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Agrupamento de Escolas

D. António Taipa
Componente Experimental de Biologia e Geologia – 11.º ano

Relatório N.º 1

Título: Atividade Laboratorial: “Observação das fases de mitose em células


vegetais”

Data de realização: 27/10/2021

Autores: Carolina Baptista, N.º 5


David Cunha, N.º 8
Filipa Barbosa, N.º 9
Filipe Leão, N.º 10
(turno 1, grupo 3, 11.º B)

Classificação: Data: Professor:

I - INTRODUÇÃO

1.1. Objetivo
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D. António Taipa
O objetivo desta atividade laboratorial é a observação dos cromossomas de células de ápices de
raízes jovens de uma cebola ao microscópio ótico.

1.2. Fundamento Teórico


A mitose é um processo que permite a um núcleo dividir-se em dois exatamente com a mesma
quantidade e informação genética. Consequentemente aos núcleos dividirem-se, dá-se um
estrangulamento do citoplasma dividindo a célula em duas, designando-se por citocinese. 
A mitose faz parte de um ciclo celular que está dividido em duas partes: 
- Interfase; 
- Fase mitótica. 
A interfase é o período de “descanso” da célula, em que se duplica tudo aquilo que tinha sido dividido.
É um período que vais desde o fim de uma divisão celular até ao início da divisão seguinte. 
Também a interfase está dividida em três partes: 
- G1 (intensa atividade de síntese); 
- Fase S (replicação semiconservativa de DNA); 
- G2 (síntese de mais proteínas e produção de estruturas membranares). 
A fase mitótica divide-se em mitose e citocinese. A mitose, por sua vez tem 4 fases: 
- Profase (os cromossomas enrolam-se tornando-se progressivamente mais condensados, curtos e
grossos); 
- Metafase (os cromossomas apresentam a sua máxima condensão); 
- Anafase (rompimento do centrómero, separando-se os dois cromatídeos que constituem cada
um dos cromossomas); 
- Telofase (inicia-se a organização dos núcleos-filhos); 
A citocinese pode iniciar-se na anafase ou na telofase, e este é marcado pelo surgimento de uma
constrição da membrana citoplasmática na zona equatorial da célula. 

**A orceína acética é um corante da cromatina.


*** O ácido clorídrico (HCl) dissolve as lamelas medianas que unem as paredes das células vegetais.

II – DESENVOLVIMENTO

2.1. Materiais e Métodos


 Materiais

 Procedimento
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Para obter raízes jovens bastou colocar, uns dias antes da realização da atividade laboratorial, a
cebola sobre um gobelé com água. As raízes começaram a formar-se ao fim de alguns dias, devendo
ser utilizadas quando têm entre 2 a 5 cm de comprimento.
1. Colocou-se três extremidades de raízes de cebola, com cerca de 3 mm de comprimento, num
vidro de relógio.
2. Adicionou-se algumas gotas da solução de ácido clorídrico.
3. Deixou-se atuar durante cerca de 30 minutos.
4. Colocou-se 2 a 3 gotas de orceína acética numa lâmina de vidro.
5. Retirou-se as extremidades das raízes do vidro de relógio e colocou-se sobre o corante
presente na lâmina.
6. Cobriu-se com uma lamela.
7. Esmagou-se os tecidos, comprimindo cuidadosamente a lamela, com auxílio do cabo de uma
agulha de dissecção.
8. Levantou-se a lamela e repetiu-se o passo anterior.
9. Passou-se a lâmina sobre a chama da lamparina, tendo o cuidado de não carbonizar o material
biológico.
10. Com o auxílio do papel de filtro, limpou-se o excesso de corante.
11. Observou-se a preparação ao microscópio, identificando diferentes fases da mitose.

2.2. Resultados

III – CONCLUSÃO E CRÍTICA

A partir desta atividade experimental podemos concluir que a mitose é um processo de grande


importância para os vegetais, uma vez que lhes possibilita o seu crescimento e desenvolvimento. 
Com as observações efetuadas podemos concluir que a mitose consiste então
na prófase, metáfase, anáfase e telófase. Podemos distinguir estas diferentes fases através
de aspetos relevantes pertencentes aos acontecimentos de cada uma das fases: 
quando a célula se encontrava em prófase, já era possível distinguir os seus cromossomas, apesar de
ainda se encontrarem um pouco enrolados em si; 
quando a célula se encontrava em metáfase, era possível observar a placa equatorial formada pelos
cromossomas ligados ao fuso acromático; 
quando a célula se encontrava em anáfase, era possível ver os cromossomas ligados ao fuso
acromático na sua ascensão aos polos da célula; 
por fim quando a célula se encontrava em telófase, era possível observar a formação de dois núcleos,
com a cromatina dispersa de novo, de maneira que os cromossomas não eram percetíveis. 
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Também foi possível observar a citocinese onde era possível observar a formação de parede celular e
onde se destacava o núcleo da célula com a cromatina dispersa. 

BIBLIOGRAFIA

OSÓRIO MATIAS| PEDRO MARTINS| Revisão científica: MARIA DA NATIVIDADE VIEIRA,


Biologia 11, areal editores

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