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Aluna: Cíntia da Silva Assumpção

RA: 169963011111

DISCURSIVA TEORIAS DA PERSONALIDADE

O Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva é descrito como


um padrão difuso de preocupação com ordem, perfeccionismo e controle
mental e interpessoal à custa de flexibilidade, abertura e eficiência (APA,
2014). Embora tenha início na vida adulta, as teorias da personalidade nos
mostram que esses traços são construídos a partir da infância e se
desenvolvem ao longo da vida dos indivíduos.

A partir das Teorias de base Psicodinâmicas responda:

1) A qual fase do desenvolvimento psicossexual de Freud podemos associar os


atos compulsivos controladores?

RESPOSTA:
Podemos associar a fase anal (1 a 3 anos) por ter ligação com o prazer
de estar no controle, na qual se relaciona com o segurar e liberar as fezes,
juntamente com o controle do esfíncter, a necessidade do uso do banheiro, e a
higiene pessoal na qual pode acontecer os conflitos mental que a criança
sofre, pelas determinações da sociedade.

2) Como podemos explicar esses traços de personalidade, a partir da teoria de


Jung?

RESPOSTA:
Jung denominava a personalidade como psique, (os dois fazem parte
de um só contexto). E a personalidade consiste em várias atuações, a mente
ou psique está dividida em três partes: ego consciente, inconsciente pessoal
e inconsciente coletivo.

 Ego consciente: o ego proposto por Jung é muito semelhante em escopo


significado ao proposto por Freud. É o aspecto da personalidade que é
consciente e incorpora a percepção do self. Jung acreditava que essa
identidade pessoal, ou ego, desenvolvia-se por volta dos 4 anos de idade.
 Inconsciente pessoal: contém pensamentos, impulsos e sentimentos que
não fazem parte do conhecimento consciente no presente, embora possam
ser acessados a qualquer instante. Não estão presentes porque não são
importantes para o ego naquele momento ou porque, de alguma forma,
representam uma ameaça ao ego. Nesse último caso, pensamentos e
sentimentos podem ser reprimidos para proteger o ego.
 Inconsciente coletivo: pertence a um nível bastante profundo de
inconsciência, composto por símbolos emocionais que Jung chamou de
arquétipos, que são imagens ou símbolos comuns a todas as pessoas.
Essas imagens foram (e ainda continuam sendo) construídas ao longo da
história. Por esse motivo, elas são chamadas de “transpessoais” e não de
pessoais ou individuais. Friedman e Schustack (2004) explicam que os
arquétipos se originaram das reações emocionais de nossos ancestrais a
eventos que se repetem continuamente, como a mudança das estações do
ano, o nascer e o pôr-do-sol, relações interpessoais, como mãe e filho. A
teoria junguiana diz que, devido à existência desses arquétipos, é possível
predizer nossas reações humanas diante de estímulos comuns e
recorrentes. 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FRIEDMAN, H.; SCHUSTACK, M. Teorias da personalidade: da teoria clássica


à pesquisa moderna. 2. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
Baungart, Thais de Assis Antunes Teorias da personalidade / Thais de Assis
Antunes Baungart, Lizandra de Campos Brandani, Cláudia Capelini Picirilli –
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. 200 p.

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