Você está na página 1de 5

Centro Universitário Alves Faria – Unialfa 1

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu


Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional

PLANO DE CURSO
VIGENCIA: 2021

Disciplina: Seminários Coletivos


Período: 02 e 03 de Julho de 2021 e 03 e 04 de Dezembro de 2021.
Áreas de Conhecimento: Desenvolvimento Regional
Professores: Cintia Neves Godoi
Titulação: Doutora

SEMINÁRIOS COLETIVOS

As disciplinas do Mestrado em Desenvolvimento Regional foram divididas entre


obrigatórias para todos, obrigatórias por linhas, e optativas. Além das disciplinas
há atividades de Seminários Coletivos, que apoiam o desenvolvimento do projeto
de pesquisa dos discentes.
Os Seminários Coletivos I e II, são obrigatórios, também são desenvolvidos em
30 horas, e valem cada um deles 2 créditos.
Os Seminários Coletivos são atividades que derivam das atividades de orientação
e também da disciplina de Metodologia Científica. A disciplina de Metodologia
fornece referência aos discentes acerca do processo de investigação científica nas
suas fases de planejamento, execução e avaliação. São discutidos os processos de
investigação científica, seus aspectos teóricos e metodológicos, as abordagens
quantitativas, qualitativas e mistas em pesquisa, os instrumentos de coleta de
dados, os procedimentos para coleta, tabulação, análise e discussão dos dados
coletados. A disciplina aborda, ainda, as normas da ABNT para citações,
referências, elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos, inclusive a
produção de artigos. Esta disciplina, em conjunto com os Seminários Coletivos,
apoia os discentes na elaboração dos seus Projetos de Pesquisa.
Os Seminários Coletivos I e II são eventos realizados duas vezes ao ano para
apoiar a estruturação dos projetos de pesquisas dos discentes. Neles os discentes
apresentam oralmente seus Projetos de Pesquisa para o Corpo Docente do MDR.
Esta atividade é um momento oportuno para o Corpo Docente apresentar suas
contribuições para a melhoria dos Projetos apresentados pelos discentes. Os
Seminários são importantes para o planejamento e execução da pesquisa
bibliográfica e de campo, bem como para a elaboração da dissertação, a ser
avaliada na sessão de Qualificação e na sessão de defesa.

CONTEÚDOS:

Os Seminários Coletivos I e II são atividades que reúnem docentes e


discentes para exposição, avaliação e (re)direcionamento dos projetos de
pesquisas dos alunos. Constituem a instância de maior participação coletiva de
docentes e discentes. O que os Seminários trazem de inovador reside na
Centro Universitário Alves Faria – Unialfa 2
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu
Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional

possibilidade de submeter os projetos propostos pelos discentes à análise crítica


dos docentes, a partir da perspectiva de suas disciplinas, conferindo a esta
atividade um caráter interdisciplinar.

JUSTIFICATIVA:

OBJETIVOS

Apoiar o desenvolvimento da Dissertação. Nos Seminários Coletivos I o objetivo


é apresentar material que será avaliado como preparação para a Qualificação. Nos
Seminários Coletivos II o ou a discente deve apresentar avanços no material
apresentado nos Seminários Coletivos I, como preparação para a Defesa.

Seminários I o material deve ser apresentado em até 15 minutos, e deve conter


os seguintes elementos:

Introdução: Objetivos e Justificativa.

1. Referencial Teórico. Trata-se da revisão bibliográfica e discussão dos elementos


teóricos e conceituais com base nos quais as dissertações serão desenvolvidas.
Esses elementos ou categorias analíticas serão utilizados na pesquisa e na análise
concreta da realidade.

2. Metodologia No documento da dissertação para qualificação deve ser descrita


a metodologia a ser utilizada, por exemplo, revisão bibliográfica, revisão
documental, tipo de pesquisa de campo, desenvolvimento de questionário,
universo da pesquisa, tamanho da amostra, agentes sociais a serem entrevistados,
etc.

3. Estrutura Geral da Dissertação Com base no documento “Estrutura Geral de


Dissertação para o Mestrado”, o aluno deverá apresentar a estrutura para
desenvolvimento da sua dissertação.

4. Cronograma para Desenvolvimento da Dissertação Trata-se de apresentar uma


proposta de cronograma com base no qual o aluno pretende desenvolver a
dissertação.

5. Referências Bibliográficas É conveniente que sejam referenciados unicamente


os livros, documentos, artigos, etc., realmente analisados no texto da dissertação,
principalmente os textos que integram o Referencial Teórico. Somente dessa
maneira se pode ver a coerência e consistência das bases teóricas estudadas e
discutidas para realizar logo a análise concreta da realidade que aborda a
dissertação.

Seminários II devem ser apresentados resumidamente, em um tempo de 15 a


20 minutos, elementos de cada parte do projeto de Dissertação, considerando as
explicações a seguir como suporte para o trabalho (destaca-se que pode haver
variação entre os projetos e dissertações e que o roteiro a seguir é uma referência
de apoio):

Introdução: Objetivos, Justificativa, Metodologia.


Centro Universitário Alves Faria – Unialfa 3
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu
Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional

Capítulo I. Aspectos Teóricos e Conceituais. O conhecimento transcorre do


abstrato ao concreto, ou seja, é preciso ter conhecimento teórico ou abstrato para
estudar e entender a realidade concreta. Então, necessariamente os Aspectos
Teóricos devem integrar o primeiro capítulo de uma dissertação, pois é
primordial expor ao leitor quais são os elementos ou categorias teóricas que
servem de referencial para orientar a análise concreta.

Capítulo II. Aspectos Institucionais, Normativos, Políticas Públicas, etc. Após


realizar um levantamento dos aspectos teóricos e conceituais que guiarão seu
pensamento sobre seu objeto, é possível articulá-los aos aspectos institucionais,
normativos e as possíveis políticas públicas envolvidas na construção da análise
do “funcionamento” do objeto de pesquisa.

Capítulo III. Contexto Territorial ou Regional do Objeto da Dissertação. Trata-se


de expor os aspectos mais gerais do contexto territorial concreto da dissertação,
pode ser o Brasil, o Centro-Oeste, o Estado, uma região de um estado, um
município, uma cidade, um bairro, etc. Dependendo do objetivo, do objeto, do
problema, do processo ou fenômeno pesquisado e analisado por cada dissertação,
a contextualização territorial deve ser recortada de acordo com as necessidades.

Capítulo IV. Objeto, Problema ou Fenômeno Específico de Análises. Este capítulo


abordará a análise concreta do objeto ou fenômeno de estudo da dissertação, o
qual necessariamente deve estar no âmbito de uma das duas linhas de pesquisa
do mestrado e dos temas de orientação dos professores. Este capítulo também se
pode desdobrar se a análise concreta exigir.

Considerações Finais. São as últimas considerações da pesquisa, um apanhado


geral do que foi construído, as quais necessariamente devem estar referidas ao
conteúdo do texto da dissertação. Pode-se propor a continuidade da pesquisa.

Referências Bibliográficas. Todo material utilizado deve estar devidamente


apresentado nas Referências Bibliográficas.

METODOLOGIA E RECURSOS:

Apresentação de slides por discentes para uma banca de docentes do Programa,


podendo também haver participação de docentes externos convidados.

AVALIAÇÃO:

Discentes devem estar em contato com seus orientadores para construção do


projeto e organizar slides para apresentação do andamento de suas atividades de
construção do projeto, e da pesquisa. Nos Seminários Coletivos os discentes
apresentam individualmente o material elaborado e aprovado por seu orientador.
Nos Seminários Coletivos I o discente tem até 15 minutos para apresentar slides
e receber avaliação por um grupo de docentes. Nos Seminários Coletivos II o
discente tem de 15 a 20 minutos para expor o projeto e os avanços decorrentes
das atividades pós Seminários Coletivos I e receber contribuições e avaliações de
um grupo de docentes.
Centro Universitário Alves Faria – Unialfa 4
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu
Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional

Para avaliação do material apresentado pelos discentes, são utilizadas as


fichas de avaliação a seguir:

ITENS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA: Clareza da


DO TEMA exposição escrita e oral e do tema da dissertação.

JUSTIFICATIVA: Explicação do porquê e da


JUSTIFICATIVA contribuição obtida pela resolução do problema
abordado na pesquisa.
PROBLEMATIZAÇÃO: Objetividade das
PROBLEMATIZAÇÃO perguntas para orientar e contribuir ao
desenvolvimento da pesquisa.
OBJETIVO GERAL: clareza e concisão do que se
OBJETIVOS GERAL pretende alcançar e contribuir de forma prática e
aplicável com a dissertação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: A sua resolução
OBJETIVOS
implica a resolução do objetivo geral e, apoiar a
ESPECÍFICOS
organização dos capítulos.

METODOLOGIA: Pesquisa Bibliográfica,


Documental e de Campo: Pertinência, rigor e nível
METODOLOGIA
de desenvolvimento das concepções filosóficas e
instrumentos da pesquisa.
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO: Coerência entre
ESTRUTURA DA
proposta dos capítulos, objetivos da pesquisa e
DISSERTAÇÃO
temas principais.
RESULTADOS RESULTADOS OBTIDOS ATÉ AGORA: Nível de
OBTIDOS ATÉ AGORA avanço e coerência com os objetivos da pesquisa.
RESULTADOS
RESULTADOS ADICIONAIS ESPERADOS:
ADICIONAIS
Coerência com os objetivos da pesquisa.
ESPERADOS
CRONOGRAMA DAS NOVAS ATIVIDADES:
CRONOGRAMA DAS
Racionalidade dos períodos propostos para
NOVAS ATIDADES
desenvolver as atividades.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: Pertinência,
REVISÃO
relevância e nível de desenvolvimento da revisão
BIBLIOGRÁFICA
bibliográfica apresentada.
Centro Universitário Alves Faria – Unialfa 5
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu
Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional

SUGESTOES DE REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SANTOS, Boaventura de Souza. Um discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortes, 2008.

CAZELLA, A. A. Contribuições metodológicas da sócio-antropologia para o


desenvolvimento territorial sustentável. Eisforia (UFSC), v. 4, p. 225-247, 2006.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1995.

CRESWELL, JOHN W. PROJETO DE PESQUISA: MÉTODOS QUALITATIVO,


QUANTITATIVO E MISTO; TRADUÇÃO MAGDA LOPES. – 3 ed. – PORTO ALEGRE:
ARTMED, 296 páginas, 2010.

Gil, A. C.. Métodos e técnicas de pesquisa social / Antonio Carlos Gil. - 6. ed. - São Paulo:
Atlas, 2008.

GOMES, Romeu. A análise de dados em pesquisa qualitativa. In: MINAYO, M. C. de S.


(Org.) et. al. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade, 21. ed. Petrópolis: Vozes,
2002.

MINAYO, M., C., de S (org.), DESLANDES, S., F., NETO, O., C. Pesquisa Social: teoria,
método e criatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

MORIN, Edgar. A CABEÇA BEM-FEITA: repensar a reforma, reformar o pensamento.


Tradução Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

NETO, Otávio Cruz. O trabalho de campo como descoberta e criação. In: MINAYO, M.
C. de S. (Org.) et. al. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 24 ed. Petrópolis:
Vozes, 1994

Goiânia, janeiro de 2021

Assinatura dos Professores Visto do Coordenador


Cintia Neves Godoi

Você também pode gostar