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Orientação prática para preenchimento da Planilha de Contagem IFPUG

A planilha de contagem está dividida em cinco partes: Contagem, Funções,


Deflatores, Sumário 1 e Sumário 2 (Figura 1). Cada aba possui campos
específicos que devem ser preenchidos adequadamente, conforme descrito a
seguir. Observe quer os campos de preenchimento automático (fundo cinza) não
devem ser alterados, o seu valor é carregado com base em outros campos da
planilha.

Figura 1 - Abas

Contagem

Esta primeira parte é referente as informações da contagem, como o propósito,


escopo e documentação utilizada na análise da contagem, vide Figura 2:

Figura 2 - Identificação da Contagem

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Os campos Empresa, Aplicação, Tipo de Contagem, Nível de Detalhe,


Projeto, Responsável, Criação, Revisor, Revisão, Tecnologia e Versão do
Guia devem ser preenchidos de acordo com a solicitação de contagem.

Já, os campos PF IFPUG, PF Local da FS e PF Local da EM são preenchidos


automaticamente, estes se referem as medidas relevantes a demanda, segundo
as regras do IFPUG e/ou regras de algum guia local de contagem (ex: Roteiro
de Métricas do SISP).

PF IFPUG: Representa o tamanho funcional do projeto baseado nas regras do


manual de práticas de contagem (CPM) do IFPUG. Não utiliza deflatores e nem
contabiliza os itens não mensuráveis.

PF Local FS: Medição para remuneração da Fábrica de Software. Equivalente


à medição IFPUG, porém inclui o uso de deflatores e contabiliza itens não
mensuráveis previstos em contrato. Por exemplo, o esforço para alterar uma
funcionalidade existente, normalmente, é menor que o esforço para criá-la.
Assim, é aplicado um deflator de 50% para as funções alteradas.

PF Local EM: Medição para remuneração do Escritório de Métricas. Equivalente


à medição IFPUG. Porém, considera os itens não mensuráveis previstos em
contrato. Diferentemente do PF Local FS, o esforço para o escritório
medir/estimar uma funcionalidade é igual independentemente se a
funcionalidade está sendo incluída, alterada ou excluída da aplicação pela
Fábrica de Software. Por esta razão os deflatores não são aplicados.

Funções

Esta segunda parte contém a explicação da medição. Nela deve haver a


informação necessária para o analista justificar a sua contagem perante alguma
parte que não esteja de acordo com os seus resultados. Ela está ilustrada na
Figura 3:

Figura 3 - Aba de Contagem de Pontos de Função

Os campos Aplicação, Projeto, Responsável, Revisor, Empresa, Tipo da


Contagem, PF IFPUG, PF Local da FS e PF Local da EM são recuperados da
aba Contagem.

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As demais informações devem ser preenchidas de acordo com a contagem,


conforme orientação a seguir:

Função: É a lista dos Processos Elementares ou Grupo de Dados. Preencha


com o nome da função, seja ela uma função de dados ou uma função de
transação;

Tipo: É o tipo da função. Preencha com a sigla que representa a classificação


da função contada. Para as funções mensuráveis, as opções são:

• Entrada Externa – EE

• Saída Externa – SE

• Consulta Externa – CE

• Arquivo Lógico Interno – ALI

• Arquivo de Interface Externa – AIE

Para os itens não mensuráveis contidas no Roteiro de Métricas do SISP:

• Páginas Estáticas – PAG

• Manutenção Cosmética (atrelada a algo não funcional) – COSNF

• Dados de Código – DC

Manutenção: É o fator gerador para uma determinada função ter entrado no


escopo da contagem. Preencha com as siglas I (incluída), A (alterada), E
(excluída) ou as siglas referentes aos itens não mensuráveis. A lista das siglas
dos itens não mensuráveis está presente na aba Deflatores.

TD (Quantidade de Tipos de Dados): É necessária na determinação da


complexidade de uma função de dados ou de transação. Deixe em branco se
estiver realizando a Contagem Estimativa da NESMA, onde uma função de
dados é considerada como de complexidade baixa e uma função de transação
como de complexidade média. Também não deve ser preenchido no caso de se
utilizar a Contagem Indicativa da NESMA onde um ALI contribui com 35 PF e um
AIE com 15 PF.

AR/TR: Quantidade de Arquivos Referenciados na medição de uma função


de transação ou Quantidade de Tipos de Registro na medição de uma função
de dados. Deixe em branco ao utilizar a Contagem Estimativa da NESMA, onde
uma função de dados é considerada como de complexidade baixa e uma função

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de transação como de complexidade média. Também não deve ser preenchido


no caso de se utilizar a Contagem Indicativa da NESMA onde um ALI contribui
com 35 PF e um AIE com 15 PF.

Complexidade: Calculado pela planilha de acordo com a quantidade de Tipos


de Dados e a quantidade de Arquivos Referenciados ou Tipos de Registro,
conforme o Tipo de Função no caso de uma contagem detalhada ou com base
apenas no tipo de função no caso de uma Contagem Estimativa da NESMA.
Assume os valores: Baixa, Média ou Alta.
PF IFPUG: Representa a contribuição dos Pontos de Função da medição da
respectiva função. É calculado pela planilha;
PF Local da FS: Representa a contribuição dos Pontos de Função da função
considerando os deflatores e os itens não mensuráveis previstos em contrato.
Será utilizado para remuneração da Fábrica de Software. É calculado pela
planilha;
PF Local da EM: Representa a contribuição dos Pontos de Função da função
considerando os itens não mensuráveis previstos em contrato. Será utilizado
para remuneração do Escritório de Métricas. É calculado pela planilha;

As colunas Complexidade e PF IFPUG utilizam-se das tabelas da Figura 4 em seu


processamento.

Figura 4 - Tabela de Complexidade

Origem: Utilize este espaço para documentar qual o insumo utilizado para
identificar a função relativa àquela linha. Qual caso de uso, qual tela, qual
relatório, enfim, algo que permita a você justificar a contagem daquela função;
Observações: Utilize este espaço caso necessite expressar alguma informação
complementar referente a função contada.

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Deflatores
Esta aba está destinada para o cadastro dos deflatores. Ela está dividida em
itens mensuráveis e não mensuráveis conforme Figura 5. Já consta na planilha a
lista dos principais tipos de manutenção segundo as regras do IFPUG e Roteiro
de Métricas do SISP, mas se for necessário, é possível cadastrar outros.

Figura 5 - Aba de Deflatores e INMs

Para cadastrar um novo item, deve-se preencher as colunas Descrição,


Origem, Sigla e Contribuição em PF Local.

Descrição: discrimina o tipo de manutenção ou o tipo da função (em caso de


itens não mensuráveis);
Origem: trata-se da referência ao manual/guia que especifica o uso do deflator;
Sigla: para cada tipo deve-se criar uma sigla, esta será utilizada na aba Função
para caracterizar o tipo de manutenção da função ou o tipo da função (em caso
de itens não mensuráveis);
Contribuição em PF Local: pode ser percentual ou fixa para os tipos de
manutenção (Figura 6) e apenas fixa para os itens não mensuráveis (Figura 7).

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Figura 6 - Tipos de Manutenção (Aba Deflatores)

Figura 7 - Itens Não Mensuráveis (Aba Deflatores)

Sumário 1
Esta aba contém informações com o resumo da medição ou estimativa, com
base nos itens preenchidos na aba Funções.
No quadro da Figura 8 apresenta o sumário de funções por Tipo e Complexidade.
As áreas destacadas com cores, fornecem a distribuição percentual dos pontos
de função conforme o tipo.

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Figura 8 - Sumário 1 da Contagem (Parte 1)

E, logo abaixo deste quadro, há o resultado em PF não ajustado da Contagem


Detalhada do IFPUG, da Contagem Estimativa da NESMA e da Contagem
Indicativa da NESMA (Figura 9).

Figura 9 - Sumário 1 da Contagem (Parte 2)

Sumário 2
Esta aba contém informações como o resumo da medição, com base nos itens
preenchidos na aba Função. Apresenta o total em PF não ajustado e ajustado
de acordo com os deflatores para os itens Funcionais e não Funcionais (Figura
10).

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Figura 10 - Sumário 2 da Contagem

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