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Revisões Economia Política:

− a economia estuda os factos económicos.


− ciência do estudo dos fenómenos de:
o troca: estudo das trocas de bens e serviços, da formação dos preços, e da
utilização da moeda. Distribuição pela sociedade dos bens e rendimentos obtidos
através do processo produtivo
o riqueza: estudo da riqueza material (ciência positiva).
o bem-estar: estudo das condições do bem-estar material e das formas políticas
que as sociedades adotam para o alcançar.
o atividades de produção e consumo: estudo dos movimentos globais dos
preços, produção e desemprego.
o Escassez: afetação de recursos limitados à satisfação de necessidades ilimitadas.

A definição de Samuelson:
− Ciência que estuda os modelos de repartição e distribuição dos meios e recursos
escassos por toda a sociedade.
− Ciência da escolha por uma sociedade das formas de utilização de recursos produtivos
escassos e limitados para produzir bens e serviços e distribuí-los pelos seus membros.
− Elaboração de modelos e opções de formação e repartição de rendimento nacional,
através da escolha de bens e serviços no mercado.
− Raridade dos bens económicos → característica da escassez leva a distingui-los dos bens
livres, que se encontram em quantidades ilimitadas.

Curva da indiferença:

− Problema da afetação, pois são bens suscetíveis de aplicações alternativas.


− Afetações mais eficientes ou suscetíveis de gerar maior satisfação.
− Traduz um grau de satisfação exatamente igual
− Taxa de substituição decrescente → o consumo de um bem deve corresponder a um
consumo maior de outro bem.

O mercado e o Estado:
− Resolução dos problemas económicos. As necessidades vão sempre encontrar uma
resposta administrativa.
o Pelo Estado, através da planificação da economia.
▪ Os bens que devem ser produzidos
▪ A tecnologia utilizada
▪ Os preços desses bens e os rendimentos dos sujeitos económicos
o Pelo mercado, através do sistema de preços:

Que bens produzir?


− As empresas planeiam a produção dos bens em função da procura esperada. O preço
tem tendência para subir, assim se faz a seleção entre a procura excessiva.
− A subida dos preços aumenta os lucros das empresas e a produção de bens.
− Se a procura diminuir, o preço do bem baixa para escoar a sua produção.

Como produzir esses bens?


− Concorrência entre empresas.
− As empresas não controlam os preços, esses formam-se no mercado em função da oferta
e da procura.
− Quanto menos eficiente for a produção, maiores serão os custos de produção e menores
serão os ganhos, e vice-versa.
− O mercado distribui lucro pelos eficazes e prejuízos pelos ineficazes.

Para quem são esses bens?


− Dois tipos de mercados:
o O mercado dos bens e serviços, onde se transacionam bens e serviços
o O mercado dos fatores de produção, onde se compram e vendem os fatores de
produção:
▪ Renda: os proprietários cedem o fator de produção terra em troca de um
preço (renda).
▪ Salário: os trabalhadores vendem o seu trabalho às empresas em troca de
um salário.
▪ Juro: os capitalistas disponibilizam o capital às empresas em troca de um
preço (juro).
▪ Lucro: se a atividade do empresário for bem-sucedida (se o valor da venda
dos bens superar os custos de produção).
▪ Rendimento nacional: distribuição da riqueza através destas 4 vias,
rendimentos de cuja soma se obtém o rendimento nacional.

Economias mistas:

− O esquema clássico funcionava sem a intervenção do Estado.


− Atualmente, assentam na iniciativa privada e com uma nítida intervenção do Estado.
− O Estado democrático hoje orienta as suas políticas no sentido de assegurar níveis
mínimos de bem-estar para os cidadãos.
o Procura garantir um certo nível de satisfação das necessidades dos indivíduos
e das famílias
o Interfere na formação dos preços:
▪ No mercado dos fatores de produção, controlando os preços do trabalho
e do capital, fixando um salário mínimo e uma taxa de juro.
▪ No mercado dos bens e serviços, fixando preços políticos, fiscais e de
garantia.
o Proíbe certos comportamentos no mercado, impedindo distorções que
prejudiquem outras empresas ou consumidores.
o Intervenção pública e privada → modelo da economia de mercado, mitigada
com a intervenção do Estado.

A economia política e o direito:


− Objeto do direito enquanto conjunto de normas reguladoras das relações sociais com
conteúdo económico.
o Direito das sucessões, direitos reais, direito das obrigações, direito comercial,
direito das sociedades…
− O regime jurídico da atividade económica condiciona o valor económico dos bens, as
relações de troca, as relações de produção e as relações de trabalho.
− A ordem jurídica afeta o sistema económico e este influencia a OJ.
− É preciso um certo número de regras de direito que assegurem a apropriação e o uso
regular legítimo dos fatores de produção, dos bens e dos serviços, para que um sistema
económico funcione bem.
− O direito enquadra a economia a partir do momento em que o Estado intervém nas
relações sociais de produção e consumo.
− O conhecimento dos mecanismos económicos possibilita uma compreensão das normas
jurídicas destinadas a regular certos aspetos da atividade económica (normas jurídicas
de ordenação económica e regulação das formas de intervenção do Estado na
economia).
− Direito económico em sentido objetivo ou normativo.

Necessidades económicas:
− A atividade económica tem o objetivo de disponibilizar os bens e serviços úteis que
respondam às necessidades dos indivíduos e das sociedades.
− São a causa de toda a atividade económica.
− O homem dedica-se a esta atividade porque precisa de satisfazer as suas necessidades.
− Sem atividade económica, não existe uma necessidade económica
− Para que exista ume necessidade económica:
o Estado de insatisfação
o Conhecimento de um meio adequado para satisfazer essa necessidade.
o Acessibilidade desse meio
o Desejo de possuir esse meio.
− A conjugação de todos estes aspetos permite de qualificar uma necessidade como uma
necessidade económica.
− Podem ser primárias (natureza humana, indispensáveis à sobrevivência) ou secundárias
(são subjetivas e variam entre cada indivíduo, aumentam por fatores publicitários, de
inovação tecnológica ou imitação social).
− Individuais:
o Resultam diretamente da condição humana.
o Satisfeitas pelo próprio individuo através da atividade económica privada.
− Coletivas:
o Estados de carência ou insuficiência sentidos pelos indivíduos enquanto membros
da sociedade → são satisfeitas pela atuação do Estado ou de outras entidades
coletivas.
− Positivas:
o Obtenção de satisfação ou prazer
− Negativas:
o Remoção de uma insatisfação ou de situações dolorosas do ponto de vista físico
e psicológico.
− São:
o Extensíveis (quando são maiores que os recursos)
o Ilimitadas (quando aumentam/multiplicam, o individuo fica sempre a querer
mais).
o Saciáveis (quando baixa à medida que lhe é dada satisfação, mede-se
individualmente).
o Substituíveis (a sua satisfação pode ser obtida de múltiplas formas → bens
sucedâneos permite ao individuo fazer várias opções).
− Lei de Gossen:
o Princípio da saciabilidade das necessidades
o Toda a necessidade é saciável, decrescendo de intensidade à medida que vai
sendo satisfeita, acabando por se extinguir.
o Ultrapassando o ponto de saciabilidade, pode surgir uma sensação de
desconforto ou incomodidade.
o Para cada necessidade existe uma quantidade ideal de bens adequados a
satisfazê-la. A sua diminuição provoca um nível menos de satisfação.
o Ao utilizar essa quantidade ideal, atinge-se o grau mais elevado de satisfação, e
vice-versa.
− A satisfação das necessidades só pode ser realizada mediante a utilização de bens!!
− Necessidade de satisfação ativa obriga o individuo a recorrer a uma relação de mercado.

Os bens económicos:
− A sua afetação (direta ou indireta) garante a satisfação das necessidades.
− É um bem económico todo o bem ou serviço apto à satisfação de uma necessidade
desde que seja útil, acessível, disponível e raro.
− Basta os consumidores julgarem-nos uteis, apesar de não o serem por vezes.
− O estímulo da atividade económica advém das satisfações esperadas (o que os
indivíduos esperam que os bens lhes proporcionem).
− As satisfações efetivas (aquilo que o bem na realidade proporciona) pode ser diversa da
esperada pelos indivíduos.
− Bens raros, pois se forem ilimitados não se trata de bens económicos, mas sim de bens
livres.
− Da raridade resulta o custo. Os bens só estão disponíveis depois de o homem ter
desenvolvido algum esforço para os obter. A manifestação desse custo é dada pelo
preço dos bens.
− A satisfação de necessidades coletivas são bens públicos.
− Tipos de bens:
o Imateriais ou serviços:
▪ Distinguem-se dos bens materiais em razão dos benefícios que deles se
extraem independentemente da sua materialidade.
▪ Fluxos económicos periódicos que se designam por rendimentos.
▪ Riqueza nacional produzida num ano inclui a totalidade de todos os bens
materiais e imateriais.
o Naturais e produzidos:
▪ Cuja produção e emprego não pressupõe ação do homem
▪ Cuja produção necessita da ação do homem
o Diretos e indiretos:
▪ Podem ser utilizados imediatamente na satisfação de uma necessidade
▪ Não podem ser diretamente utilizados pois carecem de uma
transformação ou desempenham funções experimentais.
o Uso ou consumo:
▪ Implica a sua destruição
▪ Não implicam a sua destruição. Perduram e acabam por desaparecer.
o Duradouros e não duradouros:
▪ Satisfazem necessidades durante um determinado período
▪ Deixam de satisfazer as necessidades a partir do momento em que
satisfazem a primeira.
o Presentes e futuros:
▪ Aqueles que existem, aptos a satisfazer uma necessidade
▪ Não têm ainda existência no momento de satisfazer a necessidade, mas
tem-se a expectativa que venham a existir.
→ a diferença entre estes dois consiste na taxa de juro, que resulta na
diferença de valor entre um bem presente e um bem futuro → expectativa
entre um empréstimo de hoje e um empréstimo futuro.
o Sucedâneos e complementares:
▪ São suscetíveis de serem utilizados na satisfação de necessidades, em
substituição de outros. Podem não substituir nem satisfazer a necessidade
por completo
▪ São adequados à satisfação de uma necessidade apenas quando
empregues conjuntamente com outros bens.

A produção:
− São combinados os fatores produtivos do trabalho, do capital, e dos elementos naturais
com o objetivo de criar bens adequados à satisfação de necessidades.
− Abrange a criação de bens materiais e a prestação de serviços.
− Os serviços têm de ser consumidos no momento da sua produção
− Os bens materiais podem ser consumidos deferindo o momento da sua produção.

A utilidade:
− Suscetibilidade dos bens económicos para satisfazerem necessidades económicas.
− Conceito subjetivo, varia de pessoa para pessoa.
− Existe desde que o bem é desejado pelo utilizador.
− Estado de insatisfação associado à vontade de apropriação de um bem que se julga
adequado a colmatar essa insatisfação.
− A intensidade da satisfação tem tendência para aumentar, até que se inicie uma evolução
regressiva que diminui a intensidade da satisfação, até ao ponto da saciedade, em que
as necessidades deixam de existir.
− Qualquer dose consumida depois desse ponto corresponde à desutilidade (utilidade
negativa).
− Utilidade marginal:
o Se os bens são raros ou escassos, os indivíduos não atingirão o ponto de
saciedade das suas necessidades. Então, a sua última dose consumida terá ainda
uma utilidade adicional
o É a taxa de utilidade que uma pessoa retira da última dose que consumiu de um
determinado bem, antes de atingir o ponto de saciabilidade.
o Tem um valor igual a zero e a total tem o seu valor máximo.
o A sua taxa decrescente é considerada a regra de ouro da economia!
− Utilidade total:
o Soma das utilidades que uma pessoa retira da afeção de um bem à satisfação de
uma necessidade.
o O consumo de uma unidade adicional faz aumentar a sua utilidade total.

O custo económico:
− É a utilidade de um bem em relação ao custo de um bem.
− Pode ser maior ou menor em razão:
o Do número
o Da intensidade
o Das renúncias
o Dos sacrifícios
o Do nível de cansaço
o Do sofrimento que o homem teve de suportar para produzir ou adquirir esse bem .
− A satisfação de necessidades económicas pela utilização de bens económicos tem em
contrapartida um custo.
− Aspeto positivo que se substancia na energia despendida pelo homem na atividade
económica.
− É indissociável da penosidade que as tarefas representam para o individuo que as
desenvolve.
− A penosidade é a desutilidade que vai aumentado à medida que aumenta o trabalho
desenvolvido → o sacrifício vai-se acumulando
− Desutilidade total: conjunto de todo o cansaço.
− O desenvolvimento de uma atividade económica só se justifica enquanto a utilidade que
proporciona for maior que a desutilidade que acarreta.
− Quando a desutilidade é maior que a utilidade, ninguém produz.
− Quando a desutilidade é menor que a utilidade, é vantajoso produzir pois há mais
satisfação que prejuízo.
− Regra da utilidade ponderada: ponderar se a utilidade está a satisfazer mais do que o
cansaço.

O valor económico:
− O valor de um bem é uma relação entre o sujeito económico e um bem.
− Apreciação de um sujeito económico sobre um bem.
− Uns acham que tem em valor a sua utilidade. Outros acham que tem em valor o seu
custo. Outros acham que tem em valor a sua utilidade e o seu custo.
− Teoria sincrética:
o O valor dos bens implica a utilidade + o custo + a oferta e a procura das
mercadorias.
o O comprador está sempre limitado quanto à aceitação do preço, pois quer
comprar pelo preço mais baixo, e pelo maior número de utilidades que possa
retirar daquele bem.
− A formação do preço e do valor tem de ter sempre em conta o custo de produção e
a utilidade dos bens, adicionando outros fatores variáveis no mercado (taxa de juro,
impostos).
− Autores modernos dizem que corresponde ao valor da renúncia, dos sacrifícios, etc.
que as pessoas empenharam para produzir determinado bem + o custo capital + o
custo de outros fatores de produção + os contextos de mercado (relativamente à lei
da oferta e da procura)!
A utilidade marginal e o valor dos bens:
− Determinar porque os valores do bem A e B são diferentes.
− Conceção objetiva:
o A vale mais que B porque tem mais horas de trabalho incorporadas no seu
processo de produção
o Privilegia ótica da oferta
o Escola clássica e marxista.
− Conceção subjetiva:
o A vale mais que B porque a sua utilidade económica é maior
o Privilegia ótica da procura
− Conceção neoclássica:
o O valor dos bens depende do seu custo e da sua utilidade
− Hoje os economistas fazem depender o valor dos bens simultaneamente do custo e da
utilidade.
− É o ponto de encontro entre a oferta (vendedores) e a procura (compradores).
− O custo e a utilidade são realidades inseparáveis.

A fisiocracia/ fisiocratismo:
− Tradicionalmente ligados à agricultura.
− Protecionismo praticado no mercantilismo das atividades industriais, em prejuízo dos
interesses da terra e da intervenção do Estado na produção e no comércio externo.
− Tem como ideia fundamental a defesa de uma ordem natural que comandava a
economia, de origem divina por isso leis naturais inalteráveis.
− Fisiocratas afrontam política económica:
o Rejeitam a conceção monetária da riqueza
o Recusam a preferência pelo comércio e pela indústria. A agricultura á a única
atividade económica criadora de riqueza. As outras apenas se deslocam ou
transformam.
o Repudiam a intervenção do Estado pois perturba a ordem natural.
− Dividem a sociedade em 3 classes:
o Produtiva (agricultores)
o Proprietária (donos das terras)
o Estéril (industriais, comerciantes cujas atividades não se relacionam com a terra e
não criam riqueza nova).
− A agricultura é produtiva pois consegue produzir uma quantidade de riqueza superior à
que consome.
− Objetivo de provar que as sociedades não têm outro rendimento que não seja o
proveniente do produto líquido da terra, depois de pagar todas as despesas, incluindo a
subsistência dos cultivadores.
− Os impostos deviam incidir apenas sobre a terra e não sobre os produtos da terra.
Adam Smith:
− Quer analisar os problemas de raiz económicos, considerados sob o prisma da ordem
natural
− É próximo dos fisiocratas pois acredita na existência de uma ordem natural, não de
natureza divina, mas de natureza psicológica e empírica.
− Recusou dar relevância à terra entre os fatores produtivos
− Papel essencial da atividade económica é o trabalho
− Apologia da economia do mercado, movida pela capacidade dinamizadora do interesse
individual, mas equilibrada pela constante pressão da concorrência.
− A fonte da riqueza das nações encontra-se no trabalho.
− A rentabilidade do trabalho é maximizada pela divisão do trabalho, através da
especialização.
− Fatores de produção: a terra, o trabalho e o capital. Sem o trabalho, os outros seriam
inúteis.
− o trabalhador deve escolher a profissão para a qual está mais apto.
− O aumento da produção resulta da conjugação de 3 fatores:
o A divisão do trabalho
o A economia de tempo obtida pela concentração do trabalhador no desempenho
de uma determinada função.
o A utilização das máquinas, que tornam o trabalho mais produtivo.
− O capital levou à distinção entre capital fixo (constituído por máquinas) e o capital
circulante (constituído pelas matérias-primas).
− Todos os indivíduos deveriam pagar impostos, independentemente da fonte dos
rendimentos (princípio da generalidade) → ideia de justiça, cada um deve ser tributado
em função dos seus rendimentos (princípio da proporcionalidade).
− Conceitos de valor e preço:
o Valor de uso (resulta da utilização de um bem) e valor de troca (possibilidade
de um bem se poder adquirir por troca de outros bens).
o Paradoxo do valor: um bem com grande valor de uso, pelas utilidades que
proporciona, pode ter um nulo valor de troca pelo que a utilidade não tem
influência no valor de mercado dos bens.
o Preço nominal (valor de troca de um bem na sua expressão monetária) e preço
real (quantidade de bens que se deve alinear ou prescindir para obter o bem
desejado).
▪ O preço nominal nunca se afastará do preço natural (quantidade de
trabalho necessária para a produção do bem).
− O custo de produção traduz-se para o produtor, nos preços do trabalho, da terra e dos
capitais que foram pagos para obter o produto.
− A mão invisível:
o Assegura o equilíbrio e o bem-estar coletivo.
o Equilíbrio resulta da concorrência entre os agentes económicos no mercado
o Princípio da não intervenção do Estado na vida económica.
o Todo o individuo se esforça por empregar o seu trabalho e o seu capital de forma
a maximizar as respetivas vantagens. Atua sem querer promover o interesse
coletivo. Preocupa-se unicamente com o seu lucro e segurança.
o É conduzido por uma mão invisível, pois ao prosseguir o seu interesse particular,
acaba por servir o serviço social mais eficazmente.
o A mão invisível assegura o equilíbrio da ordem natural do mercado, mesmo
quando surgem desequilíbrios, são automaticamente corrigidos pela
concorrência.
o A não-intervenção do Estado traduz-se em vários aspetos:
▪ O Estado não deve assumir o papel de produtor (a gestão pública é
sempre menos eficiente que a privada)
▪ O Estado deve inibir-se de atuar por qualquer forma que possa afetar
a concorrência que naturalmente garante o equilíbrio da economia. Deve
evitar regulamentações nos mercados dos bens e serviços e impedir a
formação de monopólios e oligopólios.
▪ O Estado deve abster-se de interferir no comércio internacional
(políticas protecionistas são inibidoras da especialização dos países nas
produções que estão naturalmente vocacionados).
o O Estado tem como receita pública os impostos, cuja criação está limitada a
princípios limitadores:
▪ A liberdade de empresa (liberdade de iniciativa privada). Cada individuo
deve poder dedicar-se à atividade económica que considere mais
vantajosa.
▪ A liberdade da concorrência (princípio estruturante). A liberdade de ação
dos sujeitos económicos é uma condição indispensável para o progresso
social.

A corrente pessimista da escola clássica:


− A economia industrial inglesa caracteriza-se por baixos salários, desemprego e um
enquadramento social de miséria.
− Prosperidade crescente, baseada na iniciativa individual, movida pelo espírito do lucro.
− Thomas Malthus e David Ricardo → conceções sobre dinamismo da realidade
económica.
− Malthus:
o Tese protecionista da agricultura
o Defesa do livre-cambismo
o Teorias baseiam-se na inevitabilidade e inalterabilidade das leis naturais que os
homens não podem contrariar
o Viver em permanente conflito de interesses, lutando com a escassez de meios
necessários à sua subsistência.
o Considerava natural a subsistência numa situação de miséria latente da maioria
da população.
− David Ricardo:
o Diferencia valor de uso e valor de troca, mas considera-os realidades
independentes
o Diferencia bens raros (valor é fruto da raridade) dos bens vulgares e
multiplicáveis pelo labor do homem (valor é definido em função do trabalho
humano necessário para os obter).
o Teoria da renda:
▪ O homem começou por cultivar as melhores terras (as que produziam
melhor e em maior quantidade), mas com o crescimento da população,
tornou-se necessário produzir cada vez mais.
▪ A lei dos rendimentos decrescentes da terra mostra os limites da cultura
intensiva, o que obrigou o homem a alargar a área de cultivo para terras
de menor qualidade.
▪ À medida que os investidores procuram cultivar em terrenos férteis, menos
respondem à procura.
▪ A renda corresponde a um rendimento diferencial entre os diversos custos
de produção em terras de diferente fertilidade!
▪ O preço forma-se no mercado em função do custo de produção mais
elevado.
▪ As produções com custos mais elevados, permitem uma renda adicional
para os proprietários das terras mais férteis.
▪ É a parte do produto da terra que reverte para o proprietário!
▪ Assenta somente na desigual fertilidade das terras!
▪ Corresponde à diferença entre o custo de produção que apresentam as
terras mais férteis e as menos férteis que foi necessário cultivar para prover
às necessidades gerais.
▪ Conclusão pessimista
• Existe uma tendência natural para o continuo aumento do preço
dos bens agrícolas em benefício exclusivo dos proprietários das
terras e com o prejuízo das outras classes.
• As rendas aumentariam constantemente à medida que fossem
sendo solicitadas para a agricultura terras cada vez menos férteis,
para fazer face a necessidades crescentes.
• O proprietário, independentemente do seu mérito ou trabalho
desenvolvido, veria aumentar sistematicamente a fatia do seu
rendimento na distribuição do rendimento da nação.
▪ 3 argumentos contra:
• A existência de diferentes custos de produção para um mesmo
produto não é exclusiva da produção agrícola.
• Não é desprezível na produção agrícola a questão da localização
das terras cultivadas em relação aos mercados por elas servidas.
• A renda não é condição direta da fertilidade ou dos custos de
produção.
o A teoria do salário:
▪ Distinção entre o preço corrente e o preço natural do trabalho do homem.
▪ O preço natural deveria corresponder ao mínimo necessário à
sobrevivência do trabalhador, de forma que permitisse constituir família
e reproduzir-se.
▪ O salário deveria corresponder ao mínimo de subsistência que seria
avaliado pela quantidade de bens e artigos de primeira necessidade que o
trabalhador tinha como indispensável.
▪ O preço corrente seria o resultado do encontro entre a oferta e a procura
de trabalho no mercado.
▪ Tendência para o preço corrente (salário recebido pelo trabalhador)
se aproximar do preço natural (mínimo de subsistência).
▪ Quem tinha mais dinheiro, viria a ter mais filhos. O que resultaria num
aumento da mão-de-obra na geração seguinte relativamente à procura,
pelo que os salários desceriam, aproximando-se do preço natural.
▪ Se o salário tivesse abaixo do preço natural, os trabalhadores, vivendo em
condições mais miseráveis, teriam menos filhos, o que levaria a uma
diminuição da oferta de mão-de-obra, em relação à procura, levando a
uma subida dos salários, que se aproximariam do preço natural.
▪ Conclusão pessimista:
• Tendência para que os salários se situem a um nível muito baixo,
contribuindo para as péssimas condições de vida da maioria da
população.

A produção:
− A transformação física de um objeto é uma produção em sentido técnico. A ideia é de
produzir bens materiais com existência física.
− A satisfação de necessidades económicas é uma produção em sentido económico. A
ideia de base é a busca de uma utilidade.
− Nos bens uteis, devemos englobar os bens imateriais ou serviços.
− Em sentido económico engloba 3 setores:
o Primário (abrange a exploração de solos e dos seres vivos na produção de bens
alimentares necessários ao homem)
o Secundário (abrange as atividades destinadas a extração de matérias-primas e as
atividades de transformação de bens que vão ser utilizados na satisfação de bens).
o Dos serviços (toda a atividade humana imaterial de satisfação de necessidades
→ comércio, transportes, seguros…)
− Fatores de produção:
o O trabalho
▪ Organização (quem organiza a produção e quem organiza a empresa).
o O capital
▪ Bens de equipamento que o homem utiliza para produzir bens e serviços.
o Os fatores naturais
▪ Separação entre fatores originários (resultam de causas naturais ou
biológicas) e derivados (resultam do trabalho do homem).

O capital:
− Sentido económico:
o Corresponde a um conjunto diversificado de bens indiretos que, utilizados no
processo produtivo, fazem aumentar a produtividade do trabalho do homem.
− Sentido jurídico:
o Corresponde a um conjunto de direitos sobre bens que, por força da ordem
jurídica, facultam ao respetivo titular a obtenção de rendimentos não resultantes
diretamente do trabalho.
− A poupança e o investimento:
o O capital é único fator não originário → resulta do trabalho do homem e forma-
se através do investimento.
▪ Investimento direto (sempre que o investidor fabrica ele próprio os
instrumentos que precisa para produzir)
▪ Investimento indireto (o investidor tem de dispor de moeda para adquirir
os bens)
o Todo o investimento é precedido de uma poupança prévia, por recurso a
entidades bancárias.

Preços e mercados:
− O estudo da economia política merce em particular atenção o tipo de relação que se
estabelece entre o Estado e a Economia, assim como as várias formas em que o poder
económico influencia o poder político, influenciando os comportamentos dos diversos
agentes económicos.
− O funcionamento dos mercados é a expressão da própria liberdade individual e
coletiva, através da liberdade de trabalho e da escolha de profissão, constituir empresa
e desenvolver uma atividade económica.
− O preço apresenta-se como mecanismo ideal que ajusta a produção às necessidades.
− O preço encerra o resultado que o vendedor espera obter da venda, assim como
representa para o comprador o sacrifício que este está disposto a suportar para obter
por comprar o bem que necessita.

O mercado de concorrência perfeita:

− Mercado concorrencial
− Espaço onde se encontram a procura e a oferta agregada dos agentes económicos,
cujos objetivos económicos contraditórios de harmonizam, através dos preços de
transação entre eles.
− 2 características principais:
o Fluidez:
▪ Resultado de um número mínimo de requisitos da liberdade económica →
liberdades indispensáveis à concorrência.
▪ Requisitos:
• Liberdade de fixação de preços (vendedor pode fixar um preço de
venda que cubra os custos de produção e venda do bem)
• Liberdade de fixação de quantidades (serão determinadas pelo
preço do momento no mercado → dá a indicação das quantidades
oferecidas e procuradas)
• Liberdade de negociação (vendedor e comprador movimentam-se
no sentido das suas motivações e vontade livre, podendo negociar
o que pensam ser o melhor preço, sem a intervenção de terceiros).
• Homogeneidade dos produtos (para o mesmo produto, as
mesmas condições de venda)
• Transparência do mercado (os agentes, têm conhecimento sobre
os preços, podendo fazer as suas opções de forma livre).
• Mobilidade dos fatores de produção (os fatores capital e trabalho
são livres de se deslocarem entre os diversos setores da economia
→ agentes abandonam setor onde a oferta é excessiva para irem
para um setor onde a oferta é escassa, onde os preços têm
tendência a subir).
o Atomicidade:
▪ Número suficientemente extenso de vendedores e compradores
• A configuração do mercado não se altera pela existência de mais
um comprador ou pela saída de dois vendedores.
• Mantém as respetivas curvas da oferta e da procura.
▪ O mercado permanece indiferente à conduta isolada de qualquer
comprador ou vendedor
• O preço mantém-se, como explicado acima.
• Liberdade de criação de empresas, sem quaisquer obstáculos às que
vêm fazer concorrência às empresas já instaladas no mercado →
livre acesso ao mercado.
− Nos mercados onde a oferta é excessiva, há uma transferência para os setores onde a
oferta é escassa → as empresas mudam de ramo de atividade porque onde estavam já
não é rentável.
− O equilíbrio entre a oferta e a procura é reposto automaticamente pelo livre jogo de
concorrência.
− Nos setores onde a oferta é excessiva, os preços começam a baixar. Com a saída de
algumas empresas o preço corrente sobe e aproxima-se do preço natural.
− Nos setores onde a oferta é escassa, os preços começam a subir. Com a chegada de
novas empresas, o preço corrente desce e aproxima-se do preço natural.

A procura:
− Lei da procura e curva da indiferença.
− É a quantidade (dependente do preço) de bens que os compradores desejam adquirir
e para a qual dispõem de poder de compra (efeito da capacidade de pagamento
assente em liquidez imediata).
− Com base no preço, explica-se os movimentos da procura e da oferta
− Curva da procura:
o Influencia do preço nas quantidades procuradas
o Desenvolve-se em sentido descendente
o A procura varia na razão inversa dos preços
o Quando os preços sobem, a procura diminui
o Quando os preços descem, a procura aumenta

− Curva da indiferença:
o O comprador tem de repartir a sua moeda pelo bem A e B
o A taxa marginal de substituição dos bens A e B será igual à relação entre os preços
dos dois bens.
o O comprador vai procurar obter igual satisfação da última dose disponível de A
ou B, só assim lhe será indiferente adquiris mais uma dose de A ou B.

A oferta:
− Corresponde à quantidade de bens e serviços que um sujeito económico está
disposto a vender no mercado a um determinado preço.
− Também se verifica uma forte dependência em relação ao preço dos bens
− Curva da oferta:
o Revela a influencia que a variação do preço de um bem pode ter nas quantidades
oferecidas.
o Desenvolve-se em sentido ascendente
o Sempre que o preço de um bem tende a subir, os vendedores estarão dispostos
a vender mais quantidades, aproveitando a maré
o Sempre que o preço baixa, os vendedores vão diminuir as quantidades oferecidas
visto que não estarão dispostos a vender porque não obtêm a contrapartida
esperada ou porque de uma tal venda resultaria prejuízo.
− Lei da oferta:
o A oferta varia na razão direta dos preços
o Quando o preço sobe, a oferta aumenta
o Sempre que o preço desce, a oferta diminui.
o Quando os bens têm uma procura significativa, quando há um aumento dos
preços, há igualmente o aumento da oferta:
▪ As empresas que já produzem esses bens, irão aumentar a sua produção,
para obter mais lucro com o novo preço.
▪ Novas empresas serão atraídas pelos lucros daquela e então irão instalar-
se nesse mercado para vender esse mesmo bem, o que conduz ao
aumento da oferta.

A lei da oferta e da procura:


− No mercado, os preços de um bem formam-se no ponto de interseção das respetivas
curvas da oferta e da procura → preço de equilíbrio. Este preço faz coincidir as vontades
de vendedores e compradores e fixar as quantidades transacionadas no mercado.
− Os preços variam na razão inversa da oferta e na razão direta da procura:
o Quando a oferta aumenta, o preço baixa
o Quando a oferta diminui, o preço sobe
o Quando a oferta aumenta, o preço sobe
o Quando a procura diminui, o preço baixa
− A oferta e a procura agregadas determinam o preço
− As variações do preço influenciam a oferta e a procura individuais
− Lei da oferta: explica influencia dos preços na oferta
− Lei da procura: explica influencia dos preços na procura
− Lei da oferta e da procura: explica influência dos preços nos dois.

→ isto tudo depende de um mercado de concorrência perfeita onde os agentes


económicos atuam sem constrangimentos, orientando as suas motivações e
preferências com base no preço e na busca de bem-estar → atuação livre e racional
onde se tenta obter para si o máximo de ganho com o mínimo de custo.

Mercados de concorrência imperfeita:


− Correspondem às mais variadas situações em que nos podemos deparar na vida real.
− Monopólio:
o Mercado que se caracteriza pela existência de uma só empresa a vender um
determinado bem ou a prestar um determinado serviço.

− Oligopólio:
o Caracteriza-se pela existência de um número restrito de grandes empresas a
venderem um determinado bem ou a prestarem um determinado serviço face a
um universo de compradores.
Diagrama do fluxo circular da renda:

− Oferece uma maneira simples de organizar todas as transações económicas.


− As famílias e as empresas interagem em dois tipos de mercado:
o Mercados de bens e serviços
▪ As famílias são compradoras dos bens e serviços que as empresas
produzem e vendem.
o Mercados de fatores de produção
▪ As famílias são vendedoras e as empresas compradoras
▪ As famílias fornecem os insumos que as empresas usam para produzir
esses bens e serviços.
− O conjunto interno das flechas representa o fluxo de insumos e produtos
o As famílias vendem o uso do seu trabalho, terra e capital para as empresas nos
mercados de fatores de produção.
o As empresas utilizam esses fatores para produzir bens e serviços que são vendidos
às famílias nos mercados de bens e serviços.
− Os fatores de produção fluem das famílias para as empresas
− Os bens e serviços fluem das empresas para as famílias
− O conjunto externo de flechas representa o fluxo de dólares.
o As famílias gastam dinheiro a comprar bens e serviços das empresas
o As empresas usam parte da receita dessas vendas para pagar pelos fatores de
produção (salários)
− Sobra o lucro dos proprietários das empresas, que também são membros das famílias
− A despesa com bens e serviços flui das famílias para as empresas!
− A renda (salários, alugueis e lucros) flui das empresas para as famílias!
− Exemplo:
o Eu pago um café com uma nota, no mercado de bens e serviços da economia
(café da rua) → a nota torna-se receita da empresa → a empresa pode usar essa
nota para comprar insumos nos mercados de fatores de produção (para pagar o
aluguer do espaço, ou para pagar o salário dos seus trabalhadores → o dinheiro
entra para a renda de alguma família e volta à carteira de alguém.

A eficiência e a equidade:
− Sistema tributário eficiente:
o É aquele que consegue arrecadar o mesmo montante de recursos a um menos
custo para o contribuinte
o Traz outros dois custos:
▪ O peso morto (quando os impostos distorcem as decisões das pessoas
▪ Encargos administrativos suportados pelos contribuintes
− Equidade:
o Diz respeito ao peso dos impostos ser distribuído de forma justa pela população
o As pessoas devem pagar impostos de acordo com o benefício que recebem do
Governo (princípio dos benefícios)
o Os impostos devem ser pagos com base na capacidade de os contribuintes
arcarem com os mesmos.

Fronteira de possibilidades de produção:

− A curva revela as opções colocadas à sociedade com base nos limites dos recursos
disponíveis da terra, trabalho e capital
− O ponto G representa uma situação impossível de alcançar com os recursos disponíveis
num certo momento. Só é possível alcançar em situações de crescimento económico
que forçam a deslocação para fora da curva das possibilidades de produção.
− As sociedades vão modificando os parâmetros da sua produção, tornando possíveis
aumentos de capacidade produtiva e crescimento económico
− Bases do crescimento económico:
o Avanço tecnológico que conduz a novos e melhores processos de produzir
o Aumento na quantidade de capital empregue na produção
o Aumento da força de trabalho utilizada
− O crescimento pode ser induzido por melhorias significativas que vão sendo introduzidas
no processo produtivo
o Pela utilização de novos e mais sofisticados equipamentos
o Descoberta e utilização de novos fertilizantes, novas energias
− O crescimento também se deve a sociedades que preferem produzir hoje bens de capital
em detrimento de bens de consumo, para que haja uma maior capacidade produtiva no
futuro e assim, preparar uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras.
− O ponto H mostra um cenário possível → subemprego dos recursos produtivos, em que
a economia está a desperdiçar recursos, porque pode produzir mais do que está a
produzir → ineficiência económica
o Má organização da economia
o Desemprego
o Defesa da concorrência deficitária (muitos monopólios)
− Qualquer ponto ao longo da curva traduz uma situação de pleno emprego dos recursos
produtivos disponíveis → é o objetivo de qualquer sociedade organizada pois não
existe nenhum desperdício de recursos → toda a riqueza que pode ser produzida está
a ser produzida.

Regras económicas:
− O que tem mais valor, é o que não tem preço (honestidade, boa fé, ser-se boa pessoa,
verdade, justiça…)
− As necessidades são sempre muito maiores do que os recursos (daí a existência de
pobreza em países ricos)
− Rendimento = Consumo + Investimento (poupança).

Jean-Baptiste Say:
− 1º autor a distinguir empresário de capitalista:
o Geria o capital assumindo riscos e encargos para poder obter lucro para pagar o
capital e os juros.
o Limitava-se a fornecer o capital à empresa, modificando a taxa de juro.
− Lei dos mercados de produtos:
o Os produtos trocam-se por produtos
o Moeda é intermediário dessa troca. Facilita-as sem alterar a essência económica
das transações de produtos.
o Nunca existira uma sobreprodução de bens.
o Se houvesse, seria benéfica pois quantos mais produtos se trocassem no mercado,
mais oferta haveria e mais oportunidade de comprar mais barato pela parte dos
produtores.

Nacionalismo económico:
− 2 autores:
o Adam Muller
o Frederich List
− Dizem que a propriedade tem também uma função social/coletiva, mas que ainda assim
pode ser individual (arrendamentos).
− Protecionismo económico
− Teoria das forças produtivas:
o Entendimento materialista da riqueza, do valor da troca e dos bens produzidos.
o Sistema económico residia na sua importância dos fatores suscetíveis de
assegurar a continuidade do ritmo de produção.

Escolas socializantes:
− O povo precisa que alguém intervenha no seu lugar. Abre-se caminho para o Estado.

O conceito de imposto e o impacto nas decisões de agentes económicos:


− O imposto é a imposição de um encargo financeiro ou de outro tributo sobre o
sujeito ao Estado.
− Com taxas e contribuições para o Estado → desenvolvimento de algo, contribuição e
postos de trabalho.
− Um agente económico pode ser o individuo, uma instituição, onde as suas decisões
tomadas racionalmente influenciam de alguma forma a economia
− Impacto nas decisões:
o Os agentes económicos influenciam a economia (de diferente maneira
dependendo do peso na economia)
o Se um agente de grande impacto (AutoEuropa) na riqueza de um país ameaça a
saída desse mesmo país, para onde o custo de produção for mais baixo, isso
causaria um grande impacto no país de onde saísse devido ao número de pessoas
que ficariam desempregadas, de consumidores, de empresas que fornecem e
trabalhar para esse agente.

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