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dx.doi.org/10.5380/ce.v24i0.60340 Cogitare enferm.

24: e60340, 2019

ARTIGO ORIGINAL

AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO SOBRE PRIMEIROS


SOCORROS PARA EQUIPE TÉCNICA DE ESCOLAS DE ENSINO
ESPECIALIZADO

Jackeline Gonçalves Brito1, Ingrydy Maria da Silva2, Christine Baccarat de Godoy3, Ana Paula
dos Santos Jesus Marques França4

RESUMO
Objetivo: analisar o efeito de atividade educativa sobre primeiros socorros em acidentes escolares.
Metodologia: estudo quase experimental do tipo antes e depois, realizado com a equipe técnica
de escolas de ensino especializado para pessoas com deficiência, no estado do Mato Grosso, entre
fevereiro e agosto de 2017. Foi realizado o teste não paramétrico de McNemar para analisar o
efeito da atividade educativa.
Resultados: participaram 76 profissionais de nível médio, 62 (81,6%) eram do sexo feminino,
66 (86,8%) eram Auxiliares de Desenvolvimento Infantil. Dos profissionais, 35 (46,1%) nunca
participaram de treinamento ou atividade educativa sobre primeiros socorros. Houve significância
para o aumento de acerto em todas as questões após o treinamento (p<0,05).
Conclusão: os profissionais da equipe técnica apresentaram conhecimento prévio insuficiente sobre
primeiros socorros e o treinamento melhora a segurança dos alunos e contribui para a sociedade
em que estão inseridos. Evidencia-se a importância da inserção do enfermeiro no ambiente escolar.
DESCRITORES: Primeiros socorros; Capacitação; Pessoas com deficiência; Educação especial;
Crianças.

COMO REFERENCIAR ESTE ARTIGO:


Brito JG, Silva IM da, Godoy CB de, França AP dos SJM. Avaliação de treinamento sobre primeiros socorros para
equipe técnica de escolas de ensino especializado. Cogitare enferm. [Internet]. 2019 [acesso em “colocar data
de acesso, dia, mês abreviado e ano”]; 24. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v24i0.60340.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
1
Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem. Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá, MT, Brasil.
2
Discente de Enfermagem. Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá, MT, Brasil.
3
Enfermeira. Pós-Doutora em Saúde Pública. Docente de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá,
MT, Brasil.
4
Enfermeira. Doutora em Ciências Filosóficas. Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem do Porto.
Porto, Portugal.
dx.doi.org/10.5380/ce.v24i0.60340 Cogitare enferm. 24: e60340, 2019

ORIGINAL ARTICLE / ARTÍCULO ORIGINAL

EVALUATION OF FIRST AID TRAINING FOR THE TECHNICAL STAFF


OF SPECIAL EDUCATION SCHOOLS
ABSTRACT
Objective: to analyze the effect of an educational activity on first aid in school accidents.
Methodology: a quasi-experimental, before-and-after type study, carried out with the technical
staff of special schools for children with disabilities, in the state of Mato Grosso, between
February and August 2017. McNemar’s non-parametric test was performed to analyze the
effect of the educational activity.
Results: 76 mid-level professionals participated, 62 (81.6%) of whom were female and 66
(86.8%) Child Development Assistants. Of the professionals, 35 (46.1%) had never participated
in training or an educational activity related to first aid. There was a significant increase in
correct response to all the questions after the training (p <.05).
Conclusion: the professionals of the technical staff presented insufficient prior knowledge
regarding first aid and the training improved the safety of the students and contributed to the
society in which they are included. The importance of the integration of nurses in the school
environment was evidenced.

DESCRIPTORS: First aid; Training; Disabled people; Special education; Children.

EVALUACIÓN DE ENTRENAMIENTO SOBRE PRIMEROS AUXILIOS


PARA EL EQUIPO TÉCNICO DE ESCUELAS DE ENSEÑANZA
ESPECIALIZADA
RESUMEN
Objetivo: analizar el efecto de actividad educativa sobre primeros auxilios en accidentes
escolares.
Metodología: estudio casi experimental del tipo antes y después, realizado con el equipo
técnico de escuelas de enseñanza especializada para personas con deficiencia, en el estado
de Mato Grosso, Brasil, entre febrero y agosto de 2017. Fue realizado el test no paramétrico
de McNemar para analizar el efecto de la actividad educativa.
Resultados: participaron 76 profesionales de nivel medio; 62 (81,6%) eran del sexo femenino
y 66 (86,8%) eran Auxiliares de Desarrollo Infantil. De los profesionales, 35 (46,1%) nunca
participaron de entrenamientos o actividades educativa sobre primeros auxilios. Hubo
significación estadística para el aumento de aciertos en todas las preguntas después del
entrenamiento (p<0,05).
Conclusión: los profesionales del equipo técnico presentaron conocimiento previo insuficiente
sobre primeros auxilios y el entrenamiento mejoró la seguridad de los alumnos y contribuyó
para la sociedad en que se encuentran inseridos. Se evidenció la importancia de la inserción
del enfermero en el ambiente escolar.

DESCRIPTORES: Primeros auxilios; Capacitación; Personas con deficiencia; Educación


especial; Niños.

Jackeline Gonçalves Brito | Ingrydy Maria da Silva | Christine Baccarat de Godoy | Ana Paula dos Santos Jesus Marques França
Cogitare enferm. 24: e60340, 2019

INTRODUÇÃO

Segundo definição da Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por


Acidentes e Violências, acidente é “um evento não intencional e evitável, causador de
lesões físicas e/ou emocionais no âmbito doméstico, ou nos outros ambientes sociais”(1).
Estes eventos têm ocupado lugar de destaque entre as causas de morbimortalidade infantil
e por isso são considerados problema de saúde pública em todo o mundo. Contudo,
os dados disponíveis representam apenas minudência dos acidentes, pois muitos nem
chegam a ser atendidos por serviços de saúde e pessoas presentes no momento do evento
realizam os primeiros socorros(2–4).
O ambiente escolar é um dos principais locais de ocorrência das injúrias não
intencionais, e por isso o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação estão trabalhando,
através do Programa Saúde na Escola (PSE), para ampliar as ações de saúde nas escolas.
Entre as metas previstas no âmbito do PSE se encontra a redução da morbimortalidade
por acidentes, através de atividades de promoção de saúde nas escolas(5).
Neste contexto estão as instituições de ensino especializado, que atendem à
população infanto-juvenil com diferentes alterações de funcionalidade. Essas instituições
objetivam complementar os serviços educacionais comuns, ao disponibilizar recursos e
estratégias para a aprendizagem plena de alunos com deficiência(6).
É preciso considerar que estudos sobre acidentes, realizados em escolas de educação
especializada para pessoas com alterações de funcionalidade, evidenciaram maior risco
para acidentes em crianças e adolescentes com deficiência no ambiente escolar(7-8).
Outras casuísticas na Grécia, Estados Unidos e China também apontaram que crianças
com deficiências físicas, cognitivas, sensitivas e múltiplas apresentam maiores riscos para
as injúrias acidentais do que seus pares, sendo aquelas com deficiência múltipla e cognitiva
apresentaram as lesões mais graves(9-10).
Dessa forma, ao considerar que a população infanto-juvenil com diferentes alterações
de funcionalidade passa grande parte do período diurno dentro das instituições de
ensino, e estão sujeitas à ocorrência de acidentes ou intercorrências neste ambiente, é
extremamente necessário que todos os funcionários destas escolas estejam atentos às
situações de risco e sejam capazes de instituir os primeiros socorros(11).
Sabemos que não somente professores, mas toda a equipe técnica que trabalha nas
escolas, deve estar preparada para promover a segurança dos alunos e reconhecer os sinais
de perigo(11) em razão da Lei nº 13.722 de 04 de Outubro de 2018, que torna obrigatória
a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de
estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos
de recreação infantil(12).
O conhecimento a respeito de primeiros socorros é essencial, uma vez que a
abordagem correta em emergências pode salvar vidas e prevenir complicações adicionais(13).
Neste contexto, a educação em saúde é estratégia eficiente que pode ser realizada por
enfermeiros, para capacitar a comunidade quanto aos primeiros socorros(14). A educação em
saúde promove a troca de conhecimento científico entre o profissional e os participantes,
de forma a promover a autonomia e responsabilidade dos sujeitos quanto à prevenção de
acidentes e atuação correta e eficiente frente a estes eventos(14).
Este estudo tem como objetivo analisar o efeito de atividade educativa, sobre
primeiros socorros em acidentes escolares, realizada para a equipe técnica de escolas de
atendimento educacional especializado para pessoas com deficiência.

MÉTODO

Avaliação de treinamento sobre primeiros socorros para equipe técnica de escolas de ensino especializado
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Trata-se de estudo quase experimental do tipo antes e depois, com grupo único de
comparação, realizado em escolas de atendimento educacional especializado de Cuiabá-
MT e Várzea Grande-MT, durante o ano de 2017.
Cuiabá-MT e Várzea Grande-MT contam, respectivamente, com oito e duas escolas de
atendimento educacional especializado para pessoas com deficiência. Todas as instituições
receberam convite para participar do estudo, e seis aceitaram.
Foi disponibilizada uma data, dentro do quadro de horas dos funcionários, para
participar da atividade educativa. Foram realizados seis treinamentos, um em cada
instituição, e participaram do estudo 76 funcionários de nível técnico. A coleta de dados
ocorreu entre os meses de fevereiro e agosto de 2017.
Neste estudo, considerou-se a equipe técnica destas instituições de ensino
especializado: profissionais de nível médio e técnicos de escolaridade, que desenvolvem
atividades em constante contato com as crianças, nos diferentes ambientes da escola: sala
de aula, pátio, biblioteca, refeitório, banheiro, entre outros.
O instrumento de coleta de dados foi disponibilizado pelo Projeto Creche Segura
(PCS) mediante autorização da autora. O Projeto Creche Segura é uma empresa de iniciativa
privada, pioneira na formação de primeiros socorros no ambiente escolar(15).
O questionário de coleta de dados é estruturado com oito perguntas fechadas
e uma questão aberta, em linguagem não técnica, investigando conhecimento sobre
como proceder diante das seguintes situações: 1- Queda infantil em ambiente escolar
com trauma na cabeça; 2- Criança em momento de convulsão; 3- Trauma com perda de
dente; 4-Bebê em situação de engasgo; 5- Criança maior ou adolescente em situação de
engasgo; 6-Sequência de passos quando uma criança/adolescente não está respondendo
e não apresenta pulso e respiração (situação de parada cardiorrespiratória); 7- Choque
elétrico em ambiente escolar; 8- Queimadura por líquido quente (escaldadura); e Uma
questão aberta perguntando qual o telefone do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência).
A atividade foi programada para uma duração média de 3h30min a 4 horas. O Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi entregue em duas vias para todos os
presentes, e lido em voz alta pela pesquisadora palestrante, explicando e esclarecendo
dúvidas. Foi esclarecido que aqueles que não quisessem participar do estudo, não seriam
impedidos de participar da atividade educativa, podendo permanecer na capacitação, não
sendo preciso preencher e entregar o questionário de teste e o TCLE.
O pré-teste foi realizado com a entrega do questionário, sendo disponibilizado tempo
de 25 minutos para resposta, sob supervisão das pesquisadoras. Após este período, os
questionários foram recolhidos e iniciou-se a capacitação.
A primeira etapa ocorreu com a exposição do conteúdo teórico de forma expositiva
e dialogada. Foram abordados os seguintes tópicos: prevenção de acidentes no ambiente
escolar (quedas, queimaduras, intoxicações, choque elétrico, trauma devido a convulsões
e acidentes com forças inanimadas e animadas), e primeiros socorros diante de acidentes
(telefones dos serviços de emergência, como socorrer a criança vítima de queda, traumatismo
craniano encefálico (TCE), convulsão, choque, trauma com avulsão dentária, queimadura,
obstrução de vias aéreas e parada cardiorrespiratória). Os participantes tiveram espaço
para expor dúvidas e compartilhar experiências. Esta atividade teve uma duração média
de 90 minutos.
Posteriormente, seguiu-se a parte prática da capacitação e cada participante pôde
fazer as seguintes atividades para memorização do conteúdo: manobra de desobstrução
de via aérea no boneco pediátrico (manobra de Heimlich), demonstração da manobra na
criança maior utilizando o colega, e procedimento de reanimação cardiopulmonar (RCP)
nos manequins para simulação de RCP (pediátrico e adulto). O tempo médio para esta
atividade foi de 40-50 minutos, e variou conforme o número de participantes em cada

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treinamento.
Seguidamente, foi realizado o pós-teste. Outro questionário foi entregue, contendo
as mesmas perguntas do pré-teste, e foi disponibilizado um período de 25 minutos para
resposta, sob as mesmas condições do primeiro teste.
Uma única equipe de pesquisadoras realizou o treinamento, com igual metodologia
em todas as instituições participantes. O grupo era composto por uma professora de
nível superior, doutoranda em saúde da criança e do adolescente, e duas acadêmicas de
enfermagem, alunas de iniciação científica.
Os dados foram tabulados e analisados utilizando-se o programa Statistical
Package for the Social Sciences (SPSS) versão 24. Foram utilizadas estatísticas descritivas
e inferenciais para descrever as características da população de estudo e, para análise
do efeito da atividade educativa sobre o conhecimento dos participantes a respeito dos
primeiros socorros, foi realizado o teste não paramétrico de McNemar, por se tratar de
amostra emparelhada e dados nominais.
O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa do Hospital
Universitário Júlio Muller (HUJM), sob nº 1.689.650.

RESULTADOS

Participaram do estudo 76 profissionais de nível médio que trabalham em seis escolas


de ensino especializado, sendo cinco em Cuiabá-MT e uma em Várzea Grande-MT. A idade
mínima dos participantes foi de 20 anos e a máxima de 62 anos, com idade média de
36,62, moda e mediana de 36 anos (Desvio padrão 10,25 anos).
A Tabela 1 evidencia a caracterização dos participantes quanto à instituição de
ensino, sexo e ocupação. A escola com maior número de participantes foi a Escola F com
29 (38,2%), o sexo feminino foi predominante entre os profissionais (81,6%), o grupo etário
mais prevalente foi entre 40-49 anos 26 (34,2%) e a principal ocupação de nível médio foi
a de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI) 66 (86,8%). Apenas três escolas contam
com o técnico de enfermagem na equipe técnica, duas escolas com um profissional em
cada período e uma escola com um técnico em tempo integral, totalizando 6,6% dos
participantes (Tabela 1).

Tabela 1 – Perfil da equipe técnica das instituições de ensino especializado quanto à instituição, sexo, idade
e ocupação. Cuiabá, MT, Brasil, 2017 (continua)

ESCOLA n %
Escola A 2 2,6
Escola B 20 26,3
Escola C 11 14,5
Escola D 7 9,2
Escola E 7 9,2
Escola F 29 38,2
Total 76 100
SEXO n %

Avaliação de treinamento sobre primeiros socorros para equipe técnica de escolas de ensino especializado
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Feminino 62 81,6
Masculino 14 18,4
TOTAL 76 100
IDADE EM ANOS n %
< 30 25 32,9
30 - 39 18 23,7
40 - 49 26 34,2
> 50 7 9,2
TOTAL 76 100
PROFISSÃO n %
Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) 66 86,8
Técnico de enfermagem 5 6,6
Cozinheira 5 6,6
TOTAL 76 100

Um número significativo de profissionais nunca havia participado de um treinamento


ou atividade educativa sobre primeiros socorros antes desta capacitação 35 (46,1%). Entre
os que haviam recebido treinamento anteriormente, mais da metade não passava por
atualização há mais de dois anos (Tabela 2).

Tabela 2 – Capacitação da equipe técnica das instituições de ensino especializado quanto a prevenção de
acidentes com crianças e primeiros socorros. Cuiabá, MT, Brasil, 2017

JÁ HAVIA PARTICIPADO DE UMA CAPACITAÇÃO SOBRE A TEMÁTICA n %


Sim 41 53,9
Não 35 46,1
TOTAL 76 100
SE SIM, QUANTO TEMPO ATRÁS? n %
Menos de 6 meses 4 9,7
Entre 6 meses até 1 ano 5 12,2
Entre 1 ano a 2 anos 9 22
Entre 2 a 5 anos 11 26,8
Acima de 5 anos 12 29,3
TOTAL 41 100

Quanto à capacitação prévia, 31(47,0%) dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil


e 4 (80,0%) das cozinheiras não haviam realizado nenhuma capacitação a respeito de
primeiros socorros e prevenção de acidentes (Tabela 3).

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Tabela 3 – Distribuição da equipe técnica das instituições de ensino especializado quanto à profissão e
capacitação anterior sobre primeiros socorros. Cuiabá, MT, Brasil, 2017

Participou de capacitação sobre primeiros socorros


Profissão SIM n (%) NÃO n (%) TOTAL n (%)
ADI 35(53) 31(47) 66(100)
TÉC. DE ENFERMAGEM 5(100) - 5(100)
COZINHEIRA 1(20) 4(80) 5(100)
TOTAL 41(53,9) 35(46,1) 76(100)

O teste estatístico McNemar mostrou que houve significância (>0,05) no aumento


de acerto das respostas em todas as questões investigadas. Na questão 3, referente ao
correto procedimento diante de trauma dentário, houve o maior número de erros antes
da capacitação 72 (94,7%), seguida da questão 2 referente à situação de convulsão e
questões 5 e 6 referentes a engasgo e ressuscitação cardiopulmonar, respectivamente.
Após a capacitação, as questões que tiveram maior número de acertos foram as questões
referentes à queda infantil em ambiente escolar com trauma na cabeça e telefone do
SAMU (Tabela 4).

Tabela 4 – Análise das respostas da equipe técnica das instituições de ensino especializado sobre primeiros
socorros, antes e após a participação em atividade educativa. Cuiabá, MT, Brasil, 2017

Pergunta do questionárioa ANTES n (%) DEPOIS n (%) Testeb


CERTO ERRADO CERTO ERRADO
Questão 1 57(75) 19(25) 72(94,7) 4(5,3) 0,001
Questão 2 17(22,4) 59(77,6) 59(77,6) 17(22,4) 0
Questão 3 4(5,3) 72(94,7) 59(77,6) 17(22,4) 0
Questão 4 39(51,3) 37(48,7) 63(82,9) 13(17,1) 0
Questão 5 34(44,7) 42(55,3) 63(82,9) 13(17,1) 0
Questão 6 34(44,7) 42(55,3) 70(92,1) 6(7,9) 0
Questão 7 50(65,8) 26(34,2) 70(92,1) 6(7,9) 0
Questão 8 36(47,4) 40(52,6) 70(92,1) 6(7,9) 0
Questão 9 43(56,6) 33(43,4) 72(94,7) 4(5,3) 0

a
As temáticas das questões são: 1-Queda infantil com trauma na cabeça; 2- Convulsão; 3- Avulção dentária; 4-Bebê engasgado;
5- Criança maior/adolescente engasgado; 6- Parada cardiorespiratória; 7- Choque elétrico; 8- Queimadura por líquido quente
(escaldadura). 9-telefone do SAMU.
b
Teste de McNemar

DISCUSSÃO

Avaliação de treinamento sobre primeiros socorros para equipe técnica de escolas de ensino especializado
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Participaram do estudo 76 profissionais que trabalham em seis escolas de ensino


especializado de Cuiabá-MT (cinco) e Várzea Grande-MT (uma). Houve significativa variação
entre a idade dos participantes, contudo a faixa etária predominante (entre 40 a 49 anos)
foi semelhante à de um estudo na Índia (Mangalore)(16), e a média de idade foi semelhante
à média encontrada em um estudo realizado em Portugal(17).
A maior parte dos participantes é do sexo feminino, o que pode estar relacionado à
função desempenhada: o ADI e o técnico de enfermagem exercem atividades relacionadas
ao cuidar de pessoas. Achado semelhante foi evidenciado em estudo que avaliou o
conhecimento de funcionários de uma escola(11) e outro realizado em Cuiabá-MT que
avaliou o conhecimento de cuidadores de uma creche sobre prevenção de acidentes(18).
Entre estes funcionários de nível médio e técnico, os Auxiliares do Desenvolvimento
Infantil foram os profissionais em maior número. Este profissional atua junto às crianças e
auxilia o professor no processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento de atividades
recreativas, além de ser responsável pelos cuidados básicos de saúde das crianças (higiene,
alimentação, repouso e bem estar), estando em constante contato com as crianças(19).
Considerando o fato de o técnico de enfermagem ter papel fundamental na escola,
sugere-se que este profissional continue realizando as atividades de capacitação dos
professores e funcionários, de forma periódica e sob supervisão do enfermeiro como
orienta o artigo 15 da Lei 7498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da
Enfermagem e dá outras providências(5,20).
Como não são todas as instituições que contam com uma equipe de enfermagem,
sugerimos que a equipe de enfermagem da Estratégia de Saúde da Família (ESF), presente
no bairro da unidade escolar, esteja desempenhando estas capacitações com regularidade,
fortalecendo o vínculo entre a escola e a ESF(5,20).
Outros estudos evidenciaram que os professores e funcionários de instituições
educativas na maioria das vezes não recebem estas informações durante sua formação
profissional e, mesmo quando recebem, muitos não se sentem totalmente capazes e
seguros para realizarem as manobras diante de uma intercorrência, sendo essencial
formação contínua e qualificada para aumentar a segurança(21-22).
Neste estudo, evidenciou-se número significativo de participantes que não haviam
tido nenhuma capacitação prévia sobre prevenção de acidentes e primeiros socorros,
sendo que este achado corrobora o de outras casuísticas(11-12,16) e diverge de um estudo
realizado em pré-escolas na Turquia(23).
Excluindo a presença do técnico de enfermagem na equipe, que em decorrência de
sua formação foi capacitado para atuar nestas situações, chama a atenção a quantidade
de ADI que nunca haviam recebido instruções anteriormente. Dado que o seu papel se
desenvolve em íntimo contato com as crianças, pode ser o primeiro a evidenciar uma
situação de risco ou acidente, sendo imprescindível que esteja capacitado para agir de
forma correta, preservando a vida ou reduzindo os danos(13).
Quanto ao conhecimento adquirido após a capacitação, houve aumento significante
em todas as respostas corretas, corroborando os achados de outros estudos que
evidenciaram significância no aumento do conhecimento após intervenção(11,13).
Houve participantes que não sabiam como proceder corretamente diante de queda de
nível alto. Evidencia-se a importância de divulgar o conhecimento pois, quando uma criança
cai de nível alto, é fundamental que ela não seja movida, considerando a possibilidade de
lesão da coluna, e o eixo cabeça-pescoço-corpo deve ser mantido(23). Acresce que crianças
e adolescentes com alguma deficiência apresentam maior risco para TCE do que seus
pares, principalmente quanto a criança apresenta paralisia cerebral, deficiência cognitiva
ou deficiência múltipla(24).
Crises convulsivas também surgem com maior frequência entre as crianças com

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deficiência. Contudo, no presente estudo, assim como no Sudão, foi evidenciado


conhecimento insuficiente dos professores quanto ao correto manejo durante uma crise
convulsiva: muitos acreditam que deve-se impedir os movimentos do corpo da criança,
puxar a língua ou colocar objetos (como uma colher) na boca da criança, e não se preocupam
em proteger a cabeça da criança e cronometrar o tempo da crise(25).
Evidenciou-se insuficiente conhecimento prévio quanto ao meio de armazenamento
do dente, em trauma com avulsão dentária. Resultado semelhante foi evidenciado em
outro estudo(26) e em contraste com um estudo realizado em Matura (Índia)(27). O meio
adequado para armazenamento do dente é o leite frio, em decorrência da sua composição,
osmolaridade e pH, podendo ficar imerso no leite por até 3 horas. Quando não se tem
leite, pode-se utilizar soro fisiológico, contudo o mesmo tem eficiência por apenas 30
minutos. Já o armazenamento na saliva dentro da boca é contra indicada para este público
pediátrico pelo risco de broncoaspiração do dente(27).
Tal como o presente estudo, outros também evidenciaram conhecimento insuficiente
dos participantes em relação à desobstrução de vias aéreas, parada cardiorrespiratória e
choque elétrico, com significativo aumento após o treinamento(13,16,23). Além do conteúdo
teórico, a parte prática dos procedimentos de RPC e manobra de Heimlich são metodologias
essenciais para o aprendizado e memorização do conteúdo, fundamentado segundo as
orientações da American Heart Association(28-29).
Quanto aos dados relativos à queimadura por escaldadura, cujo manejo imediato
é resfriar a área queimada por no mínimo 15 minutos em água fria, limpa e corrente, foi
outra casuística que também evidenciou equívoco do conhecimento dos professores(23).
Quando a área queimada não é previamente resfriada, a queimadura e os danos nos
tecidos continuam a avançar para camadas mais profundas da pele, a hiperemia aumenta
e pode formar flictenas(28).
Um número significativo dos profissionais desconhecia o número correto do telefone
de emergência, resultado semelhante ao de outros estudos(23,30), evidenciando a necessidade
das escolas divulgarem melhor estas informações de utilidade pública, e dos serviços de
saúde se esforçarem por difundir para a população tanto o número de emergência, como
as situações em que o serviço deve ser acionado.
O estudo apresentou como limitação a indisponibilidade de algumas instituições
em liberar seus funcionários para participar do treinamento. Diante da importância destas
atividades, sugere-se a inclusão de um período para capacitações desta natureza no
planejamento do calendário escolar, de modo a que as mesmas ocorram, mantendo os
funcionários sempre atualizados.

CONCLUSÃO

A classe de funcionários em maior número nos treinamentos foi a de Auxiliares de


Desenvolvimento Infantil. Antes do treinamento, o conhecimento demonstrado sobre
primeiros socorros diante dos principais acidentes escolares foi insuficiente, sendo que as
questões com quase a totalidade de erros foram o correto manejo diante de trauma dentário,
convulsão, desobstrução de vias aéreas e ressuscitação cardiopulmonar. Houve aumento,
estatisticamente significativo, de acerto em todas as respostas após o treinamento, com
destaque para as questões relativas à queda infantil em ambiente escolar com trauma na
cabeça e ao número de telefone do SAMU.
Um número significativo de profissionais nunca havia participado de um treinamento
ou atividade educativa sobre primeiros socorros antes deste estudo, e os resultados obtidos
evidenciam a importância de capacitações para os profissionais que atuam nas escolas,
corroborando com as propostas do Programa Saúde na Escola, com a Política Nacional de
Redução de Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência

Avaliação de treinamento sobre primeiros socorros para equipe técnica de escolas de ensino especializado
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e com a lei nº 13.722, de 4 de outubro de 2018.


A capacitação destes profissionais de nível técnico, para atuarem frente a situações
de acidentes, executando o correto procedimento de primeiros socorros, melhora a
segurança dos alunos e contribui para a sociedade em que estão inseridos, uma vez que
estarão capacitados para agir em outros contextos quando necessário.
Destaca-se a estratégia didática com metodologia prática que foi utilizada na
capacitação, contribuindo para o resultado apresentado. A oportunidade para demonstração
e execução das técnicas de primeiros socorros, frente a simulação de intercorrências,
permitiu maior fixação do conteúdo teórico e relação do conhecimento científico com
situações reais compartilhadas entre os participantes.
O presente estudo realça importantes contribuições para a enfermagem, evidenciando
a importância da inserção destes profissionais junto a diferentes contextos na comunidade,
por exemplo em escolas, desenvolvendo atividades de educação em saúde e capacitando
a população quanto à temática.

REFERÊNCIAS

1. Brasil. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências: Portaria MS/GM
n.737 de 16/05/01 publicada no DOU n.96 seção 1e de 18/05/01. Brasília: Ministério da Saúde; 2003.

2. Barcelos RS, Santos IS, Matijasevich A, Barros AJD, Barros FC, França GVA, et al. Acidentes por
quedas, cortes e queimaduras em crianças de 0-4 anos: coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande
do Sul, Brasil, 2004. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2017 [acesso em 04 jan 2019]; 33(2). Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00139115.

3. World Health Organisation. World report on child injury prevention. Geneva, Switz. 2008; 1–212.

4. Sengoelge M, Hasselberg M, Laflamme L. Child home injury mortality in Europe: A 16-country


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Recebido: 13/07/2018
Finalizado: 08/05/2019

Autor Correspondente:
Jackeline Gonçalves Brito
Universidade Federal de Mato Grosso
Av. Fernando Corrêa da Costa, 2367 - 78060-900 – Cuiabá, MT, Brasil
E-mail: jackeline_brito@hotmail.com

Contribuição dos autores:


Contribuições substanciais para a concepção ou desenho do estudo; ou a aquisição, análise ou interpretação de dados do
estudo - JGB, IMS, CBG, APSJMF
Elaboração e revisão crítica do conteúdo intelectual do estudo - JGB, IMS, CBG, APSJMF
Aprovação da versão final do estudo a ser publicado - JGB, IMS, CBG, APSJMF

Jackeline Gonçalves Brito | Ingrydy Maria da Silva | Christine Baccarat de Godoy | Ana Paula dos Santos Jesus Marques França

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