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CIRURGIA

1
Prefácio
Prova prática é sempre um grande desafio para maioria por se tratar de um universo totalmente desconhecido. Passamos
dias nos perguntando: O que iremos encontrar ao entrar em cada uma das estações? Como se comportar perante ator e
examinador? Quais perguntas chaves não podemos deixar de fazer na hora da prova?
Foi assim que mergulhando nesse universo, iniciamos uma verdadeira maratona em busca de tais respostas. Lendo e relendo
vários materiais, realizando cursos teóricos e práticos, descobrimos que todo esse material nos leva apenas a uma palhinha
do que vamos enfrentar, mas que na verdade não é o que irá decidir nossa aprovação.
Pensando nisso, montamos esse material com a proposta, não de substituir outros materiais ou cursos, mas sim somarmos
com eles. E assim concluímos que a melhor maneira de chegar a aprovação é PRATICANDO, não apenas lendo e decorando
checklists, mas sim com estratégias e técnicas de aperfeiçoamento do raciocínio clínico, usar palavras chaves que o
examinador gosta de escutar, pontos chaves e itens ocultos de cada checklist. Em resumo não são 3 ou 5 dias de cursos
práticos que iram te fazer ter sucesso na prova, mas sim a forma que você irá se preparar de hoje até o dia da prova.
Estamos apenas no início e na mesma situação de todos vocês, por isso sabemos exatamente quais angustias e
questionamentos cada um de vocês tem. Aproveitem ao máximo nosso material, pratiquem muito e juntem-se a nós, através
de nossas redes sociais, onde compartilharemos conhecimentos e evoluiremos juntos.
Desejamos a todos muito sucesso nessa trajetória e que em breve possamos desfrutar desta carreira maravilhosa que
escolhemos para nossas vidas. O sucesso é logo ali e vamos juntos em busca dele da melhor maneira que é PRATICANDO.

Thayrony Cristian
Naiara Rodrigues
José Valmir
Leandro Marcos
Matheus Phellipe

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Índice
ABDOME AGUDO PERFURATIVO (ÚLCERA PÉPTICA) ...............................................................................4
ABDOME AGUADO OBSTRUTIVO ............................................................................................................8
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (APENDICITE) ..................................................................................12
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (COLECISTITE) .................................................................................16
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (PANCREATITE) ...............................................................................20
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (DIVERTICULITE COMPLICADA) ......................................................24
ABCDE DO TRAUMA (HEMOTÓRAX) .....................................................................................................28
ABCDE DO TRAUMA (PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO) ........................................................................32
ABCDE DO TRAUMA (TAMPONAMENTO CARDÍACO) ...........................................................................36
ABCDE DO TRAUMA (TRAUMA ABDOMINAL FECHADO) .......................................................................40
ABCDE DO TRAUMA (TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE) .................................................................44
ABCDE DO TRAUMA (TRAUMA DE BACIA) .............................................................................................48
ABCDE DO TRAUMA (TCE) .....................................................................................................................52
ABCDE DO TRAUMA (GRANDE QUEIMADO) .........................................................................................56
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA ............................................................................................................60
HÉRNIA INGUINAL .................................................................................................................................64
PINÇAS CIRÚRGICAS ..............................................................................................................................68
TIPOS DE FIOS E PONTOS CIRÚRGICOS ..................................................................................................71
ORGANIZAÇÃO DA MESA E EQUIPE CIRÚRGICA ....................................................................................72 3
ABDOME AGUDO PERFURATIVO (ÚLCERA PÉPTICA)

Você está de plantão em um Hospital de 2º nível e recebe o paciente do sexo masculino, 41 anos,
com queixa de dor abdominal difusa intensa de início súbito, acerca de 3h.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente refere dor tipo facada, intensidade (8/10) e náuseas de início a 3h que vem piorando (sem outros sintomas).
• Eliminações fisiológicas normais até o dia anterior (hoje paralisadas). Sem outras comorbidades.
• Paciente casado, trabalha como pedreiro, sem dieta balanceada (consome muito café, massa e fritura).
• Está em uso de diclofenaco comprimido a 20 dias, por dor no braço direito (que melhorou após medicação).
• Não tabagista e bebe com frequência.
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 25irpm
• PA 110 x 60mmHg • SatO2 99% AA
• FC 102bpm • Tax 36,6

EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: palidez cutânea com mucosas hipocoradas ++/4+, face álgica e sudoreico.
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome Inspeção (levemente distendido), Ausculta (RHA diminuídos), Palpação (doloroso difusamente com tensão
aumentada, palpação profunda com descompressão brusca dolorosa), Percussão (timpanismo em HD).
• Toque retal: Tônus preservado com presença de fezes em ampola retal
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• Rotina de abdômen agudo (RX de Tórax PA e Abdome em pé e deitado): presença de pneumoperitônio
• HC Hb: 9 (Ref. 12-16), Ht: 18 (Ref. 36-48), Leuco: 11.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 150.000 (Ref. 150.000-450.000)
• EDA: ulcera péptica perfurada não sangrante.

5
• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Na anamnese questiona sobre início dos sintomas, tipo da dor, evolução e presença de outros sintomas 0 0,5 1.0
• Questionou sobre tabagismo, ingesta de álcool e uso de AINES ou ulcera gástrica previa 0 0,5 1.0
• Investigou hematêmese ou melena ou parada de eliminação de gases e fezes 0 0,5 1.0
• Pedir permissão para realizar exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• No exame físico identifica sinal de Jobert (timpanismo em HD) e Blumberg (descompressão brusca dolorosa) 0 0,5 1.0
• Realizou toque retal para excluir doenças orificiais 0 0,5 1.0
• Solicita Hemograma completo e Rotina de abdômen agudo (RX de Tórax PA e Abdome em pé e deitado) 0 0,5 1.0
• Dar diagnostico de Abdômen Agudo Perfurativo por Ulcera péptica 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Indica MOV em sala vermelha estabilizando o paciente (HV e analgesia) e indica transferência para avaliação
cirúrgica

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IMAGENS DO CASO:
• RX com Pneumoperitônio
• EDA ulcera péptica perfurada não sangrante

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ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO

Você está na UPA e recebe o paciente do sexo masculino, 39 anos com queixa de muita dor
abdominal.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Refere dor tipo cólica difusa, intensidade (7/10), de início a 6h e 3 episódios de vômitos biliosos (alta) / fecalóides (baixa).
• Refere também parada de eliminações de flatos e fezes a 1 dia. É constipado crônico com eliminação a cada 4 dias.
• Alimentação: massas, arroz, feijão, farinha, carne e toma pouca água.
• Realizou apendicectomia a 10 anos, nega outros sintomas ou comorbidades.
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 19irpm
• PA 130 x 80mmHg • SatO2 99% AA
• FC 97bpm • Tax 36.7°
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: face álgica e desidratado +/+4
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (distendido), Ausculta (RHA ausentes), Palpação (doloroso difusamente), Percussão (Timpânica)
• Toque Retal: tônus preservado, sem presença de fezes na ampola retal
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• RX de Tórax PA e Abdome em pé e deitado: empilhamento de moedas (alta) ou sinal do grão do café (baixa)
• Gasometria: pH 7.49 (Ref. 7.35-7.45), PcO2 42 (Ref. 34-45), HCO3 28 (Ref. 22-26) = Alcalose Metabólica
• HC Hb: 12 (Ref. 12-16), Ht: 36 (Ref. 36-48), Leuco: 9.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 280.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Sódio 139 (Ref. 135-145) e Potássio 4.2 (Ref. 3.5-5.5)

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• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Na anamnese questiona sobre início dos sintomas, tipo da dor, evolução e hábitos intestinais 0 0,5 1.0
• Perguntou sobre presença e característica de vômito e eliminação de flatos e fezes e cirurgias prévias 0 0,5 1.0
• Solicita permissão ao paciente para realizar o exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• Identifica no exame físico abdome distendido, RHA abolidos, doloroso difusamente e timpanismo 0 0,5 1.0
• Solicita HC, Gasometria e Radiografias identificando Empilhamento de moedas (alta) ou Grão de café (baixa) 0 0,5 1.0
• Identifica necessidade de toque retal, solicitando permissão ao paciente 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Abdômen Agudo Obstrutivo Alto (bridas) ou Baixo (volvo) 0 0,5 1.0
• Indica internação: Dieta zero, HV, ATB (Ciprofloxacino + Metronidazol), Dipirona, Bromoprida, SNG 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Orienta que se não melhorar do quadro em até 6 horas irá encaminhar paciente para avaliação cirúrgica

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IMAGENS DO CASO:
• Empilhamento de moedas
• Sinal do Grão de café

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ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (APENDICITE)

Você está na UPA e recebe o paciente do sexo feminino, 29 anos, com queixa de dor abdominal
intensa por aproximadamente 12h.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Refere dor em pontada, que iniciou a 12h no estômago, passando para região umbilical e migrando para FID a 4h.
• Está sem se alimentar desde o início da dor e apresentou 2 episódios de vômitos biliosos. E sentiu corpo quente.
• Não é constipado, mas está a 1 dia sem evacuar (eliminação de gases normal).
• Casada, DUM a 5 dias, G1P1A0 (parto normal), em uso de ACO, Papanicolau em dia e sem alterações.
• Nega comorbidades, alergias e cirurgias prévias. Fez uso de paracetamol para dor (sem melhora).
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 19irpm
• PA 130 x 80mmHg • SatO2 99% AA
• FC 90bpm • Tax 38° e Retal 39° (Lenander +)
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: face álgica, desidratada +/4+, hipocorada +/4+
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (levemente distendido), Ausculta (RHA diminuídos), Palpação (doloroso difusamente com
descompressão dolorosa em FID = Blumberg +), Percussão (sem alterações)
• Toque Retal: tônus preservado com presença de fezes na ampola retal
• MMII: sem lesões ou edemas
• OBS: Sinais de Rovising, Psoas e Obturador positivos se realizados
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC Hb: 13 (Ref. 12-16), Ht: 39 (Ref. 36-48), Leuco: 16.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 280.000 (Ref. 150.000-450.000)
• BHCG: negativo
• Rotina de Abdome agudo (RX de Tórax PA e Abdome em pé e deitado): presença de alça sentinela
• USG e Tomografia (não disponíveis na unidade)

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• Apresentou-se cordialmente a paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Questiona sobre início dos sintomas, tipo da dor, evolução e sintomas associados (náuseas, vômitos e febre) 0 0,5 1.0
• Investiga hábitos intestinais, eliminação de flatos e fezes, cirurgias prévias e comorbidades 0 0,5 1.0
• Investiga histórico obstétrico/ginecológico, excluindo patologias ginecológicas 0 0,5 1.0
• Solicita permissão a paciente para realizar o exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• Identifica no exame físico abdominal Blumberg (+) e busca pelo menos mais 2 sinais de apendicite 0 0,5 1.0
• Solicita HC (identificando Leucocitose) e Rotina de abdome agudo (identificando alça sentinela em FID) 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Abdômen agudo inflamatório (Apendicite) e indica necessidade de intervenção cirúrgica 0 0,5 1.0
• Prescreve Dieta zero, HV, ATB (Ceftriaxona), Analgesia, Antiemético (investigando alergias) 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Entra em contato com serviço de cirurgia, transferindo paciente para avaliação cirúrgica

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IMAGENS DO CASO:
• Alça Sentinela em fossa ilíaca direita
• Sinais de Blumberg, Rovsing, Obturador e Psoas

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ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (COLECISTITE)

Você está de plantão no Pronto Socorro e recebe o paciente do sexo masculino, 48 anos, com queixa
de dor abdominal intensa e vômito.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente com dor tipo cólica em HD a 7 horas (intensidade 7/10), 2 episódios de vômitos biliosos, anorexia e febre não
aferida. Não fez uso de nenhuma medicação. Sem outros sintomas. Nega comorbidades e alergias.
• Alimentação a base de frituras, gorduras e massas (relata dor cólica sempre que se alimenta de comida gordurosa).
• Não tabagista e bebe socialmente, trabalha como motorista (sedentário)
SINAIS VITAIS:
• REG • Tax 38°
• PA 120 x 80mmHg • Peso 95 / Altura 1.70 (IMC 32)
• FC 85bpm • Circunferência abdominal 99cm
• FR 15irpm
• SatO2 99% AA
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: sudoreico, com fácies de dor, desidratado +/4+ e anictérico
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (levemente distendido), Ausculta (RHA normais), Palpação (dolorosa a inspiração profunda em HD com
interrupção da respiração = Murphy +), Percussão (sem alterações)
• Toque retal: tônus preservado com presença de fezes na ampola retal
• MMII sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 12 (Ref. 12-16), Ht: 36 (Ref. 36-48), Leuco: 13.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 180.000 (Ref. 150.000-450.000)
• BT: 3 (Ref. 0.2-1.1) BD: 2.8 (Ref. 0.1-0.4) BI: 0.2 (0.1-0.7)
• TGO: 85 (Ref. 10-40) / TGP: 98 (Ref. 10-55) / FA 190 (Ref. 40-150) / GGT 160 (Ref. 8-80)
• USG abdominal: vesícula biliar com presença de múltiplos cálculos, sombra acústica espessamento de paredes e lama biliar

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• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Na anamnese questiona sobre início dos sintomas, tipo da dor, evolução e presença de outros sintomas 0 0,5 1.0
• Questionar sobre antecedentes patológicos pessoais e hábitos de vida (tabagismo, etilismo, sedentarismo) 0 0,5 1.0
• Solicita permissão para realizar exame físico, lavar as mãos e calcar luvas 0 0,5 1.0
• Identifica no exame físico abdominal sinal de Murphy (+) 0 0,5 1.0
• Solicita Laboratórios (HC, Bilirrubinas, TGO/TGP, Fosfatase alcalina e Gama GT) 0 0,5 1.0
• Solicita USG abdominal e interpreta corretamente 0 0,5 1.0
• Dar diagnostico de Colecistite aguda Litiásica, identificando necessidade de tratamento cirúrgico 0 0,5 1.0
• Exclui Colangite, avaliando Tríade de Charcot e Pentade de Reynalds (falando sintomas de cada uma) 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Se comunica com serviço de cirurgia transferindo paciente para avaliação cirúrgica com urgência

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IMAGENS DO CASO:
• Vesícula biliar com presença de múltiplos cálculos, sombra acústica, espessamento de paredes e lama biliar
• Sinal de Murphy
• Tríade de Charcot e Pêntade de Reynolds

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ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO (PANCREATITE)

Você é o médico de um Hospital de 3°nível e recebe o paciente do sexo masculino, 45 anos, com
queixa de dor abdominal intensa e vômito.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente com dor abdominal intensa em aperto no andar superior do abdome superior com início a 5h, refere muita náusea
e 6 episódios de vômitos biliosos. Refere pequena melhora da dor ao inclinar tronco para frente (prece maometana).
• Nega outros sintomas, comorbidades ou alergias.
• Não tabagista e bebe com frequência, principalmente destilados (bebeu no dia anterior)
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 15irpm
• PA 130 x 80mmHg • SatO2 99% AA
• FC 85bpm • Tax 37°
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: face álgica, ictérico +/4+, Desidratado ++/4+
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (levemente distendido), Ausculta (RHA normais), Palpação (doloroso em andar superior com dor em
faixa), Percussão (sem alterações)
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 13 (Ref. 12-16), Ht: 37 (Ref. 36-48), Leuco: 14.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 280.000 (Ref. 150.000-450.000)
• BT: 4 (Ref. 0.2-1.1) BD: 3.5 (Ref. 0.1-0.4) BI: 0.5 (0.1-0.7)
• TGO 160 (Ref. 10-40) / TGP 195 (Ref. 10-55) / Amilase 450 (Ref. < 100) / Lipase 160 (Ref. < 50) / FA 190 (Ref. 40-150) / GGT
160 (Ref. 8-80) / Glicemia capilar 95 (Ref. < 100) / LDH 220 (Ref. 120-246) / Triglicerídeos 160 (Ref. < 150)
• USG abdominal: Pâncreas aumentado de tamanho com vesícula biliar sem cálculos ou espessamento de paredes
• TC de Abdômen com contraste: Pâncreas com coleções liquidas e presença de gás em parênquima

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• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Questiona início dos sintomas, tipo da dor, evolução, fator de piora ou melhora e presença de outros sintomas 0 0,5 1.0
• Questionou sobre hábitos de vida (tabagismo, etilismo e dieta) e antecedentes patológicos 0 0,5 1.0
• Solicita permissão para realizar exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• Solicita (HC, TGO, TGP, Amilase, Lipase, FA, GGT) e TC abdominal com contraste (interpreta imagem) 0 0,5 1.0
• Solicita USG abdominal (excluir cálculos da vesícula) e Triglicerídeos (excluir hipertrigliceridemia) 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Pancreatite aguda alcoólica 0 0,5 1.0
• Indica internação: Dieta zero, HV, ATB→ Imipenen (necrose infectada), Analgesia (não faz morfina), Antiemético 0 0,5 1.0
• Busca sinais de gravidade: Ranson de entrada e Equimoses (Sinais de Cullen, e Grey-Tunner) 0 0,5 1.0
• Solicita avaliação cirúrgica (se cálculo, retirar vesícula na mesma internação) e indica parar de beber 0 0,5 1.0

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IMAGENS DO CASO:
• Posição Antálgica (Prece Maometana)
• Pâncreas com coleções liquidas e presença de gás em parênquima (Necrose Infectada)
• USG com vesícula biliar normal
• Critérios de gravidade Hemorrágicos (Cullen e Grey-Turnner) e Escore de Ranson

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ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO / PERFURATIVO (DIVERTICULITE COMPLICADA)

Você está em um Hospital de 2° nível e recebe paciente do sexo masculino, 60 anos, com queixa de
dor abdominal, febre e constipação crônica.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente agitado, com dor abdominal intensa, refere que a 3 dias vinha sentindo dor cólica em FIE, que hoje evoluiu com
piora para dor difusa no abdome e em facada. Apresentou 1 episódio de vômito bilioso e febre não aferida.
• Tem histórico de constipação crônica a vários anos (evacua a cada 4-5 dias). Alimentação pouco balanceada.
• Paciente hipertenso controlado em uso de Losartana. Nega outras comorbidades ou alergias. Não tabagista e não etilista.
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 25irpm
• PA 120 x 70mmHg • SatO2 96% AA
• FC 110bpm • Tax 38.2°
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia paciente agitado, com face álgica, sudoreico, desidratado +/4+, hipocorado +/4+
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (levemente distendido), Ausculta (RHA diminuídos), Palpação (Superficial→ doloroso difusamente,
abdome em defesa, com sinais de irritação peritoneal. Profunda→ dor e massa palpável em FIE), Percussão (timpanismo)
• Toque retal: tônus preservado, presença de fezes na ampola retal com massa palpável
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 11 (Ref. 12-16), Ht: 35 (Ref. 36-48), Leuco: 15.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 280.000 (Ref. 150.000-450.000)
• PCR 25 (Ref. < 3) / VHS 45 (Ref. < 30) / Sódio 141 (Ref. 135-145) / Potássio 4.3 (Ref. 3.5-5.5)
• Rotina de abdômen agudo (RX de Tórax PA e Abdome em pé e deitado): presença de pneumoperitôneo
• TC de abdômen com contraste: Peritonite fecal generalizada
• Colonoscopia (se realizar informar que causou perfuração intestinal, com sangramento ativo)

25
• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Questiona início dos sintomas, tipo da dor, evolução e presença de outros sintomas (febre, vômitos) 0 0,5 1.0
• Questionou sobre hábitos de vida (tabagismo, etilismo), hábitos fisiológicos e antecedentes patológicos 0 0,5 1.0
• Solicita permissão para realizar exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• Identifica distensão abdominal com sinais de irritação peritoneal e identifica necessidade de toque retal 0 0,5 1.0
• Solicita (HC, PCR, VHS, Na+, K), Rotina de abdome agudo e TC abdominal com contraste (interpreta corretamente) 0 0,5 1.0
• Não realiza Colonoscopia 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Diverticulite complicada com perfuração intestinal 0 0,5 1.0
• Prescreve: Dieta zero, HV, ATB (Ciprofloxacino + Metronidazol), Analgésico, Antiemético 0 0,5 1.0
• Identifica necessidade de cirurgia com urgência, faz contato e transfere paciente para suporte cirúrgico 0 0,5 1.0

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IMAGENS DO CASO:
• Pneumoperitôneo
• Peritonite fecal
• Classificação de Hinchey

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ABCDE DO TRAUMA (HEMOTÓRAX)

Você está no Pronto Socorro e recebe paciente do sexo masculino, 22 anos, trazido por populares com
história de que após discussão em bar foi agredido com pauladas.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

28
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Populares informam que resgataram paciente em via pública, trazendo imediatamente para Pronto Socorro.
• Evolução do caso de mais ou menos 50 minutos.
EXAME FÍSICO:
• A: Agitado com vias aéreas pérvias, sem colar cervical nem prancha rígida. Região cervical com jugular esquerda colabada.
• B: Inspeção torácica (presença de hematomas com expansibilidade diminuída do lado esquerdo), Ausculta Torácica (MV
abolido do lado esquerdo), Palpação Torácica (diminuição do frêmito tóraco vocal do lado esquerdo) Percussão Torácica
(macices do lado esquerdo). Saturação→ 90% (entrada), 92% (após O2 com máscara), 95% (após drenagem torácica com
saída de 1.600ml de sangue). FR: 35irpm. Ausculta cardíaca (RCR 2T BNF) e FC: 110bpm
• C: Inspeção abdominal (presença de hematoma discreto em andar superior), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação
abdominal (doloroso sem sinais de irritação peritoneal) Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável sem sinais de
fratura). PA: 90 x 60mmHg (entrada), 100 x 70mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com cristaloides
aquecido). Colher HC e tipagem sanguínea. Tax: 37.2°
• D: Abertura ocular (ao chamado = 3), Resposta verbal (palavras inapropriadas = 3), Resposta motora (retira a dor = 4). Pupilas
isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 10.
• E: Paciente sem outras lesões visíveis, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 11 (Ref. 12-16), Ht: 35 (Ref. 36-48), Leuco: 7.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 180.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: AB+
• RX tórax: presença de hemotórax maciço

29
• Apresentou-se cordialmente aos populares e ao paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea do paciente identificando jugular colabada e coloca colar cervical e em prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com mascara 0 0,5 1.0
• Indica Toracostomia com drenagem em selo d´água (5° EIC entre a linha axilar anterior e media) 0 0,5 1.0
• Identifica 1.600ml de sangue na drenagem dando diagnóstico de Hemotórax maciço sem exame complementar 0 0,5 1.0
• Observa estabilização, seguindo ABCDE para avaliação abdominal e da pelve 0 0,5 1.0
• Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhendo HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia
0 0,5 1.0
• Solicita RX de controle (posição do dreno) e transferência para avaliação de cirurgião torácico para tratamento
definitivo (Toracotomia)

30
IMAGENS DO CASO:
• Toracostomia com drenagem em selo d´água
• Rx de tórax com hemotórax maciço
• Escala de Glasgow

31
ABCDE DO TRAUMA (PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO)

Você está de plantão no Pronto Socorro e recebe paciente do sexo masculino, 27 anos, trazido pelo
SAMU com história de acidente motociclistico a 30 minutos.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

32
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que no resgate paciente se encontrava agitado referindo desconforto torácico.
• Se perguntado responder que já se encontra com colar cervical e em prancha rígida.
• Ao entrar no hospital paciente evolui com rebaixamento do nível de consciência.
EXAME FÍSICO:
• A: Rebaixado com dificuldade respiratória, vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical com
turgência jugular esquerda.
• B: Inspeção torácica (expansibilidade diminuída do lado esquerdo), Ausculta Torácica (MV abolido do lado esquerdo),
Palpação Torácica (diminuição do frêmito tóraco vocal do lado esquerdo) Percussão Torácica (timpanismo do lado esquerdo).
Saturação→ 88% (entrada), 89% (após O2 com máscara), 95% (após toracocentese de alívio e drenagem em selo d´água). FR:
28irpm. Ausculta cardíaca (RCR 2T BNF) e FC: 105bpm.
• C: Inspeção abdominal (sem alterações), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação abdominal (doloroso sem sinais de
irritação peritoneal) Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável sem sinais de fratura). PA: 110 x 70mmHg
(entrada), 110 x 80mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com cristaloides aquecido). Colher HC e tipagem
sanguínea. Tax: 37.2°
• D: Abertura ocular (ao chamado = 3), Resposta verbal (palavras inapropriadas = 3), Resposta motora (localiza a dor = 5).
Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 11.
• E: Paciente com escoriações leves em membros superiores e inferiores, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 12 (Ref. 12-16), Ht: 36 (Ref. 36-48), Leuco: 7.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 190.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+
• RX tórax: presença de Pneumotórax hipertensivo a esquerda

33
• Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea do paciente identificando turgência jugular revisando colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com mascara 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Pneumotórax hipertensivo sem necessidade de exame complementar 0 0,5 1.0
• Indica Toracocentese de alivio e após Toracostomia com drenagem em selo d´água (no espaço correto) 0 0,5 1.0
• Observa estabilização, seguindo ABCDE para avaliação abdominal e da pelve 0 0,5 1.0
• Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhendo HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia
0 0,5 1.0
• Solicita RX de controle (avaliar posição do dreno) e realiza reforço de vacina antitetânica

34
IMAGENS DO CASO:
• Rx com Pneumotórax hipertensivo
• Rx de controle com posicionamento do dreno

35
ABCDE DO TRAUMA (TAMPONAMENTO CARDÍACO)

Você está de plantão no Pronto Socorro e recebe paciente do sexo masculino, 30 anos, trazido pelo
SAMU com história de acidente automobilístico, socorrista informa que paciente estava sem cinto.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

36
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que paciente foi retirado das ferragens, relatando muita dor torácica.
• Sinais vitais do atendimento do SAMU→ PA (100 x 70mmHg), FC (90bpm), FR (22), SatO2 (90%).
• Paciente após ser recebido no Pronto Socorro evolui com rebaixamento.
EXAME FÍSICO:
• A: Rebaixado com dificuldade respiratória, vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical com
turgência jugular esquerda, pulso débil e filiforme.
• B: Inspeção torácica (sem alterações), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica (sem alterações) Percussão
Torácica (sem alterações) Saturação→ 88% (entrada), 89% (após O2 com máscara), 92% (após pericardiocentese). FR: 11irpm
(entrada) 16irpm (após pericardiocentese). Ausculta cardíaca: Hipofonese de bulhas (entrada), RCR 2T BNF (após
pericardiocentese) e FC: indetectável (entrada), 78bpm (após pericardiocentese)
• C: Inspeção abdominal (sem alterações), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação abdominal (doloroso sem sinais de
irritação peritoneal), Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável sem sinais de fratura). PA: 70 x 50mmHg
(entrada), 90 x 60mmHg (após pericardiocentese), 100 x 80mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com
cristaloides aquecido). Colher HC e tipagem sanguínea. Tax: 37.3°
• D: Abertura ocular (ao chamado = 3), Resposta verbal (palavras inapropriadas = 3), Resposta motora (localiza a dor = 5).
Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 11.
• E: Paciente sem outras lesões aparente nem sangramento ativo, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 11 (Ref. 12-16), Ht: 34 (Ref. 36-48), Leuco: 7.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 170.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+
• RX tórax: sinais de derrame pericárdico

37
1. Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,25 0.5
2. Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,25 0.5
3. Avalia via aérea do paciente identificando turgência jugular revisando colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
4. Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com mascara 0 0,5 1.0
5. Identifica na ausculta cardíaca hipofonese de bulhas e solicita Pressão arterial do paciente 0 0,5 1.0
6. Dar o diagnóstico de Tamponamento cardíaco sem necessidade de exame complementar 0 0,5 1.0
7. Indica Pericardiocentese de alivio (Pedindo consentimento ao paciente) 0 0,5 1.0
8. Observa estabilização, seguindo ABCDE para avaliação abdominal e da pelve 0 0,25 0.5
9. Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhendo HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
10. Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia 0 0,5 1.0
11. Informou o paciente que o tratamento definitivo é cirúrgico com Toracotomia 0 0,5 1.0
12. Encaminhou paciente ao centro cirúrgico para realização do procedimento definitivo 0 0,25 0.5

38
IMAGENS DO CASO:
• Tríade de Beck
• Pericardiocentese
• RX com tamponamento cardíaco (coração em muringa)

39
ABCDE DO TRAUMA (TRAUMA ABDOMINAL FECHADO)

Você está de plantão em um Hospital de 3° nível e recebe paciente do sexo feminino, 26 anos, trazida
pelo SAMU com história de acidente automobilístico a 40 minutos.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

40
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que paciente foi socorrida consciente, mas agitada, sendo trazida imediatamente ao hospital.
EXAME FÍSICO:
• A: Paciente agitada com vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical sem alterações.
• B: Inspeção torácica (sem alterações), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica (sem alterações) Percussão
Torácica (sem alterações) Saturação→ 91% (entrada), 95% (após O2 com máscara). FR: 25irpm (entrada). Ausculta cardíaca
(sem alterações) e FC: 115bpm (pulso filiforme e rápido)
• C: Inspeção abdominal (hematoma em andar superior), Ausculta abdominal (RHA diminuídos), Palpação abdominal
(doloroso difusamente com sinais de irritação peritoneal), Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável sem sinais
de fratura). Toque retal (tônus preservado, com presença de fezes e ausência de sangue na ampola retal). PA: 90 x 60mmHg
(entrada), 90 x 70mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com cristaloides aquecido). Colher HC, tipagem
sanguínea e BHCG. Tax: 37.3°
• D: Abertura ocular (espontânea = 4), Resposta verbal (desorientada = 4), Resposta motora (obedece a comandos = 6). Pupilas
isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 14.
• E: Paciente sem outras lesões aparente nem sangramento ativo, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 9 (Ref. 12-16), Ht: 32 (Ref. 36-48), Leuco: 6.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 210.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+
• BHCG (negativo)
• Lavado Peritoneal (positivo, com saída de sangue da cavidade abdominal)
• USG FAST (presença de liquido livre em cavidade abdominal)

41
• Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea, avaliando região cervical e revisando colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com mascara 0 0,5 1.0
• Realiza exame do abdome (identifica sinais de irritação peritoneal), pelve e realiza toque retal 0 0,5 1.0
• Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhe HC, BHCG e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
• Solicita USG FAST ou LPD e classifica como choque grau 3 (solicitando reserva sanguínea) 0 0,5 1.0
• Verbaliza diagnóstico de Trauma abdominal fechado 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia
0 0,5 1.0
• Identifica necessidade de procedimento cirúrgico de urgência, encaminhando paciente para avaliação com
cirurgião

42
IMAGENS DO CASO:
• Lavado peritoneal diagnóstico (LPD)
• USG FAST
• Classificação choque hipovolêmico

43
ABCDE DO TRAUMO (TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE)

Você está de plantão em um Hospital de 3° nível e recebe paciente do sexo masculino, 30 anos, trazido
pelo SAMU com história de discussão em bar que resultou em um tiro na região abdominal.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

44
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que paciente foi socorrido consciente, sendo trazido imediatamente ao hospital.
• Vacina antitetânica reforço a 2 anos.
EXAME FÍSICO:
• A: Paciente agitado, com vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical sem alterações.
• B: Inspeção torácica (sem alterações), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica (sem alterações) Percussão
Torácica (sem alterações) Saturação→ 92% (entrada), 95% (após O2 com máscara). FR: 22irpm. Ausculta cardíaca (sem
alterações) e FC: 110bpm (pulso presente)
• C: Inspeção abdominal (1 orifício de entrada em HD sem orifício de saída), Ausculta abdominal (RHA diminuídos), Palpação
abdominal (doloroso difusamente com sinais de irritação peritoneal), Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável
sem sinais de fratura). Toque retal (tônus preservado, com presença de sangue em dedo de luva). PA: 100 x 60mmHg
(entrada), 100 x 70mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com cristaloides aquecido). Colher HC, tipagem
sanguínea. Tax: 37.1°
• D: Abertura ocular (espontânea = 4), Resposta verbal (orientado = 5), Resposta motora (obedece a comandos = 6). Pupilas
isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 14.
• E: Paciente sem outras lesões aparente nem sangramento ativo, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 7 (Ref. 12-16), Ht: 28 (Ref. 36-48), Leuco: 8.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 170.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+

OBS: Em caso de perfuração por arma branca sempre realizar exploração digital da ferida com
anestesia local, para avaliar integridade peritoneal.

45
• Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,25 0.5
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,25 0.5
• Avalia via aérea, avaliando região cervical e revisando colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com máscara 0 0,5 1.0
• No exame abdominal identifica orifício de entrada e sinais de irritação peritoneal e realiza toque retal 0 0,5 1.0
• Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhe HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
• Não realiza exploração digital da ferida 0 0,5 1.0
• Dar diagnóstico de Trauma abdominal penetrante (PAF), classifica choque grau 3 (solicitando reserva sanguínea) 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia
0 0,5 1.0
• Solicita Rx de tórax e abdome identificando pneumoperitonio e localização do projétil
• Identifica necessidade de procedimento cirúrgico de urgência (Laparotomia), solicitando avaliação com cirurgião 0 0,5 1.0

46
IMAGENS DO CASO:
• Orifício de entrada em HD (PAF)
• Rx de tórax com pneumoperitonio
• Rx de abdome com localização do projétil

47
ABCDE DO TRAUMA (TRAUMA DE BACIA)

Você está na UPA e recebe paciente do sexo masculino, 40 anos, trazido pelo SAMU com história de
queda do telhado a 25 minutos.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

48
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que paciente foi socorrido consciente, relatando muita dor sendo trazido imediatamente a UPA.
• Estava concertando a antena de TV de sua casa, quando uma telha quebrou e ele caiu de uma altura de 4 metros.
EXAME FÍSICO:
• A: Paciente sonolento, com vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical sem alterações.
• B: Inspeção torácica (hematoma e escoriações discretas), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica (sem
alterações) Percussão Torácica (sem alterações) Saturação→ 89% (entrada), 91% (após O2 com máscara). FR: 31irpm.
Ausculta cardíaca (sem alterações) e FC: 145bpm (pulso rápido e filiforme)
• C: Inspeção abdominal (hematoma com escoriações discretas), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação abdominal
(doloroso difusamente sem sinais de irritação peritoneal), Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (com instabilidade
óssea e crepitações a mobilização). Toque retal (tônus preservado, com presença de sangue em dedo de luva e espiculas
ósseas). PA: 60 x 30mmHg (entrada), 70 x 40mmHg (após acesso venoso calibroso periférico 1000ml com cristaloides
aquecido e sangue O negativo), 90 x 70mm (após vendagem com lençol). Colher HC, tipagem sanguínea. Tax: 37.1°
• D: Abertura ocular (ao chamado = 3), Resposta verbal (palavras inapropriadas = 3), Resposta motora (localiza a dor = 6).
Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 11.
• E: Paciente sem outras lesões aparente nem sangramento ativo, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 7 (Ref. 12-16), Ht: 28 (Ref. 36-48), Leuco: 6.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 170.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+
• Rx de pelve (fratura em livro aberto)

49
• Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea, avaliando região cervical e revisando colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com máscara 0 0,5 1.0
• No exame do abdome e pelve identifica instabilidade, realiza toque retal (observa sangue e espiculas ósseas) 0 0,5 1.0
• Dar diagnóstico de Trauma de bacia, classifica choque grau 4 (solicita reposição imediata de sangue O negativo) 0 0,5 1.0
• Solicita reposição volêmica com cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhe HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow corretamente e realizou exposição e controle da hipotermia 0 0,5 1.0
• Solicita Rx de cervical, tórax e pelve (identificando fratura em livro aberto) e indica reforço de vacina antitetânica 0 0,5 1.0
• Identifica necessidade de cirurgia de urgência, faz contato e realiza transferência para avaliação com cirurgião 0 0,5 1.0

50
IMAGENS DO CASO:
• Rx de pelve normal
• Rx de pelve com fratura em livro aberto

51
ABCDE DO TRAUMA (TCE)

Você está de plantão em um Hospital de 3° nível e recebe paciente do sexo masculino, 25 anos,
desacordado trazido pelo SAMU com história de acidente motociclístico a 30 minutos.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Exame Físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

52
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Equipe do SAMU informa que resgatou paciente desacordado, respirando e com pulso carotídeo presente.
• Relata que o mesmo colidiu de moto em um muro a 30 minutos. Seu capacete voou após o impacto.
EXAME FÍSICO:
• A: Paciente desacordado, com respiração ruidosa e ausência de corpo estranho (só melhora após manobras de Jaw-Thrust
ou Chin-Lifit), com colar cervical e em prancha rígida. Região cervical sem alterações. Pulso carotídeo presente
• B: Inspeção torácica (sem alterações), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica (sem alterações) Percussão
Torácica (sem alterações) Saturação→ 90% (entrada), 91% (após O2 com máscara), 99% (após IOT). FR: 22irpm. Ausculta
cardíaca (sem alterações) e FC: 95bpm
• C: Inspeção abdominal (sem alterações), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação abdominal (sem alterações),
Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável). PA: 110 x 80mmHg (entrada), 120 x 80mmHg (após acesso venoso
calibroso periférico 1000ml com cristaloides aquecido). Colher HC, tipagem sanguínea. Tax: 37.2°
• D: Abertura ocular (sem resposta = 1), Resposta verbal (sons incompreensíveis = 2), Resposta motora (retira a estímulos
doloroso = 4). Pupilas anisocóricas e fotorreagentes. Glasgow P = 6 (Glasgow 7 – 1 por pupilas anisocóricas).
• E: Paciente com escoriações leves em membros sem sangramento ativo, realizar controle da hipotermia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
• HC: Hb: 12 (Ref. 12-16), Ht: 37 (Ref. 36-48), Leuco: 6.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 270.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Tipagem sanguínea: A+
• TC de crânio sem contraste (presença de Hematoma Epidural ou Subdural)

53
• Apresentou-se cordialmente a equipe do SAMU e paciente e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea (realiza Jaw-Thrust ou Chin-Lifit), cervical (pulso carotídeo) e revisa colar cervical e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (inspeção, palpação, percussão e ausculta) colocando O2 a 10L/min com máscara 0 0,5 1.0
• Avalia abdome e pelve, iniciando cristaloides aquecido com 2 AVP calibrosos, colhe HC e tipagem sanguínea 0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow e resposta pupilar corretamente, realizou exposição e controle da hipotermia 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de TCE grave (Glasgow e resposta pupilar ≤ 8) indicando IOT 0 0,5 1.0
• Solicita TC de crânio sem contraste identificando Hematoma Epidural ou Subdural 0 0,5 1.0
• Solicita avaliação de neurocirurgião com urgência 0 0,5 1.0
• Realiza reforço de vacina antitetânica 0 0,5 1.0

54
IMAGENS DO CASO:
• Manobras de Jaw-Thrust e Chin-Lifit
• Escala de Glasgow com avalição puplilar
• TC de crânio sem contraste com Hematoma Subdural (Banana)
• TC de crânio sem contraste com Hematoma Epidural (Limão)

55
ABCDE DO TRAUMA (GRANDE QUEIMADO)

Você está de plantão na UPA e recebe paciente do sexo feminino, 24 anos, 70kg, trazida pelo marido
com queimaduras pelo corpo por álcool após acidente em churrasqueira a 30 minutos.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese e Exame físico direcionado
• Estabilização do paciente
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

56
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente agitada, relatando muito dor nas áreas queimadas.
• Relata que acidente ocorreu a 30 minutos, quando estava acendendo a churrasqueira.
• Nega alergias ou comorbidades. Vacina antitetânica último reforço a 7 anos.
EXAME FÍSICO:
• A: Paciente falando, com vias aéreas pérvias (sempre avaliar rouquidão, estridor, queimaduras faciais, chamuscamento de
vibrissas ou cílios e escarro carbonáceo, pois se algum presente indica IOT precoce), com colar cervical e em prancha rígida.
Região cervical sem alterações.
• B: Inspeção torácica (queimadura de 2° grau em tórax anterior = 9), Ausculta Torácica (sem alterações), Palpação Torácica
(sem alterações) Percussão Torácica (sem alterações) Saturação→ 98% (entrada), 99% (após O2 com máscara). FR: 19irpm.
Ausculta cardíaca (sem alterações) e FC: 91bpm
• C: Inspeção abdominal (queimadura de 2° grau em abdome anterior = 9), Ausculta abdominal (RHA normais), Palpação
abdominal (sem alterações), Percussão abdominal (sem alterações). Pelve (estável). PA: 110 x 70mmHg (solicitar 2 acessos
venosos calibrosos periféricos em área não queimada). Colher HC, tipagem sanguínea. Tax: 36.2°
• D: Abertura ocular (espontânea = 4), Resposta verbal (orientada = 5), Resposta motora (obedece a comandos = 6). Pupilas
isocóricas e fotorreagentes. Glasgow = 15
• E: Paciente com (queimadura de 2° grau em face anterior dos MMSS → 4.5 + 4.5 = 9), e (queimadura de 3° grau em face
anterior da coxa direita = 4.5), realizar controle da hipotermia.
FÓRMULA DE PARKLAND (Reposição volêmica com ringer lactato):
• Peso x SCQ x 2 = metade nas primeiras 8 horas (da queimadura) + outra metade nas próximas 16 horas
• Cálculo do caso: 70 x 31.5 x 2 = 4410 (2205 primeiras 7:30hrs) + (2205 nas próximas 16hrs)
OBS: Se queimadura elétrica: (Peso x SCQ x 4) e dosar CPK, CK-MB e Troponina (risco de rabdomiólise). Queimadura de 1° não
necessita reposição volêmica.
57
• Apresentou-se cordialmente a paciente e seu esposo e iniciou atendimento com questionamentos abertos 0 0,5 1.0
• Identificou gravidade encaminhando paciente para sala vermelha (MOV) e fez uso de EPIs 0 0,5 1.0
• Avalia via aérea (rouquidão, estridor, escarro carbonáceo, queimadura de face) colocando colar e prancha rígida 0 0,5 1.0
• Realiza exame do tórax (calcula área queimada) e colocando O2 a 10L/min com máscara 0 0,5 1.0
• Avalia abdome, pelve e genitália (calcula área queimada), solicitando 2 AVP calibrosos em área não queimada 0 0,5 1.0
• Avaliou escala de Glasgow e resposta pupilar corretamente 0 0,5 1.0
• Expõe totalmente a paciente (calcula área queimada) e realiza controle da hipotermia 0 0,5 1.0
• Irriga toda área queimada com SF 0.9% e realiza cálculo com fórmula de Parkland corretamente 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Realiza analgesia EV (dipirona, tramal) + ATB tópico (sulfadiazina de prata) + reforço de vacina antitetânica
0 0,5 1.0
• Passa SVD (manter diurese > 1ml/kg/h), transferindo para Centro de Grandes Queimados após estabilização

58
IMAGENS DO CASO:
• Superfície corporal
• Graus de queimaduras

59
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA

Você está de plantão em um Hospital de 3º nível e recebe paciente do sexo masculino, 48 anos, com
queixa de fraqueza, tontura, um episódio de desmaio e relatando alterações em suas fezes.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

60
INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente relata início do quadro a mais ou menos 3 meses, com piora dos sintomas ontem chegando até a desmaiar.
• Informa que vem observando suas fezes escurecidas, mas não apresentou diarreia nem constipação.
• Alimentação não balanceada, com dieta na maioria das vezes com frituras. Não tabagista e bebe com frequência.
• Nega outros sintomas, comorbidades e alergias. Faz uso esporádico de Nimesulida pois sente dor no estômago.
SINAIS VITAIS:
• REG • FR 22irpm
• PA: 90 x 50 (sem melhora mesmo após cristaloides) • SatO2 98% AA
• FC: 110bpm • Tax 37.1°
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: paciente hipoativo, com palidez cutânea, mucosas hipocoradas +++/4+ e desidratadas ++/4+
• Linfonodos: ausentes
• ACV: RCR 2 BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: flácido e doloroso em região epigástrica com RHA normais
• Toque retal: tônus preservado, ausência de massas e presença de fezes escurecidas em ampola retal
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• Glicemia capilar: 122mg/dl
• HC Hb: 7 (Ref. 12-16), Ht: 18 (Ref. 36-48), Leuco: 6.000 (Ref. 3.700-10.000), Plaq: 180.000 (Ref. 150.000-450.000)
• Coagulograma (alterado)
• Tipagem sanguínea (A+)
• EDA (diagnóstica e terapêutica): úlcera gástrica com sangramento em babação (Forrest IB) / realizada ligadura elástica

61
• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Na anamnese questiona início dos sintomas, evolução e presença de outros sintomas (vômito, diarreia, febre) 0 0,5 1.0
• Questionou sobre tabagismo, ingesta de álcool e uso de AINES, gastrite ou ulcera gástrica previa 0 0,5 1.0
• Investigou hábitos fisiológicos e característica das fezes identificando melena 0 0,5 1.0
• Solicita permissão para realizar exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• Realiza exame físico e colhe sinais vitais identificando choque hipovolêmico grau 3 0 0,5 1.0
• Realizou toque retal para excluir doenças orificiais 0 0,5 1.0
• Solicitar HC e EDA diagnóstica (Forrest IB e terapêutica (ligadura elástica), dando diagnóstico de HDA não varicosa 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Indica internação com Dieta zero, HV + Hemoderivados, IBP (pantoprazol), analgésico, antiémetico e SNG
0 0,5 1.0
• Identifica necessidade de avalição com cirurgião geral, fazendo contato

62
IMAGENS DO CASO:
• Classificação de Forrest

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HÉRNIA INGUINAL

Você é o médico da ESF e recebe paciente do sexo masculino, 21 anos, com queixa de sensação de
peso na região inguinal, acompanhada de dor a moderados esforços.

Nos próximos 10 minutos realize:


• Anamnese direcionada
• Exame Físico direcionado
• Hipótese diagnóstica
• Conduta Terapêutica

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INFORMAÇÕES DO PACIENTE:
• Paciente refere que desde criança sempre observou um carocinho na região inguinal, que só aparecia quando fazia alguma
atividade física mais pesada.
• Relata que após iniciar trabalho como pedreiro a 1 ano, observou que carocinho aumentou de tamanho e está dolorido.
• Nega febre, vômitos e constipação. Não fez uso de nenhuma medicação até hoje para o problema.
• Nega comorbidades, alergias ou cirurgias prévias. Não tabagista e bebe socialmente.
Sinais vitais:
• BEG • SatO2 99% AA
• PA 120 x 80mmHg • Tax 37.2°
• FC 85bpm • Peso 68kg / Altura 1.75 (IMC = 22)
• FR 15irpm
EXAME FÍSICO:
• Ectoscopia: pele e mucosas normocoradas e hidratadas
• Linfonodos: ausentes
• ACV: RCR 2T BNF e AR: MVUA S/RA
• Abdome: Inspeção (flácido), Ausculta (RHA normais), Palpação (levemente doloroso em FIE), Percussão (sem alterações)
• Região inguinal: Inspeção estática (abaulamento discreto redutível em região inguinal esquerda), Inspeção com manobra
de Valsalva (aumento do abaulamento mantendo-se redutível em região inguinal esquerda), Exploração digital com
Manobra de Landivar (massa redutível tocando ponta do dedo em lado esquerdo após manobra de Valsalva = Sinal da luva
de seda. Lado direito sem alterações)
• MMII: sem lesões ou edemas
EXAMES COMPLEMENTARES:
• Não disponíveis na unidade

65
• Apresentou-se cordialmente ao paciente e iniciou consulta com perguntas abertas 0 0,5 1.0
• Na anamnese questiona início dos sintomas, evolução e presença de outros sintomas (febre, vômito, constipação) 0 0,5 1.0
• Questionou sobre hábitos de vida, comorbidades, uso de medicações e cirurgias prévias 0 0,5 1.0
• Solicita permissão para realizar exame físico, lava as mãos e calça as luvas 0 0,5 1.0
• No exame físico inguinal na Inspeção (estática e com manobra de valsalva) identifica abaulamento redutível 0 0,5 1.0
• No exame físico inguinal na Manobra de Landivar + Valsalva identifica Sinal da luva de seda 0 0,5 1.0
• Realiza exame físico de ambos os lados pesquisando hérnia contralateral 0 0,5 1.0
• Dar o diagnóstico de Hérnia inguinal indireta redutível a esquerda (não solicitou nenhum exame complementar) 0 0,5 1.0
0 0,5 1.0
• Informou ao paciente que o tratamento definitivo é cirúrgico, mas não de urgência ao momento
0 0,5 1.0
• Realizou encaminhamento para avaliação cirúrgica, dando orientações sobre sinais de alerta e complicações

66
IMAGENS DO CASO:
• Hérnia inguinal indireta
• Hérina inguina direta
• Exame fisico
• Classificação de Nyhus

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PINÇAS CIRÚRGICAS

Tesoura Metzembaum reta Tesoura Metzembaum curva Tesoura Mayo reta Tesoura Mayo curva

Cabo e Lâmina de bisturi Porta agulha Mayo Pinça Kocher reta Pinça Kocher curva

68
Pinça Kelly reta Pinça Kelly curva Pinça Crile reta Pinça Crile curva

Pinça Halstead (Mosquito) reta Pinça Halstead Mosquito curva Pinça Cheron

69
Pinça Backaus Pinça Allis Pinça Anatômica de dissecção Pinça Anatômica Dente de Rato

Afastadores de Farabeuf

70
TIPOS DE FIOS E PONTOS CIRÚRGICOS

71
ORGANIZAÇÃO DA MESA E EQUIPE CIRÚRGICA

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