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AULA 2

DISCIPLINA: CONSERVAÇÃO DE MASSA E ENERGIA


ASSUNTO: RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Definições e relações básicas para uma mistura binária


   A   B (concentração mássica da solução)
 A  C A M A (concentração mássica de A/volume de solução)
w A   A  (fração mássica de A)
Definições básicas C  C A  C B (concentração molar da mistura)
C A   A M A (concentração molar de A/volume de solução)
x A  C A C (fração molar de A para líquidos) e y A para gases
M   C (massa molecular da mistura)
Relações adicionais x A  x B  1 ou y A  y B  1
w A  wB  1
y A M A  yB M B  M
w A M A  wB M B  1 M

Exercícios:
1. Determine a massa molecular da seguinte mistura gasosa: 5% de CO, 20% de
H2O, 4% de O2 e 71% de N2. Calcule, também, as frações mássicas das espécies
que compõe essa mistura.
VELOCIDADE

Considerações:

- Escoamento de n espécies;
- Diferentes velocidades;
- Quando mencionamos velocidade, não será apenas de uma espécie, mas de n espécie
contidas em um volume de controle.
- Soluções de distintas espécies químicas.

n

  v
i 1
i i
Velocidade média mássica: v  n


i 1
i

ou

n

 C v
i 1
i i
Velocidade média molar: v  n

C
i 1
i

 
v ou Cv é a velocidade local com que a massa da solução atravessa uma seção
 
unitária perpendicular a velocidade v ( V para mols).

vi é a velocidade absoluta. Esta velocidade pode estar relacionada a outro tipo de
velocidade:

I – a de eixos estacionários → v  0
 
II – a da solução (para velocidade mássica) → vi  v 
 
III – a da solução (para velocidade molar) → vi  V  
O resultado das diferenças II e III denomina-se velocidade de difusão.

Por exemplo: em um rio há diversas espécies de peixes, como lambari, traíra, pacu, etc.
Existe uma velocidade média absoluta inerente a cada espécie, que está associada ao seu
cardume. Por exemplo: a velocidade do lambari é a velocidade do cardume de lambari e
assim por diante. Desse modo, se considerarmos o cardume do peixe i, a sua velocidade

será vi . Quando referenciarmos a velocidade do cardume (espécie) “i” à do rio,
teremos a “velocidade de difusão da espécie i”.

Exemplo 2. Sabendo-se que as velocidades absolutas das espécies químicas presentes na


mistura gasosa do exemplo 1 são: vCO , z = 10 cm/s, vO2 , z = 13 cm/s, v H 2O , z = 19 cm/s e
v N 2 , z = 11 cm/s, determine:
a) Velocidade média molar da mistura;
b) Velocidade média mássica da mistura;
c) Velocidade de difusão de O2 na mistura, tendo como referência a velocidade
média molar da mistura;
d) Idem ao item (c) tendo como referência a velocidade média mássica da mistura.
FLUXO

No item anterior sempre que houve a menção “velocidade”, havia para ela algum
complemento:
- da espécie química ou
- da solução.

No caso dos peixes, a complementação fora:


- dos peixes (cardume) ou
- do rio.

Evidenciou-se que, ao se mencionar peixe, estava implícito o conjunto de uma


determinada espécie, ou seja, cardume. Conjunto, cardume trazem a idéia de
concentração de uma certa espécie. Escreve-se. Dessa maneira. O seguinte produto do
qual resulta a definição de fluxo:

(Fluxo) = (velocidade)(concentração)

 massa (oumols) 
Sendo a unidade de fluxo:  
 áreaxtempo 

Se considerarmos que os diversos cardumes passem por debaixo de uma ponte, a qual
está situada perpendicularmente ao escoamento do rio (observe que a área entre os
colchetes na unidade de fluxo é aquela situada perpendicularmente sob a ponte), fica a
seguinte questão: que velocidade é essa associada ao fluxo mostrado na expressão
→ (Fluxo) = (velocidade) X (concentração)

Na metáfora dos peixes há rês velocidades:


I. velocidade do rio;
II. velocidade de difusão = (velocidade do cardume – velocidade do rio), que é
a velocidade do cardume A referenciada à do rio (solução diluída)
III. velocidade absoluta do cardume = (velocidade do cardume – 0) =
(velocidade do cardume – velocidade da ponte), ou seja, a velocidade do
cardume referenciada a um eixo estacionário.

(Movimento de A observado da ponte) = (Movimento de A decorrente do ato de nadar


no rio) + (Movimento de A resultante do escoamento do rio)

Ou

Caso (III) = Caso (II) + caso (I)

Com
v A, z : velocidade da espécie A na direção z;
Vz : velocidade do rio (meio) na direção z.

Caso (II) implica a interação cardume-rio, portanto um fenômeno difusivo. Portanto o


fluxo associado será devido a contribuição difusiva:
J A, z  C A v A, Z  V Z 

Supondo agora, que em vez de nadar, o cardume A deixa-se levar pelo rio. O
movimento do cardume está devido a velocidade do meio. O fluxo associado, nesse
caso, decorre da contribuição convectiva ou advecção de acordo com:

J AC, Z  C AV Z

Então

N A,Z  C A v A,Z  V Z   C AV A

→fluxo decorrente do cardume A nadar enquanto o rio estiver escoando.

(Fluxo total de A referenciado a um eixo estacionário) = (fluxo resultante da


contribuição difusiva) + (fluxo resultante do movimento global da solução).

Exemplo 3: Sabendo que a mistura descrita no exemplo 2 está a 1 atm e 105 ºC,
determine:
a) fluxo difusivo molar do O2 na mistura;
b) fluxo difusivo mássico do O2 na mistura;
c) contribuição do fluxo difusivo molar do O2 na mistura;
d) contrubioção do fluxo convectivo mássico do O2 na mistura;
e) fluxo mássico total referenciado a um eixo estacionário;
f) fluxo molar total referenciado a um eixo estacionário.