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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

CAMPUS ARAPIRACA- UE PENEDO

CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇAO

SOCIOLOGIA DO TRABALHO – JOSE DOS ANJOS

SCHIRLEYDE PEREIRA DOS SANTO MAT:19111723

A Alienação Do Trabalho em Karl Marx

Seguindo na base da dialética materialista a principal questão onde


Karl Marx utilizava como método de análise filosófica era mostrar que
toda sociedade se baseou na relação em que as pessoas tinham com
elas mesmo e o mundo em que vivem, ou seja como essa pessoa
transforma o mundo e como a partir dessa transformação entre pessoas
e mundo. Como isso iria impactar na transformação entre as pessoas
ou grupos socias entre si e como iria gerar diferenças na sociedade,
diferença não só negativa mas também positivamente , no contexto de
Marx essa divisão entre infraestrutura e supra estrutura ocorre em
todo tipo de sociedade que nos conhecemos e como das principais
razoes para que isso aconteça é que em geral a sociedade acaba se
dividindo entre aqueles indivíduos proletários ou aquele grupo de
indivíduos que são proprietários,( possuem posse, possuem domínio
dos meios de produção) e por outro lado aqueles outros grupos de
indivíduos que não possuem os meios de produção(empregado) . De
modo que são dois grupos destintos onde um possui o material pelo
qual o trabalho pode ser executado e do outro lado aqueles que
possuem a força de trabalho (mão de obra) para executar a produção.

Secundo Marx isso se repete em todas as sociedades e constantemente,


como exemplo a sociedade feudal vimos que os donos de produção
eram os nobres e a própria igreja católica enquanto a população em
geral como os servos faziam parte do outro grupo social. Onde não
possuem nenhuma propriedade privada, nenhuma posse, surgindo aí o
modelo capitalista. Nesse modo que somente os capitalistas possuem
os meios de produção e do outro lado estão os proletários, os que
vendem sua mão de obra para os capitalistas, essa é estrutura básica de
modelo capitalista de sociedade.
Uma divisão muito importante ocorreu quando foi retirado do poder
um grupo que existia desde o início os designados nobres, embora a
maior parte dos nobres continuam a existir em forma de capitalista.
No entanto com uma abertura maior na vida política e econômica
sendo isso positivo. Que foi o que aconteceu na revolução francesa.
onde destronou muitos nobres e quem veio a assumir o poder não
foram os pobres e sim alguns outros indivíduos que já possuíam
posses agora os Burgueses. De certo que não parou por aí, com o
aumento do capital da burguesia também teve uma diminuição do
capital do proletariado. Acontecendo a relação de luta entre as classes,
mostrando que a base de classes sempre esteve em embate, onde os
inferiores estão sempre querendo derrubar a classe que está mais
acima. essa luta de assalariados entre os capitalistas que vivem
sobretudo de lucros onde detêm os meios de produção.

Isso tudo refletia na chamada força produtiva E nas relações sociais de


produção ou apenas relações produtivas. No todo nas relações de
produção mostram como as pessoas produzem na sociedade e essa
produção se dar através de uma transformação da natureza, a grande
questão é que os capitalistas acabam monopolizando os meios de
transformar essa natureza, no entanto eles precisam de força de
trabalho para operar esses meios que é onde entra os proletários.

A Teoria do valor

Com o capitalismo veio também o valor de troca, temos um meio de


produção que vem do capitalista, matéria prima que também vem de
um capitalista, porém para fazer a transformação do produto e
necessário alguém que venda sua força de trabalho, que venda seu
tempo livre para trabalhar para um determinado individuo ou empresa,
em troca de dinheiro. Ou seja, o trabalho dessa pessoa vai gerar valor
para a matéria prima para que seja obtido um produto final. Então o
trabalhador ao usar seu tempo, habilidades e força para obter algum
produto ou serviço venderá sua mão de obra a empresa.

Nesse processo de produção o empregador investe uma certa quantia


em matéria prima e mão de obra para que no final obtenha um lucro
compensatório, isso na visão de Marx era considerado uma exploração
pois o lucro do capitalista de fato será maior que o salário de quem fez
o produto ou serviço (proletário) sendo em sua visão algo que
desvalorizava o ser humano e a natureza

Tese da alienação do trabalho e fetichismo

Nesse campo o trabalhador vai ser transformado em uma mercadoria


que vai ser reificado ou ‘’coisificado’’, sendo assim transformado em
mercadoria. O trabalhador e´ uma mercadoria que vai ajudar a
produzir mais mercadorias ele fica diminuído na sua importância no
final das contas e se torna uma coisa que você pode comprar tal como
é feito com a matéria prima, e isso significa que aos poucos também
aumenta a importância da mercadoria final, ficando agora a
mercadoria mais valiosa que o trabalhador.

Acontecendo que agora o trabalhador vira uma “coisa” e para


aumentar o processo de produção, agora são divididos em várias
etapas de produção quando antes uma única pessoa por exemplo fazia
a confecção de uma camisa hoje essa confecção é dividida em etapas e
cada funcionário é destinado a uma certa tarefa. E ao fazer isso o
trabalhador perde totalmente a relação dele com o que ele produz,
agora ele só tem noção do tempo que ele trabalha e não do resultado.

Fica no abstrato e é aí que surge o termo alienação e fetichismo,


quando fica coisificado ele não sabe, mas o sistema como todo e sim
uma parte da produção, não identificam o trabalho com a produção
final. Encobrindo características sociais desse trabalho com esse
indivíduo porque agora ele não tem mais noção do seu valor e não
conseguem ver seu valor na empresa se tornando um objeto e a
mercadoria e o principal sujeito, onde o trabalhador pode ser
substituído, mas a mercadoria não.

Para mim, as classes nunca mudaram porque no processo produtivo


sempre haverá os três lados, investidor, mão de obra e produto final,
onde essa última sempre muito valorizada será a ponte entre o
empregador (capitalista) e empregado (proletariado), e em um mundo
extremamente capitalista a minoria rica ainda esta as rédeas do
trabalhador e com isso a mão de obra está cada vez mais
desvalorizada. para tanto uma precisa da outra, porém cada um recebe
valores destintos. onde o trabalhador se torna quase que descartável.

Pode-se dizer que o meio político até os dias de hoje vive esse
momento de alienação, de um lado um grupo que se diz ‘‘socialista’’
que defende os direitos dos trabalhadores e de outro lado o grupo
“burguês” que defende os interesses dos capitalistas e de certo modo
faz o indivíduo pensar que esse grupo defende a fonte de renda e não
a empresa, de certo que esses grupos políticos capitalista e socialista
nem sempre estão realmente pensando no bem estar do proletário mas
de forma persuasiva tentam alienar a população a tomar um lado como
o certo. Assim acredito que de algum modo Marx tinha razão em parte
de sua tese e que no modo que o mercado de trabalho se encontra hoje
onde máquinas substituem o homem, o valor de troca está cada vez
mais visível em nosso meio.
PENEDO, 22 DE SETEMBRO 2021

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