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Diordina Franque Davide Ross

Funcionalismo e Estruturalismo: Resolução das questões propostas no fórum

Curso de Licenciatura em Psicologia Social e das Organizações

Universidade Púnguè
Extensão de Tete
2021
Diordina Franque Davide Ross

Funcionalismo e Estruturalismo: Resolução das questões propostas no fórum

O presente trabalho individual a ser entregue no


Departamento de Ciências da Educacao e Psicologia,
no Curso de Licenciatura em Psicologia Social e das
Organizações, na cadeira de Antropologia Cultural de
Moçambique, sob orientação do docente:
Docente: Eduardo Simba

Universidade Púnguè
Extensão de Tete
2021
Índice

1. Introdução .......................................................................................................................... 3

1.1. Objectivos .................................................................................................................... 3

1.1.1. Objectivo geral ..................................................................................................... 3

1.2. Metodologia ................................................................................................................. 3

2. Desenvolvimento ................................................................................................................ 4

2.1. Funcionalismo .............................................................................................................. 4

Tabela 1: Quadro – Resumo do funcionalismo na antropologia ......................................... 4

2.1.1. Objectivo da Antropologia Funcionalista ............................................................. 4

2.1.2. Abordagens funcionalistas .................................................................................... 4

2.2. Estruturalismo .............................................................................................................. 6

Tabela 2: Quadro resumo do estruturalismo ....................................................................... 6

3. Resolução das questões propostas no fórum. .................................................................. 9

4. Conclusão .......................................................................................................................... 11

Bibliografia ............................................................................................................................... 12
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1. Introdução

As escolas antropológicas reúnem pensadores que compartilham uma visão acerca do fazer
antropológico. Ao longo do desenvolvimento dessa ciência, muitos pesquisadores se
propuseram a compreender o homem em suas dimensões biológicas, sociais e culturais. E, nesse
processo, foram criados novos paradigmas e formas de entender o processo investigativo. Cada
vez que esses elementos eram alterados, criava-se uma nova escola antropológica. Neste
trabalho, aborda-se sobre algumas escolas antropológicas mais importantes (Funcionalismo e
Estruturalismo) que surgiram desde o século XIX. Nesse sentido, aponta-se o paradigma que
imperava em cada uma delas e quais foram os principais pensadores que contribuíram para a
investigação e produção do conhecimento.
A estrutura do trabalho segue:
 Uma breve introdução, onde constam todos aspectos introdutórios do trabalho;
 Desenvolvimento, onde são demonstrados os aspectos pesquisados pela autora;
 Conclusão: é a parte conclusiva do trabalho.

1.1.Objectivos
Qualquer actividade na vida humana tem um sentido da sua existência, tem uma finalidade ou
um objectivo. Este Trabalho não constitui uma excepção, daí à necessidade de mostrar aquilo
que se pretendem com a pesquisa dentro do trabalho tem como objectivos:

1.1.1. Objectivo geral


 Compreender funcionalismo e estruturalismo como principais correntes da antropologia.

1.1.2. Objectivos específicos


 Caracterizar o funcionalismo e estruturalismo como principais correntes da antropologia;
 Realçar sobre funcionalismo e estruturalismo como principais correntes da antropologia;
 Relacionar o funcionalismo com estruturalismo como principais correntes da antropologia;
 Resolver as questões propostas no fórum.

1.2.Metodologia
De modo a alcançar os objectivos preconizados, recorreu-se a pesquisa bibliográfica, isto é,
consulta de algumas obras, dicionário, artigos disponíveis na internet sobre as principais
correntes antropológicas: funcionalismo e estruturalismo. Usou os seguintes materiais:
computador, livros.
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2. Desenvolvimento
2.1.Funcionalismo
Tabela 1: Quadro – Resumo do funcionalismo na antropologia
Visão Funcionalismo
Período Século XX - anos 20
Características Modelo de etnografia clássica (Monografia). Ênfase no trabalho de
campo (Observação participante). Sistematização do
conhecimento acumulado sobre uma cultura.
Temas e Cultura como totalidade. Interesse pelas instituições e suas funções
Conceitos para a manutenção da totalidade cultural.
Principais Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental –
Representantes 1922). Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade
primitiva – 1952; e Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e
Casamento”, 1950. Edmund Leach (“Sistemas políticos da Alta
Birmânia”- 1954).

A Antropologia Funcionalista se desenvolveu como reação ao estabelecimento das


ideias evolucionistas que se difundiram no começo do século 20. A corrente antropológica do
funcionalismo foi criada e solidificada a partir da década de 1920. A base dessa corrente teórica
é o estudo dos valores sociais e culturais sendo que da sua compreensão surgem respostas para
questões relevantes socialmente.

2.1.1. Objectivo da Antropologia Funcionalista


O objetivo da Antropologia Funcionalista é explicar fenômenos sociais a partir das suas
funções. Cada camada da sociedade era vista como a resposta para uma função específica e
como parte da solução para o cumprimento de uma tarefa social. Os funcionalistas defendiam
que cada uma das camadas sociais tinha uma função que era relevante para a manutenção do
todo. Os funcionalistas são apontados como fundadores da Antropologia Social e tinha como
grandes influências de suas ideias Durkheim, Radcliffe-Brown e Malinowski. Algo importante
de ressaltar é que existem grandes diferenças entre o funcionalismo e funcional-estruturalismo
na Antropologia e na Sociologia.

2.1.2. Abordagens funcionalistas


O modelo teórico formulado pela visão funcionalista de pensamento cultural se ocupa
de explicações de factos antropológicos, como a análise funcional, ou seja, busca explicações
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que abarcam todos os níveis de desenvolvimento. A cultura, para essa corrente teórica, é tomada
como totalidade. Sua maior contribuição e reação ao evolucionismo foram destacar a
importância da cultura para a organização da vida humana e, sem dúvida, um dos traços que a
caracterizam é a pesquisa de campo - está uma referência central dos antropólogos
funcionalistas, como por exemplo, Malonowski (nome clássico da antropologia funcionalista).
Como refere (CUCHE, 1999, p. 71-72),
[...] qualquer cultura deve ser analisada em uma
perspectiva sincrônica, a partir unicamente da observação de
seus dados contemporâneos. Contra o evolucionismo voltado
para o futuro, [...]
Malinowski propõe então o funcionalismo centrado no presente, único intervalo de
tempo em que o antropólogo pode estudar objetivamente as sociedades humanas. Dessa forma,
o autor destaca a contribuição do pensamento de Malinowski, como diz Laplantine (2003, p.
58), “[...] a antropologia se torna pela primeira vez uma atividade ao ar livre, levada, como diz
Malinowski, ‘ao vivo’, em uma ‘natureza imensa, virgem e aberta’.
Nessa perspectiva o funcionalismo, mais precisamente, na década de 30, contribui para
a antropologia, dando-lhe, diferente das correntes que a antecederam (como exemplo, o próprio
evolucionismo), possibilidade de inovações para analisar os fenômenos culturais. Em virtude
da introdução moderna de análise, o estudo antropológico passa a se ocupar da compreensão
dos grupos humanos numa lógica sistêmica, ou seja, os agrupamentos humanos são olhados
diante de uma visão sistêmica (sociedade como um organismo vivo, coeso).
Malinowski representa um ícone da análise funcionalista, “[...] dominou
incontestavelmente a cena antropológica, de 1922, ano de publicação de sua primeira obra, Os
Argonautas do Pacífico Ocidental, até sua morte, em 1942” (LAPLANTINE, 2003, p.60).
A análise do pensamento antropológico funcionalista centra, especificamente, sua
ocupação sob a cultura de forma entrelaçada, ou seja, as ideias, os costumes, o material e o
imaterial são aspectos que devem ser conhecidos, porque estes dizem da organização e
manutenção da sociedade e de seus modos de viver.

Resumindo, das escolas antropológicas, a Funcionalista é a que vai propor o método


clássico de etnografia e adotar o trabalho de campo para realização das análises (na Escola
Evolucionista, eram os relatos dos viajantes e colonizadores que subsidiavam as interpretações
feitas pelos antropólogos). Além da adoção do trabalho de campo, os funcionalistas se diferem
dos evolucionistas por não conceberem a ideia de hierarquia entre as sociedades.
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Para os antropólogos funcionalistas, cada sociedade possui uma função distinta. Esse
seria o traço que diferenciaria uma das outras, mas sem construir hierarquias. Nessa perspectiva,
ao passo que cada grupo exercesse a sua função, eles contribuíam para um sistema maior, onde
todos as funções se relacionavam. Contribuíram para a Escola Funcionalista Bronislaw
Malinowski, escritor de “Argonautas do Pacífico Ocidental” (1922), e Alfred Radcliffe-Brown,
autor de “Estrutura e função nas sociedades primitivas” (1952).

2.2.Estruturalismo
O debate da antropologia estrutural ganha expressão na década de 40 e Claude Lévi-
Strauss é o grande teórico dessa abordagem.
Tabela 2: Quadro resumo do estruturalismo

Escola Estruturalismo
Período Século XX – anos 40

Características Busca das regras estruturantes das culturas presentes na mente


humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação
primitiva. Distinção Natureza X Cultura.

Temas Princípios de organização da mente humana: pares de oposição e


códigos binários. Reciprocidade.

Representantes e Claude Lévi-Strauss: “As estruturas elementares do


obras de referência
Parentesco”- 1949; “Tristes Trópicos”- 1955; “Pensamento
Selvagem”-1962; “Antropologia estrutural”- 1958; “O cru e o cozido”-
1964 e “O homem nu”- 1971

O teórico da antropologia estrutural (nos ateremos ao seu nome em vista da expressão


da sua obra e referência no campo antropológico estrutural e, também, por delimitação
didática), cuja atenção destacou a sabedoria dos povos simples. Claude Lévi-Strauss chamou
os povos simples de culturas frias e as sociedades complexas, de culturas quentes (MARCONI
& PRESOTTO, 1985).
Lévi-Strauss manteve contacto com nomes da antropologia cultural americana no
período de 1941 a 1947 (durante o período e depois da Segunda Guerra Mundial). Em virtude
de longas temporadas nos Estados Unidos, conheceu as obras de Boas, Kroeber e Benedict,
nomes de expressão da antropologia cultural americana (CUCHE, 1999).
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Destes, Lévi-Strauss, segundo (CUCHE, 1999, p.96),


[...] tomaria emprestado quatro ideias essenciais de Ruth Benedict.
Primeiramente, as diferenças culturais são definidas por um certo
modelo (pattern). Em segundo lugar, os tipos de culturas possíveis
existem em números limitados. Em terceiro lugar, o estudo das
sociedades “primitivas” é o melhor método para determinar as
combinações possíveis entre os elementos culturais. Finalmente, essas
combinações podem ser estudadas em si mesmas, independentemente
dos indivíduos que pertencem ao grupo, para quem essas combinações
permanecem inconscientes.
A influência das ideias de Ruth Benedict é revelada por Lévi-Strauss, na passagem da obra -
Tristes Trópicos, 1955, referida por (CUCHE, 1999, p.97-98):
O conjunto dos costumes de um povo é sempre marcado por um estilo;
eles formam sistemas. Estou convencido de que estes sistemas não são ilimitados
e que as sociedades humanas, como os indivíduos - em seus jogos, seus sonhos
ou seus delírios - não criam jamais de maneira absoluta, mas se limitam a
escolher certas combinações em um repertório ideal que seria possível
reconstituir. Fazendo o inventário de todos os costumes observados, de todos
os imaginados nos mitos, dos evocados nos jogos infantis e adultos, os sonhos
dos indivíduos são ou doentes e as condutas patológicas, seria possível chegar
a constituir uma espécie de tabela periódica como a dos elementos químicos, em
que todos os costumes reais ou simplesmente possíveis apareceriam agrupados
em famílias e onde nós precisaríamos apenas reconhecer os costumes que as
sociedades efetivamente adotaram (1955, p.203).
A visão estruturalista no nível das condições muito gerais de funcionamento da vida, regras
universais podem ser encontradas e estas, segundo Cuche (1999, p.98), “[...] são princípios
indispensáveis da vida em sociedade [...]”. Uma característica muito destacada pelo
estruturalismo, a qual analisa, destas regras universais, por exemplo, é a proibição do incesto.
Diante disso, pode-se dizer que a antropologia estrutural, dentre outras, tem como ocupação
buscar o que é necessário para a vida humana.
Os estudos de Lévi-Strauss, para a ciência contemporânea, através das premissas
linguísticas deram a teoria da forma como a mente trabalha. Para Lévi-Strauss, a passagem do
estado natural ao cultural, dá-se no uso da linguagem. Por exemplo, suas pesquisas irão buscar
entender como o homem aprende a produzir objectos, como aceita normas e regras, as quais ele
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não criou, como aprende, por exemplo, a cozinhar. Essas questões levantadas por Lévi-Strauss,
segundo sua teoria, apontam, que são ações humanas desencadeadas pelo mecanismo do
cérebro (STRAUSS, 1982).
Na sua obra As Estruturas Elementares do Parentesco (1949), Lévi-Strauss, ocupa-se do
estudo relativos a aspectos como o incesto, a capacidade do homem produzir alimentos e
comunicar-se, bem como estes se estruturam em cada sociedade. Para Strauss, segundo LEACH
(1977), a organização das sociedades dá-se como processos, como o modo de falar, embora se
revelem diferentes, seguem sistemas universais.
A ideia central do pensamento estruturalista de Lévi-Strauss afirma que o homem é
formado por estruturas, e estas são inconscientes. Dessa forma, pode-se pensar o estruturalismo
como,
[...] mais um método de análise, que consiste em construir modelos explicativos
de realidade, chamados estruturas. Por estrutura, entendese um sistema
abstrato em que seus elementos são interdependentes e que permite,
observando-se os fatos e relacionando diferenças, descrevê-las em sua
ordenação e dinamismo (SALATIEL, 2008).
Um exemplo do pensamento de Lévi-Strauss é o facto de que não se pode dizer eu falo,
e, sim, que eu sou falado. Nesse sentido, ressalta estruturas que preexistem. Segundo, LEACH
(1977), a ideia das estruturas, a qual Lévi-Strauss se inspirou, vem da linguística. Para a época,
denotou um sentido revolucionário em vista da ruptura até então entre natureza e cultura. Para
a visão estruturalista, essa ideia passa a ser rejeitada e, com isso, mostra que cultura não é uma
negação da natureza, mas cultura é uma produção. Para Lévi-Strauss,
[...] Por toda a parte, onde a regra se manifesta, a certeza está no estado de cultura.
Simetricamente, é fácil reconhecer, no universal o, critério da natureza. Porque o que
é constante em todos os homens, escapa necessariamente ao domínio dos costumes, das
técnicas e das instituições através das quais os grupos se diferenciam e se opõem. [...]
Aceitemos, pois, que tudo o que é universal no homem, releva a ordem da natureza e
caracteriza-se pela espontaneidade, que tudo o que está sujeito a uma norma pertence
à cultura e apresenta os atributos do relativo e do particular (STRAUSS,1982 p.147).

Diante dessas ideias, Lévi-Strauss sinaliza que o universal diz respeito à natureza e à cultura,
uma ordem nova é relativa e particular. Para o antropólogo, o homem é um ser cultural e
biológico. Para o autor, a regra, a convenção é própria da cultura, portanto, impossíveis de
encontrá-las na natureza. Nesse sentido, o exemplo do incesto, enquanto tabu, há como
proibição em as sociedades, o que seria uma constante, mas cada sociedade, sob suas variações,
determina o tabu.
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Para Lévi-Strauss, a antropologia se apoia na ideia de que toda cultura é dos humanos,
como por exemplo, a capacidade de comunicação e a transmissão dos conhecimentos. Para o
autor, o conhecimento dos traços culturais de sociedades só pode ser analisado de forma
conjunta, como as práticas alimentares, os mitos. Dessa forma, Lévi-Strauss releva sua
percepção de apreender o mundo e o homem.
Os trabalhos de Strauss apontam para a importância do uso dos símbolos como meios
de comunicação. Como por exemplo, a linguagem. Nessa visão estruturalista, Lévi-Strauss não
mostrou ocupar-se com as particularidades dos grupos humanos. Sua ocupação deu-se no
campo da investigação como apreensão dos traços universais das sociedades e não nas suas
especificidades (LEACH, 1977).
No transcorrer dos anos 1960, a visão estruturalista começa a ser abandonada,
principalmente, pelas críticas quanto a seu caráter determinista, o que, para alguns autores,
configura o estruturalismo como forma analítica das generalizações, cujas investigações
afastam-se do conhecimento das particularidades. A cultura tomada no sentido dos hábitos, dos
comportamentos, para a visão estruturalista, é criticada.

Em sintrese, Os antropólogos que integram a Escola Estruturalista buscam identificar as


regras estruturantes da cultura que estão presentes na mente humana. Seus estudos se atêm à
construção dos significados dentro de uma cultura, um processo que envolve inter-relações
entre diferentes elementos ligados à linguagem, sistemas de signos e ao imaginário dos
indivíduos.
Claude Lévi-Strauss, autor de “Tristes Tópicos” (1955), é considerado criador da
antropologia estrutural. Essa escola recebeu ainda contribuições de Ferdinand Saussure,
linguista que colaborou bastante para o desenvolvimento da Semiótica.

3. Resolução das questões propostas no fórum.


1. O funcionalismo cultural é uma teoria adoptada para diferentes campos do conhecimento,
como a filosofia, a psicologia e a antropologia, seu principal objetivo é explicar a sociedade
as ações coletivas e individuais, a partir de casualidades ou seja de função.
1.1. Os teóricos desta teoria são: Durkheim-Malinowski e Raduliffe-Browm.
1.2. As características são que o funcionalismo postula que a sociedade evolui como
organismos tanto a estrutura social quanto as funções sociais e também aborda a sociedade
como um todo em termos da função de seus elementos constituintes, ou já, as normais,
costumes as tradições e as instituições.
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1.3. Os princípios básicos do funcionalismo têm por revelar a instrumentalidade da linguagem


em situação de uso social, isso evidência o compromisso principal do enfoque
funcionalista, descrever a linguagem não em si mesma mas como requisito pragmático da
interação verbal.
1.4. A diferença entre o evolucionismo e o funcionalismo e de que tanto o funcionalismo e o
evolucionismo são escolas teóricas da antropologia evolucionista partem ideias de que os
povos com culturas diferentes estão atrasados ou seja, mesmos evoluídos, já para o
funcionalismo, o estudo antropológico devia ser sincrônico.
2. É a metodologia pela qual elementos da cultura humana devem ser entendidos sem face a
sua relação com um sistema ou estrutura maior mais abrangente.
2.1. Os teóricos desta corrente são, Roland Barthes, Jacques Derrida e Levi's-stauss
2.2. Ruptura intectual com o tradicionalismo, entendimento de que o significado e produzido e
reproduzido no interior de uma cultura através de várias práticas, fenómenos, ações sociais
e atividades que funcionam como sistema de significados, Ex:a cultura nhunguem têm a
tradição de quando um jovem na sociedade já trabalha a sociedade praticamente obrigada o
indivíduo a casar e formar família, algo que não é obrigatório fazer, porque o indivíduo
primeiro precisa se sentir preparado pra tal.
2.3. A génese do estruturalismo sustenta que a atividade humana e tudo o que advém dela, são
construídos, a corrente considera que nem mesmo o pensamento e a percepção são naturais.
A atividade humana, no estruturalismo é carregada de significados como a consequência do
sistema de linguagem que o operamos.
2.4.A teoria do difusionismo se ocupava no desenvolvimento de culturas e tecnologias,
dedicando-se especialmente a história antiga, quanto o estruturalismo fala que as tribos
primitivas e a sociedade moderna são diferentes mas nenhuma e superior, ambas têm a
mesma capacidade intelectual rompendo com o preconceito.
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4. Conclusão

O funcionalismo enfatizava a interconexão orgânica de todas as partes de uma cultura


pondo em primeiro plano a idéia de totalidade. Desta maneira, postulava uma universidade
funcional que se opõe ao difusionismo. Análise funcional é uma explicação de fatos
antropológicos em todos os níveis de desenvolvimento de acordo com o papel que jogam dentro
do sistema total da cultura, de modo que estão inter-relacionados com o interior do sistema e
pela forma que o sistema se vincula ao meio físico. O conceito de função, de acordo
com Malinowski se refere ao papel que joga um aspecto em relação ao resto da cultura e em
última instância, orientado sempre a satisfação das necessidades humanas, isto é, a
sobrevivência. O estruturalismo busca superar algumas deficiências observadas em outras
teorias e tem a pretensão de alcançar uma explicação da lógica das organizações sociais em sua
dimensão sincrônica, sem deixar de lado a dimensão diacrônica.
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Bibliografia

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