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INSTITUTO EINSTEIN DE ENSINO E PESQUISA – INESP

LICENCIATURA EM MÚSICA

RAQUEL DE OLIVEIRA MARQUES

RESUMO DA HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL NO SÉCULO XX

IMPERATRIZ / MA

MARÇO 2015
RAQUEL DE OLIVEIRA MARQUES

RESUMO DA HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL NO SÉCULO XX

Atividade apresentada para


avaliação da disciplina História da
Música I do Curso de Licenciatura
em Música.

Professor: Fredson L. dos Santos

IMPERATRIZ / MA

MARÇO 2015
Sumário

1. Introdução...........................................................................................................................1

2. Características Gerais......................................................................................................2

3. Impressionismo................................................................................................................3

4. Nacionalismo do século XX...............................................................................................3

5. Influências do jazz............................................................................................................3

6. Politonalidade..................................................................................................................3

7. Atonalidade......................................................................................................................4

8. Expressionismo.................................................................................................................4

9. Pontilhismo......................................................................................................................4

10. Serialismo ou Dodecafonismo......................................................................................4

11. Neoclassismo................................................................................................................5

12. Música concreta...........................................................................................................6

13. Eletrônica.....................................................................................................................6

14. Música eletrônica.........................................................................................................6

15. Serialismo Integral........................................................................................................7

16. Música aleatória...........................................................................................................7

17. Futurismo.....................................................................................................................7

18. Microtonalismo............................................................................................................8

19. Minimalismo.................................................................................................................9
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. Introdução

Podemos dizer que, esse período, para a música, foi uma verdadeira
Revolução. O entusiasmo foi grande, inovações, criações, novidades,
tendências, gêneros musicais apareceram. Foi um período rico para a música,
impulsionado pela rádio, e pelo surgimento de tecnologias para gravar,
reproduzir e distribuir essa arte. No início do século XX, o interesse por novos
sons fez os compositores incorporarem uma grande quantidade de
instrumentos e objetos sonoros à música. Compositores como Leroy Andersen,
que compôs uma obra para máquina de escrever e orquestra, Hermeto Pascoal
que criou músicas com sons produzidos por garrafas, ferramentas, conversas e
grunhidos de porcos e Ottorino Respighi, que escreveu uma obra para
orquestra e rouxinol intitulada "Pinheiros de Roma".
Todos os sons podem ser aproveitados em música, pois oferecem muitas
possibilidades de enriquecer uma composição.

As tentativas e experiências levaram a técnicas e a criação de novos


sons. Dentre elas as mais importantes que encontramos: Impressionismo,
Nacionalismo do século xx, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade,
Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, neoclassicismo, Microtonalidade,
Música concreta, música eletrônica, Serialismo Total, Música aleatória. Isto
sem contar na especificidade de cada cultura.

Houve então uma renovação na linguagem musical devido à procura de


novos timbres, novas harmonias, novas melodias e novos ritmos assim como o
aparecimento de novos métodos de composição musical. Com a procura e o
desenvolvimento de novos sons, a forma de composição musical foi
progressivamente abandonando o uso das oito notas da escala.Com isto, deu-
se a ausência da tonalidade definida, a que se chamou de atonalidade, e
começaram a escrever-se obras a partir da utilização de uma série de 12 notas
que consiste na técnica do dodecafonismo.

Enquanto a música nos períodos anteriores podia ser identificada por um


único e mesmo estilo, comum a todos os compositores da época, no século XX
ela se mostra como uma mistura complexa de muitas tendências, porém
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compartilham uma coisa em comum – uma reação contra o estilo romântico do


século XIX.

A música desse século recebe as denominações de Moderna ou


Contemporânea e algumas vezes de Vanguarda. E por seu caráter
exploratório, alguns a chamam de Experimental.

2. Características Gerais

As composições da música ocidental do século XX é baseada em


melodias com intervalos cromáticos e dissonantes; ritmos com ostinato,
polirritmia, métrica inusitadas, contraponto rítmico; harmonia com clusters,
dissonâncias radicais e quase nada consonante. Os timbres são exóticos, com
fortes contrastes, usando surdina, novos sons e materiais, sons explosivos,
eletrônicos, fitas magnética, sons diferentes com instrumentos conhecidos.

Os quatros principais parâmetros da música são tratados da seguinte


forma:

Melodias – podem incluir grandes diferenças de altura frequentemente


fazendo uso de intervalos cromáticos e dissonantes, podendo ser totalmente
inexistente conforme o padrão erudito, o que foi chamado de “atematismo”..
Para muitos compositores qualquer sequência de sons produzido por qualquer
objeto é uma melodia.

Harmonia – apresentam dissonâncias radicais, com acordes


consonantes em menor proporção.

Ritmos – vigorosos e dinâmicos com amplo emprego de sincopados;


métricas inusitadas, como compassos de cinco ou sete tempos, mudanças de
métrica de um compasso para outro, uso de vários ritmos diferentes ao mesmo
tempo.

Timbre – inclusão de sons estranhos, intrigantes e exóticos; tocados em


seus registros extremos.
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3. Impressionismo

O estilo impressionista é o estilo de pintura de um grupo de artistas


princeses que eram conhecidas pelo povo francês como impressionista. Já
impressionismo na música é uma das intenções de Debussy que era afastar o
estilo romântico dos alemães. Os meios que ele utilizou para conseguir, foram
comparadas as técnicas da pintura impressionista. Do mesmo jeito que os
pintores lidavam com luzes e cores, Debussy trabalha em harmonia e timbre,
ele usava sons pelo seu efeito expressivo, “como cores”. Isso é o estilo
impressionista.

4. Nacionalismo do século XX

Iniciado durante a segunda metade do século XIX adentrou no século


XX.

Certos compositores na Inglaterra, Bartók e kodaly na Hungria


recolheram cantos folclóricos e estudaram minuciosamente seus padrões
rítmicos e melódicos. Mais freqüentemente procurava-se incluir os
componentes da música folclórica que estudavam, sem fazer situações
melódicas.

5. Influências do jazz

Vários componentes estilísticos da música do século XX podem ser


atribuídos à influência do jazz norte- americano: grande vitalidade nos ritmos,
por vezes fortemente sincopados; melodias sincopadas sobre ritmo constante;
blue notes - a bemolização de certas notas da escala, como a terceira e a
sétima; efeitos de surdina; maior interesse pelos sons de percussão; e
instrumentos tocados em registros estridentes.

6. Politonalidade

Na verdade a politonalidade é a superposição de melodias de


tonalidades diferentes, ou seja, é quando utilizam dois ou mais tons ao mesmo
tempo (quando há dois tons ao mesmo tempo chama-se bitonalidade). Foi
criado no século XX por certos compositores.
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7. Atonalidade

Atonalidade significa a ausência total da tonalidade. A música atonal


evita qualquer tonalidade ou modo. A tonalidade foi à conseqüência lógica de
uma tendência iniciada no período romântico. Certos compositores já haviam
usado livremente acordes dissonantes cromáticos.

Todos esses procedimentos acabaram por levar a tonalidade, que se


tornou a própria essência do estilo dos compositores expressionistas.

8. Expressionismo

Esse é outro termo tomado da pintura. O expressionismo é a escola


expressionista que nasceu em Viena no início deste século. Com tons
extremamente vigorosos, nessa escola eles pintavam sobre a tela suas
experiências e estados de espírito mais intimas. Na música o expressionismo
iniciou como um exagero, até mesmo uma distorção do famoso romantismo
tardio. Os compositores passaram a despejar na música toda carga das suas
emoções mais intensas e mais profundas. Um dos mais famosos que
escreviam no estilo expressionista estava Ardol Schoenberg (que era pintor).

9. Pontilhismo

Pontilhismo é uma técnica dos pintores neo-impressionista, que consiste


na decomposição dos tons, justapondo pequenas pinceladas sob a forma de
pontos, em vez de fazer a mistura das cores na palheta. Na música, cada uma
das notas da série dodecafônica é separada, o que evita qualquer relação
harmônica entre elas.

10. Serialismo ou Dodecafonismo

Schoenberg tendo abandonado o sistema maior-menor em favor a


música atonal. Ele chegou à conclusão que precisava formular outro princípio
para substituir a tonalidade em termos de composição que dessa unidade e
coerência a uma peça atonal. Foi encontrada a solução a que se chamou de
sistema Dodecafônico ou Serialismo. Em uma peça a composição
dodecafônica, inicialmente o compositor ordena todas as doze notas da escala
cromática. As doze notas têm igual importância.
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Além de sua forma original a série deve estar escrita de várias maneiras:
retrógrada, quando for lida de trás para frente, em inversão de baixo para cima
quando ocorrer inversão retrógrada pode ser lida de trás para frente e de baixo
para cima.

Cada uma dessas séries pode ser transformada, começando em


qualquer nota da escala cromática. Com isso o compositor pode usar qualquer
uma dessas versões quer horizontalmente.

As harmonias do acompanhamento são feitas com as notas da série,


dispostos verticalmente para formar acordes.

11. Neoclassismo

O neoclassicismo nasceu como uma reação à música do século 19


(romantismo) e a algumas correntes da sua época (contra Debussy e
Schoenberg, por exemplo), sendo a tendência dominante entre as décadas de
vinte a quarenta do século 20. Muitos compositores tinham dificuldade em
aceitar as inovações atonais. Deste modo, criticaram as obras de grandes
proporções e de grandes conjuntos, a música programática, o ultracromatismo,
o atonalismo e seus derivados e o experimento personalista de novas escalas.

Na verdade porem, o neoclassismo denotava a reelaboração de estilos,


formas técnicas pertencentes a qualquer período anterior ao romantismo do
século XIX.

Contudo, o neoclassismo indo buscar suas fontes de inspiração no


passado não deixaram por isso de imprimir em suas composições, marcas bem
próprias do século XX: modulações repentinas, súbitos “terções” melódicas e
harmonias ousadas, quase sempre introduzindo deliberadamente “notas
erradas” ou fazendo uso da politonalidade. Ritmos motores podem ser usados
para impulsionar a música vigorosamente. As orquestras tornam-se menores
apresentam-se os instrumentos fazendo fortes contrastes de timbre.
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12. Música concreta

Esta tendência surgiu em 1948 nos estúdios da rádio ORTF de Paris. A


música concreta é a música gravada a partir de um dado real, concreto: chuva,
ronco de motor, fala, suspiro, trem, etc… Estes sons, chamados de objetos
sonoros, são gravados e editados, isto é: combinados, superpostos,
retrogravados, alterados na sua velocidade inicial, fragmentados, diluídos e
outros procedimentos técnicos. Depois de tudo, a música é apresentada ao
público através de uma aparelhagem de som.

O criador deste tipo de música foi Pierre Schaeffer (1910/1995). Outro


compositor é Pierre Henry (1927), que fez várias composições em co-autoria
com aquele. Pode-se modificar a altura do som alterando-se a rotação da fita
(quanto mais velocidade mais alta será o som e vice-versa), ou toca-la no
sentido inverso. A composição resultante é uma montagem de sons
armazenadas em fita, que pode ser tocada à vontade, dispensando a figura do
“intérprete”.

13. Eletrônica

Nos anos finais da década de 40 e início da década de 50, alguns


cientistas de diversas áreas e músicos trabalharam nos estúdios da rádio de
Colônia (Alemanha), desenvolvendo técnicas de manipulação sonora. A base
principal da música eletrônica é que os sons são criados em aparelhos
chamados geradores de ondas.

Stockhausen, Hebert Eimert (1897/1972) e Karel Goeyvaerts (1923),


entre outros, desenvolveram os aspectos teóricos, as máquinas e as primeiras
composições desta corrente.

14. Música eletrônica

Nos anos finais da década de 40 e início da década de 50, alguns


cientistas de diversas áreas e músicos trabalharam nos estúdios da rádio de
Colônia (Alemanha), desenvolvendo técnicas de manipulação sonora. A base
principal da música eletrônica é que os sons são criados em aparelhos
chamados geradores de ondas.
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Stockhausen, Hebert Eimert (1897/1972) e Karel Goeyvaerts (1923),


entre outros, desenvolveram os aspectos teóricos, as máquinas e as primeiras
composições desta corrente.

15. Serialismo Integral

O serialismo integral é o limite extremo do dodecafonismo e apareceu no


final da década de 40 em vários lugares simultâneos (França, Alemanha e
Estados Unidos). Esta tendência foi uma consequência da obra de Schoenberg
(série de alturas), de Webern (que unia a série de alturas com a de timbres) e
de Messiaen (que uniu a série de alturas com a de dinâmicas e durações na
sua peça “Modos de valores e de intensidades” – 1949).

Criticando a superficialidade da revolução provocada por Schoenberg,


que só se preocupou com as alturas, esta corrente propõe que todos os
parâmetros do som (as durações, as dinâmicas, os timbres e as velocidades,
além das alturas é lógico) sejam organizados em séries e combinados entre si.
A resultante sonora destas obras são como pontos sonoros isolados no tempo
e no espaço.

16. Música aleatória

Os princípios da música aleatória foram desenvolvidos pelo norte-


americano John Cage, no início da década de 50, e, através de propostas
paralelas, por Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen. Outros compositores,
como Xenakis, utilizaram o computador e a matemática como parte do
processo de criação. Witold Lutoslawski desenvolveu o conceito de contraponto
aleatório. Na medida em que o compositor deixa ao intérprete a liberdade de
improvisar, este participa da criação da obra, que se renova a cada execução.

17. Futurismo

Ocorreram diversas tentativas, na História da Música, de usar objetos do


cotidiano e sons da natureza para estruturar as peças. Os renascentistas, por
exemplo, faziam efeitos vocais imitando os sons de animais ou gritos dos
vendedores de rua; Vivaldi colocou nas famosas “As Quatro Estações” (c.1725)
sons de mosquitos e cachorros; os clássicos, mesmo com sua preocupação
estruturalista, utilizavam-se de vez em quando de pitorescas referências extra-
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musicais; Beethoven imita, na não menos famosa, “Sinfonia Pastoral” (1808),


vários pássaros e uma tempestade e na “Vitória de Wellington” (1813) pede
máquinas para imitar os tiros de fuzis; Tchaikovski usa canhões, sinos e fogos
de artifício na “Abertura 1812″ (1880); Richard Strauss coloca uma máquina de
vento no poema sinfônico “Dom Quixote” (1897); Alexander Mossolov
(1900/1973) junta máquinas de siderúrgicas à orquestra para exaltar a
Revolução Soviética; George Antheil compõe o “Balé Mecânico” (1926) para
percussão, buzinas, campainhas, serras, bigornas e hélices de aviões.

Entretanto, em 1914, na cidade de Milão, o compositor “futurista” Luigi


Russolo (1875/1947) saudava a velocidade e o ambiente urbano-industrial,
dando um concerto com os intonarumori (“produtores de ruídos” em italiano),
aparelhos que produziam roncos, assobios, silvos e outros sons. No programa
constavam as seguintes músicas:

“Amanhecer na metrópole”

“Encontro entre carros e aviões”

“Um jantar no terraço do cassino”

“Tumulto no oásis”

No final do concerto, aconteceu uma briga entre os artistas e a plateia.


E, junto com seus colegas de estética, entre eles outro compositor futurista
Francesco Balilla Pratella (1880/1955), continuou a fazer concertos pela
Europa.

Infelizmente, não existem mais as partituras, gravações e nem os


instrumentos, pois os fascistas italianos destruíram tudo. Esta corrente é
considerada como uma das antecessoras da música concreta.

18. Microtonalismo

Muitos compositores diferentes entre si, por diversas razões, optaram


por abandonar os doze sons da escala ocidental e explorar o universo
microtonal, isto é, os milhares de sons existentes entre os nossos semitons.
Eles escreveram muitos livros teóricos, adaptaram os instrumentos tradicionais,
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pegaram instrumentos étnicos e inventaram outros somente com este objetivo.


Citemos os seguintes compositores, como exemplo:

– Julián Carrillo (1875/1965)

– Ivan Wyschnegradsky (1893/1979)

– Alois Hába (1893/1973).

– Harry Partch (1901/1974)

– Walter Smetak (1913/1984) – residiu no Brasil partir de 1937

Criou-se também uma grafia para indicar os microtons. As dificuldades


de aceitação desta corrente foram causadas:

– pela limitação de adaptação do instrumental europeu;

– pelo desinteresse dos executantes para aprender a tocar instrumentos


orientais ou para conhecer os novos;

– pelo ouvido do público de concerto.

O microtonalismo ou seus elementos sobrevivem em muitas tendências


atuais.

19. Minimalismo

É um tipo de música que se estrutura de um modo muito simples:


poucos sons que se repetem e pouco se modificam durante um período
relativamente grande de tempo. Recebeu influências de Satie, Cage, Milhaud,
Orff, Bartók, das músicas étnica, religiosa, folclórica e popular, e das artes de
vanguarda.
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BIBLIOGRAFIA

SITES NA INTERNET

http://www.movimento.com/ - Acesso em 17 de março de 2015.

http://www.acervodigital.unesp.br/ - Acesso em 17 de março de 2015.

http://www.movimento.com/ - Acesso em 17 de março de 2015.

http://www.arte.seed.pr.gov.br/ - Acesso em 17 de março de 2015.

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