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Exame Nacional 2007

Física e Química A – 11.° ano


2.a Fase

Sugestão de resolução
1.
1.1. Diminuir a ocorrência de uma crise energética grave.
Reduzir significativamente os efeitos prejudiciais sobre o meio ambiente.

1.2. (B).

2.
2.1. m (CH4) = 40,0 g
M (CH4) = 16,0 g mol- 1
V (H2O) = 78,4 dm3 (PTN)
Cálculo da quantidade de H2O que se formaria se a reação fosse completa:
m 40,0 g
n (CH4) = = = 2,50 mol
M 16,0 g mol -1
De acordo com a estequiometria da reação, entre CH4 e H2O, 1:2, a quantidade máxima de H2O
que é possível obter é dupla da quantidade de CH4 gasta:
n (H2O) = 2 * n (CH4) = 2 * 2,50 mol = 5,00 mol
Cálculo da quantidade de H2O obtida:
Como o volume molar (Vm) de H2O(g) em condições PTN é igual a 22,4 dm3, temos:
V 78,4 dm3
n (H2O) = = = 3,50 mol
Vm 22,4 dm3 mol -1
Cálculo do rendimento:
O rendimento será:
nobtido 3,50
h= * 100 = * 100 = 70,0%
nesperado 5,00
2.2.
2.2.1. (C).
(A) Falsa.
A configuração eletrónica do átomo de carbono (6C) no estado de energia mínima é 1s 2 2s 2 2p 2.
(B) Falsa.
De acordo com a configuração eletrónica do átomo de CS no estado de energia mínima:
1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5, os eletrões deste átomo estão distribuídos por nove orbitais: uma orbital 1s,
uma orbital 2s, três orbitais 2p, uma orbital 3s e três orbitais 3p.
(C) Verdadeira.
A configuração eletrónica 1s 2 2s 2 2p 1 3s 1 corresponde à configuração eletrónica do átomo de car-
bono num estado excitado.
(D) Falsa.
O conjunto de números quânticos (3, 0, 1, 1/2) é impossível.
Se o número quântico secundário, S, é igual a zero, o número quântico magnético, mS , só pode ter o
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valor zero.
2.2.2. (C).
(A) Falsa.
A transição Z corresponde a uma risca na região do visível do espetro de absorção do hidrogé-
nio.
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(B) Falsa.
A transição Y está associada à emissão de uma radiação na região do UV (Série de Lyman) do
átomo de hidrogénio, mais energética que a radiação associada à transição Z e T.
(C) Verdadeira.
A transição X está associada à absorção de uma radiação na região do UV do átomo de hidrogé-
nio, pois o valor da energia DE = E2 – E1 corresponde a uma radiação UV.
(D) Falsa.
A transição T corresponde a uma risca na região do infravermelho do espetro de emissão do
hidrogénio, logo não pode corresponder a uma radiação azul (visível).

2.2.3. (B).
A energia de remoção (Erem) do átomo de hidrogénio é:
Erem = E? - E1 = 0 - (- 2,18 * 10- 18) J =
= + 2,18 * 10- 18 J
Como Erad = Erem + Ec, se a energia incidente tiver o mesmo valor da energia de remoção, o ele-
trão é removido do átomo (deixa de estar sob a ação do núcleo) e fica com um valor nulo de ener-
gia cinética.

2.2.4. Como é indicado na tabela, o valor da primeira energia de ionização dos halogéneos diminui ao longo do
grupo.
Esta diminuição deve-se à existência de maior número de eletrões internos, ficando o núcleo mais
blindado e os sete eletrões de valência cada vez menos atraídos para o núcleo.

3.
m = 50,0 kg; vA = 0; vD = 0;
a = 3,0 m s -2
de C a D; CD = 12,0 m.
Como o atrito é desprezável de A a C, há conservação de energia mecânica.

3.1. (D). O peso é uma força conservativa, logo, o trabalho realizado por esta força é independente da
trajetória e simétrico da variação de energia potencial gravítica do carrinho entre as posições A e
C, WP» = - DEp.

3.2. (A). Como há conservação de energia mecânica, então:


DEc = - DEp § EcB - EcA = - (EpB - EpA) §
§ EcB - 0 = - (0 - EpA) §
1 h
§ EcB = EpA § m v 2B = m g §
2 2
§ v 2B = g h § vB = œg h

3.3.
DEm = DEc + DEp
Como de C a D temos DEp = 0, pois Dh = 0, logo
DEm = DE c
Da Lei do Trabalho-Energia, DEc = WF»R e
WF»R = WP» + WR»n + WF»a
»eR
Mas P »n são perpendiculares à trajetória, pelo que WP» e WR» são nulos; então, WF» = WF» e,
n R a
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consequentemente:
DEm = WF»R § DEm = - m a d
DEm = - 50,0 * 3,0 * 12,0 J §
§ DEm = - 1,8 * 103 J
A variação de energia mecânica do carrinho durante o percurso de C a D é igual a - 1,8 * 103 J.
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4.
4.1. (B). Em cada instante, a força exercida pela Terra sobre o satélite é centrípeta e a velocidade é
»
tangente à trajetória, ou seja, perpendicular à força F.

4.2. (B). Como, em cada instante, F» é perpendicular à trajetória e de módulo constante, o satélite está
animado de movimento circular uniforme, isto é, com velocidade de módulo constante e, assim, o
gráfico que traduz a variação dos módulos destas grandezas é o B.
m m m
4.3. F» = F»g § F = Fg § m ac = G T2 § ac = G 2T
r r
v2
Como ac = , então
r
v2
r
mT
= G 2 § v2 = G
r
m
r
T
§v= Œ G mT
r

v= Π6,67 * 10 - 11 * 5,98 * 10 24
8,4 * 106
m s- 1 § v = 6891 m s- 1

O módulo da velocidade orbital do satélite é igual a 6,9 * 103 m s- 1.

5.
5.1. v = 340 m s- 1
Da figura 4 é possível identificar:
– a amplitude, A, da vibração da partícula, isto é, a distância máxima à posição de equilíbrio,
A = 10 nm;
– o período, T, da vibração da partícula, isto é, o intervalo de tempo decorrido entre dois instantes
consecutivos em que a partícula se encontra no mesmo estado de vibração, T = 2,0 * 10- 3 s.
(A) Falsa.
A amplitude da vibração é que é igual a 10 nm.
(B) Falsa.
O período de vibração é de 2,0 * 10- 3 s.
(C) Verdadeira.
l = v T ± l = 340 * 2,0 * 10- 3 m § l = 0,68 m
(D) Verdadeira.
A amplitude, elongação máxima, é de 10 nm.
(E) Verdadeira.
1 l
¶= ev= ± v = l ¶ e v = 340 m s- 1
T T
(F) Falsa.
A velocidade de propagação é constante no mesmo meio, o ar; por outro lado, a amplitude não
altera o valor da velocidade.
(G) Falsa.
1 1
¶= ±¶= § ¶ = 500 Hz
T 2,0 * 10 - 3 s
(H) Verdadeira.
x = v Dt ± x = 340 * 5,0 m § x = 1700 m

5.2. O microfone de indução é constituído por uma membrana ou diafragma, por uma bobina móvel e
por um íman fixo.
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Quando o som emitido pelo diapasão atinge a membrana, esta vibra devido às variações de pres-
são causadas pela onda de pressão sonora. Esta vibração provoca uma oscilação da bobina, que
se traduz por uma variação do fluxo magnético do campo magnético criado pelo íman, que induz
uma corrente elétrica no circuito da bobina. Esta corrente induzida tem as características do movi-
mento da membrana, que não são mais do que as do som que o originou.
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5.3. (C).
Para comunicar a longas distâncias são utilizadas ondas de alta frequência, as ondas portadoras.
O processo que consiste na combinação da onda portadora e da onda associada à informação a
transmitir designa-se por modulação.

6.
6.1.
6.1.1. V (H2O) = 45 L
pH (H2O) = 6,80
V (HCS) = 2,4 cm3
c (HCS) = 1,0 * 10- 2 mol dm- 3
Cálculo da quantidade de H3O+ existente em 45 L de água:
Considerando desprezáveis eventuais equilíbrios existentes em solução (como indicado no enun-
ciado), temos:
pH = 6,80 e como pH = - log [H3O+(aq)] vem:
[H3O+(aq)] = 10- 6,80 mol dm- 3 )
) 1,585 * 10- 7 mol dm- 3
n1 (H3O+(aq)) = c * V =
= 1,585 * 10- 7 mol dm- 3 * 45 dm3 = 7,13 * 10- 6 mol
Cálculo da quantidade de H3O+ adicionada à água do aquário:
n2 (H3O+(aq)) = c * V =
= 1,0 * 10- 2 mol dm- 3 * 1,4 * 10- 3 dm3 =
= 1,4 * 10- 5 mol
Cálculo do pH final:
n1 + n2
[H3O+(aq)] final = =
V
7,13 * 10 -6 mol + 1,4 * 10 -5 mol
= =
45 L
= 4,7 * 10 mol L
-7 -1

pH = - log [H3O+(aq)] = - log (4,7 * 10- 7) ) 6,33


Como o valor de pH = 6,33 está compreendido no intervalo de valores [6,20; 6,40], o ajuste de pH
foi efetivamente conseguido.

Nota:
Neste exercício não se deveria considerar desprezável a reação de autodissociação da água, por-
que, neste caso, a solução é muito diluída e, consequentemente, as concentrações iniciais de
H3O+(aq) e HO-(aq) são muito próximas da concentração de H3O+(aq) adicionada.
Assim, deveria ser:
2 H2O(S) — H3O+(aq) + HO-(aq) (1)
[H3O+]0 = 10- 6,8 = 1,585 * 10- 7 mol dm- 3
10 -14
[HO-]0 = = 6,310 * 10- 8 mol dm- 3
1,585 * 10 -7
Juntando H3O+, vai ter como consequência deslocar o equilíbrio (1) no sentido inverso (Princípio de
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Le Chatelier) reagindo x mol dm- 3 de H3O+ e de HO-, pelo que, no novo equilíbrio, teremos:
10 - 2 * 1,4 * 10 - 3
[H3O+] adicionado = =
45
= 3,111 * 10- 7 mol dm- 3
[H3O+]eq = (1,585 * 10- 7 + 3,111 * 10- 7 - x) mol dm- 3
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[HO-]eq = (6,310 * 10- 8 - x) mol dm- 3


Como [H3O+]eq * [HO-]eq = K w = 10- 14, vem:
x = 3,98 * 10- 8 mol dm- 3
[H3O+]eq = (1,585 * 10- 7 + 3,111 * 10- 7 - 3,98 * 10- 8) mol dm- 3
pH = 6,37
6.1.2.
O cloreto de sódio, NaCS, encontra-se completamente dissociado:
NaCS(aq) " Na+(aq) + CS-(aq)
+ -
Como os iões Na (aq) e CS (aq) têm carácter neutro, o valor de pH não sofre alteração.

6.2. (A).
r (Ca2+) = 200 mg L- 1
200 * 10 - 3
[Ca2+] = mol dm- 3
40,0
A concentração mínima de ião CO32- necessária para provocar a precipitação de carbonato de cál-
cio deve ser tal que:
Ks (CaCO3) = [Ca2+] * [CO32-]
Assim,
200 * 10 - 3
4,5 * 10-9 = mol dm- 3 * [CO32-]
40,0
4,5 * 10 - 9
[CO32-] = mol dm- 3
200 * 10 - 3
40,0
6.3. (B).
(A) Falsa.
O ião HCO-3 é a base conjugada da espécie H2CO3
(B) Verdadeira.
(C) Falsa.
A espécie H2CO3 é o ácido conjugado do ião HCO-3
(D) Falsa.
O ião HCO-3 é o ácido conjugado do ião CO32-

6.4. (A).
Como o magnésio (Mg) reage violentamente com o ácido clorídrico, reduz os iões H+ provenien-
tes da ionização do HCS, oxidando-se completamente, o que significa que o magnésio tem alto
poder redutor. Ocorreria, espontaneamente, a reação:
Mg(s) + 2 H+(aq) " Mg2+(aq) + H2(g)
O zinco reage com o ácido clorídrico de um modo menos violento que o magnésio, pelo que se
conclui que o poder redutor do zinco é menor que o do magnésio.
Como o cobre não reage com o ácido clorídrico, significa que o cobre é o metal com menor poder
redutor.
Assim, a sequência correta do poder redutor destes metais é:
Mg > Zn > Cu
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