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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ

CAMPUS ITABIRA

BRENDA MONIZE RIBEIRO - 2019009784


FELIPE PROCÓPIO ROSA COSTA - 2018018116
HENRIQUE SILVEIRA COSTA 2018001404
RENATA APARECIDA SANTOS MOREIRA - 2018015070
VICTOR DA SILVA PINTO - 2018010931
VICTORIA MACHADO BARBOSA - 2017003576
WAGNER DE OLIVEIRA SOUZA SANTOS - 2018013835

ESTUDOS DOS APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS E TURBINAS


HIDRÁULICAS PARA PCHs: Análise de barragens

Itabira
2021
BRENDA MONIZE RIBEIRO - 2019009784
FELIPE PROCÓPIO ROSA COSTA - 2018018116
HENRIQUE SILVEIRA COSTA 2018001404
RENATA APARECIDA SANTOS MOREIRA - 2018015070
VICTOR DA SILVA PINTO - 2018010931
VICTORIA MACHADO BARBOSA - 2017003576
WAGNER DE OLIVEIRA SOUZA SANTOS - 2018013835

ESTUDOS DOS APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS E TURBINAS


HIDRÁULICAS PARA PCHs: Análise de barragens

Trabalho da disciplina de Máquinas de


Fluxo do curso de Engenharia
Mecânica, da Universidade Federal de
Itajubá - Campus Itabira

Prof. Dr. Rubén A. Miranda Carrillo

Itabira
2021
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 5
2. OBJETIVOS 5
3. JUSTIFICATIVA 5
4. METODOLOGIA 6
5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 6
5.1 - Aproveitamento Hidrelétrico: 6
5.2 - Turbinas hidráulicas: 7
5.3 - Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs): 11
5.4 - Barragens: 11
6. PROCEDIMENTOS 12
8. RESULTADOS 16
9. CONCLUSÕES 16
BIBLIOGRAFIA 18
1. INTRODUÇÃO
Desde o início da sua aplicação, a energia elétrica é essencial para a tecnologia e o
desenvolvimento. Com a sua evolução vieram novas possibilidades como sua geração através
de pequenas geradoras elétricas, como centrais geradoras hidráulicas (CGH) e pequenas
centrais hidrelétricas (PCH), que funcionam da seguinte maneira: Basicamente, transforma-se
a energia hidráulica em energia mecânica através da turbina e em seguida, em energia elétrica
por um gerador; que em seguida, é distribuída em linhas de transmissão gerando um
2
aproveitamento hidrelétrico dessa fonte. As PCH’s são usinas com reservatórios de até 3𝑘𝑚
que tem uma potência instalada de 1 a 30 MW, esse modelo de usina de energia é uma
alternativa viável quando há a necessidade de suprir uma demanda energética causando
menores impactos ambientais.
Um tipo usual de usina hidrelétrica, é um sistema que utiliza uma barragem para
armazenar a água de um rio em um reservatório, e quando essa água escoa, passa por uma
turbina, girando-a e ativando um gerador que produz a energia elétrica. A função de uma
turbina hidrelétrica é converter energia hidráulica em energia elétrica. As turbinas que mais se
destacam são as que geram impulso e reação, e elas serão abordadas nas seções a seguir.

2. OBJETIVOS
Ao desenvolver este estudo, buscamos entender os tipos de turbinas que podem/devem
ser utilizadas em processos industriais de produção de energia elétrica, bem como o melhor
desempenho de cada equipamento tendo como principal objetivo o aproveitamento
hidrelétrico e turbinas hidráulicas para PCHs.

3. JUSTIFICATIVA
A utilização de usinas hidroelétricas é a principal fonte de produção de energia no
Brasil, responsável por cerca de 65% de toda a produção nacional. [1] Apesar de ser definido
como uma fonte de energia limpa, a inicialização da construção de uma usina hidroelétrica
implica em intervenções ambientais de grande impacto e, por isso, garantir que o máximo
aproveitamento da energia produzida pelas turbinas hidráulicas significa reduzir os efeitos
negativos no ecossistema.
Para isso, é necessário diversos estudos e melhorias dos processos já existentes e, deste
modo, estudar o melhor aproveitamento destes conjuntos torna-nos capaz de entender um
pouco melhor dos desafios que nos serão propostos quando inseridos no mercado de trabalho.
4. METODOLOGIA

Para o desenvolvimento desta atividade, foi realizado o estudo de diversas literaturas,


citadas posteriormente na bibliografia deste estudo de caso. Além disto, para a definição dos
tópicos deste trabalho, foram realizadas reuniões online por aplicativo de mensagem, bem
como chamadas de vídeo para trocas de conhecimento entre os autores. Após a análise dos
materiais coletados, a partir da plataforma Google Docs, realizamos a construção escrita deste
estudo de caso.

5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

5.1 - Aproveitamento Hidrelétrico:

A concretização de um projeto para aproveitamento elétrico até chegar no processo de


geração de energia demanda uma grande quantidade de tempo. Isso ocorre devido às
diferentes normas, exigências e licenciaturas que são necessárias (GOVERNO DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO , 2014).
Entretanto, com o decorrer dos anos, alterações foram feitas referente ao setor elétrico
no Livro III do Código das Águas (Decreto 24643/1934, ainda vigente). E hoje, existe um
grande número de leis, decretos, portarias, resoluções e outras normas que fazem a
regulamentação dos critérios técnicos e os procedimentos para a exploração das potências
hidrelétricas do país (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO , 2014).

Alguns setores que contribuem para essa verificação são:


● ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica): trabalha com a regulamentação dos
critérios e dos procedimentos para aqueles tipos de empreendimento que geram
energia hidrelétrica.
● CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente): está diretamente ligado às
normas para licenciamento ambiental e aos impactos ambientais.
● ANA (Agência Nacional de Águas) e Conselho Nacional de Recursos Hídricos:
trabalha referente às normas de utilização dos recursos hídricos.
5.2 - Turbinas hidráulicas:

As turbinas hidráulicas trabalham convertendo energia hidráulica para energia elétrica.


As que mais se destacam são as turbinas que geram impulso e reação. A que se predomina
como de impulso é a roda Pelton e as turbinas de reação são as de escoamento radial ou misto
e a de escoamento axial.

1. Escoamento Radial:
→ Turbina Francis;
→ Turbina Dériaz.

2. Escoamento axiais:
→ Turbinas de hélice (Propeller)
→ Turbinas Kaplan;
→ Turbinas Tubulares;
→ Turbinas Bulbo;
→ Turbinas Straflo.

● Turbinas Francis:
Esse modelo de turbina é uma máquina de reação em que a água passa pelo
rotor e preenche simultaneamente todos os canais das pás. Elas podem ser encontradas
com o posicionamento do eixo vertical ou horizontal e a velocidade do rotor sendo
lentas, entre 55<𝑛𝑠<120 rpm; normais, entre 120<𝑛𝑠<200 rpm; rápidas, entre 200<𝑛𝑠

<300; e extra rápidas, entre 300<𝑛𝑠<450; sendo que 𝑛𝑠é a velocidade específica

(TURBINAS..., [200-]).
A sua instalação pode ser aberta ou fechada. Porém, a instalação aberta é
propícia para pequenas quedas, até 10 m, e com potências pequenas, algumas centenas
de CV, já a segunda é convenientemente usada para quedas superiores a 10 m, na qual
a água é conduzida por uma tubulação forçada (TURBINAS..., [200-]).

● Turbina Dériaz:
A turbina Dériaz é parecida com a turbina Francis rápidas, porém existe um
mecanismo que permite a variação da inclinação das pás do rotor (TURBINAS...,
[200-]).

● Turbinas de hélice:
São apresentadas com um rotor na forma de hélice de propulsão, como
ilustrado na Figura 1. Sua diferença perante a turbina Francis é a distância entre as pás
do distribuidor e o rotor é maior em comparação com as da turbinas Francis de alta
velocidade específica (TURBINAS..., [200-]).

Figura 1 - Rotor de Turbina Hélice

Fonte: Turbinas Hidráulicas

● Turbinas Kaplan:
Turbinas Kaplan são axiais e apresentam a diferente quantidade de número de
pás: 4 pás, em que sua altura varia entre 10 < H < 20m; 5 pás, 12 < H < 23m; 6 pás, 15
< H < 35m; 8 pás, H > 35m. Sua rotação específica é acima de 350 rpm
(TURBINAS..., [200-]). Na Figura 2 pode-se ver uma representação em corte desta
turbina.

Figura 2 - Corte longitudinal de uma turbina Kaplan.


Fonte: Turbinas Hidráulicas

● Turbinas Tubulares:
Com o desvio hidráulico reduzido, a turbina Tubular é a melhor opção. Nessa
turbina o receptor, de pás fixas ou orientáveis, é colocado num tubo na qual a água é
escoada e o eixo, podendo ser horizontal ou inclinado, aciona um alternador que foi
colocado externamente ao tubo (TURBINAS..., [200-]).

● Turbinas Bulbo:
A turbina Bulbo tem pás orientáveis e contém um bulbo colocado dentro do
tubo adutor de água, como na Figura 3. Na câmera blindada, pode existir um sistema
de engrenagens que serve para a transmissão do movimento do eixo ao alternador e/ou
no interior do bulbo fica o gerador elétrico (TURBINAS..., [200-]). Pode-se usar essa
máquina como turbina ou como bomba.

Figura 3 - Turbina Bulbo, da Escher Wyss. Vista do rotor, do bulbo e de parte do tubo de saída
da água.
Fonte: Turbinas Hidráulicas

● Turbinas Straflo:
Turbinas axiais e que apresenta um escoamento retilíneo. O indutor do
alternador se localiza na periferia do rotor da turbina e formando um anel articulado
nas pontas das pás da hélice, que podem ser passo variável. A Figura 4 apresenta uma
turbina Straflo de pás fixas. O ponto positivo desta turbina é que não apresenta a
necessidade de colocar um gerador no interior do bulbo, graças ao local que foi
colocado o alternador, por possibilitar uma instalação compacta e um fator de potência
maior que os obtidos com outro tipo de igualdade de condição de queda, descarga e
custo de obras civis (TURBINAS..., [200-]).
Podem ser instaladas com eixo horizontal ou vertical e elas são adequadas para
usinas de baixa queda, 3 à 40 m e o diâmetro do rotor podendo ser de até 10m
(TURBINAS..., [200-]).

Figura 4 - Representação de turbina Straflo de pás fixas.


Fonte: Turbinas Hidráulicas

5.3 - Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs):

Segundo a Associação Brasileira de PCHs e CGHs, as Pequenas Centrais Hidrelétricas


são usinas que detém um tamanho e potencial reduzido, de acordo com a Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL). As características que colocam essas usinas neste patamar são:
2
Apresentam entre 5 e 50 megawatts (MW) de potência; Pelo menos 13 𝑘𝑚 de área de
reservatório.
Foi no ano de 1997 que as PCHs começaram a acontecer, devido a extinção do
monopólio do Estado no setor elétrico e por causa de muitas empresas começarem a fazer
estudos e projetos sobre a geração de energia renovável. (O QUE..., [202-])
A Aneel fez uma pesquisa no ano de 2019 mostrando que, levando em consideração a
potência já instalada, as PCHs se encontram em 5° lugar das fontes de energia do país, isso
com mais de 7.138.988,54 kW gerados. Já em termos de potência instalada, elas estão em 4°
lugar quando levada em consideração fontes de energia do país com 5.271 kW gerados.
(CENÁRIO..., [202-])

5.4 - Barragens:

As barragens presentes nas usinas hidrelétricas servem para represar e fazer o


armazenamento da água para a produção de energia elétrica. Outra utilidade é criar um
desnível necessário para que as turbinas consigam girar e, assim, gerar energia.
(BARRAGENS..., 2017)
Dependendo de sua finalidade, é encontrado alguns componentes. Entre eles estão:
(PIASENTIN, [201-])
● Reservatório;
● Barragens de Concreto, Barragens de Aterro e Diques;
● Sistemas extravasores: vertedouros, descarregadores de fundo;
● Tomada de água;
● Condutos forçados e Túneis Forçados;
● Chaminé de Equilíbrio;
● Casa de Força e Estrutura Associadas;
● Canais de Adução e de Fuga;
● Eclusas de Navegação;
● Escadas para peixes.

A partir desses tópicos é possível compreender uma PCHs, saber os diferentes tipos de
turbinas hidráulicas existentes e, também, analisar o funcionamento de uma barragem.

6. PROCEDIMENTOS

As resoluções 343/2008 e 412/2010 definem os procedimentos para elaboração do


projeto de uma PCH. De acordo com essas resoluções, empreendimentos de PCH não passam
por um estudo de viabilidade mas precisam apresentar o inventário hidrelétrico aprovado para
serem registrados na ANEEL. Pela resolução 398/2001 da ANEEL deve ser feito um
inventário hidrelétrico, a fim de realizar estudos para levantamento de dados. Os inventário
possui os seguintes passos:
● Precisão dos levantamentos cartográficos e avaliação da técnica utilizada para
levantamento do perfil do rio:
a) perfil longitudinal da calha do rio;
b) mapeamento cartográfico – plantas e curvas de nível.
● Investigações e Estudos Geológicos/Geotécnicos:
c) investigações de campo e estudos de escritório;
● Estudos sedimentológicos;
● Estudos hidrometeorológicos, considerando a consistência das informações:
d) séries de vazões mensais;
e) curva de permanência de vazões mensais;
f) área de drenagem, em km² ;
g) risco associado à capacidade do vertedouro.
● Estudos ambientais, avaliando a área de influência e os impactos a serem provocados
pelos aproveitamentos hidrelétricos, relativos a:
h) meio socioeconômico, físico e biótico;
● Estudos de uso múltiplo dos recursos hídricos, com vistas a consubstanciar a
declaração de reserva de disponibilidade hídrica;
● Estudos de dimensionamento:
i) apresentação gráfica da concepção dos arranjos;
j) consistência da curva cota - área - volume;
k) alternativas de divisão de queda;
l) energia média gerada na alternativa selecionada, em MWh/ano;
m) potência instalada na alternativa selecionada, em MW;
n) estimativa de custos dos aproveitamentos.

No que tange o projeto de uma barragem, incluindo seus cálculos, deve-se observar os
seguintes parâmetros, para a elaboração do algoritmo, sendo eles:
● Levantamento planoaltimétrico do local de implantação da Central Hidrelétrica, com
curvas de nível de metro em metro, incluindo o leito do rio;
● Características climáticas, geotécnicas e geológicas com tipos de avaliações de
quantidades de materiais disponíveis no local de implantação;
● Níveis da água máximo, normal e mínimo a montante e a jusante do barramento;
● Eixo de arranjo da CH com indicações de seus componentes;
● Cargas previstas fixas e móveis, como acessos existentes ou a serem estabelecidos;
● Características que podem influenciar o barramento, no projeto, durante a construção e
após a implantação da CH.

Com a obtenção desses dados é possível:


● Determinar o tipo de barragem;
● Fazer o desenho em escala da barragem, com a localização de seus componentes;
● Quantificar as forças para cada seção escolhida;
● Aplicar para cada seção os critérios de estabilidade indicados para o tipo de barragem
escolhido, que permite definir a geometria de cada setor e caracterizar os materiais que
serão utilizados;
● listagem e quantificação dos materiais e componentes;
● Elaboração do cronograma para implementação da barragem.

7. MODELOS MATEMÁTICOS
Analisando as forças que atuam na barragem temos:

Figura 5 - Secção transversal com as características geométricas e com o diagrama de cargas:

Fonte: Centrais Hidrelétricas: Implantação e comissionamento.

Ação da água nos parâmetros de montante e jusante, força 𝐹𝐻1, 𝐹𝐻2, 𝐹𝑉1, 𝐹𝑉2(𝑡𝑓/𝑚)
Ação da água na seção em estudo, força de subpressão - 𝐹𝑠(𝑡𝑓/𝑚), força esta que
pode ser posta em função de 𝐻1 e 𝐻2 com o auxílio de coeficientes de permeabilidade 𝑘1; 𝑘2
que variam entre 0 e 1,0 sendo que em dimensionamento preliminar toma-se 1,0.
Ações externas oriundas de cargas verticais fixas ou móveis que atuam
na crista da barragem, representadas pelas forças – 𝐹1 e 𝐹2(𝑡𝑓/𝑚) .

Ação do peso do setor superior sobre a seção em estudo - 𝐺 (𝑡𝑓/𝑚), calculado com o
3
peso específico médio – γ𝑚(𝑘𝑔𝑓/𝑚 dos materiais que estruturam o setor.
Ações complementares oriundas do vento, choque, empuxos e outras
específicas para cada caso, resultando nas forças complementares horizontal e vertical – 𝐹𝐻𝑐𝑖e

𝐹𝑉𝑐𝑖 (𝑡𝑓/𝑚).

Para este carregamento resultam, para as forças – (𝑡𝑓/𝑚), para as distâncias - (𝑚) e
para os ângulos - (𝑔𝑟𝑎𝑢𝑠), as seguintes expressões:
Ação da água:
2 2 2 2
𝐹𝐻1 = 0, 5 · 𝐻1; 𝐹𝑉1 = 0, 5 · 𝐻1 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 ; 𝐹𝐻2 = 0, 5 · 𝐻2; 𝐹𝑉2 = 0, 5 · 𝐻2 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑖 ;

𝐹𝑆 = 0, 5 · 𝑏 · (𝑘1 · 𝐻1 + 𝑘2 · 𝐻2).
𝐻1 𝑏−𝐻1·𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 𝐻2 𝐻2·𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑗 𝑏·(𝑘1·𝐻1+0,5·𝑘2·𝐻2)
𝑎𝐻1 = 3
; 𝑎𝑉1 = 3
; 𝑎𝐻2 = 3
; 𝑎𝑉2 = 3
; 𝑎𝑠 = 1,5·(𝑘1·𝐻1+𝑘2·𝐻2)

Ação do peso:
𝐺 = 𝐺1 + 𝐺2 + 𝐺3 + 𝐺4
−4 2 −3 −3
𝐺1 = 5 · 10 · γ𝑚 · 𝐻3 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 ; 𝐺2 = 10 · γ𝑚 · 𝑎 · 𝐻3; 𝐺3 = 10 · γ𝑚 · 𝑎1 · (𝐻3 − 𝐻4);
−4
𝐺4 = 5 · 10 · γ𝑚 · (𝐻3 − 𝐻4) · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑗
𝑏−𝐻1·𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚
𝑎𝐺1 = 3
; 𝑎𝐺2 = 𝑏 − (0, 5 · 𝑎 + 𝐻3 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 );
2
2·(𝐻3−𝐻4) ·𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑗
𝑎𝐺3 = 𝑏 − (0, 5 · 𝑎1 + 𝑎 + 𝐻3 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 ); 𝑎𝐺4 = 3
.

Complementares:
𝐹1, 𝐹2, 𝐹𝐻𝑐𝑖, 𝐹𝑉𝑐𝑖

𝑎𝐹1 = 𝑏 − (𝑎3 + 𝐻3 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 ); 𝑎𝐹2 = 𝑏 − (𝑎2 + 𝐻3 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚 ); 𝑎𝑉𝑐𝑖 = 𝑏 − 𝑎𝐻𝑐𝑖 · 𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑚

Resultado para estabilidade ao tombamento:


𝐹𝐻 = 𝐹𝐻1 + 𝐹𝐻𝑐1 − 𝐹𝐻2

𝐹𝑉 = 𝐹𝑉1 + 𝐹𝑉2 + 𝐹1 + 𝐺 + 𝐹𝑉𝑐𝑖 + 𝐹𝑠

𝐹𝐻𝑐𝑖é a soma algébrica das componentes horizontais de todas as forças


complementares que atuam sobre o setor superior em estudo, de forma permanente e não
permanente.
𝐹𝑉𝑐𝑖 é a soma algébrica das componentes verticais de todas as forças complementares
que atuam sobre o setor superior em estudo, de forma permanente.
Resultantes para estabilidade ao esmagamento:
𝐹𝑉 = 𝐹𝑉1 + 𝐹𝑉2 + 𝐹1 + 𝐹2 + 𝐺 + 𝐹𝑉𝑐𝑖 − 𝐹𝑠

𝐹𝑉𝑐𝑖 é a soma algébrica das componentes verticais de todas as forças complementares

que atuam sobre o setor superior em estudo, de forma permanente e não permanente.
Resultantes para estabilidade ao deslizamento com cisalhamento
𝐹𝐻 = 𝐹𝐻1 + 𝐹𝐻𝑐𝑖 − 𝐹𝐻2

𝐹𝑉 = 𝐹𝑉1 + 𝐹𝑉2 + 𝐹1 + 𝐺 + 𝐹𝑉𝑐𝑖 − 𝐹𝑠

𝐹𝐻𝑐𝑖é a soma algébrica das componentes horizontais de todas as forças

complementares que atuam sobre o setor em estudo, de forma permanente e não permanente;
𝐹𝑉𝑐𝑖 é a soma algébrica das componentes verticais de todas as forças complementares

que atuam sobre o setor em estudo, de forma permanente.


Ângulos:
𝐻3−𝐻4
𝑡𝑔θ𝑚 = 𝑏−(𝑎+𝑎1+𝐻3·𝑐𝑜𝑡 𝑔θ𝑗)

8. RESULTADOS

Como a energia hidrelétrica representa 65% da fonte de energia no Brasil, um estudo


do aproveitamento hidrelétrico e turbinas hidráulicas para PCHs e suas barragens têm suma
importância no desenvolvimento deste setor.
Portanto, uma análise bibliográfica serviu para definir e apresentar algumas
informações importantes, como o código regente de um projeto de aproveitamento
hidroelétrico, bem como as instruções que o regulamentam, os modelos de turbinas hidráulicas
e suas respectivas descrições, o que são as PCHs e o funcionamento das barragens.
Contudo, mesmo o Livro III do Código das Águas regulamentando projetos de
aproveitamento hidrelétrico, a construção de PCHs não precisam apresentar estudo de
viabilidade, mas sim um inventário hidrelétrico previsto na resolução 398/2001 da ANEEL.
Neste, tem-se uma série de estudos preliminares para avaliar as condições ambientais,
hídricos, climáticos e geológicos, por fim é pedido alguns dados de dimensionamento.
A elaboração de um projeto de barragem apresenta estudos preliminares similares, no
entanto conta alguns dados de projeto mais específicos, com a indicação dos seus
componentes e cargas, como também uma análise das características que possivelmente
influenciam no barramento. O levantamento destes dados são fundamentais para o desenho
final e as determinações de projeto e materiais.

9. CONCLUSÕES

Desse modo, nota-se que para concretizar um projeto hidrelétrico é necessário seguir
normas e exigências para garantir a regulamentação da distribuição de energia elétrica e evitar
grandes impactos ambientais ou sociais. Dentro do projeto hidrelétrico existe um estudo com
base no escoamento e funcionamento das turbinas das quais foram abordados neste trabalho
destaca-se as turbinas tubulares e as turbinas straflo por tratarem de turbinas mais eficientes e
compactas. Além disso, foi feito um estudo com base nas barragens presentes nas usinas
hidrelétricas, com isso foi possível destacar algumas funções como: criar um desnível para
auxiliar as turbinas a gerarem energia e fazer o armazenamento de água.
BIBLIOGRAFIA

[1] Relatório Síntese BEN 2021. Ministério de Minas e Energia. 2021.


<https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos
/publicacao-601/topico-588/BEN_S%C3%ADntese_2021_PT.pdf > acesso em: 19 nov. 2021.

BARRAGENS de Hidrelétrica: O que é?. In: Barragens de Hidrelétrica : O que é?. Eletrobras,
2017. Disponível em: https://eletrobras.com/pt/Paginas/Barragem-de-Hidreletrica.aspx.
Acesso em: 16 nov. 2021

CENÁRIO de PCHs e CGHs no Brasil: PCHs. In: Cenário de PCHs e CGHs no Brasil.
ABRAPCH, [202-]. Associação Brasileira de PCHs e CGHs. Disponível em:
https://abrapch.org.br/o-setor/cenario-de-pchs-e-cghs-no-brasil/. Acesso em: 13 nov. 2021.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (Rio de Janeiro). Fundação COPPETEC.


Março 2014. ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO: R3 - A - TEMAS TÉCNICOS ESTRATÉGICOS,
Fundação COPPETEC: Fundação COPPETEC, p. 1-126, março 2014. Disponível em:
http://www.agevap.org.br/downloads/Diagnostico-Aproveitamentos-Hidreletricos.pdf. Acesso
em: 13 nov. 2021.

TURBINAS Hidráulicas: Tipos de Turbinas Hidráulicas. In: TURBINAS Hidráulicas.


UNESP: [s. n.], [200-]. cap. 8, p. 1-27. Disponível em:
http://www.dem.feis.unesp.br/intranet/capitulo8.pdf. Acesso em: 13 nov. 2021.

O QUE são PCH‘s e CGH‘s?: PCHs. In: O que são PCH‘s e CGH‘s? : PChs. ABRAPCH,
[202-]. Associação Brasileira de PCHs e CGHs. Disponível em:
https://abrapch.org.br/o-setor/o-que-sao-pchs-e-cghs/. Acesso em: 13 nov. 2021.

PIASENTIN, Corrado. CURSO SEGURANÇA DE BARRAGENS: Modulo I - Barragens:


Aspectos legais, técnicos e socioambientais. In: CURSO SEGURANÇA DE BARRAGENS:
Modulo I - Barragens: Aspectos legais, técnicos e socioambientais. [S. l.: s. n.], [201-]. cap.
Unidade 3: Aspectos de projeto, construção, operação e manutenção de barragens, p. 1-80.
Disponível em: file:///C:/Users/magazine/Downloads/Unidade_3-modulo1.pdf. Acesso em: 16
nov. 2021.
de SOUZA, Zulcy. Et al. 4 ed. CENTRAIS HIDRELÉTRICAS: IMPLANTAÇÃO E
COMISSIONAMENTO. Rio de Janeiro. Editora Interciência, 2009.

FLÓREZ, Ramiro Ortiz. Pequenas Centrais Hidrelétricas. 1. ed. [S. l.]: Editora Oficina de
Textos, 2014. 402 p. ISBN 9788579751080.

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