4 Válvula de pé com crivo 10
Curva de 45º 0,2 Válvula de retenção 3
Tê, passagem direta 0,9 Curva de retomo, a = 180º 2,2
Tê, saída lateral 2,0 Válvula de bóia 6
i

3.4 ANÁLISE DE TUBULAÇÕES


O problema básico do transporte de água sob pressão em uma linha de
tubulações, na qual existe trechos de diâmetros diferentes e diversos acessó-
rios, refere-se ao cálculo da vazão, dada uma certa energia disponível pelo
sistema. O problema consiste no cálculo das perdas de carga distribuídas ou
contínuas em cada trecho de determinado diâmetro e também na avaliação das
perdas de carga localizadas produzidas pelos acessórios. Estes dois conjuntos
de perdas deverão ser somados e feita a compatibilidade energética com aquilo
de que o sistema dispõe.
Considere a ligação de dois reservatórios abertos para a atmosfera e
mantidos em níveis constantes, conforme a Figura 3.12, na qual, se todos os
elementos fossem conhecidos, seria possível traçar a linha de energia como
uma linha contínua, correspondente às perdas de carga distribuídas e apresen-
tando em determinadas seções descontinuidades provocadas pelas perdas de
carga localizadas. Abaixo desta linha e a uma distância correspondente à car-
ga cinética de cada trecho, seria possível traçar a linha piezométrica. Desta for-
ma é possível estabelecer uma equação geral de cálculo de uma tubulação sob
pressão, seja com escoamento por gravidade ou mesmo por bombeamento. A
análise a ser feita, segundo o esquema apresentado na Figura 3.12, é a seguinte:
a) As superfícies livres dos reservatórios são as duas únicas seções em
que a pressão é atmosférica e representam condições energéticas li-
Cap. 3

mites a montante e a jusante. A diferença de cotas topográficas entre


tais superfícies representa, obviamente, a energia total de que o sis-
tema dispõe para, sujeito às condições da linha, veicular uma certa
vazão no escoamento estritamente por gravidade.
b) A adutora é constituída por vários trechos cilíndricos de comprimen-
tos L;, de diâmetros iguais ou não, e seções A,B,C,D,E,F, nas quais
singularidades provocam perdas localizadas.
e) Cada trecho retilíneo provocará uma perda de carga distribuída, dada
por J; L;, em que J; é a perda de carga unitária calculada pelas expres-
sões discutidas no capítulo anterior, e cada singularidade provocará
uma perda localizada dada por K V2/2g.
d) Eventualmente, no sistema adutor poderá haver elementos fa inter-
calados que provoquem troca de energia com o fluido (bombas ou
turbinas) e que forneçam ou retirem energia equivalente, em metros
de coluna d'água, a ó.fa.

ZI
Desta forma, o balanço energético global do siste-
L1 , L2 , L3 , L4 , L5 L6 ma da Figura 3. 12 é dado por: lvol'l'llbrr f1J
~n:JRlàiNlX
l',.Z ó.Z = L,J; L; + L,ió. h i ± L,~ ó.Ek (3.12)

em que os sinais negativo e positivo cotTespondem, res-


pectivamente, às bombas e turbinas.
1 No caso particular de não haver bombas ou turbi-
A
1 1 1 1 1 nas entre os dois reservatórios, a energia topográfica to-
B C D F
tal disponível ó.Zé inteiramente consumida pelas perdas
Figura 3.12 Ligação entre dois reservatórios.
de carga, de modo que a Equação 3.12, pode ser escrita
usando-se a fórmula universal de perda de carga, como:

ó.Z =I,. f ; ..s__ v? I.


+
1
K-
1
v/ (3.13)
' D; 2g 2g

A Equação 3.12 pode ser utilizada em cada ligação entre duas-seções em


que se verifique o contato com a atmosfera exterior e, associada à equação da
continuidade, resolver problemas inerentes à interligação entre três ou mais re-
servatórios, como será visto nos capítulos seguintes.

3.5 INFLUÊNCIA RELATIVA DAS PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS


Basicamente, os três principais problemas de escoamento em tubula-
ções, na condição de escoamento por gravidade, são: a determinação da per-
Cap. 3 Pa,das de Ca,ga localirndas B
da de carga e variação da pressão, conhecendo-se a vazão e as características
da tubulação; o cálculo da vazão a partir das características da tubulação e da
energia que sustenta o escoamento; e o dimensionamento do diâmetro da li-
nha, necessário para que passe urna determinada vazão, compatível com adi-
ferença energética entre seções.
Algumas aplicações feitas no capítulo anterior seguiram esta linha em
situações nas quais não havia perdas localizadas. O tratamento analítico dos
três problemas, através da equação de Bernoulli e das equações de resistência
já vistas, continuará a ser utilizado com o aumento do grau de dificuldade pela
presença de singularidades. Desta forma, é necessário ter uma idéia prévia, em
cada situação, da importância relativa das perdas localizadas, isto é, quando
elas podem ser desprezadas sem prejuízo do cálculo. Em tubulações curtas
como na sucção de uma bomba, ou em sistemas como instalações hidráulico-
sanitárias em edifícios, em que, além dos trechos serem curtos, existe um grande
número de acessórios, as perdas localizadas são absolutamente preponderantes.
Nos projetos de redes de distribuição de água, nos quais diâmetros e
comprimentos são relativamente grandes, as perdas de carga localizadas cos- Imagine o escoamento de uma certa
vazão através de um estreitamento
tumam ser desprezadas, face às perdas por atrito nos comprimentos retilíneos gradual com ângulo de 60º e relação
das tubulações. Em geral, em sistemas hidráulicos nos quais as perdas locali- de diâmetros 02/01 = 1,5.
Se o sentido do escoamento for
zadas não pe1fazern mais que 5% das perdas distribuídas podem, em princí- invertido a perda. de carga localizada
aumenta ou diminui?
pio, ser desprezadas. Corno regra básica, se uma linha de tubulações tiver um
comprimento retilíneo entre os acessórios igual a 1000 vezes o diâmetro, ou
mais, as perdas de carga localizadas têm influência secundária na perda total
do sistema.
Neste sentido, considere-se a ligação entre dois re- N.A.
servatórios abertos e mantidos em níveis constantes, fei-
ta por uma tubulação de um determinado diâmetro D e --- -----
rr----------~l ________~J:~-------- ó.Z N.A.
comprimento L, na qual se instalou um registro de gave-
ta aberto, conforme Figura 3.13. O traçado das linhas de L.P.
energia e piezométrica é o convencional, levando-se em -+
conta as perdas na entrada, no registro e na saída da linha.
Para efeito comparativo do valor da relação L/D e das
perdas localizadas, sobre a velocidade média na tubulação
e, conseqüentemente, sobre a vazão, fixa-se o valor do
I. L

coeficiente de atrito f = 0,025, independente do número de Figura 3.13 Influência das perdas localizadas.
Reynolds.
O balanço energético entre os reservatórios, dado pela Equação 3.13,
com os valores dos coeficientes de perda de carga localizada retirados dos itens
anteriores, é calculado por:
Cap. 3

L y2 y2 L y2
!J.Z=f--+"' K - = ( f - + K +K + K ) - =
D 2g L.,, 2g D e r s 2g

L y2
= (0,025 - + 0,5 + 0,2 + 1,0) -
D 2g

A expressão anterior mostra que, quando a relação L/D vai aumentan-


do, o valor numérico entre parênteses depende cada vez menos do somatório
dos coeficientes de perdas de carga localizadas, igual a 1,7. Se as perdas de
carga localizadas forem preliminarmente abandonadas, gerando uma veloci-
dade média aproximada dada por:

que, quando comparada à velocidade média real, dada por:

fig .jtiz
V = ---.===== ==
L
(0,025-+ l,7)
D

comete-se os seguintes erros, segundo a Tabela 3.5.

làbela 3.5 Comparação da influência das perdas localizadas


com o comprimento relativo da linha.

UD v.tfil V/fil Erro(%) = I00*(V.-V)N


100 2,80 2,16 29,63
500 1,252 1,175 6,55
1000 0,885 0,857 3,26
1500 0,723 0,707 2,26
Cap. 3 P"das de Ca,ga LocaU,ad~ IJ
Conclui-se, portanto, que, para comprimentos relativos L/D superiores
a 1000, o erro cometido no cálculo da velocidade média ou da vazão pode ser
da ordem de grandeza daquele cometido na especificação do fator de atrito ou
dos próprios coeficientes de perda localizada. Assim, a regra básica de despre-
zar as perdas de carga localizadas quando a tubulação é longa, L/D > 1000, é
bastante razoável. Evidentemente, dependendo da natureza do problema e do
grau de precisão exigido, o projetista estabelecerá seu próprio critério.

EXEMPLO 3.1

A ligação entre dois reservatórios abertos, cujos níveis d'água diferem


em IO m, é feita através de uma tubu lação de O, 15 m de diâmetro, em aço sol-
dado liso, coeficiente de rugosidade e= 0,10 mm. O comprimento retilíneo da
tubulação é 4 10 m, existindo como singularidades, que produzem perdas lo-
calizadas, as seguintes: entrada na tubulação em aresta viva Ke = 0,50, dois co-
tovelos 90° raio curto, Ke = 0,80 e entrada no reservatório inferior Ks = 1,0.
Determine a vazão transportada em regime permanente.
Usando a Equação geral 3.13, para um único diâmetro, vem:

L y2 y2 L y2
.1Z=f--+I K . - =(f- + I K.)-
D 2g j J 2g D j J 2g

Substituindo os valores dados e desenvolvendo, a expressão anterior


torna-se:

.1Z = 10 m = (139,46 f + 0,158) V2 (3.14)

indicando que o problema é indeterminado, uma vez que existe somente a


equação anterior, originada da aplicação da equação de Bernoulli entre os
extremos da tubulação e duas incógnitas, a velocidade média V e o fator de
atrito f. Lembrando que o fator de atrito depende, em princípio, da rngosidade
absoluta e e do número de Reynolds, e como as duas incógnitas são interliga-
das através da Equação 2.37, pode-se utilizar um processo de tentativa e erro,
adotando um valor inicial para V e, conseqüentemente, calculando f, até que
a equação básica anterior seja verificada, isto é, até que a soma das perdas
distribuída e localizada seja igual ou bem próxima a 10 m. Como foi comen-
tado na Seção 2.5, em aplicações práticas, as veloc idades médias nas tubula-
ções, em geral, encontram-se na faixa de 0,50 a 3,0 m/s. Assim, adotando-se
um valor inicial para a velocidade média, com os valores diâmetro D= 0,15 m
e rugosidade e= O, 1O mm e o auxílio da tabela da Equação 2.37, Tabela Al , de-
termina-se o valor do coeficiente de atrito f e a perda total .1Z pela Equação 3.14.
GH;dra""" Bás<a Cap. 3

O processo de convergência é garantido se, a cada passo, o novo valor da ve-


locidade V for calculado pela Equação 3.14, usando o valor do coeficiente f do
passo anterior. Quando o valor do coeficiente de atrito f for constante, o pro-
cesso convergm.
1. Seja V = 1,0 m/s ➔ Tabela AI ➔ f = 0,0202 ➔f..Z = 2,98 m ::/- 1O
m
2. Seja f = 0,0202 ➔ Equação 3.14 ➔V= 1,833 m/s ➔ Tabela AI ➔
f=0,0193
3. Seja f = 0,0193 ➔ Equação 3.14 ➔V= 1,873 m/s ➔ Tabela AI ➔
f = 0,0193
O valor de f não se alterou e o processo convergiu para o valor da veloci-
dade média 1,873 m/s e, conseqüentemente, a vazão será cerca de 0,033 m 3/s.
Uma maneira mais rápida de atingir a convergência do método é prelimi-
narmente desprezar as perdas localizadas, de modo que a perda total do si~tema
f..Z = 10 m seja somente devida à perda distribuída no comprimento L = 41 Om.
Desta forma, a perda de carga unitária pode ser calculada e, com o auxílio da
tabela da Equação 2.38, Tabela A2, a primeira aproximação da velocidade pode
ser determinada como:

f..Z=f..H 10
J=--- = - = 0,0244 mim ➔ Tabela A2 ➔ V= 1,95 m/s
L 410

valor bem mais próximo do correto (V = 1,873 m/s), que a tentativa inicial
V = 1,0 m/s. Incluindo-se as perdas localizadas, a velocidade real será um pou-
co menor que o valor preliminar 1,95 m/s.

EXEMPLO 3.2

E
Uma mangueira de P.V.C., com L = 50
E m de comprimento e D = 50 mm de diâmetro,
oV)
50,0m ➔Q é ligada a um hidrante no qual a pressão é cons-
tante. Um bocal, segundo a forma de uma con-
tração brusca, é acoplado à extremidade de
saída para aumentar a energia cinética e propor-
cionar ao jato d'água um alcance maior. Supon-
do que o coeficiente de atrfro na mangueira seja
Figura 3.14 Exemplo 3.2. constante e igual a f = 0,020 e que o coeficien-
te de perda localizada no bocal, com relação ao
trecho de menor diâmetro, segue os valores ta-
belados abaixo, determine o diâmetro d do bocal para o qual se obtém o mai-
or alcance do jato livre.

(d/0)2 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
K 226 47,8 17,5 7,8 3,8 1,8 0,8 0,3 0,09 o

A aplicação da equação de Bernoulli entre o hidrante, seção 1, e a saí-


da do bocal, seção 2, praticamente no mesmo nível, levando em conta todas
as perdas e o fato de que a carga cinética no hidrante pode ser desprezada, tem
a forma:

y2 y2 Ly2 y2
2.L=-
2
+ LUI+Llli = - 2 +f - ~ +K-2

y 2g 2g D 2g 2g

e como pela equação da continuidade a relação entre a velocidade média na


mangueira Vmg e a velocidade média no bocal V2 é dada porVmg = V2 (d/D)2,
a equação acima fica:

Como, pela condição do problema, a pressão no hidrante é constante e


o alcance do jato deve ser máximo, isto é, a velocidade de saída V2 deve ser
máxima, o termo entre colchetes da equação anterior deve passar por um mí-
nimo. Calculando o termo entre colchetes para cada valor da relação (d/D)2 e
do coeficiente K, dado na tabela anterior, tem-se:

(d/D)' K [l + 20 (d/D)'+ K]
0,2 47,8 49,6
0,3 17,5 20,3
0,4 7,8 12,0
0,5 3,8 9,8
0,6 1,8 10,0
0,7 0,8 11,6
Cap. 3

Pela tabela anterior, verifica-se que o termo entre parênteses passa por
um mínimo para a relação (d/D)2 = 0,5, o que fornece o valor do diâmetro do
bocal d = 35,35 mm.

3.6 MÉTODO DOS COMPRIMENTOS EQUIVALENTES


Entre as Equações 1.20 e 3.1, para determinação de perdas de carga
distribuída e localizada, respectivamente, existe uma analogia formal, isto é,
ambas são função direta da carga cinética. Deste modo, e por conveniência de
cálculo, as singularidades existentes nas tubulações são muitas vezes expres-
sas em termos de comprimentos equivalentes de condutos retilíneos, os quais
provocam a mesma perda de carga que aquela gerada pelo acessório, quando
a vazão em ambos é a mesma.
Impondo a igualdade entre as equações de perda de carga localizada e
de perda contínua, tem-se:

y2 L y2
~h=K-=~H=f_e_ (3.15)
2g D 2g

em que Le é chamado de comp1ú11e1110 er;uivalenle, ·correspondente a cada


singu laridade. Da equação anterior pode-se facilmente obter uma expressão
para a determinação do comprimento equivalente, como:

(3.16)

Portanto, o método dos comprimentos equivaleiites consiste em substi-


tuir, para simples efeito de cálculo, cada acessório da instalação por compri-
mentos de tubos retilíneos, ele igual diâmetro, nos quais a perda de carga seja
igual à provocada pelo acessório, quando a vazão em ambos é a mesma. Assim,
cada comprimento equivalente é adicionado ao comprimento real da tubulação,
a fim de simplificar o cálculo, transformando o problema em um problema de
simples perda distribuída. Deve-se observar pela Equação 3.16 que o compri-
mento equivalente é uma função do coeficiente de atrito f, e este não é fixo para
uma determinada perda e diâmetro, mas depende do número de Reynolds e do
coeficiente de rugosidade do conduto. Também, o coeficiente K é função do nú-
mero de Reynolds, conforme visto na Seção 3.2 deste capítulo, mas para mui-
tos dos propósitos práticos a variação é pequena, sendo desconsiderada.
Este princípio de equivalência será estendido no próximo capítulo, para
tubulações e sistemas hidráulicos, na forma: uma tubulação de certo compri-
mento, diâmetro e rugosidade é equivalente a outra de características distin-
Cap. 3 P,mas de Ca,ga Localiwdas [:j
tas, desde que a perda de carga total em ambas seja a mesma, para uma mes-
ma vazão.
Para cada acessório, caracterizado pelo valor de K, pode-se tabelar a
Equação 3.16 para valores médios do fator de atrito. Nesta linha, foi feita uma
análise estatística de regressão linear nos dados dos comp1imentos equivalentes
de várias peças usadas em instalações hidráulicas, apresentadas na Tabela 3.7
da referência A.B.N.T. (1), para tubos metálicos, aço galvanizado e ferro fun-
dido. Para diâmetros variando de 3/4" até 14", pode-se verificar uma boa re-
lação linear e ntre o comprimento equivalente e o diâmetro da peça na forma
Le =a+ ~D, que, após transformada para LJD =a/D+~. foi calculada a mé-
dia aritmética para a faixa de diâmetros indicada, e apresentada na Tabela 3.6.
A forma de apresentação dos comprimentos equivalentes como função de um O comprimento de um tubo com fator
determinado número de diâmetros, como na Tabela 3.6, é particularmente in- de atrito f = 0,020, expresso em núme•
ros de diâmetros, equivalente a uma
teressante em cálculos de dimensionamento, determinação do diâmetro de uma válvula de angulo aberta, vale quanto?
certa linha, ou quando se utilizam programas de computador.
Para tubos de P.V.C. ou cobre, os valores dos comprimentos equivalentes
recomendados pela A.B.N.T. e constantes da Tabela 3.7 não permitem a aná-
lise de regressão feita anteriormente, isto é, não há linearidade entre o com-
primento equivalente e o diâmetro para cada acessório. Desta forma, a tabela
original foi simplesmente transcrita, não podendo ser transformada para apre-
sentar os comprimentos equivalentes em números de diâmetros.

EXEMPLO 3.3

Na instalação hidráulica predial mostrada na Figura 3.15, a tubulação é


de P.V.C. rígido, soldável com l " de diâmetro, e é percorrida por uma vazão
....
de 0,20 1/s de água. Os joelhos são de 90° e os registros de gaveta, abertos. No
ponto A, 2, 1O m abaixo do chuveiro, a carga de pressão é igual a 3,3 mH2O. - E
-

~
Determine a carga de pressão disponível imediatamente antes do chuveiro. Os °'
ô
35m
tês estão fechados e m uma das saídas.
Utilizando-se a Tabela 3.7, é possível determinar os comprimentos equi-
te,,
valentes dos acessórios existentes entre o ponto A e o chuveiro, na forma: E
"l
rt
Acessório Compr. Equiv. (m) ..__ 0,2 1/s A

30111
3 Joelhos 90° 4,5 1

2 registros de gaveta, abertos 0,6 Figura 3.15 Exemplo 3.3.


Tê passagem direta 0,9
Tê lateral 3,1
Comprimento real da linha 8,6
Comprimento total 17,7
Cap. 3

Tabela 3.6 Comprimentos equivalentes em número de diâmetros de


canalização para peças metálicas, ferro galvanizado e ferro fundido.

Comprimento
·A,cessório ·Equação Figura equivalente (Le/D)
(nº de diâmetros)
Cotovelo 90°
raio longo
Le = 0,068 + 20,96 D úr1 22

~
Cotovelo 90°
Le = 0, 11 4 + 26,56 D 28,5
raio médio
Cotovelo 90°
raio curto
Le = 0, 189 + 30,53 D f;]l 34

Cotovelo 45° Le = 0,013 + 15, 14 D ~ 15,4


Curva 90°
R/D = 1,5
Le= 0,036 + 12,15 D @ 12,8
Curva 90°
R/D = 1
Le = 0,115 + 15,53 D a 17,5

Curva 45° Le = 0,045 + 7,08 D 9 7,8

~
Entrada
normal Le = -0,23 + 18,63 D . 14,7

~
Entrada de
Borda Le = - 0,05 + 30,98 D . 30,2
Registro de
_gaveta aberto
Le = 0,010 + 6,89 D
6 7
Registro de
globo aberto
Le = 0,0 1 + 340,27 D
6 342

~
Registro de ·
Le = 0,05 + 170,69 D 171,5
ângulo aberto
Tê 90°
passagem direta Le = 0,054 + 20,90 D
~ 2 1,8

~
Tê 90°
saída lateral Le = 0,396 + 62,32 D 69
Tê 90°
saída bilateral
Le = 0,396 + 62,32 D
T 69
Válvula de pé
com crivo
Le = 0,56 + 255,48 D
i .
265
Saída de
canalização
Válvula de
Le =- 0,05 + 30,98 D
-Ir 30,2

retenção, leve Le = 0,247 + 79,43 D [:] 83,6


Cap. 3 Pacdas da Ca,ga Locrulmdas B
Pela equação da energia, a cota piezométrica imediatamente antes do
chuveiro pode ser calculada por: C.Pc1i = C.PA - L'lH1, em que L'lH1 é a perda de
carga total distribuída e localizada entre A e o chuveiro. Como L'lHt = J Lt a
perda unitária pode ser calculada pela equação de Fair-Whipple-Hsiao, na
1 75
forma J = p Q • , Equação 2.48, com auxílio da Tabela 2.5. Tomando como
referência o plano horizontal passando pelo ponto A, a cota piezométrica neste
ponto é a própria carga de pressão. Assim, a equação da energia fica:

3,3 - PQ 1·75 L 1 = C.Pch .'. C.Pch = 3,3 - 0,1202-0,2 1•75 -17,7 = 3,17 m

Portanto, a carga de pressão antes do chuveiro será a diferença entre a cota


piezométrica e a cota geométrica, ou seja, pciv'Y = 3,17 - 2,10 = 1,07 mH20.

Tabela 3.7 Comprimentos equivalentes (m), peças de P.V.C. rígido ou cobre, conforme A.B.N.T. ( 1).

i~';~;:'.~yjt ]}~fif " ióehíó '


1450 ~ ' fti~" {i4~~B;; ~j1~t~(~i
,-Tê\l<f' ~:,-í'i90(l
plá,~rul
;;
Entf.tdà
"'
~ -i~õnlfü'1
Eritrida Saída de··
•· , ile ..:, êâíinli.•_'.f
·mí,.íI · ";:'JãÇ~rtt r:i~
sX~lvtila} ' JlegLlifro
~ter_tçáo
c;:':; J~·yc ., :t\f~~)?
f3eJi~su:o
·gaveu1 -
aberto
25 -3/4 1,2 0,5 0,5 0,3 0,8 2,4 0,4 1,0 0,9 9,5 2,7 11,4 0,2
32-1 1,5 0,7 0,6 0,4 0,9 3,1 0,5 1,2 1,3 13,3 3,8 15,0 0,3
40- 11/4 2,0 1,0 0,7 0,5 1,5 4,6 0,6 1,8 1,4 15,5 4,9 22,0 0,4
50-11/2 3,2 1,3 1,2 0,6 2,2 7,3 1,0 2,3 3,2 18,3 6,8 35,8 0,7
60-2 3,4 1,5 1,3 0,7 2,3 7,6 1,5 2,8 3,3 23,7 7,1 · 37,9 0,8
75-21/2 3,7 1,7 1,4 0,8 2,4 7,8 1,6 3,3 3,5 25,0 8,2 38,0 0,9
85-3 3,9 1,8 1,5 0,9 2,5 8,0 2,0 3,7 3,7 26,8 9,3 40,0 0,9
110-4 4,3 1,9 1,6 1,0 2,6 8,3 2,2 4,0 3,9 28,6 10,4 42,3 1,0
140-5 4,9 2,4 1,9 1,1 3,3 10,0 2,5 5,0 4,9 37,4 12,5 50,9 1, 1
160-6 5,4 2,6 2, 1 1,2 3,8 11, 1 2,8 5,6 5,5 43,4 13,9 56,7 1,2

EXEMPLO 3.4

Na instalação hidráulica predial mos-


trada na Figura 3 .16, as tubulações são de aço
galvanizado novo, os registros de gaveta são
abertos e os cotovelos têm raio cmto. A vazão
que chega ao reservatório D é 38% maior que 0,3 m
1
a que escoa contra a atmosfera no ponto C. D 1 11/2"

Determine a vazão que sai do reservatório A, E


º· 1 112"
1
l"
1O

desprezando as cargas cinéticas. ~k=::::,,ab,,:::::,-=-=-=-=--,:,:ójli=B===Ulh:====~ C


60m 60111

Figura 3.16 Exemplo 3.4.


Seja X a cota piezométrica imediatamente antes do tê localizado em B.
Para os dois ramos da instalação, tem-se as seguintes perdas totais:
L'.HBD = X - 3,0 e L'.Hsc = X - 1,0, de onde se conclui que L'.Hsc =
L'.H1m + 2,0, portanto:
Jsc Lsc = Jsn Lsn + 2,0 (I)
em que Lsc e Lsn são os comprimentos totais dos dois trechos. Da Tabela 3.6
os comprimentos equivalentes dos dois trechos podem ser determinados como:
Trecho BC Trecho BD

Tê lateral (1 ½") 2,587 Tê lateral (1 ½") 2,587


Rcg. gaveta 0,175 2 cotovelos 90° 2,550
Saída canalização 0,775 Reg. gaveta 0,263
Comp. real 6,00 Saída canalização 1,133
Comp. lotai 9,54 Comp. real 7,30
Comp. total 13,83

Como Qsn = 1,38 QBc, as perdas de cargas unitárias J BC e J BD podem ser


determinadas pela equação de Fair-Whipple-Hsiao, na forma J = ~ Q 1·88 , Equa-
Considere um cotovelo 90º de ralo ção 2.48, com auxílio da Tabela 2.5. Logo, pela Equação I, vem:
longo com diâmetro de O,1O m . De
acordo com a Tabela 3.6 pode-se
afirmar que quando a vazão pelo
cotovelo for de 1 1/s, a perda de carga
localizada é igual a 2,2 m?

2,904·Q~~g = 0,9996-Q~~B + 2,0 ➔ Q 8 C = f,03] / S ➔ Q 80 = 1,42] / S


Logo, a vazão que sai do reservatório A será a soma Qsc + Qsn = 2,45 1/s.

3.7. PROBLEMAS

~ A instalação mostrada na Figura 3. 17 tem diâmetro de 50 mm em ferro


fundido com leve oxidação. Os coeficientes de perdas de carga localizadas são:
entrada e saída da tubulação K = 1,0, cotovelo 90° K = 0,9, curvas de 45° K =
0,2 e registro de ângulo, aberto, K = 5,0. Determine, usando a equação de
Darcy-Weisbach:
a) a vazão transportada;
Cap. 3 Pecdas da Ca<ga Loca/i,adas IJ
b) querendo-se reduzir a vazão pa-
ra 1,96 1/s, pelo fechamento
parcial do registro, calcule qual
deve ser a perda de carga loca-
lizada no registro e seu compri- E
o
mento equivalente. cs·
-'----~=-=:e-=-=-~
a) [Q = 3, 14· 10-3 m 3/s] 13 Om

b) [Llh = 3,27 m , Le =94 m]

Figura 3.17 Problema 3.1.

3/ A determinação experimental dos coeficien-


o,re; e das perdas de carga localizada é feita median-
te medidas de pressão e declividades das linhas E
piezométricas, em trechos de escoamento estabelecido °'
e de vazão. Calcule a perda de carga e o coeficiente de
_]5__!_lll~ _ 150111111
perda de carga para o alargamento gradual mostrado
na Figura 3.18, em relação à velocidade no tubo de 75 Viso =3 111/ s
mm de diâmetro, a partir dos dados da figura.
1,5 m 3 Om 30m

[Llh = 0,40 m ; K = 0,054] Figura 3.18 Problema 3.2.

' / Uma adutora de 500 mm de diâmetro, 460 m de comprimento, em aço


~dado revestido de cimento centrifugado, liga dois reservatórios mantidos em
níveis constantes. Determine a capacidade de vazão da adutora quando o des-
nível entre os reservatórios for de 3,50 m, nas seguintes condições:
a) desprezando as perdas de carga localizadas na entrada e na saída da
tubulação;
b) considerando tais perdas de carga localizadas, adotando os seguintes
coeficientes de perdas Ke = 0,5 e Ks = 1,0. 1.2 111
50.5
Faça comentários pertinentes sobre os resulta-
dos encontrados, observando a relação entre o compri-
mento e o diâmetro da adutora. ,,.,E
a) [Q = 0,442 m 3/s] b) [Q = 0,420 m 3
/s] º ~ - - - --'~~ *""""-=-=-
3.4 Em um distrito de irrigação, um sifão de 2" de
diâmetro possui as dimensões indicadas na Figura 3.19
e é colocado sobre um dique. Estime a vazão esperada
sob uma carga hidráulica de 0,50 m e a carga de pres- Figura 3.19 Problema 3.4.
tJ Hld,á"Uca Básica Cap. 3

•ver diretório Bombas no


são disponível no ponto médio do trecho horizontal do sifão. Adote os seguintes
endereço eletrônico coeficientes de perda de carga localizada: entrada Kc = 0,5, saída Ks = 1,0, curva
www.eesc.usp.br/shs
na área Ensino de Graduação. de 45° K = 0,2. Material da tubulação ferro fundido com revestimento as-
fáltico. Utilize a equação de Darcy-Weisbach.
[Q =2,9 1/s; P/y = - 0,83 mHiO]

-- 3.5 A instalação hidráulica predial da figura é toda


1 em aço galvanizado novo de l " de diâmetro, cotovelos
E
q de raio curto, registros de gaveta, com os ramos A e B
" 1
A
--
abertos para a atmosfera. O registro do ramo A está
1 1

➔ 1,5 1/s parcialmente fechado e o do ramo B totalmente aberto.


1
E Determine o comprimento equivalente do registro do
q
E li li
1 1 ramo A para que as vazões em A e B sejam iguais, nas se-
"'
ô
12- guintes condições:
1,0 1n a) a instalação está no plano horizontal;
b) a instalação está no plano vertical.
Figura 3.20 Problema 3.5.
a) [Le = 3,37 m]; b) [Le = 0,55 m]

N.A.
3.6 A tubulação que liga dois reservatórios, mantidos em
níveis constantes, é de aço comercial novo e possui uma válvula
de regulagem da vazão, que quando está totalmente aberta, o
coeficiente de perda de carga localizada vale Kv = 3,5.
- - -1 - Considerando todas as perdas de carga localizadas, determine:
D -0,2m
a) a vazão transportada quando a válvula está totalmente
150m 200 111
- aberta;
Figura 3.21 Problema 3.6. b) o valor do coeficiente Kv para reduzir a vazão do item
anterior em 28%.
03 111
1
ll
Use a planilha MOODY.XLS.*
1
2,0 1/s 111 a) [Q = 42, 1 1/s]; b) [Kv = 27]
1
-1-1;1
O3 m 1
1;1
A 1
l>j
3.7 A instalação hidráulica predial da figura está em um
1;i
X
1;i
1 plano vertical e é toda em aço galvanizado novo com diâmetro
E
H 1;1 1
de 1", e alimentada por uma vazão de 2,0 1/s de água. Os
"! 1
1;1
1
cotovelos são de raio curto e os registros de gaveta. Determine
2 o 111
qual deve ser o comprimento x para que as vazões que saem
o 5111
pelas extremidades A e B sejam iguais.
Figura 3.22 Problema 3.7. [x = 1,88 m]
Cap. 3 P,ro,s d• Cs,ga Loc,;;,adas B
~ Dois reservatórios, mantidos em níveis constan- N.A.

tes, são interligados em linha reta através de uma tubu-


lação de 1O m de comprimento e diâmetro D = 50 mm,
de P.V.C. rígido, como mostra o esquema da Figura 3.23.
Admitindo que a única perda de carga localizada seja
devido à presença de um registro de gaveta parcialmen-
te fechado, cujo comprimento equivalente é Le = 20,0 m, e
usando a fórmula de Hazen-Williams, adotando C = 145,
determine: Figura 3.23 Problema 3.8. (B)

a) a vazão na canalização supondo que o registro


esteja colocado no ponto A;
b) idem, supondo o registro colocado no ponto B;
c) a máxima e a mínima carga de pressão na linha, em mH2O, nos casos
a e b;
d) desenhe em escala as linhas piezométrica e de energia.
Considere, em ambos os casos, a carga cinética na tubulação.
a) [QA = 4,37 1/s]
b) [QB =4,37 1/s]
c) [(pafY)mín = -1,25 mH2O, (pafy)máx = 0,75 mH2O, (pb/y)mín = 0,75 mH2O,
(pb/Y)máx = 2,75 mfüO]

3.9 Em um ensaio de perda de carga de uma luva de redução de 2" x I 1/2",


o comprimento equivalente da peça, em relação ao tubo de menor diâmetro
(1 1/2"), foi determinado igual a 0,38_m. Assumindo, por simplificação, que o
coeficiente de atrito f para os dois tubos seja o mesmo, determine o comprimento
equivalente da luva em relação ao diâmetro de montante (2").
[Le = 1,60 m]

3.10 Uma tubulação retilínea de 360 m de comprimento e l 00 mm de diâmetro


é ligada a um reservatório aberto para a atmosfera, com nível constante, mantido
a 15 m acima da saída da tubulação. A tubulação está fechada na saída por
uma válvula, cujo comprimento equivalente é de 7,5 m de_comprimento da
tubulação. Se a válvula é aberta instantaneamente, com escoamento livre,
determine o tempo necessário para que a velocidade média atinja 98% da
velocidade em condições de regime pérmanente. Assuma o fator de atrito
f = 0,020 e adote como coeficiente de perda de carga na entrada K = 0,5.
Sugestão: utilize a Equação 1.11 e a metodologia do Problema 1.4.
[T = 11,18 s]
Bt--H""'"id_ra'"'·u_lic_a_B_a_
· s_ic_a__C_a~p_.3_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

e,/4. O reservatório B, prismático de área igual a 1,0 m2,


possui um orifício no fundo que abre comandado pelo
manômetro, quando este acusar uma pressão de 4,9 kPa,
I< 1,0 m conforme a Figura 3.24. Qual deve ser a cota do nível
I< to 2 m 0,6 m d'água no reservatório A, mantido em nível constante,
l,Om ) ,1, ·. :....:::......
para que o orifício do reservatório B seja aberto 1O min
após a abertura do registo de gaveta da canalização de
alimentação? Os tubos são de P.V.C. rígido soldável de
Figura 3.24 Problema 3.11 . I" de diâmetro e os joelhos de 90'1. No tempo t = O, o
reservatório B está vazio. Considere a carga cinética.
[N.A = 2,14 m]

o, 3.12 O escoamento de água através de um tê é mostrado na Figura 3.25.


Uma parte do escoamento é dirigida verticalmente para cima através do ramal
(3); o restante continua na horizontal através do ramal (2). Sendo o tê simétrico

- V,_,__-- ------+-Q,

2
----),
e todas as áreas iguais a A, obtenha uma expressão da variação de pressão
~p = p2-p1 ao longo do tê em relação a QJ/Q1. Faça um gráfico de ~p/0,5pV1 2
como função de QiQ1. Sugestão: utilize o teorema da quantidade de movimento
Figura 3.25 Problema 3.12.
no volume de controle que é o próprio tê.

~
2

[ = 2[ 1-( I- Q, ) ]]
_l_py 2 QI
2 1

3.13 Sabendo-se que as cargas de pressão disponíveis em


A e B são iguais e que a diferença entre as cargas de pressão
em A e D é igual a 0,9 mfüO, determine o comprimento
equivalente do registro colocado na tubulação de diâmetro único,
Figura 3.26_
assentada com uma inclinação de 2º em relação a horizontal,
Problema 3.13.
conforme a Figura 3.26.

[Le = 25,79 m]
4 93

-
SISTEMAS HIDRÁULICOS DE TUBULAÇÕES

4.1 INTRODUÇÃO
Este capítulo tratará da análise de vários sistemas hidráulicos em pres-
são, operando essencialmente por gravidade, de uma tubulação simples ou um =
=
conjunto de tubulações, levando-se em conta as perdas de carga por atrito ao
[Ziraldo]
longo das tubulações e também, quanqo for o caso, as perdas loc alizadas .
As equações básicas serão a da continuidade e da energia, com as perdas
de carga calculadas pelas equações de resistênc ia do Capítulo 2, e as aplicações
serão referidas somente aos escoamentos permanentes e quase-permanentes. O
conceito de equivalência entre sistemas será generalizado daquele comentado
no capítulo anterior.

4.2 RELAÇÃO ENTRE PERDA DE CARGA UNITÁRIA E


DECLIVIDADE DA LINHA PIEZOMÉTRICA
Na Seção 1.4, definiu-se como J, perda de carga unitária ou gradiente
piezométiico, a relação entre a perda de carga devido ao atrito e o comprimen-
to da tubulação, parâmetro importante nas aplicações feitas no Capítulo 2. Deve-
se observar, entretanto, que é inc01Teta a equivalência, muitas vezes considerada,
entre a perda de carga unitária e a declividade da linha de energia ou, no caso
mais comum, quando o escoamento é permanente e o diâme tro constante, a
declividade da linha piezométrica. De fato, considere-se a Figura 4.1, na qual um
tramo de comprimento L , e diâmetro constante, da canalização ,e
com ângulo de assentamento ~ tem o ângulo a como inclinação
da linha piezométrica em relação à horizontal.
- - Jg_ - - - - Ul·I
lR L.P.

Da Figura 4.1 pode-se extrair a seguinte relação geomé- 1


1

trica: .....''' _
1
1
'
1
1
1 1

~H
tga
AC
(4.1) ~
1 1

Figura 4.1 Perda de carga unitária e declividade da


linha piezoméLrica.
Cap. 4

Esta expressão mostra que a inclinação da linha piezométrica em relação


à horizontal é sempre maior que a perda unitária J, a menos que a tubulação
esteja na horizontal, situação em que são iguais. Deste modo, ao desenhar o
perfil altimétrico de uma adutora, por exemplo, em que esta não apareça re-
tilínea por acompanhar a topografia do terreno, não se deve esperar, tampouco,
que a linha piezométrica seja retilínea. Assim, quando nos exemplos do Capí-
tulo 2 e nas aplicações que se seguirão a linha piezométrica for desenhada
como retilínea, se quer indicar somente que se sinaliza uma posição média da
mesma, não muito afastada da realidade, e obtida partindo-se do conhecimento
das duas cotas piezométricas no início e fim da adutora. Para ângulos de assen-
tamento da tubulação abaixo de 15°, a diferença entre a declividade da linha
piezométrica e a perda de carga unitária é desprezível.

4.3 INFLUÊNCIAS RELATIVAS ENTRE O TRAÇADO DA


TUBULAÇÃO E AS LINHAS DE CARGA
Serão analisadas, a seguir, as influências sobre o escoamento que pode
exercer o traçado de uma canalização, que liga dois reservatórios mantidos em
níveis constantes. Para uma adutora por gravidade, suficientemente longa para
P.C.A.
que se possa desprezar as perdas localizadas, de um deter-
Z!
Pai
y
---------- ~-- minado comprimento, material e diâmetro único, o esque-
--------- ma piezométrico é representado na Figura 4.2. Como neste
":':=::e<-
__ -li-=-- ---+,Y.,___ _ _ _ .=..~- - - ~ l'.C.E.
e- - - -- X --------- L.C.A. tipo de transporte a velocidade média do escoamento en-
RI
contra-se em torno de 1 a 2 m/s, o que significa que a
.N
carga cinética se situa entre 0,05 a 0,20 m , valores bem
menores que as outras formas de energia, para efeito de
R2
explanação das situações encontradas serão confundidas a
linha piezométrica e a linha de energia ou de carga total,
Figura 4.2 Adutora por gravidade. uma vez que a carga cinética pode ser desprezada.

A situação da Figura 4.2 é aquela buscada nos projetos e considerada a


condição normal, na qual todas as seções da adutora estão submetidas a uma
carga de pressão positiva, uma vez que o seu traçado se encontra, na sua to-
talidade, abaixo da linha piezométrica. Nesta condição, a perda de carga total
é igual ao desnível topográfico, correspondente à diferença de cotas das super-
fícies livres dos reservatórios, e há uma relação direta entre a vazão transpor-
tada e os demais elementos do esquema, diâmetro, comprimento, natureza da
parede da tubulação e perda de carga ,1.H = z, - Z2 = JL. A Figura 4.2 mos-
tra, além da linha piezométrica (linha de carga efetiva, L.C.E.), o plano de
carga efetivo P.C.E., correspondente ao nível d'água no reservatório superior,
a linha de carga absoluta L.C.A., distanciada da linha de carga efetiva do va-
lor paly, a carga de pressão atmosférica local e o plano de carga absoluto PC.A.
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 9S

Num ponto P qualquer, a carga de pressão dinâmica efetiva é dada por


PX, a carga de pressão dinâmica absoluta, por PZ e a carga de pressão hidros-
~ Para atender a propósitos de manutenção do sistema, a adutora
possui registros de controle na saída e entrada dos reservatórios. Nos pontos
baixos, registros especiais são colocados para o esvaziamento e limpeza da
linha e, nos pontos altos, com o intuito de extrair o ar desprendido da água ou
arrastado mecanicamente e que por ventura venha a se acumular, serão previs-
tas válvulas de escape chamadas ventosas. Deve-se observar que, se o regis-
tro L na entrada do reservatório inferior for fechado, a linha será submetida a
um padrão de pressões correspondente ao P.C.E. , portanto a especificação da
classe dos tubos (capacidade de resistência à pressão interna) deve ser feita a
partir das pressões estáticas PY, que são maiores que as dinâmicas PX. Even-
tualmente, as pressões máximas na linha, e conseqüentemente a classe dos
tubos, podem ser especificadas levando-se em conta os efeitos originados do
fenômeno do golpe de aríete, que é a variação de pressão que ocorre em uma
tubulação como conseqüência de mudança na velocidade média devido a uma
manobra relativamente brusca dos registros.
Outros traçados e suas re lações com as linhas de carga são apresenta-
dos nas Figuras 4.3 a 4.5, em que o traçado 2, por necessidade topográfica de
passar em um ponto alto ou mesmo por erro de traçado ou lançamento da
adutora, é possível ocorrer, enquanto as outras situações mostradas são cada
vez mais incomuns.
a) Traçado 2 - A canalização passa acima da L.C.E., porém abaixo da
L.C.A. e do P.C.E. Nesta situação, estando a linha previamente cheia pela
abertura do registro de jusante localizado em L, o escoamento deveria acon-
tecer em condições normais, sob a carga H. Todavia, em um ponto P do tre-
cho APB, a água não estará sob pressão positiva, uma vez que, como a linha
piezométrica corta a adutora, a carga de pressão absoluta aí reinante, medida
por PM, é inferior à pressão atmosférica local de uma quantidade medida por
PO. Em virtude dessa pressão negativa, o escoamento torna-se irregular, pois,
além do ar desprendido que se achava dissolvido na água e que vai se acumu-
lando nos pontos altos, há tendência de entrada de ar ambiente pelas juntas.
Como nesta situação não é possível instalar ventosas, pois entraria mais ar por
elas, será necessário o emprego de bombas ou outros recursos para extrair o
ar por aspiração.
No caso da entrada de ar ser tal que a pressão em P se torne igual à at-
mosférica, a linha piezométrica no trecho NP deixará de ser CO e passará a ser
CP. Além de P, a água não encherá completamente a seção do conduto, escoan-
do-se como em canal, e só entrará em pressão, enchendo novamente toda a
seção, a partir do ponto X, sendo XD paralela a CP, porque, então, para o va-
Cap.4

lor da vazão no trecho NP, a linha piezométrica, interrompida no trecho PX,


readquire sua declividade.
Calculando-se a adutora para fornecer uma vazão Q ao reservatório R2,
sob carga total H, sendo a linha piezométrica CD, tem-se, pela Equação 2.42:

➔ a-/io5 = ª✓HL D
2
5
J = 0,0827 f~ Q= (4.2)
D

Quando, porém, a linha piezométrica em NP passar a ser CP, nas con-


dições expostas, a nova vazão Q, fornecida ao reservatório R2 será menor que
a projetada, uma vez que, se a tubulação passa acima da linha piezométrica
CD, a nova linha de carga efetiva CP terá, necessariamente, menor declividade,
isto é, se:

(4.3)

Esta situação leva a dois grandes inconvenientes. O p1imeiro é o fato de


O golpe de aríete é um fenômeno
originado em regiões da tubulação a vazão real transportada ser menor que aquela para a qual a adutora foi cal-
onde a pressão é alta?
culada. O segundo é que o trecho PX fica economicamente mal aproveitado,
uma vez que do ponto P em diante há uma disponibilidade grande de carga
topográfica, dada por H - H 1, e como a vazão é reduzida, o trecho PX estará
ocioso, com o escoamento ocupando somente parte da seção da tubulação, sen-
do a parte restante preenchida por vapor que se desprende do líquido, e o es-
coamento não se dará de modo regular, tendo caráter pulsante.
Se as condições de projeto exigirem o traçado
P.C.A.
--- --------... NPL, sem contornar o ponto alto, para garantir o for-
z Pa!y
necimento da vazão Q e conseguir uma solução eco-
P.C.E. nômica, é necessário dividir a adutora em dois trechos
----- ---- L.C.A.
R1
H
de diâmetros diferentes. Assim, instala-se no ponto P
N um pequeno reservatório aberto para a atmosfera cha-
mado caixa de passagem e dimensiona-se, para a va-
R2 zão de projeto Q, o diâmetro D , do trecho NP sob
L carga H, e o diâmetro D2 < D, do trecho PL sob a
Figura 4.3 Traçado 2. carga restante H - H,.
A caixa de passagem deve ser provida de registros, na entrada e saída,
para compatibilizar a vazão nos dois trechos com as cargas disponíveis, pois
os diâmetros calculados devem ser necessariamente comerciais.
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 97

P.C.A.
b) Traçado 3 - A canalização corta a L.C.E. e o
P.C.E., mas fica abaixo da L.C.A. Devido à pressão pró-
P.C.E.
pria, a água irá até o ponto G , escorvando-se (retirando- ~ -- - -
--- ---- L C A
se o ar acumulado) o trecho GEF por meio de uma bomba;
o encanamento funcionará como um sifão. As condições
são piores que no caso anterior, pois o escoamento ces-
sará completamente desde que entre ar no trecho GEF, R2

sendo necessário, portanto, escorvar novamente o sifão L


para permitir o funcionamento da adutora. Figura 4.4 Traçado 3.

e) Traçado 4 -A canalização corta a L.C.A., mas


fica abaixo do P.C.E. Haverá escoamento, mas a vazão
Q2 fornecida será inferior à vazão Q, do traçado 2. A
linha de pressão efetiva torna-se CP no trecho NP e XD
no trecho PL, com CP paralela a XD. No trecho PX, a
água se moverá como conduto livre, só adquirindo pres-
são no ponto X. A solução para contornar esta situação
é semelhante ao caso 2, com a instalação de uma caixa
de passagem no ponto alto e dimensionando a adutora
Figura 4.5 Traçado 4.
com dois trechos distintos, NP e PL, de diâmetros dife-
rentes.

@ DISTRIBUIÇÃO DE VAZÃO EM MARCHA ( ~w- )


"'rodos os exemplos de transporte de água até aqui tratados referem-se ao
movimento permanente e uniforme, no qual há constância de vazão ao longo
do trecho. Outro tipo de escoamento de interesse prático é aquele em que a
vazão vai diminuindo ao longo do percurso e é classificado como 1nov.imenta
.peJ1114!1f!!:!.!i gradyg,lmente variado. Tal situação ocon-e nos condutos de um sis-
tema de abastecimento público de água ou, mesmo, em sistemas de irrigação,
em que a água é distribuída por meio de numerosas derivaçõe~
Nestas situações, não há como determinar perdas de carga e vazões entre Se o controle de vazão em uma adu-
tora por gravidade, ligando dois
duas derivações sucessivas, tendo em vista que seu número é, em geral, ele- reservatórios, for feito por um registro
colocado a montante ou a jusante do
vado e seu funcionamento mais ou menos intermitente e variável. Para contor- trecho, quais as conseqüências sobre
a linha plezométrica em cada caso?
nar o roblema da variabilidade de distribuição ~spacial e te1]1f10raD da ágya
. ao longo do trecho, assume-se como hipótese básica que a totalidade da vazão
consumida no percurso é feita de modo uniforme ao longo da linha, como se
i°sta fosse munida de uma fenda ao lon o de seu com rimento. Isto significa
ue ara efeito de cálculo cada metro linear d~tubul~ão distribui uma va-
~ão unifo1me g, chamada vazão unitáriq_de distribuição,. expressa em 1/(sm) OI!..
m 3/(sm).
Cap. 4

e:'.--=---- -- - - - - - - - - -- - - Esta hipótese pe1mite um tratamento analítico do pro-


, -----.. . . _ rL.E. equivalente
'------
. . -. . ----. ------ __f blema, usando-se as equações de resistência discutidas no

..
Qm
X .
L.E. real

-.. -.. · -.......___ -..- _- ---------- -

....._ -............
--
óH Capítulo 2 para o dimensionamento do sistema ou verifica-
ção de vazões e perdas de carga.
Suponha um trecho de tubulação de diâmetro constan-
- ~~ te e rngosidade uniforme, de comprimento L , alimentado por
uma vazão Q 111 na extremidade de montante, sendo · a y__a -
zão residual na extremidade de jusante, conforme Figura 4.6.
Figura 4.6 Definição de vazão equivalente.
Sendo q a vazão unitária de distribuição e x uma abscissa marcada a
partir da extremidade de montante, em que a vazão residual é Ox, as seguin-
tes relações estão disponíveis:

~ Qm = Q i + qL ~ 9-m-~ = Çf-L (4.4)


\
.:."7,> &~e:&wi-!f-;I(., oi/-. ,
~ Qx = Qm-qX o<) &rr,-&71. : ~?(, (4.5)

A Equação 2.42 aplicada ao trecho elementar dx em gue a vazão é Qx,


na hipótese de assumir um coeficiente de attito médio ao longo do trecho, fica:

. ~1

J9l - ➔
2
J =b 0827 f \Q J dx = KQ 2x dx
!, (4.6)
--- - - _ _:::_J

Deste modo, a perda de carga contínua ao longo do comprimento L é


calculada por: ( \ SL 2. \
.&+-\= JJ C-;!, .::- I(.&,"'- vl,()l..

L L o o
.êiH = f J dx = K f(Q m- q x )2 dx (4.7)
o o

ou

q 2 L2
2
.êiH=KL(Q m - Q m qL + -- ) (4.8)
3

A Equação 4 .8 mostra que a perda de carga é uma função cúbica do


comprimento do trecho e que a perda de carga unitária J é uma função qua-
drática do comprimento. Assim, em uma tubulação com distribuição em mar-
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações
99

cha, a linha de energia é representada por urna parfüola, cujas tangentes inicial
e final têm inclinações correspondentes aos escoamentos uniformes ele vazões
Q 111 e Q j, conforme a Figura 4 .6. Chamando de Qc1 = q L = Q,n- Oi a vazão
t~ tal distribuída no percurso, a Equação 4.8 é aproximadamente igual a : -

(4.9)

Com o objetivo prático ele facilitar os cálculos, define-se como w11iio


g uiva!ente ou voziio /iclfcia. Q1~,-....l!.!!!_a vazão constante que, ~ rcorrenclo o
conduto em toda sua extensão, produz a mesma perda de carga verificada na
distribuição em marcha. Deste modo, para o mesmo conduto, a perda ele carga
~ ntínua é dada por:

D.H = KLQ~ (4.10)

Comparando-se as Equações 4.9 e 4. 1O, pode-se determinar o valor ela


vazão fictícia como: Qr = Q 111 - 0,45Qc1. Considerando a natureza cio problema,
o número ele elementos em jogo e as hipóteses adotadas, para propósitos práti-
cos a vazão fictícia pode ser escrita de forma mais cômoda corno:

Qr = Qm - 0,50Qc1 = Qm - 0,50qL (4. 11)

Pela Equação 4.4, a expressão da vazão fictícia torna-se:

li Q. = Qlll+Qj (4. 12)


t 2

Logo, para efeito prático, 12_ode-se determinar a perda ele carga ao long9
cio comprimento L utilizando-se uma vazão constante que percorra todo..QJLe-
cho e cujo valor se ja a média aritmética.cla~-;_y_azões_ck montan_te e jusante.
Um caso particular importante é a situar.ão
<L--;..:_::=c=..-_c..:::.:...:.:_::.::.;:.=.....:...:.c~-C:..:::.~==-:c..::c...;:...;;:..;,=
em nue toda a vazão
- -- '1- - -
de
_!!Jantante é consumida ao longo do comprimento.l..,~...cie_u1od0-que..J;@..g.x.t1:~mida:...
de de jusante, a vazão residual seja nul a.. Neste cas..o.,-a_ex_tremiclacle ele j~ e
f chamada de extremidade morra ou ponra seca.
Pe la Equação 4.8, observando que, se Qi = O, tem-se Qc1 = q L = Qm, daí:

(4. 13)
Cap. 4

Portanto, comparando-se a equação anterior com a Equação 4.1 O


verifica-se que, se a vazão na extremidade de jusante for nula, a vazão
fictícia é dada por:

e a perda de carga é igual à terça parte da que ocorreria se toda a vazão de


montante Q 111 fosse transportada até a extremidade de jusante, sem distribuição
em marcha.

1/ /
EXEMPLO 4.1 (),._,.

82 m ' Na tubulação mostrada na Figura 4.7,


1

D
com 6" de diâmetro e coeficiente de atrito f =
39 m 0,022, a pressão em A vale 166,6 kN/m2 e
...
1
20 1/s
1
2m
120 111 em D vale 140,2 kN/m2 . Determine a vazão
AI ml unitária de distribuição em marcha q, saben-
B l ! l ! ! l l l ! e do que a tubulação está no plano vertical e
q=? que a vazão no trecho AB é de 20 1/s. Des-
Figura 4.7 Exemplo 4.1. preze as perdas localizadas.

As energias disponíveis nos pontos A e D, em relação a um plano


horizontal passando por BC, valem, respectivamente:

3
166 6 1
EA = zA + h + V;_ = 1,0 + ' . ~ + 0,058 = 18,06 m
y 2g 9,8·10

E 0 -- z 0 + -Po + - v6 - o
- 2, + 140,2-103 + -
3
-_ 16,31 + V6 V6
y 2g 9,8·10· 2g 2g

Portanto, a perda de carga total entre os pontos A e D é igual à dife-


rença EA - Eo e vale a soma das três parcelas ~HAB + ~HBc + ~Hco- Utili-
zando o conceito de vazão fictícia, pode-se escrever:
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações lOl
(fl~Q p~@ . Qj =A -~~ ~o -~ ~J :::p- '4»z=- ~t ~ ¼IA/,o"

0 4 ::; vi.
4 l ;;-- ....,,
3HxC0
___ 1s-1'
_2
202 +
1,75 ~
22
-0,0827º'º . º·º 40+0,0827°, 022 . Q; O 022-Q2
120+0,0827 ' J 84 11 ,do- 4 /M 2.
~ 0,15
5
0,15 5 0,15 5
A-'2--: ..! ,

~
1,75-~ 0,383 + 2875,10 Qt+2012,57QJ

1,367 = 2875,1 OQ r2 + 2175,95 Qj2

Como, pela Equação 4.12, a vazão fictícia é a média entre a vazão


de montante e de jusante, vem:

Substituindo na expressão anterior:

2
1,367 =2875,10
o'02o+Q J. ) + 2175,95 Qf ➔ Qj = 0,015 m3/s
[ 2

Logo, a vazão distribuída ao longo dos 120 m vale:

Qd = Qm - Q = 5,0 1/s
Daí, a vazão unitária de distribuição será:

Qd = 5,0 = q-120 :. q = 0,04171/sm

4.5 CONDUTOS EQUIVALENTES


Muitas vezes há interesse prático, para efeito de cálculo, na determi-
nação das características geométricas e de rugos idade de uma tubulação
equivalente à outra ou a um sistema de tubulações. O conceito de equiva-
lência é o mesmo adotado no método dos comprimentos equivalentes do
Capítulo 2, ou seja, }!_m conduto é equivalente a outro ou a um sistema ~
condutos se a._p_e.i:.da de_carga_tot-ª.L_em ambQs~é a mesma para a mesm~
vazão trans ortada-A adoção do conceito de equivalência torna-se vanta-
josa, uma vez que se pode substituir um sistema complexo de tubulações
por outro mais simples ou mesmo por um conduto único.
Cap. 4

Duas situações poderão ser analisadas: equivalência entre dois condutos


simples e equivalência entre um conduto e um sistema.

4.5.1 CONDUTO EQUIVALENTE A OUTRO


Sejam dois condutos de comprimentos, diâmetros e rugosidades diferen-
tes. Para que haja equivalência entre ambos, é necessário que: m, = L'i.H2 e
Q, = Q 2. Pela Equação 2.42, a perda de carga é dada em termos da vazão
como:

2
L'i.H = O 0827 fLQ (4.14)
. , Ds

Para as duas tubulações, igualando as perdas de carga e simplificando


a expressão anterior, chega-se a:

5
L = L _!i_ [ D 2 ] ( 4. 15)
2 'f2 D1

Expressão que permite determinar o comprimento do segundo condu-


to, de diâmetro D2, equivalente ao primeiro, de diâmetro D,. Utilizando-se a
fórmula de Hazen-Williams, a equação correspondente à anterior será:

1,85 [ ]4,87
L =L C2 D2
(4. 16)
2 ' [ CI ] D1

4.5.2 CONDUTO EQUIVALENTE A UM SISTEMA


Basicamente, a topologia de um sistema de tubulações pode pertencer a
quatro formas principais: tubulações em série, tubulações em paralelo, tubula-
ções ramificadas e redes de tubulações. As três primeiras são analisadas neste
capítulo; a quarta, posteriormente .
Existe uma analogia formal entre os sistemas hidráulicos e os sistemas
elétricos de corrente contínua; nos quais a vazão corresponde à intensidade de
corrente, a perda de carga, à queda de tensão e a resistência hidráulica da tubu-
lação, à resistência ôhrnica. A resistência hidráulica da tubulação é dependente
do comprimento, diâmetro e rugosidade e a perda de carga no regime turbulento
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 103

rngoso é proporcional ao quadrado da vazão, enquanto, no regime laminar, é


proporcional à primeira potência da vazão, semelhante à lei de Ohm V = RI.
a) Sistema em série
A característica principal de tal sistema, assim como na associação de re-
sistências em série, é que o conduto é percorrido pela mesma vazão (corrente
elétrica) e a perda de carga total entre as extremidades é a soma das perdas de
carga (queda de tensão) em cada tubo. O conduto equivalente, de comprimento
L, diâmetro D e coeficiente de atrito f, a um sistema de n tubulações, pode ser
determinado como:

portanto:

fL 11
f L.
- - " - '
Ds - ":"1
D s1 (4.17)
, _,

Fixado um certo diâmetro D, o comprimento L de uma tubulação equi-


valente a um sistema em série também pode ser determinado transformando-
se cada trecho da associação em conduto equivalente de diâmetro D, usando
a Equação 4.15.
Pela fórmula de Hazen-Williams, a expressão correspondente à Equação
4.17 é:

L 11 L.
c'·ss 0 4.87 =L
1= 1
ci,ss ~4.87
i i
(4.18)

b) Sistema em paralelo
O sistema em paralelo é mais complexo que o sistema em série, uma
vez que, como na associação de resistências em paralelo, há uma redistiibuição
da vazão de entrada (co1Tente elétrica) pelos trechos inversamente proporcio-
nal às resistências hidráulicas (ôhmicas). A característica básica do esquema
é que a perda de carga (queda de tensão) é a diferença de cotas piezométricas
(potenciais elétricos) na entrada e saída do sistema (circuito), de modo que a
perda de carga é a mesma em todos os trechos e a vazão de entrada é igual à
soma das vazões nos trechos.
Cap. 4

A Figura 4.8 mostra um sistema em parale-


lo constituído por três trechos de comprimentos,
diâmetros e fatores de atrito diferentes. Sendo Q a
Q vazão de entrada, é possível substituir a associa-
---- ção em paralelo por um único conduto que lhe seja
equivalente, observando que: Q = Q1 + Q2 + Q3 e
também ~Hi\s = ~H1 = ~fü = ~H3.
Pela Equação 4.14, a vazão em um trecho
Figura 4.8 Tubulações em paralelo. qualquer tem a forma:

(4. 19)

Em um sistema de tubulações em série, Como o conduto equivalente, de comprimento L , diâmetro D e coefi-


pode-se afirmar que a linha piezométrica
sempre desce no sentido do ciente de atrito f, deverá transportar a vazão total Q, sob perda de carga ~ ,
escoamento? E a linha de energia?
pela equação da continuidade, vem:

~HID~
--'-----'--+
af1 L 1

Desenvolvendo e observando que a perda de carga é constante, chega-


se a:

(4.20)

O uso da Equação 4.20 torna-se mais prático observando-se que, se for


fixado o comprimento L entre os pontos A e B e determinado o diâmetro equi-
valente pela equação anterior, este, muito provavelmente, não será um diâme-
tro comercial. Assim, é mais fácil aplicar a Equação 4.20 adotando-se o valor
do diâmetro D do conduto equivalente e calculando-se o correspondente
comprimento L.
Se for usada a equação de Hazen-Williams, a expressão correspondente
à Equação 4.20 será:

CD2,63 C D2,63 C D2,63 C D 2,63


--=--=-- 1 1 + 2 2 + 3 3 (4.21)
Lo.s4 Lo,s4 Lº.54 Lo.s4
2
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 105

EXEMPLO 4.2

A ligação de dois reservatórios manti-


dos em níveis constantes é feita pelo sistema
de tubulações mostrado na Figura 4.9. Assu-
RI 4" 600m
mindo um coeficiente de atrito constante para
573 QQ_
todas as tubulações e igual a f = 0,020, despre- A
zando as perdas localizadas e as cargas ciné-
ticas, determine a vazão que chega ao R2
reservatório R 2, as vazões nos trechos de 4"e
6" e a pressão disponível no ponto B. Figura 4.9 Exemplo 4.2.
Como o trecho BC tem diâmetro 8", é
conveniente transformar o trecho em paralelo em um conduto equivalente tam-
bém de 8", pois assim toda a linha transformada ficará com um diâmetro úni-
co.
Pela Equação 4.20, pode-se calcular o comprimento de uma tubulação
de 8" equivalente à associação em paralelo de 4" e 6", na forma:

8 2.5 6 2,5 4 2,5


--=-- + --
Lº·5 750°·5 600°5
L =1600 m

Portanto, o problema transforma-se em outro mais simples, de uma


adutora de 2500 m de comprimento e 8" de diâmetro, sujeita a uma diferença
de cotas piezométricas de 20 m. Pela Equação 4.14, determina-se a vazão vei-
culada pelo sistema, como:

➔ 20 = 0,0827· 0,020· 250~ •Q ➔ Q = 0,0393 m


2
2 3
~H = 0,0827 fL? /s
D 0,20 .- ' - - -- - -

A cota piezométrica no ponto B pode ser calculada através da perda de


carga no trecho BC, pela relação:

900 ?
C,P13 - ~ H BC =573,00 ➔ C.PB =0,0827 ·0,020·--5 ·0,0393- +
0,20

+573,00 =580,20m
Cap. 4

Pela propriedade do trecho em paralelo, as perdas de carga nos condu-


tos de 4" e de 6" de diâmetro são iguais entre si e iguais à diferença de cotas
piezométricas entre o reservatório superior e o ponto B. Deste modo:

750 2 3
~HAB == 593,00-580,20 == 0,0827-0,020- - -
5
Q6 :. <;2 6 == 0,028m Is
0,15

600
~HAB == 593,00 - 580,20 == 0,0827-0,020---
5
Q4
2
:. 94 == 0,0114m 3Is
0,10

A carga de pressão disponível em B é igual à diferença entre a cota


piezométrica e a cota geométrica:

psly == 580,20 - 544,20 == ~ (pn == 352,80 kN/m2).


~
4.6 SISTEMAS RAMIFICADOS
Um sistema hidráulico é dito ramificado quando em uma ou mais seções
de um conduto ocorre variação da vazão por derivação de água. A derivação de
água pode ser para um reservatório ou para consumo direto em urna rede de
distribuição. Serão analisados dois casos clássicos e simples, como meio de de-
monstrar o tipo de raciocínio para o problema.

4.6.1 TOMADA D'ÁGUA ENTRE DOIS RESERVATÓRIOS


Confom1e foi discutido no Exemplo 2.8, um tipo de sistema de abaste-
cimento para uma rede de distribuição de água pode ser feito através de dois
reservatórios, em cotas distintas. ~ rvatório su.E.._e rior será sempre abas-
tecedor e o reservat_füº o · ferior chamado reservatório de com___eensação_JJode
funcionar c_g mo ahas!ecedor ou não, ependendo da demandãna tomada
g;_água-i-11-t@r-mecli-áFi.a~ -
21
n---1- ~L
Considerem-se, como na Figura 4.1 O, dois
IJ.==--- - - - - - -- - - - - -- - - ~ reservatórios R1 e R2 interligados pela tubulação
R1 ~'°,:o_':_-:_~::~-:_-,-_-_--- ABC, em que B é a seção de tomada d'água, e
t-.H
mantidos em níveis constantes. O trecho AB tem
A ' , ,,,,:-, - -----tnz-------- M~__,__ _ ,_
comprimento L1 e diâmetro D 1 e o trecho BC,
'-,,,_'--,:r~~~:~:======::::=- R2
comprimento L2 e diâmetro D2. Se, em princípio,
1134 a solicitação de vazão em B for nula, a vazão que
1 e· sai de R1 chega integralmente em R2 e a linha
8
QB piezométrica é dada por LB I M. Nesta situação, os
dois trechos funcionam como condutos em série
Figura 4.10 Disposição das linhas piezométricas.
sujeitos a uma perda de carga total igual a
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações
107

,1H = Z1 - Z2. A vazão pode ser determinada como:

À medida que a solicitação em B aumenta, a linha piezométrica cai pela


diminuição da cota piezométrica em B e conseqüente redução da vazão que che-
ga a R2. Este processo continua até que a cota piezométrica B3 se tome igual
ao nível d'água Z2. Neste ponto, a linha piezométrica B3M é horizontal e a
vazão no trecho 2 é nula. A vazão retirada em B , neste caso, é dada por:

(Z1 -Z 2 )·D~
0,0827 · f, · L 1 (4.22)

Aumentando ainda mais a retirada de água na derivação B, a cota piezo-


métrica em B cai para B4, o reservatório R2 passa a operar também como
abastecedor e a vazão retirada é a soma das vazões nos dois trechos. Sendo B4
a cota piezométrica em B, a vazão retirada QB é dada por:

(Z - B )-D~ (Z 2 -B 4 )·D;
-~---~+
1 4
(4.23)
0,0827 · f1 • L 1 0,0827 ·f2 · L 2

Este problema tem aplicação em sistemas de distri- z


buição de água, que pela própria natureza se caracteriza Z2
por uma razoável flutuação da demanda ao longo do dia. ------{-------H--='""'c--11
R1 ·=:::~~::::::
Durante a noite, quando o consumo cai, o reservatório R2 1 ',,,,
R2
armazena água para ser usada durante o dia como refor- A
',,,e:;;.,<'::,,===
ço no abastecimento nas horas de maior consumo.
'' Z3
4.6.2 PROBLEMA DOS TRÊS RESERVATÓRIOS ' , ~ - --+---

Outro problema clássico é a situação de três reser-


vatórios mantidos em níveis constantes e conhecidos, D
interligados por três tubulações de comprimentos, diâme-
tros e rugosidades definidos, conforme Figura 4.11. Figura 4.11 Problema dos três reservatórios.
Cap. 4

A questão básica é saber como as vazões são distribuídas pelos três con-
dutos na condição de regime permanente, isto é, estando o sistema em equilíbrio.
A questão fundamental para a determinação das vazões é conhecer o valor da
cota piezométrica no ponto de bifurcação, ponto B . Pela própria condição to-
pográfica do sistema, é evidente que o reservatório 1 será sempre abastecedor,
enquanto o reservatório 3 será sempre abastecido.
Seja X o valor da cota piezométrica em B. Três situações se apresentam:
a) Se X> Z2, a vazão descan-egada do reservatório 1 será transferida parte
para o reservatório 2 e paiie para o 3, isto é, R, abastece R2e R3.
b) Se X= Z2, a vazão no conduto 2 é nula, perda de carga nula, e ava-
zão que sai de R, é integralmente transferida para R3.
e) Se X< Z2, o reservatório R 2 passa a ser também abastecedor, portanto
R3 é abastecido pelos outros dois.
A determinação das vazões pode ser feita por um processo de tentativa
e erro, fixando-se o valor da cota piezométrica em B, o que define as perdas
de cargas nos três trechos, e verificando a condição de continuidade das vazões
no ponto de bifurcação. Admitindo um coeficiente de atrito único para as três
tubulações, as equações que devem ser satisfeitas são:

Z -X= k
1
.,S_
Ds 1
Q2
1

(4.24)

Para a resolução do problema de modo simples e relativamente rápido,


fixa-se, inicialmente, o valor da cota piezométrica em B igual ao nível d 'água
do reservatótio intermediário, X = Z2. Deste modo, Q2 = Oe pelas Equação 4.24
determinam-se Q, e Q3. Se Q, = Q3, o problema está resolvido. Se Q, > Q3, deve-
se aumentar a cota piezométrica em B, de modo a diminuir Q 1 e aumentar Q3
e Q2. Se Q, < Q3, deve-se diminuir a cota piezométrica em B , de modo a au-
mentar Q, e Q2 e diminuir Q3. A variação da cota piezométrica em B, em um
sentido ou outro (aumentando ou diminuindo), prossegue até que a equação da
continuidade no ponto de bifurcação seja satisfeita, isto é, Q, = Q 2 + Q3 ou
Q3 = Q, + Q2.
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 109

Outras variantes deste problema podem ser resolvidas utilizando-se o pro-


cedimento descrito, como, por exemplo, a ligação de quatro reservatórios atra-
vés de duas junções distintas. Fixando-se a cota piezométrica na junção mais
próxima ao reservatório de cota mais elevada determinam-se as vazões dos dois
reservatórios mais próximos. Com estes valores e a equação da continuidade,
a cota piezométrica da segunda junção pode ser determinada. Se as condições
de continuidade não forem satisfeitas na segunda junção, um novo valor da cota
piezométrica na primeira junção é adotado e o processo, repetido.

EXEMPLO 4.3
30 O
Uma instalação de transporte de água compreende dois
200 111
reservatórios A e D, abertos e mantidos em níveis constantes, e D3 = 0,20 m
um sistema de tubulações de ferro fundido novo, C = 130, com
A
saída livre para a atmosfera em C. No conduto BD, e logo a
jusante de B, está instalada uma bomba com rendimento igual
a 75%. Determine a vazão bombeada para o reservatório D . e
quando o conduto BC deixa sair livremente uma vazão de 0,10 Figura 4·12
m 3/s e ter uma distribuição de vazão em marcha com taxa (vazão unitária de
distribuição) q = 0,00015 m3 /(s.m). Determine também a potência necessária à
bomba. Despreze as perdas localizadas e a carga cinética nas tubulações. ~-~
Trata-se de uma aplicação conjunta dos conceitos de distribuição em mar- & <.:. -=- o o6lff4·
cha, problema dos três reservatórios e bombeamento. Como visto no item an-
terior, a questão importante para a resolução do problema é a determinação da
cota piezométrica no ponto de bifurcação, ponto B. ~CG~O Bc.

Trecho BC- Distribuição em marcha: Qi = 0,10 m3/s, a vazão de mon- ~ - ~ i~~= b\+ t-L
tante e a vazão fictícia no trecho podem ser determinadas, respectivamente, / e,/ 10
pelas Equações 4.4 e 4.12, como: &\11 = G.fl = $J + 0 1 ()GOi ~X f-oo

Qm = Q + qL ➔ Qm = 0,10 + 0,00015 · 400 = 0,16 m 3/s


&,11 :o & e,.;::- O , l~ wi3,i_

Qr= l/2(Q + Qm) = 0,13 m 3/s

A perda de carga no trecho pode ser calculada pela fórmula de Hazen-


Williams e, conseqüentemente, a cota piezométrica em B.
Para QBc = Qf = 0,13 m3/s, Dsc = 0,30 me C = 130, a Tabela 2.3 for-
nece:

J13c = 45,98 · 0,13 1•85 = 1,055 m/100 m ➔ LlH 8 c = 4,22 m, portanto:

C.Ps = C.Pc + LlHnc = 20,0 + 4,22 = 24,22 m


Cap. 4

. Trecho AB - t.HAB = 30,0 - 24,22 = 5,78 m ➔ JAB = 5,78 m /810 m =


= 0,714 m/100 m
Para D AB = 0,40 m, JAB = 0,714 m/100 me C = 130, pela Tabela 2.3,
vem:

0 ,7 14 = 11 ,327-Q~~' ➔ QAB = 0,225 m 3/s

/ . ot< f
Q 1rn = 0,225 - O, 16 = 0,065 111 1/s ~ /J(&VI 1 '

Bomba - como se está desprezando a carga c inética, a altura total de ele-


vação da bomba é igual à diferença entre as cotas piezométricas na saída e na en-
trada da bomba. Na entrada da bomba, a cota piezométrica vale C.Pn = 24,22 m
e, na saída, pode ser determinada calculando-se a perda de carga no trecho BD.
Para QBo = 0,065 m 3/s, DBo = 0,20 m e C = 130, pela Tabela 2 .3, vem:

Joo = 3,312 · 10 2 • 0,065 1-85 = 2,108 rn/1 00 m ➔ t.HBD = 4,22 m

Pe la equação da energia: C.Ps - t.H 80 = 36,0 :. C.P, = 40,22 m


Da Equação 1 .34:

Pot = yQ(Hs - H e) = 9,8 · 0,065-(40,22- 24,22) = 13,58 kW (1 8,48 cv)


11 O,75 -rtJ pO C),k.1_

4.7 SIFÕES
Conforme comentado na Seção 4 .3, quando o plano
e
de carga e fet ivo corta a tubulação, diz-se g ue esta funciona
_e m sifão . H á, porém, casos em q ue o funcionamento e m si-
H,
fão é imposto de propósito, para transferir água de um reser-
H,, vatório ou canal para outro e m sua lateral, situado próximo e
em nível inferio r ao p rimeiro, mas separados p or urna zona
H
mai s alta que é necessári o ultrapassar. Desta maneira, parte
da tubulação ocupa cotas topográficas su periores ao nível
ºl Pa
d'água no reservatório superior, como na Fi gura 4. 13.
Figura 4.13 Sifão.
Uma vez iniciado o processo de transferência de água pelo cscorvamento
do sifão, o escoamento se estabelece em regime permanente, sob urna carga H ,
desde que a pressão no ponto C não caia abaixo de um valor limite. A míni-
ma pressão admissível no ponto alto seria igual à tensão ele vapor da água, isto
é, pressão necessária para a vapori zação do líq uido a uma determinada ternpe-
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 111

ratura. Para a água a 20° C, a tensão de vapor vale 2,352 k:N/m2 (0,24 mH2O),
pressão absoluta.
Como condições operacionais, o sifão deve ter juntas herméticas para
evitar entrada de ar externo, o que cessaria o escoamento, e garantir uma ve-
locidade média passível de airnstar o ar ou gases desprendidos, evitando o seu
acúmulo nos pontos altos. As condições energéticas e topográficas necessárias
ao funcionamento do sifão podem ser determinadas pela aplicação da equação
de Bernoulli aos pontos de interesse.
A velocidade média, e conseqüentemente a vazão, pode ser determina-
da pela aplicação da equação de Bernoulli aos pontos A e D, ambos sujeitos
à pressão atmosférica local, computando todas as perdas de carga existentes,
na forma:

(4.25)

(4.26)

Esta equação fornece a primeira condição para o funcionamento do si-


fão. Uma vez que V> O, tem-se:

(4.27)

A Equação 4.27 indica que a saída do sifão deve ser tão baixa quanto
maiores forem as perdas de carga.
Aplicando a equação de Bernoulli entre os pontos A e C, chega-se a:

y2
~-H
y -
+-+&+
y
L,LiH (4.28)
1
2g AC

em que Pa é a pressão atmosférica, leitura barométrica local, Pc, a pressão ab-


soluta em C e L LiHAc, a perda de carga total, distribuída e localizada, no ramo
ascendente do sifão. Como, evidentemente, V > O, deve-se ter:
Outra condição limite de funcionamento pode ser obtida fazendo-se a
pressão no ponto alto ser igual à tensão de vapor da água Pv, e então, pela ex-
pressão anterior:

(4.29)

Esta condição indica que a sobreelevação do ramo ascendente do sifão


deve ser tão menor quanto maiores forem as perdas totais entre A e C. Como
se deve ter uma pressão absoluta em C bem acima da pressão de vapor, na
prática, o ponto alto da canalização não deve superar 5 a 6 m acima do nível
do reservatório.
Finalmente, a aplicação da equação da energia entre o ponto mais alto
e a saída do sifão, observando a continuidade do escoamento, leva a outra con-
dição limite de funcionamento, na forma:

Pela mesma condição da Equação 4.29, a cota de saída do sifão em


relação à cota superior deve atender à desigualdade:

(4.30)

que, na prática, indica um valor da ordem de 8 m, no máximo.


Como o comprimento do sifão é relativamente pequeno, as perdas de
carga localizadas não são desprezíveis em relação às perdas contínuas, e pela
Equação 4.25 pode-se englobar todas as perdas numa única, escrevendo:

2
V- ( l+-+I.K
H= fL ) :. V= c-J2gH
1 =µ-J2gH
2g D -va

Sendo A a área da seção transversal do sifão, a vazão pode ser determi-


nada por:

Q =V-A= µA.j2gH (4.3] )


Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 113

Esta expressão é conhecida como lei dos orifícios, a ser discutida pos-
teriormente, sendo µ um coeficiente definido como coeficiente de vazão.

EXEMPLO 4.4

O sifão mostrado na Figura 4 .14 conecta 5,48 m 8,37 m


dois reservatórios com diferença de níveis igual
a 4,0 m e tem a forma de um arco de parábola, 7m
dado por y = 0,1 x2. Se o diâmetro é igual a 0,10
m, fator de atrito f = 0,018 e coeficientes de per- 4 111
da de carga na entrada e saída são, respectiva-
mente 0,5 e 1,0, determine:
a) a vazão descarregada;
b) as coordenadas do ponto de pressão
mínima, em relação ao referencial xy; Figura 4.14 Exemplo 4.4.
c) a pressão mínima.
Em um sifão, a pressão mínima pode não ocorrer no ponto mais alto, mas
logo à sua jusante, uma vez que as perdas por atrito e na entrada podem redu-
zir mais a pressão do que o acréscimo causado pela diminuição de cota topo-
gráfica.
O comprimento de arco de uma curva plana, entre os pontos a e b, é
dado por:

Desprezando-se todas as perdas de


carga, pode-se afirmar que a pressão
no ponto mais alto de um sifão
independe da vazão?

Para a parábola dada, dy/dx = 0,2·x, assim o comprimento total do si-


fão pode ser calculado como:

8,37 ~-----
Lab = f .J1+0,04-x 2
dx=l7,814m
-5,48

Portanto, a velocidade média é calculada pela aplicação da equação da


energia entre os níveis d'água, na forma:
B
Hid,á,Ura Básica Cap. 4

2
4,0 = - ( 0,5 +1,0 +o-018
V ' - ·17,814 ) ➔ V= 4,08 m/s ➔ Q = 32,1. 1/s
2g 0,10

As perdas localizadas na entrada e na saída correspondem, pela Equação


3.16, a um comprimento equivalente:

L = KD = 1,5·0,1 = 8 33 m
e f 0,018 '

O ponto de pressão mínima é aquele ponto do arco que está, verticalmen-


te, mais distante da linha piezométrica. Geometricamente, corresponde à dis-
tância da tangente ao arco (derivada) que seja paralela à linha piezométrica.
Portanto:

J=.6.H=
4
,0 =0153m/m = dy=02·x ➔ x=0,77 m
Labi 17,814+8,33 dx

:. y =0,059 m

Aplicando a equação da energia entre o ponto a e o ponto de pressão


mínima e calculando o comprimento do arco correspondente (x = - 5,48 a x =
0,77), de forma análoga, tem-se:

4 082
O= E.+ (3-0 059) + • (1 +O 5 + O,Ol 3 · 7 564)
y ' 196
' ' 010
, '

4.8 ESCOAMENTO QUASE-PERMANENTE


Grande parte das aplicações feitas nos capítulos anteriores teve como
premissa básica o escoamento permanente, isto é, suas propriedades e carac-
terísticas, em cada ponto do espaço, eram invariantes no tempo. Em problemas
corno enchimento ou esvaziamento de reservatórios, nos quais a taxa de varia-
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações
115

ção da vazão é lenta e contínua com o tempo, pode-se desprezar a aceleração do


fluido e as forças responsáveis por esta aceleração. Este tipo de escoamento é
dito quase permanente, e as equações utilizadas no caso permanente podem ser
aplicadas com razoável acurácia.
Dois problemas que podem ser tratados com esta hipótese são o esvazi-
amento de um reservatório, através de uma tubulação com saída livre, e a
variação no tempo dos níveis de água em dois reservatórios abertos e ligados
por uma tubulação.
No primeiro caso, conforme a Figura 4.15, uma tubu-
lação de características conhecidas, descarregando livre-
mente, permite o esvaziamento do reservatório aberto, de
geometria dada, a partir de uma condição inicial do nível
d'água.
Como a área do reservatório A, é muito maior que a
área da tubulação At, a variação no tempo do nível d'água Y ... Q{t) P.H.R.
é lenta, e a única forma de energia disponível é a potencial,
dada pela carga de posição z. Na extremidade de saída, a
------------------------- ---- r= _______ ---- --
energia residual, em relação ao referencial passando por esta Figura 4.15 Esvaziamento de reservatório.
seção, é a carga cinética.
Assim, a equação da energia aplicada aos dois pontos sujeitos à pressão
atmosférica, em um tempo genérico t, considerando-se todas as perdas de
carga, torna-se:

y2 fL y2
z=-+(L,K+-)·- (4.32)
2g D 2g

Deve ser observado que a aproximação realizada ao se adotar a Equa-


ção 4.32 corresponde a desprezar o termo L/g (dV/dt) da Equação 1.11.
Para propósitos práticos, o fator de atrito na Equação 4.32 é assumido
constante, independente da variação do número de Reynolds pela variação da
vazão. Pode-se adotar, como critério de cálculo, um valor médio de f, corres-
pondente à vazão inicial, quando z = a, e à vazão final, quando z = y.
Desenvolvendo-se a Equação 4.32, vem:

V= 2g
( 1+ L, K + f L / D)
rz .v =P rz
..
(4.33)
Cap.4

A continuidade do escoamento entre a superfície do reservató1io e a saída


da tubulação, de área At, permite escrever:

r dVol dz
Q=V-A = Pvz·A 1 =--=-A (z)-- (4.34)
1 dt ' dt

em que o sinal negativo indica um processo de esvaziamento, isto é, quando


o tempo aumenta, o nível d'água diminui, e Ar(z) é a relação entre a área e a
profundidade do reservatório na faixa a < z < y. A Equação 4.34 leva à seguinte
integral:

1 z
t=- AA JA,(z)·z-1/2dz
1--' 1 a

que pode ser resolvida por processos analíticos ou métodos de integração


numérica ou gráfica, desde que se estabeleça a função A,(z).
No caso particular em que o reservatório é prismático, a área é constante
e a integração torna-se:

2A
t=-' [✓
r
a -vz] (4.35)
PAI

Escoamento quase-permanente pode ocorrer


--
--- - -- --- --- -- --- --- - - - -- - ----- --- - -- -------- também quando dois tanques ou reservatórios são
---- ------ -- - - - - - ------------ -- ------------- -
conectados por uma tubulação, de diâmetro relativa-
mente pequeno, permitindo a transferência de água
por gravidade entre eles, com variação dos níveis
d'água, como na Figura 4.16.
2
2 No tempo t = O, a diferença de níveis d'água
-- ------------------------------------------------- entre os reservatórios, supostos prismáticos, de áreas
Figura 4.16 Escoamento quase-permanente entre dois reservatórios. A1 e A2, é Ho e, em um tempo genérico, vale H. A
equação da energia aplicada entre os dois níveis
d'água leva a:

2
V fL
H=-(:í:K+-) (4.36)
2g D

De modo análogo à Equação 4.32, a Equação 4.36 pode ser posta na


forma:
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações
117

V= 2g /H V= a,JH
CIK +fL/D) (4.37)

A condição de continuidade do escoamento impõe que:


Dois reservatórios cujas cotas das
superfícies de água diferem de 20,5 m, são
Interligados por um conduto de 60 cm de
= a 'H ·A t
Vil
= - A d z, = A d Zz
I dt 2 dt (4.38)
diâmetro e 3050 m cfe comprimento. O
conduto atravessa um terreno elevado cujo
ponto mais alto está 9,20 m acima do nível e
300 m distante do reservatório superior.
Determine a profundidade mínima que deve
ser enterrado o conduto, nesta seção, para
A relação entre a variação dos níveis d'água com o tempo é dada por: que a carga de pressão absoluta no pont o
mais alto da linha não cala abaixo de 3,0
rnH2 0 e determine a vazão. Adote f = 0,020,
considere a carga cinética e verifique a
dz 1 _ dH rugosidade absoluta do conduto. Leitura
barométrica local 684 mmHg.
dt dt

que substituída na relação precedente fica:

dH 1
dt (l+Ai/A 2 )
A tubulação retilínea mostrada na figura tem
uma vazão de distribuição em marcha, ao
Substituindo-se na Equação 4.38, tem-se: longo do comprimento L, constante e igual a
3
q m /(sm) e a extremidade B está fechada,
a 0 =O.Determine a que distância x do
reservatõrio R tem-se uma carga de pressão
A, dH igual à carga de pressão no fundo do
dt =- reservatório, mantido em nível constante e
aA 1 -(1 +A 1/A 2 ) fii aberto. Use uma equação de resistência na
forma J (mim)= K o,2 em que Or é a vazão
fíctícia no trecho e igual à média aritmética
das vazões a montante e a jusante. A
tubulação de comprimento L está assentada
expressão que integrada entre a condição inicial e um tempo qualquer fica: formando um ângulo a. com a horizontal.
Discuta a solução. Despreze as perdas
localizadas e a ca rga cinética.

(4.39)
R

4.9 P;)°BLEMAS

~Um sistema de distribuição de água é feito por uma adutora com um tre-
cho de 1500 m de comprimento e 150 mm de diâmetro, seguido por outro trecho
de 900 m de comp1imento e 100 mm de diâmetro, ambos com o mesmo fator de
atrito f = 0,028. A vazão total que entra no sistema é 0,025 m3/s e toda água
é distribuída com uma taxa uniforme por unidade de comprimento q (vazão
de distribuição unitária) nos dois trechos, de modo que a vazão na extremi-
Cap. 4

dade de jusante seja nula. Determine a perda de carga total na adutora, des-
prezando as perdas localizadas ao longo da adutora.
[~H = 19,61 m]
4.2 Por uma tubulação de 27" de diâmetro e 1500 m de comprimento, pas-
sa uma vazão de 0,28 m3/s de água. Em uma determinada seção, a tubulação
divide-se em dois trechos iguais de 18" de diâmetro, 3000 m de comprimen-
to, descarregando livremente na atmosfera. Em um destes trechos, toda a va-
zão que entra na extremidade de montante é distribuída ao longo da tubulação,
com uma vazão por unidade de comprimento uniforme e, no outro, metade da
vazão que entra é distribuída uniformemente ao
6" 800111 longo do trecho. Adotando para todas as tubula-
6" 4" ções um fator de atrito f = 0,024 e supondo que
A 100m 41,5111 B todo o sistema está em um plano horizontal, de-
D = ? 700111 termine a diferença de carga entre as seções de
entrada e a saída. Despreze as perdas singulares.
Figura 4.17 Problema 4.3.
[~H = 4,35 m]

4.3 Os dois sistemas hidráulicos mostrados na Figura 4.17 são equivalen-


tes e todas as tubulações possuem o mesmo fator de atrito da equação de
Darcy-Weisbach. Determine D.
[D= 4"]

4.4 Quando água é bombeada através de uma tubulação A, com uma vazão
de 0,20 m3/s, a queda de pressão é de 60 kN/m2, e através de uma tubulação
B, com uma vazão de O, 15 m 3/s, a queda de pressão é de 50 kN/m2 . Determi-
ne a queda de pressão que ocoITe quando O, 17 m 3/s de água são bombeados
através das duas tubulações, se elas são conectadas a) em série, b) em parale-
lo. Neste último, caso calcule as vazões em cada tubulação. Use a fórmula de
Darcy-Weisbach.
a) [~p = 107,6 kN/m2]
b) [~p = 13,1 kN/m2 ; QA = 0,0933 m3/s; Qs = 0,0767 m3/s]

4.5 No sistema mostrado na Figura 4. 18, do ponto A é derivada uma vazão


QA = 35 1/s e, em B, é descarregada na atmosfera Qs = 50 1/s. Dados:
L1 = 300 m, D1 = 225 mm, f1 = 0,020, L2 = 150 m, D2 = 125 mm, fz = 0,028,
L3 = 250 m, D3 = 150 mm, f3 = 0,022, L4 = 100 m, D4 = 175 mm, f4 = 0,030.
Calcular:
a) o valor de H para satisfazer as condições anteriores;
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 119

b) a cota piezométrica no ponto A.


Despreze as perdas localizadas e a carga cinética.
a) [H = 15 m] b) [C.PA = 8,78 m] LJ. D3 II

L i. D1
4.6 Uma localidade é abastecida de água a paitir dos re-
servatórios C e D, do s istema de adutoras m ostrado na Fi-
"----A'-í'----'------::-B-~
1.2. D2 L•. D4
gura 4.19. As máximas vazões nas adutoras CA e DA são de QA
8,0 1/s e 12,0 1/s, respectivamente. Determine: Figura 4.18 Problema 4.5.
a) os diâmetros dos trechos CA e DA, para vazão
máxima de 20,0 1/s na extremidade B do ramal AB,
de diâmetro igual a 0,20 m, sendo a carga
de pressão disponível em B igual a 30
mH20;
b) a vazão que afluiria de cada reservatório ao
se produzir uma mptura na extremidade B.
Todas as tubulações são de ferro fundido
novo, C = 130. Despreze as cargas cinéticas nas tu- D = 0,20m
159 2
bulações.
1803 m
a) [DcA = DoA = 0,1 O m] B

Figura 4.19 Problema 4.6.


b) [QCA= 18,3 1/s; QoA = 15,0 1/s]

4.7 O sistema de distribuição de água mostrado na Figura 4.20 tem todas


as tubulações do mesmo material. A vazão total que sai do reservatório I é de 20
1/s. Entre os pontos B e C, existe uma distribuição em marcha com vazão por
metro linear uniforme e igual a q = 0,01 1/(s.m). As-
sumindo um fator de atrito constante para todas as
tubulações f = 0,020 e desprezando as perdas loca- º-
lizadas e a carga cinética, determine:
()JYá cota piezométrica no ponto B;
b) a carga de pressão disponível no ponto C,
se a cota geométrica deste ponto é de 76 O
576,00 m; 1000 m ~6-" - ~
500 111
B
\\\\\li e li
c) a vazão na tubulação de 4" de diâmetro. 6"
q = 0,01 Vsm
D
a) [C.Ps = 586,42 m]
Figura 4.20 Problema 4.7.
b) [PclY = 5,52 mHzO]
c) [Q4" = 5,2 1/s]
B Hidra"n" Básica Cap. 4

4.8 Três reservatórios A, B e C são conectados por três tubulações que se


juntam no ponto J. O nível do reservatór io B está 20 m acima d o nível ele C e
o nível de A está 40 m acima ele B . Uma válvula de contro le de vazão é insta-
lada na tubulação AJ, imediatamente a montante de J. A equação de resistên-
cia de todas as tubulações e da válvu la é dada por, LiH(m) = rQ2, em quer é o
coeficiente de resistência e Q, a vazão e;n m 3/s. Os valores de r para ,is três tu-
bulações são: rA.1 = 150, r 81 = 200 e rCJ = 300. Determine o
valor do coefic iente r de resistência ela válvula LiHv(m) = ·
rQ 2 para que a vazão que chega ao reservatório C seja o
dobro da que chega ao reservatório B.
735 O [r =50]
li 4.9 O esquema de adutoras mostrado na Figura 4.21 faz
120.0 650 m parte de um siste má de distribuição ele água em uma cidade,
6" cuja rede se inicia no ponto B . Quando a carga de pressão
B
disponível no ponto B foi: ele 20,0 mH2O, cletennine a vazão
Figura 4.21 Problema 4.9. no trecho AB e verifique se o reservatório II é abastecido ou
abastecedor. Nesta s ituação, qual a vazão QIJ que está indo
para a rede de distribuição? A partir de qual valor ela carga
de pressão em B a rede é abastecida somente pelo reservatório
810 5 I? Material elas tubul ações: aço rebitado novo. D espreze
as perdas localizadas e as cargas c inéticas e util ize a fór-
mula de Hazen-Williams.
[QAIJ = 42,93 1/s; abastecido;
30 1/s
-+ QIJ = 27,97 1/s; ps/Y ~ 15 mfüO]

1000111
4.10 No s istema de abastecimento d'água mostrado na
Figura 4 .22, todas as tubulações têm fator ele atrito f =
Figura 4.22 Problema 4.1 O. 0,021 e, no ponto B , há uma derivação de 5,0 1/s. Despre-
zando as perdas de carga localizadas e as cargas cinéticas,
determine a carga de pressão disponível no ponto A e as
vazões nos trechos em paralelo.

507 2

4.11 No sistema adutor mostrado na Figura 4.23, todas


as tubulações são de aço soldado com algum uso, coeficien-
te de rngosidade da equação de Hazen-Williams C = 120.
O traçado impõe a passagem da tubulação pelo ponto B ele
360 111
cota geométrica 514,40 m. O diâmetro do trecho CD é de
E
6" e a vazão descatTegada pelo reservatório superior é de
Figura 4.23 Problema 4.11. 26 1/s. Dimensione os outros trechos, sujeito a:
Cap. 4 Sistemas Hidráulicos de Tubulações 121

a) a carga de pressão mínima no sistema deve ser de 2,0 mH2O;


b) as vazões que chegam aos reservatórios E e D devem ser iguais.
Despreze as perdas de carga localizadas e as cargas cinéticas.
[DAB = 0,20 m; DBc = 0,15 m; DcE = 0,10 m]

4.12 A diferença de nível entre dois reservatórios conectados por um sifão


é 7,5 m. O diâmetro do sifão é 0,30 rn, seu comprimento, 750 me o coeficiente de
attito f = 0,026. Se ar é liberado da água quando a carga pressão abso- Um tanque cilíndrico, aberto, de 1.0 m
luta é menor que 1,2 mH2O, qual deve ser o máximo comprimento do tramo ascen- de diâmetro, está sendo esvaziado por
uma tubulação de 50 mm de diâmetro e
dente do sifão para que ele escoe a seção plena, sem quebra na coluna de líquido, se 24,0 m de comprimento, com entrada
em aresta viva (k = 0,5), e
o ponto mais alto está 5,4 rn acima do nível do rese1vató1io supe1ior. Neste caso, qual descarregando na atmosfera, para a
é a vazão. Pressão atrnosfética local igual a 92,65 kN/m2 . qual o fator de atrito f, variando com o
tempo e a velocidade média, é
representado pela equação de Blasius1
[La = 273 m; Q = 0,105 m 3/s] Eq(2.22), (tubos lisos). Determine o
intervalo de tempo, para que a diferença
entre o nível d'água no tanque e o nível
4.13 Dois reservatórios têm urna diferença de nível igual a 15 m e são da saída da tubulação, caia áe 2,0 m para
1,0m.
conectados por uma tubulação ABC, na qual o ponto mais alto B está 2 m abai-
xo do nível d 'água do reservatório superior A . O trecho AB tem diâmetro de [Tas4min)

0,20 m e o trecho BC, diâmetro de O, 15 m, e o fator de atrito é o mesmo para


os dois trechos. O comprimento total da tubulação é 3000 m. Detennine o
maior valor do comprimento AB para que a carga de pressão em B não seja
maior que 2 mH20 abaixo da pressão atmosférica. Despreze a carga cinética.
[LAB = 1815 rn]

4.14 Um tanque cilíndrico aberto de 1,0 m de diâmetro está sendo esvazia-do


por um tubo de 50 mm de diâmetro e 4,0 m de comp1imento, com entrada em
aresta viva, K = 0,5, para o qual f= 0,025, e descarregando na atmosfera. Deter-
mine o tempo necessário para que a diferença entre o nível d'água no tanque e o
nível da saída do tubo caia de 2,0 m para 1,0 m.
[t= 140 s]

4.15 Dois reservatórios prismáticos, um de área igual a 7,4 m 2 e outro de


área igual 3,7 m2, estão ligados por urna tubulação de 125 m de comprimen-
to e 50 mm de diâmetro, com fator de atrito f = 0,030. Determine o tempo ne-
cessário para que um volume de 2,3 m 3 de água seja transferido do tanque
maior para o menor, se a diferença de nível inicial entre eles é de 1,5 m. Coe-
ficientes de perda de carga, na entrada K = 0,5 e na saída K = 1,0.
[t = 38,8 rnin]
4.16 Um reservatório alimenta uma tubulação de 200 mm de
diâmetro e 300 m de comprimento, a qual se divide em duas tu-
A bulações de 150 mm de diâmetro e 150 m de comprimento,
como na Figura 4.24. Ambos os trechos estão totalmente abertos
15111
para a atmosfera nas suas extremidades. O trecho BD possui
saídas uniformemente distribuídas -ao longo de seu comprimen-
to, de maneira que metade da água que entra é descarregada ao
D longo de seu comprimento. As extremidades dos dois trechos
Figura 4.24 Problema 4. 16.
estão na mesma cota geométrica e 15 m abaixo do nível d' àgua
do reservatório. Calcule a vazão em cada trecho adotando
f = 0,024, desprezando as perdas localizadas e a carga cinética
nas tubulações.
Resolva o problema de duas maneiras: primeiro, usando no trecho BD
o conceito de vazão fictícia e, segundo, determinando a perda de carga distri-
buída em um elemento de comprimento dL e depois fazendo a integração de
O a L (de B até D):
[QAll = 0,076 m3/s; QBc = 0,033 m 3/s; Qllo = 0,043 m 3/s]

50 50 4.17 De uma represa mantida em nível constante sai uma


tubulação de ferro fundido novo, de 200 mm de diâmetro
e 500 m de comprimento, que termina no fundo de um
reservatório prismático de I O m 2 de área e 5 m de altura,
conforme a Figura 4 .25. Estando inicialmente vazio o re-
servatório, abre-se o registro colocado em A. Calcular o
tempo necessário para o enchimento completo do reserva-
tório prismático. Assuma que durante o enchimento do re-
00 servatório o fator de atrito da tubulação seja constante, com
valor médio f = 0,020. Resolva o problema de duas manei-
A ras distintas:
a) utilizando a Equação 4.39 observando que, no caso,
Figura 4.25 Problema 4. 17.
tem-se A1 >>> A2 = 10 m2 .
b) utilizando a Equação 2.42 e observando que, pela equação da
continuidade, em um tempo qualquer t , a vazão que entra no re-
servatório é dada por Q = - Adh/dt, em que h é uma ordenada
marcada positiva de cima para baixo a partir da cota 5,0 m e A a
área do reservatório.
Despreze as perdas de carga localizadas na tubulação.
[T =38 min]
5 123

SISTEMAS ELEVATÓRIOS - CAVITAÇÃO

5.1 INTRODUÇÃO
Grande parte do que fo i discutido nos capítulos anteriores referiu-se
ao escoamento por gravidade, no qual há o aproveitamento da energia po-
tencial de posição para o transporte da água. Em muitos casos, entretanto,
não há esta disponibilidade de cotas topográficas, sendo necessário transfe-
rir energia para o líquido através de um sistema eletromecânico, conforme
fo i visto na Seção 1.5.
Um sistema de recalque ou elevatório é o conjunto de tubulações,
acessórios, bombas e motores necessário para transportar uma certa vazão [Maurits Cornelis Escher, 1961)
de água ou qualquer outro líquido de um reservatório inferior R 1, na cota
Z1 , para outro reservatório superior R2, na cota Z2 > Z1. Nos casos mais co-
muns de sistemas de abastecimento de água, ambos os reservatórios estão
abertos para a atmosfera e com níveis constantes, o que permite tratar o es-
coamento como permanente.
Um sistema de recalque é composto, em geral, de três partes:
a) Tubulação de sucção, que é constituída pela canalização que liga o
reservatório inferior R1 à bomba, incluindo os acessórios necessá-
rios, como válvula de pé com crivo, registro, curvas, redução ex-
cêntrica etc.
b) Conjunto elevatório, que é constituído por uma ou mais bombas e
respectivos motores elétricos ou a combustão interna.
c) Tubulação de recalque, que é constituída pela canalização que liga
a bomba ao reservatório superior R2, incluindo registros, válvula
de retenção, manômetros, curvas e, eventualmente, equipamentos
para o controle dos efeitos do golpe de aríete.
A instalação de uma bomba em um sistema de recalque pode ser feita
de duas formas distintas:
a) Bomba afogada, quando a cota de instalação do eixo da bomba
está abaixo da cota do nível d'água no reservatório inferior R,.
b) Bomba não afogada, quando a cota de instalação do eixo da bom-
ba está acima da cota do nível d'água no reservatório inferior R1.
Cap. 5

5.2 ALTURA TOTAL DE ELEVAÇÃO E


ALTURA MANOMÉTRICA
Na Seção 1.5 foi definida a altu-
ra total de elevação de uma bomba
como a diferença entre a carga ou
energ ia do escoamento à saída e à en-
trada da bomba. Veremos agora outras
definições importantes de alturas ou
z cargas em sistemas elevatórios.

(a) (b)
Com referência à Figura 5.1 , na
qual são mostradas as linhas de energia e
piezométrica em dois esquemas de bom-
Z,: cola do nível d'água no reservatório inferior R,.
Z2 : cota do nível d'água no reservatório superior R2.
beamento, bomba afogada e não afogada
Zh: cota de assentamento do eixo da bomba. de eixo horizontal, a seguinte terminolo-
Z,: cola da linha de energia relativa. na entrada da bomba. gia será adotada (ver definições abaixo
Zc: cota da linha de energia relativa, na saída da bomba.
e,: cota da linha piezométrica relativa, na entrada da bomba. da figura).
C,: cota da linha piezométrica relativa, na saída da bomba.
Z = Z1 - z.:
altura estática de sucçüo, diferença de emas entre o nível do eixo da bomba e
Das definições anteriores e dos
a superfície livre do reservatório inferior, negativa no esquema a (bomba não afogada) e po- esquemas da Figura 5.1, podem-se ex-
sitiva no esquema /, (bomba afogada). trair as seguintes relações:
L = Z2 - Z.: altura estática de recalque, diferença de cotas entre o nível em que o líquido é
abandonado ao sair da tubulação de recalque e o nível do eixo da bomba.
H, = Z 2 - Z 1: altura geométrica ou ali/Ira estática total. diferença entre os níveis de água dos y2 y2
reservatórios. H = Hm + _ r_ - _s_ (5 .1 )
Hs = C, - Zh: altura mcmmnétrica de .mq:llo, carga de pressão relativa disponível na entrada da
2g 2g
bomba, em relação ao plano horizontal de cota Zb ; negativa no esquema a e positiva no /2_.
H, = C, - z.:altura 111a110111étrica de recalque, carga de pressão relativa disponível na saída
da bomba, em relação ao plano horizontal de cota Zh.
Hm = Cr - Cs = Hr - Hs: altura manométrica total, diferencial entre as cargas de pressão re- (5.2)
lativas na saída e na entrada da bomba.
LIH, = Z, - Z.: perda de carga total, distribuída e localizada, na tubulação de sucção.
LIH, = Z, - Z2: perda de carga total, distribuída e localizada, na tubulação de recalque. Pela Equação 5. 1, se as tubula-
ções de recalque e sucção tiverem diâ-
v,-' :carga cinética na tubulação de sucção.
2g metros iguais, a altura total de elevação
y2 se confunde com a altura manométrica.
_r_:
2g
carga cinética na tubulação de recalque. Em geral, a tubulação de sucção tem
um diâmetro comercial imediatamente
y2 superior ao da tubulação de recalque,
h, =Z, - Zb = H, + ~ = Z + LIH, : altura total de sucção.
2 para diminuir a velocidade e ocorrer
y2 menores perdas de carga. A Equação
h, = Z, - Zh = H, + _r_ = L + LIH,: altura total de recalque. 5.2 fornece um resultado importante
2g
H = Z, - Z,: altura ou carga total de elevação. para o cálculo da altura total de ele-
vação e, conseqüentemente, da p o-
tência necessária à bomba.
Figura 5.1 Linhas de energia e piezométrica em uma instalação de bomba.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação
125

A energia a ser cedida ao escoamento, expressa em metros de colu-


na do líquido, é igual ao desnível topográfico entre os reservatórios,
acrescida de todas as perdas de carga, distribuídas e localizadas, nas cana-
lizações de sucção e recalque.

5.3 POTÊNCIA DO CONJUNTO ELEVATÓRIO


Conforme a Equação 1.34, a potência recebida pela bomba, potên-
cia esta fornecida pelo motor que aciona a bomba, é dada pela expressão:

9,8-QH 103 -QH


Pot= - -- - (kW) ou Pot =- - - (cv) Q(m3/s) e H(m) (5.3)
rt 75 rt

em que ri é o coeficiente de rendimento global da bomba, que depende


bas icamente do porte e características do equipamento.
A potência elétrica fornecida pelo motor que aciona a bomba, sendo
l] 111 seu rendimento global, é dada por:

103 · QH
Potm = 9'8 . QH (kW) OU P Ot m =- - - ( CV ) (5.4)
fl·flm 75·l]·flm

5.4 DIMENSIONAMENTO ECONÔMICO DA TUBULAÇÃO


DE RECALQUE

5.4.1 CUSTO DE UMA CANALIZAÇÃO


Em um projeto hidráulico de urna adutora, por gravidade ou bom-
beamento, deve haver um compromisso entre os requisitos técnicos de desem-
penho e segurança e o custo global do sistema.
O custo da unidade de comprimento de uma tubulação depende, ba-
sicamente, de seu peso, que é função do diâmetro interno e da espessura da
parede, e também de custos indiretos, como transporte, mão-de-obra, assen-
tamento em valas etc. O diâmetro interno é uma variável que está relacio-
nada às condições hidráulicas para garantir o transporte de uma certa
1. Edme Mariotte, físico francês,
vazão, enquanto a espessura deve ser fixada em função dos esforços, de- 1620-1684.
vido à pressão interna à qual o material será submetido. Para as tubulações
em que a espessura da parede e é bem menor que o diâmetro interno, e <<
D, situação em que a tensão admissível do material na parede é assu mida
como uniforme, a relação entre as variáveis é dada pela equação de
Mariotte: 1
B
H;ora,uca ""'" Cap. 5

p·D
e= - - (5.5)
2 cr

em que p é a pressão interna e cr, a tensão de trabalho admissível do mate-


rial.
No caso de uma adutora por gravidade, como come ntado na Seção
4.3 o dimensionamento da espessura é feito na situação mais desfavorável
de pressão, que ocorre em s ituação hidrostática, isto é, com vazão nula.
Dependendo do perfil topográfico , a tubulação de diâmetro interno único
pode ter espessuras diferentes e classes diferentes de tubos, para padrões
de pressões distintas.
O peso de uma unidade de comprimento de um tubo de diâmetro
inte rno D, espessura e e peso específico do material Ym, é dado por:

G=ymn(D +e)e (5.6)

Eliminando o valor da espessura e nas Equações 5.5 e 5.6, fica:

G = y m 1t [I + ..E_] p D 2 (5.7)
2cr 2cr

Portanto, o custo da unidade de comprimento da tubulação é igual ao


produto da expressão anterior pelo preço da unidade de peso do material. Para
valores constantes dos parâmetros da Equação 5.7, o custo unitário é dado por:

(5.8)

Os custos indiretos de transporte, escavação e assentame nto, bem como


as peças especiais, válvulas, curvas e registros, são englobados no valor da
constante a, uma vez que estes custos são, aproximadamente, proporcionais
ao quadrado do diâmetro interno.
No caso de tubulações de ferro fundid o, por razões construtivas,
deve-se d ar à espessura da parede um valor mínimo eo, de modo que,
combinando esta condição à equação de Mariotte, a espessura possa ser
calculada como:

pD
e =e + K - com K ( 1 (5.9)
º 2cr
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitaçã'J 127

Deste modo, o peso da unidade de comprimento da tubulação, pela


Equação 5.6, fica:

(5.10)

O custo unitário da tubulação, como visto antes, é o produto da


equação anterior pelo preço da unidade de peso do material, e desenvol-
vendo a Equação 5 .10 chega-se a uma expressão para o custo unitário na
forma:

(5.11)

em que a, b, c são coeficientes que dependem do tipo de material e da


pressão interna.
Para projetos de menor monta, com tubulações de diâmetros relati-
vamente pequenos, menores que 8", é comum usar uma expressão apro-
ximada e mais simples que as anteriores, na qual o custo da unidade de
comprimento da tubulação é proporcional à primeira potência do diâme-
tro. Multiplicando e dividindo a Equação 5.6 pelo diâmetro D, tem-se:

G = y m 7t [ (D + e) e ] D (5.12)
D

O fator entre colchetes da equação anterior é aproximadamente


constante para diâmetros não muito grandes (até 200 mm) em tubos de
ferro fundido; assim, o custo da unidade de comprimento é o produto da
Equação 5.12 pelo preço da unidade de peso do material, na forma:

(5.13)
2. Jacques Antoine Charles Bresse,
engenheiro e professor francês,
A Equação 5.13 será usada posteriormente para desenvolver a fór- 1822-1883.
mula de Bresse, 2 para o cálculo do diâmetro econômico de uma tubulação
de recalque.

5.4.2 TUBULAÇÃO DE RECALQUE


No projeto de um sistema elevatório, há dois aspectos importantes a
serem considerados, o diâmetro da tubulação de recalque e, em conseqüência
da tubulação de sucção, a potência necessária do conjunto motor-bomba. As
equações disponíveis são a da continuidade e uma equação de resistência
Cap. 5

na forma J = KQ"/Drn. Como o único parâmetro de projeto conhecido é a


vazão Q a ser recalcada, tem-se um problema com três incógnitas, J, D e
V, e duas equações, portanto um problema inde terminado.
Se o diâmetro adotado for relativamente grande, resultarão perdas
de carga pequenas, portanto a altura total de elevação H = Hg + ,0.H e a po-
tência do conjunto elevatório necessária serão relativamente pequenas,
com custos menores, enquanto o custo da linha adutora será alto. Se, ao
contrário, o diâmetro adotado for relativamente pequeno, a linha adutora
terá custo baixo, enquanto as perdas de carga serão altas e o conjunto
elevatório ficará mais caro por exigir uma potência maior.
Como a vazão e a altura geométrica são fixas, os custos totais da
linha adutora e do conjunto elevatório, incluindo o custo anual de energia
elétrica, dependem, de modos opostos, do diâmetro escolhido. Assim,
existirá um diâmetro conveniente para o qual o custo total do projeto, in-
cluindo a abertura de valas, assentamento de tubulações, consumo de
energia elétrica, unidade de reserva do grupo motor-bomba e custo eco-
nômico do capital investido (taxa de juros e amortização), será mínimo.
Para uma adutora de comprimento L, diâmetro D e uma taxa de en-
cargo finance iro t (juros e amortização do capital), o gasto anual global
pode ser calculado por:

Custo1 = C; L t (5.14)

em que C; é uma das equações de custo unitário, em função do diâmetro,


apresentadas na Seção 5.4.J .
Pode-se, também, fazer uma análise econômica de custos anuais do
gasto com energia elétrica de uma instalação que funciona T horas por dia, du-
rante N dias por ano, ao custo de A por quilowatt-hora consumido, na forma:

9,8·Q ·(H +J · L)
Custo? = g ·N-T-A (5.15)
- '1111m

A Equação 5.14 é diretamente proporcional ao diâmetro, enquanto


a Equação 5.15 é inversamente proporcional ao diâmetro, pois o termo J-L
diminui com o aumento do diâmetro para uma vazão fixa.
Desta maneira, lançando-se em gráfico as duas equações, para uma
série de diâmetros, tem-se como curva dos custos da tubulação uma curva
crescente, curva 1, e como curva dos custos do conjunto elevatório uma curva
decrescente, curva 2, que tende ao valor mínimo cotTespondente ao custo ne-
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 129

cessário para vencer somente o desnível topográfico Hg, 14

quando a perda de carga se torna desprezível. 12

A soma das curvas I e 2, que corresponde ao en- 10


cargo anual da instalação, e o diâmetro conveniente, ou ro::,
diâmetro econômico De, que é aquele que torna a soma ai 8
.9
dos custos mínima, estão mostrados na Figura 5.2. "'
::,
ü

5.4.3 FÓRMULA DE BRESSE


?
Um tratamento simples e aproximado do problema de 1 Curva 2
dimensionamento econômico da tubulação de recalque, em o +--- - + --+---+---+e-------''V-+-- -+----,1----+-- -+-~
O 0,1 0,2 o,3 0,4 º•o.s o,s 0,1 o.a o,9
instalações de potência pequena que funcionam ininterrup-
Diâmetro (m)
tamente, 24 horas por dia, pode ser feito a partir das se-
guintes hipóteses. Figura 5.2 Determinação do diâmetro econômico de uma
tubulação de recalque.
a) que o custo da linha instalada de comprimento L
seja, como na Equação 5.13, diretamente propor-
cional ao diâmetro, na forma C1 = p,LD;
b) que o custo do conjunto motor-bomba seja diretamente proporcional
à unidade de potência instalada (kW), na forma C2 = p2 Pot.
Sendo p1 o gasto anual de 1 m de comprimento de um conduto de 1
m de diâmetro, incluindo despesas de amortização e conservação e p 2 , o
custo anual de operação do grupo motor-bomba, por unidade de potência,
incluindo despesas de operação e manutenção, o custo total do sistema é
a soma dos dois fatores, C = p,LD + p2 Pot.
Pela Equação 5 .4, com H = Hg + LlHr, vem:

fL 2
_ D 9,8Q(Hg + 0,0827-D
5 Q )
C - P, L + P2 - - - - - - - = - - - (5 .16)
Tlllm

Derivando-se a equação precedente, em relação ao diâmetro, e


igualando-se a zero, para chegar ao mínimo custo global C, fica:

que leva à relação entre a vazão de recalque e o diâmetro econômico, na forma:


8 H;d,á"Hra Báskoa Cap. 5

D6 = 4,05f hQ3
1111m P1

de onde, finalmente:

D(m) = K ✓ Q(m3/s) (5 .17)

Esta equação é conhecida como fórmula de Bresse, na qual a constante


K depende, entre outras coisas, dos custos de material, mão-de-obra, operação
e manutenção do sistema etc., não sendo, portanto, fixa, vaiiando de local para local
e no tempo, principalmente em regimes econômicos inflacionários. Em geral, a
constante K assume valores na faixa de 0,7 a 1,3.
Algumas observações sobre a fórmula de Bresse são necessárias.
a) Trata-se de uma equação muito simples para representar um proble-
ma complexo e com muitas variáveis econômicas, portanto deve ser
aplicada na fase de anteprojeto.
Por que, na Figura 5.2, o ponto de
mínimo não é o correspondente ao b) Em sistemas de menor porte, com adutoras de até 6", o emprego da
ponto de cruzamento das curvas 1 e 2?
Equação 5 .17 pode conduzir a um diâmetro aceitável.
c) Em instalações maiores, o diâmetro gerado pela Equação 5.17 deve
ser tomado como a primeira aproximação para uma pesquisa mais ela-
borada, segundo a metodologia descrita na Seção 5.4.2.
d) A fixação de um valor da constante K equivale a adotar uma velocidade
média de recalque, chamada velocidade econômica. Em geral, nos sis-
temas elevatórios, as velocidades variam na faixa de 0,6 a 3,0 m/s,
sendo mais comuns velocidades entre 1,5 e 2,0 m/s.
e) A fórmula de Bresse deve ser aplicada a sistemas de funcionamento
contínuo, 24 horas por dia.
Nem sempre há necessidade de o sistema funcionar continuamente, basta
que se recalque o volume necessário de reservação, para consumo diário, em
uma fração do dia. Este é o caso do abastecimento de um prédio de apaitamen-
tos, em que o aporte de água para consumo e reserva de combate a incêndio
em geral é feito durante um certo número de horas por dia. Para estes casos,
o dimensionamento da tubulação de recalque é feita pela Equação 5 .18 reco-
mendada pela NBR-5626 da ABNT (1).

D ,. (m) = 1,3 Vx ✓Q(m3/s) (5.18)


Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 131

em que X é a fração do dia, isto é, o número de horas de funcionamento do sis-


tema dividido por 24. Em qualquer caso, o diâmetro encontrado deve ser apro-
ximado para o diâmetro comercial mais conveniente.

EXEMPLO 5.1 OK (

O projeto de um sistema elevatório para abastecimento urbano de água


deverá ser feito a partir dos seguintes dados:
Em uma certa tubulação horizontal de um
a) vazão necessária Q = 80 1/s; dado comprimento veicula uma determinada
vazão constante, mantida por uma bomba e

h) altura geométrica a ser vencida Hg = 48 m ; o custo de capital da estação elevatória é C1


::: a+ b.Pot1 em que a e b são constantes e
Pot a potência hidráulica perdida na
e) comprimento da linha de recalque L = 880 m; tubulação por atrito.
Mostre que a potência fornecida pela bomba
é dada por Pot = c/Ds , em que e é uma
d) material da tubulação feno fundido classe K7, rugosidade E = 0,4 constante. Se o custo de capital da
tubulação for dado por C 2 ~ m-0 em que m é
2
mm; uma constante, mostre que o diâmetro D, tal
que o custo de capital total do projeto
e) número de horas de funcionamento diário T = 16 h; (C 1+C2 ) seja mínimo é dado por:

j) número de dias de funcionamento no ano N = 365; 0~1/sbc


V2m
g) taxa de interesse e amortização do capital 12% a.a.;
h) rendimento adotado para a bomba ri = 70%;
i) rendimento adotado para o motor l]m = 85%;
j) preço do quilowatt-hora A= R$ 0,031.
Uma pesquisa de preço de tubos, por unidade de comprimento, para
150 mm :-::; D :-::; 500 mm levou à seguinte relação entre diâmetro e custo:
Custo (R$/m) = 0,042 D(mm) 1•4 • Determine o diâmetro econômico de
recalque.
Com auxílio da Equação 2.38 ou da Tabela A2, pode-se calcular a per-
da de carga unitária e, em seguida, a perda de carga no recalque e a altura to-
tal de elevação pela Equação 5.2, considerando somente a tubulação de recalque.
Pela Equação 5.15, determina-se o custo anual com energia elétrica, para diâ-
metros na faixa de 150 a 500 mm. O custo anual da tubulação é o produto do
custo unitário pelo comprimento da linha, multiplicado pelos encargos econô-
micos de 12% a.a.
A Tabela 5.1 apresenta os cálculos para os diâmetros escolhidos.
• Ver endereço eletrônico www. Tabela 5.1 Determinação do custo total anual de um sistema elevatório.
eesc.sc.usp.br/shs na área Ensino
de Graduação. Diâmetro J H = ~lg + JL Custo Custo Custó Custo
(mm ) (mim) (m) bombeame.nto · tubulação anual total
150 0,1 790 205,50 49022,03 41139,57 4936,75 53958,77
200 0,0396 82,84 19761,75 61542,33 7385,08 27146,83
250 0,0123 58,87 14042,77 84110,07 1009,21 24135,98
300 0,0048 52,21 12455,09 10856,97 13028,16 25483,25
350 0,0022 49,90 11902,68 13471,50 16166,22 28068,90
400 0,0011 48,95 11677.55 1624 11,19 19489,34 31166,89
450 0,0006 48,52 11574,4 1 191526,77 22983,21 34557,62
500 0,0003 48,30 11522,69 221967,80 26636,14 38158,83

60000
As colunas 4, 6 e 7 da tabela an-
terior foram postas em forma gráfica,
50000
indicando que o valor mínimo· da soma
(custo total), coluna 4 + coluna 6, ocor-
;;; 40000 re para um diâmetro de 250 mm, con-
~
ro
:,
forme a Figura 5.3. Ver planilha EXEM
e
"'
.9
30000 (5.1).XLS, no diretório Bombas*.
<h
:,
u
20000 5.5 BOMBAS: TIPOS E
CARACTERÍSTICAS -
10000 ROTAÇÃO ESPECÍFICA
O princípio básico de transfe-
o rência da energia recebida pela bom-
100 150 200 250 300 350 400 450 500 ba, de uma fonte externa, ao fluido é
Diâmetro (mm)
a existência, no corpo ou caixa da
Figura 5.3 Determinação do diâmetro econômico. máquina, de uma roda ou rotor que,
ao girar comunica ao fluido acelera-
ção centrífuga e conseqüente aumento
de pressão. A ação do rotor orienta a
trajetória das partículas dentro do cor-
r po da bomba, desde a seção de entra-
da até a saída. De acordo com a forma

m
da trajetória do líquido, no seu inte ri-
or, as bombas são classificadas como:
a)Bombas centrifugas ou de escoa-
(a) (b) / (e) 1
mento radial - o líquido entra axial-
mente pelo centro e sai radialmente
Figura 5.4 Tipos de rotores de bombas.
pela periferia. São bombas destinadas
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 133

a vencer grandes cargas com vazões relativamente baixas, em que


o acréscimo de pressão é causado principalmente pela ação da for-
ça centrífuga, Figura 5.4a.
b) Bombas de escoamento misto ou diagonal - o líquido entra axial-
mente e sai em uma direção diagonal, média entre axial e radial.
São indicadas para cargas médias, e o acréscimo de pressão é devi-
do, em parte, à força centrífuga e, em parte, à ação de sucção das
pás, Figura 5.4b.
e) Bombas de escoamento axial - o líquido entra axialmente e sai em
movimento helicoidal em direção praticamente axial, Figura 5.4c.
São indicadas para vazões altas e cargas baixas.
As bombas centrífugas e mistas podem ter rotor fechado ou aberto. O
rotor fechado é confinado por duas placas paralelas, formando com as pás
do rotor dutos por onde o líquido escoa, atingindo a seção de saída do corpo
da bomba. São destinados ao bombeamento de líquidos limpos sem materi-
al particulado, Figura 5.4a. No rotor aberto, as pás de forma recurvada são
fixadas em um único disco, formando canais, Figura 5.4b.
Quanto ao número de rotores, as bombas são classificadas como de
estágio simples, quando há somente um rotor, ou de estágios múltiplos,
quando há dois ou mais rotores.
Em situações em que a altura total de elevação é grande, pode não ser
possível, com bom rendimento, o recalque usando um único rotor. Neste caso,
utilizam-se bombas de múltiplos estágios, em que são dispostos no mesmo
eixo vários rotores iguais em série. Esta concepção é particularmente utilizada
em bombas submersas para captação de água em poços profundos.

5.5.1 ROTAÇÃO ESPECÍFICA


No estudo e desenvolvimento de máquinas hidráulicas, como bom-
bas e turbinas, é comum fazer uso de coeficientes adimensionais que repre-
sentem, de modo global e compacto, os fenômenos físicos envolvidos.
Entre esses adimensionais, tem particular foteresse a rotação especifica do
rotor da máquina, cujo valor, calculado no ponto de rendimento ótimo, ca-
racteriza a forma da máquina e serve de critério para sua classificação.
Combinando-se os fldimensionais CT1, coeficiente de pressão, e Ih
coeficiente de vazão, definidos no Exemplo 1.2, de modo a eliminar a vari-
ável R, raio do rotor, e observando que ~p = pgH, tem-se:

[ w (rad/s)] (5.19)
Cap. 5

De modo análogo, combinando-se os adimensionais Ih coeficiente de


potência, e TI1, chega-se a:

w.jfu.
[w (rad/s)J (5.20)
pJ/2 (gH)5/4

Na prática de projetistas de máquinas hidráulicas, usando-se a mesma


denominação de rotação específica ou velocidade específica, costuma-se uti-
lizar coeficientes dimensionais, portanto dependentes do sistema de unidades
usado, que são simplificações das Equações 5.19 e 5.20, baseados na seguin-
te definição: rotação específica corresponde à rotação (em rpm) de um rotor
de uma bomba, de uma série homóloga de bombas geometricamente seme-
lhantes, que eleva uma unidade de vazão sob uma altura manométrica total uni-
tária, ou como a rotação ele um rotor de uma bomba, de uma série homóloga
ele bombas geometricamente semelhantes, que desenvolve uma unidade de po-
tência sob urna altura manométrica total unitária. Desta forma, as velocidades
específicas, relativas à vazão e à potência, passam a ser adaptadas das Equa-
ções 5 .19 e 5 .20, respectivamente:
1
njQ
Nq = ~ Icom n(rpm), Q(m 3/s) e H(m) (5.21)

n.J Pot
Ns = ----'--
Hs/4 com n(rpm), Pot(cv) e H(m) (5.22)

Os valores da rotação específica para as unidades ele potência, cavalo


vapor e quilowatt, guardam a seguinte relação:

Ns [rpm, cv, m] = 1,17-N, [rpm, kW, m] (5.23)

A relação entre a rotação específica Ns relativa à potência útil e a relati-


va à vazão Nq, quando o líquido bombeado for água com massa específica
p = 1000 kg/m3, é dada por (ver Problema 5.10):

(5.24)
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação
135

Ir,_
Conforme foi observado, o pa-

J _&
1
râmetro Ns, calculado no ponto de ren- 1 1 1
1

H11 -~~ A-
dimento ótimo da máquina, caracteriza
a sua família, de modo que um conjun- ~- -- -~ -
to de máquinas geometricamente seme- Ns<90 90a 130 130 a 220 220 a 440 440 a 500 Ns>S00
lhantes tem o mesmo valor da rotação Axial
Radial centrífuga Mista Semi
específica. Para uma mesma bomba, a Axial
Lenta Normal Rápida
rotação específi'iff não muda com a..!Q:_
tação nominal n7 'A Figura 5.5 mostra a Figura 5.5 Form a do rotor e tipos de bombas em função da rotação específica N,.
forma do rotor da bomba em função do
Ns, observando-se que os menores va-
lores de Ns representam as bo mbas centrífugas, os valores intermediários,
as bombas de escoamento misto e os maiores, as de escoamento axial.

5.6 RELAÇÕES DE SEMELHANÇA


No estudo e desenvolvimento de máquinas hidráulicas, utiliza-se a
teoria de semelhança para prever o desempenho de um protótipo a partir
de ensaios em modelos em escala reduzida, ou as alterações de vazão,
altura de elevação e potência em máquinas geometricamente semelhantes,
e m função da rotação e ou da mudança do diâmetro do rotor. Parte-se da
~n_osição de q ue máquinas geometricamente semelhantes trabalha.UL.em
Ç:Ondições de semelhança, desde que tenham o mesmo rendimento.
Reescrevendo os adimensionais do Exemplo 1.2, coeficiente de
pressão, coeficiente de vazão e coeficiente de potência, tomando como
variável geométrica o diâmetro do rotor e com a velocidade de rotação
expressa em rpm, tem-se:

yH gH
pn 2D 2 - n 2D 2 (5 .25)

(5.26)

n -3 -_ pnJ
Pot
Ds (5.27)

Desde que, para todas as bombas pertencentes a uma mesma família


(tipo) e operando sob condições de semelhança dinâmica, os correspondentes
B
Hid@"Uca Básica Cap. 5

coeficientes adimensionais são iguais, para pontos homólogos de suas cur-


vas características, as leis de semelhança que governam as relações entre tais
pontos homólogos podem ser estabelecidas, para p = cte., como segue:

(5.28)

(5.29)

(5.30)

O outro adimensional que deve permanecer invariante em duas situações


de operação, em condições de semelhança, é o rendimento da bomba, portanto:

(5.31)

As Equações 5.28 a 5.31 fornecem as relações entre as variáveis do


fenômeno, em dois pontos homólogos na condição de semelhança, que
são válidas se as alterações de diâmetro e ou rotação nominal forem rela-
tivamente pequenas para que o rendimento possa ser mantido constante.
No caso prático de analisar as alterações da vazão, altura de elevação e
potência de uma mesma bomba operando na mesma rotação, pela troca do
diâmetro do rotor, conclui-se que o aumento na capacidade de vazão e
altura de elevação é seguido de um forte acréscimo na potência necessária
à bomba, uma vez que, pela Equação 5.30, a relação é diretamente pro-
porcional à quinta potência da relação de diâmetros.

5.7 CURVAS CARACTERÍSTICAS

5.7.1 CURVA CARACTERÍSTICA DE UMA BOMBA


penomina-se curva característica de uma máquina hidráulica, bom-,
ba ou turbina a repres.en.taçiQg.ráfica ou em forma e tabela das funç§es gue
r_elacionam os diversos...12arâmetros envolvidos em seu funcionamento. Esta re-
presentação pode ocorrer de modo adimensional através de uma relaçaocjue
Cap. s Sistemas Elevatórios - Cavitação 13?

envolve os dois adimensionais básicos, coeficiente de ressão e coeficiente de


' yazão, ..E.guações 5 .25 e 5.,1.6 na forma IT, = f (I12), _ou, como é mais co-
0
mum, de modo dimensional. Os fabricantes de bombas apresentam, nos
catálogos, curvas dimensionais da altura de elevação em função da vazão,
H = f(Q), da potência necessária em função da vazão, Pot = f(_Ç e do ren-
dimento em função da vazão, 1) = f(Q1
As curvas características de uma bomba são obtidas experimentalmente em
um banco de ensaio, no qual, para cada vazão recalcada, são medidas a vazão e
a altura de elevação, com auxílio de manômetros, e o torque no eixo da má-
quina. ~a cada par de valores de O e H, a potência útil ou hidráulica é dada pqr

~ t,, =yQH =9,8·10' QH (W) 1 (5.32)


Ouas unidades de bombeamento são
homólogas se, além de geometrica·
mente semelhantes, têm o mesmo
número de Reynolds?
A medida da potência mecânica absorvida pela bomba pode ser fei-
ta medindo-se a rotação m (rad/s) e o torque no eixo T (Nm), com uso de um
torquímetro. Como a relação entre potência mecânica e torque é dada por:

Potm = T·co (W) (5.33)

o rendimento global da bomba, apresentado na Equação 5.3, é a relação


entre a potência útil ou hidráulica e a potência mecânica absorvida, daí:

3
Pot 11 yQH 9,8·10 QH
T\ (5.34)
Potm Tm Tm

O ensaio é repetido para outros diâmetros de rotor e os resultados.,.


H = f(Q), Pot = f(Q) e 17 = f(Q), lançados em gráficos .
.J;los catálogos dos fabricantes de bombas são apresentados,~ ge-
ral, três gráficos correspondentes a uma família de bombas. O gráfi~ o da
1"urva característica propriamente dita, representando as curvas de ~tura de
~ ção em função da vazão e indicando também as linhas dos pontos de
,i.g_ual rendimento (isorrendimentoh_o gráfico da variável N.P.S.H. re~ri.-
go, em função da vazão, a ser discutido na Seção 5.9.3 e, finalmei® a
_curva de potência necessária à bomba em função da vazão de recalque.
O conjunto destas três curvas, para uma determinada velocidade de
rotação, é útil na análise de desempenho, bem como no processo de esco-
lha da bomba, como sei-á visto adiante.
Cap. 5

16
A Figura 5.6 apresenta uma farru1ia de curvas ca-
14
-~ O 45
, r---- I'--- 50
racterísticas, diagrama em colina, da bomba KSB-
MEGANORM, modelo 32-160, na rotação de 1750
12
-- ---
r-- ~2.
r-.... rpm, para diâmetros do rotor na faixa de 148 a 176

H(m)
-,.._
- -i----~
--.....
!'-
\ !'-
~---!! ~ 5
li"
% mm, indicando as linhas de isorrendimentos e as cur-
vas de potência necessária. Para uma determinada
10
r--.. r--..
- -..... i:,.., !'- " vazão fixada, observe a influência do diâmetro do
-r--..
r--.. \ r---- r--.. r---- r---- ......
116
"16 "
52,

rotor na altura de elevação e na potência necessária.


""r---. - 15

~t--- 14
EXEMPLO 5.2
6
o 10 12 14 16 18 20 22
Q(m 3/h)
Uma _rmba--------- Vi
KSB-MEGANORM, modelo 32-
1,2
~
- 17
160, com r tor de diâmetro igual a 162 mm (R = 81

1,1
✓V
~
mm), nal!:otação de 1750 rpm trabalha no ponto A
69
-~ -
V
~

- 1--' 62
recalcando uma vazão Q = 1O m3/h com altura de
elevação H = 10,5 m (ver Figura 5.6).
Pot 09 1/ V- i...-- I'
1. /
(hp) . ~
- 1/ 1/
✓ ~ ~

0,8
V ,,,
V
V
1~ 14 a) Classifique o tipo da bomba.
0,7
V V ~V
V ,,, _,,, b) Trace a curva característica adimensional da
V 1/ V
0,6 bomba, TI, = f (Ilz).
,,,
0,5 .,, e) Qual o ponto de funcionamento (homólogo de A)
10 12 14 16 18 20 22 de uma bomba geometricamente semelhante a
Q(m3/h) esta, com uma rotação igual e diâmetro do rotor
igual a 172 mm.
Figura 5.6 Curvas características de uma bomba.
a) O tipo da bomba pode ser determinado calculan-
do-se o valor da rotação específica no ponto de máxi-
mo rendimento. Para o diâmetro de 162 mm, o ponto
de máximo rendimento ('ll = 52,5%) corresponde, na curva carac-
terística, ao par Q = 14 m 3/h (3,89- 10-3 m3/s) e H = 9,25 m. Pela
Equação 5.24, vem:

N = 3 65 1750·-h,89-10-3 = 75 I
s , 9,25º·75 ,

portanto, pela Figura 5.5, trata-se de uma bomba centrífuga lenta.


b) Tomando seis pontos na curva característica, para o diâmetro de
162 mm, pode-se montar a tabela a seguir:

2 6 8 10 14 16
11,7 11,3 10,9 10,4 9,3 8,6
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação l39

Para os seis pontos escolhidos na curva dimen- 0.55

sional, o coeficiente de pressão e o coeficiente de ·~ 0,50


,,,
vazão, dados pelo resultado do Exemplo 1.2, na for- [ 0.45
ma adimensional, respectivamente, TI1 = g H/(ro R)2 <1)
-o 0,40
e TI2 = Q/(ro R 3), para ro := 183,26 rad/s (1750 rpm), 8ü 0,35
em que R é o raio do rotor, podem ser determina-
dos e colocados em gráfico como na Figura 5.7. 0,30 -1-- - - + - - - - - + - - -- + -- --<f------l

Esta curva é válida para todas as bombas geome- o 0,01 0,02 om 0.04 0.05

tricamente semelhantes à bomba em questão e tem Coei. de vazão

o mesmo aspecto da curva dimensional. Uma cur- Figura 5.7 Curva adimensional da bomba KSB-MEGA-
va análoga poderia ser traçada usando-se os coefi- NOR M, modelo 32- 160.
cientes dados pelas Equações 5.25 e 5.26.
e) As relações de semelhança entre pontos homólogos são dadas pe-
las Equações 5.28 e 5.29, que, no caso particular da rotação ser
mantida, vêm:

(172) = 11,84m
2
:. H 2 =10,5· -
162
Usando os coeficientes de pressão e de
vazão, definidos pelas Equações 5.25 e
3 3 5.26, refaça o gráfico da Figura 5.7 e
172 mostre que, neste caso, a relação entre
-9i_ = (_!?_i_) :. Q 2 = 10- ( ) = 1197 m3/h n, e n, é dada por:
Q2 D2 162 ' n, =-939,25 n!- 0,0978 n,+ 0,0014

Deve-se observar que nos catálogos de bombas, na ordenada da


curva característica H = f(Q), está escrito altura manométrica,
quando, na verdade, deveria ser altura total de elevação. Do pon-
to de vista prático, à medida que o porte da bomba aumenta, a
diferença de cargas cinéticas no recalque e sucção, veja Equação
5 .1, torna-se pequena, podendo-se confundir altura mano métrica
com altura de elevação .

5.7.2 CURVA CARACTERÍSTICA DE UMA INSTALAÇÃO


Na Seção 4.5, foi desenvolvido o conceito de equivalência entre tubula-
ções e entre uma tubulação e um sistema complexo em série ou paralelo. O pro-
blema de uma associação de tubulações em série ou paralelo foi tratado como
uma simples tubulação equivalente, para a qual a relação entre a perda de carga
e a vazão através do sistema era dada por uma expressão na forma:

flH = KQ" (5.35)


Esta equação é genericamente chamada de resistência do sistema, repre-
sentando as características geométricas da associação e o material das tubulações.
Para manutenção da vazão Q através do sistema de recalque, uma certa quantida-
de de energia E deve ser fomecida. No escoamento por gravidade entre dois reser-
vatórios, como foi visto, a diferença de nível /",,.Z ( diferença de energia
potencial) é a responsável pela manutenção da vazão, de modo que no
equilíbrio tem-se:

/",,.Z=E=/",,.H=KQ" (5.36)

Se o escoamento deve se processar do reservatório mais baixo para


o mais alto, evidentemente uma fonte externa de energia, através de um
conjunto motor-bomba, deve ser providenciada. A energia necessária será
aquela correspondente ao conjunto de perdas de carga que o sistema im-
põe para veicular a vazão Q, acrescida da energia equivalente ao trabalho
realizado para vencer o desnível topográfico (altura geométrica) entre os
reservatórios, /1Z = Hg. Portanto, no equilíbrio, tem-se:

(5.37)

Esta equação é chamada de característica do sistema e o termo


KQ" engloba todas as perdas de carga, localizadas e distribuídas, nas ca-
nalizações de sucção e recalque. Observando a Equação 5.2, a altura total
de elevação da bomba é igual à soma da altura geométrica mais todas as
perdas de carga, a Equação 5.37 torna-se:

[ E= H = ~+ /1H 5 + '1HJ (5.38)

E(m) RO ~ - -- - -- - -- -1-- A curva característica do sistema pode ser desenhada,


70 calculando-se o termo de perda total em função da vazão e
60 das características das tubulações ( ou tubulação equivalente),
50 através de uma equação de resistência qualquer. A altura
40
geométrica pode assumir valores positivos (mais comum),
30 6H nulos ou até mesmo negativos, situação que ocorre quando
20 ··i-=a=-- - -- - - '~ -
se deseja aumentar a capacidade de vazão de um sistema
10
por gravidade pela colocação de uma bomba.
o +----t--+--+-- f--'IIL+--+-_.j Conhecendo o diâmetro, comprimento e coefi ciente
3
O 0.02 0.04 0,06 0,08 0,1 0,12 0,14 Q(m /s) de rugosidade das tubulações ou da tubulação equivalente, a
Figura 5.8 Curva característica de um sistema. Equação 5.37 pode ser posta em forma gráfica, com o expo-
ente n = 2 da fórmula universal, como na Figura 5.8.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 141

Para a bomba, a altura total de elevação não é constante com a va-


zão recalcada, mas é função dela, diminuindo com o aumento da vazão,
segundo uma função H = f(Q) na forma das curvas da Figura
5.6. Quando uma bomba opera em conjunção com um siste-
ma de tubulações , a energia fornecida pela bomba é igual à E,H(m)
energia requerida pelo sistema, para a vazão bombeada. Por- 80 ~ - - - - -a-ra
- c-te~
ns_lI_
ca-------,-----,
tanto, na condição de equilíbrio, a solução da Equação 5.38 70 da bomba
fornece o ponto de valores H e Q, para H = E. 60

ll"ormalmente a solução é obtida por via gráfica sobre- 50


Ponto de
pondo-se a curva característica do sistema à curva característica 40 . i , < é - - - - - -- ----?'~- funcionamento

da bomba, fornecida nos catálogos dos fabricantes. O ponto de 30 ·

cruzamento das curvas , que é chamado de ponto de operação 20


Característica
ou ponto de funcionamento , é a solução do problema (Figura 10
da tubulação
5 .9). ,O ponto de operação deve, na medida do possível, cor- o +------<---+---+----+'lL--+--+----l--,,-',
o 0.02 U.04 0,06 O.OX O, 1 0. 12 O.ld Q (m' /s)
responder ao ponto de ótimo rendimento da bomba e, no que
~diz respeito à tubulação, ao seu custo mímmo. Figura 5.9 Determinação gráfica du ponto de funcio-
namento de uma bomba.

5.7.2.1 SISTEMAS DE TUBULAÇÕES EM SÉRIE E PARALELO


Os conceitos de tubulações em série e paralelo, desenvolvidos no
Capítulo 4, serão utilizados para a determinação do ponto de funciona-
mento de uma bomba acoplada a um sistema de tubulações em série ou
paralelo. No sistema em série, a vazão é a mesma e a perda de carga total
~ soma" das perdas em cada trecho, de modo que a curva característica
do sistema pode ser determinada, numericamente, para cada vazão, pela
Equação 5 .37, na forma:

N
11
E=Hg+2,KiQ (5.39)
i=l

em que N é o número de trechos de características diferentes, em série. Para


cada valor de Q, o valor de E é calculado e levado ao gráfico da curva caracte-
rística da bomba. Deve-se observar que as vazões escolhidas para traçar a curva
característica do sistema devem estar dentro da faixa de vazões da curva carac-
terística da bomba.
Quando o sistema de tubulações está em paralelo, para uma única altura
geométrica ou não, é conveniente utilizar um procedimento gráfico baseado na
propriedade fundamental de tubulações em paralelo, ou seja, a perda de carga
no sistema é a mesma e as vazões se dividem de forma inversamente proporci-
onal às resistências das tubulações. Traça-se a curva característica de cada tubu-
H (m) lação, pela Equação 5.37, e leva-se ao gráfico da curva da
bomba. Como a vazão bombeada é igual à soma das vazões
nas tubulações, e a perda de carga é a mesma, para determi-
nar a curva caracte1ística do sistema (resultante) basta somar
graficamente, para cada valor de H, as vazões nas tubula-
Curva da
bomba
ções. A Figura 5.10 mostra o procedimento para desenhar a
curva resultante de um sistema com duas tubulações, T-1 e
T-2, em paralelo e uma única altura geométrica. Para um
3 -L---+--qf-,-1-+-q_,_ _ _ _'+
o
li -+---+--- +----,>------'
Q (m'ls)
certo valor de H, a distância xy corresponde à vazão veicu-
lada pela tubulação T-1, que deslocada na mesma horizontal
Q, Q, Q, +Q, e marcada a partir da vazão que passa pela tubulação T-2,
Figura 5.10 Associação de duas tubulações em paralelo. gera um ponto da curva resultante da associação. O proces-
so é repetido para outros valores de H a fim de desenhar a
curva resultante, curva do sistema. A metodologia é a mes-
ma para três ou mais tubulações em paralelo. Na Figura 5.1 O, A é o ponto de
funcionamento do sistema que co1Tesponde a uma vazão total recalcada q1; q1 e
q2 são as vazões que passam pelas tubulações T-1 e T-2; e evidentemente a va-
zão qi é a soma das vazões q1 e q2.
Uma outra solução gráfica intermediária para este problema é, pri-
meiro transformar o sistema em paralelo em uma tubulação equivalente,
de um diâmetro comercial fixado, usando a Equação 4.20 ou a Equação
4.21 , e depois traçar a curva característica da tubulação equivalente no
gráfico da curva da bomba, o ponto de cruzamento das duas curvas forne-
cerá a vazão total do sistema.
Se a curva característica da bomba for dada em forma de tabela, H = f(Q)
e 11 = f(Q), a determinação das curvas características das tubulações, da curva
resultante da associação em paralelo e do ponto de funcionamento da bomba
será feita com o uso de uma planilha eletrônica, como no Exemplo 5.3.

EXEMPLO 5.3

Uma bomba centrífuga, com rotação igual 1750 rpm e curva caracte-
rística dada pela tabela a seguir, está conectada a um sistema de elevação de
água que consta de duas tubulações em paralelo e dois reservatórios. Uma
tubulação de O, 1O m de diâmetro, comprimento de 360 m e fator de atrito
f = 0,015 está ligada ao reservatório com nível d'água na cota 800,00 m, e
a outra, de 0,15 m de diâmetro, comprimento de 900 me fator de atrito f =
0,030, está ligada ao reservatório com nível d'água na cota 810,00 m. Ore-
servatório inferior tem nível d'água na cota 780,00 m. Assumindo que os fa-
tores de atrito sejam constantes, independentes da vazão, determine:
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 143

a) o ponto de funcionamento do sistema;


b) as vazões em cada tubulação da associação;
e) a potênc ia necessária à bomba.

Q (m3/s) o 0,006 0,012 0,018 0 ,024 0,Q30 0,036 0,042


H (m) 50,6 49,0 46,3 42,4 39,2 . 34,2 29,5 23,6
TI(%) o 40 74 86 85 70 46 8

Trata-se de um s istema de tubulações em paralelo com uma diferen-


ça de altura geométrica de 1O m entre uma adutora e outra.
A planilha EXEM (5 .3).XLS permite montar a tabela a seguir, na
qual deve ser observado que:
a) na parte superior da planilha são determinadas as curvas caracterís-
ticas das duas tubulações com as vazões fornecidas pela curva da
bomba; são também cotadas as curvas da bomba e do rendimento;
b) como a propriedade do sistema em paralelo é ter a mesma perda de
carga para uma determinada distribuição de vazão, foram fixadas
(coluna 2) perdas de carga de O a 30 m e, com isto, calculadas as
correspondentes vazões pela fórmula universal ;
e) somando-se as vazões com uma diferença de 10 m, que é a dife-
rença de alturas geométricas dos reservatórios, determina-se a cur-
va característica do sistema em paralelo, coluna 5;
d) o gráfico da Figura 5 .11 é obtido selecionando-se
H (m) TI (%)
as colunas de 5 a 9; 90 90
Curva de
e) um eixo secundário é feito para representar a 80 rendimento 80
"--T-2
curva do rendimento.
70 70
De posse do gráfico, as respostas são imediatas:
60 60
a) o ponto de funcionamento, ponto A, corresponde
50 50
a Q = 0,030 m3/s, H = 34 me ri = 70%.
40 40
b) a partir do ponto A, traçando-se uma horizontal, en-
contram-se as curvas caracte1ísticas de T-1 e T-2 em 30 30

pontos de mesma altura de elevação e vazões Q1= 20 20


0,018 m3/s e Q 2 = 0,012 m3/s. Q2 Q,
10 10

e) Pot = 9 ,3 ·0,030· 34 = 14 28 kW (19 42 cv)


0+--+--+--'-'-i~- + - -t--+--
O
+--+- -+-----+- ~ o
0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035 0.04 0.045 0.05 0.055
0,70 ' ' Q (m1/s)

Figura 5.11 Resolução do Exemplo 5.3.


Cap. 5

Deve ser observado, na Figura 5 .11 , que, até uma vazão de aproximada-
mente 0,014 m 3/s (linha pontilhada), o escoamento é direcionado para a adutora
T-1 que liga o reservatório mais baixo. Somente quando a altura de elevação da
bomba superar 30 m, altura geométrica do reservatório mais alto, é que ambos
os reservatórios serão abastecidos.

Planilha de Cálculo do Exemplo 5.3

LI (m) L2 (m) Hgl (m) Hg2 (m) fl f2 D I (m) D2 (m)


360 900 20 30 0,015 0,03 0,1 0,15

Vazão na Perda em Perda em Vazão na Hl =Hgl H2 = Hg2 Curvada Rendimen-


bomba T-1 T-2 bomba + t.HI + t.H2 bomba to
(m3/s) t. Hl (m) t, H2 (m) (m3/s) (m) (m) H (m) (%)

o o o o 20 30 50,6 o
0,006 1,608 1,059 0,006 21,608 31,059 49 40
0,012 6,431 4,234 0,012 26,431 34,234 46,3 ·74
0,018 14,469 9,527 0,018 34,469 39,527 42,4 86
0,024 25,723 16,937 0,024 45,723 46,937 39,2 85
0,03 40,192 26,464 0,03 60,192 56,464 34,2 70
0,036 57,877 38,108 0,036 77,877 68,108 29,2 46
0,042 78,777 51,869 0,042 98,777 81,869 23,6 8

o o 0,0000 0,0000 20
0,006 2 0,0067 0,0067 22
0,012 4 0,0095 0,0095 24
0,018 6 0,01 16 0,011 6 26
0,024 8 0,0134 0,0134 28
0,03 10 0,0150 0,0000 0,0150 30
0,036 12 0,0164 0,0082 0,0246 32
0,042 14 0,0177 0,0117 0,0294 34
16 0,0189 0,0 143 0,0332 36
18 0,0201 0,0165 0,0366 38
20 0,0212 0,0 184 0,0396 40
22 0,0222 0,0202 0,0424 42
24 0,0232 0,02 18 0,0450 44
26 0,0241 0,0233 0,0475 46
28 0,0250 0;0247 0,0498 48
30 0,0259 0,0261 0,0520 50
Vazão na Perda de Vazão em Vazão em Somadas Perda de
bomba carga T- 1 T-2 vazões carga +20
3 3 3
(m /s) (m) (m /s) (m /s) (m3/s) (m)

A planilha acima foi montada no EXCEL, fixando-se na linha 2 os


valores dos comprimentos, alturas geométricas, fatores de atrito e diâme-
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 145

tros, de modo a ser possível utilizá-la em outros exemplos somente alteran-


do os valores dessas variáveis.

5.7.3 ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS EM SÉRIE E PARALELO


Nas várias áreas de projetos de transporte de água, como abastec!mento
urbano, rural, industrial, sistemas de irrigação, entre outras, há uma ampla va-
riabilidade da vazão e da altura total de elevação, para ser abrangida pelas
possibilidades de uma única bomba. Muitas vezes, como em projetos de
abastecimento urbano, a vazão no final do plano, quando a população atin-
gir o limite de projeto, é maior que a vazão no início de plano. Portanto,
haverá ao longo dos anos um acréscimo de demanda e seria antieconômico
dimensionar a bomba para a situação de vazão máxima. Nesta e em outras
aplicações, recorre-se à associação de duas ou mais bombas em série ou em
paralelo. A situação mais comum em projetos que envolvam associações de
bombas é aquela em que todas as bombas da associação são iguais, o que
permite uma curva final do sistema mais estável e facilita a manutenção.
Esta é a situação a ser tratada daqui para frente.
Associação em série: 1_1este esquema, a entrada da segunda bomba é
_c onectada à saída da primeira bomba. de modo que a mesma vazão P-assa
através de cada bomba, mas as alturas de elevação de cada bomba são
~ornadas para produzir a altura total de elevação do sistema.
Associação em paralelo: peste esquema, cada bomba recalca__ a
mesma parte da vazão total do sistema, mas a altura total de el~ açãQ _go_
·sistema é a mesma de cada uma das bombas.
Se duas ou mais bombas funcionam ern___s_é_-
rje, a curva característica do sistema é dada pela H
T-1
soma das ordenadas das curvas H = f(Q) correspon-
2 bombas
dentes, para cada bomba, em uma mesma vazão. em série
t:J--8.✓,:j->Q
Se duas ou mais bombas funcionam em para- ------'>\Q) ~

lelo, a curva característica do conjunto é obtida so-


IH,l·t IH+ H
Q,
rnãnaü=se as abscissas das curvas características H =
1------'> Q
f(Q) correspondentes, para cada bomba, em uma Q ------'>
Q,
T-2
mesma altura total de elevação.
A Figura 5 .12 apresenta a construção das cur- 2 bombas
r em paralelo
vas cara~terísticas de um sistema em série e em parale-
1o, para duas bombas iguais, e os pontos de interesse.
Qe Qa Qc Q
Na Figura 5.12, a partir da curva característi-
ca de uma bomba, a característica combinada de Figura 5.12 Operação de duas bombas iguais em série e em paralelo.
B
Hid,ã"Uca Bás;ca Cap. 5

duas bombas iguais em série é obtida duplicando-se, na vertical, os valores


de Hy para cada vazão, enquanto a característica da associação em paralelo
é obtida duplicando-se, na horizontal, os valores de Qx para cada altura total
de e levação.
~ associação em série, a curva característica da tubulação T-1 corta a re-
__sultante no ponto D, ponto de funcionamento do sistema em sér:k,_e cada bomba
da associação func~ á no__Q_onto E, recalcando a_mesmjl vazão QEe fornecen-
do uma a tura total de elev~ão igual à metade da altura de elevasão do sistema.
~a associação e m paralelo, a curva característica da_t~ ã o T-2
corta a curva resultante no ponto A, ponto de funcionamento do sistema efl!_
paralelo, e cada bomba da associação funcionará no ponto B, recalcando
íi"ma vazão Qn - 0,5 QAsob a mesma altura total de elevação. Quanto à~
sociação em paralelo, é importante observar que:
a) o ponto C representa o ponto de funcionamento de uma única
bomba operando isoladamente no sistema T-2;
b) o ponto B representa o ponto de funcionamento de cada bomba
O erando con·untamente no sistema T-2;
c) pela própria curvatura da curva característica da tubulação, tem_:;
·se sempre que QA < 2 Qc, isto é, associand o-se duas bombas
iguais em paralelo, não se consegue dobrar a vazão corres on-
'ctente a uma única bomba instalada no sistema;
d ) se na associação em aralelo uma das bombas parar de funcionai~
a unidadeque fica em operação tem seu ponto de funcionamento
~ d o de B para C, em _gue, a des eito da diminuição da altu-
ra total de elevação, há um aumento de potência necessária elo
aumento na vazão. to C ue a otência necess ária do
~ otor elétr·c e e ser calculada. - -
Os casos representados na Figura 5.12 para as tubulações T-1 e T-2 são
somente demonstração geral de que cada caso de associação de bombas em
série ou paralelo deve ser estudado individualmente. A resposta para a melhor
solução depende, obviamente, do aspecto da curva característica da bomba e
também da curva característica do sistema.,Por isso, em gentl_,_pa~ssocia-
~o de duas ou mais bombas, é recomendável que as bombas se·am i uais.
Sempre se deve procurar uma solução em que o ponto de funcionamento de
cada bomba na associação esteja próximo ao ponto de rendimento ótimo.

EXEMPLO 5.4

As características de uma bomba centrífuga, em uma certa rotação cons-


tante, são dadas na tabela abaixo.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 147

Q (1/s) o 12 18 24 30 36 42
H (m) 22,6 21,3 19,4 16,2 11,6 6,5 0,6
ri(%) o 74 86 85 70 46 8

A bomba é usada para elevar água vencendo uma altura geométrica de


6,5 m, por meio de uma tubulação de O, l O m de diâmetro, 65 m de comprimen-
to e fator de atrito f = 0,020.
a) Determine a vazão recalcada e a potência consumida pela bomba.
b) Sendo necessário aumentar a vazão pela adição de uma segunda bom-
ba idêntica à outra, investigue se a nova bomba deve ser instalada em
série ou em paralelo com a bomba original. Justifique a resposta pela
determinação do acréscimo de vazão e potência consumida por ambas
as bombas nas associações.
A planilha EXEM(5.4).XLS fornece o gráfico das associações e os
pontos de funcionamento para as duas associações. No gráfico da Figura
5 .13, pode-se destacar:
a) o ponto A é o ponto de funcionamento de uma única bomba no
sistema e tem como valores, Q = 0,027 m3/s, H = 14 m, 11 = 78%
e potênc ia consumida:

Pot = 9,8QH = 9,8·0,027· 14 = 4 74 kW (6 46 cv) H(m) ~ (%)


11 0,78 ' ' 50 ..---;!-'--.: ,-~ - -- ----=---=-
- _-_-_·-_-·___,] 90
45
1------- - -- - -~ ªº
b) observa-se que o acréscimo de vazão obtido associan- 40 70
do-se em série ou paralelo é praticamente o mesmo, 35

ponto B em série e ponto C em paralelo. Evidentemen- 30


50
te, a associação em paralelo é mais vantajosa porque 25
recalca uma vazão um pouco maior, Qc = 0,035 m3/s 40

contra Qa = 0,033 m3/s. Como cada bomba na associa- rParalclo 30

ção em paralelo trabalha no ponto D, cujos valores são 20

Q = 0,0175 m 3/s, H = 19,5 me 11 = 85%, e consome 10


uma potência de 3,93 kW, enquanto na associação em
,_____,_c...+-~+---1~ ....... - - + ---1- - t --'----+ o
série cada bomba trabalha no ponto E, cujos valores são 0,01 0,02 0,03 0.04 o.os 0,06 0.07 0,08 0,09

Q = 0,033 m 3/s, H = 9,3 m e 11 = 58%, consumindo ·


1
Q(m /s)

uma potência de 5,18 kW, a associação em paralelo é a Figura 5.13 Curvas do Exemplo 5.4.
mais conveniente.
Cap. 5

Na montagem da planilha, via EXCEL, deve ser observado que, para a as-
sociação em série, as vazões, coluna 2, são repetidas abaixo da seqüência original
e as alturas de elevação são duplicadas e deslocadas à direita para a coluna 4. Na
associação em paralelo, as vazões são duplicadas e deslocadas para baixo e as
a)turas de elevação, mantidas e deslocadas para a coluna 5. Selecionando todas as
células da planilha, o gráfico da Figura 5.13 é gerado.

Planilha de Cálculo do Exemplo 5.4

D (m) f L(m) Hg (m)


0,10 0,020 65 6,5
3
Q (1/s) Q (m /s) H (m) Curva da Rendimento
tubulação (%)
Uma bomba é instalada para enviar água de
um reservatório aberto, com nível d'água na
o o 22,6 6,50 o
cota 0,0 m para outro com nível d'água na 12 0,012 21,3 8,05 74
cota 90,0 m. A tubulação de sucção de 12" 18 0,018 19,4 9,98 86
de diâmetro, fator de atrito f = 0,020, tem
comprimento total incluindo os comprimen- 24 0,024 16,2 12,69 85
tos equivalentes, de 30 m e a tubulação de 30 0,03 11,6 16, 18 70
recalque de 10'' de diâmetro, fator de atrito
t = 0,026, tem comprimento total de 1500 m. 36 0,036 6,5 20,43 46
A curva característica da bomba a 1200 42 0,042 0,6 25,46 8
r.p.m é definida por: H =114-9076 O', com
H (m) o a (m'/s). Determine:
a) a vazão recalcada pelo sistema instalan- o 45.2 Série
do uma única bomba.
b) a vazão recalcada pelo sistema Instalan-
0,012 42,6
do duas bombas iguais em série. 0,018 38,8
c) a vazão recalcada pelo sistema instalan- 0,024 32,4
do duas bombas Iguais em paralelo.
Resolva numericamente1 não use gráficos. 0,03 23,2
0,036 13
0,042 1,2

o 22,6 Paralelo
0,024 21,3
0,036 19,4
0,048 16,2
0,06 11,6
0,072 6,5
0,084 0,6

5.8 ESCOLHA DO CONJUNTO MOTOR-BOMBA


A especificação de uma bomba para atender a uma certa condição de
projeto é um dos principais problemas práticos que se apresentam em vári-
os campos da Engenharia. O domínio de· aplicação dos vários tipos de bom-
bas, centrífugas, mistas e axiais, é muito abrangente. uma vez que as
variações de vazão e altura total de elevação nos diversos tipos de projetos
são muito amplas. Em grandes unidades, recorre-se à rotação específica
como um dos parâmetros para a escolha da bomba, enouanto nos casos mais
freqüentes utilizam-se os catálogos dos fabricantes. Para os princi-
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 149

pais tipos de bombas, fixada uma 10


U.S. gpm
20· 30 40 50 100 200 300 400 500 1000 -?000 3000
determinada rotação, os catá- 100
300
1
logos apresentam os mosaicos de 1/ ~ 25-400
- t=t-~
/ {!!={ºº -~ ,l)- 200
utilização, que são gráficos de l ..... 1)1!._iil.J
S0-4110
1
- .• -
altura total de elevação contra 50
40 I
40-.HS
'C"

So._;1_~
~
M -.115
/
lsU-.llS
'!:)

1 / ~li~ 1 ~rn"1125
1/
....
vazão, em uma determinada uni- :::U
Sf>-.l lS
I
~
r- 1'--..1 N 100
dade (m 3/h, 1/s, m 3/s), em que é 30 J'?-1511 1 I'-. l:?-2511 8'rs~ J ,.,:::;;;
'i,... l'i--,_J
mostrada a faixa de utilização (H e
Q) de cada tipo de bomba. ll(m)
20
.\1-21)(1 1
"
- ~.._
Kt¾2J:S1
- "'
~~
,.,
)1)1)
o
IC0-2SO

l'i<
~ ~ ~ Ir-
" .... -200
" · -J
_t-

i'I-- -J-
H
ft

L:l~ J ~- MIJ.JtNI
IXI-WLI 1 ~-
r--.1-...1 / 1 11'-.I ....... r-._ .....,.. I'-. ~ I I'\
A Figura 5.14 apresenta o ~~(f r -
mosaico de utilização das bombas 10
.'2JE!L....J
" ~ Rti1.ii7 J ~ :---l <,j.1 ,,11 \ 7' 'J,._ /
~
.\?- H,O

"~
~ 1- 1(~1

'y 30
i i
:(l}..\ (,11 11)1
"
KSB-MEGANORM, centrífugas, 1ill.·fil:L_J ' . ,_." ~l.ll..J/
1 "l /
1 :'(.
7'
~

de um estágio, eixo horizontal, na


~

I e-- &
' l ?S l \ ' l/ S!!:.!1_S__ J
20

rotação de 1750 rpm. Cada bom- , ,


'\l7
ba da série é referenciada no mo- ' ,1 "V
I
10
saico por um código com dois 3 4 5 10 20 30 40 50 100 200 4 5 800
Q(m·' lh)
números , o primeiro representan- 1750rpm

do o diâmetro nominal da boca


de recalçiue (mm) e o segundo, a Figura 5.14 Mosai co de utilização de bombas centrífugas, KSB-MEGANORM, para
n = 1750 rpm.
família de diâmetro do rotor
~f!D- Em geral, os fabricantes
apresentam, para cada bomba da série, curvas características para diversos di-
âmetros de rotor, isto é, no mesmo corpo da bomba podem-se instalar rotores
de vários diâmetros a fim de adaptar, de forma conveniente, as características
da bomba às condições da instalação e funcionamento.
Considere um sistema de
Uma vez conhecida a vazão necessária de bombeamento e a altura total bombeamento conslituído por uma
adutora e uma bomba, trabalhando no
de elevação, e escolhida a velocidade de rotação, o mosaico de utilização ponto A. Instalando-se outra bomba
igual, em paralelo, o sistema funciona-
permite a pré-seleção da bomba pelo código. A escolha definitiva, com a de- rá n o ponto B. Os pontos A e B são
pontos homólogos?
terminação do diâmetro do rotor, rendimento no ponto de funcionamento,
potência necessária e outros dados de interesse, é feita pela consulta, no catá-
logo, ao diagrama em colina relativo à bomba pré-escolhida, como, por exem-
plo, na Figura 5.6.

5.8.1 INSTALAÇÃO, UT ILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO


Alguns requisitos e detalhes de ordem prática devem ser observados
na montagem e operação de um sistema elevatório.
a) A instalação do conjunto motor-bomba deve ser feita em local
seco, espaçoso, iluminado, arejado e de fácil acesso.
b) As tubulações de sucção e recalque devem ser convenientemente
apoiadas, evitando que transmitam esforços para a bomba.
Cap. 5

e) ~ b a deve estar localizada tão próximo quanto possível do líqui -


I,lo a ser recalcado, a fim de evitar grandes alturas manométricas de
sycçãQ. A tubulação de sucção deve ser a mais curta e direta possí-
vel, evitando-se estrangulamentos e pontos altos. Se for necessário
instalar na sucção uma curva, esta deve ser de raio longo para dimi-
nuir a perda localizada. O conjunto motor-bomba deve estar instalado
em cota fora do alcance de inundações.
Um sistema elevatório bombeia água
de um reservatório com N.A. na cota
d) A extremidade de montante da tubulação de sucção deve estar locali-
0,0 m, através de uma tubulação de zada abaixo do nível núnimo de água no reservatório inferior, garan-
recalque que passa por um ponto alto
A, na cota 32,0 m. A vazão que passa tindo uma altura d'água sobre a entrada (submergência) que evite a
pela bomba é de 16 1/s, a potência
fornecida pela bomba é de 18 c. v, seu formação de vórtices e conseqüente entrada de ar na bomba. Em ge-
rendimento 65% e os diâmetros das
tubulações de sucção e recalque são
ral, uma altura d'água maior que três vezes o diâmetro da canalização
iguais a 4". Sendo a perda de carga de sucção é suficiente.
total na tubulação de sucção igual a
0,45 m e desprezando a carga cinética,
determine qual deve ser a taxa unifor-
e) Na tubulação de recalque, deve haver um registro de manobra para as
me de distribuição de vazão em operações de partida e desligamento do sistema.
marcha q (1/(sm)), entre a bomba e o
ponto A, de modo que se tenha no
ponto alio da adutora, ponto A, uma
f) Entre o registro de manobra e a bomba, deve-se instalar uma válvula
carga de pressão disponível igual a
12,5 mH2 O. Adote como fator de atrito
de retenção ou outro dispositivo que proteja a bomba em caso de pa-
da fórmula universal f = 0,018. O rada brusca do motor.
comprimento da tubulação de
recalque, até o ponto A1 é de 370 m. g) Deve-se garantir que a bomba esteja escorvada, cheia de água, antes de
ser posta em funcionamento.
h) O conjunto motor-bomba deve estar bem nivelado e alinhado, garan:
tindo um bom chumbamento das bases na fundação, a fim de evitar ru-
ídos e vibrações.
i) É conveniente, principalmente em bombas não afogadas, a instalação na
tubulação de sucção de uma válvula de pé com crivo, para evitar a en-
trada de mateliais estranhos e manter a tubulação de sucção sempre cheia
de água.
)) Havendo válvula de pé com crivo, a área útil de passagem no crivo não
deve ser inferior a três vezes a área da tubulação de sucção, e também
a velocidade através do ctivo não pode exceder 0,60 m/s. Deve ser pre-
vista manutenção periódica da válvula de pé e crivo.
k) Havendo necessidade de fazer a concordância do diâmetro da tubu-
lação de sucção para o diâmetro do flange de aspiração da bomba, a
peça a ser utilizada será uma redução excêntrica, a fim de evitar a
formação de bolsas de ar na parte superior do tubo.
l) O reservatório inferior deve ser desenhado de modo a evitar agitação
do líquido com formação de bolhas ou de vórtices, a fim de que não
haja entrada de ar na tubulação de sucção.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 151

m) Em instalações com bombas em paralelo e um único reservatório


inferior, deve-se empregar tubulações de sucção independentes.
n) Recomenda-se manter sempre uma unidade de reserva para qualquer
eventualidade de parada da bomba e para manutenção do sistema.
o) É conveniente que a partida e a parada do grupo motor-bomba
seja feita com o registro da tubulação de recalque fechado.
p) É importante que se tenha um programa de manutenção eletrome-
cânica, de modo a garantir que o sistema tenha vida longa e livre de
avarias.

EXEMPLO 5.5

Um conjunto elevatório deverá ser especificado para operar nas seguintes


condições. Líquido, água a 20° C, vazão a ser recalcada Q = 15 Vs (54 m3/h),
material das tubulações aço galvanizado sem costura, ê = 0,15 mm, altura geo-
métrica Hg = 23 m, diâmetro da tubulação de recalque determinado pelos méto-
dos da Seção 5 .4, D, = O, 1O m, diâmetro de sucção Ds = O, 15 m, comprimento
da tubulação de recalque igual a 432 m e de sucção, 4,20 m, rotação escolhida
para a bomba n = 1750 rpm. Nas tubulações constam os seguintes acessórios:
sucção, válvula de pé com crivo e curva 90° R/D = 1,5; recalque, válvula de
retenção tipo leve, registro de gaveta, duas curvas de 45° e uma curva de
90° R/D = 1. Determine o tipo da bomba, diâmetro do rotor, rendimento no pon-
to de funcionamento, potência necessáiia à bomba e potência elétrica do motor.
Trata-se de uma aplicação padrão no assunto, em que, a partir do es-
tabelecimento da vazão necessária à demanda do projeto, a adutora de
recalque é dimensionada por um critério econômico e, para o diâmetro da
canalização de sucção, em geral, é adotado o comercial imediatamente su-
perior ao de recalque. A altura total de elevação da bomba é calculada pela
Equação 5.2, utilizando-se o método dos comprimentos equivalentes para o
cálculo das perdas de carga totais no recalque e sucção.
a) Cálculo das perdas de carga na sucção e no recalque.
Da Tabela 3.6, tiram-se os comprjmentos equivalentes aos acessórios
existentes nas tubulações de sucção e recalque, apresentados na tabela a seguir.
tj Hid,á,Uca Bás;ca Cap. 5

Sucção CDs = 0,15 m) Recalque (D,= 0,10 m)

Acessódo Comp. equiv. _ ·. Acessório Comp. equiv.


(m) (m)
Yálv. de pé e crivo 39,75 Reg. de gaveta 0,70
Curva 90° R/D = 1,5 1,92 Yálv. de retenção 8,36
Comp. real 4,20 2 curvas 45° 1,56
Comp. total 45,87 Curva 90° R/D = I 1,75
Comp. real 432,00
Comp. Lotai 444,37

As perdas de carga unitárias na sucção e n o


recalque, conhecendo a vazão, os d iâmetros e a ru-
gosidade das tubulações, pode m ser calculadas pela
55
40 rn
-- Equação 2.38 ou diretamente pela Tabela A2, por-
.57,
50
I 1-J.! n- 61 5%
tanto na sucção 1s = 0,537 m/100 m e no recalque J,. =
45 -
1 'li',. 60 4 ,288 m/100 m. Assim, as perdas de carga totais na
1 r--. ')(
't-v í'-., 57,.
sucção e no recalque valem, respectivamente:
40
......
H(m)
35
-.....
,.._
1/
1/' 1'.. IJr-.
I'-- 1/ 1',,

0,537
L..;>
r--..
K.
, 1' 3 7
V1'-
~Hs = JS·Ls = - --45,87 = 0,25 me ~Hr = Jr·Lr =
30
"' [X.. / V 2 6
100
25
1 55
152, % "' ~
27
"º· =
4 288
' .444 37 = 19 06m
20
O )0 20 30 40 50 60 70 80 90 )OQ
100 ' '
Q(m'lh)
b) Cálculo da altura total de elevação, tipo e carac-
Figura 5.15 Curvas características das bombas KSB-
MEGANORM 50-315. terísticas da bomba.
Pela Equação 5.2, tem-se H = Hg + Mls + MI,. =
=23 + 0,25 + 19,06 = 42,31 m.
Fixada a rotação, com a vazão e a altura total de elevação, escolhe-se em
um catálogo de fabricante uma bomba que satisfaça tais condições e tenha no
ponto de funcionamento um rendimento razoável. Evidentemente, a solução
não é única, pois para cada fabricante poderá existir ao menos uma bomba re-
comendável.
Utilizando-se a Figura 5.14, para Q = 54 m3/h e H = 42,31 m, uma solução
possível seria uma bomba KSB-MEGANORM tamanho 50-315, a 1750 rpm,
cujo diagrama em colina é mostrado na Figura 5.15.
Para o ponto de funcionamento Q = 54 m 3/h e H = 42,31 m , na Fi-
gura 5.15, uma bomba com diâmetro do rotor igual a 307 mm é suficiente
=
e o rendimento será ri 61 %. Se o ponto cair entre duas curvas, deve-se
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 153

adotar o rotor de diâmetro maior e verificar, traçando-se a curva característi-


ca do sistema de tubulações, o novo ponto de funcionamento que terá vazão
e altura de elevação ligeiramente maiores que as iniciais.
A potência necessária à bomba é dada pela Equação 5.3.

Pot = 9,8 · Q-H = 9,8·0,015·42,31=1019 kW (13 87 cv) ( 13 67 hp)


ri O,61 ' ' '

O motor deve ter uma potência elétrica superior à absorvida pela bom-
Potências de alguns motores
ba, cujo acréscimo, em relação à potência da bomba, depende do tipo e tama- elétricos comerciais em hp: 1 : 1,5
nho desta. Os acréscimos na potência da bomba, recomendados em (4), são ; 2; 3 ; 4 ; 5; 6;7,5; 10; 12,5; 15
; 20 ; 25 ; 30 ; 40 ; 50 ; 60 ; 75 ; 100
dados na tabela abaixo. hp

Potência da bomba Acréscimo


até 2 hp 50%
2 a 5 hp 30%
5 a 10 hp 20%
10 a 20 hp 15%
maior que 20 hp 10%
"Água mole em pedra dura tanto bate
até que fura."
Po1tanto, o motor elétrico recomendável, no caso, deverá ter uma potên-
[Adágio popular]
c ia de 13,67· l ,15 = 15,72 hp, não muito superior ao motor elétrico comercial
de 15 hp, que é suficiente.

5.9 CAVITAÇÃO
5.9.1 O FENÔMENO
Quando um líquido em escoamento, em uma
determinada temperatura, passa por uma região de
baixa pressão, chegando a atingir o nível correspon-
dente à sua pressão de vapor, naquela temperatura,
formam-se bolhas de vapor que provocam de imedi-
ato uma diminuição da massa específi ca do líquido.
Estas bolhas ou cavidades sendo arrastadas no seio
do escoamento atingem regiões em que a pressão
re inante é maior que a pressão ex istente na região
onde elas se formaram. Esta brusca variação de pres- Figura 5. 16 Efeito da cavilação sobre o rotor de uma bomba.
são provoca o colapso das bolhas por um processo de
implosão. Este processo de c1;ação e colapso das bolhas, chamado cavitação,
é' extremamente rápido, chegando a
ordem de centésimos de segun-
Cap. 5

do, conforme constatações efetuadas com auxílio da fotografia estrobos-


cópica.
O desaparecimento destas bolhas ocorrendo junto a uma fronteira sóli-
da, como paredes das tubulações ou partes rodantes das bombas, provoca um
processo destmtivo de erosão do material, como mostrado no rotor de uma
bomba na Figura 5.16.
Quando o colapso de uma bolha ocotTe em contato com a superfície só-
lida, uma diminuta área desta supe1fície é momentaneamente exposta a uma ten-
são de tração extremamente elevada. Este efeito, sendo repetido continuamente
por inúmeras bolhas, é como se a superfície metálica fosse bombardeada
por pequeníssimas bolas, provocando um processo erosivo de martelagem. O
colapso das bolhas é acompanhado de ondas acústicas, podendo o ruído ser
audível, provocando, de acordo com as dimensões das cavidades e teor de ga-
ses contido no líquido, um barulho característico.
A cavitação, uma vez estabelecida em uma instalação de recalque,
acarreta queda de rendimento da bomba, ruídos, vibrações e erosão, o que
pode levar até ao colapso do equipamento. A cavitação provoca um desgaste
excessivo no rotor da bomba, exigindo manutenção periódica e dispendiosa.
Algumas vezes o problema fica difícil de ser sanado, pois exigiria profundas
alterações na montagem, como, por exemplo, o rebaixamento da cota de ins-
talação da bomba, diminuindo a altura estática de sucção.
Atualmente, ainda não há consenso sobre a explicação do fenômeno. Uns
pesquisadores afumam que a cavitação induz vibração às zonas mais extensas do
metal, sendo então os esforços destmtivos oriundos de um fenômeno oscilatótio,
dm:ante o qual o líquido é introduzido e expulso dos poros do material, dando
origem às elevadas pressões internas. Outros acham possível o aparecimento de
uma c01rnsão química devida à liberação de oxigênio do líquido. Uma outra cor-
rente supõe que as bolhas de vapor e a limalha erodida da superfície do material
penetram nos poros do metal, afetando-o por vibrações e pressões oriundas do
colapso: Embora não se tenha conhecimento exato do mecanismo segundo o qual
se processa a cavitação, é possível projetar, com grande segurança, uma instalação
na qual em todos os pontos do percurso da água a pressão interna é maior que a
pressão de vapor do líquido, em uma ceita temperatura.
_No caso das bombas, o ponto mais crítico, em termos de pressão bai-
f ª• ocorre na entrada do rotor. A gueda de pressão. desde a superfície livre
90 poço de sucção até a entrada do flange de sucção. depende da vazão, do
~ iâmetro, do comprimento total da tubulação, da rugosidade do material e,
J.llincipalmente. da altura estática de sucção, distância vertical do eixo da
,bomba até o nível d'água no poço. Estes são os elementos suscetíveis de
~nças por parte do projetista para sanar os danosos efeitos da cavitação.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 155

5.9.2 N.P.S.H. (NET POSITIVE SUCTION HEAD) DISPONÍVEL

-
É uma característica da instalação, definida como a ener-
gia que o líquido possui em um ponto imediatamente antes do
0

fl ange de sucção da bomba. acima de sua pressão de vapor.J._


a dis129nibilidade de energIB___ÇJue faz_c..QDLq_ue_ujfuuid-º---C.Dnsi&1.
~ cânçar as pás do r o ~ '
(! )
Em relação à Figura 5.17, que mostra a tubulação de sucção
de uma bomba recalcando água de um reservatório aberto e man-
tido em nível constante, a definição do N.P.S.H.d leva a:
·a·
Figura 5.17 Tubulação de sucção de uma bomba.

V?
N.P.S.H.d = E1.. + __i_ - ~ (5.40)
y 2g y

em que pvly é a pressão de vapor da água ou tensão de saturação do va-


por, em uma determinada temperatura. o fenômeno da cavitação é causado
por pressão barométrica baixa?
Aplicando-se a equação da energia entre a superfície do reservató-
rio e a entrada da bomba, vem:

y2 y2
EL +-1 + z1 = h +-2 +z2 + ~Hs (5.4 1)
y 2g y 2g

em que:

• EL = ~ (pressão atmosférica, leitura barométrica local)


y y

• v?
2g
= O (nível constante)

•·z1 = O (referencial)
• z2 = Z (altura estática de sucção)
• ~Hs (somatório de todas as perdas de carga até a entrada da bomba)

Portanto, fica:

(5.42)
Cap. 5

Comparando a Equação 5.40 com a 5.42, a expressão do N.P.S.H.


disponível pela instalação torna-se:

\ N.P.S.H., ___p, ~ P, - Z- AH, (5.43)

Se a bomba estiver afogada, isto é, se seu eixq estiver em uma cota abai-
xo do nível d'água do reservatório inferior, um desenvolvimento análogo leva a:

(5.44)

Como o N.P.S.H.d é uma energia residual disponível na insta-


lação, quando a bomba está afogada, a situação em que não ocorra
10 ...------- - - - - - -- ----,------ -,,
9 a cavitação é melhor, pois a disponibilidade energética é maior, con-
8 forme a Equação 5.44.
I 1
:i 6
V) 5 5.9.3 N.P.S.H. REQUERIDO
i 4
3 . bma característica da bomba, fornecida pelo fabricante,
1
definida como a energia requerida pelo líquido para chegar, a partir
o + - - - + - - - - , f - - - - t - - - - + - -+----1 do flange de sucção e vencendo as perdas de carga dentro da
10 15 20 25 30 35 _pQ.mba --ª-º-PQnto onde ganhará energia e será recalcado.
Q (m' /1,)
O N.P.S.H. requerido depende dos elementos de projeto
Figura 5.18 Gráfico do N.P.S.H. requerido de uma ja bomba, diâmetro do rotor, rotação, rotação específica, sendo
bomba para dois rotores. , em geral fornecido pelo fabricante através de uma curva em fun-
~-ª~ j_a ~zão, como n~igura 5 .18, constituindo-se ·unto com as
c ~ H :::_f(Q) e Pot = f(Q) uma as curvas características da
bom-?ª· -
N.P.S .11. (m ) ('Observando-se as Equações 5.43 e 5.44, verifica-se que, para a
Requerido pressão atmosférica, pressão de vapor e altura estática de sucção fixas,
Folga
A 9..N.P.S.H. disponível pela instalas;ão di!llinlJi çom Q aumento da perda
~carga total na tubulação de sucção. Deste modo, para um mesmo di-
Disponível âmetro, comprimento e rugosidade do material, o N.P.S.H. disponível é
uma função decrescente com a vazão, diferentemente do N.P.S.H. re-
Q Om,, Vazão
querido pela bomba, que é uma função crescente com a vazão.d.A

Figura 5.19
Para o bom funcionamento do sistema elevatório, é neces-
Limite máximo de operação de uma
bomba para não oco1Ter cavitação. sário que, para a vazão recalcada, se verifique a desigualdade:
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 15 7

(ºIJ ¼j "',
l N.P.S.H.ct > N.P.S.HJ _(5.45)

Colocando-se em um mesmo gráfico estas duas funções, pode-se deter~


minar a faixa de segurança, em termos da vazão recalcada, em que o fenôme-
no da cavitação não ocorre. Como na Figura 5.19, 2...ponto A representa a
situação limite em que o N.P.S.H. disponível pela instalação é igual ao N.ES.H.
b
requerido pela bomba e esta condição deve ser evitada. es uerdajg QOntq
A, tem-se a região___ggura em que há umafolgna dis onibilidade energética
da instalação g_ue su12era a necessidade da bomba,. ara efeito Qrático deve-
s·e ter uma folga, entre o N.P.S.H. disponível e o N.P.S.H. ~q~ido, de no
mínimo 0,50 m para a v"ãz..ão....re__ç_akada.. ·

5.9.4 DETERMINAÇÃO DA MÁXIMA ALTURA ESTÁTICA DE SUCÇÃO


Pela Equação 5.43, os dois termos em que há possibilidade de o pro-
jetista intetferir para aumentar o N.P.S.H. disponível da instalação são a altura
estática de sucção, que define a cota de assentamento do grupo motor-bomba
em relação ao nível d'água no reservatório inferior, e a perda de carga total.
Destas duas, a altura estática de sucção é a variável mais sensível, assumindo-
se como limite, para propósitos práticos, um valor não maior que 4 a 5 m. ÇQ:__
~hecendo-se a curva do N.P.S.H. requerido fornecida pelo fabricante, para~
vazão de recalque, a altura de sucção máxima pode ser dete1minada, na con-
dição limite, igualando-se os N.P.S.H. disponível e re uerido e utilizando-se
as Equações 5.43 e 5.44, na forma~

(5.46)

em que o sinal positivo corresponde à bomba afogada (Equação 5.44).

5.9.5 DETERMINAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA E DA PRESSÃO DE


VAPOR
A pressão atmosférica, leitura barométrica local, varia com a altitude e
condições climáticas. Para locais com altitude acima do nível do mar e até
2000 m, pode-se estimar a pressão atmosférica, correspondente em metros de
coluna de água, pela Equação 5.47, em que h é a altitude do local, em metros.

~ = 136 _[760-0,081-h] (mH2 0) ) (5.47)


y ' 1000
El l lidcâ,Uca Básica Cap. 5

~ pressão de vapor da água, correseondente em metros de coluna de


4gua, é função da temp_~atura, e dada pela Tabel<LS..2 .

Tabela 5.2 Valores da pressão de vapor da água em 1111-l ,O.

, _T ("C)-"'é 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
p/y (i1~) ;' 0,09 0,13 0,1 7_ 0,24 0,32 0,43 0,57 0,75 0,98 1,25
'r ("C) ' 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100
pJ'f(ín)) 1,61 2,03 2,56 3,20 3,96 4,86 5,93 7,18 8,62 10,33

5.9.6 COEFICIENTE DE CAVITAÇÃO DE THOMA


Um adimensional usado nos estudos de cavitação em máquinas hidráulicas
ou mesmo em estruturas hidráulicas é denominado mímem de cavitação e mede
a possibilidade ou grau do fenômeno. É defin ido corno:

CT= (p -p v)
2 (5.48)
CI/ 2)pV

em que pé a pressão absoluta no ponto em estudo, Pv, a pressão de vapor do líquido,


p, a massa específica e V, uma velocidade de referência. O número de cavitação
tem a forma de um coeficiente de pressão ou mímem de Euler. A cavitação tem
= =
menos possibilidade de oco1Ter se p >> Pv do que se p Pv (CT O). Dois sistemas
hidráulicos geometricamente semelhantes são igualmente prováveis de produzir
cavitação ou possuem o mesmo grau de cavitação se têm o mesmo valor de CT.
Em uma bomba de fluxo, a região de pressão mínima oco1Te, em geral, na
face convexa das pás, próximo à seção de sucção cio rotor. Assumindo que nesta
seção a pressão atinja um valor crítico Pc, a Equação 5.42 torna-se:

V} = Pa -pc -Z- 6 H (5.49)


2g y s

e como a altura total ele sucção é dada por hs = Z + 6Hs, uma forma do número ele
cavitação CT , denominado CO((/icie111e de m111'ra[,kJ de 7710111a/ é definida como:

Pa -P c _h
yl y s ;.
3. Dietrich Thoma, professor alemão, CT=--
c -= (5.50)
1881-1943. 2gH H
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 159

em que H é a altura total de elevação da bomba. Na equação anterior, o coefici-


ente de cavitação de Thoma é interpretado como a relação entre a energia dis-
ponível no ponto crítico, representada pela carga cinética, e a energia total H.
Quando Pc ➔ Pv, a cavitação toma-se iminente no ponto crítico, e obser-
vando que o numerador da Equação 5.50 é o N .P.S.H., o coeficiente de cavi-
tação de Thoma é dado por:

Pa -p v -Z-L1H
N.P.S.H. y s
a=----=-~- - -- -- (5.51)
H H

O mínimo valor do coeficiente a para o qual a cavitação é incipiente é


denotado por a c, sigma crítico. Este valor pode ser detetminado experimental-
. mente para uma dada máquina ou modelo, observando as condições de ope-
ração sob as quais há o início da cavitação, que é evidenciado pela ocorrência
Se a alternativa escolhida para o
de ruídos, vibrações e queda brusca na eficiência. Duas bombas geometrica- aumento da capacidade de vazão em
um sistema elevatório for a troca do
mente semelhantes deverão ter o mesmo potencial de cavitação se seus coefi- rotor da bomba1 que parâmetros
cientes ac forem iguais. devem ser analisados e verificados?

O coeficiente de cavitação crítico ac depende do tipo da máquina e é


função da rotação específica da bomba, dada pela expressão empírica seguin-
te, produto de um grande número de ensaios.

'"'
V C
= 2 ' O· 10- 4 · N S413 (5.52)

expressão válida para as bombas centrífugas radiais, lentas e normais, com a


rotação específica Ns dada pela Equação 5.24. Assim, pela Equação 5.5 1, a
altura estática de sucção da bomba deve ser limitada a:

(5.53)

em que o sinal positivo corresponde à bomba afogada.


Como, pela Equação 5.52, o coeficiente ac aumenta com a rotação
específica, as bombas de Ns elevadas exigem alturas estáticas de sucção
reduzidas, ou mesmo negativas (bomba afogada).

5.9.7 APLICABILIDADE DOS DOIS CRITÉRIOS


O éritério do N.P.S.H.,, por utilizar uma característica da bomba fornecida
pelo fabricante, é o que oferece maior segurança ao projetista. Deve ser usado na
fase final do projeto, quando já se tem especificado o tipo de equipamento e,
portanto, as curvas características completas. Já o critério do coeficiente de
cavitação cr deve ser usado em fase de anteprojeto quando ai nda não se defini-
ram as especificações. Ele fornece uma primeira indicação sobre a máxima al-
tura estática de sucção, e o único parâmetro necessário ao cálculo, além da
vazão e da altura de elevação, é a rotação em que a bomba irá operar. Este
c ritério é tanto mais preciso quanto mai s próximo do ponto de ótimo ren-
dimento da bomba ele for usado.

EXEMPLO 5.6

A bomba mostrada na Figura 5.20 deverá recalcar uma vazão de 30 m'/h


com uma rotação de 1750 rpm e, para esta vazão, o N.P.S.H. requerido é de 2,50
111. A instalação está na cota 834,50 111 e a temperatura média ela água é de 20º C.
Determinar o valor do comprimento x para que a folga entre o N.P.S.H. dispo-
nível e o requerido seja de 3,80 m. Diâmetro ela tubulação 3", material da tubu-
lação P.V.C. rígido, coeficiente ele rugosidade da fórmula de Hazen-Williams C =
150. Na sucção, existe uma válvula de pé com crivo e um joelho 90°.
A condição do problema exige N.P.S.H.<1 - N.P.S.H., =
3,80 m, o que leva a N.P.S.H.,1 = 6,30 m. A pressão atmos-
0,50111 férica corresponde a:

~ = 13 6 _(760 - 0,081·834,50) = 9 42 mH,O


833.10
X y ' 1000 ' -

Pela Tabela 5.2, a pressão ele vapor da água a 20º C


vale pJy = 0,24 mH 2 0 e, pela Figura 5.20, a altura estática
de sucção é Z = 834,50 - 833, 1O = 1,40 m.
Figura 5.20 Exemplo 5.6.
Como:

N.P.S.H.d - Pa - Pv - z- t.Hs
y

vem:

N.P.S.H .<1 = 6,30 m = 9,42 - 0,238 - 1,40 - t.Hs :. t.H, = 1,48 m


Na condição de cavitação incipiente, o
que acontece com a massa especifica Logo, a soma de todas as perdas de carga na tubulação de sucção deve ser
do líquido?
igual a 1,48 111. Pela Tabela 3.7, a soma dos comprimentos equivalentes ela vál-
vula de pé e do joelho 90° vale 30,7 m. Para a vazão ele 30 m 3/h (8,33· J0-3
m3/s), C = 150 e diâmetro de 3", pela Tabela 2.3, a perda de carga unitária vale:
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 161

J = 3,017-104 Q 1•85 = 3,017-104 • (8,33· 10·3)',85 = 4,293 rn/ 100 m

Corno ~H, = J · ·Ltotal : . 1,48 = (4,293/100).(30,7 + x + 0,50) :. x = 3,27 rn.

EXEMPLO 5.7

Qual é a rotação específica N, de uma bomba centrífuga que recalca


200 1/s sob uma carga (altura total de elevação) de 37,5 ma 1760 rpm? Deter-
mine a altura total de elevação e a capacidade de vazão desta bomba operan-
do a 1480 rpm, na mesma condição de eficiência. Especifique, em cada caso, a
máxima altura total de sucção hs possível, se· o coeficiente de cavitação crítico
vale CTc = 0,22. Assuma que a pressão atmosférica local corresponde a 9,62
Uma bomba hidráulica acoplada a um
mH2O e que a pressão de vapor da água, a 0,20 mH2O. motor elétrico com 1200 r.p.m, tem a
seguinte curva característica:
Pela Equação 5.24: Hm= 12-0,102• Se o motor for trocado
por outro com 1800 r.p.m, qual a nova
curva característica da bomba?

N5 = 3,65
1760
37,5 ·
f!!° = 189,6 (centrífuga rápida)

Pelas relações de semelhança, Equações 5.28 e 5.29, tem-se:

2
37,5 = ( 1760) :. H
2
= 26,5 m e 0,20 = 1760
H2 1480 Q2 1480

Na condição de início de cavitaçâo, pela Equação 5.50, tem-se:

crc = O 22 = 9,62 -0,20 - hsmáx l 117


, 37,5 :. lsmáx =' m

"' = O22 = 9,62 -0,20 - h ,máx h


v e , smáx = 3,5 9 !TI
26,5

5.10 PROBLEMAS

/ .As curvas características de duas bombas, para uma detenninada rotação


constante, são mostradas na tabela a seguir. Uma dessas duas bombas deverá
ser utilizada para bombear água através de uma tubulação de O, 1O m de diâ-
metro, 21 m de comprimento, fator de atrito f= 0,020 e altura geométrica de
Cap. 5

3,2 m. Selecione a bomba mais indicada para o caso. Justifique. Para a bomba
selecionada, qual a potência requerida? Despreze as perdas localizadas.

Q (m1 /s) o 0,006 0,012 0,018 0,024 0,Q30 0,036


Bba A H (m) 22,6 21,9 20,3 17,7 14,2 9,7 3,9
,, (%) o 32 74 86 85 66 28
Bba B H (m) 16,2 13,6 11,9 11,6 10,7 9,0 6,4
,, (%) o 14 34 60 80 80 60

[Bomba B ; Pot = 3,53 kW (4,80 cv)]


o
25

20
e
15 4"
800111 @

:[ 10 B
@

:r: 00
5 6~@'
1000 m ,
@ -. q = 0,005 1/sm
o
o A @ '
5 10
Q(Vs)
~ 15 20
b=:a!t~
-~_:__
-~-=ú '-
Figura 5.21 Problema 5.2.

d O esquema de bombeamento mostrado na Figura 5.21 é constituído de


~ lações de aço com coeficiente de rugosidade da fórmula de Hazen-
Williams C = 130. Da bomba até o ponto B, existe uma distribuição de vazão
em marcha com taxa de distribuição constante e igual a q = 0,005 1/(sm). Para
a curva caractelistica da bomba, dada na figura, dete1mine a vazão que chega
ao reservatório superior e a cota piezométrica no ponto B. Despreze as perdas
localizadas e a carga cinética.
Sugestão: reveja o conceito de vazão fictícia no Capítulo 4 e obser-
ve que os trechos AB e BC estão em "série".

[Q = 7 ,O 1/s; C.Ps =13,0 m]


lffi
A curva característica de uma bomba, na rotação de 1750 rpm, é
~ na tabela a seguir. Quando duas bombas iguais a esta são associadas
em série ou em paralelo, a vazão através do sistema é a mesma. Determine
a vazão bombeada por uma única bomba conectada ao mesmo sistema. A
altura geométrica é nula e utilize a fórmula de Hazen-Williams. Observe
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação
163

que o ponto de cruzamento da curva da associação em paralelo com a curva


da associação e m série, que é o ponto de funcionamento, também pertence à
curva característica da tubulação, que é representada pela fórmula de Hazen-
Williams.

1
Q (m3/s)
H (m)
1

1
0,0
5,60
1
1
0,04
4,90
1
1
0,069
4,35
1
1
0,092
4,03
10,115
1 3,38
/
1

1
0,138
2,42
4-3 0
1

1
r-0-;-1-8~
,_0~0--1
1 "' ~

'\
~ -·

i ~à-0
-~ -~~
~
[Q = 0,12 m 3
/s]
:,:S

c4 Deseja-se recalcar 10 1/s de água por meio d e um


sistema de tubulações, com as seguintes características: fim-
31

29 ~-- \ r--- - --
cionamento contúmo 24h, coeficiente de rugosidade da fór- 27 ~ - \
mula de Hazen-Williams C = 90, coeficiente da fórmula de " I'\ \
~~4
25 - ----
Bresse K = 1,5, diâmetro de recalque igual ao diâmetro de
~~\
~

I:e 23 -- ~
sueção, comprimentos reais das tubulações de sucção e re-
calque, respectivamente, de 6,0 me 674,0 m, comprimen-
tos equivalentes das peças_existentes nas tubulações de
21

19
~
1 1 -\ ~

sueção e recalque, respectivamente, de 43,40 m e 35,10 m, 17 \


altura geométrica de 20 m. Com a curva característica de 15 · 1 i\
uma bomba, indicada na Figura 5.22, determine: 10 12 14 16
Q (1/s)
(}1 Associando em paralelo duas destas bombas,
obtém-se a vazão desejada? Figura 5.22 Problema 5.4.

.:b)Em caso afirmativo, qual a vazão em cada bomba?


Ji5 Qual a vazão e a altura de elevação fornecidas por urna bomba iso-
ladamente instalada no sistema?
@?ue verificações devem ser feitas antes de escolher a bomba, de acor-
do com os pontos de funcionamento obtidos?

a) [Sim] b) [Q = 5,1 1/sJ e) [Q = 6,0 1/s; H = 21,6 m]


d) [Potência requerida e cavitação]

~ , 5.5 Duas bombas geometricamente semelhantes, uma com diâmetro do rotor D ,


e outra com diâmetro D2, possuem a mesma velocidade tangencial (velocidade pe-
riférica). Mostre que a altura de elevação total é a mesma, enquanto as vazões e
as potências requeridas estão. entrn si, assim como o quadrado dos diâmetros.

~ Considere um sistema de abastecimento de água por gravidade entre dois


reservatórios mantidos em níveis constantes e iguais a 812,00 e 800,00 m , liga-
El HidcáoUca Bási~ Cap. 5

dos por uma tubulação de 6" de diâmetro, 1025 m de comprimento e fator de


atrito f = 0,025. Desejando-se aumentar a capacidade de vazão do sistema,
instalou-se, imediatamen te na saída do reservatório superior, uma bomba cen-
trífuga cuja curva característica é dada na tabela a seguir. Desprezando as per-
das de carga localizadas e a perda de carga na sucção, determine a nova vazão
recalcada, a cota piezométrica na saída da bomba e a potência requerida. Ob-
serve que, no caso, a altura geométrica na Equação 5.38 é negativa.

Q(rr10js)° o 0,006 0,012 0,018 0,024 0,030 0.036


. H (IÍ1). 22,6 21 ,9 20,3 17,7 14,2 9,7 3,9

I+ - 11( %f • o 32 74 86 85 66 28

,fQ = 28,5 1/s; C.P = 823,00 m; Pot = 4,21 kW (5,73 cv)]

[j'!7 Uma cidade possui um sistema de abastecimento de água inaugurado em


1947, constituído por uma tubulação de 0,15 m de diâmetro, 684 m de compri-
mento e uma bomba com rotação de 1750 rpm com a curva característica dada
na tabela a seguir. A altura geométrica é de 30 m. Em 1947, o coeficiente de
rugosidade da fórmula de Hazen-Williams era C = 130 e hoje, devido ao enve-
lhecimento da tubulação, o coeficiente vale C = 80. Deseja-se bombear hoje a
m esma vazão que era recalcada em 1947, e para isto é necessário aumentar a
rotação da bomba, deslocando sua curva característica para cima. Determinar:
a) O ponto de funcionamento cio s iste ma (Q , H e ri ) em 1947 e hoje.
b) A rotação que deve ser dada à bomba hoje para recalcar a mes ma
vazão recalcada cm 1947. Observar que as condições de semelhan-
ça, dadas pelas Equações 5.28 e 5.29, entre dois pontos homólogos,
leva a Hi/fü = (Q1/Q2)2.
c) A po tê ncia necessária à bomba hoje, com a nova rotação.

=Q(inJ ll) 20 40 60 80 100 120

.. .
1:f(rri)
11 (%) -
50
40
48
50
46
60
42,5
70
36,5
80
28
70

CtfÍQ = 89 m3/h, H = 40 m, ll = 76%; Q = 68 m3/h, H = 45 m, 11 = 64%]


d) [n = 1900 rpm]
c) [Pot = 18,96 kW (25,78 cv)]

Js Um s istema de bombeamento é constituído por duas bombas iguais ins-


taladas em paralelo e com sucções independentes, com curva característica e
curva do N.P.S.H.,. dadas na Figura 5.23. As tubulações de sucçã? e recalque
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 165

têm diâmetro de 4", fator de atrito f = 0,030 e os seguintes aces- H (111) 24

sórios: na sucção, de 6,0 m comprimento real, existe uma vál-


N.P.S.1-!_(111)
20
-------- !"-.
vula de pé com c ri vo e uma curva 90° R/D = 1 e no recalque, de ~
16 ' - - -
70,0 m de comprimento real, existe uma vál vula de retenção tipo
~
'\
. --
12 ' - - ' - -
leve, um registro de globo e duas curvas 90° R/D = 1. O nível
d'água no poço de s ucção varia com o tempo, atingi ndo, no ve-
\
rão, uma cota máxima de 709,00 m e, no inverno, uma cota míni- _,/'
v \~ N.P.S.1-1.,

m a de 706,00 m . O nível d 'água no reservatóri o superio r é L------'


\
constante na cota 719,00 m. A cota de instalação do e ixo da O 3 6 9 12 15 18 21 ~ 27 ~
Q( l/s)
bomba vale 7 10,00 m. Verifique o compo rtamento do sistema no
inverno e no verão, determinando os po ntos de func ionamento Figura 5.23 Problema 5.8.
do sistema (Q e H), os valores do N .P.S .H. disponível nas duas
estações e o comportamento das bombas quanto à cavitação. As-
sum a temperatura da água, em média, igual a 20° C.

[In verno Q = 14,0 1/s, H = 19,0. m; verão Q = 16,0 1/s, H = 18,0 m]


[Inverno N.P.S.H.c1 = 4,79 m; verão N.P.S.H.ct = 7,76 m, não há risco de cavitação]

5.9 O ensaio de um modelo de uma bomba centrífuga é feito em um local


cuja pressão atm osférica corresponde a I O, 19 rnH2O e a pressão de vapor da
água, a 0,34 mH2O. A a ltura total de e levação do modelo é igual a 48,8 m.
Urna bomba protótipo, geom etricamente semelhante ao modelo, opera em
um local onde a pressão atmosférica corresponde a 10 ,33 mH2O , nível do
mar, e a pressão de vápor da água, a 0,36 mH2O. A a ltura total ele sucção hs
no protótipo vale 3,05 m e a altura total de e levação, 67, 1O m, ass im qual o
valor da altura total ele sucção no modelo?

[h, = 4,82 m]
I~
~ 5.10 P a rti nd o da Equação 5.22 e utilizando a Equação 5.3, com T) = 1,
demonstre a Equ ação 5 .24.

~1 Qual deve ser a rotação específica de uma bomba para recalcar


0,567 m 3/s de água através de uma adutora de 3050 m de comprimento, diâ-
metro de 0,60 m e fator de atrito f = 0,020, altura geométrica nula, com ro-
tação de 1750 rpm?
Qual deve ser a rotação específica se duas bombas idênticas e iguais a
esta são instaladas em parale lo e em série?

[Ns = 492,8; Ns = 348,4; Ns = 828,7]

5.12 Uma bomba transfere água entre dois reservatórios mantidos no mesmo
nível, altura geométrica nula. O eixo da bomba está situado 1,83 m acima cio
nível d'água de ambos os reservatórios. Para uma rotação de 1200 rpm, a vazão
descarregada é de 6,82 1/s e as perdas de carga totais na sucção e no recalque
valem, respectivamente, 2,44 m e 9, 15 m. Até que valores podem chegar a ro-
tação da bomba e a vazão recalcada, sem ocorrer cavitação, se o coeficiente de
cavitação crítico vale <Jc = 0,045? Assuma que a bomba trabalha com um rendi-
mento máximo constante e que a pressão atmosférica e a pressão de vapor da
água correspondem, respectivamente, a 10,33 mrhO e 0,26 mH2O. Que tipo de
bomba é recomendado para este trabalho? Utilize uma equação de resistência,
para o cálculo das perdas de carga, na forma, t.H = const · Q2.

[Q = 0,0114 m3/s; 112 = 2000,6 rpm; Ns = 57,6 (centrífuga lenta)]

~ O s istema de recalque mostrado na F igura


5.24 possui uma bomba que desenvolve uma potên-
R2
cia de I O cv, para a vazão recalcada, com rendimento
30 m D de 75%. Entre a bomba e o registro B há uma distri-
buição de vazão em marcha, constante, com taxa q =
0,01 1/sm. O registro B, parcialmente fechado, provo-
ca uma perda ele carga localizada dada por t.h =
RI A
q ~ 0,01 1/sm 0,0247Q2, com t.h (m) e Q (1/s), para a vazão de es-
coamento, e no ponto C existe uma derivação de va-
Figura 5.24 Problema 5.13. zão Qc- A vazão que chega ao reservatório R2 é ele
5,0 1/s e a altura geométrica é ele 30,0 m. Desprezan-
do a carga ci nética e as perdas ele carga localizadas,
exceto no registro, determine a v~zão derivada Qc.
Utilize a fórmula ele Hazen-Williams com coeficiente
de rugosidade C = I 00. Dados:
:. "'':~1'1ec;110.''fi 1 • Co1111Jrim.ento (m) Diâmetrõ (pol)
AB 500 6
BC 200 6
CD 100 4

12 . , - - -- , - -~ - -r - -- . - - ~ - - - - - , [Qc = 5,0 1/s]

~ Uma bomba centrífuga está montada em uma cota topográfica


de 845,00 m, em uma instalação de recalque cuja tubulação de sucção
tem 3,5 mele comprimento, 4" de diâmetro, em P.V.C. rígido, C = 150,
constando de uma válvula ele pé com crivo e um joelho 90°. Para um
recalque de água na temperatura ele 20º C e uma curva do N.P.S.H. re-
o -
O 5 10 15 20 25 30
querido dada pela Figura 5.25, determine a máxima vazão a ser re-
Vazão (1/s) calcada para a cavitação incipiente. Se a vazão recalcada for igual a 15
Figura 5.25 Problema 5.14.
1/s, qual a folga entre o N.P.S.H. disponível e o N.P.S.H. requerido.
Altura estática de sucção igual a 2,0 m e a bomba é não afogada.
Cap. 5 Sistemas Elevatórios - Cavitação 167

(~)
[Qmáx = 20 1/s; Folga= 3,2 m]
'1 .50
5.15 A curva característica de uma bomba centrífuga
40
é dada na Figura 5.26. Quando duas bombas iguais a :---..._____
esta são associadas em série ou e m paralelo, a vazão .5 30 r'---...
através do sistema é a mesma. Determine a vazão bom-
:,:
-~
20
beada por uma única bomba quando instalada no mes-
mo sistema. A altura geométrica é igual a I O m e utilize 10
1~
a equação de Darcy-We isbac h.
[Q = 14,5 m3/ h]
o
o
.•- ~ -~ ~ 25 30 35
~

40 45

Q(m 'ih)

~ 5.16 No sistema de bombeamento mostrado na Figura Figura 5.26 Problema 5.1 5.


5.27a para a vazão de recalque igual a 16 1/s, a perda de
carga total na tubulação de sucção da bomba B I é de
1,40 m. Para esta vazão, o N.P.S.H. requerido pela bomba B2 é igual a 5,0 m.
Pretendendo-se que a fo lga entre o N.P.S.H. disponível e o N.P.S.H . requerido
pela bomba Bi seja igual a 3,20 m, calcule o máximo comprimento do trecho da
adutora entre as duas bombas. Toda a adutora, sucção e recalque é de P.V.C. rí-
gido C = 150, de 4" de diâme tro. Temperatura média da água de 20° C.
Dado curva característica da bomba B ,. Despreze as perdas localizadas no
recalque.

---
t\()

.50 ~
40
------~
J()
~
.s
:,: 20

)()

Ili 1.5 20
Q{l/s)

Figura 5.27a Figura 5.27b

[L = 274 m]
\i
5.17 O sistema de bombeamento mostrado na Figura 5.28 tem tubulações de
sucção e recalque com diâmetros iguais a 4", em tubos metálicos (E= O, 15 mm).
Ao longo dos 650 m da tubulação de recalque, existe uma distribuição de vazão
em marcha com uma taxa constante q = 0,01 1/(sm). Um manômetro co loca-
do na saída da bomba indica uma pressão de 400 kN/ m2 . Desprezando as
pe rdas de carga localizadas na tubulação de recalque, a carga cinética e sa-
be ndo que a tubulação de sucção com 3,50 m de comprime nto possui uma
vál vula de pé com cri vo e um cotovelo raio curto 90°, de termine:
a) a vazão que c hega ao reservatóri o superio r;
b) a carg a de pressão disponível na e ntrada da bo mba;
c) a altura manométrica da bomba;
d) a potê nc ia necessária à bo mba, supo ndo rendime nto de 65 %;
e) a potênc ia necessária ao motor e létrico come rc ial.
J4,0m a) [Q = 7,85 1/s]; b) [p/y = - 2,98 mHiO]; c) [Hm = 43,80 m];
d) [Potb = 12,89 cv); e) [Pot111 = 15 hp]
650 111
5.18 O sistema de bombeamento mostrado na Figura 5.29
q = 0,0 1 l/sm
cons iste de duas bombas iguais, instaladas em paralelo, e duas
tubulações de mesmo diâmetro, comprimento e coeficiente de
rugosidade. Usando a fórmula de Haze n-Williams e conhecen-
do a curva característica de uma bomba e a curva caracte rísti-
ca do sistema de tu bulações, dete rmine a vazão em cada
Figura 5,28 Problema 5. 17. tubulação e a cota pi ezométrica na saída das bombas. Despre-
ze as perdas localizadas e as cargas c inéticas nas tubulações.
[Q 1 = 7, 1 m3/h; Q 2 = 3,2 rn3/h; C.P = 33,0 m]

H (m ) 50
Sistl'n a
/
45
), . /
40
/
35 - /

30 ----V -----
~----
I'--__ i Ili

/
25
/
20

15
,,/"

"" ~
OOm

~:~:::::::;·

10
"'I'Bumbo
llomb.1

()
---- --
O 2,5 5 7,5
~ ~

10
,_
12,5 15 17,5 20

Q (n.'/h)

Figura 5.29 Problema 5. 18.


6 169

REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

6.1 INTRODUÇÃO
Nos capítulos anteriores, tratou-se, basicamente, das aplicações das
equações fundamentais a sistemas hidráulicos com geometria simples, como
tubulações em série, tubulações em paralelo e tubulações ramificadas. Uma
aplicação importante, dentro do projeto de abastecimento de água, é o di-
"Veio uma mulher de Samaria a tirar
mensionamento ou verificação das redes de distribuição de água. água. Jesus lhe disse: 'Dá-me de
beber'."
Um sistema de distribuição de água é o conjunto de tubulações, acessó-
[João 4-7)
rios, reservatórios, bombas etc., que tem a finalidade de atender, dentro de con-
dições sanitárias, de vazão e pressão convenientes, a cada um dos diversos
pontos de consumo de uma cidade ou setor de abastecimento.
Evidentemente, em função do porte do problema, o sistema de abaste-
cimento torna-se bastante complexo, não só quanto ao dimensionamento, mas
também quanto à operação e manutenção. Trata-se, em geral, da parte mais
dispendiosa do projeto global de abastecimento, exigindo considerável aten-
ção do projetista no que concerne aos parâmetros do sistema, hipóteses de
cálculo assumidas e metodologias, de modo a obter um projeto eficiente.

6.2 TIPOS DE REDES


A concepção geométrica do sistema de reservatórios e tubulações, que
definem uma rede de distribuição, depende do porte da cidade a ser abastecida,
bem como de características viárias e topográficas. De modo geral, qualquer
que seja o desenho da rede, esta é constituída por condutos que são classifica-
dos como: condutos principais ou condutos troncos e condutos secundários. Os
condutos principais são aqueles de maior diâmetro que têm por finalidade abas-
tecer os condutos secundários, enquanto estes, de menor diâmetro, têm a fun-
ção de abastecer diretamente os pontos de consumo do sistema.
De acordo com a disposição dos condutos principais e o sentido de es-
coamento nas tubulações secundárias, as redes são classificadas como rede
ramificada e rede malhada.
A rede é classificada como ramificada quan-
do o abastecimento se faz a partir de uma tubulação
Reservatório
de montante tronco, alimentada por um reservatório de montante
ou mesmo sob pressão de um bombeamento, e a
distribuição da água é feita diretamente para os
condutos secundários, e o sentido da vazão em
Secundária
qualquer trecho da rede é conhecido. Esta concep-
ção geométrica é utilizada para o abastecimento de
Trecho
pequenas comunidades, acampamentos, granjas,
Figura 6.1 Esquema de uma rede rami ficada. sistemas de irrigação por aspersão etc. A Figura 6. l
apresenta um esquema desse tipo de rede.
Conforme a Figura 6.1, os pontos de derivação de vazão e/ou de mudan-
ça de diâmetro são chamados de nós e a tubulação entre dois nós é chamada
de trecho, o sentido do escoamento se dá da tubulação tronco para as tubula-
ções secundárias, até as extremidades mortas ou pontas secas.
O padrão geométrico da rede ramificada impõe que a distribuição da
vazão fique condicionada à tubulação tronco, de modo que, se ocotTer um rom-
pimento no ponto A, toda a área a jusante ficará prejudicada.
As redes malhadas, em vez de possufrem uma única tubulação tronco, são
constituídas por tubulações tronco que fo1mam anéis ou malhas, nos quais há
possibilidade de reversibilidade no sentido das vazões, em função das solicita-
ções de demanda. Com esta disposição, pode-se abastecer qualquer ponto do
sistema por mais de um caminho, o que permite uma maior flexibilidade em
satisfazer a demanda e na realização da manutenção da rede com o mínimo de
interrupção no fornecimento de água.
O esquema geométrico de uma rede malhada, mostrado na
Rede secundária
Figura 6.2, é o mais comum na maioria das cidades, nas quais o
sistema viário tem um desenvolvimento em várias direções (ra-
Reservatório
dial).
Qualquer que seja o tipo da rede, malhada ou ramificada,
o projeto deve satisfazer algumas condições hidráulicas li-
Trecho
mitantes, como pressões, velocidades e diâmetros. Quase sempre
a topografia do terreno é o fator determinante no projeto de uma
rede, e como os comprimentos das tubulações são razoáveis, as
perdas de carga distribuídas propiciam uma diminuição nas co-
Figura 6.2 Esquema de uma rede malhada com quatro tas piezométricas dos nós e, em conseqüência, nas pressões dis-
anéis ou malhas. poníveis. Como norma, o projeto deve garantir uma carga de
pressão dinâmica mínima de 15 mH2O, para permitir o abasteci-
mento de um prédio de três pavimentos e uma carga de pressão estática má-
xima de 50 mH2O, a fim de reduzir as perdas por vazamentos nas juntas das
tubulações. Em sistemas de porte, em que há diferenças de cotas topográficas
superiores a 60 m, é conveniente dividir a rede em zonas de pressão, de modo
a evitar pressões excessivas nos pontos baixos da rede. O controle das pressões
mínima e máxima pode ser feito através da instalação de bombas ou válvulas
redutoras de pressão, respectivamente.
As redes malhadas são projetadas com diâmetro mínimo de 4" nos con-
dutos principais (anéis), admitindo-se 3" para núcleos urbanos com população
de projeto inferior a 5000 habitantes, e diâmetro mínimo de 2" na rede secun-
dária. Em geral, as perdas de carga unitárias nas tubulações normalmente uti-
lizadas variam entre J = O, 1 mil 00 m a 1 mil 00 m. Perdas unitárias desta
ordem correspondem, em média, a velocidades entre 0,60 m/s e 1,20 m/s, faixa
de velocidade que resulta mais satisfatória do ponto de vista operacional e eco-
nômico. Na Seção 6.4, serão discutidos os padrões de velocidades utilizados
nos projetos de redes.

6.3 VAZÃO DE ADUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO


Um sistema público de abastecimento de água é constituído por vá1ias
unidades, como captação, bombeamento, adução, unidade de tratamento,
reservação e, finalmente, a rede de distribuição. O dimensionamento de cada
unidade tem por parâmetro de cálculo a vazão de demanda, que é diretamen-
te proporcional à população a ser atendida. A vazão média anual necessária
pode ser expressa como:

(6.1)

em que P é a população a ser abastecida, determinada por métodos estatísti-


cos de previsão populacional, a ser atingida no horizonte do projeto, qm é a
taxa ou cota de consumo per capita média da comunidade em 1/hab/dia e h é
o número de horas de operação do sistema ou da unidade considerada.
Para levar em conta variações diárias de demanda ao longo do ano, a va-
zão média é multiplicada por um coeficiente de reforço k1, definido como coe-
ficiente do dia de maior consumo, que assume valores usuais entre 1,25 e 1,50,
na forma:

(6.2)

A vazão Qa é denominada vazão de adução e é utilizada para o dimen-


sionamento das unidades do sistema que estão a montante dos reservatórios de
distribuição, como captação, bombeamento, adução, tratamento e reservação.
Como o consumo de água em uma cidade varia no decorre r do dia, são
previstos reservatórios de distribuição com capacidade conveniente; tais reser-
vatórios servirão de volante para suprir as vazões necessárias nas horas de
grande consumo. Desta forma, a rede de distribuição deverá ser dimensionada
para uma vazão denominada vazão de distribuição, dada por:

(6.3)

em que k2 é definido como coeficiente da hora de maior consumo do dia de


maior consumo, e cujo valor comum é k2 = 1,50.
Os valores de qm, k1e k2 adotados nos projetos variam com o pmte do pro-
jeto e as caracterísiicas da cidade, industrial, turística etc., e, principalmente, com
o nível sócio-econômico da população a ser atendida. Um valor usual adotado,
em cidades de médio porte, para a cota per capita é qm = 200 1/hab/dia.

6.4 ANÁLISE HIDRÁULICA DE REDES DE ABASTECIMENTO


A análise hidráulica das redes está baseada na utilização da equação da
continuidade, que estabelece, na condição de equilíbrio, ser nula a soma algé-
brica das vazões em cada nó da rede, e na aplicação de uma equação de resis-
tência na forma LiH = KQ11 aos vários trec hos. Como objetivo, deve-se
determinar as vazões nos trechos e as cotas piezométricas nos nós, a partir do
conhecimento da vazão de distribuição para o sistema. Normalmente, as cargas
cinéticas e as perdas de carga localizadas são negligenciadas no cálculo da rede.
Dois tipos de problemas podem ser analisados:
a) Problema de verificação, que consiste em determinar as vazões nos
trec hos e as cotas piezométricas nos nós, para uma rede com diâme-
tros e comprimentos conhecidos. Este problema é determinado e tem
solução única.
b) Problema de determi nação dos diâmetros, vazões nos trechos eco-
tas piezométricas nos nós, com condicionamentos nas velocidades e
pressões. Este problema admite várias soluções, podendo, porém,
procurar-se a solução de mínimo custo.
Em relação às velocidades máximas admissíveis nos projetos, é usual a
utilização da equação empírica.

Vmáx( m/s)= 0,60+1,S·D(m) e Vmáx 5 2,0m/s (6.4)


c,p. 6 Redes d• DisMb"ição da Ágoa B
Esta relação é usada para o pré-dimensionamento dos diâmetros em re-
des ramificadas e malhadas. Em forma de tabela a Equação 6.4 fica:

Tabela 6.1 Velocidades e vazões máximas em redes de abastecimento.

D (mm) Vmáx (m/s) Qmáx (l/s)


50 0,68 1,34
60 0,69 1,95
75 0,71 3,14
100 0,75 5,89
125 0,79 9,69
150 0,83 14,67
200 0,90 28,27
250 0,98 47,86.
300 1,05 74,22
350 1, 13 108,72
400 1,20 150,80
500 1,35 265,10

6.5 MÉTODOS DE CÁLCULO PARA O DIMENSIONAMENTO DE REDES


Serão abordados dois métodos simples e clássicos para o cálculo de
redes ramificadas e malhadas. Todas as aplicações em redes malhadas e
ramificadas serão, na maioria dos casos, em sistemas gravitacionais, sem
pressurização por bomba e abastecidos por um único reservatório.

6.5.1 REDES RAMIFICADAS


No caso das redes ramificadas, pelo fato de se conhecer o sentido da
vazão em cada um dos trechos, o processo de cálculo é determinado, poden-
do ser elaborado com o auxílio de uma planilha (ver Tabela 6.2), conforme o
Exemplo 6.1. O preenchimento da planilha obedece à seguinte seqüência.
Coluna 1 Número do trecho - os trechos da rede ou os nós devem ser
numerados, com um critério racional, partindo do trecho
mais afastado do reservatório, que recebe o número 1.
Coluna 2 · Extensão L do trecho, em metros, medido na planta topo-
gráfica ou aerofotogramétrica.
Coluna 3 Vazão de jusante Q i, se na extremidade de um ramal (ponta
seca) Qi = O. Na extremidade de jusante de um trecho T
qualquer, Q i = I, Qm dos trechos abastecidos por T.
Coluna 4 Vazão em marcha igual a q·L, na qual q é vazão unitária de
distribuição em marcha (1/(s·m)). O valor de q é constante
para todos os trechos da rede e igual à relação entre a va-
zão de distribuição, Equação 6.3, e o comprimento total da
rede, I: Li,
Coluna 5 Vazão a montante do trecho Qm = Qj + q·L

Coluna 6 '' - f'1cticia,


vazao , . Qr = Q m +Q j se Q i ~ O ou Q r = Q m
.,fi se
2
Qj = O, isto é, se a extremidade de jusante for uma ponta
seca.
Coluna 7 Diâmetro D, determinado pela vazão de montante do tre-
cho, obedecendo aos limites da Tabela 6.1.
Coluna 8 Perda de carga unitária J(m/100 m), determinada para o
diâmetro D e a vazão fictícia Qr, calculada pela equação de
resistência adotada.
Coluna 9 Perda de carga total no trecho, LiH (m) = J-L
Colunas 10 e 11 Cotas topográficas do terreno, obtidas na planta e relativas
aos nós de montante e jusante do trecho.
Colunas 12 e 13 Cotas piezométricas de montante e jusante, determinadas
a partir da cota piezométrica fixada para um ponto qual-
quer da rede, ou estabelecendo para o nível d'água no re-
servatório um valor genérico X. A partir do nível d'água X
e com os valores das perdas de carga nos trechos, todas as
cotas piezométricas dos nós podem ser calculadas em ftm-
ção de X.
Colunas 14 e 15 Cargas de pressão disponíveis em cada nó, cota piezo-
métrica menos cota do terreno, em função de X. Para o
ponto mais desfavorável, iguala-se ao valor 15 mH2O, que
é a mínima carga de pressão dinâmica admitida no projeto.

EXEMPLO 6.1

Dimensionar a rede de distribuição de água de uma pequena comunida-


de, cuja planta e topografia do terreno são mostradas na Figura 6.3. Determi-
nar a cota do nível d'água no reservatório para qu.e a mínima carga de pressão
dinâmica na rede seja 15 mH2O. Determine a máxima carga de pressão está-
tica e a máxima carga de pressão dinâmica na rede. Dados:
Cap. 6 Redes de rnst@otção de Ágoa B
a) população a ser abastecida, P = 115 100 113 105 100 95 85
2900 hab;
b) cota de consumo per capita média, J
qm = 150 1/hab/dia;
200 111 200111
e) coeficiente do dia de maior consu- A @) Q)
mo, k 1 = 1,25;
d) coeficiente da hora de maior deman-
da, k2 = 1,50;
e) horas de funcionamento diário do Figura 6·3 Exemplo 6.1.
sistema, h = 24 h;
f) material das tubulações aço galvanizado novo, fator de atrito f =
0,026;
g) o trecho entre o reservatório e o ponto A, onde inicia a rede, não terá
distribuição em marcha.
Despreze as perdas de carga localizadas e as cargas cinéticas.
Pela Equação 6.3, a vazão de distribuição é dada por:

= l,25·1,50-2900-150 = .e; s
Q 9 44
d 3600-24 ,

O comprimento total da rede, medido a partir do ponto A, vale 1270 m,


portanto a vazão unitária de distribuição em marcha, para todos os trechos da
rede, vale:

Q 9,44
q = _d_= - - = 0,0074 f. /(s.m)
L,ede 1270

A planilha da Tabela 6.2 é montada seguindo a seqüência de cálculos


descrita anteriormente.
A numeração dos trechos da tubulação principal foi feita em ordem cres-
cente, partindo do trecho mais afastado do reservatório.
Deve ser observado que o nó de jusante de cada trecho é o nó de mon-
tante do trecho, ou trechos, subseqüente e que a soma algébrica das vazões
nestes nós deve ser nula. Na tabela, a menos dos erros de arredondamento, a
vazão a montante do trecho 4 (jusante de 5), Q = 9,41 1/s, é a própria vazão de
distribuição.
G Hidraunca Bá,;ca Cap. 6

1àbela 6.2 Planilha de cálculo do Exemplo 6.1.


Trec Exte Vazão (11,s) Diâm J (mi liH Cota terren,o (m) Cota IJiezométrica (m) Carga de pressão mH2O
nº (rn) Jusa Mare Mont Ficú (inm} I0Qm) On) . Monta ,Jusan Mó:ntan Júsan Montan Jusan
1 200 o.o 1,49 1,49 0,86 60 0,200 0,40 95,0 85,0 X - 4,32 X-4,72 X-99,32 X - 89,72
2-1 100 o.o 0,74 0,74 0,43 50 0,127 0,13 95,0 95,0 X-4,32 X -4,45 X-99,32 X-99,45
2 150 2,23 1, 11 3,34 2,79 100 0,165 0,25 102,5 95,0 X - 4.07 X - 4,32 X- 106,57 X -99,32
3-1 150 0,0 1,11 1,11 0,64, 50 0,282 0,42 102,5 105,0 X - 4,07 X - 4,49 X-106,57 X - 109,49
3-2 120 o.o 0,89 0,89 0,51 50 0,179 0,21 102,5 100,0 X - 4,07 X-4,28 X - 106,57 X-104,28
3 200 5,34 1,48 6,82 6,08 125 0,260 0,52 113,0 102,5 X-3,55 X -4,07 X- 116,55 X - 106,57
4-1 150 o.o 1,11 1,11 0,64 50 0,282 0,42 113,0 109,0 X- 3,55 X -3,97 X - 116,55 X -11 2,97
4 200 7,93 1,48 9,41 8,67 125 0,528 1,06 100,0 113,0 X-2,49 X - 3.55 X- 102,49 X - 116,55
5 400 9,41 ---- 9,41 --- - 125 0,623 2,49 115,0 100,0 X X- 2,49 --- X-102,49
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 li 12 13 14 15

Pela Tabela 6.2, o ponto mais desfavorável, em te1mos de pressão, é o nó


a jusante do trecho 4, que na planta é o ponto mais alto. A carga de pressão dis-
ponível neste ponto vale X- 116,55, que igualada a 15 mHiO, impõe que o ní-
vel d' água no reservatório seja X = 131,55 m.
A máxima carga de pressão estática na rede é a diferença de cotas en-
tre o nível d' água no reservatório e o ponto de cota topográfica mais baixa,
85,0 m. Assim, tem-se:

Carga de pressão estática máxima = 131,55 - 85,0 = 46,55 mH2O

Pela Tabela 6.2, o ponto de máxima pressão dinâmica é também o nó de


cota topográfica mais baixa, 85 m, a j usante do trecho 1. Assim:
Carga de pressão dinâmica máxima= X - 89,72 = 41,83 mH2O
Outra maneira de preencher a planilha, a partir da coluna 12, é fixar para
o ponto mais alto da rede uma carga de pressão de 15 mH2O, portanto sua cota
piezométrica, e determinar as cotas piezométricas de todos os outros nós, sub-
traindo ou somando as perdas de carga em cada trecho, conforme se ande no
sentido ou não da vazão, e depois verificar que todos os outros nós tenham
carga de pressão acima do mínimo de 15 mH2O. Em geral, o ponto mais des-
favorável da rede é o mais alto ou o mais afastado do reservatório.
A vantagem de assumir o ponto de partida para o cálculo das cotas
piezométricas, como o nível d' água genérico X no reservatório, é que se vai
"descendo" na linha piezométrica, no sentido da vazão, sempre subtraindo a
perda de carga em cada trecho, quando se passa de um nó para o seguinte.
Cap. 6 Redes da Distrib,;çao d• Ág,a B
EXEMPLO 6.2

A rede de tubulações representada na


Figura 6.4 serve a um sistema de irrigação por
aspersão e a uma colônia rural. Os aspersores 40
conectados nos pontos G, F e E devem propi-
ciar uma vazão de 2,0 1/s, com uma carga de
pressão mínima de 1O mH2O. O trecho AB,
logo após a bomba, tem distribuição em marcha
com vazão unitária q = 0,0 I O 1/(sm). A tubu- Figura 6.4 Exemplo 6.2.
lação de sucção da bomba, com 4" de diâmetro,
tem 2,5 m de comprimento, uma válvula de pé com crivo e um cotovelo raio
médio de 90°. Os pontos C, D e Festão na mesma cota geométrica. Determi-
nar a potência do motor elétrico comercial, se o rendimento da bomba é de
70%. As tubulações são de material metálico e assuma coeficiente de
rngosidade da equação de Hazen-Williams C = 100. Despreze as perdas de
carga localizadas no recalque e as cargas cinéticas.
Trata-se de um problema de verificação em uma rede ramificada, na qual
não há pontas secas (vazões constantes nas ramificações) e as pressões nos nós
são mantidas pela pressurização do sistema pela bomba.
A vazão total recalcada pela bomba é a soma das vazões nos aspersores
mais a distribuída para a colônia, e igual a 7,0 1/s. Pela topografia, fica evidente
que o ponto mais desfavorável , em termos de pressão, é o ponto G, que está
5,0 m acima do ponto mais afastado da bomba, ponto F. Assim, fixando-se uma
carga de pressão em G. igual a I O mH2O, sua cota piezométrica será C.PG =
20,0 m. Sendo X a cota piezométrica logo após a bomba, a equação da ener-
gia entre os pontos A e G pode ser escrita como:

X- .MIAB - L'-.Hac - L'-.Hcc = C.PG

Conhecendo-se em cada trecho o diâmetro, a vazão e o coeficien.te de


rugosidade, com o auxíl io da Tabela 2.3, pode-se montar a tabela a seguir. Ob-
serve que, no trecho AB, a perda de carga deve ser calculada pela vazão fictí-
cia, que é a média entre QA e Qa.

EiH.(ú1)
A-B 4 Qr=6,5 1,415 1,415
8-C 4 6,0 1,221 0,976
C-G 2 1/2" 2,0 1,924 1, 155
Cap.6

Poitanto, a cota piezométrica na saída da bomba vale:

X - 1,415 -0,976- 1,155 = 20,0 : . X= 23,55 m

A cota piezométrica na entrada da bomba é detenninada pela aplicação


da equação da energia à tubulação de sucção. Desprezando a carga cinética,
vem:

As peças existentes na sucção têm comprimento equivalente, pela Tabela


3.6, igual a 29,35 m, pe1fazendo um comp1imento total de 2,5 + 29,35 = 31,85 m.
Da Tabela 2.3, para Q = 7,01/s, tem-se:
1s = 1,574 x 104 · 0,007 1•85 = 1,623 m/100 m
daí, C.Pantes = 4,0 - (1,623/100) · 31,85 = 3,48 m.
A altura total de elevação H, no caso igual à altura manométrica total
Hm, é a diferença entre as cotas piezométricas após e antes da bomba.
H = Hm = 23,55 - 3,48 = 20,07 m, portanto a potência necessária à bom-
ba vale:

Pot = 9,8·0,007·20,07 = 197 kW (2 67 cv)


0,70 ' '

Pela tabela do Exemplo 5.5, a potência do motor elétrico será:

Potm = 1,30·2,67 =3,47 CV

e o motor comercial mais próximo será de 4 hp.

6.5.2 REDES MALHADAS - MÉTODO DE HARDY CROSS


O cálculo do escoamento de água em uma rede malhada envolvendo um
grande número de tubulações é muito mais complexo que nos sistemas hidráu-
licos estudados até agora. Evidentemente, a solução do problema está baseada
nas mesmas equações e princípios aplicados às redes ramificadas, sistemas em
paralelo etc. Na resolução do problema de dishibuição de vazões pelos trechos
de uma rede malhada e na detenninação das cotas piezométricas nos nós, uma
série de equações simultâneas pode ser estabelecida. Estas equações são escri-
tas de modo a satisfazer duas condições básicas parà o equilíbrio do sistema,
que são:
a) A soma algébrica das vazões em cada nó da rede é igual a zero.
Gap. , Rodes de rnstrib"ição d• Ag"' B
b) A soma algébrica das perdas de carga (partindo e chegando ao mes-
mo nó) em qualquer circuito fechado dentro do sistema (malhas ou
anéis) é igual a zero.
Para aplicação dessas duas condições, em geral, con- A B
venciona-se que as vazões que afluem ao nó são positivas, e
as que dele derivam são negativas. Para os anéis, convenciona- lQ1 Qs
se como sentido positivo de percurso o sentido horário, de Qd Nó
Q3l ~ Qz l
modo que as vazões e, conseqüentemente, as perdas de carga . Q4 Qz Anel
serão positivas se forem coincidentes como sentido prefixado jQ3 Qo
Qc
de percurso, e negativas, caso contrário. A Figura 6.5 mostra D Q4 e
a convenção a ser utilizada nas aplicações. l:Q = Q,+ Q,- Q,-Q, - Q, = o úlH ~ 6li 1+ 6 H, - 6~~ - 6 11, = O

No cálculo da perda de carga em cada trecho da rede Figura 6.5 Convenções utilizadas para as equações
utiliza-se uma equação de resistência na forma liH = K.Q". fundamentais.
Como regra geral, uma rede malhada com m anéis ou
malhas e n nós gera um total de m + (n - 1) equações independentes, e à
medida que a complexidade da rede aumenta, cresce proporcionalmente o
número de equações. Evidentemente, uma solução algébrica da rede torna-se
impraticável e então se lança mão de um método de aproximações sucessivas,
com auxílio do computador, prático e muito adequado para o problema, deno-
minado método de Hardy Cross.
O método de Hardy Cross destaca-se dentre os métodos de aproxima-
ções sucessivas para o cálculo de redes malhadas, por possibilitar o desenvol-
vimento manual dos cálculos, em sistemas simples, além de ser um método
provido de significado físico, que facilita a análise dos resultados intermediá-
rios obtidos.
O método de Hardy Cross é aplicado aos condutos principais (anéis
principais) de uma rede malhada, a partir de alguns pressupostos do projeto e
traçado da rede.
a) Uma vez lançados os anéis da rede, baseado em critérios urbanísti-
cos de distribuição de demanda, densidade populacional, vetores de
crescimento da área a ser abastecida etc., são definidos pontos fictí-
cios convenientemente localizados nas tubulações. Tais pontos, para
efeito de cálculo, substituem, do ponto de vista de demanda, uma
certa fração da área a ser abastecida, de modo a transformar vazões
por unidade de área em vazões pontuais. Imagina-se que toda a rede
seja suprida através dos anéis, em pontos fictícios de descarregamen-
to, que serão os nós da rede, para efeito de aplicação do método.
b) Conhecendo-se a topografia da área, a distância entre dois nós será
o comprimento do trecho a ser dimensionado ou, se o diâmetro já for
B
Hidol,llca Básica Cap. 6

especificado, o trecho a ser determinada a vazão e as pressões nas ex-


tremidades.
e) Admite-se que a distribuição em marcha que ocorre nos trechos que
formam os anéis seja substituída por uma vazão constante.
d) Supõem-se conhecidos os pontos de entrada e saída de água (reser-
vatórios, adutoras e os nós distribuídos nos anéis) e os valores das
respectivas vazões.
e) Atribui-se, partindo dos pontos de alimentação, uma distribuição de
vazão hipotética Qa pelos trechos dos anéis, obedecendo em cada nó
à equação da continuidade í:Q; = O.
f) Para cada trecho de cada anel, conhecendo-se o diâmetro (que pode
ser pré-dimensionado pela condição de velocidade limite da Tabela
6.1 ) , o comprimento e o fator de atrito, calcula-se o somatório das
perdas de carga em todos os anéis. Se para todos os anéis tivermos
I:~H = O, a distribuição de vazões estabelecida está correta e a rede
é dita equilibrada.
g) Se, em pelo menos um dos anéis, í:~H :;t: O, que é a situação mais co-
mum, a distribuição de vazão admitida :será corrigida, somando-se
(compensando-se) algebricamente a cada uma delas um valor t..Q, de
modo que as novas vazões em cada trecho serão:
(6.5)
de modo a se atingir:

L,,~H = L,,KQ" = L,, K[Q .. + ~Q]" =

(6.6)

expressão que desenvolvida pelo binômio de Newton torna-se:

"KQ"[I
.L.,;
'
·1 + n t..Q +n(n-l)("'º
ºª ---
2!
)2 + ... =Ü
ºª
l (6.7)

Supondo-se que 1-,Q é muito pequeno comparado a Qa, isto é, que os va-
lores supostos para as vazões são próximos dos valores reais, pode-se desprezar
o terceiro termo da série e os seguintes, e daí:
Cap. 6 Redes de Dist<ib,ição de Ágoa [J
(6.8)

e finalmente:

(6.9)

Com as novas vazões obtidas em cada anel, recalculam-se as perdas de


carga e prossegue-se com o método até que se obtenham, em todos os anéis,
valores ele L'-.Q pequenos ou nulos.
O número de aproximações sucessivas necessário depende, em grande
parte, da margem de erro das estimativas iniciais das vazões e do porte da rede.
Não é objeti:,,o do cálculo chegar a um limite muito afinado, uma vez que os
resultados obtidos não podem sú mais precisos que os dados básicos, os quais
forçosamente serão com freqüência algo incertos.
Com a rede equilibrada e conhecidas as cotas piezométricas nos pontos
de alimentação, resultam imediatamente as cotas piezométricas e as pressões
disponíveis nos diversos pontos da rede. Se estas pressões forem inadequadas,
modifica-se o sistema, alterando ou a altura do reservatório ou os diâmetros de
alguns trechos.
Tanto o problema de verificação quanto, principalmente, o problema de
dimensionamento, por se utilizar de um método de aproximações sucessivas,
são extremamente laboriosos, exigindo o auxílio de um programa compu-
tacional para agilizar a análise de alternativas.

6.6 APLICAÇÃO DO MÉTODO DE HARDY CROSS - O PROGRAMA


REDEM.EXE* Ver diretórío Redes no endereço
eletrônico www.eesc.sc.usp.br/shs na
Área Ensino de Graduação.
O programa REDEM.EXE permite o dimensionamento ou verificação,
pelo método de Hardy Cross, ele uma rede de distribuição de água com até 100
trechos e um ou mais reservatórios de alimentação, sistema unicamente por
gravidade.
O código matemático está em linguagem Quick Basic, e a interface in-
teligente, em Visual Basic. O programa aceita corno equações de resistência
a equação de Hazen-Williams ou a Fórmula Universal.
A montagem do arquivo de dados é simples, sendo necessário informar
o número de trechos, o número de anéis e o número ele nós da rede, a tolerân-
eia na perda de carga (erro de fechamento do plano piezométrico), a tolerân-
cia da vazão (erro de balanço na equação da continuidade), o número de
iterações necessárias (1 Oé suficiente), o número do nó escolhido para fixar a
carga de pressão (nó de início do cálculo do plano piezométrico), a carga de
pressão adotada para este nó e as cotas topográficas de todos os nós.
Em outra tabela de entrada, deve-se informar os números dos trechos de
cada anel, com o sinal positivo se a vazão preestabelecida no início, naquele
trecho, estiver no sentido arbitrado (em geral percorrendo o anel no sentido
horário) e negativo, caso contrário.
Finalmente, a última tabela é preenchida com os números dos nós de
montante e jusante de cada trecho, respeitando o sentido arbitrado da vazão,
o valor da vazão em 1/s (sem sinal), o comprimento e diâmetro de cada trecho,
o coeficiente C de mgosidade da fórmula de Hazen-Williams ou a rugosidade
absoluta ê (em milímetro) do tubo.
Não é necessário informar simultaneamente o valor do C e do ê, somen-
te o correspondente à equação de resistência que se vai usar. Se todos os tu-
bos da rede tiverem a mesma mgosidade, o coeficiente pode ser digitado uma
vez na primeira célula da coluna e copiado para todos os outros trechos.
Após a montagem do arquivo de dados, tecle o campo CALCULAR e
escolha a equação de resistência que desejar. Após o cálculo, se as condições
impostas de carga de pressão mínima nos nós e velocidades nos trechos foram
respeitadas, tecle IMPRIMIR ou SALVAR, para ter a solução do problema.
Se as condições impostas de pressões e velocidades não forem atendi-
das, tecle FECHAR, voltando para a tela anterior, e altere algum dado do pro-
blema, diâmetro ou pressão no nó inicial.
O programa informa as cargas piezométricas e as cargas de pressão em
todos os nós (junções), a distribuição de vazões (com sinal), as velocidades nos
trechos, as velocidades máximas de norma, dada pela Equação 6.4, e o custo
total das tubulações, baseado em uma função de custo embutida na rotina, so-
mente para efeito de comparação entre duas ou mais soluções tecnicamente
viáveis. Observar que, se o sinal da vazão em algum trecho for negativo, isso
significa que o sentido do escoamento é invertido quanto aos nós (montante e
jusante) previamente escolhidos.
Para iniciar, entre no gerenciador de arquivos do Windows, vá ao drive
A ou B e tecle REDEM.EXE no diretório REDES. O programa REDEM.EXE
deve estar no mesmo diretório ou disquete que contém as demais bibliotecas
do Visual Basic. · ·
Cop. 6 Redes de Dist,ib"ição do Ag~ B
O arquivo de dados pode ser salvo ou pode ser aberto, teclando o cam-
po ARQUIVO, nas formas comuns do ambiente Windows. O arquivo de resul-
tados pode ser salvo ou impresso diretamente.
L
EXEMPLO 6.3 i./
Qual deve ser a cota do nível d'água no reservatório de abastecimento
para que a mínima carga de pressão dinâmica na rede da Figura 6.6 seja de 15
mH2O. Todas as tubulações são de P.V.C rígido classe 20, _E = 0,0015 mm. As
cotas topográficas dos nós são:

R~servatório l 2 3 7
470,8 463,2 460,2 458,9 459,2

A numeração dos anéis, nós, trechos e a distri-


buição preliminar das vazões estão indicadas na Figu-
ra 6.6. 0,15 m 0,125 m 8 Us
1850 m CD 790m a) 3
Trata-se de uma aplicação a um problema de
25 1/s 5 1/s Q)
verificação, pois os diâmetros e os comprimentos dos 0,I0m
trechos já estão especificados. A locação de cada nó ~ 10 l/s m 3 1/s
/ 700 m
0,20m
e a respectiva demanda de vazão são feitas conforme -21/s
os critérios abordados na Seção 6.5.2. O programa 0,I0m
REDEM.EXE foi aplicado fixando-se a carga de pres- 5 l/s 0,20 m 600m
são no nó 1, início da rede, até que a mínima carga de 10 l/s 4 5 1/s
pressão dinâmica nos nós seja de 15 mH2O. Outra Figura 6.6 Exemplo 6.3.
forma mais rápida de equilibrar a rede é fixar a car-
ga de pressão mínima no ponto mais alto, que, em
geral, é o ponto mais desfavorável. O sentido horário de percurso dos anéis foi
convencionado como positivo. A partir do ponto de carregamento da rede, nó 1,
foi estabelecida uma distribuição preliminar de vazões em todos os trechos,
obedecendo em cada nó L Q =O.A rede tem 2 anéis, 8 trechos e 7 nós, em que
a ordem dos trechos em cada anel, em função do sentido da vazão adotada em
cada trecho, são 4 trechos no anel 1, (l, 6, -7, -8) e 5 trechos no anel 2 (2, -3,
-4, -5, -6). Os trechos comuns a dois anéis aparecem na numeração com sinais
trocados.
Os trechos podem ter todos o mesmo coeficiente de rugosidade da fór-
mula de Hazen-Williams ou rugosidade absoluta para a fórmula universal, ou
não.
Abrindo-se o programa REDEM.EXE, pode-se criar um novo arquivo
de dados ou carregar um arquivo de dados previamente gravado.
B Hidcâ,lica Bâ,ica Cap. 6

A entrada dos dados do problema é mostrada na


Núme,o de anéis; ~ To!al Je llechos· Figura 6.7 (ver arquivo EXEM(6.3).dat).
Núme,o de nót: ~ Tolerdncia na y,1z:io: {m3/t:)
Observe a numeração dos trechos e dos nós de
Núme10 m.;ximo de ile1ações: ~ Tolerância na pe1dit de ca1ga; (m)
montante e jusante, com o sinal correspondente ao sen-
Nó escolhido po1a lilca1 a p1e não incial: o:==] Ca19a de p1euão no nó escolhido(m.c.a.J:
tido da vazão preestabelecida.
Ca1acte1ísticas do tle cho;

No exemplo foi adotada uma tolerância na va-


zão, valor de ~Q do método de Hardy Cross, igual a
0,0001 m 3/s e a tolerância no erro de fechamento da li-
nha piezométrica de 0,01 m, perfeitamente compatíveis
com os dados e a natureza do problema.
A saída cio programa, para a rede equilibrada após
cinco iterações do método de Harcly Cross, fornece as
vazões em cada trecho, as velocidades médias em cada
trecho, as velocidades máximas ela Tabela 6.1, as cotas
Figura 6.7 Entrada de dados para o Exemplo 6.3.
piezométricas nos nós e as cargas ele pressão disponíveis,
e é mostrada na Figura 6.8.
Da análise dos resultados, observa-se que as car-
gas de pressão dinâmicas variam entre 15,4 1 e
24,46 mH2O e que somente no trecho 3 a velocidade está muito
PELA FORMULA UNIVERSAL PARA A PERDA DE CARGA
abaixo do valor máximo relativo à tubulação de 4".
AS VAZCIES E VELOCIDADES APÔS 5 ITERAÇOES SÃO:
Nos trechos 3 e 6 as vazões são negativas, indicando que
estão em sentido contrário ao anteriormente adotado.
No trecho reservatório ➔ nó 1, com vazão ele 40 1/s, diâme-
tro ele 0,25 m, comprimento ele 520 m e E = 0,0015 mm, a perda
ele carga unitária, pela Tabela A2, vale: J = 0,211 m/100 m. A perda
total no trecho será ~H = 0,2 I 1 · 5,2 = 1, 1O m.
Logo, o nível d'água no reservatório será N.A. = C.P, +
+ ~H,1 = 486,2 + 1, l O= 487 ,3 m, portanto o reservatório deverá ter
COMPRIMENTO TOTAL DA REDE • 7270m
uma altura ela ordem de 16,5 m (487,3 - 470,8) para garantir uma
CUSTO DAS TUBULAÇOES • HS287797.7 carga de pressão dinâmica mínima de 15 mH2O na rede.

Figura 6.8 Saída dos resu ltados do Exemplo 6.3. 6.7 PROBLEMAS

Zi
O sistema de recalque mostrado na Figura 6.9 faz parte ele
um projeto de irrigação que funciona 5 horas e meia por dia. O sis-
tema possui as seguintes características:
a) tubulação de sucção com 2,5 m de comprimento, constando de uma válvula
de pé com crivo e uma curva 90° R/D = 1;

\
Cap. 6 R,des d, o;strib,;çao d• Ãgoa B
b) uma bo mba que mantém uma altura to-
tal de elevação de 41 ,90 m, para a vazão
recalcada;
c) uma caixa de passagem, em nível cons-
tante, com N.A = 26,9 1 m; ~
A

~
240m
11
d) vazão de distribuição em marcha (vazão q = 0.02 1/sm 8
00 q = 0,02 1/sm
unitária de distribuição) constante a par-
tir do ponto A e igual a q = 0,02 1/(sm).
Determine:
(J}Yos diâmetros de recalque e sucção (ado- Figura 6.9 Problema 6.1.
tar o mesmo) usando a Equação 5. l 8
yer a Seção 5.4.3);
L)if a carga de pressão d isponível imediatamente antes e depois da bomba;
~ s diâmetros dos trechos AB e BC, sendo o ponto C uma ponta seca,
vazão nula. Dimensione os diâmetros pelas vazões de montante de
cada trecho;
cfiJ a carga de pressão disponível no ponto B;
CP? a potência do motor elétrico comercial.
Dados:
a) rendimento da bomba 65%;
b) material de todas as tubulações, ferro fundido novo, C = 130;
c) utilize a equação de Hazen-Williams;
d) perdas de carga localizadas no recalque, desprezíveis.

a) [Ds =Dr= 3"]; b) [(p/y)n111es = - 2,28 mH2O , (p/y)c1epois = 39,62


mHiO] ;
c) [DAB = 125 mm, DBc = 75 mm] ; d) [(p/
Y)B= = 9,83 mHiOJ; e) [Pot = 7,5 hp]
l
D F

~ - A rede de distribuição de água, represen- 60mm


tada na F igura 6.1 O, possui as seguintes caracte- 50 111
rísticas:
®
70111 (f"I
a) os trechos BC, CE, EF, CD e EG têm 50mm
e E
uma vazão de distribuição em marcha A 100 mm B
constante e igual a q = 0,0 1O 1/(sm); G

b) os pontos D, F e G são pontas secas; Figura 6.10 Problema 6.2.


B H;ctra,lica Bás,ca Cap. 6

c) as cotas topográficas dos pontos são:

A B e D E F G
6,0 7,0 8,0 11,0 8,0 10,0 6,0

Determine a cota do nível de água no reservatório, para que a mínima


carga de pressão dinâmica na rede seja de 12 mH2O. Detetmine a máxima carga
de pressão estática. Material das tubulações tem C = 130.
[N .A = 23,22 m; (p/y)máx = 17 ,22 mfüOJ

Bomba /
~ Na rede de distribuição de água mostra~
{ ; " 10()) m / }----'4-"'00::..;1,:,!n_ _._
.l...;'4..::.0..::.lf:;.,s_ _,:..:70~0...:;n:.:..1_ _ _ _ _, __ da na Figura 6. 11 , o nível médio de água no
\~ 10" 10" A 8" B 20 1/s reservatório é de 415,00 me a 100 ma jusante
100 1/s
do reservatório ex iste uma bomba pressuri-
800 m 800 111 zadora que injeta 100 1/s na rede. Todas as tu-
6" 6" bulações são de ferro fundido novo, C = 130.
Determine as vazões nos trechos BC e DC, a
D 6" e altura total de elevação e a potência necessária
-·····
30 1/s 700 111 19 1/s à bomba para que a mínima carga de pressão
dinâmica na rede seja igual a 10,0 mfüO. Ren-
Figura 6.11 Problema 6.3.
dimento da bomba T] = 72%. Despreze as per-
das localizadas. As cotas topográficas dos nós
são:

Nó. A B e o
CQl:\(111) 400,00 405,00 420,00 410,00

[QBc = 16,02 1/s; Qoc = - 6,02 1/s;


H = 33,2 m; Potb = 45,2 kW (61,5 cv)]
520 111 16"
R 6.4 A rede de distribuição de água da Figura 6.12
130 1/s 30 1/s
é toda de tubulação metálica com coeficiente de
rugosidade da equação de Hazen-Williams C = 140.
2 Qual deve ser a cota do nível d'água no reservatório
4" 1310m
550 m 4" para que a mínima carga de pressão dinâmica na rede
6 ~ 25 1/s seja de 15 mfüO. Utilize o programa REDEM.EXE
450111 fixando uma carga de pressão de l 5 mfüO nó nó 5,
ponto mais alto da rede. Cotas dos nós:
5 4
Figura 6.12 Problema 6.4.
Cap. 6 Redes de Distrfüoição de Ágoa B
R 2 3 4 5 6 7
435 400 405 410 410 430 415 410

[N.A. = 450,44 m]
6.5 Considere uma rede simples, como na Figura 6.13, na qual
~ r------,----------,
todos os trechos têm o mesmo comprimento, igual a 300 m, e o A B C
mesmo diâmetro de 8". Na entrada da rede, ponto A, a vazão é
de 100% e na saída, ponto D, também. Determine, usando a
equação de Hazen-Williams, a distribuição de vazões, em per-
centagem, nos trechos, observando que o resultado independe
do valor do coeficiente de rugosidade C adotado. Repita o cál- '-'F'--·-----.LE:::.
- _ _ _ ____J D 100%
culo usando a fórmula universal, verificando que há pequenas Figura 6.13 Problema 6.5.
alterações nas vazões quando se altera o valor do coeficiente de
rngosidade absoluta E.
[QAu = 58,08%; QuE = 16,16%; Que= Qco= QAF = QFE = 41,92%]
6.6 (Adaptado de Dacach (7), pp. 368- 10
370.) Dimensionar e analisar a rede de dis-
tribuição de água da cidade de Itororó-Ba,
mostrada na Figura 6.14, usando o programa
REDEM.EXE, observando para cada solução
pelo método de Hardy Cross que as pressões
nos nós devem ser maiores que a carga de
pressão dinâmica mínima 15 mH2O, e que as
velocidades nos trechos devem ser menores
que as velocidades máximas permitidas. De-
termine o nível de água no reservatório. Ve- 5,09 1/s
rifique o custo de cada alternativa. Discuta
as soluções e apresente uma alternativa de
projeto.
Dados do problema e características
da rede. 4,35 1/s

1.. Diâmetro mínimo a ser utilizado


nos três anéis principais igual a
100 mm. 1,21 1/s
2. Vazão de distribuição para a rede Figura 6.14 Problema 6.6.
(chegando ao nó 1) igual a 62,5 1/s.
3. Rugosidade absoluta do material das tubulações, E = O, 15 mm.
Nó Demànda Cota topográfica Trecho Comprimento (m)
(1/s) (m)
R R- 1 324
1 5,05 220,50 1- 2 124
2 1,91 215,60 2-3 184
3 3,81 210,40 3 -13 254
4 l ,40 210,50 3 - 12 225
5 4,35 209,50 12-11 177
6 3,51 213,20 11 -10 168
7 3,44 218,50 10 - 9 152
8 2,48 230,70 9-1 166
9 3,06 21 1,50 13 - 14 263
10 1,85 213,50 14- 15 133
11 2,86 205,50 15 - 16 321
12 6,11 208,80 16 - 17 105
13 5,09 215,50 17 -5 169
14 4,06 2 12,60 5- 4 103
15 8,05 207,50 4-3 206
16 4,26 219,40 5- 6 202
17 1,21 220,50 6-7 134
7-8 227
8-l 167
.A.

APENDICE

TABELA A1
TABELA A2

Chafariz da Casa dos Contos- 1760


Ouro Preto - Minas Gerais
191

TABELA A1

FATOR DE ATRITO - f Diâmetro (mm) • 50


VEL E (mm) VAZÃO
(m's) Rey 0,0015 0 ,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)
0,3 15000 0,0279 0,0298 0,0316 0,0333 0,0348 0,0362 0,0375 0,0400 0 ,0423 0,0444 0,0464 0,0484 0,0502 0,59
0,4 20000 0,0259 0,0281 0,0301 0,03 19 0,0335 0,0350 0,0364 0,0390 0,0413 0,0435 0,0456 0,0476 0,0494 0,79
0,5 25000 0,0245 0,0270 0,0291 0,0310 0,0327 0,0342 0,0357 0,0383 0,0407 0 ,0430 0,0451 0,0471 0,0490 0,98
0,6 30000 0,0235 0,0261 0,0284 0,0303 0,0321 0,0337 0,0352 0,0379 0,0403 0,0426 0,0447 0,0467 0,0486 1,18
0 ,7 35000 0,0226 0,0255 0,0278 0 ,0299 0 ,0317 0,0333 0,0348 0,0376 0,0400 0,0423 0,0445 0 ,0465 0,0484 1,37
0 ,8 40000 0,0220 0,0250 0,0274 0,0295 0,0313 0 ,0330 0,0345 0,0373 0,0398 0 ,0421 0,0442 0 ,0463 0 ,0482 1,57
0,9 45000 0,0214 0,0245 0,027 1 0,0292 0 ,0310 0,0327 0,0343 0,037 1 0,0396 0,0419 0,0441 0,0461 0,048! l ,77
1 50000 0,0209 0,0242 0,0268 0,0289 0,0308 0,0325 0,0341 0,0369 0,0395 0,0418 0,0440 0,0460 0,0479 l,96
1,1 55000 0,0205 0,0239 0,0265 0,0287 0 ,0306 0,0324 0,0339 0,0368 0,0393 0,0417 0,0438 0,0459 0,0478 2,16
1,2 60000 0,020 1 0,0236 0,0263 0,0285 0,0305 0,0322 0,0338 0,0367 0,0392 0,0416 0,0438 0,0458 0,0478 2,36
1,3 65000 0,0197 0,0234 0,026 1 0,0284 0,0303 0,0321 0,0337 0,0366 0,0391 0,0415 0,0437 0,0457 0,0477 2,55
l,4 70000 0,0194 0 ,0232 0,0260 0,0283 0,0302 0 ,0320 0,0336 0,0365 0,0391 0,0414 0,0436 0,0457 0,0476 2,75
1,5 75000 0,0191 0,0230 0 ,0258 0,0281 0,0301 0,0319 0,0335 0,0364 0,0390 0,0414 0,0436 0,0456 0,0476 2,95
1,6 80000 0,0189 0,0228 0,0257 0,0280 0 ,0300 0,0318 0,0334 0,0363 0,0389 0,0413 0 ,0435 0,0456 0 ,0475 3,1 4
1,7 85000 0,0187 0 ,0227 0,0256 0,0279 0,0300 0,0317 0,0334 0,0363 0,0389 0 ,0413 0,0435 0,0455 0,0475 3,34
1,8 90000 0,0184 0,0226 0,0255 0,0279 0,0299 0,0317 0,0333 0,0362 0,0388 0,04 12 0,0434 0,0455 0,047 4 3,53
1,9 95000 0,0182 0,0225 0,0254 0,0278 0,0298 0 ,0316 0,0333 0,0362 0,0388 0,0412 0,0434 0,0454 0,0474 3,73
2 100000 0,0180 0,0223 0,0253 0,0277 0,0298 0,0316 0,0332 0,0361 0,0388 0,0411 0,0433 0 ,0454 0,0474 3,93
2,1 105000 0 ,0 179 0,0222 0,0253 0,0277 0,0297 0,0315 0,0332 0,0361 0,0387 0,0411 0 ,0433 0,0454 0,0474 4, 12
2,2 110000 0,0 177 0,0221 0,0252 0,0276 0,0296 0,0315 0,0331 0,0361 · 0.0387 0,0411 0 ,0433 0 ,0454 0,0473 4 ,32
2,3 115000 0,0176 0,0221 0,0251 0,0275 0,0296 0,0314 0,0331 0 ,0360 0,0387 0 ,0410 0,0433 0,0453 0,0473 4,52
2,4 120000 0 ,0174 0,0220 0 ,0251 0,0275 0,0296 0,0314 0,0330 0,0360 0,0386 0,04 10 0 ,04 32 0,0453 0,0473 4,71
2,5 125000 0,0173 0,0219 0,0250 0,0274 0,0295 0,0313 0,0330 0,0360 0,0386 0,0410 0 ,0432 0 ,0453 0,0473 4 ,9 1
2,6 130000 0,0171 0 ,0218 0 ,0250 0,0274 0,0295 0,03 13 0,0330 0,0359 0,0386 0,0410 0,0432 0,0453 0,0472 5, 11
2,7 135000 0,0170 0,0218 0 ,0249 0,0274 0,0294 0,03 13 0 ,0330 0,0359 0,0386 0,0409 0 ,0432 0 ,0453 0 ,0472 5 ,30
2,8 140000 0,0169 0,0217 0,0249 0,0273 0,0294 0,03 13 0,0329 0,0359 0,0385 0,0409 0,0432 0,0452 0,0472 5,50
2,9 145000 0,0168 0 ,02 17 0 ,0248 0,0273 0,0294 0,0312 0,0329 0,0359 0,0385 0 ,0409 0 ,0431 0,0452 0,0472 5,69
3 150000 0,0167 0,0216 0,0248 0,0273 0,0294 0,0312 0,0329 0,0359 0,0385 0,0409 0,0431 0,0452 0,0472 5,89
3,1 155000 0,0166 0 ,0215 0,0247 0 ,0272 0,0293 0,0312 0,0329 0,0358 0 ,0385 0,0409 0,0431 0,0452 0,0472 6,09
3,2 160000 0,0 165 0,0215 0 ,0247 0,0272 0,0293 0,0312 0 ,0328 0 ,0358 0,0385 0,0409 0 ,0431 0,0452 0,0472 6,28
3,3 165000 0,0164 0 ,0215 0,0247 0 ,0272 0,0293 0,03 11 0,0328 0,0358 0,0384 0,0409 0,0431 0 ,0452 0,0471 6,48
3,4 170000 0,0163 0,0214 0,0246 0,0271 0,0293 0,0311 0,0328 0,0358 0,0384 0,0408 0,0431 0,0452 0,0471 6,68
3,5 175000 0,0 162 0,02 14 0,0246 0,0271 0,0292 0,031 1 0,0328 0,0358 0,0384 0,0408 0,0431 0,0451 0,0471 6,87
VEL
FATORDEA1RITO-f
e (mm )
Diâmetro (mm)
• 75
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 22500 0,0251 0,0267 0,0282 0 ,0296 0,ü308 0 ,0320 0,0330 0,0351 0,0369 0,0386 0,0402 0,0418 0,0432 1,33
0,4 30000 0,0234 0,0253 0,0269 0,0284 0,0297 0,0309 0,0321 0,0342 0,0361 0,0379 0 ,0395 0 ,0411 0,0426 1,77
0,5 37500 0,0222 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,0303 0,0315 0,0336 0 ,0356 0,0374 0,0391 0 ,0407 0,0422 2,2 1
0,6 45000 0,0213 0 ,0236 0,0254 0,0271 0,0285 0,0298 0,0310 0 ,0333 0,0353 0,0371 0,0388 0,0404 0,04 19 2,65
0,7 52500 0 ,0206 0,0230 0,0250 0,0266 0,0281 0,0295 0,0307 0,0330 0,0350 0,0369 0,0386 0,0402 0 ,0417 3 ,09
0,8 60000 0,0200 0,0225 0,0246 0,0263 0,0278 0 ,0292 0,0305 0,0328 0,0348 0 ,0367 0,0384 0,0400 0,0416 3,53
0,9 67500 0,0195 0,0222 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,0303 0,0326 0,0347 0,0365 0,0383 0,0399 0,0415 3,98
1 75000 0,0191 0,0219 0 ,0240 0 ,0258 0,0274 0,0288 0,0301 0,0325 0,0345 0,0364 0,0382 0,0398 0,0414 4,42
1,1 82500 0 ,0187 0,0216 0 ,0238 0;0257 0,0273 0,0287 0,0300 0,0323 0,0344 0 ,0363 0,0381 0,0397 0,0413 4 ,86
1,2 90000 0,0184 0,0214 0 ,0236 0,0255 0,0271 0,0286 0,0299 0,0322 0,0343 0,0362 0,0380 0 ,0396 0 ,04 12 5,30
1,3 97500 0 ,0181 0,0212 0,0235 0.0254 0,0270 0,0285 0 ,0298 0,0321 0,0343 0,0362 0,0379 0,0396 0,04 11 5,74
1,4 105000 0,0178 0,02 10 0,0233 0,0253 0,0269 0,0284 0,0297 0,03 21 0,0342 0,0361 0,0379 0,0395 0,0411 6, 19
1,5 112500 0,0176 0,0208 0,0232 0,0252 0 .0268 0,0283 0,0296 0,0320 0 ,0341 0,0360 0,0378 0,0395 0 ,041 1 6,63
1,6 120000 0,0173 0,0207 0,023 1 0,0251 0,0267 0,0282 0,0296 0 ,0320 0,034 1 0,0360 0,0378 0 ,0394 0 ,04 10 7,07
1,7 127500 0,0171 0,0206 0,0230 0,0250 0,0267 0,0281 0,0295 0 ,0319 0,0340 0,0360 0,0377 0,0394 0 ,04 10 7 ,51
1,8 135000 0 ,0169 0,0204 0,0229 0,0249 0,0266 0,0281 0,0294 0,0319 0,0340 0,0359 0,0377 0,0394 0,0409 7,95
1,9 142500 0,0168 0,0203 0,0228 0,0248 0,0265 0,0280 0,0294 0,0318 0 ,0340 0,0359 0,0377 0,0393 0,0409 8,39
2 150000 0,0166 0,0202 0,0228 0,0248 0,0265 0,02 80 0,0294 0,0318 0,0339 0,0359 0 ,0376 0,0393 0 ,0409 8,84
2,1 157500 0,0164 0,0202 0,0227 0,0247 0,0264 0,0279 0,0293 0,0317 0,0339 0,0358 0,0376 0,0393 0,0409 9,28
2,2 165000 0 ,0 163 0,0201 0,0226 0,0247 0,0264 0,0279 0 ,0293 0,0317 0,03 39 0,0358 0,0376 0,0393 0,0409 9,72
2,3 172500 0,0162 0,0200 0,0226 0,0246 0,0264 0,0279 0,0292 0,0317 0,0338 0,0358 0,0376 0,0393 0,0408 10, 16
2,4 180000 0 ,0 160 0,0199 0,0225 0,0246 0,0263 0,0278 0,0292 0,0317 0,0338 0,0358 0 ,0376 0,0392 0,0408 10,60
2,5 187500 0,0159 0,0199 0,0225 0,0245 0 ,0263 0,0278 0,0292 0,0316 0,0338 0 ,0357 0 ,0375 0,0392 0,0408 11 ,04
2 ,6 195000 0,0158 0 ,0198 0,0224 0,0245 0 ,0263
0,0278 0,0292 0,0316 0,0338 0,0357 0,0375 0 ,0392 0,0408 11,49
2,7 202500 0,0157 0,0197 0,0224 0,0245 0,02620,0278 0,0291 0,0316 0,0337 0,0357 0 ,0375 0,0392 0,0408 11 ,93
2,8 210000 0,0156 0,0197 0 ,0224 0,0244 0 ,0262
0,0277 0,0291 0,0316 0 ,03 37 0,0357 0,0375 0,0392 0,0408 12 ,37
2,9 217500 0,0155 0 ,0196 0,0223 0,0244 0,0262
0,0277 0,0291 0,0316 0,0337 0 ,0357 0 ,0375 0 ,0392 0,0407 12,81
3 225000 0 ,0154 0,0196 0,0223 0,0244 0,0261 0,0277 0,0291 0,03 15 0,0337 0,0357 0,0375 0,0391 0,0407 13,25
3 ,1 232500 0,0 153 0,0 195 0,0223 0,0244 0,0261 0,0277 0,0291 0,0315 0,0337 0,0356 0,0374 0,0391 0,0407 13,70
3,2 240000 0,0152 0,0195 0,0222 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,0315 0,0337 0,0356 0,0374 0,039 1 0,0407 14,14
3,3 247500 0,0151 0 ,0195 0 ,0222 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,03 15 0,0337 0,0356 0,0374 0,0391 0,0407 14,58
3,4 255000 0,0150 0,0194 0,0222 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,0315 0,0336 0,0356 0,0374 0,0391 0,0407 15,02
3,5 262500 0,0150 0 ,0194 0 ,0221 0,0243 0,0260 0,0276 0 ,0290 0,0315 0,0336 0,0356 0,0374 0,0391 0,0407 15,46
TabelaAl B
VEL
(nJ/s) Rey 0 ,0015 0,05 0, 1 0,15
FATOR DE ATRITO - f

0,2
E (mm)
0,25 0,3 0,4 0,5 0,6
Diâmetro (mm)

0,7 0,8 0 ,9
• 100
VAZÃO
(Us)
0,3 30000 0,0234 0,0248 0,0261 0,0273 0,0284 0,0294 0,0303 0 ,0321 0,0337 0,0352 0,0366 0,0379 0,0391 2,36
0,4 40000 0,02 19 0,0235 0,0250 0,0262 0,0274 0 ,0285 0,0295 0,0313 0,0330 0,0345 0,0359 0,0373 0,0386 3,14
0,5 50000 O,ü208 0,0226 0,0242 0,0255 0,0268 0,0279 0,0289 O,ü308 0,0325 0,0341 0,0356 0,0369 0,0382 3,93
0,6 60000 0 ,0200 0,0220 0,0236 0,0250 0 ,0263 0,0275 0,0285 O,ü305 0,0322 0 ,0338 0,0353 0,0367 0 ,0380 4,71
0,7 70000 0,0 193 0,0214 0,0232 0,0247 0,0260 0,0272 0 ,0283 0,0302 0,0320 0 ,0336 0 ,0351 0,0365 0 ,0378 5,50
0 ,8 80000 0,0188 0,0210 0 ,0228 0,0244 0,0257 0,0269 0,0280 0 ,0300 0,0318 0,0334 0 ,0349 0,0363 0,0377 6,28
0 ,9 90000 0,0183 0,0207 0,0226 0,0241 0,0255 0 ,0267 0,0279 0,0299 0,0317 0,0333 0 ,0348 0,0362 0 ,0376 7,07
1 100000 0,0180 0 ,0204 0,0223 0,0239 0,0253 0 ,0266 0,0277 0,0298 0,03 16 0,0332 0 ,0347 0,0361 0,0375 7,85
1,1 110000 0 ,0176 0,0202 0,0221 0.0238 0,0252 0,0264 0,0276 0,0296 0,0315 0,033 1 0,0346 0,036 1 0,0374 8,64
1,2 120000 0,0173 0,0200 0,0220 0,0236 0,0251 0,0263 0,0275 0,0296 0,0314 0,0330 0,0346 0 ,0360 0,0373 9,42
1,3 130000 0,0170 0,0198 0,02 18 0 ,0235 0,0250 0,0262 0,0274 0 ,0295 0,0313 0,0330 0,0345 0,0359 0,0373 10 ,21
1,4 140000 0,0168 0 ,0 196 0 ,0217 0,0234 0,0249 0,0262 0,0273 0,0294 0 ,0313 0,0329 0,0345 0,0359 0,0372 11,00
1,5 150000 0,0166 0,0195 0,0216 0 ,0233 0,0248 0 ,0261 0,0273 0,0294 0,0312 0,0329 0,0344 0,0359 0,0372 11,78
1,6 160000 0,0164 0,0193 0,0215 0,0232 0,0247 0,0260 0,0272 0,0293 0,0312 0,0328 0,0344 0 ,0358 0,0372 12,57
1,7 170000 0,0162 0,0192 0 ,0214 0,0232 0,0246 0,0260 0,027 1 0,0293 0,0311 0,0328 0,0343 0,0358 0,037 1 13,35
1,8 180000 0 ,0160 0,0191 0,02 13 0,0231 0,0246 0,0259 0,0271 0,0292 0,03 11 0 ,0328 0,0343 0,0358 0 ,0371 14,14
1,9 190000 0,0158 0,0 190 0,02 13 0,0230 0,0245 0,0259 0,0271 0,0292 0 ,0310 0,0327 0,0343 0 ,0357 0,0371 14,92
2 200000 0,0157 0,0 189 0,0212 0.0230 0,0245 0,0258 0,0270 0 ,0291 0,0310 0,0327
0,0343 0 ,0357 0,0371 15,71
2, 1 210000 0,0155 0,0189 0,0211 0,0229 0,0244 0,0258 0,0270 0,0291 0,0310 0 ,0327 0,0342 0,0357 0,0370 16,49
2 ,2 220000 0,0154 0,0188 0,0211 0,0229 0,0244 0 ,0257 0,0270 0,0291 0,0310 0,0327 0,0342 0,0357 0,0370 17,28
2,3 230000 0,0153 0,0187 0,02 10 0,0228 0,0244 0,0257 0,0269 0,029 1 0,0309 0,0326 0,0342 0,0356 0,0370 18,06
2,4 240000 0,0151 0,0186 0,0210 0,0228 0,0243 0 ,0257 0,0269 0,0290 0,0309 0,0326 0 ,0342 0,0356 0,0370 18,85
2 ,5 250000 0,0150 0,0186 0,0209 0,0228 0,0243 0,0257 0,0269 0,0290 0,0309 0,0326 0,0342 0 ,0356 0 ,0370 19,63
2,6 260000 0,0149 0,0185 0,0209 0,0227 0,0243 0,0256 0 ,0268 0,0290 0 ,0309 0,0326 0,0341 0,0356 0,0370 20,42
2,7 270000 0 ,0 148 0,0185 0,0208 0,0227 0,0242 0,0256 0,0268 0,0290 0,0309 0 ,0326 0,0341 0,0356 0,0370 21.2 1
2,8 280000 0,0147 0 ,0184 0,0208 0,0227 0,0242 0,0256 0,0268 0,0290 0,0308 0,0326 0 ,034 1 0,0356 0,0369 21 ,99
2,9 290000 0,0146 0,0184 0,0208 0,0226 0,0242 0,0256 0,0268 0 ,0289 0,0308 0 ,0325 0,0341 0,0356 0,0369 22,78
3 300000 0,0145 0 ,0183 0 ,0207 0,0226 0.0242 0,0255 0,0268 0,0289 O,ü308 0,0325 0,0341 0 ,0356 0,0369 23,56
3,1 310000 0,0 145 0,0183 0,0207 0,0226 0,0241 0,0255 0,0267 0,0289 0,0308 0,0325 0,0341 0,0355 0,0369 24,35
3,2 320000 0,0144 0,0182 0,0207 0,0226 0 ,0241 0 ,0255 0,0267 0 ,0289 0,0308 0,0325 0,0341 0,0355 0,0369 25 ,13
3,3 330000 0,0143 0,0182 0,0207 0,0225 0,0241 0,0255 0,0267 0,0289 O,ü308 0,0325 0,0341 0,0355 0,0369 25,92
3,4 340000 0,0142 0,0182 0,0206 0,0225 0,024 1 0,0255 0,0267 0,0289 0,0308 0,0325 0,0341 0,0355 0,0369 26 ,70
3 ,5 350000 0,0 142 0 ,0181 o',0206 0,0225 0,0241 0,0255 0,0267 0,0289 0,0308 0 ,0325 0,0340 0,0355 0,0369 27,49
VEL
FATOR DE A TRITO - f
E (mm )
D iâmetro (mm)
• 125
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 o.os 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 37500 0 ,0222 0,0235 0,0247 0,0257 0,0267 0,0276 0,0285 0,0300 0,03 15 0,0328 0,0341 0,0352 0,0363 3,68
0,4 50000 0,0208 0,0223 0,0236 0,0247 0,0258 0,0268 0,0277 0,0293 O,Q308 0,0322 0,0335 0,0347 0,0358 4,91
0 ,5 62500 0,0198 0,02 14 0,0229 0,0241 0,0252 0,0262 0,0272 0,0289 0,0304 0,0318 0,0331 0,0344 0,0355 6,14
0,6 75000 0,0190 0,0208 0,0223 0,0236 0,0248 0,0258 0 ,0268 0,0286 0,0301 0,0316 0,0329 0,034 1 0,0353 7,36
0,7 87500 0 ,0 184 0,0204 0,02 19 0,0233 0,0245 0,0256 0,0265 0,0283 0,0299 0,03 14 0,0327 0,0340 0,0351 8.59
0,8 100000 0,0179 0,0200 0,0216 0,0230 0,0_242 0,0253 0,0263 0,0281 0,0298 0,03 12 0,0326 0,0338 0,0350 9,82
0,9 112500 0 ,0175 0,0197 0,0214 0,0228 0,0240 0,0252 0,0262 0,0280 0,0296 0,0311 0,0325 0,0337 0,0349 11 ,04
1 125000 0,0171 0,0194 0,0212 0,0226 0,0239 0,0250 0,0260 0,0279 0,0295 0,0310 0,0324 0,0336 0,0348 12,27
1,1 137500 0,0168 0,0192 0,02 10 0,0225 0,0237 0,0249 0,0259 0,0278 0,0294 0,0309 0,0323 0,0336 0,0348 13,50
1,2 150000 0,0165 0,0190 0,0208 0,0223 0,0236 0,0248 0,0258 0,0277 0,0294 0,0309 0,0322 0,0335 0,0347 14,73
1,3 162500 0,0163 0 ,0188 0,0207 0,0222 0,0235 0.0247 0,0258 0,0276 0,0293 0,0308 0,0322 0,0335 0,0347 15,95
1,4 175000 0,0160 0,0186 0,0206 0,0221 0,0234 0,0246 0,0257 0,0276 0,0292 0,0307 0,0321 0,0334 0,0346 17,18
1,5 187500 0,0158 0,0185 0,0205 0,0220 0,0234 0,0245 0,0256 0,0275 0 ,0292 0,0307 0,0321 0 ,033 4 0,0346 18,41
1,6 200000 0,0 156 0,0184 0,0204 0,0219 0,0233 0,0245 0,0256 0,0275 0,0291 0,0307 0,0320 0,0333 0,0346 19,63
1,7 2 12500 0 ,0 155 0,0183 0,0203 0,02 19 0,0232 0,0244 0,0255 0,0274 0,0291 0,0306 0,0320 0,0333 0,0345 20,86
1,8 225000 0 ,0153 0,0 182 0,0202 0,0218 0,0232 0,0244 0,0255 0,0274 0,0291 0,0306 0,0320 0,0333 0,0345 22,09
1,9 237500 0,0151 O.OI 81 O,Q20 1 0,0218 0,0231 0,0243 0 ,0254 0,0274 0,0290 0,0306 0,0320 0,0333 0,0345 23,32
2 250000 0,0150 0,0180 0,0201 0,0217 0,0231 0,0243 0,0254 0,0273 0,0290 O,Q305 0,0319 0,0332 0,0345 24,54
2,1 262500 0,0149 0,0179 0,0200 0,0217 0,0230 0,0243 0,0254 0,0273 0,0290 0 ,0305 0,03 19 0,0332 0,0344 25,77
2.2 275000 0,0147 0,0179 0 ,0200 0,0216 0,0230 0,0242. 0.0253 0,0273 0,0290 O,ü305 0,0319 0,0332 0,0344 27,00
2,3 287500 0 ,0 146 0,0178 0,0199 0,02 16 0,0230 0,0242 0,0253 0,0272 0,0289 0,0305 0,0319 0,0332 0,0344 28,23
2,4 300000 0,0145 0,0177 0,0199 0,0215 0,0229 0,0242 0,0253 0,0272 0,0289 0,0305 0,0319 0,0332 0,0344 29,45
2,5 312500 0,0 144 0,0177 0,0 198 0,0215 0,0229 0,0241 0,0253 0,0272 0,0289 0,0304 0,0318 0,0332 0,0344 30,68
2,6 325000 0,0 143 0,0 176 0,0 198 0,02 15 0,0229 0,0241 0,0252 0,0272 0,0289 0,0304 0,0318 0,033 1 0,0344 31,91
2,7 337500 0,0142 0 ,0176 0,0198 0,02 14 0,0229 0,024 1 0,0252 0,0272 0,0289 0,0304 0,0318 0,0331 0,0344 33,13
2,8 350000 0 ,014 1 0,0175 0.0197 0 ,0214 0,0228 0 ,024 1 0,0252 0,027 1 0,0289 0,0304 0,0318 0,0331 0,0343 34,36
2,9 362500 0,0 140 0.0175 0,0197 0,0214 0,0228 0 ,024 1 0,0252 0,0271 0,0288 0,0304 0,0318 0,0331 0,0343 35,59
3 375000 0,0140 0,0 174 0,0197 0,0214 0,0228 0,0240 0,0252 0,027 1 0,0288 0,0304 0,03 18 0 ,033 1 0,0343 36,82
3, 1 387500 0,0139 0,0174 0,0196 0,0213 0,0228 0,0240 0,0251 0,027 1 0,0288 0,0304 0,0318 0,033 1 0,0343 38,04
3,2 400000 0,0138 0,0174 0,0 196 0,0213 0,0228 0,0240 0,025 1 0,0271 0,0288 0,0304 0,0318 0,0331 0,0343 39,27
3,3 412500 0,0137 0,0173 0,0 196 0,02 13 0,0227 0,0240 0,0251 0,0271 0,0288 0,0303 0,03 18 0,0331 0,0343 40,50
3,4 425000 0,0 137 0,0 173 0,0196 0,0213 0 ,0227 0,0240 0,0251 0,027 1 0,0288 0,0303 0,0317 0,0331 0,0343 4 1,72
3,5 437500 0,0 136 0 ,0173 0,0195 0,02 13 0,0227 0,0240 0,025 1 0,0271 0,0288 0,0303 0,0317 0,03 3 1 0,0343 42,95
TabelaA1 B
VEL
FATORDE ATRITO - f
e (mm )
D iâmetro (mm)

VAZÃO
150

(rn/s) Re y 0,0015 0 ,05 0, 1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0 ,8 0 ,9 (L/s)

0 ,3 4 5000 0,0213 0,0225 0,0236 0,0245 0,0254 0,0263 0 ,027 1 0,0285 0,0298 0,03 10 0 ,0322 0,0333 0,0343 5,30
0 ,4 60000 0,0200 0,0213 0,0225 0,0236 0,0246 0,0255 0,0263 0 ,0278 0,0292 0,ü305 0,03 17 0,0328 0 ,0338 7 ,07
0,5 75000 0,0190 0 ,0206 0,0219 0,0230 0 ,0240 0,0250 0,0258 0,0274 0,0288 0.ü30 I 0 ,0313 0,0325 0 ,0335 8,84
0,6 90000 o.o 183 0,0200 0,0214 0,0226 0,0236 0,0246 0,0255 0,0271 0 ,0286 0,0299 0 ,0311 0,0322 0,0333 10,60
0,7 105000 0,0177 0,0195 0,0210 0,0222 0,0233 0,0243 0,0253 0,0269 0,0284 0,0297 0 ,0309 0 ,0321 0,0332 12,37
0,8 120000 0,0 173 0,0192 0,0207 0,0220 0,0231 0,0241 0 ,0251 0,0267 0 ,0282 0,0296 0,0308 0,0320 0,0330 14, 14
0,9 135000 0,0 169 0,0 189 0,0204 0,0218 0,0229 0 ,0240 0,0249 0,0266 0 ,0281 0,0294 0 ,0307 0,03 19 0,0330 15,90
1 150000 0,0 165 0 ,0186 0,0202 0,0216 0,0228 0,0238 0,0248 0,0265 0,0280 0,0294 0,0306 0,03 18 0,03 29 17,67
1,1 165000 0 ,01 62 0 ,0 184 0,0201 0,02 15 0,0226 0,0237 0,0247 0,0264 0,027 9 0,0293 0,ó305 0,03 17 0,0328 19,44
1,2 180000 0,0 159 0,0 182 0,01 99 0 ,0213 0 ,0225 0,0236 0,0246 0,0263 0,0278 0,0292 0,ü305 0,0317 0,0328 21,21
1,3 195000 0,0157 0 ,0 180 0,0198 0,02 12 0,0224 0,0235 0,0245 0,0263 0,0278 0,0292 0,0304 0,0316 0,0327 22,97
1,4 210000 0,0 155 0,0179 0,0197 0,02 11 0,0224 0,0235 0,0244 0,0262 0,0277 0,029 1 0 ,0304 0,0316 0,0327 24,74
1,5 225000 0,0153 0,0178 0,0196 0,02 10 0,0223 0,0234 0,0244 0,0261 0,0277 0,029 1 0 ,0303 0,03 15 0 ,0326 26,5 1
1,6 240000 0,015 1 0 ,0 177 0,0 195 0,02 10 0,0222 0,0233 0,0243 0,0261 0,0276 0,0290 0,0303 0,03 15 0,0326 28 ,27
1,7 255000 0,0 149 0,0176 0,0194 0,0209 0,0222 0,0233 0,0243 0,026 1 0,0276 0,0290 0,0303 0,03 15 0,0326 30,04
1,8 270000 0 ,0 148 0 ,0 175 0,0 193 0,0208 0,0221 0,0232 0,0242 0,0260 0,0276 0,0290 0,0303 0,0315 0 ,0326 3 1,8 1
1,9 285000 0,0146 0,0 174 0,0 193 0,0208 0,022 1 0,0232 0,0242 0,0260 0,0275 0 ,0290 0 ,0302 0,0314 0,03 25 33,58
2 300000 o.o145 0,0173 0,0192 0,0207 0,0220 0 ,0232 0,0242 0,0260 0,0275 0,0289 0,0302 0,03 14 0,0325 35,34
2, 1 3 15000 0 ,0 144 0,0172 0,0192 0,0207 0,0220 0,023 1 0,0241 0,0259 0,0275 0,0289 0,0302 0,03 14 0,0325 37, 11
2,2 330000 0 ,01 4 2 0 ,0 172 0,0 191 0,0207 0 ,0220 0 ,023 1 0,024 1 0,0259 0,0275 0,0289 0,0302 0,0314 0 ,0325 38,88
2,3 345000 0,01 41 0 ,0 171 0,0191 0,0206 0 ,0219 0,0231 0,0241 0,0259 0,0275 0,0289 0,0302 0 ,0314 0,0325 40,64
2,4 360000 0,01 40 0,0170 0,0190 0,0206 0,02 19 0,0230 0 ,0241 0,0259 0,0274 0,0289 0,ü30 1 0 ,03 13 0,0325 42,41
2,5 375000 0,0139 0,0170 0,0 190 0,0206 0 ,02 19 0,0230 0,0240 0,0258 0,0274 0,0288 0,ü30I 0,03 13 0,0325 44,18
2,6 390000 0,0 138 0,0 169 0,01 90 0,0205 0,02 18 0,0230 0.0240 0,0258 0 ,0274 0,0288 0 ,0301 0,0313 0,0324 45,95
2 ,7 405000 0 ,0 137 0,0 169 0,0J 89 0,0205 0,02 18 0,0230 0,0240 0,0258 0,0274 0,0288 0 ,0301 0,0313 0,0324 47,71
2,8 420000 0 ,0137 0,0 168 0,0189 0,ü205 0,0218 0,0229 0,0240 0 ,0258 0,0274 0,0288 0,030 1 0,0313 0,0324 49,48
2,9 435000 0,0 136 0,0 168 0,0 189 0,0204 0,02 18 0,0229 0,0240 0,0258 0,0274 0,0288 0 ,0301 0,0313 0,0324 5 1,25
3 450000 0,0135 0,0167 0,0188 0,0204 0,02 18 0,0229 0,0239 0,0258 0,0274 0,0288 0,0301 0,03 13 0,0324 53,01
3,1 465000 0,0 134 0,0167 0,0188 0,0204 0,0217 0 ,0229 0,0239 0,0258 0,0273 0,0288 0,030 1 0,0313 0,0324 54,78
3,2 480000 0,0 133 0 ,0 167 0,0 188 0,0204 0,0217 0,0229 0 ,0239 0,0257 0,0273 0,0288 0,ü30I 0,0313 0,0324 56,55
3,3 495000 0 ,0133 0,0 166 0,0188 0,0204 0,02 17 0,0229 0,0239 0,0257 0,0273 0,0287 0.0300 0 ,0312 0 ,0324 58,32
3,4 510000 0,0132 0,0 16 6 0 ,0 187 0,0203 0,0217 0,0228 0,0239 0,0257 0,0273 0,0287 0,0300 0,03 12 0 ,0324 60,08
3,5 525000 0,0 131 0 ,0 166 0 ,0 187 0,0203 0,0217 0,0228 0,0239 0,0257 0,0273 0,0287 0,0300 0,0312 0,0324 61 ,85
VEL
FATORDEATRITO - f
E (mm )
Diâmetro (mm)
• 200
VAZÃO
(m/s) Rey 0 ,00 15 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 ,9 (Us )

0,3 60000 0 ,0200 0,02 10 0 ,0220 0,0228 0,0236 0,0244 0,0250 0,0263 0,0275 0,0285 0,0295 O,ü305 0 ,03 14 9,42
0,4 80000 0,0 188 0,0200 0,02 10 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 0,0257 0,0269 0,0280 0,0291 0,0300 0 ,03 09 12,57
0,5 100000 0,0 179 0,0 193 0,0204 0,02 14 0,0223 0,0232 0,0239 0,0253 0 ,0266 0,0277 0,0288 0,0298 0 ,0307 15 ,71
0,6 120000 0,0173 0,0 187 0,0200 0 ,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0251 0,0263 0 ,0275 0,0286 0,0296 0,0305 18 ,85
0,7 140000 0,0167 0,0183 0 ,0196 0 ,0207 0,0217 0 ,0226 0,0234 0 ,0249 0,0262 0,0273 0,0284 0,0294 0,0304 21 ,99
0,8 160000 0,0163 0,0180 0,0 193 0,0205 0,0215 0,0224 0,0232 0,0247 0,0260 0,0272 0,0283 0,0293 0,0303 25 ,13
0,9 180000 0,0 159 0,0177 0,0 191 0,0203 0,0213 0,0223 0 ,023 1 0 ,0246 0,0259 0,027 1 0,0282 0,0292 0,0302 28,27
1 200000 0,0 156 0,0 175 0,0189 0,0201 0 ,02 12 0,0221 0,0230 0,0245 0,0258 0,0270 0,0281 0,0291 0,0301 31,42
1,1 220000 0,0153 0,01 73 0,0188 0,0200 0,02 11 0,0220 0,0229 0,0244 0,0257 0,0270 0,028 1 0,0291 0 ,0301 34,56
1,2 240000 0,015 1 0,0171 0,0186 0,0 199 0,0210 0,0219 0,0228 0,0243 0,0257 0,0269 0 ,0280 0,0290 0,0300 37,70
1,3 260000 0 ,0148 0,0169 0,0 185 0,0 198 0 ,0209 0 ,021 9 0,0227 0,0243 0,0256 0,0268 0 ,0280 0,0290 0,0300 40,84
1,4 280000 0 ,0 146 0,0168 0,0 184 0,0197 0,0208 0,0218 0 ,0227 0,0242 0,0256 0,0268 0,0279 0,0290 0 ,0299 43,98
1,5 300000 0,0 145 0,0 167 0 ,0183 0,0196 0,0207 0,0217 0,0226 0,0242 0,0255 0,0268 0,0279 0,0289 0 ,0299 47 ,12
1,6 320000 0,0143 0,0 166 0,0182 0,0 196 0,0207 0,0217 0,0226 0,0241 0,0255 0,0267 0 ,0279 0 ,0289 0 ,0299 50,27
1,7 340000 0,014 1 0,0165 0 ,0182 0 ,0 195 0,0206 0,0216 0,0225 0 ,0241 0,0255 0,0267 0,0278 0,0289 0,0299 53 ,4 1
1,8 360000 0,0140 0,0164 0,0181 0,0195 0,0206 0,0216 0,0225 0,024 1 0,0254 0 ,0267 0,0278 0,0289 0,0298 56,55
1,9 380000 0 ,0 139 0,0163 0,0 180 0,0194 O,ü205 0,02 15 0 ,0224 0,0240 0 ,0254 0,0267 0,0278 0,0288 0,0298 59,69
2 400000 0,0137 0,0163 0,0180 0,0194 O,ü205 0,0215 0,0224 0,0240 0,0254 0,0266 0,0278 0 ,0288 0 ,0298 62,83
2,1 420000 0,0 136 0,0162 0,0179 0,0 193 0,0205 0,0215 0,0224 0 ,0240 0,0254 0 ,0266 0,0277 0,0288 0,0298 65,97
2,2 440000 0,0135 0,0161 0,0179 0,0193 0 ,0204 0,02 15 0 ,0224 0,0240 0 ,0253 0,0266 0,0277 0,0288 0,0298 69,12
2,3 460000 0,0 134 0,016 1 0 ,0 179 0,0192 0,0204 0,02 14 0 ,0223 0,0239 0,0253 0,0266 0 ,0277 0 ,0288 0,0297 72,26
2,4 480000 0,0133 0,0 160 0,0178 0,0192 0,0204 0,0214 0,0223 0,0239 0,0253 0,0266 0,0277 0,0288 0,0297 75,40
2,5 500000 0,0132 0,0160 0,0178 0,0 192 0,0204 0,0214 0,0223 0,0239 0 ,0253 0,0265 0 ,0277 0,0287 0 ,0297 78,54
2,6 520000 0,013 1 0,0159 0,0177 0,0192 0,0203 0,02 14 0,0223 0,0239 0,0253 0,0265 0 ,0277 0 ,0287 0,0297 81 ,68
2,7 540000 0,0130 0,0159 0 ,0177 0,0191 0,0203 0,0213 0,0223 0,0239 0,0253 0,0265 0,0277 0,0287 0,0297 84,82
2,8 560000 0,0130 0,0 158 0,0 177 0,0 191 0,0203 0,02 13 0,0222 0 ,0239 0,0253 0,0265 0,0277 0,0287 0,0297 87,96
2,9 580 000 0,0129 0,0158 0,0 177 0,019 1 0,0203 0,02 13 0,0222 0,0238 0,0252 0,0265 0,0276 0,0287 0,0297 91, 11
3 600000 0,0 128 0 ,0158 0,0 176 0,0 19 l 0,0203 0,02 13 0,0222 0,0238 0,0252 0,0265 0,0276 0,0287 0,0297 94,25
3, 1 620000 0,0127 0 ,0 157 0,0176 0,0 190 0,0202 0,0213 0,0222 0 ,0238 0,0252 0,0265 0,0276 0,0287 0,0297 97 ,39
3,2 640000 0,0127 0,0157 0,0 176 0,0190 0,0202 0,02 13 0,0222 0,0238 0,0252 0,0265 0,0276 0,0287 0,0297 100,53
3,3 660000 0,0126 0 ,0157 0,01 76 0,0 190 0,0202 0,0212 0,0222 0,0238 0,0252 0,0265 0,0276 0,0287 0,0297 103,67
3,4 680000 0,0125 0 ,0 156 0,0175 0,0190 0,0202 0 ,0212 0,0222 0,0238 0 ,0252 0 ,0265 0,0276 0 ,0287 0,0297 106,8 1
3,5 700000 0 ,0125 0,0156 0,0 175 0 ,0190 0 ,0202 0 ,02 12 0 ,022 1 0,0238 0 ,0252 0,0264 0,0276 0,0287 0,0296 109,96
TWelaA1 B
VEL
(m/s)

0 .3
Rey 0,0015 0,05 0,1 0,15
FATOR DE ATRITO- f

0,2
E (mm)
0,25 0,3 0,4 0,5 0,6
Diâmetro (mm)

0,7 0,8 0,9

75000 0,0190 0,0200 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 0,0236 0,0248 0,0258 0,0268 0,0277 0,0286 0,0294 14,73
·~ 250
VAZÃO
(Us)

0,4 100000 0,0179 0,0190 0 ,0200 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 0,0242 0,0253 0,0263 0,0273 0,0281 0,0290 19,63
0,5 12500 0 0,017 1 0,0183 0 ,0194 0,0203 0,0212 0,0219 0,0226 0,0239 0,0250 0,0260 0,0270 0,0279 0,0287 24,54
0,6 150000 0,0165 0,0178 0,0190 0,0199 0,0208 0,0216 0,0223 0,0236 0,0248 0,0258 0,0268 0,0277 0,0286 29,45
0,7 175000 0,0160 0,0174 0,0186 0,0197 0,0206 0,02 14 0,0221 0,0234 0,0246 0,0257 0,0267 0,0276 0,0284 34,36
0,8 200000 0,0156 0,0171 0 ,0184 0,0194 0 ,0204 0,02 12 0,0219 0,0233 0,0245 0,0256 0,0266 0,0275 0,0283 39,27
0.9 225000 0,0152 0,0169 0,0 182 0,0193 0 ,0202 0,0210 0,0218 0,0232 0,0244 0,0255 0,0265 0,0274 0,0283 44,18
1 250000 0,0149 0,0167 0,0 180 0,019 1 0 ,0201 0,0209 0,0217 0,0231 0,0243 0,0254 0,0264 0,0273 0,0282 49,09
1,1 275000 0 ,0147 0,0165 0,0179 0,0190 0,0200 0,0208 0,0216 0,0230 0,0242 0,0253 0,0263 0,0273 0,0281 54,00
1,2 300000 0,0144 0,0163 0,0177 0,0189 0,0199 0,0207 0,02 15 0,0229 0,0242 0,0253 0,0263 0,0272 0,0281 58,90
1,3 325000 0,0142 0,0162 0,0176 0,0 188 0,0198 0.0207 0,0215 0,0229 0.0241 0,0252 0,0262 0,0272 0,0281 63,8 1
1,4 350000 0,0 140 0,0160 0,0175 0,0187 0,0197 0,0206 0,0214 0,0228 0,0241 0,0252 0,0262 0,0271 0,0280 68,72
1,5 375000 0,0139 0,0159 0 ,0174 0,0186 0,0197 0,0206 0,0214 0,0228 0,0240 0,0252 0,0262 0,0271 0,0280 73,63
1,6 400000 0,0137 0,0158 0,0174 0,0186 0,0196 0,0205 0,0213 0,0228 0,0240 0,0251 0,0261 0,0271 0,0280 78,54
1,7 425000 0,0 136 0,0157 0,0173 0,0185 0,0196 0,0205 0 ,02 13 0,0227 0,0240 0,025 1 0,0261 0,0271 0,0280 83,45
1,8 450000 0,0134 0,0 157 0,0 172 0,0 185 0,0195 0,0204 0 ,02 12 0,0227 0,0239 0,0251 0,0261 0,0270 0,0279 88,36
1,9 475000 0,0 133 0,0156 0,0172 0,0 184 0,0 195 0,0204 0,02 12 0,0227 0 ,0239 0,025 1 0,0261 0,0270 0,0279 93,27
2 500000 0,0132 0,0155 0,0171 0,0 184 0,0194 0,0204 0,021 2 0,0226 0,0239 0,0250 0 ,0261 0,0270 0,0279 98,17
2,1 525000 0,0131 0,0154 0,0171 0,0183 0 ,0 194 0,0203 0,02 12 0,0226 0,0239 0,0250 0,0260 0,0270 0,0279 103,08
2,2 550000 0,0130 0,0154 0 ,0170 0,0 183 0,0194 0,0203 0,0211 0,0226 0,0239 0,0250 0,0260 0,0270 0,0279 107,99
2,3 575000 0,0129 0,0153 0,0170 0,0 183 0 ,0 193 0,0203 0 ,0211 0,0226 0,0238 0,0250 0,0260 0,0270 0,0279 112,90
2,4 600000 0,0128 0,0153 0,0169 0,0 182 0,0193 0,0203 0,0211 0,0226 0,0238 0,0250 0,0260 0,0270 0,0279 117,81
2,5 625000 0,0 127 0,0152 0,0169 0,0182 0,0193 0,0202 0,021 1 0,0225 0,0238 0,0250 0,0260 0,0269 0,0278 122,72
2,6 650000 0,0126 0 ,0152 0,0 169 0,0182 0,0193 0,0202 0,0211 0,0225 0,0238 0,0249 0 ,0260 0,0269 0,0278 127,63
2,7 675000 0,0125 0,0 151 0,0 169 0,0182 0 ,0 192 0,0202 0,02 10 0,0225 0,0238 0,0249 0,0260 0,0269 0,0278 132,54
2,8 700000 0 ,0 125 0,0151 0,0168 0,0181 0,0192 0,0202 0,0210 0,0225 0,0238 0,0249 0,0260 0,0269 0,0278 137,44
2,9 725000 0,0124 0 ,015 1 0,0168 0,0181 0,0192 0,0202 0,0210 0,0225 0,0238 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 142,35
3 750000 0,0123 0 ,0150 0,0168 0,0 181 0,0192 0 ,0201 0,0210 0,0225 0,0238 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 147,26
3, 1 775000 0,0122 0,0150 0,0167 0,0181 0,0192 0 ,0201 0,02 10 0,0225 0,0237 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 152,17
3,2 800000 0,0122 0,0150 0,0167 0,0181 0,0 192 0,0201 0,0210 0,0225 0 ,02 37 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 157,08
3,3 825000 0,0 12 1 0,01 49 0 ,0167 0,0180 0,0191 0,0201 0,0210 0,0224 0,0237 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 161,99
3,4 850000 0,0121 0,0149 0,0167 0,0180 0 ,0191 0 ,0201 0,0209 0,0224 0,0237 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 166,90
3,5 875000 0,0120 0,0149 0,0167 0,0180 0,0 191 0,0201 0,0209 0,0224 0,0237 0,0249 0,0259 0,0269 0,0278 171,81
VEL
FATORDEATRITO-f
E (mm )
Diâmetro (mm)
• 300
VAZÃO
(m/s) Rcy 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (U s)

0,3 90000 0,0183 0,0192 0,0200 0,0207 0,0214 0,0220 0,0226 0,0236 0,0246 0,0255 0,0263 0,0271 0,0279 21 ,2 1
0,4 120000 0,0 172 0,0183 0,0192 0,0200 0,0207 0,0214 0,0220 0,0231 0,0241 0,0251 0,0259 0,0267 0,0275 28,27
0,5 150000 0,0165 0,0176 0,0186 0 ,0 195 0,0202 0,0210 0,0216 0,0228 0,0238 0,0248 0,0257 0,0265 0,0273 35,34
0,6 180000 0,0159 0,0171 0,0182 0,0191 0,0199 0,0207 0,02 13 0,0225 0,0236 0,0246 0,0255 0,0263 0,0271 42,4 1
0,7 2 10000 0,0154 0,0168 0,0179 0,0189 0,0197 0,0204 0,02 11 0,0224 0,0235 0,0244 0,02_53 0,0262 0,0270 49,48
0,8 240000 0,0150 0,0165 0,0177 0,0186 0,0195 0,0203 0,02 10 0,0222 0,0233 0,0243 0,0252 0,0261 0,0269 56,55
0,9 270000 0,0147 0,0162 0,0175 0,0185 0,0193 0 ,0201 O,Q208 0,0221 0,0232 0,0242 0,0252 0,0260 0,0268 63,62
1 300000 0,0144 0,0160 0,0173 0,0183 0,0192 0,0200 0,0207 0,0220 0,0232 0,0242 0,0251 0,0260 0,0268 70,69
1,1 330000 0,0142 0,0159 0,0172 0,0 182 0,0191 0,01 99 0,0207 0,0220 0,0231 0,0241 0,0250 0,0259 0,0267 77,75
1,2 360000 0,0140 0,0157 0,0170 0,0181 0,0190 0,0 198 0 ,0206 0,0219 0,0230 0,0241 0,0250 0,0259 0,0267 84,82
1,3 390000 0,0138 0,0156 0,0169 0 ,0180 0,0190 0,0198 O,Q205 0,0218 0,0230 0,0240 0,0250 0,0258 0,0266 91,89
1,4 420000 0,0136 0,0155 0,0168 0,0179 0,0189 0,0197 O,ü205 0,0218 0,0229 0,0240 0,0249 0,0258 0 ,0266 98,96
I ,5 450000 0,0134 0,0153 0,0167 0,0179 0,0188 0,0197 0,0204 0,0218 0,0229 0,0239 0,0249 0,0258 0 .0266 106,03
1,6 480000 0.0133 0,0152 0,0167 0,0178 0,0188 0,0196 0,0204 0,0217 0,0229 0,0239 0,0249 0,0257 0,0266 113, 10
1,7 510000 0,0131 O.OI 52 0,0 166 0,0178 0,0187 0,0196 0,0203 0,02 17 0,0228 0,0239 0,0248 0,0257 0,0265 120, 17
1,8 540000 0,0 130 0,015 1 0,0 166 0,0177 0,0187 0,0195 0,0203 0,02 17 0,0228 0,0239 0,0248 0,0257 0,0265 127,23
1,9 570000 0,0129 0,0150 0,0165 0,0177 0,0186 0,0195 0,0203 0,02 16 0,0228 0,0238 0,0248 0,0257 0,0265 134,30
2 600000 0,0128 0,0149 0,0164 0,0 176 0,0186 0,0 195 0,0203 0,0216 0,0228 0,0238 0,0248 0,0257 0,0265 141 ,37
2,1 630000 0 ,0 127 0,0149 0,0164 0,0176 0,0186 0,0194 0,0202 0,0216 0,0228 0,0238 0,0248 0,0257 0,0265 148,44
2,2 660000 0,0126 0,0148 0,0164 0,0176 0 ,0186 0,0194 0,0202 0,0216 0,0227 0,0238 0,0248 0,0256 0,0265 155,51
2,3 690000 0,0125 0,0148 0,0163 0,0175 0,0185 0,0194 0,0202 0,0215 0,0227 0,0238 0,0247 0.0256 0,0265 162,58
2,4 720000 0,0124 0,0147 0,0163 0,0175 0,0185 0,0194 0,0202 0,0215 0,0227 0,0238 0,0247 0,0256 0,0264 169,65
2,5 750000 0,0123 0,0147 0,0163 0,0175 0,0185 0,0194 0,0201 0,0215 0,0227 0,0238 0,0247 0,0256 0,0264 176,7 1
2,6 780000 0,0122 0,0146 0,0162 0 ,0174 0,0185 0,0193 0,0201 0,0215 0,0227 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 183,78
2,7 810000 0 ,0121 0 ,0 146 0,0162 0,0174 0,0184 0,0193 0,0201 0,0215 0,0227 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 190,85
2,8 840000 0,0 121 0,0146 0,0162 0,0 174 0,0184 0,0193 0,0201 0,0215 0,0227 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 197,92
2,9 870000 0,0120 0,0145 0 ,0161 0,0174 0,0184 0,0193 0,0201 0,0215 0,0227 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 204,99
3 900000 0 ,0119 0,0145 0,0161 0,0174 0,0184 0,0193 0,0201 0,0214 0,0226 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 212,06
3, 1 930000 0,0119 0,0 145 0,0161 0,0173 0,0184 0,0193 0,0201 0,0214 0,0226 0,0237 0,0247 0,0256 0,0264 219,13
3,2 960000 0,0118 0,0144 0,016 1 0,0173 0,0184 0,0192 0,0200 0,0214 0,0226 0,0237 0 ,0247 0,0255 0,0264 226,19
3,3 990000 0,0 11 8 0,0144 0,0161 0,0173 0,0183 0,0192 0,0200 0,0214 0,0226 0,0237 0,0247 0 ,0255 0,0264 233,26
3,4 1020000 0,0117 0,0144 0,0160 0,0173 0,0183 0,0192 0,0200 0,0214 0,0226 0,0237 0,0246 0,0255 0,0264 240,33
3,5 1050000 0,0116 0,0143 0,0160 0,0173 0,0183 0,0192 0,0200 0,0214 0,0226 0,0237 0,0246 0,0255 0,0264 247,40
TabalaA1 B
VEL
FA TORDE ATRITO-f
e (mm )
Diâmetro (mm)
• 350
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 105000 0,0 177 0 ,0185 0,0193 0,0200 0,0206 0,0212 0,02 17 0 ,0227 0,0236 0,0245 0,0253 0,0260 0,0267 28,86
0,4 140000 0,0 167 0 ,0177 0,0185 0,0 193 0,0200 0,0206 0,02 12 0,0222 0,0232 0 ,024 1 0,0249 0 .0256 0.0263 38,48
0,5 175000 0,0 160 0,0171 0 ,0180 0,0188 0,0195 0 ,0202 0,0208 0,0219 0,0229 0,0238 0 ,0246 0 ,0254 0,0261 48,11
0,6 210000 0,0 154 0 ,0166 0,0176 0,0185 0 ,0192 0,0 199 0,0205 0 ,0217 0,0227 0 ,0236 0 ,0244 0,0252 0,0260 57,73
0,7 245000 0,0150 0,0163 0,0173 0,0182 0 ,0 190 0,0197 0 ,0204 0,0215 0,0225 0,0235 0 ,0243 0,0251 0,0258 67,35
0,8 280000 0,0146 0 ,0 160 0,0171 0,0180 0,0188 0,0195 0,0202 0,0214 0,0224 0,0234 0 ,0242 0,0250 0,0258 76,97
0,9 3 15000 0,0143 0 ,0157 0,0169 0,0178 0,0187 0,0194 0,0201 0,02 13 0,0223 0,0233 0 ,0241 0,0249 0,0257 86,59
1 350000 0,0140 0,0155 0,0167 0,0177 0,0185 0,0193 0,0200 0,02 12 0,0223 0 ,0232 0,0241 0 ,0249 0,0256 96,21
1,1 385000 0,0138 0,0154 0,0166 0,0176 0,0 184 0,0192 0,0 199 0,021 1 0 ,0222 0,0231 0 ,0240 0,0248 0,0256 105 ,83
1,2 420000 0,0136 0,0 152 0,0 165 0,0 175 0,0184 0,0 191 0,0 198 0,02 11 0,0221 0,023 1 0,0240 0 ,0248 0 ,0256 115,45
1,3 455000 0,0134 0,0 15 1 0,0 164 0,0174 0,0183 0,019 1 0,0 198 0,02 10 0,0221 0,023 1 0 ,0239 0,0248 0 ,0255 125,07
1,4 490000 o.o 132 0,0 150 0,0 163 0 ,01 73 0 ,0 182 0 ,0 190 0,0197 0,02 10 0,0221 0,0230 0,0239
0,0247 0,0255 134,70
1,5 525000 0,0 130 0,0149 0,0 162 0,0 173 0,0 182 0,0 190 0,0197 0,0209 0,0220 0,0230 0,0239 0,0247 0,0255 144,32
1,6 560000 0,0129 0,0148 0,016 1 0,0 172 0,0181 0,0189 0 ,0196 0,0209 0,0220 0,0230 0,0239 0,0247 0,0254 153,94
1,7 595000 0 ,0128 0,0147 0,0 161 0,0172 0,0 181 0,0189 0,0196 0,0209 0,0220 0,0229 0,0238 0,0247 0,0254 163,56
1,8 630000 0,0 126 0 ,0146 0,0 160 0,017 1 0,0180 0,0188 0,0 196 0,0208 0,02 19 0,0229 0 ,0238 0 ,0246 0 ,0254 173,18
1,9 665000 0,0 125 0 ,0146 0,0 160 0,0 17 1 0,0180 0,0188 0,0 195 0,0208 0 ,02 19 0,0229 0 ,0238 0,0246 0,0254 182,80
2 700000 0,0124 0,0145 0,0 159 0,0 170 0 ,0 180 0,0 188 0,0195 0,0208 0,0219 0,0229 0 ,0238 0,0246 0,0254 192,42
2,1 735000 0,0 123 0 ,01 44 0,0159 0,0170 0,0 179 0 ,0 188 0,0195 0,0208 0,0219 0,0229 0,0238 0 ,0246 0,0254 202,04
2,2 770000 0,0122 0,0144 0,0158 0,0170 0,0 179 0,0187 0,0195 0,0207 0,02 19 0,0228 0,0237 0,0246 0,0254 211,66
2,3 805000 0,0121 0,0143 0,0158 0,0169 0,0179 0,0 187 0,0 194 0,0207 0,02 18 0,0228 0,0237 0,0246 0.0253 221,29
2,4 840000 0,0121 0,0143 0,0158 0,0169 0 ,0179 0 ,0 187 0,0 194 0,0207 0,0218 0,0228 0,0237 0,0246 0,0253 230,9 1
2,5 875000 0,0 120 0,0 142 0,0157 0,0 169 0,01 78 0,0187 0,0194 0,0207 0,0218 0 ,0228 0 ,0237 0,0245 0,0253 240,53
2,6 910000 0,0 119 0,0142 O,OJ 57 0,0169 0,0 178 0,0186 0,0194 0,0207 0,0218 0,0228 0 ,0237 0,0245 0,0253 250, 15
2,7 945000 0,01 18 0,0142 0,0157 0,0168 0,0178 0,0 186 0,0 194 0,0207 0,02 18 0,0228 0,0237 0,0245 0,0253 259,77
2,8 980000 0 ,01 18 0,0141 0 ,0156 0,0168 0,0178 0,0 186 0,0 194 0,0207 0,0218 0,0228 0,0237 0,0245 0,0253 269,39
2,9 1015000 0,01 17 0,0 14 1 0,0 156 0,0168 O.O I 78 0 ,0 186 0,0193 0,0206 0,0218 0,0228 0,0237 0,0245 0,0253 279 ,0 1
3 1050000 0,01 16 0,0140 0,0156 0,0168 0,0177 0,0186 0,0193 0,0206 0,0218 0,0228 0,0237 0 ,0245 0 ,0253 288,63
3,1 1085000 0,01 16 0,0140 0,0156 0,0168 0,0177 0,0186 0,0 193 0,0206 0 ,0218 0 ,0228 0,0237 0,0245 0 ,0253 298,25
3,2 1120000 0,01 15 0,0 140 0 ,0156 0,0167 0,0177 0 ,0 186 0,0193 0,0206 0,0217 0,0227 0,0237 0,0245 0 ,0253 307,88
3,3 11 55000 0,0 1 14 0,0 140 0,0155 0,0 167 0,01 77 0,0185 0,0193 0,0206 0,0217 0,0227 0,0236 0,0245 0,0253 3 17,50
3,4 1190000 0,011 4 0,0139 0,0155 0,0167 0,0177 0,0 185 0,0193 0,0206 0,02 17 0,0227 0,0236 0,0245 0,0253 327, 12
~5 1225000 0,0 113 0 ,0 139 0,0155 0,0167 0,0177 0,0 185 0,0193 0,0206 0,02 17 0,0227 0,0236 0,0245 0,0253 336,74
VEl.,
FATORDEATRITO- f
e (mm)
Diâmetro (mm)
• 400
VAZÃO
(nvs) Rey 0,0015 0,05 0,1 0, 15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 120000 0 ,0172 0,0180 0,0187 0,0194 0,0200 0,0205 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 0,0251 0,0257 37,70
0,4 160000 0,0163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0193 0,0199 0,0205 0,02 15 0,0224 0,0232 0,0240 0,0247 0,0254 50,27
0,5 200000 0,0156 0,0166 0,0175 0,0182 0,0189 0,0196 0,0201 0,0212 0,0221 0,0230 0,0238 0,0245 0,0252 62,83
0,6 240000 0,0150 0,0162 0,0171 0,0179 0,0186 0,0193 0,0199 0,0210 0,0219 0,0228 0,0236 0,0243 0,0250 75,40
0,7 280000 0,0146 0,0158 0,0168 0,0177 0,0184 0,019 1 0,0197 0,0208 0,0218 0,0227 0,0235 0,0242 0,0249 87,96
0,8 320000 0,0142 0,0155 0,0166 0,0175 0,0182 0,0189 0,0196 0,0207 0,0217 0,0226 0,0234 0,0241 0,0248 I 00,53
0,9 360000 0,0139 0,0153 0,0164 0,0173 0,0181 0,0188 0,0195 0,0206 0,0216 0,0225 0,0233 0,0241 0,0248 113,10
I 400000 0,0137 0,0151 0,0163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0194 0,0205 0,0215 0,0224 0,0232 0,0240 0,0247 125,66
1,1 440000 0,0135 0,0150 0,0161 0,0171 0,0179 0,0186 0,0193 0,0204 0,0215 0,0224 0,0232 0,0240 0,0247 138,23
1,2 480000 0,0132 0,0148 0,0160 0,0170 0,0178 0,0185 0,0192 0,0204 0,0214 0,0223 0,0231 0,0239 0,0246 150,80
I ,3 520000 0,0131 0,0147 0,0 159 0,0169 0,0177 0,0185 0,0192 0,0203 0,0214 0,0223 0,0231 0,0239 0,0246 I 63,36
1,4 560000 0,0129 0,0146 0,0158 0,0168 0,0177 0,0184 0,0191 0,0203 0,0213 0,0222 0,0231 0,0239 0,0246 175,93
1,5 600000 0,0127 0,0145 0,0158 0,0168 0,0176 0,0184 0,0191 0,0203 0,0213 0,0222 0,0231 0,0238 0,0246 188,50
1,6 640000 0,0126 0,0144 0,0157 0,0167 0,0 176 0,0183 0,0190 0,0202 0,0213 0,0222 0,0230 0,0238 0,0245 201,06
1,7 680000 0,0125 0,0143 0,0156 0,0167 0,0175 0,0183 0,0190 0,0202 0,0212 0,0222 0,0230 0,0238 0,0245 213,63
1,8 720000 0,0124 0,0142 0,0156 0,0166 0,0175 0,0183 0,0190 0,0202 0,0212 0,0221 0,0230 0,0238 0,0245 226,19
1,9 760000 0,0122" 0,0142 0,0155 0,0166 0,0175 0,0182 0,0189 0,0201 0,0212 0,0221 0,0230 0,0238 0,0245 238,76
2 800000 0,0121 0,0141 0,0155 0,0165 0,0174 0,0182 0,0189 0,0201 0,0212 0,0221 0,0230 0,0237 0,0245 251 ,33
2,1 840000 0,0120 0,0141 0,0154 0,0165 0,0174 0,0 182 0,0189 0,0201 0,0211 0,0221 0,0229 0,0237 0,0245 263,89
2,2 880000 0,0119 0,0140 0,0154 0,0165 0,0174 0,0182 0,0189 0,0201 0,021 I 0,0221 0,0229 0,0237 0,0244 276,46
2,3 920000 0,0 11 9 0,0139 0,0154 0,0164 0 ,0173 0,0181 0,0188 0,0201 0,0211 0,0221 0,0229 0,0237 0,0244 289,03
2,4 960000 0,0118 0,0139 0,0153 0,0164 0,0173 0,0181 0,0188 0,0200 0,0211 0 ,0220 0,0229 0,0237 0,0244 301 ,59
2,5 1000000 0,0117 O.OI 39 0,0153 0,0164 0,0173 0,0181 0,0188 0,0200 0,0211 0,0220 0,0229 0,0237 0,0244 314,16
2,6 1040000 0,0116 0,0138 0,0153 0,0164 0,0173 0,0181 0,0188 0,0200 0,021 I 0,0220 0,0229 0,0237 0,0244 326,73
2,7 1080000 0,0116 0,0138 0,0152 0,0 163 0 ,0 173 0,0181 0,0188 0,02000,0211 0,0220 0,0229 0,0237 0,0244 339,29
2,8 1120000 0,0115 0,0137 0,0152 0,0163 0,0172 0,0180 0,0188 0,0200 0,0211 0,0220 0,0229 0,0237 0,0244 351 ,86
2,9 1160000 0,0114 0,0137 0,0152 0,0163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0200 0,0210 0,0220 0,0229 0,0236 0,0244 364,42
3 1200000 0,0114 0,0137 0,0152 0,0163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0200 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 376,99
3,1 1240000 0,0113 0,0137 0,0151 0,0163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0200 0,02 10 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 389,56
3,2 1280000 0,01 12 0,0136 0,0 151 0,0 163 0,0172 0,0180 0,0187 0,0200 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 402,12
3,3 1320000 0,01 12 0,0136 0,015 1 0,0162 0,0172 0,0180 0,0 187 0,0199 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 414,69
3,4 1360000 0,0111 0,0136 0,0151 0,0 162 0,0172 0,0180 0,0187 0,0199 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 427,26
3,5 1400000 0,0111 0,0136 0,0151 0,0162 0,0171 0,0180 0,0187 0,0199 0,0210 0,0220 0,0228 0,0236 0,0244 439,82
TabelaA1 B
VEL
FATOR DE ATRITO- f
E (mm)
Diâmetro (mm)
• 450
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0 ,1 0, 15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 135000 0,0168 0,0176 0,0182 0,0 189 0,0194 0,0200 0,0204 0,0214 0,0222 0,0229 0,0236 0 ,0243 0,0249 47,71
0,4 180000 0,0 159 0,0167 0,0175 0,0182 0,0188 0,0194 0,0199 0,0209 0,02 18 0,0225 0,0233 0,0239 0 ,0246 63,62
0,5 225000 0,0152 o.o 162 0,0170 0,0178 0 ,0 184 0,0190 0,0196 0,0206 0,0215 0,0223 0,0230 0,0237 0 ,0244 79,52
0,6 270000 0,0147 0,0158 0,0167 0,0175 0 ,0 181 0 ,0188 0,0193 0,0204 0,0213 0,0221 0,0229 0,0236 0,0242 95,43
0,7 315000 0,0 143 0,0154 0,0164 0,0 172 0,0 179 0,0 186 0,0192 0,0202 0,0212 0,0220 0,0228 0,0235 0,024 1 111,33
0,8 360000 0,0139 0,0 152 0,0162 0,0170 0 ,0 178 0,0184 0,0190 0,0201 0,0210 0,0219 0,0227 0 ,0234 0,024 1 127,23
0,9 405000 0,0136 0,0150 0,0160 0,0 169 0,0 176 0,0 183 0,0189 0,0200 0,0210 0,0218 0,0226 0,0233 0,0240 143 ,14
l 450000 0,0 134 0,0148 0,0159 0 ,0 167 0,0175 0,0182 0,0188 0,0199 0,0209 0,0218 0,0225 0 ,0233 0,0239 159,04
1, 1 495000 0,0132 0,0146 0.0157 0 ,0166 0,0 174 0,0181 0,0188 0,0199 0 ,0208 0,0217 0,0225 0,0232 0,0239 174,95
1,2 540000 0,0 130 0,0145 0,0156 0,0166 0,0 173 0,0181 0,0187 0,0 198 O,ü208 0,0217 0,0224 0,0232 0,0239 190,85
1,3 585000 0,0 128 0,0144 0,0155 0 ,0165 0,0 173 0,0180 0,0186 0.0198 0,0207 0,0216 0 ,0224 0 ,0232 0,023 8 206,76
1,4 630000 0,0 126 0 ,0 142 0,0154 0 ,0164 0,0 172 0 ,0179 0,0186 0,0197 0,0207 0,0216 0,0224 0,0231 0,0238 222,66
1,5 675000 0,0 125 0 ,0141 0,0154 0,0163 0,0 172 0,0179 0,0185 0,0 197 0,0207 0,0216 0,0224 0 ,023 1 0,0238 238,56
1,6 720000 0,0 123 0 ,0 141 0,0153 0,0163 0,0 171 0,0178 0,0185 0,0196 0,0206 0,0215 0,0223 0 ,023 1 0,0238 2 54,47
1,7 765000 0,0 122 0,0140 o.o 152 0,0162 0,0171 0,0178 0,0185 0,0196 0,0206 0,0215 0 ,0223 0 ,023 1 0,0238 270.37
1,8 810000 0,0121 0 ,0139 0,0 152 0,0 162 0,0170 0,0178 0,0184 0,0196 0,0206 0,0215 0,0223 0,0230 0 ,0237 286,28
1,9 855000 0,0120 0,0138 0,015 1 0,0 162 0,0170 0,0177 0,0184 0,0196 0,0206 0,0215 0,0223 0,0230 0,0237 302,18
2 900000 O.OI 19 O.OI 38 0,0151 0,0 161 0,0170 0,0177 0,0 184 0,0195 0,0206 0 ,0214 0,0223 0,0230 0,0237 318,09
2,1 945000 0,0118 0,0137 0,0151 0,0 161 0,0169 0,0177 0,0 184 0,0195 O,ü205 0 ,0214 0,0222 0,0230 0 ,0237 333,99
2,2 990000 0 ,0 1 17 0,0137 0,0150 0,016 1 0,0169 0,0177 0,0183 0,0195 O,ü205 0,021 4 0,0222 0,0230 0,0237 349,89
2,3 1035000 0,01 16 0,0136 0,0150 0,0 160 0,0169 0,0 176 0,0183 0,0 195 0,0205 0,0214 0,0222 0,0230 0,0237 365,80
2,4 1080000 0 ,01 15 0,0136 0,0149 0,0160 0,0169 0,0 176 0 ,0183 0,0195 0,0205 0,0214 0,0222 0,0230 0,0237 381,70
2,5 1125000 0 ,01 15 0,0135 0 ,0 149 0,0 160 0,0 169 0,0176 0,0183 0,0 195 0,0205 0,02 14 0,0222 0,0230 0,0237 397,61
2,6 1170000 0,011 4 0,0 135 0,0149 0,0160 0,0 168 0,0176 0,0183 0,0 195 O,ü205 0 ,02 14 0,0222 0,0229 0,0236 413,51
2,7 1215000 0,0 113 0,0135 0,0149 0,0159 0,0168 o.o 176 0,0183 0,0194 O,ü205 0,0214 0,0222 0 ,0229 0,0236 429,42
2,8 1260000 0,0113 0,0134 0 ,0148 0,0159 0,0168 0,0176 0,0 182 0,0194 0,0205 0,0214 0,0222 0,0229 0,0236 445 ,32
2,9 1305000 0,0112 0,0 134 0,0148 0 ,0159 0 ,0168 0 ,0175 0,0182 0,0194 0.0204 0,0213 0,0222 0,0229 0,0236 46 1,23
3 1350000 0 ,0111 0,0 134 0 ,0148 0,0159 0,0 168 0,0 175 0,0182 0 ,0 194 0,0204 0,0213 0,0222 0,0229 0,0236 477,13
3,1 1395000 0 ,01 11 0,0133 0,0 148 0,0159 0,0 168 0,0175 0,0182 0,0194 0,0204 0 ,0213 0,0222 0,0229 0,0236 493,03
3,2 1440000 0,0 11 0 0,0 133 0,0 148 0,0158 0,0 167 0,0175 0 ,0 182 0,0194 0 ,0204 0 ,02 13 0,0221 0,0229 0,0236 508,94
3,3 1485000 0,01 10 0,0 133 0,0147 0,0158 0,0167 0,0175 0,0 182 0,0194 0,0204 0,0213 0,0221 0,0229 0,0236 524,84
3,4 1530000 0,0109 0,0133 0,0147 0,0158 0,0167 0,01 75 0,0182 0,0194 0 ,0204 0,0213 0,0221 0,0229 0,0236 540,75
3,5 1575000 0,0109 0,0 132 0,0147 0,0158 0 ,0 167 0,0 175 0,0182 0,0194 0,0204 0,02 13 0,022 1 0,0229 0,0236 556,65
VEL
(m/s) Re y
FA TOR DE ATRITO - f
e (mm )
Diâmetro (mm)
• 500
VAZÃO
0,0015 0,05 0,1 0, 15 0 ,2 0,25 0,3 0,4 0 ,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)
0,3 150000 0,0 165 0,0172 0,0 178 0,0 184 0,0 190 0,0 195 0,01 99 0,0208 0,02 16 0,0223 0,0230 0,0236 0,0242 58,90
0,4 200000 0,0 156 0,0 164 0,0 17 1 0,0 178 0,0184 0,0189 0,0194 0,0204 0,0212 0,0219 0,0226 0,0233 0,0239 78,54
0 ,5 250000 0,0149 0,0158 0,0167 0,0174 0,0180 0,0186 0,019 1 0.0201 0,0209 0,0217 0,0224 0,0231 0 ,0237 98, 17
0,6 300000 0,0144 0 ,0154 0,0163 0,017 1 0,0177 0,0 183 0,0189 0,0199 0,0207 0,0215 0,0223 0,0229 0,0236 117,81
0,7 350000 0,0140 0,015 1 0,0160 0,0 168 0,0175 0,0181 0,0 187 0,0 197 .0,0206 0,0214 0,0222 0 ,0228 0,0235 137,44
0,8 400000 0,0137 0,0149 0,0158 0,0166 0,0174 0,0180 0,0186 0,0196 0,0205 0,0213 0,0221 0,0228 0,0234 157,08
0,9 450000 0,0 134 0,0146 0,0157 0,0 165 0,0 172 0,0 179 0,0 185 0,0 195 0,0204 0,0212 0,0220 0,0227 0,0233 176,71
1 500000 0,013 1 0,0145 0,0 155 0,0164 0,0171 0,0178 0,0 184 0,0194 0,0204 0,0212 0,0219 0,0226 0,0233 196,35
1,1 550000 0,0129 0,0 143 0,0154 0,0163 0 ,0170 0,01 77 0,0183 0,0194 0,0203 0,0211 0,0219 0,0226 0,0232 215,98
1,2 600000 0,0127 0,0 142 0,0153 0,0162 0,0 169 0,0 176 0,0182 0,0193 0,0203 0,0211 0,0219 0,0226 0,0232 235,62
1,3 650000 0,0 126 0,014 1 0,0152 0,0 161 0,0169 0,0176 0,0 182 0,0 193 0,0202 0,021 1 0,0218 0,0225 0,0232 255,25
1,4 700000 0,0124 0,0 140 0,0151 0,0 160 0,0168 0,0175 0,018 1 0,0192 0,0202 0,02 10 0,0218 0,0225 0,0232 274,89
1,5 750000 0,0123 0,0139 0,0150 0,0 160 0,0 168 0,0 175 0,0 181 0,0192 0,0201 0,02 10 0,0218 0.0225 0,0231 294,52
1,6 800000 0,0 12 1 0,0138 0,0 150 0,0159 0,0167 0,0174 0,0181 0,0 192 0,0201 0,0210 0,0217 0,0225 0,0231 314,16
1.7 850000 0,0120 0,0 137 0,0149 0,0159 0,0167 0,0 174 0,0180 0,0191 0,0201 0,0209 0,0217 0,0224 0 ,023 1 333,79
1,8 900000 0,01 19 0,0 136 0,0149 0,0 158 0,0 166 0,0174 0,0 180 0,0 191 0,020 1 0,0209 0,0217 0,0224 0,0231 353,43
1,9 950000 0,0 11 8 0,01 36 0,0 148 0,0158 0,0166 0 ,0 173 0,0180 0 ,019 1 0,0200 0,0209 0,0217 0,0224 0,0231 373,06
2 1000000 0,01 17 0,0135 0,0148 0,0158 0,0166 0,0 173 0,0 179 0,019 1 0,0200 0,0209 0,0217 0,0224 0,0231 392,70
2, 1 1050000 0,0 11 6 0,0135 0,0 147 0,0157 0,0166 0,0173 0,0179 0,0 190 0,0200 0,0209 0,0217 0,0224 0,0230 412,33
2,2 1100000 0,0115 O.OI 34 0,0147 0,0157 0,0165 0,0173 0,0179 0,0190 0,0200 0,0209 0,0216 0,0224 0 ,0230 431 ,97
2,3 1150000 O.O I 14 0,0134 0,0147 0,0 157 0,0165 0,0172 0,0179 0,0 190 0 ,0200 0,0208 0,02 16 0,0224 0,0230 45 1,60
2,4 1200000 0,0 113 0,0133 0,0146 0,0156 0,0165 0,0 172 0,0 179 0,0190 0,0200 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 471,24
2,5 1250000 0,0 11 3 0,0133 0,0146 0,0 156 0,0 165 0,0172 0,0178 0,0 190 0,0200 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 490,87
2,6 1300000 0,0 112 0,0 132 0,0 146 0,0156 0,0164 0,0172 0,0178 0,0190 0,0 199 0,0208 0,02 16 0,0223 0 ,0230 510,5 1
2,7 1350000 0,01 11 0,0132 0,0 145 0,0 156 0,0 164 0,0 172 0,0 178 0,0 190 0,0199 0,0208 0,02 16 0,0223 0,0230 530,14
2,8 1400000 0,011 1 0,0 132 0,0145 0,0156 0,0164 0,0171 0,0178 0,0189 0,0 199 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 549,78
2,9 1450000 0,01 10 0,013 1 0,0145 0,01 55 0,0164 0,0171 0,0 178 0,0 189 0,0199 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 569,41
3 1500000 0,0110 0,0 131 0,0 145 0,0155 0 ,0164 0,0 17 1 0,0178 0,0189 0,0 199 0,0208 0,02 16 0,0223 0,0230 589,05
3, I 1550000 0,0 109 0,0131 0,0145 0,0 155 0,0 164 0,017 1 0,0 178 0,0 189 0,0 199 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230 608,68
3,2 1600000 0,0108 0,0 13 1 0,0 144 0,0 155 0,0164 0,0171 0,0178 0,0189 0,0 199 0,0208 0,02 16 0,0223 0,0230 628,32
3,3 1650000 0,0 108 0,0130 0,0144 0,0 155 0,0 163 0,0 17 1 0,0178 0,0 189 0,0199 0,0208 0,0216 0,0223 0,0230
647,95
3,4 1700000 0,0107 0,0 130 0,0 144 0,0 155 0,0 163 0,01 7 1 0,0 177 0,0189 0,0 199 0,0208 0,02 15 0,0223 0,0230
667,59
3,5 1750000 0,0 107 0,0 130 0,01 44 0,0 154 0,0 163 0,017 1 0,0177 0,0 189 0,0199 0,0208 0,021 5 0,0223 0,0229
687,22
--

203

TABELAA2

VEL
(m/s) 0 ,0015 0,05
PERDA DE CARGA UNITÁRIA- J(m'lOOm)

0 ,1 0, 15
E (mm)
0 ,2 0,25 0,3
D iâmetro (mm)
• 50
VAZÃO
Rey 0,4 0,5 0,6 0 ,7 0,8 0,9 (Us)
0,3 15000 0,256 0.274 0,291 0,306 0,320 0,333 0 ,345 0,368 0,389 0,408 0.427 0.444 0,461 0.59
0,4 20000 0,423 0,459 0 ,492 0,521 0,547 0 ,572 0,595 0 ,637 0 ,676 0,7 11 0,745 0,777 0,808 0,79
0,5 25000 0,626 0,689 0,743 0,791 0,834 0,874 0,911 0 ,979 1,040 1,097 1,151 1,20 1 1,250 0,98
0,6 30000 0,863 0,960 1,043 1,1 15 1, 180 1,239 1,293 1,393 1.483 1,566 1,644 1,717 1,787 1. 18
0,7 35000 1, 133 1,275 1,393 1,494 1,584 1,666 1,74 1 1,879 2 ,003 2,1 17 2,224 2,325 2,42 1 1,37
0,8 40000 1,435 1 ,63 1 1,79 1 1,927 2,047 2, 156 2,256 2,438 2,601 2,751 2,892 3 ,024 3, 150 1,57
0 ,9 45000 1,768 2,030 2,238 2,4 14 2,56 8 2,708 2,836 3,068 3,277 3,468 3,647 3,815 3,975 1,77
1 50000 2, 133 2,469 2,734 2,955 3, 148 3,322 J.,482 3,77 1 4,030 4,267 4 ,489 4 ,697 4,895 1,96
1, 1 55000 2 ,527 2,950 3,278 3,549 3,786 3,999 4, 194 4,546 4,86 1 5,149 . 5,41 8 5 ,671 5,9 11 2, 16
1,2 60000 2,951 3,473 3 ,870 4,198 4,483 4,738 4,972 5,393 5,769 6 ,11 4 6,434 6 ,736 7,022 2,36
J ,3 65000 3 ,405 4,036 4,5 11 4,900 5,237 5,539 5,8 I 6 6,3 12 6,755 7, 16 1 7,538 7,893 8,229 2,55
1,4 70000 3,887 4 ,64 1 5,200 5,656 6,05 1 6,403 6,725 7,303 7,8 19 8,290 8,729 9,141 9.532 2,75
1,5 75000 4,398 5,286 5,938 6,466 6,922 7,329 7,700 8,366 8,960 9,502 10,007 10.481 10,930 2,95
1,6 80000 4 ,937 5 ,973 6,723 7,330 7,852 8,3 17 8,741 9,50 1 10,179 10,797 11,372 11,912 12,424 3,14
1,7 85000 5,504 6,700 7,557 8,247 8,840 9,367 9,848 10,709 11,475 12, 174 12,824 13,434 14,0 13 3,34
1,8 90000 6,099 7,468 8,43 9 9 ,218 9,886 10,480 11,020 1 1,988 12,848 13,634 14,363 15,048 15,698 3,53
1,9 95000 6,72 1 8,277 9 ,369 10,243 10,990 11 ,654 12,259 13,339 14,300 15,176 15,990 16,754 17,478 3,73
2 100000 7,371 9, 126 10,348 11,32 1 12, 153 12,891 13,562 14,762 15,828 16,80 1 17,703 18,551 19,354 3,93
2,1 105000 8,047 10,0 16 11,374 12,453 13,374 14,190 14,932 16,257 17,435 18,508 19,504 20,439 2 1,325 4, 12
2,2 11 0000 8 ,75 1 10,947 12,449 13,639 14,653 15,55 1 16,367 17,825 19, 119 20,298 21 ,392 22,4 19 23,392 4,32
2,3 11 5000 9,480 1 1,9 18 13,57 1 14,878 15,990 16,975 17.869 19,464 20,880 22, 170 23 ,367 24,490 25,554 4,52
2 ,4 120000 10,237 12,930 14,742 16, 171 17,385 18,460 19,435 2 1,175 22,7 19 24,125 25 ,429 26,652 27,812 4,7!
2,5 125000 11,0 19 13,983 15,96117,5 17 18,839 20,008 21,068 22,958 2 4,635 26,162 27,578 28,907 30, 165 4,91
2,6 130000 11,828 15,076 17,228 18,9 17 20,351 2 1,618 22,766 24,813 26,629 28,282 29,814 31,252 32,614 5, 11
2,7 135000 12,663 16,209 18,543 20,371 21 ,92 1 23,290 24,530 26,740 28,700 30,484 32, 137 33,689 35, 159 5,30
2,8 140000 13,523 17,383 19,906 2 1,878 23,549 25,024 26,360 28,740 30,849 32,769 34,548 36,2 17 37,798 5,50
2,9 145000 14,4 10 18,597 2 1,317 23,439 25,235 26,820 28,255 30,8 11 33,075 35, 136 37,045 38,837 40,534 5,69
3 150000 15,32 1 19,852 22,776 25 ,054 26,979 28,678 30,216 32,954 35,379 37,585 39,630 41,548 43,365 5,89
3, 1 1550 00 16,259 21, 148 24,283 26,722 28,782 30,598 32,242 35,169 37,760 40,1 17 42,302 44,35 1 46,29 1 6,09
3,2 1600 00 17,221 22,484 25,838 28,443 30,643 32,58 1 34,335 37,456 40, 2 18 42,732 45,060 47,244 49 ,3 13 6.28
3,3 165000 18,209 23,860 27,44 1 30,2 18 32,561 34,626 36,493 39,8 14 42,755 45,429 47 ,906 50,230 52,430 6,48
3,4 170000 19,222 25,276 29,092 32,047 34,538 36,732 38,716 42,245 45,3 68 48,209 50,839 53,307 55,643 6,68
3,5 175000 20,260 26,733 30,79 1 33,929 36,574 38,901 41 ,006 44,748 48,059 5 1,071 53,859 56,475 58,95 1 6,87
VEL
(m/s) Rey
PERDA DECARGA UNITÁRIA-J(m'lOOm)
e ( mm )
Diâmetro (mm)
• 75
VAZÃO
0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)
0,3 22500 0,154 0 ,164 0,173 0, 181 0,189 0,196 0,202 0,2 15 0,226 0,237 0,247 0,256 0,265 1,33
0,4 30000 0,255 0,275 0,293 0,309 0,324 0,337 0,350 0,372 0,393 0,413 0,431 0,448 0,464 1,77
0,5 37500 0,379 0,413 0,444 0,470 0,494 0,515 0,536 0,573 0,606 0,637 0,666 0,693 0,718 2,21
0,6 45000 0,523 0,577 0,623 0,663 0,699 0,731 0,761 0,815 0,864 0,909 0,951 0,990 1,028 2,65
0,7 52500 0,688 0,767 0,833 0,889 0,939 0,984 1,025 1,100 1,168 1,229 1,287 1,341 1,392 3,09
0 ,8 60000 0,872 0,982 1,071 1,147 1,213 1,273 1,328 1,428 1,517 1,598 1,673 1,744 1,8 11 3,53
0,9 67500 1,077 1,223 1,339 1,437 1,523 1,600 1,670 1,797 1,9 11 2,014 2,110 2,201 2,286 3,98
1 75000 1,300 1,488 1,636 1.759 1,867 1,963 2,05 1 2,209 2,350 2,479 2,598 2,7 10 2,816 4,42
1,1 82500 1,541 1,779 1,962 2,114 2,245 2,363 2,471 2,663 2,835 2,991 3,136 3,272 3,400 4.86
1,2 90000 1,802 2,095 2,318 2,500 2 ,659 2,800 2,929 3 ,1 60 3,365 3,552 3,725 3,887 4,040 5,30
1,3 97500 2 ,080 2,435 2,702 2,9 19 3,107 3,274 3,426 3,699 3,941 4,160 4,364 4,554 4,734 5,74
1,4 105000 2,376 2,801 3, 115 3,370 3,590 3,785 3,963 4,280 4 ,561 4,817 5,053 5,275 5,484 6, 19
1,5 112500 2 ,690 3,191 3,557 3,853 4,107 4,333 4,538 4,903 5,227 5,522 5,794 6,048 6,288 6,63
1,6 120000 3,02 1 3,606 4,028 4,368 4,659 4,917 5,151 5,569 5,938 6,274 6,584 6,874 7, 148 7,07
1,7 127500 3,370 4,046 4,529 4,915 5,245 5,538 5,804 6,277 6,695 7 ,075 7,425 7,753 8,063 7,51
1,8 135000 3,736 4,510 5,058 5,494 5,867 6, 196 6,495 7,027 7,497 7,923 8,317 8,685 9,032 7,95
1,9 142500 4,1 19 4,999 5,6 16 6,105 6,522 6,891 7,225 7,819 8,344 8,820 9,259 9,669 10,057 8,39
2 150000 4,519 5,513 6,202 6,748 7,213 7,623 7,994 8,654 9,236 9,764 10,25 1 10,707 11,1 36 8,84
2,1 157500 4,936 6,052 6,818 7,424 7,937 8,391 8,80 1 9,530 10, 174 10,756 11 ,294 11,797 12,27 1 9,28
2,2 165000 5,369 6 ,615 7,463 8, 131 8,697 9,196 9,648 10,449 11 ,156 11,797 12,388 12,940 13,460 9,72
2,3 172500 5,819 7,202 8,136 8,870 9,491
10,038 10,533 11,411 12, 184 12,885 13,532 14, 135 14,705 10,16
2,4 180000 6,285 7,814 8,838 9,641 10,320 10,917 11,457 12,414 13,258 14,022 14,726 15,384 16,004 10,60
2,5 187500 6,767 8,451 9,570 10,444 11,183 1 1,833 12,4 19 13,460 14,376 15,206 15,971 16,685 17,359 11,04
2,6 195000 7,266 9, 11 2 10,330 11,279 12,080 12,785 13,421 14,548 15,540 16,438 17,266 18,039 18,768 11,49
2,7 202500 7,781 9,798 11,119 12,146 13,013 13,774 14,46 1 15,678 16,749 17,718 18,612 19,446 20,233 1l ,93
2,8 2 10000 8,312 10,508 11,936 13,045 13,980 14,800 15,540 16,850 18,003 19,047 20,008 20,906 2 1,752 12,37
2,9 217500 8,859 11 ,243 12,783 13,977 14,981 15,863 16,657 18,065 19,303 20,423 2 1,455 22 ,418 23,327 12,8 1
3 225000 9,422 12,002 13,658 14,940 16,017 16,962 17,8 14 19,322 20,648 21,847 22,952 23,983 24,956 13,25
3,1 232500 10,001 12,786 14,562 15,935 17,087 18,098 19,009 20,62 1 22,038 23,319 24 ,500 25,602 26,640 13,70
3,2 240000 10,595 13,594 15,495 16,962 18,192 19,271 20,243 21,962 23,473 24,839 26,098 27,272 28 ,380 14,14
3,3 247500 l 1,205 14,427 16,457 18,021 19,332 20,48 1 2 1,515 23,345 24,953 26,407 27,746 28,996 30, 174 14,58
3,4 255000 11,831 15,284 17,448 19, 112 20,506 2 1,727 22,827 24,77 1 26,479 28,023 29,445
30,772 32,023 15,02
3,5 262500 12,472 16,1 66 18,467 20,234 21,714 23,010 24,177 26,239 28,050
29,687 31,194 32,601 33,927 15,46
TabelaA2 EI
VEL
PERDA DECARGA UNITÁRIA -J(mflOOm)

0, 15 0,2
e
0,25
(mm )
0,3 0,4 0,5 0,6
Diâmetro (mm)

0,7 0,8
• 100
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0,1 0,9 (Us)

0,3 30000 0,108 0,114 0,120 0,125 0,130 0 ,135 0,139 0, 147 0,155 0,162 0,168 0,174 0,180 2,36
0,4 40000 0,179 0,192 0,204 0,214 0,224 0,233 0,241 0,256 0,269 0,282 0,294 0,305 0,3 15 3, 14
0,5 50000 0,266 0,289 0,309 0,326 0,342 0,356 0,369 0,393 0,415 0,435 0,454 0,471 0,488 3,93
0,6 60000 0,368 0,404 0,434 0,460 0,484 0,505 0,525 0,560 0,592 0,62 1 0,649 0,674 0,698 4,71
0,7 70000 0,484 0,537 0 ,580 0,6 17 0,650 0,680 0,707 0,756 0,800 0,841 0,878 0,9 13 0,946 5,50
0,8 80000 0 ,615 0,687 0,747 0,797 0,840 0,880 0,916 0,98 1 1,040 1,093 1, 142 1, 188 1,231 6,28
0,9 90000 0,759 0,856 0,933 0,998 1,055 1,106 1,152 1,236 1,310 1,378 1,440 1,498 1,554 7,07
1 100000 0 ,917 1,042 1,141 1,222 1,293 1,357 1,415 1,5 19 1,6 11 1,695 1,773 1,845 1,914 7,85
1,1 110000 1,088 1,246 1,368 1,469 1,556 1,634 1,705 1,832 1,944 2,046 2,140 2,228 2,311 8,64
1,2 120000 1,272 1,468 1,6 16 1,738 1,843 1,936 2,02 1 2,173 2,308 2,429 2,542 2,647 2,746 9,42
1,3 130000 1,469 1,707 1,884 2,029 2, 153 2,264 2,365 2,544 2,702 2,846 2,978 3,102 3,2 18 10,2 1
1,4 140000 1,679 1,963 2,173 2,343 2,488 2,617 2,735 2,944 3,128 3,295 3,449 3,592 3,728 11,00
1,5 150000 1,902 2,237 2,482 2,678 2,847 2,996 3,132 3,372 3,585 3,777 3,954 4, 11 9 4,275 11,78
1,6 160000 2, 137 2,528 2,810 3,037 3,230 3,401 3,555 3,830 4,073 4,292 4,494 4,682 4,859 12,57
1,7 170000 2,385 2,837 3,160 3,417 3,637 3,830 4,006 4,317 4 ,592 4,840 5,068 5,281 5,481 13,35
1,8 180000 2,644 3,163 3,529 3,820 4,067 4,286 4,483 4,833 5,142 5,420 5,676 5,915 6,140 14,14
1,9 190000 2,916 3,506 3,918 4,245 4,522 4,766 4,987 5,378 5,723 6 ,033 6,319 6,586 6,837 14,92
2 200000 3,200 3,867 4,328 4,692 5,001 5,273 5,5 18 5,953 6,335 6,680 6,997 7,293 7,571 15,71
2,1 2 10000 3,496 4,245 4,758 5,162 5,504 5,804 6,076 6,556 6,978 7,359 7,709 8,035 8,342 16,49
2,2 220000 3,804 4,640 5,208 5,654 6,030 6,361 6,660 7, 188 7,652 8,07 1 8,455 8,814 9,151 17,28
2,3 230000 4,124 5,052 5,678 6,168 6,58 1 6,944 7,271 7,850 8,357 8,815 9,236 9,628 9,997 18,06
2,4 240000 4,455 5,482 6,168 6,704 7, 156 7,552 7,909 8,540 9,093 9,593 10,052 10,479 10,881 18,85
2,5 250000 4,798 5,929 6,679 7,263 7,754 8,186 8,574 9,259 9,861 10,403 10,901 11 ,365 11,802 19,63
2,6 260000 5,153 6,393 7,2 10 7,844 8,377 8,844 9,265 10,008 10,659 11,246 11,786 12,288 12,760 20,42
2,7 270000 5,5 19 6,875 7,760 8,447 9,024 9,529 9,983 10,785 11,489 12,122 12,704 13,246 13,756 21,21
2,8 280000 5,896 7,373 8,331 9,072 9,694 10,239 10,728 11 ,592 12,349 13,031 13,658 14,241 14,789 21 ,99
2,9 290000 6,286 7,889 8,922 9,720 10,389 10,974 11,500 12,428 13,240 13,973 14,645 15,271 15,859 22,78
3 300000 6,686 8,422 9,534 10,390 11,107 11,735 12,298 13,292 14,163 14,947 15,667 16,337 16,967 23,56
3,1 310000 7,098 8,973 10,165 11,082 11,850 12,52 1 13,124 14,186 15,1 16 15,954 16,724 17,440 18, 113 24,35
3,2 320000 7,521 9,540 10,816 11,797 12,616 13,332 13,976 15,109 16,101 16,995 17,8 15 18,578 19,295 25,13
3,3 330000 7,955 10,125 11 ,488 12,533 13,406 14,169 14,854 16,061 17, 117 18,067 18,940 19,752 20,5 15 25,92
3,4 340000 8,400 10,727 12,180 13,292 14,221 15,032 15,760 17,042 18,163 19,173 20,100 20,962 21,773 26,70
3,5 350000 8,857 11 ,346 12,89 1 14,073 15,059 15,920 16,692 18,052 19,241 20,312 21,294 22,208 23,067 27,49
VEL
PERDA DECARGA UNITÁRIA - J(m'lOOm)
e (mm )
Diâmetro (mm)
• 125
VAZÃO

(m/s) Rcy 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 37500 0,082 0,086 0,09 1 0,095 0,098 0, 102 0.105 0, 11 0 0, 116 0, 121 0,125 0,130 0, 134 3,68
0,4 50000 0, 136 0, 146 0,154 0, 162 0,169 0,175 0,181 0, 192 0 ,20 1 0,210 0,219 0,227 0,234 4,91
0,5 625 00 0,202 0,2 19 0 ,23 3 0,246 0,257 0 ,268 0,277 0,29 5 0,3 11 0,325 0,338 0,35 1 0,363 6, 14
0,6 75000 0,280 0,306 0,328 0,348 0,365 0,380 0,394 0 ,420 0,443 0,464 0,484 0,502 0,519 7,36
0,7 87500 0,369 0,407 0,43 9 0,466 0,490 0,5 11 0,531 0,567 0,599 0,628 0,655 0,680 0,703 8,59
0.8 100000 0,469 0,522 0,565 0,602 0,634 0.662 0,689 0,736 0,778 0,816 0,85 1 0,884 0,9 15 9,82
0,9 112500 0,579 0,650 0,707 0,754 0,795 0,832 0 ,866 0,926 0,980 1,029 1,074 1,116 1,155 11,04
1 125000 0,70 0 0,792 0,864 0,923 0,975 1,02 1 1,064 1,139 1,206 1,266 1,322 1,374 1,423 12,27
1,1 137500 0 ,83 1 0,947 1,036 1, 110 1, 173 1,230 1,281 1.373 1,455 1,528 1,596 1,659 1,7 18 13,50
1,2 150000 0,972 1,116 1,224 1,3 13 1,390 1,458 1,519 1,630 1,727 1,81 S 1,895 1,97 1 2,042 14,73
1,3 162500 1, 124 1,297 1,428 1,533 1,624 1,7 05 1,778 1,908 2,022 2,126 2,221 2,3 10 2,393 15,9S
1,4 17S000 1,285 1,493 1,646 1,770 1,876 1,971 2,056 2,207 2,34 1 2,461 2,572 2,675 2,772 17, 18
1,5 1875 00 1,455 1,70 1 1,880 2,024 2.147 2,256 2,354 2,529 2,683 2,82 1 2,949 3,067 3,179 18,41
1,6 200000 1,636 1,923 2,129 2,295 2,436 2,560 2,673 2,872 3,048 3,206 3,3S 1 3,486 3,614 19,63
1,7 2 12500 1,826 2, 157 2,394 2,583 2,743 2,884 3,012 3,238 3,436 3,6 15 3,779 3,932 4,076 20,86
1,8 225000 2,02S 2,406 2,674 2,887 3,068 3,227 3,37 1 3,625 3,848 4 ,049 4 ,233 4,405 4,566 22,09
1,9 237500 2,234 2,667 2,969 3,208 3,41 1 3,589 3,750 4,034 4,283 4,507 4,713 4,905 5,084 23,32
2 250000 2,452 2,94 1 3,280 3,547 3,772 3,970 4, 149 4,464 4,74 1 4,990 5,2 18 5,431 5,630 24 ,54
2, 1 262500 2,679 3,229 3,606 3,902 4, 151 4 ,3 71 4,568 4,917 5,222 5,497 5,749 5,984 6,204 25,77
2,2 275000 2,9 15 3,530 3,947 4,273 4,549 4,790 5,008 5,391 5,727 6,029 6,306 6,564 6,806 27,00
2,3 287500 3,16 1 3,844 4,303 4,662 4,964 5,229 5,467 5,887 6,255 6,585 6,889 7.170 7,435 28,23
2,4 300000 3,4 15 4, 17 1 4,675 5,068 5,398 5,687 5,947 6,405 6,806 7, 166 7,497 7,804 8,092 29,45
2.5 3 12500 3,679 4,5 11 5,062 5,490 5,849 6,164 6,447 6,945 7,380 7,772 8,13 1 8,464 8,777 30,68
2,6 325000 3,95 1 4,864 5,464 5,929 6,3 19 6,660 6,967 7,506 7,978 8,402 8,790 9,151 9,490 31,91
2,7 337500 4 ,232 5,231 5,882 6,385 6,807 7,176 7,507 8,089 8,598 9,056 9 ,475 9,865 10,230 33, 13
2,8 350000 4,523 5,610 6,315 6,858 7,3 13 7,710 8,067 8,694 9,242 10,186 10,606 10,999 34,36
9,735
2,9 362500 4,822 6,003 6,763 7,34 8 7,837 8,264 8,647 9,32 1 9,9 1O 10,439 10,923 11 ,373 11 ,795 35,59
3 375000 5,129 6,409 7,226 7,854 8,379 8,837 9,248 9,970 10,600 11,167 11,685 12,167 12,6 19 36,82
3,1 387500 5,446 6,828 7,705 8,378 8,939 9,429 9,868 10,640 11,314 11,9 19 12,474 12,98 8 13,47 1 38,04
3,2 400000 5,77 1 7,260 8, 199 8,918 9,517 10,040 10,509 11 ,332 12,05 1 12,696 13,287 13,836 14,350 39,27
3,3 412500 6,1 05 7,705 8,708 9,475 10, 114 10,671 11, 170 12,046 12,811 13,498 14, 127 14,7 10 15,258 40,50
3,4 425000 6,447 8, 163 9,232 10,048 10,728 11,320 11,85 1 12,782 13,595 14,324 14,992 15,6 12 16,193 41,72
3,5 437500 6,798 8,634 9,772 10,639 11,361 11,989 12,552 13,540 14,40 1 15, 175 15,883 16,540 17,156 42 ,95
TabelaA2 B
VEL
PERDA DECARGA UNITÁRIA - J(m'lOOm)
E (mm )
Diâmetro (mm)
• 150
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 45000 0,065 0,069 0,072 0,075 0,078 0,080 0,083 0,087 0,091 0,095 0,099 0,102 0, 105 5,30
0,4 60000 0,1 09 0,116 0,123 0,129 0,134 0, 139 0,143 0,152 0,159 0,166 0,172 0,178 0, 184 7,07
0,5 75000 0,162 0,175 0,186 0,196 0,205 0,213 0,220 0,233 0,245 0,256 0,267 0,276 0,285 8,84
0,6 90000 0 ,224 0,245 0,262 0,277 0,290 0,302 0,313 0,332 0,350 0,366 0,381 0,395 0,408 10,60
0,7 105000 0,296 0,326 0 ,350 0,371 0,389 0,406 0,42 1 0,449 0,473 0,495 0.516 0,535 0,553 12,37
0,8 120000 0,376 0,417 0 ,45 1 0,479 0,504 0,526 0,546 0,582 0,6 15 0,644 0,671 0,696 0,720 14.14
0,9 135000 0,465 0,520 0,564 0,600 0,632 0,661 0,687 0,733 0,775 0,812 0,846 0,878 0,909 15,90
1 150000 0,562 0,633 0,689 0,735 0,775 0,811 0,844 0,902 0,953 0,999 1,042 1,082 1,1 19 17,67
1,1 165000 0 ,668 0,758 0 ,827 0,884 0,933 0 ,977 1,0 16 1,087 1, 150 1,206 1,258 1,306 1,352 19,44
1,2 180000 0 ,781 0,892 0,977 1,046 1, 105 1, 157 1,205 1,290 1,365 1,432 1,494 1,552 1,606 2 1,21
1,3 195000 0,903 1,038 1,139 1,221 1,291 1,353 1,4 10 1,5 10 1,598 1,678 1,751 1,818 1,882 22,97
1,4 2 10000 1,033 1, 194 1,314 1,410 1,492 1,565 1,631 1,747 1,850 1,942 2,027 2,106 2,180 24,74
1,5 225000 1, 170 1,361 1,500 1,6 12 1,707 1,791 1,867 2,002 2,120 2,227 2,324 2.415 2,500 26,51
1,6 240000 1,316 1,539 1,699 1,828 1,937 2,033 2,120 2,274 2,409 2,530 2,642 2,745 2,842 28,27
1,7 255000 1,469 1,727 1,91 1 2,057 2,181 2,290 2,389 2,563 2,7 16 2,853 2,979 3,096 3,206 30,04
1,8 270000 1,629 1,925 2,134 2,299 2,439 2,563 2,674 2,870 3,04 1 3,196 3,337 3,469 3,592 31,81
1,9 285000 1,797 2, 135 2,370 2,555 2,712 2,850 2,974 3,193 3,385 3,557 3,7 15 3,862 3,999 33,58
2 300000 1,973 2,354 2,618 2,825 3,000 3,153 3,291 3,534 3,747 3,939 4,1 14 4,276 4,429 35,34
2,1 3 15000 2,156 2,585 2,878 3,108 3,301 3,47 1 3,624 3,893 4,128 4,339 4,532 4,712 4,880 37, 11
2,2 330000 2 ,347 2,826 3,150 3,404 3,617 3,804 3,972 4,268 4 ,527 4,759 4,971 5 ,168 5,353 38,88
2,3 345000 2,545 3,077 3,435 3,7 13 3,948 4,153 4,337 4,661 4,944 5,198 5,430 5,646 5,848 40,64
2,4 360000 2,750 3,339 3,731 4,037 4,293 4,516 4,717 5,071 5,380 5,657 5,910 6,145 6,365 42,4 1
2,5 375000 2,963 3,6 11 4 ,040 4,373 4,652 4,895 5,114 5,498 5,834 6,134 6,4 1O 6,665 6,904 44,18
2,6 390000 3,182 3,894 4,362 4,723 5,025 5,290 5,526 5,943 6,306 6,632 6,930 7,206 7,465 45,95
2,7 405000 3,409 4 ,188 4 ,695 5,086 5,413 5,699 5,955 6,405 6,797 7,148 7,470 7,768 8,047 47,71
2,8 420000 3,644 4,492 5,040 5,463 5,816 6, 124 6,399 6,884 7,306 7,684 8,030 8,351 8,652 49,48
2,9 435000 3,885 4,806 5,398 5,853 6,233 6,563 6,860 7,380 7,833 8,240 8,6 11 8,956 9,278 5 1,25
3 450000 4, 133 5,131 5,768 6,257 6,664 7,019 7,336 7,894 8,379 8,814 9,212 9,58 1 9,926 53,01
3,1 465000 4,389 5,467 6,150 6,674 7,109 7,489 7,829 8,425 8,943 9,408 9,834 10,228 10,597 54,78
3,2 480000 4 ,651 5,8 13 6,545 7,104 7,569 7,974 8,337 8,973 9,526 10,022 10,475 10,895 11 ,289 56,55
3,3 495000 4,920 6, 169 6,951 7 ,548 8,044 8,475 8,86 1 9,538 10,127 10,655 11, 137 11,584 12,002 58,32
3,4 510000 5, 197 6,536 7,370 8,005 8,5 32 8,991 9,40 1 10,12 1 10,746 11 ,307 l 1,8 l 9 12,294 12,738 60,08
3,5 525000 5,480 6,914 7 ,801 8,475 9,035 9,522 9,958 10,720 11 ,384 11 ,978 12,521 13,025 13,496 6 1,85
B
Hidffi"Uoa Básica

VEL
(m/s) Rey 0,0015 0,05
PERDA DE CARGA UNITÁRIA-J(rrvlOOm)

0,2
f, (mm)
· 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6
Diâmetro (mm)

0,7 0,8 0,9


• 200
VAZÃO
0,1 0,15 (Us)

0,3 60000 0,046 0,048 0,050 0,052 0,054 0,056 0,058 0,060 0,063 0,066 0,068 O,ü70 0,072 9,42
0,4 80000 0,077 0,082 0,086 0,090 0,093 0,097 0,100 0,105 0,1 10 0,115 0,119 0,123 0,126 12,57
0,5 100000 0,114 0,123 0,130 0, 137 0,143 0,148 0, 153 0,162 0,170 0,177 0,184 0,190 0,196 15,7 1
0,6 120000 0,159 0,172 0,183 0, 193 0,202 0,210 0,217 0,230 0,242 0,253 0,262 0,272 0,280 18,85
0,7 140000 0,209 0,229 0,245 0,259 0,272 0,283 0,293 0,311 0,327 0,342 0,355 0,368 0,380 21,99
0,8 160000 0,266 0,294 0,316 0,335 0,351 0,366 0 ,380 0,404 0,425 0,444 0,462 0,479 0,494 25,13
0,9 180000 0,329 0,366 0,395 0,420 0,441 0,460 0 ,477 0,508 0,536 0,560 0,583 0,604 0,624 28,27
1 200000 0,398 0,446 0,483 0,514 0,541 0,565 0,587 0,625 0,659 0,690 0,718 0,744 0,769 31,42
1,1 220000 0,473 0,534 0,580 0,618 0,651 0,680 0,707 0,754 0,795 0,832 0,867 0,899 0,928 34,56
1,2 240000 0,554 0,629 0,685 0,731 0,771 0,806 0,838 0,894 0,944 0,989 1,030 1,067 1,103 37,70
1,3 260000 0,641 0,731 0,799 0,854 0,901 0,943 0,980 1,047 1,106 1,158 1,206 1,251 1,293 40,84
1,4 280000 0,733 0,841 0,922 0,986 1,04 1 1,090 1,134 1,2 12 1,280 1,341 1,397 1,449 1,498 43,98
1,5 300000 0.831 0,959 1,053 1,128 1,192 1,248 1,299 1,388 1,467 1,537 1,602 1,662 1,718 47 ,12
1,6 320000 0,934 1,084 1,193 1,279 1,352 1,417 1,475 1,577 1,667 1,747 1,820 1,889 1,952 50,27
1,7 340000 1,043 1,217 1,341 1,439 1,522 1,596 1,662 1,778 1,879 1,970 2,053 2,130 2,202 53,41
1,8 360000 1,158 1,357 1,498 1,609 1,703 1,785 1,860 1,990 2, 104 2,206 2,300 2,386 2,467 56,55
1,9 380000 1,277 1,505 1,663 1,788 1,893 1,986 2,069 2,2 15 2,342 2,456 2,560 2,657 2,747 59,69
2 400000 1,403 1,660 1,837 1,977 2,094 2,197 2,289 2,451 2,593 2,719 2,835 2,942 3,042 62,83
2,1 420000 1,533 1,822 2,020 2,175 2,305 2,418 2,520 2,700 2,856 2,996 3,124 3,242 3,352 65,97
2,2 440000 1,669 1,992 2,211 2,382 2,525 2,651 2.763 2,960 3,132 3,286 3,426 3,556 3,678 69,12
2,3 460000 1,810 2,170 2,411 2,599 2,756 2,894 3,017 3,233 3,421 3,589 3,743 3,885 4,0 18 72,26
2,4 480000 1,956 2,354 2,619 2,825 2,997 3,147 3,281 3,517 3,722 3,906 4,073 4,228 4,373 75,40
2,5 500000 2, 108 2,547 2,836 3,060 3,248 3,411 3,557 3,8 14 4,036 4,236 4,4 17 4,586 4,743 78,54
2,6 520000 2,265 2,746 3,062 3,305 3,509 3,686 3,844 4 ,122 4,363 4,579 4,776 4,958 5, 128 81,68
2.7 540000 2,427 2,953 3,296 3,560 3,780 3,97 1 4,142 4,442 4,703 4,936 5,148 5,345 5,528 84,82
2,8 560000 2,594 3,168 3,539 3,823 4 ,061 4,267 4,451 4,775 5,055 5,306 5,535 5,746 5,944 87,96
2,9 580000 2,766 3,390 3,790 4,096 4,352 4,574 4,772 5,119 5,420 5,689 5,935 6,162 6,374 91.11
3 600000 2,943 3,619 4,050 4,379 4,653 4,89 1 5,103 5,475 5,798 6,086 6,349 6,592 6,8 19 94,25
3,1 620000 3,125 3,856 4 ,3 18 4,671 4,964 5,2 18 5,446 5,843 6,188 6,496 6,777 7,037 7,280 97 ,39
3,2 640000 3,3 13 4,100 4,595 4,972 5,285 5,557 5,799 6,223 6,59 1 6,920 7,220 7,496 7,755 100,53
3,3 660000 3,505 4,351 4,880 5,283 5,616 5,906 6,164 6,616 7,007 7,357 7,67é 7,970 8,246 103,67
3,4 680000 3,703 4,6 10 5, 174 5,603 5,958 6,265 6,540 7,ü20 7,436 7,807 8,146 8,459 8,75 ! ! 06,8 i i
3,5 700000 3,905 4,877 5,477 5,932 6,309 6,635 6,927 7,436 7,877 8,271 8,630 8,962 9,272 109,96
TabslaA2 EJ
VEL
PERDA DECARGA UNITÁRIA - J(m' IOOm)
e (mm )
Diâmetro (mm)
• 250
VAZÃO
(m/s) Rey 0,0015 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)

0,3 75000 0,035 0,037 0,038 0,040 0,041 0,042 0,043 0,046 0,048 0,049 0,051 0,052 0,054 14,73
0,4 100000 0,058 0,062 0,065 0,068 0,071 0,073 0,075 0,079 0,083 0,086 0,089 0,092 0,095 19,63
0,5 125000 0,087 0,094 0,099 0, 104 0,108 0,112 0,1 15 0,122 0,128 0,133 0 ,138 0,142 0,147 24,54
0,6 150000 0,121 0,131 0,139 0, 147 0,153 0,159 0,164 0,174 0,182 0,190 0,197 0,204 0,210 29,45
0,7 175000 0,160 0,175 0,187 0,197 0,206 0,214 0,221 0,235 0,246 0,257 0,267 0,276 0,284 34,36
0,8 200000 0,204 0,224 0,240 0,254 0,266 0,277 0,287 0,304 0.320 0,334 0,347 0,359 0,370 39,27
0,9 225000 0,252 0,279 0,301 0,319 0,334 0,348 0,361 0,383 0.403 0 ,421 0,438 0,453 0,467 44, 18
1 250000 0,305 0,340 0,368 0,390 0,410 0,427 0,443 0,472 0,496 0,519 0,539 0,558 0.576 49,09
1,1 275000 0,363 0,407 0,441 0,469 0,493 0,5 15 0,534 0,569 0,599 0,626 0,65 1 0,674 0,695 54,00
1,2 300000 0,425 0,480 0,521 0,555 0,584 0,610 0,633 0,675 0,711 0,743 0,773 0,801 0,826 58,90
1,3 325000 0,491 0,558 0,608 0,648 0,683 0,714 0,741 0,790 0,833 0,871 0,906 0,938 0,969 63,81
1,4 350000 0,562 0,642 0,701 0,749 0,789 0,825 0,857 0,914 0,964 1,008 1,049 1,087 1,122 68,72
1,5 375000 0,637 0,732 0,801 0,856 0,903 0,945 0,982 1,047 1,105 1,156 1,203 1,246 1,287 73,63
1,6 400000 0,7 17 0,828 0,907 0,971 1,025 . 1,072 1,1 15 1,190 1,255 1,3 14 1,367 l ,'I 17 1,463 78,54
1,7 425000 0,801 0,929 1,020 1,093 1,154 1,208 1,256 1,34 1 1,415 1,48 l 1,542 1,598 1,650 83,45
1,8 450000 0,889 1,036 1,140 1,222 1,291 1,35 1 1,406 1,501 1,585 1,659 1,727 1,790 1,849 88,36
1,9 475000 0,981 1,149 1,266 1,358 1,435 1,503 1,564 1,671 1,764 1,847 1,923 1,993 2,058 93,27
2 500000 1,077 1,267 1,398 1,501 1,587 1,663 1,731 1,849 1,953 2,045 2,129 2,207 2,279 98.l 7
2,1 525000 1,178 1,39 l 1,537 1,651 1,747 1,831 1,905 2,037 2,151 2,253 2,346 2.432 2,512 103,08
2,2 550000 1,282 1,521 1,683 1,809 1,914 2,006 2,089 2,233 2,359 2,471 2,573 2,667 2,755 107,99
2,3 575000 1,39 1 1,657 1,83 5 1,974 2,089 2,190 2,281 2 ,439 2,576 2,699 2,8 11 2,914 3,010 112.90
2,4 600000 1,504 1,7 98 1,994 2, 145 2,272 2,382 2,481 2,653 2,803 2,937 3,059 3, 17 1 3,276 117 ,81
2,5 625000 1,620 1,945 2, 159 2,324 2,462 2,582 2,689 2,877 3,040 3,185 3,318 3,440 3,554 122,72
2,6 650000 1,741 2,097 2,331 2,510 2,660 2,790 2,906 3,1 10 3,286 3,443 3,587 3,7 19 3,842 127,63
2,7 675000 1,866 2,255 2,5 09 2,703 2,865 3,006 3,132 3,351 3,542 3,712 3,866 4,009 4, 142 132,54
2,8 700000 1,995 2,419 2,693 2,904 3,078 3,230 3,366 3,602 3,807 3,990 4,156 4,310 4,454 137,44
2,9 725000 2,127 2,589 2,885 3. 111 3,299 3,462 3,608 3,862 4,082 4,278 4,457 4,622 4,77 6 142,35
3 750000 2,264 2,764 3,083 3,326 3,527 3,702 3,858 4,131 4,367 4,577 4,768 4,945 5,110 147,26
3,1 775000 2,404 2,945 3,287 3,547 3,763 3,950 4,1 17 4,409 4,66 1 4,885 5,090 5,279 5,455 152,17
3,2 800000 2,549 3,131 3,498 3,776 4,007 4,207 4,385 4,695 4 ,964 5,204 5,422 5,623 5,811 157,08
3,3 825000 2,697 3,323 3,715 4,012 4,258 4,47 1 4,660 4,991 5,278 5,533 5,765 5,979 6,178 161 ,99
3,4 850000 2,849 3,521 3,939 4,255 4,5 17 4,743 4,945 5,296 5,600 5,871 6, 11 8 6,345 6,557 166,90
3,5 875000 3,005 3,725 4, 169 4,505 4,783 5,023 5,237 5,610 5,933 6,220 6,481 6,722 6,947 171,81
VEL
(m/s) Rey 0,0015 0,05
PERDA DE CARGA UNITÁRIA- J(m/lOOm)

0,1 0 , 15
E (mm)
0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6
Diâmetro (mm)

0,7 0,8 0,9


• 300
VAZÃO
(Us)

0,3 90000 0,028 0,029 0,031 0,032 0,033 0,034 0,035 0,036 0,038 0,039 0,040 0,042 0,043 21,21
0,4 120000 0,047 0,050 0,052 0,054 0,056 0,058 0,060 0,063 0,066 0,068 0,07 l 0 .073 0,075 28,27
0,5 150000 0,070 0,075 0,079 0,083 0,086 0,089 0,092 0,097 0,10 1 0,105 0,109 0,113 0,116 35 .34
0,6 180000 0,097 0,10.'i 0,112 0,1 17 0,122 0,127 0, 131 0,138 0,145 0,151 0,156 0,161 0,166 42,41
0,7 210000 0,129 0,140 0,149 0,157 0, 164 0,170 0,176 0,187 0, 196 0,204 0,211 0,218 0,225 49,48
0,8 240000 0, 164 0,180 0, 192 0,203 0,2 12 0,221 0,228 0,242 0,254 0,265 0,275 0,284 0,293 56,55
0,9 270000 0,203 0,224 0,24 1 0,255 0,267 0,278 0,287 0,305 0,320 0,334 0,347 0,359 0,370 63,62
l 300000 0,246 0,273 0,294 0,312 0 ,327 0,34 1 0,353 0,375 0,394 0,411 0,427 0,442 0,455 70,69
1,1 330000 0,292 0.327 0,353 0,375 0,394 0,4 10 0,425 0,452 0,476 0,497 0,516 0,534 0,550 77,75
1,2 360000 0,342 0,385 0.4 17 0,444 0,466 0,486 0,505 0 ,537 0,565 0,590 0,613 0,634 0,654 84,82
1,3 390000 0,396 0,448 0,487 0,5 l 8 0,545 0,569 0,590 0,628 0,661 0,691 0 ,718 0,743 0,766 91 ,8 9
1,4 420000 0,453 0,515 0,561 0,599 0,630 0,658 0 ,683 0,727 0.765 0,800 0,831 0,860 0,888 98,96
1,5 450000 0.514 0,588 0,641 0,684 0,721 0,753 0,782 0,833 0,877 0,917 0,953 0.987 1,018 106,03
1,6 480000 0,578 0.664 0,727 0,776 0,818 0,855 0,888 0,946 0,997 1,042 1,083 1,122 1,157 113,10
1,7 510000 0,646 0,746 0,817 0,874 0,92 1 0,963 1,00 1 1,067 1,124 1,175 1,222 1,265 1,305 120. 17
1,8 540000 0,717 0,832 0,913 0,977 1,030 1,078 1,120 1,194 1,259 1,316 1,369 1,417 1,462 127,23
1,9 570000 0 ,791 0,922 1,014 1,085 1,146 1,199 1,246 1,329 1,401 1,465 1,524 1,578 1,628 134,30
2 600000 0,869 1,017 1,120 1,200 1,267 1,326 1,379 1,471 1,551 1,622 1,687 1,747 1.803 141,37
2,1 630000 0,950 1,117 1,231 1,320 1,395 1,460 1,518 1,620 1,708 1,787 1,859 1,925 1,987 148,44
2,2 660000 1,035 1,221 1,348 1,446 1,528 1,600 1,664 1,776 1,873 1,960 2,039 2,112 2.180 155,51
2,3 690000 1,122 1,330 1,470 1,578 1,668 1,747 1,817 1,940 2,046 2,141 2,228 2,307 2,381 162,58
2,4 720000 1,2 14 1,443 1,597 1,715 1,814 1,900 1,976 2, l 10 2,227 2,330 2,424 2,511 2,592 169,65
2,5 750000 1,308 1,561 1,729 1,858 1,966 2,059 2,143 2,288 2,4 14 2,527 2,629 2,724 2,811 176,7 1
2,6 780000 l,405 1,684 1,866 2,007 2,124 2,225 2,315 2,473 2,610 2,732 2 ,843 2,945 3,040 183,78
2,7 810000 1,506 1,811 2,009 2, 161 2,288 2,397 2,495 2,666 2,813 2,945 3 ,064 3, 174 3,277 190,85
2 ,8 840000 1,6 10 1,943 2,157 2,321 2,458 2,576 2,681 2,865 3,024 3, 166 3,294 3,4 13 3,523 197,92
2,9 870000 1.717 2,079 2,310 2 ,487 2,634 2,76 1 2,874 3,072 3,242 3,394 3,532 3,660 3,778 204,99
3 900000 1,828 2,219 2,469 2,659 2,816 2,952 3,074 3,286 3,468 3,63 1 3,779 3,915 4,042 2 12,06
3,1 930000 1,941 2,365 2,632 2,836 3,004 3,150 3,280 3,507 3,702 3,876 4,034 4, 180 4,315 219, 13
3,2 960000 2 ,058 2,514 2,80 1 3 ,019 3,1 99 3,355 3,493 3,735 3,943 4, 129 4,297 4,452 4,597 226, 19
3,3 990000 2,178 2,669 2,975 3,207 3,399 3,565 3,713 3,970 4,192 4,389 4 ,569 4,734 4,888 233 ,2 6
3,4 1020000 2,30 1 2,828 3,155 3,402 3,606 3,782 3,939 4.213 4,448 4,658 4,849 5,024 5,188 240, 33
3,5 1050000 2,427 2,991 3,339 3,602 3,8 19 4,006 4,172 4,462 4,712 4.935 5,137 5,323 5,496 247,40
TabelaA2 B
VEL
PERDA DE CARGA UNITÁRIA - J(nv!OOm)
e (111111 )
Diâmetro (mm) .. 350
VAZÃO
(ms) Rey 0,0015 0,05 0, 1 0,15 0 ,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (1/s)
0,3 105000 0,023 0,024 0 ,025 0,026 0,027 0,028 0 ,029 amo 0,031 0,032 0,033 0,034 0,035 28,86
0,4 140000 0,039 0,041 0 ,043 0,045 0,047 0,048 0,049 0,052 0.054 0,056 0,058 0,060 0,061 38,48
0 ,5 175000 0,058 0,062 0.066 0,069 0,071 0,074 0,076 0 ,080 0,083 0,087 0,090 0,093 0,095 48,11
0,6 210000 0,081 0,087 0,092 0,097 0,101 0,105 0,108 0,114 0, 119 0, 124 0,128 O, 132 0,136 57,73
0,7 245000 0,107 0 , 116 0,124 0,1 30 0,136 0 ,141 0,145 0,154 0 , 161 0,168 0, 174 0,179 o, 185 67,35
0,8 280000 0,136 0,149 O, 159 0,168 0, 176 0 ,182 0,189 0,200 0,209 0,2 18 0,226 0,234 0,241 76,97
0,9 315000 0 , 169 0,186 0,199 0,2 11 0,221 0,229 0,237 0 ,251 0,264 0 ,275 0,285 0,295 0,304 86,59
1 350000 0,205 0,227 0,244 0,258 0,271 0,282 0,292 0,309 0,325 0,339 0,351 0,363 0,374 96,21
1,1 385000 0,243 0,271 0,293 0,31 O 0,326 0,339 0,35 1 0,373 0,392 0 ,409 0.424 0.438 0,452 105,83
1,2 420000 0,285 0,320 0,346 0,367 0,386 0,402 0,417 0,442 0,465 0,485 0,504 0.521 0,537 115,45
1,3 455000 0,330 0,372 0,404 0,429 0,451 0.470 0,487 0,5 18 0,545 0,569 0.590 0,610 0,629 125.07
1,4 490000 0,378 0.428 0,466 0.496 0,521 0,544 0,564 0,599 0,631 0,658 0,684 0.707 0,729 134,70
1,5 525000 0,428 0,488 0,532 0,567 0,596 0,622 0,646 0,687 0,723 0,755 0,784 0,811 0,836 144,32
1,6 560000 0,482 0,552 0,602 0,643 0,677 0,706 0,733 0 ,780 0,821 0,858 0,891 0,922 0,950 153,94
1,7 595000 0,538 0,620 0,677 0,723 0,762 0,796 0,826 0,880 0,926 0,967 1,005 1,039 1,072 163,56
1,8 630000 0,598 0,691 0,757 0 ,809 0,852 0,891 0,925 0,985 1,037 1,083 1,125 1,164 1,201 173, 18
1,9 665000 0,660 0,766 0,841 0,899 0,948 0,991 1,029 1,096 1, 154 1,206 1,253 1,297 1,337 182,80
2 700000 0,725 0.845 0,929 0 ,994 1,048 1,096 1, 138 1,213 1,278 1,335 1,387 1,4% 1,48 1 192,42
2, 1 735000 0,793 0 ,928 1,021 1,093 1, 154 1,206 1,253 1,336 1,407 1.4 71 1,529 1,582 1,632 202,04
2,2 770000 0,863 1,015 1,118 1, 197 1,264 1,322 1,374 1,465 1,543 1,613 1,677 1,735 1,790 2 11 ,66
2,3 805000 0,937 1,105 1,219 1,306 1,380 1,443 1,500 1,600 1.686 1,762 1,832 1,896 1,955 221 .29
2,4 840000 1,013 1,200 1,324 1.420 1,500 1,570 1,632 1.740 1,834 1,918 1,993 2,063 2, 128 230,91
2,5 875000 1,092 1,298 1,434 1,539 1,626 1,702 1,769 1,887 1.989 2,080 2, 162 2,238 2,309 240,53
2,6 910000 1,173 1,399 1,548 1,662 1,757 1,839 1,912 2,040 2,150 2,248 2,338 2,420 2,496 250, 15
2,7 945000 1,257 1,5 05 1,666 1,790 1,892 1,981 2,060 2, 198 2.318 2,424 2,520 2,608 2,69 1 259,77
2,8 980000 1,344 1,614 1,789 1,922 2,033 2, 129 2,214 2,363 2,491 2,605 2,709 2,804 2,893 269,39
2,9 1015000 1.434 1.728 1,916 2,060 2,179 2,282 2,373 2,533 2.671 2,794 2,905 3.007 3, 103 279,0 1
3 1050000 1,526 1,845 2,047 2,202 2,329 2,440 2,538 2,710 2,857 2,988 :uos 3,217 3,319 288,63
3, 1 1085000 1,621 1,965 2, 183 2,349 2 ,485 2,604 2.709 2,892 3.050 3.190 3.317 3.434 3.544 298,25
3,2 1120000 1,719 2,090 2,323 2,500 2,646 2,772 2,885 3,080 3,248 3.398 3,534 3,659 3,775 307,88
3,3 1 155000 1,819 2,218 2.468 2,656 2,812 2,947 3,066 3 ,27 4 3,453 3,613 3,757 3,890 4,014 317,50
3,4 1190000 1,922 2,350 2,6 16 2 ,8 17 2,983 3,126 3,253 3,474 3,665 3,8 34 3,9 87 4,128 4,260 327, 12
3,5 1225000 2,027 2,486 2,769 2,983 3,159 3,311 3,446 3 ,680 3,882 4 ,061 4,224 4,374 4,513 336,74
VEL
PERDA DE'CA RGA UNITÁRIA- J(m/100111)
e (mm )
Diâmetro (mm) .. 400
VAZÃO
(nv's) Rcy 0,00 15 o.os 0, 1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0 ,8 0,9 (1/s)
0,3 120000 0,020 0,021 0,022 0,022 0,023 0,024 0 ,024 0,025 0,026 0,027 0,028 0,029 0,030 37,70
0,4 160000 0,033 0 ,035 0,037 0,038 0,040 0,041 0,042 0 ,044 0,046 0,047 0,049 0,050 0,052 50,27
0,5 200000 0,050 0,053 0,056 0,058 0,060 0 ,062 0,064 0,068 0 ,07 1 0,073 0,076 0,078 0,080 62,83
0,6 240000 0 ,069 0.074 0,079 0,082 0,086 0,089 0,091 0,096 0,101 0.105 0, 108 0,112 0 ,1 IS 75,40
0,7 280000 0,091 0,099 0,105 0,111 0, 11 5 0,119 0, 123 0,130 0,J:l6 0, 142 0, 147 0,151 0, 156 87,96
0,8 320000 0 , 116 0, 127 O,J:l6 0, 143 0 , 149 0,155 0,160 0 , 169 0, 177 0,184 0, 191 o, 197 0,203 100,5 3
0,9 360000 0, 144 0,158 0,170 O, 179 0,187 0,195 0,201 0,2 13 0,223 0,232 0,241 0,249 0,256 113, 10
1 400000 0,175 O, 193 0,207 0,2 19 0,230 0,239 0,247 0 ,262 0,275 0,286 0,297 0,306 0,316 125,66
1, 1 440000 0,208 0,23 1 0,249 0,264 0,276 0,288 0 ,298 0,316 0.331 0.345 0,358 0.370 0.381 138,23
1,2 480000 0,243 0 ,272 0 ,294 ().>12 0,327 0,341 0,353 0 ,375 0 ..193 0,41 0 0,425 0.440 0,453 150,80
1.3 520000 0 ,282 0,3 17 0,343 0,365 0,383 0,399 0,413 0,439 0,461 0 ,481 0 ,499 0.515 0 ,531 163,36
1,4 560000 0 ,323 0,365 0.396 0,42 1 0.442 0,461 0,478 0 ,508 0,533 0,556 0,577 0 ,597 0,615 175,93
1,5 600000 0 ,366 0,416 0,452 0,482 0,506 0,528 0,547 0,582 0,6 11 0,638 0,662 0,684 0,705 188,50
1,6 640000 0,4 12 0,470 0 ,512 0,546 0 ,574 0,599 0,622 0,66 1 0,695 0,725 0,752 0,778 0,802 201,06
1,7 680000 0 ,460 0,528 0,576 0,615 0,647 0,675 0,700 0,745 0,783 0,817 0,849 0,877 0,904 213 ,63
1.8 720000 0 .511 0.589 0,644 0,687 0.724 0,755 0.784 0,834 0,877 0,9 16 0,951 0,983 1,013 226, 19
1,9 760000 0,564 0.653 0,715 0.764 0,804 0,840 0,872 0 ,928 0,976 1,019 1,058 1,095 1,128 238,76
2 800000 0.620 0,720 0 ,790 0,844 0,890 0,929 0,965 1,027 1,081 1, 129 1.172 1.2 12 1,249 251 ,33
2,1 840000 0 ,678 0,791 0,868 0,929 0 ,979 1,023 1,063 1,131 1,190 1,243 1,291 1,:n5 1,377 263,89
2,2 880000 0,738 0 ,865 0,95 1 1,017 1,073 1, 122 1,165 1,240 1,306 1,364 1,4 16 1.465 1,510 276,46
2,3 920000 0 ,801 0,942 1,037 1,110 1,171 1,224 1,272 1,354 1,426 1,490 1,547 1,600 1,650 289,03
2,4 960000 0,866 1,022 1,126 1,207 1,274 1,332 1,383 1,474 1,552 1,62 1 1,684 1,742 1,796 301 ,59
2,5 1000000 0,934 1, 106 1,220 1,307 1,380 1,443 1,500 1,598 1,683 1,758 1,826 1.889 1.948 314, 16
2,6 1040000 1,003 l , 193 1,317 1.412 1,491 1,560 1,621 1,727 1,819 1.900 1,974 2,043 2 , 106 326.73
2.7 1080000 1,075 1,283 1,417 1,521 1,606 1,680 1,746 1,861 1.961 2 ,049 2. 128 2,202 2,270 339.29
2,8 1120000 1,150 1,176 1,522 1,633 1,726 1,806 1,877 2,001 2,107 2,202 2,288 2.367 2.441 351,86
2,9 11 60000 1,227 1,472 1,630 1,750 1,849 1,935 2,012 2.1 45 2,260 2,36 1 2.454 2.539 2,6 18 364,42
3 1200000 1,3 06 1,572 1,742 1,87 1 1,977 2,070 2,152 2,294 2,417 2,526 2,625 2,71 6 2,801 :176,99
3, 1 1240000 1,387 1,675 1,857 1,996 2,110 2,208 2,296 2,449 2,580 2,696 2,802 2,899 2,990 389,56
3,2 1280000 1,470 1,78 1 1,976 2,124 2,246 2,:152 2,445 2,608 2,748 2,872 2,985 :l,089 3,185 402,12
:l,3 1320000 1,556 1,890 2,099 2,257 2,387 2,499 2 ,599 2,772 2,921 3,054 :l, 174 3,284 3,386 414,69
3,4 1360000 1,644 2,003 2,226 2,394 2,532 2,652 2,758 2,942 3, 100 3,24 1 3,368 3,485 3,594 427,26
:l,5 1400000 1.735 2 ,1 19 2,356 2,535 2,682 2,808 2,921 3, 116 3,284 3.433 3.568 3.692 3,808 439,82
fabàaA2 B
PERDA DE CARGA UNITÁRJA -J(rn'I00m) Diâmetro (mm) 450
VEL E (mm ) "' VAZÃO
(mis) Rey 0,0015 0,05 0,1 º· 15 0,2 0,25 0.3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (Us)
0,3 135000 0,017 0,018 0.019 0,019 0,020 O,ü20 0,02 1 0,022 0,023 0,023 0.024 0,025 0,025 47 ,71
0,4 180000 0,029 0,030 0,032 0,033 0,034 0,()35 0.036 0,()38 0,039 0,041 0,042 0,043 0.045 63,62
0,5 225000 0,043 0,046 0,048 0,050 0,052 0 ,054 0,056 0,058 0,061 0,063 0.065 0,067 0,069 79,52
0,6 270000 0,060 0,064 0,068 0,071 0,074 0,077 0,079 0,083 0.087 0.090 0.093 0,096 0.099 95,43
0,7
0,8
315000 0,079
360000 0,10 1
0,086
0,110
0,091
0,118
0,096
0,124
0,100
0,129
0,103
0,134
0,107
0,138
0,112
0,146
0,118
0,153
0,122 º·127 O, 131 0. 134 111.33
0,159 0,165 0.170 0, 175 127.23
0 ,9 405000 0,125 0,137 0,147 0,155 0,162 0,168 0,174 0,184 O, 193 0.200 0.208 0.214 0,221 143,14
1
1,1
450000 º· 152 0,168 0,180 0,190 0,199 0,207 0,214 0.226 0,237 0.247 0.256 0,264 0.272 159.04
495000 0,181 0,201 0,216 0,228 0,239 0,249 0,257 0,273 0,286 0,298 0,309 OJ 19 0,328 174,95
1,2 540000 0,212 0,236 0,255 0,270 0,283 0,295 0,305 0,324 0,340 0,354 0,367 0,379 0.390 190,85
1,3 585000 0,245 0,275 0,298 0,3 16 0,331 0,345 0,357 0,379 0,398 0,414 0,430 0.444 0.457 206,76
1,4 630000 0,281 0,317 0,343 0,365 0,383 0,399 0,413 0,438 0,460 0,480 0,498 0,5 14 0,530 222,66
1,5 675000 0,319 0,361 0,392 0,4 17 0,438 0,457 0,473 0,502 0,528 0,550 0,571 0,590 0,607 238,56
1,6 720000 0,359 0,408 0,444 0,473 0 ,497 0,518 0 ,537 0,571 0,600 0,625 0,649 0.670 0,690 254,47
1,7 765000 0.401 0,459 0.500 0,532 0,560 0,584 0,606 0,643 0.676 0,705 0,732 0,756 0.779 270,37
1,8 810000 0,445 0,511 0,558 0,595 0 ,626 0,654 0,678 0,720 0,757 0,790 0,820 0,847 0,873 286,28
1,9 855000 0,491 0,567 0,620 0,662 0,696 0,727 0,754 0.802 0.843 0,879 0,912 0.943 0.972 302, 18
2 900000 0,540 0,626 0,685 0,731 0,770 0,804 0,834 0,887 0.933 0,973 1,01 O 1,044 1,076 318,09
2,1 945000 0,590 0,687 0,753 0,805 0.848 0.885 0;919 0.977 1,028 1,073 1. 1 13 1,15 1 1,186 333,99
2,2 990000 0,643 0,751 0.825 0,882 0,929 0,970 1,007 1,071 1,127 1.176 1.22 1 1,262 1,301 349,89
2,3 1035000 0,698 0.818 0,899 0,962 1,014 1,059 1,100 1,170 1,231 1.285 1.334 1,379 1.421 365.80
2,4 1080000 0,755 0,888 0,977 1,046 1, 103 1, 152 1,196 1,273 1,339 1,398 1,452 1,501 1.547 381.70
2,5 1125000 0,813 0,961 1,058 1, 133 1,195 1,249 1,297 1,3 80 1,452 1.516 1,574 1,628 1.677 397,61
2,6 1170000 0,874 1,036 1,142 1,223 1,291 1,349 1.401 1.492 1,57 0 1.639 1.702 1,760 1.814 4 13.51
2,7 1215000 0,937 1,1 14 1,229 1,318 1,391 1,454 1,510 1,608 1,692 1,767 1,835 1,897 1,955 429,42
2,8 1260000 1,002 1,195 1,320 1.415 1,494 1,562 1,623 1,728 1,819 1.900 1,97:1 2,040 2.102 445 ,32
2,9 1305000 1,069 1,279 1,4 14 1,516 1,601 1,675 1,740 1,853 1,951 2,037 2,115 2,187 2 ,254 461,23
3 1350000 1,138 1,366 1.5 11 1.62 1 1,7 12 1,791 1,86 1 1,982 2,086 2.179 2,263 2,340 2,4 12 477.13
3,1 1395000 1.209 1.455 1.611 1,729 1,827 1,911 1,986 2, 1 15 2,227 2,326 2,416 2,498 2.575 493 ,03
3.2 1440000 1.282 1.547 1,7 14 1,84 1 1,945 2.035 2,114 2 ,2 53 2,372 2,478 2,573 2.661 2,743 508,94
3,3 1485000 1,3 57 1,642 1,821 1,956 2,067 2,163 2,248 2.395 2.522 2,634 2,736 2,830 2.916 524,84
3,4 1530000 1,433 1,740 1,93 1 2,074 2,192 2,294 2,385 2,541 2,676 2,796 2,904 3,003 3,095 540,75
3,5 1575000 1,5 12 1,841 2.044 2,196 2,322 2,430 2,526 2,692 2,835 2,962 3.076 3,182 3,279 556,65
VEL
PERDA DE CARGA UNITÁRIA - J(m/l00m)
E (mm )
Diâmetro (mm) .. . soo
VAZÃO
(nv's) Rey 0,0015 0 ,05 0,1 0, 15 0,2 0,25 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 ,9 (l/s)
0 ,3 150000 O.OI 5 0.016 0,016 0 ,017 0,017 0,018 0,018 0 ,0 19 0,020 0,021 0,021 0 ,022 0,022 58,90
0 ,4 200000 0,025 0,027 0 ,028 0 ,029 0,030 0,031 0 ,032 0.033 0.035 0,036 0,037 0,038 0,039 78 ,54
0,5 250000 0,038 0,040 0,043 0,044 0,046 0,047 0,049 0,051 0 ,053 0,055 0 ,057 0,059 0,061 98 ,1 7
0,6 300000 0,053 0,057 0,060 0,063 0,065 0,067 0,069 O,OB 0.076 0.079 0,082 0 .084 0.087 117,81
0,7 350000 0.070 0.076 0,080 0 ,084 0 ,088 0 ,091 0 ,094 0,099 0.103 0 , 107 0,111 0 . 11 4 0 ,117 137,44
0,8 400000 0,089 0,097 0,103 0,109 O, 1 IJ 0 ,118 0,121 0 , 128 0 , 134 0,139 0 , 144 0 ,149 0, 153 157,08
0,9 450000 0 , 111 0.121 0 , 130 0,136 0, 142 0, 148 O, 153 0,161 0,169 0, 176 O, 182 O, 188 0, 193 176,71
1 500000 0 , 134 0,148 0,158 0 , 167 0, 175 0,182 0,188 o, 198 0,208 0,216 0,224 0,231 0,238 196,35
1, 1 550000 0,160 0,177 0 , 190 0 .201 0,210 0,219 0,226 0,239 0,251 0,261 0,270 0,279 0,287 2 15,98
1,2 600000 O, 187 0,208 0,225 0,238 0,249 0,259 0,268 0,284 0 ,298 0 ,3 10 0 ,321 0,332 0,341 235,62
1,3 650000 0,217 0 .243 0 ,262 0,278 0,29 1 0,303 0,31 4 0,332 0,349 0,363 0,377 0.389 0,400 255 ,25
1,4 700000 0 ,248 0.279 0,302 0,321 0,137 0,35 1 0,363 0.385 0,404 0.421 0 .436 0 .450 0,463 274,89
1,5 750000 0,282 0,318 0 .345 0 ,367 0,385 0 ,401 0,416 0 ,441 0,463 0 ,482 0 ,500 0 .516 0 ,532 294,52
1,6 800000 0 ,317 0.360 0 ,391 0.416 0,437 0,456 0 ,472 0,501 0,526 0.548 · 0,568 0,587 0,604 314, 16
1.7 850000 0,354 0 ,404 0 ,440 0,468 0,492 0,513 0 ,532 0,565 0 ,593 0,618 0,641 0,662 0,682 333,79
1,8 900000 0,393 0,451 0 .492 0 ,524 0,551 0,574 0,595 0,632 0,664 0,692 0 ,71 8 0,742 0,764 353,43
1,9 · 950000 0,434 0.500 0,546 0 ,582 0,612 0 ,639 0,662 0.703 0,739 0.771 0.799 0 ,826 0,850 373,06
2 1000000 0.477 0,552 0,603 0,644 0,677 0,707 0 ,733 0,779 0,818 0.853 0,885 0 .914 0 ,942 392,70
2,1 1050000 0,522 0,606 0 ,663 0,708 0,745 0,778 0,807 0, 858 0,901 0.940 0 ,975 1,008 1,018 4 12, 33
2,2 1100000 0 ,569 0,662 0,726 0 ,776 0 ,817 0,853 0,885 0,940 0 ,988 1.031 1,070 1. 105 1,138 431 ,97
2,3 1150000 0,6 17 0,722 0,792 0 ,846 0,892 0,931 0,966 1.027 1,080 1, 126 1,169 1.207 1,244 451 ,60
2,4 1200000 0,667 0 .783 0,860 0,920 0,970 1,012 1,051 1. 117 1,175 1.226 1.272 1.3 14 1,354 471 ,24
2,5 1250000 0,7 19 0,847 0,93 2 0,997 1.051 1,097 1,139 1,211 1,274 1,329 1.379 1,425 1.468 49 0,87
2,6 1300000 0,77'!, 0,9 14 1,006 1,077 1, 135 1. 186 1,23 1 1.309 l.]77 1.437 1.491 1,541 1,588 510,5 1
2,7 1350000 0.829 0 ,983 1,083 1,159 1,223 1,278 1,326 1,411 1.484 1,549 1,608 1,661 1,71 1 530, 14
2,8 1400000 0,886 1,054 1,163 1.245 1,314 1,373 1,426 1,517 1,595 1,665 1,728 1,786 1,840 549,78
2,9 1450000 0 ,945 1,128 1.245 1,334 1,408 1,472 1,528 1,626 1,711 1,786 1,853 1,915 1,973 569,41
3 1500000 1,006 1,204 1,331 1,426 1,505 1,574 1,634 1,739 1.830 1,910 1,983 2 ,049 2,111 589,05
3,1 1550000 1.069 1.28:l 1,4 19 1,521 1,606 1,679 1,7 44 1.857 1,953 2,039 2. 11 6 2, 188 2,254 608,68
3,2 1600000 1, 134 1.365 1,510 1,620 1,710 1,788 1,857 1,977 2.080 2, 172 2.254 2,330 2,40 1 628,32
:l,3 1650000 1,200 1,448 1,604 1,721 1,8 17 1,900 1,974 2, 102 2,212 2,109 2,397 2.478 2,553 647,95
3,4 1700000 1,268 1,535 1,700 1,825 1,928 2,0 16 2,095 2,230 2,347 2,450 2,544 2 ,630 2,709 667,59
3 ,5 1750000 1,338 1,623 1,800 1,913 2 ,041 2,135 2,218 2,361 2,486 2.596 2,695 2.786 2,870 687 ,22
Tabel,A2 EI
PERDA DECARGA UNITÁRIA- J(nvlOOm) Diâmetro (mm) ~ 600
VEL ê, (mm ) VAZÃO
(nvs) Rey 0.0015 o.os 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0.4 0 ,5 0,6 0,7 0,8 0,9 (l/s)
0,3 180000 0,012 0,013 0,013 0 ,014 0,014 0,014 0,015 0,015 0,016 0,016 O.O 17 O.OI 7 O.OI 8 84,82
0 ,4 240000 0,020 0,022 0,022 0,023 0,024 0,025 0,025 0,027 0,028 0,029 0,029 o.mo 0.03 1 113, 10
0 ,5 300000 0,03 1 0,032 0,034 0,036 0,037 0,038 0,039 0,041 0,043 0,044 0,046 0 .047 0,048 14 1,37
0,6 360000 0,043 0,046 0,048 0,050 0,052 0,054 0,055 0,058 0,061 0.063 0,065 0,067 0 .069 169;65
0 ,7 420000 0,056 0.061 0 ,064 0,067 0,070 0,073 0,075 0,079 0 ,082 0,085 0,088 0,091 0,093 197,92
0,8 480000 0,072 0,078 0,083 0,087 0,091 0,094 0,097 0,102 0,107 0.111 0.115 0,118 0 .122 226, 19
0,9 540000 0,089 0,097 0,104 0,109 0,114 0,118 0,122 0,129 o, 135 0,140 O, 145 0.149 O, 153 254,47
1 600000 0,108 0,119 0,127 0,134 0 , 140 0,145 0,150 0, 158 0,166 0,172 o, 178 0,184 o, 189 282,74
1, 1 660000 0 , 129 0,142 0,153 0,161 0 , 168 0 ,175 0,181 0, 191 0.200 0,208 0.215 0,222 0,228 311,02
1,2 720000 0,151 0,168 0,180 0,191 0,200 0,207 0,214 0,227 0,237 0,247 0,256 0.264 0.271 339,29
1,3 780000 0,175 0,195 0,210 0,223 0,233 0,243 0 ,251 0,265 0,278 0,289 0,300 0,309 0,318 367,57
1,4 840000 0,200 0,225 0,243 0,257 0,270 0,280 0,290 0,307 0,322 0,335 0,347 0 ,358 0,368 395,84
1,5 900000 0,227 0,256 0,277 0,294 0,309 0,321 0,332 0,352 0.369 0,3 8tl 0,398 0,411 0.422 424, 12
1,6 960000 0,256 0,290 0,3 14 0,334 0,350 0,364 0,377 0,400 0.419 0,437 0,452 0,4(,7 0,480 452,39
1,7 1020000 0,286 0.325 0,353 0 ,376 0,394 0,4 11 0,425 0,451 0.473 0.492 0,510 0,527 0 .54 2 480,66
1,8 1080000 ().318 0,363 0,395 0,420 0,441 0,459 0,476 0,505 0,529 0,552 0.572 0,590 0,607 508,94
1,9 11 40000 0,351 0,402 0 ,439 0,467 0 ,490 0,5 11 0,530 0,562 0,589 0,614 0,636 0,657 0.676 537,21
2 1200000 0,386 0,444 0,485 0.516 0,542 0 ,565 0,586 0.622 0,652 0.680 0 .705 0.727 0 .748 565,49
2,1 1260000 0,422 0,488 0,533 0,568 0,597 0 ,623 0,645 0,685 0.719 0.749 0.776 0,801 0,825 593.76
2,2 1320000 0,460 0,533 0.583 0,622 0,654 0,682 0,707 0.751 0.788 0.8