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História da Pipa

A pipa tem suas origens no Extremo Oriente e, certamente, na China, onde ele nasceu há 3000
anos atrás. Intimamente ligada à religião e mitologia, ela foi usada para chamar a atenção das
mentes, e muitas vezes tinha a forma de um pássaro.

Pipa

Foi também utilizado para fins militares. Equipado com Aeolian harpas, as pipas foram liberados à
noite para assustar o inimigo a acreditar ea presença de espíritos malignos.

A pipa faz a sua aparição no Ocidente, com o desenvolvimento do comércio por rotas comerciais
da época.

Pipa

A prática de pipa foi difundido na Ásia e no mundo no século XII.

Marco Polo fez um estudo abrangente destes em sua descrição do mundo.

Os materiais utilizados foram bambu longa e seda, e papel.


Além do aspecto divertido ou religiosa, a pipa foi também apoio investigação científica.

Só em meados do século XVIII para encontrar vestígios de experiências como o escocês


Alexander Wilson, que mediu a mudança na temperatura do ar em função da altitude, com
termómetros associados a seis pipas juntos de trem para a mesma linha de contenção e espalhe
sobre uma altura de 900 metros.

Pipa

Ou como o mais famoso, Benjamin Franklin em 1752 que mostrou que o raio era um fenômeno
elétrico e não de origem divina, lançando um papagaio em uma tempestade.

Pipa

Em 1890, William Eddy inventou o diedro pipa (V peça-hastes, permitindo um ângulo) que leva
seu nome, Eddy, e formará a pipa mais clássico e mais conhecido.

Trabalho de investigação sobre as pipas foram utilizados para a base da aeronáutica, e permitiu
que o homem para satisfazer essa vontade antiga de voar.
Os pioneiros do gênero usando pipa grandes que garantiram elevação estável bem adequada.

Entre esses pioneiros, o americano Samuel Franklin Cody continua a ser o mais famoso.

Em 1948, um engenheiro da NASA Francis Rogallo, estava desenvolvendo um flexível para de


permitir ao mesmo de adaptar em vento. Sua asa é o ancestral de ultraleves, asa-delta e os
papagaios acrobáticos.Em 1901, ele patenteou uma versão alada da pipa celular, que levantou
um homem.

Em 1963, Domina Jalbert inventou a parafoil, no princípio da asa de avião. Frameless pipa, feita
de sacos flexíveis, enchendo de ar durante o vôo.

Fonte: jean.balsalobre.pagesperso-orange.fr

Origens

Câmara Cascudo alude a Arquitas de Tarento, contemporâneo de Platão (século V a.c.), a


invenção da pipa;
Segundo estudiosos, o empinamento de pipas é praticado no Extremo Oriente desde as primeiras
eras;

O Ocidente só efetivou sua prática a partir do século XIV. Os primeiros mercadores portugueses,
ingleses e holandeses é que teriam trazido a pipa para a Europa;

Teorias, lendas e suposições tendem a demonstrar que o primeiro voo de uma pipa ocorreu em
tempos e em várias civilizações diferentes, mas a data aproximada gira em torno de 200 anos
antes de Cristo.

O local: China.

No Egito hieróglifos antigos já contavam de objetos que voavam controlados por fios. Os fenícios
também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus e polinésios.

Curiosidades importantes

O grande navegador Marco Polo (1254-1324) explorou as potencialidades da pipa, embora


levado por motivos menos lúdicos. Conta-se que, em suas andanças pela China, ao ver-se
encurralado por inimigos locais, fez voar uma pipa carregada de fogos de artifício presos de
cabeça para baixo, que explodiram no ar em direção à terra, provocando o primeiro bombardeio
aéreo da história da humanidade.

O gênio italiano Leonardo Da Vinci, em 1496, fez projetos teóricos com nada menos que 150
máquinas voadoras, também baseados na potencialidade das pipas.

Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a importância das


pipas na história da Ciência. Prendendo uma chave ao fio de uma pipa, ele a empinou num dia de
tempestade. A eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo-se
assim o parar raio.

Foi graças ao conhecimento das pipas que o grande Santos Dumont conseguiu voar no famoso
14 Bis que, no final das contas, não deixa de ser uma sofisticada pipa com motor.
George Cayley, em 1809, realizou, através das pipas, o primeiro pouso acontecido na História,
experiência com fundamentos aeronáuticos que mais tarde seriam utilizados na NASA pelo
engenheiro americano Francis M. Rogallo com as naves Apolo, que criou assim os paraquedas
ascensionais (parawings), que permitem ainda hoje um perfeito controle do retorno à terra das
cápsulas espacias.

A pipa também prestou relevantes serviços aos Exércitos como meio de comunicação à
distância:

1. Na Guerra de Secessão nos Estados Unidos, os Federais usaram-na para lançar panfletos
sobre as tropas dos sulistas
2. Na Primeira Guerra Mundial, ela serviu para elevar aos ares espiões, que buscavam
informações a respeito das instalações inimigas;

Em 12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer experiências com a


transmissão de rádio, teste que, mais tarde, seriam utilizados por Graham Bell em seu mais
notório invento: o telefone.

O empinamento de pipas é o esporte favorito do povo das Ilhas Maldivas e é considerado o


esporte nacional no Tibete. Na Indonésia é um símbolo espiritual.

Nomes

A pipa é chamada de várias formas e significados pelo mundo, por exemplo:

Alemanha - Drachen, Papierdrachen, Hirschkafer, e, no leste, Alf

Argentina - Barrilete, Cometa e Volantin

Chile - Volantin e Cambucho

China - Feng-cheg (jogo ou joguete do vento)

Cuba - Capuchina, Chiringa

Espanha - Cometa

EUA e Inglaterra - Kite

França - Cerf-volant

Itália - Aquilone e Ciervo volante

México - Papaloti (mariposa)

Rússia - Z'=mei (serpente)

Uruguai - Cometa
Outros países de língua espanhola - Birlocha, Pandorga, Milocha, Bola, Papalote, Pájara,
Pajarilla, Pájaro, Bitano, Dragon.

Como significado, a palavra "Dragão" revela-se a mais universal (Alemanha, Bohêmia,


Dinamarca, Armênia, Suíça, Hungria e em muitos países de língua espanhola). A origem desta
preferência remonta à mitologia oriental, segundo a qual o dragão produz vento e chuva,
benefícios para a humanidade.

A pipa no Brasil

Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596.

Um fato pouco conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando
sentinelas avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais
uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os negros já
cultuavam-na como oferenda aos deuses.

Os nomes que a pipa ganhou aqui derivam do animismo que o povo atribuiu ao objeto. Por sua
semelhança com a "arraia" ou "raia", a pipa é assim chamada em muitos lugares do país.

Por sua variedade de cores e pela circunstância de voo ela é também denominada "papagaio".

O próprio nome "pipa" deriva da semelhança que o objeto tem com a vasilha bojuda de madeira
que serve para conter líquidos;

No Rio Grande do Sul é uma autêntica tradição espanhola o velho costume de empinar pipas na
sexta-feira santa. As pessoas saem cedo de casa, com um farnel na mão e a pipa pendurada nas
costas, e seguem para os cerros da região, longe dos fios que fazem a transmissão de energia,
para dedicar-se ao esporte.

Além dos conhecidos nomes "pipa", "arraia" ou "raia", "papagaio", "pandorga" e suas
variantes, é chamada de muitas outras formas nas regiões do país:

Amazonas - Cangula, Guinador, Frade, Curica e Estrela

Ceará - Barril, Bolacha, Cangulo, Estrela e Pecapara

Rio de Janeiro - Cafifa, Laçadeira, Estilão, Gaivota, Marimba, Pião, Modelo, Quadrado e
Carambola

Maranhão - Jamanta (quando grande) e Curica (quando pequena)

Pernambuco - Camelo e Gamelo

Rio Grande do Norte - Coruja

Minas Gerais - Frecha, Catita, Quadra e Lampião


São Paulo - Rainha, Peixinho, Quadrado, Quadrada, Quadradinha e Índio

Pará - Maranhoto, Curica, Pote, Guinador e Cangula

Rio Grande do Sul - Churrasco, Barrilete, Arco, Estrela, Caixão, Bidê, Bandeja, Navio e Pipa

Santa Catarina - Papagaio e Barrilote

Construção e empinamento

Uma pipa se constitui das seguintes partes principais: armação, amarração, cobertura, rabo e
linha (cordel).

A armação é o esqueleto da pipa. É formada por varetas, barbante, e em alguns casos, substitui-
se este por fios de arame, muito finos. As varetas são feitas, geralmente, de taquara, bambu ou
do eixo da palha de coqueiro. As mais simples das pipas são feitas de duas varetas cruzadas em
xis, com suas extremidades unidas por cordão.

A amarração é formada por meio de fios que prendem e firmam o esqueleto da pipa. Para ligar a
pipa ao cordel a amarração é feita, normalmente, dos ângulos superiores e do centro à
extremidade da linha principal.

A aderência da cobertura às varetas e cordéis é feita com cola. Em nossos dias utiliza-se muito a
cola industrial, abundante e de fácil aquisição, sendo preferida a do tipo "cola-tudo", encontrável
em qualquer estabelecimento comercial. Entretanto, é comum, ainda, principalmente no interior, o
próprio empinador fazer sua cola, à qual chama de "grude" ou "goma".

Há, pelo menos, duas modalidades de fabricação caseira: o grude cru e o cozido. É feito com
uma mistura de farinha (de trigo, mandioca ou polvilho) e água, dependendo da prática do
fabricante conseguir uma boa cola, "no ponto" ideal para uma perfeita aderência dos materiais a
serem unidos.

A cobertura mais comum é a feita com papel encerado e ou de seda, preferindo-se material
colorido. Com o advento do tecido conhecido por nailon, têm aparecido muitas pandorgas
utilizando dito material, bem como o conhecido isopor, muito leve e de fácil preparo para tomar a
forma que se deseja. Há uma grande variedade de papel que se presta a confecção de pipas.

O rabo costuma ser feito com tiras de pano, inteiriças ou em pedaços. É muito comum usar-se
gravatas velhas para tal. Faz-se, também, rabos com pedacinhos de papel (papelotes), inseridos
em um barbante. É peça importante pois é ele que dá o necessário equilíbrio à pipa.

O cordel é a linha mais ou menos forte que sustenta a pipa pelos tirantes. Com o advento das
cordas de nailon este material vem tomando preferência, por ser muito resistente e de pouco
peso, não sendo de admirar que, com o correr do tempo, substitua ele totalmemte os cordéis e
barbantes de algodão, pita ou sisal, correntes em nosso comércio. O cordel é enrolado ou
enovelado e vai sendo solto à medida que o engenho sobe.
Para se construir uma pipa simples é necessário um quadrado de papel colorido (papel de seda)
com 50 centímetros (em média) de lados ou um pouco mais. A armação é feita de taliscas muito
finas, de madeira leve e flexível e pregadas no papel com cola (comumente feita em casa e
chamada de "grude"). A cauda (ou rabo, ou ainda rabada) é feita com tiras do mesmo papel
amarradas numa linha (pedaço do cordel);

O costume de "envenenar" pipas é universal. Este procedimento é feito para disputas entre elas.

Para tal feito existem, pelo menos, duas maneiras distintas: a da linha (cordel) "envenenado"
(com o cerol) e a do rabo (ou rabada) com um objeto cortante. A linha "envenenada" transforma-
se numa terrível arma cortante.

Perigo das pipas

O cerol e o vidro utilizados para "envenenar" pipas às vezes causam graves acidentes, por seu
poder cortante.

Para empinar pipas deve ser observada uma regra básica: nunca empinar pipas em locais
onde houver cabos elétricos aéreos.

A pipa pode encostar num cabo elétrico e, se sua linha estiver molhada ou enrolada num objeto
de metal (uma lata, por exemplo), ela se transforma num excelente condutor de eletricidade.

Roberto Azoubel

Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br

História da Pipa

Pipas: Origens, lendas, mitos...

A história das pipas é recheada de mistérios, de lendas, símbolos e mitos, mas principalmente de
muita magia, beleza e encantamento. Tudo de ter começado quando o homem primitivo se deu
conta de sua limitação diante da capacidade de voar dos pássaros. Essa frustração foi o mote
para que ele desse asas a sua imaginação.
O primeiro vôo do homem está registrado na mitologia grega e conta que Ícaro e seu pai, Dédalo,
aprisionados no labirinto de Creta pelo rei Minos, tentaram alcançar a liberdade voando.
Construíram asas com cera e penas e conse-guiram escapar. Apesar das recomendações do pai
embevecido pela possibilidade de dominar os ventos, Ícaro negligenciou a prudência e chegou
muito perto do Sol, que derreteu a cera das asas e precipitou-o ao mar matando-o.

De qualquer forma o homem não parou por aí. Mesmo levando em conta o estranho acidente da
lenda de Ícaro, ele continuou a ousar, desafiando a natureza com sua imaginação. As pipas
nascem desta tentativa frustrada de voar, quando o homem transferiu para um artefato de
varetas, papel, cola e linha sua vontade intrínseca de planar, de alçar vôo de terra firme.Teorias,
lendas e suposições tendem a de-monstrar que o primeiro vôo de uma pipa ocorreu em tempos e
em várias civilizações diferentes, mas, com toda certeza, a data aproximada gira em torno de 200
anos antes de Cristo.
O local: China.

No Egito hieróglifos antigos já contavam de objetos que voavam controlados por fios. Os fenícios
também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus e polinésios. Até o grande
navegador Marco Polo (1254 - 1324) explorando-lhe as potencialidades, embora levado por
motivos menos lúdicos. Conta-se que, em suas andanças pela China, ao ver-se encurralado por
inimigos locais, fez voar uma pipa carregada de fogos de artifício presos de cabeça para baixo,
que explodiram no ar em direção à terra, provocando o primeiro bombardeio aéreo da história da
humanidade.Nos países orientais foi e continua sendo grande a utilização de pipas com motivos
religiosos e místicos, como atrativo da felicidade, sorte, nascimento, fertilidade e vitória. Exemplo
disto são as pipas com pintura de dragões, que atraem a prosperidade; com uma tartaruga (longa
vida); coruja (sabedoria) e assim por diante.
Outros símbolos afastam maus espíritos, trazem esperança , ajudam na pesca abundante. As
pinturas com grandes carpas coloridas representam e atraem o desenvolvimento do filhos.
Nesses aspectos mistico-religiosos, continua sendo muito grande a utilização de pipas como
oferenda aos deuses nos países orientais.

Um dos quatro elementos fundamentais da civilização ocidental, o vento no caso das pipas,
passou rapidamente de inimigo a aliado, pois com o domínio correto de suas correntes e
velocidades, o homem conseguiu inteligentemente chegar perto do sonho de voar. O grande
mestre e pesquisador de pipas e ação dos ventos é um eolista, palavra criada a partir de Éolo, o
deus dos ventos na mitologia grega. Quando Ulisses, famoso personagem do livro Odisséia, de
Homero, chegou à ilha Eólia, foi muito bem recebido pelo rei, que o hospedou e a seus
companheiros durante um mês.
Ao partir, o herói recebeu uma caixa contendo todos os ventos e que deveriam continuar
aprisionados, com exceção de um, que, solto, levaria o navio diretamente de volta a Ítaca, sua
cidade natal. No caminho os companheiros de Ulisses imprudentemente abriram a tampa,
pensando que continha vinho. Saíram de dentro da caixa os ventos proibidos e furiosos que
tocaram o navio para trás. Éolo entendendo que aquela gente teria alguma oculta maldição dos
deuses, não os ajudou e ainda por cima os expulsou da Eólia.
A histórias das pipas data de muitos séculos e se confunde com a própria história da civilização,
sendo utilizada como brinquedo, instrumento de defesa, arma, objeto artístico e de
ornamentação. Conhecido como quadrado, pipa, papagaio, pandorga, barrilete ou outro nome
dependendo da região ou país, ela é um velho conhecido de brincadeiras infantis. Todos nós,
com maior ou menor sucesso, já tentamos empinar um. E temos obrigação de preservar sua
beleza e simbologia, pois uma infância sem pipa certamente não é uma infância feliz. As pipas
adornam, disputam espaço, fazem acrobacias, mapeiam os céus. São a extensão natural da mão,
querendo tocar nas ilusões.

Ciência, Descobertas e Pesquisas

Além do aspecto puramente lúdico, de lazer e encantamento diante das possibilidades de fazer
com que os ventos trabalhem a nosso favor, as pipas, ao longo da história, tiveram uma
importância fundamental nas pesquisas e descobertas científicas.
O inglês Roger Bacon, no ano de 1250, escreveu um longo estudo sobre as asas acionadas por
pedais, tendo como base experiências realizadas com pipas. O gênio italiano Leonardo Da Vinci,
em 1496, fez projetos teóricos com nada menos que 150 máquinas voadoras, também baseados
na potencialidade das pipas.
No século 18, época das grandes descobertas, o brasileiro Bartolomeu de Gusmão mostrou os
projetos de sua aeronave Passarola ao rei de Portugal, graças a estudos conseguidos através
das pipas.

Em 1749, na Grã Bretanha, Alexandre Wilson empinou um série de seis pipas presas em uma
mesma linha (trem), cada qual carregando um termômetro, conseguindo determinar as variações
de temperatura, em função das diferentes altitudes.
Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a impor-tância das
pipas na história da Ciência.

Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele empi-nou num dia de tempestade. Acontece que a
eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo assim o para-raio.
Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a importância das
pipas na história da Ciência.
Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele empinou num dia de tempestade. Acontece que a
eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo assim o para-raio.
George Cayley, em 1809, realizou, através das pipas, o primeiro pouso acontecido na História,
experiência com fundamentos aeronáuticos que mais tarde seria utilizado pela NASA através do
engenheiro americano Francis M. Rogallo com as naves Apolo, que criou assim os pára-quedas
ascensionais (parawings), que permitem ainda hoje um perfeito controle ao retorno à terra das
cápsulas espaciais.

Foi através das pipas que o grande Santos Dumont conseguiu voar no famoso 14 Bis que, no
final das contas não deixa de ser uma sofisticada pipa com motor.
Em 1894, B.F.S. Baden Pawell o irmão mais novo de Baden Pawell, o fundador do escotismo,
elevou-se três metros do chão por um trem de quarto pipas hexagonais com 11 metros de
envergadura cada, tornando-se o primeiro homem erguido do chão com auxílio de pipas, fato que
mais tarde seria repetido em escala militar por exército durante a 1a Grande Guerra Mundial. Em
12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer experiências com a transmissão de
radio, teste que, mais tarde, seriam utilizados por Graham Bell em seu invento, o telefone.
Mais recentemente, durante a II Guerra Mundial, uma pipa em forma de águia seria empregada
pelos alemães para observar a movimentação das tropas aliadas ou como alvo móvel para
exercícios de tiros.
Os exemplos se multiplicam. Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores
portugueses por volta de 1596 que, por sua vez, as conheceram através de suas viagens ao
Oriente. Um fato pouco conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando
sentinelas avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais
uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os negros já
cultuavam-na como oferenda aos deuses. A exemplo do Éolo da mitologia grega, os negros
também tinham o seu deus dos ventos e das tempestades, personificado na figura de Iansã.
Através desses fatos temos uma gama muito grande de utilização das pipas através dos tempos.
Elas simbolizam o poder espiritual dos homens, um grande instrumento na busca de novas
descobertas e objeto capaz de tornar realidade o antigo desejo de voar, o sonho de Ícaro e de
toda humanidade.

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