UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA - CAEN MESTRADO EM ECONOMIA

PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Fortaleza - CE 2010

1

PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Dissertação apresentada em cumprimento às exigências do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal do Ceará- UFC, para a obtenção do diploma de Mestre em Economia.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Neto

Fortaleza - CE 2010

2

PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS Dissertação apresentada em cumprimento às exigências do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal do Ceará- UFC, para obtenção do diploma de Mestre em Economia.

Aprovada em: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Prof. Dr. Paulo Neto (Orientador) __________________________________________ Prof(a). Dr(a). ____________________________________________ Prof(a). Dr(a).

3

AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus pais e amigos que me ajudaram nessa caminhada, e aos professores que me incentivaram e ensinaram o valor da educação e uma formação sólida.

4

RESUMO

A partir de dados da Prova Brasil de 2007, analisamos o ganho de nota quando o aluno possui a mesma raça e/ou gênero do professor. Os resultados indicam que há uma melhora na nota pela identificação. Além disso, mostra que esta atenua a diferença entre a média das notas dos negros com relação aos brancos. A identificação por gênero se faz presente, porém não contundente.

Palavras-chave: Identificação, aprendizagem, notas.

5

Moreover. 6 . The results indicate that it has an improvement in the achivement because the identification of gender and race. learning. shows that this attenuates the difference cross the average of notes of the blacks with regard to the whites. notes. The identification for gender if makes activate. however not forceful.ABSTRACT From data of the Brazil Test of 2007. we analyze the note profit when the pupil possess the same race and/or gender of the professor. Word-key: Identification.

39 7 .LISTA DE TABELAS Tabela1 – Estatísticas Descritiva Tabela 2 – Estatísticas Descritivas por Raça 26 30 Tabela 3 – Resultados da Regressão das Notas com a dummy de idenficação racial e de gênero para negros 32 Tabela 4 – Resultados da regressão de notas com dummy para identificação racial e de gênero 36 Tabela 5 – Resultados da regressão de notas identificando a identificação racial para todos os tipos raciais.

Sumário 1. REVISÃO DA LITERATURA 3. OBJETO DE ESTUDO 4. MODELO TEÓRICO 6. RESULTADOS 7. CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA 9 13 18 20 32 44 45 8 . INTRODUÇÃO 2.

INTRODUÇÃO A motivação deste trabalho é averiguar se nas escolas brasileiras. que pode levar um indivíduo com mesma raça e gênero a se relacionar melhor com o outro. Contudo. A literatura internacional. U. 9 . pois tais professores são 1 Auto-consciência da especificidade cultural e social de um grupo particular. suporta esta questão. a melhora dos salários dos professores e treinamento. um atributo do outro e se transforma. apontam que os estudantes das minorias raciais são mais propensos a terem sucesso e bom desempenho quando encontram professores que compartilham com eles a mesma raça ou etnicidade1. os artigos de Dee (2001). Clewell et al. há nos EUA. portanto. podem promover uma diferença significativa no aprendizado. a literatura de outras ciências sociais provê evidências provocativas que englobam uma série de outros fatores. Em particular. Ladson-Billings. Haveria. atrelada a não apenas diferenças socioeconômicas e de conjuntura familiar. quinto e nono ano. entre os alunos do ensino fundamental. Department of Education. total ou parcialmente. vis à vis. mais variáveis que explicariam a diferença das notas. A literatura de economia sobre políticas determinantes para o desempenho dos estudantes está focada de forma abrangente sobre os possíveis benefícios das novas pesquisas educacionais como a redução do tamanho das classes. iremos investigar se os professores com mesma raça e gênero que seus alunos. (1995). 1987.(1998). 1997. Transferindo essa relação para a sala de aula.1. A personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações. frequentes pedidos que se recrutem professores das minorias raciais. Ehrenberg et al. A identificação foi proposta por Freud como um processo psicológico pelo qual um sujeito assimila um aspecto. 1994. Além disso. NCTAF. uma propriedade. segundo o modelo desse outro. o fato de se pertencer a um grupo que está culturalmente ligado. que no mesmo contexto podem trazer uma influência sobre o relacionamento entre professores e alunos e com isso afetar o desempenho dos mesmos. A ideia surgiu a partir da constatação de uma diferença significativa entre as notas. a raça e o gênero dos alunos. Graham.S. 1996. há um efeito sobre as notas pela identificação.

. mas também pode diminuir os altos índices de evasão escolar das minorias raciais. Ehrenberg and Brewer. entre alunos e professores. Ehrenberg. per se. Dee (2001). No artigo. temos relativamente poucos estudos que apontam para a relação entre a identificação racial entre professores e o desempenho dos alunos nos níveis subsequentes. Casteel. à questão do aprendizado. 1995. 1998. como o artigo de Ehrenberg. são muito mais suscetíveis em influenciar a avaliação subjetiva dos professores com respeito aos seus alunos. 1995). 10 . 1998. que investiga se uma diferenciação entre raça. 2 Modelo de conduta. gênero e etnicidade. 1995. melhorando a relação dos estudantes com a própria escola. no intuito de melhorar a qualidade e a equidade do ensino público.melhores equipados para lidar com as necessidades especiais dos estudantes das minorias raciais e promovem um role model2 mais efetivo. Estudos análogos foram feitos. Além disso. assim chamadas. E as evidências disponíveis na literatura indicam que existe uma real associação entre o desempenho dos alunos e a identificação racial (Ehrenberg. os autores concluem que a raça. com o aumento da representação das minorias raciais nas salas de aula. os estudantes de raça branca. minorias raciais. relacionando raça e gênero. poderia. que serve de exemplo para os outros. estes servirão como modelos de comportamento para os estudantes das suas respectivas raças. Goldhaber e Brewer (1995). Goldhaber and Brewer 1995). sexo e etnicidade dos professores. bem como suas expectativas e avaliações dos seus alunos(e. Há também evidências de que o pareamento racial dos professores com alunos influência em como os professores alocam seu tempo na sala de aula.. do que influenciar o quanto os estudantes objetivamente aprenderam. Ainda. alterar ou gerar uma diferença significativa nas notas. Goldhaber and Brewer. vis à vis.g. associado geralmente há uma pessoa de moral ilibada e conduta idônea. Essa discussão promove um debate sobre as políticas públicas de educação e devem procurar aumentar o número de professores das. Zimmerman et al. aumentando o seu desempenho e também a probabilidade dos alunos de concluírem seus estudos e prosseguirem para os níveis subsequentes do ensino. Ferguson. Esse tipo de política efetua não só uma melhora acadêmica na performance dos alunos.

1992. fatores sócio econômicos são estudados e analisados como possíveis causadores dos hiatos entre as notas dos alunos. Kingdon et al. no preparo das aulas. especialmente nas turmas de matemática. encontram-se alguns desequilíbrios em algumas variáveis potencialmente correlacionadas com a qualidade e produtividade acadêmica dos alunos. e das atividades em sala de aula. comparado às outras raças. ou seja. um modelo de comportamento que possibilite uma melhoria do seu rendimento acadêmico. Além disso. A discussão de salários também é pertinente uma vez que há uma diferenciação entre salários não só entre os sexos. Alguns estudos relacionam essa diferença com a chamada ansiedade da matemática (mathematics anxiety). mas também relacionam este termo com a experiência de lecionar matemática. e por tanto. que o gênero dos professores diferencia rendimento dos alunos. Pois estes alunos procuram se espelhar nos professores cujas características de fenótipo sejam iguais as deles. faltam a estes alunos pertencentes às minorias. efetuando uma redução das desigualdades entre as notas entre as raças. pois há evidencias que por de trás das variáveis categóricas de raça e gênero. implicando um dos possíveis causadores do viés na aferição das notas da Prova Brasil. Evidenciamos que o indivíduo branco possui um melhor aproveitamento acadêmico. e na execução das mesmas. tópico discutido por Wadlington & Bitner. Gardner e Leak (1994) conceitualizam o termo da ansiedade não apenas pelo temor de aprender e lidar com números e relações matemáticas. Foram encontradas evidencias que corroboram a significância desses fatores no sentido de influenciarem o aproveitamento dos alunos. (2006) averiguou que os níveis dessa ansiedade são maiores em professores do sexo feminino do que do sexo masculino. o sexo por exemplo é um fator preponderante quando falamos sobre as notas de matemática.Além disso. veremos nos resultados. calcula o efeito dos salários no rendimento dos alunos. apenas pelo seu gênero. o que potencialmente corresponde a um viés na relação destes alunos na dinâmica do aprendizado na sala de aula. imputando por decorrência uma diferenciação da produtividade e da qualidade dos professores. mas também entre as raças. melhorando seu relacionamento na sala de aula. Porém os estudo de Malinsky et al. Esse viés é explicado em parte pela sub-representatividade das minorias raciais como professores. verificando uma clara correlação positiva entre 11 . (2007).

discussão sobre a base de dados. 12 . na qual se faz a discussão sobre os trabalhos na área. ilustrando as diferenças encontradas pelas variáveis dummies pelas características sócio econômicas dos indivíduos caracterizados por todos as variáveis. No capítulo dos resultados. professores melhores remunerados são mais produtivos. finaliza-se o artigo e descreve-se as conclusões finais. procura-se ilustrar os resultados encontrados bem como discuti-los e comparar estes com resultados de outros artigos. e tece-se um paralelo entre outros autores. por fim. além disso foram extraídas informações sócio econômicas cruciais para o desenvolvimento do presente artigo. na conclusão. No capítulo seguinte teceu-se a discussão sobre a metodologia empregada. metodologia. cuja variável dependente são as notas dos alunos de português e matemática. E. No capítulo Dados serão feitas as observações pertinentes sobre a base de dadas que foi utilizada para efetuar o presente estudo. resultados apresentados no modelo e conclusão. e cujas variáveis independentes são as variáveis dummy que darão as características de sexo e raça não só dos alunos mas também dos educadores. um modelo de regressão linear simples. Ou seja. Podemos adiantar que trata-se de uma base com mais de 4 milhões de alunos e 400 mil professores. A dissertação está composta de: introdução.os salários e desempenho dos professores. professores e diretores. revisão metodológica.

Graham. Estes fatos estilizados. U. 1994). uma certa diminuição do número de professores tem sido observada desde os anos 80. utilizando como indicadores de desempenho a proporção de estudantes na idade certa e também a proporção de estudantes que evadiram o ensino. e na redução da evasão escolar. Mantida a hipótese da identificação. têm motivado recomendações para a renovação dos quadros no magistério pelo recrutamento e manutenção de novos professores. Ladson-Billings. A escassez de professores tem sido provocada pela aposentadoria de muitos profissionais. 1997. existe evidência de que a habilidade daqueles que escolhem se tornar professores vem declinando ao longo do tempo (e. Três conceitos têm dominado a discussão de política educacional ligada aos professores recentemente. Murnane et al. Department of Education. tanto em estudantes brancos como em estudantes negros. particularmente os quais pertençam às minorias raciais (NCTAF.S. sobretudo o aluno negro do sexo feminino. Segundo. 2002). REVISÃO DA LITERATURA Professores e a identificação racial A questão da identificação racial segundo Dee (2001) atua em três pontos. no melhor aproveitamento dos alunos. e também sobre a questão do multiculturalismo brasileiro (CANEN. o artigo conclui também que a exposição do aluno a um professor de mesma raça por tempo continuado. Porém a questão racial no Brasil foi abordada massivamente através da ótica do preconceito e das diferenças sociais entre as raças. no aumento da probabilidade de conclusão de ensino. Evans and Schwab.g. Primeiro. Terceiro. prolonga os efeitos positivos da identificação. sobre os professores. que ocorre um declínio na proporção de professores que pertence às minorias raciais. Dado 13 . No Brasil autores como Henriques (2002) mostram como a relação entre desempenho acadêmico e raça/gênero possui uma tendência que prejudica as minorias raciais. 1996. 1991. professores das minorias raciais seriam particularmente adeptos para educar a crescente população de estudantes das minorias.. Utilizando dados do projeto STAR no Tenessi/EUA..2. Corcoran. 2006) e a relação da identificação racial não foi abordada. 1987.

e as vezes esta disparidade persiste até depois do ensino médio. existe um pequeno porem real suporte empírico nesta direção (Cizek. e as vezes baseado em evidências fracas. Ferguson testa a diferença entre alunos brancos e negros que possuem pais com a mesma escolaridade. pela presença racial e não pelo comportamento dos professores. Contudo. Ferguson (1998) diz que na média alunos negros possuem baixa habilidade de leitura em contrapartida aos brancos.que os estudantes das minorias possuem maior probabilidade de não concluírem seus estudos. 1998). ele também nota que a magnitude deste efeito é incerta e que o possível mecanismo estrutural é complicado. A literatura mais aceita oferece pelo menos duas explicações gerais do porquê a identificação racial entre alunos e professores pode exercer uma importante influência sobre o rendimento dos alunos. King. Este efeito é simplesmente como Ferguson (1998) aponta. (1995) em uma amostra multiracial/étnica das escolas de ensino médio e seus professores relacionou os problemas comportamentais dos estudantes com a raça 14 . através da relação entre professores e alunos. a confiança e o entusiasmo do aluno (e. e conclui que a percepção dos professores. Enquanto que a existência de tal modelo de conduta é frequentemente assumido nos comentários sobre política educacional.g. 1993. Uma das vertentes envolve o que pode ser chamado de efeito “passivo” do professor. não é surpresa que menos atenção seja dada para o rendimento dos alunos que não pertençam às minorias raciais quando estes recebem professores das minorias. uma frequente razão citada para a relevância da raça dos professores é presença da identidade racial do professor que gera um modelo de conduta que eleva o esforço. Zimmerman et al. Ferguson (1998) conclui que a dinâmica racial entre alunos e professores parece influenciar o rendimento. 1995). a presença de um professor negro pode encorajá-los e elevar suas crenças sobre suas próprias possibilidades educacionais. comportamentos e metodologia de estudos de alguma forma ajuda a perpetuar a diferença entre Negros e Brancos. Estas explicações não são mutuamente exclusivas. Para estudantes negros não privilegiados.. Clewell and Villegas. Avaliando como as escolas podem possivelmente afetar a disparidade entre o desempenho dos alunos brancos vs. Por exemplo. estudantes podem se sentir mais confortáveis e focados com a presença de um professor de mesma raça independentemente do real comportamento do professor. alunos negros. expectativas e comportamentos interagindo com as crenças dos alunos. Similarmente.

ligado à questão racial. para eles estas características implicam em uma variação no critério de avaliação dos seus alunos. seu gênero. melhora o desempenho dos alunos. gênero e etnicidade sobre a forma como o professor avalia seu aluno.1990) para os EUA. fazendo uma diferença nas notas condicionadas a fatores raciais e de gênero. afro descendentes.(1995) constata a diferença na questão racial. como ao acompanhar o aluno durante seu ciclo de estudo. que é subjetivo. Ehrenberg et al. E os autores concluem que estas características não afetam de forma contundente o quanto os estudantes objetivamente aprenderam. O artigo utiliza a base de dados da NELS (1988. em relação aos alunos afrodescendentes com relação aos professores hispânicos e brancos ocorreu um significativo aumento de problemas comportamentais afrodescendentes. Contudo. Não foi. Quer dizer que. não favoreceu aos alunos afro desce dentes em detrimento aos caucasianos. a medida que o aluno tem uma identificação racial com o professor seu efeito ao longo das séries vai aumentando. que não só há um ganho de rendimento por parte do aluno que recebe o tratamento de professor de mesma raça. no entanto. Sua pesquisa foi em um curso de 32 horas nas escolas americanas. em comparação a todos os grupos de estudantes. Casteel (1998) argumenta que o tratamento entre alunos afro descendentes e caucasianos por professoras caucasianas em sala de aula. ele constata que o ganho vai aumentando a medida que o aluno tem a identificação com o professor ao longo das séries. Dee (2001) ainda conclui. em comparação com a média entre estudantes e professores Professores e a identificação de gênero Uma série de estudos relaciona a identificação de gênero como um fator que pode afetar o desempenho dos estudantes. Mutchler et al. (1987) encontrou que estudantes mulheres possuem melhor performance do que os estudantes homens quando o 15 . Contrariamente. receberam o tratamento menos favorável de seus professores. Os autores puderam acompanhar o mesmo aluno em dois anos. vis a vis. o que corrobora a hipótese assumida de que a identificação de fato. Mostrando que os alunos brancos receberam um tratamento mais favorável e iniciaram a maioria dos contatos entre professores e alunos. encontrado diferença nas médias entre hispânicos e não hispânicos.e etnia de professores e alunos.

ciências naturais. (1987) e Bachen et al. Lipe (1989) faz sugestões para compensar os efeitos do gênero do professor sobre o desempenho do aluno. Segundo Bennet (1982) professores mulheres são tidos como mais amigos e possuem maior carisma do que os professores homens. interativos. Dale's (1969. Basow. No experimento 2. este último reporta que estudantes mulheres preferem professores mulheres porque estes são mais atenciosos. especificamente as diferenças de propensão ao risco entre os gêneros. Em geral. foram exploradas percepções dos alunos sobre a importância de várias características do papel do gênero dos instrutores dos cursos de 16 . as classificações dos professores masculinos pareciam não serem afetadas por alunos entre homens e mulheres. as professoras tendem a receber as mais altas classificações de estudantes do sexo feminino e classificações mais baixas dos alunos masculinos. (1995) através de avaliações dos estudantes concluídas durante um período em uma faculdade de artes liberais privada analisou os efeitos do sexo do professor. Propõe-se que as observações de Mutchler et al. vigor). Uma interação multivariada significativa entre o gênero do professor e aluno entre homens e mulheres foi encontrada para cada um dos 4 semestres examinados. entre estudantes homens e mulheres. a. e Lipe podem ser atribuídas às diferenças inerentes. (1999). as artes) que podem ser percebidos como diferentes na medida em que eles usam expressivos atributos femininos (por exemplo. carinhoso. Lipe (1989) reporta resultados em consonância com Mutchler et at. Estudantes homens com professor homem possuem uma vantagem de desempenho contra outros alunos homens que possuem professor do sexo feminino. assertivo. sensível) e instrumentais atributos masculinos (por exemplo. Em contraste. Realizando dois experimentos. reportaram uma vantagem deste sistema no que tange o rendimento estudantil. s.R.professor é mulher. gênero dos estudantes e gênero do instrutor e o papel do gênero nas avaliações dos estudantes sobre a eficácia do instrutor foram examinados. Este estudo especula que o efeito observado do gênero do professor no desempenho dos alunos é devido a um viés positivo (negativo) quando o gênero do professor e aluno são pareados (não pareados). Estudos com escolas só de garotos e só de garotas. Freeman (1994) argumenta que o currículo do Colégio muitas vezes é separado em divisões ou tipos de curso (por exemplo. sobretudo na questão da identificação de gênero. profissionais e organizados comparados com os professores homens. R. onde no experimento 1. 1974). 1971. e revelam uma vantagem.

17 .(1995) na questão de gênero inclui ainda em sua conclusão que as professoras de matemáticas brancas possuem pouca influência no rendimento das alunas brancas em comparação com os professores homens brancos que produzem um resultado um pouco maior nos alunos do sexo masculino e brancos. em particular) que possuíam características femininas e masculinas. Além disso. Ambos os gêneros dos alunos feminino e masculino preferiam instrutores (formadores de ciência. Ehrenberg et al. independentemente do sexo do instrutor. por parte das alunas brancas do que as professoras brancas.diferentes tipos. mostra que de fato os professores homens e brancos possuem melhor avaliação. na 8ª série. Os resultados sugerem que o papel do gênero do instrutor é mais importante sobre a forma como os professores avaliam os estudantes.

18 . endereçados a diferentes atores que compõem a escola. é a mesma. Na perspectiva do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). mas também para cada município e escola participante. as médias de desempenho na Prova Brasil subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). e é aplicada a alunos de séries finais de ciclos da Educação Básica – 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental – das escolas públicas urbanas. uma não implicará na extinção da outra. Uma vez que a metodologia das duas avaliações. pois envolve uma avaliação de larga escala. O Ideb e as demais informações apuradas nas provas possibilitam ao MEC e às secretarias de educação definir ações voltadas para a correção de distorções e direcionar seus recursos técnicos e financeiros para as áreas prioritárias. Possui periodicidade de dois anos. com mais de 20 alunos na série.3. portanto. de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental. elas passaram a ser operacionalizadas em conjunto. A Prova Brasil é censitária. desde 2007. com questionários socioeconômicos sobre fatores associados a esses resultados. porque oferece dados não apenas para o Brasil e unidades da Federação. em complemento à avaliação já feita pelo Saeb. diretores e gestores como co-responsáveis pelo desempenho de seus estudantes. com exames padronizados em caráter universal. Os testes de desempenho concentramse em língua portuguesa (leitura) e Matemática (resolução de problemas). visando ao desenvolvimento do sistema educacional brasileiro e à redução das desigualdades nele existentes. Como são avaliações complementares. aplicados aos estudantes. e a divulgação dos resultados por escolas. um sistema de accountability. Constitui. expande o alcance dos resultados. no sentido de mobilizá-los na busca da melhoria da qualidade de ensino. considerando professores. Por esta razão. do Ministério da Educação. A Prova Brasil avalia todos os estudantes da rede pública urbana de ensino. tanto o Saeb e a Prova Brasil. A Prova Brasil foi criada em 2005 a partir da necessidade de se tornar a avaliação mais detalhada. A avaliação da Prova Brasil conjuga testes de desempenho. OBJETO DE ESTUDO A Prova Brasil é um dos instrumentos de avaliação do sistema educacional brasileiro e tem por objetivo produzir um diagnóstico do desempenho dos alunos em termos de aquisição de habilidades e competências e não somente de aprendizagem de conteúdos.

Em 2007.852 turmas de 40. Foram aplicadas provas de Língua Portuguesa (com foco em leitura) e Matemática. nas recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais. distribuídos em 125.962 escolas públicas urbanas com mais de 30 alunos matriculados na série avaliada.880 alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental. ainda.392. avaliando 3. com questões elaboradas a partir do que está previsto para as séries avaliadas nos currículos de todas as unidades da Federação e. em todos os estados e no Distrito Federal. A Prova Brasil foi realizada em 5. 19 .387 municípios de todas as unidades da Federação. os testes da Prova Brasil foram aplicados no período de 5 a 20 de novembro.

Logo a hipótese do teste de diferença das médias continua. que para o nosso trabalho.Xsemidentificaçãodegênero) A inclusão das variáveis de controle obedeceu ao seguinte critério: foram alocadas variáveis que pertenciam aos grupos de controle do aluno. de forma a tentarmos aproximar ao máximo o modelo eliminando os efeitos destas variáveis. se possui computador. este tratamento afeta a média condicional de sua nota. da família do aluno. O primeiro grupo de controle faz alusão às características físicas. se possuem o ensino médio.Xidenficaçãoracial.Xidenficaçãodegênero) > E(Y| Gcontrole.4. se faz o dever de casa da matéria. se ele trabalha. funcionaram apenas como controle. se abandonou a escola em pleno ano escolar. se fez pré-escola. quantos livros ele possui em casa. utilizamos como variável de análise as notas dos alunos. quantos banheiros possui em casa. Para que nossa analise tenha fundamento. porém incluiremos um bloco de variáveis de controle: E(Y|Gcontrole. via gênero ou raça.Xsemidentificaçãodegênero). sociais e econômicas dos alunos. a raça. Ou seja.Xsemidentificaçãoracial. se o aluno mora com a mãe e/ou pai. precisamos retirar o efeito das variáveis que impactam as notas dos alunos. O segundo grupo refere-se às características dos pais dos alunos. somente (ou quase) o efeito da identificação entre aluno e professor. e se incentivam o aluno a estudar. 20 . da escola e da turma. de 4ª e 8ª séries de português e matemática da prova Brasil. restando então. se existe de fato um diferencial desempenho entre alunos que receberam professores com a mesma raça e gênero. MODELO TEÓRICO Para abordar o problema. Vemos abaixo a relação: E(Y|Xidenficaçãoracial. queremos saber se dado que o aluno possua identificação de gênero e/ou raça com seu respectivo professor. do professor. que são: se o pai e/ou mãe possuem o ensino fundamental. se ele já sofreu alguma reprovação.Xidenficaçãodegênero) > E(Y|Xsemidentificaçãoracial. E incluímos as variáveis categóricas que representam se o aluno possui a mesma raça do professor e também se possui o mesmo sexo. foram montadas variáveis que representam o sexo.

exceto a nota do próprio aluno. E o controle da turma. pois é a média das notas da turma. se corrige o dever de casa que passa. raça. ou seja.O grupo de controle dos professores foi montado a partir das variáveis de salários. e qual é o caráter da sua dependência administrativa (federal. estadual ou municipal). se é graduado. sexo. 21 . O grupo das escolas nos diz qual a região do país está localizada cada escola. e os anos de experiência como professor e experiência ao quadrado. no modelo ela reflete como a nota da turma influencia a nota do aluno. nos dá a ideia de um efeito de grupo.

A amostra foi dividida para podermos calcular os efeitos das características dos professores de português e matemática nos seus respectivos testes. METODOLOGIA A metodologia proposta foi o modelo de regressão linear. A equação do modelo utilizado foi: Yi =αi + Ai β1+ Ei β2+ Pi β3+ PRi β4+ Ti β5+ Ii β6 + ui (1) Onde cada componente da equação representa um grupo de controle. e 0 caso contrário. Recebe 1 caso a mãe do aluno more com ele. 22 . Recebe 1 caso o aluno tenha feito a pré-escola e 0 caso contrário. Recebe 1 caso o aluno trabalha e 0 caso contrário. como variável dependente. Ei representa o grupo de controle da escola. vis à vis. avaliada na Prova Brasil. de forma a deixar evidente o efeito das variáveis de identificação. Ti representa o grupo de controle da turma do aluno e Ii representa as variáveis de análise. séries e matérias. bem como a definição de cada variável. Ai representa o grupo de controle do aluno. utilizando as notas dos alunos. Recebe 1 caso o aluno possua computador sem internet e 0 caso contrário. para expurgar os efeitos destas na nota do aluno. que são exatamente a questão da identificação do aluno de gênero e raça com o seu respectivo professor. Segue abaixo os grupos de controle utilizados. Pi representa o grupo de controle dos pais do aluno. Controles do Aluno: CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO Recebe 1 caso o aluno possua computador com internet e 0 caso contrário. PRi representa o grupo de controle do professor do aluno. e utilizando uma série de variáveis como controle. Número de banheiros que existem na casa do aluno.5.

Recebe 1 se a raça do aluno for índio. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 caso o aluno já tenha sido reprovado alguma vez. e 0 caso contrário.LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO FAZDEVER SEXO_ALUNO RAÇA_ALUNO_BRANCO RAÇA_ALUNO_PARDO RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO Número de livros que o aluno possui em casa. Recebe 1 se a raça do aluno for pardo. Recebe 1 se o sexo do professor for masculino e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se o pai do aluno possui o ensino médio e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se o aluno sempre faz o dever de casa da matéria. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se a raça do aluno for preto. Salário do professor. Recebe 1 se o professor possui o segundo grau completo e 0 caso contrário. Recebe 1 se a raça do aluno for branco. Recebe 1 caso o aluno já tenha abandonado a escola e ficou fora por todo o ano letivo. Experiência em anos do professor. Recebe 1 se os pais do aluno incentivam ele a estudar e 0 caso contrário. Recebe 1 se a mãe do aluno possui o ensino médio e 0 caso contrário. Controle dos Pais do aluno: EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO INCENTIVOESTUDAR_ALUNO Recebe 1 se o pai do aluno possui o ensino fundamental e 0 caso contrário. Recebe 1 se o aluno é do sexo masculino. e 0 caso contrário. Recebe 1 se a mãe do aluno possui o ensino fundamental e 0 caso contrário. Recebe 1 se a raça do aluno for amarelo. Controle dos Professores do aluno: PROFCOR SEGUNDOGRAU SALARIO_PROFESSOR EXPERIENCIA_PROFESSOR SEXO_PROFESSOR_MASCULINO Recebe 1 se o professor do aluno sempre corrige o dever de casa em sala de aula. 23 . e 0 caso contrário.

ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa estadual e 0 caso contrário. ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa municipal e 0 caso contrário. SUL Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Sul e 0 caso contrário. Controle da turma do aluno: MEDIADATURMA Média das notas de todos os alunos da turma a que o aluno pertence. ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa federal e 0 caso contrário. 24 . Recebe 1 contrário. NORDESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Nordeste e 0 caso contrário. Recebe 1 contrário. se a raça do professor for pardo e 0 caso se a raça do professor for preto e 0 caso se a raça do professor for amarelo e 0 caso se a raça do professor for branco e 0 caso se a raça do professor for índio e 0 caso Controle da escola do aluno: NORTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Norte e 0 caso contrário. SUDESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Sudeste e 0 caso contrário. Recebe 1 contrário. Variáveis de análise: IDENTIFICACAO_RACIAL Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário.RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_BRANCO RAÇA_PROFESSOR_INDIO Recebe 1 contrário. Recebe 1 contrário. porém sem a nota dele incluída no cômputo. CENTROESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região CentroOeste e 0 caso contrário.

IDENTIFICACAO_BRANCOS IDENTIFICACAO_PRETOS IDENTIFICACAO_GENERO Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário. 25 . Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário. porém os dois são da raça negra. Recebe 1 se o aluno possui o mesmo gênero do professor e 0 caso contrário. porém os dois são da raça branca.

0612 4.2666051 3.5913184 0.381 1.0926556 1.653 0.294.7468111 .2881553 283.384653 11.505 2.428019 -1.483 0.165 0.0913845 0.989848 2.867.461287 0.352213 15.Agora segue a tabela com as estatísticas descritivas de cada variável.2659558 3.1614974 .266 0.2076786 0.826632 .2992886 0.3577613 .058488 .043.4526865 0.942269 .445135 -1.894769 11.656 0.608 0.481 1.4348384 -1.276247 .540.2149724 0.057.0918381 .145323 1.1249607 113.2297 .8364017 0.061 1.879.4416802 -1.244202 .194.3679972 1.092564 1.609 0.4530796 .571.092.2885313 .1901638 .4405058 0.073 0.137 kurt 2.7343476 0.3296156 2.4419248 -1.7291926 2.958833 3.5934756 .2300036 0.699.7009 .146 0.84477 1.8383255 .265 5.465 1.384.420835 1.383607 .9423481 0.7683 .4056703 1.4345896 -113.989 0.933492 1.9379958 0.839.2887974 2.023.207689 kurt 2.458512 Notas CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT 26 .306712 .0766 0.441.2436507 3.579063 .70279 3.283.871372 8.778 204.960.441008 .4386214 .766 0.733886 .3582367 0.207713 . Tabela1 – Estatísticas Descritiva média 179.6469 0.792491 .214579 .976.7472489 0.140.13733 -.839743 .554 212.1240298 4.7584567 4 série Matemática sd skew 42.703 6.2473855 .256 1.2898206 2.135186 .3679892 1.795.4056456 1.0770085 .2396795 0.17317 .068143 13.3070895 0.493441 2.656 0.4794824 0.334 1.446 4.2330842 -3.38299 2.063383 .076505 8.113.796.288647 6.161506 0.4793416 .281.001 3.2876911 0.267.4214947 1.06901 2.914 0.809763 .451509 22.604974 1.077.811.172 4.461129 .3924305 1.347 2.39756 3.345 1.075.061.568 348.2297 .543 3.120397 2.0628682 0.4444297 .341.469 0.836 9.4105301 1.785 0.658 1.7288925 2.26833 97.183.2332342 -3.496448 0.4962186 .857 0.933473 .959 1.204.2310346 .397.3926694 157.452.340734 196.1904667 0.338 1.628805 1.3306745 2.3905 .58396 .99365 .905.349.2427259 3.607 29.601.681 média 196.247 8.727717 4 série Porutguês sd skew 4.1620917 0.2899494 2.665 2.646.645 0.4108034 138.

009.3832407 1.585 3.3575185 RAÇA_ALUNO_PARDO 0.1810059 1221.557 0.099 1.494164 0.5255832 .0248445 40.353.1119957 8.499799 -0.008853 1.675.4660026 .2953226 2.0830144 .3079139 .219.086 1.617 1.503 3.6106558 0.182185 .69802 1.5956371 .0006176 .823 1.4998182 -.0380972 RAÇA_PROFESSOR_PARDO 0.21941 1.3850232 1.281.558 1.1120151 8.594578 0.4153232 -1.53514 328.134.812.0070378 ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL 0.11755 .498843 .284 3.003.1364857 0.728 7.0295536 .371541 1.805822 76.447 1.0006928 ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL 0.026312 3.292 0.529088 .556.884 6.0379202 .3082868 0.441.49884 0.628 7.745692 4.644819 .4782064 0.1549892 6.729 1.104 2.340.779 1.913 1.465868 1.505382 .576.346.367.2771069 3.592 0.3972101 -1.974 EXPERIENCIA_PROFESSOR 1.808.003.53208 3.024 1.523 1.0666014 0.004.366289 1.1603 .1088803 RAÇA_ALUNO_AMARELO 0.0295462 RAÇA_ALUNO_INDIO 0.428.5812862 .0835961 1.654.0965342 .4238279 IDENTIFICACAO_BRANCOS 0.400.2819819 2.4792695 0.862.4150193 1.4785171 -0.8036845 .436 9.391 0.329 1.825.091 -0.4801321 .5134895 4 série Matemática sd skew .4842521 .003972 8.002914 27 .13663 39.337894 10.376 0.4801384 0.20073 .388.6095413 .4388509 226.1693522 5.86731 24.0838127 RAÇA_PROFESSOR_AMARELO 0.288.2759041 3.8349 1617.3542341 .018.9308331 .4659578 RAÇA_ALUNO_PRETO 0.094811 2.276941 31.0246282 RAÇA_PROFESSOR_BRANCO 0.882964 2.1455 .285 0.4941778 .0567598 kurt 2.4393729 2.258 0.3604748 RAÇA_PROFESSOR_PRETO 0.4792001 .5746 1.4239179 .360453 .002.187.6449882 IDENTIFICACAO_RACIAL 0.555836 .0127044 IDENTIFICACAO_GENERO 0.6836 1.6052178 .294.3539903 ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL 0.044 0.095.5240465 RAÇA_PROFESSOR_INDIO 0.795.2537379 -3.136305 .4833589 SEXO_PROFESSOR_MASCULINO 0.022686 .5811878 0.805 0.797.0630227 .0871002 RAÇA_ALUNO_BRANCO 0.804 0.011.0066743 .645 0.4147727 1.179.354784 1.224 1.93249 SEGUNDOGRAU 0.0105 147.657013 633.1788666 SALARIO_PROFESSOR 1.60599 0.928.311938 2.702.275.644 SEXO_ALUNO 0.672.0814234 12.7784004 INCENTIVOESTUDAR_ALUNO 0.572 2.4997521 .4785683 -.577.0962974 0.1910034 4.1024671 .313 7.1539019 6.447.09511 0.700461 .33811 12.média PROFCORPORT 0.274733 7.419 13.258.788 0.963 1.273 1.2211468 .511.4997232 0.027 EXPERIENCIA_SQR 3.589 49.306.222 média .041 2.4993453 -.466 0.4994216 -0.337.3572854 .343809 .732374 .018579 7.3114891 2.1693318 5.0539777 kurt 3.0127089 .2207801 IDENTIFICACAO_PRETOS 0.399282 -.41057 1.095296 .2509032 -3.1914311 4.838447 .0242751 .1092382 .575 16.395892 .5141842 4 série Porutguês sd skew 0.4782808 .

029695 .2489823 3.003158 5.702622 35.2606428 .144385 .614758 1.88716 2.1062 1.4173213 1.09315 1.54029 1.3366 .9212244 .075735 2.4659474 .195073 13.925 .425407 1.7304691 .1085288 .2318621 .525748 7.4220216 1.18353 .7192722 2.2676209 .049782 .4859557 .2672777 .037176 .146289 .4219754 1.482971 .7784781 .2246038 .2492756 3.125351 10.47752 .1617748 -5.13109 1.8174975 .741947 2.4661871 .11966 14.679713 .4965285 -.4854233 .2682294 3.4437163 -1.3186352 .9731056 8 série Matemática sd skew 43.4854595 .614642 2.127267 .9212904 .2317894 .8373871 .3994518 1.3690517 -1.005113 1.1164691 .2372663 .3509387 2.020762 .58564 3.0664012 .261784 35.1109452 1.06795 10.848943 kurt 2.6645 .1992388 122.051761 .44131 1.0561994 .25499 -.21013 28 .3710894 -1.601293 10.4438648 -1.138252 10.3994281 1.4958067 .267915 1.271215 .3142644 2.296379 19.235212 .2387711 3.128955 .2368853 .4342179 .2516 .493162 .50596 96.4251715 1.4175207 1.067935 10.18303 .Notas CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT PROFCORPORT INCENTIVOESTUDAR_ALUNO média 230.615987 1.606028 10.23673 -.237896 3.2893782 .1992702 122.59778 4.368591 230.3862583 -1.193421 13.837344 .643965 .29865 21.2606729 .505713 96.7798 4.9732498 8 série Português sd skew 43.531871 7.866036 kurt 2.8351012 .3140643 2.056131 4.736466 2.5078666 .1613526 -5.925 .368344 241.1446257 .3517232 2.243209 2.6645 .31775 .343766 3.109152 3.697238 .0606955 .038814 .4353857 .079134 2.4848526 .66957 1.4360889 .41038 média 241.236919 .828168 .5588185 .0665698 .342197 3.4938035 .268345 3.47755 .828597 .2249061 .4933147 -.3690122 -1.380295 .730183 .270731 .79036 4.806041 .2692852 -3.75671 .4998029 .7192483 2.083479 14.866602 2.1111067 1.4353783 .3801482 .267172 1.237688 .0780367 .3192522 .88024 .319828 .89913 2.2693883 -3.102041 1.143851 .0606172 .0602211 .7754307 .003674 5.442719 1.4425387 1.4958076 .474945 .4997707 .3303823 .243842 2.0781102 .5814912 .

3851 .098873 9.032981 7.125932 .702126 1.12318 27.737831 1.8484694 7.075136 681.4939802 -.1887004 4.084444 1.3200081 RAÇA_PROFESSOR_PRETO .4554197 SEXO_PROFESSOR_MASCULINO .4388 1.1527025 6.00893 33.601 SEXO_ALUNO .0980909 9.4940028 -.911535 .765863 1.032472 7.7000144 .7004355 ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL .868 EXPERIENCIA_PROFESSOR 15.1833182 5.622018 12.4980269 .25881 99.4357012 1.0778258 12.20529 1.4990508 -.8729464 .4999606 -.8395 .3131901 .921461 1.3895 1.780118 1.8837067 .2980096 .0098733 .49539 1.031761 1.1796903 5.4651407 .098088 162.2547152 IDENTIFICACAO_PRETOS .483536 .2569308 .595526 11.757 3.4959247 .4582515 -.0768729 12.08372 27.0097162 IDENTIFICACAO_GENERO .1816054 .1801922 223.5772103 RAÇA_PROFESSOR_INDIO .992 15.4556218 .500473 -.284368 .3795592 .065273 2.277034 1.29277 1.3165762 .5773548 .3727478 RAÇA_ALUNO_PARDO .1234241 kurt 40.0422789 23.914271 .700473 .4360703 1.4959699 .913372 25.036975 RAÇA_ALUNO_INDIO .267723 100.16997 286.4547847 RAÇA_ALUNO_PRETO .762035 1.7886811 .4366432 .93093 1.189502 .121967 .4530892 .2600513 3.1790342 .3023345 2.2553719 .7717036 .5263402 .2453 .60466 .497983 .1802009 .1017615 .1025 556.0281957 .2879668 .2554865 .1020436 RAÇA_ALUNO_AMARELO .44574 1.3727815 .0235252 SALARIO_PROFESSOR 1374.235803 .53164 3.média SEGUNDOGRAU .0717793 .4664795 .5261913 .021001 .0016437 ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL .2827257 221.3125908 .188568 4.0405091 24.423744 1.4876433 .1446049 RAÇA_ALUNO_BRANCO .4551315 .1515646 6.56775 .8751357 .1782164 .4580674 -.842626 1.5062957 8 série Matemática sd skew .4573839 .4980088 .0348178 1384.8832427 .0059448 ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL .996519 .9304 1.1655317 5.3517022 2.097713 166.0251848 kurt 26.0017907 .3895271 .287419 669.072948 RAÇA_PROFESSOR_AMARELO .399043 -.69261 .4362908 IDENTIFICACAO_BRANCOS .4594 .2979208 IDENTIFICACAO_RACIAL .4573447 .036921 .629329 .85383 .0334045 .940191 25.2581222 3.000634 Fonte: Prova Brasil 2007 29 .88524 1.032053 5.006094 .015234 média .907516 .4979516 .1798058 5.6595 .5307974 8 série Português sd skew .64785 EXPERIENCIA_SQR 299.634424 .221 606.4835449 .276877 1.066013 2.193331 .0334489 RAÇA_PROFESSOR_PARDO .0238887 RAÇA_PROFESSOR_BRANCO .78707 39.8614489 7.97069 1.3027058 2.780937 1.317971 .

3811368 39.65033 .330573 41.2342 Brancos 184.314073 44.967509 2.805461 Índios Amarelos Negros Pardos Brancos média 226.37427 .19638 .59162 .3715593 37.0778419 42.2719 231.9154 8 série português sd skew 41.2468731 kurt 2.4942 226.3240685 kurt 2.2292486 40.906635 2.620022 2.2851204 42.1468 Negros 166.7744 Amarelos 173.990213 2.755873 Fonte: Prova Brasil 2007 30 .017502 2.58315 .4597 237.941347 2.974623 3.2043 8 série matemática sd skew 40.2076627 42.7309 4 série matemática sd skew 40.24135 .Estatísticas Descritivas das Notas por Raça Tabela 2 – Estatísticas Descritivas por Raça média Índios 179.181296 3.924246 2.4630011 41.7252 250.8366 232.30656 .1978 190.13329 .02413 kurt 2.9023 Pardos 179.70837 .304707 43.648972 2.2979585 40.94697 3.03466 .55881 .027909 3.4638428 38.1418679 45.9639 182.255 241.184334 kurt 2.84759 .923873 2.84878 .3839 221.9956 237.832236 média 194.1873 .0834274 43.9062 195.49734 .25192 2.00677 .667611 2.54623 .22452 .5274 4 série português sd skew 39.5666 201.3620671 45.95833 .3402246 43.563242 média 235.69563 .667502 2.

35. 31 . evidenciando claramente um viés positivo para a raça branca. porém este efeito ainda possui como componentes as variáveis de controle. no resultado do modelo proposto. mas continua significativa. para as outras raças. Além disso. Isto mostra que há de fato um diferencial nas notas promovido pelo caráter racial.A tabela 2 nos mostra momentos da distribuição das notas por cada raça. que possui um ganho de aproximadamente 11.34 pontos em média na soma das séries e notas. mostra que em relação aos negros. e implica em um déficit em média em comparação com os brancos de 17. a diferença de rendimento. é negativa. ao eliminarmos os efeitos das variáveis de controle. percebemos que essa diferença se reduz.

296*** (27.67) 0.541*** (39.47) 5.21) 1.78) 0.16) 1.251*** (8.772*** (-16.90) 4.01) 1.526*** 8 série Português 4.900*** (40.133*** (42.93) 0.004*** (32.453*** (10.29) 0.487*** (18.05) 0.71) 0.563*** (45.69) -0.07) 2.656*** (342.60) -11.721*** (5.285** (2.32) -0.842*** (-10.596*** (289.98) 0.41) -1.889*** (17.137 (-1.51) 0.587*** 32 CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO . RESULTADOS Tabela 3 – Resultados da Regressão das Notas com a dummy de idenficação racial e de gênero para negros 4 série Português CPU_ALUNO_INTERNET 1.0156 (-0.07) -1.195*** (12.155** (-2.84) 3.85) 5.359*** (43.21) 5.793*** (16.419*** (45.02) -9.373*** (13.90) 1.004*** (42.796*** (49.33) 6.513*** (47.457*** (84.46) 4.55) 7.87*** 4 série Matemática 1.54) 5.38) 2.888*** (6.253*** (38.445*** (-13.51) -2.376*** (93.76) -1.95) -0.78) 5.66) 3.90) -0.194*** (25.395*** (7.839*** (8.16) 1.727*** (47.029*** (19.105*** (10.613*** (17.646*** (369.89) 0.191*** (4.48) 4.688*** 8 série Matemática 3.584*** (320.93) 0.47) 0.39) -4.77) 5.134*** (42.91) 4.6.50) 4.735*** (-20.

15) 33 REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVER PROFCOR INCENTIVOESTUDAR_ALUNO SEGUNDOGRAU LOG_SALARIO EXPERIENCIA_PROFESSOR .92) 4.49) -2.00778*** (22.623*** (12.076*** (-9.53) 0.10) -0.427*** (-22.65*** (-166.30) -1.88) 0.65) 9.332*** (28.868*** (-14.514*** (97.11) -0.280** (-3.460*** (9.61) LIVROS_ALUNO 0.00851 (-0.046*** (83.58) 6.633*** (34.58) -0.04) 2.79) -0.22) -0.0156 (-0.211*** (-5.0276 (-1.43) 2.60) -1.020*** (26.75) -14.809*** (-13.67) -1.43) 1.77) 4 série Matemática (-91.08) 0.398*** (5.41) 5.88) -13.94) 2.871*** (-10.18) 0.702*** (-25.04) -0.26) 0.63) -0.89*** (-174.29) 4.42) -0.42) 3.18) 5.61) ABANDONOU_ALUNO -3.06) 0.314*** (11.00206*** (-5.32) 1.525*** (-25.50) 4.094*** (19.790*** (8.12) 1.437*** (71.19) -2.007*** (22.062*** (-13.797*** (6.00249*** (-6.91) 0.489*** (-17.86) 0.04) -0.198* (2.28) 8 série Matemática (-28.387*** (34.188* (-2.45) -0.759*** (-5.40) 8 série Português (-50.641*** (-3.10) -13.535*** (3.80) -1.132*** (125.0650** (-3.249*** (12.00484*** (8.92) 2.31) -2.762*** (19.07) 0.4 série Português (-117.589*** (50.686*** (-4.57*** (-171.203*** (24.214*** (44.03) 7.49) -1.50) -2.811*** (6.096*** (-19.15) 7.86) 2.01*** (-183.54) -13.

75) -0.55) 7.75) -0.14) -5.045* (-2.45) -0.65) -7.00374*** (5.043*** (-12.70) -3.56) -1.31) 0.004*** (52.32) -7.65) -0.0681 (0.084*** 8 série Português 0.01) 0.80) 0.30) RAÇA_ALUNO_PARDO 0.06) -0.949*** RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_INDIO ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL IDENTIFICACAO_PRETOS .000535 (0.0810 (-0.569*** (-48.144*** (-44.216*** (-38.41) 2.37) -3.09) 0.122*** (-20.24) 14.50) -0.313*** (5.76) -0.375* (-2.76) -6.27) -0.000*** (-9.68) -0.42) -0.152 (-1.000757 (1.4 série Português EXPERIENCIA_SQR 0.314*** (-16.83) -2.00225** (3.92) -6.368*** 8 série Matemática 0.52) 4 série Matemática 0.89) -0.217** (-2.262*** (-40.053*** (-5.14) -9.71) -3.331 (-1.527*** (-3.10) -0.702*** (-61.0245 (0.19) -0.626*** (-92.44*** (142.41) -1.0573 (-0.199** (2.03) -0.40) 16.605*** 34 SEXO_ALUNO SEXO_PROFESSOR_MASCULINO -0.143 (-1.832*** (4.46*** (16.36) -0.0736 (-0.17) -0.959*** (-58.89) 1.44) 10.78) 6.79) -0.374* (-1.712*** (-4.143*** (-14.60) 1.442** (-3.20*** (19.195* (-2.06) 1.16) -1.117 (1.97) -4.260*** (5.52) 7.258** (-3.114 (-0.188 (-1.70) -0.04) -3.97) -1.555*** (-18.229 (-0.821*** (-60.48) -1.592 (-1.692*** (-9.428*** (-6.39) -0.518*** (-3.

378*** (3.28*** (115. e se o aluno possui computador.001 Grupo Base (Categóricas Nulas): Aluno Branco. *** p<0.77) 1183603 0. 35 . e o efeito é positivo indicando um possível efeito da identificação no sentido de melhorar a nota do aluno. mas não obteve um resultado contundente no sentido de realmente gerar um diferencial considerável. Adm.94) 74.253 8 série Português (3.63*** (71. Além disso.15) 1220800 0.63) 49.39*** (88. nos parênteses * p<0.433*** (4. já que em média os negros apresentam um déficit de 7. indicando que o modelo apresentou consistência. Professor Branco. de forma a analisarmos o impacto da identificação no resultado do aluno. A identificação por gênero deu significativa do ponto de vista estatístico.351*** (4.242 _cons N R-sq test.211 8 série Matemática (4.08) 0.06) 0.05.90) IDENTIFICACAO_GENERO 0. A tabela acima mostra o resultado do modelo proposto para Identificarmos os efeitos do pareamento de raça e gênero entre professores e alunos.54) 1187237 0. Fonte: Prova Brasil 2007.69*** (95.255 4 série Matemática (6.413*** (3. se já foi reprovado. ** p<0. O resultado foi composto pela identificação entre a raça dos negros com os seus respectivos professores. Porém o sinal da identificação corrobora a hipótese levantada no início da dissertação As variáveis de controle que mais apresentaram influência foram a média da turma.29) 59.1 e com a identificação passaram a elevar sua nova em 1.35) 0. Os sinais deram o esperado. a administração da escola ser federal.01.38) 1185748 0.25) 92. vemos que reduzimos o diferencial na nota dos negros para os brancos em 28%. rodado no STATA/10.4 série Português (5. Sudeste. se o aluno trabalha. Municipal.8 em média.

211** (-2.71) 0.88*** (-117.3 -0.00) 2.916*** -51 0.39 4.70) 3.571*** -17.00777*** -22.974*** -42.737*** -18.36 1.183*** -3.115* (-2.02 -0.550*** -45.608*** -46.88 0.656*** -342.529*** (-91.69 4.597*** -289.00254*** (-7.51 5.11) 0.507*** (-17.42 -11.422*** -8.23 0.0977 (-1.31 -2.548*** (-25.01 -4.13) 6.28 -2.31) 5.67 -1.319*** -44.646*** -368.472*** -10.666*** (-20.678*** -60.71 1.279*** -8.927*** -6.73) 5.21 0.789*** -16.278*** -59.58 8 série Matemática 4.82 5.3 -0.08 5.607*** (-29.07) 5.806*** (-10.716*** (-50.Tabela 4 – Resultados da regressão de notas com dummy para identificação racial e de gênero 4 série Português CPU_ALUNO_INTERNET 1.10) -0.00460*** -8.07 1.92 36 CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO .578*** -47.16) 0.19 -3.67) 8 série Português 4.87 0.779*** -19.169*** -12.16 4.00214*** (-5.69 5.75 1.374*** -93.04 -9.389*** -14.752*** -5.82) -0.621*** -62.035*** -42.75 7.68 0.78 4.556*** -57.61 0.976*** -26.441*** -84.28 -0.219*** -45.080*** -66.82 0.584*** -320.46 6.947*** -49.92) 4 série Matemática 1.

01*** (-183.76 -1.59*** (-171.91 5.223*** -11.189*** -43.04) 0.58 0.18 0.140*** (-10.98 -0.05) 8 série Matemática -13.993*** -18.73) 0.374*** -34.279** -3.57 0.45 1.824*** (-5.0084 (-0.167*** (-44.16 -9.12 7.79 2.81) -1.74) -1.54) 1.53 3.44) -0.523*** (-23.117*** (-19.48 37 NORTE NORDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT PROFCORPORT INCENTIVOESTUDAR_ALUNO SUPERIOR log_salario EXPERIENCIA_PROFESSOR EXPERIENCIA_SQR SEXO_ALUNO .93 2.48) -0.852*** (-13.755*** -4.760*** (-5.010*** (-12.01 0.73*** (-167.63) -2.455*** -72.13 4.0284 (-1.22 7.141*** -11.35) 0.34 0.02 0.824*** -6.0147 (-0.619*** -3.000517 -0.486*** -97.686*** -12.631*** -34.00226** -3.197*** -24.806*** -6.27 0.81) -2.32) -1.114*** -22.6 10.528*** -10.51) 1.95 5.38 -0.583*** -50.791*** (-9.192* -2.140*** -125.4 série Português REPROVADO_ALUNO -14.902*** (-14.72) 4 série Matemática -13.687*** -7.97 1.000709 -1.12) -0.03) 1.553*** (-92.035*** -82.00385*** -5.32) 0.388*** -4.003*** -5.75 5.22 4.51 0.0690*** (-3.206* -2.320*** -28.1 9.57 -0.54) -0.94*** (-175.49*** -143.27 8 série Português -13.43 6.07 -5.997*** -52.76) -2.1 2.40) 0.715*** (-26.

84 -6.127*** (-51.48) 16.252*** (-5.29 58.0631 (-0.0114 (-0.03) -2.360*** -16.227*** (-15.131 -1.69) 0.387* -2.363 -1.83 0.92*** 38 RAÇA_ALUNO_PARDO RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_INDIO ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL IDENTIFICACAO_RACIAL IDENTIFICACAO_GENERO _cons .255*** -17.17) 1.4 -0.92 -0.12) -2.48*** 4 série Matemática 0.64) -5.08) 0.45 -6.161 -0.700*** (-9.353*** -4.33) 14.85*** 8 série Português -0.390*** (-4.06) 1.74 0.287*** -16.55 -3.209 (-1.4 -0.455*** (-11.302*** -3.75 -1.22) 1.SEXO_PROFESSOR_MASCULINO 4 série Português -0.61) -2.06) -0.352** -2.415*** -3.04 0.63) -0.05 -0.64 48.10) 0.858*** (-33.35 -1.98) 0.34) 1.336*** -4.503* -2.68) 7.842*** (-32.49) -0.89*** 8 série Matemática 0.6 0.17*** -15.88) -1.15*** -19.574*** -8.418*** (-5.12 -1.169 (-1.01 0.113*** (-14.7 -0.61) -0.349 -1.84 -2.97 72.72 -0.837*** (-54.310*** -15.484*** (-5.52) 1.621 (-1.437*** -4.83 -0.704*** (-41.56 0.998*** (-12.29) 0.209** -2.336 -1.35) -0.436*** (-6.356*** (-4.899*** (-51.377** -3.24 7.19) 0.09 0.0995 -0.92) -6.29 89.331*** -5.108* (-2.86 0.828*** (-14.302*** -5.268 (-0.95) 0.15 (-1.

esta pode estar produzindo um resultado que não é estritamente positivo pela identificação.52) IDENTIFICACAO_PRETOS IDENTIFICACAO_PARDO IDENTIFICACAO_AMARELO -0.04) 1.66 1185748 0.858*** (-3. Professor Branco.83) -0.96 N R-sq Estatísticas t nos parênteses 1183603 0.37) 4 português 3.001 -3.014 (0. Adm.56) IDENTIFICACAO_INDIO Estatística t * p<0.639 (-0.53) 8 português 3.07) 1.39) -0.37) Fonte: Prova Brasil 2007/STATA10 39 .819*** (-5.503 (1.599*** (4. Sudeste.40) 8 matemática 3.4 série Português -88. melhoram suas notas.750 (1. A tabela acima representa a identificação racial e de gênero. como a nota dos alunos brancos é superior na média. Tabela 5 – Resultados da regressão de notas identificando a identificação racial para todos os tipos raciais.76) 1.25 1220800 0.735*** (21.0832 (-0.253 8 série Português -111.84) -4.078*** (-6. rodado no STATA/10. ** p<0.373*** (18.59) 1. sem especificar o grupo racial que ocorre a identificação. pois explora a identificação racial de um grupo racial que apresentou os menores coeficientes de rendimentos. Municipal. ** p<0. A tabela 3 fica mais consistente.584** (-3.992* (2. alunos do grupo dos negros.51) -0.242 Grupo Base (Categóricas Nulas): Aluno Branco. e o professor branco também produz um efeito positivo.173 (0.998 (1.391*** (20.82) 0. se mesmo assim a identificação é positiva.166*** (17.62) -1.462*** (4.26) 0.16) 2.13 1187237 0.01. em comparação com os outros. IDENTIFICACAO_BRANCOS 4 matemática 3.21 8 série Matemática -93. podemos concluir daí que na média. * p<0.05.37) -0. *** p<0. *** p<0.01.001 Fonte: Prova Brasil 2007.510* (-2.07) 0.255 4 série Matemática -71.05. que recebem a identificação racial. logo.439* (-2.

que é a divisão da identificação racial por cada fenótipo. como demonstra a tabela 1. entre as crianças de escolas particulares. como os resultados das variáveis de controle ficaram muito parecidos. quase todos os resultados deram significativos. No artigo de Fryer e Levitt (2009). indicando que a hipótese da identificação se comporta de forma satisfatória para o grupo racial dos negros. eles concluem que os principais fatores que acentuam as diferenças entre as notas dos alunos de sexos diferentes são. Porém vislumbramos que a identificação dos negros passou neste teste de robustez. Uma explicação pode ser retirada do artigo de Carrington (2007). índios e pardos ficaram ou sem significação ou com resultados negativos. Não podemos. que são os do gênero masculino e da cor branca leva vantagem na comparação entre os outros. O grupo que mais perdeu em desempenho comparado com o grupo base. sendo esta (perda) caracterizada meramente pela raça foi a do fenótipo preto. Neste caso vemos que a identificação racial parece não incidir sobre todas as raças. que possuem mães altamente educadas. Analisando ainda o grupo de controle que predica os alunos.A tabela 5 mostra o resultado parcial de uma regressão linear com as mesmas variáveis das demais tabelas. do ponto de vista de contribuir para a nota final. o qual levanta a pergunta se o gênero do professor realmente importa. como descrito anteriormente. ilustramos esta tabela apenas pelo seu diferencial. Análise sobre os alunos Percebe-se que o grupo em que estão caracterizados pela nulidade entre as variáveis categóricas. Porém vislumbramos que as estudantes estão levando vantagem com relação à nota de português. e também cujas mães trabalhem com áreas relacionadas à matemática. pois o grupo dos amarelos. vemos que a variável raça influencia de forma contundente as notas. Porém nos dois grupos mais díspares da distribuição das notas. 40 . a proporção entre os sexos dos professores da amostra é viesada para o gênero feminino. Como mostram os dados. e apontam para um argumento de que as crianças tendem a se tornar mais aptas a prática didática com professores do mesmo sexo. contudo defender a primeira identificação. pois recebe o efeito do grupo dos brancos e professores possuir melhor rendimento.

algo já estudado por alguns autores. Por enquanto já temos subsídios suficientes. ainda mais se comparamos com o coeficiente que indica o hiato entre as notas dos alunos. o que parece ser um indício de que há um preconceito. uma vez que. como Richardson e Suinn (1972) que definem o medo de matemática como “um sentimento de tensão e ansiedade que interfere na manipulação dos números e na resolução de problemas matemáticos. num déficit na sua nota de forma contundente. os estudos que relacionam o gênero como um fator importante na habilidade do indivíduo com a matemática relacionam o medo da matemática como um fator que afeta as mulheres. que já sofreram uma reprovação. para deduzir que tais variáveis que indicam o fenótipo. apenas pelas conclusões vislumbradas na Tabela 1. e inclusive avaliam a questão do medo de matemática (mathematics anxiety). que de acordo com a literatura é responsável por uma queda acentuada no aproveitamento acadêmico do aluno. Além disso. Há evidência de que o fator sexo pouco afeta a qualidade das aulas de português e matemática. Ou seja. em média. Estas estão mostrando que as condições que propiciam um aprendizado melhor e que afetam de forma positiva no aproveitamento escolar dos alunos. para o grupo de controle dos alunos. mesmo 41 . a magnitude do coeficiente foi reduzida. Análise sobre os professores Iremos agora adentrar nos efeitos do fenótipo dos professores. seja em problemas comuns do cotidiano seja em situações meramente acadêmicas”. Contudo. bem como o sexo sobre a nota final dos estudantes. há alguns estudos que reavaliam a questão das diferenças entre gêneros. estão guardando informações além de uma mera característica de cor da pele. pois não há sequer uma literatura que corrobore um déficit no aprendizado devido às características cognitivas e não cognitivas diferentes entre as raças. ao se caracterizar como preto o aluno ocorre. Implicando quase uma neutralidade de gênero. e por isso.Esse coeficiente é bastante acentuado. provavelmente estão pendendo de forma negativa para o lado dos grupos cujos coeficientes foram mais negativos. talvez haja essa diferença presente entre os sexos.

Análise sobre as escolas As escolas possuem um diferencial de nota por região. ou baixa expectativa dos pais em relação aos estudos relacionados a métodos quantitativos. Este sintoma pode estar ligado tanto a fatores culturais. como Forgasız (2005). e adentrando na questão do fenótipo do professor vislumbramos que há um viés positivo em direção ao indivíduo de pele branca no desempenho da turma. No artigo de Fryer e Levitt (2009). Há também argumentos sobre diferenças biológicas entre os gêneros implicando que possam existir diferenças inatas sobre as habilidades com geometria especial. é maior entre os professores do gênero feminino do que os do sexo masculino. contudo. e Sul e Centro-Oeste levam vantagem. é que a maioria dos professores de 4ª e 8ª séries são mulheres como indica a tabela 1. Saindo da discussão de gênero. Vislumbrando este fato. procurando solidificar esta discussão utilizando argumentos de que poderia haver menos interesse das mulheres por matemática. procura-se investigar esta questão. como socioeconômicos. ou ansiedade da matemática. professores de pele branca tendem a auferir em suas turmas notas melhores computadas pela Prova Brasil. ou mesmo o desenvolvimento do cérebro.sem outros fatores que possam contribuir com a diferença no rendimento tanto do aluno. o que nos mostra que a qualidade das aulas de matemática entre os sexos não advém da falta de interesse do sexo feminino em ministrar tais aulas. para as mulheres. percebemos que a proporção entre as matérias também não difere muito. assunto levantado pelo artigo de Wilder e Powell. Outro fator que deixa esta análise mais delicada. outros fatores que já foram discutidos na literatura. em 1989. Ou seja. pois há uma supremacia feminina também nesta matéria. indicando que as regiões Norte e Nordeste perdem em média para a região base (Sudeste). 42 . como aptidão entre homens e mulheres em seguir determinadas carreiras. quanto dos professores. Podemos apontar. quando estes estão começando uma turma nova. Peker (2007) em seu estudo mostra que o nível de medo da matemática.

Corroborando a hipótese de peer efect.Temos a constatação que as escolas federais possuem uma influencia muito positiva na nota final do aluno. 43 . Além disso. aonde indivíduos que partilham do mesmo ambiente tendem a influenciar suas decisões. ao defender a federalização do ensino básico. conclui-se que a média da turma influencia de forma bastante significativa. estaria em consonância com os nossos resultados. 60% da nota da turma impacta na nota do aluno. mostrando que Darcy Ribeiro. significando que em média. o nota final do aluno.

mesmo no Brasil. bem como da criança como um indivíduo. formular qualquer plano para abordar a questão do ponto de vista definitivo. e vai de encontro a literatura sobre a identificação nas salas de aula Dee(2001) e Ehrenberg et al. a percepção dessa realidade não desmotiva o questionamento da dissertação. possui uma influência no desempenho dos alunos. que deve se tornar em breve uma das mais investigadas base de dados pelo seu esclarecimento das mais diversas variáveis que possam afetar o desempenho dos alunos.7. seria o aumento no quadro de professores das raças e gêneros sub representados. a participação dos pais na vida escolar dos filhos. (1995). CONCLUSÃO Depois de analisar os resultados. chegamos à conclusão de que há um componente da identificação de raça e de gênero no desempenho dos alunos nos testes. segundo a nossa metodologia. uma forma que faria com que o desempenho dos alunos. Com relação às outras questões que nos remetem de forma mais direta e apelativa. mostrando que a questão racial. uma política salarial bem definida e justa para os professores. devemos salientar a abrangência e riqueza da base de dados. De qualquer forma. como o trabalho infantil. Além disso. merecem um estudo elaborado. Porém houve uma série de outros fatores mais contundentes. que impactam na nota dos alunos. Não queremos aqui. contudo. sua raça e gênero se tornaria de alguma forma mais homogênea. que se provou positivo. vis à vis. 44 .

(2000). C.170-9. P.M. A. 446-464. Journal of Educational Psychology. Sex.BIBLIOGRAFIA Abrami. Amin. (1999). Evaluations of College Professors: Effects of Professors. (1987).49.193-210. 656-665. Student Evaluations of College Professors: When Gender Matters. Basow. 135-156). M.H. (1995)..S. N.. Vol.Type and Sex. 193201. Leventhal. (1999).M. C. Bennett. Collins.G.D. J. 308-314. Assessing the Role of Gender in College Students’ Evaluations of Faculty.S. In L. (1998).S. S. 671-678. Quina (Eds. Student Evaluations of College Professors: When Gender Matters. Basow. S. Educational Psychology. and Students' Sex. Student Evaluations: The Role of Gender Bias and Teaching Styles. Basow. 19. Communication Education.48.).. (2000). "Assessing the role of gender in college students' evaluations of faculty".A. Vol. Martin E. 60. Garcia. Career Strategies for Women in Academe: Arming Athena (pp. Gender as a Discriminating Factor in the Evaluation of Teaching. Educational Seduction. 48 No. Students’ Perception of Expressiveness: Age and Gender Effects on Teacher Evaluations. (1982). (1995). Basow.A. B. K. Review of Educational Research. No. 135-143. 656-665.. J.). (1994). McLoughlin. Psychological Reports. Assessment & Evaluation in Higher Education. Thousands Oaks.3. Educational Psychology. (1987). 507-516 (10). & Silberg. 79. 2. S. S. A.9-10. R. Sex Roles. Bachen. Vol.A.T. Chrisler.C.& Howe. Chennai. 74 pp. Basow. Communication Education. 52. 87. 45 .P.. Educational Psychology.M. & Williams. Student Evaluation for Effective Teaching. Arbuckle. S. E. Bachen. M. & K. S. S.. (1992). Gender: Stereotypes and Roles (3rd Ed.A. S. McLoughlin.C. Vol. Pacific Grove. & Perry. Balachandran. 87. issue . L. Basow. "Student perceptions of and expectations for male and female instructors: evidence relating to the question of gender bias in teaching evaluation". Student Evaluations of College Professors: Are Female and Male Professors Rated Differently. CA: Sage. pp. & Gracia. (1982). CA: Brooks/ Cole.M. S.K. Vol. Rajammal Publications. India..

Hanley. (2001). (2001).R. R. Dee. Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira. B. 299-322. A. & Robinson. T.. E. (2005).Brown. and education of university mathematics students in Turkey. Synthesis and Policy Implications. Dale. B. I): A Research Study about Pupil-Teacher Relationships. A.org/papers/W8432. "On the Limited Presence of African-American Teachers: An Assessment of Research. and the mathematics performance of adolescent boys and girls: evidence from the United States and Thailand. 2006. 96(2). The Journal of Psychology. 25(3). (1971).). Mixed or Single-Sex Schools? (Vol. Math anxiety. "Introduction" Education and Urban Society 31:1 (November 1998): 3-17. The Influence of Gender and Anxiety on Mathematics Performance. Psychological Reports. 289-298. (Org. 46 . I. Primary student teachers’ understanding of mathematics and its teaching.33. Beatriz C. Journal of College Student Development. McNamara. Mixed or Single-Sex Schools? (Vol. Mixed or Single-Sex Schools? (Vol. (2007) Does the gender of a teacher really matter? Educational Studies." Review of Educational Research 65:1 (1995). Differences in mathematics anxiety by sex. R.A. Clifton. and Ana Maria Villegas. D. Gregory. Teachers. (1999). program.nber. (1989). Clewell. Dane. British Educational Research Journal. Dale." Journal of Educational Research 92 (1998). Cizek. II): Some Social Aspects. December 2007. race and student achievement in a randomized experiment [Online]. Attitude and Overview. 4. Thomas S. O. 397-413. pp. U. mother’s education. Engelhard. Multiculturalismo e Identidade escolar: desafios e perspectivas para repensar a cultura escolar. RJ: EdUFF. R. Casteel. (1969).. (1974). "Teacher-Student Interactions and Race in Integrated Classrooms. CANEN. London: Routledge. & Jones. Carrington. Vol. III): Attainment.. No. 124(3). 422424. Niterói. In: OLIVEIRA.R. S. L. 59-61. Francis. A. Cooper. Available: http://papers.R. Dale. London: Routledge. 115-120. G.J. G. 78-92. 30(5).

Perceptions of Teacher Characteristics and student Judgments of teacher Effectiveness. Freeman. 19. "Teachers' Perceptions and Expectations and the BlackWhite Test Score Gap. 93-95. 93-95. No. 17(1). Vol. Juan & Mateo. Washington DC. 65(3). (1988). Freeman.R. H. (2005). Fennema.R.R. Ronald G. 86. Fish. No. 2. (1994) Labor markets and integrating national economies Integrating national economies Integrating National Economies : Promise and Pitfalls Brookings Institution. "Do Teachers' Race. Journal of Educational Psychology. Exposing the iceberg of teaching anxiety: a survey of faculty at three New Brunswick Universities.R. E. Vol. 9971003. Instructor Gender and Gender Role. Brookings Institution Press. and Student Gender. 37. Miguel Angel. Vol. (1992). I. Vol. Teaching of Psychology. 158-160. H. (1997). Teaching of Psychology. (2001). L. H. 47 . Journal for Research in Mathematics Education. Ferguson. Freeman. Retrieved April 8. Jencks and M. X. C.. 15. editors." in The Black-White Test Score Gap. 2.aabss. Gender differences in mathematics achievement: Findings from the National Education Longitudinal Study of 1988. Gender and Ethnicity Matter? Evidence From the National Educational Longitudinal Study of 1988?" Industrial and Labor Relations Review 48 (1995).html.org/journal2001/Fish2001.Ehrenberg. 1994 Fan. 1998.jmm. & Hart. & Fraser. 4. & Chen. H.G. (1994). (1997). Ronald. Journal of Experimental Education. Brewer. H. Mathematics Education Research Journal. Dan D. Electronic Journal of the American Association of Behavioral and Social Sciences. A. Phillips.. 25(6). Freeman. H. Effect of Instructor Gender and Gender Role on student Willingness to Take a Psychology Course. (1992). Ronald F. Gender and the JRME. Effect of Instructor Gender and Gender Role on student Willingness to Take a Psychology Course. M. E. 627-630. 3. Teaching of Psychology. Forgasız.. Ehrenbergs. 2008 from the World Wide Web at: http://www. Fernandez. 229-242. (1994). No. T. 648-659. 547-561. Sex Roles: A Journal of Research. 1-2. Goldhaber and Dominic J. Student Evaluations of College Instructors: Effects of Type of Course Taught. Student and Faculty Gender in Ratings of University Teaching Quality. 19. Gender and mathematics: re-igniting the debate.

Raça e gênero nos sistemas de ensino: os limites das políticas universalistas na educação. Geeta Gandhi & Teal. Elsevier. G. "Black Teachers: A Drastically Scarce Resource. vol. Exploring the effects of TI-84 plus on achievement and anxiety in mathematics. Miami: Florida International University. F. 295–318. L. Sarala. Characteristics and correlates of teaching anxiety among college psychology teachers.Fryer. Teaching of Psychology. (2007). Inep/MEC – Microdados da Prova Brasil 2007. 66-78." Economics of Education Review. Educational Development towards Equality. Graham. (1993). S. Roland G. 235-248. 6(3).). "An Empirical Analysis of the Gender Gap in Mathematics. Strategies for reducing math anxiety in post-secondary students. Jr & Levitt. Inc. L. 28-32.. 2007. Sociological Spectrum. 26(4). B. 24(3). Nielsen & M.. Patricia A. R. Sex-related differences in the acquisition of the van Hiele levels and motivation in learning geometry. Proceedings of the Sixth Annual College of Education Research Conference: Urban and International Education Section (pp. August. "Does performance related pay for teachers improve student performance? Some evidence from India. (2006).. HENRIQUES. A. In S. Brasília: Unesco. G. 2(3). A. (1994).the Unfinished Agenda –Status of Women in India. Shannon. D. National Bureau of Economic Research. Haynes. 30-35). 2009. Idris. Differential models for math anxiety in male and female college students. Science and Technology Education. (2006). S. 7(2). Iossi. Eurasia Journal of Mathematics.R. The National commission for Women (Government of India). 598-605. 21(1). pp. L. M. "The Limited Presence of African-American Teachers. 2001. G. Journal of Personal Evaluation in Education. Hancock. 2002. King. Mullins. Asia Pacific Education Review." Phi Delta Kappan (1987). Gopalan. Francis. 173-183. Plakhotnik (Eds. 48 . Steven D. & Stein. Gardner. & Trentham. N. 115-149. & Leak." Review of Educational Research 63 (1993). E. Student and Teacher Gender in Ratings of University Faculty: Results from Five Colleges of Study. Kingdon. pages 473-486.129-162.Halat. (2004)." NBER Working Papers 15430. Sabrina H.

(1998). Paper presented at the Annual Meeting of the American Educational Research Assocation in New York (ERIC Document Reproduction Service No. ED398067). Educational Studies in Mathematics. and attrition from teaching. (1996). Educational Research and Evaluation. Paper presented at the Annual Meeting of the Association of Teacher Educators in Dallas (ERIC Document Reproduction Service No. New York. North American Chapter (ERIC Document Reproduction Service No. Newstead. H. Aspect of children’s mathematics anxiety. Jossey-Bass Publishers. (2006). and Williams. San Francisco. The dreamkeepers : successful teachers of African American children. Mutchler. G. T. 9. 73-92. 11(3). K. & McJunkin. Levine. 36. Issues in Accounting Education. (1998). A. N. Math Anxiety in pre-service elementary school teachers. anticipated mathematics teaching style. Modeling mathematics achievement of jewish and arab eighth graders in Israel: The effects of learner-related variables. and anxiety for teaching mathematics among pre-service elementary school teachers. Malinsky.. Lipe. (2006). ED417171). 827-833. L. D. Issues in Accounting Education. M. Matematik öğretmeye yönelik kaygı ölçeğinin geliştirilmesi. G. G. CA: 1994. J. (1996). NY: 1996. Levine.. M. Education. Marso. M. (2005). M. & Birenbaum. National Commission on Teaching and America’s Future (NCTAF). 147. & Pigge. Ross. Nasser. Psychological Reports. 79(3). 274-279. M. A longitudinal study of relationships between attitude toward teaching. pp 104-108. J. Lussier. Paper presented at the Annual Meeting of the International Group for Psychology of Mathematics Education. Sex and mathematical background as predictors of anxiety and self-efficacy in mathematics. The Performance of Female Versus Male Accounting Students. G. F. (1989). R. (1987). 277-302. Gloria. Variability in anxiety for teaching mathematics among preservice elementary school teachers enrolled in a mathematics course. 4(1). anxiety about teaching. F. 53-71. Prior mathematics history. 49 . What Matters Most: Teaching for America’s Future. D. (1993). Further Evidence on the Performance of Female Versus Male Accounting Students. Pannells. Eğitim Bilimleri ve Uygulama.Ladson-Billings. self-perceived effectiveness. ED373972). Peker. 127(2). Turner. F..

Xianglei Chen Sonya Geis.. Project Officer. B. Causes underlying pre-service teachers’ negative beliefs and anxieties about mathematics. B. Proceedings of the 28 th Conference of the International Group for the Psychology of Mathematics Education."Teacher and Parent Perceptions of Behavior Problems Among a Sample of African-American.D.. Washington. M. 98(3). Hispanic and Non-Hispanic White Students. (2008). Gil and George J. College Student Journal. (1997). 29(2). T. & Nason. & Gresham. Haynes. Eğitim programları ve öğretmen adaylarının matematik öğretme kaygısı. 136-139. R. 1993-94. (2001). America’s Teachers: Profile of a Profession." American Journal of Community Psychology 23 (1995). R. J. Sloan. Stephen P. 32. & Houghton. Susan P. U.S. Henke.levels of mathematics anxiety among preservice teacher candidates enrolled in a mathematics methods course. J. Warheit. by Robin R. (1998). Elizabeth L Khoury. Choy. & Lindstrom. Brasher. Vinson. D. The relationship between mathematics anxiety and social desirability as a function of gender.R. ED489664). T. VIII.. 50 . Sloan. Paper presented at the Annual Meeting of Midsouth Educational Research Assocation in Nashville (ERIC Document Reproduction Service No.L. School Science and Mathematics. 81-86. Martha Naomi Alt. National Center for Education Statistics. 181-197. A comparison of preservice teachers' mathematics anxiety before and after a methods class emphasizing manipulatives (ERIC Document Reproduction Service No. L. T. Ulusal Fen Bilimleri ve Matematik Eğitimi Kongresi’nde sunulmuş bildiri. M. L. Andres G. Broughman. C.. M. 4. B. Vinson. (1997). ED417137). NCES 97-460. Vinson. Early Childhood Education Journal. Zimmermann. ED 417 136) Zettle. Haynes. A comparison of preservice teachers' mathematics anxiety before and after a methods class emphasizing manipulatives. (2004). & Gresham. Rick S. Effectiveness of a mathematics methods course in reducing math anxiety of preservice elementary teachers. (1998). Department of Education. vol. (ERIC Document Reproduction Service No. A comparison of preand post. R. Uusimaki. J.Peker. William A. Tooke. Vega... J. DC: 1997. 369-376. L. 89-94.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful