UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA - CAEN MESTRADO EM ECONOMIA

PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Fortaleza - CE 2010

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PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Dissertação apresentada em cumprimento às exigências do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal do Ceará- UFC, para a obtenção do diploma de Mestre em Economia.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Neto

Fortaleza - CE 2010

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PEDRO IVO CAMACHO ALVES SALVADOR

UM ENSAIO SOBRE IDENTIFICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS Dissertação apresentada em cumprimento às exigências do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal do Ceará- UFC, para obtenção do diploma de Mestre em Economia.

Aprovada em: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Prof. Dr. Paulo Neto (Orientador) __________________________________________ Prof(a). Dr(a). ____________________________________________ Prof(a). Dr(a).

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AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus pais e amigos que me ajudaram nessa caminhada, e aos professores que me incentivaram e ensinaram o valor da educação e uma formação sólida.

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RESUMO

A partir de dados da Prova Brasil de 2007, analisamos o ganho de nota quando o aluno possui a mesma raça e/ou gênero do professor. Os resultados indicam que há uma melhora na nota pela identificação. Além disso, mostra que esta atenua a diferença entre a média das notas dos negros com relação aos brancos. A identificação por gênero se faz presente, porém não contundente.

Palavras-chave: Identificação, aprendizagem, notas.

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we analyze the note profit when the pupil possess the same race and/or gender of the professor.ABSTRACT From data of the Brazil Test of 2007. Moreover. learning. The identification for gender if makes activate. shows that this attenuates the difference cross the average of notes of the blacks with regard to the whites. Word-key: Identification. 6 . however not forceful. notes. The results indicate that it has an improvement in the achivement because the identification of gender and race.

LISTA DE TABELAS Tabela1 – Estatísticas Descritiva Tabela 2 – Estatísticas Descritivas por Raça 26 30 Tabela 3 – Resultados da Regressão das Notas com a dummy de idenficação racial e de gênero para negros 32 Tabela 4 – Resultados da regressão de notas com dummy para identificação racial e de gênero 36 Tabela 5 – Resultados da regressão de notas identificando a identificação racial para todos os tipos raciais. 39 7 .

MODELO TEÓRICO 6. CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA 9 13 18 20 32 44 45 8 . OBJETO DE ESTUDO 4. RESULTADOS 7. REVISÃO DA LITERATURA 3. INTRODUÇÃO 2.Sumário 1.

Graham. Department of Education. a literatura de outras ciências sociais provê evidências provocativas que englobam uma série de outros fatores. podem promover uma diferença significativa no aprendizado. A literatura internacional. iremos investigar se os professores com mesma raça e gênero que seus alunos. Em particular. que no mesmo contexto podem trazer uma influência sobre o relacionamento entre professores e alunos e com isso afetar o desempenho dos mesmos. que pode levar um indivíduo com mesma raça e gênero a se relacionar melhor com o outro. segundo o modelo desse outro. um atributo do outro e se transforma. Ehrenberg et al. vis à vis. 9 . quinto e nono ano. INTRODUÇÃO A motivação deste trabalho é averiguar se nas escolas brasileiras. entre os alunos do ensino fundamental. pois tais professores são 1 Auto-consciência da especificidade cultural e social de um grupo particular. o fato de se pertencer a um grupo que está culturalmente ligado. apontam que os estudantes das minorias raciais são mais propensos a terem sucesso e bom desempenho quando encontram professores que compartilham com eles a mesma raça ou etnicidade1. U. 1997. há um efeito sobre as notas pela identificação. A identificação foi proposta por Freud como um processo psicológico pelo qual um sujeito assimila um aspecto. Contudo. atrelada a não apenas diferenças socioeconômicas e de conjuntura familiar. Transferindo essa relação para a sala de aula. Além disso. frequentes pedidos que se recrutem professores das minorias raciais. a raça e o gênero dos alunos. uma propriedade. A ideia surgiu a partir da constatação de uma diferença significativa entre as notas. total ou parcialmente. Clewell et al. os artigos de Dee (2001). 1987. mais variáveis que explicariam a diferença das notas. (1995).S. portanto. NCTAF. 1996.(1998). A literatura de economia sobre políticas determinantes para o desempenho dos estudantes está focada de forma abrangente sobre os possíveis benefícios das novas pesquisas educacionais como a redução do tamanho das classes. Haveria.1. a melhora dos salários dos professores e treinamento. suporta esta questão. A personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações. Ladson-Billings. 1994. há nos EUA.

g. 2 Modelo de conduta. Dee (2001). Essa discussão promove um debate sobre as políticas públicas de educação e devem procurar aumentar o número de professores das. à questão do aprendizado. poderia. 1995). per se. 1998. Além disso. temos relativamente poucos estudos que apontam para a relação entre a identificação racial entre professores e o desempenho dos alunos nos níveis subsequentes. entre alunos e professores. associado geralmente há uma pessoa de moral ilibada e conduta idônea. como o artigo de Ehrenberg. Estudos análogos foram feitos. Goldhaber and Brewer. Zimmerman et al. os estudantes de raça branca. Esse tipo de política efetua não só uma melhora acadêmica na performance dos alunos. Ehrenberg. Ferguson. Ainda. aumentando o seu desempenho e também a probabilidade dos alunos de concluírem seus estudos e prosseguirem para os níveis subsequentes do ensino. No artigo. E as evidências disponíveis na literatura indicam que existe uma real associação entre o desempenho dos alunos e a identificação racial (Ehrenberg. os autores concluem que a raça. assim chamadas.melhores equipados para lidar com as necessidades especiais dos estudantes das minorias raciais e promovem um role model2 mais efetivo. 1998. relacionando raça e gênero. 10 . Goldhaber and Brewer 1995). que serve de exemplo para os outros. bem como suas expectativas e avaliações dos seus alunos(e. minorias raciais. Casteel. que investiga se uma diferenciação entre raça. 1995. Há também evidências de que o pareamento racial dos professores com alunos influência em como os professores alocam seu tempo na sala de aula. com o aumento da representação das minorias raciais nas salas de aula. Ehrenberg and Brewer. no intuito de melhorar a qualidade e a equidade do ensino público. sexo e etnicidade dos professores. alterar ou gerar uma diferença significativa nas notas. estes servirão como modelos de comportamento para os estudantes das suas respectivas raças. gênero e etnicidade. melhorando a relação dos estudantes com a própria escola.. Goldhaber e Brewer (1995). 1995. são muito mais suscetíveis em influenciar a avaliação subjetiva dos professores com respeito aos seus alunos. do que influenciar o quanto os estudantes objetivamente aprenderam.. vis à vis. mas também pode diminuir os altos índices de evasão escolar das minorias raciais.

verificando uma clara correlação positiva entre 11 . faltam a estes alunos pertencentes às minorias. Porém os estudo de Malinsky et al. apenas pelo seu gênero. ou seja.Além disso. (2006) averiguou que os níveis dessa ansiedade são maiores em professores do sexo feminino do que do sexo masculino. encontram-se alguns desequilíbrios em algumas variáveis potencialmente correlacionadas com a qualidade e produtividade acadêmica dos alunos. e na execução das mesmas. efetuando uma redução das desigualdades entre as notas entre as raças. Kingdon et al. imputando por decorrência uma diferenciação da produtividade e da qualidade dos professores. e por tanto. que o gênero dos professores diferencia rendimento dos alunos. um modelo de comportamento que possibilite uma melhoria do seu rendimento acadêmico. Foram encontradas evidencias que corroboram a significância desses fatores no sentido de influenciarem o aproveitamento dos alunos. Evidenciamos que o indivíduo branco possui um melhor aproveitamento acadêmico. Esse viés é explicado em parte pela sub-representatividade das minorias raciais como professores. e das atividades em sala de aula. mas também relacionam este termo com a experiência de lecionar matemática. calcula o efeito dos salários no rendimento dos alunos. mas também entre as raças. implicando um dos possíveis causadores do viés na aferição das notas da Prova Brasil. (2007). Pois estes alunos procuram se espelhar nos professores cujas características de fenótipo sejam iguais as deles. veremos nos resultados. no preparo das aulas. pois há evidencias que por de trás das variáveis categóricas de raça e gênero. Alguns estudos relacionam essa diferença com a chamada ansiedade da matemática (mathematics anxiety). A discussão de salários também é pertinente uma vez que há uma diferenciação entre salários não só entre os sexos. 1992. tópico discutido por Wadlington & Bitner. fatores sócio econômicos são estudados e analisados como possíveis causadores dos hiatos entre as notas dos alunos. melhorando seu relacionamento na sala de aula. especialmente nas turmas de matemática. comparado às outras raças. Gardner e Leak (1994) conceitualizam o termo da ansiedade não apenas pelo temor de aprender e lidar com números e relações matemáticas. o que potencialmente corresponde a um viés na relação destes alunos na dinâmica do aprendizado na sala de aula. Além disso. o sexo por exemplo é um fator preponderante quando falamos sobre as notas de matemática.

cuja variável dependente são as notas dos alunos de português e matemática. A dissertação está composta de: introdução.os salários e desempenho dos professores. metodologia. No capítulo seguinte teceu-se a discussão sobre a metodologia empregada. procura-se ilustrar os resultados encontrados bem como discuti-los e comparar estes com resultados de outros artigos. Podemos adiantar que trata-se de uma base com mais de 4 milhões de alunos e 400 mil professores. na qual se faz a discussão sobre os trabalhos na área. além disso foram extraídas informações sócio econômicas cruciais para o desenvolvimento do presente artigo. professores melhores remunerados são mais produtivos. na conclusão. No capítulo Dados serão feitas as observações pertinentes sobre a base de dadas que foi utilizada para efetuar o presente estudo. 12 . professores e diretores. resultados apresentados no modelo e conclusão. um modelo de regressão linear simples. discussão sobre a base de dados. e cujas variáveis independentes são as variáveis dummy que darão as características de sexo e raça não só dos alunos mas também dos educadores. No capítulo dos resultados. revisão metodológica. por fim. ilustrando as diferenças encontradas pelas variáveis dummies pelas características sócio econômicas dos indivíduos caracterizados por todos as variáveis. E. finaliza-se o artigo e descreve-se as conclusões finais. e tece-se um paralelo entre outros autores. Ou seja.

1996. particularmente os quais pertençam às minorias raciais (NCTAF. Ladson-Billings. utilizando como indicadores de desempenho a proporção de estudantes na idade certa e também a proporção de estudantes que evadiram o ensino. REVISÃO DA LITERATURA Professores e a identificação racial A questão da identificação racial segundo Dee (2001) atua em três pontos. Dado 13 .2.g. e também sobre a questão do multiculturalismo brasileiro (CANEN. sobre os professores. No Brasil autores como Henriques (2002) mostram como a relação entre desempenho acadêmico e raça/gênero possui uma tendência que prejudica as minorias raciais. e na redução da evasão escolar. Estes fatos estilizados. 2002). que ocorre um declínio na proporção de professores que pertence às minorias raciais. prolonga os efeitos positivos da identificação. Evans and Schwab. o artigo conclui também que a exposição do aluno a um professor de mesma raça por tempo continuado. Primeiro. Porém a questão racial no Brasil foi abordada massivamente através da ótica do preconceito e das diferenças sociais entre as raças. Murnane et al. Utilizando dados do projeto STAR no Tenessi/EUA. 1994). Corcoran. 2006) e a relação da identificação racial não foi abordada. sobretudo o aluno negro do sexo feminino. no aumento da probabilidade de conclusão de ensino.. Segundo. professores das minorias raciais seriam particularmente adeptos para educar a crescente população de estudantes das minorias. 1991. Graham.. U. Department of Education. uma certa diminuição do número de professores tem sido observada desde os anos 80.S. 1987. tanto em estudantes brancos como em estudantes negros. no melhor aproveitamento dos alunos. A escassez de professores tem sido provocada pela aposentadoria de muitos profissionais. Terceiro. existe evidência de que a habilidade daqueles que escolhem se tornar professores vem declinando ao longo do tempo (e. Mantida a hipótese da identificação. Três conceitos têm dominado a discussão de política educacional ligada aos professores recentemente. têm motivado recomendações para a renovação dos quadros no magistério pelo recrutamento e manutenção de novos professores. 1997.

não é surpresa que menos atenção seja dada para o rendimento dos alunos que não pertençam às minorias raciais quando estes recebem professores das minorias. a confiança e o entusiasmo do aluno (e. e as vezes baseado em evidências fracas. (1995) em uma amostra multiracial/étnica das escolas de ensino médio e seus professores relacionou os problemas comportamentais dos estudantes com a raça 14 . através da relação entre professores e alunos. Uma das vertentes envolve o que pode ser chamado de efeito “passivo” do professor. 1998). Clewell and Villegas. A literatura mais aceita oferece pelo menos duas explicações gerais do porquê a identificação racial entre alunos e professores pode exercer uma importante influência sobre o rendimento dos alunos. 1995). Zimmerman et al. expectativas e comportamentos interagindo com as crenças dos alunos. Enquanto que a existência de tal modelo de conduta é frequentemente assumido nos comentários sobre política educacional. uma frequente razão citada para a relevância da raça dos professores é presença da identidade racial do professor que gera um modelo de conduta que eleva o esforço. existe um pequeno porem real suporte empírico nesta direção (Cizek. Contudo. a presença de um professor negro pode encorajá-los e elevar suas crenças sobre suas próprias possibilidades educacionais. Para estudantes negros não privilegiados.g. alunos negros. King. pela presença racial e não pelo comportamento dos professores. Este efeito é simplesmente como Ferguson (1998) aponta. e as vezes esta disparidade persiste até depois do ensino médio. Ferguson (1998) conclui que a dinâmica racial entre alunos e professores parece influenciar o rendimento. estudantes podem se sentir mais confortáveis e focados com a presença de um professor de mesma raça independentemente do real comportamento do professor.que os estudantes das minorias possuem maior probabilidade de não concluírem seus estudos. Avaliando como as escolas podem possivelmente afetar a disparidade entre o desempenho dos alunos brancos vs.. Estas explicações não são mutuamente exclusivas. Similarmente. e conclui que a percepção dos professores. Ferguson (1998) diz que na média alunos negros possuem baixa habilidade de leitura em contrapartida aos brancos. ele também nota que a magnitude deste efeito é incerta e que o possível mecanismo estrutural é complicado. comportamentos e metodologia de estudos de alguma forma ajuda a perpetuar a diferença entre Negros e Brancos. 1993. Ferguson testa a diferença entre alunos brancos e negros que possuem pais com a mesma escolaridade. Por exemplo.

melhora o desempenho dos alunos. encontrado diferença nas médias entre hispânicos e não hispânicos. receberam o tratamento menos favorável de seus professores. para eles estas características implicam em uma variação no critério de avaliação dos seus alunos.1990) para os EUA. Contudo. Sua pesquisa foi em um curso de 32 horas nas escolas americanas. ele constata que o ganho vai aumentando a medida que o aluno tem a identificação com o professor ao longo das séries. como ao acompanhar o aluno durante seu ciclo de estudo. afro descendentes. fazendo uma diferença nas notas condicionadas a fatores raciais e de gênero. o que corrobora a hipótese assumida de que a identificação de fato. Mostrando que os alunos brancos receberam um tratamento mais favorável e iniciaram a maioria dos contatos entre professores e alunos. Mutchler et al. a medida que o aluno tem uma identificação racial com o professor seu efeito ao longo das séries vai aumentando. ligado à questão racial. Quer dizer que.(1995) constata a diferença na questão racial. Casteel (1998) argumenta que o tratamento entre alunos afro descendentes e caucasianos por professoras caucasianas em sala de aula. gênero e etnicidade sobre a forma como o professor avalia seu aluno. no entanto. (1987) encontrou que estudantes mulheres possuem melhor performance do que os estudantes homens quando o 15 . em comparação a todos os grupos de estudantes. O artigo utiliza a base de dados da NELS (1988. não favoreceu aos alunos afro desce dentes em detrimento aos caucasianos. E os autores concluem que estas características não afetam de forma contundente o quanto os estudantes objetivamente aprenderam. Ehrenberg et al. Contrariamente. que não só há um ganho de rendimento por parte do aluno que recebe o tratamento de professor de mesma raça. Não foi. Dee (2001) ainda conclui. seu gênero. Os autores puderam acompanhar o mesmo aluno em dois anos. vis a vis. em relação aos alunos afrodescendentes com relação aos professores hispânicos e brancos ocorreu um significativo aumento de problemas comportamentais afrodescendentes. que é subjetivo.e etnia de professores e alunos. em comparação com a média entre estudantes e professores Professores e a identificação de gênero Uma série de estudos relaciona a identificação de gênero como um fator que pode afetar o desempenho dos estudantes.

Basow. as artes) que podem ser percebidos como diferentes na medida em que eles usam expressivos atributos femininos (por exemplo.professor é mulher. sensível) e instrumentais atributos masculinos (por exemplo. s. Segundo Bennet (1982) professores mulheres são tidos como mais amigos e possuem maior carisma do que os professores homens. assertivo. Propõe-se que as observações de Mutchler et al. sobretudo na questão da identificação de gênero. Realizando dois experimentos. Lipe (1989) faz sugestões para compensar os efeitos do gênero do professor sobre o desempenho do aluno. Este estudo especula que o efeito observado do gênero do professor no desempenho dos alunos é devido a um viés positivo (negativo) quando o gênero do professor e aluno são pareados (não pareados). interativos. Uma interação multivariada significativa entre o gênero do professor e aluno entre homens e mulheres foi encontrada para cada um dos 4 semestres examinados. Dale's (1969. (1999). profissionais e organizados comparados com os professores homens. onde no experimento 1. Lipe (1989) reporta resultados em consonância com Mutchler et at. Freeman (1994) argumenta que o currículo do Colégio muitas vezes é separado em divisões ou tipos de curso (por exemplo. vigor). reportaram uma vantagem deste sistema no que tange o rendimento estudantil. Estudantes homens com professor homem possuem uma vantagem de desempenho contra outros alunos homens que possuem professor do sexo feminino. No experimento 2. R. (1995) através de avaliações dos estudantes concluídas durante um período em uma faculdade de artes liberais privada analisou os efeitos do sexo do professor.R. (1987) e Bachen et al. 1971. 1974). foram exploradas percepções dos alunos sobre a importância de várias características do papel do gênero dos instrutores dos cursos de 16 . gênero dos estudantes e gênero do instrutor e o papel do gênero nas avaliações dos estudantes sobre a eficácia do instrutor foram examinados. ciências naturais. as professoras tendem a receber as mais altas classificações de estudantes do sexo feminino e classificações mais baixas dos alunos masculinos. Estudos com escolas só de garotos e só de garotas. a. carinhoso. Em geral. as classificações dos professores masculinos pareciam não serem afetadas por alunos entre homens e mulheres. e Lipe podem ser atribuídas às diferenças inerentes. este último reporta que estudantes mulheres preferem professores mulheres porque estes são mais atenciosos. e revelam uma vantagem. especificamente as diferenças de propensão ao risco entre os gêneros. entre estudantes homens e mulheres. Em contraste.

diferentes tipos. em particular) que possuíam características femininas e masculinas. mostra que de fato os professores homens e brancos possuem melhor avaliação. Ehrenberg et al.(1995) na questão de gênero inclui ainda em sua conclusão que as professoras de matemáticas brancas possuem pouca influência no rendimento das alunas brancas em comparação com os professores homens brancos que produzem um resultado um pouco maior nos alunos do sexo masculino e brancos. Além disso. Ambos os gêneros dos alunos feminino e masculino preferiam instrutores (formadores de ciência. por parte das alunas brancas do que as professoras brancas. 17 . independentemente do sexo do instrutor. na 8ª série. Os resultados sugerem que o papel do gênero do instrutor é mais importante sobre a forma como os professores avaliam os estudantes.

é a mesma. 18 . visando ao desenvolvimento do sistema educacional brasileiro e à redução das desigualdades nele existentes.3. Como são avaliações complementares. pois envolve uma avaliação de larga escala. tanto o Saeb e a Prova Brasil. e a divulgação dos resultados por escolas. as médias de desempenho na Prova Brasil subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). em complemento à avaliação já feita pelo Saeb. Na perspectiva do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). expande o alcance dos resultados. diretores e gestores como co-responsáveis pelo desempenho de seus estudantes. de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental. A Prova Brasil foi criada em 2005 a partir da necessidade de se tornar a avaliação mais detalhada. Os testes de desempenho concentramse em língua portuguesa (leitura) e Matemática (resolução de problemas). elas passaram a ser operacionalizadas em conjunto. porque oferece dados não apenas para o Brasil e unidades da Federação. Possui periodicidade de dois anos. portanto. A Prova Brasil é censitária. OBJETO DE ESTUDO A Prova Brasil é um dos instrumentos de avaliação do sistema educacional brasileiro e tem por objetivo produzir um diagnóstico do desempenho dos alunos em termos de aquisição de habilidades e competências e não somente de aprendizagem de conteúdos. A avaliação da Prova Brasil conjuga testes de desempenho. um sistema de accountability. mas também para cada município e escola participante. uma não implicará na extinção da outra. e é aplicada a alunos de séries finais de ciclos da Educação Básica – 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental – das escolas públicas urbanas. desde 2007. Uma vez que a metodologia das duas avaliações. considerando professores. Constitui. aplicados aos estudantes. do Ministério da Educação. com mais de 20 alunos na série. com exames padronizados em caráter universal. com questionários socioeconômicos sobre fatores associados a esses resultados. no sentido de mobilizá-los na busca da melhoria da qualidade de ensino. O Ideb e as demais informações apuradas nas provas possibilitam ao MEC e às secretarias de educação definir ações voltadas para a correção de distorções e direcionar seus recursos técnicos e financeiros para as áreas prioritárias. Por esta razão. A Prova Brasil avalia todos os estudantes da rede pública urbana de ensino. endereçados a diferentes atores que compõem a escola.

880 alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental. avaliando 3. os testes da Prova Brasil foram aplicados no período de 5 a 20 de novembro.962 escolas públicas urbanas com mais de 30 alunos matriculados na série avaliada. ainda.392. com questões elaboradas a partir do que está previsto para as séries avaliadas nos currículos de todas as unidades da Federação e.852 turmas de 40. A Prova Brasil foi realizada em 5.Em 2007. Foram aplicadas provas de Língua Portuguesa (com foco em leitura) e Matemática. nas recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais.387 municípios de todas as unidades da Federação. 19 . em todos os estados e no Distrito Federal. distribuídos em 125.

Xsemidentificaçãodegênero). se abandonou a escola em pleno ano escolar. quantos banheiros possui em casa. Logo a hipótese do teste de diferença das médias continua. O segundo grupo refere-se às características dos pais dos alunos. se possuem o ensino médio. de 4ª e 8ª séries de português e matemática da prova Brasil.Xidenficaçãoracial. se faz o dever de casa da matéria. Para que nossa analise tenha fundamento. E incluímos as variáveis categóricas que representam se o aluno possui a mesma raça do professor e também se possui o mesmo sexo. sociais e econômicas dos alunos. queremos saber se dado que o aluno possua identificação de gênero e/ou raça com seu respectivo professor. via gênero ou raça. se existe de fato um diferencial desempenho entre alunos que receberam professores com a mesma raça e gênero. e se incentivam o aluno a estudar. precisamos retirar o efeito das variáveis que impactam as notas dos alunos. Ou seja. MODELO TEÓRICO Para abordar o problema. se fez pré-escola.Xsemidentificaçãoracial. O primeiro grupo de controle faz alusão às características físicas. 20 . da escola e da turma. restando então. da família do aluno. do professor.Xidenficaçãodegênero) > E(Y|Xsemidentificaçãoracial. que são: se o pai e/ou mãe possuem o ensino fundamental.Xidenficaçãodegênero) > E(Y| Gcontrole. utilizamos como variável de análise as notas dos alunos. se possui computador. que para o nosso trabalho. se o aluno mora com a mãe e/ou pai. de forma a tentarmos aproximar ao máximo o modelo eliminando os efeitos destas variáveis. funcionaram apenas como controle. a raça. foram montadas variáveis que representam o sexo. se ele trabalha. somente (ou quase) o efeito da identificação entre aluno e professor. este tratamento afeta a média condicional de sua nota.Xsemidentificaçãodegênero) A inclusão das variáveis de controle obedeceu ao seguinte critério: foram alocadas variáveis que pertenciam aos grupos de controle do aluno. se ele já sofreu alguma reprovação. quantos livros ele possui em casa.4. Vemos abaixo a relação: E(Y|Xidenficaçãoracial. porém incluiremos um bloco de variáveis de controle: E(Y|Gcontrole.

raça. se é graduado. no modelo ela reflete como a nota da turma influencia a nota do aluno. E o controle da turma. e os anos de experiência como professor e experiência ao quadrado. se corrige o dever de casa que passa. exceto a nota do próprio aluno. O grupo das escolas nos diz qual a região do país está localizada cada escola.O grupo de controle dos professores foi montado a partir das variáveis de salários. ou seja. estadual ou municipal). e qual é o caráter da sua dependência administrativa (federal. sexo. 21 . pois é a média das notas da turma. nos dá a ideia de um efeito de grupo.

utilizando as notas dos alunos. A amostra foi dividida para podermos calcular os efeitos das características dos professores de português e matemática nos seus respectivos testes. como variável dependente. de forma a deixar evidente o efeito das variáveis de identificação. séries e matérias. que são exatamente a questão da identificação do aluno de gênero e raça com o seu respectivo professor. bem como a definição de cada variável. Recebe 1 caso a mãe do aluno more com ele.5. Ei representa o grupo de controle da escola. Recebe 1 caso o aluno tenha feito a pré-escola e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Número de banheiros que existem na casa do aluno. Recebe 1 caso o aluno possua computador sem internet e 0 caso contrário. Segue abaixo os grupos de controle utilizados. 22 . Controles do Aluno: CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO Recebe 1 caso o aluno possua computador com internet e 0 caso contrário. Ti representa o grupo de controle da turma do aluno e Ii representa as variáveis de análise. PRi representa o grupo de controle do professor do aluno. para expurgar os efeitos destas na nota do aluno. A equação do modelo utilizado foi: Yi =αi + Ai β1+ Ei β2+ Pi β3+ PRi β4+ Ti β5+ Ii β6 + ui (1) Onde cada componente da equação representa um grupo de controle. Ai representa o grupo de controle do aluno. Pi representa o grupo de controle dos pais do aluno. Recebe 1 caso o aluno trabalha e 0 caso contrário. avaliada na Prova Brasil. METODOLOGIA A metodologia proposta foi o modelo de regressão linear. e utilizando uma série de variáveis como controle. vis à vis.

Recebe 1 caso o aluno já tenha sido reprovado alguma vez. Recebe 1 se o aluno é do sexo masculino. e 0 caso contrário. Recebe 1 se o professor possui o segundo grau completo e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se a mãe do aluno possui o ensino médio e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se o pai do aluno possui o ensino médio e 0 caso contrário.LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO FAZDEVER SEXO_ALUNO RAÇA_ALUNO_BRANCO RAÇA_ALUNO_PARDO RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO Número de livros que o aluno possui em casa. Controle dos Professores do aluno: PROFCOR SEGUNDOGRAU SALARIO_PROFESSOR EXPERIENCIA_PROFESSOR SEXO_PROFESSOR_MASCULINO Recebe 1 se o professor do aluno sempre corrige o dever de casa em sala de aula. 23 . Experiência em anos do professor. Controle dos Pais do aluno: EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO INCENTIVOESTUDAR_ALUNO Recebe 1 se o pai do aluno possui o ensino fundamental e 0 caso contrário. Salário do professor. Recebe 1 se a raça do aluno for índio. Recebe 1 se a raça do aluno for amarelo. Recebe 1 se a raça do aluno for preto. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se os pais do aluno incentivam ele a estudar e 0 caso contrário. Recebe 1 se a raça do aluno for branco. Recebe 1 se o aluno sempre faz o dever de casa da matéria. Recebe 1 se o sexo do professor for masculino e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 se a mãe do aluno possui o ensino fundamental e 0 caso contrário. Recebe 1 se a raça do aluno for pardo. e 0 caso contrário. e 0 caso contrário. Recebe 1 caso o aluno já tenha abandonado a escola e ficou fora por todo o ano letivo.

se a raça do professor for pardo e 0 caso se a raça do professor for preto e 0 caso se a raça do professor for amarelo e 0 caso se a raça do professor for branco e 0 caso se a raça do professor for índio e 0 caso Controle da escola do aluno: NORTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Norte e 0 caso contrário. Controle da turma do aluno: MEDIADATURMA Média das notas de todos os alunos da turma a que o aluno pertence. NORDESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Nordeste e 0 caso contrário. Recebe 1 contrário. ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa municipal e 0 caso contrário. Recebe 1 contrário. Variáveis de análise: IDENTIFICACAO_RACIAL Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário. ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa estadual e 0 caso contrário. 24 . Recebe 1 contrário. ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL Recebe 1 se a escola do aluno possui dependência administrativa federal e 0 caso contrário. SUL Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Sul e 0 caso contrário. CENTROESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região CentroOeste e 0 caso contrário. Recebe 1 contrário. porém sem a nota dele incluída no cômputo.RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_BRANCO RAÇA_PROFESSOR_INDIO Recebe 1 contrário. SUDESTE Recebe 1 se a escola do aluno se situa na região Sudeste e 0 caso contrário.

porém os dois são da raça negra. porém os dois são da raça branca. Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário.IDENTIFICACAO_BRANCOS IDENTIFICACAO_PRETOS IDENTIFICACAO_GENERO Recebe 1 se o aluno possui a mesma raça do professor e 0 caso contrário. Recebe 1 se o aluno possui o mesmo gênero do professor e 0 caso contrário. 25 .

7288925 2.001 3.540.265 5.165 0.976.607 29.145323 1.26833 97.0628682 0.0766 0.4056456 1.1614974 .628805 1.579063 .493441 2.381 1.469 0.345 1.778 204.446 4.2876911 0.135186 .4108034 138.076505 8.2885313 .267.7468111 .7584567 4 série Matemática sd skew 42.194.023.70279 3.554 212.445135 -1.733886 .244202 .7343476 0.2473855 .140.39756 3.2330842 -3.061.397.4345896 -113.4405058 0.839.2992886 0.172 4.959 1.161506 0.84477 1.06901 2.207689 kurt 2.461287 0.609 0.4530796 .420835 1.839743 .340734 196.960.461129 .665 2.3926694 157.766 0.2310346 .836 9.933492 1.441.451509 22.785 0.601.942269 .383607 .7683 .288647 6.796.2666051 3.703 6.5913184 0.7472489 0.496448 0.608 0.656 0.Agora segue a tabela com as estatísticas descritivas de cada variável.1249607 113.146 0.645 0.061 1.334 1.256 1.1904667 0.4214947 1.465 1.2427259 3.481 1.3679892 1.681 média 196.6469 0.3306745 2.3905 .2659558 3.4348384 -1.2297 .58396 .0918381 .4793416 .905.4056703 1.3070895 0.2881553 283.2899494 2.349.4444297 .9379958 0.8383255 .989 0.384.604974 1.214579 .043.38299 2.2076786 0.646.057.871372 8.3577613 .699.4105301 1.063383 .857 0.1620917 0.384653 11.347 2.658 1.656 0.266 0.99365 .073 0.17317 .867.092.958833 3.3296156 2.2396795 0.0926556 1.2149724 0.068143 13.3924305 1.483 0.2887974 2.3582367 0.077.247 8.276247 .137 kurt 2.809763 .894769 11.2297 .571.092564 1.4386214 .0770085 .283.653 0.0612 4.7009 .341.4419248 -1.113.2332342 -3.441008 .914 0.543 3.811.4416802 -1.452.075.879.5934756 .3679972 1. Tabela1 – Estatísticas Descritiva média 179.428019 -1.13733 -.2436507 3.281.306712 .7291926 2.0913845 0.4526865 0.826632 .058488 .933473 .2300036 0.727717 4 série Porutguês sd skew 4.795.294.1901638 .989848 2.568 348.792491 .338 1.204.352213 15.2898206 2.207713 .9423481 0.120397 2.4794824 0.4962186 .458512 Notas CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT 26 .505 2.8364017 0.1240298 4.183.

3572854 .0248445 40.654.011.555836 .1455 .6836 1.572 2.808.313 7.6106558 0.4153232 -1.617 1.53208 3.592 0.557 0.884 6.3604748 RAÇA_PROFESSOR_PRETO 0.3850232 1.329 1.33811 12.003972 8.022686 .1092382 .69802 1.179.4785683 -.2953226 2.0070378 ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL 0.4993453 -.7784004 INCENTIVOESTUDAR_ALUNO 0.258 0.0871002 RAÇA_ALUNO_BRANCO 0.589 49.8349 1617.729 1.805 0.505382 .3832407 1.219.0962974 0.018579 7.779 1.311938 2.93249 SEGUNDOGRAU 0.788 0.6095413 .5240465 RAÇA_PROFESSOR_INDIO 0.928.8036845 .6449882 IDENTIFICACAO_RACIAL 0.805822 76.13663 39.1910034 4.732374 .395892 .1120151 8.0242751 .136305 .862.2207801 IDENTIFICACAO_PRETOS 0.0127089 .49884 0.5134895 4 série Matemática sd skew .21941 1.5141842 4 série Porutguês sd skew 0.275.436 9.0539777 kurt 3.4792695 0.2819819 2.187.0246282 RAÇA_PROFESSOR_BRANCO 0.1364857 0.9308331 .376 0.466 0.004.003.3575185 RAÇA_ALUNO_PARDO 0.095.346.558 1.838447 .366289 1.1810059 1221.027 EXPERIENCIA_SQR 3.4842521 .628 7.371541 1.3082868 0.882964 2.447.745692 4.5255832 .529088 .0006176 .3542341 .008853 1.4997521 .4239179 .095296 .4782064 0.728 7.104 2.3114891 2.4238279 IDENTIFICACAO_BRANCOS 0.337.1693522 5.222 média .4792001 .1603 .1119957 8.1088803 RAÇA_ALUNO_AMARELO 0.575 16.2537379 -3.294.657013 633.5956371 .6052178 .0630227 .825.4801384 0.1788666 SALARIO_PROFESSOR 1.044 0.276941 31.556.4801321 .026312 3.804 0.353.702.1539019 6.343809 .53514 328.3539903 ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL 0.20073 .009.4659578 RAÇA_ALUNO_PRETO 0.0567598 kurt 2.11755 .675.523 1.0814234 12.0295536 .0380972 RAÇA_PROFESSOR_PARDO 0.2759041 3.2509032 -3.306.182185 .465868 1.511.441.419 13.002914 27 .4660026 .4997232 0.086 1.340.360453 .0295462 RAÇA_ALUNO_INDIO 0.4941778 .285 0.1024671 .5746 1.447 1.4785171 -0.041 2.645 0.823 1.499799 -0.0830144 .391 0.4998182 -.812.1693318 5.4994216 -0.4782808 .3079139 .428.1549892 6.367.094811 2.281.091 -0.274733 7.288.0066743 .354784 1.644819 .797.503 3.0006928 ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL 0.134.018.0127044 IDENTIFICACAO_GENERO 0.576.0379202 .337894 10.60599 0.963 1.913 1.024 1.258.4147727 1.1914311 4.594578 0.0105 147.0965342 .2771069 3.292 0.002.284 3.09511 0.3972101 -1.224 1.0666014 0.795.0838127 RAÇA_PROFESSOR_AMARELO 0.399282 -.4833589 SEXO_PROFESSOR_MASCULINO 0.média PROFCORPORT 0.4150193 1.273 1.388.494164 0.5812862 .4388509 226.86731 24.577.0835961 1.974 EXPERIENCIA_PROFESSOR 1.585 3.5811878 0.672.41057 1.099 1.4393729 2.2211468 .644 SEXO_ALUNO 0.498843 .700461 .400.003.

268345 3.342197 3.343766 3.828597 .195073 13.741947 2.47755 .243209 2.8174975 .2893782 .138252 10.06795 10.79036 4.029695 .193421 13.4854595 .038814 .828168 .4353857 .925 .2246038 .3710894 -1.003158 5.606028 10.25499 -.3303823 .2516 .09315 1.051761 .128955 .2318621 .2489823 3.925 .11966 14.0664012 .736466 2.2317894 .1109452 1.296379 19.005113 1.7754307 .2492756 3.58564 3.614642 2.8351012 .3690122 -1.368344 241.4958067 .7784781 .083479 14.3366 .079134 2.615987 1.2368853 .2682294 3.235212 .7192483 2.5078666 .4425387 1.271215 .0561994 .88716 2.3801482 .9212244 .54029 1.Notas CPU_ALUNO_INTERNET CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT PROFCORPORT INCENTIVOESTUDAR_ALUNO média 230.6645 .601293 10.1164691 .4661871 .237896 3.1111067 1.482971 .2692852 -3.474945 .270731 .1085288 .23673 -.13109 1.2693883 -3.1992388 122.47752 .66957 1.88024 .056131 4.037176 .237688 .0606955 .9731056 8 série Matemática sd skew 43.143851 .1613526 -5.380295 .127267 .697238 .020762 .2387711 3.7304691 .59778 4.44131 1.4938035 .493162 .425407 1.643965 .4175207 1.679713 .0780367 .3994281 1.2672777 .4173213 1.3862583 -1.2676209 .1617748 -5.4438648 -1.3140643 2.4342179 .21013 28 .0781102 .144385 .109152 3.125351 10.267915 1.261784 35.702622 35.2372663 .146289 .4933147 -.1062 1.5588185 .18353 .3994518 1.4220216 1.4251715 1.2606428 .4848526 .442719 1.3509387 2.368591 230.505713 96.50596 96.89913 2.102041 1.75671 .1446257 .5814912 .075735 2.3186352 .41038 média 241.3142644 2.243842 2.049782 .866036 kurt 2.730183 .4998029 .6645 .4659474 .18303 .866602 2.3192522 .806041 .3517232 2.4854233 .614758 1.319828 .9212904 .236919 .4958076 .4219754 1.0665698 .0606172 .7192722 2.267172 1.3690517 -1.4360889 .4353783 .31775 .4437163 -1.29865 21.525748 7.4997707 .1992702 122.4965285 -.4859557 .7798 4.2249061 .8373871 .531871 7.003674 5.837344 .2606729 .0602211 .067935 10.9732498 8 série Português sd skew 43.848943 kurt 2.

914271 .500473 -.49539 1.2827257 221.0334045 .036921 .1887004 4.1527025 6.634424 .2600513 3.93093 1.032472 7.3795592 .3517022 2.1234241 kurt 40.4979516 .0016437 ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL .4664795 .4547847 RAÇA_ALUNO_PRETO .284368 .5772103 RAÇA_PROFESSOR_INDIO .3895 1.00893 33.12318 27.4990508 -.629329 .276877 1.8484694 7.20529 1.4573839 .072948 RAÇA_PROFESSOR_AMARELO .8614489 7.5261913 .2581222 3.622018 12.121967 .0334489 RAÇA_PROFESSOR_PARDO .7004355 ADMINISTRAÇÃO_MUNICIPAL .3131901 .4651407 .1801922 223.4582515 -.1790342 .075136 681.0405091 24.7000144 .4554197 SEXO_PROFESSOR_MASCULINO .53164 3.098873 9.1515646 6.1446049 RAÇA_ALUNO_BRANCO .235803 .065273 2.0098733 .911535 .69261 .8837067 .762035 1.4360703 1.757 3.1798058 5.5263402 .25881 99.4959247 .399043 -.0980909 9.287419 669.737831 1.842626 1.5062957 8 série Matemática sd skew .2547152 IDENTIFICACAO_PRETOS .3165762 .8395 .1833182 5.0238887 RAÇA_PROFESSOR_BRANCO .780937 1.4551315 .0422789 23.4999606 -.907516 .4573447 .125932 .4940028 -.4357012 1.44574 1.3200081 RAÇA_PROFESSOR_PRETO .0348178 1384.0717793 .3895271 .277034 1.4594 .78707 39.8729464 .595526 11.006094 .4530892 .066013 2.084444 1.992 15.3727478 RAÇA_ALUNO_PARDO .16997 286.317971 .85383 .6595 .098088 162.423744 1.0281957 .0778258 12.700473 .29277 1.188568 4.64785 EXPERIENCIA_SQR 299.221 606.189502 .868 EXPERIENCIA_PROFESSOR 15.3023345 2.921461 1.2979208 IDENTIFICACAO_RACIAL .0017907 .4556218 .4366432 .5307974 8 série Português sd skew .913372 25.4876433 .1816054 .8832427 .940191 25.780118 1.3125908 .7717036 .4980088 .0235252 SALARIO_PROFESSOR 1374.2569308 .média SEGUNDOGRAU .4362908 IDENTIFICACAO_BRANCOS .88524 1.0768729 12.2553719 .3851 .032053 5.2980096 .267723 100.1782164 .0059448 ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL .4939802 -.56775 .996519 .765863 1.08372 27.483536 .702126 1.000634 Fonte: Prova Brasil 2007 29 .1802009 .193331 .1796903 5.2879668 .2554865 .4835449 .4580674 -.1025 556.5773548 .032981 7.1020436 RAÇA_ALUNO_AMARELO .021001 .4980269 .015234 média .036975 RAÇA_ALUNO_INDIO .7886811 .097713 166.60466 .97069 1.3027058 2.0097162 IDENTIFICACAO_GENERO .1017615 .8751357 .497983 .3727815 .2453 .4388 1.4959699 .0251848 kurt 26.031761 1.1655317 5.601 SEXO_ALUNO .9304 1.

2342 Brancos 184.9154 8 série português sd skew 41.2292486 40.5666 201.974623 3.4942 226.58315 .30656 .906635 2.9956 237.13329 .3839 221.3811368 39.648972 2.304707 43.2979585 40.69563 .832236 média 194.4638428 38.19638 .37427 .1468 Negros 166.3402246 43.667611 2.941347 2.923873 2.3240685 kurt 2.7252 250.0778419 42.7744 Amarelos 173.9062 195.4597 237.1978 190.8366 232.59162 .5274 4 série português sd skew 39.2851204 42.4630011 41.24135 .2719 231.255 241.3715593 37.967509 2.65033 .49734 .667502 2.9639 182.924246 2.0834274 43.017502 2.Estatísticas Descritivas das Notas por Raça Tabela 2 – Estatísticas Descritivas por Raça média Índios 179.2043 8 série matemática sd skew 40.3620671 45.1418679 45.55881 .00677 .2468731 kurt 2.990213 2.805461 Índios Amarelos Negros Pardos Brancos média 226.1873 .54623 .9023 Pardos 179.181296 3.22452 .84759 .84878 .620022 2.755873 Fonte: Prova Brasil 2007 30 .70837 .330573 41.027909 3.184334 kurt 2.563242 média 235.2076627 42.314073 44.25192 2.95833 .94697 3.7309 4 série matemática sd skew 40.02413 kurt 2.03466 .

evidenciando claramente um viés positivo para a raça branca. 31 .A tabela 2 nos mostra momentos da distribuição das notas por cada raça. é negativa.35. mas continua significativa. para as outras raças. a diferença de rendimento.34 pontos em média na soma das séries e notas. e implica em um déficit em média em comparação com os brancos de 17. percebemos que essa diferença se reduz. Isto mostra que há de fato um diferencial nas notas promovido pelo caráter racial. no resultado do modelo proposto. mostra que em relação aos negros. ao eliminarmos os efeitos das variáveis de controle. Além disso. que possui um ganho de aproximadamente 11. porém este efeito ainda possui como componentes as variáveis de controle.

487*** (18.69) -0.395*** (7.60) -11.16) 1.38) 2.32) -0.48) 4.6.39) -4.78) 0.67) 0.839*** (8.584*** (320.84) 3.47) 0. RESULTADOS Tabela 3 – Resultados da Regressão das Notas com a dummy de idenficação racial e de gênero para negros 4 série Português CPU_ALUNO_INTERNET 1.251*** (8.90) 4.77) 5.842*** (-10.55) 7.07) 2.376*** (93.721*** (5.33) 6.513*** (47.71) 0.646*** (369.90) -0.51) 0.85) 5.29) 0.54) 5.41) -1.195*** (12.004*** (42.93) 0.01) 1.373*** (13.76) -1.21) 5.155** (-2.656*** (342.0156 (-0.50) 4.793*** (16.596*** (289.688*** 8 série Matemática 3.727*** (47.21) 1.888*** (6.796*** (49.137 (-1.90) 1.02) -9.51) -2.419*** (45.453*** (10.16) 1.457*** (84.47) 5.46) 4.029*** (19.285** (2.87*** 4 série Matemática 1.563*** (45.105*** (10.004*** (32.735*** (-20.900*** (40.191*** (4.587*** 32 CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EFM_PAI_ALUNO EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO EFM_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO .91) 4.889*** (17.134*** (42.05) 0.66) 3.78) 5.296*** (27.541*** (39.194*** (25.89) 0.93) 0.445*** (-13.772*** (-16.359*** (43.526*** 8 série Português 4.613*** (17.95) -0.07) -1.253*** (38.133*** (42.98) 0.

80) -1.076*** (-9.29) 4.437*** (71.01*** (-183.398*** (5.203*** (24.03) 7.641*** (-3.79) -0.94) 2.589*** (50.280** (-3.60) -1.00778*** (22.094*** (19.314*** (11.10) -0.86) 2.00249*** (-6.91) 0.096*** (-19.28) 8 série Matemática (-28.43) 2.58) 6.58) -0.811*** (6.460*** (9.489*** (-17.797*** (6.007*** (22.762*** (19.40) 8 série Português (-50.702*** (-25.198* (2.11) -0.18) 5.214*** (44.30) -1.06) 0.188* (-2.062*** (-13.88) -13.65) 9.020*** (26.535*** (3.45) -0.10) -13.49) -1.61) ABANDONOU_ALUNO -3.211*** (-5.15) 33 REPROVADO_ALUNO NORTE NORDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVER PROFCOR INCENTIVOESTUDAR_ALUNO SEGUNDOGRAU LOG_SALARIO EXPERIENCIA_PROFESSOR .43) 1.07) 0.19) -2.633*** (34.49) -2.759*** (-5.54) -13.00851 (-0.514*** (97.67) -1.0156 (-0.08) 0.63) -0.249*** (12.04) -0.65*** (-166.31) -2.32) 1.41) 5.871*** (-10.686*** (-4.22) -0.50) -2.623*** (12.77) 4 série Matemática (-91.53) 0.42) -0.427*** (-22.0276 (-1.50) 4.0650** (-3.809*** (-13.790*** (8.046*** (83.89*** (-174.04) -0.332*** (28.00206*** (-5.92) 2.86) 0.12) 1.57*** (-171.92) 4.75) -14.4 série Português (-117.42) 3.15) 7.61) LIVROS_ALUNO 0.18) 0.132*** (125.88) 0.00484*** (8.26) 0.387*** (34.04) 2.525*** (-25.868*** (-14.

75) -0.702*** (-61.97) -4.114 (-0.44*** (142.17) -0.48) -1.216*** (-38.76) -0.368*** 8 série Matemática 0.712*** (-4.152 (-1.20*** (19.39) -0.80) 0.70) -0.692*** (-9.46*** (16.14) -5.65) -0.053*** (-5.569*** (-48.518*** (-3.79) -0.06) 1.89) -0.00225** (3.229 (-0.71) -3.117 (1.76) -6.260*** (5.199** (2.52) 7.000757 (1.004*** (52.442** (-3.592 (-1.01) 0.36) -0.16) -1.144*** (-44.00374*** (5.331 (-1.605*** 34 SEXO_ALUNO SEXO_PROFESSOR_MASCULINO -0.217** (-2.428*** (-6.27) -0.10) -0.0681 (0.04) -3.44) 10.0245 (0.56) -1.60) 1.65) -7.555*** (-18.37) -3.195* (-2.258** (-3.832*** (4.143*** (-14.41) 2.75) -0.0736 (-0.06) -0.0573 (-0.19) -0.70) -3.52) 4 série Matemática 0.314*** (-16.313*** (5.55) 7.14) -9.32) -7.50) -0.4 série Português EXPERIENCIA_SQR 0.09) 0.40) 16.626*** (-92.30) RAÇA_ALUNO_PARDO 0.92) -6.42) -0.084*** 8 série Português 0.045* (-2.122*** (-20.374* (-1.188 (-1.45) -0.262*** (-40.375* (-2.24) 14.41) -1.949*** RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_INDIO ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL IDENTIFICACAO_PRETOS .0810 (-0.959*** (-58.31) 0.89) 1.143 (-1.000535 (0.527*** (-3.97) -1.78) 6.043*** (-12.821*** (-60.68) -0.03) -0.83) -2.000*** (-9.

Sudeste.255 4 série Matemática (6. mas não obteve um resultado contundente no sentido de realmente gerar um diferencial considerável.28*** (115. se o aluno trabalha. Fonte: Prova Brasil 2007. *** p<0.29) 59. rodado no STATA/10.94) 74.25) 92.253 8 série Português (3. a administração da escola ser federal. Os sinais deram o esperado. Municipal. Porém o sinal da identificação corrobora a hipótese levantada no início da dissertação As variáveis de controle que mais apresentaram influência foram a média da turma. nos parênteses * p<0.378*** (3. ** p<0.35) 0. Professor Branco. vemos que reduzimos o diferencial na nota dos negros para os brancos em 28%.63) 49.08) 0. A tabela acima mostra o resultado do modelo proposto para Identificarmos os efeitos do pareamento de raça e gênero entre professores e alunos.1 e com a identificação passaram a elevar sua nova em 1.8 em média. 35 .001 Grupo Base (Categóricas Nulas): Aluno Branco.15) 1220800 0. Além disso. A identificação por gênero deu significativa do ponto de vista estatístico. de forma a analisarmos o impacto da identificação no resultado do aluno.211 8 série Matemática (4. indicando que o modelo apresentou consistência.69*** (95.38) 1185748 0.4 série Português (5.01. já que em média os negros apresentam um déficit de 7.351*** (4.05.242 _cons N R-sq test.54) 1187237 0.77) 1183603 0. O resultado foi composto pela identificação entre a raça dos negros com os seus respectivos professores.413*** (3.06) 0. e se o aluno possui computador. Adm.433*** (4. e o efeito é positivo indicando um possível efeito da identificação no sentido de melhorar a nota do aluno.39*** (88. se já foi reprovado.63*** (71.90) IDENTIFICACAO_GENERO 0.

00777*** -22.02 -0.Tabela 4 – Resultados da regressão de notas com dummy para identificação racial e de gênero 4 série Português CPU_ALUNO_INTERNET 1.219*** -45.656*** -342.422*** -8.529*** (-91.82 5.556*** -57.211** (-2.789*** -16.31) 5.61 0.666*** (-20.00254*** (-7.608*** -46.75 7.3 -0.278*** -59.00214*** (-5.507*** (-17.927*** -6.78 4.752*** -5.737*** -18.080*** -66.39 4.82) -0.11) 0.646*** -368.441*** -84.36 1.279*** -8.16) 0.716*** (-50.07 1.3 -0.678*** -60.19 -3.571*** -17.13) 6.00460*** -8.46 6.70) 3.035*** -42.319*** -44.607*** (-29.16 4.00) 2.71 1.169*** -12.584*** -320.976*** -26.779*** -19.578*** -47.23 0.389*** -14.68 0.04 -9.71) 0.28 -0.07) 5.75 1.92 36 CPU_ALUNO_SEMNET BANHEIRO_ALUNO MEDIADATURMA EME_PAI_ALUNO MORAPAI_ALUNO EME_MAE_ALUNO MORAMAE_ALUNO PREESCOLA TRABALHA_ALUNO LIVROS_ALUNO ABANDONOU_ALUNO .87 0.806*** (-10.69 5.550*** -45.73) 5.115* (-2.974*** -42.82 0.28 -2.69 4.58 8 série Matemática 4.183*** -3.42 -11.10) -0.01 -4.88 0.08 5.597*** -289.548*** (-25.31 -2.374*** -93.916*** -51 0.0977 (-1.621*** -62.67) 8 série Português 4.947*** -49.472*** -10.92) 4 série Matemática 1.21 0.51 5.67 -1.88*** (-117.

44) -0.000709 -1.53 3.00226** -3.755*** -4.72) 4 série Matemática -13.141*** -11.94*** (-175.13 4.993*** -18.223*** -11.715*** (-26.95 5.91 5.76) -2.1 2.035*** -82.523*** (-23.18 0.40) 0.03) 1.54) 1.486*** -97.806*** -6.27 0.57 0.791*** (-9.93 2.98 -0.81) -1.114*** -22.206* -2.79 2.0084 (-0.0284 (-1.003*** -5.73) 0.528*** -10.631*** -34.74) -1.38 -0.12) -0.388*** -4.04) 0.4 série Português REPROVADO_ALUNO -14.553*** (-92.51 0.54) -0.140*** (-10.48 37 NORTE NORDESTE SUL CENTROESTE FAZDEVERPORT PROFCORPORT INCENTIVOESTUDAR_ALUNO SUPERIOR log_salario EXPERIENCIA_PROFESSOR EXPERIENCIA_SQR SEXO_ALUNO .687*** -7.997*** -52.140*** -125.0690*** (-3.34 0.00385*** -5.63) -2.16 -9.32) -1.58 0.22 4.76 -1.000517 -0.12 7.852*** (-13.117*** (-19.189*** -43.07 -5.59*** (-171.49*** -143.824*** -6.51) 1.192* -2.374*** -34.455*** -72.97 1.619*** -3.320*** -28.902*** (-14.010*** (-12.167*** (-44.75 5.32) 0.1 9.686*** -12.01 0.02 0.583*** -50.48) -0.0147 (-0.05) 8 série Matemática -13.01*** (-183.824*** (-5.760*** (-5.35) 0.197*** -24.43 6.45 1.73*** (-167.57 -0.27 8 série Português -13.6 10.22 7.81) -2.279** -3.

131 -1.390*** (-4.35 -1.84 -6.06) -0.48) 16.6 0.12) -2.56 0.09 0.7 -0.377** -3.837*** (-54.287*** -16.35) -0.455*** (-11.89*** 8 série Matemática 0.310*** -15.4 -0.98) 0.08) 0.209 (-1.436*** (-6.29 58.92 -0.209** -2.484*** (-5.255*** -17.55 -3.83 0.15 (-1.29 89.17) 1.0114 (-0.842*** (-32.29) 0.415*** -3.05 -0.64) -5.998*** (-12.45 -6.336*** -4.828*** (-14.61) -2.621 (-1.353*** -4.97 72.24 7.85*** 8 série Português -0.68) 7.52) 1.349 -1.899*** (-51.04 0.387* -2.302*** -5.704*** (-41.83 -0.4 -0.127*** (-51.574*** -8.22) 1.SEXO_PROFESSOR_MASCULINO 4 série Português -0.49) -0.503* -2.64 48.437*** -4.72 -0.352** -2.268 (-0.356*** (-4.95) 0.10) 0.227*** (-15.336 -1.84 -2.88) -1.92*** 38 RAÇA_ALUNO_PARDO RAÇA_ALUNO_PRETO RAÇA_ALUNO_AMARELO RAÇA_ALUNO_INDIO RAÇA_PROFESSOR_PARDO RAÇA_PROFESSOR_PRETO RAÇA_PROFESSOR_AMARELO RAÇA_PROFESSOR_INDIO ADMINISTRAÇÃO_FEDERAL ADMINISTRAÇÃO_ESTADUAL IDENTIFICACAO_RACIAL IDENTIFICACAO_GENERO _cons .34) 1.331*** -5.69) 0.0631 (-0.75 -1.19) 0.113*** (-14.86 0.0995 -0.700*** (-9.360*** -16.302*** -3.03) -2.252*** (-5.161 -0.15*** -19.74 0.363 -1.63) -0.108* (-2.17*** -15.858*** (-33.92) -6.33) 14.06) 1.01 0.169 (-1.12 -1.48*** 4 série Matemática 0.418*** (-5.61) -0.

*** p<0.37) 4 português 3. sem especificar o grupo racial que ocorre a identificação.76) 1.584** (-3. melhoram suas notas. que recebem a identificação racial.05.4 série Português -88. podemos concluir daí que na média. * p<0.53) 8 português 3.391*** (20.39) -0.21 8 série Matemática -93.07) 0.37) Fonte: Prova Brasil 2007/STATA10 39 .858*** (-3. e o professor branco também produz um efeito positivo.078*** (-6. esta pode estar produzindo um resultado que não é estritamente positivo pela identificação.599*** (4.25 1220800 0.639 (-0.242 Grupo Base (Categóricas Nulas): Aluno Branco. rodado no STATA/10. Municipal.16) 2.13 1187237 0. logo. Tabela 5 – Resultados da regressão de notas identificando a identificação racial para todos os tipos raciais.40) 8 matemática 3.37) -0.173 (0.819*** (-5. como a nota dos alunos brancos é superior na média.503 (1. ** p<0. IDENTIFICACAO_BRANCOS 4 matemática 3.62) -1.014 (0.373*** (18. *** p<0.59) 1.05. A tabela 3 fica mais consistente.04) 1.992* (2.750 (1.735*** (21.001 Fonte: Prova Brasil 2007.166*** (17.51) -0.01.998 (1.96 N R-sq Estatísticas t nos parênteses 1183603 0.84) -4. pois explora a identificação racial de um grupo racial que apresentou os menores coeficientes de rendimentos. Professor Branco.56) IDENTIFICACAO_INDIO Estatística t * p<0.001 -3.82) 0.462*** (4.253 8 série Português -111.01.26) 0.66 1185748 0.0832 (-0.255 4 série Matemática -71. alunos do grupo dos negros. A tabela acima representa a identificação racial e de gênero. ** p<0.83) -0.439* (-2. Adm. Sudeste. se mesmo assim a identificação é positiva. em comparação com os outros.07) 1.510* (-2.52) IDENTIFICACAO_PRETOS IDENTIFICACAO_PARDO IDENTIFICACAO_AMARELO -0.

que são os do gênero masculino e da cor branca leva vantagem na comparação entre os outros. quase todos os resultados deram significativos. ilustramos esta tabela apenas pelo seu diferencial. vemos que a variável raça influencia de forma contundente as notas. Porém vislumbramos que a identificação dos negros passou neste teste de robustez.A tabela 5 mostra o resultado parcial de uma regressão linear com as mesmas variáveis das demais tabelas. e também cujas mães trabalhem com áreas relacionadas à matemática. como os resultados das variáveis de controle ficaram muito parecidos. indicando que a hipótese da identificação se comporta de forma satisfatória para o grupo racial dos negros. Analisando ainda o grupo de controle que predica os alunos. e apontam para um argumento de que as crianças tendem a se tornar mais aptas a prática didática com professores do mesmo sexo. do ponto de vista de contribuir para a nota final. Não podemos. Como mostram os dados. pois o grupo dos amarelos. Análise sobre os alunos Percebe-se que o grupo em que estão caracterizados pela nulidade entre as variáveis categóricas. contudo defender a primeira identificação. entre as crianças de escolas particulares. Porém vislumbramos que as estudantes estão levando vantagem com relação à nota de português. O grupo que mais perdeu em desempenho comparado com o grupo base. Porém nos dois grupos mais díspares da distribuição das notas. Uma explicação pode ser retirada do artigo de Carrington (2007). a proporção entre os sexos dos professores da amostra é viesada para o gênero feminino. como demonstra a tabela 1. eles concluem que os principais fatores que acentuam as diferenças entre as notas dos alunos de sexos diferentes são. 40 . que possuem mães altamente educadas. Neste caso vemos que a identificação racial parece não incidir sobre todas as raças. sendo esta (perda) caracterizada meramente pela raça foi a do fenótipo preto. índios e pardos ficaram ou sem significação ou com resultados negativos. que é a divisão da identificação racial por cada fenótipo. o qual levanta a pergunta se o gênero do professor realmente importa. No artigo de Fryer e Levitt (2009). como descrito anteriormente. pois recebe o efeito do grupo dos brancos e professores possuir melhor rendimento.

Esse coeficiente é bastante acentuado. há alguns estudos que reavaliam a questão das diferenças entre gêneros. Por enquanto já temos subsídios suficientes. seja em problemas comuns do cotidiano seja em situações meramente acadêmicas”. os estudos que relacionam o gênero como um fator importante na habilidade do indivíduo com a matemática relacionam o medo da matemática como um fator que afeta as mulheres. que de acordo com a literatura é responsável por uma queda acentuada no aproveitamento acadêmico do aluno. pois não há sequer uma literatura que corrobore um déficit no aprendizado devido às características cognitivas e não cognitivas diferentes entre as raças. em média. o que parece ser um indício de que há um preconceito. para deduzir que tais variáveis que indicam o fenótipo. Há evidência de que o fator sexo pouco afeta a qualidade das aulas de português e matemática. e inclusive avaliam a questão do medo de matemática (mathematics anxiety). Estas estão mostrando que as condições que propiciam um aprendizado melhor e que afetam de forma positiva no aproveitamento escolar dos alunos. provavelmente estão pendendo de forma negativa para o lado dos grupos cujos coeficientes foram mais negativos. mesmo 41 . que já sofreram uma reprovação. talvez haja essa diferença presente entre os sexos. para o grupo de controle dos alunos. como Richardson e Suinn (1972) que definem o medo de matemática como “um sentimento de tensão e ansiedade que interfere na manipulação dos números e na resolução de problemas matemáticos. a magnitude do coeficiente foi reduzida. apenas pelas conclusões vislumbradas na Tabela 1. ainda mais se comparamos com o coeficiente que indica o hiato entre as notas dos alunos. ao se caracterizar como preto o aluno ocorre. Análise sobre os professores Iremos agora adentrar nos efeitos do fenótipo dos professores. estão guardando informações além de uma mera característica de cor da pele. Implicando quase uma neutralidade de gênero. uma vez que. Além disso. Ou seja. Contudo. bem como o sexo sobre a nota final dos estudantes. e por isso. algo já estudado por alguns autores. num déficit na sua nota de forma contundente.

é maior entre os professores do gênero feminino do que os do sexo masculino. Este sintoma pode estar ligado tanto a fatores culturais. Ou seja. procurando solidificar esta discussão utilizando argumentos de que poderia haver menos interesse das mulheres por matemática. ou ansiedade da matemática. Vislumbrando este fato. o que nos mostra que a qualidade das aulas de matemática entre os sexos não advém da falta de interesse do sexo feminino em ministrar tais aulas. como aptidão entre homens e mulheres em seguir determinadas carreiras. Saindo da discussão de gênero. procura-se investigar esta questão. pois há uma supremacia feminina também nesta matéria. quanto dos professores. ou mesmo o desenvolvimento do cérebro. e adentrando na questão do fenótipo do professor vislumbramos que há um viés positivo em direção ao indivíduo de pele branca no desempenho da turma. é que a maioria dos professores de 4ª e 8ª séries são mulheres como indica a tabela 1. contudo.sem outros fatores que possam contribuir com a diferença no rendimento tanto do aluno. e Sul e Centro-Oeste levam vantagem. professores de pele branca tendem a auferir em suas turmas notas melhores computadas pela Prova Brasil. como Forgasız (2005). Outro fator que deixa esta análise mais delicada. indicando que as regiões Norte e Nordeste perdem em média para a região base (Sudeste). outros fatores que já foram discutidos na literatura. quando estes estão começando uma turma nova. ou baixa expectativa dos pais em relação aos estudos relacionados a métodos quantitativos. em 1989. assunto levantado pelo artigo de Wilder e Powell. Podemos apontar. 42 . Há também argumentos sobre diferenças biológicas entre os gêneros implicando que possam existir diferenças inatas sobre as habilidades com geometria especial. para as mulheres. percebemos que a proporção entre as matérias também não difere muito. como socioeconômicos. No artigo de Fryer e Levitt (2009). Peker (2007) em seu estudo mostra que o nível de medo da matemática. Análise sobre as escolas As escolas possuem um diferencial de nota por região.

aonde indivíduos que partilham do mesmo ambiente tendem a influenciar suas decisões. conclui-se que a média da turma influencia de forma bastante significativa. estaria em consonância com os nossos resultados. ao defender a federalização do ensino básico.Temos a constatação que as escolas federais possuem uma influencia muito positiva na nota final do aluno. Corroborando a hipótese de peer efect. 43 . Além disso. o nota final do aluno. significando que em média. mostrando que Darcy Ribeiro. 60% da nota da turma impacta na nota do aluno.

7. (1995). a percepção dessa realidade não desmotiva o questionamento da dissertação. sua raça e gênero se tornaria de alguma forma mais homogênea. uma forma que faria com que o desempenho dos alunos. merecem um estudo elaborado. mesmo no Brasil. chegamos à conclusão de que há um componente da identificação de raça e de gênero no desempenho dos alunos nos testes. uma política salarial bem definida e justa para os professores. e vai de encontro a literatura sobre a identificação nas salas de aula Dee(2001) e Ehrenberg et al. Não queremos aqui. que deve se tornar em breve uma das mais investigadas base de dados pelo seu esclarecimento das mais diversas variáveis que possam afetar o desempenho dos alunos. seria o aumento no quadro de professores das raças e gêneros sub representados. contudo. mostrando que a questão racial. possui uma influência no desempenho dos alunos. De qualquer forma. como o trabalho infantil. Com relação às outras questões que nos remetem de forma mais direta e apelativa. vis à vis. Além disso. bem como da criança como um indivíduo. que se provou positivo. a participação dos pais na vida escolar dos filhos. CONCLUSÃO Depois de analisar os resultados. segundo a nossa metodologia. Porém houve uma série de outros fatores mais contundentes. que impactam na nota dos alunos. formular qualquer plano para abordar a questão do ponto de vista definitivo. 44 . devemos salientar a abrangência e riqueza da base de dados.

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