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Ano III | Edição 30 | Novembro 2010 | Distribuição Nacional | R$ 5,00 | WWW.REPARACAOAUTOMOTIVA.COM.BR


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4 EDITORIAL | Novembro de 2010 - Edição 30

Cada vez mais com a sua cara Diretor Executivo


Bernardo Henrique Tupinambá
Diretor Financeiro

P
Salvador do Nascimento Carvalho
arece que foi ontem que lançamos o jornal Reparação Porto Real (RJ). Trata-se de um veículo utilitário esportivo
Automotiva. Esta edição, a de nº 30, chega até você re- (SUV), que a marca desenvolveu no Brasil, para atender também Diretor Comercial
Edio Ferreira Nelson
pleta de informações e dicas para o seu aprimoramento a Argentina e outros países latino-americanos.
profissional, independente da região do País que esteja instalado. O Senai complementa o seu artigo de como é e funciona o
Começamos com o artigo de nosso colunista Eloi Carmo câmbio dualogic. Tem também a 3ª parte do material de Fábio
Schommer sobre Sensor de Oxigênio x Fator Lambda. Também Ribeiro von Glehn sobre esquemas elétricos automotivos. Con- ANO III - NÀ 30 - NOVEMBRO DE 2010
trazemos o artigo do jornalista Fernando Calmon de nome Ver- cluindo, mais uma artigo de Carlos Nopoletano. www.reparacaoautomotiva.com.br
twitter.com/reparacao
dadeiro Piloto Automático. Em comparativo, entre os três volumes pequenos e médios Editor executivo
Pensando em contribuir com o aumento de serviços nos estão os sedãs compactos premium como Honda City e o recém- Bernardo Henrique Tupinambá

centros de reparação, apresentamos algumas dicas do Sebrae de chegado New Fiesta, que apesar de globais são fáceis de reparar, Editor-chefe
Silvio Rocha
como se preparar adequadamente para o final do ano, quando o segundo apurado por nossa reportagem. editor@reparacaoautomotiva.com.br

movimento aumenta em virtude das férias. Nesta edição também o que de melhor aconteceu em termos Editor
Edison Ragassi
Nossa matéria de capa, ainda na linha de equipamentos, este de lançamentos de automóveis no Salão Internacional do Auto- ragassi@pranaeditora.com.br

mês ratifica a importância dos scanners para um correto diagnós- móvel, que ocorreu de 27 de outubro a 7 de novembro, no An- Redação
Camilla Perez - redacao@reparacaoautomotiva.com.br
tico automotivo. Como nem sempre esses equipamentos são hembi, na cidade de São Paulo.
Departamento de Arte
acessíveis, há quem já esteja terceirizando a sua utilização. É isso aí. Boa leitura e até nosso próximo encontro. arte@reparacaoautomotiva.com.br
Em Perfil, trazemos o Citroën C3 Aircross, produzido em O Editor Supervisor de Arte
Clayton Adjair
Diagramador
Adriano Siqueira
CRÉDITO DE FOTO DA CAPA Assistente de Arte
Ricardo DG Moreira
Palavra De Quem Entende . . . . . . . . . .6 Mural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .36 Fotografia
José Nascimento e Saulo Mazzoni
Técnica . . . . . . . . . . . . . . .8/20/29/30/44 Artigos . . . . . . . . . . . . . . . . . . .38/43/46 BOSCH / IMPRENSA
Departamento Comercial
Especial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 Feiras & Eventos . . . . . . . . . . . . . . . . .40 comercial@reparacaoautomotiva.com.br
Diretor Comercial
Edio Ferreira Nelson - edio@pranaeditora.com.br
Gerente Comercial
Richard Fabro Faria - richard@pranaeditora.com.br
Executivos de Contas
Rosa Souza - rosa@pranaeditora.com.br
Marcello Nestor da Costa - marcello@pranaeditora.com.br
Assistente Comercial
Cintia Nunes
Internet
webmaster@reparacaoautomotiva.com.br
Supervisor de Desenvolvimento
Aryel Tupinambá - aryel@reparacaoautomotiva.com.br
Assinaturas
Raquel Rodrigues de Souza - Telefone: 11 5084-1090
contato@reparacaoautomotiva.com.br
Financeiro
Mariza de Oliveira Neto - mariza@reparacaoautomotiva.com.br

Assistente Administrativo / Financeiro


Tatiane Nunes Garcia

Impressão
Prána Criação

Prol Editora Gráfica


Jornalista Responsável
Silvio Rocha – MTB: 30375
Colaboradores
Arthur Henrique S. Tupinambá / Carlos Napoletano Neto
Fauzi Timaco Jorge / Ingo Hoffmann
Jeison Cocianji / Karin Fuchs

Reparação Automotiva é uma publicação mensal da Prána Editora &


Marketing Ltda. com distribuição nacional dirigida aos profissionais
automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para
melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

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matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.
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6FOTO: DIVULGAÇ‹O ESPECIAL | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Sensor de Oxigênio x
Fator Lambda
*Texto: Eloi Carmo Schommer

1 - Sensor de O² indicando Tensão Baixa: 2 - Sensor de O² indicando Tensão Alta:


1… – CONDIÇ‹O: 1… – CONDIÇ‹O:
Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda
Tensão Baixa Pobre Acima da Média Enriquecimento < 1 - Rico Tensão Alta Rica Menor que normal Empobrecimento < 1 - Rico

Causas: Causas:
1 – Sensor de O² defeituoso – Circuito Interrompido. 1 – Óleo do motor contaminado com combustível – Sistema
2 – Sensor de O² Inoperante – em sistemas EEC-IV. PCV com defeito.
Nota: Na situação acima nos Sistemas atuais a tensão está em torno de 450 mV. 2 – Defeito no Sistema de Emissões evaporativas – Sistema Cánister.
3 – Entrada Falsa de Ar – Vazamento no Sistema de Injeção de 3 – Pressão alta do combustível.
Ar Secundário. 4 – Regulador de Pressão furado.
4 – Sinal do Sensor de O² em curto com a massa. 5 – Injetores Gotejando – falta de estanqueidade.
5 – Vazamento no escape antes da Sonda de O².
Nota: Essa Falsa entrada de Ar dilui os gases com excesso de oxigênio que 2… – CONDIÇ‹O:
perturba a operação do Sensor de O² (Falsa indicação de mistura pobre). Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda
Tensão Baixa Rica Maior média Enriquecimento < 1 - Rico
2… – CONDIÇ‹O:
Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda Causas:
Tensão Baixa Pobre Acima média Enriquecimento > 1 - Pobre Nota: Na situação acima o sensor de O² Não tem “Autoridade” no con-
Causas: trole da mistura.
1 – Pressão do Combustível Baixa. A causa do funcionamento anormal deverá ser procurada em al-
2 – Injetores entupidos – aplicação incorreta, etc. guma informação incorreta proveniente de um sensor com maior au-
toridade que a sonda de O² nesse momento.
3… – CONDIÇ‹O: Sensores: MAP – MAF – TPS – ETC – ACT.
Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda
Tensão Baixa Pobre Menor média Empobrecimento > 1 - Pobre
Considerações Importantes:
Causas: Uma consideração muito Importante é que , quando a ação da
1 – Falha em algum sensor, cujo sinal é utilizado para o cálculo do ECM resulta no mesmo sentido que a informação da Sonda de O² ,
tempo de Injeção. essa última Não tem “Autoridade” no controle da mistura.
Nota: Nessa situação o Sinal de O² está de acordo com o tempo de injeção Ti. Por exemplo, se a LTFT (BLM de O²) indica uma correção no
Lembrete: Temos que descobrir qual dos Sinais faz com que o Sinal de O² sentido do empobrecimento (BLM> 128; LFTF < 0%) e a sonda in-
perca a sua Autoridade está sem função nesse momento. forma condição de mistura Pobre constante (sinal da sonda <
450mV) significa que a ECM não leva em consideração a informação
4… – CONDIÇ‹O:
do sensor de O² para o ajuste da mistura. Como consequência disto,
Sinal Sonda O² Mistura Valor do Ti Indicação LTFT Fator Lâmbda
conclui-se que a ação da ECM nessa situação depende da informação
Tensão Negativa Fatores Irrelevantes
de outro sensor com “Autoridade” maior que a sonda de O². Se não
Causas: fosse assim, o esperado seria que, perante o excesso de O² nos gases
1 – Sensor de O² defeituoso com cerâmica danificada pode for- de escape, a ECM comandaria o enriquecimento da mistura (BLM
necer tensões negativas > 128 LFTF >0%).
2 – Referência de Massa defeituosa não afeta a real leitura do sensor Cabe salientar que a Autoridade que é conferida ao Sensor de O²
de O², mas pode causar Erro de interpretação do sinal por parte da ECM. é limitada. É baseado nos valores armazenados nas células de ajuste
3 – Líquido de arrefecimento fora de especificação – ácido – Ten- de longo prazo (LTFT). Se tivesse autoridade absoluta em qualquer
são Máxima 300 Mv. circunstância, um Sensor de O² defeituoso, indicando mistura Pobre
Nota: Nesta situação o motor pode se transformar numa pilha. Geralmente, constante, poderia provocar o “Aumento” da quantidade de combus-
a polaridade do motor resulta Negativa em aproximadamente 0,5 a tível injetada até limites extremos “Afogar” o motor ou provocar um
0,7 Volts. – Medir a DDP entre o Bloco e Neg. Bateria. Calço Hidráulico.
4 – Ondulação Harmônica (RIPPEL) do Alternador acima de
300 mVAC. com carga. *Eloi Training – Treinamento Profissional. test.nho@terra.com.br
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FOTOS: DIVULGAÇ‹O
TÉCNICA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Verdadeiro Piloto Automático


*Texto: Fernando Calmon

as rodas se imobilizam em pontos no chão dentro de um


raio de 3 cm!
Uma das simulações interessantes é uma prova considerada de
alto risco pela marca alemã. O carro dirigido a distância sobe uma
pequena rampa e mergulha no asfalto. Assim se pode ter certeza de
que os air bags não irão inflar nessas condições, ou seja, saltando
no ar em função de uma lombada ou avançando sobre uma calçada.
Os pilotos de testes, por sua vez, evitam o estresse de guiar nessa
condição adversa.
Outra condição severa é a simulação dos dispositivos anticoli-
são. O automóvel em avaliação freia repentinamente para evitar o
choque com outro, que só se desvia no último segundo. Situação
de quase colisão em cruzamentos também é reproduzida sem o
risco de acidente real e de altos prejuízos materiais e humanos.
Portanto, há várias aplicações possíveis para o sistema. Os dife-
rentes procedimentos permitem obter resultados com maior con-
fiabilidade e em menor tempo. Entretanto, são complementares
aos alcançados em condições de rodagem na vida real.

O
contínuo aperfeiçoamento dos métodos de teste tem sido
prioridade dos fabricantes de veículos. Em provas dinâmi-
cas estão ao volante pessoas bem treinadas e experientes das
equipes de desenvolvimento, mas as habilidades humanas sempre
apresentam limitações. Os pilotos não podem reagir com a rapidez, a
repetitividade e a precisão exigidas em certas circunstâncias.
No entanto, avançados sistemas eletrônicos de bordo, em espe-
cial os de assistência ao motorista, exigem validação funcional da
forma mais abrangente e perto da realidade possíveis. A metodo-
logia de teste deve focar a capacidade de o veículo manter veloci-
dade, trajetória e frenagem com o máximo de exatidão. A
possibilidade de aprovar recursos como a direção automatizável –
hoje restrita a experiências que mais parecem ficção científica – não
pode depender de testadores em carne e osso por questões de se-
gurança no trabalho.
Em razão disso a Mercedes-Benz desenvolveu um aparato ele-
trônico-mecânico único para veículos de teste utilizados em insta-
lações internas dedicadas. Na realidade são modelos comuns de
produção seriada equipados com robôs que cuidam de dirigir, ace- O futuro reserva avanços ainda mais surpreendentes. São tais
lerar e frear. Um computador a bordo controla esse sistema de pi- tipos de testes e controles que viabilizarão a pilotagem verdadeira-
lotagem automática para que o percurso pré-programado seja mente automática em estradas adaptadas para esse fim. Há progra-
seguido à risca, mesmo se vários carros estiverem envolvidos em mas cooperativados em estudo nos grandes polos de produção
uma manobra. mundial, mas ainda não se pode prever uma data exata para intro-
Engenheiros especializados monitoram tudo a partir de uma dução dessa revolução na mobilidade com segurança. Provavel-
central de controle e podem parar remotamente um automóvel a mente dentro de dez anos.
qualquer tempo. Paralelamente, os veículos em teste fazem auto-
checagem e freiam, se detectam desvios de programação. Para se
imaginar a perfeição de projeto, se o carro faz um percurso pré-
planejado diversas vezes, a diferença registrada ao final varia em *Jornalista especializado desde 1967, engenheiro e consultor
menos de 2 cm. Em caso de repetidas frenagens até a parada total, técnico, de comunicação e mercado. fernando@calmon.jor.br
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10 MERCADO | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Esteja preparado para o


final do ano!
Ações promocionais podem ajudar a aumentar os
lucros da oficina e, além de tudo, conquistar
novos clientes
Texto: Camilla Perez

P
rocurar por um reparador somente em situações extremas
(ou seja, quando o carro quebra!), certamente é um hábito
comum dentre muitos brasileiros. Entretanto, há de se res-
saltar a importância da manutenção preventiva, a qual deve ser feita
AÇÕES PROMOCIONAIS
O próximo passo é estabelecer metas de crescimento, a partir
N
(
A
com certa periodicidade, pois são vários os itens que necessitam de de informações levantadas do ano anterior. Ao proceder desta e
análise minuciosa para o adequado funcionamento do veículo, e para forma, o reparador poderá implementar ações promocionais de m
a garantia da segurança do condutor. acordo com a necessidade de seus clientes. Portanto, ao saber exa- l
Só que há outro fato que não dá para negar: o final do ano está tamente qual é o perfil daqueles que frequentam a oficina, a ques- p
próximo e é nesta época que os clientes investem mais em serviços tão mais relevante para se colocar em prática ficará por conta das d
automotivos. Isto, é claro, para evitar problemas durante o tão es- facilidades oferecidas na hora do pagamento como, por exemplo, C
perado período de férias e festividades. Logo, como não tem mais dividir em 3, 6 ou até mesmo 12 parcelas. (
jeito de prorrogar a visita à oficina, os reparadores já devem co- “O cliente não se importa em pagar um pouco mais, se você ç
meçar a se preparar. facilitar e transmitir segurança, o que é fundamental nesta área.
Para isso, é importante traçar uma estratégia a fim de se obter Então, outra atitude importante é considerar que os condutores c
bons resultados, principalmente para aproveitar a oportunidade não costumam dispor de muito tempo, logo nem sempre acom- s
de conquistar novos clientes e aumentar os lucros da empresa. No panham o serviço de reparação. Assim, o ideal é mostrar a peça s
caso, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas que foi trocada e a caixa da que a substituiu, por exemplo. São pe-
(Sebrae) pode ser uma excelente ferramenta durante a empreitada. quenas ações do dia-a-dia que vão conquistando a segurança e a
Segundo Wlamir Bello, consultor de Marketing do Sebrae São confiança do cliente”, afirma Bello.
Paulo, o reparador “Pode ser orientado tanto na gestão quanto em É imprescindível, também, ter um sistema com o cadastro dos
ações para aproveitar o momento em que a pessoa física está mais clientes, no qual deve constar informações sobre o modelo, o ano
disposta a atender às necessidades que antes talvez não consegui- e inclusive a quilometragem do veículo desde a última visita à ofi-
ria. Com dinheiro extra, como a chegada do 13° salário – para al- cina. Assim, de tempos em tempos – e, principalmente, neste pe-
guns segmentos, até mesmo 14° –, todos os negócios devem se ríodo do ano –, é possível elaborar uma sinalizador sobre qual é o
preparar”, diz. serviço que mais se aproxima da necessidade do cliente. Por exem-
Além disso, o órgão ainda plo, se a troca de óleo já tem quase 10 mil Km, dependendo do
pode oferecer orientações indi- modelo já está na época de trocá-lo novamente.
viduais – através de consulto- Para que o reparador se antecipe a esta situação, o consultor de
rias agendadas nos escritórios Marketing do Sebrae dá a dica: “É possível utilizar alguns canais
regionais, cuja localização pode de comunicação direta com o cliente, como mandar um e-mail ou
ser consultada pelo telefone então uma mensagem de texto via celular, sem ser invasivo. Se ele
0800 570 0800 ou através do comparecer à oficina, até se pode oferecer um brinde, um outro
portal www.sebrae.com.br – ou serviço”. É deste jeito que surge a oportunidade de investir em
até mesmo coletivas, as quais propagandas cooperadas, tanto com postos de combustível e lava-
consistem em palestras especí- rápidos, quanto em lojas de som automotivo e oficinas que ofere-
ficas em cada área de gestão cem o serviço de funilaria. Como é um empreendimento
como, por exemplo, sobre divulgando o outro, a oportunidade para agregar promoções
temas relacionados a marke- é melhor.
ting, administração, assuntos Por fim, vale ressaltar o uso de catálogos e banners, por exem-
financeiros e até mesmo jurídi- plo. Mas, para isso, há de se considerar algumas legislações como
cos. Estas são alternativas para a Lei Municipal nº 14.223/06, conhecida como “Lei Cidade
aplicação em curto prazo. Mas, Limpa”, de São Paulo, a qual proíbe a propaganda em outdoors da
para longo prazo, o reparador cidade e regula o tamanho de letreiros e placas de estabelecimen-
WLAMIR BELLO, CONSULTOR DE pode contar com cursos tos comerciais. Portanto, a dica é apostar em ferramentas online
MARKETING DO SEBRAE-SP de capacitação. como Facebook e Twitter.
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www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30


ESPECIAL
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FOTO: DIVULGAÇ‹O
Os melhores
veículos de 2010
Eleição promovida pelos membros da Associação
Brasileira da Imprensa Automotiva escolhe os melhores
automóveis e motos comercializados no país
Texto: Edison Ragassi

N
o domingo, dia 24 de ou- tria e do Comércio, Miguel Jorge, melhor Carro Popular e Carro Na- Uma para o ministro Miguel Jorge,
tubro, os jornalistas inte- Cledorvino Belini, presidente da cional. A categoria Utilitário Espor- e outra de Boas-Vindas para Denise
grantes da ABIAUTO Anfavea (Associação Nacional dos tivo foi vencida pelo Audi Q5. O Johnson, a nova presidente da Ge-
(Associação Brasileira da Imprensa Fabricantes de Veículos Automo- recém-lançado Citroën Aircross neral Motors do Brasil.
Automotiva) reuniram-se para votar tores), associados da entidade, venceu como Minivan. Já o Ford O Prêmio Abiauto 2010, maior
e eleger os melhores veículos co- convidados e os principais diri- New Fiesta foi eleito o melhor im- prêmio da indústria automotiva
mercializados no Brasil. Os mode- gentes das empresas fabricantes portado e na categoria picape, a ven- brasileira, contou com os patrocí-
los finalistas, cinco por categoria, dos automóveis e motos. O jorna- cedora foi a Chevrolet Montana. nios de Goodyear, Metalúrgica
passaram por uma última avaliação lista Edison Ragassi, editor de Entre as motos, as escolhidas Teksid e Única (União da Indús-
dos votantes na pista do Esporte veículos dos jornais Balcão Auto- foram a Dafra Citycom 300, na ca- tria de Cana-de- Açúcar). Co-pa-
Clube Piracicabano, em Piracicaba motivo e Reparação Automotiva, tegoria Urbana/ Street a BMW 1200 trocínio de ACDelco, baterias
(SP), onde também ocorreu a vota- integrou o júri formado por 73 GS ficou com o prêmio de melhor Heliar, Wynn’s Automotive e
ção, auditada pela empresa PWC. profissionais da imprensa especia- Estradeira e a BMW S1000 RR foi Reed-Exhibitions Alcântara Ma-
Na noite de domingo, aconte- lizada no setor automotivo. eleita a melhor Esportiva e Melhor chado. E o apoio da Heladri, Coca-
ceu o evento que divulgou o re- A maioria dos votantes elegeu o Moto 2010 Imprensa Automotiva. Cola, Alpinestar, Dy Jay Infor-
sultado da eleição. Participaram da Fiat Novo Uno como o Melhor No evento anual, a ABIAUTO mática, Agência York e Entrelinhas
solenidade, o ministro da Indús- Carro 2010 Imprensa Automotiva, ainda prestou duas homenagens. Comunicação e Eventos.

Prána Criação
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12 CAPA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Investir ou terceirizar?
Oficina mecânica bem equipada é ferramenta de trabalho. Em se tratando de scanners, avaliar o perfil de
serviço atendido é o primeiro passo para saber quais devem ser adquiridos e atualizados. Em alguns casos,
vale a terceirização
Texto:Karin Fuchs

Q
ualquer profissão requer viços que a oficina presta. Em ou- uma resposta ao mecânico de onde Porém, segundo ele, “os ca-
ferramentas de trabalho tras palavras, às marcas de veículos está o problema do veículo. Ele minhões praticamente já falam
e mais ainda quando elas que ela atende. Para oficinas espe- cobra por este serviço e, na outra com a gente e, a partir de 2014, será
estão relacionadas a áreas cializadas como a MotorFast, que ponta, o mecânico o executa e os obrigatório que todos eles já saiam
técnicas, como é o caso das oficinas tem como foco carros franceses, dois lados ganham com isso. Em de fábrica com as informações no
mecânicas. Desde o advento da in- esta tarefa pode parecer mais sim- outras palavras é como uma tercei- painel e não precisaremos mais ad-
jeção eletrônica, equipamentos de ples. Para as multimarcas, a varie- rização de serviços”, explica. quirir scanners”.
leitura fazem verdadeiros milagres dade tem de ser maior e, por isso, O próximo passo, antecipa Star- A ressalva, diz ele, será para os
na detecção de problemas, mas os nem sempre elas conseguem se ling, será a aquisição, também em veículos mais antigos. “Porém, a in-
profissionais do setor alertam: não manter atualizadas devido aos cus- conjunto, de um scanner que atende cidência de veículos que precisam
basta ter o equipamento, tem de ter tos. Uma solução adotada pelo veículos chineses ainda neste ano. de reparo na injeção são os que têm
o conhecimento preciso, o que sig- mercado é a terceirização. “Começamos a terceirizar dos mo- no mínimo cinco anos de uso e
nifica muito treinamento e delos da Hyundai e da Kia. As ofici- tem empresas que não trabalham
profissional qualificado para ENTRE AMIGOS nas precisam estar atualizadas. Não com este tipo de carro. O investi-
saber utilizá-lo. Em Belo Horizonte (MG), oito conseguimos detectar problemas, o mento é alto. O que temos feito
Especificamente scanners, a oficinas se uniram em julho deste funcionamento do sensor, somente aqui, em Belo Horizonte, é prepa-
escolha do melhor equipamento – ano na compra de um scanner que com a sensibilidade humana sem rar as oficinas para quando vir a ins-
já que cada montadora tem o seu atende exclusivamente veículos co- um scanner para leitura”. peção veicular”.
pacote de softwares – está direta- reanos. Segundo Marco Túlio Star- Ainda de acordo com Starling,
mente relacionada ao perfil de ser- ling, presidente do Sindirepa (MG) para investir em equipamentos tem
e proprietário da THC Centro Au- de ser feito uma previsão de retorno
FOTOS: DIVULGAÇ‹O

tomotivo, a iniciativa foi justamente muito bem planejada. “Hoje, um in-


por não haver um movimento de vestimento básico, bem feito, in-
carros coreanos em cada oficina que cluindo também material humano,
justifique o investimento indivi- não sai por menos de R$ 25 mil.
dual. “Não estamos partindo pro- Apenas para uma atualização da
priamente para uma terceirização, Magneti Marelli, que fizemos recen-
mas sim para uma especialização. temente, nos custou R$ 8 mil, e
Quem faz a parte de diagnóstico de temos também que ter o scanner da
ALBERTO MARTINUCCI JR., injeção eletrônica é um profissional Bosch para atender os veícu- MARCO TÐLIO STARLING,
DA MOTORFAST especializado. Desta forma, ele dá los nacionais”. PRESIDENTE DO SINDIREPA-MG
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14 CAPA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

EQUIPAMENTO INVESTIMENTO Bosch Car Service, estar atualizadas


UNIVERSAL OBRIGATÓRIO é mais do que defender a bandeira
Diretor do Sindirepa (MA) e Especializada em veículos fran- da marca, mas uma questão de
proprietário da oficina Stop Kar, Rai- ceses, a MotorFast, oficina de Al- princípios dos próprios donos. “É
mundo Nonato defende que os berto Martinucci Jr., conta com uma ferramenta de trabalho como
scanners deveriam ser unificados. quatro scanners: dois deles para a qualquer outra. Se não tiver o equi-
“Além de o investimento ser alto, nós linha francesa, um exclusivamente pamento, isso pode descaracterizar
estamos sempre submissos às fabri- para a PSA e outro que, além da Peu- a sua loja, a bandeira da marca, e CASA DOS FREIOS,
cantes disponibilizarem ao mercado geot e Citroën, atende também a acarretar na perda do cliente. Além DE PORTO ALEGRE (RS)
as atualizações. Para se ter uma ideia, Renault, e mais dois equipamentos disso, terceirizar requer custo e um sificação no mercado e muitos scan-
o scanner mais atualizado é de um para veículos nacionais e para grande tempo de serviço que pode ser mais ners trazidos de fora não têm soft-
ano atrás e quando dá um problema parte dos importados. “Não digo longo que na sua própria oficina”, ware de atualização por aqui”, alerta.
no carro novo, como, por exemplo, que a atualização tem de ser feita avalia o diretor da Casa dos Freios, O primeiro ponto, diz o execu-
na instalação de um equipamento todo o ano, pois até os veículos Gilberto Mendelski. tivo, é buscar informação no próprio
elétrico (som, alarme) é um sufoco. novos saírem da garantia temos um Nas últimas atualizações, Men- mercado, com os profissionais do
A meu ver, a Associação Brasileira de prazo de dois anos para elas chega- delski destaca que foram adquiridos setor que já utilizam os equipamen-
Normas Técnicas (ABNT) deveria rem às oficinas. Um scanner que os scanners KTS 200 e, mais recen- tos. “A dica é relacionar-se com as ofi-
unificar o modelo de scanner para comprei este ano, por exemplo, acre- temente, o KTS 340. “E estamos cinas que estão no ramo, para obter
que se adaptasse a todos os veículos”. dito que ele só terá utilização em atualizando o equipamento mais an- informações. Nenhum scanner é
Mas já que a realidade é outra, julho de 2011”, prevê. tigo que temos, da Napro. Os ad- completo, não atende a todas as
Nonato comenta que não há muita Na hora da aquisição, destaca quiridos são equipamentos de linhas, por isso é preciso avaliar qual
alternativa: as oficinas precisam in- Martinucci, a avaliação do modelo última geração da Bosch, que prati- se enquadra melhor ao perfil de ser-
vestir. “80% das associadas ao Sindi- deve ser a partir do conteúdo – soft- camente atende todas as montado- viços (marcas atendidas) na oficina”.
cato têm scanners. O investimento, wares que ele oferece – e as tarefas ras. Estamos superatualizados, não Para as que atendem algumas
como dito anteriormente, é alto e o que possui. “Quanto mais, melhor. só na parte de injeção eletrônica, marcas esporadicamente, ele indica
retorno em longo prazo. Todos os A grande questão não é atualização, como também na de ABS e air bag. a terceirização. “É o velho ditado,
anos são lançados novos veículos e, mas sim o custo do scanner. Para as Além dos equipamentos, buscamos cada macaco no seu galho. O me-
consequentemente, temos que nos oficinas que não são especializadas nos manter sempre atualizados com cânico tem de ser como um mé-
atualizar, além das montadoras, como nós, é preciso ter três ou qua- muito treinamento. Se não nos mo- dico ou advogado, sempre se
como a Fiat, que fazem vários lança- tro equipamentos para atender mul- dernizarmos, ficaremos para trás”. especializando e sempre conhe-
mentos ao longo do ano. É muito timarcas. É um investimento alto”. cendo algo a mais, pesquisando,
complicado as pequenas oficinas E tão importante quanto os scan- CONHECIMENTO EM buscando informações. Tem de re-
conseguirem acompanhar”. ners, avalia Martinucci, é estar equi- PRIMEIRO LUGAR almente gostar do que faz e se de-
Para ilustrar esse cenário, o dire- pada com analisadores de gases, Assim como o diretor da Casa dicar. O scanner é fundamental,
tor pontua que cada atualização custa principalmente nas localidades onde dos Freios, Wilson Bill, presidente mas para alguns tipos de serviços.
entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. “E quan- há inspeção veicular. “Um analisador do Sindirepa (PR) e proprietário da Os maiores problemas dos veículos
tas montadoras não temos? Mais de gases, mais a parte de softwares, Auto Mecânica Bill Ltda., também estão na parte mecânica, vela
uma vez, defendo que a unificação CPU, teclado e o carrinho custam, defende que treinamento da equipe falhando, válvula do motor... Por-
do scanner seria um grande facilita- em média, R$ 12 mil. Neste ano fi- é primordial. “Tem gente que acha tanto, é preciso avaliar quais são as
dor para todos nós, de forma que o zemos este investimento e com o que só abrir uma oficina basta. O reais necessidades na oficina, sem-
mesmo padrão fosse seguido por movimento que tenho na oficina scanner não faz milagre, se a pessoa pre com profissionais devidamen-
todas as montadoras. Embora um consigo pagar o parcelamento do não tiver conhecimento básico de te qualificados”.
determinado veículo não tivesse os equipamento. É uma ferramenta de eletricidade, de injeção eletrônica.
mesmos equipamentos que outro, a trabalho obrigatória. Imagina o Além disso, em alguns casos, um
central única poderia fazer o rastrea- cliente, que pagou pelo serviço (pré- mecânico com bom conhecimento
mento e identificá-los”, propõe. inspeção na oficina), ser reprovado chega até a substituir o uso do scan-
na inspeção? Se a oficina não estiver ner, pois ele fará a análise e identifi-
equipada, tem que buscar uma que cará uma série de defeitos no carro.
faça a análise detalhada, neste con- Basicamente acertando esses defei-
ceito de terceirização”, orienta. tos o carro fica estabilizado”.
Na hora da escolha do equipa-
JUS À BANDEIRA mento, orienta Bill, “não adianta
Nas duas unidades da Casa dos comprar um scanner muito básico
STOP KAR, Freios, em Porto Alegre (RS), que ou muito barato que não vai atender WILSON BILL,
DE S‹O LU¸S (MA) atuam como Serviço Autorizado as necessidades. Existe muita diver- PRESIDENTE DO SINDIREPA-PR
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16 CAPA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

DICA AO REPARADOR

Segundo Rodrigo Iglesias, chefe de Trade Marketing e Assistência Técnica de E, de acordo com Marcos Zillner, diretor da Napro, a fabricante foi a pioneira
equipamentos de teste da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch em utilizar uma interface de comunicação entre o veículo a ser diagnosticado
Brasil, a complexidade da eletrônica embarcada aumenta nos veículos a cada e um computador pessoal tipo PC IBM compatível. “Essa característica ajudou
dia e somente as oficinas bem equipadas terão condição de reparar esses muito o técnico reparador a se municiar de equipamentos utilizando um com-
veículos. “Dessa forma, a utilização de scanners de diagnose é fundamental putador, mesmo que desatualizado. Uma grande vantagem que esta tecnologia
para as oficinas que querem se manter competitivas neste mercado. Para o introduzida no mercado pela Napro trouxe foi a utilização de monitores de
reparador o principal ganho é ter ferramentas que possibilitam fazer um di- vídeo, teclado, entre outros, que podem ser adquiridos até em grandes super-
agnóstico mais rápido e preciso, e que otimizem o tempo de serviço”. mercados, sem a necessidade de depender do fabricante”.
Já Amaury Oliveira, gerente de Engenharia, Gerenciamento de Programas e Já no caso do PC-SCAN, complementa Zillner, o computador é propriedade do
Qualidade da Delphi Soluções em Produtos e Serviços para América do Sul, usuário que ao necessitar de um teclado, CPU ou um monitor de vídeo tam-
destaca que “ao utilizar o equipamento correto no momento certo, o bém pode adquiri-lo onde preferir. “Um computador novo hoje pode chegar
reparador ganha tempo no diagnóstico. Um sensor de temperatura da água a custar R$ 1.000 ou menos. Outra vantagem indiscutível do PC-SCAN é a fi-
defeituoso, por exemplo, pode ser facilmente identificado com a utilização de delidade na reprodução das rotinas de diagnóstico e adaptação imitando os
um scanner. Sem esta ferramenta, o reparador teria que retirar o sensor, scanners das montadoras, reproduzindo fielmente as rotinas de auto-adap-
aquecê-lo, medir seus valores e comparar com tabelas disponíveis, o que de- tação, correção e manutenção que o técnico reparador encontra no dia-a-dia
mandaria um tempo bem maior do que com a ferramenta apropriada para a nas concessionárias”, conclui.
resolução do problema”.

NOVIDADES DO MERCADO

LINHA BOSCH LINHA NAPRO


A Bosch disponibiliza para as oficinas mecânicas A Napro dispõe de um modelo de Scanner PC-
uma ampla linha de scanners, que auxiliam o SCAN3000USB que é a evolução do modelo con-
reparador a fazer o correto diagnóstico e reparação sagrado PC-SCAN2010. Além disso, a fabricante
dos veículos. Atualmente, são cinco modelos: está lançando uma atualização do programa PC-
- KTS 200 (Foto): scanner portátil de fácil ope- SCAN3000, com várias novidades na linha Fiat,
ração para diagnóstico de unidades de comando GM, VW e Renault.
e serviços. Todas as novidades podem ser conferidas, a
- KTS 340: scanner portátil de tela tátil (sensível partir de 20 de novembro, no portal
ao toque) de fácil operação para diagnóstico de www.napro.com.br
unidades de comando e serviços. O equipamento pos-
sui multímetro digital de dois canais integrado. Através da assinatura do software
ESI[tronic] é possível ter acesso aos manuais de reparação e esquemas elétricos dos
veículos. É o mais completo scanner de teste do mercado, pois além de fornecer LINHA RAVEN
todas as informações e tecnologias de medição (multímetro digital de dois canais) Desde 2003, a Raven produz o Scanner II Raven
necessárias para diagnóstico da unidade de comando, o novo equipamento conta (Foto), que atende veículos de passeio e utilitários
com manuais para identificação de falhas, reparos e manutenção preventiva. Ele (pick-ups e vans). O equipamento consiste na dis-
também possui a melhor cobertura do mercado para o diagnóstico de falhas do tribuição de veículos em blocos, que são liberados de
motor e outros sistemas, como ABS, air bag, câmbio, central eletrônica, painel, etc. acordo com a necessidade do cliente, sem obrigar o
- KTS 540: scanner base PC para diagnóstico da unidade de comando e serviços. cliente a ter o equipamento completo. Esta concepção
Manuais de reparo dos veículos com esquemas elétricos e instruções para busca de tem como principal aliado os cartões Code Card, para
falhas. Equipamento possui comunicação sem fio com o computador. Tem a função a liberação dos blocos de maneira fácil e permanente.
de multímetro digital integrada ao equipamento. As atualizações são gratuitas, sendo assim os blocos já liberados que rece-
- KTS 570: scanner base PC para diagnóstico da unidade de comando e serviços. berem novas informações as terá disponíveis para uso imediato e os cabos que
Manuais de reparo dos veículos com esquemas elétricos e instruções para busca de acompanham o equipamento fazem 80% da frota nacional. Possibilita às oficinas
falhas. Equipamento possui comunicação sem fio com o computador. Tem as funções baixo custo de investimento na aquisição e custo zero nas atualizações, além da
de multímetro e Osciloscópio digital de dois canais integradas ao equipamento. parceria com o Software Doutor-iE Enciclopédia Eletrônica, para todo o suporte
- SDC 701: scanner portátil com foco de aplicação para veículos pesados (diesel). teórico ao reparador, na reparação veicular.
A nova atualização do Scanner II acontecerá no início do ano de 2011, e, em
abril do mesmo ano, está previsto o lançamento do Scanner Diesel.

LINHA TECNOMOTOR LINHA DELPHI


Da Tecnomotor, a linha de scanners com- A Delphi Soluções em Produtos e Serviços
preende o Rasther II (Foto) e Rasther EX na Versão oferece hoje para o mercado de reposição o
17 e com uma aplicação de 25 montadoras cobrindo scanner DS900 (Foto) para aplicações linha leve
os mais diversos sistemas eletrônicos nos veículos. (ciclo otto) - que atualmente atende 85% da
Recentemente, a Tecnomotor lançou o Ras- frota circulante nos sistemas eletrônicos
ther II com aplicação para Moto e Náutica e, para disponíveis - e a versão DS900 Diesel para apli-
2011, está previsto o lançamento da versão 18 cações linha pesada (ciclo Diesel).
para o Rasther.
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18 PERFIL | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

FRENTE

DNA aventureiro
Modelo aventureiro urbano da Citroën desenvolvido no Brasil
surpreende por suas linhas arrojadas
Texto: Edison Ragassi
FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

VISUAL ROBUSTO OSTENTA A NOVA


IDENTIDADE VISUAL DA MARCA
INTRODUZIDA EM 2009. OS FARŁIS
S‹O GRANDES E O PARA-BRISA É
PANOR˜MICO DIVIDIDO EM
TR¯S PARTES

PAINEL

L
ançado em agosto deste diamantadas Buggy, elas são cal- um vão livre em relação ao solo
ano, o Citroën C3 Air- çadas com pneus de uso misto de 230 mm na frente e 240 mm
cross é produzido em 205/60 R16. na traseira. O AR ESPORTIVO FICOU MARCADO
Porto Real (RJ). Trata-se de um Para reforçar o apelo fora de O novo Citroën é equipado NO VOLANTE, ELE TEM A PARTE INFE-
RIOR ACHATADA, OS MOSTRADORES
veículo utilitário esportivo estrada, o estepe está exposto na com motor 1.6 litro, 16V Flex, de DO PAINEL S‹O GRANDES E REDON-
(SUV), que a marca desenvolveu traseira e serve como suporte quatro cilindros em linha com DOS, FORMA USADA TAMBÉM NAS
no Brasil, para atender também a para a tampa do porta-malas. As filtro de óleo ecológico, no qual SA¸DAS DE AR. A PARTIR DA VERS‹O
Argentina e outros países latino- só é substituído o refil de papel INTERMEDI˘RIA GLX, O AIRCROSS É
lanternas estão fixadas no alto
EQUIPADO COM INCLINłMETRO
americanos. com cromados em volta, bem ao que pode ser incinerado sem pre- LATERAL (INDICA A INCLINAÇ‹O DO
Seu design é arrojado e ro- estilo tunning. judicar o meio ambiente. Este VE¸CULO LATERALMENTE), IN-
busto, a grade é formada pelos O painel de instrumentos propulsor entrega 113 cv de po- CLINłMETRO LONGITUDINAL (EVI-
DENCIA A INCLINAÇ‹O DO VE¸CULO
duplos Chevrons cromados. tem formas arredondadas, assim tência a 5.800 rpm com Etanol e EM SUBIDAS OU DESCIDAS) E BÐS-
Uma grande tomada de ar bem como as saídas de ar (três ao cen- 110 cv na mesma rotação ao usar SOLA (COM QUATRO TRAÇOS PRINCI-
aberta aparece na parte inferior. tro e uma em cada lateral). Gasolina. O torque é de 15,80 PAIS INDICANDO NORTE, SUL,
LESTE E OESTE)
O capô é elevado e os faróis são Em sua construção, o Air- kgfm a 4.500 rpm (E) e 14,47
grandes, eles estão encaixados na cross utiliza suspensão indepen- kgfm a 4.000 rpm (G). A caixa de FILTRO DE ŁLEO
lataria e invadem os para-lamas. dente tipo McPherson na câmbio manual com cinco velo-
Com para-brisa panorâ- dianteira, com barra estabiliza- cidades teve as relações de
mico, o carro oferece exce- dora, molas helicoidais e amorte- marcha encurtadas em 15%
lente visibilidade. cedores pressurizados. Na para privilegiar acelerações
Na lateral há estribos proteto- traseira, o conjunto é formado e retomadas.
res e a inscrição Aircross aparece por uma travessa deformável, E quem vê o tamanho do C3
na parte inferior das portas. com molas helicoidais, amorte- Aircross tem a impressão de que
Acima, barras longitudinais no cedores pressurizados e barra es- o motor 1.6L não dá conta do re- O ELEMENTO FILTRANTE DO ŁLEO É
DO TIPO ECOLŁGICO, NECESSITA DE
teto, para completar o visual tabilizadora. Sua altura em cado, o que é um engano. TORQU¸METRO PARA RETIRAR
aventureiro, e a capa dos retrovi- relação ao solo foi elevada em 36 O carro tem um arranque in- O COPO DE PROTEÇ‹O E A MESMA
sores são cromadas. O toque de mm no eixo dianteiro e 41 mm vejável, ótimas acelerações e re- FERRAMENTA PARA COLOC˘-LO
NO LUGAR
exclusividade foi dado nas rodas no eixo traseiro, o que assegura tomadas, não causa sustos ao
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www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30 PERFIL 19


realizar uma ultrapassagem. do motorista. MOTOR BOMBA DE COMBUST¸VEL
A posição de dirigir é alta, Ainda como opcionais é ofer-
agrada o público feminino que tado: sensor de estacionamento
gosta de veículos deste porte. traseiro, acendimento automá-
Confortável, tanto para mo- tico de faróis, sensor de chuva, air
torista como passageiros, o Air- bag lateral e sistema de Navega-
cross tem distância entre os eixos ção MyWay.
de 2.540 mm, 4.279 mm de com- O modelo é vendido com três
primento e a altura da carroceria anos de garantia, a fabricante O AIRCROSS É EQUIPADO COM A PEÇA É DE F˘CIL ACESSO, EST˘ LO-
é de 1.753 mm. A capacidade vo- ainda oferece um Pacote Promo- PROPULSOR 1.6 16V FLEX, SUA CALIZADA EMBAIXO DO BANCO
lumétrica do porta-malas é de cional de Lançamento, válido POT¯NCIA AO USAR ETANOL É DE 113 TRASEIRO DO PASSAGEIRO
CV, J˘ COM GASOLINA BAIXA PARA
403 litros, com os assentos trasei- para todos os clientes que com- 110 CV
ros em posição normal, ou 1.500 prarem o carro até 31/12/2010. AMORTECEDOR DIANTEIRO
litros com eles rebatidos. E Neste pacote as três primeiras re- setor automotivo, pois venceu na
o tanque recebe 55 litros visões são gratuitas em qualquer categoria Minivan o Prêmio Im-
de combustível. concessionária da marca. Ela in- prensa Automotiva 2010, promo-
O Citroën Aircross é comer- clui as operações de manutenção, vido pela Abiauto (Associação
cializado em três versões, a GL mão-de-obra e peças preconiza- Brasileira da Imprensa Automo-
custa R$ 53.900 e traz de série: das em cada uma das três primei- tiva). Mas por seu porte e carac-
ar-condicionado, computador de ras revisões (10.000, 20.000 e terísticas seus grandes
bordo, vidros dianteiros e retro- 30.000 km) constantes no ma- concorrentes no mercado nacio-
visores com acionamento elé- nual de manutenção e garantia do nal são: o Fiat Idea Adventure,
trico, abertura das portas com veículo. Palio Weekend Adventure,
acionamento a distância, barras Logo na estréia, o Citroën Volkswagen CrossFox e, princi-
de teto longitudinais, estepe com Aircross agradou os jornalistas do palmente, o Ford EcoSport.
dispositivo antifurto, bancos tra-
seiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta- CUSTO DAS PEÇAS DE REPOSIÇ‹O*
malas com travamento elétrico,
PEÇAS
entre outros.
AMORTECEDORES DIANTEIROS: R$ 186,99 - CADA
A opção intermediária GLX AMORTECEDORES TRASEIROS: R$ 137,04 - CADA
custa R$ 56.400, além dos itens DISCOS DE FREIOS DIANTEIROS: R$ 317,42 - CADA
do modelo de entrada é equipada JOGO DE PASTILHAS DIANTEIRAS: R$ 252,38
JOGO DE LONAS TRASEIRAS: R$ 96,91 - 4 UNIDADES
com: rodas de liga leve Buggy, FILTRO DE ÓLEO R$ 28,51
bússola, inclinômetro (horizon- FILTRO DE AR R$ 44,18 UTILIZA AMORTECEDORES
tal e vertical), vidros traseiros elé- FILTRO DE COMBUSTÍVEL R$ 22,89 PRESSURIZADOS COM MOLAS
VELAS: R$ 12,42 - CADA HELICOIDAIS E BARRA
tricos, faróis de neblina,
*VALORES SUGERIDOS PELA MONTADORA ESTABILIZADORA
regulagem de altura do banco do
motorista e sistema de som com
Rádio/ toca CD MP3 e entrada FICHA TÉCNICA SUSPENS‹O TRASEIRA
para iPod. CITROËN AIRCROSS
Já a topo de linha, Exclusive Motor: 1.6 litro
custa R$ 61.900 e nela o ar-con- Número de cilindros: 4 em linha
Número de válvulas: 16
dicionado é digital e os bancos Cilindrada: 1.587
em couro. Além disso, traz, air Injeção eletrônica multiponto
bag duplo, Rádio Pioneer for Ci- Potência: 110 cv / (G)/ 113 cv (E) a 5.800 rpm
troën, ABS + EBD, limitador e Torque: 15,80 kgfm a 4.500 rpm (E) e 14,47 kgfm a 4.000 rpm (G)
Tração: Dianteira
regulador de velocidade, volante Câmbio: Mecânico de 5 marchas
em couro, rodas de liga leve Direção: Hidráulica vazão variável
O CONJUNTO É FORMADO POR
Buggy, bússola, inclinômetro Suspensão Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e
amortecedores pressurizados
UMA TRAVESSA DEFORM˘VEL,
(horizontal e vertical), vidros tra- COM MOLAS HELICOIDAIS,
Suspensão Traseira: Travessa deformável, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e
seiros elétricos, faróis de neblina barra estabilizadora
AMORTECEDORES PRESSURIZA-
e regulagem de altura do banco DOS E BARRA ESTABILIZADORA
Freios Dianteiros: Discos ventilados
Freios Traseiros: Tambor

Colaboraram: Citroën do Brasil e Mecânica do Gato


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20 TÉCNICA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

O que é e como funciona o


câmbio Dualogic - Parte final
Texto: Alexandre Müller *

ARQUITETURA ELETRÔNICA
A ilustração a seguir mostra as informações usadas pelo NCD – Nó do Câmbio Dualogic durante o funcionamento do veículo.

LEGENDA
NFR
NFR: NÓ DO SISTEMA DE FREIOS (ABS)
NCM: NÓ DE CONTROLE DO MOTOR
NCD: NÓ DO CÂMBIO DUALOGIC
Rotação do motor
NGE: NÓ DA DIREÇÃO ELÉTRICA
Temperatura do motor
NCM NBC: NÓ DO COMPUTADOR DE BORDO
Posição pedal acelerador
Carga do motor(*) NQS: NÓ DO QUADRO DE INSTRUMENTOS

Posição do botão Gateway: É a transferência de dados entre a rede


Interruptor do botão CAN e CAN B
Interruptores do volante
Posição da árvore primária (*) A carga do motor é um parâmetro calculado

Posição do atuador do ângulo internamente no NCM


NCD
Posição do atuador da seleção
Posição da arv. Secundária Barramento CAN B
Pressão do óleo
Barramento CAN C

PROCEDIMENTOS ESPECIAIS AO REALIZAR


MANUTENÇÃO NO SISTEMA
NGE
Sangria da embreagem
Despressurização do acumulador
Aprendizado do sensor de posição do atuador da
embreagem (Kiss Point)
Autoaprendizado de fim de linha/manutenção
Interruptor do freio (NA) Aprendizado das (novas) eletroválvulas
Velocidade do veículo Autoadaptação da embreagem (Cálculo do desgaste
NBC
Int. da porta do condutor da embreagem)
GATEWAY Cancelamento dos grupos de dados
Interruptor do freio (NF)
Transferência de dados estatísticos
Temperatura do ar
Aprendizado dos botões do volante

NQS

*Instrutor Orientador do Senai


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Ano III - NÀ30 - Novembro 2010

Alinhamento e balanceamento veicular são


fundamentais para segurança e
estabilidade do veículo
SEGURANÇA PARA O AUTOMÓVEL E SEUS PASSAGEIROS

R
esponsáveis pelo bom funcionamento do sistema de sus- A Rede Bosch Service é capacitada para fazer a revisão de
pensão e pneus do veículo, o alinhamento e balanceamento todos os componentes. Para mais informações sobre a Rede
são processos de manutenção fundamentais para a segu- Bosch Service e a localização das oficinas entre no site
rança do automóvel e seus passageiros. O alinhamento ajusta os www.boschservice.com.br ou contate o SAC (11) 2126-1950 (a
ângulos da suspensão, fazendo com que as quatro rodas rodem no partir de São Paulo e região metropolitana) e 0800-7045446
mesmo eixo direcional. Já o balanceamento proporciona estabili- (demais localidades).
dade para o veículo, evitando que as rodas vibrem e pulem.
Vibração no volante ou o carro não andar em sentido reto são FOTO: DIVULGAÇ‹O
algumas das indicações de que o automóvel precisa passar pelo
processo de alinhamento e balanceamento. Os principais motivos
que levam ao desgaste dos componentes do sistema de suspensão
e direção, comprometendo a dirigibilidade do automóvel, são:
pneus descalibrados, freadas bruscas e passagem sobre buracos
ou obstáculos em alta velocidade.
Além da falta de segurança, o desbalanceamento e
desalinhamento da suspensão do carro podem causar o desgaste
prematuro dos pneus e o aumento no consumo de combustível.
“É importante fazer o alinhamento e balanceamento de acordo
com a especificação do manual do fabricante do veículo, na média
de 8.000 Km ou ao sentir algum desconforto ao dirigir”, comenta
o chefe de Vendas de Equipamentos de Teste da divisão Automo-
tive Aftermarket da Robert Bosch Brasil, Paulo Vianna.
Outro ponto importante a ser observado é que o balancea-
mento deve ser completo, incluindo: o balanceamento dinâmico,
que é responsável por fazer a roda não “cambalear”; e o balancea-
mento estático, que é responsável por fazer a roda não “pular”. *Colaborou: BOSCH
Vale lembrar que os motoristas que modificam seus carros, re-
baixando a suspensão ou mesmo usando rodas maiores do que as Fique atento ao final do ano!
sugeridas pela montadora, devem tomar certas precauções ao re-
alizar o balanceamento e alinhamento. “O carro sai de fábrica com O Dicas Técnicas deste mês vai proporcionar a você uma importante leitura. A Bosch mostra como
especificações de acordo com sua construção. Portanto, toda o alinhamento e o balanceamento são fundamentais para a segurança e a estabilidade do veículo.
Em seguida, veja como instalar um RepSet Luk com a dica da Schaeffler, e saiba como reduzir o
modificação feita irá afetar os valores de referência dos ângulos
roubo e o furto de veículos com o DNA Security, do Grupo Dekra. Para entender qual é a correta
de ajustes da suspensão, acarretando danos no desempenho, na manutenção do motor de partida, confira as dicas da Delco Remy. Não quer se preocupar com a
segurança e na durabilidade das peças”, explica Vianna. fuga de corrente da bateria? Obtenha um diagnóstico preciso e seguro com a ACDelco. Finalmente,
No momento da revisão, a Bosch recomenda que o motorista adquira mais praticidade ao montar o eixo traseiro com a Motopeças, e entenda o que é necessário
leve seu veículo em uma oficina que conta com técnicos capacita- para se efetuar a troca de embreagem com a Platodiesel.
dos e equipamentos adequados.
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NÀ30 - Novembro 2010

*Colaborou: SCHAEFFLER
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NÀ30 - Novembro 2010

DNA Security reduz o roubo e furto de


veículos em até 60%
O PROCESSO AINDA AUMENTA EM 88% A RECUPERAÇÃO DE VEÍCULOS E
MELHORA O ESTADO DE CONSERVAÇÃO DOS AUTOMÓVEIS RECUPERADOS

COMO FUNCIONA?
FOTO: DIVULGAÇ‹O

A DNA Security (Distribuição Numérica de Autenticidade) é


um sistema de gravação do número do chassi em diversas peças
do veículo, como motores, colunas, portas, capôs, lanternas e
faróis. A gravação é feita por meio de uma ferramenta guiada
por computador, o que evita furto, roubo, fraude ou desmanche
do bem.
Já o AutoDot consiste na pulverização de 15 mil micropontos
de níquel (nanotecnologia) com código único e original no
mundo. Esse sistema é impossível de ser visto a olho nu. O pro-
duto é acondicionado e embalado em latas de forma segura e
prática, facilitando a aplicação. Para a sua leitura, é necessário
utilizar litografia a laser, um equipamento especial para
visualizar os micropontos. Por ser imperceptível, a empresa
oferece treinamentos para os policiais identificarem os números
marcados nas peças.
“Os carros que possuem DNA Security e AutoDot exibem um

A DNA Security, empresa pioneira e líder de mercado em


gravação de peças automotivas, fornece duas soluções
para redução de roubo e furto de carros, motos e
caminhões: o DNA Security e o DNA AutoDot. Recente levanta-
mento feito pela empresa concluiu que a gravação de peças
selo de identificação que atua como inibidor do roubo e furto
de veículos, voltados sempre à proteção passiva do cidadão. A
segurança dos nossos clientes e suas famílias é o principal ob-
jetivo do Grupo Dekra”, declara o diretor Comercial da DNA Se-
curity, Mário Cassio Maurício.
reduz em até 60% a frequência de roubo e furto, aumenta em Os sistemas da DNA foram aprovados nos testes de corrosão
88% a recuperação de veículos e melhora o estado de conser- realizados pelo Instituto Falcão Bauer, atestando que os proces-
vação dos automóveis recuperados em comparação aos não sos adotados não comprometem as peças com relação
gravados. Os sistemas e inovações tecnológicas da companhia à corrosão.
garantem a proteção contra a violação, além de apoiar autori- Para realizar as marcações, que levam em torno de 25 minu-
dades policiais e associações sem fins lucrativos com ações pre- tos, a DNA Security conta com serviço domiciliar e 23 postos nas
ventivas, visando à redução dos índices de criminalidade. principais capitais do Brasil (Belo Horizonte, Fortaleza, Recife,
A DNA Security conta com dois processos de marcação: o Rio de Janeiro e São Paulo). O serviço inclui assistência 24 horas
DNA Security e o DNA AutoDot. O primeiro grava, em média, 18 básica. Os interessados em saber mais sobre a gravação podem
peças e sua identificação fica visível por qualquer pessoa. Já o entrar em contato com a central de informações pelo telefone
DNA AutoDot, tecnologia desenvolvida na República Tcheca, uti- (11) 2451-9546, das 8h às 18h, ou acessar o site
liza nanotecnologia e é invisível a olho nu. www.meudna.com.br.

*Colaborou: GRUPO DEKRA


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NÀ30 - Novembro 2010

Motores de Partidas Delco Remy

A
cionado eletricamente com ajuda da bateria, o motor de partida trans- para abrir a peça. Verificar se os cabos de ligação do motor de partida a bateria
forma a energia elétrica que recebe em energia mecânica, impulsio- (positivo e malha de aterramento) estão em bom estado.
nando o motor para a partida e garantindo um torque inicial elevado, já Não se esqueça: toda vez que se desmontar um motor de arranque, é im-
que neste momento existe resistência ao movimento, por causa da compressão portante verificar as escovas e as buchas. Para trocar as escovas, utilize
e atrito do pistão, biela, árvore de manivelas, mancais, viscosidade do óleo e ferramentas apropriadas para mexer com motor de partida, afaste as molas e
temperatura do motor. empurre a escova pra dentro para retirá-la.
Os principais componentes que fazem parte do pacote eletromecânico de Uma das características dos motores de partidas Delco Remy é a redução
um motor de partida são carcaça, bobina de campo, induzido, porta-escovas e planetária, o mancal de alumínio e o formato noseless (sem focinho), que per-
mancal dianteiro. O acionamento é feito por meio de um pinhão, que faz inter- mite maior flexibilidade na montagem.
face com o motor de combustão. Também faz parte o solenóide ou chave mag- "Em relação às ferramentas, a bancada de testes seria um quesito desejável,
nética, responsável pelo acionamento mecânico do pinhão através de um mas devido ao preço, poucas oficinas contam com esse equipamento. Então,
sistema de alavanca e pela ligação do terminal motor a bateria, através do disco se faz os testes com uma bateria, cabos de ligação, volti-amperímetro e medidor
de contato. de resistência com 0,01 Ohm de precisão, além das ferramentas de uso geral,
"Em função da tecnologia empregada na nova como chaves, alicates e morsa", afirma Newton.
geração de motores de partida para veículos diesel,
que necessitam de mais torque e potência para en- PASSO-A-PASSO
trar em funcionamento, a corrente drenada pelo 1) Depois de retirar a peça do veículo, coloque-a
solenóide é da ordem de 120 a 300 amperes, o que em uma morsa para ter firmeza e evitar acidentes de
faz necessário a utilização de um relé auxiliar para trabalho, assim o técnico tem condições de realizar
evitar queima ou colagem dos contatos do relé do os testes necessários. Nunca prenda a peça pela car-
veículo ou da chave de ignição", explica o caça da bobina para evitar empenamento. Não es-
engenheiro de aplicação da Remy Automotive Brasil queça de usar a chave liga/desliga, ao invés de
Ltda., Newton César Santos. apenas ficar encostando os terminais dos cabos para
fazer a ligação.
EVENTUAIS AVARIAS 2) Conecte o cabo auxiliar positivo no terminal da
O motor de partida é um conjunto que tem alta bateria do motor de partida e na própria bateria. O
durabilidade e exige pouca manutenção. Manter a segundo cabo da chave liga/desliga encaixa no termi-
bateria em ordem é a principal recomendação para nal S do solenóide ou no relê auxiliar, se possuir (ter-
que o motor de partida não apresente problemas. minal 50). O cabo negativo vai do terminal negativo
Oriente seu cliente para que tenha cuidado na hora da bateria até a carcaça do motor de partida. Faça
de dar a partida e não esquecer de voltar a chave à então o teste Free Speed (sem carga) onde se avalia a
posição inicial, além de não forçar se o carro não pegar. Passar mais de 10 se- corrente do motor de partida com um amperímetro. Verifique o ruído e a ro-
gundos forçando a chave na ignição pode gerar muito calor, e provocar super- tação característica.
aquecimento e até a queima do induzido e das bobinas do solenóide. 3) Por meio dos testes elétricos pode-se verificar, além da corrente de con-
Se o motor não pega ao dar a partida, o problema pode ou não estar na sumo, a corrente do solenóide.
peça, por isso, o técnico deve checar outros itens antes de remover o conjunto
do veículo, são eles: bateria, bobina e velas de ignição e problemas na linha de Com os valores de corrente e rotação do teste, concluímos que:
combustível do veículo. Em primeiro lugar, escute as reclamações do cliente e 1) Corrente e rotação normais:
depois faça um teste na bateria, para checar se está funcionando corretamente. - Motor OK
Ao dar a partida, fique atento ao barulho. Se constatar o dano, retire a peça do 2) Alta corrente e baixa rotação:
veículo. - Muito atrito
- Induzido em curto
MANUTENÇÃO DO MOTOR DE PARTIDA - Induzido ou bobinas de campo aterradas
O primeiro procedimento é desconectar o pólo negativo da bateria, como 3) Alta corrente e falha no funcionamento:
medida de segurança para evitar um curto circuito. Desconecte a parte elétrica - Terminais ou bobinas aterrados
e solte os parafusos, em seguida, leve o motor de partida para uma bancada - Rolamentos travados
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NÀ30 - Novembro 2010

4) Corrente nula ou muito baixa e falha no funcionamento: BATERIA DE TESTES


- Circuito de campo ou espiras do induzido em aberto 1) A carcaça, a bobina de campo e as escovas positivas, por
- Problemas nas escovas causa do processo de manufatura, fazem parte de um con-

FOTOS: DIVULGAÇ‹O
5) Baixa corrente e baixa rotação: junto unificado. Meça com o paquímetro o comprimento da
- Conexões internas ruins escova, que deve ser de no mínimo 12 mm.
- Comutador sujo 2) Meça com um multímetro o isolamento da bobina de
- Demais falhas do item 4 campo, que não pode ter continuidade para a carcaça. O ideal
6) Corrente e rotação elevadas: é utilizar um megaohmímetro de até 500 Volts ou pelo menos
- Bobinas de campo em curto circuito uma lâmpada de série em 220V. A lâmpada não pode acender.
4) Para a linha Delco Remy 28, 29 e 39 MT, o primeiro compo- Não é recomendada lâmpada para teste de 12 ou 24 V.
nente que deve ser retirado é o pinhão. 3) Faça uma inspeção visual para verificar a presença de
5) Solte as conexões elétricas do solenóide e faça o teste de re- PARTE 1 – INSPEÇ‹O pó de escova e para ver o estado das conexões da bobina
sistência do solenóide com o multímetro. Veja a medida da bobina DO PORTA-ESCOVAS de campo.
entre o terminal S e o terminal do motor de partida. 4) O induzido gira em torno de 18 a 35 mil rpm e se
6) Meça a resistência da bobina de retenção, entre o terminal S queimar ou abrir tem que trocar a peça inteira. Observe o es-
e a carcaça do solenóide entre o S e o terminal negativo para os mo- tado geral da peça, dos dentes da engrenagem, estado do co-
tores isolados. Tire a medida também da resistência do relé auxiliar, letor e pontos de solda.
que nesse caso deve ser de 3 Ohms para os modelos 12V e de 12 5) Quando há superaquecimento no induzido significa que
ou 24 Ohms para relés de 24V. é evidente a inexistência de partida.
7) Solte os parafusos do relé auxiliar e remova a peça. Remova 6) Faça o teste de isolamento entre o cobre e a carcaça
os parafusos tirantes do mancal traseiro e empurre-o com o auxílio do medidor de fluxo magnético e uma lâmina
até desencaixar. metálica. Não pode vibrar. Siga a orientação no manual
8) Afaste as escovas positivas do induzido com o alicate. Tire o do fabricante.
porta-escovas. 7) Os solenóides são do tipo semi-sólid link, onde o êm-
9) Remova a carcaça, tomando cuidado com o pino-guia, para bolo faz parte do conjunto evitando que o disco fique co-
fazer o encaixe perfeito na hora da montagem e evitar que na ro- PARTE 2 – MEDIÇ‹O DE lado em caso de insistência de partida. Estando fora do
tação do induzido a carcaça gire junto. RESIST¯NCIA ELÉTRICA especificado ou não funcionando, o solenóide deve
DA BOBINA DE ser substituído.
10) Com cuidado, remova o induzido e, em seguida, a capa pro-
CHAMADA - ENTRE A
tetora da engrenagem - tampa intermediária. 8) Meça a resistência das bobinas: 1ª bobina de chamada,
PLACA DO TERMINAL S
11) Agora é a vez de remover o solenóide, para isso, a recomen- E O TERMINAL MOTOR
entre o terminal motor e a placa do terminal S. Não meça no
dação é retirar os parafusos sem usar a chave Philips e sim uma DO SOLENŁIDE parafuso e sim na placa para evitar erro de leitura. E depois,
chave com medida de 10 mm. da placa do terminal S à carcaça.
12) Dentro do componente existe um conjunto de molas que
movimentam o garfo, retire essas peças. Em seguida, segure com INSPEÇÃO VISUAL
cuidado o garfo (ou alavanca) e embaixo no eixo impulsor para fazer Cheque o estado das escovas e meça com
o movimento para retirar a planetária. Retire o garfo do megaohmímetro a isolamento das escovas positivas. Avalie o
eixo impulsor. isolamento do suporte da escova positiva.
13) No conjunto impulsor - redução planetária, tome cuidado No sistema do impulsor, pinhão, gire (sentido horário) para
para não perder a esfera (que pode ser com bucha ou rolamento) ver a folga da roda livre. Verifique os dentes do pinhão que
das engrenagens da planetária. Verifique se o eixo está com não devem estar deformados ou com marcas de usinagem.
problema e se for necessário troque todo o conjunto de eixo e plan- Pinhão com os dentes usinados, cujo motor de partida foi
etária. acionado com o motor de combustão em funcionamento.
14) O rolamento e o retentor são cravados no mancal e se apre- Para terminar o serviço, substitua as peças com problemas
sentarem problemas tem que trocar o mancal. PARTE 3 – MEDIÇ‹O e faça a montagem no sentido inverso. Os torques também
15) Essa linha de motores de partida tanto para cremalheira DE RESIST¯NCIA estão nos manuais dos produtos, no site da empresa ou no
ELÉTRICA DA BOBINA serviço de atendimento ao cliente.
seca ou embreagem banhada a óleo tem a necessidade de usar o
DE RETENÇ‹O -
retentor. Para saber as graxas utilizadas, consulte o manual do Para maiores esclarecimentos técnicos sobre aplicações,
ENTRE A PLACA DO
fabricante e veja a aplicação correta. TERMINAL S E CAR- substituições e informações diversas ligue: 0800 703 3526.
CAÇA DO SOLENŁIDE

*Colaborou: DELCO REMY


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NÀ30 - Novembro 2010

Fuga de Corrente
ACDELCO DÁ DICAS PARA UM DIAGNÓSTICO PRECISO E SEGURO

V
ocê seria capaz de determinar a hora exata apenas conferindo a posição do sol? Contrataria um
pedreiro que, ao invés de utilizar a trena, faz as medições de uma obra em palmos e passos? Pois
bem, o mesmo acontece com a fuga de corrente na bateria dos veículos.

Atenção:

Embora o mercado tenha adquirido a cultura de medir a fuga de corrente utilizando uma haste metálica
com uma lâmpada numa das pontas, tal prática pode ocasionar dores de cabeça às auto-elétricas. Sabemos
que, por menor que seja a variação de corrente, faz uma grande diferença na durabilidade da bateria.
Utilizando essas ferramentas, incapazes de diagnosticar a fuga com precisão (a lâmpada só acende
quando a fuga ultrapassa 1 Ampere), o teste de fuga se torna falho.

O procedimento adequado:

Utilize o multímetro na escala de Amperes ou Miliamperes. Esse aparelho é capaz de registrar o valor
numérico exato da energia que está sendo drenada da bateria.
Verifique a tabela abaixo com os parâmetros máximos aceitáveis para as fugas de corrente.

*Colaborou: ACDelco
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NÀ30 - Novembro 2010

Dicas práticas para


montagem de eixo traseiro
1- LIMPEZA DA CARCAÇA DO DIFERENCIAL 2- AJUSTE DA CAIXA DE SATÉLITES

COMO FAZER? COMO FAZER?


Lavar com liquídos NÃO CORROSIVOS todas as partes internas, Ajustar a folga entre dentes dos satélites e planetárias com a
galerias, nervuras e principalmente a parte interna do tubo da car- folga normalmente usada de 0,30 a 0,40mm, utilizando arruelas
caça (canela) e cubo de roda. para as planetárias que são fornecidas em diversas espessuras para
o ajuste.
POR QUÊ FAZER?
Os componentes internos do diferencial sofrem desgastes nor- POR QUÊ FAZER?
mais pelo tempo de uso e principalmente no contato entre os dentes Caso não seja feito o ajuste poderá ocorrer o desgaste prematuro
do conjunto coroa e pinhão acumulando limalhas que circulam junto dos dentes dos satélites e planetárias como também o travamento
com o óleo lubrificante dentro de todo o eixo ocorrendo o acúmulo do jogo de reparo devido à interferência de contato, a quebra dos
nas áreas de contatos. componentes e danificações generalizadas na caixa
Mas realizando a limpeza de todo o eixo e a de satélites.
manutenção preventiva aumentará o tempo de vida
útil de todos os componentes.

3- REGULAGEM DA PROFUNDIDADE 4- NUNCA MISTURE O ÓLEO LUBRIFICANTE


DO PINHÃO
COMO FAZER?
COMO FAZER? A lubrificação deve ser feita de acordo com o
Instalar o pinhão no eixo já com os rolamentos tipo de óleo especificado e homologado pelo
montados, sem colocar os calços para o ajuste, verificar a distância fabricante do veículo, respeitando os intervalos da troca de óleo,
utilizando o gabarito de montagem especificado com o relógio com- sem misturar óleos diferentes.
parador, em seguida subtrair a medida encontrada da distância es-
pecificada para definir a espessura dos calços que serão utilizados POR QUÊ FAZER?
na montagem. Somar mais 0,05mm para o esmagamento dos calços Para garantir o bom desempenho do veículo, manter a lubrifi-
no momento do aperto. cação, temperatura dos componentes na condição ideal de tra-
balho e aumentar a durabilidade das peças.
POR QUÊ FAZER? As trocas devem ser obedecidas de acordo com as instruções
Para posicionar corretamente o contato dos dentes do pinhão do manual do veículo e não se deve misturar os óleos pois eles con-
com a coroa deixando na posição ideal de trabalho conforme tém aditivos próprios.
gravação determinada para o conjunto.
Quando o contato trabalha fora da posição ocorre o ruído de en-
grenamento devido ao deslocamento do contato entre os dentes, além Estamos à sua disposição através do e-mail:
do desgaste prematuro e desprendimento da camada de dureza. consultor@motopecas.com.br

*Colaborou: MOTOPEÇAS
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NÀ30 - Novembro 2010

FOTO: DIVULGAÇ‹O
Para uma boa troca de embreagem é necessário
primeiro saber por que estamos efetuando
efetivamente esta atividade A
A EMBREAGEM É UM SISTEMA MECÂNICO QUE TRABALHA EM CONJUNTO COM SISTEMAS
PERIFÉRICOS QUE PODEM OCASIONAR A FALHA PREMATURA

Assim, para garantir uma boa troca, é necessário a avaliar o sistema periférico.
Preparação para uma boa troca:

A) Remova a embreagem anterior;

B) Verifique o volante do motor, analisando se existe trincas ou empenamento excessivo;

C) Caso o volante apresente trincas, sulcos ou empenamento excessivo, retifique conforme


informação do fabricante ou troque o volante;

D) Troque o rolamento do volante (nunca abra a vedação do rolamento para engraxá-lo);

E) Verifique se há vazamento no sistema de embreagem, verifique se os cilindros estão


funcionando, se o flexível não possui perdas e se os reparos da pedaleira estão em
bom estado,

F) Substitua os itens que apresentam problema e ou que estão em fim de vida.

*Colaborou: PLATODIESEL

Prána Editora & Marketing Ltda Jornalista Responsável


Jornal Reparação Automotiva Silvio Rocha – MTB: 30375
Rua Pedro de Toledo, 129 - 10º andar
CEP 04039-030 - Vila Clementino Departamento Comercial
www.pranaeditora.com.br São Paulo - SP comercial@reparacaoautomotiva.com.br
Fone: 11 5084-1090
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Esquemas elétricos automotivos


FOTO: DIVULGAÇ‹O

Parte 3
Texto: Fábio Ribeiro von Glehn*

A terceira parte do artigo do engenheiro mecânico e criador da Ciclo Engenharia, Fábio Ribeiro von Glehn, agora
também colaborador do Jornal Reparação Automotiva, sobre esquemas elétricos automotivos.

SENSORES DE VELOCIDADE DO TIPO HALL

IDENTIFICAÇÃO NO ESQUEMA ELÉTRICO:

• Terminais #A, #B e #C são terminais do sensor de rotação ou velocidade;


• Terminal #1+ é o terminal pelo qual a UCM alimenta positivamente o sensor;
• Terminal #2 no oval é o terminal pelo qual a UCM recebe o sinal de posição;
• Terminal #3- é o terminal pelo qual a UCM mantém um massa de referência.
• Curva característica:

Sensores do tipo hall geram os sinais de onda quadrada, então após


a instalação do voltímetro, gire lentamente o eixo em teste e
certifique-se da alternância entre os patamares de tensão.

OUTRA OPÇÃO DE TESTE:

Aplicações típicas:
sensor de fase
sensor de ponto morto superior - pms
sensor de rotação do motor
velocidade do veículo
velocidade da bomba de recirculação (ABS)
velocidade da turbina
velocidade de giro do volante
velocidade de giro do eixo do compressor (A/C)

Meça a frequência do sinal gerado. Este deve aumentar com o


aumento da rotação do eixo. Essa medição, pode se tornar instável
caso o tamanho das “janelas” da armadura giratória seja diferente
um do outro.
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30 TÉCNICA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Apresentação e descrição de
FOTO: DIVULGAÇ‹O

funcionamento do câmbio
Texto: Carlos Napoletano Neto* automatizado da Chevrolet Meriva

N
os números anteriores, apresentamos o câmbio automa- Enquanto o veículo é conduzido, a embreagem é aplicada so-
tizado da Chevrolet Meriva, que tem tido uma aceitação mente até o ponto necessário para uma transferência segura de
muito grande entre seus usuários, e neste número pros- torque. Assim, a embreagem é desaplicada mais rapidamente, es-
seguiremos descrevendo seu funcionamento bem como seus pecialmente nas reduções.
componentes principais.
O atuador da embreagem é composto por:
ALAVANCA SELETORA • Um motor elétrico de corrente contínua.
Através da alavanca seletora o motorista informa ao sistema sua • Mecanismo de acionamento do cilindro hidráulico.
intenção de trocar de marcha (no modo automatizado ou sequen- • Um sensor de curso integrado, que mede o deslocamento
cial). (Veja a figura 1) da haste do êmbolo.
O sistema converte esta in- • CPU – Unidade de controle.
01
tenção em uma velocidade
correspondente na transmissão. Na carcaça do
03
O sinal do seletor é conectado atuador está loca-
por meio de uma conexão digi- lizada a central
tal em série, além de uma re- eletrônica de con-
dundância analógica. trole e a central
O conector da alavanca eletrônica de po-
(A163) leva as informações tência para acio-
através do chicote do painel nar a embreagem
de instrumentos, juntamente com o chicote dianteiro (X1B). O e os motores sele-
chicote dianteiro leva as informações ao conector do T|CM tores de mudança.
(A112B). O TCM é o cére-
O conector do TCM (A112B) dispõe de duas cavidades (A e bro do sistema
B). A cavidade A destina-se ao chicote dianteiro e a cavidade B EASYTRONIC.
aos motores elétricos seletor e de mudanças. (Veja a figura 3)

AJUDA AO MANOBRAR É importante ressaltar que é impossível instalar o atuador da


O sistema dispõe de auxílio em embreagem em um sistema que não foi desenvolvido para isto.
02
manobras, o que permite ao moto-
rista efetuar manobras em superfí-
cies planas sem que seja necessário ATUADOR DA TRANSMISSÃO
pressionar o pedal do acelerador, O atuador da transmis-
controlando o veículo somente atra- são é composto por dois 04
vés do pedal de freio. Isto facilita motores elétricos: um para
bastante ao estacionar o veículo, por exemplo.(veja a figura 2) selecionar a velocidade e o
Em manobras em subidas, recomendamos utilizar o freio de outro as mudanças de mar-
estacionamento, pois em virtude do declive, o torque programado chas. Diretamente conec-
poderá ser insuficiente para mover o veículo na direção desejada tada aos motores, através de
e tampouco mantê-lo parado, podendo resultar em acidentes. um dispositivo mecânico,
existe uma haste de aciona-
ATUADOR DA EMBREAGEM mento que move os respec-
O sistema EASYTRONIC trabalha de maneira sincronizada tivos garfos e luvas de
com a embreagem. Isto otimiza os tempos de troca de marcha e a acoplamento da transmis-
transferência do torque para as rodas. são. (Veja a figura 4)
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www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30 TÉCNICA 31

MOTOR SELETOR Quando comparamos esta embreagem com as convencio-


Sua função é selecionar o garfo que será usado de acordo nais, vemos que ela utiliza um sensor de curso (1) e um anel de
com a marcha ajustada pelo módulo. Este motor dispõe de uma rampa (2).
engrenagem que, ao tocar a cremalheira, move a haste (sentido
vertical), empurrando ou puxando a haste mecânica. A mola do sensor exerce a força que fixa o conjunto (mola
A haste menor serve para selecionar as marchas à frente, e a de diafragma mais anel de ajuste) contra a tampa.
maior para selecionar a marcha à ré. De acordo com o desgaste do disco, a força de rodagem au-
menta levemente até que a mesma seja suficiente para vencer a
MOTOR DE MUDANÇAS força da mola do sensor.
Sua função é engrenar a marcha que o módulo Então, devido ao desgaste, surge uma folga 06
eletrônico comanda. entre a tampa e o anel de ajuste. Neste mo-
Este motor faz girar a haste mecânica através de uma engre- mento o anel gira ajustando-se (através de
nagem que permanece constantemente em contato com a en- calços) e a força de rolagem é diminuída até o
grenagem existente na própria haste. Isto permite que o mesmo valor inicial, e desta maneira a força de acio-
seja movido para a direita ou para a esquerda, engrenando então namento é mantida constante. (Figura 6)
a marcha.
Os motores sempre trabalham de maneira sincronizada.

UNIDADE DE CONTROLE (CPU)


A unidade de controle está integrada ao atuador de embrea-
gem. O software da CPU depende da versão do motor e trans-
missão montados no veículo.
Desta maneira, caso o atuador seja substituído, deve-se instalar o
software adequado à versão do veículo. Esse sistema deve ser confi-
gurado utilizando o scanner com o programa apropriado.

A maioria dos sinais é lida e transmitida à CPU através da


rede CAN.

Os seguintes módulos estão interligados pela rede CAN:


• TCM (Rede de alta velocidade)
• ECM (Rede de alta velocidade)
• BCM (rede de alta velocidade)
• Painel de instrumentos (rede de baixa velocidade)

EMBREAGEM AUTO AJUSTÁVEL (SAC)


No sistema EASYTRONIC é utilizada a embreagem auto
ajustável (SAC). A força de acionamento desta embreagem não
aumenta durante a
vida útil, diferente- 05
mente do que
acontece em
uma embreagem
convencional.
Isto é possível em
virtude do platô auto No próximo número descreveremos os componentes eletrô-
ajustável. Além de al- nicos que compõem o sistema EASYTRONIC.
guns componentes já
encontrados em um Até lá e um ótimo mês de trabalho!
platô de embreagem
convencional, o platô *Especialista em Transmissões Automáticas, pode ser contactado
auto ajustável tem: por e-mail: contato@clinicadosautomaticos.com.br ou
(Figura 5) telefone: (11) 2376-0686
reparacao30_Layout 1 11/10/2010 11:22 AM Page 32

32 COMPARATIVO | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO


C

Sedãs compactos premium em alta


Entre os três volumes pequenos e médios estão os sedãs compactos premium como o Honda City e o
recém-chegado New fiesta. Apesar de globais, são fáceis para reparar
Texto: Edison Ragassi

L
ançado em julho de têm a grife de serem modelos mes, pensado para privilegiar o Flex, o qual gera 115 cv (G)/ 116
2009, o Honda City é globais, ou seja, carros desen- uso urbano, a Honda conseguiu cv (E) a 6.000 rpm, e torque de
produzido em Sumaré volvidos para atender vários boas dimensões para um com- 14,8 kgfm a 4.800 rpm, com
(SP). Seu conceito de constru- tipos de mercados. pacto Premium. São 4.400 mm qualquer um dos combustíveis.
ção é chamado de ‘arrowshot O modelo da fabricante de comprimento, para uma dis- E a Ford usa no New Fiesta
form’, ou seja, semelhante a norte-americana utiliza o cha- tância entre os eixos de 2.550 o propulsor Sigma, fabricado
uma flecha a ponto de ser ati- mado “kinetic design”, tradu- mm. A largura é de 1.695 mm e no Brasil. Ele entrega 115 cv de
rada. Frente pontiaguda, grade zido como “energia em altura de 1.480 mm. Assim, o potência máxima a 5.500 rpm
frontal com vincos, traseira ro- movimento”. A dianteira tem a porta-malas tem capacidade vo- (E) e 110 cv a 6.250 rpm (G),
busta, lanternas integradas e uma grade inferior trapezoidal lumétrica de 506 litros. seu torque máximo é de 15,9
para-choque traseiro, que pa- acima, aparece em destaque o O mesmo fez a Ford, pois o kgfm a 4.250 rpm (E) e 15,5
rece colado à carroceria. emblema oval azul da Ford. New Fiesta é bem próximo do kgfm a 4.250 rpm (G).
Em agosto deste ano, a Ford Uma grade cromada, bem ca- concorrente. Seu comprimento A versão de entrada do
trouxe ao mercado brasileiro racterística dos carros america- é de 4.410 mm, entre-eixos de Honda City é a DX, o preço
um concorrente para o carro da nos. Os enormes faróis 2.489 mm, altura de 1.446 mm sugerido é de R$ 55.420
Honda. Trata-se do New acoplados aos para-lamas com- e largura de 1.697 mm. E o (Transmissão Manual-MT) e
Fiesta. Ele é fabricado no Mé- pletam o conjunto. A linha de porta-malas tem 440 litros R$ 59.300 (Transmissão Auto-
xico, e esta unidade industrial cintura é ascendente, e atra- de capacidade. mática- AT). Ele vem equi-
também atende os Estados vessa toda a lateral. A Honda equipou o City pado com: ar-condicionado,
Unidos. Em comum, os dois Ao projetar seu três volu- com propulsor 1.5 i-VTEC 16V computador de bordo, direção

FILTRO DE ŁLEO MOTOR

OS DOIS MODELOS UTILIZAM FILTRO DE ŁLEO TRADICIONAL, PARA SUBSTITUIR O TANTO O HONDA CITY COMO O NEW FIESTA USAM PROPULSOR 16 V˘LVULAS, O HONDA É
ACESSO OCORRE PELA PARTE DE BAIXO, NENHUM DELES EXIGE FERRAMENTA 1.5L COM 116 CV AO USAR ETANOL, J˘ O FORD É 1.6L COM POT¯NCIA DE 115 CV NO
ESPECIAL PARA TROCA MESMO COMBUST¸VEL
reparacao30_Layout 1 11/10/2010 11:22 AM Page 33

www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30 COMPARATIVO 33


O New Fiesta só é oferecido bém não são necessários equi- FREIO E AMORTECEDOR
com transmissão manual. Na pamentos ou ferramentas espe-
versão de entrada custa ciais para realizar reparos ou
R$ 49.900, ele traz: ar-condi- trocar peças dos sistemas de
cionado, direção elétrica, vi- freios ou suspensões”.
FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

dros, travas e espelhos No geral César considera


elétricos, rodas de liga leve de que os dois carros oferecem ín-
15 polegadas, CD-player MP3, dices baixos de manutenção,
com entrada auxiliar para cone- pois são bem construídos e ro-
xão de dispositivos eletrônicos, bustos. Seu alerta para o repa-
CÉSAR GARCIA SAMOS, computador de bordo e alarme rador é que ele precisa educar
DA MEC˜NICA DO GATO
perimétrico de série. A segunda os clientes, principalmente dos
opção inclui freios ABS, seu compradores de veículos japo-
com assistência elétrica pro- preço sugerido é de R$ 51.150. neses. “Existe um mito no mer-
gressiva (EPS), banco do moto- E o modelo topo de linha custa cado de que os carros japoneses
rista com regulagem de altura, R$ 54.900, nele os bancos são não quebram. Mas isso não re-
rodas de liga leve 15”e pneus revestidos em couro com borda tira a necessidade realizar as re-
175/65 R15, bancos traseiros branca e tem sete air bags. visões. Eu já recebi aqui na
reclináveis, bipartidos, chave oficina um modelo japonês que
APESAR DO CITY E NEW FIESTA SEREM
com abertura/ fechamento das NA OFICINA o proprietário não tinha nem VE¸CULOS GLOBAIS, N‹O EXIGEM FER-
portas e alarme antifurto, co- Modelos chamados de glo- trocado o óleo, porque acredi- RAMENTAS ESPECIAIS PARA SUBSTITUIR
luna de direção ajustável em al- bais, Honda City e New Fiesta tava que o veículo não que- PEÇAS E COMPONENTES DE MAIOR DES-
GASTE COMO OS DISCOS E PASTILHAS
tura e profundidade, retro- foram levados para a oficina brava”, finaliza ele. DE FREIOS E OS AMORTECEDORES
visores elétricos na cor do veí- Mecânica do Gato, localizada
culo, desembaçador, encosto de na Mooca, tradicional bairro de
PAINEL
cabeça para todos os ocupantes, São Paulo. A oficina funciona
travamento elétrico do bocal de no mesmo local há 43 anos e é
abastecimento, travas elétricas um negócio que passou de pai
com travamento automático para filho, e atualmente é diri-
acima de 15 km/h, vidros elé- gida por César Samos, que tam-
tricos nas quatro portas, air bag bém é diretor do Sindirepa-SP.
frontal para motorista e passa- César gostou da construção
geiro. Com acabamento LX o dos dois veículos. O espaço no
custo é de R$ 57.420 (MT) e cofre do motor é bom, e ofe-
PARA OS INSTRUMENTOS DO CARRO DA HONDA OS DESIGNERS SEGUIRAM LINHAS CON-
R$ 61.300 (AT), além dos itens rece fácil acesso aos principais SERVADORAS, J˘ NO NEW FIESTA O DESENHO É BEM FUTURISTA E O SISTEMA DE SOM É
da versão de entrada, ele é componentes. INTEGRADO AO PAINEL
equipado com sistema de som O bloco do motor do carro
e alto-falantes. da Ford é fabricado em alumí- FICHA TÉCNICA FICHA TÉCNICA
Já o EX custa R$ 62.975 nio, por isso, o reparador alerta, HONDA CITY NEW FIESTA
(MT) e R$ 66.855 (AT), neste “é necessário cuidado, caso seja
Motor: 1.5 SOHC i-VTEC 16V Flex Motor:
caso é equipado com: retrovi- preciso retificá-lo. Já o acesso Potência: 115 cv (G)/ 116 cv (E) Sigma 1.6L 16V Flex
sores com luz indicadora de di- aos bicos injetores é um pouco Torque: 14,8 kgfm (G/E)
Tração: Dianteira Potência Máxima:
reção, maçanetas externas mais complexo, e a substituição
Transmissão: Manual de 5 velocidades 110 cv (G)/115 cv (E)
cromadas, ar-condicionado di- dos filtros (ar, óleo e combustí- Transmissão: Automática de Torque Máximo:
gital, controle de velocidade de vel) ocorre de maneira simples”. 5 velocidades
15,8 kgfm (G)/16,2 kgfm (E)
Taxa de compressão: 10,4:1
cruzeiro com comandos no vo- Ao analisar os sistemas de Sistema de injeção multiponto: PGM-FI Transmissão
lante (piloto automático), rodas suspensões dianteira e traseira Sistema de ignição eletrônica mapeada Número de marchas 5 (cinco)
de liga leve 16”e pneus 185/55 do New Fiesta, ele elogiou, Pneus: 175/65 R15 marchas à frente e ré
Rodas de liga leve: 15 x 5,5’ J
R16, freios a disco nas quatro “comparado ao Fiesta anterior Direção com assistência elétrica progres- Suspensão
rodas com ABS e EBD. ficou mais prático para substi- siva (EPS) Dianteira:
Suspensão dianteira: McPherson Independente, tipo McPherson
O topo de linha é o modelo tuir molas e amortecedores”. Suspensão traseira: Barra de torção Traseira:
EXL que custa R$ 66.780 (MT) No carro da Honda, a pri- Capacidade do tanque de
combustível (L) 42 Eixo auto-estabilizante, tipo Twist Beam
e R$ 72.625 (AT), inclui twee- meira observação de César foi
ters e bancos em couro, além de como diminuiu o tamanho
dos equipamentos e acessórios de alguns componentes como o Colaboraram:
Ford Motor Company e Honda Automóveis
presentes nas outras opções. filtro de ar e sensores. “Tam-
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PALAVRA DE
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FOTOS: DIVULGAÇ‹O
QUEM ENTENDE | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Polêmica à vista
Rolamento tensionador ou flutuador
(assistente) da correia de sincronismo
Texto: Edson Roberto de Avila*

I
nteressante como acontece e gera situações completamente cons- Consequência, caso essa vibração ocorra e aconteça de pular um
trangedoras e quando gera assunto pertinente a algum fato em ou dois dentes, dependendo do propulsor, ele simplesmente vai fun-
relação à manutenção, em nosso caso manutenção automobilís- cionar fora de sincronismo. Agora, se tratando de um propulsor de
tica, temos que ter a tranquilidade para se administrar essa situação funcionamento mais complexo, com certeza vamos ter problemas
que é imposta a nós um pouco mais sérios a resolver e o custo vai também ser completa-
(REPARADORES). mente diferente.
Recebi vários telefo- Agora, vamos falar de algo que temos conhecimento, e para aque-
nemas, tanto de clientes les que estão iniciando na carreira de manutenção automobilística e
como também de cole- ficaram pensativos em relação à informação que foi passada, em não
gas reparadores, tam- substituir ROLAMENTO TENSIONADOR ou outro rolamento
bém algumas visitas de que vai na assistência para se efetuar o ensinamento, tanto da correia
clientes aqui em nosso de sincronismo como também na correia POLI-V.
departamento, questio- Voltando ao veículo que chegou ao seu departamento de manu-
nando a veracidade da tenção com o propósito de substituição da correia de sincronismo,
VAZAMENTO COMPROMETE VIDA ÐTIL DA CORREIA suposta matéria que foi como também a substituição da correia Poli-V, vale ressaltar que
DE SINCRONISMO ao ar recentemente. existem sistemas que E
Não estou aqui para questionar em si a opinião do referido, mas utilizam a correia Poli- C
sim esclarecer o meu ponto de vista como REPARADOR, como V, porém não são ten- S
também o de muitos REPARADORES à questão: O QUE EU sionadas por rolamento
ESTOU OUVINDO, sim, foi um BOOM em nossos departa- e sim acessórios, como
mentos, porém existe a credibilidade que temos junto aos nossos alternador, compressor
clientes e, sendo assim, conseguimos mostrar a eles a veracidade do sistema de ar-condi-
e a complexibilidade dessa manutenção, que é a substituição da cionado ou mesmo
CORREIA DE SINCRONISMO. bomba do sistema de
Essa situação foi levada com responsabilidade daquilo que foi nos direção hidráulica.
informado, mesmo porque temos a SERIEDADE E ÉTICA, como O assunto é um
tantos reparadores que existem em nosso país, a um fabricante que é tanto complexo, veja KIT DE SUBSTITUIÇ‹O DE CORREIA SINCRONISMO E
parceiro direto do grupo do qual eu participo GOE (Grupo de Ofi- que não é tão simples SEUS DEVIDOS ROLAMENTOS
cinas Especializadas). Também foi levada ao SINDIREPA que logo como dizem, quando eu digo é porque hoje temos internet como vá-
se propôs a lançar uma nota em relação ao assunto, muito bem, por- rios meios de comunicação que acabam ao invés de exemplificar, con-
tanto o que vou citar aqui tem respaldo. tradizem toda uma norma ABNT que existe em relação a essa
Vamos lá, o veículo chega para a manutenção, substituição da cor- determinada manutenção, toda informação técnica que os fabricantes
reia de sincronismo, e no sistema em si existe o rolamento tensionador desses componentes nos passam a fim de termos tranquilidade após
(TENSIONA A CORREIA DE SINCRONISMO) e rolamento flu- execução da manutenção, e essas informações acabam em contradi-
tuador (JUSTAMENTE TEM ESSA RESPONSABILIDADE EM ção, acabam por chegar aos proprietários dos veículos que são os nos-
QUE ELE É INSTALADO ESTRATEGICAMENTE NO sos clientes, e aí começam os questionamentos.
PONTO MAIOR DE Temos no mercado equipamentos para se efetuar com precisão a
DISTÂNCIA ENTRE substituição desses componentes, portanto, caro REPARADOR, o
POLIAS DENTADAS) assunto é serio, tem que haver ética e isso é comprometimento com
para que no momento de a sua profissão.
variação da rotação do pro- Com o veiculo já devidamente instalado para se iniciar o processo
pulsor ela (CORREIA) da manutenção, veja se ele tem a KILOMETRAGEM já vencida, se-
não tenha a devida gundo a informação técnica do mesmo, ferramentas de sincronismo
facilidade de vibrar à mão, informação técnica para o procedimento de substituição e
e, consequentemente, componentes de fabricante que tem a devida credibilidade para se
KIT DE SUBSTITUIÇ‹O DE CORREIA SINCRONISMO E pular um ou mais dentes efetuar a substituição e acompanhar a qualidade do seu departamento
SEUS DEVIDOS ROLAMENTOS da engrenagem. de prestação de serviço.
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PALAVRA DE
www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30 QUEM ENTENDE 35

Supostamente, o cliente lhe fala: ponsabilidade é do técnico,


Caso o rolamento que tensiona a correia não esteja gasto, não o porque ele tem o conheci-
substitua. Detalhe: não temos equipamentos para se medir ressonância mento e procedimento de
de deficiência de rolamento, mesmo porque não somos fabricantes. execução da manutenção,
essas palavras são de um
PERGUNTA: responsável para se julgar a
Caso essa situação aconteça, o que fazer? causa em questão (MEIO
Dizer ao cliente que tudo bem e assumir a responsabili- JUDICIÁRIO), em que
dade de uma possível deficiência no sistema que você vai fazer estou afirmando, acompa-
a manutenção? nhei, e não foi nada agradá- VAZAMENTO COMPROMETE VIDA ÐTIL DA
O que provavelmente vai acontecer? vel ver meu colega CORREIA DE SINCRONISMO
Rompimento prematuro da REPARADOR pagando tal prejuízo, não vou falar em valores, mas
correia ou quebra do rolamento, sim qual o veículo: um ALFA 156 2.0/16V 2001. Vocês devem estar
(veja existem variáveis em ques- se perguntando se ao menos, os que conhecem o veículo, é aquele
tão da quebra de rolamento). com correia mult dentada para eixo balanceador? Sim, é ele mesmo.

Quem é o técnico respon- Então, vale a pena correr o risco?


sável pela manutenção Reflita!
nesse veículo? Um enorme abraço a todos os reparadores e futuros reparadores.
Sim, reparador, é você, já vi e Até a próxima.
não ouvi que mesmo o cliente as-
EQUIPAMENTO PARA SE EFETUAR COM PRE- sinando o termo de responsabili- * Diretor Técnico Responsável do Departamento Técnico de Manuten-
CIS‹O A SUBSTITUIÇ‹O DA CORREIA DE dade, da não substituição do ção Preventiva e Corretiva de Autos Mingau e presidente do Grupo
SINCRONISMO E CORREIA POLI-V determinado componente, a res- GOE (Grupo de Oficinas Especializadas)
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Cobra participa da Semana


Tecnológica SENAI-Ipiranga
Nos dias 5 e 7 de outubro, a

FOTOS: DIVULGAÇ‹O
Cobra Rolamentos marcou pre-
sença na Semana Tecnológica do
SENAI-Ipiranga promovendo as
palestras “Sincronismo de mo-
tores – procedimentos e tendên-
cias” ministrada pelo técnico
Neverton Casagrande, e também
“Desafios da profissão piloto”
ministrada pelo piloto da Stock Car Nonô Figueiredo. As
palestras foram um sucesso e contaram com a presença
de alunos do SENAI, instrutores e mecânicos convidados.

Continental recebe prêmio internacional da Renault


O Grupo Continental, fornecedor mundial de componentes automo-
tivos, acaba de receber da Renault o prêmio internacional Renault
Supplier Quality Award. A empresa foi avaliada em quesitos como
qualidade, logística e satisfação do cliente. O produto que possibili-
tou este prêmio é o módulo eletrônico (UCH), pertencente à
unidade de negócios Body& Security, que está presente nos
seguintes veículos da Renault: Clio, Logan, Sandero e Symbol.

Delphi lança aparelho de diagnóstico diesel para


mercado de reposição Programa EDUCAR visita SUN/SNAP-ON
A Delphi Soluções em Produtos e Serviços Um grupo de 20 alunos acompanhados pelo
lança para o mercado de reposição o Diesel Prof. Edvaldo e pela Srta. Sheila passaram o
Analyser, um aparelho que oferece diagnósti- dia visitando as instalações da Snap-on do
cos precisos sobre a qualidade do com- Brasil, na cidade de Santa Bárbara d’Oeste
bustível. O produto é uma unidade portátil e (SP). Os alunos, que fazem parte da turma de
resistente, que com uma amostra de apenas 2010, tiveram a oportunidade de conhecer o
46ml de combustível apresenta resultados processo fabril e administrativo e assistir a
rápidos e precisos através de uma tela digital, demonstrações dos vários tipos de tecnologias
especificando o nível de biodiesel na amostra e identificando se há presença avançadas oferecidas pela empresa ao mercado nacional. O programa
de impurezas. Educar atende alunos gratuitamente e tem o seu curso reconhecido pelo
SENAI, colocando seus alunos à disposição do mercado de trabalho.

Promoção leva clientes da rede Bosch


Car Service a Cancun Tecfil comemora 300 eventos Kaizen
Os clientes que levarem seus carros às oficinas Bosch Car Service, A Tecfil, fabricante brasileira de filtros para a indústria automobilís-
entre 3 de novembro e 31 de dezembro, participarão da promoção tica, acaba de completar 300 eventos Kaizen, em sete anos da
"Cancun Rota Caliente", que sorteará 10 viagens com acompa- criação do Comitê de Melhoria Contínua. Desde a sua instituição, em
nhante para o paraíso caribenho, além de GPS, TVs de LCD e 2003, o comitê promoveu mudanças culturais e criou um ambiente
câmeras digitais. A cada R$ 150,00 gastos em serviços ou peças de proatividade entre os colaboradores, o que resultou no reconheci-
nas oficinas credenciadas à rede, o consumidor recebe um cupom mento de clientes, fornecedores e até de empresas de outros setores
para concorrer aos prêmios. Para participar, basta entrar no de atividade, pela qualidade dos produtos, pontualidade das entregas
hotsite www.promocaorotacaliente.com.br, fazer o cadastro e in- e custos competitivos.
formar o número que consta no cupom. O sorteio será realizado
em 20 de Janeiro de 2011.
BorgWarner comemora seus 35 anos no Brasil
A BorgWarner Brasil, fabricante de turbocom-
MTE-Thomson atualiza embalagens dos produtos pressores, embreagens viscosas e venti-
Para adequar as linhas de produtos e manter o ladores para motores diesel, comemorou, no
mesmo padrão, a MTE-Thomson atualizou e moder- dia 26 de outubro, o 35º aniversário de sua
nizou todas as suas embalagens. Os produtos das planta de Campinas. Realizado em Jagua-
linhas “Temperatura”, “Injeção”, “Lambda” e “Série riúna, o evento foi prestigiado pelo presidente
Ouro” agora possuem o mesmo padrão de cores e mundial da Unidade de Motores do grupo, o
layout, facilitando a identificação e a busca dos pro- americano Roger Wood (Foto), e por outros diretores da matriz. A
dutos. A garantia está impressa no interior da emba- comemoração, organizada pela equipe do diretor geral da empresa
lagem com todos os procedimentos e todos os no Brasil, Arnaldo Iezzi Jr., reuniu mais de 700 pessoas entre
telefones e e-mail de contato com a empresa. Outras clientes, fornecedores, distribuidores, representantes, jornalistas e
informações sobre cuidados e manuseio já podem todos os funcionários da BorgWarner. Na ocasião, vários profissio-
ser encontrados no site: www.mte-thomson.com.br. nais, entre os mais antigos da empresa, foram homenageados.
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Grupo Jedal completa 35 anos


Balanço da Inspeção Veicular Ambiental de Setembro A Jedal-Redentor chega aos 35
Até o fim de setembro, os percentuais dos au- anos de existência com muitas
vações, metas claras para seus ino-
tomóveis que passaram pela inspeção variaram negócios, fortalecimento de suas
áreas de atuação que atendem
de 64,04% para os carros de final de placa 1 aos mercados em expansão. A
por novas oportunidades tem sido busca
até 44,08% para os carros de final de placa 7. alinhada por estratégias e pro-
postas construídas ao longo de
Já os índices de reprovação na primeira sua trajetória e que são percebid
em cada uma de suas três divis as
inspeção variaram de 22,88% para os carros de ões: Divisão Jedal, voltada para
segmento de Reparação; Divis o
final de placa 1 até 17,03% para os carros de final de placa 7. De ão Redentor, que atua no segm
Prevenção de Incêndios e Proteção ento de
fevereiro a setembro desse ano, já passaram pela inspeção um total de Ambiental e Patrimonial; Divisão
Jedox, que utiliza a tecnologia
1.939.138 veículos (levando em consideração todas as placas e tipos de associada ao aço inox.
combustível). Desse total, 5,66% ainda não foram aprovados.

20 anos de Carbwel
SENAI inaugura laboratório de transmissão de A Carbwel Autopeças realizou em 25 de
potência em parceria com a SKF outubro, na Churrascaria Boi 1000, na
A subsidiária brasileira do Grupo SKF, fabricante de rolamentos, zona norte da capital paulista, com a pre-
inaugurou no dia 4 de novembro – em parceria com a unidade do sença de colaboradores e profissionais de
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Canoas distribuidoras e fábricas, festa em come-
(RS) e do Departamento Nacional da entidade – um novo labo- moração aos 20 anos da empresa. Carlos
ratório técnico, equipado com o que há de mais moderno em Gomes, o Carlinhos, proprietário da loja,
maquinário industrial, e que será utilizado para ministrar cursos em seu discurso, “agradeceu o comprome-
profissionalizantes para toda a população da região. O espaço será timento de sua equipe e a confiança de-
equipado com as soluções para transmissão de potência da SKF, positada por fábricas e distribuidoras ao longo de duas décadas de
que inclui rolamentos, buchas, kits didáticos para montagem e trabalho da empresa”. Hoje, para se ter uma ideia, a Carbwel está entre
desmontagem de peças e equipamentos de alinhamento para eixos as mais reconhecidas autopeças do Brasil, isso por manter sua tradição
e polias. Além disso, a empresa fornecerá todo suporte de capaci- de honestidade e respeito aos clientes e fornecedores, buscando a
tação e material didático para o SENAI de Canoas. constante inovação. A Prána Editora & Marketing, através do jornal
Reparação Automotiva, parabeniza Carlinhos e toda a Equipe Carbwel
pelos 20 anos.
Marcelo M. Sidoti assume área comercial do
Grupo CBA Viemar entra no mercado de reposição com uma
Após 26 anos de carreira dentro do Grupo Comolatti,
onde teve a oportunidade de atuar nas áreas de com-
nova linha de produtos
pras, desenvolvimento de produtos e vendas, Marcelo M. As bandejas de suspensão são as novidades na família de produtos
Sidoti inicia nova fase dentro do Grupo CBA assumindo da Viemar Indústria Automotiva. Desenvolvidas com tecnologia de
as responsabilidades pela área comercial da empresa. O ponta, qualidade e preços competitivos, elas mantêm as caracterís-
desafio é ampliar ainda mais o raio de ação da CBA, im- ticas mecânicas e funcionais da peça original, o que gera mais se-
plementando novas linhas de produtos, assim como con- gurança. Além disso, o produto é testado em todas as etapas do
solidar a posição de vendas junto às frotas e processo produtivo e sua embalagem facilita a logística e o ar-
desenvolver outros e importantes canais de vendas. mazenamento. Para todos os itens de segurança e qualidade, a
Viemar oferece garantia e suporte técnico através da central de
atendimento 0800 770 12 02.

Conarem promove treinamentos com retificadores


em MG e RS Nakata em campanha para o consumidor final
O Conselho Nacional de Retíficas de Motores realiza, em novembro, Até dezembro, os leitores da Quatro Rodas, Auto Es-
treinamentos gratuitos em cidades de Minas Gerais e Rio Grande do porte e Placar irão conhecer os principais benefícios
Sul, além de promover o Encontro Anual de Retíficas do Estado do dos amortecedores Nakata. É que a Affinia, detentora
RS na cidade de Passo Fundo. O Ciclo Nacional de Treinamentos, da marca, elaborou um plano de mídia contemplando
que consiste em palestras com técnicos voltadas para os ope- veículos com grande aceitação do perfil masculino
radores e montadores de motor das retíficas, além de plenário em- para destacar em anúncios publicitários os atributos
presarial para abordar os conceitos das práticas comerciais de de sua linha de amortecedores e também da marca
sucesso, será realizado nas seguintes cidades de Minas Gerais e Rio Nakata. A escolha destes veículos se dá em razão da
Grande do Sul: Pato de Minas-MG (9 nov), São Gotardo-MG (10 estratégia de aproximação da marca com o consumi-
nov), Uberaba-MG (11 nov), Carazinho-RS (24 nov) e Erechim-RS dor final, especialmente no momento que antecede
(25 nov). Mais informações: (11) 5594-1010 – falar com Ricardo. as férias e aumentam as revisões preventivas para a realização das
viagens de final de ano.

Zeppini Ecoflex representa o Brasil na PEI 2010 Salão do Automóvel de Curitiba 2010
A Zeppini Ecoflex, empresa do segmento de reúne as maiores marcas do mundo
equipamentos para postos de combustíveis Agendado para acontecer entre os dias 20 e 28 de novem-
na América Latina, participou mais uma vez bro, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, o Salão do
do maior evento do segmento; a PEI 2010, Automóvel de Curitiba 2010 traz para o público paranaense
realizada no início de outubro, na cidade de aproximadamente 200 veículos em exposição. O evento
Atlanta (EUA). O evento este ano reuniu as conta ainda com veículos modificados como Tuning, de com-
principais empresas do setor de postos de petição, motos, lançamentos na área de náutica, Hot Roads,
serviços, durante o qual a Zeppini Ecoflex Antigos, fora-de-série, peças, serviços gerais, entre outras
apresentou sua linha completa de equipa- atrações. O valor da entrada é de R$ 15 e crianças até 12
mentos, com destaque para o Sistema anos não pagam, mas devem estar obrigatoriamente acom-
Separador de Água e Óleo e novo Sistema panhadas dos pais ou responsáveis. Em dias de semana, o
de Tubulação Fuel Flex. evento será realizado das 17 h às 22 h e nos finais de
semana das 14 h às 21h.
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38 ARTIGO | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTO: DIVULGAÇ‹O
Consumidor quer ser bem atendido
*Texto: Antônio Carlos Bento

O
Salão do Automóvel é que ele vai lembrar que precisa pelo Programa Carro 100% junto tem ajudado muito o reparador,
uma grande vitrine que trocar as pastilhas de freio, o óleo aos motoristas, é possível perceber pois tem gerado um movimento
aponta as tendências e do motor, entre outros itens? que há interesse no assunto e que espontâneo da ida do motorista à
exibe os lançamentos que, em Aliás, são tantos componentes que o motorista carece de informações. oficina. O dono do carro está mais
breve, devem estar nas ruas de o dono do carro nunca ouviu falar. Portanto, a oficina é o canal de co- preocupado em manter o veículo
todo o País. A paixão do brasileiro Tudo isso leva o motorista a municação mais importante nesse em ordem para passar na inspeção.
por carro é antiga e bem conhe- deixar cair no esquecimento a ma- processo e não deve desperdiçar a Então, cabe ao reparador dar todo
cida. Porém, quando o assunto é nutenção do veículo que só vai oportunidade de ter o cliente na o suporte necessário e aproveitar
manutenção do seu objeto de para a oficina quando para de fun- sua frente. essa excelente oportunidade para
desejo, nem sempre é uma ques- cionar, gerando aborrecimento. O atendimento é o primeiro explicar a importância da manu-
tão simples, bem vista e compre- Para mudar esse hábito, o repara- passo para cativar o cliente que po- tenção preventiva.
endida como uma necessidade. dor tem um papel fundamental derá ser tornar assíduo. Tudo de-
Talvez isso aconteça por falta que é orientar o seu cliente para pende de como ele é recebido.
de informação por parte do dono que ele entenda o que é necessário Esse momento é precioso para es-
do veículo que não lê manual e fazer e também saiba que a manu- tabelecer um relacionamento sau-
desconhece os serviços básicos tenção preventiva é mais econô- dável. Claro que a qualidade do
para manter o seu carro em bom mica e também essencial para que serviço é imprescindível para ga- *Coordenador do GMA – Grupo
estado de funcionamento. Real- o carro esteja em boas condições rantir a satisfação do cliente, mas é de Manutenção Automotiva –
mente, com a vida atribulada, de uso. uma etapa seguinte. Programa Carro 100% -
preocupações do dia-a-dia como é Em algumas ações realizadas A inspeção ambiental veicular www.carro100.com.br
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FOTO: DIVULGAÇ‹O
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40 FEIRAS &
EVENTOS | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Reparadores,
preparem-se!
Veículos híbridos, elétricos, chineses, super
máquinas, conceitos, marcaram o Salão Internacional
do Automóvel de São Paulo
Texto: Edison Ragassi

Q
uem durante anos apurou os ouvidos para ‘afinar’ os
mais variados tipos de carburadores e, de repente,
passou a digitar números e códigos em um laptop e
assim obter o mesmo resultado, sabe bem o que sig-
nifica o título desta matéria. O fato é que a tecnologia embar-
cada nos veículos cresce e obriga os profissionais
especializados na reparação a investirem em aprendizado e
equipamentos. Isso ficou bem claro nos estandes das fabrican-
tes e importadoras que estiveram no Salão Internacional do
Automóvel de São Paulo. E sem dúvida nenhuma os modelos
elétricos e híbridos estavam entre os que mais chamaram a
atenção, pois em breve circularão por nossas cidades. Confira
algumas das principais novidades:
FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Honda
A fabricante de origem nipônica aproveitou a mostra para divulgar seus
conceitos como o EV-N (Foto). A proposta de compacto urbano elétrico mo-
vido através de energia armazenada nas baterias de íon lítio que podem ser
recarregadas em tomadas convencionais ou através dos painéis solares que
estão dispostos no teto do veículo. Também trouxe o FCX Clarity movido a
célula de combustível, a qual funciona em conjunto com uma bateria de íon-
lítio e um tanque de hidrogênio. Já o Honda Insight é o híbrido da marca.

Fiat
Programado para chegar ao mercado ainda este o ano, a fa-
bricante de Betim (MG) mostrou em primeira mão o Bravo
(Foto), o hatch médio que chega para substituir o Stilo. Em
seu estande também estavam expostos o Uno Sporting, Uno
Ecology e o conceito Mio.
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www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30


FEIRAS &
EVENTOS 41

Volkswagen
A fabricante de São Bernardo do Campo ampliou a linha Bluemotion com
a chegada do Gol G5 e Fox nesta configuração, assim como o Polo. Ainda
trouxe o novo Jetta (Foto) , Amarok Cabine Simples, novo Passat, o conceito
Saveiro RockeT, Touareg e Touareg Hybrid.

Chevrolet
Mostrou o Camaro (Foto), que em outras edições era só uma atração, e
agora será vendido no Brasil. Além disso, uma releitura do Pony Car dos anos
60, também a volta do Omega, ainda importado da Austrália, o sedã de luxo
recebeu a marca Fittipaldi.

Kia Motors
Com planos ambiciosos para o Brasil, a fabricante coreana investe em tec-
nologia, assim mostrou o Soul Flex (Foto), as primeiras unidades serão co-
mercializadas em dezembro. Também trouxe o sedã de luxo Cadenza, Cerato
Koup e o novo Sportage.

Renault
Depois de debutar no Salão de Paris, a Renault confirmou o sedã Fluence no
Brasil. Ele será fabricado na Argentina com motor Hi-Flex 2.0L de 143 cv, também
utiliza a chave em forma de cartão semelhante à do Mégane.

Audi
Na volta ao Salão, a importadora optou por outra estratégia na edição pas-
sada, a Audi mostrou o compacto A1, ele tem preço sugerido de R$ 90.000 e
usa motor 1.4 TSFI de 122 cv de potência e câmbio S-tronic de 7 velocidades.
Também mostrou o A8, R8 Spyder (Foto) e RS5.
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42 FEIRAS &
EVENTOS | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Nissan
A fabricante japonesa trouxe o elétrico LEAF, o qual está sendo
preparado para ser vendido em São Paulo. Existe um acordo da Pre-
feitura com a empresa para implantar na cidade toda a infraestrutura
que a operação exige. A CET irá incluir 100 unidades do LEAF em
sua frota. E também mostrou o March (Foto), o próximo modelo a
ser fabricado no Brasil para disputar o segmento de entrada.

OS CHINESES CHEGARAM

JAC
Com inauguração das revendas previstas para o dia 18 de março de 2011, o Grupo
de Sérgio Habib promete revolucionar na comercialização dos veículos orientais. O
J3 (Foto) será o primeiro carro da marca a ser oferecido em duas versões hatch e sedan,
por R$ 37.900 e R$ 39.990, respectivamente. Para atender as expectativas do consu-
midor brasileiro, ele passou por 72 modificações externas e internas e terá três anos de
garantia total. Também terá O J5, um sedã para concorrer com Civic, Corolla, Vectra
e outros da categoria de médios. E o J6, que chega em junho, é uma a minivan com
preço sugerido para venda de R$ 57.900. Segundo Habib, os modelos utilizam peças
e componentes de fornecedores como Delphi, Continental, Visteon e Bosch, os quais
mantêm operações na China.

Lifan
A chinesa Lifan trouxe três modelos, o 320 (Foto) com linhas e aparência que lembram o
Mini Cooper, o sedã 620 e o Lifan Minivan.

Chery
Depois do Tiggo, Cielo e Face, a fabricante confirmou o compacto QQ (Foto) com mo-
torização, completo ao preço de R$ 22.900 e o Fulwin 2 com motorização 1.5 flex nas versões
hatch e sedã. A empresa também mostrou o hatch S18, a station wagon aventureira S18D e
o sedã grande Riich G5.

Este ano a mostra paulista completou 50 anos de existência, trouxe jornalistas e profissionais ligados ao setor automotivo de várias partes do
mundo. O que confirma a importância do evento para a indústria mundial.
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FEIRAS &
EVENTOS 43

CONFIRA MAIS ALGUMAS NOVIDADES DO SAL‹O DO AUTOMŁVEL 2010

LAND ROVER EVOQUE MINI COUNTRYMAN BMW X3

FUSION HYBRID PEUGEOT 3008 PORSCHE 911 GT2 RS VOLVO S60

www.reparacaoautomotiva.com.br Novembro de 2010 - Edição 30 ARTIGO

FOTO: DIVULGAÇ‹O
A importância de cursos específicos
em tecnologia
*Texto: César Samos

C
om as constantes mu- profissional será possível vencer tempo para ensinar o funcioná- nologia que não dá mais espaço
danças tecnológicas, o os desafios impostos pela tecno- rio no ambiente de trabalho. O para amadorismo. O conheci-
setor de reparação de logia embarcada. cliente quer o carro pronto o mento técnico é fundamental
veículos requer aperfeiçoamento O Sindirepa-SP vai identifi- mais rápido possível. Para isso, a para o profissional da reparação
técnico constante para garantir a car junto aos reparadores quais empresa deve ter uma progra- de veículos. A profissão mudou
qualidade dos serviços. são as principais demandas para mação para a produção. ao longo do tempo e exige maior
O Sindirepa-SP e o Senai a criação de novos cursos já Hoje, fica inviável contratar preparação, com cursos mais es-
Ipiranga têm discutido esta para 2011. um mecânico sem experiência e pecíficos. E é isso que queremos
questão para a criação de cursos Recentemente, foi divulgada sem ter feito curso na área. É fazer com o Senai Ipiranga.
de especialização em tecnologia uma pesquisa mostrando que a como pedir para uma pessoa
automotiva, com novos forma- escassez da mão-de-obra quali- leiga pilotar um avião. Ela
tos e conteúdo mais avançado ficada é um problema comum não vai saber nem por
para atender às necessidades do entre as oficinas. O estudo mos- onde começar.
setor de reparação de veículos. trou que 41% dos reparadores Em muitos casos, o mecâ- *Diretor do Sindirepa-SP –
É importante inovar para reprovam 80% dos candidatos nico precisa ter até noções bási- Sindicato da Indústria de Repa-
acompanhar a evolução da in- por falta de qualificação. cas de inglês para operar ração de Veículos e Acessórios do
dústria automobilística e so- As oficinas precisam de pro- equipamentos. Vivemos no Estado de São Paulo – e sócio da
mente por meio de capacitação fissionais capacitados, não há mundo da informação e da tec- Oficina Mecânica do Gato
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44 TÉCNICA | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

Regulador para Ford Ranger, F1000 e


FOTOS: DIVULGAÇ‹O

W
Taurus - GAUSS – GA810/890
*Texto: Anderson Gabardo

I – Sempre pensamos o borne I como ignição, porém na Mo-


torcraft o borne I significa (indicator), que é a saída de Lâmpada
para o painel. Ligar esta saída ao + da bateria provoca a queima v
imediata do regulador.

S – (stator) ou Estator em português, é uma das fases do estator,


conhecido W. Esta saída deve ser ligada em Jump à saída do Retifica-
dor para que o alternador inicie o processo de carga.

A – Quer dizer Alternator que é um positivo direto da bateria


(linha 30), serve como referência complementar de carga para o re-
gulador. Este terminal é utilizado para o Regulador medir a tensão da

O
s alternadores Motorcraft da Ford Ranger, F1000 e F250, bateria do veículo, qualquer mau contato nesse terminal faz o alter-
apesar de serem bem conhecidos, ainda trazem alguns nador trabalhar em sobre tensão e nestas caminhonetes este terminal
transtornos e pontos interessantes de serem abordados. é protegido por um fusível de 5 amperes na central de fusíveis e a
O GA810 aplicado nos alternadores (Motorcraft 1160931-fd) é queima deste fusível faz o alternador parar de carregar.
um Regulador de Tensão Multifuncional da mesma forma que outros
modelos desta geração possuem várias funções que vão além do con- B+ e D- são as referências de positivo e negativo respectivamente,
trole do Rotor e Lâmpada do painel. Neste caso, em especial, é preciso por estes pontos é que o regulador identifica o nível de tensão do sis-
tomar cuidado extra com a nomenclatura dos bornes de ligação que tema de carga.
têm códigos próprios da Ford.
Como no restante da família, os multifuncionais requerem cui- DF – É a própria saída de campo do regulador para as escovas, por
dados especiais nos testes e na utilização, vamos agora descobrir as esta saída que o regulador controla a alimentação do Rotor.
funções e os procedimentos ideais de aplicação, teste e utilização Como vimos, as funções não diferem muito do que já estamos
destes Reguladores. acostumados a tratar por aqui, porém os códigos utilizados pela Ford
A princípio, vamos entender as funções do GA810, que não dife- são bem diferentes dos nossos velhos conhecidos e, por esta razão, v
rem muito dos reguladores já conhecidos, porém os códigos gravados devemos estar atentos.
na peça não são compatíveis com os que estamos habituados nos al-
ternadores mais comuns.
FALHAS COMUNS

(GA1202 AO LADO DO GA 810)

GA 810

p
D
a
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TÉCNICA 45
Algumas situações deste modelo
Uma delas é na saída S (stator) que costumamos a ver como
W. No chicote do veículo sai um fio do Conjunto Retificador
(GA 1202), que externamente é ligado ao borne S do Regula-
dor. No veículo é tranquilo, pois a fiação está à mostra, porém
em testes externos, de Bancada (BT500M), é comum “esque-
cermos” de fazer esta ligação e a lâmpada do painel (i) não apa-
gará, por estratégia do próprio Regulador.
Outra questão interessante é a da saída (A), que é um posi-
tivo da bateria (30), este sinal serve de comparativo entre o
valor de tensão medido dentro do alternador B+ e D- e o valor
efetivo do sistema elétrico do veículo, serve para indicar ao
motorista variações de tensão, normalmente ocasionadas por
cabos do alternador e de bateria. O cuidado deve recair, neste
caso, no teste de alimentação, pois este fio (A) é protegido por
fusível (localizado na central de fusíveis do compartimento do
motor Ranger) e, em caso de queima deste fusível, o Alterna-
dor não carrega e nem aciona a Lâmpada do Painel (i), por-
tanto, muita atenção nesta ligação.
A saída de lâmpada neste caso (i) sempre merece atenção
especial em Reguladores Multifuncionais, pois não podemos
esquecer que esta saída normalmente é de baixa potência e, em
Hipótese Alguma, devemos utilizar “Lâmpadas de Teste” para
simulação do indicador do painel, pois isto ocasionará a
queima do regulador.
O que fazer então? Utilizando a “caneta indicadora de po-
laridade”, aquela com LEDs, pode fazer o teste com precisão e
sem prejudicar o funcionamento dos Reguladores.

NOVIDADES DE MERCADO
Outra novidade para estes veículos é o lançamento do Re-
gulador Gauss - GA 890, que é o já conhecido GA 810 com
porta-escovas, o que facilitará bastante a vida do aplicador, uma
vez que já terá disponível o Regulador completo, diminuindo
o tempo gasto na manutenção deste alternador.

GA 890

*Coordenador Técnico Comercial da Gauss,


professor e palestrante.
Dúvidas e sugestões:
anderson.gabardo@gauss.ind.br
Faça revisões em seu veículo regularmente.
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46 ARTIGOS | Novembro de 2010 - Edição 30 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTO: DIVULGAÇ‹O

FOTO: DIVULGAÇ‹O
Programa terá Oficinas
declaração de ‘carroças’? - Final
conformidade Texto: José Nogueira*

Texto: Antônio Fiola *

Programa de Seleção de Oficinas para Atendimento Pré empos depois, o IQA ampliou a certificação para as oficinas

O e Pós-Inspeção Veicular Ambiental em Veículos/Moto-


cicletas do Ciclo Otto e Ciclo Diesel do SINDIREPA-
SP iniciará a 2ª fase que consiste em garantir a qualidade dos
T mecânicas, mas o processo foi ainda mais difícil. Como o seg-
mento é bem abrangente, foi preciso dividi-lo em escopos:
funilaria e pintura, freios, direção, suspensão e escapamento e exaus-
serviços prestados ao consumidor para atender ao ofício tão. Mas não havia uma norma para dar suporte às exigências do In-
nº 088/SVMA/CAFIM-SP/09 da Secretaria do Verde e Meio Am- metro, e o IQA criou as Especificações Técnicas para cada escopo
biente da Prefeitura de São Paulo. (apresentados na edição anterior). Em todo esse processo o Inmetro
O Sindirepa-SP definiu como modelo acreditado por meio validou os documentos para início da certificação, com o compro-
de norma ABNT – ISO/IEC 17050-1 e sem custos para as ofici- misso para desenvolver as normas específicas para cada escopo que
nas mecânicas a “Declaração de Conformidade” que deverá ser foram criadas em conjunto com o Sindirepa-SP e a ABNT (Associa-
assinada e devolvida por parte da oficina mecânica integrante do ção Brasileira de Normas Técnicas).
programa. Isto permitirá que a empresa ateste sua capacitação Além da ausência de normas, as oficinas não seguiam critérios e pa-
para atendimento mediante os requisitos pré-estabelecidos, pos- drões, além de não possuir ferramentas especiais para cada tipo de reparo
sibilitando, ao menos nesta fase, substituir o modelo de certifi- e adequadas a cada modelo de veículo. Os profissionais não utilizavam
cação de terceira parte. uniformes e, em se tratando de infraestrutura deixavam a desejar, como
A empresa aces- piso sem pintar, muitas vezes em terra batida, parede e chão sujos de
sará um certificado, graxa, enfim, ambiente desorganizado e não adequados para nossa época
após a assinatura e e sem processos definidos como fluxograma e procedimentos.
devolução da “Decla- A roda, por exemplo, além de não ser apertada com o torquímetro,
ração de Conformi- não tinham obedecidas suas especificações do fabricante quanto ao torque
dade” (que já foi a ser utilizado. Mais uma vez: onde estavam estas especificações? Não
enviada por e-mail) existiam tabelas de orientação de aperto para cada tipo de veículo. Veja
que poderá ser fixada em que ‘mundo’ vivíamos naquela época! Para apertar uma roda, é pre-
na recepção do esta- ciso seguir padrões porque, se não for observado o aperto correto,
belecimento para que incorre em risco direto de segurança. Pode haver a soltura da roda quando
os clientes possam o aperto for inferior ao especificado, como pode haver a dificuldade pelo
avistá-la facilmente. usuário na troca do pneu por ocasião de furo quando o aperto for supe-
Desta forma, aten- rior ao especificado, inclusive se não for obedecida a sequência de aperto
derá à recomendação pode-se ocasionar o empenamento da roda. Como, então fazer com as
da Prefeitura de São informações se elas não eram de conhecimento do reparador e eram ne-
Paulo, bem como terá cessárias para o trabalho e para a segurança do cliente?
a comprovação junto ao consumidor já que possui os requisitos Mais uma vez, a semente da qualidade foi plantada e gerou frutos
mínimos para a realização dos serviços em pré e pós-inspeção para o setor. O reparador se mexeu, o fabricante do aparelho também,
ambiental veicular. enfim, um ‘puxou’ o outro. Referente à tabela do torquímetro, o fabri-
Criado para orientar as oficinas a adotarem práticas e equipa- cante passou a inseri-la no manual e hoje está disponível para download.
mentos necessários para realizar a pré e pós-inspeção, o programa Foram 15 anos de intensa transformação.
possui mais de 300 empresas credenciadas que fazem parte da É claro que ainda vemos oficinas não certificadas que não atendem
lista disponível no site da entidade www.sindirepa-sp.org.br para às exigências, mas assim como a qualidade é essencial para a sobrevivência
consulta do consumidor. de montadoras e autopeças no mercado, não é diferente na área da repa-
O programa conta também com a parceria de fabricantes es- ração. Hoje temos tecnologias complexas nos veículos, que não param
pecializados em produtos e equipamentos relacionados à inspe- de evoluir. A exigência do consumidor também não, por isso, a qualidade
ção e que atendem às exigências da legislação (Alfatest, Bosch, é contínua. E assim é com o aftermarket. O setor passou por uma grande
Mastra, Napro, Snap-On e Tecnomotor). transformação e não deve parar de evoluir nunca.

*Presidente do Sindirepa-SP – Sindicato da Indústria de


Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de * Diretor do IQA -
São Paulo Instituto da Qualidade Automotiva
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FOTO: DIVULGAÇ‹O

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