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Funçã o Social do Contrato Social

Art. 421 do Có digo Civil – A liberdade de contratar será exercida em


razã o e nos limites da funçã o social do contrato.

 Liberdade, porém existem regras quando se trata do objeto e


conteú do desse contrato.
 reconhece que o contrato nã o é algo que é reconhecido como
afetando apenas as partes diretamente envolvidas.
 alinhado com os princípios e valores constitucionais, ou seja, há
uma valorizaçã o dos princípios fundamentais pautados na
constituiçã o de 1988. Prevalência dos valores coletivos sobre os
valores individuais.
 Princípio da solidariedade, serve como forma de circulaçã o de
riqueza, obtençã o de fins comuns, centro da vida dos negó cios e
propulsor da expansã o capitalista
 Art. 2.035, § ú nico C.C – funçã o social do contrato é de ordem
pú blica, o que faz com que que seja impossível um preceito que
seja contra ao que fixado na Lei.

É necessá rio analisar os contratos de duas formas:

 Interesse entre as partes: ver se existe clá usula nula. (Justiça


interna)
 Relaçã o entre a sociedade e os terceiros: ver se atinge sua
finalidade como fonte de equilíbrio social.

James Eduardo Oliveira:

“A funçã o social do contrato é um dos mais qualificados canais de


aspersã o dos valores e princípios constitucionais no campo das
relaçõ es negociais privadas. Mas é preciso advertir que a funçã o social
apenas qualifica, e nã o destró i a liberdade de contratar e a autonomia
da vontade.”
Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery:
 
“O CC celebra o princípio da autonomia privada, sob cuja égide o
sujeito de direito vivencia o poder de contratar com liberdade, poder
esse limitado, porém, à ordem pú blica e à funçã o social do contrato.”

Maria Helena Diniz:


“O art. 421 é um princípio geral de direito, ou seja, uma norma
que contém uma clá usula geral. A ‘funçã o social do contrato’ prevista
no art. 421 do novo Có digo Civil constitui clausula geral, que impõ e a
revisã o do princípio da relatividade dos efeitos do contrato em relaçã o
a terceiros, implicando a tutela externa do crédito; reforça o princípio
de conservaçã o do contrato, assegurando trocas ú teis e justas e nã o
elimina o princípio da autonomia contratual, mas atenua ou reduz o
alcance desse princípio, quando presente interesses metaindividuais
ou interesse individual relativo à dignidade da pessoa humana.”

Conceito de Contrato

 É uma espécie de Negó cio Jurídico


 Todo negó cio jurídico é fonte de obrigaçõ es
 Manifestaçã o de vontade expresso pelas partes (exige no mínimo
2 interessados)

 é um negó cio jurídico bi ou plurilateral


 diferente dos negó cios jurídicos unilaterais, ú nica vontade capaz
de produzir os efeitos desejados (testamento vital, testamento)

 Espécie de negó cio jurídico que se perfaz pela manifestaçã o de


vontade de duas ou mais partes.
 O contrato só pode ser fonte de obrigaçã o entre os contratantes.
Nã o posso vincular, comprometer ou prejudicar terceiros
estranhos à relaçã o jurídica.
 Exceçã o: se o contrato beneficiar terceiros. Caso prejudique, nã o.
 O objeto do contrato também tem que estar vinculado entre as
partes e ao instrumento particular. (Ex: contrato para entregar
um carro que nã o é meu.

Natureza Jurídica do Contrato

NEGÓ CIO JURÍDICO BILATERAL

Negó cio jurídico unilateral x Negó cio jurídico bilateral


Art. 425. É licito à s partes estipular contratos atípicos, observadas as
normas gerais fixadas neste Có digo.
Ex: contrato de publicidade e hospedagem

2) Princípio da obrigatoriedade dos contratos: representa a força


vinculante das convençõ es e tem por fundamentos a necessidade de
segurança nos negó cios e a intangibilidade ou imutabilidade do
contrato, decorrente da convicçã o de que o acordo de vontades faz lei
entre as partes (pacta sunt servanda), nã o podendo ser alterado nem
pelo juiz.
qualquer alteraçã o deverá ter anuência bilateral

3) Princípio da relatividade dos efeitos dos contratos: os efeitos do


contrato, como regra, sã o produzidos em relaçã o à s partes, à queles que
manifestam a sua vontade, nã o afetando terceiros.

Ex: Contrato de locaçã o com inadimplência


Exceçã o é permitido estipulaçã o em favor de terceiro (seguros de vida,
convençõ es coletivas de trabalho e plano de saú de).

4) Princípio da boa fé: exige que as partes se comportem de forma


correta nã o só durante as tratativas, como também durante a formaçã o
e cumprimento do contrato.

A boa fé é prezumida. A má fé tem que ser provada por quem


alega.

Art. 422. Os contratantes sã o obrigados a guardar, assim na conclusã o


do contrato, como em sua execuçã o, os princípios de probidade e boa
fé.

5) Princípio contrato de adesã o: onde se apresenta com todas as


clá usulas predispostas por uma das partes. A outra parte, o aderente,
somente tem a alternativa de aceitar ou repelir o contrato.

Ex: serviço de energia,

Art. 423. Quando houver no contrato de adesã o clá usulas ambíguas ou


contraditó rias, dever-se-á adotar a interpretaçã o mais favorável ao
aderente.

6) Princípio pacta corvina: sã o aqueles negó cios capazes de levantar no


coraçã o de uma das partes, ou de ambas, um anseio pela morte da
outra ou de um terceiro.

Objeto do contrato: herança de pessoa viva

Art. 426. Nã o pode ser objeto de contrato


a herança de pessoa viva.

7) Princípio da funçã o social


Interpretaçã o dos negó cios jurídicos
Teoria da declaraçã o: elemento externo da declaraçã o negocial
(declaraçã o propriamente dita)

Teoria da vontade: elemento interno (vontade)

Có digo Civil – Prevalência à Teoria da Vontade

Art. 112. Nas declaraçõ es de vontade se atenderá mais à intençã o nelas


consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem.
Interpretaçã o restritiva

Art. 114. Os negó cios jurídicos benéficos e a renú ncia interpretam-se


estritamente.

Ex: doaçã o pura de um carro. Nã o inclui a gasolina, o objeto da doaçã o


é puramente o carro.

Art. 423. Quando houver no contrato de adesã o clá usulas ambíguas ou


contraditó rias, dever-se-á adotar a interpretaçã o mais favorável ao
aderente.

Art. 424. Nos contratos de adesã o, sã o nulas as clá usulas que estipulem
a renú ncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do
negó cio.
Ex: Contrato de prestaçã o de serviço com Universidade para cursar o
curso de direito. No contrato consta clá usu;a dizendo que o aluno nã o
poderá usar a biblioteca. Ora, o uso da biblioteca faz parte do direito do
aluno em uma instituiçã o de ensino.

Interpretaçã o nos testamentos

Art. 1899. Quando a clá usula testamentá ria for suscetível de


interpretaçõ es diferentes, prevalecerá a que melhor assegure a
observâ ncia da vontade do testador.
Interpretaçã o nos contratos de fiança
A fiança nã o admite interpretaçã o extensiva.

Art. 819. A fiança dar-se-á por escrito, e nã o admite interpretaçã o


extensiva.

Interpretaçã o nas relaçõ es de consumo


CDC, art. 47. As clá usulas contratuais serã o interpretadas de maneira
mais favorável ao consumidor.

- Bilaterias e unilaterais
Contrato: é um acordo de vontades, logo para sua formaçã o há
necessidade de pelo menos dois contratantes.
Formaçã o é semore bilateral.
Carga de obrigaçõ es das partes: unilateral e bilateral.
Contrato com prestaçõ es a cargo de uma das partes – os unilaterais.
Contratos com prestaçã o recíprocas – os bilaterais
Sã o os que, no momento de sua formaçã o, só geram obrigaçõ es para
uma das partes.
Ex: doaçã o pura, o donatá rio nã o tem obrigaçõ es

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