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Ensino Do Corpo Humano Para Os Anos Iniciais Do Ensino Fundamental

Por João Paulo Espindola Domingues- 28/12/20180

ARTIGO ORIGINAL

DOMINGUES, João Paulo Espindola [1]

DOMINGUES, João Paulo Espindola. Ensino Do Corpo Humano Para Os Anos Iniciais Do Ensino
Fundamental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 12, Vol.
07, pp. 40-50 Dezembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este artigo visa discutir sobre a importância do ensino do corpo humano nos anos iniciais do
ensino fundamental. O objetivo deste trabalho é apresentar a necessidade que os estudantes
dos anos iniciais do ensino fundamental têm de conhecer melhor o corpo humano no processo
de ensino-aprendizagem, por meio de novas estratégias que despertem o interesse dos alunos.
Situar o ensino e a ciência com as constantes transformações que acontecem no mundo são
fundamentais para o ensino-aprendizagem e ao desenvolvimento social e individual dos
estudantes como seres humanos. Ainda se observa o uso de métodos tradicionais que
trabalham apenas com a memorização dos alunos e não com sua criatividade, incentivo a
curiosidade. O ensino do corpo humano atual, apresenta o corpo como uma máquina com
diferentes sistemas que precisam de manutenção, não há a demonstração do corpo como um
todo.

Palavras-Chave: Ciências, Corpo Humano, Ensino-Aprendizagem.

INTRODUÇÃO

Os professores regentes das séries iniciais do ensino fundamental são expostos diariamente a
desafios, como acompanhar as descobertas tecnológicas e científicas, e tornar as teorias e os
avanços científicos acessíveis a todos os alunos do ensino fundamental (LIMA; VASCONCELOS,
2006). Ultrapassar estes obstáculos significa para os professores, estreitar a relação entre
transmitir as informações e a importância deste conhecimento para os alunos, que terão
embasamento para comparar, analisar, nomear, classificar, interpretar, deduzir os dados de
um determinado conteúdo, principalmente no que tange o ensino do corpo humano para os
alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. O estudante não possui interesse em
participar das atividades, pois são expostos de maneira tradicional, com aulas expositivas e
atividades de fixação.

Para Sanmarti (2002) para a aprendizagem aconteça de modo significativo deve se oferecer ao
aluno atividades diversificadas, e para isso, o professor precisa conhecer diversas técnicas e
recursos. Pode se observar nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), que o ensino de
Ciências, é preciso ter incentivo a atitudes de curiosidade, de respeito a diversidade, a
persistência na busca e compreensão de informações, de valorização a vida, de preservação ao
ambiente, de respeito e apreço a coletividade e individualidade. Para que estes objetivos
sejam atendidos, o professor deve tornar suas aulas mais atraentes e dinâmicas, para que o
aluno aproveite este momento de aprendizado e vivência de algo novo não seja distante de
sua realidade, é imprescindível o uso de atividades que fujam do modo tradicional.

De acordo com Núñes e Banet (1997), deve se levar em conta ao escolher novas estratégias de
ensino, o conhecimento prévio dos alunos e seus diferentes níveis conceituais, de maneira que
auxilie a reestruturação das ideias primarias inadequadas e a construção de padrões
conceituais elaborados e apropriados. As atividades precisam despertar a atenção dos
estudantes e promover a evolução de conceitos com situações que favoreçam o conflito
cognitivo, como: trabalho ou discussão em grupo; trabalhos práticos com modelo anatômicos;
experimentos laboratoriais; uso de material audiovisual; entre outras.

O objetivo deste trabalho é apresentar a necessidade do ensino do corpo humano no processo


de ensino-aprendizagem, por meio de novas estratégias que despertem o interesse dos alunos.
Fundamentado em uma pesquisa qualitativa exploratória, o presente estudo foi desenvolvido
através do método de revisão bibliográfica narrativa, cujo embasamento teórico adotado
representa uma síntese de livros, revistas acadêmicas e artigos científicos publicados por
autores renomados em seus respectivos segmentos. A pesquisa bibliográfica procura explicar e
discutir um tema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos e
outros. Busca também, conhecer e analisar conteúdos científicos sobre determinado tema
(MARTINS, 2001).

ENSINO DO CORPO HUMANO

De acordo com Blaszko, Ujiie e Carletto (2014, p. 152) apresentam que:

O ensino de ciências aborda conteúdos articulados com a realidade, com o meio ambiente,
com o desenvolvimento do ser humano, com as transformações tecnológicas, dentre outros
temas. A reflexão e a ação sobre o meio natural, físico e social possibilitam que a criança desde
a primeira infância possa observar, manusear, explorar, investigar e construir conhecimentos
científicos.
O ensino do corpo humano na disciplina de ciências para os anos iniciais do ensino
fundamental, deve se aplicar de maneira contextualizada para que o estudante possa repensar
sobre este conhecimento adquirido dentro de sua realidade. De acordo com Cicillini e Santos
(2002), as escolas utilizam do método tradicional para ensinar Ciências, o professor transmite
o conteúdo e os alunos recebem as informações. Este método não considera os
conhecimentos prévios dos estudantes, suas condições mentais para aprender e experiências,
sendo exigido apenas a reprodução das informações de forma fiel. O conhecimento não se
efetiva na sala de aula, apenas acontece uma troca de informações com privação da
participação do estudante em sua própria aprendizagem. Este modelo acredita que os livros e
os professos transmitem os conhecimentos, e os alunos apenas sentam-se de maneira passiva
na sala de aula, e prestam atenção no professor.

Segundo Arce, Silva e Varotto (2011, p. 61) apontam que:

[…] o conteúdo expresso pelas ciências é fruto da criação humana, da utilização de seus
processos de imaginação. Portanto, ao conhecer, aprender e compreender a ação humana e os
conhecimentos que dela frutificaram e acumularam-se em práticas e objetos, na vida e no
mundo. Assim, o conhecimento científico é o resultado do desenvolvimento de ideias,
conceitos e teorias para se conhecer, compreender e aprender o mundo e, ao ensinar-se
ciências não se pode prescindir delas.

O método tradicional não é errado, mas sim inadequado ao processo de aprendizagem quando
é de uso exclusivo pelo professor em sala de aula, ou seja, é preciso perceber se a metodologia
atinge as necessidades dos estudantes, porém se o professor se mantiver omisso, sem pensar
em uma nova pratica, o método tradicional se transforma em um obstáculo no processo. Na
visão dos professores, os alunos são imaturos e não são capazes de compreender o
conhecimento cientifico, e assim o ensino de ciências de forma cientifica fica em segundo
plano.

Para Arce, Silva e Varotto (2011, p. 81-82)

[…] o ensino de ciências para crianças deve basear-se no processo de experimentação. Este
processo toma o método de investigação científica como sua base para o movimento de
exploração dos fenômenos naturais. Por outro lado, a simples experimentação não basta, o
professor deve ter a clareza do que quer ensinar aos alunos com esta atividade. O professor
sempre terá como objetivo o ensinar conceitos científicos em níveis cada vez mais complexos.
Juntamente a estes, as técnicas que envolvem o processo investigativo também deverão
tornar-se mais apuradas, bem como as formas de registro do estudo realizado.
O estudo do corpo humano estimula os estudantes a olhar para seu próprio corpo e a
questionamentos, pois estão em uma fase com mudanças constantes. E a função do professor
nestes momentos é perceber qual a noção que os alunos possuem sobre o corpo humano e
assim direcionar o ensino para responder os questionamentos dos estudantes. É importante
que haja estimulo ao estudante para que ele questione sobre anatomia humana ou fisiologia, e
encontrando as respostas, entendam melhor o corpo, tenham mais noção do corpo como um
todo que faz parte da vida, do ambiente físico e social em que vive. De todo modo, é
fundamental considerar os conhecimentos prévios dos alunos e assim elaborar atividades que
auxiliem na aquisição e ampliação de conhecimentos científicos (RABELLO, 1994).

Para Zanon e Freitas (2007, p. 101) dissertam que:

Muitas vezes, as práticas convencionalmente adotadas pelos professores (até mesmo de forma
inconsciente) incluem opções metodológicas engessadas e excluem o ambiente propício à
realização de questionamentos, observações e experimentos, o que faz com que surjam
dificuldades de diferentes origens ao serem efetivadas a implementação sistemática de
atividades investigativas no ensino.

A compreensão do corpo humano está diretamente ligada as noções de saúde e os conteúdos


referentes ao autocuidado. O ensino de ciências deve também priorizar as noções de higiene
pessoal, pois é essencial para o intercâmbio social, a higiene é importante para a saúde, muitas
doenças decorrem da falta de higiene.

O aprendizado de ciências possui algumas dificuldades e uma delas é devido a utilização de


termos técnicos. Porém, é preciso o domínio dessa linguagem científica, pois todo assunto
referente a ciências exige as nomenclaturas corretas. Para Luvizoto (2011), é necessária uma
construção de conhecimentos que favoreçam a compreensão de determinado assunto, uma
metodologia que auxilie o entendimento da cultura cientifica, ligado a vivencia do estudante
que não sabe de cor o número de ossos ou os nomes deles.

Conforme Lima e Maués (2006, p. 170) explicam que:

O ensino de ciências nas séries iniciais tem um papel importante no desenvolvimento, desde
que oportunize as crianças expressar seus modos de pensar, de questionar e de explicar o
mundo. Nesse caso, o papel do professor é o de um companheiro de viagem, mais experiente
nos caminhos, na leitura dos mapas, no registro e na sistematização da experiência vivida.
Compartilhamos da ideia de que é possível o ensino de ciências nas séries iniciais como
experiência compartilhada.
As crianças possuem uma curiosidade muito complexa e rica, sempre em busca de novos
conceitos que atendam os seus questionamentos. O contexto educacional tem uma
predisposição a priorizar o ensino da Matemática e Língua Portuguesa nas escolas, e o ensino
de ciências sofre desvalorização.

O conhecimento, devido a essa desvalorização, a educação se torna fragmentada e não atende


as necessidades dos estudantes, os desconsiderando como humanos e apenas enfatizando-os
como alunos. A educação escolar deve se suceder de modo humanizante, considerando o
indivíduo como um todo, seus aspectos psicológicos, sociais, biológicos e histórico, para
auxiliar o estudante em sua formação e conhecimento.

O pensamento de desvalorização da criança enquanto sujeito social, reflete na concepção de


infância e seu lugar na sociedade. A criança de qualquer faixa etária, pelo seu contexto social e
histórico, tem o direito de aprender sobre o conhecimento científico pois é uma produção
cultural da sociedade. Além de que, este conhecimento é fundamental para o
desenvolvimento do senso crítico e participativo da criança na sociedade, se tornando
consciente de seu meio e situação social (FUMAGALLI, 1998).

Viecheneski, Lorenzetti e Carletto (2012, p. 859-860) salientam que:

[…] o papel do professor é propiciar um espaço favorável à descoberta, à pergunta, à


investigação científica, instigando os alunos a levantar suposições e construir conceitos sobre
os fenômenos naturais, os seres vivos e as inter-relações entre o ser humano, o meio ambiente
e as tecnologias.

O corpo humano nas escolas, como todo conhecimento é ensinado de modo fragmentado, a
partir de esquemas, compartimentos, sistemas, onde se classifica o órgão de acordo com sua
função. De acordo com Rabello (1994) este modo de organizar o ensino pode dificultar a
compreensão da criança sobre seu corpo, como um organismo único que para funcionar em
harmonia é necessária uma integração entre todos os sistemas e órgãos.

Na educação infantil deve se trabalhar de modo adequado a linguagem das crianças


compatível com cada faixa etária, mas não pode limitar a possibilidade de conhecimento. Um
aspecto muito presente na aprendizagem é o da memorização, pois é exigido das crianças que
memorizem os termos científicos constantemente, que diversas vezes, não foram
mencionados em sala de aula, porém são necessários para as atividades avaliativas. Dessa
maneira, o ensino do corpo humano de torna vago e não há uma identificação dos alunos
enquanto seres biológicos.

Segundo Soares, Mauer e Kortmann (2013, p. 52)


As aulas de ciências não devem se limitar à leitura e à cópia de textos. O professor pode
propor projetos de investigação para dar maior sentido aos conteúdos abordados. O uso dos
computadores e a internet são ferramentas na busca de informações. Nos anos iniciais, cabe
ao professor organizar os dados da pesquisa em diferentes sites e blogs a partir das questões
levantadas pelos alunos. O ensino de ciências deve fornecer subsídios para que o aluno seja
capaz de se posicionar diante de questões como o desmatamento, destino do lixo, mudanças
climáticas, poluição, saúde, entre outros. É na escola que o aluno descobre meios para seguir
sua vida, tornando-se assim, um sujeito capaz de fazer perguntas e partir em busca de
respostas, expressando sua opinião e exercendo de forma cidadã seu papel na sociedade.

Criado em 1996 pelo governo federal, os PCNs têm como objetivo estabelecer referências
curriculares nacional. De acordo com esta documentação, é importante que o professor saiba
que irão surgir diversas situações ao longo da carreira no qual terá que lidar ou pelo menos
tentar lidar com essas curiosidades e dúvidas dos alunos quanto aos seus corpos. O docente
precisa valorizar as diferenças de cada um, seja em relação a idade, a cor, ao ritmo de
aprendizado, as diferenças socioculturais de cada aluno.

Conforme o PCN (BRASIL, 1997) o que é ou poderia ser o mais humano no ser humano, o
corpo, é as vezes negado na educação. Isso mostra o modo como o corpo normalmente é
abordado pela disciplinarização de movimentos, domar instintos, aspirações, posturas e
comportamentos. Seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais Brasil
(1997, p.22)

O ensino de Ciências Naturais também é espaço privilegiado em que as diferentes explicações


sobre o mundo, os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem
podem ser expostos e comparados. É espaço de expressão das explicações espontâneas dos
alunos e daquelas oriundas de vários sistemas explicativos. Contrapor e avaliar diferentes
explicações favorece o desenvolvimento de postura reflexiva, crítica, questionadora e
investigativa, de não-aceitação a priori de ideias e informações. Possibilita a percepção dos
limites de cada modelo explicativo, inclusive dos modelos científicos, colaborando para a
construção da autonomia de pensamento e ação.

Para este momento de descobertas, com o auxílio dos adultos – professores, pais, irmãos mais
velhos – podem orientar para que eles tenham autonomia para cuidar de sua higiene, tarefas
escolares, alimentação. Nesta etapa da vida, a criança está percebendo o seu corpo e fazendo
descobertas diárias, é necessário incentivar essas descobertas por meio de demonstrações de
sensações que acontecem com ela, seja de prazer ou desconforto, para que ela possa ampliar
a capacidade de expressar seus sentimentos.

Os estudantes precisam saber que para manter uma ida saudável, seu corpo tem diversas
necessidades, e depende de múltiplas atitudes e interações com o meio em que vivem, como a
alimentação, higiene pessoal e ambiental, repouso adequado. O professor deve assegurar que
os alunos aprendam as relações existentes entre os sistemas do corpo humano, e permita que
os mesmos tenham noção do próprio corpo como um todo integrado a vida emocional e ao
meio físico e social.

A sexualidade é de muita importância durante o desenvolvimento e na vida psíquica das


pessoas, e está presente desde o nascimento, se manifestando conforme cada fase da vida. O
desenvolvimento deste aspecto está marcado pela história e cultura de cada lugar, pois cada
sociedade cria regras que constituem o comportamento sexual dos indivíduos. As questões
sobre sexualidade sempre surgirão como curiosidade ao longo de todo crescimento dos
estudantes, e sem dúvida precisam ser trabalhadas.

Assuntos como a construção da identidade sexual, o prazer, a masturbação e demais aspectos


são abordados levando-se em conta os componentes biológicos e culturais. É importante que o
professor esteja atento e explicite os aspectos culturais envolvidos, buscando evitar
preconceitos e responder dúvidas, valorizando os vínculos entre afeto, responsabilidade,
sexualidade e autoestima (BRASIL, 1997, p. 99)

A escola, atualmente, está sendo apontada como um espaço importante para se abordar sobre
sexualidade do adolescente, que nos últimos anos, se transformou em um problema social.
Além de um problema moral, um problema de saúde pública e o ambiente escolar aparenta
ser um local privilegiado para se implementar políticas públicas que promovam a saúde de
crianças e adolescentes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Consideramos de suma importância o papel do ensino do corpo humano na disciplina de


ciências no âmbito escolar, principalmente nos anos iniciais, pois requer que os estudantes
sejam ativos em suas investigações, que tenham curiosidade, e assim construam suas
conclusões próprias, concretizando um ensino com atividades interdisciplinares, que superam
o ensino fragmentado dos conhecimentos, expondo-os a temáticas que estimulem a
criatividade e o interesse, proporcionando o uso de experienciais, materiais, a simples
percepção de que estão aprendendo sobre o que os cerca – a realidade – isso se transforma
em uma aprendizagem significativa.

Dada importância do ensino do corpo humano nos anos iniciais do Ensino Fundamental,
conclui-se que os professores possuem a responsabilidade de mediar o processo de formação
das crianças, e vê-las como complexos seres humanos, que estão construindo suas interações
e subjetividades, enquanto seres psicológicos, biológicos, culturais, históricos, sociais e
políticos, respeitando suas limitações e diferenças. É necessário repensar nas práticas
adotadas para o ensino, pois atinge diretamente o processo de ensino-aprendizagem dos
estudantes.
O aprendizado científico ajuda no desenvolvimento da compreensão do mundo, as relações do
homem com a natureza e a consciência de que fazemos parte de um todo denominado
natureza. O entendimento de que a ciência está presente no nosso cotidiano e que ela
contribui para a formação de pessoas autônomas e integras, com valores morais e éticos.

Ao analisar as concepções, percebe-se que o ensino de ciências é diretamente conectado a


perspectiva construtivista, de descoberta, de investigação, de criar oportunidades de criar, de
refletir, de relatar, tudo isto mostra que o ato de educar é formar um ser humano
integralmente. O ensino de ciências não pode ser neutro, mas sim considerar o seu
ensinamento com o intuito de atender as necessidades dos alunos, visando uma compreensão
efetiva e critica de modo que o estudante seja capaz de construir e transformar sua realidade.

REFERÊNCIAS

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[1] Especialista em Ensino de Ciências Naturais, Licenciado em Ciências Biológicas.

Enviado: Novembro, 2018

Aprovado: Dezembro, 2018

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João Paulo Espindola Domingues

Especialista em Ensino de Ciências Naturais, Licenciado em Ciências Biológicas.

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