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A maioria dos cabeleireiros tem pouca

dificuldade em aprender os detalhes das


ferramentas mecânicas da profissão: tesouras,
escovas, pranchas e secadores. Este livro
aplica o mesmo nível de importância às
ferramentas químicas: mecanismos para
coloração capilar, soluções para ondulações
permanentes, relaxantes e alisantes químicos,
xampus, condicionadores e produtos para
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ferramentas tenham elevada importância no
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teoria e a aplicação dos conceitos essenciais
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Aplicações: livro destinado a todos os
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químicos, farmacêuticos, engenheiros e
profissionais das áreas comercial, de Marketing para cosméticos
Série Profissional
comunicação e de marketing. Mencía de Garcillán

JOHN HALAL
ISBN 13: 978-85-221-1089-6
ISBN 10: 85-221-1089-1

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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Halal, John
Tricologia e a química cosmética capilar / John
Halal ; tradução Ez2translate. -- São Paulo :
Cengage Learning, 2011.
Título original: Hair structure and chemistry
simplified.

ISBN 978-85-221-1835-9

1. Cabelos - Cuidados e higiene 2. Cabelos -


Estética 3. Cabelos - Estudo e ensino 4. Penteados
I. Título.

11-01183 CDD-646.724

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1. Estrutura e química do cabelo : Cuidados
profissionais 646.724
tradução da 5a edição norte-americana

JOHN HALAL

tradução:
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revisão técnica:
Celso Martins Júnior
Técnico químico e especialista em Marketing Estratégico pela ESPM de São Paulo, pós-graduado
em Gestão Empresarial e em Cosmetologia com extensão em Perfumaria Fina e Tricologia Avançada no TRI –
Princeton University. MBA internacional em Cosmetologia pela Universidade da Palma de Mallorca, na Espanha.
Professor de Cosmetologia da Universidade Anhembi Morumbi – SP.

Simone Aparecida da França (Capítulo 11)


Química, colorista e especialista em Licenciatura e Cosmetologia pela Faculdades Oswaldo Cruz – SP.
Professora colaboradora da disciplina de Cosmetologia na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.
Especialista em Cosméticos pela Sensient Cosmetic Technologies de Paris.

Austrália • Brasil • Japão • Coreia • México • Cingapura • Espanha • Reino  Unido • Estados  Unidos
Tricologia e a Química Cosmética Capilar © 2009, 2002 Milady, parte da Cengage Learning
Tradução da 5a edição norte-americana © 2012 Cengage Learning. Todos os direitos
reservados.
John Halal
Milady® Esta editora empenhou-se em contatar os
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Albuquerque Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste
livro poderá ser reproduzida, sejam quais forem os
Título Original: Hair Structure and Chemistry Sim- meios empregados, sem a permissão, por escrito,
plified (ISBN: 978-1-4283-3558-7) da Editora. Aos infratores aplicam-se as sanções
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9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Revisão Técnica: Celso M. Júnior e
Simone da França (Capítulo II) Para informações sobre nossos produtos, entre em
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Sumário

Prefácio ........................................................... xi
Sobre o autor ................................................................... xiii
Agradecimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xiv
Revisores da 5a edição norte-americana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xiv

capítulo 1 Ciência e cosmetologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1


Química no salão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
O que é ciência? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
O que é química? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
O que é tecnologia? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
O método científico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
O que a ciência não é . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

capítulo 2 A estrutura da vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9


O milagre da vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Células . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
O quadro geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

capítulo 3 Microbiologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Classificação de bactérias patogênicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Movimento das bactérias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Crescimento e reprodução das bactérias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Vírus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Outros agentes infecciosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Tipos de infecção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Imunidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

capítulo 4 A estrutura da pele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25


Tecido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Pele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Glândulas exócrinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb vii 25/02/2011 11:09:11


viii TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

Glândulas endócrinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Radiação ultravioleta e protetores solares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

capítulo 5 Entendendo as doenças de pele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43


Reconhecendo doenças de pele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Por que cabeleireiros têm problemas de pele? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Dermatite de contato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Infecções cutâneas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Luvas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

capítulo 6 O crescimento e a estrutura do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55


Por que precisamos do cabelo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
Estruturas do couro cabeludo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
A estrutura do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Subfibras e propriedades físicas do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Ligações laterais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

capítulo 7 As propriedades do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73


Os ciclos de crescimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
Tipos de cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
Perda normal de cabelo e taxa de crescimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

capítulo 8 Química geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91


Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
Química . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
Matéria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Moléculas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Os estados da matéria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Propriedades físicas e químicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Alterações físicas e químicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Substâncias puras, compostos e misturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Soluções, suspensões e emulsões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

capítulo 9 Química avançada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103


Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
Água e pH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
A escala do pH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
Ácidos e o íon de hidrogênio H + . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Álcalis, bases e o íon de hidróxido OH – . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Reações de oxirredução (redox) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110

capítulo 10 Xampus, condicionadores e outros produtos para auxílio


em penteados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
A água é polar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb viii 25/02/2011 11:09:11


SUMÁRIO ix

Óleos são não polares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115


Surfactantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
Xampu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
A química do xampu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
A química do condicionador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
Conclusões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139

capítulo 11 Coloração e clareamento do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141


Luz visível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
Clareamento e descoloração do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
Segurança pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166

capítulo 12 Coloração de cabelos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167


Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Teoria para coloração capilar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Tipos de produtos para coloração capilar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Formulação e química . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
Segurança na coloração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182

capítulo 13 Ondulação permanente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189


A estrutura do cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190
Ligações químicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
Ondulação permanente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
A química da ondulação permanente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198
Tipos de ondas permanentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
Ondulação permanente de autoaquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206
O processo da ondulação permanente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
Neutralização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209
Segurança na ondulação permanente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 214

capítulo 14 Relaxantes químicos e ondulações permanentes de cachos


suaves . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217
Relaxantes químicos para o cabelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 218
A química do relaxamento capilar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 218
Segurança do relaxamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229

capítulo 15 Segurança e saúde no salão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 233


A importância de trabalhar com segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
As regras para trabalhar com segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
Toxicidade e carcinogenia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241
Regras de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243

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x TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

Conclusão ............................................................... 245


Apêndice A Informações sobre segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246
Apêndice B Irritantes e alérgenos comuns . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248
Apêndice C Orientações para o teste de fragmento (pele) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249
Apêndice D Ciência, equipamentos para laboratório e recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250
Apêndice E Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) . . . . . . 253
Apêndice F Ingredientes dos produtos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287
Glossário/Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb x 25/02/2011 11:09:12


Prefácio

Embora a química seja uma parte essencial de tudo o que o cabeleireiro profissio-
nal faz, poucos têm qualquer conhecimento sobre as químicas nos produtos que
usam ou as inúmeras reações (químicas) que acontecem no salão todos os dias.
Além dos perigos óbvios, tanto para o cabeleireiro quanto para o cliente, essa fal-
ta de conhecimento também limita as habilidades e perpetua uma imagem nega-
tiva do cabeleireiro como profissional.
A maioria dos profissionais se intimida com química porque normalmente ela é
apresentada por meio de fórmulas, símbolos químicos e palavras longas impronun-
ciáveis, que parecem ter sido escritas em alguma língua estrangeira exótica. Fábulas
e mensagens exageradas de marketing confundem ainda mais essas questões, adi-
cionando uma riqueza de informações que podem ser fáceis de entender, mas fre-
quentemente incorretas. Tricologia e a química cosmética capilar, tradução da quinta
edição norte-americana, separa fato de ficção, e esclarece a confusão. A abordagem
deste livro supera a apreensão normalmente associada à aprendizagem da quími-
ca. Os cabeleireiros acharão a informação fácil de entender, e até mais fácil de usar.
Os conceitos fáceis de aplicar aqui apresentados dão aos cabeleireiros a confian-
ça que vem do conhecimento, e melhora tanto a qualidade quanto a segurança nos
serviços do salão.
Recentes avanços na química dos cosméticos estão transformando os cabelei-
reiros e barbeiros de ontem nos estilistas de alta tecnologia de hoje. O tradicio-
nal permanente frio conta com uma gama de substitutos. Os cabeleireiros agora
têm de escolher entre permanentes ácidos, exotérmicos, sem amônia, sem tio e
autotemporizantes. Os relaxantes químicos se transformaram em reconstrutores
iônicos térmicos e tratamentos de queratina. Colorações capilares com fórmu-
las antiquadas estão sendo substituídas por colorantes capilares semipermanen-
tes, demipermanentes e parapermanentes. Clareadores em pó feitos de ervas estão

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb xi 25/02/2011 11:09:12


xii TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

substituindo a lixívia, e reveladores de enzima substituem o peróxido. Os serviços


químicos nos modernos e atuais salões foram turbinados com peróxido de alto vo-
lume, catalizadores químicos e máquinas que processam a cor.
Mas todos esses novos produtos podem não fazer jus as suas promessas. Alguns
podem ser perigosos, e outros custar mais... muito mais. Eles realmente valem o
gasto adicional? São seguros? Como podemos saber que produto usar, e como
usá-lo com segurança? Tricologia e a química cosmética capilar, na tradução da quin-
ta edição norte-americana, ajuda tanto os alunos quanto os cabeleireiros experien-
tes a selecionar o produto correto em meio a uma ampla gama de novos produtos
que não estavam disponíveis alguns anos atrás.
Aprender a linguagem da química cosmética apresentada neste texto fortalece
os cabeleireiros com o entendimento do que está realmente nos frascos e por que
está lá. Com um pouco de prática, esses profissionais aprenderão a ler e traduzir os
ingredientes relacionados, em letras pequenas, no rótulo traseiro do frasco. Aque-
les que não entendem essa língua estão fadados a ler apenas as propagandas exa-
geradas do marketing, aquelas em letras grandes que constam da frente do frasco.
A maioria dos cabeleireiros tem pouca dificuldade para aprender os detalhes
íntimos das ferramentas mecânicas da profissão: tesoura, escovas, pranchas e se-
cadores. Esta nova edição aplica o mesmo nível de conhecimento às ferramen-
tas químicas: coloração capilar, soluções para ondulações permanentes, relaxantes
químicos, depiladores químicos, xampus, condicionadores, produtos estilizantes e
protetores solares. Embora essas ferramentas tenham a mesma importância, elas
normalmente são muito menos entendidas.
Tricologia e a química cosmética capilar é o livro mais atual, abrangente e dire-
to desse segmento. Ele explica de forma minuciosa a teoria e a aplicação dos con-
ceitos essenciais da química do cabelo que, basicamente, não são abordadas em
outros livros. Nesta edição constam conceitos de novos produtos e serviços que
atualmente estão sendo realizados nos salões modernos.
Os Apêndices incluem informação sobre a rotulação dos produtos juntamen-
te com amostras de FISPQs e listas dos ingredientes. Uma lista completa de ter-
mos-chave foi adicionada no começo de cada capítulo.
Materiais não encontrados em outros livros apresentam, de forma arrojada, o
conceito, a importância e a relevância do pH – potencial Hidrogeniônico – nos pro-
dutos cosméticos. A seção sobre emulsões e surfactantes explica a(s) dinâmica(s)
da tensão de superfície e distingue propriedades hidrofóbicas de hidrofílicas es-
senciais para todas as emulsões. Informações avançadas sobre fase múltipla e mi-
croemulsões (lipossomas e nanoesferas) também foram incluídas. Os benefícios e
os perigos da exposição à luz ultravioleta são discutidos com uma explanação so-

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb xii 25/02/2011 11:09:12


PREFÁCIO xiii

bre protetores solares, FPS e a nova monografia da FDA que dá detalhes sobre
seu uso. Este livro também chama a atenção aos perigos de se misturar diferentes
produtos químicos, mesmo aqueles que podem parecer completamente seguros.
Tricologia e a química cosmética capilar melhorará a compreensão e a retenção do
aluno, além de fornecer aos graduados um recurso valioso para ajudá-los em suas
carreiras. Mesmo o cabeleireiro mais experiente pode ganhar confiança e contro-
le enquanto aprende a tomar decisões inteligentes e fundamentadas sobre os ser-
viços químicos prestados todos os dias no salão. Este livro ajuda os profissionais a
evitar problemas antes de começar a prestar seus serviços e lhes mostra como cor-
rigir pequenos problemas antes que fiquem grandes.

» SOBRE O AUTOR
John Halal começou sua carreira na indústria da beleza como cabeleireiro há mais de
37 anos. Foi dono e gerenciou salões de beleza por 34 anos. É instrutor de cosmeto-
logia licenciado, fundador e presidente da Honors Beauty College, Inc. desde 1992.
Halal é um membro ativo da National Cosmetologist Association (NCA), Pro-
fessional Beauty Association (PBA) e Society of Cosmetic Chemists (SCC). É o
atual Presidente da American Association of Cosmetology Schools (AACS) e ex-
-presidente da Indiana Cosmetology Educators Association (ICEA).
É o autor de Tricologia e a química cosmética capilar. Também é coautor do Mi-
lady Standard Cosmetology Textbook. Seu ensaio “What a Difference a Decade
Makes” (Que diferença uma década faz) foi escolhido como um Outstanding Call
for Presentation Papers no BBSI’s Cope 1990 Conference, em Tucson, Arizona, e
sua apresentação educacional recebeu, em 1982, o prêmio Outstanding Educatio-
nal Program da Indiana State Cosmetologist Association.
Em novembro de 2005, Halal foi escolhido Diretor do Ano pela American As-
sociation of Cosmetology Schools. Em 1998, 1999 e 2000, sua rede de salões fo-
ram selecionada pela Revista Salon Today como uma das 200 de crescimento mais
rápido pela America’s Top 200 Fastest Growing Salons. Seu salão foi mostrado,
quando do prêmio Award Winning Design, na edição de julho/agosto de 1997 da
Salon Today Magazine. John & Friends foi selecionado como o Salão do mês em
fevereiro de 1989 pela American Salon Magazine.
Halal obteve seu certificado de associado com alta distinção pela Indiana Uni-
versity, e atualmente está terminando seu bacharelado. Ele é membro da Golden
Key National Honor Society e Alpha Sigma Lambda.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb xiii 25/02/2011 11:09:12


xiv TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

“Eu amo a indústria da beleza mais que tudo”, ele declara, com orgulho. O se-
gredo, de acordo com Halal é “nunca parar de aprender”.

» AGRADECIMENTOS
Gostaria de agradecer às seguintes pessoas e empresas que forneceram informa-
ções e me ajudaram com as pesquisas para este livro. Gostaria de expressar minha
gratidão por sua ajuda.
Dr. Martin J. O’Donnell, Departamento de Química, Indiana University, IN
Keith C. Brown, Ph.D.
Dra. Dianna Kenneally, Cientista Sênior, Procter and Gamble
Dr. Leslie Bride, Cientista Sênior de Cuidados Capilares, Procter and Gamble
Dra. Diana Howard, Vice-Presidente de Pesquisa & Desenvolvimento,
Demalogica

» REVISORES DA 5a EDIÇÃO NORTE AMERICANA*


Também gostaria de agradecer aos seguintes profissionais da cosmética por sua
assistência e perícia na preparação desta revisão e análise do manuscrito final.
Deborah Peterson, professora universitária associada da Northern Michigan
College, MI Nancy H. Owens, instrutora de Cosmetologia, do Mitchell
Community College, NC
Frances L. Archer, instrutor da The Nail Clinic, Columbia, SC
Robert D. Morey, diretor de Educação da Flint Institute of Barbering Inc.,
Flint, MI
Corrinne D. Edwards, coproprietária do Hair Duo, Hyattsville, MD
Dianna Kenneally, principal cientista, P&G Beauty, Cincinnati, OH
Lesley Bride, cientista sênior, P&G Beauty, Cincinnati, OH
Mez Varol, da International Academy, South Daytona, FL

*
A tradução da 5a edição norte-americana foi revisada pelo professor Celso Martins Júnior e por
Simone A. da França (apenas o Capítulo 11)

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb xiv 25/02/2011 11:09:13


CAPÍTULO 1 CIÊNCIA E COSMETOLOGIA 1

capítulo
Ciência e
1 cosmetologia

termos-chave
Causa e efeito Poder do raciocínio
Ciência Química
Método científico Tecnologia

objetivos da aprendizagem
Após completar a leitura deste capítulo,
você será capaz de:
• Entender o que é ciência.
• Entender o que não é ciência.
• Usar os três passos básicos do método
científico para melhorar o aprendizado.
• Explicar a relação causa e efeito e sua
importância.
• Entender as diferenças entre experiências
seguras e perigosas.
• Diferenciar fatos científicos e alegações
de mercado não científicas.
• Encontrar outras fontes de informação e
educação continuada avançada.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 1 25/02/2011 11:09:13


2 TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

Química no salão
“Por que devo estudar química? Quero estudar estilos de cabelo, não química.” Se
você é como a maioria dos cabeleireiros, então ama aprender sobre todos os aspec-
tos artísticos de modelar cabelos e está ansioso por sua próxima aula de corte de
cabelo. Mas, apesar de o corte parecer mais importante que química, se você tem
a intenção de lavar, condicionar, colorir ou relaxar os cabelos com sucesso ou fazer
permanente neles a química tem a mesma importância.
O que aconteceria se você não soubesse a diferença entre um cabelo raspado e
um corte com tesoura? Como decidiria que ferramenta usar? Sem o entendimento
da geometria de um corte de cabelo, como saberia os ângulos corretos para segurá-
-lo e cortá-lo? Imagine o que aconteceria se você tivesse de fazer um corte no escu-
ro e não pudesse ver o cabelo nem a tesoura.
Esses podem parecer exemplos extremos, mas, na verdade, não são. Os cabeleirei-
ros que fazem serviços de química sem entender o básico dessa área não entendem
as ferramentas químicas que estão usando e são incapazes de “ver” o que estão fa-
zendo. Não é muito diferente de se cortar cabelo no escuro. Nos dois casos, eles es-
tão voando às cegas e são forçados a contar com a adivinhação. Não ser capaz de ver
claramente o que você está fazendo diminui a qualidade dos serviços do salão e cau-
sa inconsistências e resultados instáveis. Nada é pior que estar perdido no escuro e,
ainda mais, incapaz de enxergar uma saída.
Embora o nível de entusiasmo para o estudo de técnicas de cortes de cabelo
não esteja sempre ligado aos processos químicos, não há razão para desprezá-los.
Com um entendimento básico da química de salão, você poderá selecionar a cor
de cabelo certa ou o tipo de permanente até mesmo para o cliente mais difícil. Vo-
cê poderá prever os resultados corretamente na primeira e em todas as vezes. Será
capaz de identificar e evitar problemas antes que eles se tornem grandes demais.
Quando os problemas aparecerem, você poderá corrigi-los de forma rápida e fá-
cil, sempre lastreado pela confiança que vem com o conhecimento. Com entendi-
mento básico da química do salão, você pode eliminar as adivinhações, os clientes
insatisfeitos e aqueles problemas recorrentes que nunca parecem ser solucionados.

O que é ciência?
A palavra ciência é derivada do latim scientia, que significa “conhecimento”. Ciên-
cia é a busca do conhecimento sobre o universo em nosso redor. Conhecimento
científico envolve a habilidade de explicar fatos estabelecidos, em termos de causa
física para um efeito observado. Química, biologia, física e geometria são exem-
plos de tipos diferentes de ciência. Neste livro, estudaremos a ciência da química.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 2 25/02/2011 11:09:13


CAPÍTULO 1 CIÊNCIA E COSMETOLOGIA 3

O que é química?
Química é o estudo da matéria e suas mudanças. Matéria compreende o ma-
terial e a estrutura do universo. Tudo que vemos, tocamos, provamos e cheira-
mos é feito de matéria. Embora possamos ver a luz e fagulhas elétricas, elas são
formadas de energia. Energia não é matéria, porque não ocupa espaço nem tem
massa. A química muitas vezes é conhecida como a “ciência central”, porque ela
é essencial a todas as outras ciências.

O que é tecnologia?
Tecnologia é a aplicação do conhecimento científico para manipular a natu-
reza. Ela fornece as ferramentas usadas nos salões modernos pelos cabeleireiros.
Provavelmente você já está familiarizado com as ferramentas de modelagem física,
que criam mudanças físicas, como tesouras, escovas, pentes, chapinhas e secadores.
Os profissionais também usam ferramentas químicas, que criam mudanças quí-
micas, como solução para permanente, colorações, relaxantes e depiladores quí-
micos. A modelagem não seria possível sem a ciência, a química e a tecnologia.

O método científico
Método científico é um termo usado para descrever a metodologia da ciência. Ou
seja, como a ciência é feita. Essa abordagem objetiva e lógica para resolver proble-
mas tem como base três passos principais:
1. Observação – Coletar fatos e dados por meio da experimentação.
2. Raciocínio – Especulação ou ideia que explica a observação.
3. Teste – Experimentar mais para testar e retestar a ideia.

Observação
Todo aprendizado é efetivado por meio da observação. Diariamente usamos a ob-
servação no salão, quando avaliamos os resultados dos serviços prestados. Quan-
do um permanente enrola mais que o esperado ou uma coloração fica mais escura
que o desejado, você observou os resultados de seus próprios experimentos. Se al-
go sai errado, o método científico ajudará a entender o que aconteceu e como cor-
rigir os problemas.
Manter um registro fidedigno, detalhado e sistemático é essencial para uma
observação objetiva e para a aplicação do método científico. A finalidade da ob-
servação é coletar fatos e organizá-los em um padrão que revele o motivo dos re-
sultados observados. Nunca é demais superenfatizar a importância dos registros

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 3 25/02/2011 11:09:13


4 TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

Experiência de observação
Enquanto você lê esta página, a maioria das informações coletadas pelos olhos e ou-
vidos inconscientemente está sendo filtrada e ignorada. Tente a experiência a seguir e
veja o quanto está perdendo.
Não mexa a cabeça ou tire os olhos desta página. Concentre-se em olhar as bordas do
livro enquanto continua lendo. Agora, amplie sua capacidade de visão para fora e veja
que mais seu cérebro está escondendo enquanto está lendo. Você consegue ver seu
pulso, seus braços, o chão ou as paredes? Agora ouça cuidadosamente – há sons ao
fundo que você hão havia percebido antes? Eles soam um pouco diferentes quando
você se concentra neles?
Seu cérebro o protege da grande quantidade constante das imagens e sons. Seria difícil
viver neste mundo atual de barulho e confusão se tivéssemos que ver e ouvir tudo.
Porém, não devemos permitir que nosso cérebro fique preguiçoso, ou bloqueie infor-
mações importantes. Ser mais observador só quer dizer prestar mais atenção. É uma for-
ma de dizer ao cérebro para perceber mais o que os olhos veem e os ouvidos escutam.

fidedignos. Cabeleireiros que fracassam são vítimas dos perigos da precária manu-
tenção dos registros e estão para sempre condenados a repetir seus erros.
O registro de clientes deve incluir uma avaliação completa do comprimento,
textura, cor e condição dos cabelos, antes do serviço, e os resultados esperados.
Cuidado extra deve ser tomado ao determinar problemas prévios ou reações ad-
versas que possam ter ocorrido com o cliente no passado. Essas informações de-
vem ser avaliadas antes de cada serviço, porque pode haver mudanças no histórico
do cliente ou na formulação do produto desde o último uso. Também inclua em
seus registros o método de aplicação, a fórmula, o tempo de processamento e os
resultados alcançados.

Raciocínio
Os computadores mais rápidos e potentes não são páreo para as habilidades do
raciocínio humano. Quando você usa uma informação para chegar a uma conclu-
são ou tomar uma decisão, está lançando mão do poder do raciocínio. O raciocí-
nio transforma a observação em ideias úteis, aumenta o conhecimento e melhora
suas habilidades técnicas. Nada ajudará mais no desenvolvimento de uma carrei-
ra cosmética de sucesso que usar esse poder. Se você mantiver os registros preci-
sos e os resultados observados não forem os esperados, pode, então, usar o poder
do raciocínio para descobrir o motivo. Uma vez determinado onde o erro ocorreu,
você poderá usar a razão para encontrar uma solução. Sempre se lembre de atua-
lizar seus registros e anotar quaisquer mudanças na fórmula ou no procedimento.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 4 25/02/2011 11:09:13


CAPÍTULO 1 CIÊNCIA E COSMETOLOGIA 5

Mas, se os registros não forem fidedignos nem atualizados, o raciocínio po-


de causar grandes problemas. Muitas coisas que parecem “razoáveis” são, na ver-
dade, falsas. Parecia razoável a nossos ancestrais primitivos que as estrelas fossem
fogueiras e a Terra fosse plana, mas, agora, sabemos que esse era um raciocínio
infundado. O raciocínio imperfeito quase sempre tem como base observações
medíocres. Muitas das chamadas lendas são exemplos de observação medíocre e
raciocínio imperfeito.
Por exemplo, há a crença de que cabelos longos ou trançados crescem mais rá-
pido. Sua base muito provavelmente vem da suposição de que o peso adicional
no cabelo o fará crescer mais rápido. Esse mito provavelmente começou com al-
guém que pensou que isso fazia sentido. Tome cuidado para não aceitar ideias ou
tirar conclusões só porque lhe parecem boas. Muitos comerciais tiram vantagem
de equívocos comuns usando termos “científicos” extravagantes.
Use seu poder de raciocínio e observação para obter a verdade. Se um produto
diz que “dura 50% mais” ou “faz o cabelo mais sedoso que a marca líder”, teste es-
sas afirmações. Não as aceite automaticamente como sendo reais.

Teste
A melhor forma de testar o raciocínio é pela experimentação. Uma experiência per-
mite que a pessoa faça observações e tire conclusões sobre o que realmente es-
tá vendo. Cada vez que experimenta um produto ou procedimento novo, você está
conduzindo um experimento.
Cada experimento é um teste de suas ideias e conhecimento. Cada ideia deve ser
constantemente testada e retestada. Cada experimento químico que você conduz
e cada mudança que faz devem ser cuidadosamente observados e registrados. No-
vas informações devem ser observadas a cada experimento, levando à confirmação
ou não de suas ideias. Se você aprende com seus erros, certamente não os repetirá.
Com frequência, cabeleireiros se acomodam com o que já sabem, e não se dis-
põem a experimentar novas ideias ou tentar coisas novas. Nós aprendemos por
meio de experimentos. Portanto, se não experimentamos, não aprendemos. A ex-
perimentação e o aprendizado são essenciais para nosso sucesso. Não devemos
permitir que ideias preconcebidas limitem nosso crescimento profissional.
Experiências científicas apropriadas devem ser lastreadas em observações pré-
vias e raciocínio cuidadoso. As melhores ideias para as experiências normalmente
vêm do estudo e da experiência. Cabeleireiros de sucesso são aqueles que não têm
medo de experimentar, mas fazem isso de modo cuidadoso e controlado. As fer-
ramentas químicas utilizadas na cosmetologia devem ser tratadas com o respei-
to que merecem.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 5 25/02/2011 11:09:13


6 TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

Experimentos que não devem ser realizados


Experimentos são divertidos e trazem benefícios; porém, podem criar problemas! Os
fabricantes percorrem grandes distâncias para desenvolver produtos que ofereçam
efeitos desejáveis. Sempre leia e siga as instruções do fabricante. É importante seguir
quaisquer avisos encontrados no rótulo ou na literatura do produto.
Um cabeleireiro consciente verifica as mudanças que ocorrem periodicamente nas
instruções ou avisos. Regularmente os fabricantes melhoram suas técnicas ou forne-
cem novas informações sobre seus produtos. Em geral, essas novidades estão incluídas
na embalagem como instruções revisadas. Descartar ou não seguir as instruções do
fabricante pode trazer sérias consequências negativas.
Os cabeleireiros que desenvolvem suas próprias fórmulas, misturando produtos
químicos, nunca devem misturar produtos que não foram feitos especialmente para
ser misturados a outros. Muitos deles são incompatíveis ou perigosos quando mistu-
rados. Algumas misturas podem pegar fogo, explodir, soltar vapores prejudiciais ou
causar reações adversas ao cabeleireiro ou ao cliente.
O exemplo clássico de uma mistura incompatível é a de cloro (hipoclorito de sódio)
com produtos que contêm amônia. Essa mortal combinação libera gás de cloro, que
pode matar ou ferir gravemente as pessoas. É melhor nunca misturar produtos sem
primeiro verificar todos os detalhes com o seu fabricante.

Causa e efeito
Embora mais ênfase seja colocada na arte de modelar o cabelo, a ciência da mo-
delagem é igualmente importante, e ela está preocupada com o porquê e como as
coisas funcionam (ou não) e como controlar o processo para assegurar resultados
consistentes. Os cientistas estudam as causas de um evento. Por que algo acontece
é muito importante. Causa e efeito significa que as coisas nunca acontecem sem
um motivo. Há uma razão para tudo. Quando um serviço é realizado e se obtém
um resultado inesperado, você pode resolver o problema com observação e racio-
cínio cuidadosos.
O método científico de observação, raciocínio e teste fornece respostas. Usados
apropriadamente, esses três passos eliminam as chances ou o fator sorte dos servi-
ços profissionais, substituindo-os por entendimento e perícia. Os melhores cabe-
leireiros não têm sorte, mas sim, conhecimento!

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 6 25/02/2011 11:09:13


CAPÍTULO 1 CIÊNCIA E COSMETOLOGIA 7

O que a ciência não é


Aprendemos no começo deste capítulo que ciência é o estudo sistemático de nos-
so universo. Um pesquisador científico muito conhecido, estudando o crescimento
do cabelo, uma vez fez o seguinte comentário sobre a descoberta da cura da calví-
cie: “Se for para entendermos o crescimento capilar, faremos por meio da ciência
metodológica sólida e do método científico”.
Não se impressione com afirmações extravagantes, como novas descobertas ma-
ravilhosas, avanços científicos ou novos produtos revolucionários. Elas são ferramentas
de venda e propaganda, não da ciência. Quando você fizer experimentos químicos,
não confie em produtos milagrosos. Em vez disso, confie no método científico,
observação, raciocínio e teste. Por esse caminho você obterá maior probabilidade
de resultados positivos.

Outras fontes de informação


É importante a busca constante por novas informações que reflitam tecnologias
atuais na indústria cosmética. Novas ideias ou técnicas surgem quase que diaria-
mente. As informações que o auxiliarão a se manter informado das novidades po-
dem ser encontradas pelos seguintes meios:
1. Aulas educativas patrocinadas pelos fabricantes e distribuidores.
2. Aulas educativas em feiras de exposição.
3. Escolas avançadas que ensinam tinturas e cortes de cabelos.
4. Revistas de moda, que oferecem uma riqueza de informações para uma va-
riedade de tópicos.
5. Perguntas a seus instrutores. Se você está interessado em aprender mais,
eles lhe mostrarão outras fontes de informação.
6. Apêndices de um livro didático.

questões de revisão
1. Quais são os três passos básicos do método científico?
2. Ao notar que seu cliente tem coceira toda vez que usa coloração perma-
nente, quais dos três passos básicos você usou?
3. Cite dois exemplos de algo que parece razoável, mas, na verdade, é falso.
4. Qual é a diferença entre causa e efeito? Cite um exemplo.
5. Qual é a importância de ler periodicamente as instruções do fabricante?
6. Cite três fontes de informação de tecnologia atual e novas técnicas.

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 7 25/02/2011 11:09:13


8 TRICOLOGIA E A QUÍMICA COSMÉTICA CAPILAR

perguntas para discussão


1. A ciência mudou radicalmente nosso conhecimento sobre cabelo e pe-
le. Que produtos futurísticos você pode imaginar que serão desenvolvi-
dos na próxima década?
2. De que forma os avanços científicos mudarão a cosmética? O que os cos-
metologistas farão para se manter atualizados com as novas tecnologias?

LivroTricologia e a Química Cosmética Capilar.indb 8 25/02/2011 11:09:14


A maioria dos cabeleireiros tem pouca
dificuldade em aprender os detalhes das
ferramentas mecânicas da profissão: tesouras,
escovas, pranchas e secadores. Este livro
aplica o mesmo nível de importância às
ferramentas químicas: mecanismos para
coloração capilar, soluções para ondulações
permanentes, relaxantes e alisantes químicos,
xampus, condicionadores e produtos para
estilização dos cabelos. Embora essas OUTRAS OBRAS
ferramentas tenham elevada importância no
Dicionário de ingredientes para
cotidiano dos profissionais de beleza, elas cosmética e cuidados da pele
normalmente são mal interpretadas e mal Tradução da 3ª edição
norte-americana
compreendidas quanto às reações químicas M. Varinia Michalun e Natalia
que podem provocar no cabelo. Michalun
Tricologia e a química cosmética capilar é o livro
Dicionário de ingredientes
mais atual, abrangente e direto desse e produtos para cuidados
segmento. Ele explica de forma minuciosa a com o cabelo
John Halal
teoria e a aplicação dos conceitos essenciais
da cosmetologia moderna e da química do Estratégias de negócios
cabelo, que geralmente não são abordadas para salões de beleza e spas
Tradução da 2ª edição
em outros livros. Aqui você encontra norte-americana
informações sobre os produtos utilizados e Janet M. D’Angelo
T R A D U C A O D A Q U I N TA E D I C A O
serviços realizados atualmente nos grandes Spas e salões de beleza
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