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PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 12ª REGIÃO
7ª VARA DO TRABALHO DE FLORIANÓPOLIS

Autos n. 0000965-57.2010.5.12.0037

AUTOR: JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS


RÉU: PARQUEAMENTOS URBANOS CATARINENSE LTDA. -ME
DATA: 06/12/2010
HORÁRIO: 18h05min

SENTENÇA

I – RELATÓRIO

JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS, devidamente qualificado nos autos,


ajuizou a presente ação trabalhista em face de PARQUEAMENTOS URBANOS
CATARINENSE LTDA. - ME, pleiteando direitos elencados às páginas 4/6 do marcador 1.
Atribuiu à causa o valor de R$ 21.000,00. Advogado regularmente constituído conforme
procuração à página 1 do marcador 2. Juntou, ainda, os documentos de páginas 1 a 49 do
marcador 3.
O autor requereu a desistência da ação em relação à primeira ré, não
citada, com o que concordou a segunda demandada, tendo sido homologada a desistência,
extinguindo-se o feito sem resolução do mérito em relação à empresa Estasanta
Estacionamentos Ltda.
Regularmente notificados, compareceram as partes à audiência, termo de
página 1 do marcador 19, na qual, após rejeitada a conciliação, a ré, representada pelo
preposto e procurador, apresentou defesa na forma de contestação escrita (páginas 1 a 8
do marcador 16), acompanhada de documentos (páginas 1 a 12 do marcador 17 e páginas
1 a 170 do marcador 18), sobre os quais se manifestou o autor (páginas 1 a 9 do marcador
20).
Em prosseguimento, foram colhidos os depoimentos pessoais das partes e
e ouvida uma testemunha.
Não havendo mais provas a produzir, foi encerrada a instrução processual.
Razões finais remisssivas, acrescentando o autor que juntou cópia de sentença como
subsídio jurisprudencial.
Propostas conciliatórias finais rejeitadas.
Em síntese, eis o relatório.

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II – FUNDAMENTAÇÃO

1. ENQUADRAMENTO SINDICAL – NORMA COLETIVA APLICÁVEL

Pretende o autor a declaração por sentença de que seu enquadramento


sindical se deu na categoria dos empregados do comércio varejista de São José e,
posteriormente de Florianópolis, alegando ser a ré empresa que tem como objetivo social a
exploração do ramo de estacionamento de veículos, devendo se submeter às normas
estabelecidas pelos sindicatos patronal e dos trabalhadores referentes ao comércio varejista
de São José e de Florianópolis.
A ré, por sua vez, afirma utilizar a CCT do Sindicato de Itajaí e Região,
local de sua sede, por não haver outra em vigor na região de Florianópolis, impugnando a
CCT juntada com a inicial. Defende que o enquadramento sindical opera-se pela atividade
econômica preponderante, acrescentando que os sindicatos específicos de estacionamento
encontram-se com seus atos suspensos devido ao procedimento investigatório 875/2007 do
Ministério Público.
A principal dúvida consiste na norma coletiva aplicável.
De acordo com o disposto no artigo 577 da CLT, o enquadramento sindical
é fixado com base na natureza das atividades desenvolvidas pelo empregador, salvo quanto
aos empregados que fazem parte da categoria diferenciada, o que não é o caso dos autos,
porquanto a função do autor sempre foi a operador de caixa.
Nesse contexto, consta no contrato social da ré que a sociedade tem por
objetivo a exploração da atividade de estacionamento de veículos, seja em imóveis próprios
ou de terceiros, inclusive em áreas especiais como eventos com bilheteria, estacionamento
rotativo de veículos, localizados em vias e logradouros públicos.
Assim, apesar de a ré estar enquadrada em uma das atividades
econômicas daquelas consignadas nos instrumentos normativos por ela juntados, a base
territorial é diversa, não podendo ser representada por sindicato fora da base territorial da
prestação de serviços.
Logo, não há que se falar na aplicação das convenções juntadas com a
defesa, cabendo ressaltar que o quadro mencionado no artigo 577 da CLT dispõe que as
empresas de estacionamento de veículos estão inseridas no âmbito do comércio varejista
(2º Grupo), cabendo ressaltar que o quadro anexo ao artigo 577 foi recepcionado pela
Constituição Federal de 1988, permanecendo este em vigor até que legislação futura o
modifique.
Dessa forma, declaro ser aplicável ao autor a CCT da categoria dos
empregados no comércio de São José até 31/05/2007 e a CCT da categoria dos
empregados no comércio de Florianópolis a partir de 01/06/2007.

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2. PISO SALARIAL - DIFERENÇAS SALARIAIS

Pretende o autor o pagamento de diferenças salariais entre o salário


percebido e o piso da categoria e reflexos.
Diante do decidido no tópico anterior, considerando o piso salarial previsto
nas CCTs juntadas e o salário pago ao autor, remanescem diferenças salariais, mês a mês,
entre os valores dos pisos constantes nas CCTs apresentadas pelo autor e os valores por
ele percebidos, bem como reflexos nas férias calculadas na forma do artigo 7º da
Constituição, 13º salário, depósitos do FGTS, bem como no adicional noturno, horas extras
pagas e feriados pagos.

3. QUEBRA DE CAIXA

O autor postula o pagamento de prêmio mensal a título de quebra de caixa


no valor de 20% do salário normativo, de acordo com a cláusula 4 a das CCTs juntadas, e
reflexos, alegando que recebia pagamentos e dava troco aos clientes da ré, pois exercia a
função de operador de caixa.
A ré na defesa sustenta ser indevido o pagamento da quebra de caixa, eis
que foram pagas conforme consta nas folhas de pagamento em anexo, sob pena de
repetição do indébito, não havendo diferenças a pagar.
A cláusula 4a da CCT 2004/2005 estabelece: ”Os empregados que
exerçam a função de caixa, cobradores ou substitutos expressamente designados pela
empresa, haverá remuneração de 20% (vinte por cento),calculada sobre o salário normativo
estabelecido no caput da cláusula 03 para a categoria profissional.”
Realmente, o autor percebia quebra de caixa.
Todavia, diante do deferimento de diferenças salariais decorrentes da
aplicação do piso salarial previsto nas CCTs, defiro ao autor diferenças de quebra de caixa e
não existindo disposição convencional de que a verba é indenizatória, defiro os reflexos em
férias calculadas na forma do artigo 7º da Constituição, 13º salário, depósitos do FGTS,
horas extras pagas, adicional noturno pago e feriados pagos.

4. HORAS EXTRAS

Pretende o autor o pagamento de horas extras, assim consideradas as


excedentes da quadragésima quarta semanal até 31/05/2007 e as excedentes da oitava
diária a partir de 01/06/2007, com o adicional convencional e reflexos, alegando que
trabalhava, de 16/02/2005 a 31/05/2007, de segunda a sábado das 15h20min às 23h, com

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uma hora de intervalo, sendo que dois dias por semana, laborava até às 23h40min e, três
dias por mês, iniciava às 7h. Acrescenta que, de 01/06/2007 a 03/12/2009, trabalhava, dia
sim, dia não, das 7h às 19h, com uma hora de intervalo e mais um dia a cada 3 meses,
quando deveria folgar no mesmo horário.
A ré, na defesa, impugna a jornada declinada na inicial, argumentando que
o autor laborava conforme a jornada contida nas folhas ponto e que, quando eventualmente
ultrapassava as 44 horas semanais, estas foram pagas, pugnando pela rejeição do pedido.
Sustenta que o autor goza do intervalo intrajornada.
Na sua manifestação sobre documentos, o autor impugna os controles de
jornada juntados pela ré, sustentando que as horas extras não foram corretamente
apontadas. afirma que a ré não contestou o pedido de horas extras decorrentes da
supressão parcial do intervalo intrajornada e que a ré não juntou os controles de horário,
pugnando pela juntada, sob as penas do artigo 359 do CPC.
Quanto à jornada, o autor afirma: “(...) quando trabalhou em São José
anotava o horário trabalhado sendo que no período em que trabalhou das 15h às 23h
algumas vezes ficava até 23h40min/00h, sendo que não anotava tais horas extras; quando
trabalhou no shopping raramente trabalhou além do horário, não tendo registrado os
minutos excedentes; quando trabalhou em dias de folga recebeu R$ 40,00 por fora(...)”.
O representante do réu afirma: “(...) o autor não trabalhava após 23h em
São José porque havia outros empregados que ficavam após esse horário; não se recorda
se o autor trabalhou em algum dia de folga e se recebeu em separado; o autor sempre
trabalhou operando o caixa do estacionamento; não havia determinação para que o autor
não registrasse os minutos que chegasse antes ou saísse após o horário contratual”.
A única testemunha ouvida responde: trabalhou desde março de 2005 na
empresa por 4 anos e 7 meses; indagado sobre o horário disse que após 6 meses de
contrato passou a trabalhar das 15h em diante, e indagado sobre o horário de término do
expediente afirmou que ficavam diariamente após às 23h, o depoente e o autor, para
fecharem o caixa, sendo que os veículos saíam até às 23h30min e levavam mais 30 minutos
para fechar o caixa, ou seja, saiam diariamente a meia noite; nunca saíam antes das 23
horas(...)”.
Todavia, os cartões-ponto apresentaram não foram desconstituídos pela
prova testemunhal produzida, porquanto esta última não reproduz o horário declinado na
inicial, cabendo ressaltar que, enquanto a testemunha afirma que saíam diariamente a
meia-noite e nunca antes das 23h, o autor, em seu depoimento pessoal, diz que, no
período em que trabalhou das 15h às 23h, e só algumas vezes ficava até
23h40min/00h.
Assim, não desconstituídos os cartões-ponto apresentados pela ré, reputo
válidos os cartões-ponto para comprovar a jornada efetivamente desempenhada. Faltantes

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os controles, deverão ser apontadas as horas extras com base na média obtida nos cartões
juntados aos autos.
Apesar de o estabelecido na cláusula 39 quanto à possibilidade de
prorrogação e compensação de jornada, na CCT da categoria, não há previsão da jornada
12 x 36 para a função do autor, porquanto a cláusula 51 estabelece tal jornada para vigias,
jornada ultrapassava dez horas diárias e não há prova de que o empregado era comunicado
com antecedência mínima de 48 horas da data e horário da compensação.
Logo, não há como conferir validade ao acordo de compensação de horas.
Diante da jornada ora fixada e não se conferido validade ao acordo de
compensação de horas, remanescem horas extras a pagar.
Com isso, condena-se o réu a pagar o adicional convencional sobre as
horas excedentes da 8ª diária e as horas extras, com o respectivo adicional, quando
excedentes da 44a semanal, com o adicional convencional tomando-se por base a jornada
constante nos cartões-ponto juntados aos autos e, na ausência destes, na jornada média
obtida nos controles existentes nos autos. Obedeça-se aos parâmetros da Súmula 85 do
TST (incisos III e IV) e observem-se a redução ficta da hora noturna, inclusive na
prorrogação da jornada noturna. A base de cálculo deverá considerar o adicional noturno
convencional, inclusive na prorrogação da jornada noturna.
Defiro, ainda, a repercussão no cálculo de repousos semanais
remunerados e com estes em férias calculadas na forma do art. 7o da Constituição, 13º
salário proporcional e, nos limites do pedido, em depósitos de FGTS (8%), devendo ser
observados os dias efetivamente trabalhados.
Os feriados trabalhados deverão ser remunerados em dobro.
Considerando que a jornada do autor não era noturna, mas que havia hora
extra noturna, o pedido formulado no item 3 da inicial.
Acolho.

5. ALIMENTAÇÃO – TRABALHO EXTRAORDINÁRIO

Comprovado trabalho extraordinário pelo autor e não comprovado o


fornecimento gratuito de alimentação em razão do trabalho trabalho extraordinário, condeno
a ré ao pagamento de indenização correspondente a R$ 5,00 (valor razoável para um
lanche) por dia, no caso de trabalho extraordinário após a primeira hora.

6. SANÇÃO DE QUE TRATA O ARTIGO 467 DA CLT

Diante da controvérsia estabelecida, inaplicável a sanção de que trata o


artigo 467 da CLT.

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7. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 477 DA CLT

Tendo o empregador faltado com a obrigação de quitar, no prazo de lei, as


verbas rescisórias devidas, diante das diferenças ora deferidas, é devida a pretensão de
condenação no pagamento, pelo réu, da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. Procede o
pedido.

8. MULTAS CONVENCIONAIS

Devidas, também, o valor equivalente a cinco multas convencionais


referidas nas CCTs do comércio varejista (relativas às cláusulas que versam sobre piso
salarial, quebra de caixa, alimentação e adicional de horas extras)nos períodos 2004/2005,
2005/2006, 2006/2007 (São José e Florianópolis), 2007/2008 e 2008/2009, nos valores
nelas impostos. Acolho em parte.

9. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E HONORÁRIOS

Defiro a assistência judiciária gratuita, ante o declarado em relação à


hipossuficiência na petição inicial.
O autor postula condenação da ré em honorários advocatícios.
Na I Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho ficou
firmado o entendimento:
“79. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS DEVIDOS NA JUSTIÇA DO
TRABALHO. I – Honorários de sucumbência na Justiça do Trabalho. As
partes, em reclamatória trabalhista e nas demais ações da competência da
Justiça do Trabalho, na forma da lei, têm direito a demandar em juízo
através de procurador de sua livre escolha, forte no princípio da isonomia
(art. 5º, caput,da Constituição da República Federativa do Brasil) sendo,
em tal caso,devidos os honorários de sucumbência, exceto quando a parte
sucumbente estiver ao abrigo do benefício da justiça gratuita.”
Diante da sucumbência recíproca, rejeito os honorários advocatícios.

10. DEMAIS DIRETRIZES

Aplica-se ao caso a Súmula n. 381 do E. TST, incidindo a correção


monetária a partir da exigibilidade da parcela – quinto dia útil do mês subsequente ao

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trabalhado. Os juros de mora obedecem ao disposto na Lei n. 8.177/91, aplicados a partir do


ajuizamento da ação na razão de 1% ao mês.
Recolhimentos à Seguridade Social a encargo exclusivo da ré, sobre as
parcelas que fazem parte do salário de contribuição, obedecendo-se, quanto ao fato gerador
e acréscimos de mora, o art. 43 da Lei 8.212, de 24.7.91, com a redação conferida pela Lei
11.941, de 2009.
Retenção do imposto de renda, na forma da lei.

III – DISPOSITIVO

PELOS FUNDAMENTOS EXPOSTOS, julgo PROCEDENTES EM PARTE


os pedidos formulados por JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS em face de PARQUEAMENTOS
URBANOS CATARINENSE LTDA. - ME, para declarar aplicável ao autor a CCT da
categoria dos empregados no comércio de São José até 31/05/2007 e, a partir de
01/06/2007, a CCT da categoria dos empregados no comércio de Florianópolis e para
condenar a ré a cumprir as seguintes obrigações, observados os demais critérios
estabelecidos na fundamentação:
a) pagar diferenças de quebra de caixa e os reflexos em férias calculadas
na forma do artigo 7º da Constituição, 13º salário, depósitos do FGTS, horas extras pagas,
adicional noturno pago e feriados pagos;
b) pagar o adicional convencional sobre as horas excedentes da 8ª diária e
as horas extras, com o respectivo adicional, quando excedentes da 44a semanal, com o
adicional convencional tomando-se por base a jornada constante nos cartões-ponto juntados
aos autos e, na ausência destes, na jornada média obtida nos controles existentes nos
autos, obedecidos os parâmetros da Súmula 85 do TST (incisos III e IV) e a redução ficta da
hora noturna, inclusive na prorrogação da jornada noturna, observados os demais critérios
da fundamentação, com repercussão no cálculo de repousos semanais remunerados e com
estes em férias calculadas na forma do art. 7o da Constituição, 13º salário proporcional e,
nos limites do pedido, em depósitos de FGTS (8%);
c) pagar indenização correspondente a R$ 5,00 por dia de trabalho
extraordinário após a primeira hora;
d) pagar a multa prevista no artigo 477, § 8º da CLT;
e) pagar o equivalente a cinco vezes o valor da multa por descumprimento
de cláusula convencional, referidas nas CCTs do comércio varejista (relativas às cláusulas
que versam sobre piso salarial, quebra de caixa, alimentação e adicional de horas
extras)nos períodos 2004/2005, 2005/2006, 2006/2007 (São José e Florianópolis),
2007/2008 e 2008/2009, nos valores nelas impostos;
f) juros e atualização monetária, conforme fundamentação.

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Concedo ao autor os benefícios da Assistência Judiciária gratuita,


isentando-o de despesas processuais.
Recolhimentos à Seguridade Social e retenção do IRRF conforme a
fundamentação supra.
Custas pela ré, no importe de R$ 160,00 calculadas sobre o valor
provisoriamente atribuído à condenação de R$ 8.000,00.
Cumpra-se, em quinze dias. Descumprida, ao cumprimento forçado.
INTIMEM-SE as partes. Prestação jurisdicional entregue.
Nada mais.

CARLOS ALBERTO PEREIRA DE CASTRO


JUIZ DO TRABALHO

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