Você está na página 1de 5

PORTARIA Nº 158, DE 10 DE SETEMBRO DE 2009.

Aprova a Matriz de Impactos Ambientais


Provocáveis por Empreendimentos/ Atividades
potencial ou efetivamente impactantes,
respectivos Termos de Referência Padrão e
dá outras providências.

O Diretor Presidente do Instituto Ambiental do Paraná – IAP, nomeado pelo Decreto n°


077 de 12 de fevereiro de 2007, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei
Estadual n° 10.066, de 27 de julho de 1992, com as alterações trazidas pelas Leis n°
11.352, de 13 de fevereiro de 1996 e n° 13.425, de 07 de janeiro de 2002 e de acordo
com o seu Regulamento, aprovado pelo Decreto n° 1.502, de 04 de agosto de 1992, e;

 CONSIDERANDO que é dever do gestor público buscar a eficiência e o


controle dos resultados de sua atuação na Administração Pública, pautando-se
sempre pela legalidade, impessoalidade, moralidade e, acima de tudo, respeito
aos direitos e garantias fundamentais dos administrados;

 CONSIDERANDO a necessidade premente de estabelecer padronização das


informações, estudos e projetos que amparam os procedimentos
administrativos ambientais relativos aos licenciamentos e autorizações
ambientais que tramitam por esta autarquia, de forma a agilizar em seu fluxo,
ouvindo-se e compatibilizando-se as diversas manifestações técnicas que
orientam as atividades de licenciamento e fiscalização;

 CONSIDERANDO o Princípio Constitucional de que todos têm direito a um


meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preserva- lo para as presentes e futuras
gerações;

 CONSIDERANDO que, segundo a definição constante na RESOLUÇÃO


CONAMA nº 001/1986, Impacto Ambiental é qualquer alteração das
propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por
qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que,
direta ou indiretamente, afetam: i) a saúde, a segurança e o bem-estar da
população; ii) as atividades sociais e econômicas; iii) a biota; iv) as condições
estéticas e sanitárias do meio ambiente; v) a qualidade dos recursos
ambientais;

 CONSIDERANDO que essas alterações precisam ser quantificadas, pois


apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes
ou pequenas;

 CONSIDERANDO que todo e qualquer empreendimento / atividade é passível


de provocar impactos ambientais que podem acontecer nos meios físico,
biótico e sócio-econômico, ser positivos ou negativos, temporários ou
permanentes e, por fim, mitigáveis e/ou compensáveis;
Continuação da Portaria nº 158/2009/IAP/GP fl.02.

 CONSIDERANDO que o objetivo de se estudar os impactos ambientais


preliminarmente à emissão de licenças e/ou autorizações ambientais é,
principalmente, o de avaliar as conseqüências de intervenções antrópicas
sobre os recursos ambientais decorrentes da instalação e operação de
empreendimentos e/ou atividades potencialmente impactantes, para que se
possa prever e conhecer eventuais alterações que determinado ambiente que
poderá sofrer frente à execução de projetos ou ações, na fases de
planejamento, implantação e, mais tarde, na sua operação;

 CONSIDERANDO que para avaliar, detalhada e previamente os impactos


ambientais provenientes de uma obra ou atividade, devem ser observados os
seguintes critérios mínimos:

• Potencial de impacto das ações a serem levadas a efeito nas diversas


fases da realização do empreendimento, em geral definido pelo tipo ou
gênero de atividade;

• O porte do empreendimento, que pode ser caracterizado pela área de


implantação, a extensão, o custo financeiro, a intensidade de utilização
dos recursos ambientais;

• A situação da qualidade ambiental da provável área de influência,


determinada por sua fragilidade ambiental, seu grau de saturação em
relação a um ou mais poluentes, seu estágio de degradação.
RESOLVE:

Artigo 1° - Aprovar a Matriz de Impactos Ambientais provocáveis por


empreendimentos / atividades potencial ou efetivamente impactantes, conforme
ANEXO I, e respectivos Termos de Referência Padrão, cuja finalidade é servir de
parâmetro para avaliação do grau de impacto ambiental negativos e/ou positivos, que
deverão ser considerados nos Estudos e Projetos Ambientais que devem subsidiar as
análises prévias, diagnósticos e prognósticos para os diversos meios analisados,
elaborados nas etapas preliminares que antecedem eventual licenciamento /
autorização ambiental.

Parágrafo Primeiro: Para efeitos desta Portaria, considera-se como Estudos e


Projetos Ambientais todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais
relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de um empreendimento,
atividade ou obra, apresentados como subsídio para a análise da licença ou
autorização requerida, tais como:

a. Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto sobre o Meio


Ambiente – EIA / RIMA;

b. Avaliação Ambiental Estratégica – AAE;

c. Relatório Ambiental Preliminar – RAP;


Continuação da Portaria nº 158/2009/IAP/GP fl.03.

d. Relatório Ambiental Simplificado – RAS;

e. Plano de Recuperação de Área Degradada – PRAD;

f. Projeto Básico Ambiental – PBA ou Relatório de Detalhamento de


Programas Ambientais – RDPA;

g. Plano de Controle Ambiental – PCA;

h. Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS;

i. Plano de Análise de Risco – PAR;

j. Estudo de Dispersão de Poluição Atmosférica – EDPA;

k. Plano de Emergência Individual – PEI;

l. Projeto de Controle de Poluição Ambiental – PCPA

m. Projeto de Utilização Agrícola de Efluentes e Resíduos;

n. Declaração de Carga Poluidora;

o. Inventário de Resíduos Industrias;

p. Relatório de Emissões Atmosféricas;

q. Relatório de Auditoria Ambiental Compulsória.

Parágrafo Segundo: A exigibilidade dos Estudos e Projetos Ambientais para embasar


licenciamentos e/ou autorizações ambientais está amparada nos seguintes diplomas
legais e administrativos:

a. Lei Federal No. 6.938/1981;

b. Lei Federal No. 7802/1989;

c. Decreto Federal No. 4074/2002;

d. Lei Estadual No. 13.448/2002;

e. Decreto Estadual No. 2.076/2003;

f. Resolução CONAMA No. 001/1986;

g. Resolução CONAMA No. 279/2001;


Continuação da Portaria nº 158/2009/IAP/GP fl.04.

h. Resolução Conjunta SEMA / SESA / IAP No. 002/2005;

i. Resolução Conjunta SEMA/SEAB/IAP No. 001/2007;

j. Resolução SEMA No. 036/2008;

k. Resolução CEMA No. 065/2008;

l. Resolução SEMA No. 02/2009;

m. Resolução SEMA No. 038/2009;

n. Resolução SEMA No. 021/2009;

o. Resolução SEMA No. 038/2009;

p. Resolução CONAMA No. 279/2001;

q. Resolução CEMA No. 050/2005;

r. Portaria IAP No. 026/2006;

s. Portaria IAP No. 224/2007;

t. Portaria IAP No. 160/2008.

Parágrafo Terceiro. A análise e apresentação de Estudos e Projetos Ambientais,


conforme conceito desta Portaria, a serem apresentados ao IAP em qualquer fase do
licenciamento ambiental ou em outras situações quando exigido pelo Instituto, deverão
atender aos critérios mínimos abaixo:

a. Apresentados de acordo com as diretrizes específicas para cada


empreendimento ou atividade de acordo com as Resoluções próprias
(empreendimentos industriais, agropecuários, esgoto sanitário, etc.);

b. Elaborados por profissionais devidamente habilitados nas áreas a que se


referem, conforme estabelece o Artigo 21 da Resolução CEMA No.
065/2008 e regularmente registrados no Cadastro Técnico Federal de
Atividades e Instrumentos de Defesa do Meio Ambiente, conforme Resolução
CONAMA No. 001/88 e no Conselho de Classe respectivo;

c. Apresentação de ART - Anotação de Responsabilidade Técnica ou


documento similar de Conselho de Classe respectivo, relativo à elaboração
dos estudos e projetos, de acordo com art. 63, I e II, da Resolução CEMA
No. 065/2008
Continuação da Portaria nº 158/2009/IAP/G fl.05.

Artigo 2o - Na aplicação da Matriz de Impactos Ambientais, deverá ser considerado:

I. Com maior ênfase, a avaliação dos impactos positivos e negativos; diretos e


indiretos; primários e secundários; imediatos, de médio e longo prazos;
cíclicos, cumulativos e sinérgicos; locais e regionais; estratégicos,
temporários e permanentes; reversíveis e irreversíveis, bem como a sua
distribuição social, para cada um dos meios ali indicados como fator 1 (um);

II. A indicação de fator 0 (zero) não implica considerar que, para aquele meio,
em nenhuma fase do empreendimento não possa vir a ocorrer alguma forma
de impacto positivo e/ou negativo;

III. O empreendimento / atividade a partir da fase de implantação e operação;

IV. Os impactos (negativos e/ou positivos) passíveis de identificação, descrição,


qualificação e quantificação a partir de critérios e parâmetros técnicos e
tecnológicos de conhecimento público e de ampla utilização no Brasil,
considerando também os custos econômicos para sua utilização.

Artigo 3° - Devido os anexos da Portaria serem muito extensos, quem quiser tê-los
em formato XLS, solicitá-los no Administrativo do Gabinete da Presidência do IAP.

Artigo 4o - Esta Portaria entra em vigor a partir de 1o de setembro de 2009, revogando


a Portaria n° 151/2009/IAP/GP e demais disposições em contrário.

Curitiba, 10 de setembro de 2009.

Vitor Hugo Ribeiro Burko


Diretor Presidente do Instituto Ambiental do Paraná

Você também pode gostar