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Sumário

ELETRODINÂMICA I ............................................................................................................................... 2
1. GERADORES DE ENERGIA OU FONTES TENSÃO ELÉTRICA (V)................................................ 2
2. CORRENTE ELÉTRICA (i) .................................................................................................................. 4
2.1. A FORMAÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA .................................................................................... 4
2.2. CORRENTE CONVENCIONAL ........................................................................................................ 4
2.3. INTENSIDADE DA CORRENTE ....................................................................................................... 5
2.4. CORRENTE CONTÍNUA E CORRENTE ALTERNADA. .................................................................. 5
2.5. DETERMINAÇÃO GRÁFICA DA CARGA ELÉTRICA. ..................................................................... 6
3. RESISTÊNCIA ELÉTRICA – AS LEIS DE OHM (R)........................................................................... 9
3.1. A 1ª LEI DE OHM .............................................................................................................................. 9
3.2. A SEGUNDA LEI DE OHM ............................................................................................................. 11
4. RESISTÊNCIA ELÉTRICA - ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS................................................... 20
4.1. RESISTÊNCIAS LIGADAS EM SÉRIE ........................................................................................... 20
4.2. RESISTÊNCIAS LIGADAS EM PARALELOS ................................................................................ 21
4.3. ASSOCIAÇÃO MISTA DE RESISTÊNCIAS ................................................................................... 23
5. POTÊNCIA ELÉTRICA (P) ................................................................................................................ 27
5.1. DEFINIÇÃO MATEMÁTICA ............................................................................................................ 27
5.2. POTENCIA ELÉTRICA NO RESISTOR (EFEITO JOULE) ............................................................ 27
5.3. BRILHO DE LÂMPADAS INCANDESCENTES .............................................................................. 28
6. ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA ................................................................................................. 33
7. CIRCUITOS ELÉTRICOS .................................................................................................................. 36
7.1. CIRCUITO ELÉTRICO .................................................................................................................... 36
7.2. INTERRUPTORES.......................................................................................................................... 37
7.3. CURTO CIRCUITO E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO (DISJUNTORES E FUSÍVEIS) .......... 38
7.4. MEDIDORES ELÉTRICOS ............................................................................................................. 40
QUESTÕES FECHADAS ...................................................................................................................... 45
ELETRODINÂMICA I

1. GERADORES DE ENERGIA OU FONTES TENSÃO ELÉTRICA (V)

A função do gerador no circuito elétrico é fornecer energia elétrica aos seus elementos. Um gerador
tem a função de transformar alguma forma de energia em energia elétrica. Analise o esquema abaixo.

Os principais geradores que iremos trabalhar são as tomadas que fornecem uma fonte de tensão
alternada e as pilhas e baterias que fornecem fonte de tensão contínua. A figura abaixo mostra a
representação de cada gerador e seu comportamento no gráfico tensão x tempo.

Neste capítulo iremos trabalhar apenas com a fonte de tensão contínua. Repare que tais fontes como
pilhas e baterias possuem dois polos, A e B, bem definidos (um positivo e outro negativo), entretanto
não nos interessamos pelo valor do potencial de seus pontos, mas sim pela ddp entre eles. Já que é
a ddp entre dois pontos A e B (VAB) que irá realizar trabalho sobre as cargas elétricas.

𝑾𝑾
VAB = 𝒒𝒒

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Exercícios de fixação

01. Um gerador hipotético apresentou os seguintes valores de potencial em seus polos: no polo
positivo, + 6,0 V e, no polo negativo, - 6,0 V. Determine a d.d.p. desse gerador.

02. Suponhamos que tivéssemos calculado os potenciais elétricos dos dois polos de uma bateria e
obtido os valores: VA = 8,0 V e VB = 5,0 V. Então, quando um elétron atravessar essa bateria receberá
dela uma quantidade de energia elétrica de quantos joules? De onde veio a energia ganha pelo
elétron?

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2. CORRENTE ELÉTRICA (i)

2.1. A FORMAÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA

Em eletrostática, aprendemos que o campo elétrico e a diferença de potencial elétrico são


propriedades do espaço capazes de comandar o movimento de uma carga de prova numa certa
posição. Como o gerador elétrico é uma fonte de tensão, em outras palavras, produz uma d.d.p.,
podemos então ligar um fio metálico nos terminais de um gerador e assim promover um movimento
ordenado e prolongado de cargas. Esse movimento ordenado de cargas é chamado de corrente
elétrica.
Nos metais, a corrente elétrica é constituída por elétrons livres em movimento, figura 1. Nos líquidos,
as cargas livres que se movimentam são íons positivos e íons negativos, figura 2 enquanto, nos
gases, são íons positivos, íons negativos e elétrons livres.

2.2. CORRENTE CONVENCIONAL

Sabemos que em um fio condutor ligado a uma fonte de tensão os elétrons livres movem-se
ordenadamente, como estes são portadores de cargas negativas, então, serão atraídos pelo polo
positivo da bateria ou no sentido contrário do campo elétrico. Essa é a corrente real, ou seja, o
sentido das cargas no fio condutor.
Com o intuito de facilitar o estudo das correntes elétricas os físicos convencionaram que o sentido da
corrente deve ter o mesmo sentido do campo elétrico. É como se a carga elétrica positiva estivesse
se movendo e a carga negativa ficasse parada. De agora em diante quando nos referimos a uma
corrente elétrica, fica estabelecido que estamos tratando da corrente convencional, a não ser que
seja especificado o contrário.

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2.3. INTENSIDADE DA CORRENTE

Considere uma seção qualquer do condutor e suponha que uma pessoa observasse durante um
intervalo de tempo ∆t, a quantidade de carga ∆Q que passou através dessa seção.

Denomina intensidade da corrente quando uma quantidade de carga ∆Q passa através da seção de
um condutor, durante um intervalo de tempo ∆t. Designando por i esta grandeza, temos então:

∆𝐐𝐐
𝐢𝐢 =
∆𝐭𝐭

A unidade adotada para a intensidade da corrente no SI é o ampère (A), em homenagem ao físico


francês Andre Marie Ampère, e designa coulomb por segundo (C/s).

Observação: O campo elétrico interno não imprime, em média, nenhuma aceleração aos elétrons
livres em um condutor metálico, uma vez que eles colidem continuamente com os átomos do
condutor. O movimento efetivo dos elétrons livres ao longo do condutor ocorre de forma bem lenta.
Podemos fazer uma analogia desse fato com a descida de uma bolinha de gude em uma tábua
inclinada cravada com pregos. Embora o campo gravitacional insista em acelerar a bolinha, as
múltiplas colisões com os pregos dissipam grande parte da energia cinética da bolinha, obrigando-a a
descer o plano com uma aceleração, em média, nula.

2.4. CORRENTE CONTÍNUA E CORRENTE ALTERNADA.

Corrente contínua: É quando o sentido do campo elétrico aplicado permanece sempre o mesmo,
assim o sentido da corrente se manterá inalterado, isto é, as cargas se deslocarão sempre em um
mesmo sentido do fio. As correntes contínuas são fornecidas, por exemplo, pelas pilhas ou baterias
de automóvel.
Corrente alternada: É quando o sentido do campo elétrico muda periodicamente de sentido, como
consequência o sentido da corrente também muda periodicamente. São essas as correntes elétricas
distribuídas pelas grandes companhias elétricas. A frequência de uma corrente alternada é,
normalmente 60Hz, isto é, nestas correntes as cargas elétricas no condutor executam 60 vibrações
completas em cada segundo.

Observação: Uma corrente alternada pode ser transformada em corrente contínua por meio de
dispositivos especiais denominados retificadores.

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2.5. DETERMINAÇÃO GRÁFICA DA CARGA ELÉTRICA.

Se a corrente no fio não tiver intensidade constante, então a equação Q = i . ∆t não poderá ser usada
para calcular carga elétrica. Precisaremos usar, então, o cálculo da área do gráfico i x t.

A área sob o gráfico mostra a quantidade de


carga que passou pela seção reta do fio
condutor em dois intervalos de tempos definido.

Importante: ampere-hora
O ampere-hora é, também, uma unidade de carga elétrica. Analisando a expressão
∆Q
i= ∆Q = i . ∆t, deixando a corrente em ampere e colocando o tempo em horas teremos o A.h.
∆t
É fácil perceber a relação entre Ah e C.

1 A . h = 1 C/s . 3600 s  1 A . h = 3600 C

Observação: Circuito elétrico simples

Para se fazer um circuito elétrico simples, basta ligar um fio condutor a uma dessas fontes de tensão.
Por exemplo, ligando o fio nos polos de uma bateria química, será estabelecida uma voltagem nas
extremidades do fio. Lembramos que, nestas condições, um campo elétrico será criado dentro do
condutor e as cargas livres neste condutor entrarão em movimento, isto é, teremos uma corrente
elétrica passando pelo fio.
Quando a corrente chega ao polo negativo, as cargas são forçadas, devido a reações químicas, a se
deslocarem no interior da bateria, passando para o polo positivo, o que completa o circuito. Enquanto
as reações químicas mantiverem a d.d.p. entre os polos da bateria, teremos uma corrente circulando
continuamente nesse circuito.

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Exercícios de fixação

03. A intensidade da corrente elétrica que atravessa um condutor metálico é constante e igual a 5,0
A. Determine a carga elétrica que atravessa uma secção do condutor em 20 s.

04. Qual a intensidade da corrente que passa por um condutor cilíndrico, se por uma secção
transversal dele passam 2 x 1014 elétrons em 5 segundos? (e = 1,6 x 10-19 C)

05. Uma corrente elétrica de intensidade 10 A circula por um condutor iônico. Em 10 s, qual é o valor
das cargas que atravessam uma secção desse condutor? Qual é o valor da carga elétrica
transportada pelos cátions?

06. O gráfico mostra a variação da corrente elétrica I, em ampère, num fio em função do tempo t, em
segundos. Qual a carga elétrica, em coulomb, que passa por uma seção transversal do condutor nos
primeiros 4,0 segundos?

07. Nas figuras abaixo, são mostradas duas baterias recarregáveis de 1,2 volts/2300 mAh cada e a
etiqueta de um mouse de 3 V/90 mA onde as baterias serão instaladas.

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Sabe-se que as duas baterias comportam-se como uma única, pois são ligadas em paralelo. Qual o
tempo máximo, aproximadamente, que as duas baterias conseguirão manter o mouse em
funcionamento continuamente?

08. (Enem PPL 2017) A figura mostra a bateria de um computador portátil, a qual necessita de uma
corrente elétrica de 2 A para funcionar corretamente. Quando a bateria está completamente
carregada, qual o tempo máximo, em minutos, que esse notebook pode ser usado antes que ela
“descarregue” completamente?

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3. RESISTÊNCIA ELÉTRICA – AS LEIS DE OHM (R)

A figura abaixo mostra um circuito elétrico. Sabemos que a bateria estabelece uma ddp nas
extremidades desta dos fios e, consequentemente, uma corrente i passará por esse circuito. As
cargas móveis que constituem a corrente elétrica, aceleradas pela voltagem VAB, realizarão colisões
contra os átomos ou moléculas de um material denominado resistência elétrica, havendo, então, uma
oposição oferecida pelo fio à passagem da corrente elétrica através dela. Portanto podemos definir a
resistência elétrica como um material que dificulta a passagem da corrente elétrica.

A seguir estudaremos as leis de Ohm, nestas leis detalharemos o funcionamento de uma resistência
elétrica.

3.1. A 1ª LEI DE OHM

Ohm ao realizar várias experiências, verificou que ao aplicar uma tensão VAB, em um condutor
qualquer, se estabelece nele uma corrente elétrica de intensidade i. Para a maior parte dos
condutores estas duas grandezas são diretamente proporcionais, ou seja, conforme uma aumenta o
mesmo ocorre à outra.

Desta forma:
VAB ∝ i
𝑉𝑉𝐴𝐴𝐴𝐴
= Constante
𝑖𝑖
A esta constante encontrada, Ohm denominou-se resistência elétrica do condutor (R), que, portanto,
é dado pela expressão:

𝑽𝑽𝑨𝑨𝑨𝑨
𝐑𝐑 =
𝒊𝒊
No SI a unidade adotada para esta grandeza é o ohm (Ω), em homenagem ao físico alemão Georg
Simon Ohm, e designa volt por ampere (V/A).

Em resumo da primeira lei de Ohm temos:

Para um grande número de condutores (principalmente os metais), o valor da resistência


permanece constante, não dependendo da voltagem aplicada no condutor.

Importante: Os condutores que obedecem a esta lei são denominados condutores ôhmicos. Há
também os materiais que não obedecem à lei de Ohm (condutores não ôhmicos), isto é, modificando-
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se a voltagem que é aplicada a um dado condutor, modifica-se também o valor da resistência deste
condutor. Porém, em ambas as resistências (ôhmico ou não ôhmico), podemos utilizar a expressão
𝑉𝑉
R= .
𝑖𝑖
Gráfico VAB X i
Gráfico para um condutor ôhmico. Gráfico para um condutor não ôhmico.

Como VAB é diretamente proporcional à Agora o gráfico VAB X i não será retilíneo,
corrente, o gráfico será uma reta passando pela podendo apresentar diversos aspectos,
origem. dependendo da natureza do condutor.

Em ambos os gráficos, a inclinação da reta nos fornece a resistência elétrica.

Observações importantes

1ª - Quando um condutor apresenta uma resistência elétrica, ele é denominado um resistor, sendo,
entretanto, comum usar-se o termo resistência como sinônimo de resistor.

2ª - Na figura abaixo, as resistências RAB e RCD dos fios que ligam as extremidades da resistência R à
bateria são desprezíveis. Então, podemos considerar RAB = 0 e RCD = 0. Deve-se observar que a
resistência R ligada entre B e C tem um valor apreciável, que não pode ser desprezado.

Na figura acima, designemos por i a corrente que está passando no circuito. Lembrando-se da
definição de resistência elétrica, podemos escrever, para trecho AB do circuito, a seguinte relação:

VAB = RAB . i ou VA – VB = RAB . i

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Como vimos que RAB = 0, teremos VA –VB = 0 ou VA = VB. Logo, dois pontos situados sobre um trecho
de resistência desprezível possuem o mesmo potencial.
É claro que, ao passarmos de B para C, haverá uma queda no potencial, pois a resistência R do
trecho BC não é desprezível. A d.d.p. entre B e C será dada por:

VB – VC = R . i

Logo, teremos VB > VC, isto é, o potencial descreve ao longo da resistência, desde o valor VB até o
valor VC.
Do mesmo modo que no trecho AB, no trecho CD não haverá variação no potencial porque RCD = 0.
Então, teremos VC = VD.

3.2. A SEGUNDA LEI DE OHM

Ao realizar uma série de experiências Ohm conseguiu também analisar os fatores que influenciam no
valor de uma resistência elétrica. Ele chegou às seguintes conclusões:

• a resistência de um condutor é tanto maior quanto maior for seu comprimento


• a resistência de um condutor é tanto maior quanto menor for a área de sua seção reta, isto é,
quanto mais fino for o condutor
• a resistência de um condutor depende do material que é feito, essa grandeza na qual se refere ao
material do condutor recebe o nome de resistividade elétrica, é diretamente proporcional à
resistência e é representa pela letra grega (lê-se Rô).

Resumindo: Uma resistência R de um condutor é diretamente proporcional ao seu comprimento L e


à sua resistividade elétrica e inversamente proporcional à seção transversal A.
𝑳𝑳
𝑹𝑹 =
𝑨𝑨

Novamente a unidade de medida é o Ohm Ω. Já a unidade de medida da resistividade elétrica será


encontrada com a análise dimensional da equação acima que nos revela a seguinte unidade Ωm2/m
ou Ωm.
Como a resistividade é uma grandeza característica do material que constitui o fio, então, cada
substância possui um valor diferente para a resistividade. A tabela abaixo fornece alguns
valores das resistividades de algumas substâncias.

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Resistividade elétrica em função da temperatura

Para muitas substâncias, sobretudo os metais, a resistividade elétrica cresce quase que linearmente
com o aumento da temperatura.
A equação que nos permite calcular a resistividade elétrica de um material em função da variação da
temperatura é:

𝝆𝝆 = 𝝆𝝆𝟎𝟎 [1 + 𝜶𝜶(T – T0)

Nessa equação, α é o coeficiente de temperatura da resistividade elétrica (constante de cada


material) e 0é a resistividade elétrica do material numa dada temperatura T0.
Podemos também multiplicar toda expressão por l e dividir a toda expressão por A. Assim teremos:
𝜌𝜌.𝑙𝑙 𝜌𝜌0 .𝑙𝑙 𝜌𝜌 .𝑙𝑙
= [1 + 𝛼𝛼(T – T0) ; como = R podemos escrever, também:
𝐴𝐴 𝐴𝐴 𝐴𝐴

R = R0 [1 + 𝜶𝜶(T – T0)

A tabela abaixo fornece a resistividade de alguns metais na temperatura de 20° C e o coeficiente de


temperatura da resistividade elétrica.

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Para muitas substâncias, sobretudo os metais, a resistividade elétrica cresce quase que linearmente
com o aumento da temperatura. Sendo assim, muitas substâncias apresentam o valor da
resistividade praticamente nulo em temperaturas muito baixas. Esse comportamento da matéria,
descoberto em 1911 pelo físico holandês Kamerling Onnes, é conhecido como supercondutividade.
Uma característica importante do supercondutor é a seguinte: se fizermos um anel de material
supercondutor, criarmos nele uma corrente elétrica e, a seguir, retirarmos a fonte, a corrente continua
a circular. Não haverá perda de energia elétrica na forma de calor; ou seja, a corrente elétrica
continuará a circular por tempo indefinido.

Reostato

Dispositivo utilizado para variar a resistência de um circuito.

Na figura a apresentamos um tipo muito comum


de reostato, constituído por um comprido fio AC,
de resistência apreciável, e um cursor B, que
pode ser deslocado ao longo deste fio,
estabelecendo contato em qualquer ponto entre
A e C. Observe que corrente que sai do polo
positivo percorre o trecho AB do reostato,
prosseguindo através do cursor até o polo
negativo da bateria. Não há corrente passando
no trecho BC, pois estando o circuito
interrompido em C, a corrente não poderá
prosseguir através desse trecho.

Ao deslocarmos o cursor B para A ou para C, estaremos variando o valor da resistência introduzida


no circuito. Esta resistência poderá variar desde R = 0 (cursor B em A) até o valor máximo da
resistência do reostato (cursor B em C).

A figura b mostra como se representa um


reostato nos diagramas de circuitos elétricos.

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Choque elétrico e suas consequências

O choque elétrico é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um
animal qualquer.
Vários efeitos do choque do choque podem ser observados dependendo de alguns fatores como a
região do corpo que é atravessado pela corrente. Na figura abaixo a situação (a), na qual a corrente
passa pelo coração da pessoa, pode corresponder a uma situação de grande risco, enquanto a
situação (b), na qual a corrente passa apenas pela mão, é menos perigosa, embora possam ocorrer
queimaduras locais.

A intensidade da corrente é, entretanto, o fator mais relevante nas sensações e consequências do


choque elétrico. Estudos cuidadosos deste fenômeno permitiram chegar aos seguintes valores
aproximados:

• Uma corrente de 1 mA a 10 mA provoca apenas uma sensação de formigamento;


• Correntes de 10 mA a 20 mA já causam sensações dolorosas;
• Correntes superiores a 20 mA e inferiores a 100 mA causam, em geral, grandes dificuldades
respiratórias;
• Correntes superiores a 100 mA são extremamente perigosas, podendo causas morte da pessoa,
por provocar contrações rápidas e irregulares do coração (este fenômeno é denominado fibrilação
cardíaca);
• Correntes superiores a 200 mA não causam fibrilação, porém dão origem a graves queimaduras e
conduzem a parada cardíaca.

Por outro lado, a voltagem não é determinante neste fenômeno. Por exemplo, em situações de
eletricidade estática (pente eletrizado, gerador de Van de Graaff usado e laboratórios de ensino etc.),
embora ocorram voltagens muito elevadas, as cargas elétricas envolvidas são, em geral, muito
pequenas e os choques produzidos não apresentam, normalmente, nenhum risco.
Entretanto, voltagens relativamente pequenas podem causar danos, dependendo da resistência do
corpo humano. O valor desta resistência pode variar entre, aproximadamente, 100 000 Ω, para a pele
seca, e cerca de 1 000 Ω, para a pele molhada. Assim, se uma pessoa com a pele seca tocar os dois
polos de uma tomada de 120 V, seu corpo será atravessado por uma corrente:

i = VAB/R = 120/100 000 ou i = 1,2 mA


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Esta pessoa como vimos, sentirá apenas um ligeiro formigamento.
Se a pessoa estivesse, porém, com a pela molhada, a corrente em seu corpo seria:

i = VAB/R = 120/1 000 ou i = 120 mA

Portanto, essa pessoa poderia até falecer em virtude de fibrilação cardíaca. Por este motivo, não
devemos tocar em instalações elétricas se estivermos com a pele molhada.

Em caso de tensões muito elevadas, como ocorre nos cabos de transmissão de energia elétrica, o
contato com eles é sempre perigoso. Por maior que seja a resistência de uma pessoa (mesmo com a
pele seca e contatos através de isolantes), uma voltagem de 13 600 V, encontrada nos cabos de alta-
tensão das ruas das cidades, poderá dar origem a uma corrente fatal.
Por isso mesmo, muitas pessoas ficam intrigadas ao verem um pássaro pousado em um fio de alta-
tensão, sem ser eletrocutado. Este fato é possível porque ele toca apenas um fio, em dois pontos
muito próximos, como os pontos A e B mostrados na figura I. A diferença de potencial VAB entre estes
pontos é, evidentemente, muito pequena, em virtude da resistência desprezível do trecho AB do
cabo. Assim, a corrente que atravessa o corpo do pássaro (que possui resistência bem maior do que
o trecho AB) é imperceptível. Entretanto, se o pássaro, por infelicidade, abrir as asas e tocar
simultaneamente os dois fios de alta-tensão (ou fizer o contato de um deles com a terra), ele será
submetido a uma tensão VCD = 13 600 V (figura II) e receberá um choque violentíssimo, que causara
sua morte imediata.

Figura I Figura II

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Exercícios de fixação

09. Um resistor é percorrido por uma corrente elétrica de intensidade 5,0 A, quando submetido a uma
ddp de 100 V. Determine:
A) a resistência elétrica do resistor;

B) a intensidade de corrente que percorre o resistor quando submetido a uma ddp de 250 V;

C) a ddp a que deve ser submetido o resistor para que a corrente que o percorre tenha intensidade
de 2,0 A.

10. No gráfico abaixo, U é a d.d.p. aplicada a dois resistores (A e B) e I é a corrente elétrica que os
atravessa. Determine:

A) As resistências elétricas RA e RB

B) a tensão elétrica em RB quando a intensidade de corrente elétrica que nele circular for igual a 4 A.

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11. O gráfico a seguir representa a curva característica para um resistor não ôhmico.

Determine a resistência elétrica desse resistor quando:


A) submetido à ddp de 16 V;

B) percorrido por corrente de intensidade 0,30 A.

12. Uma lâmpada está ligada a uma rede elétrica de 220 V e, pelo seu filamento, passa uma corrente
elétrica de intensidade 2,0 A. Determine:
A) a resistência elétrica do seu filamento;

B) a nova intensidade de corrente elétrica se a lâmpada for ligada a uma rede elétrica de 165 V.

13. Para conhecer o valor da resistência elétrica de um ferro elétrico existente em sua casa,
Joãozinho aplicou tensões e obteve correntes, conforme o gráfico. Qual o valor da resistência, em
ohms, encontrada por Joãozinho?

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14. Um condutor metálico, cilíndrico, de comprimento 50 m, possui uma área de secção reta igual a
2,0 mm2. Esse metal tem resistividade 1,6 x 10-8 Ω . m.
A) Determine a resistência elétrica do condutor.

B) Qual é a resistência elétrica de 1,0 km desse mesmo fio?

15. Um fio metálico é feito de um material cuja resistividade é 0,20 Ω . mm2/m e tem secção
transversal de área 0,10 mm2. Determine a resistência elétrica desse fio por metro de comprimento.

16. Um fio metálico é esticado de modo que seu comprimento triplique. O seu volume não varia no
processo. Como se modifica a resistência desse fio?

17. Se reduzirmos à quarta parte o comprimento de um fio cilíndrico condutor e dobrarmos o seu
diâmetro, a sua resistência elétrica:
A) continuará a mesma.
B) ficará reduzida à metade do valor inicial.
C) ficará reduzida à quarta parte do valor inicial.
D) ficará reduzida à oitava parte do valor inicial.
E) ficará reduzida a 1/16 do valor inicial.

18. O coeficiente de temperatura do cobre é 4,0 x 10-3 °C-1. Determine a resistência elétrica de um
resistor de cobre a 50 °C, sabendo que a 0 °C seu valor era de 20 Ω.

18
19. No circuito elétrico da figura, a bateria mede 75 V, o reostato tem máxima resistência de 15 Ω
(posição P). No corpo do reostato há duas posições intermediárias assinaladas, N e O, que o dividem
em três partes iguais. Determine o valor da corrente elétrica com o cursor posicionado:

A) na extremidade P;

B) em N;

C) em O.

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4. RESISTÊNCIA ELÉTRICA - ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

4.1. RESISTÊNCIAS LIGADAS EM SÉRIE

É quando as resistências estão ligadas uma seguida à outra, em outras palavras, é quando apenas
um terminal de cada resistência está ligada a outra. Nesse caso, uma mesma corrente atravessará as
resistências. A figura abaixo mostra um circuito com resistências ligadas em série.

Vamos agora, calcular as voltagens em cada resistência. Designando VAB, VBC e VCD as voltagens em
R1, R2 e R3, respectivamente, e sabendo que as correntes que passam pelas três resistências é a
mesma, temos:

VAB = R1 . i VBC = R2 . i VDC = R3 . i

Então, podemos concluir que na resistência de maior valor será observada a maior queda de
potencial.
Nessa figura, é possível trocar o conjunto de resistências R1, R2 e R3 por uma resistência única REq.
Esta resistência é denominada resistência equivalente da associação.
Para o cálculo de REq do valor dessa associação, devemos ter em mente que a resistência REq deve
ser tal que, sendo ligada entre os pontos A e D, isto é, submetida à voltagem VAD, ela seja percorrida
pela mesma corrente i que passa pela associação. Portanto, podemos escrever:
𝑉𝑉𝐴𝐴𝐴𝐴
REq =
𝑖𝑖

Lembrando que VAD = VAB + VCD + VCD = R1i + R2i + R3i, temos:

𝑅𝑅1 . i 𝑅𝑅2 . i 𝑅𝑅3 . i


R= + + ou R = R1 + R2 + R3
i i i

Assim, concluímos que a resistência equivalente a um conjunto de resistências ligadas em série é


dada pela soma das resistências que constituem a associação.

Observação 1: Sabemos que para achar a resistência equivalente em série, precisamos apenas
somar elas. Então, concluímos que a resistência equivalente é sempre maior que a maior resistência
desse circuito. Também é óbvio que quanto maior o número de resistência, maior será a resistência
equivalente e menor será a corrente que passa pelo circuito.

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Observação 2: Quando os elementos de um circuito elétrico estão todos ligados em série, a
interrupção da corrente em qualquer ponto fará com que está corrente seja interrompida em todos os
elementos do circuito.

4.2. RESISTÊNCIAS LIGADAS EM PARALELOS


É quando dois terminais de cada resistência estão ligados um ao outro. Nesse caso, a corrente irá se
dividir entre as resistências. A figura abaixo mostra um esquema ligado em paralelo.

Observe, pela figura, que as resistências R1, R2 e R3 estão ligadas, cada uma, entre os pontos A e B.
Desta maneira, a mesma diferença de potencial VAB estará aplicada em cada uma dessas
resistências. Por exemplo, se a voltagem da VAB fornecida pela bateria da figura for 12 V, teremos
tanto R1 quanto R2 e R3, submetidas, cada uma, a esta voltagem. Observe que a corrente total i,
fornecida pela bateria, se distribui pelas resistências, passando uma corrente i1 em R1, i2 em R2 e i3
em R3. É claro que i1 + i2 + i3 = i e, além disso (lembrando da relação i = VAB/R), teremos:

i1= VAB/R1 i2 = VAB/R2 i3 = VAB/R3

Por estas relações vemos facilmente que a resistência de menor valor será percorrida pela corrente
de maior intensidade.
De modo semelhante ao que foi mostrado na associação em série para o cálculo da resistência
equivalente, podemos mostrar que a resistência equivalente, R, para um conjunto de resistências
ligadas em paralelo é dada pela expressão:

1 1 1 1
= + +
𝑅𝑅𝐸𝐸𝐸𝐸 𝑅𝑅1 𝑅𝑅2 𝑅𝑅3

Observação 1: Na maioria das vezes vamos calcular as resistências de duas a duas, sendo assim,
começando achar a resistência equivalente para as resistências R1 e R2, vamos encontrar a seguinte
expressão, produto das duas resistências dividido pela soma das resistências,

R eq. = R1R2/R1 + R2

Esta expressão poderá agilizar a sua conta

21
Observação 2: Se em um circuito as resistências forem todas iguais, então para achar a resistência
equivalente o caminho fica mais fácil ainda. Podemos apenas pegar uma delas e dividir pelo número
de resistências. Exemplo: observe o circuito.

Se R1 = 9 Ω, R2 =9 Ω e R3 = 9 Ω, então a resistência equivalente será R = 9/3, ou seja, R = 3 Ω.


Podemos concluir também que em todas as resistências passam uma mesma corrente elétrica.

Observação 3: É fácil perceber pelos cálculos da resistência equivalente para resistências em


paralelo que, a resistência equivalente possui um valor sempre menor que a menor resistência da
associação. Isso se justifica do seguinte modo:

1 1 1 1 1 1 1
= + , portanto > e também > .
𝑅𝑅𝐸𝐸𝐸𝐸 𝑅𝑅1 𝑅𝑅2 𝑅𝑅𝐸𝐸𝐸𝐸 𝑅𝑅1 𝑅𝑅𝐸𝐸𝐸𝐸 𝑅𝑅2

Logo: REq < R1 e também REq < R2.

Sendo assim, quanto maior o número de resistências em paralelo, menor a resistência equivalente e
maior o valor da corrente elétrica que passa pelo circuito.

Em nossas residências, sabemos que é possível


apagar uma lâmpada qualquer sem que os demais
aparelhos elétricos sejam desligados. Isto ocorre
porque estes aparelhos estão ligados em paralelo.
Então, todos os aparelhos estão submetidos a uma
mesma tensão de 120 V ou 220 V. A figura abaixo
mostra esse esquema.

22
Observe que umas das lâmpadas esta apagada (a chave C está aberta) e, no entanto, todos os
demais aparelhos estão funcionando normalmente.
Devemos notar que, quanto maior for o número de aparelhos elétricos ligados, menor será a
resistência equivalente do conjunto, pois eles estão associados em paralelo. Consequentemente,
maior será a corrente total que passará pelo medidor de energia elétrica situado na ‘entrada’ da
residência.

Já as lâmpadas de uma árvore de natal, são geralmente ligadas em série, quando uma delas se
queima, todas as demais se apagam, pois a corrente deixará de circular em todas elas.

4.3. ASSOCIAÇÃO MISTA DE RESISTÊNCIAS


É quando o circuito apresenta associações em série e em paralelo.
Observe o desenho abaixo.

Não existe uma regra prática, mas sim


estratégias que servem para a associação em
análise. Para esse circuito, calculamos as
resistências R2 e R3 que estão em paralelo e
depois somamos com R1 que está em série.

Ao praticar e resolver os exercícios abaixo, esse tipo de circuito ficará mais esclarecido.

Exercícios de fixação

20. Tem-se três resistores de resistências elétricas R1 = 6,0 Ω, R2 = 10 Ω e R3 = 20 Ω. Esses


resistores estão associados em série e a associação é submetida à ddp de 180 V. Determine:
A) a resistência elétrica do resistor equivalente;

B) a intensidade da corrente elétrica que atravessa a associação;

23
C) a ddp em cada um dos resistores associados.

21. São associados em paralelo dois resistores de resistência elétrica R1 = 6,0 Ω e R2 = 12 Ω. A


associação é submetida à uma ddp de 48 V. Determine:
A) a resistência elétrica do resistor equivalente à associação;

B) a corrente total que passa pelo circuito;

C) a intensidade da corrente elétrica que percorre cada um dos resistores.

22. Três resistores estão associados em paralelo. A tensão elétrica entre os terminais A e B da
associação é igual a 100 V, e a intensidade total da corrente elétrica, 26 A. No primeiro resistor a
corrente elétrica parcial tem intensidade 2,0 A. Determine:

A) as intensidades de corrente i2 e i3;

B) o valor da resistência R2.

24
23. Três resistores estão associados em paralelo. A intensidade total da corrente que circula de A
para B vale 16 A, e as resistências elétricas são 2R, R e 2R, como mostra a figura. Determine as
intensidades de corrente parciais: i1, i2 e i3.

24. No esquema estão associados três resistores, cujas resistências estão indicadas na própria
figura. Qual a resistência equivalente entre os terminais A e B?

25. Determine a resistência equivalente do quadrado de resistores da figura abaixo. Os terminais são
os pontos M e N.

26. Qual é o valor, em ohms, da resistência equivalente RAB da associação de resistores


representada?

25
27. Quatro resistores, de resistência 8 Ω, 4 Ω, 6 Ω e 3 Ω, estão conectados como mostra a figura.

Sabendo-se que a ddp entre os pontos A e C é de 42 V, calcule as correntes que passam por cada
resistência.

28. A figura representa uma associação de três resistores, todos de mesma resistência R.

Se aplicarmos uma tensão de 6 volts entre os pontos A e C, qual a tensão que ficará submetido o
resistor ligado entre B e C?

26
5. POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

A capacidade que um aparelho elétrico possui em converter a energia elétrica em outra forma de
energia é a potência elétrica do aparelho.

5.1. DEFINIÇÃO MATEMÁTICA


A potência elétrica P é, por definição, a razão entre o trabalho W e o intervalo de tempo ∆t.
𝑊𝑊
P=
∆𝑡𝑡
𝑊𝑊
Já aprendemos, também, que V =  W = V . ∆𝑞𝑞.
∆𝑞𝑞

𝑉𝑉 . ∆𝑞𝑞 ∆𝑞𝑞
Portanto, podemos escrever P = , lembrando que i = , teremos:
∆𝑡𝑡 ∆𝑡𝑡

P=V.i

A unidade de medida de potência é Watt (W) que significa J/s

A potência elétrica de qualquer aparelho pode ser calculada multiplicando-se a intensidade da


corrente elétrica pela respectiva tensão elétrica entre os seus terminais.

5.2. POTENCIA ELÉTRICA NO RESISTOR (EFEITO JOULE)


Vamos particularizar o nosso estudo de potência, usando um resistor. Aplicando-se uma ddp de
potencial V aos seus terminais, ele permite a passagem de uma corrente elétrica de intensidade i.
Essa corrente produz o Efeito Joule, o resistor se aquece e dissipa energia (calor). Essa energia
térmica jogada no ambiente pode ser aproveitada em muitos casos: chuveiro elétrico, aquecedor de
ambiente, etc.

𝑉𝑉
Usando a 1º lei de Ohm no resistor temos: V = R . i  i =
𝑅𝑅

Por outro lado, a potência elétrica é dada por: P = V . i


Na equação da potência vamos substituir a tensão elétrica, fazendo:

P = (R . i) . i  P = R . i2
27
Ainda na equação da potência, vamos substituir a intensidade da corrente, fazendo:

𝑉𝑉 𝑽𝑽𝟐𝟐
P=V. P=
𝑅𝑅 𝑹𝑹

Todas as três equações da potência são equivalentes e obviamente nos levam ao mesmo resultado
no cálculo da potência.

5.3. BRILHO DE LÂMPADAS INCANDESCENTES


Uma lâmpada incandescente tem brilho proporcional à sua potência. Maior potência, maior brilho. Se
compararmos três lâmpadas (25 W, 60 W e 100 W), a lâmpada de 100 W brilha mais que a de 60 W,
a lâmpada de menor brilho é a lâmpada de 25 W.
A justificação é a seguinte: a potência da lâmpada e a energia luminosa irradiada são proporcionais.
Portanto, quanto maior a potência, maior a quantidade de energia luminosa irradiada;
consequentemente maior brilho da lâmpada.

Na maioria das cidades do Brasil usa-se uma tensão uma tensão nominal de 120 V e, portanto, a
lâmpada é fabricada para funcionar sob essa voltagem. Se uma lâmpada vem de fábrica com a
tensão nominal de 120 V e uma potência nominal de 100 W, ela deve ser ligada na rede de 120 V
para brilhar normalmente e dar a sua potência de 100 W.
A tensão da lâmpada ‘comanda’ sua potência.
Se a lâmpada anterior for ligada na rede de 110 V, vai brilhar menos, pois sua potência cairá para 84
W.
Os valores da tensão e da potência nominal vêm carimbados no bulbo da lâmpada e deve ser
observado quando se adquire o produto.
Se ligarmos uma lâmpada de 120 V-100 W numa rede elétrica de 220 V, sua potência se elevará
para 336 W e a lâmpada queimará.
Para equacionar a potência da lâmpada, devemos admitir que a sua resistência elétrica permanece
constante, qualquer que seja a voltagem a que for submetida.

𝑽𝑽𝟐𝟐
P=
𝑹𝑹

Lâmpadas associadas com outras.


Se tivermos um conjunto de lâmpadas associadas em série devemos utilizar a expressão P = R . i2
pois a corrente é constante. Repare que neste caso a lâmpada com maior resistência possuirá maior
potência.

28
𝑽𝑽𝟐𝟐
Caso as lâmpadas estejam associadas em paralelo devemos utilizar a expressão P = pois a
𝑹𝑹
voltagem é a mesma nas lâmpadas. Repare que, agora, a lâmpada que possui maior resistência irá
possuir menor brilho.

Resistor usado como elemento aquecedor de água.

Em alguns casos o resistor é utilizado para aquecer água como em chuveiros e torneiras elétricas.
Neste caso, a energia elétrica E é convertida integralmente em calor Q que é então absorvida pela
água variando a sua temperatura. Para cálculos envolvendo o aquecimento de água junto com a
potência basta substituir a expressão do calor sensível na expressão da potência.
𝐸𝐸 𝑄𝑄
P= , como E = Q podemos escrever P = . Lembrando que Q = m . c* . ∆T, temos:
∆𝑡𝑡 ∆𝑡𝑡

𝒎𝒎 . 𝒄𝒄∗ . ∆𝑻𝑻
P=
∆𝒕𝒕

Em que m é a massa de água, c* é o calor específico e ∆T a variação da temperatura.

Aplicação :
Como funciona o chuveiro elétrico?
Ligando o chuveiro elétrico:
1. Quando abrimos o registro, a água entra na caixa do chuveiro com muita pressão. A pressão da
água ao sair do chuveiro é diferente da pressão que ela entra na caixa do chuveiro, parte dessa
pressão inicial se acumula dentro do chuveiro.
2. A água acumulada pressiona o diafragma (membrana de borracha). O diafragma tem contato com
alguns dispositivos elétricos dentro do chuveiro, ele pode aciona-los. Quando o diafragma sobe, em
função da pressão da água, aciona estes dispositivos elétricos localizados na parte superior do
chuveiro que é conectada a rede de energia. Neste ponto a corrente elétrica é acionada, ligando o
chuveiro.
3. A corrente elétrica percorre a resistência, fazendo com que ela se aqueça, assim a água que está
próxima a essa resistência aquecida também se aquece.
4. No fim, quando o registro é fechado, a água que resta no chuveiro escorre, fazendo com que o
diafragma volte a sua condição original, interrompendo o contato com a parte superior do chuveiro e,
consequentemente, interrompendo a passagem de corrente elétrica.
Como ocorre a mudança de temperatura do chuveiro
Na parte exterior do chuveiro encontra-se a chave pela qual é possível regular a temperatura do
chuveiro, a chave “inverno, verão e desligado”.

29
Sabemos pela lei de Ohm que a corrente é inversamente proporcional a resistência, ou seja, se a
resistência é grande, a corrente é pequena. Pensando assim, quanto mais curta for a resistência,
maior será a corrente circulando por ela, e consequentemente, maior será a quantidade de calor
gerado (posição inverno). A chave que regula a temperatura do chuveiro orienta o caminho que a
corrente irá percorrer, se for um caminho longo, a corrente vai circular por uma resistência maior, e
gerar menos calor para aquecer a água (posição verão). Se a chave for colocada de tal modo que
não permita a passagem de corrente como na posição desligado, não haverá passagem de corrente
e a água continua na sua temperatura ambiente.

Exercícios de fixação

29. Em uma residência estão instalados os seguintes aparelhos: 10 lâmpadas (100 W cada), 1
batedeira elétrica (100 W), 2 geladeiras (500 W cada) e 3 televisores (100 W cada). Todos esses
aparelhos estão ligados em paralelo (120 V) e ao mesmo tempo.
A) Quanto vale a potência total instalada?

B) Quanto mede a intensidade total da corrente elétrica?

30. A tensão num chuveiro é 220 V, e sua potência, 1100 W. Se a quantidade de carga que passou
pela resistência do chuveiro foi de 2400 C, quantos minutos este ficou ligado?

30
31. Nas especificações de um chuveiro elétrico, lê-se 2200 W – 220 V. Qual a resistência interna
desse chuveiro?

32. Um ferro elétrico de passar roupas tem uma etiqueta metálica pregada no seu cabo, que contém
a seguinte inscrição: 600 W - 120 V. Analise as afirmativas a seguir:
I) Sob tensão de 120 V, a potência elétrica do ferro é 600 W.
II) A resistência elétrica do ferro vale 24 Ω.
III) Se for ligado numa rede elétrica de 110 V continua com a mesma potência de 600 W.
Quais afirmativas são verdadeiras?

33. Ganhei um chuveiro elétrico de 6050 W – 220 V. Para que esse chuveiro forneça a mesma
potência na minha instalação de 110 V devo mudar a sua resistência para qual valor, em ohms?

34. A tensão nominal de uma lâmpada é 220 V e sua potência nominal é 160 W. Devido a uma falha
técnica, a tensão caiu para 165 V. Determine a nova potência.

35. Uma lâmpada de 60 W é projetada para ser ligada em Belo Horizonte (110 V). Qual a potência
dissipada por essa mesma lâmpada se ela for ligada em Brasília (220V)?

36. A figura representa esquematicamente o circuito interno de um chuveiro elétrico cujos valores
nominais são: 220 V; 4400 W/6050 W. Os terminais A e C são ligados à tensão da rede (220 V) e a
chave K, quando ligada, não permite a passagem de corrente pelo trecho AB. Quais os valores das
resistências elétricas dos trechos BC e AB?

31
37. Em um recipiente ideal, temos 600 g de água, inicialmente a 10 °C. Um resistor imerso na água
vai aquecê-la até a temperatura de 60° C e, para tanto, ele deverá permanecer ligado durante 4
minutos. Sendo dado o calor específico da água c* = 4 000 J/kg.°C, determine a potência elétrica
dissipada pelo resistor.

38. Um resistor de resistência de 14,4 Ω foi imerso num reservatório contendo 18 L de água a 20° C,
com a finalidade de aquecê-la até uma temperatura de 70 °C. Ligou-se o resistor a uma fonte de
tensão de 120 V. Sabemos que 1,0 litro de água tem massa de 1 kg e que o calor específico da água
é 4,0 x 103 J/kg.°C. Desprezando a capacidade térmica do reservatório determine:
A) a potência elétrica dissipada pelo resistor;

B) o intervalo de tempo necessário para aquecer a água do reservatório.

39. Uma torneira elétrica de potência P, resistência R, sob tensão de 120 V, é usada para fornecer
água quente na pia de uma cozinha. Num dia frio, a água que chegava até a torneira estava a 10 °C e
saía a 25 °C pelo bico da torneira, com uma vazão de 2,4 L/min. Adotando para o calor específico da
água o valor c* = 4,0 kJ/kg.°C, determine:
A) a potência elétrica P da torneira;

B) a resistência elétrica R.

32
6. ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA

Primeiramente, é muito importante conhecermos a potência elétrica de um aparelho eletrodoméstico,


pois, dela depende o seu consumo de energia.
Geralmente, lâmpadas e televisões são injustamente ‘culpados’ pelo alto consumo de energia elétrica
de uma residência, quando sua potência não passa de 100 W. Na realidade eles representam
problema de consumo quando permanecem ligados por um intervalo de tempo excessivo. Os
grandes ‘vilões’ desse consumo costumam ser aquecedores e chuveiros elétricos, por apresentarem
alta potência e uso demasiado; de certa forma, a geladeira está nesta lista por funcionar muito tempo
durante o dia.
Diante do que foi dito acima fica fácil de perceber que o consumo de energia elétrica de um aparelho
está ligado sempre ao produto de sua potência elétrica pelo intervalo de tempo de uso, isto é, o
tempo que ele permanece ligado.

E = P . ∆t

A energia poderia ser medida em joules, mas, as companhias de eletricidade usam medidores de
consumo de energia em kWh (quilowatt-hora). Portanto, neste caso o tempo deve estar em hora.

1 kWh = 1000 Wh = 1000 J/s . 3600 = 3 600 000 J

Aplicação:
Medidor de energia elétrica
Na entrada de eletricidade de uma residência elétrica, existe um medidor, instalado pela companhia
de eletricidade. O objetivo desse aparelho é medir a quantidade de energia elétrica usada na
residência durante um certo tempo, normalmente 30 dias.
A medida é expressa em kWh. O número obtido na leitura é composto por 4 algarismos. Cada
posição do número é formada pelo último algarismo ultrapassado pelo ponteiro. Se for mostrado a
leitura do mês passado e do mês atual, como na figura abaixo, vamos subtrair a leitura atual com a
leitura do mês passado e assim determinaremos o gasto em kWh do último mês.

33
Exercícios de fixação

40. Uma lâmpada elétrica de 60 W de potência fica acesa 10 h por dia.


A) Qual a energia elétrica consumida durante um mês?

B) Qual o custo da energia elétrica consumida no item anterior? Adote o preço do kWh sendo de R$
0,50.

41. Uma pequena lâmpada de farol de carro funciona sob tensão de 12 V e puxa uma corrente
elétrica de intensidade 2,0 A. Qual a energia elétrica dissipada em 5 min, em Wh?

42. No medidor de energia elétrica usado na medição do consumo de residências, há um disco,


visível externamente, que pode girar. Cada rotação completa do disco corresponde a um consumo de
energia elétrica de 3,6 Wh Mantendo-se, em uma residência, apenas um equipamento ligado,
observa-se que o disco executa uma volta a cada 40 seg. Nesse caso, qual a potência “consumida”
por esse equipamento, aproximadamente?

43. Um fio de resistência elétrica 5 Ω é submetido a uma ddp de 10 V. Qual a energia elétrica
dissipada pelo fio, em joules, após 1 min?

44. Quatro lâmpadas (150 W – 220V) são ligadas em paralelo em uma fonte de tensão igual a 220 V.
Se permanecerem acesas durante 5 h, qual a energia elétrica consumida?

45. A tabela abaixo apresenta os dados necessários para se calcular a energia elétrica consumida ao
se fazer uma progressiva. Considerando o preço do kWh de R$ 0,80, calcule o custo desta
progressiva devido ao gasto de energia.

34
Potência elétrica Tempo utilizado

Chapinha 100 W 1h

Secador 1000 W 0,5 h

46. Um chuveiro de 3600 W ligado a 127 V é utilizado durante 20 min. Quantas horas uma lâmpada
de 60 W deve permanecer acesa para consumir a mesma energia?

47. A energia elétrica consumida nas residências é medida, em quilowatt-hora, por meio de um
relógio medidor de consumo. Nesse relógio, da direita para a esquerda, tem-se o ponteiro da
unidade, da dezena, da centena e do milhar. Se um ponteiro estiver entre dois números, considera-se
o último número ultrapassado pelo ponteiro. Suponha que as medidas indicadas nos esquemas
seguintes tenham sido feitas em uma cidade em que o preço do quilowatt-hora fosse de R$ 0,20.
Analisando o consumo de energia elétrica no medidor, qual o valor a ser pago?

35
7. CIRCUITOS ELÉTRICOS

7.1. CIRCUITO ELÉTRICO


Até o momento tomamos um primeiro contato com circuitos elétricos simples, isto é, constituídos por
um gerador e um resistor. Agora, vamos nos aprofundar no estudo dos circuitos mais complexos
dotados de uma bateria e uma associação de resistências. Calcularemos a intensidade de corrente
que circula em cada um de seus elementos, bem como a tensão elétrica, a potência e até a energia
elétrica consumida. Usaremos disjuntores e fusíveis protegendo os fios e aparelhagem.
Amperímetros e voltímetros serão inseridos nos circuitos.
Neste item não vamos aprender nenhum conceito novo, mas tomar conhecimento de diversas
estratégias para a resolução de um circuito.
Analise o circuito abaixo:

O primeiro objetivo deste exemplo é calcular a corrente elétrica que circula pelo circuito.

1º passo: Vamos calcular a resistência equivalente do circuito.


Podemos começar calculando a resistência equivalente entre os resistores em paralelo de 3 Ω e 6 Ω.
3 𝑥𝑥 6
R= =2Ω
3+6

Agora, vamos redesenhar a associação de resistências.

Temos as resistências em série. Logo:


REq = 7 Ω + 2 Ω + 3 Ω
REq = 12 Ω

2º passo: Vamos calcular a intensidade total da corrente que circula, aplicando a 1º Lei de Ohm na
resistência equivalente.

𝑉𝑉𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵𝐵 36
VBateria = REq . iTotal  iTotal =  iTotal =  iTotal = 3 A
𝑅𝑅𝐸𝐸𝐸𝐸 12
36
Agora que sabemos o valor da corrente que sai da bateria (que é o mesmo valor da corrente que
chega na bateria) podemos encontrar os valores das tensões e correntes elétricas em cada elemento
do circuito.
Primeiramente, vamos encontrar as voltagens que ficam nas resistências de 7 Ω e 3 Ω que estão
sendo circuladas pela corrente de 3 A. Basta utilizarmos a expressão V = R.i e encontraremos os
valores de 21 V e 9 V. Ora, isso significa que dos 36 V fornecidos pela bateria 30 V (21 V + 9 V)
ficaram nas resistências em série de 7 Ω e 3 Ω e apenas 6 V chegaram nas de 3 Ω e 6 Ω que estão
em paralelo. Lembrando que em paralelo a voltagem elétrica é a mesma, logo, ambas resistências
possuem 6 V. Novamente, aplicando a expressão V = Ri, encontramos os valores das correntes em
cada resistência.

Agora que sabemos a corrente i e a queda de tensão V em cada elemento do circuito, podemos
utilizar a expressão P =V . i para encontrarmos, também, a potência de cada elemento do circuito.
Dado o intervalo de tempo que os aparelhos permanecem ligados, podemos encontrar a energia
elétrica consumida por cada aparelho com a expressão E = P . ∆t

O Princípio da Conservação da Energia aplicado nos circuitos.

Na resolução de um circuito elétrico também se aplica o Princípio da Conservação da Energia.


A energia elétrica fornecida pelo gerador é igual à soma das energias absorvidas pelos seus
componentes.

7.2. INTERRUPTORES
A finalidade dos interruptores nas instalações elétricas é abrir e fechar um circuito. Isso permite
estabelecer ou interromper a corrente de modo a controlar o funcionamento do dispositivo
alimentado. Podemos dividir os interruptores de duas maneiras: simples e paralelo.

Simples:
Neste caso o interruptor pode ser utilizado para ligar ou desligar uma lâmpada, ou seja, para
estabelecer ou interromper a corrente que circula de uma lâmpada, conforme mostra a figura abaixo.

37
Paralelo ou Three way
É muito comum termos uma mesma lâmpada controlada por dois pontos distintos. Por exemplo, num
corredor é bastante cômodo ter-se uma lâmpada central e dois interruptores: um no começo do
corredor e outro no final dele.
O esquema abaixo mostra como mostra como funciona essa ligação a qual se trata de dois
interruptores em paralelo. Um interruptor ora liga em 1, ora liga em 2. De mesmo modo o outro
interruptor em paralelo liga o fio da lâmpada ora em 3, ora em 4.

Para que a lâmpada ligada ao fio neutro fique acesa ela precisa receber corrente do fio fase. Repare
que a chave ligada na posição 1 e 3 ao mesmo tempo fecha o circuito e a lâmpada permanece acesa.

• Se a mudarmos a posição da chave de 1 para 2, a lâmpada irá se apagar.


• Agora, mantendo a chave na posição 2 e mudando a chave do outro interruptor para a posição 4,
a lâmpada volta acender.

Assim, uma pessoa que percorre um corredor poderá apagar/acender a lâmpada em qualquer um
dos seus extremos.

7.3. CURTO CIRCUITO E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO (DISJUNTORES E


FUSÍVEIS)
Curto circuito
Para entendermos o curto circuito vamos utilizar o circuito elétrico da figura.

Um circuito elétrico é constituído por uma fonte


de tensão e resistências elétricas nas quais é
estabelecida uma corrente elétrica

38
Na figura, as duas resistências estão em paralelo. Sendo assim, a ddp em cada resistor é igual à
tensão da fonte (V). Já a corrente elétrica é proporcional à resistência em cada resistor. Se as duas
resistências forem iguais, então a corrente elétrica será igual nos dois resistores. Mas se diminuirmos
o valor da resistência em R1, haverá um aumento na corrente elétrica que passa por ele e também na
corrente elétrica fornecida pela fonte.
Considerando agora um caso extremo, em que o valor de R1 é bem próximo da resistência do
condutor do circuito, a corrente elétrica que passa pelo pelo resistor é muito elevada, bem como a
corrente que entra no circuito. Já a corrente no outro resistor, R2, é praticamente nula. Esse tipo de
situação é o que caracteriza um curto-circuito.

Resumindo, podemos utilizar a seguinte definição:

“Um curto-circuito ocorre quando a resistência elétrica em um circuito é muito pequena e a


corrente elétrica que o atravessa atinge uma intensidade muito elevada.”

Esse aumento na corrente elétrica causa uma grande liberação de energia e, consequentemente, um
superaquecimento dos condutores. Esse aquecimento pode causar consequências desastrosas,
como por exemplo, um incêndio.

Analise de curto circuito em circuitos mistos


Observe o desenho abaixo.

Nesse caso devemos ficar atento que os pontos C e D estão ligados por um fio de resistência
desprezível, sendo assim não há resistência entre esses pontos. Então, para esse circuito,
calculamos as resistências R2 e R3 que estão em paralelo e depois somamos com R1 que está em
série.
39
Disjuntores e fusíveis.
Disjuntores e fusíveis são dois elementos usados nos circuitos elétricos para proteger fios e os
aparelhos contra uma possível sobrecarga de corrente elétrica, desligando a rede.
Os disjuntores e os fusíveis funcionam basicamente do mesmo modo: eles interrompem a passagem
da corrente elétrica assim que esta assuma um valor superior a uma determinada intensidade
máxima denominada corrente nominal de pico. Essa corrente é preestabelecida de fábrica e por
esse motivo usa-se o adjetivo ‘nominal’. Cada disjuntor ou fusível tem a sua própria corrente nominal
de pico. Um disjuntor de 20 A (corrente nominal de pico) permite a passagem de corrente de
intensidade menor ou igual a 20 A, mas interrompe a corrente de intensidade maior que 20 A.

Os fusíveis
Os fusíveis se fundem (se queimam) quando a corrente elétrica circulante ultrapassa o valor de sua
corrente nominal de pico. Assim, eles interrompem a corrente elétrica que circula naquele fio. Após
ser queimado, o fusível deve ser necessariamente substituído por outro.

Os disjuntores
Trata-se de uma peça cujo princípio de funcionamento é magnético ou termomagnético; não há,
portanto, nenhum elemento a fundir. Quando a intensidade de corrente circulante ultrapassa o valor
nominal de pico do disjuntor, ele apenas desarma e interrompe a corrente. Para fazê-lo funcionar
novamente, basta religar a sua chave, não havendo necessidade de trocá-lo, como acontece com o
fusível.

Observação: Os aparelhos a serem instalados numa rede elétrica devem respeitar os limites
máximos de intensidade de corrente dos seus condutores, para não provocar problemas maiores. É
comum haver queda de energia numa rede elétrica residencial, desarmando os disjuntores, quando
se ligam simultaneamente dois chuveiros elétricos. Na realidade, os disjuntores estão cumprindo seu
papel, protegendo o sistema. O que ocorre é que a rede não foi projetada para os dois chuveiros
funcionarem simultaneamente.

7.4. MEDIDORES ELÉTRICOS


Amperímetro
40
O amperímetro é um aparelho que mede a intensidade da corrente elétrica que percorre um elemento
do circuito elétrico. Para que isso seja possível, é preciso que o amperímetro seja colocado em série
com esse elemento.
Consideremos um circuito simples, no qual uma lâmpada é ligada a um gerador. Se desejarmos
medir a intensidade da corrente elétrica no circuito, devemos conectar um amperímetro (A) nesse
circuito, conforme mostra a figura a seguir.

Isso se faz necessário porque a corrente elétrica que passa pelo amperímetro deve ser a mesma que
passa pelo elemento. Para que isso aconteça, é necessário que o amperímetro possua resistência
interna nula. Esse amperímetro é chamado de amperímetro ideal.

Observação: Se ligarmos um amperímetro em paralelo com um aparelho elétrico teremos um curto


circuito, já que a corrente vai passar em quase que sua totalidade pelo amperímetro.

Voltímetro
O voltímetro é um aparelho que mede a diferença de potencial (ddp) entre dois pontos de um circuito
elétrico. Para que isso seja possível, é preciso que o voltímetro seja colocado em paralelo ao trecho
ou ao elemento do circuito no qual essa ddp será medida.
A figura seguinte representa, esquematicamente, um circuito elétrico no qual o voltímetro (V) mede a
ddp entre os pontos A e B.

Para que a presença do voltímetro não interfira no circuito, a corrente i2 que passa pelo voltímetro
deve ser mínima, o que só é possível desde que a resistência interna do voltímetro seja muito maior
que a resistência do elemento que se deseja medir.

41
De modo geral, podemos dizer que um voltímetro é considerado ideal quando sua resistência interna
é tal que a intensidade da corrente elétrica que passa por ele é desprezível. Assim, o voltímetro
ideal tem resistência interna infinita.

Observação: Se ligarmos o voltímetro ideal em série, ele não vai permitir a passagem de corrente
elétrica devido a sua altíssima resistência elétrica. Consequentemente, os aparelhos elétricos não
funcionarão.

Exercícios de fixação

48. No circuito da figura, determine:

A) a intensidade da corrente i que atravessa o gerador;

B) a ddp entre M e N;

C) a ddp entre P e M;

D) as intensidades das correntes que atravessam os resistores de 4 Ω e 12 Ω.

49. A bateria inserida no circuito alimenta os demais resistores do circuito, cujas correntes elétricas
têm intensidades i1 e i2, como mostra a figura. Sabendo que a bateria possui 36 V, determine as
intensidades de correntes i1, i2 e i.

42
50. Uma estudante quer utilizar uma lâmpada (dessas de lanterna de pilhas) e dispõe de uma bateria
de 12 V. A especificação da lâmpada indica que a tensão de operação é 4,5 V e a potência elétrica
utilizada durante a operação é de 2,25 W.

Para que a lâmpada possa ser ligada a bateria de 12 V, será preciso colocar uma resistência elétrica,
em série, de aproximadamente quantos ômhs?

51. A intensidade de corrente nominal de pico do disjuntor é 100 A. No circuito da figura os n


resistores associados em paralelo são idênticos e têm resistência R = 16 Ω. Determine o máximo
valor de n para não desamar o disjuntor D.

52. Um circuito doméstico simples, ligado a rede de 110 V e protegido por um fusível F de 15 A, está
esquematizado abaixo:

A potência máxima de um ferro de passar roupa que pode ser ligado, simultaneamente, a uma
lâmpada de 150 W, sem que o fusível interrompa o circuito, é aproximadamente de:

A) 1 100 W B) 1 500 W C) 1 650 W D) 2 250 W E) 2 500 W

43
Respostas dos exercícios de fixação:
01. VAB = 12 V 20. a) REq = 36 Ω b) 5 A c) V1 37. P = 50 W
= 30 V; V2 = 50 V e V3 = 100 V
02. W = 4,8 x 10 -19
J 38. a) P = 1000 W b) t = 3600
21. a) 4 Ω b) i = 12 A c) i1 = 8 s=1h
03. q = 100 C A; i2 = 4 A
39. a) 2,4 x 103 W b) R = 0,6 Ω
04. i = 6,4 x 10-6 A 22. a) i = 20 A b) R = 25 Ω
40. a) E = 18 kwh b) R$ 9,00
05. q = 100 C; qcations = 50 C
23. i1 = 8 A; i2 = 16 A; i3 = 8 A
41. E = 2 wh
06. q = 10 C
24. REq = 2 Ω
42. P ≈ 324 W
07. t = 25 h
25. REq = 1 Ω
43. E = 1200 J
08. 132 min
26. REq = 3,5 Ω
44. E = 3 kwh
09. R = 20 Ω
27. Em 8 Ω e 4 Ω passam 3 A;
em 6 Ω passa 1 A e em 3 Ω 45. R$ 0,48
10. a) RA = 25 Ω; RB = 5 Ω
passam 2 A.
b) V = 20 V
46. t = 20 h
28. 4 V
11. a) R = 40 Ω b) R = 30 Ω
47. R$ 44,00
29. A) P = 2300 W B) i = 19,16
12. a) R = 110 Ω b) 1,5 A
A 48. a) i = 6 A b) VMN = 18 V c)
VPM = 42 V d) Em 4 Ω passa
13. R = 10 Ω
30. t = 200 min uma corrente de 4,5 A e em 12
Ω passa uma corrente de 1,5 A
14. a) R = 0,4 Ω b) 8 Ω
31. R = 22 Ω
49. i1 = 2, i2 = 3 A e i = 5 A
15. a) R = 2 Ω
32. I e II
50. R = 15 Ω
16. A resistência aumenta 9
33. R = 2 Ω
vezes
51. 13 lâmpadas
34. P = 90 W
17. B
52. B
35. P = 240 W
18. R = 24 Ω

36. RBC = 8 Ω; RAB = 3 Ω


19. a) 5 A b) 15 A c) 7,5 A

44
II. Efeito magnético – toda corrente elétrica
QUESTÕES FECHADAS cria ao seu redor um campo magnético no
espaço em torno de si. Isto pode ser verificado
1. (Unicamp 2019) Considere um drone que experimentalmente aproximando-se uma
utiliza uma bateria com carga total bússola de um condutor sendo percorrido por
q = 900 mAh. Se o drone operar por um corrente elétrica: a agulha sobre deflexão.

intervalo de tempo igual a


∆t =90 min, a
Considerando um condutor metálico percorrido
corrente média fornecida pela bateria nesse
1 A,
por uma corrente de intensidade de
intervalo de tempo será igual a
assinale a alternativa correta.

a) A corrente de intensidade de
1A
a)
10 mA.

corresponde a 2 Coulomb
(C) por segundo.
b)
600 mA.

b) Em
12 s, a quantidade de carga que
c)
1.350 mA.
atravessará uma região do condutor será de
d)
81.000 mA.
10 C.
2. (Enem PPL 2018) Com o avanço das
c) Esta corrente elétrica corresponde a um
multifunções dos dispositivos eletrônicos
18
portáteis, como os smartphones, o fluxo de 6,25 × 10 elétrons por segundo,
gerenciamento da duração da bateria desses considerando a carga elementar igual a
equipamentos torna-se cada vez mais crítico. 1,6 × 10−19 C.
O manual de um telefone celular diz que a
d) A velocidade média dos elétrons que
quantidade de carga fornecida pela sua bateria
constituem a corrente é igual à velocidade da
é de
1.500 mAh.
luz no vácuo.
A quantidade de carga fornecida por essa e) O sentido convencional da corrente é igual
bateria, em coulomb, é de ao movimento dos elétrons livres dentro do
a) 90 condutor.

b) 1.500. 4. (Uefs 2017) A figura representa a

c) 5.400. intensidade da corrente elétrica I, que percorre

d) 90.000. um fio condutor, em função do tempo t.

e) 5.400.000.
3. (G1 - ifsp 2017) Dois dos principais efeitos
causados pela passagem de uma corrente
elétrica são:

I. Efeito térmico ou Joule – uma corrente


elétrica, pela sua passagem, provoca uma
variação de temperatura num condutor.

45
Nessas condições, é correto afirmar que a
b) 2,0
corrente média circulando no condutor no
c) 1,5
intervalo de tempo entre t = 0 e
t = 6,0 ms,
d) 1,0
em mA, é igual a
e) 0,5
a) 6,0 7. (Unicamp 2013) O carro elétrico é uma
b) 7,0 alternativa aos veículos com motor a
combustão interna. Qual é a autonomia de um
c) 8,0
carro elétrico que se desloca a
60 km h, se a
d) 9,0
corrente elétrica empregada nesta velocidade
e) 10,0
é igual a
50 A e a carga máxima armazenada
5. (Uerj 2017) Pela seção de um condutor
metálico submetido a uma tensão elétrica, em suas baterias é
q = 75 Ah?

atravessam 4,0 × 1018 elétrons em 20 a) 40,0 km.


b) 62,5 km.
segundos.
c) 90,0 km.
d) 160,0 km.
A intensidade média da corrente elétrica, em
8. (Unesp 1993) Suponha que num
ampere, que se estabelece no condutor
experimento de eletrólise, representado pela
corresponde a:
figura a seguir, 3 coulombs de carga positiva e
3 coulombs de carga negativa atravessem o
= 1,6 × 10−19 C.
Dado: carga elementar plano PP' durante 1 segundo.
−2
a) 1,0 × 10
−2
b) 3,2 × 10
−3
c) 2,4 × 10
−3
d) 4,1× 10
6. (Esc. Naval 2016) A maior parte da luz
emitida por descargas atmosféricas é devido
ao encontro de cargas negativas
A corrente em ampéres indicada pelo
descendentes com cargas positivas
amperímetro A será:
ascendentes (raio de retorno). Supondo que,
a) 0.
durante um raio desse tipo, uma corrente
b) 1.
eletrônica constante de
30 kA transfere da
c) 2.
nuvem para a terra uma carga negativa total d) 3.

de
15 C, a duração desse raio, em e) 6.

milissegundos, será 9. (Eear 2019) O gráfico a seguir corresponde


ao comportamento da corrente elétrica que
a) 3,0

46
percorre um condutor, em função da diferença 1,5 V e 0,0 A no experimento I e 1,5 V e
c)
de potencial a ele aplicada.
1,0 A no experimento II.

d)
0,0 V e 0,0 A no experimento I e 1,5 V e

1,0 A no experimento II.

11. (Puccamp 2017) A distribuição de energia


elétrica para residências no Brasil é feita
basicamente por redes que utilizam as tensões
de 127 V e de 220 V, de modo que os
aparelhos eletrodomésticos são projetados

Sabendo-se que este condutor é constituído para funcionarem sob essas tensões. A tabela
mostra a tensão e a intensidade da corrente
de um fio de
2 m de comprimento e de um
elétrica que percorre alguns aparelhos
material cuja resistividade, a
20 °C, vale
elétricos resistivos quando em suas condições

1,75 ⋅ 10−6 Ω ⋅ m, determine a área da seção normais de funcionamento.

transversal do fio e o valor da resistência


Tensão Corrente
elétrica desse condutor na referida Aparelho
(V) (A)
temperatura.
−4 2 Chuveiro 220 20
a) 0,7 ⋅ 10 cm e
0,5 Ω
Lâmpada
−4 2500 Ω 127 1,5
b) 0,7 ⋅ 10 cm e incandescente
−4 2 12,5 Ω Ferro de passar 127 8
c) 0,83 ⋅ 10 cm e
−4 2 500 Ω
d) 0,83 ⋅ 10 cm e RC , RL e RF , respectivamente, as
Sendo
10. (Uece 2017) Uma pilha
(1,5 V) e um
resistências elétricas do chuveiro, da lâmpada

resistor
(1,5 Ω) são conectados um ao outro e do ferro de passar, quando em suas

por apenas um de seus terminais durante o condições normais de funcionamento, é

experimento I. Em outro experimento, o correto afirmar que

experimento II, os dois terminais da bateria a)


RF > RL > RC
são conectados aos terminais do resistor. RL > RC > RF
b)

c)
RC > RL > RF
A diferença de potencial elétrico e a corrente
no resistor são, respectivamente, d)
RC > RF > RL

a)
0,0 V e 0,0 A no experimento I e 1,5 V e RL > RF > RC
e)
1,5 A no experimento II. 12. (Enem PPL 2016) O choque elétrico é

1,5 V e 1,0 A no experimento I e 0,0 V e uma sensaēćo provocada pela passagem de


b)
corrente elétrica pelo corpo. As consequźncias
0,0 A no experimento II.
de um choque vćo desde um simples susto até

47
a morte. A circulaēćo das cargas elétricas
depende da resistźncia do material. Para o
corpo humano, essa resistźncia varia de
1.000 Ω, quando a pele estį molhada, até
Considere:
100.000 Ω, quando a pele estį seca. Uma
mm2
pessoa descalēa, lavando sua casa com įgua, ρ 75 Ω
=
1. a resistividade do grafite: m
molhou os pés e, acidentalmente, pisou em
2. a barra como um resistor ôhmico.
um fio desencapado, sofrendo uma descarga
120 V. a) 0,5
elétrica em uma tensćo de
Qual a intensidade mįxima de corrente elétrica b) 1,0

que passou pelo corpo da pessoa? c) 1,5


1,2 mA
a) d) 2,0

b)
120 mA 15. (Ufrgs 2015) No circuito esquematizado

8,3 A abaixo
R1 e R2 são resistores com a mesma
c)
833 A resistividade p.
R1 tem comprimento 2L e
d)
120 kA R
seção transversal A, e 2 tem comprimento
e)
13. (Uece 2019) Considere um resistor em L e seção transversal 2A.

forma de cilindro, cujas extremidades planas


são conectadas eletricamente a uma bateria.
Suponha que seja construído um novo resistor
com o mesmo material do primeiro, o dobro do
comprimento e o triplo da área da base
cilíndrica. Assim, a razão entre a nova Nessa situação, a corrente elétrica que
resistência e a primeira é percorre o circuito é
3 2. 2AV / (5pL).
a) a)
b) 2. 2AV / (3pL).
b)
c)
2 3.
c)
AV / (pL).
d) 3. 3AV / (2pL).
d)
14. (Eear 2018) Uma barra homogênea de
e)
5AV / (2pL).
grafite no formato de um paralelepípedo, com
as dimensões indicadas na figura, é ligada a 16. (Enem PPL 2014) Recentemente foram
obtidos os fios de cobre mais finos possíveis,
um circuito elétrico pelos condutores ideais A
contendo apenas um átomo de espessura, que
e B. Neste caso, a resistência elétrica entre os
podem, futuramente, ser utilizados em
terminais A e B é de ____ ohms.
microprocessadores. O chamado nanofio,
representado na figura, pode ser aproximado

48
por um pequeno cilindro de comprimento −1
−9
0,5nm (1nm = 10 m). A seção reta de um b) 273
R0
2
átomo de cobre é 0,05nm e a resistividade c) 273
do cobre é 17Ω ⋅ nm. Um engenheiro precisa −R0
estimar se seria possível introduzir esses d) 273
nanofios nos microprocessadores atuais. 1 + R0
e) 273
18. (Enem 2ª aplicação 2010) A resistência
elétrica de um fio é determinada pela suas
dimensões e pelas propriedades estruturais do

material. A condutividade
( σ ) caracteriza a
estrutura do material, de tal forma que a
resistência de um fio pode ser determinada

Um nanofio utilizando as aproximações conhecendo-se L, o comprimento do fio e A, a

propostas possui resistência elétrica de área de seção reta. A tabela relaciona o


material à sua respectiva resistividade em
a) 170nΩ.
temperatura ambiente.
b) 0,17nΩ.

c) 1,7nΩ. Tabela de condutividade


d) 17nΩ. Material Condutividade (S·m/mm2)

e) 170Ω. Alumínio 34,2


Cobre 61,7
Ferro 10,2
17. (Unifor 2014) A resistência elétrica
R, em
Prata 62,5
ohms, para um fio de metal puro está
Tungstênio 18,8
relacionada com a sua temperatura T em °C,
pela expressão: Mantendo-se as mesmas dimensões
geométricas, o fio que apresenta menor
R R0 (1 + kT )
= resistência elétrica é aquele feito de
a) tungstênio.
R0 e k são constantes positivas. Em b) alumínio.
na qual
c) ferro.
teoria, a resistência R de um fio cai para zero
d) cobre.
quando a temperatura atinge o zero absoluto
e) prata.
( −273 °C). O valor de k é de:
19. (G1 - ifpe 2019) Considere três resistores
1 1 12 Ω, R2= 6 Ω e R3= 4 Ω, associados
R=
a) 273
conforme as figuras abaixo.

49
resistência do cabo. Do ponto de vista prático,
é como se as resistências do ferro e do cabo
fossem ligadas em série à fonte de tensão.

Para geração de calor pelo ferro com maior


eficiência, é recomendável que a resistência
A razão entre a resistência equivalente da do cabo seja
associação I e a da associação II é a) muito maior do que a resistência elétrica do
a)
1 22. ferro de passar.

b) 22. b) proporcional à corrente elétrica na rede.


c) proporcional à tensão elétrica na rede.
c) 2.
d) muito menor do que a resistência elétrica do
d)
1 11.
ferro de passar.
e) 11. 22. (Pucrj 2018) Um circuito tem 3 resistores
20. (Uerj 2019) Resistores ôhmicos idênticos idênticos, dois deles colocados em paralelo
foram associados em quatro circuitos distintos entre si, e ligados em série com o terceiro
UA,B . 12 V. A corrente
e submetidos à mesma tensão Observe resistor e com uma fonte de
os esquemas: 5,0 mA.
que passa pela fonte é de

Qual é a resistência de cada resistor, em kΩ ?

a) 0,60

b) 0,80

c) 1,2

d) 1,6
Nessas condições, a corrente elétrica de
e) 2,4
menor intensidade se estabelece no seguinte
23. (Unicamp 2018) Nos últimos anos,
circuito:
materiais exóticos conhecidos como isolantes
a) I
topológicos se tornaram objeto de intensa
b) II
investigação científica em todo o mundo. De
c) III
forma simplificada, esses materiais se
d) IV
caracterizam por serem isolantes elétricos no
21. (Uece 2019) Considere um ferro elétrico
seu interior, mas condutores na sua superfície.
de passar roupas. De modo simplificado, ele
Desta forma, se um isolante topológico for
pode ser tratado como um resistor ligado a
uma fonte de tensão. Há também no circuito submetido a uma diferença de potencial U,

os condutores que conectam o ferro de passar teremos uma resistência efetiva na superfície

à tomada. Como não se trata de cabos feitos diferente da resistência do seu volume, como

de material supercondutor, há também a mostra o circuito equivalente da figura abaixo.

50
Qual é a resistência equivalente no circuito
provocada por um toque que fecha o circuito
i
F= s no ponto A ?
iv
Nessa situação, a razão entre a
a)
1,3 kΩ
i
corrente s que atravessa a porção condutora
b)
4,0 kΩ
i
na superfície e a corrente v que atravessa a
c)
6,0 kΩ
porção isolante no interior do material vale
6,7 kΩ
a) 0,002. d)
12,0 kΩ
b) 0,2. e)

c) 100,2.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
d) 500.
Quando necessário, adote os valores da
24. (Enem 2018) Muitos smartphones e
tabela:
tablets não precisam mais de teclas, uma vez
que todos os comandos podem ser dados ao
módulo da aceleração da gravidade:
10 m ⋅ s−2
se pressionar a própria tela. Inicialmente essa
tecnologia foi proporcionada por meio das calor latente de vaporização da água:
telas resistivas, formadas basicamente por 540 cal ⋅ g−1
duas camadas de material condutor
calor específico da água:
1,0 cal ⋅ g−1 ⋅ °C−1
transparente que não se encostam até que
alguém as pressione, modificando a
densidade da água:
1 g ⋅ cm−3
resistência total do circuito de acordo com o
calor específico do cobre:
0,094 cal ⋅ g−1 ⋅ °C−1
ponto onde ocorre o toque. A imagem é uma
simplificação do circuito formado pelas placas,
calor latente de fusão do cobre:
49 cal ⋅ g−1
em que A e B representam pontos onde o
temperatura de fusão do cobre:
1.083 °C
circuito pode ser fechado por meio do toque.
1 cal = 4,0 J
π=3
sen 30° =0,5

cos 30° =0,8

51
25. (Pucsp 2018) Determine, em ohm, o valor
da resistência do resistor equivalente da
associação abaixo:

a) (I) e (II)
b) (III) e (IV)
c) (IV) e (III)
a) 0 d) (III) e (II)

b) 12 e) (II) e (IV)
28. (Pucrs 2016) Dois resistores ôhmicos de
c) 24
R1 e R2 são associados
d) 36 resistências elétricas

26. (Uece 2017) Considerando dois em série, e a associação é ligada aos


extremos de uma bateria considerada ideal.
resistores,
R1= 2 Ω e R2= 3 Ω, ligados em
Sabe-se que o valor da resistência elétrica de
série e com os terminais livres da associação
R2 é quatro vezes menor do que o valor da
conectados aos polos de uma bateria, pode-se
afirmar corretamente que resistência elétrica de
R1. Caso a intensidade

a) a corrente elétrica nos dois resistores é R1 seja igual a


da corrente elétrica no resistor
igual e a tensão elétrica é maior em
R1.
2 A, qual dos valores abaixo representa
b) a corrente elétrica nos dois resistores é
corretamente a intensidade da corrente
R .
igual e a tensão elétrica é maior em 2
elétrica, em ampères (A), no resistor
R2 ?

c) a corrente elétrica é maior em


R1 e a tensão
a) 4
elétrica é igual nos dois.
b) 2
R
d) a corrente elétrica é maior em 2 e a c) 1
tensão elétrica é igual nos dois.
d) 0,5
27. (Unisc 2017) Os seguintes circuitos
elétricos têm as mesmas resistências valendo e) 0,25
29. (Pucrj 2018) Para fazer seu chimarrão,
cada uma R. Afirma-se que os circuitos que
uma pessoa esquenta 1 litro de água à
tem entre os pontos a e b a menor e a maior
resistência equivalente são, respectivamente, temperatura inicial de
25° C utilizando um

os seguintes circuitos: aquecedor elétrico. A água alcança a

temperatura ideal de
85 °C após 6 minutos.

Qual é a potência desse aquecedor, em


Watts? Despreze perdas de calor ao ambiente.

52
Dados: d) diminui – permanece constante
1,0 g mL 31. (Pucrj 2018) Um circuito elétrico, formado
Densidade da água:
por um resistor e uma bateria, dissipa uma
Calor específico da água:
80 mW.
1,0 cal g °C ≈ 4,2 J g °C potência de
Se duplicarmos os valores da resistência do
a) 167
resistor e da voltagem da bateria, a nova
b) 252
potência dissipada, em mW, será
c) 700
a) 0
d) 992
b) 40
e) 4.200
30. (Pucrs 2018) “Vivi por 34 anos sob o jugo c) 80

do chuveiro elétrico. Ah, lastimável invento! Já d) 160


gastei mais de uma crônica amaldiçoando e) 640
seus fabricantes; homens maus, que ganham 32. (Fuvest 2017) Na bateria de um telefone
a vida propagando a falácia da temperatura celular e em seu carregador, estão registradas
com pressão, quando bem sabemos que, na as seguintes especificações:
gélida realidade dos azulejos, ou a água sai
abundante e fria, ou é um fiozinho minguado e
escaldante, sob o qual nos encolhemos,
cocuruto no Saara e os pés na Patagônia,
sonhando com o dia em que, libertos das
inúteis correntes (de elétrons), alcançaremos a
terra prometida do aquecimento central.”
PRATA, Antonio. Felicidade sim.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/12078-felicidade-
sim.shtml.
Folha de São Paulo, quarta-feira, 30 de novembro de 2011.

Considere que a chave seletora


(inverno/verão) de um chuveiro elétrico se Com a bateria sendo carregada em uma rede

mantenha inalterada. Optando por “água de


127 V, a potência máxima que o
abundante e fria” em detrimento de “um carregador pode fornecer e a carga máxima
fiozinho minguado e escaldante”, ou seja, que pode ser armazenada na bateria são,
aumentando a vazão de água no chuveiro respectivamente, próximas de
elétrico, pode-se afirmar que a potência
Note e adote:
elétrica do chuveiro __________ e a diferença
de potencial __________. - AC : corrente alternada;

a) diminui – aumenta - DC : corrente contínua.


b) permanece constante – permanece a)
25,4 W e 5.940 C.
constante
b)
25,4 W e 4,8 C.
c) aumenta – diminui

53
6,5 W e 21.960 C. terminais da bateria descrita, quanto tempo ele
c)
levaria para recarregá-la completamente?
d)
6,5 W e 5.940 C.
a)
0,5 h
e)
6,1 W e 4,8 C.
b)
2h
33. (Feevale 2017) Um Light Emitting Diode
(LED) de alto brilho trabalha sujeito a uma c)
12 h

tensão de
3,40 V e a uma corrente elétrica de d)
50 h

intensidade de
0,02 A. A potência de e)
100 h

consumo aproximada desse LED nessas 36. (Uece 2016) O rádio de um carro é
condições será (12 V)
conectado por dois fios à bateria
a)
0,07 W através de um interruptor. Considerando a
0,70 W resistência elétrica do interruptor desprezível e
b)
que a corrente elétrica fornecida ao rádio é
c)
1,70 W
2 A, é correto afirmar que a potência
d) 17,00W
dissipada no interruptor é
e)
0,02 W
a)
12 W.
34. (Esc. Naval 2017) Um chuveiro elétrico
b)
24 W.
opera em uma rede de
220 volts dissipando
c)
2 W.
7.600 J s de calor em sua resistência. Se
d) zero.
esse mesmo chuveiro fosse conectado a uma
37. (G1 - ifce 2016) Suponha que você se
rede de
110 volts, a potência dissipada, em
mude de São Paulo (SP), onde a tensão da
J s, passará a ser de 110 V,
rede elétrica residencial é para
a) 5.700 Fortaleza (CE), onde a tensão é
220 V, e

b) 3.800 traga consigo um aquecedor elétrico. Para


c) 2.533 manter a mesma potência do aquecedor, a

d) 1.900 resistência original de 4Ω deve ser


e) zero substituída por outra, cujo valor, em Ω, é
35. (Enem PPL 2017) A capacidade de uma a) 4.
bateria com acumuladores, tal como a usada
b) 8.
no sistema elétrico de um automóvel, é
c) 16.
(Ah). Uma
especificada em ampère-hora
d) 32.
bateria de
12 V e 100 Ah fornece 12 J para
e) 64.
cada coulomb de carga que flui através dela. 38. (Enem 2ª aplicação 2016) Uma lâmpada
Se um gerador, de resistência interna LED (diodo emissor de luz), que funciona com
desprezível, que fornece uma potência elétrica 12 V e corrente contínua de 0,45 A, produz a
média igual a
600 W, fosse conectado aos
54
mesma quantidade de luz que uma lâmpada Irmã 20

incandescente de
60 W de potência. Irmão 5

Qual é o valor da redução da potência Ele próprio 30

consumida ao se substituir a lâmpada Um estudante avaliou o tempo diário do uso


incandescente pela de LED? do chuveiro em sua casa no decorrer de trinta
54,6 W dias consecutivos, o que permitiu a construção
a)
do quadro.
b)
27,0 W
Sabendo que o chuveiro de sua casa tem
c)
26,6 W 2800 W, o estudante calculou
potência de
d)
5,4 W que, no período avaliado, o consumo de

5,0 W energia em sua casa, devido ao uso do


e)
chuveiro, foi, aproximadamente, de
39. (Ueg 2019) Visando economizar energia
a)
90 kWh.
elétrica em sua casa, um estudante resolveu
trocar todas as lâmpadas de gás, conhecidas b)
105 kWh.
como econômicas, por lâmpadas de Led. As 125 kWh.
c)
características das lâmpadas de gás estão na
d)
140 kWh.
tabela a seguir:
Tempo que a
e)
155 kWh.
Quantidade de
Potência lâmpada fica
lâmpadas
ligada por dia
41. (Upf 2018) O gráfico a seguir ilustra a

40 W 5h variação de corrente elétrica de uma torneira


4
elétrica operando em
220 V, durante 3 h.
2 20 W 4h

1 15 W 1h
Considerando que ele troque todas as

lâmpadas por lâmpadas de Led de


10 W, sua

economia diária, no consumo de energia, em


kWh, será de

a) 0,975
Considerando que o custo de KWh é de
b) 0,290
R$ 0,30, o valor a ser pago para a
c) 0,450
concessionária de distribuição elétrica
d) 0,685 referente ao período em que a torneira
e) 1,265 permaneceu ligada será de
40. (G1 - cps 2019) a)
R$ 6,60
Morador Tempo diário em minutos R$ 6,40
b)
Mãe 20
c)
R$ 8,80
Pai 15
d)
R$ 3,00

55
R$ 2,64 43. (Pucrs 2018) A tabela abaixo apresenta
e)
informações de três tipos de lâmpadas com
42. (Ufu 2018) Relâmpagos são eventos
fluxos luminosos equivalentes.
elétricos, normalmente de curta duração,
gerados a partir de nuvens carregadas que
possuem potenciais elétricos com altos valores
Vida Preço por
em relação à superfície da Terra e, durante a Tipo de Lâmpada
média unidade
sua incidência, podem atingir elevados
Halógena 2.400 h R$ 4,00
módulos de corrente elétrica. Um dado
Fluorescente
relâmpago tem a duração de 1 segundo, é 9.000 h R$ 9,00
compacta
gerado em uma nuvem que possui um
LED 36.000 h R$ 30,00
potencial elétrico de
300.000.000 V em
relação a terra, e atinge o solo com uma
Considerando apenas a relação entre vida
corrente elétrica média de
36.000 A.
média e preço por unidade, a opção pelo uso
da lâmpada __________ acarretaria um custo
Quantas lâmpadas, de
60 W cada, seriam __________ maior em relação à lâmpada
LED.
mantidas acesas durante 10 minutos com a
energia desse relâmpago? a) halógena – 50%
8 b) halógena – 200%
a) 3,0 × 10 .
5
c) fluorescente – 20%
b) 5,0 × 10 .
d) fluorescente – 80%
7
c) 6,0 × 10 . 44. (Puccamp 2017) Há alguns anos a
4 iluminação residencial era predominantemente
d) 3,6 × 10 .
feita por meio de lâmpadas incandescentes.
Atualmente, dando-se atenção à política de
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
preservação de bens naturais, estas lâmpadas
Responder à(s) questão(ões) a seguir com
estão sendo trocadas por outros tipos de
base na situação apresentada abaixo.
lâmpadas muito mais econômicas, como as
fluorescentes compactas e de LED.
Desde julho de 2016, as lâmpadas
Numa residência usavam-se 10 lâmpadas
incandescentes comuns deixaram de ser
incandescentes de
100 W que ficavam
comercializadas em território nacional.
Alinhada a atitudes sustentáveis, a proibição ligadas em média 5 horas por dia. Estas
de venda dessas lâmpadas visa aumentar a lâmpadas foram substituídas por 10 lâmpadas
utilização de equipamentos com maior fluorescentes compactas que consomem
eficiência energética.
20 W cada uma e também ficam ligadas em

média 5 horas por dia.

56
Adotando o valor
R$ 0,40 para o preço do

quilowatt-hora, a economia que esta troca


proporciona em um mês de trinta dias é de

a)
R$ 18,00.

b)
R$ 48,00.

c)
R$ 60,00. Considerando que as três lâmpadas sejam
idênticas, se o circuito for interrompido no
d)
R$ 120,00.
ponto P, estando o automóvel com as
e)
R$ 248,00.
lanternas apagadas, quando o motorista
45. (Udesc 2018) O circuito, apresentado na acionar os freios,
figura abaixo, mostra uma pequena lâmpada a) apenas a lanterna dianteira se acenderá.
(L) que deve operar sob tensăo de 3,0 V e b) nenhuma das lâmpadas se acenderá.
c) todas as lâmpadas se acenderão, mas com
com uma corrente elétrica de
0,50 A. Para
brilho menor que seu brilho normal.
R R ,
isto, devem-se ligar dois resistores, 1 e 2 d) apenas a lanterna traseira se acenderá.
com o mesmo valor de resistęncia, conforme a e) todas as lâmpadas se acenderão com o
figura. brilho normal.
47. (Enem (Libras) 2017) Durante a reforma
de sua residência, um casal decidiu que seria
prático poder acender a luz do quarto
acionando um interruptor ao lado da porta e
apagá-la com outro interruptor próximo à
cama. Um eletrotécnico explicou que esse
sistema usado para controlar uma lâmpada a
partir de dois pontos é conhecido como circuito
de interruptores paralelos.

Assinale a alternativa que corresponde ao


valor desta resistęncia.

a)
4,0 Ω

b)
6,0 Ω

c)
12 Ω

10 Ω Como deve ser feita a montagem do circuito


d)
da lâmpada no quarto desse casal?
e)
8,0 Ω

46. (Unesp 2018) A figura mostra o circuito


elétrico que acende a lâmpada de freio e as
lanternas traseira e dianteira de um dos lados
de um automóvel.

57
a)

b)
Se uma das lâmpadas queimar, o que
acontecerá com a corrente nas outras
lâmpadas?

a) Aumentará por um fator 1,5.


b) Aumentará por um fator 2.

c) Diminuirá por um fator 1,5.


c)
d) Diminuirá por um fator 2.
e) Permanecerá a mesma.
49. (Udesc 2017) No circuito, mostrado na
figura abaixo, a leitura do amperímetro é a
mesma, estando ambos interruptores abertos
ou fechados.

d)

e)

O valor da resistência R, indicado na figura, é:


48. (Fmp 2017) Numa instalação elétrica de
a)
45,0 Ω
um escritório, são colocadas 3 lâmpadas
b)
38,0 Ω
idênticas em paralelo conectadas a uma fonte
de tensão. c)
20,0 Ω

d)
220 Ω

e)
470 Ω

50. (Enem 2017) Fusível é um dispositivo de


proteção contra sobrecorrente em circuitos.
58
Quando a corrente que passa por esse a) 5Ω.
componente elétrico é maior que sua máxima
b) 6Ω.
corrente nominal, o fusível queima. Dessa
c) 7Ω.
forma, evita que a corrente elevada danifique
d) 8Ω.
os aparelhos do circuito. Suponha que o
circuito elétrico mostrado seja alimentado por e) 9Ω.
52. (Espcex (Aman) 2016) No circuito elétrico
uma fonte de tensão U e que o fusível suporte
desenhado abaixo, todos os resistores
uma corrente nominal de
500 mA.
ôhmicos são iguais e têm resistência
R 1,0 Ω. Ele é alimentado por uma fonte
=

ideal de tensão contínua de


E = 5,0 V. A

diferença de potencial entre os pontos A e B


é de:

Qual é o máximo valor da tensão U para que


o fusível não queime? 1,0 V
a)
a)
20 V
b)
2,0 V
b)
40 V
c)
2,5 V

c)
60 V
d)
3,0 V

d)
120 V
e)
3,3 V

e)
185 V
53. (G1 - ifpe 2016) O circuito elétrico
51. (Imed 2016) O circuito elétrico representado no diagrama abaixo contém um
representado abaixo é composto por fios e gerador ideal de 21 Volts com resistência
bateria ideais: interna desprezível alimentando cinco
resistores.

Com base nas informações, qual o valor da

resistência R indicada?
59
Qual o valor da medida da intensidade da 55. (Uftm 2012) Assinale a alternativa que
corrente elétrica, expressa em amperes, que explica corretamente o funcionamento dos

percorre o amperímetro A conectado ao elementos componentes de um circuito

circuito elétrico representado? elétrico.

0,5 A a) A resistência interna do amperímetro deve


a)
ser muito pequena, de forma a não interferir no
b)
1,0 A
valor da corrente a ser medida.

c)
1,5 A b) Os fusíveis são elementos de proteção, pois

2,0 A não deixam passar qualquer corrente que os


d)
atinja.
e)
2,5 A
c) Os resistores são elementos muito
54. (Espcex (Aman) 2015) Em um circuito utilizados para economizar energia elétrica,
elétrico, representado no desenho abaixo, o pois produzem energia térmica.
valor da força eletromotriz (fem) do gerador d) A capacidade de geração de energia por

ideal é
E = 1,5 V, e os valores das uma bateria termina quando sua resistência

resistências dos resistores ôhmicos são interna diminui, esgotando-a.

R e) Os receptores de um circuito elétrico


=1 R=
4 0,3 Ω , R=
2 R=
3 0,6 Ω e
convertem toda a energia elétrica recebida em
R5 = 0,15 Ω . As leituras no voltímetro V e no
energia térmica.

amperímetro
A, ambos ideais, são, 56. (G1 - cftmg 2018) No circuito elétrico das

respectivamente, residências, há algumas chaves disjuntoras de


segurança que se desligam automaticamente
em caso de sobrecarga. Na cozinha de uma
casa pode ocorrer de funcionarem, ao mesmo
1.000 W, um forno
tempo, uma geladeira de

de
2.100 W, uma lâmpada de 50 W e um

liquidificador de
150 W. Se essa casa possui

uma rede elétrica de


110 V, o disjuntor da

cozinha deve ser capaz de suportar uma


corrente, em amperes, de, no mínimo,

a)
0,375 V e 2,50 A a) 15.

0,750 V e 1,00 A b) 30.


b)
0,375 V e 1,25 A c) 45.
c)
d) 60.
d)
0,750 V e 1,25 A

e)
0,750 V e 2,50 A

60
 Gabarito:

Resposta da questão 1: [B]

Pela definição de corrente elétrica, temos que:


q 900 mAh 900 mAh
=i = =
Δt 90 min 1,5 h
∴ i =600 mA

Resposta da questão 2: [C]

Q = 1.500 × 10−3 × 3.600 ⇒ Q = 5.400C.

Resposta da questão 3: [C]

1 A significa que durante um segundo passou 1 C no condutor metálico. Logo, Q = 1 C.

Q = ne
Q
n=
e
1
n=
1,6 × 10−19
=n 6,25 × 1018

Só que o intervalo de tempo não foi só de um segundo, é um intervalo constante, onde nesse
18
intervalo passam 6,25 × 10 elétrons por segundo. Ou, em outras palavras, 1 Coulomb por segundo.

Resposta da questão 4: [C]

A área sob a curva nos fornece a carga elétrica total, em coulombs que circulou no condutor.

61
12 ⋅ 10−3 A
Q = área = ( 2 + 6 ) ⋅ 10−3 s ⋅ ∴ Q = 48 ⋅ 10−6 C
2

A corrente média será a razão da carga total e o tempo:

Q 48 ⋅ 10−6 C
i= = ∴ i = 8 ⋅ 10−3 A = 8 mA
Δt 6 ⋅ 10−3 s

Resposta da questão 5: [B]

q n⋅e 4,0 ⋅ 1018 ⋅ 1,6 ⋅ 10−19


i= ⇒ i= ⇒ i= ⇒ i= 0,032 ⇒ i= 3,2 ⋅ 10−2 A
Δt Δt 20

Resposta da questão 6: [E]

Q
i=
Δt
15
Δt
= = 0,5 ⋅ 10−3
30 ⋅ 103
∴ Δt =0,5 ms

Resposta da questão 7: [C]

A quantidade de carga elétrica contida na bateria é dada por:

62
q = i ⋅ Δt
75Ah
= 50A ⋅ Δt
75
Δt = h
50
Δt = 1,5h

Sabendo que a autonomia (em horas) da bateria é 1,5 horas temos:

Δs= v ⋅ Δt
s 60 ⋅ 1,5
Δ=
Δs = 90 km

Resposta da questão 8: [E]

Resposta da questão 9: [B]

Cálculo da resistência pela 1ª lei de Ohm:


V 25
R
= =
I 50 ⋅ 10−3
∴R = 500 Ω

Aplicando a 2ª lei de Ohm, obtemos:

ρL 1,75 ⋅ 10−6 ⋅ 2 3,5 ⋅ 10−6


R= ⇒ 500 = ⇒A=
A A 5 ⋅ 102
∴ A = 0,7 ⋅ 10−8 m2 = 0,7 ⋅ 10−4 cm2

Resposta da questão 10: [D]

- Na experimento I, o circuito não é fechado. Então a corrente é nula e a


ddp no resistor também é

nula.

U1 0;=
= i1 0.

- No experimento II, considerando a pilha ideal, a


ddp no resistor é a própria força eletromotriz da

bateria.

U2 = 1,5 V.

A corrente no circuito é:
U 1,5
i2 = 2 = ⇒ i 2 =1 A.
R 1,5
63
Resposta da questão 11: [E]

Aplicando a Primeira Lei de Ohm para cada aparelho e calculando suas resistências, temos:
U
R=
i

Para o Chuveiro:
220 V
RC
= ∴ RC
= 11 Ω
20 A

Para a Lâmpada:
127 V
R=
L ∴ R=
L 84,67 Ω
1,5 A

Para o Ferro de passar:


127 V
R=
F ∴ R=
F 15,88 Ω
8A

Logo,
RL > RF > RC

Assim, a alternativa correta é [E].

Resposta da questão 12: [B]

A intensidade máxima de corrente elétrica ocorre para o valor mínimo de resistência. Pela 1ª Lei de
Ohm:
U= R ⋅ i
120
imáx
= = 120 ⋅ 10−3
1000
∴ imáx = 120 mA

Resposta da questão 13: [C]

De acordo com a 2ª Lei de Ohm:


ρL
R=
A

64
ρ ⋅ 2L 2
R=' ⇒ R=' R
3A 3

Portanto:
R' 2
=
R 3

Resposta da questão 14: [C]

Aplicando a 2ª lei de Ohm, obtemos:

ρ Ωmm2 1
R= = 75 ⋅ 0,2 m ⋅
A m 5 mm ⋅ 2 mm
∴R =1,5 Ω

Resposta da questão 15: [A]

Os resistores estão associados em série, portanto a resistência equivalente é a soma das


resistências. Aplicando a segunda lei de Ohm:
 ρ 2L 2 ρ L
R1 =
=
 A A 2ρL ρ L 5ρ L
 ⇒ Re q = R1 + R 2 = + ⇒ Re q = .
R 2 = ρ L A 2A 2A
 2A

V 2 AV
V R eq i ⇒=i
= ⇒ =i .
5ρ L 5ρ L
2A

Resposta da questão 16: [E]

Aplicando a 2ª lei de Ohm:


ρ L 17 × 0,5
R= = ⇒ R = 170 Ω.
A 0,05

Resposta da questão 17: [A]

A resistência varia porque varia a resistividade do material.

Se R = 0, temos:

65
0 −1 −1
0 = R0 (1 + k T ) ⇒ (1 + k T ) = ⇒ 1+ kT = 0 ⇒ k = = ⇒
R0 T −273

1
=k °C−1.
273

Resposta da questão 18: [E]

O fio que apresenta menor resistência é aquele que apresenta maior condutividade. Pela tabela,
vemos que é aquele feito de prata.

Resposta da questão 19: [E]

Calculando as resistências equivalentes das duas associações:



Série: R I = R 1 + R 2 + R 3 = 12 + 6 + 4 ⇒ R I = 22 Ω.


 1 1 1 1 1 1 1 1+ 2 + 3 1
Paralelo: = + + = + + = = ⇒ R II = 2 Ω.
 R II R 1 R 2 R 3 12 6 4 12 2

Fazendo a razão:
R I 22 RI
= ⇒ =11.
R II 2 R II

Resposta da questão 20: [C]

Cálculo das resistências equivalentes:


1 1 1 1 1 R
= + + + ⇒ RI =
RI R R R R 4
1 1 1 1 2R
= + + ⇒ RII =
RII 2R 2R 2R 3
1 3R
R
=III +R ⇒ R
=III
1 1 2
+
R R
1 1 1 6R
= + ⇒ RIV =
RIV 3R 2R 5

Pela 1ª Lei de Ohm:


UA,B
UA,B
= Req ⋅ i ⇒=i
Req

66
A corrente de menor intensidade é a do circuito que apresentar a maior resistência equivalente. Ou
seja, a do circuito III.

Resposta da questão 21: [D]

Para que o aquecimento por Efeito Joule ocorra prioritariamente no ferro, este deve ter uma
resistência muito maior do que a do cabo.

Resposta da questão 22: [D]

O resistor equivalente para o circuito será:


R 3R
Req = + R ∴ Req =
2 2

Assim, com o auxílio da Primeira Lei de Ohm, determinamos o valor de cada resistência.
3R 12 V × 2
U = Ri ⇒ 12 V = ⋅ 5mA ⇒ R = ∴ R = 1,6kΩ
2 3 × 5mA

Resposta da questão 23: [D]

As duas porções estão em paralelo:

U = Rs i s i R 100
 ⇒ Rs i s = R v i v ⇒ F = s = v = ⇒ F = 500.
U = R v i v i v Rs 0,2

Resposta da questão 24: [C]

Caso o circuito seja fechado apenas no ponto A, teremos a seguinte configuração:

67
O ramo ABD seria aberto, e a resistência equivalente entre C e A ficaria:
4 kΩ ⋅ 4 kΩ
=RCA = 2 kΩ
4 kΩ + 4 kΩ

Com os dois resistores restantes em série, podemos calcular a resistência equivalente do circuito:
R
= eq 2 kΩ + 4 kΩ
∴ Req =
6 kΩ

Resposta da questão 25: [B]

A corrente elétrica se divide em associação paralela, sendo que cada ramo da associação como
possui a mesma diferença de potencial, é percorrida pela corrente de acordo com a primeira lei de
Ohm, ou seja, quando menor a resistência elétrica do ramo, maior a corrente elétrica que percorre o
mesmo. Assim, no circuito encontramos correntes de curto-circuito, onde não há resistências, como

68
mostra as setas da figura abaixo, em que somente temos um resistor por onde circula a corrente.

Portanto, a resistência equivalente do circuito todo é o valor dessa resistência de


12 Ω.

Resposta da questão 26: [B]

Resistores em série são percorrido pela mesma corrente. A tensão em cada um deles é diretamente
proporcional à resistência. Assim:
i1= i2= i.
U1 = R1 i
 R 2 > R1 ⇒ U2 > U1.
U2 = R 2 i

Resposta da questão 27: [C]

Cálculos das resistências equivalentes:

3R ⋅ R 3R
= Req =
[I] 3 resistores em série ligados em paralelo com outro: 3R +R 4

2R
R=
eq = R
[II] Ligação em paralelo onde cada ramo tem dois resistores em série: 2

R 5R
Req = + 2R =
[III] 2 resistores em paralelo ligados com outros 2 resistores em série: 2 2

R
Req =
[IV] Todos os resistores ligados em paralelo: 4

Req
Portanto, a menor é da afirmativa [IV] e a maior é da afirmativa [III].

Resposta da questão 28: [B]

Na questão “ele” te fornece vários dados, fala sobre a resistência, que um é maior que o outro, mas

não te fornece a Diferença De Potencial


(ddp). Mas de fornece uma informação crucial, o circuito

está em série, se o circuito está em série, logo a corrente que passa sobre ele será a mesma em
todos os resistores, independente do valor de cada um.

Logo, se passa
2 A por R1, em R2 também passará 2 A.

69
Resposta da questão 29: [C]

Cálculo da energia térmica do aquecedor:


J
Q = m ⋅ c ⋅ ΔT ⇒ Q = 1000 g ⋅ 4,2 ⋅ ( 85 − 25 ) °C
g °C
∴Q =
252000 J

Cálculo da potência do aquecedor:


Q 252000 J 252000 J
P= ⇒P= =
Δt 60 s 360 s
6min⋅
1min
∴P =700 W

Resposta da questão 30: [B]

Se a posição da chave seletora não se altera, o chuveiro continua operando com mesma potência
elétrica. Uma vez instalado o chuveiro, a diferença de potencial de operação (tensão) também não se
altera.

Resposta da questão 31: [D]

A potência elétrica em função da tensão e da resistência é dada pela equação:

U2
P
= = 80mW
R

Assim, dobrando a tensão e a resistência, ficamos com:

( 2U)2 4U2 U2
P1= = ∴ P1= 2
2R 2R R
Logo, a nova potência será:

U2
P1 =2 =2 ⋅ 80 mW ∴ P1 =160 mW
R

Resposta da questão 32: [D]

Na saída do carregador têm-se:


=U 5=
V; i 1,3 A.

A potência máxima que o carregador pode fornecer é:

70
Pmáx =Ui =⋅
5 1,3 ⇒ Pmáx =6,5 W.

A carga máxima da bateria é:

Qmáx= 1.650mAh= (1.650 × 10 −3


)(
A ⋅ 3,6 × 103 s ) ⇒ Qmáx= 5.940 A s ⇒

Qmáx = 5.940 C.

Resposta da questão 33: [A]

A potência elétrica pode ser determinada pela equação: P= U ⋅ i

Assim, apenas substituindo os valores de tensão e corrente elétricas fornecidas temos a solução:
P= U ⋅ i
=P 3,4 V ⋅ 0,02 A
=P 0,068 W ≈ 0,07 W

Resposta da questão 34: [D]

Da relação entre potência e tensão (com resistência constante), vem:

U2 U2
P= ⇒ R=
R P
2
U12 U22 U 
= ⇒ P2 = P1  2 
P1 P2  U1 

Substituindo os valores dados no enunciado, obtemos:


2
 110 
P2 = 7600  
 220 
∴ P2 =1900 J s

Resposta da questão 35: [B]

Carga necessária para carregar a bateria:


Q = 100 Ah
Corrente do gerador:
P = iU ⇒ 600 = i ⋅ 12 ⇒ i = 50 A
Portanto:
Q 100
i= ⇒ 50 =
Δt Δt
∴ Δt =2h

71
Resposta da questão 36: [D]

Se a resistência do interruptor é nula, a potência nele dissipada também é nula. De fato:

P = Ri2 . Se R = 0 ⇒ P = 0.

Resposta da questão 37: [C]

U2
P=
R
2 2
USP UCE 1102 2202 4 ⋅ 220 ⋅ 220
= ⇒ = ⇒R= ⇒ R = 16Ω
Roriginal R 4 R 110 ⋅ 110

Resposta da questão 38: [A]

A potência do diodo emissor é:


PD =Ui =12 ⋅ 0,45 =5,4 W.
A redução de potência é:

RP = PL − PD = 60 − 5,4 ⇒ RD = 54,6 W.

Resposta da questão 39: [D]

Energia gasta com as lâmpadas de gás:


Egás = 4 ⋅ 40 ⋅ 5 + 2 ⋅ 20 ⋅ 4 + 1⋅ 15 ⋅ 1
Egás 975
= = Wh 0,975 kWh

Energia gasta com as lâmpadas de Led:


ELed =4 ⋅ 10 ⋅ 5 + 2 ⋅ 10 ⋅ 4 + 1⋅ 10 ⋅ 1
ELed 290
= = Wh 0,290 kWh

Portanto, a economia será de:


0,975 kWh − 0,290 kWh =
0,685 kWh

Resposta da questão 40: [C]

=
A potência do chuveiro é:
P 2.800
= W 2,8kW .

Δt 30 ( 20 + 15 + 20 + 5 + 30
= = ) 2.700min
= 45h.
O tempo mensal (30 dias) de uso é:
72
Calculando a energia consumida:

ΔE = P Δt = 2,8 × 45 ⇒ ΔE = 126 kWh.

Resposta da questão 41: [E]

Do gráfico, através da área, extraímos a quantidade de corrente elétrica média


(im ) consumida nas
três horas:

(10 + 20 + 10 ) ⋅ 1h 40
=im = ∴ im A
3h 3

Da expressão da potência elétrica, temos:


E
P= = U ⋅ i∴E = U ⋅ i ⋅ t
t

Assim,
40
E 220 V ⋅
= A ⋅ 3 h ⇒=
E 8800 Wh
= 8,8 kWh
3

Logo, o valor consumido em reais, será:


R$ 0,30
Valor = 8,8 kWh ⋅ = R$ 2,64
1 kWh

Resposta da questão 42: [A]

Cálculo da energia do relâmpago:


E
P= ⇒ E =P ⋅ t
t , onde:

P = potência em watts [W];

E = energia em joules [J];

t = tempo em segundos [s].

Sabendo que P= U ⋅ i

U = diferença de potencial em volts [V];

i = intensidade da corrente elétrica em ampères [A].

73
Assim, a energia do relâmpago é:

E = U ⋅ i ⋅ t ⇒ E = 3 ⋅ 108 V ⋅ 36000 A ⋅ 1 s ∴ E = 1,08 ⋅ 1013 J

Para cada lâmpada de


60 W ligadas durante 10 minutos gastamos uma energia de:

Elamp = 60 W ⋅ 600 s ∴ Elamp = 36000 J

Fazendo a razão entre as energias, temos a quantidade de lâmpadas que podemos utilizar no tempo
dado:

E 1,08 ⋅ 1013 J
nº lâmpadas = 3 ⋅ 108 lâmpadas
= ∴ nº lâmpadas =
Elamp 36000 J

Resposta da questão 43: [C]

Calculando as relações tempo de vida útil média/preço para os três tipos:

Vida média Preço por unidade Preço/Tempo


Tipo de Lâmpada
(h) (R$ ) (R$ h )
Halógena 2.400 4,00 1 600

Fluorescente compacta 9.000 9,00 1 1.000

LED 36.000 30,00 1 1.200

Comparando as outras duas lâmpadas com a de LED:


 1
Halógena : 600= 1.200 = 2 ⇒ custo 100% maior.
 1 600
 1.200

 1
1.000 1.200
Fluorescente : = = 1,2 ⇒ custo 20% maior.
 1 1.000
1.200
Resposta da questão 44: [B]

Antes da troca
P = 10 ⋅ 100 ⇒ P = 1.000 W
E = P ⋅ Δt ⇒ E = 1.000 ⋅ 5 ⋅ 30 ⇒ E = 150.000 Wh ⇒ E = 150 kWh

Depois da troca
P = 10 ⋅ 20 ⇒ P = 200 W
E = P ⋅ Δt ⇒ E = 200 ⋅ 5 ⋅ 30 ⇒ E = 30.000 Wh ⇒ E = 30 kWh

74
Logo a economia foi de
120 kWh

1kWh → R$ 0,40
120 kWh → x
x = 0,4 ⋅ 120 ⇒ x = 48 reais

Resposta da questão 45: [C]

Usando a Lei das malhas de Kirchoff na malha 1 da figura abaixo e a informação que as resistências
são iguais, temos a equação:

12 − i1 ⋅ RL − i ⋅ R =0

Como foi informada a diferença de potencial da lâmpada, então:


i1 ⋅ RL =
3

Assim:
12 − 3 − i ⋅ R =0
i⋅R =
9 (1)

Sabendo que a lâmpada e a resistência


R1 estão associadas em paralelo, então a tensão no ramo da

resistência é igual à tensão no ramo da lâmpada.


i2 ⋅ R =
3 ( 2)

i i
A corrente 2 pode ser substituída pela corrente total e 1 fornecida:
i2 = i − i1
i2 = i − 0,5 (3)

Juntando as equações (2) e (3), temos:

75
(i − 0,5 ) ⋅ R = 3 ⇒ i ⋅ R − 0,5 ⋅ R = 3 ( 4 )

Substituindo a equação (1) na equação (4), obtemos:


9 − 0,5 ⋅ R = 3 ⇒ 6 = 0,5 ⋅ R ∴ R = 12 Ω

Resposta da questão 46: [C]

Com o fechamento do interruptor do freio, teríamos:


- Sem a interrupção do ponto P: Apenas a lâmpada de freio acenderia, pois só passaria corrente na
malha a esquerda. E a tensão sobre a lâmpada de freio seria a mesma da bateria.
- Com a interrupção do ponto P: Todas as lâmpadas acenderiam, pois estariam agora em série, com
a mesma corrente passando entre si, mas com a tensão total da bateria sendo dividida entre elas,
tendo portanto, um brilho menor que o normal devido a uma diminuição na potência.

Resposta da questão 47: [B]

A figura mostra as quatro posições possíveis, ilustrando o funcionamento do sistema.

Resposta da questão 48: [E]

A quantidade de corrente que passa em cada lâmpada permanecerá a mesma, pois em um circuito
em paralelo, com todas as lâmpadas possuindo a mesma resistência, a quantidade de corrente em
cada lâmpada sempre será a mesma.

O que acontecerá é que o gerador vai precisar enviar menos corrente elétrica e, consequentemente,
o dono do escritório irá pagar uma conta de luz menor (caso ele não troque a lâmpada).

Resposta da questão 49: [C]

76
Com os interruptores abertos, a resistência equivalente será:
Req = 100 + 50 + 250
Req = 400 Ω

Corrente no circuito (e no amperímetro):


8 400 ⋅ i
=
i = 0,02 A

Com os interruptores fechados, o resistor de


250 Ω estará em curto circuito.

Tensão no resistor de
50 Ω :

U 50 ⋅ 0,02
=
U =1V

A tensão sobre o resistor R também equivalerá a


1 V (pois estão em paralelo), e a tensão sobre o

resistor de
100 Ω será de 7 V. Logo, a corrente neste último resistor será:

7 100 ⋅ i
=
i = 0,07 A

Portanto, a corrente sobre o resistor R será de


0,05 A, e R valerá:

1= R ⋅ 0,05
∴R = 20 Ω

Resposta da questão 50: [D]

Redesenhando o circuito, temos:

77
Como pelo fusível deve passar uma corrente de
0,5 A, a corrente i' que deve passar pelo resistor de

60 Ω em paralelo com ele deve ser de:

120 ⋅ 0,5 = 60 ⋅ i' ⇒ i' = 1 A

Sendo assim, por BC deve passar uma corrente de:


i = iF + i' = 0,5 + 1 ⇒ i = 1,5 A

Resistência equivalente no ramo AC :


120 ⋅ 60
R
= AC + 40 ⇒ R
= AC 80 Ω
120 + 60

Como os ramos estão em paralelo, podemos calcular U como:


U= R AC ⋅ i= 80 ⋅ 1,5
∴U =
120 V

Resposta da questão 51: [C]

Usando a primeira Lei de Ohm, obtemos a resistência equivalente do circuito:


U 24 V
U=Req ⋅ i ⇒ Req = ⇒ Req = ∴ Req =4,8 Ω
i 5A

Observando o circuito temos em série os resistores R e de


5 Ω e em paralelo com o resistor de 8 Ω.

78
Assim,
1 1 1 1 1 1
= + ⇒ − = ⇒
Req 8 Ω R + 5 Ω 4,8 Ω 8 Ω R + 5 Ω
8 Ω − 4,8 Ω 1 3,2 Ω 1
⇒ = ⇒ = ⇒
4,8 Ω ⋅ 8 Ω R + 5 Ω 2 R + 5Ω
38,4 Ω
⇒ R + 5 Ω= 12 Ω ∴ R= 7 Ω

Resposta da questão 52: [B]

Calculando a resistência equivalente do circuito, temos que:


Re q = 1 + ( 2 / /2 / /2 )
2 5
Re q =1 + ∴ Re q = Ω
3 3

Desta forma, é possível calcular a corrente que circula no circuito.


E 5
=i =
Re q 5
3
i=3A

Analisando a fonte de tensão e o primeiro resistor como sendo um gerador, temos que:
VAB = E − R ⋅ i
VAB = 5 − 1⋅ 3
VAB = 2 V

Resposta da questão 53: [B]

A resistência equivalente do paralelo é:


6⋅3
Rp
= = 2 Ω.
6+3

A resistência equivalente do circuito é:


Req = 2 + 3 + 1 + 1 = 7 Ω.

Aplicando a lei de Ohm-Pouillet:


E = Req I ⇒ 21= 7I ⇒ I = 3 A.

A ddp no trecho em paralelo é:


Up = Rp I = 2 ⋅ 3 = 6 V.

79
Então, a leitura do amperímetro é:

Up= Ri A ⇒ 6= 6i A ⇒ iA= 1 A.

Resposta da questão 54: [A]

O sentido da corrente elétrica é mostrado na figura.

Calculando a resistência equivalente do circuito:

R12 = R1 + R2 = 0,3 + 0,6 ⇒ R12 = 0,9 Ω.


 0,9
 ⇒ R AB = =0,45 Ω
R34 = R3 + R 4 = 0,6 + 0,3 ⇒ R34 = 0,9 Ω.
 2

Req = R AB + R5 = 0,45 + 0,15 ⇒ Req = 0,6 Ω.

A leitura do amperímetro é a intensidade (I) da corrente no circuito.

E 1,5
E= Req I ⇒ =
I = ⇒ I 2,5 A.
=
Req 0,6

Como R12 = R34, as correntes i1 e i2 têm mesma intensidade.


I 2,5
i1 = i2 = = ⇒ i1 = i2 =1,25 A.
2 2

A leitura do voltímetro é a tensão entre os pontos C e D.


UVolt =
UCD = −0,3 (1,25 ) + 0,3 (1,25 ) =
−R1 i1 + R3 i2 = −0,375 + 0,75 ⇒

UVolt = 0,375 V.

Resposta da questão 55: [A]

O amperímetro é um instrumento ligado em série com os demais elementos do circuito. Por isso, a
sua resistência interna deve ser desprezível em relação às demais resistências do circuito, de forma a
80
não alterar significativamente a resistência equivalente desse circuito, fornecendo leitura de erro
desprezível.

Resposta da questão 56: [B]

A intensidade da corrente i pode ser calculada com a expressão da potência elétrica:


P= U ⋅ i

Onde:

P = potência elétrica, em watts (W );

U = tensão ou diferença de potencial, em volts (V);

i = intensidade da corrente elétrica, em ampères (A).

Somando as potências dos aparelhos e aplicando na equação, temos:


Ptotal= 1000 + 2100 + 50 + 150 ∴ Ptotal= 3300 W

3300
P = U ⋅ i ⇒ 3300 = 110 ⋅ i ⇒ i = ∴ i = 30 A
110

Esse seria o máximo valor de corrente suportada pelo disjuntor sem ocorrer o desligamento devido à
sobrecarga.

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