Você está na página 1de 5

MMº JUÍZO DA 100ª VARA DO TRABALHO DA CIDADE DE

MACEIÓ DO ESTADO DE ALAGOAS

PROCESSO Nº...

A SOCIEDADE EMPRESÁRIA ÔMEGA, já qualificada nos autos em epígrafe, em


que contende o Senhor Fabiano também já devidamente qualificado, vem,
respeitosamente perante Vossa Excelência, por meio de seu advogado que esta
subscreve (procuração em anexo), com endereço profissional à rua..., bairro..., cidade...,
Estado..., CEP..., nesta comarca, onde recebe intimações, vem, respeitosamente perante
Vossa Excelência, com fulcro no artigo 895, I da Consolidação das Leis do Trabalho –
CLT, INTERPOR:

RECURSO ORDINÁRIO, para o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 19ª


Região.

Encontram-se presentes todos os pressupostos de admissibilidade do presente recurso,


dentre os quais se destacam:

a) Depósito Recursal: devidamente recolhido no importe de R$..., conforme guia anexa;


e

b) Custas: devidamente recolhidas de acordo com o art. 789, § 1º, da CLT, a razão de
R$..., conforme guias anexas dentro do prazo recursal.

Diante o exposto, requer o recebimento do presente recurso, com a posterior notificação


do recorrido para apresentação das Contrarrazões ao Recurso Ordinário no prazo de 8
(oito) dias conforme dispõe o art. 900 da CLT, e a posterior remessa ao Egrégio
Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região.

Nestes termos,

Pede deferimento.

Local e Data.

Advogado OAB nº...

AO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO.

Processo nº ...

RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO

1. PREJUDICIAL DE MÉRITO

1.1. Prescrição Parcial


A sociedade empresária Ômega postulou por meio de seu advogado em razões finais a
prescrição parcial, entretanto o Douto Magistrado não acolheu sob o argumento de que a
descrita prescrição deveria ter sido arguida em contestação e concluiu com a preclusão
do feito.

A sentença não merece ser mantida, pois de acordo com a súmula 153 do TST, a
prescrição poderá ser arguida em instância ordinária, desta forma não há que se falar em
preclusão do feito.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença a fim de que considere a prescrição


parcial nos moldes do art. 11, da CLT; art. 7º, XXIV, da CF/88 e súmula 308 do TST, e
por consequência, que considere prescritos todos os pleitos formulados anteriores à
30/10/2012.

2. PRELIMINAR DE MÉRITO

2.1. Incompetência Absoluta

A sentença determinou o recolhimento do INSS relativo ao período trabalhado mês a


mês, para fins de aposentadoria.

Entretanto, conforme estabelece a súmula 368, I do TST a Justiça do Trabalho será


competente quanto à execução das contribuições previdenciárias somente quando for de
sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo
homologado, que integrem o salário de contribuição. Sendo assim, a sentença do caso
em tela não tem cunho condenatório e, portanto, a Justiça do Trabalho não é
competente.

Diante o exposto, requer que seja declarado a incompetência absoluta quanto ao


recolhimento do INSS, conforme dispõe Súmula Vinculante 53 do STF, Súmula 368, I,
TST, art. 876, § único, CLT, e o art. 114, VIII, da CRFB/88.

2.2. Coisa Julgada

A recorrente teve seu pedido rejeitado em preliminar, pois em síntese foi


desconsiderado que a empresa havia feito um acordo em outro processo movido pelo
mesmo empregado em juízo, na qual pagou o prêmio de assiduidade, condenando-a
novamente ao pagamento dessa parcela.

A sentença não merece ser mantida, pois foi feito um acordo, homologado em juízo, na
qual foi pago à época o prêmio e conforme dispõe o art. 831, § único, CLT, o termo que
for lavrado no caso de conciliação será irrecorrível.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença sem resolução de mérito, para que
declare a coisa julgada quanto ao pedido de pagamento de assiduidade, conforme art.
337, VII do CPC e art. 485, V, CPC.

2.3. Litispendência
A sentença rejeitou a preliminar suscitada pelo recorrente e desconsiderou que em
relação as diárias postuladas, o autor tinha, comprovadamente, outra ação em curso com
o mesmo tema, e que se encontrava em grau de recurso.

De acordo com os art. 337, VI, do CPC, opera-se a litispendência quando a mesma ação
é proposta repetidamente. Portanto, estamos diante da repetição do pedido das diárias,
pois o pedido está sendo apreciado pelo Judiciário em outro processo.

Diante o exposto, requer a extinção do processo sem resolução de mérito quanto ao


pedido das diárias postuladas por litispendência, conforme artigos 337, VI e 485, V
ambos do CPC.

3. MÉRITO

3.1. Reintegração

A sentença deferiu a reintegração do recorrido, pois ele foi eleito presidente da


Associação de Leitura dos empregados da empresa, entidade criada pelos próprios
empregados e que a dispensa ocorreu no decorrer do mandato do reclamante.

A sentença não merece ser mantida, conforme dispõe o art. 543, § 3º da CLT, eis que a
vedação da dispensa do empregado é somente nas hipóteses descritas no artigo e o
recorrido possuía a função de Presidente Associação de Leitura dos empregados da
empresa não possuindo estabilidade provisória prevista em lei ou norma coletiva.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que não considere o recorrido com
estabilidade e por consequência que mantenha a demissão.

3.2. Dano Moral

A sentença deferiu o pedido de dano moral do recorrido, porque houve atraso no


pagamento do salário dos últimos 3 (três) meses do contrato de trabalho e com isso o
recorrido apresentou certidão do Serasa demonstrando a inserção do nome do recorrido
no rol dos maus pagadores em novembro de 2015.

A sentença não merece ser mantida, pois o atraso se deu somente nos últimos 3 (três)
meses do contrato de trabalho, ou seja, no ano de 2017, entretanto o documento
apresentado para comprovar o dano foi do ano de 2015 (documento de certidão do
Serasa, novembro de 2015). Assim, conclui-se que o documento apresentado não poderá
ser usado para configuração do dano haja vista a divergência dos períodos e a não
comprovação do prejuízo.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que se retire a condenação do Dano
Moral do recorrido.

3.3. Carta de referência

A sentença deferiu a entrega de uma carta de referência para facilitar ao recorrido a


obtenção de nova colocação no mercado de trabalho.
Entretanto conforme o art. 5º, II, CRFB/88, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de Lei, e a Carta de referência não está prevista em
Lei.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que seja julgado improcedente o
pedido de entrega de carta de referência.

3.4. Participação nos Lucros

A sentença deferiu o pagamento da participação nos lucros prevista na convenção


coletiva da categoria nos anos de 2012 e 2013, pois confessadamente não havia sido
paga.

A sentença não merece ser mantida, pois o contrato do recorrido estava suspenso no
período de referência em razão de doença (código B-31), assim a participação nos
lucros é indevida porque ele não colaborou para lucratividade por estar afastado
conforme estabelece o art. 476, art. 1º Lei 10.101/00, e a Súmula 451 TST.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que julgue improcedente o pedido
de participação dos lucros conforme explanado acima.

3.5. Férias

A sentença deferiu ao recorrido o pagamento de férias sob a justificativa de que o


empregado não fruiu 30 dias úteis no ano de 2016, como garante a Lei.

A sentença não merece prosperar, pois o conforme o art. 130, I da CLT as férias não são
fruídas em dias úteis e sim em dias corridos.

Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que julgue improcedente o pedido
de pagamento de férias em dias úteis.

4. REQUERIMENTOS FINAIS

Diante o exposto, requer que o presente recurso seja conhecido bem como acolhimento
da prejudicial, o acolhimento das preliminares e no mérito seu provimento com a total
reforma do julgado conforme fundamentado alhures. Requer ainda, a condenação do
recorrido ao pagamento dos honorários advocatícios a razão de 15%, conforme
estabelece o art. 791-A, da CLT.

Dar-se à o valor da causa em R$...

Nestes termos,

Pede deferimento.

Local e Data.

Advogado
OAB

Você também pode gostar