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DIREITO PENAL PARTE GERAL – REVISÃO TURBO

Abolitio Criminis
Aquele fato era considerado como crime, mas a lei posterior diz que ele não é mais.

Efeitos
Cessam todos os efeitos PENAIS. A sentença condenatória não vai mais ter efeitos executórios.
PERMANECEM os efeitos na esfera cível (extrapenais)
Sedução era crime, deixou de ser em 2005. Se o IP está em andamento, interrompe. Rejeição da denúncia.
Interrupção da ação penal. Liberação do sujeito.
NÃO SERÁ CONSIDERADO REINCIDENTE quando praticar outro crime, tendo em vista que este foi abolido,
mesmo que a sentença tenha transitado em julgado.

Crime permanente – LEI MAIS GRAVE


Execução e a consumação de prolongam no tempo.
Ex extorsão mediante sequestro.
Permanece enquanto a vítima estiver em poder do autor.
Súmula STF – CRIME PERMANETE OU CONTINUADO – LEI PENAL MAIS GRAVE se sua vigência é anterior à
CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU PERMANENCIA DO CRIME. Entrou em vigor enquanto o crime estava sendo
praticado, aplica-se a mais grave!, ex a vítima está em cativeiro ainda!

Tempo do crime – CONSIDERA-SE A NORMA EM VIGOR NO MOMENTO DA CONDUTA/ATIVIDADE –


TEMPO DO CRIME - TEORIA DA ATIVIDADE
Quando o sujeito praticou a conduta era uma norma que estava em vigor. Quando o resultado ocorreu,
entrou uma nova norma em vigor.
Atirou na vítima quando tinha 17 anos, a vítima veio a falecer quando ele completou 18 anos.
Aplica-se o ECA!

Lugar do crime (NO DIREITO PENAL) TEORIA DA UBIQUIDADE (atividade + resultado)


- Verificar se há a aplicação da lei penal brasileira e não competência do juízo.
- Crimes à distância. Conduta foi praticada num determinado país e o resultado em outro país.
- Considera-se praticado o crime no lugar onde ocorreu a ação ou omissão OU onde produziu resultado.

LUTA - LUGAR UBIQUIDADE TEMPO ATIVIDADE

Crimes Omissivos

Próprios (omissivo propriamente dito) – DEVER DE AGIR


- tipo penal específico descrevendo a conduta omissiva
- Dever de agir! – agente é responsabilizado por não cumprir dever de agir.
- Ex omissão de socorro!

Impróprios (DEVER DE AGIR + EVITAR RESULTADO)


- dever de agir para evitar resultado.
- Caso se omita, responderá pelo resultado provocado/produzido por conta de sua omissão. (ex estupro
a mãe sabia que o pai abusava sexualmente a criança – responderá também pelo estupro)
- Aquele que a lei impõe obrigação/dever de cuidado, proteção e vigilância para evitar o resultado, (ex.
pais). Ou aquele que assumiu a responsabilidade de impedir o resultado – salva-vidas, se colocou na posição de
GARANTIDOR! VAI RESPONDER PELO RESULTADO PRODUZIDO.
- Mas para isso ele precisa PODER AGIR, no caso de alguém que não conseguiu chegar a tempo, NÃO PODIA
AGIR para evitar, por isso não responderá pelo crime pois não podia agir p evitar.
Nexo de causalidade

Conduta ----------- Resultado


Via de regra, nexo causal.
Porém quando não foi a conduta do agente que produziu o resultado. Ele praticou a conduta, mas o
resultado foi causado por outra causa independente na conduta do agente.
Essa outra causa por si só produziu o resultado.
Essa independência pode ser Absolutamente Independente ou Relativamente Independente.
Absolutamente: desvinculada totalmente da conduta do agente. Não tem origem na conduta.
Vai responder apenas para aquilo que deu causa. Ex morte. A vitima ingeriu veneno e o agente lhe deu um
tapa (o dolo deve era apenas lesionar). A morte ocorreu em decorrência do veneno, então o agente n vai responder
pelo homicídio, mas apenas pela lesão corporal.

Relativamente: não teria o resultado se não fosse a conduta do agente.


A outra causa somente se desencadeou a partir da conduta do agente, é relativamente independente,
porque se originou na conduta do agente.
(superveniente – depois da conduta do agente:) dei uma facada e a vítima foi para a ambulância, que se
envolveu num acidente. Morreu em razão da batida, a facada não influenciou em nada, não causou a morte da
vítima. Nesse caso, não responde pela morte, mas pelos fatos anteriormente praticados: TENTATIVA DE
HOMICÍDIO. Porém se o dolo do agente for de LESIONAR, responderá pelos atos praticados - lesão corporal. TINHA
INTENÇÃO MATAR – tentativa homicídio.

Tentativa
- Início da execução do delito
- Não consumação por circunstâncias alheias a sua vontade
- É uma CAUSA DE DIMINUIÇÃO de pena de 1/3 a 2/3.
- Quanto mais próximo da consumação, menor a redução.
- Quanto mais distante a consumação – maior a redução, ou seja esse é o critério utilizado pelo juiz para
aplicar a redução.
- a maioria dos crimes que estão no CP admitem a modalidade tentada. Porém ALGUNS NÃO ADMITEM
TENTATIVA, apenas na modalidade consumada:
- CRIME CULPOSO NÃO ADMITE TENTATIVA, pois o resultado é involuntário. Na tentativa, o agente quer o
resultado, mas não consegue!
- CRIME PRETERDOLOSO tbm NÃO admite tentativa – resultado não é desejado.
- CONTRAVENÇÃO PENAL a tentativa NÃO É PUNÍVEL
- CRIME OMISSIVO PRÓPRIO NÃO ADMITE TENTATIVA, apenas consumado (ou omite ou não omite, não
tem tentativa de omissão). O IMPRÓPRIO ADMITE!!! – por que no caso vai ser tentativa de homicídio por exemplo.
- CRIME UNISSUBSISTENTE – NÃO ADMITE TENTATIVA, não tem como fracionar a conduta, ex injuria.
- CRIMES HABITUAIS – não cabe tentativa.

DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA – ARREPENDIMENTO EFICAZ


- EM AMBOS:
- Início execução delito
- Não se consuma por vontade própria do agente!
- EM AMBOS JAMAIS VAI RESPONDER POR TENTATIVA! (pois na tentativa não se consuma por
circunstancias ALHEIAS A VONTADE DO AGENTE)! E aqui não se consuma por vontade própria!
- AGENTE RESPONDE PELOS ATOS ATÉ ENTÃO PRATICADOS!!! – EX LESÃO CORPORAL, pois no início até
poderia ter dolo DE MATAR, mas depois se arrependeu, então perde o dolo. Não responde por tentativa de
homicídio.
- SE O ARREPENDIMENTO NÃO FOI EFICAZ, OU SEJA, OCORREU A CONSUMAÇÃO, MESMO QUE O AGENTE
TENHA SE ARREPENDIDO, RESPONDE PELO RESULTADO PRODUZIDO ==== HOMICIDIO DOLOSO.

Desistência:
Interrompe os atos executórios, ou seja, não esgota os atos executórios e desiste voluntariamente.

Arrependimento eficaz:
Esgota os meios executórios. Porém, antes da consumação, se arrepende e age para evitar o resultado,
impedir.

Arrependimento posterior – arrepende-se depois da consumação


- Causa de redução da pena, não é pra qualquer crime.
- Apenas terá cabimento nos crimes SEM VIOLÊNCIA ou GRAVE AMEAÇA.
- Se exterioriza por meio da reparação do dano ou restituição da coisa ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA
OU QUEIXA.
- Não exclui o crime pois já estava consumado, vai ter a condenação, mas o prêmio pelo arrependimento
(restituição ou reparação) é a diminuição da pena de 1/3 a 2/3.

Crime impossível
Dá início a execução do delito, mas pela ineficácia absoluta do meio (instrumento – arma com defeito,
jamais mataria) OU pela impropriedade absoluta do objeto (pessoa ou coisa - vítima já estava morta quando atirou,
mulher não estava grávida quando praticou o aborto), jamais vai alcançar a consumação do delito – impossível a
consumação.
- Crime impossível leva a ATIPICIDADE DO FATO. Não responde por nada, nem mesmo por tentativa.
- A conduta jamais irá alcançar qualquer resultado, então não há fato típico.

Erro de Tipo ( elemento do tipo penal –alguém, alheia).

Errou sobre o elemento CONSTITUTIVO DO TIPO legal: matar alguém (achou que estava matando um
animal e matou uma pessoa). Pensou que estava pegando o seu celular, mas na verdade estava subtraindo coisa
ALHEIA (furto). Achou que estava se relacionando com +18 e era -14. ERRO DE TIPO. Acha que está transportando
remédios e é cocaína – n sabia que estava transportando droga.
Efeitos: sempre exclui o dolo, mas a culpa, apenas no invencível:
- Invencível: qualquer pessoa erraria naquelas condições, era inevitável, jamais teria como saber: exclusão
do dolo e da culpa – atipicidade.
- Vencível: poderia ser evitável, sujeito mais prudente, cauteloso, cuidadoso não erraria, teria se certificado
antes de praticar: exclusão do dolo, mas responde pela culpa, nos casos em que admite a culpa. Responde por ex
homicídio culposo.

Erro de proibição
- desenvolve a conduta consciente, mas o erro é sobre a ilicitude do fato, supõe que a conduta é permitida,
quando na verdade é proibida.
- sujeito morava na Holanda e lá era permitido maconha. Vem para o Brasil e acha que é permitido também.
- Achou que quando achasse algo poderia se apropriar, mas no caso é crime, pois deveria devolver.
- sabe que está se apropriando, sabe que está usando maconha, mas acha que é permitido.

Efeitos
- Inevitável: isento de pena - exclusão da culpabilidade. Não havia possibilidade de verificar a ilicitude do
fato.
- Evitável: com um pouco de cautela, esforço, cautela, cuidado, poderia atingir a consciência de que aquilo
era ilícito. Responde pelo crime, mas tem a pena reduzida de 1/6 a 1/3.

Erro quanto à pessoa


Pretende atingir uma pessoa, mas por erro quanto à identificação, acaba atingindo pessoa adversa. Queria
matar o pai, mas foi a residência dele e durante a noite, percebe uma pessoa em pé, pensando ser o seu pai, atira
e descobre depois que era o tipo! Responde como se tivesse atingido a pessoa pretendida. Consideram-se as
condições/qualificações de quem se pretendia atingir, no caso o pai, com agravante por ser ascendente.

Erro na execução
Queria atingir uma pessoa, mas por acidente OU erro no uso dos meios da execução (pontaria), atinge a
pessoa diversa. Não há erro na identificação, não tem como confundir. Efeitos são os mesmos de quanto à pessoa.
Consideram-se as qualidades da pessoa que se queria atingir.

Excludentes de Ilicitude:
Fato típico e ilícito, porém, o sujeito praticou o fato para:
- se salvar de uma situação de perigo provocada pelo homem, pela natureza ou por um animal (ataque
espontâneo – extintivo do animal): estado de necessidade;
- se o animal foi estimulado, atiçado pelo dono para atacar; -> praticar o fato típico para repelir injusta
agressão A SI OU A OUTREM, com o uso moderado dos meios necessários, que estão a minha disposição,
NOVIDADE: agente de segurança pública quando está diante de uma situação (crime) com uma vítima refém, com
uma agressão ou risco de agressão: está legitimado para repelir a agressão contra a vítima – legitima defesa;

Estrito cumprimento do dever legal e exercício regular do direito


↓ ↓
Agente público cidadão comum

Culpabilidade
- imputabilidade - potencial consciência da ilicitude - exigibilidade de conduta diversa

- inimputabilidade o agente fica isento de pena. Doença mental ou desenvolvimento incompleto ou retardado +
inteiramente incapaz de compreender a ilicitude de sua conduta (certo e errado): critério biopsicológico.
Sentença absolutória imprópria: o sujeito vai ser submetido à uma medida de segurança: internação ou tratamento
ambulatorial.
- inimputabilidade por embriaguez.
-> completa: inteiramente incapaz de compreender a ilicitude de sua conduta.
-> acidental: força maior e caso fortuito
Ambas podem excluir a imputabilidade (completa e acidental).

Coação moral irresistível


Coator (será punido: aquele que, com grave ameaça, faz com que o coagido pratique crime) – grave
ameaça – coagido (isento de pena – excludente de imputabilidade)

Coação Física irresistível é diferente. Coagido por meio de força física, coagido não agiu com vontade.
Excludente de tipicidade.

Concurso de pessoas
Pluralidade de condutas, relevância causal das condutas (se conduta for irrelevante não vai haver o
concurso de pessoas, precisa contribuir relevantemente p a prática da conduta). Liame (vínculo) subjetivo, com a
mesma finalidade: não é necessário ajuste prévio, mas a conduta deve ser voltada p o mesmo objetivo. Identidade
de infrações: responderão pelo mesmo crime, mas a pena pode ser diferente na medida de sua culpabilidade.
 Sujeito teve participação de menor importância, pena pode ser diminuída de 1/6 a 1/3. Quando um
QUIS praticar o crime menos grave, responde pelo menos grave!

Teoria da pena
Regime Inicial de cumprimento de pena
*Reclusão: fechado, semiaberto ou aberto.
- Fechado +8 anos. Semi: não reincidente +4 -8. Aberto: não reincidente: até 4 anos. Primário pena de 5
anos: semiaberto.
Se o condenado é reincidente passa para o próximo regime, mesmo que a pena seja menor que aquele. Ex:
pena 3 anos, mas é reincidente: regime SEMIABERTO ou FECHADO. Pena 5 anos, mas é reincidente: regime
FECHADO.
- A opinião do juiz quanto a gravidade não implica em nada (NÃO É MOTIVAÇÃO IDONIA PARA FIXAR
REGIME MAIS GRAVE QUE O PERMITIDO), depende apenas da pena aplicada.

*Detenção: semiaberto e aberto. NÃO É POSSÍVEL JUIZ FIXAR REGIME INICIAL FECHADO CRIME APENADO
COM DETENÇÃO.
+ 4 ANOS, MESMO QUE REINCIDENTE: SEMIABERTO, POIS NÃO CABE FECHADO.
Até 4 anos e não reincidente: aberto. Sendo reincidente: semiaberto.

Pena restritiva de direitos (PRD)


Juiz fixa PPL (pena privativa de liberdade) e, presente os requisitos do 44 CP pode substituir a PPL por PRD
– serviços comunidade, prestação pecuniária.
- 1° requisito:
Crime doloso – SEM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA + pena aplicada na sentença ATÉ 4 ANOS.
Crime culposo – qualquer que seja a PENA APLICADA.
-2° requisito:
Não ser reincidente em crime doloso.
Se é reincidente, mas não por crime doloso pois antes praticou culposo e agora doloso, cabe substituição.
Mas se antes praticou doloso e agora doloso, não pode.

-3° requisito: se o sujeito for reincidente, mas NÃO PELA PRÁTICA DO MESMO CRIME + seja SOCIALMENTE
RECOMENDÁVEL

- Violência doméstica contra mulher (Maria da Penha) NÃO CABE SUBSTITUIÇÃO.

Pena de multa
Se o sujeito não cumprir a pena de multa, tiver que ser executado, A COMPETÊNCIA É DA VARA DA
EXECUÇÃO PENAL, legitimidade para executar a pena de multa é do MP!!! – importante alteração pacote
anticrime.
E JAMAIS PODE HAVER A CONVERSÃO EM DETENÇÃO se não cumpriu (não pagou a multa), vai ser apenas
convertida em dívida de valor. Vai ser executado. NÃO VAI SER CONVERTIDO EM DETENÇÃO.

Reincidência
Sujeito praticou um novo crime quando já registra contra si sentença condenatória TRANSITADA EM
JULGADO, ou seja, definitivamente condenado. Processo em andamento NÃO SERÁ REINCIDENTE.
Se ele praticou o crime antes DA SENTENÇA Transitar em julgado NÃO É REICIDENTE. Tem que PRATICAR
DEPOIS!!!

Concurso de Crimes
* Concurso Material: mais de uma ação de omissão pratica dois ou mais crimes – Cúmulo material, juiz vai
fixar a pena dos dois crimes e ao final soma as penas.
* Concurso Formal – pluraridade de crimes: Dois ou mais crimes, porém com UMA SÓ conduta.
Concurso formal perfeito: não tem desígnios autônomos a cada um dos resultados. Desenvolve a conduta,
sem desejar a produção dos dois resultados. Pessoa atropela duas pessoas, mas não queria, aconteceu um
acidente – EXASPERAÇÃO DA PENA: pena do crime mais grave, OU se iguais, somente uma delas,
aumentada em qualquer caso de 1/6 até metade.
Concurso formal imperfeito: com uma só ação QUERIA produzir os dois resultados. Designios autônomos a
cada um dos resultados. Coloca fogo na casa querendo matar as 3 pessoas que estão lá. Uma ação matou
todos. Queria isso. Uma ação três resultados. Nesse caso o critério de fixação da pena é o cúmulo material:
as penas serão somadas.

* Crime Continuado
Mais de uma ação ou omissão pratica dois ou mais crimes da MESMA ESPÉCIE (mesmo tipo penal). Furto
+ furto, ex. + nas mesmas condições de tempo – curto espaço (até 30 dias) + mesmas condições de lugar
(mesma cidade ou cidades próximas), modo execução semelhantes – CRITÉRIO EXASPERAÇÃO DE PENA –
aplica a pena de um só se iguais, ou a mais grave se diversas, em ambos os casos (igual ou a mais grave)
aumentada de 1/6 a 2/3.

DIREITO PENAL PARTE ESPECIAL

Crimes contra a pessoa


 Contra a vida
A vida como bem jurídico, é protegida de forma ampla. Tanto a vida extrauterina (homicídio, infanticídio), como os
crimes uterinos (aborto.
* Homicídio
Matar alguém: eliminação da vida humana POR OUTRA PESSOA.
Marco inicial: parto. Antes DO INICÍO do parto: aborto. Depois: Homicídio.
1) Homicídio é um crime BICOMUM (comum tanto do sujeito ativo, quando o passivo. Não exige uma
qualidade especial do sujeito).
2) Homicídio é crime de execução livre: legislador não exige um meio executório. Qualquer meio executório
(paulada, facada, veneno, fogo, tiro...). Porém precisa ser um meio executório IDÔNEO, pois se for
absolutamente ineficaz, jamais teria o resultado morte = crime impossível).
Dependendo do meio aplicado, é qualificado: meio cruel, impossibilita defesa.
3) Crime material: exige a produção de um resultado: morte da vítima para ser consumado. Morte
ENCEFÁLICA. Cessação atividade cerebral.
4) Normalmente é um crime comissivo (ação por parte do agente). Exceção: omissão imprópria: aplicável ao
garantidor (pai, salva-vidas – responde pelo resultado: homicídio).

a) Homicídio simples: se dá por exclusão – não se incluir no qualificado, é simples. HEDIONDO, NÃO É
HEDIONDO, VIA DE REGRA. EXCEÇÃO: quando praticado atv típica grupo de extermínio, que é hediondo.
b) Homicídio privilegiado: causa de diminuição de pena na 3° fase da dosimetria de 1/6 a 1/3:
Por relevante valor moral (individual – mata estuprador da filha); relevante valor social; domínio de violenta
emoção logo em seguida injusta agressão da vítima: agente perde completamente os freios inibitórios # da merda
influência, a qual pode apenas ser uma atenuante.
c) Homicídio qualificado: pena 12 a 30:
* mediante paga ou promessa de recompensa ou por motivo torpe;
* por motivo fútil;
* emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura (TORTURA AQUI É O MEIO – diferente no crime de tortura
que ele quer torturar;
d) pode ter homicídio qualificado e privilegiado ao mesmo tempo? Sim, desde que:
* a qualificadora seja objetiva: (ex meio cruel) + uma das circunstâncias que caracteriza o privilegiado.
O Homicídio qualificado é hediondo, o simples em regra, não. No caso do qualificado-privilegiado: NÃO É
HEDIONDO.
e) homicídio culposo: imprudência, imperícia e negligência
Princípio da especialidade: 302 CTB, na direção veículo.
- No homicídio culposo e lesão corporal culposa (veículo) cabe perdão judicial -> extinção punibilidade.
* lesão corporal dolosa (tem intenção lesionar) varia de acordo com a intensidade: pode ser simples, grave,
gravíssima e seguida de morte.
* lesão corporal culposa NÃO varia de acordo com a intensidade, sempre SERÁ CULPOSA, apenas, independente
do resultado.
e) Feminicidio: homicídio qualificado, contra mulher, por razão da CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO: violência
doméstica ou familiar (marido, companheiro que mata esposa) e menosprezo ou discriminação à condição de
mulher – fica com raiva da mulher passar num concurso (aqui n precisa ser esposa ou companheira) # femicidio
(que é homicídio contra mulher, sempre que a mulher for vítima).
O feminicidio possui natureza OBJETIVA. Assim, pode ter mais de uma qualificadora: feminicidio + motivo fútil (por
exemplo) – que é subjetiva. Pode usar as DUAS QUALIFICADORAS (objetiva + subjetiva).
f) Homicídio funcional: contra autoridade (forças armadas e segurança pública, integrante sistema prisional (policial
civil, militar...) no exercício da função ou em decorrência dela OU CONTRA cônjuge, companheiro ou parente
consanguíneo até 3 GRAU. É uma norma penal em branco, precisa buscar o complemento na CF; tem nexo funcional
(com a função da vítima). Filho adotivo: não entra aqui porque no dto penal é vedada a analogia in malam partem
e o dispositivo só trouxe consanguíneo.

* Induzimento, investigação ou auxílio ao SUICÍDIO OU À AUTOMUTILAÇÃO.


- Não é um crime de resultado vinculado, basta apenas o INDUZIMENTO, INVESTIGAÇÃO OU AUXILIO. Não precisa
do resultado (morte ou lesão).
Induzir: criar. Instigar: reforçar ideia preexistente. Auxílio: auxílio material – ex fornecer instrumento. NÃO PODE
SER AUXÍLIO NA EXECUÇÃO. Pois nesse caso, é homicídio.
Crime comum: qualquer pessoa pode ser sujeito ativo.
Passivo: qualquer pessoa, desde que tenha capacidade de resistência. Criança, por ex NÃO tem capacidade de
resistência, ou está totalmente embriagada: NESSE CASO:
- se resultar lesão corporal gravíssima -14 anos, não pode oferecer resistência, responde por LESÃO CORPORAL
GRAVÍSSIMA.
- se resultar morte -14 anos, n tem discernimento, n pode oferecer resistência: HOMICÍDIO.
Capacidade de resistência diminuída ou menor (+14 -18) responde pela instigação, mas com a pena duplicada. Se
realizada por meio computador, redes sociais, também duplica.
Aumenta em metade se o agente é líder ou coornador de grupo de rede virtual
- Cabe tentativa!!!

123 (INFANTICÍDIO) Matar:


- sob influência de estado puerperal +
- o próprio filho +
- durante o parto ou logo após.
* SE O ESTADO PUERPERAL não influenciou; homicídio.
* Se além do estado puerperal, ficou totalmente incapaz de entender ilicitude : UNIMPUTÁVEL.
* se em razão do estado puerperal ficou com a capacidade REDUZIDA: semi-imputável.
* se matar o filho errado, no estado puerperal, achou que era o dela, responde pelo infanticídio, pois houve erro
sobre a pessoa, responde como se de fato tivesse matado o filho dela.
O logo após: condicionado a influencia do estado puerperal: se ainda está com influencia dele, nçao importa qto
tempo passa, é infanticídio.
Regra pune a mãe, mas quando um terceiro auxilia, sabendo do estado puerperal dela: mão responde por
infanticídio, o terceiro TAMBÉM.

ABORTO: vida humana intrauterina: a partir da nidação. Uma semana após fecundação.
Gestante: 124 cp – provoca aborto em si OU consente que outro lhe provoque aborto.
Terceiro:
* 125: gestante não consente e terceiro provoca: 3 a 10 anos.
* 126: terceiro com consentimento gestante: 1 a 4 anos.
- Nesse caso, se a gestante NÃO é maior 14 anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido
mediante fraude, grave ameaça ou violência -> não se considera consentido, então aplica-se o 125 nesses casos.

* Não se pune o aborto praticado pelo médico:


- se não há outro meio de salvar a vida da gestante – NÃO PRECISA CONSENTIMENTO DELA.
- se a gravidez resulta de estupro -> PRECISA consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu
representante legal.

- Se é estudante medicina, enfermeiro, pode alegar estado de necessidade, qdo for salvar a vida.
- Feto anencéfalo: STF entendeu que A GESTANTE PODE OPTAR POR FAZER O ABORTO.

Crimes contra o patrimônio

 Pacote anticrime
- furto qualificado pelo emprego de explosivo ou artefato análogo que cause perigo comum (explode caixa
eletrônico: É HEDIONDO!!!!
- ROUBO com EMPREGO ARMA BRANCA: voltou a ser majorado – pena 1/3 a 2/3.
- ROUBOS HEDIONDOS:
*circunstanciado pela restrição liberdade vítima
* majorado pelo emprego arma de fogo (+2/3)
* majorado com emprego arma de fogo de uso proibido ou restrito (2x)
* roubo qualificado pela lesão corporal GRAVE
* latrocínio.

DEMAIS HEDIONDOS:
- Extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, lesão corporal ou morte (sequestro relâmpago)

AP no crime de estelionato: passou a ser condicionada à REPRESENTAÇÃO: REGRA.


Exceção: adm pública, criança e adolescente, maior 70 anos, e pessoa c deficiência mental ou incapaz: vai ser
pública incondicionada.

 CRIMES PATRIMONIAIS SEM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA


- 155 CP – Furto: subtrair (inverter a posse de algo) coisa alheia móvel: não tem posse anterior da coisa. DOLO É
ANTERIOR À SUBTRAÇÃO DA COISA. Primeiro quer subtrair e depois subtrai.
- Apropriação indébita: apropriar-se: JÁ POSSUIA. Tem a posse anterior. Mas determinado momento se apropria.
Pessoa havia pego emprestado e não devolve quando solicitado. DOLO É POSTERIOR. Primeiro tem a posse, depois
decide subtrair.

- Estelionato # furto qualificado pela fraude.


Nos dois tem fraude. Porém, no estelionato a fraude é utilizada para INDUZIR OU MANTER A VÍTIMA EM ERRO e É
A PRÓPRIA VÍTIMA QUE ENTREGA A VANTAGEM PARA O AGENTE. Agente pode mentir p induzir a vítima em erro.
Alteração relógio/medidor de energia: estelionato, pois a concessionária é mantida em erro.

- Furto de energia elétrica: pega energia do posto e coloca na casa. É FURTO.


- Furto qualificado pela fraude: agente se vale de uma fraude, que é utilizada para diminuir a vigilância sobre a coisa
e, com isso, consegue subtrair mais facilmente. Finge que é funcionário internet e entra na casa e furta. Furto
qualificado pela fraude. Se utilizou de uma fraude (se passou por outra pessoa) e se aproveita disso para furtar.

Furto é COISA ALHEIA MÓVEL (objeto material) – precisa ser pertencente a outra pessoa e ser MÓVEL.
Coisa abandonada: não configura crime.
Coisa perdida (vítima esqueceu em um lugar): não cabe crime de furto, mas sim apropriação de COISA
ACHADA/PERDIDA.

Súmula 582: consuma-se crime roubo (furto) com a inversão da posse, ainda que por BREVE PERÍODO.
- Se devolver, de forma voluntária após furtar: NÃO É DESITENCIA VOLUNTÁRIA e nem ARREPENDIMENTO EFICAZ,
porque já CONSUMOU, converteu a posse. CABE APENAS ARREPENDIMENTO POSTERIOR, pena reduzida de 1/3 a
2/3 -> pois foi depois que consumou que se arrependeu.

Súmula 567 - Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração
do crime de furto.

Furto privilegiado 155, §2:


- Agente primário + coisa subtraída de pequeno valor (até 1 s.m. jurisprudência).
- Pode substituir pena reclusão por detenção; diminuí-la de 1/3 a 2/3 ou aplicar apenas pena de multa.

NÃO CONFUNDIR FURTO PRIVILEGIADO COM INSIGNIFICANTE.


Pois no insignificante o fato é materialmente atípico, não tem crime. Já no privilegiado tem crime, mas tem
benesses.
Na insignificância: MARI: mínima ofensividade, ausência de periculosidade, reduzido grau de reprovabilidade e
inexpressividade da lesão jurídica provocada (valor: STJ: até 10% valor s.m.

Também tem apropriação indébita privilegiada, estelionato e receptação privilegiados, conforme explicado no
furto.

Furto qualificado e privilegiado ao mesmo tempo? Sim


Súmula 511 - É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos
de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno
valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva.

*FURTO qualificado pelo abuso de confiança NÃO PODE SER PRIVILEGIADO.

ROUBO 157

Subtrair coisa alheia móvel MEDIANTE GRAVE AMEAÇA OU VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA OU DIMINUIÇÃO
CAPACIDADE RESISTÊNCIA DA VÍTIMA (# do furto nos meios executórios)
- Então, o agente se vale de:
- Violência OU
- grave ameaça OU
- depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência da vítima (violência imprópria):
coloca remédio p vítima dormir, tranca a vítima no quarto -> é roubo.
* o roubo pode ser próprio (propriamente dito) maioria (VIOLÊNCIA É O MEIO EXECUTÓRIO PARA A SUBRAÇÃO – é
antes ou durante PARA CONSEGUIR SUBTRAIR).
* roubo impróprio: 157, §1°: Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência
contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para
terceiro (A VIOLÊNCIA ou grave AMEAÇA é empregada LOGO DEPOIS DA SUBTRAÇÃO, pois já subtraiu. É PARA
ASSEGURAR A IMPUNIDADE e fugir com os bens.

Roubo majorado ou circunstanciado: emprego de arma branca, restrição liberdade pelo tempo superior que precisa
para subtrair: 1/3 até a metade.
Porém: Súmula 443 STJ - O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo
circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera
indicação do número de majorantes.

Roubo qualificado, se resulta:


- lesão corporal grave pena de 7 a 18 anos e multa
- morte 20 a 30 e multa (latrocínio): pode ser com dolo ou culpa.
*ambos precisa nexo entre a violência e morte/lesão.
Latrocínio NÃO É JURI.
Latrocinio se consuma com o homicídio, ainda que não realize o agente a subtração. Abordou para roubar o carro
e mata. Na hora levar o carro polícia chega. LATROCINIO CONSUMADO. Importante é a morte.

Extorsão # roubo.
CONSTRANGER ALGUÉM mediante ou grave ameaça com intuito de obter vantagem.
Extorsão contrange c/ violência ou grave ameaça c/ intuito obter indevida VANTAGEM ECONÔNICA – obriga a
vitima a colaborar. Colaboração da vítima é indispensável: precisa disso. Pode ser até bem imóvel (obriga a
transferir imóvel).
# roubo: subtrair coisa alheia móvel -> não precisa que vítima colabore/auxilie.
Extorsão se consuma quando a vítima cede. É um crime formal. NÃO PRECISA A CONSUMAÇÃO DA OBTENÇÃO DA
VANTAGEM.
Súmula 96 - O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem
indevida.

Vantagem econômica DEVIDA: A vítima deve para o agente, mas há o constrangimento: NÃO É EXTORSÃO, mas
delito exercício abrtitrario próprias razões.

Sequestra a vítima com objetivo de vantagem indevida: extorsão mediante sequestro (159) – também é formal,
consuma com a privação da liberdade da vítima e É PERMANENTE, enquanto a vítima estiver sequestrada: veio lei
aumentando a pena durante o sequestro: aplica-se mais grave.

Crimes contra ADM PÚBLICA

Crimes funcionais: cometidos pelo funcionário público (embora transitoriamente ou sem remuneração, estagiário:
abrange todos os cargos e funções). Qualidade especial.
ADV DATIVO (n tem defensor público): pode ser enquadrado como func. Público.
Funcionário empresa paraestatal, médico em hospital privado exercendo funções para a adm pública, também se
enquadra.
Principio insignificância contra a adm pública: NÃO PODE! 599 STJ.
Súmula 599 - O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública.
Exceção: descaminho (particular se vale de uma fraude p pagar menos imposto), valores até 20 mil reais ->
jurisprudência.

- Funcionário retarda ato de ofício (demora indiciar, expedir alvará soltura, não multar ex)
Deixa de praticar. Ou praticou ato de ofício infringindo deveres funcionais:
Houve um contexto de vantagem indevida? Se sim, e exigiu vantagem para retardar (impor como condição,
RETARDANDO – só libera o carro de a pessoa se obter a vantagem: concussão.
Se não exigiu, apenas solicitou, pediu, recebeu ou aceitou promessa para retardar, deixar de praticar ou praticar
ato indevido: CORRUPÇÃO PASSIVA (317).
-. SE retardou, deixou de praticar ou praticou indevido MAS SEM VANTAGEM INDEVIDA, MAS SIM UM SENTIMENTO
PESSOAL (inveja, mágoa, preguiça, ódio): nesse caso: PREVARICAÇÃO.
- SE não foi vantagem indevida, não foi sentimento pessoal, mas ATENDEU PEDIDO/SOLICITAÇÃO DE OUTREM
(terceiro, superior): corrupção passiva privilegiada.

- PARTICULAR QUE ofereceu ou prometeu (futura) vantagem indevida: corrupção ATIVA.


Veja-se que aqui não tem o verbo pagar, então se o func pedir e o particular pagar não é corrupção por parte do
particular.
- Particular oferece e o func RECEBE: o particular pelo ativa e o func por passiva.

 Se o funcionário público solicita: corrupção passiva. Exige: concussão.


Agora, se o particular ACEITA (PAGA): não responde por corrupção ativa pois a INICIATIVA NÃO FOI DELE.
Ocorre apenas a corrupção passiva ou concussão.

Falta honra e dignidade sexual

PROCESSUAL PENAL

Inquérito Policial
- Natureza Jurídica: o IP é um procedimento adm. Eventual vício no IP, por si só não contamina a AP. É
preparatório (para a AP), inquisitivo (não tem contraditório, o contraditório é postergado p a AP) e
sigiloso (sigilo relativo: não se aplica para o juiz, MP e para o adv – conforme ética e CF – mesmo sem
procuração, desde que já esteja documentado nos autos).
* Se o delegado nega o acesso aos autos e o adv apresenta como fundamento: a) EOAB – remédio a ser
usado é o mandado de segurança. B) se o fundamento for a súmula vinculante, e o delegado nega, é feita
reclamação constitucional ao STF.
* Outras formas de investigação:
CPI, Receita Federal, MP -> podem investigar!!! A presidência do IP é ato do Delegado apenas, mas o MP
investiga por meio de PIC – Procedimento Investigatório Criminal. -> adv também tem acesso ao PIC, pois
aplica-se os mesmos fundamentos do IP. Então IP não é única forma de investigar.
- Formas de início
- o início do IP depende da AP que vai gerar.
* APPIncondicionada
a) de ofício.
b) requisição do juiz ou do MP – Sinônimo de ordem, delegado DEVE cumprir/instaurar IP.
OBs HC profilático ou trancativo:
*AAPCond. Representação – (ex. lesão leve e culposa): vítima deve representar p que inicie o IP. Sem
representação não pode instaurar o IP, mesmo que o DP saiba do crime.
*AAPrivada – também precisa representação/requerimento da vítima para iniciar.
- Destinatários do IP

- Sistema Penal Brasileiro é o acusatório: Uma pessoa julgando e outra Acusando. Atores distintos.

- Persecução penal: (BIPARTIDA)


* 1° fase: extraprocessual – inquisitiva.
*2° etapa: judicial – contraditória (processo penal propriamente dito).

- Quem pode exercer o dto de punir do Brasil – jus puniendi – ESTADO.


* Esse dto de punir do estado é abstrato. A partir do momento que a pessoa pratica o crime passa a ser
concreto. E o estado deve exercer através da persecução penal, iniciando o IP e determinando nos recursos.

DIREITO TRIBUTÁRIO REVISÃO TURBO


Há 5 espécies tributárias
- Impostos; taxas; contribuições de melhoria; contribuições especiais; empréstimo compulsório.

- Conceito tributo:
Art. 3º, do CTN. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.

- Prestação pecuniária compulsória, paga em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, Não constitua
sanção por ato ilícito, prevista em lei.

- O tributo só pode ser pago: REGRA – Dinheiro, pecúnia!


EXCEÇÃO: Dação em pagamento de bem IMÓVEL.

- Não pode ser pago prestando serviço, ou seja, serviço in natura!

- A dação precisa estar prevista em lei específica. Não pode o contribuinte escolher fazer a dação ou pagar
em $, PRECISA ESTAR PREVISTO EM LEI.

- Não constitua sanção ato ilícito! – ex carro que polui mais, empresa que polui mais paga mais tributo.
- Assim, tributo não é pena.

- Além disso, não pode ser exigido tributo de atividade ilícita – ex. tráfico de drogas. – ATO DE VENDER
DROGA
- No entanto, os frutos/renda, obtidos com a atividade ilícita podem ser tributados. Princípio da Pecunia
non olet.

Prevista em lei
Via de regra, tributo será criado por lei ordinária, através do Poder Legislativo.
Exceção - Lei complementar:
IGF
Empréstimo compulsório
Contribuições sociais residuais
Impostos residuais

* Quem pode criar novo imposto: APENAS UNIÃO – POR MEIO DE LEI COMPLEMENTAR – COMPETÊNCIA
RESIDUAL. Não pode estado/município criar um imposto não criado pela União.

* Apenas a união também pode criar nova fonte de custeio para seguridade social (ex CPMF)

* CF Não cria tributos. Atribui competência tributária para os entes


* o EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA TRIBUTÁRIA É INDELEGÁVEL. Nenhum ente poderá abrir
mão da sua competência legislativa para criar, majorar, reduzir ou extinguir tributo.

* Porém a capacidade ativa tributária PODERÁ ser delegada PARA PESSOAS JURÍDICAS DE DTO PÚBLICO
(ex autarquia). Isto é, podem ser delegadas as funções ADMINISTRATIVAS DE ARRECADAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E
EXECUÇÃO DAS LEIS!

Limitações ao poder de tributar


– impedem a livre cobrança, livre exercício da competência tributária por parte do ente!
- São ferramentas constitucionais da OAB que irão impedir a cobrança arbitrária e desregrada de tributo pelo ente
competente.
- São eles os Princípios e Imunidades:
1° Princípio da legalidade (forma)
REGRA: Os entes apenas poderão criar/majorar/reduzir/extinguir tributo por meio DE LEI.
- Se a CF não traz de forma expressa é por lei ordinária -> REGRA!!
- Exceção: GECI - 4 TRIBUTOS
Imposto Grandes Fortunas
Empréstimo compulsório
Contribuições sociais residuais (novas – n existem ainda, ex CPMF)
Impostos residuais

GECI – Só podem ser criados por Lei Complementar.


* Medida provisória não pode atuar em matéria reservada a lei complementar. (EX medida provisória que crie uma
CPMF para auxílio emergencial não pode!!!)

- Os entes, para que possam criar, majorar, reduzir ou extinguir tributo precisam do PODER LEGISTATIVO – que será
por lei ordinária (regra) e complementar (exceção GECI)

EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:


-a) o poder executivo, por meio de Portaria, Resolução e Decreto PODE:
* ALTERAR (aumentar, reduzir e zerar) alíquotas II, IE e IOF e IPI, pois esses tributos são regulatórios de mercado.
* Não precisa passar por ato do legislativo, pode ser apenas do executivo.

-b) ALTERAÇÃO DE PRAZO DE PAGAMENTO também não precisará de lei, assim, poderá ser feito por meio de
DECRETO OU PORTARIA pelo poder executivo.

2° Princípio da Anterioridade
Todo tributo criado ou majorado somente poderá ser exigido no 1° dia do ano posterior daquele que a lei publicada
(Tributo foi majorado em 12.12.2020, somente poderá ser exigido em 1°.1.2021 – ANTERIORIDADE EXERCÍCIO)
- Além de respeitar o próximo exercício, todo tributo criado ou majorado somente poderá ser exigido 90 dias após
a publicação da norma – ANTERIORIDADE NONAGESIMAL.
- Assim, tributo criado em 10.11.2020 somente poderá ser exigido em 10.2.2021.
- Diante disso, regra geral:
Todo tributo criado ou majorado somente poderá ser exigido no 1° dia do ano seguinte da publicação + 90 dias da
publicação – CUMULATIVA.

- EXCEÇÕES à anterioridade: existem tributos que poderão ser exigidos IMEDIATAMENTE, a partir da publicação
(mesmo que criados ou majorados): SÃO URGENTES....
II, IE, IOF, empréstimo compulsório em guerra e calamidade, e IE guerra.

*Alteração de prazo de pagamento, mesmo que ANTECIPE, terá efeito imediato, não aguardará a anterioridade!

- PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO


O valor cobrado de tributo não pode ter significativa quantia que impeça a propriedade. Exemplo: o valor do IPVA
ser maior que o do veículo).
- STF em repercussão geral: o princípio do não confisco também será estendido para as multas tributárias.

- o fisco não poderá interditar estabelecimento comercial, bem como NÃO poderá aprender mercadorias como
forma de coação (exigir) para pagamento de tributo. Está devendo tributo, não pode se utilizar de SANÇÃO
POLÍTICA.
- Não pode impedir o contribuinte de emitir NF por não ter pago tributo, é uma sanção que não cabe, se quiser
cobrar que entre com uma execução fiscal.

- A União NÃO pode isentar tributos que NÃO sejam de sua competência, ex isentar IPTU, que é competência
município – não pode!!!
- Tratado internacional e convenção internacional RATIFICADOS pelo Presidente da República PODERÃO ISENTAR
TRIBUTOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS.
- Imunidades
– dispensa constitucional do poder de tributar. Não pode ser revogada.
- regras que dispensam pessoas, objetos, casos determinados no dever de pagar tributo.

* Imunidade genérica
– SÓ DE IMPOSTO
- CASOS GENÉRICOS
- Não pode ser exigido IMPOSTO sobre o patrimônio, renda ou serviços dos TEMPLOS, desde que eles revertam o
patrimônio, renda, serviço ao cumprimento de SUA FINALIDADE ESSENCIAL. EM nome do templo! Se ele compra
um produto – não haverá isenção de imposto por o bem não é dele e sim de outra pessoa!
- Ou seja, o templo precisa pagar as taxas de lixo. Pois a imunidade diz respeito apenas ao imposto.
- Se o templo alugar um espaço seu para uma empresa privada também haverá isenção de imposto, DESDE QUE
HAJA A REVERSÃO DO VALOR RECEBIDO PARA A SUA FINALIDADE ESSENCIAL.

Além dos templos,


os partidos políticos e suas fundações, sindicatos dos trabalhadores, instituições de educação sem fins lucrativos,
e instituições de assistência social sem fins lucrativos:
NÃO IRÃO PAGAR IMPOSTO sobre o patrimônio, renda ou serviços, desde que: (cumulativo)
a) revertam o patrimônio, renda, serviço ao cumprimento de SUA FINALIDADE ESSENCIAL; +
b) requisitos 14 CTN
 As entidades de assistência social sem fins lucrativos, além da imunidade de imposto NÃO PAGARÁ
contribuição de seguridade social!

Também não pagar imposto:


Livros, jornais, revistas/periódicos e papéis destinados as suas impressões – de objetos imunes- (objetos) – pois
terão imunidade!

Porém, revistas com finalidade de RENDA, PUBLICITÁRIA ( ex natura avon, pois o objeto é a venda) – NÃO TERÃO
IMUNIDADE!
Não é todo papel que terá imunidade, pois o papel destinado a revista publicitária NÃO terá imunidade.
Livros DIGITAIS TÊM imunidade!

- Veículo de uma editora de revista, prédio de jornal PAGAM IMPOSTO (ex IPVA, IPTU)... pois não são objeto!

- Obrigação Tributária
Os sujeitos estarão obrigados a pagar:
- Obrigação Principal
* Obrigação de pagar (tributo ou multa)

- Obrigação Acessória
* Fazer/não fazer – distinta da obrigação de pagar (nota fiscal, livro contábil).

No DTO TRIBUTÁRIO O ACESSÓRIO NÃO SEGUE O PRINCIPAL. AS SÃO OBRIGACIONAIS SÃO INDEPENDENTES!!!!

Assim, mesmo estando imune ou isento (pagar – principal), terá obrigação de emitir nota fiscal (fazer – acessória).
*Os templos possuem imunidade em relação à obrigação principal e não a acessória.

- O descumprimento de uma obrigação acessória faz nascer o dever de cumprir uma obrigação principal, ou seja,
pagar!

- As obrigações acessórias poderão ser criadas por legislação tributária


-> Art. 96 CTN. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais,
os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a
eles pertinentes. -> OU SEJA, PODE SER ATO DO PODER EXECUTIVO (decreto, resolução, portaria).
- Sujeito ativo: ENTE COMPETENTE, salvo quando houver delegação a outro entre.
- Sujeito passivo: 2: (QUEM IRÁ CUMPRIR A OBRIGAÇÃO)
* Contribuinte – tem relação direta com o fato gerador – pratica fato descrito na norma (ex tem um carro)
* Responsável – TERCEIRO Que NÃO TEM relação direta com o fato gerador (não realiza) mas tem um vínculo,
assim, poderá ter que pagar um tributo. Ex terceiro que compra uma casa – terá que pagar IPTU.

- Por mais que o contrato de locação diga que quem vai pagar o IPTU é o inquilino, se este não pagar, o fisco –
fazenda pública (ex município no caso do IPTU) vai cobrar do proprietário – contrato particular NÃO PODERÁ ser
oposto contra fisco para modificar a definição legal de sujeito passivo. O proprietário vai pagar, mas depois pode
ajuizar ação cível contra o inquilino.

- Um único tributo PODE ser exigido de duas ou mais pessoas conjuntamente, desde que haja vínculo/interesse
comum na coisa (fato gerador). Assim, serão solidariamente OBRIGADOS. Ou seja, pode ser cobrado de qualquer
um na totalidade, mesmo que aquela pessoa seja responsável apenas por uma parte. Depois a pessoa pode cobrar
dos outros. Mas para o fisco, isso não importa. EX vários proprietários de um imóvel – pode cobrar de qualquer um.

- A solidariedade não comporta benefício de ordem! Não tem obrigação de cobrar por último o mais idoso, por
exemplo.
- EFEITOS da solidariedade:
- se um dos devedores solidários pagar, isso aproveita os demais, que ficarão desobrigados – perante ao fisco.
- Porém, se houver isenção ou remissão INDIVIDUAL somente o ISENTO/REMIDO estará dispensado do dever de
pagar, mantendo-se os demais SOLIDARIAMENTE obrigados pelo saldo devedor.
Ex. uma pessoa que é proprietária junto com outras de um imóvel, é deficiente visual, portanto é isenta de tal
imposto. Então, diminui-se o que seria devido por ele (sua quota parte) e os demais ficam solidariamente
responsáveis pelo restante. Ex 15000. Três proprietários. Diminui 5.000 dele, sobra 10.000 que os outros são
obrigados solidariamente.

Domicílio tributário
Regra geral: Local escolhido pelo sujeito passivo.
Porém, se ele não informar, e for pessoa física: lugar onde mora. Se não tem moradia: lugar de trabalho. Andarilho:
lugar onde ocorrer os fatos.
Já pessoa jurídica (sem domicílio fiscal): lugar da sede da empresa ou lugar em que ocorreram os fatos geradores.

O domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo pode ser negado pela autoridade fazendária, quando o domicilio
eleito impeça ou dificulte a fiscalização/ arrecadação.

Suspensão da exigibilidade do crédito tributário


- Modalidades que irão impedir que o crédito tributário venha a ser exigido (cobrado) do sujeito passivo.
-MOratória (dilação de prazo daquele que DEVE (vencido) tributo) – moratória não dispensa pagamento, não é
renúncia, APENAS AUMENTA , DILAÇÃO DE PRAZO PARA PAGAMENTO – durante esse prazo não sofrerá execução
– cobrança) – precisa de lei específica para conceder moratória.
- Recurso Administrativo – contribuinte recebe o auto de infração e faz recurso na esfera adm – enquanto perdurar
o recurso sem uma resposta definitiva a exigibilidade estará suspensa. Destaca-se que, nenhum valor poderá ser
exigido para que se faça recurso.
- DEpósito – apenas o depósito integral e em dinheiro suspenderá a exigibilidade. Nenhum valor poderá ser exigido
a título de depósito para que se ingresse com ação anulatória.
- LIMinar – tutela provisória desde que presentes todos os requisitos para a suspensão.
PARcelamento – enquanto está pagando a exigibilidade estará suspensa. O parcelamento NÃO EXCLUI JUROS E
MULTA, salvo disposição de lei em contrário.
Assim, se a lei trouxer de forma expressa PODE haver a redução parcial ou total de juros e multa quando da
concessão do parcelamento. Mas se a lei NADA dispor, não exclui juros e multa. Portanto a lei PODE reduzir.

Os entes competentes NÃO podem criar novas formas de suspensão da exigibilidade de crédito tributário além das
previstas no CTN (MORDE LIMPAR) – ROL TAXATIVO!!!
- Diferença remissão e anistia.
* Remissão é forma de EXTINÇÃO – PERDÃO de tributo ou de multa já lançados
* Anistia é forma de EXCLUSÃO – PERDÃO apenas da multa ainda NÃO LANÇADA, não constituída.

Ver identificação de fatos geradores.

CONSTITUCIONAL

Brasil é uma República Federativa.


- Democracia semidireta: Brasileira – elege representantes pelo voto, mas também há formas de as pessoas
participarem.
- Plebiscito: população é consultada ANTES da decisão ser tomada.
- Referendo: decisão é tomada e DEPOIS o povo é consultado.
- Sufrágio Universal: todas as pessoas podem participar, que se expressa pelo voto.
Voto no Brasil: secreto, personalíssimo (não pode fazer procuração), direito (vota diretamente no candidato),
universal, periódico e obrigatório (para quem tem a cidadania ativa +16 anos).
Poder votar é um direito ativo e ser votado é direito político passivo.
 Direito ao voto é uma cláusula pétrea. Não pode ser objeto de alteração o voto direto, secreto, universal e
periódico. Ou seja, PODE ter uma EC alterando para o voto ser facultativo, pois na cláusula pétrea nada fala
em não poder alterar a obrigatoriedade, apenas os outros 4.
 Alistamento - Para votar, precisa ter:
* Nacionalidade brasileira; facultativo +16 e + 70 e analfabeto.
* São inalistáveis (não podem votar): estrangeiros + conscritos serviço militar.

 Condições de exigibilidade: (ser votado)


* nacional
* alistamento
* filiação partidária
*domicílio eleitoral onde vai concorrer. Deputado estadual RS: precisa ser residente lá.
* idade mínima
- Vereador: 18 anos - 21 anos Dep Est e Fed, Prefeito; 30 governador; 35 senador e Presidente.
- Precisa ter a idade completa PARA O CARGO DE VEREADOR (18 ANOS) no momento do REGISTRO DA
CANDIDATURA.
- Nos demais, precisa ter a idade no momento da posse.
- São inelegíveis:
* inalistáveis (estrangeiros) e analfabetos.
* Presidente, vice, mesa senado, mesa deputados (ou seja eles podem ser eleitos deputados e senadores, mas
n podem fazer parte da mesa) , membros STF – precisa ser NATO.
* Demais cargos podem ser naturalizados.

*Exceção: Portugueses podem votar e ser eleito, desde presentes os requisitos do tratado.

- Condições de Inexigibilidades previstas em lei complementar:


* Reeleição: vedação/proibição do 3° MANDATO. Apenas um mandato 4 + 4.
Só vale essa limitação para cargos do poder EXECUTIVO – presidente, governador e vereador.
 STF entendeu que não pode a figura do prefeito itinerante. Sair do cargo 8 anos e ir para município
vizinho ser prefeito. Não pode!
 Quando o vice assume o cargo no meio do mandato DEFINITIVAMENTE, só pode ser eleito mais uma
vez. Conta como mandato inteiro: ex Temer.

- Prefeito exerceu mandato 2 anos e quer ser governador. Se quer concorrer a outro cargo do EXECUTIVO tem que
renunciar do cargo do EXECUTIVO. Deputado quer ser prefeito, não precisa renunciar. Reeleição também não.

- São inelegíveis no território da circunscrição do chefe do poder EXECUTIVO cônjuge, parentes ATÉ 2° GRAU (pai,
mãe, avô e irmão), salvo se o parente já é titular.
* o parente que está buscando a reeleição PODE (ex presidente está eleito e seu filho também como deputado,
ambos podem se candidatar a reeleição). Agora se um parente novo fosse entrar NÃO pode. Se for a primeira vez,
ambos podem se candidatar juntos.
* a inexigibilidade é dentro da circunscrição: o presidente tem jurisdição em todo o território então nenhum
parente dele pode tentar se eleger se o presidente buscar a reeleição. Agora se um é prefeito e o outro quer tentar
governador pode.
* a dissolução da união NO CURSO do mandato, não afasta a inexigibilidade.
* Agora se o cônjuge titular morreu, o outro PODE se candidatar para o próximo mandato! Por que não tem chance
de eles voltarem.

- Militar (abrange tanto exército, como policiais, como bombeiros) na ativa. – militar inativo pode se candidatar.
Militar na ativa com menos de 10 anos: quando for se candidatar entra no partido politico É EXCLUÍDO das forças.
Afastamento definitivo – eleito ou não.
+ 10 anos: se candidata, e nesse tempo, o serviço militar fica suspenso (durante a candidatura). Se não se eleger
volta pro cargo. Se for eleito, será aposentado, ou seja aqui não é excluído.

Emenda Constitucional

- a CF é rígida.
- Quem pode propor EC:
* Presidente da república
*1/3 dos senadores ou 1/3 dos deputados.
* mais da metade (relativa) das assembleias legislativas dos estados membros.

- Para ser aprovada, precisa:


- 2 turnos de aprovação em cada casa (2x na câmara e 2 vezes no senado). Pode ser no mesmo dia os dois turnos.
- Quórum de 3/5! --- 4/5 pode, porque é maior que 3/5.
- Quando a EC é aprovada, passa-se a promulgação. Quem promulga é a mesa da câmara e a mesa do senado (ao
contrário outras leis que é o PR. Que promulga). NÃO EXISTE SANÇÃO E VETO NA EC.
- Estado defesa, sítio e intervenção federal não pode ter projeto e aprovação de emenda – seria um vício formal,
pois não respeitou essa limitação.
- EC que foi rejeitada só pode ser proposta na próxima sessão legislativa, ou seja, no próximo ano.
* CF não traz previsão de que iniciativa popular pode ser proposta para emendar CF.
* Porém o STF já decidiu que Const. Estadual pode trazer expresso que sua emenda seja por proposta de iniciativa
popular.

Lei ordinária (maioria simples dos presentes para aprovar –porém precisa quórum mínimo para abrir a sessão
legislativa de pelo menos maioria absoluta) X lei complementar (aprovada por maioria absoluta: ex 81 senadores:
41 favoráveis para aprovar)
- Qualquer membro congresso, senado, comissões parlamentares, PR, STF, Tribunais superiores TEM legitimidade
para propor essas leis, além da iniciativa popular 1% da população, ao menos 5 estados. (âmbito município 5%).
- Lei ordinária e complementar NÃO TÊM HIERARQUIA.
- Importa o conteúdo.
* quando a lei traz expressa que só pode ser alterada por lei complementar, só pode ser lei complementar. Mas
quando traz: mediante lei, pode ser tanto ordinária quanto complementar.
* Regra: lei complementar altera com complementar. Lei ordinária por ordinária.
Exceção: Porém, se NÃO tem reserva de conteúdo para lei complementar (diz apenas que pode ser alterada por
LEI), uma lei complementar pode ser alterada por lei ordinária.
LC será a utilizada para tratar de: inexigilbilidade, competência privativa da união para os estados, criação de
tributos e carreiras jurídicas (MP, defens, AGU)

- A CF traz algumas questões de iniciativa privativas do PR –


Princípio da Simetria:
* Tudo aquilo que tiver lógica e vale para o PR, vale para o gov e prefeito no âmbito de suas competências.
* Porém, tem matéria que SOMENTE O PRESIDENTE PODE PROPOR -> ex militar.
* Direitos e deveres dos servidores públicos, remuneração, organização da adm pública (criação de órgãos) 
privativo membros executivos – PR, governador e prefeito.

Medida Provisória:
- Não é lei, mas tem força de lei. É ATO NORMATIVO, de competência PRESIDENTE DA REPÚBLICA, mas pelo
princípio da simetria, pode o governador e ao prefeito também, desde que previsto na constituição estadual.
- PRAZO MP: 60 dias +60. -> máximo 120 dias.
- medida provisória aprovada: passa a ser lei.
- se rejeitada, 45 dias sobrestradas (suspensas) ver essa parte.

- cidadania, nacionalidade, dtos políticos, dto penal, processo penal não podem ser por medida provisória,
organização judiciário.
* EM DTO CIVIL É POSSÍVEL, adm, empresarial, ambiental também.
* NÃO PODE MP para matéria reservada LC. Não pode também p sequestro de bens – poupança...
* Casos urgentes orçamentários pode ser por MP.

Decretos
Não existe mais a figura do decreto-lei desde a CF.
 Decreto legislativo (pelo congresso nacional).

 Decreto regulamentar – exercido pelo presidente da república, regulamentar lei já em vigência. Simetria:
prefeito e gov também podem. Cabe apenas ADPF.

 Decreto autônomo: pelo PR. Ato normativo primário. PODE CRIAR direitos novos, como se fosse uma lei.
Cabe ADI de decreto autônomo!

Leis delegadas
Matéria que seria de competência do congresso, será delegada ao PR. Não vai perder o poder de legislar, mantém
com ele também, mas o PR passa a ser competente TAMBÉM para regulamentar. Assim, compete aos congressos
sustar leis que o PR extrapolar, mesmo que tenha pra ele delegado. Esse poder é passado por RESOLUÇÃO.

*pode haver um controle prévio do conteúdo na norma, desde que a resolução preveja.

IMUNIDADES
Parlamentar: senadores, deputados federais e estaduais. Proteção à ideia de atuar.
Imunidade Formal
*vereador não cabe imunidade formal
Existe o crime, mas existe um favorecimento.
Procedimento: fato existe, mas algo altera o processo.
* Regra: Direito de não ser preso, mesmo homicídio.
* Exceção: flagrante em crime INAFIANÇÁVEL. E, mesmo nesse caso, a casa decidirá sobre sua prisão.
* possibilidade de sustação do processo (suspensão) precisa aprovação 2/3– casa decide por parar o processo. Se
não disser nada, continua. Depois que extingue o mandato, volta a ser processado.
* Prerrogativa de foro (foro privilegiado): deputados federais e senadores: STF.
STF adotou teoria restritiva foro. Só vai julgar quando dep. E sena tenham cometido crime em razão do mandato E
durante o mandato: crimes após a diplomação. Se o crime foi antes, não será STF a competência. Matou a esposa
não é STF pois ñ foi em razão do mandato.

Imunidade Material:
*vereador TEM imunidade material, dentro de sua circunscrição – precisa ser no município.
Imune penalmente e civilmente para discursar, votar. Total liberdade para opinar, discursar e votar, não havendo
crime, fato vai ser atípico.
Só valem no exercício da função, questões relativas à isso, tenha a ver com o mandato, não necessariamente precisa
ser no recinto do congresso, pode ser na televisão, estar de férias, desde que seja relativo a sua função.
Também precisa da teoria da conexão, ser praticado em razão do mandato E durante o mandato
Controle de constitucionalidade

Verificar se o ato está em consonância com a CF.


A via judicial não é a única
Após 88 são constitucionais ou inconstitucionais.
- Antes 88 são recepcionadas ou não recepcionadas.

Controle preventivo (político, processo legislativo): corrigir inconstitucionalidades durante o proce. Legislativo.
Pode ser por:
* Veto (parcial (um artigo) ou total (a lei inteira)) – maioria absoluta pode derrubar o veto.
* Comissão (atuantes dentro do poder legislativo) – é obrigatória do poder legislativo e vai estar presente em todos
os processos, todo projeto de lei precisa passar pela comissão.

- vício formal ou projeto para abolir claúsula prétrea é por meio de mandado de segurança, qualquer parlamentar
pode impetrar.

Controle Repressivo:
 Difuso – qualquer juiz ou tribunal pode apreciar uma inconstitucionalidade, pela maioria absoluta.
Regra geral: há partes, controle incidental: incide na causa, mas não é o objeto central. Efeito Inter
partes -> atenção: recurso extraordinário.

 Concentrado
Concentra originariamente no STF. Não há partes, há legitimados para propor a ação contra quem cometeu a
violação à constitucional. Efeitos erga omnes -> vincula apenas a adm publica direta, indireta e poder judiciário.
NÃO VINCULA PODER LEGISLATIVO que poderá inclusive legislar (CRIAR LEI) contra decisão do STF!!! O STF também
pode mudar suas decisões mesmo em controle concentrado.

Legitimidade
Legitimidade Ativa
CONCENTRADO 103 cf
ADI, ADC e ADPF -> quem pode propor PR, mesa senado, mesa câmara deputados, governador, assembleia
legislativa, PGR, OAB, partidos políticos c representação no congresso, ou confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional..
TRÊS GOVERNADOR, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA e confederação sindical ou entidade devem demonstrar interesse;
Não podem: prefeito,

DIFUSO: qualquer um pode!!!!

ADI:
a) Lei ou ato normativo federal ou estadual (NÃO PODE MUNICIPAL)
b) Posteriores CF 88. Anteriores NÃO pode, pois será recepção ou não.
c) Primários
ADI (0)
a) Omissão constitucional parcial ou total e
b) Norma eficácia limitada
ADC
a) Controvérsia judicial (NÃO É SOCIAL)
b) Ato normativo federal -> não federal e não estadual.
c) Posterior CF 88.
ADPF
a) Subsidiária – quando não houver os outros meios, cabe ADPF.
b) Ato do poder público
c) Cabe TAMBÉM ADPF de lei e ato normativo municipal e anterior CF 88, pois ambos não cabem nas outras.

Confederação: união de países, com base num tratado, podem sair a qualquer momento – secessão.
Estado unitário: não existe separação de poderes.
Federação (Brasil):
- União de partes autônomas
- Constituição
- NÃO POSSÍVEL A SECESSÃO (SEPARAÇÃO).
Brasil é o todo, soberano.
É formado pela União (CF), estados-membros (CE e CF), DF (lei orgânica quórum aprovação 2/3 e intervalo de 10
dias para aprovar novamente e CF) e Municípios (CF, CE, Lei orgânica: quórum aprovação 2/3 e intervalo de 10 dias
para aprovar novamente)-> que são autônomas. Então a União NÃO é soberana. Quem é soberano é o BR.
- Essa autonomia é política, adm, legislativa, tributária e financeira. Autonomia é igualdade, um não manda no
outro. Autonomia é cláusula pétrea. Exceção: intervenção federal.

- a CF prevê que os territórios são PJ. Mas atualmente não tem territórios no BR. Não tem autonomia. Governador
Territorial será nomeado pelo PR.

O país PODE AUMENTAR de tamanho, o que não pode é a secessão.

Pode ser criado mais um estado, um estado se juntar ao outro, podem ser desmembrados. PRECISA TER PLEBISCITO
da população diretamente interessada, o qual vincula. Ouve as assembleias – mas não vincula. Lei complementar
federal para fazer isso.

Município: pode ter criação, fusão, desmembramento e incorporação.


Não pode ser criado, atualmente, um município, pois não tem a lei federal que autorize essa criação.
Procedimento:
- estudo de impacto/viabilidade técnica;
- plebiscito
- lei complementar FEDERAL autorizando criação novos municípios
- lei estadual criando (pode ser ordinária).

- O estado é laico, mas pode haver parcerias quando houver interesse público, jamais vinculando o Brasil a uma
religião.

DTO DO TRABALHO

Conceito de Empregado
Pessoa física
Pessoalidade (somente aquela pessoa pode exercer, salvo prévia autorização empregador
Não eventualidade – o empregado sabe que tem que estar lá naquele dia, não importa se é apenas uma vez na
semana.
Exceção: Diarista(até 2x na semana, não tem vínculo, não é empregada X doméstica (+2x na semana, é empregada).
Onerosidade (pagamento ou promessa de pagamento)
Subordinação (recebe ordens).
 Não precisa ter exclusividade: E ele pode ser empregado de outra empresa também. Pode trabalhar
em casa, em outro país, não importa se o militar não deixa, para o dto do trabalho fica caracterizado o
vínculo.
Conceito de Empregador
Risco do negócio é do empregador, não importa se teve lucros. O lucro é do empregador, assim como o prejuízo.
Não pode transferir o risco ao empregador.
Grupo econômico: estratégia comercial. Uma empresa se divide em várias, cnpj distintos, mas coordenação em
conjunto. Empresas do mesmo grupo econômico possuem responsabilidade SOLIDÁRIA, TODAS AS EMPRESAS SÃO
DEVEDORAS PRINCIPAIS – PODE ENTRAR CONTRA QLQ EMPRESA DO GRUPO ECONÔMICO, MESMO QUE NÃO
TENHA TRABALHADO PRA ELA.
As áreas do grupo econômico precisam ser afins, não pode ter objeto distinto.
Advogado (ou qlq outro empregado) contratado pela empresa A – eventualmente tira dúvidas/presta serviços
também para B, C, e D, do mesmo grupo econômico -> isso, por si só, não gera vários vínculos. SE NO HORÁRIO
CONTRADADO para exercer o trabalho p A, exercer p as outras, continua tendo APENAS um contrato.
Diferença do sócio retirante para sucessão de empresas

Sócio Retirante: A +B eram sócios e apenas B ficou, então A foi o sócio retirante (está saindo da empresa). Ele fica
responsável por 2 anos. Pode responder um processo trabalhista pelos próximos 2 anos. Tem responsabilidade
SUBSIDIÁRIA, não é o devedor principal. 1° cobra da empresa, 2° do sócio atual, 3° do sócio retirante. Respeitar
essa ordem

Sucessão de empresas

Empresa A é adquirida por B


- Não altera os contratos de trabalho (salário, benefícios...), não importa se mudou de dono.7
- Se o empregado ajuizar ação trabalhista, o ex-dono não vai ter responsabilidade. O adquirente quando compra
a empresa, compra todo o passivo trabalhista, mesmo que já em andamento.

Contrato de Trabalho

Art. 442-A CLT – não pode exigir experiência superior a 6 meses no ato da contratação – ato discriminatótio.

443 – prazo dos contratos: regra – indeterminado, tem data início, mas não tem de fim.
Exceções:
a) Atividade transitória – a empresa ganha um serviço especifico por determinado tempo
b) Empresa transitória – só abre em determinado período
Ambas o contrato é no máximo 2 anos, podendo ser renovada uma vez dentro dos 2 anos, não pode exceder
esses 2 anos. Então o contrato pode ser no início de 1 ano depois prorroga por mais 1.
O empregado contratado nessas duas (temporário), depois de encerrado, deve haver um intervalo de 6 meses
para poder ser contratado novamente (pela mesma empresa, nas mesmas condições).

Contrato de experiência
90 dias, podendo ser prorrogado por 2 vezes dentro dos 90 dias. Ex: 30+ 60.
Alguma irregularidade: transforma em indeterminado. Ex: foi prorrogado por 3 vezes, não pode, então vira
indeterminado.

Intermitente
É empregado, assina CTPS. Mas só trabalha quando chamado, se ficar 1 mês sem ser chamado, não recebe. Se for
chamado por um dia , ganha aquele um dia, com todos os direitos.
Porém, empregado intermitente NÃO tem dia certo, ex se foi chamado p trabalhar todo sábado e domingo é
empregado normal, pois tem os dias definidos, não intermitente.

Aeronauta NÃO PODE SER intermitente.

452-A no contrato intermitente DEVE constar o valor hora, não pode ser inferior dos normais e ao mpinimo.
Convocado 72 h antes. Tendo 1 dia para responder. O silêncio entende-se como recusa. E se ele não
comparecer/aceitar.
A recusa NÃO é considerada falta. Por que ele pode estar comprometido com outra empresa naquele dia.
Porém MULTA se o intermitente comparecer e o empregador disser que NÃO tem serviço pra ele. Recebe 50% do
acordado. Já se o empregado ficou de ir e não FOI ele que paga a multa de 50% ao empregador.
Todo mês ele ganha as verbas, ex num mês recebe 1/12 do 13°, das férias....

Empregado hipossuficiente
- Recebe 2X o teto do INSS (cerca de 5000x2) E
- Possui diploma
* NÃO tem o princípio da proteção. Pode negociar cláusulas contratuais diretamente com o empregador. EX no
empregado normal não pode cláusulas que o prejudiquem, a não ser que por ACT ou CCT. Aqui PODE!!!
*Pode arbitragem.
Alteração contratual
Somente altera o contrato de trabalho quando o empregado concordar e for mais benéfico pra ele. NÃO se aplica
CCT e empregado hipossuficiente.

Reversão ao cargo de origem


Exerce uma função e passa a ser coordenador (ou qlq outro cargo de confiança) Não deu certo. O empregador pode
reverter o empregado ao cargo de origem de novo. As gratificações que havia passado a ganhar, perde,
independente do tempo que ficou no cargo. NÃO EXISTE MAIS A REGRA DOS 10 ANOS.

Transferência
Troca o empregado de um lugar p outro.
Regra: somente se o empregado concordar.
Exceção:
* se tiver previsão no contrato que ele pode ser transferido
* se for cargo de confiança.
- ambos os casos COMPROVAR A NECESSIDADE!
* não importa se esposa não foi transferido também!!! É licita a tranferncia desde que comprovado os requisitos.
- Fechar o estabelecimento: pode transferir.
- §3° transferência provisória (TEMPORARIAMENTE): adicional de transferência de 25% , porque a pessoa vai ter
gastos nos dois lugares ainda, então precisa do adicional, que é salarial.
* transferência definitivo (ajuda de custo com a mudança, é verba indenizatória – recebe uma vez).

Termo de quitação anual e cláusula compromissória de arbitragem

Arbitragem: empregado hipossuficiente (2x teto INSS) PODE! Tendo a cláusula, obrigatoriamente arbitragem.

Termo de quitação anual: OBRIGATORIAMENTE PERANTE O SINDICATO. Não é quando acaba o contrato; o
empregador quita todas as verbas daquele ano. Fica quitado aquele ano, não pode mais cobrar quando sair da
empresa.

Suspensão e Interrupção do Contrato

-SUSP INT
Não trabalha Não trabalha
Não recebe Recebe
Não conta tempo de serviço Conta Tempo de Serviço

Interrupção: férias, DSR. Feriado, atestado médico, empresa interditada, lockout, 473 CLT
Professor 9 dias morte e casamento -> 420.
Normal: 2 d falecimento; 3d casamento; 1d nascimento filho (5 licença paternidade); 2d alistar eleitor.

Suspensão: suspensão discilplinar (máximo 30 dias);


Aposentadoria por invalidez (é suspenão, contrato fica suspenso)
Greve
Auxilio doença comum
Auxilio doença acidentário (acidente de trabalho ou doença ocasionada pelo trabalho, acidente deslocamento p
empresa e da empresa para casa).
Serviço militar obrigatório

A.D.A e S.M.O ->>>>> SÃO SUSPENSÃO, MAS CONTA TEMPO DE SERVIÇO E ASSIM, DEPOSITA FGTS.

Teletrabalho
Trabalha em casa com TECNOLOGIAS (computador, meios de comunicação.
- NÃO tem controle de jornada: NÃO TEM HORAS EXTRAS.
- Não importa se tem que ir na sede entregar relatório, reuniões (comparecer eventualmente à empresa), continua
sendo teletravalho
- Para mudar do presencial para o teletrabalho PRECISA DA CONCORDÂNCIA DO EMPREGADO.
- Se está no teletrabalho e precisa voltar presencial: É OBRIGADO, NÃO PRECISA CONCORDÂNCIA.
- Pode ter um prazo de 15 DIAS para se organizar depois da ordem do empregador. Voltar p o presencial.
- Acidente de trabalho em casa, no horário, é acidente.
- Os equipamentos usados não são salário.

DANO EXTRAPATRIMONIAL
É igual a dano moral – art 223-A ss
Pode sofrer dano extrap tanto PF quanto PJ.
Cai uma luminária no empregado dentro do trabalho e amputa a mão:
Pode pedir dano moral (extrapat), estético (imagem) e material (capacidade) -> pode pedir todos juntos.

JORNADA DE TRABALHO
ART 58 e ss CLT.
Regra geral: 8h diárias e 44h semanais. §1° variação de 5 min para mais OU PARA MENOS. Se ultrapassar o limite,
desconta tudo e paga tudo. Não desconta os 5, não pode abater limite de tolerância.
Horas in intinere: hora deslocamento: NÃO CONTA EM NENHUMA HIPÓTESE!
Conta tempo de serviç sempre que estiver trabalhando ou aguardando ordens.
S.M.O e A.D.A contam tempo de serviço.
Atividade particular dentro da empresa (FACULTATIVA, PARTICULAR DO EMPREGADO)
- culto, estudar, proteger da chuva - NÃO TEM DTO A HORAS, NÃO CONTA COMO TEMPO DE SERVIÇO.

Regime parcial
27 a 30h semanais: NÃO TEM DTO HORA EXTRA.
ATÉ 26H pode fazer até 6h extras semanais. (então 25h pode fazer 6h)

Art 59 CLT:
Máximo 2 h semanais, quem trabalha normal.
Porém, mesmo se passar o limite, recebe.
Pode haver banco de horas negociado pelo sindicato: vale por 12m. Ou seja, não vai receber como hora extra, vai
para o banco de horas e pode converter em folga (mas é a empresa quem escolhe o dia).
Banco de horas por acordo: vale por 6 meses. Mesmas regras do de 12m.
Compensação: durante a mesma semana. Trabalha de segunda a sexta por mais horas, para folgar no sábado. Já
existe a pré determinação da folga. Já sabe que de segunda a sexta vai fazer 1h a mais, para não trabalhar no
sábado.

ART 59-A
Ex compensação de jornada: 12/36. Trabalha 4 h a mais, para folgar 36.
- NÃO DOBRA PAGAMENTO DOMINGO E FERIADO.
- Intervalo PODE SER INDENIZADO (pagar se não der o descanso de 1h.
- TEM DTO À HORA NOTURNA, o que não tem é dto de prorrogação de hora noturna. Ex trabalhou das 22 às 7. Não
prorroga até as 7 como no normal, a hora noturna vale apenas até as 5 no empregado 12x36.

Art 60
Hora extra no ambiente insalubre (prejudicial saúde)
Trabalhador normal: precisa de prévia autorização órgão competente.
12x36 NÃO PRECISA AUTORIZAÇÃO. Se a questão não trouxer que era 12x36, não precisa autorização.

ART 62 EMPREGADOS QUE NÃO TEM CONTROLE DE JORNADA


- Não tem direito hora extra:
* trabalhador externo;
* cargo de confiança (GRATIFICAÇÃO MÍNIMO 40% - REQUISITO)
* teletrabalho
- PORÉM SE MESMO NESSAS CONDIÇÕES a EMPRESA CONTROLAR A JORNADA, VAI TER QUE PAGAR HORA EXTRA

74
 CONTROLE DE JORNADA: + 20 empregados NAQUELE ESTABELECIMENTO.
Controle de jornada por exceção É VÁLIDO: ninguém bate ponto, mas se fizer hora extra anota – anota apenas
aquilo que fugir da hora normal.

Sobreaviso e prontidão: 244 CLT:


Fica a disposição do empregador após o termino da jornada.
SOB PRONT
Na casa do empregado na empresa
1/3 do valor hora (mesmo que n chamado 2/3 do valor hora
Até 24h até 12h
(se na empresa n tem refeitório: tem 1h de intervalo).

SÓ EXISTE SOBREAVISO E PRONTIDÃO SE HOUVER SUBORDINAÇÃO. O EMPREGADO PRECISA OBRIGAR QUE ELE
FIQUE POR EX NO WHATSAPP, TEM QUE SABER QUE VAI PRA CASA FICAR DE SOBREAVISO, POIS SE NÃO RESPONDER
SERÁ DEMITIDO.

Turno Ininterrupto de Revezamento:


- aquele empregado que trabalha em turnos que se alternam. 10 dias manhã e tarde e 10 d manhã e noite.
- tem sua jornada reduzida de 8 para 6, diante do desgaste.

Hora noturna
Urbano Rural
Adicional de 20% adicional 25%
Hora noturna reduzida 52:30 hora noturna igual a diurna
22 as 5 agricultura: 21 às 5, pecuária 20 às 4

Hora noturna do ADV empregado: 20 às 5h.

Intervalos
Período de descanso do empregado.
Intervalo interjornada (entre uma jornada e outra)
Entre um dia e outro intervalo de 11h.
Se não for concedido (ex só 9h de descanso: pede 2h e assim conforme for. Ex 8 horas pede 3h extras).

Intervalo Intrajornada
Até 4 h não tem.
+ 4 até 6 – 15 min
+ 6h (mínimo 1h, máximo 2h).
Intervalo NÃO conta tempo. Então ex trabalha 3h , 15 min intervalo, trabalha +3h.
Esse intervalo NÃO PODE SER DIVIDIDO (EX em 3 vezes). Salvo MOTORISTA e EMPREGADA DOMÉSTICA.

 CONTROLE DE JORNADA É OBRIGATÓRIO PARA EMPREGADA DOMÉSTICA, INDEPENDENTE QUANTAS


FOR.

Intervalo que não foi concedido integralmente (ex tinha dto 1h intervalo e empresa deu apenas 20min). Pede o que
faltou (40min no caso) + 50% - em caráter indenizatório

 Férias
130 ss CLT.
Diminui 6 30 d até 5 faltas Aumenta 9
24 até 14 (ex 10 faltas é 24d).
18 até 23 f
12 até 32 f
* essas faltas são injustificadas.
Regra: férias 1 só período.
Se empregado concordar: até 3 períodos parcelamento.
Um período mínimo 14 dias.
Nenhum período pode ser inferior a 5 dias
* pode ser para qualquer empregado, independente idade!

Início das férias


As férias NÃO PODEM começar 2 dias antes DSR e do feriado
Férias devem ser COMUNICADAS com 30 dias de antecedência (139)
Empregador que escolhe os dias de férias (136) – empregado pode SUGERIR
- Exceção: empegador NÃO ESCOLHE quando:
* membros da mesma família, tem dto a tirar férias junto, DESDE QUE não prejudique a empresa.
* trabalhador menor: suas férias devem coincidir com as férias escolares.

137 clt se as férias não forem concedidas no prazo, pagamento em dobro.


143 possibilidade de vender as férias: PODE 1/3 DAS FÉRIAS -> MAS deve ser requerido 15 dias antes do término
do período aquisitivo (15 dias antes fechar um ano empresa).
Pagamento das férias 2 dias antes do início das férias.

Remuneração
Remuneração = salário (o que o empregador paga) + gorjeta (então gorjeta n é verba salarial)
Remuneração é Tudo que o empregador recebe
Salário e gorjeta são verbas remuneratórias. Mas gorjeta não é verba salarial.
FGTS 8% SOBRE A REMUNERAÇÃO, então conta o salário e a gorjeta.
Verba salarial: saber se o que recebe tem reflexos ou não (base de cálculo INSS, FGTS...)
a) Salário base: mínimo que vai receber. Não pode ser reduzido, salvo ACT e CCT ou hiperssuficiente, onde
pode ser reduzido. POR ACT e CCT no período de redução tem DTO À ESTABILIDADE (457)
b) Complementos salariais (SÃO VERBAS SALARIAIS)
* adicionais (noturno, insalubridade, transferência, hora extra)
* gratificações (comissão).
Sempre que aumentar salário base e tiver complementos vai influenciar nas verbas (FGTS, INSS, 13° E FÉRIAS)
- NOS COMPLEMENTOS, precisa de um fato novo, fato extra.
* empregado era motoboy, passa a trabalhar veículo, perde o adicional periculosidade. Era insalubre, não fica mais
insalubre, perde o complemento. Saiu o fato gerador (fato novo), some complemento.
* Exceção: fazia hora extra há 10 anos.
Recebia 1000 salário e 500 hora extra.
Nesse caso, se retirado a hora extra, tem direito a 10 meses continuar recebendo. SÓ VALE ADICIONAL HORA EXTRA,
NÃO VALE POR EX no ADC NOTURNO (sumúla 291). 1 ano = 1 mês. 2 anos = 2 meses.

Verbas NÃO SALARIAIS ==== INDENIZATÓRIAS -> não tem repercussão nas verbas
- vale transporte
- vale alimentação (em ticket (cartão) – se for em dinheiro é salarial).
- ajuda de custo
- prêmios (quando faz algo extraordinário, vendeu bastante naquele mês, ganha prêmio)
- DIÁRIAS PARA VIAGEM
- salário família (pois tem repercussão apenas previdenciária)
- PLR (lucros – pode ser pago até 4 x – súmula 451 TST) – PLR NÃO É OBRIGATÓRIO
* empregado não precisa estar trabalhando para receber PLR, basta ter contribuído para o lucro, recebe
proporcional se já saiu da empresa.

Equiparação salarial
Precisa provar todos os requisitos.
a) Provar que é o mesmo empregador
b) MESMO ESTABELECIMENTO (na mesma cidade)
c) Mesma função
d) Mesma qualidade
e) Não existe diferença de 2 anos na FUNÇÃO. ATÉ 2 ANOS
f) Diferença de até 4 anos na EMPRESA.
g) Precisa ter trabalhado junto com a pessoa (não pode de empregado que já saiu

 NÃO TEM DTO A EQUIPARAÇÃO SE O EMPREGADOR COMPROVAR QUE TEM QUADRO ORGANIZADO
EM CARREIRA, o qual não precisa estar homologado, PREVENDO promoção por mérito ou antiguidade.

- Se a pessoa foi readaptada à função NÃO PODE ter equiparação (EX foi readaptada por problema de saúde)

 Se provar que havia diferença salarial POR DISCRIMINAÇÃO (ex cor, raça, religião) além das diferenças
salariais tem dto à indenização.

Art 462 Desconto Salarial


Regra: só pode descontar se o empregado concordar E ser benéfico (ex plano de saúde, odontológico,
previdência privada, clube da empresa)
- Agora, quando o empregado causa prejuízo:
* com dolo: tem intenção -. Tem QUE PAGAR ressarcir, INDEPENDENTE PREVISÃO NO CONTRATO
* culpa: sem intenção -> só paga se tiver previsão no contrato.

Art 458 – SALÁRIO UTILIDADE


Vai ganhar 1500, sendo 1200 em dinheiro e 300 em produtos -> pode!
Agora, se diz:
Vai ganhar 1500 + um carro + um celular + um apartamento + 2 camisas:
* se forem PARA O TRABALHO (precisa daquilo para trabalhar): não são salário utilidade.
* se forem PELO TRABALHO (meio que um prêmio): são salário utilidade. Recebe os reflexos.
* vestimenta para o trabalho, educação para o trabalho, seguro de vida, previdência privada, transporte para ir ao
trabalho, seguro de vida, assistência médica NÃO SÃO salário utilidade.

Rescisão do contrato de trabalho


Aviso prévio NÃO É O TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO, só termina DEPOIS DE EXPIRADO O AVISO PRÉVIO.
Prazo pagamento verbas resisórias: 10 dias depois do término, então DEPOIS AVISO PRÉVIO.
SUMULA 305 – deposita FGTS pois conta como tempo de serviço, seja ele trabalhado ou indenizado.

- AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL (É QUANDO A EMPRESA DÁ O AVISO): mínimo 30, máximo 90. 3 dias cada ano.
- AVISO PRÉVIO NORMAL: quando parte do empregado (ele pede demissão) SEMPRE 30 DIAS.

MESES NORMAL PROPORCIONAL


11 30 D 30 D
13 30 30 + 3 = 33
23 30 30 + 3 = 33
25 30 30 + 3 + 3 = 36

Se a empresa COMUNICA o aviso prévio, pode reduzir 2h por dia e 7d de trabalho. Agora SE O EMPREGADO pedir,
não vale.

Pode desistir do aviso prévio, desde que a parte contrária CONCORDE. Pode receber justa causa durante aviso
prévio, pois o contrato está fluindo normalmente, então pode ser punido se fizer alguma irregularidade

Formas de Rescisão

 Justa causa DO EMPREGADO (482 CLT)


- Ato de improbidade (prejuízo proposital p empresa: ex roubo).
- Incontinência de conduta (comportamental, vestuário)
- Negociação habitual (fazendo concorrência com o empregador – É empregada do boticário e vende dentro da
empresa natura)
- Condenação criminal sem suspensão de pena (transitada em julgado e tem que estar preso – se não está
preso, mas foi condenado, pode demitir, mas não por justa causa).
- Desídia (pequenas falhas, que mesmo advertidas continuam a ocorrer, chega atrasado 10 vezes, foi advertido
e continua).
- embriaguez habitual (aqui não gera justa causa porque é uma doença) e no serviço – gera justa causa, pois foi
embriagado trabalhar.
- violação segredo empresa
- ato de indisciplina ou insoburdinação (não obedece regras específicas para ele, ou regras gerais dentro da
empresa),
- abandono do emprego: ônus da prova é do empregador – precisa notificar para vir trabalahar. 30 dias de
abandono. Alta previdenciária :Saiu do auxilio INSS tem 30 dias p voltar.
- Agressão a colegas ou a empregador. A colega TEM QUE SER NO AMBIENTE DE TRABALHO.
- Pratica jogos azar
- PERDA HABILITAÇÃO: COM DOLO = Justa causa. SEM DOLO: é motorista e reprova por problema visão: nesse
caso, é culpa, então não enseja justa causa, pode ser demitido mas não por justa causa.

483 – RESCISÃO INDIRETA


- culpa do empregador- EMPRESA COMETE ATO FALHO.
- É pedida na justiça, não na empresa.
* empresa pede p fazer algo que não esteja na sua capacidade: mulher tem limite esforço físico. Não pode passar
20kg contínuos e 25 eventual. Homem 60 kg (se tiver apoio, pode passar)
* for tratada por seu superior com rigor excessivo (vender muito);
* correr perigo manifesto de mal considerável
* não cumprimento da OBRIGAÇÃO PELO empregador – por mais de 3 MESES!!! Não pagar salário 3 meses. 2 meses
não se encaixa.
* empregador ofende ou agride
* reduz drasticamente a jornada
- no período do processo de rescisão indireta SÓ PODE CONTINUAR TRABALHANDO SE:
A) A EMPRESA NÃO ESTIVER CUMPRINDO AS SUAS OBRIGAÇÕES
B) OU reduz a jornada.
- nas outras hipóteses contrato fica suspenso.

- 484 culpa recíproca: ocorre tanto a justa causa quanto a rescisão indireta. Ambas as partes cometem falta grave.

- 484-A acordo:
FGTS 80% saldo da conta
Não tem acesso ao seguro desemprego.

Ato de rescisão do contrato de trabalho (477 CLT)


- dar a baixa na CTPS e
- comunicar órgãos competentes (Ministerio Economia e CEF)
- NÃO precisa homologação sindicato.
- Só precisa aval do sindicato se o empregado PEDE DEMISSÃO E TEM ESTABILIDADE.

Pagamento da rescisão pode ser dinheiro, depósito ou cheque.


Se for em cheque, não pode se o EMPREGADO FOR ANALFABETO.

- Demitiu o funcionário e ele está devendo ao empregador.


PODE COMPENSAR no ato da rescisão, mas tem um limite: o valor de UMA REMUNERAÇÃO, entra o valor da gorjeta,
pois remuneração é salário e gorjeta.

- Prazo para pagamento: 10 dias do término do contrato de trabalho (ou seja, 10 dias depois que TERMINAR o aviso
prévio.
Não pagou no prazo: multa de um salário (não entra gorjeta).

477-A
Dispensa coletiva = dispensa individual.
NÃO PRECISA PEDIR AUTORIZAÇÃO, MESMO QUE FOR DEMITIR TODOS.

477-B
PDV – empresa oferece dinheiro p que o empregado peça demissão.
Qualquer empresa pode fazer e ela que define como vai ser.
Funcionários que pedirem demissão em março: ganha indenização 10 salários: PODE, O EMPREGADO DECIDE, mas
se aderir a isso, não pode cobrar nenhuma verba. PDV quita o contrato. Não pode mais ajuizar ação de nehuma
verba.

Empregados estáveis
* representante pessoal dos trabalhadores: (não é sindicato) – é o que lida com questões internas da empresa.
Porta voz entre empregados e empregadores.
Precisa ter nas empregas com + 200 empregados, até 3 MIL: 3
+ 3 mil até 5 mil: 5
+ 5 mil: 7.
Mandato de um ano, estabilidade DE 1 ANO, DESDE REGISTRO CANDIDATURA, ATPE 1 ANO DO TÉRMINO
MANDATO;
- impedido 2 anos de se recandidatar
- QUEM NÃO PODE SE candidatar REPRESENTANTE PESSOAL: QUEM está contrato de experiência, cumprindo
aviso prévio e contrato suspenso.
- Dirigente do sindicato (ou diretor): TEM estabilidade do REGISTRO DA CANDITATURA, até um ano após o
término – não tem prazo para encerrar.
- Delegado sindical ou MEMBRO do conselho fiscal: NÃO TEM ESTABILIDADE.
- o dirigente sindical só pode ser demitido se tiver um INQUÉRITO JUDICIAL. Assim, o empregador suspende e
ajuiza ação.

- OS DEMAIS ESTÁVEIS NÃO PRECISA INQUÉRITO JUDICIAL, não é obrigatório, mas pode pedir. Justa causa pode
demitir MESMO QUE COM ESBABILIDADE

- GESTANTE (5 MESES APÓS PARTO): Só NÃO tem estabilidade se ela pedir demissão e não souber que está
gravida, se entrou grávida TEM, contrato expediência TEM, foi demitida e não sabia TEM. aDOTANTE TAMBÉM
TEM ESTABILIDADE
- Estagiário NÃO TEM ESTABILIDADE, pois não é empregada

- ACIDENTADO: só tem estabilidade se afastado por auxilio DOENÇA ACIDENTÁRIO (acidente relacionado ao
trabalho): 12 MESES DO RETORNO.

DTO CIVIL

Contratos

É proibido contratar a respeito de herança de pessoa viva. Neste caso, o negócio jurídico será nulo.

Formação dos Contratos = proposta + aceitação


O Contrato se perfectibiliza com a aceitação.
Princípio do Consensualismo – Regra - A celebração do contrato se dá com a aceitação.
Há exceções: contrato de comodato, que somente se perfectibiliza com a tradição

Em regra, a proposta obriga o proponente.


Aqui, não tem contrato, porque só forma contrato com a proposta + aceitação, mas obriga o proponente que fez a
proposta, não podendo mudar de ideia.
-deixa de ser OBRIGATÓRIA A PROPOSTA:
* pessoa presente sem prazo, não for imediatamente aceita (pode ser tbm por ligação...)
* pessoa ausente sem prazo (ausente: carta).
* pessoa ausente com prazo (fixa um prazo para a pessoa responder).
* retratação (se arrepende -> a retratação precisa chegar antes ou junto com a proposta)

- Nova/contraproposta: não é aceitação. Só quando aceita: aceitação pura e simples, aí sim o contrato existe.
A aceitação sempre deverá ser simples e pura. Se houver qualquer modificação na aceitação, tem-se uma nova
proposta ou contraproposta.

- Vícios redibitórios (441 a 446).


Para isso, deve HAVER UMA RELAÇÃO CIVIL – contrato entre iguais E NÃO consumerista (pois lá é vício de produto)

* Contrato oneroso (dois lados perdem patrimônio)


* VÍCIO GRAVE + PRÉ-EXISTENTE (já existia antes da venda) + OCULTO.
Em casos de vícios redibitórios, cabem as seguintes ações edilícias: ação redibitória ou ação estimatória, esta última
também conhecida como “quanti minoris”, ainda que o vendedor NÃO sabia dos problemas, vendeu de boa-fé.
Agora, se o vendedor agiu de má-fé, além das ações abaixo, terá que pagar PERDAS E DANOS.

Nas ações redibitórias, busca-se o desfazimento do negócio jurídico e o reembolso das despesas do contrato. .
Como se nunca houvesse o contrato.

Nas ações estimatórias, busca-se o abatimento do preço.

Prazos para manifestação/ciência do vício (para o bem apresentar o vício)

- Bens móveis: 180 d


- Bens Imóveis: 1 ano.

Prazo para ajuizar ação, depois de verificar:


- Móveis: 30d
Imóveis: 1ª

Ex: vício no carro apareceu no dia 179, tem 30 dias a partir daí para ajuizar a ação.

- Evicção (447-457)
- PRECISA SER CONTRATO ONEROSO. Doação não cabe.
*vale para bens móveis e imóveis
Perda total ou parcial de um bem por “sentença” (nem sempre é sentença – dto adm é ato adm. Mas aqui no dto
civil é sempre sentença). 741
B vende para A, A compra de B. C ajuiza ação dizendo que o bem é dele: ação reivindicatória, juiz analisa o caso e
C tem razão. Assim, a ação reivindicatória é julgada procedente (essa ação cabe tanto pra móveis quanto p imóveis)
Então tem-se a responsabilidade de B, o alienante. São três situações:
*450 - TOTAL se no contrato NÃO tiver cláusula, não tiver nada sobre evicção. B responde integralmente/total
pela evicção (responsabilidade total do alienante).
* 449 – PARCIAL – CLÁUSULA GENÉRICA - se tiver no contrato cláusula de evicção genérica (responsabilidade
parcial do alienante – cláusulas genéricas dizendo sobre a evicção, vai diminuir as responsabilidades do alienante,
ele vai responder parcialmente, pois isso ajuda ele, mas não totalmente.
* 457 CIÊNCIA DO BEM SER LITIGIOSO - se o comprador sabia dessa situação e mesmo assim comprou, não tem
como reclamar (isenção de responsabilidade do alienante). B não vai ter nenhuma responsabilidade. Adquirente
tinha ciência de estar comprando um bem alheio ou litigioso, sabia onde estava se metendo. Não tem o que fazer.
Vendedor não responde pela evicção.

Extinção dos contratos


- A forma normal de um contrato acabar é porque foi cumprido, adimplido, porém pode ocorrer:

* Resolução – INADIMPLEMENTO.
Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir exigir-lhe o
cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos.
Assim, desfaz (volta ao início, como se não tivesse contrato) + perdas e danos OU cumpre (cobra a inadimplência,
contrato continua) + perdas e danos. -> credor escolhe o que pede.
Porém, se a pessoa já pagou quase tudo: Teoria do ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL – não é justo que ela perca o
bem. Nesse caso o credor não pode pedir a resolução, apenas o cumprimento. (ex pagou 50 parcelas, falta 3).

* Resilição (bilateral e unilateral) NÃO é inadimplemento. Ou os dois lados querem desfazer o contrato – distrato –
OU apenas um deles quer. A forma utilizada p fazer contrato deve ser a mesma para desfazer. Unilateral, ALGUNS
casos a lei permite que apenas uma parte queira: ex contrato de mandato (procuração – adv renúncia ou cliente
revoga, OU encerra contrato de telefonia).
* Exceção do contrato não cumprido (ESSA EXCEÇÃO É DEFESA. Defesa do contrato não cumprido). O B comprou
mas não pagou para A. A não tem obrigação de entregar o bem. Nesse caso, caso B ajuíze uma ação contra A por
este não entregar: A vai alegar em sua defesa exceção do contrato não cumprido. B não pode exigir que A cumpra
sua parte se ele não cumpriu. SÓ VALE para contratos BILATERAIS.
* Revisão/resolução por onerosidade excessiva (478/479) – partes contrataram e depois, durante o contrato
acontece algo imprevisível – há quebra do equilíbrio contratual por um fato superveniente, imprevisto:
- Fator imprevisto (teoria da imprevisão); E
- contrato de prestação continuada (várias parcelas) ou diferida (pago no futuro); E
- torna prestação mais cara (excessivamente onerosa para uma das partes).

- A parte lesada pode pedir uma revisão (para igualar, corrigir) OU resolução (fim do contrato).

Contrato de compra e venda (481 SS


- não há compra e venda sem COISA e sem PREÇO.
COISA (objeto – bicicleta). PREÇO (valor: 1000 reais).
- A coisa pode ser atual ou futura (EX casa ainda na planta). Não existe ainda mas vai existir.
- O preço (485 – 489): fixa-se o preço de várias formas (costumes, variação de bolsa, índice, ouro...).
- Também é possível colocar uma cláusula dizendo que um 3° vai fixar o preço.
- 489 fala que o contrato de compra e venda será NULO quando no contrato não se coloca o preço e tem clausula
dizendo que uma das partes vai fixar (escolher) o preço em dia futuro (depois). NÃO PODE deixar ao arbítrio
exclusivo de uma das partes a fixação do preço. -> deixa para depois a fixação do preço.
* Assim, um terceiro pode, AS PARTES NÃO.
- 496 venda de ascendente p descendente
A (pai) quer comprar o carro de B (filho). Necessário que C (outro filho) consinta? NÃO!!!
O pai pode COMPRAR DE QUEM QUISER.
- O que não PODE É A VENDA. ENTÃO quando A quer VENDER um carro para o filho B. Necessário que o outro filho
C consinta expressamente. Se o outro filho (descendente) NÃO CONSENTIU: É ANULÁVEL – PASSÍVEL DE
ANULAÇÃO: prazo de 2 anos.
- 499 – compra e venda entre cônjuges.
Perfeitamente possível, desde que sejam bens excluídos da comunhão (ex bens particulares, antes do casamento,
no caso comunhão parcial).

- Retrovenda (505)
- apenas de bens Imóveis – prazo máximo 3 anos – transfere à herdeiros (herdeiros podem exercer a retrovenda)
– é oponível contra 3°s.
- Cláusula dentro do contrato de compra e venda. A vende, B compra e colocam uma cláusula de retrovenda. Se a
quiser recomprar (resgatar o bem vendido), desde que pagando o preço que foi definido.
Cláusula colocada no contrato de compra e venda que dá direito que o antigo dono recompre a casa. E o comprador
tem que entregar, desde que pague o valor.
- Oponível contra 3°: B comprou de A e logo após vendeu pra C. Se essa venda ocorreu dentro do período de resgate
(dentro do período de retrovenda) o C está sujeito a ter que vender de volta para o A, desde que esse exija. O prazo
máximo é de 3 anos, mas pode ser estipulado menos. C sabia porque estava na escritura. Sempre vai na escritura.
COISAS
Divide em Posses (1.196 a 1.224) e direitos reais (1.225 – 1.510).

Posse não é direitos reais-> (ex propriedade: Para ser proprietário precisa ter o título (documento – escritura).

Direitos reais são super fortes (precisa documento) : Art. 1.225. São direitos reais: a propriedade; a superfície; as
servidões; o usufruto; o uso; a habitação; o direito do promitente comprador do imóvel; o penhor; a hipoteca; a
anticrese; a concessão de uso especial para fins de moradia; a concessão de direito real de uso; a laje.

Posse é diferente. Posse é o exercício, pleno ou não, DE ALGUM DOS PODERES DA PROPRIEDADE, não precisa
documento, tendo situação de fato, por ex, já é possuidora.

Possuidor precisa ter apenas um dos requisitos, mesmo que de má-fé. NÃO Precisa ter o documento. A pessoa pode
ser possuidora e proprietária ao mesmo tempo.
O CC protege o possuidor, é uma situação de fato. Simples fato de usar é possuidor.
Possuidor de boa-fé x possuidor má-fé:
Posse de Boa-fé: não sabia que tinha dono. Ex tem um contrato de compra e venda mas ainda não registrou, era
fraude do vendedor. Juiz vai analisar o caso.
Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa: NÃO
SABIA Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário,
ou quando a lei expressamente não admite esta presunção: UM DOCUMENTO.
Má-fé: sabia ou tinha condições de saber (invade terreno do vizinho, sabia que tinha dono, mas mesmo assim faz.
Vai ser possuidor de má-fe.

 Detentor: caseiro, relação de subservencia. Está cuidando da casa, é subordinado, mandado pra isso. NÃO TEM
OS EFEITOS DA POSSE. TEM APENAS A DETENÇÃO.

Efeitos da posse:
* ação possessória: esbulho/perda = reintegração; turbação/incomodo= manutenção. Ameaça =interdito proibitório
* benfeitorias:
- Possuidor de boa-fé: A tem um justo título e faz reformas. Necessária: arruma telhado. Útil: faz mais um quarto.
Voluptuaria: chafariz. C ajuiza uma ação contra A e A tem que sair da casa. Como está de boa-fé, A tem direito a
retenção (indenização) pelas necessárias e úteis e pode LEVANTAR AS VOLUPTUÁRIAS (se não for indenizado pode
tirar.
- Possuidor de má-fé: NÃO TEM DIREITO DE RETENÇÃO, apenas dto a indenização pelas NECESSÁRIAS.

Direitos reais
a) Propriedade: aquisição da propriedade, pode ser por:
TRADICIONAL: através de um registro no registro de imóveis (transmissão de título).
USUCAPIÃO: precisa ter POSSE MANSA E PACÍFICA (verdadeiro dono não faz nada) + ANIMO DE PROPRIETÁRIO
(agindo como se dono fosse), podem ser 5:
* Extraordinária(1238) (ñ tem áerea)– 15 anos. Pode reduzir para 10 se ele mora lá OU realiza obras ou serviços de
caráter produtivo.
* ordinária (1245) (ñ tem área)– 10 anos: com justo título e boa-fé; podendo ser diminuído p 5 em situação
peculiares, onde a pessoa era proprietária, registrado em seu nome, mas perdeu, foi cancelado.
* rural (1239): limite ATÉ 50 hectares (limite de área): prazo 5 anos. Ajudar pessoa que está nessa terra a ter
residência. Precisa produzir e morar.
*urbana (1240) limite área 250 m². Tem que morar lá, mas não se exige que produza. Prazo 5 anos.
* familiar : pessoa era casada/união estável com outra e viviam na casa. Máximo 250m². B (um dos cônjuges)
abandona lar. A (outro conjuge ficou possuindo o bem, cuidando, pagando tributos: pode usucapir. Prazo 2 anos.
As especiais: rural, urbana e familiar para que consiga usucapir NÃO PODE SER DONO DE OUTRO IMÓVEL.

Condomínio em Multipropriedade: cada um é titular de uma fração de tempo. A pessoa pode ir lá ex 3 x ao ano.
Vários proprietários. Por ex na praia. Essa fração de tempo corresponde a faculdade de uso e gozo, com
exclusividade da totalidade do imóvel, a ser exercido pelos proprietários de forma alternada.
Lage: o proprietário de uma contrução-base pode ceder a superfície superior ou inferior se sua construção a fim de
que o titular da laje mantenha unidade distinta daquela originariamente construída sob o solo.

DTO CIVIL – PARTE GERAL, FAMÍLIA E SUCESSÕES

Pessoa natural
Capacidade civil plena = capacidade de direito + capacidade de fato
Capacidade de direito: toda pessoa tem. Pois todos são capazes de titularizar direitos e obrigações (1° cc)
Também conhecida como personalidade jurídica, é adquirida no nascimento com vida.
Capacidade de fato (ou exercício): exercer por si próprio os atos da vida civil. Nem todos possuem, pois é adquirida
com a maioridade OU com a emancipação. -> passando a ter capacidade civil plena.

Emancipação
A maioridade é alcançada aos 18. A emancipação NÃO antecipa a maioridade. Não é maior de idade, seguem sendo
aplicadas a ele as normas do ECA. A emancipação ANTECIPA a capacidade CIVIL PLENA. A emancipação é apenas
aplicada para os atos da vida civil. O CP não vai ser aplicada a ele, continua cometendo ato infracional.
Pode se dar de três formas:
- Voluntária: ambos os pais, por escritura pública. Decorrência do poder familiar. Independentemente de quem
seja o detentor da guarda, pois o poder familiar é exercido por AMBOS os genitores dos 0 aos 18 anos. Essa escritura
deve ser levada ao cartório de registro civil para registro.
- Judicial: litígio entre os genitores: um não quer ou ambos não querem emancipar. OU quando os tutores quiserem
emancipar os tutelados +16 anos.
- Legais: 5°, p.u, II, III, IV e V CC:
* casamento: SE divorciar NÃO perde a capacidade civil plena que adquiriu em razão da emancipação legal.
* exercício de emprego público efetivo;
* colação de grau em curso de ensino superior: GRADUAÇÃO, NÃO curso técnico.
* estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o
menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

Incapacidade – duas formas: (por esta razão as pessoas não têm capacidade de fato)
Obs. A deficiência NÃO retira a capacidade civil plena dos indivíduos.
* Absoluta: art. 3° CC: Indivíduos menores de 16 anos -> incapazes DE TODO E QUALQUER ATO em razão da idade.
Não pode praticar os atos da vida civil sozinho. O ato praticado por ele será NULO -> 166, I, CC.
Os menores de 16 anos são titulares de direito, apenas não tem a capacidade de fato. Assim, por exemplo, em uma
ação de alimentos, ele será o titular, mas será representado pela genitora, por exemplo.
Representação:
- Legal: representam aqueles indivíduos que têm algum tipo de incapacidade. Os representantes legais são os pais,
os tutores e os curadores.
- Voluntária: procuração
* Relativa: art. 4° - Incapazes relativamente a CERTOS ATOS, ou a maneira de os exercer. Incapacidade relativa não
é para tudo, apenas para certos atos.
- os maiores de 16 e menores de 18 anos; (idade)
- ébrios habituais e os viciados em tóxico; -> habitual não eventual.
- aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
- os pródigos.

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