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Resumo – Cadeia de transporte de elétrons e fosforilação oxidativa

Nos resumos anteriores estudamos como obtemos Uma das moléculas é a ubiquinona, NADH e NADPH
energia, que é pela oxidação da glicose e flavoproteinas. Além disso, o grupo Heme C, este
principalmente, porém como essa energia da graças a uma parte prostética na proteína, pode
oxidação é guarda ou enviada para várias partes do aceitar de 1 a 2 elétrons. Possui um complexo heme
corpo? bem característico, como na hemoglobina, com essa
comparação já temos uma ideia da utilização de
Agora vamos estuda a forma do ATP e a grande elétrons.
cadeia de transporte de elétrons.

O fluxo de elétrons
Este fluxo ocorre no ciclo de Krebs, e vamos estudar
como se precede. Inicialmente há a necessidade de
oxigênio, como já sabemos e esta cadeia ocorre nas
mitocôndrias.

Componentes, organização e fluxo de elétrons

Na membrana interna da mitocôndria (cristas


mitocondriais), é que temos o fluxo de elétrons, nos
Veja que a ubiquitina possui oxigênios ligados, que
quais vão reduzir alguns substratos.
podem reduzir e se transformar em hidroxilas. Por
serem reversíveis, estes elétrons podem ser
transferidos facilmente, além do fluxo de prótons,
que também possui grande importância.

Vemos que temos complexos multienzimáticos, nos


quais possuem carreadores.

Em 1, temos a oxidação de NADH e movimento de


prótons, em 2 se procede a conversão de succinato Observe que a porfirina possui N, alto doador de
em fumarato, em 3 um alto movimento de prótons, elétrons com estrutura cíclica e centro com ferro, no
e em 4 a obtenção de água. qual tem dois níveis de oxidação. No grupo Heme C,
ligações tioester, e parte hidrossolúvel com
Na membrana, uma série de proteínas vai ser
interações eletroestáticas com a membrana interna.
responsável por carrear os elétrons. Por parte vamos
Em Heme A, um grupo prostético. Para todos, um
citar suas funções e ações:
centro de ferro, que ajuda na transferência de
elétrons.

Proteínas de Fe com S revertem muito bem à


oxidação do Fe, variando assim sua oxidação e
transferindo elétrons.
Em todas as moléculas, sempre temos algum grupo
de mudança na posição dos elétrons (ressonância)
ou mesmo um grupo de diferente oxidação. Portanto
é fácil caracterizar moléculas desse tipo, utilizadas
no fluxo de elétrons.

Este fluxo é causado por diferenças de energia


padrão de redução, ou seja, eletroquímica.

Outra obtenção de elétrons na crista é pela


lançadeira de G3P.

A reação é bem mostrada na figura e veja como


depende de reação secundaria e NADH.

Portanto, temos:

O ciclo de Krebs necessita do malato e este é


transferido do espaço intermembrana, para a matriz
e assim subsequentemente. Com isso necessitamos
Na parte II, quando temos a reação com succinato, da lançadeira de Malato-Aspartato.
os elétrons vão para FADH2, que depois passam para
a coenzima Q (ubiquinona). Na conversão de FAD Veja que a partir da lançadeira de malato, temos a
para FADH2, a etapa da glicólise auxilia no fluxo de oxidação do NADH dentro da intermembrana, a
elétrons. assim mais um elétron para o fluxo.

Na figura a seguir, mostra como no complexo I,


ocorre a transferência de elétrons:
ideal de energia para a formação de água.

Na parte III, temos alto fluxo de elétrons, com


transferência de prótons pata a intermembrana.
Aqui o ubiquinol transfere elétrons para o citocromo
c, em uma primeira oxidação, seguido de uma
segunda com a utilização de prótons. Nessa segunda, Agora, todo esse blábláblá e nada de ATP. Você se
é que os prótons são transferidos. Portanto aqui perguntou e dai que forma água, esta não foi
temos altos saltos de elétrons. utilizada para nada, os elétrons só passaram, mais a
nossa verdadeira moeda de energia não é o ATP?

É agora que entra o porquê das diferenças de


gradiente energético e fluxo de prótons.

A ATP sintase

Na ultima parte, a IV, temos a formação de água, a


partir da redução do oxigênio, parte muito
importante onde o citocromo se oxida.

Na imagem superior, temos o gradiente potencial da


membrana, e graças a isso temos a promoção de
prótons que irá atuar na ATP sintase.

A seguir a representação da ATP sintase:

Em todas as transferências de prótons, estes são


utilizados rapidamente para a redução de algumas
moléculas na transferência de elétrons.

A seguir, temos um gráfico mostrando a diminuição


de energia dos elétrons, até chegarem num patamar Após a formação do gradiente de H+, que é forçado
pelas rações, temos a tendência da volta deste H+
por difusão, ou seja, as cargas tendem a se balancear
e este fluxo rápido é que gera o ATP, um transporte
ativo. 4 H+ são utilizados na síntese de ATP e 1 no
transporte de ADP, ATP e Pi.

A seguir temos a representação da reação:

Por ultimo, vamos intender como funciona a


fosforilação oxidativa nas reações.

Mecanismos que coordenam a fosforilação


oxidativa às principais vias catabólicas

O ATP é o grande controlador do CK, e ao mesmo


tempo em que é gerado é gasto, sendo assim cíclico.
Agora vamos ver a estequiometria desta reação:

Na imagem a baixo temos as relações de regulação


Veja que a utilização do O2 é só para a diferença de da via:
potencial, e não é utilizada diretamente na obtenção
de ATP, mas podemos utiliza-la para mostrar a
equivalência na produção de ATP.

Para complementar, temos o saldo energético, mais


como curiosidade, o importante é o tanto que
produzimos de ATP, ou seja, o total:

Algumas toxinas atuam nesta regulação, nos


causando a parada de produção de ATP, a seguir
alguns desacopladores e inibidores:
(não só o em vermelho é importante, ambos são; na
tabela deveria estar grifado ambos em vermelho)

 Inibidores

 Sitio de ação de inibidores e


desacopladores

 Desacopladores

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