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Biologia Celular

Biologia Celular

Biologia celular, ou Citologia, é o ramo da biologia que estuda as células,


tanto eucariontes como procariontes, no que diz respeito às suas estruturas
internas ou externas, funções, e sua importância na constituição, benéfica ou
maléfica, dos seres vivos. O estudo busca compreender o ciclo de vida destes
seres, além dos seus reflexos no funcionamento de diferentes meios.

Esta área de conhecimento surgiu após o desenvolvimento de técnicas


de microscopia óptica, que permitiu a observação de seres muito pequenos, os
quais foram dados o nome de célula (do latim Cella, que significa pequenos
alojamentos). Tal necessidade de saber mais sobre esses seres resultaram no
avanço de tecnologias que impulsionaram ainda mais os estudos, como o
surgimento do microscópio eletrônico e suas respectivas técnicas.

Toda célula apresenta componentes denominados organelas (bem


desenvolvidas ou não), que desempenham as funções que garantem a vida
destes pequenos seres. As organelas celulares compreendem: A membrana
citoplasmática, o núcleo, as mitocôndrias, os retículos endoplasmáticos liso e
rugoso, os lisossomos, os ribossomos, o complexo de
Golgi, nucléolo, peroxissomos, centríolos, citoesqueleto e cloroplastos e parede
celular (sendo este último encontrado somente em bactérias e em células
fúngicas e vegetais).

Célula

As células são as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos.


Alguns organismos, tais como as bactérias, são unicelulares (consistem em
uma única célula). Outros, tais como os seres humanos,
são pluricelulares (várias células).

O corpo humano é constituído por aproximadamente 10 trilhões (mais de 1013)


de células; A maioria das células vegetais e animais têm entre 1 e 100 µm e,
portanto, são visíveis apenas sob o microscópio; a massa típica da célula é
um nanograma.

A célula foi descoberta por Robert Hooke em 1663 ou 1665. Em 1837, antes de
a teoria final da célula estar desenvolvida, Jan Evangelista Purkyně observou
"pequenos grãos" ao olhar um tecido vegetal através de um microscópio. A
teoria da célula, desenvolvida primeiramente em 1838 por Matthias Jakob
Schleiden e por Theodor Schwann, indica que todos os organismos são
compostos de uma ou mais células. Todas as células vêm de células
preexistentes. As funções vitais de um organismo ocorrem dentro das células,
e todas elas contêm informação genética necessária para funções de
regulamento da célula, e para transmitir a informação para a geração seguinte
de células.

A palavra "célula" vem do latim: cellula (quarto pequeno). O nome descrito para
a menor estrutura viva foi escolhido por Robert Hooke. Em um livro que
publicou em 1665, ele comparou as células da cortiça com os pequenos
quartos onde os monges viviam.

As células foram descobertas entre 1663 e 1665 pelo inglês Robert Hooke. Ao
examinar em um microscópio rudimentar, uma fatia de cortiça, verificou que ela
era constituída por cavidades poliédricas, às quais chamou de células
(do latim "cella", pequena cavidade). Na realidade Hooke observou blocos
hexagonais que eram as paredes de células vegetais mortas.

Enquanto isso, Antonie van Leeuwenhoek (1632–1723), um holandês que


ganhava a vida vendendo roupas e botões, estava gastando seu tempo livre
moendo lentes e construindo microscópios de qualidade notável. Ele
desenhou protozoários, tais como o Vorticella da água da chuva, e bactérias de
sua própria boca.[10] Van Leeuwenhoek foi contemporâneo e amigo do
pintor Johannes Vermeer (1632-1675) da cidade de Delft que foi pioneiro no
uso da luz e da sombra na arte ao mesmo tempo em que van Leeuwenhoek
estava explorando o uso da luz para descobrir o mundo microscópico.

Em 1838 Matthias Schleiden e Theodor Schwann, estabeleceram o que ficou


conhecido como teoria celular: "todo o ser vivo é formado por células tronco".

As células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma


solução aquosa concentrada de substâncias químicas e substâncias físicas,
o citoplasma em que se encontram dispersos organelos (por vezes
escrito organelas, organóides, orgânulos ou organitos).

As formas mais simples de vida são organismos unicelulares que se propagam


por cissiparidade. As células podem também constituir arranjos ordenados,
os tecidos.

Células Procarióticas

As células procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito


diferentes das eucariontes. Em geral, são bem menores e menos complexas
estruturalmente do que as células eucarióticas. A sua principal característica é
a ausência da cariotecaindividualizando o núcleo celular ao qual chamamos de
nucleoide., pela ausência de alguns organelos e pelo pequeno tamanho que se
acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos
originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma
de um anel associado a proteínas básicas e não a histonas (como acontece
nas células eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados
e associados a histonas).

Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de


Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que
o DNA fique disperso no citoplasma. Como organela, só possuem ribossomos.
A este grupo pertencem:

Bactérias

Cianófitas (Cyanobacterias)

PPLO ("pleuro-pneumonia like organisms")

Células incompletas

As bactérias dos grupos das Rickettsias e das clamídias são muito pequenas,
sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de
auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só
proliferarem no interior de outras células completas, sendo,
portanto, parasitas intracelulares obrigatórios.

Diversas doenças de importância médica tem sido descritas para organismos


destes grupos, incluindo algumas vinculadas aos psitacídeos (papagaios e
outras aves, a psitacose) e carrapatos (a febre maculosa, causada
pela Rickettsia rickettsii).

Estas bactérias são diferente dos vírus por apresentarem:

conjuntamente DNA e RNA (já foram encontrados vírus com DNA, adenovirus,
e RNA, retrovírus, no entanto são raros os vírus que possuem DNA e RNA
simultaneamente);

parte incompleta da "máquina" de síntese proteica celular necessária para


reproduzirem-se;

uma membrana celular semipermeável, através da qual realizam as trocas com


o meio envolvente.

Células eucarióticas
As células de um organismo eucariota (esquerda) e um organismo
unicelular procariota (direita)

As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são


mais complexas que as procariontes. Possuem membrana
nuclear individualizada e vários tipos de organelas. Todos
os animais e plantas são dotados deste tipo de células.

É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de


aperfeiçoamento contínuo das células procariontes, o que chamamos
de Endossimbiose.

Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou
para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje
se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado
milhões de anos. Acredita-se que a célula "primitiva" tivesse sido bem pequena
e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho ×
funcionamento era necessário que crescesse.

Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente


prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram,
adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco
inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo
endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e
originou outras estruturas intracelulares como o complexo de
Golgi, vacúolos, lisossomos e outras.

Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há


uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a
existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um
ser com uma célula maior possuía dentro de sí uma célula menor mas com
melhores características, fornecendo um refúgio à menor e esta a capacidade
de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra.

Nesse grupo encontram-se:

Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente,


apenas, um grande vacúolo central)

Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos


vacúolos)

Componentes subcelulares
Todas as células, tanto procariontes quanto eucariontes, tem
uma membrana que envolve a célula, que separa o interior de seu ambiente,
regula o que se move dentro e para fora (seletivamente permeável), e mantém
o potencial elétrico da célula. Dentro da membrana,
um citoplasma salino ocupa a maior parte do volume da célula. Todas as
células possuem DNA, o material hereditário dos genes, e RNA, contendo as
informações necessárias para sintetizar várias proteínas como enzimas, as
máquinas primária da célula. Existem também outros tipos de biomoléculas nas
células. Esta seção lista estes componentes primários da célula, e em seguida,
descreve brevemente a sua função.

Membrana

O citoplasma de uma célula está rodeado por uma membrana celular


ou membrana plasmática. A membrana plasmática em plantas e procariontes é
normalmente coberta por uma parede celular. Esta membrana serve para
separar e proteger uma célula do seu ambiente circundante e é feita
principalmente a partir de uma camada dupla de lipídeos (hidrófoba semelhante
as moléculas de gordura) e moléculas de fósforo hidrofílicas. Assim, a camada
é chamada uma bicamada de fosfolípido.

Pode também ser chamada de uma membrana mosaico fluido. Incorporadas


dentro desta membrana há uma variedade de moléculas de proteínas que
actuam como canais e bombas que movem diferentes moléculas para dentro e
para fora da célula. A membrana é dita ser 'semi-permeável', na medida em
que pode deixar uma substância (molécula ou íon) passar livremente, passar
através de uma forma limitada ou não passar de jeito nenhum. As membranas
da superfície celular também contém proteínas receptoras que permitem que
as células detectem moléculas externas de sinalização, tais como hormonas.

Citoesqueleto

O citoesqueleto atua para organizar e manter a forma da célula; âncorar


organelas no lugar; ajuda durante a endocitose, a absorção de materiais
externos por uma célula, e na citocinese, a separação de células filhas após
a divisão celular; e move partes da célula em processos de crescimento e de
mobilidade. Normalmente, 20-35% das proteínas de uma célula estão ligadas
ao citoesqueleto embora esta quantidade possa variar sendo
consideravelmente maior nas células musculares. O citoesqueleto eucariótico é
composto por microfilamentos, filamentos intermediários e microtúbulos. Existe
um grande número de proteínas associadas a eles, cada uma controlando uma
estrutura da célula, orientando, agrupando, e alinhando os filamentos. O
citoesqueleto procariótico é bem menos estudado, mas está envolvido na
manutenção da forma da célula, na polaridade e na citocinese.

Material genético

Dois tipos diferentes de material genético existem: ácido


desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA). A maioria dos
organismos usa o DNA para o seu armazenamento de informação de longo
prazo, mas alguns vírus (por exemplo, os retrovírus) têm RNA como seu
material genético. A informação biológica contida num organismo é codificado
em seu DNA ou em sua sequência de RNA. O RNA é também utilizado para o
transporte de informação (por exemplo, RNA mensageiro) e
funções enzimáticas (por exemplo, o ARN ribossomal) em organismos que
utilizam DNA para o código genético em si. Moléculas de RNA de transporte
(RNA) são usadas para adicionar aminoácidos durante a tradução de
proteínas.

O material genético procariótico é organizado em uma molécula de DNA


circular simples (o cromossoma bacteriano) na região nucleoide do citoplasma.
O material genético eucariótico é dividido em diferentes moléculas, lineares
chamadas cromossomas dentro de um núcleo discreto, geralmente com
material genético adicional, em algumas organelas
como mitocôndrias e cloroplastos.

Organelas

O corpo humano contém muitos órgãos diferentes, tais como o coração,


pulmão e rim, com cada órgão exercendo uma função diferente. As células
também possuem um conjunto de "pequenos órgãos", chamado de organelas,
que são adaptados e/ou especializados para a realização de uma ou mais
funções vitais. Ambas as células eucarióticas e procarióticas têm organelas
mas organelas em eucarioticas são geralmente mais complexa e pode ser
envoltas em uma membrana.

Existem vários tipos de organelas em uma célula. Algumas (tais como o núcleo
e o complexo de Golgi) são tipicamente solitárias, enquanto outras (tais
como mitocôndrias, peroxissomas e lisossomas) podem ser numerosas
(centenas a milhares). O citosol é o fluido gelatinoso que preenche a célula e
rodeia os organelos.

Estruturas de fora da parede celular

Cílios

Em citologia, cílios são apêndices das células eucarióticas com movimento


constante numa única direção. Este nome provém do latim, com o significado
de pestana, pela sua similaridade aparente.

Cápsula

Uma cápsula gelatinosa está presente em algumas bactérias fora da parede


celular. A cápsula pode ser de polissacárido como
no pneumococos, meningococos ou de polipéptidocomo Bacillus
anthracis ou ácido hialurónico como em estreptococos.[20] As cápsulas não
são marcadas por coloração comum e podem ser detectadas por coloração
especial.

Flagelos

Flagelos são os organelos de mobilidade celular. Eles surgem a partir do


citoplasma por extrusão através da parede celular. Eles são longos e grossos
apêndices filamentados, proteínas em sua natureza. São mais comumente
encontrados em células de bactérias, mas também são encontrados em
algumas células animais. Alguns flagelos atuam como uma hélice rotativa em
contraste aos cílios que agem mais como um remo.

Fímbria

Fímbrias são apêndices em forma de filamentos ou franjas presentes em


bactérias. Este apêndices são menores, mais curtos e mais numerosos que os
flagelos. Eles são filamentos curtos e finos como cabelos, formados de proteína
chamada pilin (antigénico). Fímbrias são responsáveis pela fixação das
bactérias aos receptores específicos de células humanas (aderência).

Mitose

Etapas da mitose: I ao III prófase, IV metáfase, V e VI anáfase, VII e VIII


telófase.

Mitose (do grego mitos, fio, filamento) é o processo pelo qual


as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células menores
do corpo. Este processo dura, em geral, 52 a 80 minutos e é dividido em quatro
fases: Prófase, metáfase, anáfase e telófase. É uma das fases do processo
de divisão celular ou fase mitótica do ciclo celular.
Um dos pressupostos fundamentais e principais da biologia celular é o de que
todas as células se originam a partir de células pré-existentes, à excepção
do ovo ou zigoto que, nos seres vivos com reprodução sexuada, resulta da
união de duas células reprodutivas (gâmetas), cada qual com metade da
informação genética de seus pais.

A mitose é um processo de divisão celular, já que, a partir de uma célula


formada, originam-se duas células com a mesma composição genética (mesmo
número e tipo de cromossomos), mantendo assim inalterada a composição e
teor de DNA característico da espécie (exceto se ocorrer uma mutação,
fenômeno menos comum e acidental). Este processo de divisão celular é
comum a todos os seres vivos, dos animais e plantas multicelulares até
os organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal, ou até
mesmo o único, processo de reprodução (reprodução assexuada).

Comportamento dos cromossomos na mitose

Walther Flemming, estudando células epidérmicas de salamandra, notou


alterações no núcleo de uma célula que se divide. Primeiro, os cromossomos
tornavam-se visíveis como fios finos e longos no interior do núcleo (neste
estágio, quando é possível ver apenas um filamento, denominamos tal
filamento como cromatina), ficando progressivamente mais curtos e grossos ao
longo da divisão celular (vulgarmente: condensação).

Os primeiros citologistas concluíram, acertadamente, que isso se deve ao fato


de os fios cromossômicos enrolarem-se sobre si. Flemming notou que, quando
os cromossomos se tornam visíveis pela primeira vez, no início da divisão
celular, eles estão duplicados, o que se torna evidente à medida que a
condensação progride.

Em uma etapa seguinte do processo de divisão, o limite entre o núcleo e o


citoplasma (Membrana nuclear) , bem evidente nas células que não estão se
dividindo, desaparece e os cromossomos espalham-se pelo citoplasma. Uma
vez libertados do núcleo, os cromossomos deslocam-se para a região
equatorial (metáfase) da célula e prendem-se a um conjunto de fibras, o fuso
mitótico.

Imediatamente após terem se alinhado na região equatorial da célula, os dois


fios que constituem cada cromossomo, denominados cromátides-irmãs,
separam-se e deslocam-se para pólos opostos da célula (anáfase), puxados
por fibras do fuso mitótico, presas a seus centrômeros (região onde as
cromátides irmãs se unem). Assim, separam-se dois grupos de cromossomos
equivalentes, cada um deles contendo um exemplar de cada cromossomo
presente no núcleo original.
Ao chegarem nos pólos da célula, os cromossomos descondensam-se, em um
processo praticamente inverso ao que ocorreu no início da divisão. A região
ocupada pelos cromossomos em descondensação torna-se distinta do
citoplasma, o que levou os primeiros citologistas a concluir que o envoltório
nuclear era reconstituído após a divisão. O emprego do microscópio eletrônico,
a partir de segunda metade do século XX, confirmou a existência de uma
membrana nuclear, que se desintegra no início do processo de divisão celular e
reaparece no final. Enquanto os dois núcleos-filhos se reestruturam nos pólos
da célula, o citoplasma divide-se, dando origem a duas novas células. Estas
crescem até atingir o tamanho originalmente apresentado pela célula-mãe.

Os primeiros estudiosos da mitose logo verificaram, que o número, o tamanho


e a forma dos cromossomos variam de espécie para espécie. Os indivíduos de
uma espécie, entretanto, geralmente apresentam em suas células conjuntos
cromossômicos semelhantes. Por exemplo, uma célula humana tem 46
cromossomos (como as células são diplóides, tais cromossomos são divididos
em 23 pares) com tamanho e formas características, de modo que se pode
identificar uma célula de nossa espécie pelas características de seu conjunto
cromossômico (exceção feita a casos excepcionais como, por
exemplo, trissomias).

Os conjuntos cromossômicos típicos de cada espécie são


denominados cariótipos.

Ciclo celular

O ciclo celular compreende duas fases: a Intérfase e o Período de Divisão


Celular ou Fase Mitótica, este segundo também designado por mitose.

Intérfase

Período que vai desde o fim de uma divisão celular e o início da divisão
seguinte.

Como os cromossomos estão pouco condensados e dispersos pelo núcleo não


são visíveis a microscópio óptico. Nesta fase, por microscopia óptica, não
visualizamos modificações tanto no citoplasma quanto no núcleo. As células
porém estão em intensa atividade, sintetizando os componentes que irão
constituir as células filhas.

Compreende três fases:

Intervalo G1 ou pós-mitótico
Existe uma intensa atividade de biossíntese (proteínas, enzimas, RNA, etc.) e
formação de mais organelos celulares o que implica crescimento celular. No
final desta fase a célula faz uma "avaliação interna" a fim de verificar se ela
cresceu o suficiente. Caso a avaliação seja negativa, as células não se vão
dividir, passando ao estado G0 que dependendo da célula pode ter uma
duração variada, (Ex.: neurónios, fibras musculares, hemáceas, plaquetas, etc.)
e se a avaliação for positiva passa-se à fase seguinte.

Período S ou Período de Síntese

Vai ocorrer a auto-replicação semi-conservativa do DNA, passando cada


cromossomo a possuir dois cromatídios ligados pelo centrômero.

Intervalo G2 ou pré-mitótico

Decorre desde o final da síntese de DNA até o início da mitose, com a síntese
de biomoléculas essenciais à divisão celular. Esta aumenta a síntese de
proteínas gastando mais energia.

Ocorre também a duplicação dos centríolos (o que implica a formação de dois


pares) se a célula for animal (uma vez que estes não existem em células
vegetais).

Nesta fase haverá igualmente um período de "avaliação interna"; conforme o


sucesso da replicação semi-conservativa do DNA no período S, e conforme o
espaço na célula é suficiente ou não para o prosseguimento da mitose, haverá
o desenvolvimento do processo para a fase seguinte: Fase Mitótica.

Período de Divisão Celular ou Fase Mitótica

Esquema do ciclo celular: I=Interfase, M=Mitose. A duração da mitose em


relação às outras fases encontra-se exagerada.

A mitose é o período durante o qual ocorre a divisão celular que compreende


duas fases, a mitose e citocinese

Mitose

Processo durante o qual ocorrem transformações que levam à divisão da


célula, dando origem a duas outras com o mesmo número de cromossomos,
com quatro principais fases:
Prófase

Metáfase

Anáfase

Telófase

Prófase

No início da mitose, numa célula diplóide, o centrossomo e


os cromossomos encontram-se duplicados. Na prófase os cromossomos
começam a se condensar, tornando-se visíveis ao microscópio óptico. Cada
cromossomo é constituido por dois cromatídios unidos pelo centrômero,
chamados cromossomos dicromatídeos. Depois, os centríolos deslocam-se
para pólos opostos da célula, iniciando-se, entre eles, a formação do fuso
acromático ou fuso mitótico. Entretanto, o invólucro nuclear desorganiza-se e
os nucléolos desaparecem.

Essencial para a divisão dos cromossomos.

Prometáfase

A dissolução do envelope nuclear em fragmentos e seu desaparecimento


marca o início da segunda fase da mitose, a prometáfase. Os microtúbulos que
emergem dos centrossomas nos pólos do aparelho mitótico atingem
os cromossomas, agora condensados. Na região do centrómero,
cada cromátide irmã possui uma estrutura proteica denominada cinetócoro.
Alguns dos microtúbulos do aparelho ligam-se ao cinetócoro, arrastando os
cromossomas. Outros microtúbulos do aparelho fazem contacto com os
microtúbulos vindos do pólo oposto. As forças exercidas por motores proteicos
associados a estes microtúbulos do aparelho movem o cromossoma até ao
centro da célula.Ja se tornam visiveis por meio do microscópio óptico.

Metáfase

A metáfase (do grego μετά (meta, depois) e φάσις (fasis, estágio) é a fase
mitótica em que os centrômeros dos cromossomos estão ligados às fibras
cinetocóricas que provêm dos centríolos, que se ligam aos microtúbulos do
fuso mitótico. É a fase mais estável da mitose. Os cromatídeos tornam-se bem
visíveis e logo em seguida partem-se para o início da anáfase. É nesta altura
da mitose que os cromossomos condensados alinham-se no centro da
célula, formando a chamada placa metafásica ou placa equatorial, antes de
terem seus centrômeros duplicados e da ocorrência do encurtamento das fibras
cinetocóricas pelas duas células-filhas, fazendo com que cada cromátide-irmã
vá para cada pólo das células em formação.

Essa é a etapa em que os estudos do cariótipo são realizados, pois os


cromossomos estão totalmente condensados, tornando-se visíveis. Ocorre a
duplicação dos centrômeros no final da metáfase e no início da anáfase.

Anáfase

O centrômero duplica-se, separando dois cromatoplastídeos que passam a


formar dois cromossomos independentes. As fibrilas ligadas a estes dois
cromossomos encolhem, o que faz com que estes se afastem e migrem para
pólos opostos da célula - ascensão polar dos cromossomos-filhos. O que leva a
que no final, em ambos os pólos haja o mesmo número de cromossomos, com
o mesmo conteúdo genético e igual ao da célula mãe.

Telófase

Na Telófase os cromossomos se descondensam, os cromossomos filhos estão


presentes nos dois pólos da célula e uma nova membrana nuclear organiza-se
ao redor de cada conjunto cromossômico. Com a descondensação, os
cromossomos retornam à atividade, voltando a produzir RNA, e os nucléolos
reaparecem.

Durante a telófase, os cromossomos descondensam tornando-se menos


visíveis. O invólucro nuclear reorganiza-se em torno de cada conjunto de
cromossomos e reaparecem os nucléolos. O fuso acromático desaparece e dá-
se por concluída a cariocinese. No final da Telófase inicia-se o processo de
Citocinese.

A Citocinese consiste na divisão do citoplasma que leva à individualização das


células-filhas.

Nas células animais (sem parede celular) forma-se na zona equatorial um anel
contrátil de filamentos proteicos que se contraem puxando a membrana para
dentro levando de início ao aparecimento de um sulco de clivagem que vai
estrangulando o citoplasma, até se separarem as duas células-filhas. Como a
divisão é feita em forma de "estrangulamento", é chamada de citocinese
centrípeta.

Nas células vegetais (com parede celular) como a parede celular não permite
divisão por estrangulamento, um conjunto de vesículas derivadas do complexo
de Golgi vão alinhar-se na região equatorial e fundem-se formando a
membrana plasmática, o que leva à formação da lamela mediana entre as
células-filhas. Posteriormente ocorre a formação das paredes celulares de cada
nova célula que cresce da parte central para a periferia. (Como a parede das
células não vai ser contínua, vai possuir poros — plasmodesmos, que
permitem a ligação entre os citoplasmas das duas células). Como a citocinese
é feita de dentro para fora, é chamada citocinese centrífuga.

Comparações entre a mitose e a meiose

A mitose ocorre em todas as células somáticas do corpo e, por meio dela, uma
célula se divide em duas, geneticamente semelhantes à célula inicial. Assim, é
importante na regeneração dos tecidos e no crescimento dos organismos
multicelulares. Nos unicelulares, permite a reprodução assexuada.

Já a meiose, nos seres pluricelulares, só ocorre em células germinativas, com


duas divisões sucessivas. A célula-mãe se divide em duas, que se dividem de
novo, originando quatro células-filhas (três células-filhas no caso da oogénese)
com metade dos cromossomos da célula inicial: são os gametas,
geneticamente diferentes entre si.

Importância da mitose

Permite renovar as células com o mesmo material genético.

Nos seres unicelulares a mitose já possui o papel da reprodução em si, uma


vez que gera dois seres idênticos a partir de um.

Nos seres pluri ou multi celulares, a mitose possui três funções básicas e são
elas:

Crescimento corpóreo

Regeneração de lesões

Renovação dos tecidos

Utilização da mitose pelos seres humanos

Este processo biológico é rentabilizado pelo homem de diferentes modos:


como uma técnica agrícola - regeneração de plantas inteiras a partir de
fragmentos (por exemplo, cultivo de begónias, roseiras, árvores de fruta e
outras); em laboratório - onde bactérias geneticamente modificadas são postas
a reproduzirem-se rápida e assexuadamente, através de duplicação mitótica
(por exemplo, para produzir insulina); na exploração de cortiça - a casca dos
sobreiros é regenerada por mitose; e em muitas outras actividades que se
tornam possíveis graças à existência deste processo de duplicação celular.

Alguns componentes químicos das células:

Água
Sais minerais
Carboidratos
Lipídios
Proteínas
Ácidos nucleicos
Ácido desoxirribonucleico (DNA)
Ácido ribonucleico (RNA)

Estruturas celulares:

Membrana
Citoplasma
Núcleo

A Biologia Celular, também chamada de Citologia, é a parte da Biologia que se


dedica ao estudo das células e suas estruturas. É uma área bastante
importante, uma vez que a célula é a menor unidade viva de um organismo e é
utilizada para diferenciar um ser vivo daquele que não apresenta vida.

As células começaram a ser estudadas a partir dos trabalhos com cortiça


realizados por Robert Hooke em 1665. Esse pesquisador inglês foi o primeiro a
visualizar células em um microscópio. Como ele verificou células de cortiça
mortas, acreditou que essas estruturas eram apenas câmaras vazias, daí a
denominação célula, que significa pequena cela.

A membrana plasmática de uma célula possui como função principal controlar


o que entra e o que sai dessa estrutura. Graças a essa importante
característica, dizemos que ela possui permeabilidade seletiva. O modelo que
melhor representa a estrutura da membrana atualmente é o modelo do
mosaico fluido, que admite que ela é formada por uma bicamada fosfolipídica
onde estão imersas proteínas.
O citoplasma é um líquido viscoso presente entre o núcleo e a membrana onde
estão localizadas as organelas, que são estruturas responsáveis pelas mais
variadas funções da célula. Analisando as organelas celulares, também é
possível perceber a diferença entre uma célula eucariótica e uma procariótica.
Nessas últimas são encontrados apenas ribossomos, enquanto nas
eucarióticas uma variada gama de organelas é observada.

Biologia Celular é um campo científico que estuda as células. É também


chamado de Citologia ou Histologia e tem como propósito analisar como
funciona uma célula, suas organelas (espécie de órgão das células) e as
relações entre tecidos, órgãos e seres vivos que as células possibilitam. Seu
início aconteceu com a invenção do microscópio, isso porque,a partir daí, foi
possível o estudo das células e, posteriormente, das organelas. Mais tarde os
microscópios foram se aperfeiçoando e viraram microscópios eletrônicos.
Então, com a imagem mais ampliada, as estruturas celulares de células
animais, vegetais e de vírus puderam ser mais analisadas.

Existem as células animais e as células vegetais. As diferenças entre as duas


são bastante acentuadas. Mas também existem semelhanças. Algumas
diferenças vistas são, por exemplo, a forma da rígida da parede celular da
célula vegetal, em comparação com a membrana plasmática. Apesar da célula
vegetal ter essa parede semirrígida, a membrana tem menos rigidez, as duas
fazem a mesma função: a proteção da célula e o controle do que entra e sai
dela. Muitas outras organelas das duas células se parecem e outras divergem,
é comum ver semelhanças e diferenças em ambas.

As células são as menores partes vivas presentes no nosso corpo. É a unidade


responsável por formar todo o corpo humano, sendo que seu bom
funcionamento significa o correto funcionamento do corpo. Existem vários tipos
de células dentro do corpo humano, por exemplo. Essa variedade se explica
pelo fato das células serem parte de diferentes sistemas e funções no nosso
funcionamento. Existem células para o sistema digestivo, para o nervoso e
outros. Isso não impede que, entre as células, existam algumas características
semelhantes em todas; a presença de núcleo é um exemplo disso.

A biologia celular, ou citologia, é a ciência que estuda as unidades estruturais e


funcionais comuns à organização de todos os seres vivos. Uma célula
representa a unidade fundamental de todo ser vivo, é a menor porção de
matéria viva que pode se isolar e se reproduzir.

Biologia celular

Os primeiros microrganismos foram vistos e descritos por Antonie van


Leeuwenhoek (1632 – 1723), comerciante de tecidos da Holanda. Isso
provavelmente está exercendo sua profissão que busca melhorar as lupas
poder de ampliação, ele criou um microscópio simples recebendo alta
ampliação (300 ×), e ele inventou o primeiro microscópio óptico (ou
microscópio de luz), observando tudo o que veio a mão, a biologia celular
nasceu. Hoje, várias técnicas de observação permitem estudar as células.

estudo citoquímica : fixação da célula, a utilização de corantes com diferentes


afinidades com os produtos químicos de acordo com o seu pH (por exemplo
ADN em ARN verde, cor de rosa), usando reacções de antigénio-anticorpo e,
em seguida, a revelação do complexo imunológico com um corante e
visualização sob o microscópio de luz.

Fracionamento celular : moagem e centrifugação para isolar as diferentes


populações de organelas e estudo bioquímico das diferentes organelas.

Cultura in vitro : permite estudar células sob várias condições.

Micro-cirurgia : permite ablação ou transplante de organelas (estudo das


funções das organelas).

Autoradiografia : precursor radioativo (portanto destacável) incorporado pelas


células e detectado por radiografia.

Estudo da cinética da estrutura marcada graças a amostragens em série ao


longo do tempo

Citologia:

Citologia, atualmente designada Biologia Celular, é a ciência que estuda a


estrutura, a composição e a fisiologia das células, através das membranas
celulares, do citoesqueleto, das organelas citoplasmáticas e dos
componentes nucleares.

A palavra "citologia" vem do grego, onde kytos = célula e logos = estudo.

A Citologia é um dos ramos das ciências naturais e a sua história está


intimamente relacionada com o advento do microscópio.

O nome célula foi utilizado pela primeira vez em 1665, pelo cientista inglês
Robert Hooke em 1665, ao fazer a primeira observação de células em
fragmento de cortiça.

A Citologia (Biologia Celular) progrediu substancialmente no último século


graças ao aumento do poder de resolução dos instrumentos de análises,
desenvolvimento de novas tecnologias e à convergência da citologia com a
Genética (Citogenética), Fisiologia (Fisiologia Celular), Bioquímica
(Citoquímica), Imunologia (Imunocitoquímica), entre outras ciências.

Praticamente todas as transformações funcionais e físico-químicas do


organismo têm lugar na arquitetura molecular da célula, pelo que o
conhecimento da sua organização submicroscópica ou ultra-estrutural é de
interesse fundamental.

O descobrimento de sequências de aminoácidos, estruturas e disposição


tridimensional da molécula, os estudos sobre enzimas, o modelo molecular
do DNA, fizeram da Citologia um dos ramos mais importantes das ciências
biológicas, tornando-se muito importante para a Genética, Bioquímica e
Patologia.

As células podem ser definidas como as unidades estruturais e funcionais de


todos os seres vivos. Essas estruturas são vivas, carregam a informação
genética de um determinado organismo e são capazes de transmitir essa
informação no momento da divisão celular.

As células procariontes são aquelas que não apresentam núcleo celular


definido, por isso, o material genético fica disperso no citoplasma. Já as células
eucariontes são aquelas em que o material genético está presente em um
núcleo celular envolto por uma dupla membrana. Além dessa diferença crucial,
podemos citar ainda que as células procariontes não possuem proteínas
denominadas de histonas ligadas a seu DNA e, tampouco, organelas
citoplasmáticas membranosas.

A membrana plasmática e o citoplasma, diferentemente do núcleo, estão


presentes em todos os tipos celulares.

A membrana plasmática, que é caracterizada por ser uma dupla camada


fosfolipídica, é de extrema importância para a célula, pois controla a passagem
de substâncias tanto para dentro quanto para fora. Em razão dessa
propriedade de selecionar o que entra e sai da célula, dizemos que ela
apresenta permeabilidade seletiva.

O citoplasma, por sua vez, é uma região delimitada pela membrana plasmática.
Essa região é constituída por uma matriz, denominada de citosol, que contém
substâncias como aminoácidos, nutrientes energéticos e íons. Imersas nessa
matriz estão as organelas celulares, estruturas responsáveis por controlar as
diversas atividades da célula.
Citoplasma

O citoplasma é o espaço intracelular entre a membrana plasmática e


o envólcuro nuclear em seres eucariontes, enquanto
nos procariontes corresponde à totalidade da área intracelular. O citoplasma é
preenchido por uma matéria coloidal e semi-fluida denominada citosol, na qual
estão suspensos os organelos celulares. Nos eucariontes, em oposição
ao protoplasma, o citoplasma não inclui o núcleo celular, cujo interior é formado
por nucleoplasma. No geral, o citoplasma é tudo o que compreende a célula
menos o núcleo e a membrana plasmática.

O movimento de iões de cálcio para dentro e para fora do citoplasma é


considerado ser uma sinalização de atividade dos processos metabólicos.

Componentes do citoplasma

O citoplasma consiste em uma porção fluida, denominada citossol; partículas


insolúveis, denominadas inclusões; e estruturas delimitadas por membrana,
coletivamente conhecidas por organelos. como Complexo de
Golgi, mitocôndrias, ribossomas, centríolos, núcleo , retículo
endoplasmático rugoso e liso.

Citosol

O citosol é a porção do citoplasma não contidos dentro da membrana. O citosol


ocupa cerca de 70% do volume da célula e é composto por água, sais e
moléculas orgânicas. O citosol é uma mistura complexa de filamentos
de citoesqueleto, moléculas dissolvidas e água que enchem a maior parte do
volume de uma célula. O citosol também contém filamentos de proteína que
formam o citoesqueleto, bem como proteína dissolvida e pequenas estruturas,
tais como os ribossomas, proteassomas e o misterioso complexo vault. A
porção interior, granular e mais fluido do citoplasma é referido como
endoplasma.

Proteínas em diferentes compartimentos celulares e estruturas marcadas com


proteína verde fluorescente

Inclusões
As inclusões são partículas de substâncias insolúveis em suspensão no citosol.
Existe uma grande variedade de inclusões em diferentes tipos de células que
variam de cristais de oxalato de cálcio e dióxido de silício em células de
plantas, a grânulos de materiais de armazenamento de energia, tais como
Amido glicogênio, ou polihidroxibutirato. Um exemplo particularmente difundida
são gotículas de lipido, essas gotas esféricas compostas de lípidos e proteínas
são usadas em ambos os procariotas e eucariotas, como um modo de
armazenamento de lípidos, tais como ácido graxo e esterol. Gotículas lipídicas
constituem a maior parte do volume dos adipócitos, que são células
especializadas em armazenar lípido e são encontrados numa variedade de
outros tipos de células.

Organelos

Organelos são "pequenos órgãos" encarregados de algum trabalho para


manter a vida celular. O citoesqueleto, os centríolos e os ribossomas são
exemplo de organelos. A maior parte das organelos são envolvidas por uma
membrana de composição similar à membrana citoplasmática.

Controvérsia e pesquisa

O citoplasma, as mitocôndrias e a maioria dos organelos são contribuições


para a célula do gâmeta materno. Há poucas pesquisas e compreensão sobre
herança citoplasmática/herança materna e DNA mitocondrial em relação ao
núcleo da célula e DNA genômico. Historicamente, houve negligência em
pesquisar o que fosse rotulado como feminino.

O citoplasma é um organelo que foi marcado como sendo


masculino. Contrariamente às informações mais velhas que ignoram qualquer
noção do citoplasma como sendo ativo, uma nova pesquisa mostrou que ele
está no controle de movimento e fluxo de nutrientes dentro e fora da célula por
"comportamento viscoplástico e... uma medida da taxa recíproca de dentro da
rede citoplasmática".

Citoplasma vegetal

Enquanto todas as células possuem citoplasma, células de diferentes grupos


biológicos podem divergir substancialmente nas características dos seus
citoplasmas. Nas células animais, o citoplasma ocupa cerca de metade do
volume da célula, enquanto em células vegetais ele ocupa menos espaço
devido à presença de vacúolos.
Função

Além de servir de meio das reações metabólicas vitais (glicólise anaeróbia e


a síntese proteica), é onde se localizam as mitocôndrias e o citoesqueleto, este
mantendo a consistência e a forma da célula. É também o local de
armazenamento de substâncias químicas indispensáveis à vida.

As enzimas lisossômicas são produzidas no retículo endoplasmático granuloso,


passam para o complexo de Golgi, onde são empacotadas e liberadas na
forma de vesículas (lisossomas primários). Quando uma partícula de alimentos
é englobada por endocitose, forma-se um vacúolo alimentar, e um ou mais
lisossomas fundem-se no fagossoma, despejando enzimas digestivas nele.
Assim forma-se o vacúolo digestivo, e as moléculas provenientes da digestão
se fundem no citoplasma. O vacúolo cheio de resíduos é chamado de vacúolo
residual.

A) Lisossomas e desenvolvimento - Em alguns casos, para desenvolvimento de


um corpo (como no caso do girinos), as células promovem autodigestão
através do rompimento de seus lisossomas, o que é chamado
de apoptose (morte celular programada). O material conseguido através da
autodigestão é mandado, através da circulação, para outras partes do corpo do
animal, onde é aproveitado para o desenvolvimento.

B) Lisossoma e doença - Devido a algumas doenças, os lisossomas se


rompem e matam as células como o caso da silicose, doença pulmonar
causada por inalação regular de pó de sílica e que destrói regiões do pulmão, o
qual perde aos poucos a sua capacidade respiratória.

C) Lisossomas e morte celular - Assim que a célula morre, os lisossomas se


rompem aos poucos, libertando suas enzimas; estas, evidentemente, aceleram
o processo de degradação do material celular (autólise), simultaneamente à
ação das bactérias da decomposição.

D) Armazena substâncias químicas essenciais para a manutenção da vida.

Membrana plasmática

A membrana plasmática, citoplasmática ou plasmalema é a estrutura que


delimita todas as células vivas, tanto as procarióticascomo as eucarióticas. Ela
estabelece a fronteira entre o meio intracelular, o citoplasma, e o ambiente
extracelular, que pode ser a matrizdos diversos tecidos.
Aparece em eletromicrografias como duas linhas escuras separadas por uma
faixa central clara, com uma espessura de 6 a 10 nm. Esta estrutura trilaminar
encontra-se em todas as membranas encontradas nas células, sendo por isso
chamada de unidade de membrana ou membrana unitária.

A membrana celular não é estanque, mas uma “porta” seletiva que a célula
utiliza para captar os elementos do meio exterior que lhe são necessários para
o seu metabolismo e para libertar as substâncias que a célula produz e que
devem ser enviadas para o exterior (sejam elas produtos de excreção, das
quais deve se libertar, ou secreções que a célula utiliza para
várias funções relacionadas com o meio).

Composição Química

Açúcares

Todas as membranas plasmáticas celulares são constituídas


predominantemente por fosfolipídeos e proteínas em proporções variáveis e
uma pequena fração de açúcares, na forma de oligossacarídeos.
Exteriormente, na grande maioria das células animais, a membrana plasmática
apresenta uma camada rica em glicídeos: o glicocálix ou glicocálice. Entre
outros papéis, o glicocálix tem a função de reconhecimento químico da célula
para seu exterior e tem também função protetora, impedindo que alguns tipos
de vírus ou bactérias se anexem à célula.

Lipídios

Os lipídios presentes nas membranas celulares pertencem predominantemente


ao grupo dos fosfolipídeos. Estas moléculas são formadas pela união de três
grupos de moléculas menores: um álcool, geralmente o glicerol, duas
moléculas de ácidos graxos e um grupo fosfato, que pode conter ou não uma
segunda molécula de álcool. A proporção de fosfolipídeos varia muito: compõe
cerca de 50% da membrana plasmática e 90% da membrana mitocondrial.

A estrutura das membranas deve-se primariamente a essa camada dupla de


fosfolipídios. Esses lipídios são moléculas longas com uma
extremidade hidrofílica (tem afinidade com a água) e a cadeia hidrofóbica (não
tem afinidade com a água). O grupo fosfato está situado nas lâminas externas
da estrutura trilaminar. A parte situada entre as lâminas fosfatadas é composta
pelas cadeias hidrofóbicas.
As membranas animais possuem ainda o colesterol, e as
células vegetais possuem outros esteróis, importantes para o controle da
fluidez das membranas. A uma dada temperatura, quanto maior a
concentração de esteróis, menos fluida será a membrana. As
células procariontes, salvo algumas exceções, não possuem esteróis.

Proteínas

As proteínas são as principais fontes de energia e os principais componentes


funcionais das membranas celulares. A maioria das proteínas da membrana
celular está mergulhada na camada dupla do fosfolipídios, interrompendo sua
continuidade, são as proteínas integrais. Outras, as proteínas periféricas, estão
aderentes às extremidades de proteínas integrais. Algumas proteínas atuam no
transporte de substâncias para dentro ou para fora da célula. Entre estas,
encontram-se glicoproteínas (proteínas ligadas a carboidratos). Algumas
destas proteínas formam conexões, os fibronexos, entre
o citoplasma e macromoléculas da matriz extracelular. Os grupos
sanguíneos A-B-O, M-N e Rh, bem como fatores HLA,
são antígenos da superfície externa da membrana.

Principais características da membrana plasmática

Diagrama da membrana plasmática (clique para ampliar).

A membrana celular é responsável pela manutenção de uma substância do


meio intracelular, que é diferente do meio extracelular, e pela recepção de
nutrientes e sinais químicos do meio extracelular. Para o funcionamento normal
e regular das células, deve haver a seleção das substâncias que entram e o
impedimento da entrada de partículas indesejáveis, ou ainda, a eliminação das
que se encontram no citoplasma. Por ser o componente celular mais externo e
possuir receptores específicos, a membrana tem a capacidade de reconhecer
outras células e diversos tipos de moléculas, como hormônios.

As membranas celulares possuem mecanismos de adesão, de vedação do


espaço intercelular e de comunicação entre as células.
Os microvilos ou microvilosidades são muito frequentes e aumentam a
superfície celular.

Não confundir a membrana celular com a parede celular (das células vegetais,
por exemplo), que tem uma função principalmente de proteção mecânica da
célula. Devido à membrana citoplasmática não ser muito forte,
as plantas possuem a parede celular, que é mais resistente.

A membrana celular é uma camada fina e altamente estruturada


de moléculas de lípidos e proteínas, organizadas de forma a manter o potencial
eléctrico da célula e a controlar o que entra e sai da célula (permeabilidade
selectiva da membrana). Sua estrutura só vagamente pode ser verificada com
um microscópio de transmissão eletrónica. Muitas vezes, esta membrana
contém proteínas receptoras de moléculas específicas, os Receptores de
membrana, que servem para regular o comportamento da célula e,
nos organismosmulticelulares, a sua organização em tecidos (ou em colónias).

Por outro lado, a membrana celular não é, nem um corpo rígido, nem
homogêneo – é muitas vezes descrita como um fluido bidimensional e tem a
capacidade de mudar de forma e invaginar-se para o interior da célula,
formando alguns dos seus organelos.

A matriz fosfolipídica da membrana foi pela primeira vez postulada em 1825 por
Gorter e Grendal; no entanto, só em 1895, Charles Overton deu força a esta
teoria,tendo observado que a membrana celular apenas deixava passar
algumas substâncias, todas lipossolúveis.

Transporte através das membranas

Mesmo nas membranas não biológicas, como as de plástico ou celulose,


há moléculas que as conseguem atravessar, em determinadas condições.
Dependendo das propriedades da membrana e das moléculas
(ou átomos ou íons) em presença, o transporte através das membranas
classifica-se em:

Transporte passivo – quando não envolve o consumo de energia do sistema,


sendo utilizada apenas a energia cinética das moléculas; a movimentação dá-
se a favor do gradiente de concentração.

Transporte ativo – quando o transporte das moléculas envolve a utilização de


energia pelo sistema; no caso da célula viva, a energia utilizada é na forma
de Adenosina trifosfato (ATP); a movimentação das substâncias dá-se contra o
gradiente de concentração.

O transporte através das membranas pode ainda ser classificado em mediado,


envolve permeases [transporte ativo e difusão facilitada, n.b.(transporte
passivo)], e não-mediado (difusão direta).

Transporte passivo

O interior das células – o citoplasma – é basicamente uma solução aquosa


de sais e substâncias orgânicas. O transporte passivo de substâncias na célula
pode ser realizado através de difusão ou por osmose.

A difusão se dá quando a concentração interna de certa substância (soluto) é


menor que a externa, e as partículas tendem a entrar na célula. Quando a
concentração interna é maior, as substâncias tendem a sair. A difusão pode ser
auxiliada por enzimas permeáveis sendo classificada difusão facilitada. Quando
não há ação de enzimas, é chamada difusão simples

No que se refere à osmose, quando a concentração externa de substâncias é


menor que a interna, parte do líquido citoplasmático tende a sair fazendo com
que a célula murche - plasmólise. Quando a concentração interna é maior, o
líquido do meio externo tende a entrar na célula, dilatando-a - Turgência,
entretanto existe ainda a situação em que a célula murcha e depois por motivos
externos volta a obter sua quantidade normal de água,então esse fato é
chamado de Deplasmólise, ou seja, uma plasmolise inversa. Neste caso, se a
diferença de concentração for muito grande, pode acontecer que a célula
estoure. As células que possuem vacúolos são mais resistentes à diferença de
concentração, pois estas organelas, além de outras funções, agem retendo
líquido.

Transporte ativo

O transporte ativo através da membrana celular é primariamente realizado


pelas enzimas ATPases, como a importante bomba de sódio e potássio, que
tem função de manter o potencial elétrico das células.

Muitas células possuem uma ATPase do cálcio que opera as concentrações


intracelulares baixas de cálcio e controla a concentração normal (ou de
reserva) deste importante mensageiro secundário. Uma outra enzima actua
quando a concentração de cálcio sobe demasiadamente. Isto mostra que
um íon pode ser transportado por diferentes enzimas, que não se encontram
permanentemente ativas.

Há ainda dois processos em que, não apenas moléculas específicas, mas a


própria estrutura da membrana celular é envolvida no transporte de matéria
(principalmente de grandes moléculas) para dentro e para fora da célula:

endocitose – em que a membrana celular envolve partículas ou fluido do


exterior - fagocitose ou pinocitose - e a transporta para dentro, na forma
duma vesícula; e

exocitose – em que uma vesícula contendo material que deve ser expelido se
une à membrana celular, que depois expele o seu conteúdo. A exocitose pode
se subdividir em Clasmocitose, defecação celular, ou Clasmatose quando
resíduos provenientes da digestão intracelular realizado pelas células é
eliminado, e em secreções quando a célula descarrega substâncias no meio
externo.
Nos seres humanos e animais, a secreção serve como meio que o corpo
possui de eliminar resíduos metabólicos celulares que ainda tem importância
funcional.

Através da fusão entre o lisossomos primários e bolsas formadas na fagocitose


ou pinocitose, forma-se o vacúolo digestório heterofágico, também chamado de
lissosomo secundário. Nesse vacúolo, parte das substâncias são digeridas e
transformadas em moléculas menores que atravessam a membrana e se
espalham no citosol. A outra parte não digerida permanece no vacúolo, que
agora passa a ser vacúolo ou corpo residual. A clasmocitose termina quando o
vacúolo residual se funde à membrana plasmática da célula e expulsa o seu
conteúdo para o meio externo.

Microdomínios de membrana

Microdomínio de membrana (balsa lipídica)

Microdomínios de membrana, também conhecidos como balsas lipídicas, são


regiões especializadas em que as moléculas lipídicas da membrana plasmática
das células animais se reúnem de forma transiente. Esses domínios são ricos
em esfingolipídios e colesterol, e, portanto, mais rígidos que o resto da
membrana. Glicoesfingolipídios (cerebrosídeos e gangliosídeos), geralmente,
possuem cadeias longas de ácidos graxos saturados, e formam agregados
transitórios na lâmina externa que excluem glicerofosfolipídios, normalmente
constituídos por grupo acil graxo insaturado e um grupo acil saturado menor.
Os grupos acil saturados longos de esfingolipídios podem formar associações
mais estáveis e compactas com o longo sistema de anéis do colesterol se
comparados às cadeias mais curtas e geralmente insaturadas de fosfolipídios.

Desde o surgimento dos modelos sobre a organização de membrana,


evidências sobre membranas celulares foram se acumulando e mostrando que,
particularmente membranas de superfície celular, são lateralmente
heterogêneas em proporções que parecem variar de centenas de nanômetros
a alguns micrômetros. Essas heterogeneidades são, normalmente,
reconhecidas como 'microdomínios'. Os microdomínios são mais espessos e
mais ordenados do que outras regiões das bicamadas lipídicas. Eles
comportam-se como “balsas de esfingolipídios líquidos ordenados à deriva em
um oceano de fosfolipídios líquidos desordenados”, sendo reconhecidos,
também como balsas lipídicas.

Os locais de microdomínios reúnem, de modo mais adequado, certas proteínas


de membrana, devido as cadeias de hidrocarbonos dos esfingolipídios, mais
longas e retas do que as de outras porções das membranas lipídicas. Essa
segregação lateral de proteínas e lipídios no domínio das balsas é importante,
uma vez que, as balsas lipídicas podem auxiliar a organizar as proteínas da
membrana concentrando-as para o transporte em membranas de vesículas ou
para a conversão de sinais extracelulares em intracelulares durante processos
de sinalização celular.

DIGS (domínios enriquecidos com glicolipídios insolúveis em detergente)

A partir de alguns estudos relacionados a definição de conjuntos glicolipídicos


em membranas, observou-se que proteínas de membrana específicas e
glicolipídios formam complexos insolúveis em Triton X-100 (detergente) em
4oC. Parton e Simons cunharam o termo DIGS para estes domínios de
membrana ricos em colesterol e glicoesfingolipídeos que apresentam essa
particularidade de serem insolúveis a ação de detergentes.

DIGS podem ser isolados por centrifugação por gradiente de sacarose devido
ao seu alto teor lipídico. A fração DIG flutua nesses gradientes em baixa
densidade, sendo bem separada de outros materiais solúveis em Triton X-100.

A fração DIG isolada das células é rica em glicoesfingolipídios e esfingomielina.


Além disso, a fração significativa do colesterol da membrana é associada a
DIG, enquanto a maioria dos glicerofosfolipídios são solubilizados em Triton X-
100.

Proteínas dos microdomínios

As balsas lipídicas são compostas majoritariamente por duas classes de


proteínas integrais de membrana: aquelas ancoradas à membrana por duas
cadeias longas de ácidos graxos saturados ligados covalentemente por
resíduos de Cys (dois grupos palmitoil ou um grupo palmitoil e um grupo
miristoil) e proteínas ancoradas por GPI. Essas âncoras lipídicas, assim como
as cadeias acil longas e saturadas dos esfingolipídeos, formam associações
mais estáveis com o colesterol e com os longos grupos acil em balsas do que
com os fosfolipídios vizinhos.

As proteínas de membrana podem mover-se para dentro e para fora das balsas
lipídicas em uma escala de tempo de segundos. Contudo, muitas dessas
proteínas residem principalmente em um microdomínio.

É possível estimar a fração da superfície celular ocupada por balsas pela


fração da membrana plasmática que resiste à solubilização por detergente,
fração que pode alcançar até 50% em alguns casos: as balsas cobrem metade
do oceano. A maioria das células expressa mais do que 50 tipos diferentes de
proteínas plasmáticas, portanto, é provável que uma única balsa contenha
apenas um subconjunto de proteínas de membrana e que essa segregação de
proteínas de membrana seja significativa do ponto de vista funcional. Para um
processo que envolve a interação de duas proteínas de membrana, a presença
delas em uma única balsa aumentaria muito a probabilidade de colisão.
Observa-se, por exemplo, que alguns receptores de membrana e proteínas de
sinalização estão co-localizados em balsas de membrana.

Caveolinas e cavéolas

A caveolina é uma proteína integral de membrana com dois domínios


globulares conectados por um domínio hidrofóbico em forma de grampo de
cabelo, que liga a proteína à lâmina citoplasmática da membrana plasmática. A
caveolina forma dímeros e associa-se a regiões ricas em colesterol na
membrana, e, a presença de dímeros de caveolina faz com que a bicamada
lipídica associada se curve para dentro, formando cavéolas (“pequenas
cavernas”) na superfície da célula.

As cavéolas são microdomínios distintos que envolvem as duas lâminas da


bicamada lipídica – a lâmina citoplasmática, local de onde o domínio globular
da caveolina se projeta, e a lâmina extracelular, uma balsa de
esfingolipídeo/colesterol típica associada com proteínas ancoradas por GPI. As
cavéolas são microdomínios relacionados a diversas funções celulares,
incluindo o tráfego de membranas no interior celular e a transdução de sinais
externos em respostas celulares. Os receptores para a insulina e outros fatores
de crescimento, assim como certas proteínas ligadas ao GPI, e proteínas-
cinases associadas à sinalização transmembrana, parecem estar localizados
em balsas e, possivelmente, em cavéolas.

As funções da membrana plasmática são:

Permeabilidade Seletiva, controle da entrada e saída de substâncias da célula;

Proteção das estruturas celulares;

Delimitação do conteúdo intracelular e extracelular, garantindo a integridade da


célula;

Transporte de substâncias essenciais ao metabolismo celular;

Reconhecimento de substâncias, graças a presença de receptores específicos


na membrana.
A membrana plasmática apresenta o denominado "modelo do mosaico fluido”.
Ele foi desvendado pelos biólogos estadunidenses Seymour Jonathan Singer e
Garth L. Nicolson, em 1972.

O nome "mosaico fluido" deve-se pela presença de estruturas flexíveis e


fluidas, com grande poder de regeneração.

A membrana plasmática é quimicamente constituída por lipídios (glicolipídeos,


colesterol e os fosfolipídeos) e proteínas. Por isso, é reconhecida por
sua composição lipoproteica.

Os fosfolipídios estão dispostos em uma camada dupla, a bicamada lipídica.


Eles estão conectadas às gorduras e proteínas que compõem as membranas
celulares.

Os fosfolipídios apresentam uma porção polar e outra apolar. A porção polar é


hidrofílica e volta-se para o exterior. A porção apolar é hidrofóbica e voltada
para o interior da membrana.

Os fosfolipídios movem-se, porém, sem perder o contato. Isso permite a


flexibilidade e elasticidade da membrana.

As proteínas são representadas por enzimas, glicoproteínas, proteínas


transportadoras e antígenos. As proteínas podem ser transmembranas ou
periféricas.

Proteínas transmembranas: atravessam a bicamada lipídica lado a lado.

Proteínas periféricas: situam-se em apenas um dos lados da bicamada.

As enzimas que estão presentes na membrana plasmática possuem diversas


funções catalisadoras, responsáveis por facilitar as reações químicas
intracelulares.

Também conhecida por Citologia, a Biologia Celular é a parte da biologia


responsável pelo estudo das células. Esse ramo da biologia é importante, pois
as células são utilizadas para diferenciar o que possui e o que não possui vida.
Além disso, essa estrutura é importante e fundamental para qualquer ser
humano.

As células começaram a ser estudadas a partir da invenção do microscópio,


em 1950. Uma empresa que fabricava lentes, a Zacharias Janssen, conseguiu
criar esse objeto que permite a visualização de pequenos organismos,
ampliando a imagem diversas vezes. Como a célula é muito pequena, ela
somente passou a ser estudada depois dessa invenção. A empresa colocou
duas lentes em um tubo.

No século XVII, Robert Hooke, avaliou um pedaço de cortiça e neles, verificou


cavidades minúsculas. Elas receberam o nome de células (derivada do latim
cella que significa lugar fechado e pequeno cômodo). O que ele observou foi a
parte que envolve a célula, a parede celular. Já em 1838, verificou-se que as
células eram algo básico em todas as plantas e, no ano seguinte, também
passou a ser a unidade básica dos animais. A partir dessas descobertas, surgiu
a seguinte teoria celular: 'Todos os seres vivos são formados por células.'

Nos anos seguintes, foram sendo descobertas diversas estruturas em seu


interior e as funções desempenhadas por eles. Em 1858, um médico alemão
afirmou que as células também eram responsáveis pela hereditariedade e
evolução.

Tipos de Células

As células são divididas em dois grupos: procarióticas e eucarióticas. O reino


Monera pertence ao grupo das células procarióticas; enquanto isso, os reinos:
Protista, Fungi, Animalia e Plantae fazem parte do grupo das células
eucarióticas. Todos os seres vivos têm células que podem ser unicelulares,
quando são formados por apenas uma célula, ou pluricelulares, para os que
são formados por várias células.

Procariontes

Esses organismos são unicelulares e fazem parte do grupo Monera, que pode
ser exemplificado pelas bactérias. Esse tipo de célula tem o DNA que não é
envolvido por uma membrana e ele fica mergulhado no citoplasma. Esse é
formado por diversas substâncias dissolvidas em água e no citoplasma são
encontrados os ribossomos que realizam a síntese de proteínas. Esse tipo de
célula é envolvida pela membrana plasmática, que também é envolvida pela
parede celular, formada por glicídios e aminoácidos.

Eucariontes

Esses organismos podem ser uni ou pluricelulares. Comparada à célula


procariótica, essas células são maiores e mais complexas. Ela possui um
material genético com DNA associado às proteínas. São envolvidas por uma
membrana nuclear e possuem um núcleo individualizado, além de diversos
organismos que não constam nas células eucariontes.

Célula Animal

É a menor unidade básica dos seres vivos. A célula animal é diferente da célula
vegetal, pois não possui parede celular e nem os plastos. Além disso, ela é
dotada de flagelos, o que não é comum na célula vegetal. Elas têm um núcleo
separado do citoplasma com a ajuda de um envoltório, chamado carioteca.

Componentes da Célula Animal

Retículo Endoplasmático;

Ribossomos;

Complexo de Golgi;

Lisossomos;

Peroxissomos;

Vacúolos;

Centríolos;

Cílios e Flagelos;

Mitocôndria;

Núcleo Celular.

Célula Vegetal

A célula vegetal possui semelhanças com a célula animal, mas são bem
distintos. Ela possui parede celular e cloroplastos que não constam nas células
animais. Ela ainda possui organoides distintos da célula animal como vacúolo,
plastos e substâncias esgásticas.

Cada célula do nosso corpo tem uma função específica. Mas todas
desempenham uma atividade "comunitária", trabalhando de maneira integrada
com as demais células do corpo. É como se o nosso organismo fosse uma
imensa sociedade de células, que cooperam umas com as outras, dividindo o
trabalho entre si. Juntas, elas garantem a execução das inúmeras tarefas
responsáveis pela manutenção da vida.

As células que formam o organismo da maioria dos seres vivos apresentam


uma membrana envolvendo o seu núcleo, por isso, são chamadas de células
eucariotas. A célula eucariota é constituída de membrana celular, citoplasma e
núcleo.

A membrana plasmática

A membrana plasmática é uma película muito fina, delicada e elástica, que


envolve o conteúdo da célula. Mais do que um simples envoltório, essa
membrana tem participação marcante na vida celular, regulando a passagem e
a troca de substancias entre a célula e o meio em que ela se encontra.

Muitas substâncias entram e saem das células de forma passiva. Isso significa
que tais substâncias se deslocam livremente, sem que a célula precise gastar
energia. É o caso do gás oxigênio e do gás carbônico

Outras substâncias entram e saem das células de forma ativa. Nesse caso, a
célula gasta energia para promover o transporte delas através da membrana
plasmática. Nesse transporte há participação de substâncias especiais,
chamadas enzimas transportadoras. Nossas células nervosas, por exemplo,
absorvem íons de potássio e eliminam íons de sódio por transporte ativo.

O citoplasma

O citoplasma é, geralmente, a maior opção da célula. Compreende o material


presente na região entre a membrana plasmática e o núcleo.

Ele é constituído por um material semifluido, gelatinoso chamado hialoplasma.


No hialoplasma ficam imersas as organelas celulares, estruturas que
desempenham funções vitais diversas, como digestão, respiração, excreção e
circulação. A substância mais abundante no hialoplasma é a água.

Organelas Celulares

Os ribossomos e a produção de proteínas


As células produzem diversas substâncias necessárias ao organismo. Entre
essas substâncias destacam-se as proteínas. Os ribossomos são organelas
não membranosas, responsáveis pela produção (síntese) de proteínas nas
células. Eles tanto aparecem isolados no citoplasma, como aderidos ao retículo
endoplasmático.

Existem 2 tipos de células:

Células Procariontes: Não possuem carioteca (membrana nuclear). Fazem


parte deste grupo as bactérias (arqueobactérias e eubactérias);

Células Eucariontes: Apresentam o núcleo separado do citoplasma


pela carioteca. Compõem a maioria dos seres vivos (protozoários, fungos,
plantas e animais).

Os seres vivos podem ser classificados como unicelulares ou pluricelulares, de


acordo com o seu número de células:

Unicelulares: Formados apenas por uma única célula. São eles as bactérias,
as cianofitas, os protozoários, as algas unicelulares e as leveduras;

Pluricelulares: Formados por várias células. São os fungos, as esponjas, os


vegetais e os animais.

Em alguns seres pluricelulares as células organizam-se e formam tecidos, que


são conjuntos de células que atuam coordenadamente para executar
determinada função. Os tecidos, por sua vez, agrupam-se e formam os órgãos,
que compõem os sistemas (digestivo, nervoso, respiratório, circulatório).

Divisão celular

Divisão celular trata-se do processo que ocorre nos seres vivos, na qual
uma célula, denominada célula-mãe, origina duas ou quatro células-filhas,
contendo, essas, toda a informação genética de sua espécie.

Os organismos pluricelulares, como os humanos, contêm cerca de dez trilhões


de células. No entanto, esse complexo organismo foi gerado à partir de uma
única célula denominada célula ovo. Além disso, as divisões celulares são,
também, as responsáveis pela regeneração de diversos órgãos, como
o fígado. Sob uma óptica mais elementar, a própria célula ovo, mencionada
anteriormente, só pode existir graças às divisões celulares que originam
os gametas masculinos e femininos. Com relação aos organismos unicelulares,
esse processo de gerar outras células também se mostra fundamental pra a
geração e o crescimento de uma colônia.

A divisão celular é um processo ordenado e organizado, sendo assim, depende


inteiramente de situações específicas para realizar-se. É estimulado,
interrompido e controlado por fatores genéticos e pela sinalização química de
diversas substâncias. Isso quer dizer que a frequência, o momento e o modo
como ocorrerá depende da espécie que pertence a célula e, também, de
substâncias que desencadearão eventos que culminarão na divisão celular.

Tipos de divisão celular

As células procarióticas dividem-se por fissão binária, enquanto que


as eucarióticas seguem um processo de divisão do núcleo, chamada mitose,
seguida pela divisão da membrana e do citoplasma chamado citocinese.

As células diploides podem ainda sofrer meiose para produzir


células haploides - os gâmetas ou esporos durante o processo de reprodução.
Neste caso, normalmente uma célula dá origem a quatro células-filhas embora,
por vezes, nem todas sejam viáveis.

Mitose

As células eucarióticas seguem um processo de divisão chamada mitose, que


permite a distribuição dos cromossomos e dos constituintes citoplasmáticos da
célula-mãe igualmente entre as duas células-filhas. Tal processo é responsável
pela multiplicação dos indivíduos unicelulares e pelo crescimento dos
pluricelulares, por realizar o aumento do número de células.

Na mitose a divisão opera-se nas seguintes


etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Prófase

É a fase mais longa da mitose; O nucléolo e a carioteca desaparecem


gradativamente; A cromatina condensa-se e viram cromossomo; Pares de
centríolos dirigem-se aos polos; Formam o aparelho mitótico.
Metáfase

Há formação da placa equatorial, ou seja os cromossomos se dispõe na


posição mediana da célula, possibilitando a distribuição equitativa da
informação genética. Os cromossomos estão bem individualizados e
fortemente condensados. Essa fase é adequada para se fazer contagem de
cromossomos e verificação de alterações estruturais grosseiras. As linhas do
fuso surgem em forma de linhas centrais (ou contínuas) ou de linhas
cromossomais.

Anáfase

Divisão longitudinal do centrômero.

Cromossomos-filhos migram para os pólos da célula, orientados pelas fibras


dos fusos.

Telófase

Desaparecimento das fibras do fuso.

Organização da carioteca e do nucléolo.

Descondensação dos cromossomos.

Fim da cariocinese e inicio da citocinese.

Meiose

As células diploides podem ainda sofrer meiose para produzir


células haplóides os gâmetas ou esporos durante o processo de reprodução.

Neste caso, normalmente uma célula dá origem a quatro células-filhas embora,


por vezes, nem todas sejam viáveis.

O processo da meiose apresenta oito fases (em sequência):

Prófase I

Fase de grande duração, devido aos fenômenos que nela ocorrem e que não
são observados na mitose. Os cromossomos, já com as
duas cromátides individualizadas, tornam-se mais condensados. Ocorre o
emparelhamento dos cromossomos homólogos (sinapse ou complexo
sinaptonémico), formando um bivalente, díada cromossómica ou tétrada
cromatídica (4 cromatídios). Durante a sinapse, podem surgir pontos de
cruzamento entre as cromátides dos cromossomos homólogos,
os quiasmas (ou quiasmata), ao nível do qual pode ocorrer quebra das
cromátides, levando a trocas de segmentos dos bivalentes, o Crossing-over,
que contribui para o aumento da variabilidade dos descendentes.

Finalmente, desaparece o nucléolo e a carioteca. Os centríolos migram para os


pólos da célula e forma-se o fuso acromático.

A prófase I é dividida em cinco subdivisões: leptóteno, zigoteno, paquiteno


(local de ocorrência do crossing-over), diploteno e diacinese.

Metáfase I

Nessa fase ocorre o desaparecimento da membrana nuclear, forma-se um fuso


e os cromossomos pareados se alinham no plano equatorial da célula com
seus centrômeros orientados para pólos diferentes.

Anáfase I

Na prófase I, subfase zigoteno, ocorrem os emparelhamentos dos


cromossomos; na anáfase I ocorre ao contrário, os emparelhamentos são
desfeitos.

Ocorre disjunção dos pares homólogos duplicados. Cada cromossomo, com


suas cromátides-irmãs, migra para os pólos. Os dois membros de cada
bivalente se separam, e os respectivos centrômeros com as cromátides irmãs
fixadas são puxados para pólos opostos da célula. Os bivalentes distribuem-se
independentemente uns dos outros e, em consequência, os conjuntos paterno
e materno originais são separados em combinações aleatórias.

Telófase I

Descondensação do nucléolo e formação de dois núcleos com metade do


número de cromossomos.

Prófase II

É mais rápida que a prófase I. Os cromossomos tornam-se mais condensados


(caso tenham descondensado na telófase I), desaparece a membrana nuclear
e forma-se o fuso acromático.
Metáfase II

Os cromossomos ficam dispostos com os centrômeros no plano "equatorial" e


com as cromátides voltadas cada uma para seu pólo, ligadas às fibrilas do
fuso.

Anáfase II

Duplicam-se os centrômeros, separando-se as duas cromátides, que passam a


formar dois cromossomos independentes e ascendem para os pólos opostos.

Telófase II

Ao atingir os pólos, os cromossomos descondensam-se e forma-se de novo um


núcleo em torno de cada conjunto, formando quatro células haploides.

Amitose

Este processo, pouco frequente na natureza, vê-se na divisão


do macronúcleo em protozoários do tipo paramécio. Também é conhecido
como cissiparidade.

Meiose

Principais eventos na meiose de uma célula hipotética que possui um par de


cromossomos (2n=2)

Meiose é o nome dado ao processo de divisão celular através do qual uma


célula tem o seu número de cromossomos reduzido pela metade.

Nos organismos de reprodução sexuada a formação de seus gametas ocorre


por meio desse tipo de divisão celular. Quando ocorre fecundação, pela fusão
de dois desses gametas, ressurge uma célula diplóide, que passará por
numerosas mitosescomuns até formar um novo indivíduo cujas células serão,
também, diplóides.

Nos vegetais, que se caracterizam pela presença de um ciclo


reprodutivo haplodiplobionte, a meiose não tem como fim a formação de
gametas, mas, sim, a formação de esporos. Curiosamente, nos vegetais a
meiose relaciona-se com a porção assexuada de seu ciclo reprodutivo.
A meiose permite a recombinação gênica, de tal forma que cada célula diplóide
é capaz de formar quatro células haplóides(três no caso da oogênese)
geneticamente diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das espécies de
reprodução sexuada.

A meiose conduz à redução do número dos cromossomos à metade. A primeira


divisão é a mais complexa, sendo designada divisão de redução. É durante
esta divisão que ocorre a redução à metade do número de cromossomos. Na
primeira fase, os cromossomos emparelham-se e trocam material genético
(entrecruzamento ou crossing-over), antes de separar-se em
duas células filhas. Cada um dos núcleos destas células filhas tem só metade
do número original de cromossomos. Os dois núcleos resultantes dividem-se
na Meiose II (ou Divisão II da Meiose), formando quatro células (três células no
caso da oogênese). Qualquer das divisões ocorre em quatro
fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Em 1885, Friedrich Leopold August Weismann (1834-1914) propôs uma


hipótese para explicar a constância do número de cromossomos de uma
geração para outra. Ele previu acertadamente que, na formação dos gametas,
devia ocorrer um tipo diferente de divisão celular, em que o número de
cromossomos das células-filhas seria reduzido à metade.

Na época, a observação mais importante sobre o comportamento dos


cromossomos na formação dos gametas estava sendo realizada no verme
nematóide Ascaris megalocephala, atualmente chamado Parascaris equorum,
a lombriga de cavalo. As células desses vermes apresentam apenas quatro
cromossomos de grande tamanho, o que facilita seu estudo.

Três citologistas merecem referência especial nos estudos pioneiros sobre os


cromossomos na meiose: os biólogos alemães Theodor Heinrich Boveri (1849-
1922) e Oscar Wilhelm August Hertwig (1849-1922) e o biólogo belga Edouard
van Beneden (1846-1912). Eles descobriram que, durante a formação dos
gametas, ocorrem duas divisões celulares sucessivas, após uma única
duplicação cromossômica, de modo que as quatro células-filhas formadas
ficam com a metade do número de cromossomo existentes na célula original
(como Weismann previu que deveria acontecer. Essas duas divisões
consecutivas são semelhantes à mitose).

Processo

É o tipo de divisão celular que leva à redução do número de cromossomos para


metade, no qual ocorrem duas divisões nucleares sucessivas — Divisão I e
Divisão II. Deste modo originam-se quatro células-filhas (três células-filhas no
caso da oogénese) com metade do número de cromossomas da célula inicial,
devido à separação dos cromossomos homólogos. Tendo cada célula-filha
apenas um cromossoma de cada par de homólogos, esta é denominada célula
haplóide (n).

A intérfase, que precede a meiose, é idêntica à que precede a mitose.

Divisão I ou Divisão Reducional

Separação de homólogos, [2n] → 2 [n]

Prófase I

Fase de grande duração, devido aos fenômenos que nela ocorrem e que não
são observados na mitose. Os cromossomos - já com as duas cromátides -
tornam-se mais condensados.

Ocorre o emparelhamento dos cromossomos homólogos – Sinapse (complexo


sinaptonémico), formando um Bivalente, Díada Cromossómica ou Tétrada
Cromatídica (4 cromatídios). Durante a Sinapse, podem surgir pontos de
cruzamento entre as cromátides dos cromossomos homólogos –
Quiasmas (quiasmata), ao nível do qual pode ocorrer quebra das cromátides,
levando a trocas de segmentos dos Bivalentes – Crossing-over (que contribui
para o aumento da variabilidade dos descendentes).

Desaparece o nucléolo e a membrana nuclear. Os centríolos migram para os


polos da célula e forma-se o fuso acromático.

A prófase I é dividida em cinco


subdivisões: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese.

Metáfase I

Os bivalentes ligam-se aos microtúbulos do fuso acromático pelo centrômero,


com os quiasmas no plano equatorial e os centrómeros voltados para os pólos
opostos.

Anáfase I

A anáfase I é caracterizada pelo deslocamento dos cromossomos homólogos


para pólos opostos na célula. Neste caso, diferentemente da mitose,
as cromátides irmãs não se separam, o que ocorre é disjunção dos pares
homólogos duplicados (constituídos por duas cromátides unidas pelo
centrômero).

Telófase I

Descondensação do nucléolo e formação de dois núcleos com metade do


número de cromossomos.
Citocinese

Pode não ocorrer – divisão do citoplasma, por ação do anel contráctil que leva
à formação de duas células haploides (n).

Intercinese

Entre a meiose I e a meiose II ocorre um pequeno intervalo chamado de


intercinese. Nesse intervalo não ocorre duplicação de DNA.

Divisão II ou Divisão Equacional

Separação das cromátides 2 [n] → 4[n]

Prófase II

É mais rápida que a prófase I. Os cromossomos tornam-se mais condensados


(caso tenham descondensado na telófase I), desaparece a membrana nuclear
e forma-se o fuso acromático.

Metáfase II

Os cromossomos ficam dispostos com os centrômeros no plano "equatorial" e


com as cromátides voltadas cada uma para seu pólo, ligadas às fibras do fuso.

Anáfase II

Separam-se as duas cromátides irmãs, que passam a formar dois


cromossomos independentes e ascendem para os pólos opostos.

A anáfase começa pela duplicação dos centrômeros, libertando as cromátides,


que agora passam a ser denominadas cromossomos-filhos. Em seguida, as
fibras cromossômicas encurtam, puxando os cromossomos para os pólos do
fuso.

Telófase II

Na telófase II as cromátides irmãs são separadas, os cromossomos se


descondensam, o fuso acromático se desfaz, a carioteca se refaz ao redor de
cada lote cromossômico e os nucléolos reaparecem. A seguir, o citoplasma se
divide (citocinese) formando duas células filhas. Na telófase I, duas células
filhas são formadas, e cada uma sofre telófase II. Portanto, ao final da telófase
II São formadas 4 células filhas provenientes de uma célula mãe.

Citocinese

Por fim, formam-se quatro células-filhas haplóides denominadas de tétrades


(três células no caso da ovogênese), contendo cada uma apenas um
cromossomo de cada par de homólogos (ou dos hemiomólogos).

Meiose nos ciclos de vida

Num ciclo haplonte, a meiose é pós-zigótica. (exemplo: maioria dos fungos)


Num ciclo diplonte, a meiose é pré-gamética. (exemplo: homem e animais)
Num ciclo haplodiplonte, a meiose é pré-espórica. (exemplo: plantas)

Importância da Meiose

A meiose é fundamental para a manutenção da vida dos seres pluricelulares,


pois é através dela que se formam as células de reprodução
(gametas: espermatozóide e óvulo) que se juntam para formar o ovo, ou
também conhecido como zigoto.

Variação da quantidade de DNA durante a meiose

Na Intérfase que precedeu a Meiose, tal como na que precede


a mitose durante a Fase S, a quantidade de DNA duplica por replicação. Só
durante a Meiose vai ser reduzida duas vezes: primeiramente na Anáfase I -
com a segregação dos Homólogos - e a seguir na Anáfase II - com a
separação das cromátides.

Meiose e Fecundação como fontes de variabilidade

A meiose e a fecundação na reprodução sexuada são processos


complementares, pois permitem que o número de cromossomos da espécie se
mantenham constantes ao longo de gerações.

No ciclo de vida de um ser com reprodução sexuada, ocorrem duas fases:

Haplófase - Que se inicia com a Meiose e leva à formação de células haplóides

Diplófase - Que se inicia com a Fecundação e leva à formação de


células diplóides.

Meiose e recombinação genética


As células haplóides resultantes da Meiose, apesar de conterem o mesmo
número de cromossomos, não são iguais a nível genético, pois na Metáfase I a
orientação dos cromossomos homólogos é aleatória. Cada par de homólogos
orienta-se independentemente da orientação dos outros pares.

O número de combinações possíveis de cromossomos nas células haplóides


depende do número de cromossomos da célula diplóide, que é igual a 2n (em
que n é o número de pares de homólogos).

Se tiver em linha de conta que ainda pode ocorrer crossing-over, de tal modo
que se podem formar cromossomos com associações de genes
completamente novas, então a possibilidade de combinações genéticas é
extraordinariamente alta.

Logo, a meiose permite novas recombinações genéticas e possibilidade de


aumentar a variabilidade das características da espécie.

Células haploides e diploides

Para que as células exerçam a sua função no corpo dos animais, elas devem
conter todos os cromossomos, isto é dois cromossomos de cada tipo: são as
células diploides. Com exceção das células de reprodução (gametas), todas as
demais células do nosso corpo são diploides. Porém, algumas células possuem
em seu núcleo apenas um cromossomo de cada tipo. São as células haploides.
Os gametas humanos – espermatozoides e óvulos – são haploides. Portanto
os gametas são células que não exercem nenhuma função até encontrarem o
gameta do outro sexo e completarem a sua carga genética.

Nos seres humanos, tanto o espermatozoide como o óvulo possuem 23 tipos


diferentes de cromossomos, isto é, apenas um cromossomo para cada tipo.
Diz-se então que nos gametas humanos n= 23 (n é o número de cromossomos
diferentes). As demais células humanas possuem dois cromossomos de cada
tipo. Essas células possuem 46 cromossomos (23 pares) no núcleo e são
representadas por 2n = 46.

Nas células diploides do nosso corpo, os cromossomos podem, então, ser


agrupados dois a dois. Os dois cromossomos de cada par são do mesmo tipo,
por possuírem a mesma forma, o mesmo tamanho e o mesmo número de
genes. Em cada par, um é de origem materna e outro, de origem paterna.

Antes de uma célula se dividir, formando duas novas células, os cromossomos


se duplicam no núcleo. Formam-se dois novos núcleos cada um com 46
cromossomos. A célula então divide o seu citoplasma em dois com cada parte
contendo um núcleo com 46 cromossomos no núcleo. Esse tipo de divisão
celular, em que uma célula origina duas células-filhas com o mesmo número de
cromossomos existentes na célula mãe, é chamado de mitose.

Portanto, a mitose garante que cada uma das células-filhas receba um conjunto
complementar de informações genéticas. A mitose permite o crescimento do
indivíduo, a substituição de células que morrem por outras novas e a
regeneração de partes lesadas do organismo.

Na formação de espermatozoides e de óvulos, ocorre outro tipo de divisão


celular: a meiose.

Nesse caso, os cromossomos também se duplicam no núcleo da célula-mãe


(diploide), que vai se dividir e formar gametas (células-filhas, haploides). Mas,
em vez de o núcleo se dividir uma só vez, possibilitando a formação de duas
novas células-filhas, na meiose o núcleo se divide duas vezes. Na primeira
divisão, originam-se dois novos núcleos; na segunda, cada um dos dois novos
núcleos se divide, formando-se no total quatro novos núcleos. O processo
resulta em quatro células-filhas, cada uma com 23 cromossomos.

DNA e RNA

DNA e RNA são siglas de substâncias químicas envolvidas na transmissão


de caracteres hereditários e na produção de proteínas compostas, que são o
principal constituinte dos seres vivos; são ácidos nucleicos encontrados em
todas as células humanas.

De acordo com a biologia, o DNA faz o RNA, que faz proteína (embora existam
exceções como os retro vírus, por exemplo, o vírus da Aids). A informação
contida no DNA, está registrada na sequência de suas bases na cadeia, que
indica outra sequência, a de aminoácidos substâncias que constituem as
proteínas. O DNA não é o fabricante direto dessas proteínas; para isso ele
forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro. O código genético, está
no DNA, no núcleo das células, já as proteínas ficam no citoplasma celular,
para onde se dirige o RNA mensageiro.

DNA

DNA é uma molécula formada por duas cadeias na forma de uma dupla hélice,
que são constituídas por um açúcar, um grupo fosfato e uma base nitrogenada.
A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão
celular, onde cada hélice serve de molde para outra nova.

RNA

RNA é a sigla para ácido ribonucleico (RNA), que é uma molécula também
formada por um açúcar, um grupo fosfato e uma base nitrogenada. O RNA é o
responsável pela síntese de proteínas da célula, são geralmente formados em
cadeia simples, que podem, por vezes, ser dobrados.

DNA e RNA

Na célula, o DNA é encontrado no núcleo, e o RNA é produzido no núcleo mas


migra para o citoplasma.

No que diz respeito à pentose (o monossacarídeo estrutural que está presente


no nucleotídeo), no RNA existe a ribose e no DNA a desoxirribose.

Outra diferença entre DNA e RNA se encontra nas suas estruturas. Quanto ao
número de fitas, normalmente o RNA apresenta uma hélice simples, enquanto
o DNA tem uma dupla-hélice.

Relativamente ao pareamento das bases nitrogenadas, tanto no RNA como no


DNA a citosina se pareia com guanina. A diferença é que no RNA a adenina se
pareia com a uracila e no DNA a adenina se pareia com a timina.

Os ácidos nucleicos são moléculas com extensas cadeias carbônicas,


formadas por nucleotídeos: um grupamento fosfórico (fosfato), um glicídio
(monossacarídeo com cinco carbonos / pentoses) e uma base nitrogenada
(purina ou pirimidina), constituindo o material genético de todos os seres vivos.

Nos eucariontes ficam armazenados no núcleo das células e nos procariontes


dispersos no hialoplasma.

Podem ser de dois tipos: ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico


(RNA), ambos relacionados ao mecanismo de controle metabólico celular
(funcionamento da célula) e transmissão hereditária das características.

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