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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA
CURSO DE DIREITO

WANESSA TRINDADE DE ARAUJO CALIXTO DA FONSECA

A RELATIVIZAÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

São Gonçalo - RJ

2015
WANESSA TRINDADE DE ARAUJO CALIXTO DA FONSECA

A RELATIVIZAÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Monografia apresentada à Pró-reitoria


Acadêmica do Curso de Direito da
Universidade Salgado de Oliveira –
UNIVERSO, como parte dos requisitos
necessários para conclusão do curso.

Orientador: Profª

São Gonçalo - RJ

2015
WANESSA TRINDADE DE ARAUJO CALIXTO DA FONSECA

A RELATIVIZAÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Monografia apresentada ao Curso de Direito da Universidade Salgado de Oliveira –


UNIVERSO, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharelado em
Direito. Área de concentração: Direito Constitucional.

Aprovado em _________ de _________________ de 2015.

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________

PROF.

____________________________________________

PROF.

______________________________________________

PROF.
DEDICATÓRIAS

A Ana Clara e Jefson;


As flores e espinhos que impulsionam a perseverança.
Aos professores Serlen Fernando Santarém Xavier, Durval Duarte e Phelipe
Valente; pela diferença entre estudante, pessoa e aluno.
“Vida é vida – seja de um gato ou seja de um cão ou de um homem. Não há
diferença entre um gato e um homem. A ideia de diferença é a concepção humana
para vantagem do homem.”
(Sri Aurobindo)
ABREVIATURAS E LISTA DE ABREVIATURAS

Art. Artigo de leis


CRFB Constituição da República Federativa do Brasil
RESUMO
ABSTRACT
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 10
1 PERSPECTIVA HISTÓRIA DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 00
1.1 Direitos de Primeira Geração 00
1.2 Direitos de Segunda Geração 00
1.3 Direitos de Terceira Geração 00
2 CONSTITUIÇÕES NACIONAIS: EVOLUÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS 00
3 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 00
4 DIREITOS RELATIVOS X DIREITOS ABSOLUTOS 00
5 DIREITO INDIVIDUAL, COLETIVO E DIFUSO 00
6 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS E DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA 00
6.1 Direito à vida 00
6.2 Direito à liberdade 00
6.3 Direito à educação 00
6.4 ..... 00
7 APLICAÇÃO PRÁTICO JURÍDICA 00
CONCLUSÃO 00
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 00
INTRODUÇÃO

A Relativização dos Direitos e Garantias Fundamentais aduz em sua


expressão mais genérica, que se trata simplesmente da aplicação pura dos direitos
humanos, da dignidade da pessoa humana. A menção a esta matéria relaciona-se a
expectativa de um fato que exerça distinção entre classe social, raça, sexo, religião,
etc..
Ser fundamental talvez implique de forma bastante razoável, de serem
direitos absolutos. Todavia, é mister ressaltar que doutrinariamente esta discussão
não é abarcada. Exceto, quando se aborda o direito de não ser torturado, já que
segundo, o mestre e doutor em Direito, professor Daniel Sarmento se trata de um
direito absoluto, já que está intrinsecamente ligado à dignidade da pessoa humana.
O ilustre docente trouxe à luz essa contenda em seu livro, A ponderação de
interesses na Constituição Federal:

“O princípio da dignidade da pessoa humana


representa o epicentro axiológico da ordem
constitucional, irradiando efeitos sobre todo o
ordenamento jurídico (...) pode ser dito que o
princípio em questão é o que confere unidade
de sentido e valor ao sistema constitucional,
que repousa na ideia de respeito irrestrito ao
ser humano - razão última do Direito e do
Estado.”.

Não obstante as teorias de relativização, as doutrinas, dissertam não com


inferior importância, porém com menor amplitude, sobre conceitos de direitos
absolutos e relativos, onde na insurgência de uma lide, o resultado será ponderado
na equidade da relação entre as partes.
Didaticamente a lógica conceitual parece inquestionável. Juridicamente
também. Entretanto um estudo sistemático da Constituição da República Federativa
do Brasil apresenta alguns descaminhos na análise desses conceitos. Afinal, como
relativizar os direitos de um brasileiro nato?
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e a
propriedade, nos termos seguintes:

LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o


naturalizado, em caso de crime comum,
praticado antes da naturalização, ou de
comprovado envolvimento em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;”.

Atribuir a concepção de direito relativo quando apreciado direitos como


extradição, banimento, tortura, entre outros tantos, rompe a conexão racional outrora
estabelecida.
Convenientemente pode se suscitado se haveria diferença na aplicação ou
teor do Direito se sua classificação fosse distinta. O Direito é uno e para todos, e
acredita-se que sua aplicação respeite as igualdades e desigualdades da forma mais
proporcional possível. Para tanto, os Direitos e Garantias Fundamentais podem
afetar o indivíduo de forma coletiva ou difusa. Esse entendimento traz reflexos na
primazia da aplicação do direito no ordenamento jurídico. Não se trata apenas da
justiça como uma conformidade do que é direito, mas de que sua aplicação seja
justa, íntegra, reta.
Vislumbrar a doutrina e a aplicação dos direitos e garantias fundamentais é
estabelecer uma relação intimista com a Constituição Federal. É estabelecer uma
nova visualização prática da pirâmide de Kelsen, contemplando uma inversão que
alicerça todas as normas, e não apenas uma fática subordinação das demais
normas em detrimento da Carta Maior. Propor, respeitosamente, que a atribuição
dos ramos de direito surjam de uma mesma estrutura sendo alimentados pela
mesma raiz. Já que esta surge de um processo estrutural político, jurídico e social,
tendo por uma de suas premissas básicas a garantia dos direitos.
Direito do homem, possui tantas concepções que extravasam normas
materialmente formais, podem advir de um cunho jusnaturalista com uma
significação, que embora estabeleça um liame com a norma positiva, é adversa, já
que assegura a existência de um direito que não está escrito; mas que existem na
própria essência humana. E no tocante da própria etimologia da expressão
“humana”, como seria possível relativizar ou não um direito e/ou garantia
fundamental de um povo ou de uma nação?
O Estado, na mais é, que uma instituição organizada nas esferas política,
social e jurídica. A regência de suas leis é realizada, em regra, por um governo
transitório, de representação político-partidária; desta transitoriedade, o sustentáculo
do homem, enquanto pessoa humana, certamente repousa nos direitos e garantias
fundamentais, positivados ou intrínsecos. Tocante que vale ressaltar o egrégio
entendimento do juiz de direito, professor Ingo Wolfgan Sarlet:

“A dignidade da pessoa humana, na condição


de valor fundamental atrai o conteúdo de todos
os direitos fundamentais, exige e pressupõe o
reconhecimento e proteção dos direitos
fundamentais de todas as dimensões. Assim,
sem que se reconheçam à pessoa humana os
direitos fundamentais que lhes são inerentes,
em verdade estar-se-á negando-lhe a própria
dignidade”.

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